Arquivo para 11 de dezembro de 2016

“O PAÍS TEM DIREITO À LISTA E À DELAÇÃO DA ODEBRECHT”, ARTIGO DA ÍNTEGRA, INTELIGENTE E ENGAJADA JORNALISTA TEREZA CRUVINEL

por Tereza Cruvinel

Quando divulgou a conversa ilegalmente grampeada entre Lula e Dilma, o juiz Sergio Moro alegou  “interesse público” no assunto.  Acrescentou que os governados têm o direito de saber o que fazem (inclusive na intimidade) os governantes.  Os mesmos argumentos , e muitos outros, podem ser invocados pela sociedade  para exigir a divulgação da “lista da Odebrecht”, contendo mais de 300 nomes de políticos que receberam “capilés” da empreiteira, logo posta sob sigilo por Moro.  Por que nela há pessoas “com foro” ou porque ela não atende a seuis critérios de seletividade?  Da mesma forma, a sociedade tem direito de exigir do Ministério Público que aceite a proposta da construtora para uma “colaboração definitiva”, afastando a suspeita de que a recusa se relaciona com a amplitude do esquema de financiamento partidário-eleitoral que a Odebrecht planejava desnudar.

O desinteresse de Moro  e dos procuradores pelas revelações da construtora  transpareceu já na noite de terça-feira, conforme registrou este blog. O Jornal Nacional , ao noticiar a Operação Xepa, que fez buscas e apreensões em várias unidades da Odebrecht, destacou trechos da nota pública da empresa,  passando ligeiramente sobre o trecho em que afirma não ter a construtora “responsabilidade dominante” pelos fatos apurados e pela existência de “um sistema ilegítimo e ilegal de financiamento do sistema partidário-eleitoral”.  A seguir, William Bonner informa que “nossos repórteres” ouviram do  Ministério Público que tal acordo não havia sido assinado e que seria analisado segundo as prioridades da Operação Lava Jato.  O desinteresse do Ministério Público confirmou-se nesta quarta-feira logo que começaram a ser divulgados nomes da oposição que figuram na lista da Odebrecht, tais como Aécio Neves, José Serra, Rodrigo Maia e Eduardo Cunha, para ficar só em quatro importantes lanceiros do impeachment.  Moro colocou o material sob sigilo e os procuradores praticamente descartaram a delação da Odebrecht.

A sociedade  tem o direito de conhecer este “sistema ilegal e ilegítimo” de financiamento do conjunto de partidos que a representa.  Quando diz que não tem  “responsabilidade dominante”  por sua existência, a Odebrecht diz implicitamente que não o criou sozinha,  que  ele não nasceu agora, nos governos do PT, que ele envolve um conjunto de empresas e partidos, enfim, que este é o sistema político-eleitoral que temos, fomentador da corrupção.   A lista contém informações que remontam aos anos 1980.   Se o objetivo é passar o país a limpo, tal sistema precisa ser conhecido  para ser desmontado e substituído.  Moro, em seu já muito citado artigo sobre a Operação Mãos Limpas da Itália, refere-se  à necessidade de “deslegitimação” do sistema partidário que lá estava fortemente associado à corrupção. Já a Lava Jato parece querer deslegitimar apenas uma parte do sistema partidário,  composta pelo PT e partidos aliados.

A divulgação da lista iluminaria uma parte do porão. Mas a “colaboração definitiva”, expressão cunhada pela Odebrecht para indicar a disposição de seus dirigentes de falar tudo o que sabem, e certamente sobre todos, é fundamental para o completo desvelamento do esquema. Na colaboração eles não apenas citariam nomes mas apontariam mecanismos operacionais ainda não de todo conhecidos.   A parte ainda lúcida da sociedade, que não se deixou cegar pelo ódio, que mesmo não gostando do PT percebe a seletividade do processo, tem o direito de conhecer a lista e as revelações da Odebrecht. Depois do desgaste com as ilegalidades cometidas contra Lula, Dilma e outros políticos grampeados, a Lava Jato faria bem em afastar as evidências de que seu propósito não é uma faxina mas sim uma chacina política. 

VOCÊ SABE QUEM É “MINEIRINHO”? NÃO É O DA DUPLA SERTANEJA COM “MINEIRO”. É A ALCUNHA DE AÉCIO NA DELAÇÃO DA ODEBRECHT

Resultado de imagem para imagens de aécio neves Embora Sérgio Moro, juiz responsável pela Lava Jato tido pelos advogados de Lula como parcial, tenha afirmado na Alemanha, depois de indagado por que apareceu em foto descontraída com Aécio, que o senador do PSDB não estava sendo investigado por ele, as delações publicadas mostram o contrário.

 Segundo reportagem do jornal reacionário e golpista Estadão, Aécio aparece na lista de delação da Odebrecht com a alcunha de “Mineirinho” abiscoitando R$15 milhões entre 7 de outubro e 23 de dezembro de 2014, quando fora candidato derrotado pela valente, íntegra e engajada Dilma Vana Rousseff.

   O jornal informa “que o cruzamento das informações de proposta de delação do ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho com as planilhas angariadas pela Operação Lava Jato na investigação contra a empresa sugere o pagamento de R$ 15 milhões para o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e ao menos R$ 2,5 milhões para o ministro de Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab (PSD-SP)”.

    Enquanto Aécio Cunha é apelidado na lista da propina como “Mineirinho”, Kassab aparece com o apelido de Kafta. Mas a operacionalidade propinante de Aécio não termina aí. De acordo com o delator Cládio Melo, o golpista-invejo, teria intermediado o pagamento de R$ 1 milhão para o senador Agripino Maia (DEM-RN), conhecido na lista das celebridades propinais como “Gripado” e “Pino”.

    Infere-se que quando Moro afirmou, na Alemanha, que Aécio não estava sendo investigado por ele, ele, Moro, já sabia que Aécio estava no páreo. Não esquecer que o nome de Aécio já apareceu em vários vazamentos ocorridos meses atrás. Sem falar o caso do esquema de Furnas, onde aparece como o responsável pelo esquema.

     Agora, “Mineirinho” já começa a cantar pianinho.

“A ODEBRECHT, A ‘DELAÇÃO DO FIM DO MUNDO’ E A JURISPRUDÊNCIA DA DESTRUIÇÃO”, ARTIGO DO ÉTICO, INTELIGENTE PRUDENTE MAURO SANTAYANA

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Responsável por ao menos dois dos programas estratégicos mais importantes do país, o da construção do submarino nuclear Álvaro Alberto, da Marinha e o do míssil ar-ar A-Darter, da Força Aérea, destinado a equipar os futuros caças Gripen NG-BR que estão sendo construídos com a Suécia, a Odebrecht está pagando caro por sua “proximidade” com os governos Lula e Dilma.

Embora seja uma das mais importantes construtoras estrangeiras a operar em Miami, o bastião do anticomunismo “morocho-cubano” norte-americano, onde construiu o metrô suspenso, o maior estádio da cidade e fez reformas no porto e a ampliação do aeroporto, e mesmo com o seu principal executivo, Marcelo Odebrecht, preso há quase dois anos, a justiça acaba de condenar também o patriarca da organização, o engenheiro Emilio Odebrecht, a quatro anos.

E – já que não conseguiu provar cabalmente desvios e sobrepreços no montante em que se alega no caso Petrobras – estabeleceu para o grupo uma multa “civil” de quase 7 bilhões de reais, parte da qual deverá ser abjetamente entregue pela justiça brasileira à norte-americana (a Suíça também faz parte do acordo), em apenas um ano.

Em qualquer país do mundo, independentemente de seu eventual envolvimento com corrupção, que em alguns casos – como o financiamento de campanhas – não seria considerado mais do que “lobby” nos EUA, uma empresa como a Odebrecht seria considerada um fator estratégico de competitividade nacional – como foi, nos últimos anos, antes da queda de Dilma.

No Brasil burro, fascista, espetaculoso, vingador e punitivo da Jurisprudência da Destruição dos dias de hoje a Odebrecht já teve que eliminar, nos últimos dois anos –devido à interrupção de projetos, vazamentos para a imprensa, versões e contra-versões da mídia, aumento do risco e encarecimento do crédito –, dezenas de milhares de postos de trabalho, perdeu metade de seu valor de mercado, viu sua dívida subir para 90 bilhões de reais, está sendo esquartejada e desnacionalizada, até mesmo na área de defesa – com um incalculável prejuízo não apenas para quem foi demitido, mas também para milhares de acionistas, investidores e fornecedores.

Ainda que de comunista nunca teve nada, os grandes pecados “ideológicos” da Odebrecht – que explicam o ódio e a cataclísmica tempestade que se abateu sobre sua cabeça – é que não se lhe perdoam os fatos, emblemáticos para o plutocrático e autofágico neofascismo tupiniquim, de ter obras em países bolivarianos, como a Vanezuela e o Equador, “comunistas” como Angola, e, o pior de tudo, de ter reconstruído o Porto de Mariel, em Cuba.

Além de ter sido também, teimosamente, o último grande grupo de engenharia nacional a ter sucumbido à pressão, e aceitar fazer acordo de leniência com o Ministério Público.

Coadunando, indiretamente, a versão estabelecida como roteiro para ser vendida – com a cumplicidade da mídia – sobre a Operação Lava Jato para a opinião pública, da qual faz parte a transformação de doações legais e de caixa 2 automaticamente em propina, para justificar o “petrolão”.

Por mais que os “delatores” da Odebrecht confessem ter dado dinheiro a partidos, é preciso que se prove o prejuízo para o erário e em que montante houve esse prejuízo.

Se existiu superfaturamento ou se a Odebrecht, assim como outras empresas, separava normalmente dinheiro do que seria razoável como margem de lucro, para financiar, preventivamente, partidos de todas as tendências, não necessariamente para direcionar licitações, mas para não ser incomodada, pressionada ou alijada em relação aos seus projetos.

Até mesmo porque as quantias agora citadas não passam, em sua maioria, de um, dois, no máximo três milhões de reais, longe, portanto, do que seria pago pela aprovação de contratos bilionários como os que estão em questão, dos 6 bilhões supostamente envolvidos no caso da Petrobras e dos 140 bilhões de reais que, se calcula, já foram acarretados ao país em prejuízo pela Operação Lava Jato.

Ao dar ampla publicidade à delação da Odebrecht – que de delação do fim do mundo não tem nada, já que a Montanha acabou parindo um rato – citando dezenas de nomes no varejo, em quantias relativamente pequenas considerando-se o que supostamente foi desviado, parte da mídia cumpre o papel que dela se espera de transformar um esquema de pequenas doações de campanha feitas à época do pleito – para deputados que não estavam diretamente ligados a comissões de licitação de estatais, nem tinham como direcionar seu resultado –, em um mega escândalo de corrupção destinado a evitar que a Operação Lava Jato caía no ostracismo, ou seja obrigada a comprovar, obra por obra, contrato por contrato, depósito por depósito, os desvios que alega terem ocorrido em escala inimaginável.

As jóias da família Cabral e as viagens da família Cunha, com o locupletamento pessoal de seus integrantes, assim como o de Nestor Cerveró e Paulo Roberto Costa, que já estão soltos, são uma coisa.

Dinheiro para uso em eleição é outra, dentro do esquema usual de caixa 2 que perdurou neste país durante décadas e, nesse caso, a responsabilidade é dos partidos, que devem ser culpados e punidos (retroativamente?) e não de tesoureiros como Vaccari, que, mesmo sem sinais aparentes de enriquecimento ilícito, já foi condenado a mais de 20 anos de prisão.

Em abril, antes da saída de Dilma do poder, já dizíamos que as denúncias não se restringiriam ao PT.

O que importa, além das deletérias e quase irrecuperáveis consequências de uma campanha anti-corrupção que arrebentou com a engenharia e os grandes projetos estratégicos e de infraestrutura nacionais, beneficiando claramente outros países, é saber a quem interessa o aprofundamento constante da criminalização e judicialização da política e a impressão que se quer dar à população de que todo e qualquer representante eleito é bandido e de que todo procurador ou juiz é santo ou impoluto.

E saber quem se aproveitará disso tudo, quando chegar a hora de colher os frutos desse processo, na base, como fez Donald Trump nos EUA, da negação da política e da promoção da antipolítica, nas – cada vez mais próximas – eleições presidenciais de 2018.

“Lula e Dilma estão fortes para resistir”, afirma Cristina Kirchner

EFE

Kichner falou do valor estratégico da aproximação entre forças populares brasileiras e argentinas para repensar o significado do avanço do neoliberalismo.

Darío Pignotti

Militantes ocuparam a entrada da Casa de Portugal, no tradicional bairro da Liberdade, para receber as ex-presidentes Cristina Kirchner e Dilma Rousseff, as principais oradoras do encontro “A Luta política na América Latina hoje”. O “hoje”, ao qual o nome do evento se refere, remete provavelmente ao consenso que existe entre as forças democráticas e populares da Argentina e do Brasil de que se deve dar respostas imediatas à onda conservadora – que, no caso brasileiro avança rumo a um modelo autoritário e repressivo.
Antes de participar do ato junto com Dilma, Cristina foi recebida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na sede do seu instituto, no centro da capital paulista.
“Me reuni com Lula e com Dilma, e os vi muito bem, muito fortes” para resistir aos embates propostos por seus inimigos, respondeu Cristina Kirchner quando Carta Maior perguntou sobre os encontros que manteve nesta sexta-feira (9/12).
Não foi fácil escutar o que diz a ex-presidenta argentina, já que ao seu redor havia muitos jovens militantes, especialmente mulheres, tentando tirar uma selfie.
Ela acabava de concluir sua exposição durante o evento, que foi organizado pela Fundação Perseu Abramo e que teve como anfitriã a “sempre presidenta Dilma”, segundo a secretária de Relações Internacionais do PT, Mônica Valente.
A líder argentina, que finalizou seu mandato em 2015 com níveis de aprovação altos, lembrou do valor estratégico da aproximação entre as forças populares brasileiras e argentinas.
“É cada vez mais importante desenvolver nossa capacidade de articulação, é necessário que nos unamos, para repensar o que significa este avanço do neoliberalismo, e ver como construímos uma nova maioria com todos os setores afetados, que serão cada vez mais”.

Cristina fez um paralelo entre a atual conjuntura do Brasil e da Argentina: “nós, na Argentina, deixamos de ser um país voltado à inclusão e ao consumo, para ser o da paralisia, da exclusão, que começa a deixar as pessoas de fora (das políticas públicas), a ver os comércios fechando (…) além do mais, também devemos saber que quando o Brasil vai mal, pela articulação que tem com o nosso aparato produtivo, nós também somos afetados”.
Consultada sobre o cenário brasileiro sete meses depois da chegada de Michel Temer ao poder, ela afirmou que “é necessário reconstruir a relação de forças capaz de enfrentar politicamente o governo (de Temer), que eu diria que é ilegal, porque não se respeitou a constituição, e também ilegítimo, pois não possui nenhum grau de representação política. Creio que o sistema de representação política é o que está em crise, e que esta se agravou com a destituição de sua presidenta legítima”.
Dilma e Cristina foram as encarregadas de abrir o seminário, no qual participam vários dirigentes políticos, cientistas e delegados de países da região, como o deputado do Mercosul Oscar Laborde, representante da Argentina.
Na exposição de Cristina se mostraram os dados de sua gestão em comparação com os números do governo de Mauricio Macri, e apresentadas desde uma perspectiva regional.
“Hoje faz exatamente um ano do fim do nosso governo. Naquele 9 de dezembro, a Argentina registrava um índice de desemprego de 5,9 %, o mais baixo das últimas décadas, e desde então já subiu a quase dois dígitos (…) o neoliberalismo precisa do desemprego de dois dígitos para que as pessoas briguem (pelos empregos disponíveis)”.
No auditório da Casa de Portugal, que estava lotado, com muita gente do lado de fora querendo entrar, a maioria era de jovens e mulheres. Um grupo de estudantes da USP recebeu Cristina com o coro “somos da gloriosa juventude peronista”, como uma forma de homenagear a militância juvenil da líder argentina, segundo explicou o estudante de sociologia Alexandre Pupo.
A ex-mandatária argentina também expôs, durante sua apresentação, uma radiografia do primeiro ano de governo de Mauricio Macri, vencedor do segundo turno nas presidenciais de 2015.
Até o momento, a gestão do direitista tem se caracterizado pela traição às suas promessas de campanha: garantiu que não desvalorizaria o peso, e o dólar não para de aumentar, prometeu manter o preço dos serviços públicos no mesmo nível, e sua primeira medida ao assumir foi aplicar um aumento, entre outros exemplos citados por Cristina.
Também disse que é “graças à blindagem midiática” que Macri conseguiu convencer o eleitorado de que era possível aplicar um modelo neoliberal sem consequências sociais. “O neoliberalismo é uma doença que se contagia por muitas vias, uma delas é a cultural, outra é a midiática”.
Ao retomar a perspectiva regional Cristina, mencionou o paradoxo sul-americano onde se retoma a lógica dos ajustes ortodoxos, precisamente quando os países ricos começam a revisá-los devido às consequências que acarretam.
Dilma Rousseff fez um gesto de aprovação quando Cristina se centrou nos malefícios do ajuste e do desemprego impulsados por Macri e por outros governos conservadores que se estabeleceram na América Latina.
Durante sua conferência, Dilma fez um repasso dos quatro governos do PT, o último deles inconcluso, com profusão de dados, como já fazia quando estava no Palácio do Planalto. Logo, avançou em sua análise política, e foi então que recebeu o aplauso e algumas ovações do púbico.
Ela alertou sobre a deterioração acelerada da administração Temer e o risco de que derive num formato cada vez mais repressivo.
“Modelos como o nazismo já não são admissíveis depois da queda do Muro de Berlim, (porém) toda a América Latina vive agora uma tentativa de retorno do neoliberalismo e o surgimento de medidas de exceção, não há dúvidas de que corremos riscos (…) o risco é o de um golpe dentro do golpe”, que afaste Temer para dar lugar a um governante ainda mais implacável.
“Como ocorreu durante a ditadura: o golpe número um foi em 1964 e o golpe número dois foi em 1968, e o segundo golpe costuma ser mais duro. Diante desta crise, não podemos aceitar uma solução indireta, a única saída aceitável é o voto democrático, as eleições diretas”. O público ovacionou a ex-presidenta quando ela concluiu sua participação, com muitas pessoas gritando “diretas já”, enquanto ela era cumprimentada por Cristina.
Lula em Heliópolis
Antes do evento na Casa de Portugal, Cristina Kirchner se encontrou com Lula, com quem conversou depois que o ex-presidente e ex-líder sindical terminou sua visita à comunidade de Heliópolis, uma das favelas mais conhecidas de São Paulo – onde ele falou sobre o ódio à divergência política alimentado pelo governo pós-democrático, após o afastamento de Dilma do cargo, no 31 de agosto, data da conclusão do processo de impeachment.
“Na minha opinião, o ódio contra o PT, contra mim, contra a Dilma não tem outra razão senão (atacar) o que foi feito neste país nestes 13 anos. Lembram quando criamos o Bolsa Família, e eles a chamavam de Bolsa Esmola?”, contou Lula em Heliópolis. Ele também disse que a saída para os problemas do Brasil é voltar a incluir os mais pobres no orçamento, e investir no crescimento. “Esse povo ainda vai voltar a sentir orgulho de ser brasileiro”, garantiu o ex-presidente.
Sete meses de Temer
Na próxima segunda-feira (12/12), Michel Temer completará sete meses na condição de “intruso” (assim o chamou Dilma) instalado no escritório do terceiro andar do Palácio do Planalto. Agora residindo no Palácio da Alvorada (desde setembro, se mudou somente depois da conclusão do processo de impeachment), o magnífico edifício modernista desenhado por Oscar Niemeyer, quando concebeu Brasília como uma cidade de grandes espaços públicos e republicanos. Utopia incompleta, já que desde a sua fundação, em 1960, a cidade conviveu por 26 anos com presidentes que chegaram ao poder sem voto, entre militares e civis que herdaram o poder de forma indireta.
Nesse prédio de colunas estilizadas como pescoços de garças, Dilma e Cristina se reuniram no dia 17 julho de 2015, após uma cúpula do Mercosul, evento no qual, pela primeira vez, se comparou os processos destituintes latino-americanos – iniciados com os casos de Honduras, em 2009, e do Paraguai, em 2012, além das tentativas que fracassaram na Bolívia e no Equador – com a Operação Condor que assassinou opositores durante as ditaduras da América do Sul de forma coordenada, entre os anos 70 e 80. Precisamente nesta semana se cumpre 40 anos da morte do presidente brasileiro João Goulart, durante seu exílio na Argentina, fato que ainda não está totalmente esclarecido, embora exista sim a certeza de que ele foi um dos alvos da Operação Condor.
Naquela calorosa sexta-feira de julho, data do seu último encontro, as então presidentas conversaram por mais de duas horas, depois das quais não realizaram a esperada coletiva de imprensa – um sinal da preocupação instalada no Planalto pela avançada destituinte, que avançou um pouco mais naquele mesmo dia, com o então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) anunciando sua ruptura com o governo e abrindo o caminho para o plano golpista, em sociedade com Michel Temer.
É provável que aquela crise tenha sido um dos temas da conversa entre Dilma e Cristina. Porém, certamente não imaginavam a vertigem com a qual se desencadeariam os fatos, nem o prematuro desgaste de Cunha e Temer, os dois protagonistas daquela traição.

Tradução: Victor Farinelli


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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