Arquivo para 15 de dezembro de 2016

“MORO É DENUNCIADO POR VAZAMENTO AO ESTADÃO DE PROCESSO SIGILOSO”, MATÉRIA DA ILUSTRE, INTELIGENTE E CORAJOSA JORNALISTA CÍNTIA ALVES PARA O SITE DO NASSIF

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Jornal GGN – O juiz federal Sergio Moro foi denunciado pela defesa do ex-presidente Lula ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por um vazamento que ocorreu a partir da 13ª Vara Federal, em Curitiba, de processo por danos morais movido contra um delegado da Lava Jato, em caráter sigiloso. A denúncia acompanha a foto em que Moro aparece demonstrando afinidade com o senador Aécio Neves (PSDB) e outras condutas que, na visão dos advogados Roberto Teixeira e Cristiano Zanin, configuram violações ao Código de Ética da Magistratura.

Segundo a representação ao CNJ, Moro cometeu duas infrações nesse caso: primeiro, usou um despacho para emitir opinião e fazer juízo de valor contra a defesa de Lula. Depois, teria vazado ou deixado vazar esse documento relacionado ao processo sigiloso para o Estadão.

O jornal publicou uma matéria destacando a opinião do magistrado, que achou “lamentável” que Lula processe o delegado Filipe Pace. Prontamente, a grande mídia e diversos portais independentes reproduziram a notícia na qual Moro incita a “opinião pública” a acreditar que Lula partiu para cima da Polícia Federal como um todo.

A Advocacia Geral da União vai defender o delegado Pace da ação por danos morais, que é da ordem de R$ 100 mil. O oficial da PF é acusado de tentar difamar o ex-presidente Lula fazendo exatamente o que Moro fez: usado um despacho para emitir opinião sobre um assunto que não é de sua alçada. No caso, Pace disse que Lula estava na lista da Odebrecht.

“As condutas expostas configuram, em tese, desvio funcional porque colidem com disposições da Lei Orgânica da Magistratura, do Código de Ética da Magistratura Nacional (…) dentre outros atos normativos”, diz a defesa de Lula.

“Além disso, o despacho em tela foi proferido em processo que tramita em segredo de justiça e, a despeito disso, menos de uma hora depois foi divulgado por jornalista de O Estado de S.Paulo que habitualmente divulga, com primazia, informações sobre processos que tramitam na 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba — estando hoje noticiada em todos os veículos de comunicação social.”

Em outra passagem, a defesa alega que o despacho de Moro “foi exarado às 18h08min e cerca de uma hora depois já estava em destaque, por exemplo, no blog do jornalista Fausto Macedo, do Estadão, que costumeiramente consegue antecipar, em primeira mão, assuntos relativos à 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba.”

Além do vazamento seletivo ao Estadão, a defesa de Lula listou outras condutas de Moro para manter sua influência na mídia em meio a sua “cruzada” contra Lula. Os advogados destacaram, por exemplo, que o juiz recorrentemente tem ido a eventos de adversários políticos de Lula e o PT, embora diga que não tem tempo para receber outros processos que não tenham a ver com a Lava Jato. 

Para a defesa de Lula, Moro deveria seguir o Código de Ética da Magistratura, que diz que o “magistrado deve evitar comportamentos que impliquem a busca injustificada e desmesurada por reconhecimento social, mormente a autopromoção em publicação de qualquer natureza.”

Outro artigo destacado diz: “O magistrado deve comportar-se na vida privada de modo a dignificar a função, cônscio de que o exercício da atividade jurisdicional impõe restrições e exigências pessoais distintas das acometidas aos cidadãos em geral.”

A defesa também destacou que o “magistrado imparcial é aquele que evita todo o tipo de comportamento que possa refletir favoritismo, predisposição ou preconceito.”

Zanin e Teixeira assinalam que o CNJ tem o dever de se debruçar sobre as infrações de Moro ao Código de Ética da Magistratura. 

LULA ACIONA DALLAGNOL NA JUSTIÇA POR COLETIVA DO POWERPOINT

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Na data de hoje (15/12), protocolamos ação de reparação por danos morais em favor do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva contra o procurador da República Deltan Martinazzo Dallagnol. A ação pede a condenação do citado procurador da República ao pagamento de reparação por danos morais, no valor de R$ 1.000.000,00 (um milhão de reais), em virtude da realização de coletiva de imprensa em 14/09/2016 transmitida em rede nacional, durante a qual, sob o pretexto de informar sobre a apresentação de uma denúncia criminal contra Lula, promoveu injustificáveis ataques à honra, imagem e reputação de nosso cliente, com abuso de autoridade.

Independentemente do desfecho da ação penal gerada pela citada denúncia — que somente poderá ser o reconhecimento da inocência de Lula, como emerge com nitidez dos 23 depoimentos já colhidos de testemunhas selecionadas pelo próprio Ministério Público Federal —, a pretensão indenizatória mostra-se desde logo cabível.

Nenhum cidadão pode receber o tratamento que foi dispensado a Lula pelo procurador da República Dallagnol, muito menos antes que haja um julgamento justo e imparcial. O processo penal não autoriza que autoridades exponham a imagem, a honra e a reputação das pessoas acusadas, muito menos em rede nacional e com termos e adjetivações manifestamente ofensivas.

A mesma coletiva já é objeto de pedido de providências perante o Conselho Nacional do Ministério Público, ainda pendente de análise. O fato também foi levado ao conhecimento do Comitê de Direitos Humanos da ONU em atualização feita no mês passado.

O documento está disponível em www.averdadedelula.com.br

Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Martins

 

O POWER POINT CONTRA ATACA

Depois de mais de 20 depoimentos de testemunhas arroladas pelo próprio Ministério Público enterrarem a farsa de que Lula seria proprietário de um apartamento tríplex no Guarujá, com as testemunhas comprovando que a família do ex-presidente jamais teve as chaves ou usou o apartamento, sendo apenas “potenciais compradores” do imóvel, os procuradores do Ministério Público do Paraná, chefiados por Deltan Dallagnol, tinham que inventar uma nova história na sua busca obsessiva de tentar retratar o ex-presidente como responsável pelos desvios na Petrobras. 

Após um apartamento que nunca foi de Lula no Guarujá, entra a acusação de um apartamento que também não é de Lula, pelo qual sua família paga aluguel pelo uso, e um terreno que não é, nem nunca foi, do Instituto Lula, onde aliás o atual proprietário hoje constrói uma revendedora de automóveis.

Em release, a Lava Jato admite que a denúncia seria uma “reafirmação” da Operação, uma vingança contra a atuação dos advogados de Lula, descrita como “abuso do direito de defesa” e iniciativas legislativas no Congresso com as quais o ex-presidente não tem qualquer relação, não sendo nem deputado, nem senador. Os procuradores da República revelam que são contra a punição do abuso de autoridade e até mesmo do exercício do direito de defesa. Usam de suas atribuições legais como forma de vingança contra aqueles que se insurgem contra ilegalidades praticadas na Operação Lava Jato.

A denúncia repete maluquices da coletiva do Power Point; atropela a competência do Supremo Tribunal Federal e da Procuradoria-Geral da República ao fazer conclusões precipitadas sobre inquérito inconcluso na PGR; quer reescrever a história do País para dizer que todos os males seriam culpa de Lula; tenta atribuir responsabilidade penal objetiva, coisa completamente fora do Código Penal Brasileiro; contradiz depoimento como testemunhas (com a obrigação de dizer a verdade) de delatores ouvidos pela própria Lava Jato como Paulo Roberto da Costa, Nestor Cerveró e Pedro Barusco, que disseram em depoimentos ao juiz Sérgio Moro jamais terem tratado ou tido conhecimento de qualquer irregularidade ou desvio envolvendo o ex-presidente Lula. Usam delações não homologadas e rejeitadas pelo Supremo Tribunal Federal, como a do deputado Pedro Paulo Corrêa, em um festival de ilegalidades, arbitrariedades e inconformismo diante da realidade: mesmo com uma devassa completa na vida de Lula, não encontraram nenhum desvio de conduta do ex-presidente.

Os procuradores da Lava Jato não se conformam com o fato de Lula ter sido presidente da República. Para a Lava Jato, esse é o crime de Lula: ter sido presidente duas vezes. Temem que em 2018 Lula reincida nessa ousadia.

AO PSIQUIATRA ARGENTINO ANTONIO LANCETTI MILITANTE DA LUTA ANTIMANICOMIAL

 Site Lula.com.

Perdemos mais um grande cidadão, um grande companheiro, que contribuiu muito para um país mais humano e mais justo: o médico Antonio Lancetti. Argentino de nascimento, adotou o Brasil e contribuiu muito na luta anti-manicomial no nosso país, por um tratamento mais humano e como questão de  saúde pública para os viciados em drogas.

O seu trabalho sempre esteve associado ao que houve de mais avançado em iniciativas de saúde mental. Liderou junto com o saudoso Davi Capistrano a iniciativa revolucionária que acabou com os manicômios em Santos,  atuou em políticas nacionais e também em São Paulo para tratamento dos viciados em crack. Dedicou sua vida a compreender e ajudar alguns dos segmentos mais discriminados da nossa sociedade. Um exemplo de generosidade e atuação pela missão pública da saúde não só para a
classe médica como para todos os brasileiros.

Nesse momento de tristeza, dor e saudade, minha solidariedade a todos os parentes, familiares, amigos e alunos de Antonio Lancetti.

Luiz Inácio Lula da Slva

O QUE MORO E A GLOBO NÃO QUEREM QUE VOCÊ VEJA NO JN E QUE EXPLICA O NERVOSISMO DO JUIZ, MOSTRAM OS ADVOGADOS DE LULA

O QUE MORO E A GLOBO NÃO QUEREM QUE VOCÊ VEJA NO JN E QUE EXPLICA O NERVOSISMO DO JUIZ

LULA E SUA FAMÍLIA JAMAIS TIVERAM AS CHAVES DO TAL TRÍPLEX DO GUARUJÁ

O Jornal Nacional não mostrou, e a mídia preferiu cobrir os gritos do juiz aos advogados, porque os depoimentos de segunda-feira não só reforçaram a inocência de Lula, como confirmaram que a família do ex-presidente jamais teve as chaves do tal tríplex do Guarujá, uma mentira repetida mil vezes pelas organizações Globo.
Depois de mais de 20 testemunhas não acrescentarem prova nenhuma contra Lula, fato nenhum que indique relação entre desvios na Petrobras e um apartamento que a família de Lula cogitou comprar mais de 3 anos após ele não ser mais presidente, com tudo isso registrado você entende porque o juiz decidiu partir para o berro e para tentar desqualificar a defesa?

 

CAOS INSTITUCIONAL CONTAMINA O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL

Filipe Sampaio

 Matéria de Mario Osava, para IPS.

Diante da responsabilidade de dirimir questões cruciais da crise política brasileira, o Supremo Tribunal Federal (STF) se deixou contagiar pela degradação das institucional, cada dia mais visível, e se transformou em outro fator de incerteza.
 
Na decisão mais transcendente da semana passada, com o voto de seis dos onze ministros, a mais alta instância do Poder Judiciário do Brasil determinou a manutenção de Renan Calheiros na Presidência do Senado, embora retirando-o da linha de sucessão – ou seja, ele não poderá substituir o presidente da República em nenhum caso –, o que gerou controvérsias jurídicas e insatisfação popular. No caso da inabilitação ou ausência do presidente e do vice-presidente do país, seus substitutos constitucionais são aqueles que exercem a presidência da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal, nesta ordem.
 
Porém, a Constituição brasileira também veta o exercício da chefatura do Estado a pessoas processadas por delitos comuns, e Calheiros enfrenta 12 processos judiciais, a maioria por corrupção, e já um deles já foi aberto por este mesmo STF, no primeiro dia deste mês.
 
O problema, destacado pelos juristas é que a faculdade de substituir o mandatário do país pertence à Presidência do Senado, não ao senador que a ocupa temporariamente. A decisão do STF suprime essa prerrogativa, configurando uma intervenção de um poder sobre o outro, de forma constitucionalmente questionável.

 
Para a opinião pública, esse ditame resultou ainda mais desastroso. O “Fora Renan” foi a principal consigna dos protestos contra a corrupção que reuniram dezenas de milhares de manifestantes em São Paulo e outras cidades brasileiras poucos dias antes, em 4 de dezembro. Nas redes sociais, proliferaram as reações negativas à “covardia” do STF, posto “de joelhos” diante do “poderoso” senador, acusado de conivência com a corrupção.
 
Não se tratou somente de manter a Calheiros na Presidência do Senado, mas também de tolerar sua rebelião contra a primeira decisão do máximo tribunal – dois dias antes, na segunda-feira 5/12, o ministro Marco Aurélio Mello decidiu afastar Calheiros da função, acolhendo o pedido do partido Rede Sustentabilidade cujo argumento era que ele não tem condições de desempenhar um papel que tem, entre suas atribuições, a possibilidade de substituir o presidente Michel Temer.
 
A medida provisória do ministro Mello, legalmente vigente durante dois dias – nos quais Calheiros se manteve no cargo, ignorando a sentença judicial, com o apoio da Mesa Diretora do Senado – foi desautorizada na quarta-feira 7 de dezembro, pela decisão do plenário do STF.
 
A ilegalidade do incumprimento da medida inicial também ficou impune após a decisão final do STF, que se auto desprestigiou perante a opinião pública e abriu um precedente para que outros políticos ignorem as sentenças da Justiça.
 
“Crise institucional” foi o termo com o qual muitos juristas e analistas políticos definiram as consequências do que aconteceu nessa semana. A decisão do STF foi política. Pensou-se em superar a confrontação entre os poderes Judiciário e Legislativo, além de assegurar a governabilidade, segundo a retórica posterior ao fato, baseado no temor que sem Calheiros não seria possível votar e aprovar a PEC 55, o ajuste fiscal de vinte anos que é um dos projetos prioritários do novo governo, cuja votação estava fixada para este 13 de dezembro.
 
Para o governo, a aprovação da PEC era vital, pois permitia um congelamento nos gastos públicos, com incremento anual máximo equivalente à inflação do ano anterior.
 
O substituto de Calheiros seria Jorge Viana, do esquerdista e agora opositor Partido dos Trabalhadores (PT), que governou o país entre 2003 e agosto deste ano, e que foi um dos principais críticos da proposta de austeridade fiscal, por considerar que forçaria uma redução do orçamento da saúde, da educação e dos programas sociais.
 
Dessa forma, a decisão do STF deverá tranquilizar o mercado financeiro e outros setores que apostam numa forte contenção do déficit orçamentário, para recuperar a economia a partir de 2017.
 
Porém, como se esperava, essa recuperação econômica não começou este ano, o que gerou rumores sobre a possível substituição do ministro de Fazenda, Henrique Meirelles, até então intocável, e até mesmo do presidente Michel Temer.
 
Retomar o crescimento econômico é uma tarefa considerada indispensável para a sustentação do governo de Temer, de baixa legitimidade e popularidade, por emanar da destituição da ex-presidenta Dilma Rousseff, um processo que não está livre de questionamentos. Temer era seu vice-presidente, participando assim da chapa que triunfou nas eleições de outubro de 2014, quando Rousseff foi reeleita para um segundo quadriênio.
 
As turbulências políticas, alimentadas especialmente pelas investigações de corrupção, contribuíram para as dificuldades econômicas, já que a superação das mesmas depende da aprovação parlamentar do ajuste fiscal e outras medidas como a reforma da Previdência Social.
 
Com um Congresso Nacional liderado por políticos como Calheiros, acusados ou suspeitos de participar em numerosos casos de corrupção, a instabilidade é permanente.
 
Alguns políticos já foram detidos, como o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, o ex-ministro de Fazenda, Antônio Palocci, e dois ex-governadores do Estado do Rio de Janeiro, além de mais de 50 empresários.
 
Dezenas cumprem sentença em liberdade, por ter colaborado com as investigações. Mais de cem 100 parlamentares já são investigados, ou serão quando chegarem ao Ministério Público as informações apresentadas por 77 diretores do grupo empresarial Odebrecht, que aceitou colaborar com a Justiça, a respeito das propinas entregues em troca de contratos com o governo ou com a estatal petroleira Petrobras. Este será provavelmente o golpe final ao sistema político construído no Brasil após o fim da ditadura militar (1964-1985).
 
O principal partido constituído nesse período, o PT, foi profundamente golpeado pelos escândalos que terminaram com as carreiras de vários dos seus dirigentes, contribuindo também com a destituição de Dilma Rousseff e ameaçando o futuro de seu principal líder, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2011).
 
Agora, é a vez de outros partidos que protagonizaram a recente história política recente do Brasil, como Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) – a legenda de Temer e Calheiros, de centro-direita – e o Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) – do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do atual chanceler José Serra, uma agrupação que já foi de centro-esquerda, mas que hoje é a principal referência da direita no Brasil –, experimentarem o olho do furacão.
 
O processo se prolonga porque a maioria dos suspeitos só pode ser investigada e processada pelo Supremo Tribunal. No Brasil, o “foro privilegiado” é um benefício dado aos parlamentares e chefes do Poder Executivo, como ministros e governadores estaduais, além do presidente da República.
 
No meio desta crise, que ameaça arrasar com a classe política brasileira, a Justiça é gradualmente arrastada pelo redemoinho. Um movimento dos parlamentares, encabeçado pelo próprio Renan Calheiros, busca aprovar uma lei para penalizar abusos das autoridades judiciais, medida considerada uma tentativa de conter as investigações de corrupção contra os próprios legisladores.
 
O STF, guardião da Constituição no país, acumula sentenças que contrariam disposições constitucionais ou que são consideradas intervenções indevidas nos demais poderes, posando como novo “Poder Moderador”, segundo o jurista Oscar Vilhena, professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas, de São Paulo.
 
Além da decisão que manteve Calheiros na Presidência do Senado, embora vetando-o como eventual substituto do mandatário do país, outra polêmica medida aprovada pelo STF neste 2016 aconteceu em fevereiro, quando os ministros decidiram que os réus condenados em segunda instância já podem ser detidos. A controvérsia, nesse caso, se deu pelo fato de que a Constituição brasileira fixa a presunção de inocência até o “trânsito em julgado”, ou seja, o último recurso, que pode ser na terceira ou quarta instância judicial.
 
As discrepâncias entre os membros do STF, às vezes agressivas, se tornaram mais frequentes, com a imprensa revelando conflitos ideológicos e inclusive partidários entre alguns ministros. Esta situação aumenta o risco de descrédito dessa instituição, devido ao prolongamento e ao aprofundamento da crise política no Brasil.
 
Tradução: Victor Farinelli.

Créditos da foto: Filipe Sampaio

MUITO ALÉM DOS PERFUMES E DO CHAMPANE

Foto do Arquivo do general Paul Aussaresses, fornecida a Leneide Duarte-Plon. O general é o senhor do meio.

Matéria de Moisés Carlos Ferreira para a Carta Maior.

Duarte-Plon, L. A Tortura como arma de guerra: da Argélia ao Brasil: Como os militares franceses exportaram os esquadrões da morte e o terrorismo de estado. Rio de Janeiro:  Civilização Brasileira, 2016
 
O livro em questão da Jornalista brasileira elucida alguns aspectos de nossa história recente que ainda são pouco estudados, como os acordos estabelecidos entre Brasil e França durante a ditadura militar brasileira e a consequente importação da Doutrina Francesa. Esta doutrina irá colaborar com a organização repressiva dos aparatos militares no cone sul deste continente.
 
Lançado do Brasil no primeiro semestre do ano de 2016, o livro tem como suporte uma série de entrevistas realizadas pela jornalista com o General reformado do exército francês Paul Aussaresses. A escolha em entrevistar Aussaresses deve-se a sua trajetória político-militar, suas funções na Guerra da Argélia, seu trabalho no Brasil como adido militar e também suas atividades como representante comercial de empresas bélicas, além de sua notoriedade na França após o lançamento de dois livros; “Serviços Especiais e “Ainda não disse tudo.
 
Por intermédio dos depoimentos de Aussaresses fica claro que a França utilizou de diversas praticas violentas para combater os militantes da FLN (Frente de Libertação Nacional) que lutavam pela independência da Argélia. Estas práticas foram chamadas de Doutrina Francesa e consistiam em sequestros, prisões, interrogatórios seguidos de tortura e desaparecimento, praticou-se desta forma a tanatopolítica, como nomeia Vladimir Safatle no prefácio do livro.

 O conjunto teórico, chamado de Doutrina Francesa foi cunhado na França na década de 1950 e nasce dentro do contexto das últimas guerras coloniais travadas pelo exército Francês. A primeira delas na Indochina a partir de 1946, onde o exército Francês se deparou com um novo modelo de guerra, chamada de revolucionária.
 
A Doutrina Francesa foi pautada pela apropriação dos conhecimentos do inimigo e a criação de seu antídoto, com a inversão e o contra-ataque, com as práticas para lidar com a guerrilha rural ou urbana, como uma guerra fluída, na qual o inimigo está em todos os lugares, as fronteiras agora são ideológicas e não geográficas e a guerra passa a ter um caráter irregular.
 
Este corpo teórico influenciou nas práticas do exército Francês nas batalhas contra a independência da Argélia, pois a tortura foi inserida como uma política de estado, criou-se a figura do “desaparecido” político, uma forma de não sobrecarregar o poder judiciário. Desta forma a França além de criar um  know how nesta área, se especializou  também em exportar estas técnicas para países como Argentina, Brasil  e Estados Unidos da América.
 
Esta exportação da Doutrina Francesa, se deu por intermédio das consultorias prestadas por Paul Aussaresses, que ensinou nos EUA entre 1961-1963 em Fort Bragg e Fort Benning, bem como sua atuação no Brasil junto ao CIGS (Centro de Instrução de Guerra na Selva) criado em Manaus em 1966.
 
Sua atuação no Brasil ocorreu entre os anos de 1973-1975, ao prestar serviços como adido militar, era amigo pessoal do então chefe do SNI (Serviço Nacional de Informação) General Figueiredo, último presidente militar. No Brasil, atuava também como um intermediário entre o governo Francês e Brasileiro, o que favorecia a compra de material bélico da França, principalmente aviõesMirage, o que explica em grande parte o interesse da França em exportar suas técnicas por intermédio de seus militares.
 
Um dos pólos de difusão desta doutrina foi a Escola das Américas no Panamá criada em 1946 pelos EUA, que se especializou em escola antissubversiva, treinando cerca de 60 mil oficiais latino-americanos, inclusive Rafael Videla da Argentina. Esta escola vai influenciar na organização do aparato repressivo aplicado nas Ditaduras Militares da América Latina a partir dos anos de 1960. Aussaresses conta que ao trabalhar no Brasil encontra por aqui vários de seus ex-alunos dos fortes Bragg e Benning.
 
O curioso foi a constatação de um dos recursos utilizados na aplicação da doutrina Francesa : para demonstrar tais técnicas usava-se o filme de Gilo Pentecorvo “Batalha de Argel” produzido em 1965, justamente para criticar esta barbárie.
 
Os aparatos repressivos utilizados na Guerra da Argélia, como os CCI (Centro de Coordenação Integrado) e o DOP (Destacamento Operacional de Proteção)  estão na origem da criação de órgãos da repressão militar brasileira, como a OBAN (Operação Bandeirantes) com sua estrutura de espionagem, autonomia de ação, e também o DOI-CODI (Destacamento de Operações Internas e Centro de Operação de Defesa Interna).
 
A partir dos assuntos suscitados nesta obra cabe uma outra reflexão, a de que a ditadura militar brasileira prestou assessoria na implementação da ditadura militar chilena em 1973, isto porque o Brasil já possuía um aparato repressivo organizado,  recebido pela  influência estadunidense e francesa.
 
A leitura deste livro, bem como o seu debate colabora para que estes assuntos sejam divulgados e revelados e que novas investigações sejam elaboradas sobre este período histórico.

Créditos da foto: Foto do Arquivo do general Paul Aussaresses, fornecida a Leneide Duarte-Plon. O general é o senhor do meio.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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