Arquivo para 20 de dezembro de 2016

TESTEMUNHA ADMITE QUE LAVA JATO USOU “BOATOS” CONTRA LULA NO CASO TRIPLEX

 Matéria da brilhante, inteligente e engajada jornalista Cíntia Alves do site do Nassif.

Jornal GGN – Uma testemunha do caso triplex que acompanhou diariamente a reforma do apartamento no Guarujá, que está em nome da OAS, admitiu perante o juiz Sergio Moro que só ouviu “boatos” de que a unidade pertenceria ao ex-presidente Lula, mas não possui qualquer documento que comprove isso.

Esses boatos, segundo a testemunha, vinham sempre de funcionários da limpeza e da zeladoria do condomínio, além de comerciantes do entorno do Solaris, disse Rosivaine Soares, ex-funcionária da Tallento. A empresa foi contratada para fazer uma reforma no triplex que a Lava Jato diz ter sido entregue a Lula como uma forma de pagamento de propina.

Rosivaine admitiu que recebeu o projeto de reforma da OAS e nunca ouviu de nenhum funcionário da empreiteira, ou de qualquer superior seu na Tallento, que a unidade seria do ex-presidente Lula. Mas diante de Moro, ela disse “acreditar” que o apartamento tinha “vínculos” com o ex-presidente, sem que ela pudesse especificar se ele era um cliente em potencial ou proprietário de fato.

A partir dos 23 minutos do vídeo abaixo, a testemunha diz ao advogado de Lula, Cristiano Zanin, que ele está certo em dizer que as afirmativas sobre Lula ser dono do triplex não passam de “boatos da vizinhança”.

 

Em uma oitiva polêmica, também na semana passada, o ex-zelador do Solaris, Afonso Pinheiro, também admitiu que não possui provas documentais de que Lula seja o dono do triplex. Além disso, ele afirmou que os boatos começaram dentro do Condomínio após visitas da famílai do ex-presidente ao local. Segundo Pinheiro, as corretoras ajudavam a espalhar esse boato para alavancar as vendas de imóveis no local.

Rosivaine disse ainda que acompanhou a visita que Marisa Letícia, ex-primeira-dama, fez ao apartamento com um de seus filhos. Na ocasião, de acordo com a testemunha, dona Marisa ouviu detalhes sobre o que havia sido executado no decorrer das obras.

O juiz Sergio Moro perguntou à testemunha se Marisa demonstrou ter ficado satisfeita com a reforma. “Eu não sei afirmar, Excelência, o que foi dito com detalhes. Mas foi apresentado o que foi feito. Isso foi vistoriado pelos dois [Marisa e Fábio Luis Lula da Silva].”

Leia mais:

É provável, ouvi o boato, não comprou mas é dono: as pérolas da Lava Jato no caso triplex

TEMER FANTASIA QUE A QUADRA NATALINA VAI FAZER O BRASILEIRO ESQUECER UM POUCO DELE. LEDO (IVO) ENGANO: NEM O PAPAI NOEL COCA-COLA FARÁ ESSE MILAGRE

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O homem não é reificação, fetichização, alienação. O homem é real, diz Marx. Real em sua totalidade. Os objetos e as ideias que produzem a realidade humana continuamente afetam os homens, mulheres e crianças. Não é porque em um determinado momento a consciência de alguém lhe posicione direcionada a um objeto ou ideia que esse alguém abstraiu do mundo. O homem é sua consciência posicionada e sua consciência circunvizinha.

         Há temas atuais que se tornam presentes nas pessoas, principalmente temas coletivos que se impõem intensivamente a elas. São os temas tidos como concretamente imprescindíveis ao entendimento e a práxis. Como o tema principal de toda sociedade é apresentado como tema econômico, de onde desdobram outros temas, que fazem das pessoas suas contínuas totalizações, destotalizações e retotalizações, como mostra o filósofo Sartre, o brasileiro atual, dessa época cruel do golpe, não faz qualquer abstração do sofrimento que vem vivenciado pela imposição perversa das aberrações golpistas.

       Dizem que o golpista-mor, Temer, espera que, contagiados pelo espírito natalino, os brasileiros, esqueçam um pouco do Brasil atual. Ledo (Ivo) engano. O povo brasileiro não esquece a dor em razão da intensidade de dois corpos. Um é que o Natal é festa-comunalidade, onde o povo encadeia afetos produtivos de existir coletivamente. Existir sem a opressão da dor. Como, no momento, o povo sofre, coletivamente, ele vai se lembrar dos causadores dessa dor que violenta a afeição-móvel da alegria natalina. Ou seja, a dor, que é composta de corpos econômico, social e imoral, estará sendo questionada durante esse momento cruel que é uma brutalidade contra a confraternização-cristã.

       O outro corpo é o Papai Noel Coca Cola, que continuamente tenta desfigurar o verdadeiro sentido da festa natalina que é simbolizada original e singularmente, pelo presépio onde os personagens Cristo-menino, Maria, José, os Reis Magos e os animais encadeiam movimentos afetivamente alegres.

        O Papai Noel Coca Cola não tem qualquer relação com o Natal, nascimento de Jesus Cristo. O Papai Noel Coca Cola é uma personagem criada como figura de marketing no ano de 1931, aproveitando a tradição de São Nicolau, no século 3 depois de Cristo, com as cores vermelho, branco e cinto preto criado por Thomas Nast, em 1886, para empurrar a venda do condicionante refrigerante aos norte-americanos e aos americanófilos  espalhados pelo mundo.

        Como a Coca Cola é a representação maior do capitalismo consumista dos Estados Unidos espalhada pelo mundo, e quando se fala de mundo também se inclui o Brasil, apesar dos golpistas estarem fazendo todos os esforços para excluí-lo do mundo -, essa representação se mostra como possibilidade de compra no contexto da sociedade de consumo que transformou a comemoração de Natal (?) em gastos e lucros. E é aí que parte dos brasileiros vai lembrar de Temer travestido de Papai Noel da Coca Cola. Um Papai Noel que pretende arrotar abacaba*, mas só arrota Coca Cola. Para a dor desses brasileiros.  

           Temer não tem escapatória. Com São Nicolau ou com o Papai Noel Coca Cola, Temer será lembrado com um sonoro Fora Temer.

           Natal é presépio e não Papai Noel Coca Cola. 

         Abacaba é uma palmeira da Amazônia que produz um fruto que é usado para fazer um gostosíssimo vinho. Na linguagem da Amazônia é usada para tirar sarro de gente que tenta simular o que não é. “O cara tá arrotando a maior abacaba”. Exemplo mais concreto: “O otário toma Coca Cola e vem aqui com a gente arrotar a maior abacaba”

“… ESSE É UM JUIZ QUE ESTÁ FORA DE CONTROLE. EU VIM PARA O BRASIL E NÃO PUDE ACREDITAR QUE ESSE JUIZ ESTÁ NAS CAPAS DE JORNAL”, DISSE SOBRE MORO, O JURISTA INTERNACIONAL GEOFFREY ROBERTSON, ADVOGADO DE LULA

“Lula não receberá um julgamento justo por parte de Sérgio Moro”, afirma Geoffrey Robertson

  Matéria do site Justificando

O Justificando conversou com Geoffrey Robertson, advogado australiano que defende o caso do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva na ONU e já atuou em casos de repercussão mundial, como na defesa do ativista Julian Assange, na acusação contra a Turquia pelo genocídio armênio e contra o tráfico internacional de armas por Israel para o cartel de Medellin, na Colômbia .

Para Robertson, são várias violações de direitos humanos cometidas pelo juiz Sergio Moro no processo de Lula, como o grampeamento de ligação de telefone que foram divulgadas na mídia, além da postura de criar uma expectativa de culpa no ex-presidente.

“Isso é ilegal, esse é um juiz que está fora de controle. Além disso, todos merecem um julgamento imparcial e justo. Moro e todos os procuradores da Operação Lava Jato estão acusando Lula de ser culpado há um ano, eles não estão sendo imparciais”, afirma. Para ele, Moro está muito envolvido com o processo investigativo e a grande imprensa condena Lula em suas manchetes, com uniforme de de presidiário, por exemplo.

A parcialidade de Moro se expressa com a permissão destes aspectos ilegais que vêm ocorrendo no processo de investigação de Lula, mas que por outro lado o reforça como um ‘grande combatente da corrupção’. “Eu vim para o Brasil e não pude acreditar que esse juiz está nas capas de jornal, parecendo o Eliot Ness, o grande bastião da corrupção. Ele se coloca por aí como um grande inimigo de Lula”, diz.

Robertson destaca a necessária distinção entre juiz investigador e juiz que julga a causa, como é feito em várias países do mundo. Ao contrário disso, Moro investiga e julga, portando-se como investigador/promotor e se distanciando da necessária sobriedade para julgar a causa.

Outro ponto destacado é a atuação dos procuradores da república, que se valem da mídia para criar uma expectativa de culpa em Lula. Além disso, aceitam prêmios internacionais por processos em andamento, vangloriando da perseguição ao ex-presidente.

Para ele, em razão do fato de Lula ser reconhecido internacionalmente, o mundo espera um julgamento justo. Isso não significa que ele não é corrupto ou que não deva ser investigado, diz o advogado, mas a forma como o julgamento é conduzido pelo juízes e pelos procuradores é fundamental para a imagem do país no estrangeiro.

Na defesa da ONU, o advogado enfatiza que caso haja uma condenação que diga que o processo de Lula violou direitos e foi ilegal, é dever político do país reverter a situação, uma vez que assinou o tratado e o ratificou em processo legislativo nacional.

“QUEM NÃO DEVE NÃO TEME”, DIZ A MORAL POPULAR. ALCKMIN, O SANTO, CONFIRMA A MORAL POPULAR: QUER QUE MORO INFORME OS NOMES DAS EMPRESAS DELATADAS

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Embora tenha o apelido de ‘Santo’ na delação da Odebrecht, em sua carreira partidária, Alckmin, não tem nada de santo, ainda mais sendo da Opus Dei, onde não há lugar para santo.

       Há anos, talvez décadas, o PSDB de São Paulo, partido da burguesia-ignara-golpista, vem sendo alvo de comentários sobre prática de corrupção por parte de governantes do estado. Nesses comentários surgem os nomes de Mário Covas, Serra e Alckmin.

        Agora, com os vazamentos de delações na Lava Jato – apesar da proteção que fora dispensada por membros da Lava Jato -, membros do partido da burguesia-ignara, militantes obsessivos pelo golpe, encontram-se em frisson-doloroso, já que no chamado mundo político-partidário brasileiro, a grande jogada é se exibir como honesto para os incautos. Se mostrar o mais santo de todo o mundo político-partidário. E com a proteção da mídia golpista como a Rede Globo no comando.  

       Com seu nome aparecendo na Lava Jato através da delação de Carlos Armando Paschoal, onde o delator afirma que o Santo recebeu doações para suas campanhas nos anos de 2010 e 2014, ele quer saber quais são as empresas que estão sob suspeitas no cartel dos trens cujas obras do Metrô e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) aparecem densamente na Lava Jato.

        O Santo, quer dizer, Alckmin, através da Corregedoria Geral da Administração (CGA) já pediu várias vezes informações sobre o tema sem ter recebido qualquer resposta.

        Observando seu comportamento ansioso, claro que Alckmin não tem nada de santo, visto que uma das virtudes dos santos é saber esperar. Todos os santos, apesar de suas obras humanas, souberam esperar o tempo de suas canonizações. E por quê? Porque “quem não deve não teme”.

DE WEIMAR A CURITIBA: GOLPE À DEMOCRACIA, ONTEM E HOJE

Geraldo Magela

Por Roberto Bueno no site Carta Maior.

 Uma República, a de Weimar (1920), e outra pretensa, a de Curitiba (2015-2016), e uma perspectiva comum assombrosa, que agora se projeta sobre Brasília (2016-2017) e todos nós. Há quase cem anos, quando recaía sobre Weimar o odor sombrio da pólvora recente de 1914-1918, eis que a têmpera dos homens ainda mal-respondia às inseguranças e a impressão impactante de tanto sangue que escorrera nos campos de batalha e que, chegada a paz, então passaria a cobrar de forma dura a vida dos sobreviventes. A pressão dos tempos e o torpor que se abateu sobre mentes e corações causou inércia política apta a alimentar o cenário adequado para a emersão de uma nefasta conjunção de ideologias.
 
Imersa em um contexto de frustração com a capacidade do governo de enfrentar as crises em Weimar e face ao esfacelamento dos partidos políticos, eis que sob tal trilho a ascensão da barbárie nacional-socialista foi facilitada pelo fato de que os campeões da liberdade weimariana adormeceram entre a timidez e a tibieza, pela falta de ousadia, e de convicção sobre o valor da democracia, também embalados pelo descompromisso com o republicanismo e a escassa coragem cívica para agir em sua defesa. Assistiram passivamente a erosão das garantias jurídicas e de suas instituições, como se estivessem no aguardo do anjo salvador que, finalmente, nunca aterrissaria para a obscura missão redentora, senão apenas para o beijo escorregadio e frio de morte e defenestramento das instituições democráticas.
 
Weimar conheceu seus mais graves dias devido a conjunção de dois fatores diferidos no tempo, a saber, as consequências econômicas devastadoras do Tratado de Versalhes e, dez anos depois, a gravidade dos efeitos da quebra da Bolsa de Wall Street em 1929. A isto deve ser somada a importância decisiva da inércia mesclada a tibieza dos atores políticos e das instituições, que virtualmente alimentaram as condições de possibilidade para o recrudescimento da crise a níveis inauditos cujo desfecho é bem conhecido. A crise econômica foi fortalecida pela cultura política autoritária e pelas práticas fascistas, transgressoras da legislação democrática com o desassombro dos homens que creem carregar todas as razões, virtudes e fins elevados deste mundo, o que os legitimaria a impô-los. Ontem como hoje, a tradição autoritária foi cultivada em atos preparatórios, exalando o odor fétido da traição à Constituição e à República, e ainda sob o signo das liberdades foi sendo cozido o fascismo, temperado com as doses maciças do ódio que o inspira.
 

Em Weimar, como em Curitiba, a mídia cumpriu um papel ideológico relevante, em ambos os casos dilapidando o patrimônio do Estado democrático de direito ao apoiar a ascensão de forças autoritárias afinadas com o fascismo. A mídia operou em dupla via, deslegitimando o governo democrático e alimentando a omissão através da semeadura da desilusão políticas nos atores sociais, que ao sofrer o choque midiático são estimulados à inércia, neutralizando a reação contra a consolidação antidemocrática.
 
Weimar sofreu o agudo mal derivado dos movimentos oligárquico-autoritário-empresariais voltados a corrosão da democracia. Na década de 1920, como hoje em Curitiba, ocorreu o ataque a Constituição, neutralizando-a em pontos centrais, cuja atualidade é preciso entender a partir dos mil tons que o fascismo pode assumir, inclusive através das ações de homens togados que não estão a serviço do Estado, mas de determinada ideologia autoritária. Hoje o solapamento da Constituição ocorre através da associação entre as forças antiparlamentares com o grande poderio capitalista paulistano que as patrocina. Ontem, como hoje, o projeto antidemocrático precisa de bode expiatório para o caos pacientemente cultivado pela estratégia de cultura do ódio e da intolerância fascista.
 
O ódio foi sendo semeado por irresponsáveis políticos radicais de direita cujos interesses diretos foram sobrepostos ao público sem que a esquerda lograsse compreensão suficiente, e eficiente, de todo o processo em curso para unir forças antes que a ilegalidade se tornasse a regra. A busca pela encarnação do inimigo do sistema foi a lógica orientadora do autoritarismo de ontem, como o de hoje, realizando o duplo movimento de patologizar e, logo, criminalizar o outro. Era preciso exterminar os entraves de tudo quanto separava a Alemanha de seu grande destino, e para tanto era necessário eliminar as “existências parasitárias” (parasitenhafte Existenzen), assim como hoje o ovo da serpente fascista redesenha os seus novos inimigos históricos sob o pretexto do desenvolvimento econômico.
 
A desarticulação do republicanismo favorecia o nacional-socialismo, pois tolerância e pluralidade não apoiaria um regime frio, autoritário e cruel. A extrema direita alemã no período weimariano disseminava os valores heroicos e do extermínio do campo progressista, indivíduos considerados antipatriotas, inimigos dos genuínos valores germanos. A realização deste projeto demandava sepultar sentimentos de solidariedade e fraternidade em favor do despertar em seu lugar dos piores e mais funestos sentimentos humanos, e para isto a detecção de inimigo(s) era a estratégia mais eficiente. Ontem, como hoje, os articuladores da derrocada da democracia foram hábeis para construir o arquétipo de seus inimigos, e assim como os judeus foram identificados como responsáveis pela debacle econômica alemã, hoje, no Brasil, com o indispensável apoio midiático, o novo responsável por toda a ordem de males é o campo progressista, especialmente o Partido dos Trabalhadores.
 
Não foi necessário revogar a progressista Constituição de Weimar para que a passagem fosse aberta para o nacional-socialismo e isto evidencia as manobras constitucionais possíveis. As aparências foram mantidas mas leis especiais como a Lei de Concessão de Plenos Poderes de 1933 (Ermächtigungsgesetz) corromperam a ordem democrática. A concessão destes poderes a Hitler pelo Parlamento para que enfrentasse os propagandeados altíssimos riscos históricos encarnados pelo incêndio do Reichstag, foi o pretexto para a instauração da exceção. Ações parlamentares que atropelam a Constituição precisam ser travadas. O mero consequencialismo orientado por razões econômicas supostamente calçado na legalidade pode facilmente desconectar-se dos valores democráticos. Que Curitiba não venha a ter o mesmo desfecho de Weimar, malgrado o empenho togado curitibano para que os nossos dias venham a ser mais que sombrios.
 
*Faculdade de Direito. Universidade de Brasília (UnB / CT).

Créditos da foto: Geraldo Magela.


 
 

“NÃO VAMOS DAR SOSSEGO A ESTE GOVERNO”, DIZ CUT SOBRE REFORMA TRABALHISTA”

Atualmente, mais de 60 iniciativas legislativas propõem retirada de direitos trabalhistas - Créditos: Mídia Ninja

Cristiane Sampaio do site Brasil de Fato.

Após a chegada da reforma da Previdência ao Congresso Nacional, a próxima ameaça que bate à porta dos trabalhadores brasileiros pode ser encaminhada ainda esta semana ao Legislativo: a reforma trabalhista.

A pauta já movimenta sindicatos de trabalhadores, preocupados com o contexto de flexibilização de direitos. Mas, para eles, o perigo não projeta exatamente uma novidade: segundo levantamento do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), há mais de 60 matérias propondo retirada de direitos trabalhistas no Legislativo federal.

Tais iniciativas legislativas, somadas ao que o Planalto deve tentar implantar, podem resultar em: jornada de trabalho intermitente, com o trabalhador ficando inteiramente à disposição do patrão e recebendo pagamento apenas pelas horas trabalhadas, quando for recrutado; contratos temporários com validade de 180 dias; demissões mais baratas, com redução da multa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS); entre outras mudanças.

Negociação

Uma das principais propostas que acirram os ânimos entre governo e opositores é a que institui a soberania do negociado sobre o legislado. Isso significa que patrões e empregados ficariam livres para promover negociações à revelia da legislação trabalhista. Para os críticos da proposta, a medida é perigosa porque tende a esvaziar direitos históricos assegurados em lei.

“Esse é, sem dúvida, um dos maiores riscos que estão colocados no Brasil. Nós já temos muita dificuldade de fazer valer o que está na lei. Não é segredo pra ninguém que muitas empresas e patrões burlam as regras, e por isso há um grande número de ações trabalhistas na Justiça. Imagine como pode ficar essa situação se a referência deixar de ser a lei?”, questiona Graça Costa, secretária de Relações de Trabalho da Central Única dos Trabalhadores (CUT), que reúne quase 4 mil sindicatos.

Essa ideia se comunica com outra proposta de lei, que pretende extinguir a mediação sindical nos processos de negociação. Na avaliação das entidades e centrais sindicais, a iniciativa buscaria um enfraquecimento da função institucional dos sindicatos, de forma a colocar ainda em maior vantagem os interesses patronais.

Para se ter uma ideia, segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o Brasil tem em média 14 mil sindicatos, incluindo patronais e trabalhistas. E a pulverização só aumenta, com cerca de 600 novas entidades cadastradas a cada ano. Por outro lado, a média nacional de sindicalização no país gira em torno de 18%. A retirada dos sindicatos das mesas de negociação poderia implicar num enfraquecimento ainda maior dos vínculos entre essas entidades e os trabalhadores.

“A maioria dos trabalhadores está desprotegida. Além disso, a maior parte dos sindicatos é pequena, sem muita força. Apenas algumas categorias, como a dos metalúrgicos e a dos bancários, por exemplo, têm mais condições de garantir vantagens nos processos de negociação. No final das contas, o que vai acontecer é que, se essas mudanças passarem no Congresso, nós vamos ter um recuo muito grande nos nossos direitos, porque vão negociar sempre pra baixo, reduzindo direitos. Isso já acontece hoje, mas vai piorar”, aponta Graça Costa.

Terceirização

Uma das propostas mais controversas dos governistas é a permissão para contratação de terceirizados em qualquer ramo de atividade das empresas. Pelas regras atuais, e conforme entendimento do Tribunal Superior do Trabalho (TST), a terceirização é restrita a atividades de suporte, como segurança e serviços de limpeza.

O governo tem defendido a mudança como uma suposta “modernização” das relações de trabalho, e um projeto de lei com esse teor já tramita no Congresso. Mas, para as entidades sindicais, o discurso oficial esconderia uma precarização ainda maior dessas relações.

A avaliação se ampara em estudos feitos pela CUT e pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), que, segundo dados de 2013, apontam que os terceirizados ganham em média 25% a menos do que os demais trabalhadores. Além disso, sua jornada semanal tem, em média, três horas a mais, e eles estão mais suscetíveis a acidentes de trabalho.

O mesmo levantamento apontou a existência de cerca de 12,7 milhões de terceirizados no Brasil, número que pode aumentar exponencialmente caso a medida governista seja implantada.

“Na verdade, o que se quer é regulamentar a precarização, porque, considerando esse panorama, terceirização e precarização são a mesma coisa”, critica Paulo Cayres, presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos (CNM), que reúne 90 sindicatos e representa cerca de 670 mil trabalhadores.

Enquanto o governo tenta emplacar o discurso economicista para sustentar essa e outras iniciativas, os sindicatos afirmam se tratar de uma restrição dos direitos sociais com vistas à aplicação da cartilha neoliberal. Para Cayres, a tendência é que a economia piore ainda mais.

“Basta ver o que se deu na Europa. A Grécia, a Espanha, a Itália, por exemplo, aplicaram esse receituário de retirada de direitos, e foi uma tragédia. Se o trabalhador tem melhores condições, ele compra mais, e a economia gira. A Alemanha, por exemplo, é um dos países que mais respeitam direitos trabalhistas, e é mais difícil de a crise chegar lá”, compara o dirigente da CNM.

Diante do avanço das propostas de retirada de direitos tanto no Executivo quanto no Legislativo, os sindicalistas prometem uma maior articulação no sentido de combater essas iniciativas. “Vai ter muita luta. Nós não vamos dar sossego pra este governo ou pra qualquer outro que resolva agir dessa forma”, garante Graça Costa, da CUT.

Edição: Camila Rodrigues da Silva


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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