Arquivo para 27 de dezembro de 2016

TEMER DELIRA ACREDITANDO QUE NORDESTINO É OTÁRIO. “EU TENHO UM SONHO: QUE VOCÊS POSSAM DIZER ‘ESSE FOI O MELHOR PRESIDENTE NORDESTINO QUE PASSOU PELO BRASIL’

Resultado de imagem para imagens de temer

 Como é muito fácil de entender, então carece de simplificar.

 Temer sempre foi uma representatividade abaixo do regular. Nunca teve, por si mesmo, singularidade para atrair eleitores que o tomassem como uma valorosa representação democrática. Na avaliação atual pela população brasileira, somente 8% lhe tomam como bom. O que significa que é o presidente mais rejeitado do corpo presidencial do país. Temer é sempre perseguido pelo Fora, o que lhe faz ser um contínuo ausente das manifestações populares. Nunca vai ao encontro do povo, porque tem pavor da inteligência e coragem do povo. Ao contrário de Lula que é povo.

 Temer é golpista, o que já lhe faz ser rejeitado pelos que produzem a democracia como substancialidade da potência política. Ninguém que se sente como sujeito-social da práxis, ação, e poieses, criação, democrática se cumplicia com golpista. Nesse observação, compreende-se que todos que apoiam o desgoverno Temer, apoiam porque também são acometidos pela mesma psicopatologia que acomete todos os que odeiam a democracia.

  Então, ocorreu de Temer, cheio de pavor, aparecer em Maceió, para anunciar a entrega de R$755 milhões para construções de 133 cisternas, microaçudes e programa de acesso à água. Um claro reboque das políticas dos governos populares de Lula e Dilma. Só que em sua estrutura psicológica de golpista, ele não fez qualquer referência sobre os dois presidentes que mudaram o Brasil. Não poderia. Em seu desespero por ser o pior presidente do país ele tem que se agarrar nas mais fantasiosas situações que possam lhe permitir a ilusão de que o povo o admira e o respeita como um presidente legítimo. 

    Foi então que, protegido por uma segurança bem preparada, ele arriscou um discurso para os presentes muito bem selecionados. Aí, manos e manas, ele delirou acreditando que nordestino é otário.

     “Vocês já ouviram aqui um grande relato de tudo que o governo federal está fazendo no Nordeste. Naturalmente tudo isso passa pela minha mesa.

       É que eu tenho um objetivo e um sonho: que ao final do meu mandato, embora sendo eu de São Paulo, vocês possam dizer ‘esse foi o maior presidente nordestino que passou pelo Brasil'”, delirou no “maior presidente nordestino” sendo de São Paulo. Coisa de Temer.

       Em seu delírio, Temer, não sabe que nordestino não é otário. Que nordestino se movimenta como ser de produção de sua história de forma independente sustentado por sua sensibilidade, inteligência e ética. A sua realidade política, econômica, social e cultural confirmam o quanto é sujeito-ativo de suas criações históricas. São faculdades que lhe possibilitam entender o que é engodo, simulação, trapaça e lhe permitem revelar e rejeitar as pretensões golpistas implícitas no vazio discurso.

     Agora, a certeza incontestável que ele pode ter é que o nordestino que vai lembrar dele como o maior presidente nordestino é o fã do Moro, Fagner, o folclórico. 

       Mas Temer não é de todo ineficaz. Não, ele nos possibilita belas gargalhadas. Ele afirma que tem “um sonho”. Aí ele arreganha o universo do riso para nós. O sonho remete a duplicação de sua enunciação. Um como esperança. Tenho um sonho. Tenho esperança. Quem tem esperança nas possibilidades políticas de Temer? Esperança lança para o futuro. Temer, como golpista desgovernante, não tem futuro. Ou nas concepções de Freud. A enunciação de sonho em psicanálise empurra para a trindade inconsciente, supereu e consciente que se revela como conteúdo onírico (pensamento do sonho) e conteúdo manifesto. O sonho para Freud é a realização de desejo. Só que desejo no estamento da vida simbólica do inconsciente,jamais no princípio de realidade.

      Resulta, resultado,como diz o pedagogo-ator-encenador, Abdiel, até recorrendo ao sonho Temer é golpista. O sonho confirma sua irrealidade.  

HONESTIDADE POLÍTICA: GOVERNO CUBANO NÃO RECONHECE O GOVERNO TEMER. QUEM O RECONHECE SÃO OS GOVERNOS EXPLORADORES E SAQUEADORES DAS RIQUEZAS DO BRASIL

Resultado de imagem para imagens de temer com seu grupo

  Nada maios honesto na política internacional do que a posição de Cuba não reconhecer um desgoverno que assaltou o Brasil expulsando do governo uma presidenta eleita com mais de 54 milhões de voto. Sem contar que a usurpação também anulou os votos dos que não votaram na presidenta. Significando total ataque e desprezo pale democracia.

   Cuba, cujo governo tem a solidariedade humana como principal princípio, jamais poderia corroborar com um desgoverno que vem vem concretizando seu ódio e desprezo contra a sociedade brasileira. Principalmente parte da sociedade que tem suas existências ligadas as políticas públicas e que encontra-se ofendida com as ditas reformas que paralisamo Brasil durante 20 anos. 

    Como o desgoverno usurpador colocou as riquezas brasileiras nas mãos do capital estrangeiro, é mais do que lógico (na lógica do lucro) que os países cujas economias são sustentadas pelas riquezas dos países submissos, reconhecem o desgoverno golpista. Exemplo claríssimo, a França que aproveitou o desmonte da política do petróleo nacional e abocanhou o pré-sal com direito a aplausos e reverências dos entreguistas apátridas.

    A posição de Raul, presidente de Cuba, mostra que o Comandantes reverbera suas concepções humanistas.

‘INTERNET MOLDA O CÉREBRO DAS PESSOAS’, DIZ NICOLELIS

GGN – Testes apontam que a internet, o meio de comunicação mais veloz já existente, está moldando o cérebro das pessoas, fazendo com que a razão humana funcione com características do mundo digital.

O grande problema nesse processo é que, ao mimetizar o funcionamento dos computadores, a humanidade tende a perder peculiaridades analógicas de empatia, solidariedade e respeito à opinião alheia. O alerta é do neurocientista Miguel Nicolelis, feito em entrevista exclusiva ao GGN.

Segundo o pesquisador, as mentes de bilhões em todo o mundo podem estar sendo moldadas pela imersão contínua no mundo virtual. “As pessoas estão cada vez mais se comportando como se fossem máquinas”, reforça, afirmando que é capaz de provar como isso acontece:

“Eu sincronizo os cérebros dos meus macacos num laboratório quando dou estímulos visuais comuns, de forma muito rápida. O meio, como diz Marshall Mcluhan (teórico da comunicação), é a mensagem, e uma vez que essa mensagem entra no seu cérebro e no meu, e bate com nossos preconceitos inerentes e nossa visão de mundo crua, é que nem um vírus, infecta e começa a ser broadcast (transmissor) pelo cara que foi infectado. Então, você começa a amplificar um grupo de indivíduos que pensa igual”.

Nicolelis afirma que, nos anos 1960, Mcluhan foi capaz de prever o momento em que a humanidade chegaria hoje. “Ele previu que os grupamentos sociais iam começar a fragmentar a sociedade, porque os grupos de interesse iam começar a se auto referenciar no momento em que houvesse um meio de mídia capaz de ser rápido o suficiente para sincronizar as pessoas na ordem da magnitude de funcionamento do cérebro”.

Não por acaso, completa o neurocientista, é cada vez maior a existência de espaços dentro do Facebook “cujos integrantes acham que seu grupo é mais importante do que o país”.

Para Nicolelis, ao contrário do que muitos cientistas da área de inteligência artificial defendem, a mente humana jamais poderá ser clonada pelos sistemas digitais, até porque um computador nunca terá a capacidade intuitiva de uma pessoa. Porém, um meio de comunicação rápido, e bem instruído para um público específico, pode reforçar padrões preconcebidos e, a partir disso, aumentar a concepção de que seu modo de pensar é verdadeiro, não abrindo espaço para reflexão e desconstrução de ideias.

COMUNIDADES TRADICIONAIS NO CEARÁ SOFREM PERSEGUIÇÃO EM CONFLITO PELA TERRA

Comunidade de Tremembé da Barra do Mundaú durante celebração - Créditos: Camila Garcia

Matéria Amanda Sampaio e Joana Vidal para o Brasil de Fato de Fortaleza.

Pelo menos três comunidades tradicionais do Ceará (Quilombo do Cumbe, em Aracati, Prainha do Canto Verde, em Beberibe, e Tremembé da Barra do Mundaú, em Itapipoca), estão enfrentando graves conflitos nos últimos dias. As áreas, respectivamente um território quilombola, uma reserva extrativista e uma terra indígena, enfrentam um inimigo em comum:  empresários com empreendimentos no local, em especial de turismo de massa, energia eólica e carcinicultura. 

Quando essas empresas chegaram à região, trouxeram também o discurso de progresso: desenvolvimento, modernização e geração de emprego e renda; o convencimento de que é necessário trabalhar para alguém. Como prática, estimularam a divisão interna e a fundação de associações para apoiar suas causas. Afinal, são eles os interessados em lucra com a exploração das pessoas e dos ecossistemas.

A discórdia semeada dentro das comunidades se reflete em uma disputa sobre a vida e o cotidiano em cada um desses territórios. Nessa batalha, de um lado estão comunitários defensores de suas identidades, e do outro, aqueles que se opõem às políticas específicas para essas comunidades. Agora, os opositores decidiram manifestar o desacordo através de ações de violência. 

O único quilombo da praia

Das 34 comunidades quilombolas certificadas pela Fundação Palmares no Ceará, o Cumbe é a única localizada na Zona Costeira. Incrustada entre o mar, as dunas e o mangue, a comunidade é formada por 150 famílias que vivem da pesca, da agricultura familiar, da cata do caranguejo, da mariscagem e do artesanato. Localizada em Aracati, a 148 km de Fortaleza, desde os anos 1970, com a chegada da Cagece, o território é espaço de uma série de conflitos, todos com o mesmo cerne: de quem é a terra?

Para o Estado e para a maior parte dos moradores, o território é quilombola. Prova disso é que, após a certificação da Fundação Palmares, em 2014, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) já cadastrou cerca de 100 famílias no processo de demarcação de terras. Para uma pequena parcela da comunidade, entretanto, a identidade não vale; esse grupo, desde o final de novembro, vem realizando ações sistemáticas e incisivas no sentido de atravancar e até mesmo anular a demarcação.

No último dia 29, o grupo esteve em uma audiência no Incra, com a presença do deputado federal José Airton Cirilo (PT-CE),  para solicitar o cancelamento do processo de demarcação de terras na comunidade e contra o “título de quilombolas” para o local. Na semana seguinte, o mesmo grupo fechou a Ponte da Canavieira, principal acesso para o Cumbe. 

Neste mesmo dia, professores, estudantes universitários e manifestantes que realizariam atividades no local tiveram os ônibus e os três carros onde estavam ameaçados de serem queimados, caso tentassem passar. Quem estava do outro lado da Ponte também não conseguia sair. “Foi muito doloroso você ser privado do seu direito de ir e vir por um grupo de pessoas que não aceita sua identidade, uma identidade que a gente se reconhece, que já foi certificada”, conta Luciana dos Santos, uma das moradoras do Cumbe. 

Os debates para o reconhecimento da comunidade como quilombola tiveram início em 2010, embora “desde criança, a gente escutava essas histórias de que aqui teve escravo”, relembra Luciana. “Cumbe”, inclusive, é uma palavra de origem africana que significa quilombo. A origem do nome da comunidade, os moradores só descobriram no processo. “Ser quilombola, se considerar negro, vem do seu sangue, da sua história. Aqui, temos uma luta muito grande, que é a mesma luta dos nossos antepassados, de resistência. Independente de a Fundação Palmares ter dado esse certificado, a gente é na alma e no sangue. O certificado veio para garantir nossos direitos”, conta Luciana.

Esses direitos estão, inclusive, previstos na Constituição Federal. A advogada Cecília Paiva, do Coletivo Urucum, explica que “os artigos 215 e 216 da Constituição Federal de 1988 garantem a proteção do patrimônio cultural brasileiro material e imaterial, falando expressamente em manifestações afro-brasileiras, diversidade étnica e do tombamento de todos os documentos e os sítios detentores de reminiscências históricas dos antigos quilombos”. Por isso, destaca a advogada, “não restam dúvidas sobre a intenção de proteger as comunidades quilombolas, seu território, a biodiversidade existente para a sua reprodução cultural e seu modo de criar, fazer e viver”.

A luta pelos territórios e modos de vida  tem na institucionalidade judicial uma de suas maiores arenas. São dezenas de processos de disputa de terras levantados em todo o litoral cearense. Todavia, isso não é uma garantia de que o litígio aconteça de forma democrática. “A desigualdade entre sujeitos de direitos e empresários no acesso às instituições e às políticas está entre os principais fatores de degradação social e ambiental. Essas desigualdades são fortemente marcadas pelo racismo e pelo etnocentrismo; não à toa, as principais prejudicadas são as comunidades negras, quilombolas e outras tradicionais e os povos indígenas”, descreve a coordenadora do Instituto Terramar e membro da Rede Brasileira de Justiça Ambiental Cristiane Faustino.  

Reserva Extrativista: a gestão coletiva da terra

A Prainha do Canto Verde é um emblema. Decretada Unidade de Conservação no modelo de Reserva Extrativista (Resex) em 5 de junho de 2009, a comunidade tem sua luta por direitos sociais e território reconhecida até internacionalmente. Na luta pela terra, pode-se dizer que os “prainheiros”, como se denominam, foram vitoriosos. “O processo da reserva extrativista em si é um processo já concluído. A reserva foi decretada”, enfatiza Alberto Ribeiro, um dos moradores da comunidade. O processo já está fase final junto ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o órgão federal responsável pela gestão da unidade, a construção do Acordo de Gestão e o Plano de Manejo.

Embora absolutamente legal, até hoje a Resex é questionada por um empresário de Fortaleza que alega ser dono de parte significativa do território terrestre demarcado. Esse empresário conseguiu apoio na Associação Independente de Moradores da Prainha do Canto Verde (AIMPCV), uma entidade local que passou a reunir os moradores que são contrários à Reserva. No debate de ideias, todos se expressam: ao caminhar pela Prainha, a disputa de posições é visível nos muros.

A intimidação através da violência, entretanto, ocupou espaço significativo no conflito. No dia 7 de dezembro, enquanto o ICMBio e a Polícia Federal realizavam uma operação na comunidade retirando diversas marcações ilegais,  esse grupo de comunitários anti-Resex tentou impedir os trabalhos. Eles tocaram fogo no lixo dos moradores e em pneus para impedir a passagem dos carros e destruíram meios de trabalho de pessoas ligadas ao movimento comunitário, como uma barraca de praia e coqueiros. Além disso, pessoas ligadas ao setor anti-Resex já acumulam denúncias de assédio sexual e estupro contra mulheres da comunidade e servidoras públicas que atuam no local.

Além do próprio ICMBio, que estava no local na ocasião, outros entes públicos como a Secretaria de Justiça e Cidadania, a Defensoria Pública do Estado e a Polícia Ambiental, foram acionados para interferir no conflito e garantir a segurança dos comunitários. O clima de tensão melhorou, mas uma perspectiva de resolução definitiva ainda não existe. “Quando isso vai acabar? No dia que não tiver mais terra. No dia que a comunidade, como tantas outras, não tiver mais um espaço para nenhum nativo morar. Enquanto tiver, sempre vai ter alguém querendo se aproveitar. Isso é a história do litoral”, explica Alberto.

O Ceará tem índio sim

O Ceará conta com 14 etnias indígenas reconhecidas, no entanto, até o ano de 2016, somente uma Terra Indígena teve seu processo de demarcação oficialmente finalizado. Entre os povos que lutam pela demarcação de suas terras, estão os Tremembé da Barra do Mundaú, situados no município de Itapipoca (CE), localizado a 136 km de distância da capital Fortaleza.

Os Tremembé sofrem com o acirramento da luta pelo direito à terra desde 2010 quando o empreendimento turístico denominado “Nova Atlântida” intensificou a investida sobre os 3.580 hectares da Terra Indígena para a construção de um imenso complexo turístico. Atualmente vivem na região cerca de 130 famílias que se identificam como Tremembé da Barra do Mundaú e que ainda dividem seu território com outras famílias que não se identificam como indígenas. 

Em agosto de 2015 a terra foi declarada como indígena, pelo então ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e o processo de demarcação tem caminhado a partir da pressão do povo Tremembé. Uma das maiores reivindicações da população indígena, enquanto não ocorre o processo de “desintrusão”, que consiste na saída dos ocupantes não indígenas, é que cessem as queimadas na terra. Episódios de violência como as ameaças contra as lideranças do povo Tremembé, são práticas comuns realizadas por aqueles não querem ver a terra oficialmente demarcada.

No dia 7 de dezembro, o Ministério Público Federal (MPF) realizou uma audiência pública, no distrito de Barrento, com a presença dos não índios, que ainda residem na Terra Indígena, no intuito de explicar os processos que envolvem a demarcação da terra, como o levantamento fundiário que será realizado para estipular a indenização sob as benfeitorias construídas pelas famílias que terão que deixar a terra indígena, e alertar sobre o impedimento de brocas e queimadas na terra. 

O povo Tremembé da Barra do Mundaú também esteve presente na audiência pública e, desde o primeiro caminhar na comunidade rumo à audiência, já se sentia que os ânimos iriam se alterar: entoando seus cantos tradicionais, os indígenas foram alvo de chacota. Logo após a audiência pública, no dia 9 de dezembro, as ameaças aos indígenas se intensificaram: eles foram perseguidos e xingados durante seu deslocamento nas aldeias, as ameaças contra a vida das lideranças se intensificaram, uma grande extensão de mata foi queimada, os não índios continuam a utilizar da prática da queimada em seus roçados e parte das placas e marcos da demarcação física, que haviam sido colocados na mesma semana da audiência, foram destruídos. 

Após as primeiras denúncias sobre as áreas queimadas, duas pessoas foram detidas, mas liberadas em seguida. Os indígenas relatam que após a liberação foram escutados rojões na comunidade em forma de comemoração e, desde então, a prática da queimada em matas próximas aos rios, áreas de carnaubais e roçados tem sido diária. “Onde está nosso direito? Nosso direito à terra? Cadê a lei que protege? A gente precisa que a justiça tome uma providência. Ou vai tomar uma providência só quando morrer alguém?”, indaga Erbene Rosa, liderança Tremembé. 

Para Luanna Marley, advogada do Escritório de Direitos Humanos e Assessoria Jurídica Popular Frei Tito, que acompanhou a audiência pública a convite do MPF, “os órgãos já foram devidamente acionados, como a Polícia Federal. O próprio Ministério Público Federal realizou audiência pública com a finalidade de tratar da situação, com a participação do Incra, da Funai e a participação dos Tremembé e dos não-índios, onde se esclareceu sobre como se dá a demarcação, assim como explicado sobre as situações que se configuram como crimes ambientais e crimes contra os índios. Agora precisamos que, em caráter de urgência, as devidas providências sejam tomadas no sentido de proteção e defesa dos índios Tremembé e de suas terras.”

Os Tremembé da Barra do Mundaú tem certeza de que o processo de demarcação é mais um passo de conquista da luta. São anos lutando para ter a terra demarcada e protegida em relação a degradação ambiental. “As pessoas que não se identificam como indígenas não aceitam nenhuma das ações de proteção ao meio ambiente, são pensamentos diferentes. Isso foi o que a empresa Nova Atlântida conseguiu implantar no pensamento dessas pessoas”, comenta a liderança Tremembé Adriana Carneiro.

Sobre as ameaças sofridas, Adriana Carneiro aponta que os indígenas já eram ameaçados antes “da demarcação física, mas depois da audiência aumentou, porque os não índios veem as lideranças como empecilho. Agora está sendo pior porque realmente percebi, e o povo [Tremembé] está percebendo, que ao longo dos dias, quanto mais os dias passam, parece que o ódio vai crescendo entre essas pessoas [não índios]. E que de fato eles estão esperando uma oportunidade. Na minha própria casa me sinto ameaçada. Não há justiça em relação a isso”, disse.   

Se o conflito é a prática, a resistência é a regra

Apesar das dificuldades, nenhuma das comunidades desiste da luta por suas terras. “Nós somos pescadores, precisamos do mangue, do rio. Por isso esses conflitos. É uma luta contra o poder econômico”, reitera Luciana Santos, da comunidade Quilombo do Cumbe. 

Alberto Ribeiro, da Prainha do Canto Verde, destaca que a demarcação do território faz diferença na vida das famílias. “Se a gente hoje não fosse uma reserva, não tivesse o apoio, mesmo fragilizado e com certa limitação, do Governo Federal através do ICMBio, nós estaríamos aqui numa outra história. A nossa história seria totalmente diferente e com muito mais prejuízo, especulação, disputa”.

Edição: José Eduardo Bernardes. 


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

esquizofia.wordpress.com

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

_________________________________

BLOG PÚBLICO

Propaganda Gratuita

Você que quer comprar entre outros produtos terçado, prego, enxada, faca, sandália, correia, pé de cabra ou bola de caititu vá na CASA UYRAPURU, onde os preços são um chuchu. Rua Barão de São Domingos, nº30, Centro, Tel 3658-6169

Pão Quente e Outras Guloseimas no caminho do Tancredo.
PANIFICADORA SERPAN (Rua José Romão, 139 - Tancredo Neves - Fone: 92-8159-5830)

Fique Frio! Sabor e Refrescância!
DEGUST GULA (Avenida Bispo Pedro Massa, Cidade Nova, núcleo 5, na Rua ao lado do DB CIdade Nova.Todos os dias).

O Almoço em Família.
BAR DA NAZA OU CASA DA VAL (Comendador Clementino, próximo à Japurá, de Segunda a Sábado).

Num Passo de Mágica: transforme seu sapato velho em um lindo sapato novo!
SAPATEIRO CÂNDIDO (Calçada da Comendador Clementino, próximo ao Grupo Escolar Ribeiro da Cunha).

A Confluência das Torcidas!
CHURRASQUINHO DO LUÍS TUCUNARÉ (Japurá, entre a Silva Ramos e a Comendador Clementino).

Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

Preocupado com o desempenho, a memória e a inteligência? Tu és? Toma o guaraná que não é lenda. O natural de Maués!
LIGA PRA MADALENA!!! (0 XX 92 3542-1482)

Decepcionado com seus desenganos? Ponha fé nos seus planos! Fale com:
PAI GEOVANO DE OXAGUIÃ (Rua Belforroxo, S/N - Jorge Teixeira IV) (3682-5727 / 9154-5877).

Quem tem fé naõ é um qualquer! Consultas::
PAI JOEL DE OGUM (9155-3632 ou paijoeldeogum@yahoo.com.br).

Belém tá no teu plano? Então liga pro Germano!
GERMANO MAGHELA - TAXISTA - ÁGUIA RADIOTAXI - (91-8151-1464 ou 0800 280 1999).

E você que gostaria de divulgar aqui seu evento, comércio, terreiro, time de futebol, procurar namorado(a), receita de comida, telefone de contato, animal encontrado, convites diversos, marocagens, contacte: afinsophiaitin@yahoo.com.br

Outras Comunalidades

   

Categorias

Arquivos

Blog Stats

  • 4.241.871 hits

Páginas

Arquivos