Arquivo para 7 de fevereiro de 2017

ENUNCIAÇÕES DOS FILÓSOFOS DELEUZE, GUATTARI E SARTRE PARA COMPREENDER O OLHAR DO CÚMPLICE DE TEMER, ALEXANDRE DE MORAES

Resultado de imagem para imagens do ministro da justiça alexandre moraes

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As relações entre homens e mulheres se materializam primeiramente através da fenomenologia do corpo. O corpo à distância, já que o homem é um ser das distâncias, como bem disse o filósofo Nietzsche. Eu vejo alguém que passa na calçada em uma perspectiva de corpo inteiro. É esse ser fenomenológico do outro que determina minha consciência como reflexão de que alguém é observado por mim. Se me aproximo desse outro, e então percebo seu rosto, tenho o ser do fenômeno de seu rosto. Aí, posso estabelecer compreensões sobre esse outro. 

      O senso comum carrega sua psicologia de interpretação dos traços dos rostos das pessoas acreditando no que ele encontra as pessoas inteiras expressadas em cada rosto. “Tem um rosto bom. Tem rosto de ladrão. Tem rosto de psicopata”.  Na verdade, não passa de projeção do interpretador sobre o outro. Não há aí nem um indicador filosófico, mas tão somente linguagem resultante do processo de seleção, classificação e hierarquização que o interpretador foi submetido pela voz de comando do poder dominante. Classificar tipos é o que o poder dominante quer para se manter protegido.

     Como o desgoverno golpista oferece um rico leque de personagens que servem a estudos para além dos sociológicos, que leva muitos articulistas, juristas, intelectuais, sindicalistas, estudantes, a sociedade civil, em suas nuances democráticas, a se dedicarem aos entendimentos e opiniões, hoje, o personagem mais em evidência para estudos é o indicado de Temer para o Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

     Apenas como breve contribuição para esses estudos, nós apresentamos duas enunciações dos filósofos Deleuze e Guattari e Sartre para a compreensão dos rostos e do olhar do indicado de Temer.

      Os filósofos Deleuze e Guattari, no 3 Volume da obra Mil Platôs – Capitalismo e Esquizofrenia, afiram que o homem nasce com cabeça, mas sem rosto. O rosto é uma produção. “O rosto não é um involucro exterior que fala, que pensa ou que sente”. O rosto é um sistema muro-branco-buraco negro, onde são inscrito uma semiótica significante e uma subjetivação. A rostidade. O muro do significante e o buraco-negro da subjetivação.

    Os dois filósofos resume assim o conceitos de rostidade: “Os rostos concretos de uma máquina abstrata de rostidade, que irá produzi-los ao mesmo tempo que der ao significante seu muro branco, à subjetividade seu buraco negro”. Os dois filósofos afirmam que não há nada a explicar e interpretar, mas sabe-se que a máquina abstrata produz rostidade paranoica como o rosto-significante-subjetividade-capitalista.  Entretanto, todo rosto pode ser destruído para fazer surgir outro. Possivelmente a rostidade revolucionária.

       A enunciação do filósofo Sartre é endereçada a fenomenologia do olhar que é desenvolvida em sua obra O Ser e O Nada. Para Sartre a questão não são os olhos, mas o olhar. Como toda pessoa é liberdade, todo olhar é um olhar que se quer transcendência-transcendida. Ou seja, todo olhar como liberdade transcendência-transcendida propende a coagular, empastar o olhar-liberdade do outro.

     Em outro entendimento. Eu sou surpreendido por alguém me olhando. Pronto! Volatizou minha liberdade. Agora sou objeto posicionado do olhar do outro. Poderia até se dizer que vivencio um instante de nadificação do meu Para-si. Sou um imobilizado Em-si. Impotente diante desse olhar que me coloca no “olho do mundo”. É semelhante à vergonha que vivencio quando estou atento a olhar uma situação que tomo como proibida e sou surpreendido com alguém me olhando. Deixo de ser sujeito do olhar para me tornar objeto do olhar do outro que com seu olhar mantém sua liberdade, enquanto eu perco a minha como objeto dele. A conhecida sangria existencial.

      Deleuze e Guattari não aceitaram a fenomenologia do olhar apresentada por Sartre, e também a teoria do olhar apresentada por Lacan que foi extraída de Sartre. Todavia, para o propósito desse texto tanto o conceito de produção de rostidade de Deleuze e Guattari e a fenomenologia do olhar de Sartre servem para o nosso propósito.

       No caso do cúmplice de Temer, Alexandre de Moraes, trata-se de se observar sua rostidade como significante de uma semiótica voz de comando em que as inscrições codificadas ficam bem visíveis e concretizadas por força de suas condutas. E observar no rosto, espaços que ainda não foram fixadas inscrições tanto da linguagem significante a da subjetivação. Claro que as análises da psicologia dos tipos não chegam a esse agenciamento das máquinas abstratas produtoras de rostidade, porque se resumem a relação objetiva de comportamentos.

       Já a fenomenologia do olhar de Sartre endereça ao olhar-sujeito como liberdade transcendência-transcendida sobre a liberdade do personagem que em um momento de sua existência foi surpreendido pelo olhar que empastou sua liberdade impossibilitando sua transcendência-transcendida, vocação do Para-si. O sujeito-olhar determinou nele a situação de objeto-olhado empastado. Um olhar inquiridor, reprovador, punitivo, judicativo lhe imprimiu um olhar-culpa, olhar-medo, olhar-desconfiança, olhar-defensivo.

       Como as pessoas de seu círculo estão mais preocupadas com suas atuações-egoícas não percebem seu olhar. E também, seu olhar-culpado é deslocado do olhar dos outros por suas performances tidas por alguns como desajeitadas que leva os analistas políticos, jurídicos, e outros, o classificarem como um ministro sem os elementos essenciais para ocupar o cargo no STF. Mas é preciso entender que suas performances são suas defesas para ocultar a força do olhar que lhe imobilizou para que ele não se veja descoberto sem a liberdade ontológica que ficou presa no olhar do outro que para si foi seu primeiro olhar-original no mundo. O olhar que colocou no mundo. Um mundo ameaçador. Uma demonstração existencial: seu autoritarismo. Trata-se de defesa contra o olhar-medo.

      Se tomarmos Deleuze, Guattari e Sartre como fundamentação para aproximação com os outros, fica fácil de entender que Lula e Dilma falharam nas escolhas dos ministros para o STF, porque não levaram em conta a rostidade e a fenomenologia do olhar.

       Atenção, Lula, em 2018! A questão não é o rosto, é a rostidade. A questão não são os olhos, mas o olhar.  

“TEMER DEBOCHA DOS BRASILEIROS COM A INDICAÇÃO DO TUCANO ALEXANDRE DE MORAES PARA O STF”, ESCREVE A ENGAJADA, ILUSTRE E CORAJOSA JORNALISTA HELENA STHEPHANOWITZ

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Michel Temer indicou na noite desta segunda-feira (6) o ministro da Justiça, filiado ao PSDB, Alexandre de Moraes para integrar o Supremo Tribunal Federal (STF), na vaga deixada pelo ministro Teori Zavascki. O processo seguinte, a partir de agora, é o Senado agendar a sabatina pela qual passará Alexandre de Moraes. Depois disso, se for aprovado, ele é nomeado para o cargo na Corte Suprema. Moraes foi apoiado pelo ministro Gilmar Mendes que, no domingo anterior, se reuniu com Michel Temer para discutir a escolha do novo ministro 

Um outro aliado na indicação do nome de Moraes a Temer foi o presidente do PSDB e senador Aécio Neves, que também está trabalhando para emplacar o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) para ocupar o Ministério da Justiça na vaga que será aberta com a nomeação de Alexandre de Moraes para o Supremo. Anastasia foi citado na Lava Jato pelo policial Jayme Alves de Oliveira Filho, que atuava como funcionário do doleiro Alberto Youssef. Em depoimento no MPF, Jayme disse que entregou 1 milhão de reais a mando de Youssef em uma casa em Belo Horizonte em 2010 que segundo o doleiro, seria para Antonio Anastasia que, na época, era governador de Minas Gerais

Com o primeiro e segundo escalões do governo sob investigação do STF seria melhor se Temer não tivesse escolhido um membro do PSDB e um ministro do seu governo, e muito menos uma pessoa tão controversa para ocupar a vaga aberta pela morte de Teori Zavascki.

Alguns dos colegas de governo de Moraes já foram citados por delatores da Lava Jato como tendo recebido propinas em situações que levantaram suspeitas dos investigadores, como o próprio Temer – citado 43 vezes –, além dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência).

Nomes do PSDB também já foram citados em delações, entre eles Aécio Neves, José Serra e Geraldo Alckmin. Qual será o comportamento de Moraes quando receber inquéritos abertos para investigar os figurões de alta plumagem do tucanato? Será que terá o mesmo tratamento que vem sendo dado a políticos do PT?

O próprio Alexandre de Moraes considera que sua migração da pasta da Justiça para o Supremo não seria recomendável. Numa tese de doutorado que apresentou na USP em julho de 2000, Moraes escreveu que ocupantes de cargos de confiança deveriam ser vetados na Suprema Corte.

Filiado ao PSDB Moraes coleciona polêmicas. Uma delas  é sobre sua defesa do deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no fim de 2014, dias antes de assumir a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo do governo de Geraldo Alckmin, quando conseguiu a absolvição do então deputado em uma ação sobre uso de documento falso. 

No início de janeiro, durante rebeliões nas penitenciárias, causadas por violentos confrontos entre facções criminosas em estados como Amazonas, Roraima, Rio Grande do Norte e Espírito Santo, Moraes tentou se desvincular da crise, jogando a responsabilidade para os estados.

O ministro da Justiça chegou a ser publicamente desmentido pela governadora de Roraima, Suely Campos, depois de afirmar que o estado não havia solicitado apoio para lidar com a tensa situação em seus presídios. Suely Campos apresentou publicamente documentos enviados ao governo federal de novembro do ano passado, mostrando que Moraes havia simplesmente mentido. 

Também como ministro de Temer, Moraes, participou, em Ribeirão Preto (SP), de uma campanha de um candidato do PSDB, partido ao qual ele é filiado, quando foi questionado por eleitores tucanos sobre a Lava Jato. Em tom de deboche, Mores anunciou uma ações da Polícia Federal: “Teve a semana passada e esta semana vai ter mais, podem ficar tranquilos, vocês vão se lembrar de mim”, disse, aos risos. O vídeo chegou à internet, provocando revolta. Horas depois, a PF prendeu o ex-ministro Antonio Palocci (PT) 

Em 2015 uma reportagem de O Estado de S.Paulo afirmou que Alexandre de Moraes constava no Tribunal de Justiça de São Paulo como advogado em pelo menos 123 processos da área civil da Transcooper, uma das cinco empresas e associações que está no alvo de investigação sobre lavagem de dinheiro e corrupção pela organização criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). 

Em sua passagem pelo governo de São Paulo, sob a gestão de Geraldo Alckmin (PSDB), Moraes foi bastante criticado e acusado de ordenar o uso abusivo da força policial em protestos populares, por exemplo, durante as ocupações de escolas estaduais pelos estudantes secundaristas e em manifestações contra o golpe que levou Temer ao poder.

A PM comandada por Moraes usou, pela primeira vez, blindados israelenses para dispersar protestos. O então secretário foi contra um projeto de lei aprovado pela Assembleia Legislativa de São Paulo que proíbe o uso de bala de borracha em manifestações populares.

Moraes foi membro do primeiro colegiado do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2005. Indicado pela Câmara Federal, seu nome foi vetado na primeira votação no Senado. Uma manobra política, atropelando o regimento, permitiu que ele obtivesse os votos necessários. A Casa era presidida por Renan Calheiros (PMDB-AL). 

Enquanto Moraes comemorava a cadeira no STF, o site “BuzzFeed Brasil” saiu com a manchete: “Alexandre de Moraes acumulou patrimônio milionário no serviço público

Entre novembro de 2006 e agosto de 2009, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes (PSDB), comprou uma série de imóveis de alto padrão, como apartamentos de andar inteiro e terrenos em um condomínio luxuoso.

O período coincide com o intervalo entre sua saída do governo Geraldo Alckmin (2005), a atuação no Conselho Nacional de Justiça e parte do tempo em que foi secretário do então prefeito Gilberto Kassab (2007-2010), em São Paulo. Naquele período, o tucano adquiriu oito imóveis que, pelos valores declarados nas escrituras, somaram R$ 4,5 milhões, sem correção monetária – lembrando que o valor de face das certidões registradas em cartórios de São Paulo e Minas Gerais é inferior ao valor praticado no mercado, de acordo com corretores

Com a escolha de um ministro filiado ao PSDB e amigo dos tucanos para julgar adversários políticos odiados pelo PSDB, como no caso do PT, parece que chegamos ao fundo do poço, se é que esse poço tem fundo. Mas esperar o quê de Michel Temer, “presidente” que deu o golpe para chegar ao poder e entrou no Planalto pela porta dos fundos?

registrado em:

SÓ HÁ UMA SAÍDA CONTRA OS DEGENERADOS E AS ABERRAÇÕES: ELEIÇÕES DIRETAS PARA PRESIDENTE, SENADORES E DEPUTADOS FEDERAIS. E O POVO TEM UM CANDIDATO

O Brasil está muito mal. Há entre nós nazi-facistas. A violência urbana está fora de controle. Os golpistas por serem aberrações não inspiram segurança a ninguém. Causam mais insegurança. Isto está demonstrado com a indicação do dublê de ministro policial para o STF. De golpista não podemos esperar nada que promova o bem estar da população. Os golpistas que  derrubaram Dilma Rousseff tinham um objetivo. “Estancar essa porra da Lava Jato.”

O enredo foi pensado tendo como personagens Aécio Never, Eduardo Cunha, Renan Calheiros, MT, STF, PGR, Moro e mais de 300 picaretas que compõem o Congresso Nacional.

O resultado do golpe de Estado está ai. Quebradeira geral da Engenharia brasileira. Sucateamento das grandes empreiteiras. Desemprego. Mais de 12 milhões de trabalhadores desempregados. Fome, muita fome. Necessidade que nos governos de Lula e Dilma foi varrida do mapa da fome do Brasil.

A violência nos presídios, hoje no Espírito Santo, demonstra o país que temos. Um país fruto de um desgoverno predatório, entreguista, que deve ser responsabilizado nas cortes internacionais porque todos seu membros são ladrões, corruptos e estão citados na Lava Jato que só persegue o presidente Lula porque Lula é do povo e eles tem medo do povo.

Neste momento só há uma saída para o Brasil e para os brasileiros e brasileiras. Lutar por eleições diretas para todos os cargos já, não aceitar as indicações do ministro policial para o STF, não aceitar o gato angorá com status de ministro, não aceitar as reformas da previdência e trabalhista e nas ruas, em casa, na escola, no trabalho, no campo, onde o povo estiver, debater, questionar tudo que esses lacaios, vendilhões da pátria estão fazendo para prejudicar milhares de brasileiros e brasileiras.

E o povo tem um candidato. Um candidato que nas horas felizes e tristes como nesta imagem registrada pela lentes do fotógrafo Ricardo Stuckert durante o funeral de Marisa Letícia, comprova que na equação Lula, povo, trabalhadores temos uma subjetividade que a fotosofia clicou e que chamamos de TRANSLULAÇÃO.

É isso isso golpistas, degenerados, aberrações. Lula é superior. Lula será o  futuro presidente da República do Brasil.

XADREZ DO CANDIDATO A MINISTRO DO SUPREMO, TEXTO DE LUIS NASSIF

Por Luis Nassif no GGN

Peça 1 – introito

Para melhor entendimento do governo Temer, considere-se, como ponto de partida, de que se trata de um grupo sem a menor compreensão dos rituais do poder. São mais amadores do que o PT em 2003.

Antes do golpe do impeachment, eram políticos cujo campo de atuação sempre foi o baixo clero da Câmara. Em outros tempos, havia deputados referenciais conduzindo por cima o baixo clero – como Delfim Neto, Paulo Maluf, Ulisses. Já o grupo de Temer se destaca entre os menores, como um dos seus, e sabendo distribuir parcimoniosamente os frutos das barganhas políticas e dos financiamentos obscuros.

Os senadores Romero Jucá e Renan Calheiros, poderiam ser considerados estadistas perto do núcleo de Temer: Michel, Geddel, Eliseu Padilha e Moreira Franco.

Prova maior foi a exposição de Temer aos manifestantes quando da visita a Lula ao Sírio Libanês. Qualquer governante com um mínimo de traquejo enviaria membros de seu staff pessoal para sondar o ambiente. A comitiva de Temer se baseou apenas em um telefonema ao hospital, para saber se havia manifestantes na porta.

Expôs Temer a uma enorme vaia.

As próprias jogadas no poder, de Geddel com o Ministro da Cultura, de Eliseu Padilha apregoando aos quatro ventos os subornos oferecidos à mídia, as trocas de intrigas entre os palacianos, tudo isso denota uma soma de atrevimento com ignorância.

Mas explica em parte a ousadia de indicar Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal (STF).

Peça 2 – Alexandre e as fotos de Marcela Temer

Alexandre de Moraes iludiu o governador Geraldo Alckmin e o ex-prefeito Gilberto Kassab aparentando uma capacidade gerencial que nunca teve. Por onde passou promoveu desastres monumentais por falta de discernimento, de planejamento e por uma compulsão pelas manchetes (http://glurl.co/n57).

Atritou-se com a Polícia Civil paulista, por se apropriar de todos os feitos policiais. Criou o mesmo desgaste com a Polícia Federal por se pretender um aparador de pés de maconha no Paraguai.

Recém-saído de um cargo na prefeitura, responsável pelo ordenamento do transporte coletivo, montou seu escritório e teve como grande cliente empresas suspeitas de pertencer ao PCC.

Não se imagine que sua indicação para o Supremo visou apenas ampliar a blindagem da camarilha de Temer. É possível que a intenção maior tenha sido permitir a Temer livrar-se de Alexandre sem se expor.

Alexandre Moraes nunca foi do grupo de Temer. Sempre serviu a Geraldo Alckmin. Tornou-se próximo de Temer devido a um episódio que ainda guarda aura de mistério: a recuperação das fotos da primeira-dama Marcela Temer, que tinham sido capturadas por um hacker. Alexandre comandou a caçada ao hacker, recuperou as fotos e conseguiu mantê-las sob sigilo total.

A partir daí, ganhou ascendência sobre Temer, a ponto de ser indicado Ministro da Justiça e ser mantido no cargo, mesmo após desgastar o governo com uma série infindável de desastres verbais e da falta de reflexos para reagir às rebeliões no sistema prisional.

Em circunstâncias normais, nenhum Ministro se manteria no cargo. Alexandre sobreviveu, um mistério ninguém do staff de Temer entendeu.

A maneira mais fácil de Temer se livrar do Ministro da Justiça sem se expor a eventuais represálias foi sua nomeação para o Supremo.

Peça 3 – o Supremo e a Lava Jato

Agora, se tem no Supremo ao menos dois ministros absolutamente suspeitos para julgar Temer e seus soldados: Alexandre, nomeado por Temer e provavelmente aprovado rapidamente por um Senado com vários senadores envolvidos nas delações da Odebrecht; e Gilmar Mendes, flagrado visitando o futuro réu Michel Temer, apregoando aos quatro ventos seus trinta anos de amizade com ele, pegando carona para viagens internacionais.

Mas quem irá sustentar sua suspeição?

Certamente não será a presidente Carmen Lúcia quem irá enquadrá-lo. Em algumas oportunidades, Carmen Lúcia expôs a repórteres um grande temor em relação à capacidade de retaliação de Gilmar.

Por outro lado, a reação do Procurador Geral da República (PGR) Rodrigo Janot foi pedir inquérito criminal contra Romero Jucá, José Sarney e Renan Calheiros, acusados de pretender atrapalhar a Lava Jato, a partir das gravações de Delcídio Amaral (http://glurl.co/n58).

Ao contrário do governo Dilma, Janot enfrenta, agora, políticos abaixo da crítica, mas que sabem manobrar instrumentos de poder. Sobrevivendo à delação da Odebrecht, aliás, é evidente que o governo Temer acabará com o republicanismo ingênuo de indicar para a PGR o procurador mais votado pelos sócios da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) – uma associação,  que teria funções de clube corporativo, indicando o PGR!

Mesmo porque é nítido o desgaste de Janot junto aos seus pares, pela falta de liderança sobre a corporação, hoje em dia conduzida pelos procuradores regionais da Lava Jato.

Peça 4 – a hora dos tucanos

A esta altura, todas as fichas de Janot – e da autonomia do futuro PGR – estão depositadas no PSDB, especialmente no seu conterrâneo Aécio Neves. Mas por quanto tempo manterá a hipocrisia de apregoar a isenção política da Lava Jato, e manter a blindagem sobre seus aliados? Já vazaram as delações da Odebrecht incriminando Serra e Aécio. E certamente o vazamento não veio da PGR.

Pelas expressões do chanceler José Serra, quando fotografado em eventos, o tempo da procrastinação está prestes a se esgotar. Serra sabe agir nas sombras, mas tem medo pânico de enfrentar situações de conflito. Exemplos disso foram a greve da Polícia Civil, em frente o Palácio Bandeirantes – quando ameaçaram invadir o Palácio, imediatamente Serra convocou as lideranças e aprovou uma pauta mais generosa do que a proposta da categoria.; e os grandes desastres climáticos, com Serra escondendo-se no Palácio.

Agora, o que ameaça desabar sobre ele não é uma mera crise administrativa, mas uma montanha de denúncias. E em um momento em que Serra começa a perder gradativamente a influência sobre a mídia e o temor que infundia nos repórteres.

Bastará um indício sequer que permita abrir as contas da filha Verônica Serra, para a verdadeira história de Serra vir à tona. Provavelmente Sérgio Cabral perderá o campeonato.

É nesse quadro que há esse conflito entre abrir ou não o sigilo das delações.

Abrindo, haverá uma enchente inicial, com a mídia focando preferencialmente os alvos petistas, mas sem ter como esconder os aliados. Mesmo porque as fontes de vazamento não serão apenas a Procuradoria e os procuradores da Lava Jato, mas um leque muito maior de pessoas envolvidas com a delação.

Em um segundo momento, não haverá como o PGR fugir de medidas que se imporão pela mera divulgação dos fatos – como aconteceu com o vazamento sobre os pagamentos de Odebrecht à conta suíça do tesoureiro de Serra.

CENTRO ACADÊMICO XI DE AGOSTO, DA FACULDADE DE DIREITO DA USP, PUBLICA NOTA CONTRA A INDICAÇÃO DE ALEXANDRE DE MORAES, EX ALUNO, PARA O STF

Leia a nota e anote em sua consciência politica.

 

É com tremenda inquietação e incredulidade que recebemos a notícia de que o atual Ministro da Justiça Alexandre de Moraes será o nome indicado por Michel Temer para substituir Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal.

Redigimos há poucos dias uma carta dirigida ao Ministro em que expressamos que ele não se encontrava a altura do cargo de Ministro da Justiça. O mesmo vale de maneira ainda mais veemente ao posto de Ministro do Supremo Tribunal Federal. Moraes demonstrou ao longo de sua trajetória desrespeito a princípios fundantes da Carta Magna. São constantes declarações e posturas histriônicas e fortemente partidarizadas, o que definitivamente não lhe confere a “reputação ilibada” exigida pelo cargo.

Em sua tese de doutoramento, apresentada na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, em julho de 2000, o hoje ministro da Justiça, sustentou que, na indicação ao cargo de ministro do Supremo, fossem vedados os que exercem cargos de confiança “durante o mandato do presidente da República em exercício” para que se evitasse ‘demonstração de gratidão política’. Por esse critério, ele próprio estaria impedido de ser indicado por Temer. Mesmo que não haja acordo com tal impedimento para as nomeações, no presente caso é patente o conflito de interesses colocado, num cenário em que figuras próximas de Moraes, incluído o núcleo duro do atual governo, são citadas diversas vezes em delações da Operação Lava Jato.

Sua postura diante da crise no sistema carcerário, como indicamos anteriormente, também atinge a sua figura, demonstrando completa incompetência por parte do indicado. As declarações do ministro explicitaram a incapacidade para atuar como representante da justiça no país, ainda mais em relação ao que se espera de um juiz do Supremo enquanto guardião da Constituição.

Ainda enquanto Ministro da Justiça, em gesto absurdo durante ato de campanha do então do deputado Duarte Nogueira (PSDB/SP) a Prefeitura de Ribeirão Preto, Moraes vazou informações sigilosas sobre o futuro das investigações da Operação Lava-Jato, adiantando uma nova fase da Operação. Anteriormente, ocupando o cargo de Secretário de Segurança Pública de São Paulo, permitiu, em nítida ilegalidade, que a Polícia Militar agisse contra estudantes secundaristas em pretensas “reintegrações de posse” sem mandado judicial.

Alexandre de Moraes tem apenas 49 anos, o que lhe confere a possibilidade de exercer durante 26 anos o posto de Ministro. É impensável que diante do que se pretende ser um regime democrático, alguém goze de tamanho poder por tanto tempo, ainda mais sem contar com a legitimidade do voto popular como ocorre no Judiciário.

Além de repudiarmos veementemente a nomeação de Alexandre de Moraes, defendemos — assim como a própria tese de doutoramento do indicado — que seja adotado o modelo de mandatos com prazo definido para os juízes do Supremo. Não é possível que indicações, algumas tão polêmicas como no caso em tela, fiquem tanto tempo na Corte Suprema.

Anunciaremos em breve, também, um Ato contra a absurda nomeação.

#XIDEAGOSTO
#MoraesnoSTFNAO


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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