Arquivo para 13 de fevereiro de 2017

VALOR ECONÔMICO, DA GLOBO, COLOCA EM PRÁTICA SUA PRÁTICA: VAZA ILEGALMENTE INSINUAÇÕES CONTRA LULA E LULA DESMONTA O ANTIJORNALISMO

Do site Lula.com.br

O jornal Valor Econômico de hoje traz texto com um suposto vazamento de uma suposta delação de um executivo da Odebrecht. Como a delação está sob sigilo, esse vazamento seletivo é ilegal. O texto do jornal alega que o tal executivo ouviu dizer que houve uma suposta compra de um terreno para a sede do Instituto Lula. Como já dissemos em outras ocasiões, esse suposto terreno nunca foi do Instituto, que está sediado na mesma casa desde 1991. 

Uma parte da imprensa tem de recorrer a vazamentos ilegais para continuar sua tarefa de gerar manchetes contra Lula. Mesmo que, para isso, tenham de recorrer ao “ouvi dizer” e a documentos sem comprovação.

Outro problema são os erros factuais a respeito da agenda de audiências do processo. O texto diz que Sérgio Moro irá ouvir testemunhas desse processo essa semana, o que não procede de forma alguma. O processo em questão ainda não está na fase de audiências com o juiz. Trata-se de mais um erro primário e grosseiro do jornal.

As acusações trazidas por delações vazadas com estardalhaço para parte da imprensa brasileira não têm se confirmado nos depoimentos desses mesmos delatores. Todos os ouvidos até agora afirmaram, frente ao juiz, não ter conhecimento de qualquer ilegalidade ou vantagem indevida obtida pelo ex-presidente Lula.

Assessoria de imprensa do Instituto Lula

“VEM CHUMBO GROSSO POR AÍ; SERIA MELHOR TEMER FICAR CALADO”, DIZ DEPUTADO”, MATÉRIA DA ILUSTRE JORNALISTA HYLDA CAVALCANTI PARA A REDE BRASIL ATUAL

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Brasília – A declaração oficial feita hoje (13) pelo presidente da República, Michel Temer, sobre a posição do governo em relação à Operação Lava Jato, levantou críticas ao Palácio do Planalto. Mostrou, na avaliação de oposicionistas e até de parlamentares da base aliada, fragilidade e temor por parte do governo. A iniciativa foi vista como um aceno de que o Planalto já pode ter conseguido acesso a nomes que serão denunciados com a quebra do sigilo das delações premiadas de executivos da Odebrecht – o que se espera que aconteça ainda esta semana.

“Vem chumbo grosso por aí. Era melhor ele ter ficado calado”, afirmou da Câmara, em referência ao presidente, um deputado do PMDB. Michel Temer convocou jornalistas no final da manhã para dizer que o Executivo não vai blindar nomes denunciados na operação. Segundo ele, daqui por diante quem integrar o primeiro escalão do Executivo e for citado ou denunciado, será afastado do cargo. Caso o resultado das investigações seja arquivado, o titular do cargo será chamado a retornar, mas se for aberto um processo e a pessoa em questão for transformada em réu, será exonerada.

Este procedimento já foi visto em relação ao senador Romero Jucá (PMDB-RR), afastado do Ministério do Planejamento pouco tempo após o início do governo. Mas, internamente, entre assessores do Planalto, o que teria motivado o presidente foi o incômodo provocado pela situação de Moreira Franco nos últimos dias – alvo de queixas até mesmo por apoiadores do governo no Congresso Nacional, como o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO).

Depois de uma guerra de liminares que ora retirou, ora manteve Moreira Franco na secretaria da Casa Civil, a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o caso, que será definitiva, pode sair ainda hoje pelo relator, ministro Celso de Mello. E pode acontecer, também, de Celso de Mello deixar a questão para ser decidida por todo o colegiado do tribunal.

As ações interpostas ao STF sobre Moreira Franco tiveram como autores os partidos Psol e Rede Sustentabilidade. 

‘Erro feio’

As repercussões já começaram a ser observadas. Em artigo, o deputado Wadih Damous (PT-RJ), que foi presidente da seccional do conselho da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro, lembrou que as delações começam a apontar para outros caminhos diferentes dos que envolveram políticos do PT.

Damous citou, entre vários, “o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), os tucanos Geraldo Alckmin e José Serra, o ex-presidente do Senado Renan Calheiros (PMDB), Moreira Franco (PMDB) e tantos outros caciques que articularam o golpe contra a presidenta eleita Dilma Rousseff”.

Já Caiado repetiu o que tinha dissera desde a posse de Moreira Franco. “Disse e repito que o presidente errou feio neste episódio. Tentar proteger o Moreira Franco com a criação de um ministério para dar a ele foro privilegiado, além de confissão de culpa, é uma prática condenável, que não deve em nada a governos anteriores. Fica com cara de esperteza. Um erro grave”, acusou.

DEFESA DE LULA PEDE APURAÇÃO SOBRE ABUSO DE AUTORIDADE DE DELEGADO

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13 de fevereiro de 2017

Na qualidade de advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolamos representação dirigida ao Procurador Geral da República para que apure eventual abuso de autoridade (Lei nº 4.898/65, art. 4º, alínea “h”) por parte do Delegado Federal Igor Romário de Paula, na entrevista que concedeu ao portal UOL (27/1/2017), quando afirmou que o “timing para prender Lula pode surgir em 30 ou 60 dias”.

Subscrevem igualmente a representação o ex-Presidente da OAB/RS, Valmir Batista, e os juristas e demais advogados destacados abaixo, considerando a inaceitável violação de direitos constitucionais do ex-Presidente pelo delegado-chefe da Operação Lava Jato, comportamento que fere a ética e responsabilidade institucional da Polícia Federal. O arroubo midiático do delegado ignorou o estado de D. Marisa Leticia, em coma após o AVC que sofreu, um total desrespeito à sua condição. Registra-se que esse é mais um de vários abusos cometidos pela Operação contra Lula e seus familiares.

A petição também lembra que, em 2014, o delegado Igor de Paula fez campanha para o então candidato Aécio Neves, do PSDB, explicitando posição partidária contrária a do ex-Presidente.

Cristiano Zanin Martins

Lenio Luiz Streck – Procurador aposentado (MP/RS) e membro Catedrático da Academia Brasileira de Direito Constitucional;

Celso Antonio Bandeira de Mello – Professor Titular de Direito Administrativo da PUC-SP e Fundador do Instituto Brasileiro de Direito Administrativo

Weida Zancaner – Professora de Direito Administrativo da PUC-SP

Rodrigo Ghiringhelli de Azevedo- Professor titular da PUC-RS nos Programas de Pós-Graduação em Ciências Criminais e em Ciências Sociais.

Paulo Petri – Advogado, Mestre em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro – IUPERJ.

Jacques Alfonsin – Procurador aposentado (MP/RS)

“A DETERIORAÇÃO DA ÉTICA PÚBLICA NA ERA TEMER”, ARTIGO DO ILUSTRE JURISTA E SUB-PROCURADOR-GERAL EUGÊNIO ARAGÃO

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 Artigo do probo e engajado jurista e sub-procurador-Geral da República, Eugênio Aragão sobre a violência golpista contra a ética pública comandada pelo golpista-mor, Temer.

   Na disputa da vaga aberta no STF pela aposentadoria de Carlos Aires Brito, despontou como “candidato” com maiores chances à indicação presidencial o Prof. Heleno Torres. Chegou a ser recebido pela Presidenta Dilma Rousseff no Palácio da Alvorada, que, segundo se fez circular, batera o martelo em seu favor, mas lhe pedira absoluta discrição enquanto não houvesse anúncio oficial do nome. Heleno, porém, com forte apadrinhamento no STF e no governo, não honrou o pedido da Presidenta. Almoçando em elegante restaurante dos Jardins em São Paulo, na companhia do então Advogado-Geral da União, Luis Inácio Adams, deu com os dentes na língua e falou pelos cotovelos, a comemorar antecipadamente a indicação. Presenciado por gente da imprensa, o fato espalhou-se como fogo de palha e gerou enorme constrangimento para a presidenta e o próprio “candidato”. O resultado não tardou: Heleno Torres tornou-se, talvez, o primeiro caso de martelo “desbatido” na história das supremas indicações. Tentou desesperadamente contato com a presidenta para se justificar, sem sucesso. Dilma não atendeu. A deslealdade não merecia tratamento diverso.

É oportuno lembrar esse episódio no atual momento político, no qual o sr. Alexandre de Moraes se encontra em maratona de lobby para fazer seu nome ser aprovado pelo Senado. Na sua extrema ambição pessoal, o atual “candidato” não difere muito de Heleno Torres. Mas os tempos são outros.

Alexandre de Moraes também é tudo menos discreto. Divulgou a escolha para amigos e conhecidos antes mesmo dela se tornar oficial. Embora noticiada, a deselegante indiscrição não produziu nenhuma consequência. Temos um “presidente” pouco preocupado com isso. Imagem pública não é seu forte mesmo. Autoridade moral para cobrar lealdade, muito menos ainda.

No mais, Temer sabe perfeitamente quem escolheu:

Escolheu quem no exercício do cargo de secretário de Segurança do estado de São Paulo foi de notória truculência com manifestantes e dirigiu uma polícia campeã em execuções sumárias.

Escolheu quem na vida acadêmica só fez nome entre concurseiros, não entre doutrinadores.

Escolheu quem enche linguiça em seu currículo Lattes, fazendo constar até mesmo que iniciou programa de pós-doutorado antes de ser mestre e no início do doutorado.

Escolheu quem foi flagrado publicamente na prática de plágio em obra publicada como sua.

Escolheu quem como ministro da Justiça foi uma nulidade, suspendendo durante toda a sua gestão as ações da pasta e revelando-se mais preocupado com a promoção pessoal.

Escolheu quem na condição de ministro de Estado fez visita a um controvertido juiz de piso, para render-lhe suas homenagens.

Escolheu quem não soube guardar segredo do cargo e antecipou a eleitores a realização de operação policial sigilosa em sua cidade.

Escolheu quem negou pedido desesperado de uma governadora nortista de envio da Força Nacional para debelar o risco de motins no sistema penitenciário, tornando-se corresponsável pela morte de mais de uma dezena de brasileiros decapitados.

Escolheu quem, na cobrança pela sua omissão, negou ter sido solicitado pela governadora, sendo depois publicamente por ela desmentido, com exibição da troca de comunicação escrita.

Escolheu quem fez papel de garoto-propaganda, capinando maconha em território de fronteira.

Escolheu quem não respeita os direitos constitucionais dos povos indígenas e determinou a revisão de portarias de reconhecimento do indigenato.

Escolheu quem não sabe debater em público e exige de quem o desafia que “cale a boca”.

Em resumo, escolheu um “troublemaker”, um criador de caso, não alguém com perfil de magistrado.

Salta aos olhos que o sr. Alexandre de Moraes não atende os requisitos constitucionais para o cargo de ministro do STF.

O escândalo dessa indicação não termina aqui. Noticia-se que o sr. Alexandre de Moraes pediu licença não-remunerada do ministério da Justiça em plena crise de segurança pública que assola várias cidades do país, para se autopromover nos gabinetes do Senado, mais preocupado com a sabatina. Deixou, portanto, o ministério acéfalo. E como se não bastasse, ainda foi flagrado em rega-bofe a bordo de uma embarcação-motel no Lago Paranoá, no conchavo secreto com senadores que deverão questioná-lo em poucos dias sobre sua aptidão ao cargo. Não é possível imaginar mais desavergonhada exposição de quem almeja a mais alta magistratura do país.

Mas não se pense, nem se reivindique, em tempos de baixa moral e ética pública dilacerada por um golpe de trambicagem na democracia, que o martelo seja “desbatido”. Pelo contrário, os representantes das elites do serviço público atropelam-se pressurosos nos usuais salamaleques ao escolhido, como que concordando com suas práticas. A esperteza vence a discrição e o espírito público, próprios de Teori Zavascki, ministro recém-falecido de forma trágica e prestes a ter seu lugar na Corte usurpado pelo sr. Alexandre de Moraes. No espantoso campeonato de devoção subalterna concorrem a Associação Nacional dos Procuradores da República, o Conselho Nacional dos Procuradores Gerais, a Associação Nacional do Ministério Público, a Associação Nacional dos Magistrados e por aí vai. Fazem um esforço enorme para honrar quem não merece honrarias, quando deveriam, como representantes de carreiras destinadas a garantir a legalidade, questionar a escolha feita de afogadilho, sem qualquer preocupação com o escancarado partidarismo do cidadão agraciado.

Tristes tempos! E ainda ousam comparar esse senhor com o saudoso senador e ministro Paulo Brossard, com quem tive a honra de trabalhar. Liberal conservador cultíssimo e franco oposicionista à ditadura militar, Brossard foi feito ministro do STF quando era Ministro da Justiça e filiado a partido político no governo. Mas as coincidências com o sr. Alexandre de Moraes limitam-se a esses dois últimos aspectos.

Como senador e ministro, Paulo Brossard teve compostura.

Deu-se o respeito.

Não fez declarações partidárias, não participou de campanhas eleitorais quando no ministério.

Respeitou a Polícia Federal e não anunciou operações.

Foi ministro e não militante político enquanto titular da pasta da Justiça.

Não se afastou para fazer chamego em senadores, não pediu nada a ninguém.

Obedeceu rigorosamente à liturgia do cargo.

Jamais se permitiu usar da filiação partidária para decidir desta ou daquela forma.

Foi, em suma, um indiscutível republicano.

Compará-lo com essa nova espécie de maratonista na gincana rumo ao STF não só não lhe faz justiça. Insulta a sua memória.

Este é apenas mais um episódio a comprovar nossa degradação moral e ética depois do arrastão dos trombadinhas aninhados no poder. É sofrido dizê-lo; é sofrido ver tanta vilania ser aplaudida, como se natural fosse, como se fizesse parte da rotina da governação. Longe de agir como Dilma Rousseff no episódio de Heleno Torres, Temer pouco se importa. Talvez até se divirta.

Depois disso nada mais nos surpreende. Com o golpe parlamentar, embrutecemos de vez na banalidade da falta de vergonha ante escancarado desvio de poder às nossas barbas. Que se cuidem nossas instituições, pois a cada dia o respeito da sociedade por elas mais se desvanece.

Ao final, sem autoridade, não haverá quem possa governar o Brasil.

Eugênio Aragão é ex-ministro da Justiça do governo Dilma Rousseff, advogado e professora adjunto da Universidade de Brasília (UnB)

 

DEPOIS DA CENSURA, O QUE FALTA PARA DITADURA?

Beto Barata

Por: TEREZA CRUVINEL

Nas próximas horas, algum defensor da liberdade de imprensa e de expressão, algum zeloso guardião do Estado democrático de Direito, há de recorrer ao STF contra a decisão do juiz Hilmar Castelo Branco Raposo Filho, da 21ª Vara Cível de Brasília que, acolhendo petição de Marcela Temer, proibiu a publicação de notícias, baseadas em processo judicial que já teve o sigilo levantado, sobre a tentativa de extorsão que ela sofreu de um hacker que clonou seu celular. E quando isso acontecer, esperamos todos a oportunidade de ouvir novamente a ministra Cármem Lúcia dizer: “cala a boca já morreu, quem diz é a Constituição”.

Impossível também não ficar imaginando a estridência com que as grandes mídias e suas organizações corporativas estariam protestando se algo parecido tivesse ocorrido nos governos Lula ou Dilma. Teria havido uma sublevação patriótica, algaravia de vozes indignadas contra a violação constitucional indicadora da trama para implantar uma ditadura bolivariana no Brasil. Ao longo deste sábado, entretanto, nem O Globo nem a Folha de S. Paulo, alvos diretos da decisão do juiz, insurgiram-se contra esta iniciativa que não tem outro nome senão censura. Quem protestou com veemência foi a Abraji – Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo -, que em sua nota cobra um posicionamento do Supremo, anulando a liminar. Mas para isso o STF tem que ser provocado. E assim vamos marchando para a ditadura, num governo não eleito, com um Congresso amestrado e amplamente delatado, a escalada crescente de repressão aos protestos e movimentos sociais e a declarada disposição do governo, verbalizada pelo ministro Padilha, de “colocar ordem” em manifestações contra as reformas previdenciária e trabalhista.

O precedente é grave, como destacou em entrevista à CBN o advogado Alexandre Fidalgo, que atua em defesa da liberdade de expressão, porque partiu da mulher do presidente da República. Mas na medida em que ela foi representada na Justiça pelo subchefe da SAJ (Secretaria de Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República), Gustavo do Vale Rocha, tornou-se um ato de governo, ainda que se alegue que ele atuou como advogado pessoal de Marcela. Esta sim, uma grossa mistura entre o público e o privado. Junte-se o fato de que as informações das reportagens publicadas por O Globo e pela Folha de S. Paulo tiveram origem em documentos oficiais, num processo judicial que não está sob sigilo de Justiça. Não “invadiram” a privacidade de Marcela. Apenas reproduziram informações que não estão sob interdição judicial.

Ninguém publicou (ainda) conteúdos do celular clonado e muito menos o teor da mensagem de áudio de Marcela para seu irmão, que na avaliação do hacker poderia jogar “o nome de vosso marido na lama”. Ninguém investigou (ainda) que tipo de serviços de “baixo nível” prestaria ao presidente um certo marqueteiro referido pelo hacker. A Folha de S. Paulo apurou que se trata de Arlon Viana, assessor de Temre. O que soubemos pelas matérias, baseadas nos autos do processo, foi apenas que ele tentou arrancar R$ 300 mil de Marcela para não divulgar o conteúdo. Ela resistiu e acusou-o de ter feito uma montagem para chantageá-la. Acionou o marido, que recorreu ao então secretário de segurança de São Paulo, Alexandre de Moraes, que mobilizou uma grande equipe de investigadores e em poucos dias prendeu o criminoso, agora preso em Catanduva. Credor, Temer o nomeou ministro da Justiça e agora o indicou para uma vaga no STF.  É estranho que o conteúdo do celular não integre o processo, o que deveria tranquilizar Marcela. Mas ela quer silêncio sobre o caso. Em se tratando de mulher do presidente da República, e havendo no crime referências diretas a ele, Temer, o assunto suplanta a privacidade e torna-se de interesse público. Também por isso, não cabe censura.

O caso é clamoroso, mas não representa a primeira investida do governo ilegítimo contra a liberdade de imprensa e de expressão. Nas Olimpíadas de julho, após gestões do governo ainda interino, o Comitê Olímpico Internacional tentou proibir o “fora Temer” nas arenas. Um juiz garantiu a liberdade de expressão política dos cidadãos, desde que não perturbassem os jogos. Há poucos dias, o Planalto proibiu a circulação de jornalistas no quarto andar, a não ser que acompanhados de um funcionário da Secom. Isso é uma violação ao exercício do jornalismo. Um repórter teria que compartilhar com o fiscal da Secom sua pauta e seus interlocutores, quando a Constituição lhe garante o sigilo da fonte. Na EBC, nem falar. A matéria da Agência Brasil que registrou a abertura de inquérito sobre a “solução Michel” – os diálogos gravados por Sergio Machado com Jucá, Renan e Sarney sobre a necessidade de derrubar Dilma para estancar a Lava Jato – passa ao largo do centro da trama: colocar Michel na cadeira de Dilma e dar curso às ações para impedir o avanço das investigações.

Como dizia Paulo Francis, estamos virando mesmo um “bananão”. Uma imensa republiqueta, onde os segredos da primeira-dama sobrepõem-se a um fundamento constitucional basilar.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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