Arquivo para 22 de fevereiro de 2017

O HOMEM QUE MATOU LULA

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                                           Em memória de Dona Marisa Letícia

Imagino que começou assim. Eu deveria ter 4 ou 5 anos quando passando por uma rua com minha mãe vi um cachorro morto na sarjeta. Pela primeira vez minha atenção se fixou em um animal morto. Já havia visto outros, mas nunca minha atenção havia se fixado em um animal morto com tal grau de intensidade. E foi essa visão intensiva que me trouxe, também pela primeira vez, o questionamento sobre a morte.

Durante todo o trajeto de volta para casa, minha consciência era o cachorro morto. Não o cachorro morto em si, jogado na sarjeta, mas o sentido da morte emergido dele. O sentido impalpável, diferente de seu corpo na rua. Não era o cachorro, era um muito além que eu não sabia responder para mim.

Já em casa perguntei à minha mãe o que era a morte. Ela respondeu que era o fim da vida. O momento em que Deus termina a sua obra em relação ao que antes era vivente. Completando com a afirmação de que tudo que nasce morre. Minha mãe imaginando que minha pergunta se tratava de uma preocupação pessoal, procurou me confortar afirmando que eu não deveria me preocupar com a morte, porque eu era uma criança e ainda tinha muita vida para viver.

As afirmações de minha mãe foram boas para ela, na medida em que lhe confirmavam ser ela uma pessoa que acreditava ter preocupação com o filho. Todavia, para mim não acrescentaram nada a minha inquietação. Eu não era uma criança gênio, mas já havia experimentado os nascimentos e as mortes de dois gatinhos que um amiguinho tinha. Eles nasceram e viveram somente dois meses. O que minha mãe me dissera só afirmou o que antes eu havia vivenciado: a morte fora de mim.

Foi quando eu estava com 6 anos que a minha inquietação dirigida à morte com seus corpos físicos e metafísicos se dissiparam e em mim se revelou o que me conduziu durante a maior parte de minha existência: o impulso para matar. Foi exatamente no grupo escolar que senti friamente esse impulso. Havia na sala que eu frequentava um garoto valentão que metia medo nos outros colegas, principalmente nos mais fracos. Uma manhã, na hora do recreio, o vi batendo covardemente em um garotinho de uma série abaixo da que era eu aluno. Fui tomado por um afeto intenso que me causou medo. Aliás, foi o primeiro medo que tive.

Como se não fosse mais eu, peguei o valentão, que era muito maior que eu, libertei o garotinho de seus braços afastando-o para distante, e com força o joguei o valentão no chão. Ele se apavorou e revelou seu medo diante de mim. Hoje, depois de meus estudos filosóficos, entendi o que Sartre escreveu sobre a consciência empastada, coagulada, a consciência do sujeito tornado objeto pelo olhar do outro. Era essa a consciência do valentão: uma consciência que perdeu a liberdade. Pura facticidade.

Esse impulso, que me conduziu durante a maior parte de minha existência, não era o que alguns etologistas, como Konrad Lorenz chamam de instinto. E que foi aproveitado por Freud para desenvolver sua teoria tanática. Ou a luta de Eros e Morte, expressada também nos seus dois princípios: princípio do prazer e princípio de realidade. Ou ainda, a teoria da libido. Era impulso puro de querer matar que não era uma tensão que procura um alvo qualquer para descarregar e voltar a se energizar para outro ato homicida. Nada de estado compulsivo psicopata.

Com passar do tempo, ao entrar na adolescência, se afirmou mais o impulso. Então, com ele, procurei estudar autores que tratassem desse tema. Foi quando entrei em contato com a psicanálise que me levou logo ao berço de Édipo. O menino deseja a mãe, mas teme seu pai que é o senhor da mãe. Diante do temor ele toma o pai como rival, e como rival ele fantasia matá-lo para ficar com a mãe. É nesse momento que eclode no menino o medo de ser castrado pelo pai. O que Freud chama de complexo de castração. Foi também nessa fase que consegui comprar uma pistola alemã.

Foi então que comecei a me questionar: será que esse impulso tem um alvo específico e esse alvo é meu pai? Será que eu, como Édipo, devo matá-lo para me tornar livre e ser uma pessoa autônoma e viver minha existência em concreta liberdade? Compreendi que não era meu pai que deveria matar. Eu gosto muito dele e ele de mim. É um gosto recíproco que foi criado pela respeitabilidade que cada um tem pelo outro. Uma respeitabilidade distribuída nas relações com outras pessoas. Sim, não era meu pai que eu queria matar.

Cada percurso que eu ultrapassava mais se intensificava o impulso para matar. Depois que casei, terminei o curso superior, mestrado, doutorado e pós-doutorado, me fixei em um emprego que muito me gratifica, e tive os meus dois amores, duas meninas maravilhosas, em nenhum momento concebi que o impulso iria diminuir, porque já entenderá que o que ocorria comigo não estava nos signos que Sartre chama de realidade humana. E muito menos em um mundo teologicamente- metafísico.

Pois foi quando estudei Marx e compreendi com ele que o homem é ele, o Estado, a sociedade e o mundo, e encadeie essa concepção transmundana com o dizer de Nietzsche Ecce Homo, que concebi que quem eu deveria matar tinha que ser essa singularidade, no sentido que trata o filósofo Michel Serres.

Um dia me perguntei se não estava me equivocando acreditando que o impulso era para um homem. Será que, em verdade, quem eu deveria matar era uma mulher? Fiz o entendimento de minha relação com minha mãe e não concebi qualquer signo que indicasse ser ela. Nenhuma relação mística mariana. Nunca odiei qualquer mulher como nunca odiei qualquer homem, assim como jamais tive ciúme. O ódio é o pai da inveja e nunca tive inveja de ninguém. Muito antes de estudar o anti-psiquiatra sul-africano David Cooper que afirma que a inveja é querer ser o outro, e o ciúme querer ter o outro, eu já era assim.

Essa modalidade de existência me fez crer que o impulso de matar que procurava não era provocado por esses sentimentos expressos como sintomas de uma cruel repressão. Essa compreensão piorou meu estado, posto que os homens se destroem impulsionados por essas paixões tristes, como afirma o filósofo Spinoza.

Todavia, mesmo sabendo que o impulso para matar não era agenciado por essas paixões tristes, procurei observar homens considerados como importantes no Brasil. Quem sabe eu estivesse errado e algum deles fosse, na verdade, o que daria um fim ao meu impulso assassino com sua morte. Então, uma noite deitado no sofá da sala, liguei a TV sem qualquer interesse nas imagens exibidas, comecei a lembrar desses homens. Lembrei-me de Fernando Henrique, não presenciei qualquer singularidade. Moro, idem, também nenhuma singularidade que me impulsionasse a mata-lo. Dallagnol, idem, idem. Os ministros e ministras do Supremo Tribunal Federal (STF), também não. Rodrigo Janot, nada. Os irmãos Marinhos, nada de importante. Jornalistas da imprensa tida como dominante, também nada. Empresários, o mesmo. Temer, Serra, Aécio, Jucá, Renan, Sarney, Alckmin, Alexandre Moraes, Arthur Neto, Eduardo Braga, Omar Azi, Pauderney, Moreira Franco, Padilha, Geddel, todos os que participaram sem que nenhum me afetasse.

No transcurso desse desfile imagético, minha filha menor, chegou perto de mim me admoestando perguntando como eu tinha coragem e dignidade de ainda ligar em TV que fala contra Lula. Prestei atenção na TV e vi que era mais uma reportagem acusando Lula. Os milhões de pontinhos coloridos das imagens e o som metálico se fundiram em minha mente e um frêmito imperioso tomou conta de meu corpo e minha alma. Uma força envolvente me dominou. Fiquei parado não sei quanto tempo e ouvindo muito distante minha filha dizer que era Lula e ia desligar a televisão. Aos poucos fui adormecendo.

Meu sono foi continuamente conturbado com imagens e pessoas que não conseguia identificar. Foi aí que fui tomado de total surpresa. Acordei dominado por uma intensa alegria dizendo para mim que era Lula o homem que deveria matar. A certeza era tamanha que rapidamente fiz buscas sobre o endereço de Lula, e me certifiquei se ele estaria lá onde morava. Comprei a passagem e fui para São Bernardo. Hospedei-me em um pequeno hotel, e às dez horas em ponto estava na frente do prédio onde Lula.

Pensei entrar no prédio e ir logo ao encontro de Lula e acabar com o impulso assassino. Não precisou porque chegaram alguns trabalhadores e Lula apareceu na frente do prédio de bermudas, camisa da CUT e tênis. Foi chegando e sendo abraçados pelos trabalhadores que disputavam sua atenção. Com a mão no bolso esquerdo da calça, fiquei segurando a pistola. Não sei quanto tempo passou, mas fiquei paralisado quando vi Lula. Paralisia geral com sensação intensiva de deslocamento e quebra espacial-temporal. Síncope ontológica, diria Sartre.

O meu lugar, meu passado, os meus arredores, meus amigos, meus objetos, minhas ideias, minha morte, tudo como situação expressa pela liberdade e facticidade, o Para-si que se ultrapassa rumo ao ser do Em-si, como diz Sartre, tudo se dissipara. Não posso afirmar que fui nadificado, porque vivenciei minha volta ao Estar-no-Mundo. No mundo com Lula.

Voltei ouvindo Lula me chamar de companheiro pedindo que eu me aproximasse dos trabalhadores. Ele me abraçou e perguntou se eu era chegada a uma pinga, eu sou, mas não respondi. Ele lhe pegou pelo braço esquerdo e pediu que eu entrasse. Já na sala, olhei as paredes com fotos de dona Marisa Letícia. Ele me viu olhando as fotos e disse em um profundo suspiro, minha grande estrela companheira. Tomei um trago da melhor pinga que já provara, conversei com os trabalhadores, e quando já começava a noitecer, me despedi, e disse que tinha que ir para uma reunião em outro lugar. Lula me abraçou e me aconselhou para que eu tivesse cuidado.

Na rua, me senti como se tivesse pela primeira vez existindo. Tudo era tão claro e distinto. Tudo tão compreensivo e aconchegante, tão sublime. Era isso que eu procurava: o sublime. Meu impulso não era para matar um homem, mas encontrar um homem que me auxiliasse a matar, em mim, o homem-dogmaticamente paranoico que me impedia de existir autenticamente. E só Lula poderia realizar essa transmutação. O sublime-Lula era o movimento real, de Marx, a vontade de Potência, de Nietsche, o conatus, de Spinoza, o Devir-Povo. O corpo constituinte da democracia.

O júbilo! Lembrei-me do filósofo Clèment Rosset, com seu entendimento de júbilo como alegria a força maior. Era o que vivenciava. Jubilosamente dei um pulo sobre um bueiro e a pistola saltou de meu bolso caindo no bueiro disparando um tiro. Um grupo de jovens, ao ouvir o estampido, bradou eufórica, gol do Corinthians!

 

“COM MAIORIA SIMPÁTICA E ESQUIVA DE QUESTÕES SENSÍVEIS, MORAES PASSA PELA SABATINA”, ARTIGO DA REDAÇÃO DO SITE JUSTIFICANDO

Com maioria simpática e esquiva de questões sensíveis, Moraes passa pela sabatina

Nesta terça feira (21), um capítulo cuja consequência perdurará por décadas chegou ao fim. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) sabatinou e aprovou sem maior resistência o nome de Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal (STF). Agora, o próximo passo é a votação pelo plenário do Senado, para então, o ministro tomar posse na cadeira de Teori Zavascki.

No começo da sabatina, muita expectativa para a investigação acerca das acusações de plágio por parte de Moraes, a falta de postura neutra para ser um Juiz da Suprema Corte e sabatinas informais com senadores na calada da noite em barcos de luxo. No entanto, o que se viu foi o tratamento tranquilo e compreensivo pelo Senado com o candidato, ressalvado um ou outro episódio de maior inquirição.

Questões de ordem

De plano, questões de ordem foram formuladas pela oposição, que destacou a matéria da Folha desta manhã no sentido de que Moraes omitiu nas informações prestadas no Senado que sua esposa tinha casos no Supremo. Ao assinar um termo dizendo que não havia parentes com interesses no tribunal, Moraes agiu de forma diferente de seus antecessores de sabatina, como, por exemplo, o ministro Edson Fachin, que detalhou os casos na corte.

Por isso, o senador Randolfe Rodrigues (REDE/AP) pediu para que a sessão fosse adiada a fim de que se esclarecesse melhor a questão. Além disso, a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR) também requereu o adiamento da sessão até uma audiência pública com a sociedade civil para melhor avaliação de um perfil que está sendo tão questionado. No entanto, em plenário dominado por senadores que adiantaram a aprovação do nome de Moraes, todas as questões foram sumariamente rejeitadas.

Comentário do Professor de Ciência Política da Universidade de Brasília, Luis Felipe Miguel.

Alexandre escapou de acusações de plágio, advocacia para o PCC e outras questões espinhosas

Logo de início nas questões da sabatina, o relator na CCJ, Eduardo Braga (PMDB-AM), antecipou as perguntas mais espinhosas e as condensou junto com outras dezenas de questões em um bloco para Moraes. Nessa oportunidade, foram questionadas posições acerca de prisão em segundo grau, desarmamento, advocacia para o PCC, plágio, dentre tantos outros temas.

A advocacia para o PCC foi alvo de maior ataque por parte de Alexandre de Moraes, que rebateu a história de que teria sido contratado pela facção criminosa. Segundo ele respondeu, na verdade foi contratada por uma cooperativa de transportes para realizar uma série de defesas. Ficou sem resposta, porém – até porque nenhum senador perguntou – se ele enxergava conflito de interesses em ser Secretário Municipal de Transportes e, ao mesmo tempo, advogado de cooperativa de transportes. A polêmica se limitou ao PCC e foi afastada pelo candidato.

Quanto à questão do plágio, Moraes se limitou a comentar o caso da cópia do livro espanhol que compilava decisões da Suprema Corte do país. Em sua defesa, disse que a acusação partiu de uma pessoa ressentida por ter sido reprovada para professor de direito da USP. Além disso, no mérito disse que não havia plágio pois decisões do tribunal são “públicas”.

Coube ao Professor de Ciência Política da Unicamp e colunista do Justificando, Frederico de Almeida, a análise sobre o discurso de Moraes de que não seria plágio, pois o trecho copiado seria referente a uma decisão judicial, sob a qual não pesa “direitos autorais”.

Os poucos senadores da oposição ficaram incumbidos de refazer as questões mais incômodas. Lembraram as palavras de Moraes que considerava o PT “uma quadrilha”, além de sua gestão truculenta na Secretaria de Segurança Pública com estudantes e movimentos sociais e a omissão no Ministério da Justiça na crise penitenciária. As questões foram tangenciadas pelo senador, que de outro lado, recebia intervenções mais simpáticas de senadores do PSDB e do PMDB. “Os que foram leões de outrora com ministro Fachin, hoje estão aqui gatinhos”, protestou a senadora Gleisi Hoffman (PT-PR).

Já sobre opiniões jurídicos, Moraes afirmou ao que veio para defender a proposta de punição de até 10 anos para adolescentes, o que seria na prática tão ou mais danoso quanto à redução da maioridade penal, além de responder que não irá se declarar suspeito para Lava Jato ou processos envolvendo o Partido dos Trabalhadores – senadores questionaram sobre vídeos que chamava o partido de “quadrilha”.

Já pela tarde, depois de algumas falas, a comissão estava quase “às moscas”.

Plenário vazio durante a tarde na Comissão de Constituição e Justiça. Foto: Reprodução/Twitter/Senadora Fátima Bezerra.

Nas questões feitas a Moraes, a senadora Fátima Bezerra (PT-RN) afirmou ter informações sobre um processo de plágio envolvendo o Procurador do Ministério Público de São Paulo Cássio Juvenal Faria, a Editora Atlas e o livro de Direito Constitucional de autoria de Moraes. Em sua resposta, Moraes afirmou que não existe tal processo e que a informação sobre plágio é uma calúnia. Foi um ponto de grande tensão na sabatina.

Os últimos senadores a perguntarem foram ligados a pauta ruralista. José Medeiros (PSD-MT), Simone Tebet (PMDB-MS) e outros senadores perguntaram como ele se posicionaria em casos envolvendo indígenas. Moraes, por sua vez, fez a defesa do caso Raposo Serra do Sol, acenando que irá aplicar os referenciais daquela decisões para outros grupos indígenas, o que é motivo de muito protesto por ativistas ligados à área. A postura, contudo, é esperada, afinal como revelou o De Olho nos Ruralistas, no encontro na Chalana Champagne, a maioria dos senadores eram ruralistas.

No geral, a sabatina foi muito tranquila. Ao final da noite, senadores aprovaram o nome de Moraes por larga maioria no placar de 19 votos a 7. Agora, resta o plenário do Senado aprovar a indicação para que ele assuma a cadeira no Supremo Tribunal Federal.

 

JUCÁ, “O PARAR A PORRA DESSA SANGRIA”, CONVIDA PARA O BLOCO DA “SURUBA”

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 Simples, manos e manas. O senador Romero Jucá (PMDB/RR), aquele que em gravação de Sérgio Machado afirmou que era preciso “parar a porra dessa sangria”, se referindo a operação Lava Jato, certo de que com Dilma não ficaria pedra sobre pedra, a investigação iria até o fim, se tivesse fim, se opondo ao Supremo Tribunal Federal (STF), que pretende restringir a prerrogativa de foro privilegiado para políticos somente para crimes cometidos no exercício do mandato, mandou recorreu a linguagem surubalógica.

    “Se acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba. Aí é todo mundo na suruba. Não numa suruba selecionada”, surubou o senador “porra”.

      Se não fosse por raríssimas exceções, o senador-surubista estaria coberto de razão-surubológica: várias instituições em que seus membros são protegidos por foro privilegiado demonstram uma verdadeira suruba geral.

       É tempo de folia e nada como não participar, apenas como espectador, é claro, dessa suruba-geral que os golpistas implantaram no Palácio do Planalto em forma de desgoverno. 


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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