Arquivo para 11 de abril de 2017

SENADORES EDUARDO BRAGA E OMAR AZIZ E O DEPUTADO ALFREDO NASCIMENTO, TODOS DO AMAZONAS, ESTÃO NA LISTA DO MINISTRO-RELATOR DA LAVA JATO, FACHIN

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 O ministro-relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, determinou abertura de inquérito contra 9 dublês de ministros do desgoverno golpista Temer, 29 senadores e 42 deputados federais. O presidente da Câmara Federal, Rodrigo Maia, é um dos deputados que serão investigados. Com ele Aécio, Juca, Renan, Aloízio Nunes, Roberto Freire entre os golpistas.

   No despacho do ministro Fachi n aparecem os ex-governadores e hoje senadores pelo Amazonas Eduardo Braga e Omar Aziz, além do deputado federal Alfredo Nascimento. Os três têm sólidas igualdades: são golpistas, votaram pelo assalto à democracia ao destituírem a presidenta Dilma Vana Rousseff eleita com mais de 54 milhões de votos democráticos, além de serem frutos da mesma subjetividade apolítica que transformou o estado em uma perversa imobilidade reacionária vinda do ex-governadores Gilberto Mestrinho e Amazonino Mendes.

   Para os amazonenses atenciosos com os destino do estado, a lista com os nomes dos três não causou nenhuma surpresa dado o conhecimento que se tem do trio, como também pelo fato de seus nomes já terem sido veiculados anteriormente nessa acusação.

   

NOTA SOBRE MAIS UM VAZAMENTO DA LAVA JATO CONTRA LULA

Do site Instituto Lula.

1)   O vazamento instantâneo do depoimento de Marcelo Odebrecht à 13a. Vara Federal de Curitiba, na tarde de ontem (10/4), foi um dos mais graves atentados aos direitos do acusado num processo que há muito deixou de seguir as normas jurídicas e se caracteriza como perseguição política e pessoal ao ex-presidente Lula.

2)   Vazamentos ilegais anteriores não foram punidos, mesmo depois de duramente criticados pelo saudoso ministro Teori Zavasky. Mas a transmissão ao vivo, por um blog especializado em atacar o ex-presidente Lula (e claramente municiado por fontes ocultas da 13a. Vara), inovou em matéria de transgressão da lei.

3)   Este episódio não ofende apenas a lei, as normas do processo, os direitos do acusado e o Supremo Tribunal Federal (sede original da ação). Este episódio desmoraliza a 13a. Vara Federal de Curitiba e as autoridades que nela atuam (do Judiciário, do MPF e da Polícia Federal), expostas como coniventes ou impotentes perante ilegalidades que ocorrem na própria sala de audiências.

4)   O conteúdo vazado do depoimento de Marcelo Odebrecht não traz nenhuma novidade em relação ao que já se divulgou por meio de vazamentos ilegais anteriores. São as mesmas frases pinçadas para tentar comprometer o ex-presidente Lula, desacompanhadas de provas e até mesmo de fatos concretos.

5)   A repetição histriônica destes vazamentos seletivos serve apenas para criar, por meio da mídia, uma cortina de fumaça perante a opinião pública. Criou-se mais um factoide, de grande repercussão, para tentar ocultar a verdade cristalina: após dois anos de investigações, buscas e apreensões, quebras de sigilos bancário, fiscal, telefônico e de e-mails, e depois de ouvir mais de 70 testemunhas, os acusadores de Lula não encontraram uma prova sequer das falsas denúncias que fizeram.

6)   Esta manobra ilegal e desesperada ocorre às vésperas da audiência do ex-presidente Lula  na ação penal e tem o claro objetivo de comover a opinião pública, criando um cenário propício ao cometimento de novas violências contra Lula e contra a lei. É sintomático também que o vazamento tenha ocorrido um dia antes da exibição, em rede nacional de TV, do programa partidário do PT.

7)   A bem da verdade esclarecemos mais uma vez: o Instituto Lula jamais ganhou uma nova sede e funciona no mesmo local onde funcionava antes o Instituto Cidadania. A contribuição da Odebrecht ao Instituto Lula foi feita dentro da lei, registrada e declarada à Receita Federal, como foram as doações de outras dezenas de pessoas e empresas. Esta contribuição e todas as demais tornaram-se de conhecimento público após o vazamento ilegal de fiscalização da RFB no Instituto Lula. Por fim, o ex-presidente Lula não tem conhecimento nem pode ser responsabilizado por supostas menções em planilhas de terceiros. O fato é que Lula jamais pediu ou recebeu benefícios ilícitos de quem quer que seja, jamais agiu fora da lei, antes, durante ou depois de ter sido presidente.

Assessoria de Imprensa do Instituto Lula

“TEM GENTE QUE ESTÁ FAZENDO DO DENUNCISMO MENTIROSO UM M ODO DE VIVER”, DISSE LA EM ENTREVISTA NA RÁDIO MEIO NORTE, NO PIAUÍ

ÍNTEGRA DA NOTA ENVIADA AO JORNAL NACIONAL, DO SITE LULA.COM.BR

Lula não tem conhecimento ou relação com qualquer planilha na qual outros possam se referir a ele como “amigo”, e nem essa planilha nem esse apelido são de sua autoria ou do seu conhecimento, por isso não lhe cabe comentar depoimento sob sigilo de justiça vazado seletivamente e de forma ilegal.

O Instituto Lula funciona em uma casa adquirida em 1991 por entidade que deu origem ao Instituto Cidadania e depois ao Instituto Lula. O Instituto jamais teve outra sede ou terreno nem recebeu nenhum terreno da Odebrecht. 

Todas as doações ao Instituto Lula, as da Odebrecht e de outras empresas, foram feitas com os devidos registros e nota fiscal, dentro da lei e já foram informadas para a Operação Lava Jato pelo próprio Instituto no fim de 2015. 

O ex-presidente Lula e seus familiares tiveram seus sigilos fiscais e telefônicos quebrados, sua residência e de seus familiares sofreram busca e apreensão há mais de um ano, mais de 100 testemunhas foram ouvidas em processos e não foi encontrado nenhum recurso indevido para o ex-presidente. Lula jamais solicitou qualquer recurso indevido para a Odebrecht ou para qualquer outra empresa e sempre agiu dentro da lei antes, durante e depois de ser presidente da República democraticamente eleito por dois mandatos. 

Assessoria de Imprensa do Instituto Lula

MORO, EM VÍDEO, MOSTRA QUE É TRASPASSADO PELA AFECÇÃO DE BAIXA TOLERÂNCIA PARA SUPORTAR FRUSTRAÇÕES: AS PERGUNTAS QUE LHE FOREM EDEREÇADAS

 Na lógica dos iguais qualquer enunciado que desvie a palavra de ordem da redundância do significante, a forma de poder dominante, estabelece desequilíbrio enunciativo no sujeito-objeto da enunciação endereçada. 

  É simplérrimo entender, como diz um estudante da segunda série do grupo escolar. A lógica dos iguais dispõem todos seus sujeitos-sujeitados na ordem do mesmo discurso que se pretende obedecer se fazer obedecido. Quando ocorre o contrário, uma variável linguística construída por um sujeito de ação, que escapa da reação redundante, toda a estrutura do discurso dominante é abalada não importando quem seja o sujeito-sujeitado do discurso e sua posição social. Jornalista, médico, deputado, senador, empresário, professor, todos, em função dos entrelaços enunciativos, são estremecidos. Porque nenhum discurso, ou enunciação, é individual. No caso específico do discurso enunciativo do capitalismo, todos seus sujeitos-sujeitados se encontram intimamente ligados à essa lógica. Também conhecida como subjetividade moral estratificada pelos corpos capitalísticos-jurídicos. Daí porque são iguais.

    O estudante da segunda série do grupo escolar nos mostra sorridente que Moro defende o discurso do poder judiciário cujo corpo criador e mantenedor é a política econômica capitalista. Portanto, é uma justiça cujos resultados não mexe em uma simples partícula do sistema estabelecido. Mesmo com às possíveis condenações não muda nada. Só exibe uma plumagem de seriedade moral que se aloca no axioma culposo do “não roubarás” dos que precisam sublimar suas indiferenças ontológicas.

     Na verdade, a justiça só seria feita, se o entendimento de corrupção, no sentido de roubo, através  das práticas jurídicas, desvendassem, julgassem e condenassem os que roubam os trabalhadores, já que o dinheiro usado pelas empresas na trama da corrupção tanto no plano privado como estatal, saiu da força de produção do trabalhador que produziu essa riqueza enquanto era roubado em seu salário e seus direitos. Se assim fosse, toda a grana recuperada deveria ser entregue aos trabalhadores. No mais, trata-se de simulação de justiça: fingir ser o que não é, já que a forma do discurso da política econômica capitalista continua em sua dominação. 

    Moro foi entrevistado pelo jornalista da BBC, Ricardo Senna, durante sua passagem pela Harvard Business School e se mostrou traspassado pela afecção – como nos mostra o filósofo Spinoza – da baixa tolerância para suportar frustrações. Frustrações porque, provavelmente, não esperava perguntas antagônicas a imagem que ele tem se si mesmo.

   Observem suas rostidades diante das perguntas.

 

XADREZ DE BARROSO, O ÙLTIMO DOS BRASILEIROS HONESTOS, ARTIGO DE INSIGNE, RESPEITADO E ENGAJADO JORNALISTA-ECONOMISTA-MÚSICO LUIS NASSIF

Cena 1 – abrem-se as cortinas do espetáculo e aparecem os deuses vaidosos

O Ministro Luiz Fux se exibia como roqueiro. Mais ligado ao espírito boêmio das Arcadas, Eros Grau perpetrou um romance erótico. Com esses olhos que a terra há de comer, assisti Dias Toffoli dar uma aula de história do Brasil para uma plateia formada por Ministros, desembargadores e juízes federais.

Na sua aposentadoria, o ex-Ministro Ayres Britto se superou e, antes de se confessar poeta, revelou-se um admirador da… física quântica. Isso.

Sobre esse seu encanto com a física quântica e outros temas, assim se pronunciaram os leitores do Blog (https://goo.gl/UtJLGZ) comentando entrevista concedida por ele ao se aposentar (https://goo.gl/gBEMPZ).

Gustavo Corolow:

Numa entrevista só, o ministro conseguiu juntar charlatães indianos da pior categoria; uma ignorância sobre o “canto dos pássaros” e sobre a suposta falta de agressividade dos herbívoros que constrangeria uma criança de 7 anos; física quântica de autoajuda; uma frase de Einstein tirada do contexto para explicar seus processos mentais confusos e sua aplicação heterodoxa da teoria do domínio do fato, que ele deve também deve ter conhecido em um livro de autoajuda espiritual.

Dinarte22

Confundir Einstein com Heisemberg e teoria da relatividade com Quântica, só pode sair de uma mente que usa suas decisões como poesia. Licença poética. Metido a intelectual, com uma pobreza de espirito que nos choca. 

Vinicius Carioca

Eu só consegui ler até esta parte:

“E isso não é invencionice, decola de um juízo de Einstein, que em 1905, físico quântico que era, cunhou uma expressão célebre: “efeito do observador”.”

De que Einstein o Ayres Britto está falando?!

Qualquer um com conhecimento mínimo de história da ciência sabe que Einstein considerava os quanta como um artifício matemático, sem muita relação com a natureza da matéria, e apenas foi convencido do contrário no fim de sua vida.

Isso que dá aprender “física quântica” com gurus.

JVicente

…..”Quando você é contemplativo, você contempla essa água, o copo antes de beber. O toque da sua mão no cristal. Eu estou acordado, como quem está atento. Mas estou descontraído, como quem está dormindo”.

Quê viagem meditativa; seria interessante saber em que escola ele aprendeu a meditar ou qual a marca da maionese que ele usa. (…)Bohr, Heisenberg, de Broglie, Born, Schrödinger, Bell, e demais devem estar todos se revirando nos túmulos.

Cena 2 – sai Ayres Britto e entra em cena Barroso

O feitiço da popularidade fácil é um veneno para personalidades mais vulneráveis. Perde-se o pudor que se exige de um magistrado, o senso de ridículo que se imagina no jurista. É como um sujeito que enfeita a beca com balangandãs.

Ayres Brito se supõe poeta; Carmen Lúcia, uma frasista mineira. Ostensivos, como eles, ou discretamente vaidosos, de alguma forma a celebridade fácil mudou a face do Supremo.

De um período em que ninguém sabia o nome de um Ministro, saltou-se para o Olimpo das celebridades de um minuto, os deuses da mídia de massa, medidos pela fita métrica de uma mídia rasa, superficial, ou pelos likes das redes sociais.

Não são todos. Marco Aurélio de Mello é de uma sobriedade à toda prova, assim como Ricardo Lewandowski, e ambos ousam investir contra as unanimidades. Apesar do instante de fraqueza do selfie em um Shopping, Celso de Mello não gasta aspas à toa, assim como não gastava o aparentemente sisudo Teori Zavascki, nem a discreta Rosa Weber. E o exibicionismo de Gilmar Mendes tem objetivos claros.

Já Luís Roberto Barroso pertence à mesma categoria angelical das Carmens e Ayres, todos com uma humildade fora de série, mas ele, Barroso, como uma ambição maior: sonha em ser um novo Joaquim Nabuco, Ruy Barbosa, San Thiago Dantas, quem sabe Raimundo Faoro das redes sociais. E tornou-se um palpiteiro solene, com índice remissivo, notas de rodapé e bibliografia.

Em direito, diferencia-se o compilador do doutrinador. O primeiro é um compêndio de citações, julgados e referências bibliográficas; o segundo, é um intérprete da lei, o jurista de fato, que tem noção das referências jurídicas, olhos para ver o presente e acuidade intelectual para entender as transformações.

O mesmo vale para economistas e cientistas sociais.

Não tenho condições de analisar o jurista Barroso. Mas uma análise do cientista social Barroso traz um quadro nada animador sobre o jurista que pretende reinterpretar a Constituição para introduzir o Brasil na era civilizatória.

Cena 3 – o San Thiago pós-impeachment

O site Jota acaba de publicar o trabalho de Barroso, apresentado na Harvard Brazil Conference, na última semana (https://goo.gl/j8GWuj).

É uma compilação de citações transformadas, pelo uso excessivo, em lugares-comuns acessíveis a qualquer estudante secundário de uma boa escola.

Mesmo assim, Barroso chama o trabalho de ensaio.

Como ensaio, tem duas partes, 1. Os antecedentes coloniais; 2. O jeitinho brasileiro.

A bibliografia é extensa. Começa por Carlos Guilherme Mota, historiador que, por sua profundidade, é chamado por seus pares de Motinha. Depois, cita Boris Fausto, Sérgio Buarque de Holanda, Roberto DaMatta e … Mirian Leitão. Cometeu uma injustiça enorme com outro pensador, Merval Pereira.

A primeira parte é uma compilação dos fatos que marcaram a colonização, presentes em qualquer bom site de educação.

Ele identifica três disfunções atávicas que marcam a trajetória do Estado brasileiro: o patrimonialismo, o oficialismo e a cultura da desigualdade.

A primeira ele sintetiza com o “rouba mas faz”, frase de enorme profundidade e poder de síntese.

A segunda, o oficialismo. Diz ele que “tudo” no Brasil depende do BNDES, Caixa Econômica Federal, dos Fundos de Pensão, a república da parentada e dos amigos.

Todas essas conclusões Barroso tira de “Raízes do Brasil”, obra de 1936 de Sérgio Buarque, antes da implantação do DASP (Departamento Administrativo do Serviço Público), dos concursos públicos.

Ignora toda a estrutura do serviço público, com a criação de grandes corporações públicas, de um Ministério Público, do Judiciário, do Tribunal de Contas, da burocracia que atende aos diversos Ministérios, com outros vícios e outras virtudes. Ignora todo o processo de industrialização, a formação econômica e transforma todos os empreendedores brasileiros em meros mamadores da vaca Estado.

Tem-se uma realidade extremamente complexa, mas Barroso não conseguindo elaborar fora dos arquétipos de Sérgio Buarque, refletindo um Brasil rural.

A terceira, a cultura da desigualdade. No país mais desigual do mundo, Barroso vai buscar na carteirada – “sabe com quem está falando” – a expressão máxima da desigualdade brasileira. Toda uma bibliografia sobre a herança da escravidão na formação social do Brasil é deixada de lado. O universo de Barroso é apenas o dos colarinhos brancos, como se o Brasil até hoje fosse apenas o país dos degredados.

Cena 4 – o intérprete do jeitinho brasileiro

Finalmente, prepara o seu tratado sobre o jeitinho. Poderia dar como exemplo do “jeitinho”, a enorme flexibilidade intelectual do brasileiro de juntar um conjunto de informações esparsas, cobrir com notas bibliográficas e chama-las de ensaio. Mas preferiu exemplos mais ao rés do chão.

A definição do jeitinho é a convencional

“Em sua essência, o jeitinho envolve uma pessoalização das relações, para o fim de criar regras particulares para si, flexibilizando ou quebrando normas sociais ou legais que deveriam se aplicar a todos”.

Nos anos 90, o fim da pesada estatização do período anterior, a implementação de programas de qualidade, entendeu no “jeitinho” brasileiro um enorme potencial competitivo. No ambiente profissional dos programas de gestão, é a capacidade de resolver problemas, de buscar soluções fora do manual, de adaptar-se rapidamente a qualquer mudança de modelo.

No auge da autoestima nacional, pesquisas de institutos mineiros sobre o brasileiro revelavam que o “jeitinho” passava a ser visto como uma qualidade do brasileiro, ao lado do quesito “fibra”.

O cientista social, o cândido Barroso, no entanto, enxerga apenas a vertente da malandragem e cria uma regra de ouro para diferenciar o “jeitinho bom” do “jeitinho mau”: verificar se há prejuízo para outra pessoa, para o grupo social ou para o Estado.

Fica criado, assim, o Primeiro Teorema Moral de Barroso, o teste o pudim que, aplicado ao pé da letra desse princípio demonizaria toda a ação empreendedora do mercado.

Com notável capacidade de aprofundamento, Barroso explica que “na vertente negativa, a ideia de jeitinho congrega características que não são edificantes. Sem nenhuma intenção de hierarquizá-las, começo pelo improviso, a incapacidade de planejar, de cumprir prazos e, em última análise, de cumprir a palavra”.

E dá como exemplo máximo o que ele chama de desorganização da Copa: “Quando a data finalmente chegou, nem os estádios, nem os aeroportos, nem as intervenções urbanas estavam concluídas”. Desinformado!

Nosso emérito cientista social foi incapaz de analisar a realidade fora das lentes da Globo. Na estreia da Copa, estádios e aeroportos estavam concluídos. Foi uma das Copas mais bem organizadas da história, com atendimento de saúde, segurança, traslados dos times, sistemas de transporte nas capitais. Ficaram de fora apenas obras que nada tinham a ver com a Copa.

Ou seja, na sua primeira intervenção, fora da compilação dos clássicos, Barroso adere ao preconceito político e à desinformação.

E joga nas costas do brasileiro, práticas que são exclusivas do sistema político e do Judiciário: o nepotismo. Com exceção, é claro, dele Barroso, que se define como um Ministro sério e de uma humildade fora de série:

“ Mais de uma vez chegou a mim a queixa de que eu “virei as costas aos amigos” e que sou um juiz muito duro. Não sou. Mas sou sério, e isso frustrou a expectativa de quem esperava acesso privilegiado e favorecimentos”.

Cena 5 – o país devastado pela corrupção

Barroso é definitivo. Advogado de grandes grupos, estreitamente ligado à Globo, finalmente sai dos alfarrábios, das citações descontextualizadas e apresenta dois exemplos graúdos da corrupção intrínseca do brasileiro, “que testemunhei pessoalmente”, diz ele.

Qual exemplo? O de uma empregada de um amigo, que não queria assinar a carteira para não deixar de receber sua bolsa-família.

Fantástico! Caso fosse um estudioso sério, e não apenas um cientista social de Facebook, saberia que, justamente por não estar ao abrigo da lei, as famílias humildes, assim como os pequenos empresários, são os maiores cumpridores da lei.

Não fosse ele um amontoado de mesmices preconceituosas, de leoleros de boutique, leria os trabalhos de Renato Meirelles sobre as características dos brasileiros de baixa renda, a solidariedade, o medo pânico de sair fora da linha – pois sabem que a lei protege apenas os poderosos.

Poderia ter levantado as estatísticas famílias que solicitaram o desligamento do Bolsa Família assim que conseguiam um emprego ou uma renda estável.

E aí se daria conta que esse mundo do compadrio, da corrupção institucional, do jeitinho é aquele que ele frequenta, como advogado, os grandes clientes corporativos, os que se escondem atrás de offshores para burlar o fisco e adquirir propriedades no exterior.

Afinal, segundo a apresentação, seu escritório – que faz questão de lembrar, na home, ter sido fundado por um Ministro do Supremo – tem inúmeras especialidades suspeitas nos dias de hoje:

“O escritório realiza a elaboração de minutas de anteprojetos de lei, emendas parlamentares, propostas de emenda constitucional, razões de veto, justificativa e exposição de motivos, pareceres críticos a anteprojetos e defesa de pontos de vista em audiências públicas na Câmara e no Senado”.

Para quem? Para quem encomenda e paga, é óbvio. E quem consegue emplacar anteprojetos de lei, emendas parlamentares ou propostas de emenda constitucional? Quem tem influência junto aos parlamentares. Como se tem encomenda parlamentar nesse país devastado pela corrupção? Encomendando e pagando, é claro. Afinal, no entendimento de Barroso, estamos em um país devastado pela corrupção.

Esse autêntico varão de Plutarco termina seu ensaio com uma comovente descrição de sua integridade intelectual:

“Eu concluo com o slogan pessoal que tem me animado nos bons e nos maus momentos: “Não importa o que esteja acontecendo à sua volta: faça o melhor papel que puder. E seja bom e correto, mesmo quando ninguém estiver olhando”.

MPF MOVE AÇÃO CONTRA BOLSONARO POR ATAQUE A NEGROS QUILOMBOLAS

Do site Conjur.

O Ministério Público Federal no Rio de Janeiro ajuizou, nesta segunda-feira (10/4), ação civil pública contra o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) por danos morais coletivos a comunidades quilombolas e à população negra em geral.

Em palestra no Clube Hebraica do Rio, ocorrida no dia 3 de abril, Bolsonaro afirmou que visitou uma comunidade quilombola e que “o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas”. Ainda citando a visita, o parlamentar disse que os moradores daquele local “não fazem nada, eu acho que nem pra procriador servem mais”.

Para os procuradores da República Ana Padilha e Renato Machado, tais afirmações desumanizam as pessoas negras, retirando-lhes a honra e a dignidade ao associá-las à condição de animal — algo que teria ocorrido quando Bolsonaro usou a medida “arrobas”, geralmente empregada para bovinos, para estimar o peso de um negro.

Na visão de Ana e Machado, o julgamento ofensivo, preconceituoso e discriminatório do réu a respeito das populações negras e quilombolas é incontestável. “Com base nas humilhantes ofensas, é evidente que não podemos entender que o réu está acobertado pela liberdade de expressão, quando claramente ultrapassa qualquer limite constitucional, ofendendo a honra, a imagem e a dignidade das pessoas citadas, com base em atitudes inquestionavelmente preconceituosas e discriminatórias, consubstanciadas nas afirmações proferidas pelo réu na ocasião em comento”, apontam os procuradores na ação.

Se condenado, o deputado federal pode ser obrigado a pagar indenização no valor de R$ 300 mil pelos danos morais coletivos causados ao povo quilombola e à população negra em geral, a ser revertida em projetos de valorização da cultura e história dos quilombos, a serem indicados pela Fundação Cultural Palmares. Com informações da Assessoria de Imprensa do MPF-RJ.

BRESSER PEREIRA; “PSDB É UM PARTIDO GOLPISTA, DA DIREITA E ABSOLUTAMENTE ANTINACIONAL”

Entrevista produzida pelo jornalista Eduardo Maretti, para a Rede Brasil Atual.

São Paulo – “O Brasil não tem uma ideia de nação desde os anos 1990, desde o governo Collor o Brasil se entregou aos interesses, ideias e ao comando estrangeiro, ao liberalismo econômico, que é dominante no Brasil desde então”, diz o economista Luiz Carlos Bresser-Pereira.

Pensando nisso, ele está redigindo um manifesto intitulado Projeto Brasil Nação, que pretende divulgar no fim do mês.  Nele, “conclama-se os brasileiros a voltarem a se unir em torno da ideia de nação e em torno de um programa econômico viável, responsável, do ponto de vista fiscal e cambial”, afirma.

Projetando as eleições de 2018, Bresser-Pereira acredita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o líder capaz de fazer compromissos e entendimentos “e voltar a transformar essa sociedade, não digo numa grande nação, mas pelo menos num país que volte a se repensar, com menos ódio e com mais ideia de cooperação e colaboração entre todos”.

Fundador do PSDB, ex-ministro dos governos José Sarney e Fernando Henrique Cardoso, o economista acredita que a legenda tucana “é o verdadeiro sucessor da UDN no Brasil, e portanto é um partido golpista”.  “O PMDB não é nada, não é um partido. É um conjunto de pessoas, algumas até muito boas, e outras péssimas. Já o PSDB é um partido, como o PT, mas é um partido da direita e da direita absolutamente antinacional e dependente”, diz, em entrevista à RBA.

No final de 2015 o senhor disse que o Brasil tem dois grandes problemas, a “alta preferência pelo consumo imediato” e a perda da “ideia de nação”. Depois do golpe, a ideia de nação se perdeu definitivamente?

Veja, o Brasil não tem uma ideia de nação desde os anos 1990, desde o governo Collor o Brasil se entregou aos interesses, ideias e ao comando estrangeiro, ao liberalismo econômico, que é dominante no Brasil desde então, e liberalismo significa dependência, para nós. Houve nos governos Lula e Dilma uma certa retomada da ideia de nação. Nada muito forte, mas houve um esforço nessa direção. De repente vem o golpe, um golpe ultraliberal, absolutamente contrário à ideia de nação e que agravou profundamente a crise em que nós já estávamos, uma crise provocada por esse liberalismo.

O Brasil está dominado pelo liberalismo econômico desde 1990. Desde aquela época foi feita uma série de reformas que mudaram o regime de política econômica, de um regime desenvolvimentista para um regime liberal, que é inviável no país. De forma que o Brasil vai de mal a pior.

Qual sua avaliação do atual cenário e da conjuntura econômica, do futuro no curto e médio prazo?

Tivemos uma crise que se desencadeia no final de 2014 e que, se fosse contra-atacada com uma política expansiva, feita por um ministro competente, keynesiano, talvez o Brasil estivesse fora dela há bastante tempo. Mas não. Foi ainda a Dilma que chamou o Joaquim Levy e ele adotou uma política que afinal agravou a recessão substancialmente. Veio o Nelson Barbosa e tentou consertar a coisa dizendo: “Não, nós não podemos reduzir investimentos, podemos reduzir despesa corrente, mas em hipótese alguma investimento. Pelo contrário, devemos expandir”.

Foi o que eu também estava dizendo nesse momento, depois de equivocadamente ter apoiado a Dilma no comecinho da segunda gestão dela. Mas veio o golpe e outra vez veio o liberalismo econômico mais radical, a ortodoxia. O câmbio tinha ido para o lugar certo. Eu estava contando com isso para as empresas retomarem os investimentos, tornarem-se competitivas e a economia voltar a crescer. Não aconteceu, o câmbio voltou a se apreciar. Nós já estamos com o câmbio substancialmente apreciado, o consumo só diminui, com esse imenso desemprego. Estamos com mais de 13 milhões de desempregados. Realmente a crise se aprofundou. E é uma crise construída pelo liberalismo econômico, sem ideia de nação.

Se o dólar ideal seria em torno de R$ 3,80, segundo o senhor já disse, estamos muito longe disso…

Dada a inflação que houve aqui no Brasil e lá fora, o dólar que tornaria as empresas competitivas está próximo hoje de quatro reais. Estamos muito longe. Esse é o mal fundamental do Brasil, a irresponsabilidade cambial. Há um outro mal, e aí a esquerda também é useira e vezeira em praticá-lo, que é a irresponsabilidade fiscal. A Dilma foi a última experiência de irresponsabilidade fiscal. Agora, a irresponsabilidade cambial é principalmente da direita, dos liberais. Eles acham que ter déficit em conta corrente é bom porque seria poupança externa, que se transformaria em investimento.  É poupança externa, porque realmente ficamos devendo aos outros, mas essa poupança externa não é para financiar investimento, é para financiar consumo.

Apesar dos erros da Dilma que o senhor mencionou, considerando que a derrubada do governo foi, no mínimo, incentivada  por interesses internacionais, era possível ter evitado o golpe?

Sem dúvida que podia ter sido evitado. Foi uma decisão lamentável do Congresso, foi uma manobra de um grupo de oportunistas do PMDB, na qual o PSDB embarcou docemente, demonstrando que é um partido liberal, o verdadeiro sucessor da UDN no Brasil, e que portanto é um partido golpista como era a UDN. Que o PMDB seja golpista… O PMDB não é nada, não é um partido. É um conjunto de pessoas, algumas até muito boas, e outras péssimas. Já o PSDB é um partido, como o PT, mas é um partido da direita e da direita absolutamente antinacional e dependente. Isso ficou demonstrado quando eles se associaram ao golpe, que não os adiantou em nada.

Uma coisa muito curiosa é o seguinte: agora já começam a discutir quem serão os candidatos na próxima eleição. A Cristina Fernandes, do Valor, relatou uma festa na coluna dela em que os milionários do Brasil estavam lá reunidos, e mais os políticos de direita, e então conversava-se sobre quem seria o novo presidente. Quem enfrentaria o mal maior, que é o Lula? E chegaram à conclusão que era o (João) Doria, que é uma coisa quase ridícula.

O que aconteceu no Brasil, um pouco por culpa da Dilma e muito por culpa de uma direita ressentida, é que uma classe média de direita ressentida não se sentiu apoiada pelo governo; os ricos ficavam mais ricos, os pobres eram apoiados pelo governo e essa classe média ficava solta no ar. E aí houve uma  radicalização muito violenta na sociedade brasileira, e passou a haver no Brasil uma coisa que nunca tinha visto, que foi o ódio. Estamos nessa situação, semelhante, aliás, à triste situação em que estão os Estados Unidos também, completamente divididos. Não há nada pior para uma sociedade do que isso. Mas vamos ter eleição em 2018…

Se é que vai ter…

Vai ter. E o Lula possivelmente vai ser candidato. Não creio que eles consigam impedir que ele seja candidato. Digamos que o outro seja o Doria. Quem desses candidatos tem capacidade de reunir a sociedade brasileira? Quem tem capacidade de fazer os compromissos, entendimentos etc., e voltar a transformar essa sociedade, não digo numa grande nação, mas pelo menos num país que volta a se repensar, com menos ódio e com mais ideia de cooperação e colaboração entre todos? Certamente não é um Doria. E a meu ver, o Lula tem todas as condições para isso.

O Paulo Sérgio Pinheiro me enviou um manifesto que foi assinado em 1989 por um conjunto de intelectuais que não eram de partido e apoiavam o Lula, com essa ideia, de o Lula poder representar uma união nacional. Isso pode ser o destino dos grandes líderes. O Lula é um grande líder, não há dúvida. Vamos ver.

O Temer está introduzindo algumas reformas extremamente perversas, como a da Previdência. Diante da retirada de direitos e da enorme impopularidade, esse governo resiste até o fim?

Não nos termos em que foi colocada, mas acho que uma reforma da Previdência é necessária. É preciso fazer alguma coisa nessa direção. É preciso estabelecer uma idade de aposentadoria mais alta, é impossível se manter no Brasil pessoas se aposentando tão cedo. E é preciso igualizar o sistema público ao privado. Na minha opinião, há três grupos privilegiados no Brasil: o grupo dos rentistas, que vivem de juros e recebem quase 7% do PIB, quando deviam receber no máximo 2%. Tem 4%, 5% do PIB, uma barbaridade de dinheiro, que é roubado do patrimônio público e entregue a rentistas e financistas. O segundo grupo é o dos altos burocratas, que têm salários altos demais e aposentadorias excessivas. E o terceiro é o grupo dos interesses estrangeiros, porque tudo é feito aqui no Brasil em função dos interesses estrangeiros, e vamos nos  transformando aos poucos em meros empregados dos países ricos.

Agora, o governo que está aí é uma maravilha de governo, porque há um quarto grupo de privilegiados e esse é o objeto fundamental: é o povão, os pobres, os trabalhadores. Esses é que são os privilegiados, segundo o governo e segundo o PSDB. Segundo os liberais.

A questão da Petrobras, a entrega do pré-sal é simbólico disso?

Queremos ter déficit em conta corrente, porque achamos que isso é bom, lá no norte nos ensinam que é bom. Em Nova York, em Washington, em Londres e Paris eles dizem: “vocês precisam ter déficit em conta corrente porque isso permite que nós os ajudemos financiando vocês”. Nós acreditamos nisso, consumimos muito, ficamos devendo muito, não investimos, e aí precisamos começar e vender tudo o que temos. Já que não produzimos, a gente vai vendendo o que tem. É isso que estamos fazendo no Brasil há muito tempo.

O que dizer às pessoas hoje desiludidas, de várias gerações, que passaram a acreditar que o país podia ser autônomo, ter soberania, mas outra vez sofreu um golpe?

Não há nada mais importante do que isso. Devemos lançar até o final do mês um manifesto que chamo de Projeto Brasil Nação, e espero que seja seriamente lido, estudado e apoiado pelas pessoas, porque conclama-se os brasileiros a voltarem a se unir em torno da ideia de nação e em torno de um programa econômico viável, responsável, do ponto de vista fiscal e cambial.

As pessoas no Brasil estão se sentindo sem rumo. Vamos tentar nesse manifesto apontar um rumo. Não é nenhuma tábua de salvação, nenhuma solução mágica, mas é um programa mínimo, básico, na área econômica, em alguns valores fundamentais, que ou uma nação os partilha, ou não. Eu estava falando que era preciso refundar a nação, e minha filha me disse: “não, pai, a nação brasileira já foi fundada em 1822”. Eu falei: formalmente sim. Um grande ensaísta e filósofo francês, Ernest Renan, que no século 19 fez uma maravilhosa conferência sobre o que é uma nação, dizia que nação é um desafio e um projeto que a gente renova todos os dias. A nação você refunda todos os dias. A nossa nação se enfraqueceu muito a partir de 1990, a partir da crise da dívida externa e da crise do Plano Cruzado, e precisamos recuperá-la. 


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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