Arquivo para 29 de julho de 2017

DEPUTADO SUBMISSO A TEMER MARUN, DISCUTE COM JORNALISTA E CITA FREUD A SEU FAVOR QUANDO FREUD MOSTRA EXATAMENTE O CONTRÁRIO

Resultado de imagem para imagens do deputado marun

Produção Afinsophia.

    O deputado-golpista Carlos Marun, submisso a Temer e um dos mais fervorosos defensores do golpe contra o governo popular da presidenta Dilma Vana Rousseff eleita com mais de 54 milhões de votos democráticos, travou discussão com o jornalista Bernardo Mello Franco sobre questão de caráter.

     O golpista, inimigo da democracia, mandou carta ao jornalista afirmando que tinha mais caráter (ignora que todos os homens e mulher têm caráter, o que diferencia são os valores praticados por eles) que ele, jornalista, e o que o Brasil todo sabe que ele tem caráter. E para provar que tem caráter, segundo ele bom caráter, chamou o jornalista de invertebrado, como se os invertebrados não fossem espécies importante como modus de ser da Natureza. Coisas da sabedoria Marun.

 “Ignora o que o Brasil todo já sabe: que eu tenho caráter, ao contrário do invertebrado colunista, que, paradoxalmente, parece inspirar-se na velha UDN. Se algum dia ele quiser discutir caráter ou vergonha na cara, estou à sua disposição. Fora isso, só Freud explica, ou talvez nem ele”.

   Mas o que melhor causa gargalhadas gerais, principalmente no Brasil que o conhece, é o fato dele recorrer a Freud para respaldar seu argumento para atingir o jornalista. Fez a vetusta citação estereotipada, o velho e mal clichê, própria de quem confessa sua ignorância. “Freud explica”. Logo, fica claro que Marumncita e duvida de Freud por não saber que Freud explica ele muito bem e ainda lhe possibilita momento agradáveis de cura. Já que o tipo psicanalítico de Marum é gritantemente percebido. Tão bem percebido que mostra sem qualquer censura do superego diretamente o inconsciente.

    Quem não sabe por que uma pessoa se coloca contra a potência democrática de todos, como ele faz ao se mostra golpista e apoiar o golpista-mor, Temer? Quem não sabe por que alguém se coloca contra o pletos a pluralidade dos iguais, como diz a filósofa Bárbara Cassin?

   Esse Marun entende tanto de Freud como entende de política-democrática. Quis fazer graça e saiu esfumaçado.  

 

LAVA JATO É AINDA MAIS PERVERSA PARA O EMPREGO DO QUE POLÍTICA DES TEMER

Petrobras

Texto de Eduardo Maretti, da Rede Brasil Atual.

 São Paulo – O impacto da Operação Lava Jato e das políticas do governo Michel Temer na economia do país e no crescimento do desemprego é brutal. Quando a Lava Jato foi deflagrada, em março de 2014, o IBGE apontava taxa de desemprego no Brasi de 7,1% no trimestre encerrado naquele mês. Eram 7 milhões de desempregados. Hoje, a taxa no período encerrado em junho chega a 13%, com 13,5 milhões de pessoas sem emprego.

Os dados mostram que, somente na indústria naval, que havia sido recuperada pelos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, o número de trabalhadores empregados caiu de 83 mil, no governo Dilma, para estimados 30 mil.

Apesar dos efeitos claros das políticas do governo Temer, que aprofundam a recessão, os da Lava Jato são ainda mais perversos. “A recessão elimina empregos, mas a empresa permanece. Havendo recuperação, o emprego volta. No caso da Lava Jato, é quase uma perda permanente”, aponta o economista e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Marcio Pochmann.

A forma pela qual se deu a operação comandada em Curitiba não foi de investigar e apurar ilegalidades cometidas por diretorias de empresas e puni-las “na forma da lei”, como aconteceu em vários países desenvolvidos. Entre outros exemplos, Pochmann cita o caso da Volkswagen alemã, na qual foi desbaratado um esquema de fraude em medição de emissões de poluentes. Autoridades e executivos são punidos, mas a empresa fica de pé. No Brasil, com os benefícios das delações premiadas, ocorre o contrário. A Lava Jato destruiu enorme capacidade de investimento das empresas e empreiteiras brasileiras.

O diretor de Relações Internacionais e de Movimentos Sociais da Federação Única dos Petroleiros (FUP), João Antônio de Moraes, calcula que desde o início da Lava Jato a cadeia de gás e petróleo comandada pela Petrobras perdeu cerca de 3 milhões de empregos. A cadeia representava aproximadamente 13% do Produto Interno Bruto do país. Esse percentual hoje se esvaiu, e não se sabe exatamente qual o tamanho da queda.

Segundo Moraes, a Lava Jato causa maiores e mais perversos danos à economia a ao emprego do que o próprio governo Temer. “Porque a Lava Jato fecha os estaleiros, proíbe as empresas brasileiras de disputar licitações e paralisa as obras.”

Crise política

Em 2015, quando os efeitos da Lava Jato já eram concretos, o PIB despencou para 3,8% negativos. Segundo cálculo não apenas do governo na época, mas de economistas e de consultorias, como a 4E Consultoria, do total da queda do PIB naquele período, entre 2 a 2,5 pontos percentuais foram relativos à crise da Petrobras e da cadeia de petróleo e gás.

 “Naquele momento, foi feita uma conta em relação à retração de investimento da Petrobras e impacto sobre a cadeia como um todo. Hoje, a situação é mais tensa em termos de empresas e setores afetados direta e indiretamente por conta da crise política. Não só em relação à Petrobras, mas às empreiteiras, com efeitos indiretos sobre o restante da economia”, diz Juan Jensen, sócio da 4E Consultoria.

Tanto a construção naval como o sistema Petrobras e os terceirizados foram atingidos pela crise e as consequências da operação Lava Jato. Entre 2014 (quando se iniciou a Lava Jato de Sérgio Moro) e 2015, os empregos na Petrobras caíram 3%, de 80.908 para 78.470. Na área de terceirizados, a redução foi muito mais significativa, de 46%, reduzindo-se de 291.074 para 158.076. A queda no setor de construção naval no período foi de 82.472 para 57.048, de 30,8%.

Para Pochmann, é fato que, quando Temer assumiu o poder, o país ainda estava em recessão, embora os dados e diversos economistas apontassem que em 2016 a recessão começaria a ser superada. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego foi de 11,2% no trimestre encerrado em maio de 2016 (mês em que Dilma foi afastada), com 11,4 milhões de pessoas desocupadas .

“Dilma provocou a recessão, mas a entrada de Temer levou a economia novamente à recessão, comprometeu o segundo semestre e avançou por 2017. O questionamento que se tem é que, quando Temer assumiu, o discurso era de recuperação da economia e retirada do país da recessão, porque, segundo ele, Dilma não tinha condições de resgatar a atividade empresarial e o país recuperaria os investimentos.” Mas não foi o que aconteceu. “Pelo contrário. Temer aproveita a recessão para reconfigurar o capitalismo. Não se trata apenas de uma recessão, é uma mudança na trajetória do capitalismo brasileiro”, diz Pochmann.

Com Temer, está em andamento algo muito mais complexo do que um simples erro de percurso ou opção de política econômica, na opinião do economista. “É uma reconfiguração do capitalismo porque parte do pressuposto de que uma parte da sociedade não deve fazer parte das políticas públicas. Porque há um processo de liquidação de empresas estatais e reformulação do Estado para garantir que a financeirização possa se viabilizar pelos próximos 20 anos”, avalia. 

registrado em:                

ANULAÇÃO DO IMPEACHMENT SERÁ DEBATIDA POR SENADORES

Redação da Rede Brasil Atual.

São Paulo – Apenas um dia bastou para que a proposta de anulação do impeachment de Dilma Rousseff se tornasse “sugestão legislativa” para ser debatida pelos senadores. Colocada em consulta no site E-Cidadania do Senado, a proposta tinha pela manhã de hoje (28) cerca de 300 apoios e já no fim da tarde superava os 24 mil apoios.

Com isso, a derrubada do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT)deverá ser debatida pelos Senadores.  

A enquete colocou para o público duas questões a serem apoiadas. Que a perda do mandato foi um golpe de estado, e que com o fracasso do governo ilegítimo e golpista a única coisa que temos que exigir é a recondução da presidenta para o cargo que ela nunca deveria ter perdido.

Outra questão diz respeito à honestidade da presidenta deposta, diferentemente do atual presidente, que é réu e não representa o Brasil.

MOVIMENTOS SOCIAIS PREPARAM MANIFESTAÇÕES PARA ACOMPANHAR VOTAÇÃO DE DENÚNCIA CONTRA TEMER

Atos serão realizados em várias capitais do País para acompanhar a votação da denúncia contra Temer

Por Joelma Pereira
Do Congresso em Foco

As Frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular organizam, para a próxima quarta-feira (2), um protesto contra o presidente Michel Temer (PMDB) em frente ao Congresso. O ato será realizado no dia em que a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o peemedebista, por corrupção passiva, será analisada no plenário da Câmara, em votação aberta, nominal e transmitida ao vivo por canais de comunicação.

Anunciada com o objetivo de acompanhar a deliberação dos deputados, a iniciativa servirá para protestar também contra as reformas da Previdência e trabalhista – no caso da reforma trabalhista, já transformada em lei –, e reforçar bandeiras como “fora Temer” e “Diretas Já”. A decisão da Câmara, prevista para ter início na próxima quarta-feira (2), será tomada na esteira de mais um recorde negativo da gestão Temer.

 

O ato, que conta com o apoio dos principais movimentos sociais do País, reproduzir-se-á por várias capitais brasileiras. A denúncia contra Temer – inédita ao envolver um presidente por suspeita de crime no exercício do mandato – inicialmente estava prevista para ser analisada antes do recesso parlamentar, como queria o governo, mas acabou ficando para a volta da pausa legislativa.

Sob pressão da oposição e com a maior rejeição popular de um chefe de Estado em 30 anos, o Congresso decidirá se o Supremo Tribunal Federal (STF) pode ou não dar andamento à investigação, que apura acusações de que o peemedebista, entre outros desmandos, recebeu propina do Grupo JBS. O caso ficou marcado pela mala de R$ 500 mil transportada pelo deputado suplente Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), um dos principais auxiliares do presidente, correndo por uma rua de São Paulo.

Investigações indicam “com vigor” corrupção passiva de Temer e Loures, diz PF ao Supremo

Cada estado definirá o formato do ato ou atividade, mas a secretaria da Frente divulgou uma circular para que as organizações se empenhem para colocar telões para acompanhamento da votação. Além disso, a Frente orientou que as entidades façam pressão até o último momento para mudar o posicionamento dos deputados favoráveis ao presidente.

No dia 13 de julho, após liberar bilhões em emendas parlamentares e operar mais de 20 trocas de deputados na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, na fase inicial da análise sobre o caso, o governo conseguiu mobilizar a base aliada para rejeitar o relatório do deputado Sérvio Zveiter (PMDB-RJ), favorável à admissão da denúncia. O relatório aprovado e a ser examinado em plenário, de autoria do deputado Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG), recomenda o arquivamento da denúncia.

Dados divulgados nessa quinta-feira (27) pela pesquisa Ibope/CNI apontam que o presidente tem apenas 5% de aprovação na sociedade. E o percentual pode ser ainda menor, pois a pesquisa foi realizada antes do anúncio do aumento dos combustíveis autorizado por Temer, fato que pesaria ainda mais sobre ele diante da opinião popular. Na última semana, por meio de decreto, o governo aumentou as alíquotas do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) sobre a gasolina, o diesel e o etanol.

Em todo o País

No Rio de Janeiro, será feita uma vigília no centro da cidade. Em Brasília, a manifestação será em frente ao Congresso Nacional, palco de protestos que descambaram para a batalha campal, em 24 de maio, depois da ação de vândalos – para a oposição a Temer, algo tramado e executado por infiltrados ligados ao governo com o objetivo de provocar o uso da força pela polícia e, consequentemente, a confusão generalizada, passível de dispersão forçada. A concentração na área central do poder está prevista para as 17 horas.

Durante a reunião do coletivo nacional, os movimentos ressaltaram os impactos da reforma trabalhista para os trabalhadores e trabalhadoras brasileiras. Nesse sentido, encaminharam a realização de uma outra campanha para revogar a lei recentemente aprovada, que desmonta a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) ao alterar ou revogar mais de cem de seus dispositivo

“FORA TEMER” DA CULTURA REÚNE GLOBAIS E REMANESCENTES DO FORA DO EIXO

 por Eduardo Nunomura e Pedro Alexandre Sanches, na Carta Capital.
O movimento 342 Agora tenta agrupar a comunidade cultural para pedir a saída do Peemedebista. Para quê?
 Artistas
Em maio de 2016, Michel Temer (PMDB) tomou interinamente a Presidência da República do Brasil e, ato contínuo, extinguiu o Ministério da Cultura (MinC). A comunidade cultural reagiu de pronto, numa série de ocupações de edifícios do ministério Brasil afora, inclusive o histórico Palácio Gustavo Capanema, sede do MinC e da Funarte no Rio.

Homem-símbolo da cultura pop, Caetano Veloso cantou em show-protesto improvisado no Capanema, vestido de cocar indígena e ladeado pelo político carioca Marcelo Freixo (PSOL). A extinção do MinC acabou revogada e os prédios, desocupados.

Terceiro ministro a ocupar a pasta desde então, o cineasta João Batista Andrade (PPS) pediu demissão em 16 de junho passado, mas ainda ocupava o cargo na quinta-feira 20 de julho, quando a Presidência anunciou Sérgio Sá Leitão, um jornalista carioca identificado com o setor audiovisual, como quarto titular da pasta em 14 meses.

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Por ora, os grupos culturais que se articularam à época da consolidação do golpe contra Dilma Rousseff (PT) trocaram a luta pelo não sucateamento do MinC por um movimento chamado 342 Agora, que prega a pressão popular pelos 342 votos de deputados federaisnecessários para abrir um processo de impeachment do impeachment.

No Leblon, o apartamento de Caetano e de sua esposa e empresária, Paula Lavigne, tem sido a central irradiadora de mobilização pelo “Fora Temer”. A romaria político-cultural  harmoniza estrelas da Rede Globo, da MPB e do hip-hop, políticos como Randolfe Rodrigues e Alessandro Molon (ambos da Rede), o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa e coletivos de jovens que, um ano e dois meses atrás, ocupavam o MinC contra Temer e contra o desmonte (também) cultural do País.

A reacomodação de forças coloca lado a lado pesos pesados da Globo e remanescentes do coletivo Fora do Eixo, que surgiu em 2005 com um projeto de valorizar a cultura para além do eixo Rio-São Paulo e hoje se espalha entre outros apelidos (Mídia Ninja, Jornalistas Livres etc.) e eventualmente se aloca na Zona Sul carioca, na órbita do eixo Caetano-Fora Temer.

Estão empenhados em divulgar o 342 Agora nomes cujas biografias se confundem com a história recente e/ou remota da Globo, como Adriana Esteves, Camila Pitanga, Daniel Filho, Dennis Carvalho, Fábio Assunção, Fernanda Lima, Gloria Pires, Leticia Sabatella, Natália do Vale, Renata Sorrah, Tonico Pereira, Wagner Moura e dezenas de outros.

“A Globo respeita a opção de qualquer um de seus profissionais de aderir ou não a um movimento. É o que temos a declarar”, reage um comunicado da emissora ao pedido de esclarecimento sobre a presença maciça de globais no 342 Agora.

O rosto do ator Marcelo Serrado, figura carimbada das manifestações verde-amarelas do Fora Dilma, sintetiza a sobreposição de propósitos entre quem almeja “diretas já” (lema anterior dos shows coletivos promovidos pelo condomínio cultural) e um grupo de comunicação que articula a substituição indireta do paulista Temer pelo carioca Rodrigo Maia (DEM).

No lançamento do site 342 Agora, em 10 de julho, a porta-voz Paula Lavigne, ex-diretora de Maia em propaganda política do DEM, deu declarações de tom político à Rádio Gaúcha: “Não gostaria que o Lula voltasse. Acho que ele fez um bom governo, mas com todas essas questões de corrupção não creio que seria bom voltar”.

Sobre a reunião com Joaquim Barbosa, a que compareceram Fernanda Torres, Lázaro Ramos e Marisa Monte, disse: “Acho que ele seria uma solução maravilhosa”. À rádio, Paula disse defender eleições diretas por princípio, mas reconheceu que no seio do movimento há defensores (por enquanto anônimos) da troca indireta.

Cotado em conjunturas passadas como ministeriável da Cultura, o escritor Fernando Morais adere com ressalvas à mobilização. “Compartilho a campanha 342, o Fora Temer e se precisar o Fora Maia. Defendo diretas já e sustento que sem o Lula concorrendo a eleição será uma farsa”, afirma.

“A família Marinho e as Organizações Globo são inimigas do Brasil e dos brasileiros e assim devem ser tratadas. Puseram os golpistas no poder e descobriram que Temer não tem autoridade política ou moral para sustentar o projeto deles. O plano A dos Marinho não deu certo e tentam inventar outro bonifrate, esse rapaz do Rio conhecido no submundo da política pela alcunha de ‘Botafogo’. Não contem com o povo, não contem comigo”.

O tabuleiro cultural espelha e reflete a fragmentação da sociedade. Chico Buarque não está no 342, mas sua filha atriz Silvia Buarque, sim. Do mundo musical, aparecem nos vídeos caseiros de tecnologia ninja Arnaldo Antunes, Bebel Gilberto, Daniela Mercury, Fernanda Abreu, Martinho da Vila, Nando Reis, Paulo Ricardo, Rogério Flausino, Seu Jorge, Tico Santa Cruz, Vanessa da Mata e outros, num painel que mistura marineiros, petistas, (ex-)aecistas e gente do finado movimento anticorrupção Cansei.

Do rap, revezam-se em aparições Criolo, Emicida, Mano Brown, Rael e Rappin’ Hood.
Estão fora da campanha artistas com participação histórica nas lutas democráticas, mas mais próximos do ideário petista. “Por mim eu estaria, mas não me chamaram”, diz a cantora Beth Carvalho. É o caso também do global José de Abreu: “Não fui contatado. Talvez eu queime o movimento, politize, só pela presença”.

José de Abreu
Beth Carvalho e José de Abreu não foram convocados para a campanha que acomoda marineiros, petistas e (ex-) aecistas, sob as assas de Caetano (Foto: Renato Rocha Miranda/Globo)

O ator reflete sobre o aparente abandono da bandeira pró-MinC no momento presente: “Que adianta um Ministério da Cultura esvaziado, sem projeto e sem dinheiro? O golpista refez o ministério, mas cortou toda a dotação orçamentária. Na época do golpe as coisas estavam mais cruas e fechar o MinC foi uma agressão. Agora vemos que, mesmo aberto, está fechado”.

Representante da interface entre cultura e economia, o diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron, analisa os rumos:

“Infelizmente, o que vemos é o MinC sendo enfraquecido ano a ano. Agora chegamos a uma situação insustentável, de desconstrução da pasta. Seu orçamento já é irrisório, e o corte de 43% inviabilizará definitivamente o MinC a partir de agosto. Com 412 milhões de reais não se conseguirá arcar com o custeio da administração direta e indireta. Podemos até ter um Ministério da Cultura de direito, mas não de fato”.

Fernando Morais critica a neutralização silenciosa do MinC pelo plano Temer: “Li no Estadão a opinião do dono da rede Cultura, o livreiro Pedro Herz, afirmando que o Brasil prescinde de um ministério da Cultura. Herz tem razão. Rico, ele não precisa mesmo. O mercado e o dinheiro resolvem tudo. Ele pode mandar os filhos e netos estudarem nas melhores escolas do mundo. Pobre, não”.

Enquanto a mídia hegemônica ventilava nomes bizarros como possíveis sucessores de João Batista Andrade, um comunicado enviado pelo MinC dois dias antes da indicação de Sá Leitão abstinha-se de comentar o 342 Agora e afetava normalidade institucional: “Na carta que entregou à Presidência, João Batista disse que não tinha interesse em ser efetivado, mas ficaria no ministério até que o próximo ministro fosse indicado. Ele continua trabalhando”.

O historiador Célio Turino interpreta a centralidade da Globo nos processos, também culturais, que levam às conservações e às quedas de presidentes. “No processo de construção cultural de uma hegemonia, tanto artística quanto industrial, quando ela prescinde de valores, prevalecem os setores hegemônicos, do mainstream”, diz o ex-integrante do MinC nas gestões de Gilberto Gil (outro ausente, por ora, do 342 Agora) e Juca Ferreira.

“Não vamos sair desse imbróglio enquanto não se der sentido a valores comunitários, de compartilhamento, de nossas ancestralidades e tradições. Se continuarmos insistindo no sentido pragmático da disputa, vai ser mais um Fora Temer como foi o Fora Dilma. Fora para quê? Essa foi a grande derrota, uma derrota cultural.”

Artistas
Na casa de Paulo Lavigne (à esq., ao fundo), posam para a selfie Fora Temer artistas antes desalinhados, como Leticia Sabatella e Marcelo Serrado (à esq. e à dir. do líder informal Caetano) Foto: Reprodução Instagram Leticia Sabatella

O professor da USP Dennis de Oliveira, que coordena o Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação, aponta outra ausência no dito debate cultural em “pausa democrática”. “Há um universo restrito da cultura que se preocupa apenas com o acesso aos bens culturais, enquanto outros entendem que todos têm o direito de se expressar. Os artistas famosos fazem parte do primeiro grupo”, afirma.

“O Fora do Eixo é um projeto interessante, sobretudo na visão diferenciada da gestão cultural que defende. Mas não está na periferia, nem a representa.”

Espécie de guru da contracultura à brasileira (e um ideólogo informal de coletivos jovens como o Fora do Eixo), o produtor cultural Cláudio Prado estabelece um diagnóstico positivo do momento: “O pus está saindo. É uma furunculose. O que está acontecendo é a cura. Não tem como avançar sem que tudo que está aparecendo apareça. Tenho visto muita gente tomando consciência”.

Se ele estiver certo, talvez Caetano ainda seja o rei da (contra)cultura brasileira. Se estiver errado, talvez a Globo colecione mais uma vitória como foram as resultantes das manifestações “espontâneas” de 2013, 2014, 2015, 2016… 


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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