Arquivo para agosto \31\-04:00 2017

LULA EM ARAPIRINA

LULA EM OURICURI, PERNAMBUCO

LULA E GONZAGÃO

A imagem pode conter: 3 pessoas, pessoas sorrindo, nuvem, céu, barba e atividades ao ar livre

Como diz, politicamente-artístico, o comentário de Bruno Barros, no Facebook de Lula: “Dois Luízes. Um cantou as dores do povo nordestino e o outro acabou com as dores da fome do povo”.

DIREITO DO ESPETÁCULO – EX-CANDIDATA A PGR,ELA WIECKO, DIZ QUE “LAVA JATO” PASSOU DOS LIMITES

 

 Para Ela Wiecko, conduções coercitivas não estão de acordo com as regras legais.

DIREITO DO ESPETÁCULO

Por Felipe Luche

A subprocuradora-geral da República Ela Wiecko de Castilho afirmou nesta quarta-feira (30/8) que processos relacionados à operação “lava jato” seguem caminhos de exceção, em que se relativizam direitos, há “seletividade na escolha dos alvos da investigação” e o desejo de democracia é substituído pelo desejo de audiência. A avaliação foi feita em painel do 23º Seminário Internacional de Ciências Criminais, em São Paulo, a uma plateia de operadores do Direito.

Ela Wiecko foi vice-procuradora-geral da República na gestão de Rodrigo Janot até agosto de 2016 e uma das oito candidatas para ocupar a vaga a partir de setembro deste ano. Convidada para evento promovido pelo Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, afirmou nesta quarta que o processo penal de exceção ainda não é comum em todo o Ministério Público Federal, mas é visível no trabalho de colegas de Curitiba e, “em parte”, dentro da PGR.

“O que foi feito nessas operações passou de alguns limites, algumas garantias individuais: da presunção da inocência, da proteção da imagem, do devido processo que seja realmente equilibrado. Por que alguns processos andam mais depressa do que os outros? A gente não ganha nada com isso.”

Para Ela Wiecko, conduções coercitivas não estão de acordo com as regras legais.
Alice Vergueiro/Divulgação

A palestrante afirmou que tanto a “lava jato” como a Ação Penal 470, conhecida como processo do mensalão, se encaixam em sete características contrárias ao garantismo, formuladas pelo criminalista e professor Fernando Hideo Lacerda.

Na lista estão a aplicação distorcida da teoria do domínio do fato e julgamentos de acordo com a “opinião pública(da)”, que segundo a subprocuradora transformam procedimentos em espetáculo e cumprem “interesses dos sistemas político e midiático”.

Citando a filósofa Márcia Tiburi, Wiecko disse que a espetacularização do processo fabrica uma luta entre o bem e o mal: “para punir os bandidos que violam a lei, os mocinhos também violam a lei”. Para agradar a audiência, continua, desconsideram-se consequências sociais e econômicas e são vazadas informações sigilosas aos poucos, de acordo com interesses.

Ela também criticou conduções coercitivas, por entender que a prática “não está alcançada nas regras legais”, e disse que a seletividade do processo penal — comum no sistema brasileiro — tem sido ampliada para escolher o tempo em que cada investigado será alvo de operações.

Segundo a palestrante, o processo penal de exceção originou-se no Brasil a partir dos anos 1990, com especialistas que queriam estender a Justiça penal para classes mais privilegiadas: nas bases ideológicas desse entendimento, destacou o juiz federal Sergio Moro e o criminalista gaúcho Luciano Feldens. O problema, na visão dela, é que a aplicação do princípio “simplifica as coisas” ao avaliar que a impunidade é sempre causa da corrupção.

“O Ministério Público, se quer atuar na história da teoria econômica do Direito, tem que atuar de forma regrada, não pode ter pena negociada caso a caso. No que se refere ao acordo de leniência, a participação do Ministério Público faz com que a instituição entre na regulação da economia. A gente quer isso? Isso está na Constituição? Isso precisa ser claramente discutido. Tudo o que aconteceu até agora mostra que temos de enfrentar o problema de estabelecer democracia no país.”

Ela Wiecko declarou ainda que a operação italiana mãos limpas, que inspirou a “lava jato”, acabou posteriormente tendo procedimentos de exceção aplicados aos mais pobres, como suspeitos de tráfico de drogas.

Código flexível
O professor Jacinto Nelson de Miranda Coutinho, da Universidade Federal do Paraná e convidado para o mesmo painel, afirmou que o discurso da eficiência penal tem ultrapassado a preocupação com o respeito ao processo de Justiça.

Para Jacinto Coutinho, punitivismo
não resolveu problema da violência
Alice Vergueiro/Divulgação

Ele afirmou que, como diz o juiz Alexandre Morais da Rosa, cada vara do país adota hoje um Código Penal próprio. Embora considere comum a existência de juízes contra legem, Miranda Coutinho disse que tribunais superiores passaram a fazer “vista grossa” para condutas irregulares.

“Agora não tem mais controle”, reclamou. “Trânsito em julgado não é nem mais trânsito em julgado.” Segundo o professor, a busca por mais punição desde os anos 1990 gerou apenas mais medo da violência, sem resultados positivos.

 

 é repórter da revista Consultor Jurídico.

“EU NÃO VI ESSE FILME, MAS SE ELE É SOBRE JUSTIÇA PENAL, POLÍCIA E PRISÃO, E CAUSA ESSA ALEGRIA TODA, EU NÃO VOU VER…”

Texto do juiz amazonense, Luís Carlos Valois.

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“Se o filme fosse sobre algum processo que eu já tive em minhas mãos, ninguém iria sorrir, nem eu, nem ninguém. Talvez fosse um filme de drama, talvez um de suspense, podia até ser um de terror, mas nenhum com a capacidade de se fazer sorrir comendo pipoca. Poderia fazer chorar, fazer virar a cara, dar nojo e até dar vontade de sair do cinema, mas nunca fazer sorrir. A justiça penal verdadeira não devia ser local, motivo, de alegria, mas de tristeza sempre, porque, quando age, age demonstrando o quanto falhamos como sociedade. Não importa se a atuação da justiça penal pode ser transformada em algo plasticamente belo, o que já é uma deturpação da verdade, a justiça penal é triste, deve ser triste, para o bem da sociedade e da possibilidade de se manter são. Eu não vi esse filme, mas se ele é sobre justiça penal, polícia e prisão, e causa essa alegria toda, eu não vou ver…”

AS CÓPIAS DOS PAIS NA PROPAGAÇÃO DA POLÍTICA DAS FAMÍLIAS

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Produção Afinsophia.

O antipsiquiatra inglês, Ronald Laing, afirma, através de seus estudos sobre a política das famílias, que existem dois nascimentos: o nascimento biológico e o nascimento existencial. O primeiro é da ordem do nascimento de todos. O segundo é da ordem das vivências de cada um. Mas não vivências indiferenciadas, e sim, vivencias diferenciadas. O que significa que nem todos nascem existencialmente.

O nascimento existencial, sendo um estar-no-mundo confirmador da ontologia do existir, requer separação dos laços familiares que constituem toda a política das famílias. Esse nascimento é confirmado quando o sujeito se tornou agente de si mesmo como partícipe da comunidade ontológica. Quando deixou  o culto aos fantasmas familiares imobilizadores da infância que impedem o crescimento. Fantasmas que se deslocam de gerações passadas e perseguem as novas gerações que nunca chegam ser novas gerações ontologicamente. Mas a questão crucial que se encontra nessa política das famílias, é que não se sabe onde se encontra o original. O que deu origem as cópias que se propagam em forma de profusão.

Como na política dessas famílias os valores cultuados são tidos como necessários e verdadeiros, ao passarem para outras gerações, são tomados por essas gerações como também necessários e verdadeiros. Por mais que eles destoam dos valores da maioria da comunidade. Um dos elementos responsáveis por essa fixação desses valores são os signos místicos e míticos que encobrem o signo família como sendo um símbolo sagrado infalível. Daí porque poucos escapam dessa política familiar.  A não ser através de outros atalhos. Daí porque esses filhos filhos afirmam que seus pais estão sempre certos.

O deputado-golpista Wladimir Costa, o da tatuagem com o nome de Temer, e que foi denunciado como tendo assediado uma jornalista, e que vai ao Conselho de Ética da Câmara Federal, postou, e compartilhou, uma foto em que aparece uma adolescente de 16 anos seminua, com legenda indicando que ser a filha da deputada Maria do Rosário (PT/RG). Como se conhece uma pessoa por suas proposições, sabe-se que a deputada jamais teria uma filha que transitaria pelo celular de tipo como o simulado-deputado (simular: fingir ser o que não se é) que o Brasil conhece por suas proposições.

Como Maria do Rosário nasceu existencialmente, e é essa existência que incomoda os não-existentes, infere-se, sem qualquer erro, que seus filhos também nasceram existencialmente. Se movimentam em suas livres ontologias omo seres que autentificam o existir. Porém, a postagem do simulado-deputado, não se resumiu a adolescente. Ela mostra a foto de Eduardo Bolsonaro, filho do deputado Jair Bolsonaro, que acabou de ser condenado pelo STJ por ofensa a deputada Maria do Rosário. O que deixou seus semelhantes indignados. Na foto tem a legenda. “É na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais”.

Os deputados Wadih Damous e Jorge Solla vão protocolar a denúncia contra o simulado-deputado.

LULA VISITA MUSEU GONZAGÃO, EM EXU, TERRA DE LUIZ GONZAGA

LULA VISITA CAPELA DO SOCORRO ONDE SE ENCONTRAM OS RESTOS MORTAIS DE PADRE CÍCERO

O ex-presidente Lula reservou a manhã desta quinta-feira (31) para visitar a Capela do Socorro, em Juazeiro do Norte (CE), onde estão os restos mortais de Padre Cícero.

Vídeo: Ricardo Stuckert.

OPOSIÇÃO SAI VITORIOSA E GOVERNO NÃO CONSEGUE CONCLUIR MUDANÇA DA META FISCAL

No projeto de Lei Orçamentária, que tem de ser entregue hoje, constará oficialmente rombo de R$ 20 bilhões além da previsão de 2017, o que aumenta ainda mais desgaste do presidente Temer
por Hylda Cavalcanti, da RBA.
 
                                                                       LUIS MACEDO/CÂMARA DOS DEPUTADOS
Meta fiscal

Mesmo com texto-base aprovado, votação adiada dos destaques impediu revisão das metas

Brasília – No dia em que se completa um ano do impeachment da presidenta Dilma Rousseff, a oposição obteve o que pode ser considerada a maior das suas vitórias no Congresso Nacional, ao longo dos últimos 12 meses, na madrugada desta quinta-feira (31). Sem alarde, apenas contando com o uso de obstruções, muitos discursos, ampliação dos debates e a ausência de quórum, a proposta de revisão da meta fiscal para os próximos dois anos não teve votação concluída. O governo pretendia ampliar o déficit de 2017 em R$ 20 bilhões (de R$ 139 bilhões para R$ 159 bilhões) e do 2018 em R$ 30 bilhões (de R$ 129 bilhões para R$ 159 bilhões).

Como o prazo para votação se encerra hoje, o Executivo vai ter que enviar um projeto de Lei Orçamentária com uma meta fiscal tida como irreal, com R$ 30 bilhões em cortes nas despesas previstas para o ano que vem. Isso é considerado um ponto negativo para o presidente da República e, sobretudo, para sua equipe econômica, que não conseguiu fazer os ajustes necessários prometidos desde o ano passado. O resultado é tudo o que o Palácio do Planalto mais temia.

Os parlamentares até aprovaram o texto base da meta fiscal, mas ficaram faltando os destaques que fazem alterações consideradas relevantes para a matéria. Das cinco propostas de emendas, somente três conseguiram ser aprovadas, sendo que, como a oposição pediu verificação de quórum e não foi possível realizá-la na análise das três emendas aprovadas, todas as cinco terão de ser apreciadas na próxima terça-feira (5).

Com o andamento tardio da votação, qualquer adendo, ainda que venha a ser aprovado, é tido como desgastante para o Executivo e para a imagem do governo diante do mercado financeiro.

A sessão foi marcada por várias obstruções feitas pelos partidos oposicionistas, iniciativas quase desesperadas dos líderes ligados ao Palácio do Planalto para chamar os parlamentares ao plenário, com o intuito de obter quórum, e discursos inflamados de comparações entre a meta fiscal que foi modificada diante de tanta reclamação no governo de Dilma Rousseff, em 2015, pelos mesmos deputados e senadores que nesta madrugada se empenharam para aprovar a mudança proposta por Temer. E também, de lembranças de que a projeção de déficit alterada no governo Dilma era bem menor que a do atual governo.

Para se ter uma ideia, em dezembro de 2015, quando o governo Dilma Rousseff pediu revisão da meta, a estimativa da União era de o ano ser fechado com déficit primário de R$ 119 bilhões (conforme dados da Agência Senado). Agora, o déficit primário, caso a proposta venha a ser aprovada em definitivo na próxima semana, ficará em R$ 159 bilhões.

Necessidade de explicações

Os deputados e senadores que foram contrários ao impeachment e que chamam o governo Temer de golpista não deixaram barato. “Antes de permitirmos que essa proposta de mudança da meta fiscal seja aprovada pelo plenário, queremos vários esclarecimentos da base aliada ao governo”, disse em tom firme o deputado Henrique Fontana (PT-RS).

“Quando foi pedida a alteração da meta no governo da presidenta Dilma, a grande acusação era de que o déficit tinha sido observado porque ela tinha cometido pedalada fiscal, o que sabemos que não consiste em crime de responsabilidade fiscal e não deveria ter levado ao impeachment. Este é um dos principais motivos pelos quais todos sabemos que a subida ao poder do grupo que aí está consistiu num golpe. A primeira pergunta que faço é: o presidente Michel Temer tem cometido pedalada fiscal? ”, questionou ele.

Fontana afirmou que o atual governo aprofundou a crise fiscal do país e precisa explicar, em detalhes, para os parlamentares e à população, os motivos da alteração proposta, de forma a permitir que a nova meta seja votada.

Pepe Vargas (PT-RS) também pediu várias obstruções e insistiu para a leitura da ata da sessão anterior, para que a mesa diretora fizesse conferência de quórum e, sobretudo, para que o tema fosse mais debatido antes de ter início a votação. “Não temos pressa. Ao contrário da base aliada, estamos usando de prerrogativas democráticas e regimentais, mas nossa intenção é fazer o bom debate e obtermos todos os esclarecimentos”, disse.

O texto-base da meta foi aprovado perto das 2h da madrugada, mas, pouco depois, exaustos, os parlamentares começaram a esvaziar o plenário. O líder do governo, senador Romero Jucá (PMDB-RR), tentou justificar a derrota dizendo que o que houve na verdade foi uma vitória, por conta da aprovação do texto base, mas evitou falar na questão do prazo constitucional para o envio do Orçamento Geral da União de 2018, que está sendo encerrado.

‘Jogo político’

“O que aconteceu faz parte do jogo político. A oposição usou o instrumento de obstrução, que é permitido regimentalmente e nossos companheiros estavam cansados para voltar e votar tudo, mas não achamos que isso causará desgastes”, desconversou Jucá. Para os oposicionistas, o resultado mostrou a fragilidade do Executivo e do presidente e representou a dificuldade de união da base aliada do governo.

“Não se prepararam para uma votação difícil como essa, que sabíamos que seria repleta de debates. Só mostra que estamos atentos e que faremos de tudo para evitar investidas desse presidente ilegítimo contra o país”, afirmou o líder da minoria, José Guimarães (PT-CE).

Nos bastidores, a derrota (segundo os líderes governistas, falta de continuidade da votação até o final) foi vista como negativa para as imagens do presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira (PMDB-CE); do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR); do presidente interino da Câmara, André Fufuca (PP-MA), e até do presidente da República interino, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). O parlamentar, além de chamar vários líderes ao Palácio para uma reunião com o objetivo de lhes pedir apoio, ainda acompanhou a votação no próprio plenário sem sucesso.

Eunício Oliveira, numa última estratégia, ainda tentou cancelar a sessão para realizar uma outra para continuidade dos trabalhos no início desta quinta-feira (31). Mas foi aconselhado pelos mais próximos a desistir da ideia, diante da constatação de que se já estava sendo difícil garantir a votação até o final, pior ainda seria uma sessão pela manhã de hoje.

Ficou programada uma nova sessão conjunta do Congresso Nacional para completar a votação da matéria na terça-feira (5), a partir das 17h. Mas, agora, o estrago está feito: o rombo do orçamentário do governo, de R$ 20 bilhões além da meta em 2017, mesmo com retificação da proposta de orçamento para 2018, já é oficial.

USINA FECHADA, LEMBRANÇA DE UM TEMPO EM QUE O MUNDO DE PRETENDIA MELHOR

Caravana Lula pelo Brasil está cada vez maior e ex-presidente confessa que só “coração de corintiano” para aguentar tanta emoção; a caminho de Juazeiro, parou para participar de protesto contra desativação de unidade da Petrobras que produzia biocombustível
por Cláudia Motta, especial para a RBA.
 
CLÁUDIA MOTTA
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Lula: “Eu parei aqui só pra dizer: eu tava com vocês antes, tava com vocês quando inaugurou e tô mais com vocês agora que ela fechou”

Juazeiro (CE) – As viagens da Caravana Lula pelo Brasil talvez possam ser inseridas em algum tipo de livro dos recordes. Como diria o ex-presidente, “nunca antes na história desse país” se levou tanto tempo para percorrer um trajeto. O desta quarta-feira (30), décimo quarto dia de viagem, deveria levar em torno de cinco horas para vencer os 326 quilômetros que separam Quixadá de Juazeiro do Norte. Mas durou cerca de nove horas, com oito paradas em estradas e ruas totalmente tomadas pelo povo que não arreda pé, enquanto Lula não desce para pelo menos um aceno e uma palavra de carinho.

E ele não se furta a isso. A primeira parada não prevista foi por volta de 11h, um protesto de petroleiros e moradores da região tomava o portão da Unidade de Produção de Biodiesel de Quixadá, fechada em outubro de 2016.

Silvano Lima trabalhava na usina desde 2008. “Foi quando este homem de coragem, nordestino, a inaugurou. De lá para cá já tivemos mais de 30 mil agricultores produzindo mamona e vendendo para a Petrobras Biocombustível. Embora não fizesse o biodiesel, a companhia fazia gestão de estoque e ganhava lucro em cima da mamona. Também temos 800 catadores de lixo que catam óleo de gordura residual da região metropolitana, matéria prima aqui para a usina. E mais 300 piscicultores do projeto Curupati-Peixe, no açude Castanhão, em Jaguaribara, que também produzem, por meio de vísceras de peixe, o óleo para fazer o biodiesel”, relatou. “A usina já empregou, na sua construção, mais de 5 mil trabalhadores. Durante seu pico de produção – que hoje é de 100 mil toneladas de óleo por ano – já teve mais de mil empregados. Próximo ao seu fechamento ainda tinha 200, contratados aqui de Joatama, conteúdo local.”

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Trabalhadores protestam durante a visita de Lula: defesa do desenvolvimento regional

 Lula lembrou que o mundo caminhava muito rapidamente para ter cada vez mais energia renovável e limpa. E esse foi um dos objetivos da construção da usina. “O Brasil tem um potencial extraordinário de produzir biodiesel para misturar no nosso óleo diesel. Da mesma forma, etanol para misturar na gasolina. A nossa ideia e o nosso sonho, quando a gente construiu essa empresa, era fazer uma combinação perfeita entre o agricultor familiar e o trabalhador da cidade para que se contratasse milhares de pequenos produtores.”

E recorda dos debates à época. “Tínhamos possibilidade de fazer o bioediesel de sebo, de mamona, mas é um óleo muito precioso, utilizado para cosméticos, para aviação e nem sempre tem preço acessível para produzir biodiesel”, afirmou. “E a gente não conseguiu, através da Embrapa, a capacidade produtiva que é necessário ter. A gente tinha possibilidade de fazer de pinhão manso, que é uma planta que se pode colher dela por muitos e muitos anos. Mas não sei porque, parece que parou essa experiência. Podia fazer de óleo de soja, de caroço de algodão, de girassol. Mas a coisa mais produtiva é o dendê.”

Lula falou de mais um sonho que não se concretizou e ainda parece longe de se tornar realidade, para a tristeza da humanidade. “O mundo inteiro tinha assumido o compromisso que até 2020 iriam adicionar mais biodiesel e mais etanol tanto à gasolina, quanto ao óleo diesel.  Essa empresa, quando vim inaugurar, era efetivamente um sonho, para poder desenvolver as pequenas e médias cidades do nordeste brasileiro, para que a gente pudesse ter a energia mais limpa do mundo, não apenas para a gente utilizar, mas para exportar também.”

A alegação da Petrobras Biocombustível para o fechamento, revela Silvano, foi de que a matéria prima vinha de muito longe e com isso não dava lucro. “Mas esse governo golpista quis fechar a usina porque ela politicamente representa um projeto que nasceu da grande sacada desse homem aqui (abraçando Lula) que é unir o ambiental, o tecnológico e o social. Gera emprego, renda e um combustível renovável”, critica, contando que todos os esforços foram feitos, no final do ano passado, quando foi anunciado o fechamento. “O governo Camilo Santana (PT) de pronto acenou com a redução de 99% do ICMS. Só isso, já colocava a usina no patamar de competitividade. Mas foram irredutíveis”, lamenta.

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Parada em Quixelô: mobilização em defesa de um país que dava oportunidades para todos

Segundo Silvano, a usina de Quixadá é a que tem o maior mercado. Todo o biodiesel dela é vendido do Rio Grande do Norte até o Pará.  “E é a única nesse raio de 5 mil quilômetros que produz biodiesel, com exceção de uma no Tocantins, que é bem menor. E ela tem a última tecnologia em flexibilidade: qualquer óleo que chega vira biodiesel.”

Ele diz que hoje ainda há 22 mil agricultores contratados, “sem poder honrar com a venda da sua produção”, mais os 800 catadores e os 300 piscicultores. “Esse projeto é vitorioso, nos não aceitamos o fechamento e nós temos fé e força que hoje nos estamos reinaugurando, pela luta, esta usina.”

Lula pediu aos trabalhadores que se mantenham dispostos a brigar. “Vamos fazer a denúncia onde for possível. E os companheiros da Petrobras têm de fazer a denúncia. Porque a Petrobras, embora seja uma empresa de petróleo, óleo e gás, ela é mais do que isso: é a cabeça pensante da política de energia limpa nesse país”, disse, sob fortes aplausos. “Eu parei aqui só pra dizer: eu tava com vocês antes, tava com vocês quando inaugurou e tô mais com vocês agora que ela fechou.”

Um marco no sertão

E conforme passam os dias e a caravana segue pelo sertão nordestino, mais gente parece querer estar com Lula e ele com mais gente.

Em Banabuiú, contou sobre sua passagem pela usina aos milhares de trabalhadores que fechavam a rua por onde a caravana deveria passar. “Lamentavelmente, a  irresponsabilidade da direção da Petrobras fechou. Eles não entendem que usina não é só parede, máquina, mas são homens e mulheres desse país que precisam trabalhar para sustentar sua família.”

Como tem feito em suas paradas, voltou a pedir ao povo que não desanime diante das dificuldades. “Não percam a esperança. A minha geração não acreditava que um filho de pobre podia fazer universidade. A gente provou que todo mundo pode vencer na vida”, perguntando de quem era a criança que estava com ele. “Se não tiver dono, levo embora”, brincou.

“Eu não penso mais em mim, que tenho mais de 70 anos, mas nessa criança que estava no meu colo, aquela outra que está ali no colo da mãe. A gente precisa garantir que elas tenham sonhos, porque sem sonho a gente não vira nada.” Agradecido pela acolhida, disse que queria beijar cada coração daqueles que o assistiam. “Esteja onde estiver, eu quero que saibam: vocês têm um brasileiro e nordestino a defender vocês e o Nordeste.”

Talvez por isso, a passagem do ex-presidente esteja sendo considerada um grande acontecimento para esse povo. “Fica um marco no nosso sertão central”, disse Edna Carla de Oliveira Souza, dona de casa de 31 anos, em Banabuiú, segunda parada no dia. “O Lula ajudou muito os pobres a sair da miséria com o bolsa família, que é uma coisa que muita gente agradece. É uma passagem que deixa marcas. Nós estamos passando um momento muito difícil pela seca, mas vamos sair dessa crise trazendo ele de volta para mudar o Brasil de novo”, disse a mãe de dois filhos, beneficiária do bolsa família.

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Isabela Rodrigues, 16 anos, uma das organizadoras da manifestação que parou a caravana em São José

Injeção de ânimo

Raimunda Alves da Costa, de Fortaleza, está seguindo a caravana desde Morada Nova. A comerciária aposentada é uma das centenas de pessoas que, no estado do Ceará, passaram a acompanhar com seus carros e tomam as cidades onde serão realizados os atos. O presidente que em seu governo proporcionou um grande período de crescimento e desenvolvimento para o Brasil, agora consegue, apenas com sua passagem, animar a economia dessas regiões. A cidade de Quixadá, por exemplo, tinha 100% de seus hotéis ocupados em função da caravana.

“Desde que Lula vive a política, acompanha ele”, conta Raimunda, durante a terceira parada extra da caravana, em Solonópolis. “E esse momento pra mim é muito importante e para todo povo brasileiro. É o momento em que estamos passando muita dificuldade, muita desesperança. E o Lula vem e traz essa esperança na palavra. Esse senhor de 71 anos vem aqui, andando de ônibus nesse Nordeste quente, e traz essa esperança para esse povo nosso, sofrido. E a gente sabe, essa esperança vai se transformar em vitória, em realidade.”

O dia avançava quente e a caravana também, mansamente, com todo respeito ao ritmo do povo. Depois de Solonópolis, a comitiva ainda fez paradas no distrito de São José, Quixelô, Cascudo e Iguatu.

Isabela Rodrigues, 16 anos, conta que foi uma das organizadoras da manifestação que parou a caravana em São José. A estudante segurava um cartaz com um grande coração. “Eu amo o Lula porque graças a ele milhões de brasileiros pobres podem ser formar e ser alguém na vida.” Parece clichê, mas na vida real faz toda diferença. “Lula mudou muita coisa na vida da minha família. Pobre hoje em dia tem direito de tudo. Direito de falar, de ser alguém.”

Às 18h, em Cedro, oitava parada desde Quixadá e ainda a cerca de 90 quilômetros do destino, Juazeiro – onde um ato estava previsto para o Centro de Convenção do Cariri –, Lula não se conteve: “Se eu não fosse corintiano e não tivesse o coração forte, ia morrer de tanto amor, do carinho que tenho recebido do Ceará.”

registrado em:       

MAIS UM DOUTOR HONORIS CAUSA PARA LULA. AGORA PELA UNIVERSIDADE REGIONAL DO CARIRI. E HAJA ÓDIO, INVEJA E INVEJA FRUSTRADA

AS CONTRADIÇÕES ENVOLVENDO O “AMIGO PESSOAL” DO JUIZ MORO

Por Jeferson Miola

Tanto mais o juiz Sérgio Moro e os procuradores da Lava Jato se pronunciam sobre a denúncia feita por Rodrigo Tacla Duran, ex-funcionário da Odebrecht, mais densa fica a névoa que recobre o episódio.

​O esclarecimento da denúncia de Rodrigo Tacla Duran é de vital importância, porque insinua fatos extremamente sérios:

[1] cita suposta atuação ilícita do advogado Carlos Zucolotto, o “amigo pessoal” de Sérgio Moro, ex-sócio de Rosângela Moro [a esposa do juiz] num escritório de advocacia e advogado do procurador da Lava Jato Carlos Fernando dos Santos Lima; e

[2] relata suposto tráfico de influência, por mesmo Carlos Zucolotto, na intermediação de acordo de delação premiada com a Lava Jato em troca do pagamento de US$ 5 milhões de propina.

As explicações trazidas a público por Moro e pelos procuradores da Lava Jato, todavia, não esclarecem o ocorrido, mas expõem contradições e geram novas dúvidas.

Na sua manifestação, Moro contrariou a própria informação, prestada em 2015, sobre a natureza do vínculo societário que sua esposa Rosângela mantinha com seu amigo Carlos Zucolotto, se com ou sem comunhão de trabalho e de honorários.

Na nota oficial de 27/8/2017 [“Força-tarefa repudia declarações de réu foragido da justiça”], os procuradores, por seu turno, declararam que “4. Nenhum dos membros da força-tarefa Lava Jato possui ou já possuiu relacionamento pessoal ou profissional com o advogado Carlos Zucolotto Jr., citado por Rodrigo Tacla Duran. Os procuradores jamais mantiveram com Carlos Zucolotto Jr. qualquer conversa sobre esse caso ou sobre qualquer outro”.

Esta declaração dos procuradores foi, porém, desmentida no dia 29/7/2017 [noticiado na coluna Mônica Bérgamo, FSP]: “O advogado Carlos Zucolotto Junior, amigo do juiz Sergio Moro, renunciou na segunda (28) ao mandato para representar o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima, da Operação Lava Jato, em uma ação trabalhista”.

A gravidade da denúncia exigiria, no mínimo, que Moro e os procuradores demonstrassem aquela mesma vontade jacobina para investigar e apurar os fatos que aparentam quando querem atingir seus inimigos, em especial os políticos e lideranças do PT.

Eles, ao contrário disso, optaram por uma reação corporativa beligerante, recheada de ataques e adjetivos para desmoralizar o denunciante. Agiram da mesma maneira que fazem aqueles que eliminam o mensageiro para não conhecer a mensagem.

Um procedimento diferente, por exemplo, das ocasiões em que validaram depoimentos de réus confessos pelo simples fato deles oferecerem conteúdos falsos, fabricados para incriminar e condenar o ex-presidente Lula, como aconteceu no processo judicial do apartamento triplex.

Se, na “convicção” do juiz Sérgio Moro e dos procuradores da Lava Jato, Rodrigo Tacla Duran é um “mentiroso e fantasioso”; um “criminoso foragido da justiça”; alguém que “tenta desesperadamente atacar aqueles que o investigam, processam e julgam”, por que eles não dedicaram uma única palavra para anunciar processos judiciais contra Rodrigo Tacla Duran?

AMIGO DE MORO SUSPEITO DE TRÁFICO DE INFLUÊNCIA TAMBÉM FOI À ESTRÉIA DE FILME DA LAVA JATO

Jornal GGN – O advogado Carlos Zucolotto também foi visto na estreia do filme da Lava Jato em Curitiba, nesta semana. O amigo pessoal de Sergio Moro é acusado por Rodrigo Tacla Duran, réu por lavagem de dinheiro e organização criminosa, de ter intermediado um acordo de delação com procuradores de Curitiba. Em troca, Zucolotto teria pedido queo pagamento dos honorários fosse feito “por fora”, para que o dinheiro fosse repassado às pessoas que ajudaram na negociação nos bastidores.

A imagem de Zucolotto na pré-estreia foi publicada no Facebook por um perfil que defende as ações do juiz Sergio Moro. A esposa do magistrado, Rosandela Wolff Moro, também foi marcada nas fotos. O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa de procuradores, também registrado, conforme o print abaixo.

Na rede nacional, Polícia Federal – A Lei É Para Todos estreia no dia 7 de setembro.

“NÃO VAMOS SAIR DA CASA DE TEMER ENQUANTO ELE NÃO SAIR DAS NOSSAS”

Manifestantes de diversas etnias protestaram contra anulação da demarcação de terras Guarani no Pico do Jaraguá, na capital paulista, e marcharam até a casa do presidente
por Gabriel Valery, da RBA.
 
                                                                  REPRODUÇÃO/MÍDIA NINJA
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Portaria publicada pelo governo Temer reduz área indígena do Jaraguá de 521 hectares para três

São Paulo – Hoje (30) foi um dia de luta para os povos indígenas. Em São Paulo, manifestantes de diferentes etnias se reuniram no vão livre do Masp, na Avenida Paulista, região central, para um ato público que começou às 17h. Após falas de lideranças e rezas para pedir proteção aos povos, eles seguiram em passeata até a casa do presidente Michel Temer (PMDB), no Alto de Pinheiros.

“Não vamos sair da casa do Temer enquanto ele não sair das nossas”, diziam em coro os presentes. Os atos na avenida começaram ainda pela manhã, quando representantes do povo Guarani ocuparam a entrada do prédio da presidência, no encontro da via com a rua Augusta. Os indígenas exigem a revogação da Portaria 683, assinada pelo ministro da Justiça, Torquato Jardim, que anula a criação da reserva indígena do Pico do Jaraguá, na zona noroeste da capital.

A indígena da etnia Payayá, Letícia Indi Oba, disse que o dia é de luta para os povos indígenas do país. “Acordei com espíritos me preparando para a guerra. O Estado tem feito o que bem entende sem levar em consideração nossa força. Quando estamos juntos somos um só. A sociedade acha que não tem importância lutar conosco, eles acham que tem que olhar só para o umbigo deles sem levar em consideração que nós preservamos a natureza, o mínimo que ainda existe”, disse.

“Sem nós, não estaríamos respirando e nem teríamos água. A sociedade tem que apoiar nossa luta, de todos os indígenas do Brasil. Temos parentes sendo mutilados e assassinados em luta por uma terra que é nossa por direito. Nós somos a terra e temos a cor da terra. Eu sou indígena, componente orgânico dessa terra”, afirmou Letícia.

Para a indígena, os povos originários são vítimas de ações do governo porque “não atendem aos interesses dos brasileiros poderosos. Estamos em cima de terras que podem produzir capital. Somos mortos porque queremos viver na floresta, das matas e das águas. Dependemos da vida para manter a nossa vida que é ceifada a cada dia. Se você é brasileiro e não se mobiliza contra tudo que está acontecendo, você é conivente com a destruição de nossas vidas”, completou.

A portaria publicada pelo ministro do governo Temer reduz os 521 hectares das terras indígenas para três. De acordo com o texto publicado no Diário Oficial da União, a extensão da reserva é um “erro administrativo e foi demarcada sem a participação do estado de São Paulo na definição conjunta das formas de uso da área”.

O deputado estadual Carlos Giannazzi (Psol) esteve presente no ato. “Vim manifestar mais uma vez apoio à luta da comunidade indígena do Jaraguá. Acompanhamos e pressionamos o governo federal. Fomos surpreendidos com esse golpe contra a comunidade e estamos vendo uma pauta regressiva em áreas sociais. Temer tem atacado trabalhadores e agora, sobretudo, nossas florestas e nossas reservas, como é o caso. Nossa grande luta em São Paulo é para revogar essa portaria”, disse. Giannazzi prometeu marcar uma audiência pública para a próxima semana para discutir e pressionar o governo.

O líder indígena Guarani Kaiowá do Mato Grosso do Sul, Eliseu Lopes, veio a São Paulo para se somar à luta dos guaranis paulistas. “Enfrentamos muita violência, despejo e todo o tipo de ataques. Temos a segunda maior população Guarani e nossa luta é por espaço, temos um território muito pequeno para mais de 40 mil indígenas. Agora, viemos aqui para dar apoio para nossos parentes que estão na mesma situação”, disse.

Outro ponto que é alvo de críticas dos indígenas é a questão do marco temporal. No início do mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu à causa dos povos originários, dando nova interpretação à tese do marco temporal, que delimita a demarcação de áreas indígenas e quilombolas apenas àquelas que forem comprovadas como existentes no ano de promulgação da Constituição Federal, em 1988. “Nossa história não começa neste ano”, argumentam os indígenas.

“Nossas terras têm que ser demarcadas mas o governo não respeita. Falta vontade política, então estamos em luta especialmente contra o marco temporal. Ganhamos no STF com oito ministros a nosso favor, mas o governo Temer não está respeitando isso, ele quer anular o que já temos por direito”, disse Eliseu.

LULA E A CARAVANA DO POVO PASSA EM IGUATU/CE

SÉRGIO MORO E A VIDA COMO ELA É

A Lava Jato acaba por se parecer com uma daquelas novelas para as quais ainda não está pronta a atração que a substituirá e, assim, o roteirista introduz novos personagens e passa a criar reviravoltas na história.

 

a vida como ela é

Texto de Sérgio Saraiva, do site Oficina de Concertos Gerais e Poesias.

O roteiro original

Já mostramos há algum tempo que Lula foi condenado no Caso do Tríplex com base em uma reportagem do jornal O Globo e em uma declaração de Leo Pinheiro – ex-presidente da OAS e condenado na Lava Jato – dando aval ao que a matéria do jornal dizia. O tríplex era de Lula. Nenhuma prova foi apresentada, nem pela reportagem nem por Leo Pinheiro.

Leo Pinheiro inocentara Lula anteriormente. Mas sua delação premiada, onde acusava José Serra e Aécio Neves, tinha sido recusada pelo PGR e, agora, Leo via pela frente muitos anos de prisão. Mudou, então, de versão e passou a acusar Lula. Sua pena foi reduzida pelo juiz Moro, em reconhecimento por sua colaboração à condenação do ex-presidente.

Final feliz.

Na tela – “the end” e créditos – só que não.

A vida como ela é

Então, entra em cena o tal roteirista chamado acaso.

E com ele o novo personagem.

Rodrigo Tacla Duran é um advogado condenado por Moro por envolvimento com a Odebrecht. Duran que tem dupla cidadania fugiu para a Espanha e de lá disparou acusações que vão desde a falsificação de informações nas delações da Odebrecht até oferecimento de facilidades junto à Lava Jato por parte do advogado Carlos Zucolotto Junior.

Zucolotto, foi sócio da esposa de Moro em um escritório de advocacia e é padrinho de casamento de Moro. Tudo revelado pelo jornal Folha de São Paulo.

Assim, Moro viu-se na mesma situação de Lula. Uma acusação baseada apenas em uma matéria de jornal contendo declarações sem evidências que a comprovem.

Ato contínuo, a defesa de Lula pediu a Moro que incluísse Duran como testemunha. Moro negou com a seguinte declaração:

“A palavra de pessoa envolvida, em cognição sumária, em graves crimes e desacompanhada de quaisquer provas de corroboração não é digna de crédito, como tem reiteradamente decidido este Juízo e as demais Cortes de Justiça, ainda que possa receber momentâneo crédito por matérias jornalísticas descuidadas”.

Essa declaração deveria constar da não-proferida decisão de Moro inocentando Lula. Já que, para condená-lo, tudo que Moro usou foram igualmente “matérias jornalísticas descuidadas” e “a palavra de pessoa envolvida em graves crimes e desacompanhada de quaisquer provas de corroboração”.

Nelson Rodrigues não escreveria melhor trama e melhor final. A vida como ela é.

Moro gosta de ficção

Pouco antes de negar a solicitação da defesa de Lula, Moro compareceu à pré-estreia do filme ”Polícia Federal – a lei é para todos”. Fosse uma ironia e seria um grande título.

O filme conta, pela ótica dos policiais, a história da perseguição da Lava-Jato ao presidente Lula. Um filme de “mocinhos e bandido”. Seria diversão barata, não fosse o orçamento e facilidades de que dispôs.

16 milhões de reais na elaboração do filme. Acesso a informações e às dependências – inclusive à carceragem – da Polícia Federa de Curitiba.

E isso é só o começo.

2.000 convidados para a pré-estreia – 8 salas de cinema reservadas em um shopping center da capital do Paraná. Jornalistas convidados com passagem e hospedagem pagas.

Trailer Oficial divulgado na internet nos sites dos principais jornais e revista do pais. Na Folha, capa de página inteira no caderno de cultura do jornal e mais análise em página interna.

Avaliação ruim.

Exceto a avaliação ruim, tudo mais tem um custo. Na imprensa nacional, não há almoço grátis.

Quem banca? Quem sabe? Os patrocinadores estão incógnitos. São “empresários”.

Carlinhos Cachoeira – banqueiro do jogo-do-bico – também era chamado de empresário. Até ser condenado pela Justiça.

Os patrocinadores – esse é o principal atrativo do filme – mas a imprensa não se interessou por ele.

Nem Moro se preocupou em colar a sua imagem a um produto que ninguém sabe quem está pagando.

Se bem que, após aquela foto com Aécio, liberou geral.

Roteiro original adaptado

A única coisa que parece incomodar Moro é a lembrança do seu pedido de desculpas ao STF pela divulgação, em março de 2016, dos grampos de Lula e Dilma:

“Diante da controvérsia decorrente do levantamento do sigilo e compreendo que o entendimento então adotado possa ser considerado incorreto, ou mesmo sendo correto, possa ter trazido polêmicas e constrangimentos desnecessários. Jamais foi a intenção desse julgador provocar tais efeitos e, por eles, solicito desde logo respeitosas escusas a este Egrégio Supremo”.

Dói tanto que Moro resolveu reescrever a história e, em entrevista ao jornal New York Times, desescusar-se:

 “I think that democracy wins when, shall we say, people learn what thier leaders do in the shadows”

Dispensável a tradução – as sombras da alma Freud e Nelson Rodrigues explicam.

PS1: para quem quiser recordar a acolhida que a Folha de São Paulo deu ao filme, de 2010, “Lula, o filho do Brasil”, há uma pequena notinha aqui.

FAKE NEWS: NEM AMIGO, NEM MULHER DE MORO ADVOGAM PARA PETROLÍFERAS

Texto da proba e atuante jornalista Cíntia Alves.

A Helix Brasil, fabricante de componentes eletrônicos do Paraná, defendida pelo escritório de Zucolotto, é uma empresa distinta da Helix do Brasil Serviços de Petróleo, divulgada em 2015 como uma subsidiária da Shell que seria cliente da esposa e amigo de Moro

Jornal GGN – Em meados de 2015, a blogosfera repercutiu uma matéria veiculada no Portal i9, do jornalista Fabiano Portilho, sobre Rosângela Moro, esposa de Sergio Moro, trabalhar para o PSDB de Flávio Arns. O mesmo texto afirmava ainda que a mulher do juiz da Lava Jato atuava em um escritório de advocacia que defendia subsidiárias de multinacionais do petróleo. O caso gerou polêmica por indicar conflito de interesse nos julgamentos envolvendo a Petrobras.

Hoje, Rosângela não tem mais sociedade com o escritório de Carlos Zucolotto. Mas ilações e dúvidas sobre o advogado e amigo pessoal de Moro ainda advogar para empresas que, em tese, são concorrentes da Petrobras, permanecem.

​Dados levantados pelo GGN mostram, contudo, que esse escândalo, na verdade, pode ser um caso de fake news.

As informações divulgadas pelo Portal i9, em 2015, parecem ser frutos de erros de apuração.

O blogueiro fez confusão com uma das empresas que consta na lista de clientes no site do escritório Zucolotto, a “Helix Brasil”, que fabrica componentes eletrônicos em Curitiba, e tem como sócio administrador, desde 2001, o empresário Eduardo Augusto Purin Schause, que é dono de mais 6 negócios – entre eles, um consórcio que constrói rodovias e ferrovias em São Paulo e holdings de instituições não-financeiras. Veja o CNJP da Helix Brasil aqui.

Na matéria que atinge a mulher de Sergio Moro, o i9 faz menção a uma “Helix do Brasil” que seria “da Shell Oil Company, subsidiária nos Estados Unidos da Royal Dutch Shell, uma multinacional petrolífera de origem anglo-holandesa, que está entre as maiores empresas petrolíferas do mundo.”

A Helix do Brasil Serviços de Petróleo foi criada em 2009, tem sede no Rio de Janeiro e classifica-se como empresa cuja atividade principal é, de fato, “extração de petróleo e gás natural”. Tem no seu quadro societário as empresas Helix Energy Solutions Group – esta, sim, uma multinacional com presença nos EUA, Reino Unido, Cingapura e Brasil -, a Helix Offshore Internacional e outras. Confira o CNPJ e mais dados aqui.

Resumindo: a Helix Brasil, de componentes eletrônicos, e Helix do Brasil Serviços de Petróleo, de extração, são empresas distintas.

Outro trecho da matéria do Portal i9 lançava dúvidas sobre a empresa Ingrax, também citada entre as multinacionais de Petróleo defendidas pelo escritório Zucolotto, ao lado da Helix. A principal suspeita sobre a empresa era o fato de ela ter sede no Rio de Janeiro.

Assim como a Helix Brasil, a Ingrax está longe de ser equiparada a um subsidiária da Shell ou empresa do porte.

Ingrax vende graxas e lubrificantes automotivos e tem representantes em 2 dezenas de estados brasileiros, além de Uruguai e Paraguai. Tem escritório no Rio de Janeiro, sim, mas também tem um em Colombo, região metropolitana de Curitiba, no Paraná. 

Em 2015, quando o i9 divulgou a matéria, o juiz Sergio Moro acionou o responsável pelo site na Justiça. “Na representação, o juiz garante que sua mulher nunca advogou para essa multinacional, e que a participação dela no escritório Zucolotto Advogados Associados visa apenas a partilha de honorários, não assegurando que ela tenha trabalhado diretamente para todos os clientes da banca”, publicou o Conjur.

O escritório de Zucolotto é especializado em ações trabalhistas.

LULA, UMA PARADA EM BANABUIÚ, QUE ESTAVA FORA DO ROTEIRO, E DEPOIS SEGUIU PARA QUIXELÔ

A imagem pode conter: 17 pessoas, pessoas sorrindo, multidão e atividades ao ar livre

Lula com o povo de Banabuíu. Só festa! Enquanto isso, as aberrações se contorcem sob a força de suas negações do humano.

 

 

 

DEPUTADO WADIH DAMOUS VAI PEDIR CPI DE MORO

“Vamos abrir essa CPI e apurar como se dá esse processo de delação”

DURAM É MENTIROSO E FANTASIOSO, ACUSA MORO EM DESPACHO A LULA

Texto da ilustre e engajada jornalista Patrícia Faermann.

“Não tem este julgador qualquer óbice a que sejam apuradas as mentirosas e fantasiosas afirmações extra-autos do foragido Rodrigo Tacla Duran”, posicionou-se pessoalmente o juiz do Paraná.

Jornal GGN – “A palavra de pessoa envolvida [Rodrigo Tacla Duran] (…) não é digna de crédito, como tem reiteradamente decidido este Juízo e as demais Cortes de Justiça, ainda que possa receber momentâneo crédito por matérias jornalísticas descuidadas”, afirmou o juiz Sérgio Moro, como resposta ao pedido de incluir Duran como testemunha da defesa de Lula.
 
Os advogados do ex-presidente pediram que Rodrigo Duran entre como testemunha, após as divulgações da jornalista Mônica Bergamo de que o advogado Carlos Zucolotto, que atuava no acordo de delação de Duran, cometeu tráfico de influência e cobrou propina para fechar a negociação, sendo ainda amigo pessoal do atual juiz da Vara Federal de Curitiba e tendo atuado no mesmo escritório de advocacia da esposa do magistrado, Rosangela Moro.
 
Acusado de lavagem de dinheiro e organização criminosa e foragido no exterior, com prisão decretada por Sergio Moro, Duran contou à jornalista que prometia publicar em livro os bastidores do jogo de influência entre seu advogado e a equipe da força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba. 
 
Com o escândalo, cobranças de respostas vêm sendo feitas a Moro, que admitiu que sua esposa teve sociedade com o escritório de Carlos Zucolotto, além de ter saído em defesa do advogado em nota oficial. A defesa de Lula decidiu, então, solicitar que Rodrigo Tacla Duran seja a testemunha de defesa, uma vez que outra arrolada, Maria Lúcia de Oliveira Falcon não foi encontrada oficialmente, por motivos de viagem.
 
“O requerimento deve ser indeferido”, decidiu Moro. “Não há base legal para a substituição de testemunha pretendida (…). Quanto a Rodrigo Tacla Duran, se a Defesa de Luiz Inácio Lula da Silva tinha a oitiva dele como pertinente, deveria ter requerido a medida na resposta preliminar, máxime porque tal pessoa encontra-se no exterior, sendo a oitiva longa e demorada”, tentou justificar o juiz.
 
O magistrado de Curitiba entendeu, ainda, que o fato de Duran não ser acusado de participar do esquema que recai contra Lula, não seria digno de ser arrolado como defesa. 
 
Por fim, Sergio Moro usou o despacho para novamente se defender: “Não tem este julgador qualquer óbice a que sejam apuradas as mentirosas e fantasiosas afirmações extra-autos do foragido Rodrigo Tacla Duran. Mas não cabe fazê-lo nestes autos por motivos meramente protelatórios e duvidosos.”
 
Leia, abaixo, o pedido da defesa do ex-presidente e a resposta de Moro em despacho:
 
 Arquivo

USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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