Arquivo para 28 de agosto de 2017

LULA COMPÕE COM MOVIMENTOS SOCIAIS EM MOSSORÓ

IMAGEM QUE AS DIREITAS JAMAIS CRIARIAM POR FALTA DE DIMENSÃO HUMANA

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, barba, close-up e atividades ao ar livre

MORO JÁ CHEGOU A LIVRAR SUSPEITO QUE ACUSA SEU AMIGO PESSOAL DE COBRAR PROPINA

Matéria da ilustre e comprometida jornalista Cátia Alves.

Jornal GGN – Apesar de tratar o advogado Rodrigo Tacla Duran como um bandido, a verdade é que o juiz Sergio Moro, num primeiro momento, não quis transformá-lo em réu na Lava Jato. A desculpa utilizada foi que processar um foragido que precisa de extradição junto com pessoas já presas no Brasil iria atrasar o julgamento. Por isso, Moro decidiu não aceitar a primeira denúncia do Ministério Público Federal contra Duran. Só veio a fazê-lo em outra tentativa dos procuradores, meses depois.

A denúncia contra Duran por lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa foi apresentada pelos procuradores de Curitiba em 11 de abril deste ano – quando o investigado, que tem cidadania espanhola, já era considerado foragido da Justiça. Nove dias depois, Moro analisou a acusação e decidiu não aceitar a parte que diz respeito ao advogado.

​No domingo (27), a jornalista Mônica Bergamo publicou reportagem sobre um trecho vazado de um livro que Duran pretende lançar nos próximos meses. O advogado promete relatar na obra um episódio comprometedor para um “amigo pessoal” de Sergio Moro, o advogado trabalhista Carlos Zucolotto. De quebra, as informações expõem os procuradores de Curitiba.

Segundo os relatos de Bergamo, Duran acusou Zucolotto de “intermediar negociação paralela com a força-tarefa da Lava Jato”. Segundo ele, o amigo de Moro o procurou para oferecer seus serviços em Curitiba alegando que tinha “bons contatos” e que poderia ajudar a construir um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal.

Em troca, o amigo de Moro pediu para receber ⅓ dos honorários “por fora”, com a desculpa de que precisava pagar as pessoas que participaram das tratativas nos bastidores.

Antes de Zucolotto entrar em cena, o procurador Roberto Pozzobon teria proposto a Duran uma multa de 15 milhões de dólares para fechar a delação. Pelos relatos no livro, Zucolotto fez algumas “sondagens” e afirmou que poderia “melhorar a proposta”, inclusive usando um “contato” para levar Deltan Dallagnol à mesa de negociação.

“(…) de fato, os procuradores Julio Noronha e Roberson Pozzobon enviaram por e-mail uma minuta de acordo de colaboração com as condições alteradas conforme o que Zucolotto havia indicado em suas mensagens”, assinalou Duran

Contrariado com a narrativa, Moro entrou em contato com seu amigo pessoal e publicou uma nota no site O Antagonista, na qual diz que não há provas das acusações relatadas e lamenta “o crédito dado pela jornalista ao relato falso de um acusado foragido tendo ela sido alertada da falsidade por todas as pessoas citadas na matéria.”

Os principais fatos envolvendo Duran ocorreram na seguinte ordem:

– Em 5 de julho de 2016, Moro decreta a prisão preventiva e autoriza o bloqueio de bens de Duran, que vinha sendo investigado por offshores para lavar dinheiro para empreiteiras que tinham contratos com a Petrobras. O pedido (busca e apreensão criminal nº 5035144­ 88.2016.4.04.7000) foi feito pelo MPF no âmbito do processo 5048976­28.2015.4.04.7000 – que, segundo o portal da Justiça do Paraná, está em segredo de Justiça.

– Em novembro de 2016, a imprensa deu notícias de que as autoridades, a mando de Moro, bloquearam recursos das contas de Duran. 

– Em 11 de abril de 2017, o MPF acusa Duran e outros por lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

– No dia 20 de abril de 2017, Moro acolhe parcialmente a denúncia, livrando Duran da situação de réu. O argumento usado pelo juiz foi que Rogério Gonçalves, um dos denunciados, já estava preso preventivamente no Brasil, enquanto a situação de Duran exigia um embate com a Justiça da Espanha em torno da extradição. Moro avaliou como um prejudicial à celeridade do julgamento o fato do MPF ter optado por denunciar Duran nessas condições, e decidiu rejeitar esse trecho da acusação. “Não é apropriado reunir na mesma ação penal pessoas que se encontram em situação processual díspares, sendo necessário imprimir urgência à ação penal contra o acusado preso no Brasil, o que não será possível com outro acusado no exterior”, disse. O juiz sugeriu aos procuradores que apresentem um caso exclusivamente sobre Duran. “Assim, essa parte da denúncia não será recebida e deverá o MPF, querendo, promover ação penal em separado a respeito desses fatos, não sendo apropriado incluí-la na presente.”

– O processo 5015608-57.2017.4.04.7000, que poderia ter Duran como réu, mas não tem, entrou em fase de alegações finais. A ação originária (50565024620154047000), que ainda pode estar relacionada ao advogado, está em segredo de Justiça. 

– O Ministério Público acatou a ordem de Moro e apresentou uma denúncia apartada, que só foi aceita pelo juiz em 29 de maio (ação penal 5019961-43.2017.4.04.7000). No mesmo despacho, Moro disse que preferiria aguardar o resultado do processo de extradição antes da citação por cooperação internacional.

– Em 28 de julho, a imprensa divulgou que a Espanha negou a extradição de Duran, mas advertiu que ele poderá ser julgado naquele país com base nas informações enviadas pela Justiça brasileira quando da ordem de prisão preventiva. 

***

Folha ainda expôs que Rosangela Moro e Zucolotto eram sócios, mas Moro afirmou que se tratava de uma “sociedade de advogados sem comunhão de trabalho ou de honorários”, e que Rosangela “jamais trabalhou em processos do escritório do sr. Carlos Zucolotto e vice-versa”.

Uma fonte que atua na Lava Jato em Curitiba afirmou ao GGN, contudo, que “ao que parece” a esposa de Moro “saiu correndo” do escritório em 2016, qando este entrou na mira de investigadores por “prestar serviços para petrolíferas com interesse nos resultados da Lava Jato”.

Zucolotto, por fim, disse que as acusações de Duran são inverídicas e não passam de uma tentativa de implicar Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato, com o objetivo de fugir de uma ação penal. 

PULO HENRIQUE AMORIM: COMO A GLOBO COBRE O NAZISMO

 

LULA EM UPANEMA, NO RIO GRANDE DO NORTE

CORDEL DE CRISPINIANO NETO, DE MOSSORÓ, PARA LULA

Em Mossoró vive o poeta Crispiniano Neto, amigo de Lula e autor do livro Lula na Literatura de Cordel. Ele fez uma poesia emocionante sobre a trajetória de Lula e da caravana até chegarem no Rio Grande do Norte.

NOTA DO ADVOGADO KAKAY SOBRE DECLARAÇÕES DO PROCURADOR DA LAVA JATO CARLOS FERNANDO DOS SANTOS LIMA

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Um procurador, midiático, usando a rede social,faz uma agressão pessoal a mim e não responde aos fatos postos. Eu nunca disse que o Dr Moro deveria ser preso, ate porque não penso assim. Basta ler o que escrevi. Logo desnecessária a agressão pessoal deste procurador. Ele esta sendo acusado. Eu dou a ele o beneficio da duvida. Eu não acusei ninguém, comentei as acusações dando a ele o pressuposto da presunção de inocência, que ele e sua turma negam a todos. Não fiz critica generalizada pois respeito profundamente o Ministério Publico.

Modestamente ajudei e trabalhei para a sua completa independência que tanto bem faz ao pais e a democracia. Claro que não poderíamos prever os que usurpariam o prestígio do MP, e usariam estes poderes de forma pusilânime e autoritária. A estes a historia mostrara a verdadeira face. Me recuso a responder ofensas pessoais, pareceria uma ” resposta” a instituição do MP, a quem eu sempre rendo minhas homenagens. Não me dou tanta importância para usar facebok para ofender as pessoas.

Nem facebock tenho. Tenho ao meu lado a verdade: é necessário investigar todos os fatos. As grandes vantagens e conquistas da lavajato, que eu não me canso de enumerar, não podem fazer com que os excessos não sejam denunciados, discutidos. Acharam que eram deuses e herois e que não deviam satisfação a nada e a ninguém.Os que os que ele acusam podem agir assim? Ele se acostumaram a ter a mídia 100%.

TEMER VENDO TUDO

Temer vendo tudo - Créditos: Latuff

CUT: CONGRESSO DEBATE ESPERANÇA, RESISTÊNCIA E PROJETO NACIONAL

Evento tem como foco a conjuntura política e o enfrentamento, diz secretário-geral. “Temos de fazer uma enorme ofensiva de resistência. Sobre Lula, ele ressalta “a capacidade de construir pontes”
por Vitor Nuzzi, da RBA .
 
                                                                                              ROBERTO PARIZOTTI/CUT
congressoCUT.jpg

 São Paulo – A CUT abre nesta segunda-feira (28) um congresso extraordinário, em data que coincide com o 34º aniversário da central, para discutir resistência e esperança pela retomada de um projeto nacional de desenvolvimento. “Estamos vivendo o pior momento de nossa história”, diz o secretário-geral da entidade, Sérgio Nobre, para quem o principal foco do encontro será “a conjuntura política e o enfrentamento dessa conjuntura”. E a discussão entre aqueles, hoje no governo, que se contentam com um país subordinado ao mercado financeiro e quem defende um país detentor de tecnologia, player global, com soberania e presença do Estado. “O Brasil não merece ser um país subalterno. Nenhum país cresceu com os trabalhadores sem proteção social”, argumenta.

“Eles tinham um projeto (de subordinação) que foi interrompido em 2002”, avalia Sérgio Nobre, remetendo ao ano da primeira eleição do então candidato Luiz Inácio Lula da Silva, com um governo caracterizado por políticas sociais e independência no plano externo. “Eles nunca aceitaram esse processo. Essa foi a razão do golpe.”

A primeira tentativa, lembra Sérgio, foi ainda em 2005, com o chamado “mensalão”. Não conseguiram pela força política de Lula e pela melhoria de qualidade de vida que começava a ser sentida pela população. “O ataque foi brutal. E foi o mesmo processo. Eles nunca deram trégua.” Inclusive em termos históricos: “Nunca aceitaram um presidente que pensasse em um país autônomo. Todos os que tiveram a visão de um país independente foram atacados. E sempre com o tema da corrupção”.

Nos intervalos entre seus congressos nacionais, a CUT realiza plenárias, normalmente com objetivo de revisões do estatutária. Desta vez, diante da situação política complexa, decidiu-se por um congresso “extraordinário e exclusivo”, em que seus aproximadamente 650 delegados discutirão, de hoje até quinta-feira (31), formas de combater as políticas já implementadas por Temer, como as leis da terceirização e da reforma trabalhista, e as quem ainda podem vir, como a “reforma” da Previdência. 

Para Sérgio Nobre, o objetivo da “reforma” trabalhista, materializada na Lei 13.467, foi desestruturar o movimento sindical, que precisa reagir. “Não é porque aprovaram uma lei que somos obrigados a reconhecer”, afirma, lembrando que categorias com data-base neste segundo semestre, como os metalúrgicos, começam a se organizar, independentemente de filiação a central, para resistir a tentativas de mudanças nas convenções coletivas. “A partir de novembro (quando a lei entra em vigor), os trabalhadores estarão completamente desprotegidos.” Ele acredita que a partir daí muitos começarão a perceber os efeitos do projeto governista.

Ele respeita, mas não vê muita chance de sucesso nas conversas mantidas por parte das centrais com o governo quanto a uma medida provisória – que precisaria ser aprovada pelo Parlamento – para “atenuar” os efeitos das mudanças na legislação trabalhista. “As centrais têm sua estratégia individual, têm legitimidade”, diz. Mas se o objetivo da reforma foi atingir o movimento sindical “não achamos que esse mesmo Congresso vai desfazer aquilo que ele fez”.

Terceirização

É preciso resistir também à terceirização irrestrita, aprovada pelo Congresso e sancionada na Lei 13.429. “Se a empresa quiser terceirizar a atividade-fim, tem de ir para a greve. Temos de fazer uma enorme ofensiva de resistência”, diz o secretário-geral da CUT.

E manter atenção à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, da Previdência, atualmente parada na Câmara. O dirigente não tem dúvida de que o governo e sua base vão retomar a tramitação e tentar aprovar o projeto de qualquer maneira, mesmo considerando que as dificuldades são maiores em comparação com a legislação trabalhista, por exigir quórum maior no Congresso e por enfrentar mais resistência popular. “O tema da Previdência é mais sensível para os trabalhadores.” Uma aprovação, emenda, seria a consumação da “barbárie”.

Por isso, Sérgio defende uma paralisação nacional no dia em que for marcada a votação da PEC 287. “Não podemos aceitar que se desmonte a Previdência, contra a vontade 98% do povo brasileiro”. A proposta será discutida com as outras centrais.

A CUT mantém a defesa das eleições diretas imediatamente, como alternativa política para o país. Mesmo se for mantido o calendário que prevê eleição em 2018, a opção é Lula. O dirigente da CUT desafia: “Nós não vemos nenhuma razão (para impedir o petista de se candidatar) a não ser o medo da derrota. Nas ações contra ele não tem absolutamente nada que o impeça de ser candidato”.

Quem está no poder atualmente não tem candidato e nem apoio popular para o projeto em curso, acrescenta Sérgio Nobre. O candidato em 2014 Aécio Neves desapareceu, o candidato em 2006 Geraldo Alckmin não deslancha, quem tem mais intenção de votos neste momento, em um espectro conservador mais amplo, é o deputado Jair Bolsonaro. Então, conclui o secretário-geral da CUT, “a única possibilidade (de ganhar) é no golpe”. “O povo brasileiro, as ruas não aceitam esse projeto. Eles têm força no Judiciário, no Parlamento, mas não na rua.”

Ele espera “profunda mudança” no perfil do Congresso, apostando em candidaturas de lideranças mais progressistas. Mas no caso da vitória de Lula não acredita que “os demais partidos vão dar as costas e fazer uma oposição raivosa”.

E como seria esse governo? Sérgio faz uma distinção do que considera ser um pensamento comum no campo da esquerda. “Para mim, o governo Lula não foi de conciliação. Ele fez aquilo que tinha força política para fazer, e fez muito além”, afirma, apontando o perfil “negociador” do ex-presidente. “Essa é a grande característica pela qual ele tem de voltar. A capacidade de construir pontes com os diversos segmentos, o prestígio internacional. Lula não é de impor as coisas na marra.”

Ainda pensando em um possível novo governo petista e lulista, a composição tem de ser ampla. “O núcleo do governo tem de ser formado por quem levou ele à vitória. Agora, esse projeto tem de ser dialogado com outros setores”, diz Sérgio, dando o exemplo da própria reforma trabalhista: “Foi imposta, por isso não vai dar certo”. 

O Brasil tem de discutir um pacto pelo emprego, política industrial, manutenção da política de valorização do salário mínimo, inovações tecnológicas. E não saída fora da política, lembra Sérgio Nobre. “A desesperança não leva a lugar nenhum.”

O capital, a democracia e o trabalho 

A 15ª plenária/congresso extraordinário e exclusivo da CUT, na zona norte de São Paulo, começa às 9h desta segunda com um debate com o tema “A captura das democracias pelo capital”. Participam da mesa o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, o presidente da Confederação Sindical Internacional (CSI), João Felício, e o jornalista Luis Nassif.

Depois do lançamento, às 14h30, do livro A Constituição como Simulacro, do jurista Luiz Moreira, haverá debate sobre a conjuntura nacional, com o presidente da CUT, Vagner Freitas, a senadora Gleisi Hoffmann (PR), presidenta do PT, o dirigente do MST (sem-terra) João Pedro Stédile e o coordenador do MTST (sem-teto), Guilherme Boulos.

Na terça (29), às 10h, o tema será “Financeirização, Automação e o Futuro do Trabalho”, com os professores Ladislau Dowbor e Lucas Tasquetto e o embaixador e ex-ministro Celso Amorim. 

De terça à tarde em diante, os delegados farão avaliação da conjuntura e vão discutir um plano de lutas, além de relançar campanha contra o racismo. No total, incluindo os convidados internacionais, o evento deverá reunir 900 pessoas. 

registrado em:           

A 3G E O NEGÓCIO DO SÉCULO COM A ELETROBRÁS, POR LUIZ NASSIF

O pano de fundo da privatização da Eletrobrás é o seguinte.

O pai da ideia é o Secretário Executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, operador colocado para dar as cartas no MME. O Ministro é figura decorativa.

Pedrosa é ligado ao fundo de private equity  GP Investimentos, que nasceu das entranhas do Banco Garantia.

​GP é Garantia Partners, que comprou a Cemar (Centrais Elétricas do Maranhão) quando essa estava sob intervenção da Aneel depois de ter sido devolvida pela Pennsylvania Power and Light, que perdeu 330 milhões de dólares na primeira privatização da Centrais Elétrica do Maranhão e a entregou de volta por 1 dólar.

Foi dada de graça a esse grupo apesar de haver uma proposta com dinheiro a vista do grupo americano Franklin Park, operador do Fundo Guggenheim, um dos maiores fundos de private equity americanos. Mas foi um leilão de cartas marcadas, no qual o trunfo do comprador estava na facilidade em renegociar os passivos da empresa com a Eletrobrás.

Daí nasceu a Equatorial Energia, que depois comprou a Celpa (Centrais Elétricas do Pará).

Denunciei essa operação quando colunista da Folha de Sáo Paulo., através das colunas

O Caso Cemar, de 5 de abril de 2005

Gato no setor elétrico, de 4 de abril

O quebra-cabeças da Cemar, de 6 de abril

onde mostrava a influência do grupo de ACM e Sarney e dos movimentos incompreensíveis da Eletrobras.

O Ministério Publico da Suíça tem um dossiê sobre as operações com a Cemar,  e chegou a investigar o episódio através da Embaixada da Suíça em Washington. Mas, depois que perderam, os americanos preferiram não se envolver.

Em todo caso, se o MPF brasileiro pedir o dossiê, é possível que o Ministério Público suíço colabore. Na época, tinham rastreado o dinheiro da propina e chegado ao beneficiário final.

A Equatorial faz parte do grupo de controle da Lighr Rio.

Paulo Pedrosa foi Conselheiro da Equatorial, da Celpa, da Cemar e da Light, portanto ligado ao grupo Equatorial que é controlado pelo GP Investimentos, hoje com novo nome de 3 G.
O fundo 3G é hoje o segundo maior acionista privado da Eletrobrás e foi um dos grandes compradores de ações na véspera do anuncio da privatização. A CVM está investigando. Para não aparecer, o 3G usou o J.P.Morgan e mais dois bancos como fachada.
Há vários meses há um grupo de trabalho interno da 3G debruçado sobre os ativos e passivos da Eletrobrás.
A meta é assumir o controle da Eletrobrás, o grande alvo do grupo Equatorial. Se bem sucedido, seria um negócio do “padrão GP”. A Eletrobrás, companhia com ativos avaliados em 400 a 600 bilhões de reais, com dividas de 39 bilhões e passivos ocultos de 64 bilhões, mas que podem ser liquidados por um terço disso e cujo controle pode ser comprado por  R$15 bilhões.

Seria o negocio do século. Com R$ 15 bilhões, o 3G compraria um patrimônio liquido real de 300 a 350 bilhões de reais, um operação na escala da AMBEV e melhor ainda que esta.

Há pouco tempo o grupo 3G tentou comprar o controle da UNILEVER, e foi barrada pelo Governo britânico, desconfiado do estilo corsário do grupo.

É um conflito de interesses gigantesco. Paulo Pedro, o Secretario Executivo do Ministério de Minas e Energia, o idealizador do anúncio de privatização da Eletrobras. Sendo conselheiro de todas as empresas do Grupo Equatorial por trás do qual está a 3G.

“É PRECISO RECONSTRUIR A EBC”, FRANKLIN MARTINS

Especialistas destacaram importância de derrotar a política governista em seminário sobre comunicação em São Luís (MA)

Cristiane Sampaio

Brasil de Fato | São Luís (MA)

Ouça a matéria:

Ex-ministro das Comunicações do governo Lula, Franklin Martins acredita na melhoria da experiência da EBC, em caso de mudança de governo - Créditos: Secretaria de Comunicação Social do Maranhão
Ex-ministro das Comunicações do governo Lula, Franklin Martins acredita na melhoria da experiência da EBC, em caso de mudança de governo / Secretaria de Comunicação Social do Maranhão

A situação atual da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) continua no centro das preocupações dos especialistas que se dedicam ao tema da comunicação pública no país. Para Franklin Martins, ex-ministro das Comunicações do governo Lula, a empresa ainda poderia ser revitalizada, desde que o país consiga superar a crise política atual, marcada pelo avanço do aparelhamento em relação ao patrimônio público.

“Acho que a experiência que se teve com a criação da EBC, com os acertos e erros, com os avanços e as paralisias, acho que, amadurecendo, irá, de uma certa forma, impulsionar um processo de uma reconstrução com mais vitalidade pra EBC, que enfrente alguns problemas que ela tinha”, disse o ex-ministro. 

Um dos responsáveis pela criação da empresa, em 2008, Martins conversou com o Brasil de Fato durante sua passagem pelo seminário “Os desafios da comunicação na administração pública”, neste final de semana, em São Luís, no Maranhão. 

Ao pensar o futuro da empresa, o ex-ministro cita alguns exemplos de mudanças que poderiam contribuir não só para a recuperação da essência da comunicação pública, mas também para a melhoria da experiência da EBC:

“A EBC precisa de mais recursos, precisa ter um sinal que alcance todo o país, de rádio e de televisão, ela precisa ter um formato jurídico-institucional que dê a ela as condições de competir com empresas privadas que estão no mercado. Acho que há uma série de problemas que poderão ser solucionados, mas a preliminar é afastar o governo  golpista e passar por um processo de reorganização democrática do país”, apontou.  

A criação da EBC marcou o início da trajetória da comunicação pública no Brasil, mas a empresa vive uma fase de remodelação desde o primeiro semestre do ano passado, após o golpe que afastou a presidenta Dilma Rousseff, do PT. 

A mudança de rumo começou com a deposição do então diretor-presidente, Ricardo Melo, e a publicação da Medida Provisória 744, que alterou a estrutura da EBC e extinguiu o Conselho Curador, órgão que garantia o acompanhamento da sociedade em relação à produção dos veículos.

Recentemente, a diretoria aprovou um Plano de Demissão Voluntária (PDV) para os funcionários e estuda ainda a possibilidade de fusão da TV Brasil com a TV NBR, que é ligada especificamente ao Poder Executivo. 

“Vai ser uma grande comunicação oficialesca. É uma destruição da comunicação pública”, criticou Ricardo Melo, também durante o seminário, demonstrando preocupação com o futuro da empresa. 

Na mesma sintonia, a jornalista Tereza Cruvinel, uma das fundadoras da EBC, considera que a EBC vive “uma completa destruição”. Apesar disso, assim como Franklin Martins, ela acredita na possibilidade de recuperação da comunicação pública no país. 

“Primeiro, vamos derrubar o golpe; depois, vamos restaurar as instituições, e a comunicação pública deve ser uma das prioridades”, finalizou.

 Edição: Camila Salmazio


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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