Arquivo para 29 de agosto de 2017

MORO MUDOU VERSÃO SOBRE SOCIEDADE DA ESPOSA COM O “AMIGO” APÓS ESCÂNDALO

Matéria da íntegra e comprometida jornalista Cíntia Alves.

Jornal GGN – Após a revelação de que pode ter existido tráfico de influência e possível pagamento de propina em uma negociação de acordo de delação na Lava Jato de Curitiba, o juiz Sergio Moro admitiu à imprensa que sua esposa, Rosangela, teve sim sociedade com o escritório de Carlos Zucolotto, seu “amigo pessoal”. Mas reforçou que a parceria se deu “sem comunhão de trabalho ou de honorários”, numa tentativa de preservar a mulher das denúncias que agora caem sobre os ombros de Zucolotto. 
 
Mas a relação de Rosangela com o escritório de Zucolotto ainda não está muito clara. Principalmente porque, de acordo com uma reportagem do Conjur, há dois anos, Moro deu outra versão sobre essa parceria: ele disse que sua esposa tinha sociedade com Zucolotto visando“apenas a partilha de honorários”, o que não significa, contudo, que eles atuavam nos mesmos processos.
 
A fala contraditória de Moro está registrada em uma representação contra dois blogueiros que teriam publicado notícias falsas sobre as atividades de Rosangela no escritório de Zucolotto.
 
Em 2015, surgiram informações dando conta de que a empresa de Zucolotto advogava para empresas como a Helix e a Ingrax. O Jornal i9, um dos processados por Moro, teria associado a Ingrax à Shell e levantado conflito de interesse na atuação da Lava Jato contra a Petrobras.
 
“Na representação, o juiz garante que sua mulher nunca advogou para essa multinacional, e que a participação dela no escritório Zucolotto Advogados Associados visa apenas a partilha de honorários, não assegurando que ela tenha trabalhado diretamente para todos os clientes da banca”, escreveu o Conjur. (Leia a íntegra aqui).
 
Rosangela só teria deixado a sociedade em meados de 2016.
 
Outra informação um tanto quanto inconsistente que consta na nota do juiz à imprensa, em defesa do amigo pessoal, é a de que Zucolotto atua exclusivamente na área trabalhista. O escritório Zucolotto Sociedade e Advogados, porém, afirma em seu site oficial que faz “parcerias” para garantir atendimento aos clientes dentro da área criminal do direito.
 
Mesmo que Zucolotto não tenha atuação na Lava Jato como criminalista, a denúncia de Rodrigo Tacla Duran, um dos réus na operação, afirma justamente que o advogado pediu para não ficar “na linha de frente” da negociação com os procuradores de Curitiba.
 
Com seus “contatos”, disse Duran, Zucolotto ofereceu fazer as tratativas nos “bastidores” e, no final, teria pedido para receber um terço dos honorários “por fora”, sugerindo que repassaria os valores às pessoas que ajudaram no acordo de delação.
 
O deputado Wadih Damous defendeu, nesta terça (29), que o caso seja investigado.
 
Zucolotto disse à Folha, responsável pela divulgação da denúncia de Duran, que as informações são falsas e que o pretenso delator tem interesse em escapar da Lava Jato de Curitiba, pois lá é acusado de lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa. 
 
Moro reforçou que a narrativa de Duran carece de provas.

LULA PARTICIPA, EM QUIXADÁ/CE, DE ATO PELA DEMOCRACIA E MAIS DIREITOS

PARA DAMOUS O MPF E CONGRESSO NACIONAL DEVEM INVESTIGAR O CASO DO COMPADRE DEMORO, SOB PENA DE COLOCAR EM SUSPEITA TODA A LAVA JATO

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas

Leia a nota publicada pelo deputado Wadih Damous.

                                Os fatos relatados por Duran são de extrema gravidade
 
1- Pelo relato, resta incontestável que Moro e Zucolotto são compadres e amigos íntimos e que Zucolotto é ex-sócio da Rosangela Moro (muito estranho ela ter saído do escritório em 2016 quando começaram as primeiras denúncias);
 
2- De acordo, ainda, com o relato, Zucolotto praticou crimes de tráfico de influência, tráfico internacional de influência, fraude processual e obstrução à Justiça. Se verdadeiros os fatos, Moro e os procuradores seriam cúmplices e por isso precisam ser investigados;
 
3- Causa profunda estranheza que o juiz Sérgio Moro assuma a defesa enfática de Zucolotto. Causa espécie que o juiz tenha entrado em contato direto com o amigo para enviar uma resposta à Folha de São Paulo.
 
4- Os procuradores não deram qualquer explicação até o momento;
 
5- Duran, na verdade, é um doleiro. Por que teria relações com o Zucolotto? Moro diz que ele foi contratado para tirar cópia de um processo. Soa estranho dizer que um doleiro contrata alguém em Curitiba para tirar cópia de processo
 
6- Moro rejeitou a denúncia que o MPF apresentou contra o Duran;
 
7- Lula foi condenado por Moro com base na palavra de um criminoso e delator informal – que sequer prestou o compromisso de dizer a verdade.
 
Em síntese, Moro e os procuradores confinaram diversos acusados na cadeia. Caso se lhes aplique o método que eles mesmos criaram de acusar e julgar, deveriam ser presos imediatamente. Entendo que o Ministério Público, não o do Paraná, por óbvio, e o Congresso Nacional devem investigar esses fatos. Eles põem sob suspeita toda a operação Lava jato.
 
Wadih Damous – deputado federal e ex-presidente da OAB

LUIS NASSIF: O JOGO DE CENA DA LAVA JATO COM SERRA

Muitos se surpreenderam com o fato do algoritmo do STF (Supremo Tribunal Federal) ter sorteado o processo do senador José Serra (no caso da delação da JBS) para a Ministra Rosa Weber, e não para os indefectíveis Gilmar Mendes ou Alexandre de Moraes.

Teria o algoritmo falhado miseravelmente em hora tão delicada?

Não. O algoritmo continua bem azeitado. E a maior prova é o fato de Serra ter emergido das sombras onde se oculta sempre que o medo bate, e voltado a falar, querendo pegar carona na bandeira do parlamentarismo.

​No período de maior pressão, chegou a circular até o boato de que Serra estaria sendo vítima de doença terminal, tal o nível de abatimento do valente ao pressentir a viola em cacos. Uma das características da personalidade de Serra é sempre se esconder quando exposto a qualquer tipo de pressão, política ou penal.

O caso JBS não deve ter contrapartidas de Serra. Ou seja, foi uma contribuição de campanha, parte para a campanha, parte provavelmente embolsada, já que não declarada, mas que, em todo caso, não implicou em uma contrapartida de Serra. Mesmo porque a JBS produz salsicha, não obras viárias. Por isso mesmo, tem tudo para entrar na vala comum do caixa 2 sem identificação de propina.

O processo que inquieta Serra é o motivado pelas delações da Odebrecht. Lá, há propina na veia, o percentual do dinheiro gasto nas obras do Rodoanel e do Metrô de São Paulo, os encontros com Marcelo Odebrecht no escritório de Verônica e um conjunto de indícios que permitiria ao Procurador Geral da República solicitar a quebra do sigilo de Verônica.

O algoritmo entregou esse inquérito para Gilmar Mendes.

Terá o mesmo destino dos inquéritos contra Aécio Neves, que só não se safou devido ao ponto fora da curva da delação da JBS acompanhado de gravações de conversas com ele, Aécio.

Aliás, se prosperar a delação de Antônio Pallocci, sobre a suposta propina paga ao ex-presidente do Superior Tribunal de Justiça Cesar Asfor Rocha, e a operação Castelo de Areias vier a ser recuperada, encontrarão indícios robustos do pagamento de R$ 5 milhões a autoridades do governo de São Paulo, para abafar o episódio da cratera do Metrô. As negociações permitiram às empreiteiras indicar funcionários-laranjas como responsáveis, em vez dos próprios presidentes. Segundo advogados que acompanharam de perto as negociações, o total foi R$ 15 milhões, irmamente divididos entre as três empreiteiras.

De qualquer forma, o jogo de cena com senadores do PSDB não convencerá ninguém, enquanto se poupar dois personagens-chaves: Dimas Toledo, no caso Furnas, e Paulo Preto, no caso Dersa. Ou enquanto se mantiver incólume o fundo de investimento de Verônica Serra.

 

ROGÉRIO CORREIA FAZ ENQUETE NO TWITTER: MORO SABIA?

Viomundo.

O advogado Rodrigo Tacla Duran, autor da acusação contra o também advogado Carlos Zucolotto Jr. Na foto, Zucolloto (à esquerda) com Sergio Moro, o vocalista do Skank, Samuel Rosa, e a mulher de Moro, Rosangela, em show da banda em Curitiba

PARTICIPE DA ENQUETE NO TWITTER: MORO SABIA?

 

A pedidos, publicamos a enquete no Twitter, desta vez com números.

Você vota “sim” ou “não”, vamos ver qual resultado vai dar.

O juiz Sergio Moro sabia sobre a atuação do seu amigo, padrinho de casamento e sócio da sua mulher? Segundo reportagem de Mônica Bergamo na Folha de S. Paulo, esse amigo do Moro pedia R$ 5 milhões de propina para reduzir penas na Lava Jato.

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Criminalista demonstra: Compadre de Moro poderia ser alvo de condução coercitiva e busca e apreensão

29 DE AGOSTO – DIA DA VISIBILIDADE LÉSBICA. NOSSO LUGAR É ONDE QUEREMOS!

 Redação Portal Forum.

No dia 29 de agosto é comemorado o Dia da Visibilidade Lésbica no Brasil. A data é fruto de um evento realizado em 2006, o 1º Seminário Nacional de Lésbicas, no qual discutiu-se a importância da visibilidade para a promoção do respeito e inibir violências.

Infelizmente, há muitos motivos que justificam a criação dessa data, pois nossa sociedade ainda ignora a realidade das mulheres lésbicas, negando a representatividade lésbica em diversos espaços ou inviabilizando pesquisas e ações sociais próprias para a realidade dessas mulheres.

As mulheres lésbicas são alvo de violência simbólica, verbal, psicológica, física e econômica em todos os espaços: a família, a rua, os hospitais, a escola, o trabalho. Essa opressão imposta pela sociedade patriarcal causa muito sofrimento, podendo provocar a negação da própria sexualidade, afastamento de familiares, a construção de uma vida dupla e, em alguns casos, suicídio.  Dentre as expressões mais extremas de violência contra lésbicas existe uma enorme ocorrência do chamado estupro “corretivo”, prática cruel que é movida pela intolerância à orientação sexual das mulheres lésbicas. É importante ressaltar que as mulheres lésbicas negras e/ou periféricas estão ainda mais vulneráveis a essas diferentes formas de violência.

Instituições de saúde compreendem a importância de prevenção de DST’s e promovem discussões e eventos de conscientização para a prevenção em heterossexuais e gays, pouco se fala sobre as formas de prevenção para as mulheres lésbicas. Esse evento ocorre em uma estrutura machista, em que o sexo lésbico é negligenciado e muitas vezes não é considerado sexo. Os materiais de informação e prevenção para lésbicas não são distribuídos gratuitamente em postos de saúde, tampouco discutidos abertamente para informar a população e quebrar tabus.

O Dia Nacional da Visibilidade Lésbica é um marco que destaca a existência das lésbicas enquanto mulheres que pagam impostos, trabalham, estudam, votam, têm filhos, existem!

Em nota oficial, a Comissão de Direitos Humanos do Governo Federal, em 2016, reconheceu o Dia da Visibilidade Lésbica: “A luta pela garantia dos direitos humanos e pela estabilidade democrática, passa, portanto, necessariamente pela luta que assegura a visibilidade lésbica e seus direitos. Para combater retrocessos, é necessário reconhecer e valorizar a diversidade. É necessária a democracia. Por nenhum direito a menos!”

Em 2003, em decorrência da morte da ativista lésbica Rosely Roth, definiu-se também o dia 19 de agosto como o Dia Nacional do Orgulho Lésbico. Pertinente às agressões lesbofóbicas que ocorreram neste dia, em 1983, realizou-se um protesto no bar Ferro’s, em São Paulo, palco das atrocidades preconceituosas.

Esses são só alguns exemplos que demonstram porque é urgente uma data para se debater e promover a visibilidade das mulheres lésbicas. Esses exemplos são o produto de uma sociedade com valores machistas e lesbofóbicos. A invisibilidade lésbica é alarmante porque é, ao mesmo tempo, resultado e fonte da lesbofobia. E é essa mesma lesbofobia, o ódio e o preconceito contra as mulheres lésbicas, que faz com que as mulheres lésbicas sofram diferentes formas de violências, desde a negação de suas identidades até a violência sexual e física.

Lutar pela visibilidade lésbica é lutar contra a lesbofobia! Essa luta é ainda mais urgente em nosso país. Pois, segundo uma pesquisa realizada pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA, de 2013 e 31 de março de 2014 foi registrado o assassinato de 594 pessoas LGBT e 176 vítimas de ataques graves, ainda que não letais. Entre esses casos de violência, 55 foram contra mulheres lésbicas.

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Lutar pela visibilidade lésbica é lutar pelas políticas públicas que sempre nos foram negadas, bem como ocupar o espaço que sempre nos fora tirado. É desnudar nossas especificidades que não podem ser ignoradas. Faz-se de suma importância evidenciar que tanto o machismo, como a misoginia incidem sobre nós e atua em uma de suas mais intensas e cruéis formas, a lesbofobia.

É imprescindível manifestar que existimos e estamos nas suas casas, ruas, audiências, nas faculdades, nos hospitais, escritórios, no pódio Olímpico e é até mesmo nas Igrejas e nos Cultos Cristãos – nosso lugar não é apenas nos empregos sem contato direto com o público, tampouco, dentro de nossas casas e muito menos dentro de seus armários. Nosso lugar é onde queremos estar.

*Este artigo foi elaborado com trechos dos sites Revista Lado A e Camtra (A Casa da Mulher Trabalhadora)

Foto: Amor Sapatão Page

LULA E VAQUEIROS EM MORADA NOVA, NO CEARÁ

ACUADO PELA OPINIÃO PÚBLICA, GOLPISTAS FINGEM VOLTAR ATRÁS NA VENDA DA AMAZÔNIA

Após a repercussão negativa diante da extinção da Renca (Reserva Nacional de Cobre e Associados), na Amazônia, o governo de Michel Temer decidiu revogar o decreto. Outro texto será publicado, no entanto, liberando ainda a área para exploração mineral.

Foto: EBC

Após a repercussão negativa diante da extinção da Renca (Reserva Nacional de Cobre e Associados), na Amazônia, o governo de Michel Temer decidiu revogar o decreto. Outro texto será publicado, no entanto, liberando ainda a área para exploração mineral.

Em anúncio no Palácio do Planalto, o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, falou que o novo decreto mantém a extinção da Renca, mas traz “um vigor muito maior” para garantir a preservação das unidades de conservação.

“O novo decreto colocará ponto por ponto de como deverá ser agora após a extinção da Renca, preservando as questões ambientais, indígenas, sejam elas reservas estaduais ou federais. […] A mineração só irá ocorrer dentro da legislação ambiental em vigor”, diz o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho.

Criada durante a ditadura militar, a Renca é uma reserva do tamanho do Espírito Santo, entre o Pará e o Amapá, que foi aberta à atividade de mineração após 30 anos com o decreto assinado por Temer. A área é rica sobretudo em ouro, mas também em tântalo, minério de ferro, níquel, manganês e outros minerais. A região tem nove unidades de conservação.

O decreto enfrentou forte resistência por parte de ambientalistas e movimentos sociais. O temor é de que a exploração de minério em regiões próximas às terras indígenas e às áreas de proteção integral e uso sustentável dentro da Renca provoque degradação na floresta e nos cursos d’água, e cause um aumento ainda maior nos conflitos por terra.

Leia também: Mais um escândalo dos golpistas: Canadá soube da venda da Renca antes do Brasil

MINIDOCUMENTÁRIO APRESENTA TRAJETÓRIAS DE MULHERES REFUGIADAS NO BRASIL

Lançamento no dia 29 de agosto pontua o término da segunda edição do projeto da ONU ‘Empoderando Refugiadas’, que promove o acesso das mulheres em situação de refúgio ao emprego formal
por Redação RBA 
 
                                                                                            REPRODUÇÃO

Refugiadas

Oportunidades de trabalho podem mudar relações familiares, sociais e até percepção sobre relações de gênero

“Nem todo mundo entende o ser refugiado, o estar em estado de refúgio. Não é porque você matou, porque você roubou… Não! Você saiu porque você precisava continuar a viver”. O depoimento da moçambicana Lara faz parte do minidocumentário Recomeços: Sobre Mulheres, Refúgio e Trabalho, que será lançado na próxima terça-feira (29), às 9h30, no Espaço Itaú de Cinema, na Rua Augusta, em São Paulo.

O filme celebra o encerramento da segunda edição do projeto Empoderando Refugiadas, promovido pela Rede Brasil do Pacto Global da ONU, pelo ACNUR (Agência da ONU para Refugiados) e pela ONU Mulheres. A obra conta histórias de dez participantes da segunda edição desta iniciativa que tem o objetivo de promover a inserção de mulheres refugiadas no mercado de trabalho brasileiro.

Em Recomeços: Sobre Mulheres, Refúgio e Trabalho, essas mulheres dividem com o espectador suas trajetórias na busca por oportunidades para recomeçar a vida em outro país, abordam os impactos que o trabalho traz em suas relações familiares e sociais e refletem sobre a mudança nos papéis de gênero que vivem aqui no Brasil. “Já falei tudo lá pro meu marido. Aqui tem muita lei para a mulher. Não pode jogar na mulher, não pode bater na mulher. Ele só me olha…”, conta sorridente Angel, da República Dominicana do Congo.

Para Razan, que nasceu na Síria, a vinda para o Brasil também trouxe enormes mudanças para sua vida e a de sua família: “Antes eu não podia sair de casa, não podia ter amigos, não podia ficar com meu dinheiro. Agora, tudo pode. Eu saio, tenho amigas, eu tenho meu dinheiro, eu trabalho. Tudo agora pode. Eu estou free”, comemora.

Nesta segunda edição de Empoderando Refugiadas, as participantes se reuniam mensalmente para atividades que abordavam várias questões sobre o mercado de trabalho, empreendedorismo e também sobre direitos e cultura brasileira, saúde e bem-estar. No intuito de aumentar o acesso das mulheres refugiadas ao emprego formal, o projeto age em duas frentes: a primeira é conscientizá-las sobre seus direitos e fornecer habilidades e ferramentas para a independência e empoderamento econômico; a segunda promove a conscientização e sensibilização das empresas para a contratação de refugiadas.

Segundo os organismos da ONU, o mundo vive hoje uma das piores crises humanitárias da sua história. De acordo com o último relatório Tendências Globais do ACNUR, o número de refugiados já é superior a 20 milhões. No Brasil, 9.552 pessoas, de 82 nacionalidades distintas já tiveram sua condição de refugiadas reconhecida, segundo o Comitê Nacional para os Refugiados (Conare). Só no ano passado, 32% das pessoas que solicitaram refúgio no país eram mulheres.

“Nós estamos aqui para aportar [do espanhol, contribuir], não estamos aqui só para receber ajuda. Estamos para aportar e crescer como seres humanos”, afirma a colombiana Maria Clara no documentário.

Lançamento de Recomeços: Sobre Mulheres, Refúgio e Trabalho
Quando: terça-feira, dia 29 de agosto, às 9h30
Onde: Espaço Itaú de Cinema
Rua Augusta, 1470, São Paulo (SP)
Quanto: grátis

“PREÇO DO GOLPE É ENTREGAR O PAÍS DE MÃO BEIJADA PARA OS ESTRANGEIROS”, DIZ VAGNER FREITAS

“Temos que dizer que temos condições de reverter esse quadro”, defende o presidente da CUT, Vagner Freitas, durante o 15º Congresso Extraordinário e Exclusivo da central
por Redação RBA.
 
                                                                                 VAGNER FREITAS
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Para Freitas, o Brasil passa por um momento de ‘ataque à soberania’

São Paulo – “Tivemos a ousadia de apontar para uma nova ordem mundial, de formar o bloco dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), de dizer que poderíamos ter outra moeda de lastro que não fosse o dólar. Tivemos a ousadia de investir em tecnologia nacional e, por isso, tivemos o golpe no Brasil”, afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas, durante mesa de discussão sobre a conjuntura nacional, parte do 15º Congresso Extraordinário e Exclusivo da CUT: 100 anos depois, a luta continua! Nenhum direito a menos.

O evento marca os 34 anos da maior central sindical da América Latina, lembrando ainda os 100 anos da Revolução Russa e da primeira greve geral do Brasil. Além do anfitrião Vagner, participaram da mesa o coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos; o líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, João Pedro Stédile, e a secretária de Relações Internacionais do PT, Mônica Valente. O encontro foi mediado pela vice-presidenta da CUT, Carmen Foro e também pela secretária de Relações com Movimentos Sociais da central, Janislei Albuquerque.

Para Vagner, o Brasil passa por um momento de “ataque à soberania”, e os movimentos sociais e sindicais têm no horizonte a necessidade de lutar contra essa situação. “Nós, da CUT, só existimos por conta de seus mais de 4 mil sindicatos e mais de 25 milhões de trabalhadores representados. Trabalhadores com o mesmo ideal que construíram o principal instrumento de luta e resistência (…) contra essa união da direita entreguista brasileira e o capital internacional”, disse, ao avaliar que “o preço do golpe não é só impedir o crescimento da classe trabalhadora, mas entregar o país de mão beijada para os estrangeiros”.

Tal entrega do patrimônio nacional, de acordo com Freitas, ultrapassa o interesse das elites nacionais em manter seus privilégios. “Quando nós imaginaríamos que teríamos empreiteiros presos? Que teríamos o desmonte da indústria da carne, da indústria de petróleo e gás. Em nome do golpe que querem dar, com objetivo de impedir o crescimento do país, eles entregam parte deles mesmos. Arrebentam grandes cadeias produtivas. Isso demonstra como nossa luta será árdua”, afirmou.

Como foco de resistência, o sindicalista ressaltou ser preciso desenvolver um trabalho de base com a população. “O que nos dá condições de continuar é o trabalho na fábrica, na roça, no banco, discutindo e dialogando. É enfrentar a reforma trabalhista que para nós é ilegal (…). Temos a faca e o queijo na mão para cobrar o trabalhador que representamos. Essa central avisou o que seria o golpe, dissemos que o golpe era contra o trabalhador. Temos que dizer que a alternativa de luta que apresentávamos estava correta”, disse.

“Dizemos que o trabalhador tem que participar da política, não deixando que outros façam suas histórias. Temos que dizer que temos condições de reverter esse quadro. Esse golpe foi construído no parlamento. Com as togas também, mas por solicitação do parlamento. Temos que dizer para os trabalhadores deixarem de votar em patrão. Que eles construam uma bancada representativa. Temos que lutar em todos os espaços, e o parlamento deve ser ocupado por trabalhadores e não só por classes econômicas dominantes”, completou.

O presidente da CUT anunciou ainda as próximas ações propostas para o movimento sindical e os movimentos sociais: no dia 3 de setembro, dia do aniversário da Petrobras, um dia de luta em defesa da estatal; em 14 de setembro é dia nacional de luta em defesa dos direitos e contra a reforma da previdência; e em 11 de novembro, data em que entra em vigor a nova lei Trabalhista, a CUT e as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo estarão novamente nas ruas para protestar contra essa lei que anula direitos da CLT.

Stédile, líder do MST, engrossou o discurso de Freitas sobre a natureza do golpe e seus principais agentes. “O sentido principal foi o de aplicar um plano econômico para a elite se salvar e jogar o peso da crise sobre os trabalhadores. Não há mistério, não tem como aumentar a taxa de lucro sem aumentar a exploração. Para isso, tomaram medidas como a reforma trabalhista”, apontou. “Outro objetivo foi o assalto dos recursos públicos. Para isso aplicaram a PEC do Teto e fizeram desonerações incríveis. Agora, em abril, depois que Joesley denunciou Temer, ele gastou 15 bilhões de reais de dinheiro público com parlamentares para se manter no poder. E também gastou 108 bilhões de reais com empresários em desonerações fiscais apenas em abril. O resultado é que deu certo, ele se sustentou”, disse.

Em sua participação, Stédile apresentou o que julga ter sido outro objetivo para a aprovação do impeachment da presidenta Dilma Rousseff (PT) em 2016. “Foi para se apropriarem dos recursos da natureza. Como já ensinou Rosa de Luxemburgo, recursos naturais são formas de a burguesia se apropriar de um capital extraordinário além do capital humano. Quando levados ao mercado, esse recursos proporcionam taxas de lucro estratosféricas. Por exemplo, o pré-sal dá um retorno em lucro de 240%; a água, de 700%”, disse.

Eleições de 2018

Para os presentes, o ato final da agenda da direita contra a classe trabalhadora seria tornar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva inelegível em 2018. “O último ponto do plano maquiavélico da burguesia é impedir a candidatura de Lula. Eles não podem correr o risco de perder a hegemonia em 2018, então, fazem de tudo. Por isso, Lula se transformou no centro da resistência contra o golpe. O papel dele é se transformar no porta-voz da classe trabalhadora, na trincheira contra os golpes econômicos que a atingem”, defendeu Stédile.

Mônica Valente também discursou sobre a importância do ex-presidente no momento político do país. “Durante o governo Lula, a Petrobras voltou a ser importante (…) então, a luta parece inglória, mas tem saldos positivos para o futuro. O desafio estratégico do PT é a defesa de Lula, a garantia de sua candidatura e das condições para que ele seja eleito. Esse é o caminho para a derrota do golpe. A burguesia sabe que precisa inviabilizar sua candidatura”, disse.

Já o representante do MTST e da Frente Povo sem Medo, Guilherme Boulos, pontuou que os próximos passos da esquerda no país devem ser dados para anular as medidas tomadas por Michel Temer (PMDB) à frente do país, como a PEC do Teto e a reforma trabalhista. “Nesse momento, ganhar a presidência sem pautar a revisão dessas medidas vai nos deixar amarrados à política econômica deles”, disse.

Boulos argumentou sobre a importância de conscientização da população e da participação no processo político em razão da crise de representatividade no sistema político. “O sistema está desmoronando, existe uma crise de credibilidade. Quem acredita no Congresso? Isso gera a antipolítica, uma insatisfação difusa que tem tomado caminhos perigosos”, refletiu.

Entre os “caminhos perigosos”, Boulos destaca três projetos. “A antipolítica da toga, representada pelo comando da Lava Jato que, com suas medidas de exceção, quer estabelecer retrocessos se mostrando como salvadores da pátria, como se o Judiciário não fosse um antro de privilégios. Galvanizam com a Globo a imagem de heróis contra a corrupção”, argumentou. “Por outro lado, a antipolítica de terno, como o João Doria. É difícil encontrar alguém mais político do que ele, mas veste a camisa de gestor. Isso não é só aqui, também aconteceu na Argentina, com o Maurício Macri e com o Donald Trump nos Estados Unidos. Por fim, a antipolítica de farda, o que representa o Jair Bolsonaro (PEN-RJ). Discursos de ordem, de dureza, que capitaneiam parte do sentimento de desilusão, inclusive da juventude”.

PARA LUIZ MOREIRA, É PRECISO DESMISTIFICAR O PODER DA TOGA E ACREDITAR NA DEMOCRACIA

Em lançamento do livro A Democracia como Simulacro, jurista diz que papel conservador do Direito é utilizado para impedir processos de inclusão
por Tiago Pereira, da RBA.
 
CUT
Luiz Moreira

Segundo o jurista Luiz Moreira, forças do capital querem substituir códigos da política e da democracia pelo Direito

São Paulo – Para o jurista Luiz Moreira, é preciso desmistificar o poder da toga e acreditar na democracia como única forma de transformação social. Segundo ele, desde o pós-guerra, o Ocidente vive “um abismo entre política e direito”, e uma migração do poder para as esferas do Judiciário. “Houve um paulatino e progressivo deslocamento do poder da política – organizações, partidos e sindicatos – para os tribunais e associações do Ministério Público e da magistratura.”

Essa é uma das linhas de análise do livro A Democracia como Simulacro, relançado por Luiz Moreira nesta segunda-feira (28) como parte da programação da 15ª Plenária/Congresso Extraordinário e Exclusivo da CUT. Segundo ele, em todos os momentos e todas as partes do mundo, as transformações sociais que apontaram para a inclusão foram realizadas pela política, e não pelas forças que integram o sistema de justiça. “Ninguém faz revolução e inclusão nem com o Judiciário, nem com o Ministério Público e nem com o Direito. Essa é uma tarefa da política”, afirmou.

Frente a esses avanços da política, Moreira diz que as forças capitalistas se organizaram para criar barreiras fazendo uso de ferramentas jurídicas. “Perceberam que a política é instável. Se a política é instável, e a democracia não obedece a um código, é preciso, então, substituir o código da política e da democracia pelo Direito.” 

Contudo, Moreira, que também é professor de Direito Constitucional da Faculdade de Direito de Contagem(MG), explica que a estratégia de criminalização e esvaziamento da política acaba por fortalecer o Judiciário, que, quase por definição, tende a limitar e barrar avanços, atuando como força conservadora. “O papel do Direito é um papel conservador. E esse papel foi utilizado com maestria para impedir o processo de inclusão.”

“Não é por acaso que o golpe a que nós assistimos é um golpe institucional que é dado e garantido pelo Supremo Tribunal Federal. Com a maioria dos ministros indicados pelo PT”, apontou o professor. “É preciso subordinar o direito à política e à democracia”, frisou Moreira, que desafiou a esquerda a pensar “um novo caminho para o Direito que não seja um caminho de direita.”


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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