Arquivo para 5 de setembro de 2017

PROCURADORES FIZERAM “JOGO” DE “COMBINAR” E “CONSTRUIR HISTÓRIAS” PARA FECHAR DELAÇÕES

Em grampo, Joesley Batista, delator da JBS, diz que sacou intenções de procuradores do Ministério Público Federal durante as conversas para fechar o acordo de delação premiada, mas fingiu que nada estava sendo “combinado” 
 
 
Texto da ilustre jornalista Cíntia Alves.
 
Jornal GGN – Há uma semana, o advogado foragido da Justiça brasileira Rodrigo Tacla Duran colocou sob suspeita o modo como acordos de delação premiada são feitos em Curitiba, arrastando para o olho do furacão o amigo pessoal de Sergio Moro, Carlos Zucolotto, e procuradores que atuam na capital da Lava Jato em primeira instância. Agora é vez da Procuradoria Geral da República sob Rodrigo Janot ser objeto de um potencial escândalo por causa de uma gravação feita pela delator Joesley Batista. No áudio, o empresário coloca em xeque o modo como o acordo foi negociado em Brasília.
 
No diálogo, Joesley diz a Saud para não se preocupar porque ele já havia sacado o “jogo” do Ministério Público Federal para fechar um acordo de cooperação.
 
O empresário evitou dizer com todas as letras o que estava pensando, mas deu a entender que o interesse do MPF poderia ser o de ver gente do “andar de cima” implicada. Algo óbvio e já dito por Rodrigo Janot quando concedeu uma entrevista sobre o que seria cobrado de Eduardo Cunha em uma possível delação. 
 
Em meio ao bate-papo com Saud, Joesley tece comentários sobre uma tática bastante vista na Lava Jato: o vazamento de informações impactantes à imprensa. O delator afirma que sempre que conversava com um procurador de nome “Anselmo”, o noticiário era abastecido com dados de operações e, curiosamente, as reportagens não batiam diretamente na JBS.
 
“Para mim, eu tô entendendo o jogo. Pô… Vamos pensar. No dia em que nós ligamos pro Anselmo, toda semana teve um bum, bum, bum, bate. Não teve nada contra nós… Indiretamente… Mas conosco não teve nada”, disse Joesley.
 
Saud respondeu dizendo “eu não concordo” e ruídos na gravação impedem que se entenda a exatidão de suas palavras, mas a intervenção ocorreu no momento em que ainda se falava de como os procuradores usavam as informações antes de fechar acordos de delação. Na sequência, Joesley rebateu dizendo que “é necessário isso. Isso é bom. Faz parte. Faz parte. [Ajuda a] Construir a história.”
 
“Por que não combinar com você então?”, pergunta Saud.
 
Ao longo do diálogo, Joesley e Saud citam 3 nomes que podem se referir aos procuradores Anselmo Lopes, que investigou a JBS nas operações Sepsis, Greenfield e Cui Bono; Marcelo Miller, que deixou o MPF, e Eduardo Pelella.
 
Segundo Saud, o procurador Marcelo chegou a pedir extraoficialmente dados da JBS para avaliar se seriam interessantes para a delação. Joesley, em tom mais exaltado, advertiu Saud que não era para “entregar nada” que não fosse pelos canais oficiais.
 
Em outra passagem, Saud diz que não entende o porquê desse jogo do MPF se todos pareciam “alinhados”. 
 
Joesley responde: “Porque não pode ser combinado. Você não pode entender isso. Eu entendo e não devia estar entendendo. Ninguém está entendendo. Por isso que digo da pretensão, e posso estar completamente errado, mas tenho a pretensão de achar que estou entendendo. Eu acho que entendo o que as pessoas acham. Em condição normal de pressão e temperatura, eles estão fazendo o que era previsível. Pensa no lugar deles. O que eles fariam: ‘Toca pressão nesse povo’. Mas não mexe com eles…”
 
Joesley não explica quem são “eles” que não devem ser incomodados. 
 
Em outro momento, Joesley dá azo à possibilidade de ter feito a delação premiada dizendo apenas coisas que interessariam ao jogo do MPF, que ele não expõe a Saud qual é. “Eu reajo muito mais pelo que acho que você está pensando do que pelo que você está falando”, pontuou.
 
A conversa parece ter sido gravada por Joesley antes de Janot saber do grampo em Michel Temer e, portanto, sem que a delação tivesse sido fechada.
 
Ouça a íntegra:
 
 
Abaixo, alguns trechos selecionados pelo GGN:
 
***
 
Joesley Batista: Eu acho que eu sei o que o Ministério Público está fazendo. Eu acho que sei o que o Anselmo está fazendo. O Anselmo faz as peripécias dele tudo, eu olho para ele e digo: ‘chefe, é o seguinte, eu tô entendendo’. (…) É o seguinte, nós não vamos ser presos. 
 
Ricardo Saud: Então por que você está sofrendo?
 
Joesley: Não tô sofrendo de nada. Eu tô entendendo tudo.
 
Saud: É porque você entende pelo lado positivo, que nós vamos chegar numa delação. Você está entendendo o seguinte: isso tudo [as investigações] está sendo bom, nós toleramos, mas agora chega. Vocês não resolveram o problema de vocês; em 3 anos vocês, não resolveram porra nenhuma. Eu tenho que resolver o meu problema para não quebrar a minha empresa.
 
Joesley: Eu acho… engraçado… nada disso me surpreende. Nada disso me surpreende porque eu acho que estou entendendo exatamente o que eles estão fazendo. E para mim está tudo normal.
 
***
 
Joesley: Eu, para mim, eu tô entendendo o jogo. Pô… Vamos pensar. No dia em que nós ligamos pro Anselmo, toda semana teve um bum, bum, bum, bate. Tamo mas nao tamo. Não teve nada contra nós. Indiretamente… Mas conosco não teve nada. 
 
Saud: Ah, eu não concordo (inaudível)
 
Joesley: Mas é necessário isso. Isso é bom. Faz parte. Faz parte. Construir a história…
 
Saud: Por que não combinar com você então?
 
Joesley: Mas não vai ser. É o subliminar. Tá tudo certo. Ricardo, tá tudo certo. Eu posso estar completamente enganado e acho que eles não estão fazendo isso orquestradamente. Mas acho que eles estão fazendo isso achando que nós não estamos entendendo. Mas eu tô entendendo. (…) Eu posso estar completamente num ‘Lalaland’. Mas eu tô vendo tudo e tô em paz. Tô achando que está tudo certinho. 
 
***
 
Joesley: Seria a reação natural… Pensa você no lugar do Janot. Senta você no lugar do Janot…
 
Ricardo: (inaudível)
 
Joesley: [Faz som de discordância] O Janot sabe tudo… A turma já falou pro Janot.
 
Saud: Parece que o Marcelo leva tudo para ele.
 
Joesley: Não é o Marcelo. Nós falamos para o Anselmo, que falou pro Pelella. Que falou para não sei quem lá, que falou para o Janot. O Janot está sabendo. O que o Janot espertão falou: ‘Bota para foder, bota para foder, põe pressão neles para entregar tudo’. Mas não mexe com eles… Não foder, dar pânico neles…
 
Saud: É isso que não dá para entender. Se nós já estamos combinados, que que esse (inaudível), que que esse (inaudível) ainda precisa combinar com a gente?
 
Joesley: Porque não pode ser combinado! Você não pode entender isso. Eu entendo e não devia estar entendendo. Ninguém está entendendo. Por isso que digo da pretensão, e posso estar completamente errado, mas tenho a pretensão de achar que estou entendendo. Eu acho que entendo o que as pessoas acham. Em condição normal de pressão e temperatura, eles estão fazendo o que era previsível. Pensa no lugar deles. O que eles fariam: ‘Toca pressão nesse povo’. Mas não mexe com eles…
 
***
 
A partir sos 6 minutos e 10 segundos, Saud diz que Marcelo lhe pediu informações extraoficialmente e diante da resposta, disse que aquilo não servia para nada. “Não vou passar para o Marcelo tudo que eu tenho”, disse Saud.
 
Joesley sobe o tom e responde: “Não é para passar nada!”
 
Saud diz que levantou números no Tribunal Superior Eleitoral e passou para Marcelo, que respondeu que já tinha aqueles dados. O empresário afirma que se sentiu “testado” pelo procurador.
 
***
 
 
Em outro áudio, Joesley diz que o MPF sabe que a delação da JBS é a “jóia da coroa” e que tudo será feito de modo que a empresa não vai quebrar, os delatores não serão presos e não perderão seus “amigos”.
 
A gravação é a mesma em que Joesley explica porque uma advogada da empresa entrou em “pânico” quando entendeu que nomes do Supremo Tribunal Federal poderiam ser arrastados para a delação.
 
 
 
 

JANOT DIZ TER MEDO E ASSIMILA POSSÍVEL DERROTA CONTRA TEMER

Matéria da ilustre jornalista Patrícia Faermann.

Jornal GGN – Os áudios que Joesley Batista entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) não apenas trazem riscos ao acordo de delação do dono da JBS, que insiste na tese do envio proposital do arquivo, como também levantam dúvidas contra os próprios investigadores e a forma como a Lava Jato vem sendo conduzida pelos procuradores no Supremo Tribunal Federal (STF).
 
Diante deste contexto, antes mesmo que os áudios escancarassem a quem interessa e a quem não interessa seu uso e credibilidade judicial, o procurador-geral Rodrigo Janot discursou em tom de insegurança e visível tentativa de auto-defesa da sua instituição: “Na verdade, o que eu tenho é medo. E o medo nos faz alerta. E medo do quê? Medo de errar muito e decepcionar minha instituição”, afirmou.
 
A fala de Janot insere-se em uma tentativa de adquirir empatia junto a um investigador que supostamente apenas faria o que acredita ser melhor para a sua instituição. Entretanto, quais motivos levariam o procurador-geral a necessitar justificar comportamentos, se ele tem ou não coragem, se tem ou não medo? A iminente ameaça de romper a credibilidade do Ministério Público Federal (MPF).
 
 
O discurso ocorreu nesta terça (05), durante a sessão do Conselho Superior do Ministério (CNMP), do qual também é presidente e vem se despedindo junto com o fim do mandato na PGR, no próximo 17 de setembro. Nesta segunda, ele havia determinado a abertura de investigação para apurar se houve omissão de crimes e informações no já fechado acordo de delação dos executivos da J&F.
 
Ainda que sem ter início as apurações, como o GGN indicou, o procurador tratou de dar seu recado forte, diante das acusações que viriam à tona horas depois, incluindo membros do Judiciário e da força-tarefa da Lava Jato: disse que se caracterizada a omissão, os irmãos Batista e outros delatores podem ter os benefícios do acordo cancelados.
 
 
“Eu agi com muita coragem e ontem [segunda] foi um dos dias mais tensos e um dos maiores desafios desse período. Alguém disse pra mim: ‘Você realmente é um homem de muita coragem’. Aí eu parei e pensei: ‘Será que sou um homem de coragem mesmo?’ Cheguei à conclusão de que não tenho coragem alguma”, disse, transparecendo o claro receio.
 
Em seguida, corrigiu as palavras aos colegas do CNMP, tentando retomar o teor de “controle”: “Na verdade, o que eu tenho é medo. E o medo nos faz alerta. (…) E todas as questões que eu enfrentei, eu enfrentei muito mais por medo, medo de errar, medo de me omitir, medo de decepcionar minha instituição do que por coragem de enfrentar esses enormes desafios”.
 
As palavras não seguiram a linha de uma “autocrítica”, como divulgaram os jornais sobre as falas. Mais como “autodefesa” do que viria com a exposição dos novos áudios de Joesley Batista, que Janot tem consciência de que podem colocar à perder as principais acusações que sustentam as denúncias contra Michel Temer. 
 
Até então, o procurador-geral vinha somando esforços para não tirar a credibilidade das delações dos irmãos Batista, que acusaram Temer e sua cúpula de governo, que levantaram a primeiro denúncia até à Câmara em direção interrompida ao Supremo, e que também formariam a linha principal da segunda peça que estava à caminho. 
 
Janot tentava agilizar para fechar a segunda denúncia antes do fim de seu mandato. Mas as novidades com os áudios aparentemente despropositais de Joesley Batista nas mãos do investigadores romperam os planos iniciais do atual procurador-geral, além de recair contra próprios membros do Ministério Público, acusados por Joesley de fazerem parte de esquema junto às apurações.
 
“Espero que eu tenha alguma tranquilidade para viver depois de tudo isso. Esse final tem sido uma montanha russa porque as surpresas se repetem, as surpresas se mostram e a impressão que dá é que é uma montanha russa que só tem queda livre. É uma montanha russa que não te dá um respiro para você se preparar para uma nova queda”, disse o procurador-geral.
 
Consciente de que as acusações contra Michel Temer correm riscos de serem paralisadas ou arquivadas na Justiça, finalizou seu discurso aos demais procuradores com citação de Fernando Pessoa: “Vou homenagear o personagem do grande Fernando Pessoa, Dom Duarte, que depois de todos os desafios a que foi submetido, se indagava. Ele dizia, ele afirmava: ‘Cumpri, contra o destino, o meu dever. Ai ele se indagava: ‘Inutilmente? E ele respondeu: ‘Não, porque eu cumpri’.”
 
Abaixo, o depoimento:
 
 
 

“NU D’ÊS É BÃO”: NÃO HÁ COMO SALVAR RODRIGO JANOT

Texto do jurista Eugênio Aragão.

O título desta nota não contém erro ortográfico. Remete a uma das frases preferidas de Rodrigo Janot em legítimo mineirês, também disseminada como “lei da nudez”: “nu d’ês é bão, no meu não!“.

A frase denuncia escapismo, atitude de quem não gosta de enfrentar riscos a si. Quem a escolhe como moto de vida profissional demonstra não ser um líder, no sentido próprio da palavra, alguém que sobressai por virtudes que possam ser tomadas como exemplo a ser seguido pelos outros. Nenhuma sociedade sobreviveria regulada pela “lei da nudez” e, muito menos, uma instituição.

O episódio revelado em fragmentos na noite de ontem é mais um espécime prático de aplicação da lei da nudez. Rodrigo Janot se contorceu para explicar o inexplicável e concluir: “no meu não“. 

Reconheceu o óbvio: as gravações de Joesley foram fabricadas em casa, por instigação da equipe do Procurador-Geral da República e sem autorização judicial. Insistiu, porém, em que, como provas, seriam íntegras, plenamente aproveitáveis.  Afinal, não seria a “suposta” molecagem de Marcelo Miller, seu ex-auxiliar, que colocaria tudo a perder. “No meu não“.

Nenhum penalista, ainda que iniciante, subscreveria a ressalva sobre a integridade da escuta ilegal de Michel Temer. Escutas ambientais só são lícitas, sem autorização judicial, se forem tomadas por quem, partícipe no interlóquio, queira usá-las em defesa própria. Este é o entendimento solidamente firmado pelo STF. Não foi este o caso das gravações de Joesley. 

O que se tornou público ontem foi o uso de um prospectivo delator premiado como longa manus do ministério público, clandestinamente plantado no domicílio alheio, para ali extrair informações da boca de um alvo de devassa política. Sim, porque aquilo que estava em curso quando da gravação do alvo não podia ser chamado de “investigação”. Esta pressupõe fato determinado, completado no passado. Já a devassa é a busca frenética de um fato comprometedor. É o que a Força Tarefa da Lava Jato tem feito incessantemente, em Curitiba e em Brasília. Usar um prospectivo delator premiado para essa tarefa é iniciativa do melhor estilo mafioso.

Lembra cena típica de filme sobre a “Cosa Nostra”, em que um pequeno batedor de carteira com sonhos de grandeza quer entrar para a organização e é submetido a teste de valentia e lealdade: obriga-se o pobre coitado a matar um policial, para mostrar do que é capaz, como um aperitivo de sua utilidade para a organização. Joesley, ao que tudo indica, foi usado como o batedor de carteira. Foi obrigado a oferecer à Procuradoria Geral da República um aperitivo para conquistar a premiação. O aperitivo era Temer.

Ninguém no grupo da Lava Jato pode dizer que não sabia dessas práticas. Muito menos o chefão. O uso de prospectivos delatores para a escuta ambiental não autorizada tem sido recorrente. Foi assim com Bernardo, filho de Nestor Cerveró, que gravou Delcídio do Amaral; foi assim com Sérgio Machado, que gravou José Sarney, Renan Calheiros e Romero Jucá. No caso de Delcídio, a crueldade foi requintada: após ter, este, fechado negociação com a Procuradoria Geral da República, por acordo do qual constava cláusula de sigilo por três meses, deu-se que a cláusula não foi aceita pelo relator, Ministro Teori Zavascki, por não encontrar amparo legal.

Por um desses acasos da vida, a gravação de Delcídio foi tornada pública logo a seguir, impedindo o senador a voltar atrás no acordo de delação. Entre as patacoadas do acerto constava declaração do senador de que Dilma Rousseff teria, com a nomeação de Marcelo Navarro para o STJ, visado a obstar investigações contra a construtora Odebrecht. Uma hipótese sem qualquer lastro, como, agora, reconheceu a polícia federal, mas que serviu para abrir inquérito contra a Presidenta às vésperas da votação da admissibilidade do impeachment no Senado, com clara finalidade de desgastá-la perante a opinião pública.

O que causa perplexidade é o cinismo da gestão de Rodrigo Janot à frente do Ministério Público Federal, quando insiste em que sua atuação tem sido estritamente “técnica”. Façam-me rir. Já o disse alhures, o técnico é uma forma de dar roupagem de isenção a decisões que são essencialmente políticas. O direito usa a técnica como meio de legitimar essas decisões. Mas, decidir sempre é optar. O julgador opta entre, no mínimo, duas teses: a do autor e a do réu, ambas revestidas de fundamentos jurídicos e, portanto, ambas plausíveis se sustentadas com boa técnica. A independência do juiz está no intervalo entre essas teses, que tem o nome de lide. Não pode decidir fora dela, pois seria decidir “ultra petita”, como se diz no bom jargão profissional. A opção, quando não balizada por sólida jurisprudência, é algo completamente subjetivo. E o juiz faz política ao optar. Assim também o faz o ministério público quando decide, ou não, levar um caso adiante.

Mas política não é sempre molecagem. Ela funciona como tempero necessário para preservar as instituições e a governabilidade. Pressupõe-se de quem vai decidir que tenha equilíbrio e senso de justiça, de correção, de critério – virtudes que só se adquirem com muita experiência, ao longo de anos de atuação. Por isso, não é crível tenha o Procurador-Geral da República deixado um grupo de procuradores verdes, sem seu cabedal, rolar solto. O procurador Marcelo Miller, que, pelo que se anuncia, estaria por detrás dessa “técnica” de exigir aperitivos de prospectivos delatores premiados, com meros treze anos de casa, não pode ter agido por conta própria. As informações colhidas por sua “técnica” foram usadas não só em juízo pelo chefe da instituição, mas, também, pela instituição-corporação (hoje é difícil divisar entre ambas), para fazer seu barulho e adquirir musculatura – política (neste caso, com sentido de molecagem mesmo).

Das duas uma: ou o Procurador-Geral se revelou um grande irresponsável, deixando o barco correr enquanto gente de sua equipe pintava e bordava com falta completa de ortodoxia técnica; ou então ele era parte da trama, aquiescendo com a “técnica” de Miller. Afinal, defendia e defende com unhas e dentes a atuação do grupo da Lava Jato como íntegra e profissional. De uma forma ou de outra, terá ainda muitas explicações a dar.

Por sinal, curioso é o tratamento diferenciado dado a Marcelo Miller, se comparado com o que foi emprestado a outro colega, o Doutor Ângelo Goulart. Ângelo nunca pediu aperitivos ilícitos de prospectivos delatores; nunca plantou escutas em domicílios alheios sem autorização judicial; nunca negociou passe com escritório de advocacia para atuar em prol dos investigados depois de exonerado do ministério público. E nada se provou de concreto contra Ângelo. Disse o falastrão Joesley, na conversa plantada no Jaburu, que tinha um procurador e um juiz no bolso. Depois disse, em delação premiada – sabe-se lá instigado por quem – que Ângelo estaria a receber 50 mil reais para auxiliá-lo. Não acharam um tostão com Ângelo. Sua casa, seu carro, tudo foi revirado. Suas movimentações financeiras foram absolutamente regulares.

Mas ele foi tachado de corrupto aos olhos da Nação, com direito a transmissão pelo programa dominical “Fantástico” da Rede Globo e ficou preso por mais de setenta dias sem poder contar sua versão dos fatos a ninguém. Mais recentemente, em outra entrevista, mesmo sem nenhum avanço na investigação contra Ângelo, Rodrigo Janot voltou a expô-lo como colega envolvido “em corrupção”. O que fez Ângelo? Passou uma gravação de uma audiência entre um colega e diretores da Eldorado Celulose para um advogado de Joesley Batista. A entrega da gravação nada tinha de ilícita, porque tomada de ato que deveria ser público, a bem da higidez do trato do ministério público com as partes. A gravação servia, ao que tudo indica, para convencer Joesley a aceitar fazer delação premiada para evitar a derrocada de seu império empresarial. Mal sabia Ângelo que as negociações sobre a delação já estavam em curso e adiantadas, com Marcelo Miller a sua frente.

Já Marcelo Miller, exposto nas novas gravações de Joesley, após ter abandonado o ministério público para se lançar em mais rentável carreira de advogado, defendendo o império empresarial de Joesley, recebe o benefício da dúvida. Nada de pedido de prisão. Nada de acusação de corrupção. Ele pode prestar suas declarações, sua versão, até próxima sexta feira, sem nada temer. Para os lavajateiros, a atuação de Marcelo merece ser prestigiada e honrada. Diferente de Ângelo, diretor da associação de classe, que teria se aproximado perigosamente da candidatura de Raquel Dodge ao cargo de Procuradora-Geral da República e merece ser publicamente apedrejado e ter sua reputação destroçada. “Nu d’ês é bão”.

Mas, por erro de cálculo estrutural, desabou o edifício que homiziava a política da “técnica” de Janot. Ficou exposta à curiosidade coletiva. Fez tudo errado. Confiou em quem não devia ter confiado. Omitiu-se na defesa da democracia e deixou de exercer o que a Constituição lhe atribuiu – ser “Chefe do Ministério Público da União” (art. 128). Preferiu as intrigas da politicagem interna e o discurso corporativo fácil. Revelou-se um ignorante no jogo da macropolítica. Traiu quem lhe dera a mão, não para beneficiar quem quer que seja, mas para tirar o país da polarização inaugurada com o processo do chamado “Mensalão”. Não o tirou e acirrou o conflito. Permitiu que jovens procuradores partidariamente motivados destruíssem a economia e levassem o moralismo doente ao judiciário. E nem conseguiu tratar os colegas com dignidade. Ângelo Goulart que o diga.

A “lei da nudez” falhou e não tem como salvar o do Rodrigo Janot.

DALLAGNOL PRECISA DESENHAR O POWER POINT DE MORO

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Do Facebook do Jeferson Miola.

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É intrigante o aumento do silêncio do juiz Sérgio Moro e dos procuradores da Lava Jato.
O silêncio deles é diretamente proporcional ao surgimento das novas revelações sobre os vínculos de Carlos Zucolotto Júnior e de Rosângela Moro com Rodrigo Tacla Durán, ex-funcionário da Odebrecht e foragido da justiça.
O juiz midiático e os não menos espalhafatosos procuradores da Lava Jato, sempre muito loquazes e garbosos frente às câmeras, os microfones e os púlpitos nos quais proferem suas rentáveis palestras, curiosamente parecem acometidos por uma síndrome de comedimento verbal.
Depois que Tacla Durán denunciou a proposta de suborno de Zucolotto Júnior – seriam US$ 5 milhões em troca de favorecimento em acordo de delação a ser firmado com a força-tarefa da Lava Jato – Moro e os procuradores se pronunciaram numa única ocasião, através de notas oficiais intencionalmente genéricas.
Assim mesmo, se manifestaram sem a ira e a indignação habitual com que reagem sempre e quando questionados. Além disso, espantosamente não anunciaram processos judiciais contra TaclaDurán, o que seria esperável caso se sentissem vítimas de crimes de calúnia, injúria e difamação.
Carlos Zucolotto sequer se pronunciou. Decerto ele se sentiu dispensado de prestar contas à sociedade, diante do gesto de solidariedade do juiz Moro, que estranhamente se incumbiu de defendê-lo. Em nota oficial, Moro declarou: “O advogado Carlos Zucolotto Jr. é advogado sério e competente, atua na área trabalhista e não atua na área criminal. … O advogado Carlos Zucolotto Jr. é meu amigo pessoal e lamento que o seu nome seja utilizado por um acusado foragido e em uma matéria jornalística irresponsável para denegrir-me”.
Rosângela é esposa de Moro, e Zucolotto o “amigo pessoal” e padrinho de casamento da Rosângela com o juiz Moro.
Rosângela e Zucolotto tiveram sociedade no escritório de advocacia que representava o escritório de Tacla Durán no Paraná, e eles receberam honorários por isso, como comprova o levantamento da Receita Federal.
O escritório de Rodrigo Tacla Durán, sabia-se já em 2015, quando a Receita Federal levantou as informações sobre o trabalho prestado por Zucolotto e Rosângela Moro [coincidentemente, Rosângela se desligou do escritório de Zucolotto na época em que o mesmo entrou no radar de investigação da PF e Receita Federal], era dedicado às falcatruas de corrupção, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
O mínimo que se esperaria de Moro e dos procuradores da Lava Jato seria o compromisso com o esclarecimento cabal dos fatos, para afastar quaisquer dúvidas sobre fatos que têm o potencial de escândalo da proporção de uma hecatombe.
O pregador religioso e procurador Deltan Dallagnol – que, aliás, sumiu desde que foram revelados detalhes dos seus investimentos no programa Minha Casa Minha Vida e no setor de palestras milionárias – bem que poderia dedicar seu recolhimento no ostracismo temporário para desenhar o power point do juiz Sérgio Moro.
Se fossem aplicados os mesmos critérios do Sérgio Moro e dos procuradores da Lava Jato, este assunto seria tratado como um mega-escândalo, com conduções coercitivas, coletivas à imprensa, acobertamento do STF, cobertura integral no Jornal Nacional etc.

VEJA E OUÇA AQUI A VISITA DE LULA AO PORTO DE ITAQUI

COMO A CARAVANA NÃO PASSA, MAS SIM, SE MOVIMENTA, LULA VISITA O PORTO DE ITAQUI

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A visita ao Porto de Itaqui carregou uma simbologia importante. Desde 17 de agosto, Lula está rodando o Nordeste a bordo de um ônibus levando a mensagem de otimismo e de um Brasil possível. E em um cenário de aprofundamento da crise econômica sob a gestão ilegítima de Michel Temer, Itaqui se destaca justamente por driblar a crise e empregar mais de 14 mil trabalhadores direta e indiretamente.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou o último dia da caravana Lula Pelo Brasil no Nordeste com uma visita ao Porto de Itaqui, no Maranhão – nono e último estado nordestino na rota do ex-presidente. Lula está na estrada há vinte dias. Foram mais de 4 mil km rodados, em uma viagem de reencontro com as entranhas do país. 

A visita ao Porto de Itaqui carregou uma simbologia importante. Desde 17 de agosto, Lula está rodando o Nordeste a bordo de um ônibus levando a mensagem de otimismo e de um Brasil possível. E em um cenário de aprofundamento da crise econômica sob a gestão ilegítima de Michel Temer, Itaqui se destaca justamente por driblar a crise e empregar mais de 14 mil trabalhadores direta e indiretamente.  

Para ver as fotos do evento em alta resolução, visite o Fickr do Instituto Lula.

Durante a visita, Lula foi nomeado embaixador do Porto, que hoje é responsável por arrecadar cerca de 35% do ICMS do estado. “Vocês tem um porto numa área privilegiada, um porto que tem certamente o calado profundo do país, que pode aportar navios maiores e, portanto, é preciso dotar esse porto de todos os atrativos econômicos e financeiros para que daqui saiam coisas importantes para o país. Essa é a obrigação de vocês”, destacou o ex-presidente. “Quero desejar toda a sorte do mundo ao governador Flávio Dino e torcer para que o Porto de Itaqui continue sendo a cara boa do Maranhão”.

Crise econômica

Lula voltou a criticar o atual governo na condução da crise econômica. Para o ex-presidente, o governo Temer tem se mostrado “no mínimo analfabeto econômico”. “Lembro que em 2008 fui a televisão fazer apologia ao consumo. As pessoas estavam com medo de perder o emprego e eu fui avisar que, se elas deixassem de consumir, a chance de perder o emprego seria maior. Por isso defendi o consumo com responsabilidade. Em um país que tem um mercado interno do tamanho que tem o Brasil, o governo é no mínimo analfabeto econômico, que não para de falar em cortar”, avaliou.

Agenda

Lula se despede hoje do Maranhão, em evento na Praça Dom Pedro II, às 19h. 
 

9 MALAS E 8 CAIXAS CHEIAS DE DINHEIRO ROUBADO E MICHEL TEMER AINDA SE OFENDE AO SER CHAMADO DE MAIOR LADRÃO DA REPÚBLICA POR JOESLEY BATISTA

grana

Michel Temer,  o sereno, comemorava ainda as informações vindas da PGR acerca das delações da JBS quando a polícia nesta manhã fez uma descoberta de uma grande quantia de dinheiro em 9 malas e 8 caixas com notas de 100 e 50 “mangos”. Essa grana toda estava muito bem “protegida” num apartamento da Rua Barão de Loreto, no bairro da Graça, em Salvador, Bahia de Todos os Santos que havia sido emprestado ao ex-ministro Geddel Vieira Lima. Temer que já comemorava não ser o maior ladrão da República volta ao baile. Como diz o Tijolaço “, Geddel, ao contrário de Cunha, não deu sumiço no que recebeu em dinheiro vivo e a razão mais provável para isso é que tinha de repassar e, com a delação da JBS, deve ter ouvido um “guenta aí”.”

Temer, Aécio, Loures, Cunha, não importa a mala, polchete, valores. São ladrões e ponto seguido.

 

ÁUDIO QUE SUGERE ILÍCITOS NA PGR E NO STF PÕE EM XEQUE DELAÇÃO DA JBS

Por Redação da Carta Capital.
Em pronunciamento, procurador-geral cita gravação envolvendo Marcelo Miller e Supremo. Provas já apresentadas não serão invalidadas, diz Janot
 
Marcelo Camargo/Agência Brasil
O procurador-geral da república Rodrigo Janot

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot

Janot citou gravações de áudio de conteúdo “gravíssimo” envolvendo dois colaboradores, o ex-procurador Marcelo Miller e alguém, ainda não nomeado, no Supremo Tribunal Federal. A divulgação do conteúdo do áudio depende de uma decisão do próprio STF. 

Segundo Janot, os colaboradores admitem na gravação terem sido orientados por Miller a fechar o acordo de delação, o que é proibido. 

As gravações, obtidas pela PGR na quinta 31, podem levar a uma possível revisão dos benefícios da delação premiada oferecidos aos colaboradores da JBS. “A eventual rescisão do acordo não invalida as provas até então oferecidas”, esclareceu Janot. 

Segundo o chefe da PGR, os áudios podem conter indícios, ainda segundo os colaboradores, de conduta “em tese criminosa” atribuída ao ex-procurador Marcelo MIller, que trabalhou, ao longo de três anos no gabinete do procurador-geral. 

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Em meio à revelação das delações da JBS, uma das estratégias de Michel Temer foi expor Marcelo Miller, que deixou o cargo para ingressar no escritório de advocacia Trench Rossi Watanabe, responsável por conduzir a negociação de leniência da J&F, holding da JBS, nos Estados Unidos.

Segundo Temer, Miller abandonou o MP “para trabalhar em empresa que faz delação premiada com a JBS”. O peemedebista citou ainda que o ex-procurador não respeitou um período de quarentena e foi trabalhar para a empresa, ganhando “milhões em poucos meses.”

De acordo com a versão anterior da PGR, Miller não atuou na delação premiada da JBS, mas apenas no acordo de leniência firmado nos EUA. Em nota de maio deste ano, em meio à revelação das delações de Joesley Batista contra Temer, a Procuradoria-Geral da República esclareceu em nota que o ex-procurador não atuou na esfera penal do caso, mas apenas nas infrações de natureza civil relacionadas à empresa.

“Ao longo de três anos, Marcelo Miller foi auxiliar no gabinete do procurador-geral, convocado por suas qualidades técnicas. Se descumpriu a lei no exercício de suas funções, deverá pagar por isso. Não só ele, mas qualquer pessoa que tenha cumprido a lei”, disse Janot.

“Se ficar provada qualquer ilicitude, o acordo de delação premiada será rescindido e poderá chegar até a rescisão. A eventual rescisão do acordo não invalida as provas até então oferecidas. Conforme a lei que disciplina a colaboração premiada, se a culpa do colaborador ensejar a rescisão do acordo, ele perde todos ou alguns dos benefícios, e o Estado aproveita todas as provas apresentadas pelos colaboradores”, afirmou. 

Em entrevista coletiva realizada logo após a leitura do pronunciamento, Janot informou ainda que encaminhará ainda nesta segunda uma petição ao ministro do STF Edson Fachin, para que ele decida como encaminhar a questão.

O áudio em questão, cuja duração é de quatro horas, foi entregue espontaneamente pelos colaboradores da JBS. De acordo com Rodrigo Janot, ao que parece os colaboradores não estavam cientes de que estavam gravando a si próprios.

Janot também garantiu que a possível anulação do acordo com a JBS não inviabiliza uma segunda denúncia contra Temer, a ser apresentada em breve. Municiada pela delação de Lúcio Funaro, operador do PMDB ligado ao ex-deputado Eduardo Cunha, a nova acusação deve concentrar-se na acusação de que Temer tinha conhecimento de pagamentos mensais ao operador do PMDB e a Cunha para ambos não assinarem um acordo de colaboração premiada.

Supostamente feitos por Joesley Batista, dono da JBS, os pagamentos mensais à dupla com o propósito de mantê-los em silêncio devem ser confirmados na delação de Funaro. Se for confirmada a versão do operador do PMDB em sua delação, a nova denúncia contra Temer terá ainda mais elementos para comprovar o conhecimento de Temer da “operação abafa”, acusação amparada também pela delação de Joesley e pela gravação feita pelo empresário em diálogo com o peemedebista. No áudio entregue por Joesley às autoridades em sua delação, o empresário dá a entender que está pagando uma mesada à dupla. Temer replica: “Tem que manter isso, viu?”.

Resta saber se as provas apresentadas pelos irmãos Batista e executivos da JBS não serão afetadas, como quer Janot. 

DEPOIMENTOS DESMONTAM ACUSAÇÃO CONTRA LULA

crisdestaque

Site abemdaverdade.

Sobressai do depoimento prestado hoje (04/08) por Marcelo Odebrecht que não há qualquer relação entre os temas discutidos na Ação Penal n. 50631301172016404-70000 e a Petrobras e, ainda, que o ex-executivo não tratou de qualquer contrapartida com o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Marcelo, que é delator, negou peremptoriamente qualquer atuação em relação aos 8 contratos indicados na denúncia e ainda que tenha tratado de qualquer contrapartida em relação a esses contratos em favor de Lula.

Com esse depoimento Marcelo destrói a acusação apresentada pelo Ministério Público Federal. Lula foi acusado nesse processo porque segundo a versão do MPF ele teria recebido 2 imóveis em contrapartida por ter atendido a pedido de favorecimento de Marcelo Odebrecht em relação a esses 8 contratos firmados pela Petrobras.

O depoimento de Paulo Melo mostrou as fragilidades das declarações de Marcelo Odebrecht em relação a Lula e ao Instituto Lula.

A verdade é que Lula jamais recebeu a propriedade ou a posse de qualquer dos imóveis indicados pelo MPF, muito menos em contrapartida de qualquer atuação em contratos firmados pela Petrobras.

Mais uma vez registramos no início da audiência o cerceamento de defesa imposto ao ex-Presidente Lula. O MPF está tendo acesso a documentos que são negados à defesa de Lula. Por isso impetramos também hoje habeas corpus perante o Tribunal Regional Federal da 4a. Região objetivando reverter essa ilegalidade.

Cristiano Zanin Martins

PAULO PIMENTA: RESPONDE ESSA, MORO?

DESMORONANDO: JUIZ SÉRGIO MORO NO CENTRO DE UM DOS MAIORES ESCÂNDALOS DA HISTÓRIA DO PODER JUDICIÁRIO BRASILEIRO

Lava Jato rejeitou delação que entregava cabeça de Sérgio Moro. Documentos mostram relação de Rosângela Moro com escritório de advocacia acusado de vender facilidades na Lava Jato.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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