Arquivo para 21 de setembro de 2017

DEFESA DE LULA PEDE AO TRF4 FIM DA PROVA SECRETA

 Sem Título-1
Na condição de advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva fizemos na data de hoje (21/09) o protocolo de pedido (“habeas corpus”) ao Tribunal Regional Federal da 4a. Região (TRF4) para que suspenda liminarmente a ação penal n. 5063130-17.2016.4.04.7000 até que seja superada a “prova secreta” instituída no caso pelo Juízo da 13a. Vara Federal Criminal de Curitiba.
 
Referida “prova secreta” consiste em documento que foi apresentado em 23/08/2017 pelo Ministério Publico Federal na secretaria da 13ª. Vara e que por determinação expressa do Juízo não pode ser acessado pela Defesa do ex-Presidente Lula (“Inviável fornecer cópia dos sistemas Drousys ou MyWebDay à Defesa de Luiz Inácio Lula da Silva ou a qualquer outra”). O mesmo documento está sendo utilizado pelos procuradores para a elaboração de relatórios unilaterais e agora, por determinação do Juízo, será submetido a uma perícia. Tivemos que apresentar quesitos para essa perícia sem conhecer o material.
 
A situação claramente viola a garantia constitucional do direito de defesa e a isonomia das partes no processo (paridade de armas). Torna-se ainda mais grave na medida em que há questionamentos sobre a idoneidade de documentos que tiveram a mesma origem, qual seja, o acordo de leniência da Odebrecht. Alguns questionamentos foram apresentados por ex-colaboradores da própria empresa, como é o caso do corréu Paulo Melo, que pediu perícia grafotécnica em documento juntado aos autos e que é a ele atribuído.
 
Nessa ação penal já foram ouvidas 98 testemunhas. Nenhuma delas confirmou a base da acusação do Ministério Público Federal, que seria a utilização de recursos provenientes de 8 contratos específicos firmados entre a Petrobras e consórcios com a participação da Odebrecht para a compra de dois imóveis em favor de Lula. Um dos delatores e réus da ação, Marcelo Odebecht, negou em seu depoimento qualquer vinculação de recursos desses contratos da Petrobras com a compra de imóveis.
 
Pedimos ao TRF4 que, no final do julgamento, reconheça a nulidade da decisão de primeiro grau que negou à Defesa de Lula acesso pleno ao documento apresentado em 23/08/2017 pelo MPF e, ainda, a declaração da nulidade da perícia para que outra seja realizada, com a oportunidade de apresentação de quesitos após conhecermos o documento.
 

FACHIN LIBERA DENÚNCIA CONTRA TEMER PARA ENVIO À CÂMARA

A decisão foi tomada pelo ministro após a deliberação do plenário do STF que autorizou o envio por 10 votos a um
por André Richter, da Agência Brasil.
 
                                              CARLOS MOURA/SCO/STF

No julgamento, os ministros seguiram entendimento do relator do caso, ministro Edson Fachin

Brasília – O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin liberou hoje (21) o envio à Câmara dos Deputados da segunda denúncia apresentada pelo então procurador-geral da República Rodrigo Janot contra o presidente Michel Temer. A decisão foi tomada pelo ministro após a deliberação do plenário que autorizou o envio por 10 votos a um.

A formalidade será cumprida pela presidente da Corte, ministra Cármen Lúcia, que deverá determinar ao diretor-geral do Supremo o envio da comunicação ao gabinete do presidente da Casa, Rodrigo Maia. O rito pode ser cumprido ainda hoje.

No julgamento, os ministros seguiram entendimento do relator do caso, ministro Edson Fachin, no sentido de que cabe ao Supremo encaminhar a denúncia sobre o presidente diretamente à Câmara dos Deputados, sem fazer nenhum juízo sobre as acusações antes da deliberação da Casa sobre o prosseguimento do processo no Judiciário.

O entendimento do Supremo contraria pedido feito pela defesa de Temer, que pretendia suspender o envio da denúncia para esperar o término do procedimento investigatório, iniciado pela PGR, para apurar ilegalidades no acordo de delação da JBS, além da avaliação de que as acusações se referem a um período em que o presidente não estava no cargo, fato que poderia suspender o envio.

Saiba mais:

PAPO COM ZÉ TRAJANO

SUBPROCURADORA ELENCA NOVE RAZÕES PARA STJ ANALISAR PEDIDO DE SUSPEIÇÃO DE MORO; DEFESA DE LULA DIZ QUE JUIZ PERMITE “AS PROVAS SECRETAS” E QUER PERÍCIA

Da Redação do Viomundo.

A subprocuradora da República Aurea Maria Etelvina Nogueira Lustosa Pierre deu parecer favorável a que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) considere o pedido da defesa de Lula para que se discuta a suspeição do juiz Sérgio Moro, que comanda três processos contra o ex-presidente.

 

Segundo a defesa do ex-presidente, a cronologia foi a seguinte:

1 — Moro deixou de reconhecer sua suspeição;

2 — O TRF4 julgou a suspeição por meio da 8a. Turma e negou o pedido;

3 — Apresentamos recurso especial contra o acórdão do TRF4, que foi indeferido pela presidência do tribunal;

4 — Apresentamos agravo ao STJ contra essa decisão, pedindo o processamento do Resp e a discussão da suspeição;

5 — A subprocuradora opinou pelo provimento do agravo.

Em sua decisão, tomada segunda-feira, Aurea Pierre elencou nove razões apresentadas pelos advogados do ex-presidente para opinar pelo provimento:

Questões trazidas (da e-fl 1505/1508):

1 — Na APn 5046512-94.2016.404.7000 – linguagem de certeza de condenação no recebimento da Denúncia (Apartamento 164-A);

2 — Na mesma Decisão esclarecimento sobre a Denúncia apresentada pelo MPF – quanto à individualização da responsabilidade;

3 — Evento em 06/12/216, ‘Revista Isto É’  – fotografia trazida;

4 — A defesa do magistrado na Queixa-Crime apresentada;

5 — Vídeo com divulgação em redes sociais – figurando o magistrado com membros do órgão de acusação;

6 — Brasil apresentou informações em 27/01/2017 ao Comitê de Direitos Humanos da ONU, referente à comunicação do Agravante em 28/7/2016;

7 — Em audiência de 16/12/2016, permitido o tratamento indevido para com o Acusado;

8 — O magistrado após audiência, fora da gravação, dirigiu provocação ao Advogado do Agravante;

9 — Inquirição de Testemunhas com potencial de prejudicar o Acusado.

A foto a que se refere a subprocuradora causou escândalo: num evento da revista IstoÉ, o juiz Sergio Moro aparece conversando ao pé do ouvido com o senador tucano Aécio Neves.

Em entrevista ao Viomundo, gravada antes que a decisão da subprocuradora fosse de conhecimento público, o advogado Cristiano Martins Zanin afirmou que o juiz Moro está cerceando a defesa do ex-presidente no processo em que Lula é acusado de receber benefícios da Odebrecht.

Segundo Cristiano, a acusação utiliza informações supostamente coletadas na chamada “área de operações estruturadas” da empreiteira, sem permitir que a defesa faça perícia para saber se os documentos são verdadeiros.

De acordo com Zanin, anotações sem assinatura e papéis sem origem foram apresentados pelo MPF como se fossem “documentos” com valor legal.

O advogado diz que Moro tem negado sistematicamente os pedidos da defesa para que os papéis sejam periciados e a origem deles claramente definida.

Zanin sustenta que Moro está permitindo a utilização de “provas secretas” no processo (veja íntegra acima; a partir dos 13 minutos, o trecho sobre as provas que a defesa diz serem duvidosas).

“Nós pedimos várias perícias, porque a acusação juntou ao processo diversos papéis, papeis apócrifos, sem origem e diz que são ‘documentos’. Nós temos que ter uma perícia para identificar o que são e qual a origem destes papéis. Além disso, o MPF e Marcelo Odebrecht levaram ao processo alguns papéis que eles afirmam terem sido retirados do suposto sistema paralelo de contabilidade da Odebrecht. Nós da defesa queremos ter acesso a esse material para verificar a idoneidade dos documentos que estão sendo colocados no processo. O juiz Moro negou acesso”, conta Cristiano.

Para o advogado, é cerceamento de defesa: “De um lado você tem o MPF reconhecendo que tem acesso a esse material desde maio deste ano. O Marcelo Odebrecht diz que tem acesso pleno a esse material. Por outro lado, a defesa, segundo o juiz Moro, não pode ter acesso ao mesmo material. Ora, um principio básico do processo é a chamada paridade de armas. Tanto a acusação quanto a defesa devem estar na mesma página”.

Faz uma acusação grave: “Negar a prova à defesa significa produzir um processo ilegítimo. O juiz Moro está agora introduzindo a prova secreta no processo, o que só vem a confirmar tudo o que sempre dissemos: estes processos não estão sendo tratados dentro da lei e da Constituição Federal”.

No vídeo, o entrevistador se equivoca sobre o número de processos nos quais Lula já se tornou réu: agora são sete.

“LULA: NO SÉCULO 21, PT E ESQUERDAS TÊM QUE TER CORAGEM DE INOVAR”

No lançamento de plataforma “Brasil que o Povo Quer”, criada para debater com sociedade novo projeto de país, ex-presidente falou da urgência do PT e da esquerda terem ideias mais avançadas sobre temas como drogas, sexualidade e religião
por Redação RBA.
 
                REPRODUÇÃO/FACEBOOK
Lula e Gleisi

Lula e Gleisi Hoffmann chegam a evento no centro de São Paulo, para lançamento da plataforma “Brasil que o Povo Quer”

São Paulo – O PT e a Fundação Perseu Abramo lançaram na manhã de hoje (21) a plataforma “Brasil que o Povo Quer”, para ouvir e debater com a sociedade o processo de construção de um novo programa para o Brasil. A iniciativa é ancorada em uma base digital, aberta à participação da população, com debates transmitidos ao vivo pela internet, além de reuniões nos diretórios do PT. O lançamento do projeto contou com a participação de várias lideranças do partido, a começar de sua presidenta, Gleisi Hoffmann, e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e representantes de inúmeras entidades do movimento social, como UNE, MST, MTST, CUT, entre outras.

“Fazer um chamamento à sociedade para que ela diga o Brasil que quer é a primeira demonstração de que o PT evoluiu e a esquerda evoluiu para compreender que o país não é nosso, nós é que somos do país”, resumiu Lula, sobre o significado da proposta. “Não vamos ter medo do que a população tem a falar”,  pediu.

Em sua fala, comentou sobre a importância de o partido usar a plataforma para entender a evolução da sociedade e suas necessidades no mundo contemporâneo. “O PT está precisando produzir não apenas novos programas, mas novos dirigentes, gente com a cabeça no século 21”, disse.

Ele mencionou as questões das drogas, da religiosidade e da sexualidade como exemplos de temas que exigem abordagens mais avançadas pela legenda. “Não podemos aceitar o voto de um juiz que acha que a homossexualidade é coisa de psicólogo. Em nome da diversidade, a gente tem que ter coragem de dizer que uma pessoa é o que ela quer ser. Como a gente vai tratar a questão de drogas no país? Como se fosse caso de polícia? A gente vai ver jovens meninos negros e meninas da periferia e, porque é encontrada com um baseado, é presa e fica dois anos sem alguém pra liberar essa criança?”, disse. “O PT tem que ter coragem de dizer que não aceita que nenhuma religião tenha supremacia sobre a outra. O partido tem que assumir essas coisas porque, no século 21, a gente tem que ter coragem de inovar.”

Ele afirmou que, no mesmo momento em que se pronunciava, teve a ideia de propor reuniões com todas as instituições que trabalham com dependentes químicos, incluindo as igrejas católica, evangélica e terreiros de umbanda, para ajudar a desenvolver propostas.

Lula afirmou que a opinião das pessoas expressa por meio da plataforma Brasil que o Povo Quer vai servir ainda para esclarecer temas que são objeto de “confusão”, como as avaliações críticas ao seu modelo de governo, por ter incentivado o consumo. “Vejo as pessoas falarem em consumo como se fosse uma coisa nefasta. Eu não consigo ver produção sem consumo. O consumo é a base do desenvolvimento produtivo de qualquer lugar do mundo. Imagina fazer a Revolução Russa se não fosse pro povo consumir o que não consumia no tempo dos czares?”.

Para defender programas sociais e inclusivos de seu governo e o de Dilma Rousseff, ele usou a ironia. “Não tenho bronca de quem não entende as coisas. Como um jovem que mora na Avenida Paulista vai compreender o que significa o Luz para Todos?”, questionou, por exemplo. “Ele não sabe o que é viver com candeeiro. Aliás, não sabe nem o que é um candeeiro. Não fico chateado quando as pessoas não compreendem o valor do asfalto. Não sabe o que é sair para ir trabalhar pisando no barro. Quem mora aqui não tem noção do que é uma cisterna.”

“Desfaçatez mentirosa”

O ex-presidente avalia o atual momento pelo qual passa o país como “difícil, mas excepcional”. “As pessoas estão procurando alguma coisa, um caminho, precisam de alguém que ajude a procurar esse caminho. Estou convencido de que finalmente o PT acordou para o processo de criminalização que tentam fazer contra o partido.” Ele se referiu à célebre entrevista coletiva de Deltan Dallagnol em que o procurador da República “prova” que Lula é “comandante máximo” de um esquema de corrupção por meio do PowerPoint. “É a maior desfaçatez mentirosa contra o partido mais importante da América Latina, que mais fez inclusão social da história deste do país”, disse. “O crime do PT foi governar para o povo pobre.”

Para Lula, procuradores e investigadores do tipo de Dallagnol “são verdadeiros analfabetos políticos”. Sobre os processos pelos quais as denúncias são construídas, acrescentou: “A imprensa mente, a Polícia Federal faz inquérito mentiroso, o Ministério Público faz uma denúncia criminosa, e o juiz aceita. E depois eu que tenho que provar que não fiz”.

O ex-presidente ainda avisou: “Eles mexeram com quem não deveriam. Estão mexendo um político que não roubou, não tem medo deles e a única coisa que tem é a sua honra”.

Ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad defendeu a retomada de “uma agenda forte na educação”, tal como desenvolvida nos governos Lula e Dilma, dos quais foi ministro da área. “Essa plataforma é importantíssima e vai revelar o desejo de que o processo libertário pela educação seja retomado com Lula presidente em 2019.”

Em rápida fala, Gleisi Hoffmann elogiou a iniciativa e comentou as prioridades do governo Michel Temer. “Fiquei abismada ao ver o orçamento da área social. Estão destruindo todo o sistema de seguridade do país.”

DCM: PARECER DA SUBPROCURADORA-GERAL PEDINDO QUE O STJ ANALISE A SUSPEIÇÃO DE MORO CONTRA LULA CITA FOTO DE JUIZ COM AÉCIO EM FESTA

A subprocuradora-geral da República Áurea Maria Etelvina Nogueira Lustosa Pierre defendeu em parecer que o Superior Tribunal de Justiça discuta o pedido de suspeição de Sérgio Moro, feito pela defesa de Lula.

No pedido feito ao STJ, a defesa de Lula alega que Moro demonstrou parcialidade na ação penal que levou à condenação do ex-presidente, ordenando conduções coercitivas e interceptações telefônicas ilegais, bem como levantado ilegalmente o sigilo profissional dos advogados do petista ao grampear seus telefones.

Leia o parecer:

https://drive.google.com/file/d/0BynsJB6NDpjXT3NEYnFxQWZsUkk/preview

STF DECIDE ENVIAR À CÂMARA SEGUNDA DENÚNCIA CONTRA TEMER

Maioria dos ministros votou pelo envio da denúncia à Câmara e destacou que a avaliação de hoje é de mérito, não política. Julgamento continua nesta quinta-feira (21). Faltam apenas três votos
por Hylda Cavalcanti, da RBA.
 
                                                                            JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASILpleno do stf em 20set17.jpg

A maior parte dos ministros votou com o parecer do relator, Edson Fachin, favorável ao envio da denúncia

Brasília – O julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre validade ou não das provas apresentadas por Joesley Batista e pelo executivo Ricardo Saud, não foi concluído hoje (20), mas já antecipa um resultado. A maior parte dos ministros votou com o parecer do relator, Edson Fachin, que foi favorável ao envio da segunda denúncia contra o presidente da República Michel Temer para ser avaliada pela Câmara dos Deputados. Amanhã (21), serão apresentados os outros três votos. Já se posicionaram os ministros Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski.

O julgamento foi marcado por avisos de que o que está sendo analisado é o mérito e até críticas ao ex-procurador-geral da República que deixou o cargo na última semana, Rodrigo Janot. Mas imperaram, mesmo, as declarações dos ministros de que o Supremo tem a responsabilidade cívica de aceitar a denúncia contra o presidente Michel Temer e de garantir o direito da Câmara dos Deputados de avaliar se tal denúncia deve ser acolhida ou não, conforme disse o ministro Luís Barroso.

O parecer de Fachin foi no sentido de não acolher o pedido feito pela defesa do presidente Michel Temer para que a denúncia contra ele e integrantes do PMDB seja devolvida à Procuradoria-Geral da República (PGR) e, em consequência, autorizar o seu envio para a Câmara.

Um dos momentos mais emblemáticos foi o voto do ministro Barroso, que defendeu o direito das instituições e destacou a importância de a denúncia apresentada na última semana pelo então procurador-geral, não retornar para a procuradoria, para revisão. “A peça está correta e não precisa de revisão. Devemos deixar seguir o rito correto na Câmara dos Deputados”, afirmou Barroso.

O magistrado ressaltou que os áudios entregues pelos representantes da JBS não consistem nas únicas provas da delação e falou sobre outras evidências, como anotações, agenda, notas fiscais e emissões de passagens.

Celso de Mello aproveitou, ao apresentar seu voto, para dizer que é preciso as pessoas saberem bem o que significa questão de ordem e atenderem aos critérios de apresentação da tese pelo magistrado que esteja se pronunciando (numa espécie de alfinetada elegante ao colega Gilmar Mendes, que minutos antes interrompeu o ministro Dias Toffoli).

Celso de Mello ainda disse que “o que se pode afirmar é que a jurisprudência desta corte está cristalizada no sentido de que terceiros não podem questionar a validade de acordos de colaboração”, em resposta ao pedido feito pela defesa do presidente Michel Temer.

Farpas e críticas

Gilmar Mendes, por sua vez, usou sua fala para criticar Rodrigo Janot e, ao mesmo tempo, outro ex-procurador-geral da República, Claudio Fontelles. “Acredito que o doutor Janot, com essa denúncia, vai conseguir superar o Claudio Fontelles, no quesito de inépcia”, disse, provocando certo desconforto entre os colegas.

A opinião de Mendes é de que a segunda denúncia apresentada contra o presidente apresenta fatos que ocorreram antes do seu mandato, o que é sustentado pela defesa de Temer e rebatido por membros do Ministério Público.

O ministro Luis Fux, cujo voto teve um teor parecido com o de Luís Barroso, alertou os colegas para o fato de que o juízo político do caso compete à Câmara, onde os deputados votarão pela admissibilidade ou não da denúncia.

“Qualquer iniciativa do STF nessa fase preambular violaria a cláusula pétrea da separação dos Poderes”, acrescentou. Já a ministra Rosa Weber destacou que, no momento, não é cabível qualquer avaliação sobre a validade da prova.

Alexandre de Moraes, apesar de ter votado com o relator, destacou o que chamou de ineditismo do caso e da relevância da questão.

‘À margem de controle’

Um dos pontos da sessão que chamou a atenção dos magistrados e advogados presentes foi a posição do ministro Ricardo Lewandowski. Embora tenha um comportamento discreto em suas ponderações, Lewandowski afirmou que as investigações do Ministério Público, nos últimos tempos, têm sido feitas “à margem de qualquer controle jurisdicional”, numa crítica direta à gestão de Rodrigo Janot.

“Quando o Supremo Tribunal Federal definiu o poder de investigação do Ministério Público, foram fixados cuidados que não estão sendo observados, daí as distorções que estamos vendo”, ressaltou ainda o ministro e ex-presidente do tribunal.

NOCAUTE – ERIC NEPOMUCENO: FESTA RETRÓGADA

Então o ilegítimo Michel Temer foi para Nova York. Na agenda dele, estava previsto um jantar com Donald Trump. Ele, e também estava prevista a presença do Juan Manuel Santos, presidente – esse sim, legítimo – da Colômbia. No cardápio, evidentemente, a Venezuela. Vamos ver o que é que o Temer vai aprontar com o Trump.

Por falar em Temer, eu tenho me divertido por esses dias vendo nos jornalões, apesar da prescrição médica, eu de vez em quando me distraio e vejo Rede Globo. A comparação entre a situação do Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-presidente Lula, e o Michel Temer. E se destaca que os dois se dizem perseguidos pela Justiça.

Realmente, há essa coincidência. Não há como negar. Mas há uma diferença que ninguém lembra, ninguém menciona. O Temer foi chamado de “chefe do quadrilhão do PMDB” pela Polícia Federal. Do Temer sobram provas, não só denúncias, provas, fotografias, o homem correndo com a mala, os milhões do nosso Geddel Vieira.

E contra o Lula não há prova alguma. Só delações, algumas patéticas, como a do Antonio Palocci, que não têm efeito jurídico nenhum. Efeito político, sim, tremendo. Mas efeito jurídico nenhum. Contra o Lula, na verdade, o que existe é uma obsessão de um juiz de província, Sérgio Moro, herói da direita e daquele bando de jovens procuradores evangélicos, fanáticos.

Por falar em juiz. Por falar em juiz, eu fico cada vez mais pasmo com esses energúmenos togados. Vou dar o nome de um deles, com licença, eu vou ler. Chama-se Leandro Bittencourt Cano. Esse camarada é juiz da vara contra a violência doméstica e a família. Ele absolveu um pai que surrou a filha com fio elétrico, rapou o cabelo da menina que tem 13 anos, porque descobriu que ela perdeu a virgindade.

A sentença do Cano diz que o que o pai fez foi um mero exercício do direito de correção. O que fazer com um togado desses?

Agora tem outro, de Brasília. Chama-se Waldemar de Carvalho. Dia desses ele autorizou psicólogos a aplicar, como é que é mesmo? “Terapia de reversão sexual”. A cura gay. Gente, não tem o que fazer com essa classe de juiz, com essa classe de, sei lá o que dizer, um sacripanta desses. Eu acho que não, eu acho que não. Porque a gente está vivendo tempos de breu neste país náufrago, de náufragos.

A questão da censura, por exemplo. Quer dizer. O Santander fechou uma exposição em Porto Alegre. Um delegado de polícia de Campo Grande vai e apreende um quadro. Baseado em quê? Em uma exposição. Vai lá e apreende o quadro. O juiz de Jundiaí proíbe a exibição de uma peça. E claro, a bancada evangélica tratou de censurar uma exposição em Brasília.

Isso tudo é péssimo. É péssimo, é péssimo. É assustador. É ameaçador. Para fechar esse quadro de ameaças, eu quero lembrar vocês que eu sou da geração que viveu a ditadura no Brasil. Fui embora do Brasil, acompanhei a ditadura argentina, padeci o exílio argentino.

Há um general da ativa que se chama Antonio Hamilton Mourão. General da ativa. Não é daqueles velhinhos do Clube Militar aqui do Rio de Janeiro, aquela cova de reacionários. Não, eles têm um general da ativa. Ele, fardado, disse que há planos, e que numa dessas haverá sim uma intervenção militar.

O que aconteceu com ele? Passados quatro dias, nada. Nada. Não houve uma reprimenda por insubordinação hierárquica, o empertigado Raul Jungmann, ministro da Defesa do governo golpista, covarde, não abriu a boca.

E o poltrão do Michel Temer, traidor, conspirador, ilegítimo, foi para Nova York sem dar um pio. Este país me envergonha.

PAPO COM ZÉ TRAJANO


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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