Arquivo para 12 de dezembro de 2017

NOTA DA DEFESA DE LULA SOBRE A TRAMITAÇÃO RECORDE DO TRF-4 SOBRE O JULGAMENTO DE LULA

Nota da defesa de Lula:

Sobre o anúncio da data pelo TRF-4 do julgamento do recurso da defesa do ex-presidente Lula no processo do tríplex, a defesa do ex-presidente esclarece que:

“Até agora existia uma discussão sobre uma condenação imposta ao ex-Presidente Lula em primeira instância sem qualquer prova de sua culpa e desprezando as provas que fizemos da sua inocência. Agora temos que debater o caso também sob a perspectiva da violação da isonomia de tratamento, que é uma garantia fundamental de qualquer cidadão. Esperamos que a explicação para essa tramitação recorde seja a facilidade de constatar a nulidade do processo e a inocência de Lula.

Estamos aguardando os dados que pedimos à Presidência do Tribunal sobre a ordem cronológica dos recursos em tramitação. Esperamos obter essas informações com a mesma rapidez a fim de que possamos definir os próximos passos.”

CRISTIANO ZANIN MARTINS

NOTA OFICIAL DO PT: LULA É CANDIDATO DO POVO BRASILEIRO

Diante das provas da inocência de Lula, só há uma decisão justa e legal: a revogação da sentença da primeira instância e a absolvição pelo TRF-4
 
 

Nota em defesa do ex-presidente  Lula.

Diante da decisão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, que marcou em tempo recorde o julgamento da apelação do ex-presidente Lulacontra a injusta sentença do juiz Sergio Moro, o PARTIDO DOS TRABALHADORES afirma:

  • Lula é o maior líder político do Brasil. Sua candidatura à Presidência da República pertence ao povo brasileiro e se consolida cada vez mais num país que precisa superar a crise, recuperar a democracia, a geração de empregos e a soberania.
  • O processo contra Lula tem sido marcado por várias exceções ao estado de direito: a condução coercitiva, o vazamento de telefonemas com presidente Dilma, a condenação sem provas. Ao marcar o julgamento em prazos tão curtos, o TRF-4 age de forma no mínimo excepcional.
  • Lula é inocente das acusações que lhe foram imputadas, num processo marcado por arbitrariedades, ilegalidades e cerceamento ao direito de defesa.
  • Diante das provas da inocência de Lula, só há uma decisão justa e legal para o caso: a revogação da sentença da primeira instância e a absolvição pelo TRF-4.
  • Os golpistas e seus aliados investem em saídas artificiais e antidemocráticas para impedir a volta de Lula ao governo. Se têm a expectativa ver Lula inelegível a partir do julgamento da apelação, enganam-se. Qualquer discussão ou questionamento sobre sua candidatura só se dera após o registro no Tribunal Superior Eleitoral, em agosto.
  • Lula é o nosso candidato e será o próximo presidente do Brasil.

Gleisi Hoffmann
Presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores

PAPO COM TRAJANO

AGRIPINO MAIA REAFIRMA O DITO POPULUSPSCINALÍTICO: AQUELE QUE EXACERBA MORAL ESCONDE SEU IMORAL. FOI TORNADO RÉU POR CORRUPÇÃO

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 Produção Afinsophia.

  O golpe e o pós-golpe mostraram, sem qualquer disfarce, quem são os sujeitos-sujeitados que exacerbavam moral sendo, em verdade imorais. O golpe e o pós-golpe apenas reafirmou Freud: há contínua representação sublimatória nos que são temerosos da revelação de seus inconscientes. Os golpistas tentarem sublimar, com suas posturas de moralistas, uma realidade totalmente contrária às suas mentes. Corrompidos, pretendiam ser tidos como combatentes da corrupção. O tipo que se encontra espalhado no Congresso Nacional, na mídia aberrante, parte do poder judiciário, empresários e outros irmãos.

    O senador-reacionário Agripino Maia, sujeito-sujeitado pela semiótica do Estado paranoico capitalista, durante seus mandatos sempre se apresentou como manda esse modelo capturador de agentes para promovê-lo. Sempre foi um antidemocrata que para tentar sublimar essa patologia ademocrática até procurou cunhar um nome de partido, notadamente antagônico à democracia: DEM.   

     Agora, ele, o personagem da moralina, como diria o filósofo Nietzsche, que gritou aos quatros cantos, ou cinco, ou mil, contra o governo popular da presidenta Dilma Vana Rousseff, eleita com mais de 54 milhões de votos, foi tornado réu pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal. O STF por 4 votos contra 1, o tornou réu depois de aceitar a denúncia que afirmava ter o moralino recebido R$ 654 mil para destravar verbas do BNDES para a OAS construir a Arena das Dunas, e que se transformou em um prejuízo de R$ 77 milhões aos cofres públicos. É mole? Claro que sim. Para os filhos do capital é muito mole.

      Agripino faz parte da subjetividade psicopatológica conhecida como rede de relações imóveis do capitalismo. 

ÍNTEGRA DA CARTA DA EQUIPE DE LULA PARA A FOLHA DE S. PAULO

Foto: Ricardo Stuckert

Hoje a Folha de S. Paulo publicou uma carta enviada pela assessoria de imprensa de Lula por conta de um artigo escrito por Celso Rocha de Barros. Pelas limitações de espaço no jornal impresso saiu uma versão editada dela pelo jornal, em que faltaram trechos importantes. Aqui você pode ler a íntegra do texto:

No artigo “Discurso da esquerda não dá a Lula a menor chance de fazer bom governo” há equívocos sobre posições do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula sempre combateu a corrupção, tanto que seu governo fortaleceu a Polícia Federal, respeitou a autonomia do Ministério Público, propôs e sancionou a maioria das leis que sustentaram a ação da Lava Jato e outras investigações. O que ele critica é a desnecessária e irresponsável destruição de cadeias produtivas, pois só os corruptos e corruptores deveriam pagar por seus crimes e não os trabalhadores honestos; o desvio da operação para a busca de manchetes na imprensa e a atuação política de agentes públicos. Lula reafirma, com base em estudo da economista Laura Tavares, que entre 2003 e 2014, nos governos do PT, a Previdência foi superavitária porque houve crescimento do PIB e geração de 20 milhões de empregos formais. Lula aprovou democraticamente uma reforma da previdência do setor público e aponta hoje o ataque aos trabalhadores do setor privado, por pretextos ideológicos amparados em propaganda mentirosa. O autor acerta ao dizer que o jogo político precisa ser normalizado, mas isso não depende de maior ou menor “moderação” de Lula. Radical é o desmonte, sem aprovação das urnas, do Estado brasileiro e dos direitos dos trabalhadores. Normalização se fará por meio de eleições livres, com participação de todas as forças e respeito aos resultados.

Assessoria de Imprensa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva
 

DCM – VÍDEO: COMO ZUCOLOTTO, AMIGO DE MORO, ESTÁ APAGANDO RASTROS DE LIGAÇÃO COM TACLA DURÁN. POR JOAQUIM DE CARVALHO

HACKERS AMEAÇAM VAZAR DADOS DA PREVIDÊNCIA CONTRA REFORMA SEM DIÁLOGOS

HACKTIVISMO

Dados de 2 mil segurados da Previdência serão divulgados, se o governo Temer votar proposta que retira direitos dos aposentados. “Objetivo é satisfazer o mercado dando garantias aos bancos”
por Redação RBA.
 
AGPT/PT

propaganda enganosa

Hackers dizem que governo Temer faz “propaganda enganosa” quando diz que a reforma da Previdência combate privilégios

São Paulo – Hackers que invadiram o sistema da Previdência Social ameaçam vazar dados de milhares de segurados se o governo Temer insistir em votar a reforma da Previdência, que retira direitos e restringe o acesso às aposentadorias, sem que o povo tenha sido consultado sobre as mudanças. Eles prometem divulgar na Deep Web nomes, CPFs, emails e senhas de cerca de 2 mil, segundo o site Tecmundo divulgounesta segunda-feira (11), se a oferta de acordo não for cumprida. Eles também contestam a justificativa oficial do governo para aprovar a reforma de que o sistema de aposentadorias registraria constantes déficits. 

“O povo não foi consultado para as reformas na Previdência e jamais aceitaria perder direitos garantidos, portanto nesse sentido estou fazendo uma oferta irrecusável: em troca de não expor os dados na Deep Web, peço que o povo seja ouvido e nenhuma reforma que retire direitos seja aprovada, até porque se sabe que o pretexto de rombo na Previdência é uma farsa já denunciada por Auditores da Receita Federal (www.somosauditores.com.br) e por isso não se justificam as mudanças que vão dificultar o acesso aos benefícios, exigir mais tempo de contribuição e reduzir drasticamente os valores a serem recebidos”, diz o manifesto publicado pelos invasores. 

Eles alegam que, com as novas regras pretendidas pelo governo, apenas 20% dos trabalhadores teriam garantidos o acesso às aposentadorias, e dizem que o governo faz “propaganda enganosa”, quando afirma que a proposta de reforma vai combater alegados privilégios. 

“A Reforma não considera a realidade do trabalhador brasileiro, e o seu objetivo é satisfazer o mercado dando garantias aos bancos, um sistema que sempre penaliza os trabalhadores quando se vê ameaçado”, dizem em comunicado. 

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LUIS NASSIF: XADREZ DO FATOR LULA

Admito que este Xadrez é bastante polêmico. Os movimentos descritos a seguir ainda são incipientes e há dúvidas de monta sobre seus desdobramentos.

De qualquer modo, monto o Xadrez, alinhavo o raciocínio, encaixo as peças até para facilitar as análises e críticas. Com a narrativa estruturada, fica mais fácil identificar os pontos vulneráveis dos cenários traçados.

Peça 1 –a polarização eleitoral

Quem se der ao trabalho de conferir os Twitters ou mensagens de juízes punitivistas – como Marcelo Bretas –, ministros politicamente comprometidos – como o corregedor João Otávio Noronha, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) – ou procuradores partidários do fake prosecution. verá em comum os mesmos bordões propalados pela ultradireita MLB, mas que antecedem sua fundação.

​Por exemplo, criticar a defesa de minorias, como se significasse retirada de direito das maiorias; o deboche do politicamente correto; o tratamento de desperdício a qualquer política social.

Esse pensamento simplório, porém eficaz junto aos setores mais anacrônicos, é a argamassa que une polos contrários, dos que manobram o discurso anticorrupção, à quadrilha que se valeu das manifestações para se aboletar no poder.

Esse discurso de intolerância  começou a ser explorado pela revista Veja na campanha contra o desarmamento. Ali, pela primeira vez, se percebeu o potencial comercial e político do discurso de ódio e preconceito. À medida em que foi se ampliando, embarcaram dinossauros convictos, pequenos oportunistas e organizações criminosas, como a comandada por Eduardo Cunha.

Com o tempo, a reiteração do discurso de ódio ganhou camadas mais amplas, especialmente no Judiciário e no aparelho repressivo.

Vários grupos se apressaram em dar carne fresca ao tigre e aproveitar seu potencial mobilizador: mídia, Lava Jato, juízes punitivistas, PSDB e, finalmente, a quadrilha de Cunha-Temer.

Hoje em dia há uma nítida identidade de pensamento entre esses setores, mas uma disputa entre os punitivistas do Judiciário e do Ministério Público contra o bloco de Temer.

É uma barafunda, um conjunto de peças soltas que não forma um todo. E se mostra incapaz de gerar um projeto de país.

Essa mesma incapacidade assola a equipe econômica, que se valeu do sequestro do Executivo pela+ quadrilha para impor um conjunto de políticas que não resistem ao primeiro teste eleitoral. E que sequer resistem ao teste da legitimidade. Só um pensamento tecnocrático tosco para apostar em algo assim.

Para as próximos eleições, os desdobramentos dessa polarização são nítidos.

Numa ponta haverá o lulismo – com ou sem Lula -, carregando os erros econômicos dos últimos anos, a estigmatização de quinze anos de campanha diária da mídia, mas com um grande acervo de políticas públicas e de avanços sociais.

Na outra, o antilulismo, brandindo exclusivamente o discurso bilioso e o preconceito em estado puro, e equilibrando-se no discurso moralista.

No meio, um enorme contingente de grupos modernos, muitos decepcionados com os rumos do lulismo mas que, nas últimas eleições, deram a vitória a Dilma Rousseff – menos por convicção, mais pelos espaços mantidos e por se dar conta de que a eleição de Aécio Neves significaria o retrocesso.

Peça 2 – os movimentos da direita moderada

A direita mais moderada – e moderna – já se deu conta de que a vitória só será possível com a consolidação do centro-democrático. Não se trata apenas da viabilidade eleitoral, mas da única possibilidade de uma pacificação nacional, que impeça a guerra interna e o caos decorrente da radicalização.

Mas não conseguiu emplacar ninguém capaz de ocupar esse centro. Doria, Huck, Joaquim, Partido Novo, Marina e o escambau, nada deu certo.

Nenhum dos candidatos a anti-Lula tem dimensão política ou consegue se desvencilhar desse cipoal de preconceitos anacrônicos. E nenhuma das tentativas de empinar uma candidatura menos pesada foi bem sucedida.

A receita tatibitate é a mesma repetida por Geraldo Alckmin na convenção do PSDB: mesmices sobre gestão (ele que não é gestor), sarcasmo sobre direitos sociais e discurso raivoso contra o “inimigo”.
O centro não quer guerra, não quer sangue, não quer radicalização.

É a partir dessa constatação que se monta o Xadrez de Lula.

A enorme dificuldade em encontrar um tertius, a radicalização representada por Bolsonaro ou mesmo por Geraldo Alckmin, a desmoralização crescente com a  atuação da organização criminosa que empalmou o poder, reforçará a percepção de que não existe saída sem Lula.

Peça 3 – os movimentos de Lula

Nos próximos meses crescerá essa percepção no meio empresarial de ponta, aquele que consegue enxergar os desdobramentos da políticos nos negócios, e mesmo no mercado e entre antipetistas.

É cedo para saber se será uma tendência vitoriosa ou se esbarrará no ainda fortíssimo sentimento anti-Lula, cuja contra-ofensiva está concentrada na atuação da mídia, dos juízes punitivistas e dos procuradores militantes dos fake prosecution.

Mas à imagem do país partido ao meio serão contrapostas as lembranças dos melhores momentos do grande pacto nacional representado por Lula, após a Carta aos Brasileiros, a luta bem-sucedida para superar a crise de 2008 e o período de bonança em que todos os setores ganharam.

Na outra ponta, continuará aceso o movimento de satanização de Lula explorando o “mensalão”,  a Lava Jato e os traumas com o governo Dilma.

Independentemente do desfecho, Lula se encaminhará inexoravelmente para o centro, aliás, de onde nunca saiu, colocando-se novamente como o avalista do novo pacto social, para decepção dos grupos que viram brotar cascavéis dos pactos com mídia e mercado.

Esta postura será inevitável por duas razões:

1.     Será a única maneira de conquistar o centro democrático e, através dele, bloquear os avanços da ultradireita morista, de impedir sua candidatura através da Judiciário.

2.     No jogo atual, com as candidaturas postas à mesa, mesmo com os pactos, apenas os grupos mais radicais à esquerda deixarão de apoiar Lula.

Peça 3 – as dificuldades do novo tempo

Não se sabe se será bem-sucedida dada a dose de estigmatização da figura de Lula e o extremo despreparo dos grupos de mídia e de setores empresariais em prospectar cenários futuros. Desde 2006, a cada traulitada na cabeça da mídia, havia uma espécie de aposta: os que apostaram que a mídia nunca aprenderia as lições e se modernizaria ganharam todas as apostas.

O pacto anterior de Lula se consolidou em um período econômico favorável, com o boom das commodities permitindo que os recursos atendessem às políticas sociais, que o mercado continuasse se esbaldando nos ganhos de arbitragem de juros e câmbio, e a indústria e os salários ganhassem com a expansão do mercado interno.

Esse tempo acabou e deixou lições nítidas sobre os erros cometidos, especialmente o não enfrentamento do poder da mídia, do mercado e das corporações públicas.

Agora, a crise fiscal obrigará a montar um pacto menos abrangente que o de 2003 e a escolher estrategicamente os aliados e, principalmente, os inimigos a serem combatidos.

Quem acompanhou o discurso de Lula sabe que, em uma eleição limpa, só param ele à bala ou à caneta de juiz punitivista.

Os desafios pré-eleição são os seguintes:

1.     Montar um pacto que permita driblar a ofensiva jurídica comandada por Sérgio Moro e pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região, os braços armados da ultradireita.

2.     Colocar a campo os empresários de confiança, que mergulharam nas sombras no auge da Lava Jato.

3.     Articular a frente dos coronéis do PMDB que abominam o esquema Eduardo Cunha.

4.     Acenar para o mercado que não virão medidas drásticas.

Se eleito, os desafios serão maiores:

1.     Manter a governabilidade com a economia em crise.

2.     Montar um forte pacto com a esquerda não-petista, administrando a ansiedade dos grupos mais à esquerda.

3.     Atacar a questão da dívida pública e do livre fluxo de capitais.

4.     Conquistar corações e mentes do empresariado, em ambiente de crise.

5.     Enfrentar o desafio de enquadrar a Rede Globo.

Montar um pacto na crise é tarefa hercúlea, mesmo para um super-negociador como Lula.

Peça 4 – as probabilidades

A hipótese de avanço do Lula ainda repousa em bases muito incipientes. Importa observar os sinais iniciais desses fenômenos, que acontecerão nos próximos meses, mas ainda não se sabe em qual intensidade:

·      Afirmações  prpogressivamente mais conciliadoras de Lula;

·      Acenos dos parlamentares do PMDB e de partidos menores, especialmente os nordestinos.

·      Manifestações de empresários. Em off esse movimento já começou. Falta saber quando e se sairá da caixa.

O termômetro maior será acompanhar as manifestações dos grandes empresários e o desempenho da economia.

Temer e Alckmin apostam na recuperação da economia. A única certeza, para o próximo ano, será o estrangulamento fiscal gigante, acarretado pela PEC do Teto, que matará qualquer veleidade do blefe de nome Henrique Meirelles e do chefe  Michel Temer.

LAVA JATO: WADIH DAMOUS ANALISA POSSÍVEIS IMPACTOS DAS DECLARAÇÕES DE TACLA DURAÁN

Sub-relator da CPMI, deputado foi um dos responsáveis por jogar luz aos fatos que advogado expõe

Rafael Tatemoto

Brasil de Fato | Brasília (DF)

Ouça a matéria:

O Brasil de Fato conversou com o parlamentar sobre os possíveis impactos das revelações. - Créditos: Reprodução
O Brasil de Fato conversou com o parlamentar sobre os possíveis impactos das revelações. / Reprodução

O advogado Rodrigo Tacla Duran trabalhou para a Odebrecht, um dos principais alvos da Lava Jato, entre 2011 e 2016. Acusado pela operação, foi detido, no final do ano passado, na Espanha. Por ter dupla cidadania, não foi extraditado e responde o processo em liberdade. Ele nega ter cometido qualquer crime enquanto atuou na empresa.

No dia 30 de novembro deste ano, Duran prestou depoimento por videoconferência à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) da JBS, que investiga, entre outra coisas, acordos de delação premiada firmados entre suspeitos e o Ministério Público.

Duran fez graves acusações contra os integrantes da Lava Jato. Ele afirmou que a Procuradoria-Geral da República (PGR) utilizou planilhas fraudadas para iniciar processos judicias, e que foi procurado por Carlos Zucolotto, advogado e ex-sócio da esposa de Sérgio Moro, que teria oferecido intermediar um acordo de delação premiada com a Lava Jato em troca de R$ 5 milhões de reais.

Além disso, o então procurador da República, Marcelo Miller, também o teria orientado em relação a quais políticos e autoridades seriam de interesse da Procuradoria-Geral da República, comandada por Rodrigo Janot naquele momento.

O deputado Wadih Damous (PT-RJ), sub-relator da CPMI, foi um dos responsáveis por jogar luz aos fatos que Duran expõe. O Brasil de Fatoconversou com o parlamentar sobre os possíveis impactos das revelações. Confira a entrevista.

Brasil de Fato: O depoimento de Tacla Duran carrega graves acusações contra a Lava Jato, mas sua repercussão não é proporcional aos fatos que ele expõe. Como avalia isso?

Wadi Damous: Não é à toa que não houve, por parte da chamada grande imprensa, a cobertura merecida. Embora o prestígio da Lava Jato esteja abalado, a grande imprensa ainda blinda as atitudes e procedimentos dos condutores desta operação. Exatamente por conta disso, para que esse silêncio não se consolide é que […] nós pedimos que a Procuradoria-Geral da República abra investigação sobre cada um dos pontos, cada um dos itens, que o advogado Tacla Duran revelou. Não só revelou, como demonstrou no depoimento à CPMI. Nós estamos tentando quebrar a barreira do silêncio e exigindo do órgão competente a pronta investigação, já que diversos dos seus membros estariam envolvidos nessas condutas abusivas.

A Lava Jato é marcada por disputa de versões entre os envolvidos. Por que confiar no depoimento de Tacla Duran?

Os pontos cardeais do depoimento dele, ele demonstrou. A conversa com o advogado da chamada “Panela de Curitiba”, Carlos Zucolotto. O diálogo que foi travado está documentado e periciado na Espanha. Exemplares de notas fiscais, planilhas falsas. Ele demonstrou também, está periciado. Conversas e tratativas com procuradores acerca de possível acordo de delação premiada por parte dele, depois negada pelos procuradores. Ele documenta e diz que houve essas tratativas, apenas não se submeteu a elas.

Enfim, uma série de revelações que ele documenta. Então não é boataria. Aliás, quanto mais silenciosos ficarem Moro e seus amigos procuradores, mais convicção vão gerar essas revelações do Tacla Duran.

Tacla Duran acusa diretamente Carlos Zucolotto. Até que ponto essa acusação pode ser estendida a Sérgio Moro?

Na conversa com o Zucolotto, primeiro, o Moro é amigo pessoal e compadre dele. Segundo, a mulher de Moro era sócia de Zucolotto. Então, o Moro minimamente deveria dar uma satisfação. Pelos métodos que ele usa – mandar prender preventivamente – se fossem usados contra ele, ele deveria estar preso. Ele e os procuradores estariam presos preventivamente.

Qual o potencial dessa investigação seguir na Procuradoria-Geral da República?

Tem potencial não, tem obrigação de ser processada. Tem que investigar sob pena de prevaricação. [Há apenas duas opções:] tem dizer que ele está mentindo e que as provas que ele apresentou são falsas ou que ele está falando a verdade e as provas forem verdadeiras. Isso a Procuradoria terá de dizer.

Se o depoimento dele se confirmar, o que pode acontecer?

A Lava Jato acaba. Moro e os procuradores vão para a cadeia. Sem sombra de dúvida, têm um potencial devastador. Mas temos de ver qual a seriedade que o sistema de Justiça vai colocar nessa investigação.

E a mídia não pode blindar mais uma vez?

Ou pode não blindar. Neste momento, por mais blindado que esteja, quando aparecerem fatos relevantes e estes são demonstrados, chega um momento que não é mais possível conter. As revelações têm esse potencial. Se esse potencial vai se tornar uma força motriz, só vamos ver com o tempo.

Edição: Simone Freire


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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