Arquivo para 15 de dezembro de 2017

TACLA DURÁN SE COMPROMETE EM SER TESTEMUNHA DE LULA CONTRA IMPOSIÇÕES DE MORO

SENADOR REQUIÃO CONVOCA TODOS DEMOCRATAS PARA ACOMPANHAR JULGAMENTO DE LULA EM PORTO ALEGRE

DEPOIMENTOS CONFIRMAM QUE RECIBOS SÃO AUTÊNTICOS

O depoimento do Sr. João Muniz Leite nesta data (15/12) reforçou que todos os recibos com quitação dirigidos à inquilina D. Marisa Letícia Lula da Silva foram emitidos pelo proprietário do imóvel, o Sr. Glaucos da Costamarques, que também dirigia a ele informes sobre o recebimento de aluguéis, inclusive por e-mail. Um desses e-mails, de 2014, consta nos autos (Processo nº 5043015-38.2017.4.04.7000/PR).

Leite também sublinhou que Costamarques declarava o recebimento dos aluguéis à Receita Federal e efetuava o recolhimento dos impostos devidos, sendo um deles o carnê-leão.

Costamarques, por sua vez, atestou que assinou os recibos de locação emitidos em favor de D. Marisa e que não houve emissão de todos os recibos de uma só vez. A negativa do recebimento dos aluguéis desta vez veio acompanhada de uma nova versão dos fatos — a quinta até o momento —, segundo a qual o apartamento teria sido comprado para um parente, que lhe faria o reembolso dos valores dos impostos pagos por diversos meios, inclusive por transações envolvendo a “venda de cavalos”. Alegou, ainda, de forma contraditória, que se considera o proprietário do imóvel e que faz o pagamento de todos os impostos devidos pelo recebimento dos aluguéis.

A verdade hoje confirmada pelos depoimentos é que os recibos de locação, como sempre foi afirmado pela defesa do ex-Presidente Lula, são autênticos, foram emitidos pelo Sr. Glaucos da Costamarques com declaração de quitação em favor da D. Marisa, que é prova mais plena do recebimento dos aluguéis de acordo com a lei brasileira, confirmada por outros documentos existentes nos autos, como a movimentação nas contas do proprietário envolvendo valores em espécie. Também ficou claro mais uma vez que o apartamento não é do ex-Presidente Lula e que não há qualquer valor proveniente de contratos da Petrobras relacionado ao imóvel, ao contrário do que consta na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal.

MAIS VÍCIO LULA 2018. PESQUISA CUT/VOX POPULI MOSTRA LULA ELEITO NO PRIMEIRO TURNO COM 45%

                                                                           RICARDO STUCKERT

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Lula em ato na Uerj: empenho do Judiciário e da mídia em perseguir o ex-presidente não mudou a percepção do eleitor

São Paulo – Se a eleição presidencial fosse hoje, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceria todos os candidatos no primeiro e no segundo turnos, aponta pesquisa CUT-Vox Populi realizada entre os dias 9 e 12. Tanto na simulação espontânea como na estimulada, em que os nomes dos candidatos são apresentados aos eleitores, o ex-presidente tem mais votos do que a soma dos demais candidatos.

Na simulação do voto espontâneo para presidente, que indica uma intenção mais sólida dos entrevistados votarem em determinados candidatos, Lula teria 38% dos votos.

Juntos, os demais presidenciáveis, considerando, inclusive, quem citou “outros”, têm 22% das intenções espontâneas. O deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) tem 11%; o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e Marina Silva (Rede), 2%, cada; o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), e o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) 1%, cada. Um percentual de 5% dos entrevistados pela CUT-VOX disse que votaria em “outros” candidatos; ninguém/brancos e nulos, 17%; e não sabem ou não responderam, 24%.

Nesse cenário, Lula continua imbatível no Nordeste, com 63% das intenções de voto. No Centro-Oeste/Norte, tem 33%; no Sudeste, 30%; e, no Sul, 17%.

Pesquisa estimulada

Na pesquisa estimulada com cinco candidatos na disputa, Lula teria 45% das intenções de votos, ante 31% da soma dos demais. Bolsonaro teria 15%; Marina, 7%; Alckmin, 6%; Ciro, 3%. Ninguém, brancos e nulos, 14%; e não sabem ou não responderam, 11%.

Também nesse cenário, Lula é o preferido pelos eleitores do Nordeste, com 68% das intenções de votos; do Centro-Oeste/Norte, com 48%; e do Sudeste, 36%. No Sul, ele tem 21% das intenções de voto.

Lula é também líder absoluto entre as mulheres, 46% (homens, 43%); os mais velhos, 50% (entre os jovens tem 44% e entre os adultos, 43%); os mais pobres, que ganham até 2 salários mínimos, 58% (42% entre os que ganham mais de 2 e até 5 mínmos; e 24% entre os que ganham mais de 5 mínimos); e os que estudaram até o ensino fundamental, com 55% das intenções de votos (39% entre os que estudaram até o ensino médio; e 28% do ensino superior).

Segundo turno

Na simulação com Marina e Alckmin, Lula venceria ambos com 50% dos votos. A candidata da Rede teria 13% e o governador de São Paulo, 14%.

Na simulação com Bolsonaro, Lula teria 49% e o deputado fluminense, 18%. 

Na estimulada com 10 candidatos, Lula teria 43% das intenções de voto contra 33% da soma dos demais candidatos.

Bolsonaro teria 13% das intenções na estimulada; o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, 7%; Marina, 5%; Alckmin, 4%; Ciro, 2%; o senador Álvaro Dias (Podemos-PR) e o atual ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), 1% cada. Manuela D’Ávila (PCdoB) e João Amoêdo (Partido Novo-RJ) não pontuaram. O percentual de ninguém/branco ou nulo foi de 13%; e o de não sabem/não responderam, 11%.

Neste cenário, Lula também é o primeiro colocado nos recortes por região, gênero e classe social. Ele tem mais votos que todos os outros no Nordeste, 67% (Centro-Oeste/Norte, 46%; Sudeste, 35%; e, Sul, 18%). É o escolhido também pela maioria das mulheres (45%) e dos homens (41%); pelos maduros, 47%; jovens, 43%; e, adultos, 42%. E, novamente, é o preferido pelos mais pobres, que ganham até 2 salários mínimos (56%) e que estudaram até o ensino fundamental (53%).

Melhor e mais admirado presidente 

Para 47% dos entrevistados pela pesquisa CUT-Vox Populi, Lula é o melhor presidente que o Brasil já teve.

É o mais trabalhador e líder político para 59% dos entrevistados; o mais capaz de enfrentar uma crise para 55%; é humilde e se preocupa com as pessoas, para 54%; é bom administrador/competente, 53%; é sincero/tem credibilidade, 42%; e é honesto para 32%.

Ainda de acordo com a pesquisa, Lula tem mais qualidades (50%) que defeitos (41%); fez mais coisas certas (56%) que erradas (37%) e, nos 13 anos de governos do PT, com Lula e Dilma, a vida melhorou para 54% dos entrevistados. Outros 30% responderam que não melhorou nem piorou e 14% que piorou.

Foram entrevistadas 2 mil pessoas, em 118 municípios de todos os estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior, e abrangeu todos os estratos socioeconômicos. A margem de erro é de 2,2%, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

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RICARDO CAPPELLI: “UM GIGANTE CHAMADO DIRCEU”

Por Ricardo Cappelli

A fala de José Dirceu conclamando todos à luta na defesa de Lula dá a demonstração exata de seu tamanho.

Prestes a voltar para a cadeia, o mais perseguido quadro da esquerda brasileira após a ditadura, caçado e tratado como troféu pela direita, continua sendo exemplo de determinação, lealdade, compreensão histórica e amor ao Brasil.

Se quando virou alvo da reação e foi cassado pelo congresso em pleno governo Lula, preso e humilhado, os mesmos que defende hoje tivessem agido com a bravura, coragem e lealdade que o general esbanja, talvez não chegássemos a situação atual. Na ilusão da conciliação pensaram que os cachorros se contentariam com sua cabeça. Zé Dirceu jamais será do tamanho da cela na qual querem que morra. Tem meu profundo respeito e admiração.

PAPO COM ZÉ TRAJANO

E DÁ-LHE VÍCIO. VOX POPULI DIFERENTE DO PODER 360 EM NOVA PESQUISA APONTA LULA COM 45% E O INOMINADO DA DIREITA, 15%

 

E AQUELE VÍCIO CHAMADO LULA? CONTINUA DISPARADO: TEM 41% DE ACORDO COM INSTITUTO DA DIREITA. GANHA DE TODOS ILUDIDOS GOLPISTAS

 Produção Afinsophia.

   Um sociedade jamais reflete os objetivos paranoicos dos meios de comunicação dominante que representam a classe burguesa-ignara. Não reflete esse estado paranoico ajornalístico, porque uma sociedade é constituída de uma subjetividade movente que produz seus próprios corpos alimentadores. No Brasil, essa subjetividade chama-se movimentos populares. Os corpos políticos-sociais que escapam da força capturadora dos estados paranoicos fomentados pelo delírio da semiótica do Estado capitalista paranoico.

    Fundidos em seus delírios paranoicos, meios de desinformação como a Rede Globo, Época, Globo, Folha de São Paulo, IstoÉ, Estadão, Veja e congêneres, desrealizados da objetividade, acreditam que podem impor na opinião pública seus discursos psicopatológicos para que seus interesses capitalistas se mantenham intocáveis. Fantasmático delírio: a objetividade é outra. A objetividade é a realização da vontade popular. O caso Lula mostra, de forma cristalina, essa realidade. A dor, o medo, a covardia, a estupidez não alteram a vontade popular.   

     A pesquisa publicada hoje pelo instituto, DataPoder360 reafirma essa realidade-populus que ensandece mais ainda as direitas golpistas. Lula dispara e alcança 41% da preferência do eleitor brasileiro vencendo os principais representantes da direita Alckmin, que fica com 28%, e o representante da extrema-direita, Jair Bolsonaro, que abiscoita mero 30%, tanto no primeiro turno como no sendo. E mais, o Sapo Barbudo enterra os dois até na Região Sudeste. Lula ficaria com 28% contra 25% do Chuchu. E mais do mais, quando a pesquisa perguntou sobre o fato de Lula ficar fora das eleições o número de “não voto ( indecisos, nulos, brancos, não sabe)” sobe para 46% e quando ele indicado como participante baixa para 26%. Coisa de Lula.

      A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de dezembro e entrevistou 2.210 leitores em 117 municípios. 

PESQUISA CUT/VOX POPULI MOSTRA QUE PARA 56% DOS BRASILEIROS, LULA TEM DIREITO DE SER CANDIDATO EM 2018

VOZ DAS RUAS

Pesquisa de opinião CUT-Vox Populi mostra que a maioria acha que o julgamento do ex-presidente deve ser feito pelas urnas, em vez de por alguns juízes, como Moro
por Redação RBA.
 
                                                       RICARDO STUCKERT
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Pesquisa CUT-Vox Populi constata que maioria da população quer Lula entre os candidatos a presidente do Brasil em 2018

São Paulo – Pesquisa realizada pela CUT-Vox Populi, divulgada nesta sexta-feira (15), mostra que 56% dos brasileiros acham que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deveria ter o direito de se candidatar na próxima eleição. Ou seja, para estes,  nem o juiz federal de primeira instância Sérgio Moro, que condenou o ex-presidente sem provas no “caso triplex”, ou outros juízes, como os do TRF-4, que aceleraram para 24 de janeiro o julgamento do recurso de Lula contra a condenação de Moro, têm o direito de impedir a candidatura. Outros 34% dos pesquisados acham que ele deve ser impedido de se candidatar, e 10% não souberam ou não quiseram responder.

Apesar dos esforços da mídia tradicional, que vem antecipando a condenação de Lula em suas manchetes, 48% dos ouvidos pelo Vox Populi afirmaram que quem deve julgar o ex-presidente é o povo brasileiro, nas urnas, e não Moro ou outros juízes. Outros 42% discordam e acham que Lula deve ser julgado pelos juízes e 10% não sabem ou não responderam.

Segundo o levantamento, o fato de Moro, do Ministério Público do Paraná e da Polícia Federal terem investigado Lula durante quase três anos sem encontrar malas de dinheiro, contas no exterior, nem sequer gastos extraordinários nos cartões de crédito é percebido pela maioria dos entrevistados. Para 40% dos brasileiros, Moro não provou sequer que o triplex emGuarujá pertence ao ex-presidente. Outros 33% acham que ele provou e 27% não sabem ou não responderam.

Perguntados se Lula é tratado por Moro e por outros juízes de maneira mais rigorosa do que o presidente Michel Temer (PMDB) ou o senador Aécio Neves (PSDB-MG), 40% responderam que sim. Esse sentimento é mais forte no Nordeste, onde 54% dos entrevistados consideram parte da Justiça tendenciosa.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, esse resultado “evidencia o caráter do processo essencialmente político contra Lula”.

A pesquisa foi realizada entre os dias 9 e 12. Foram entrevistadas 2 mil pessoas, em 118 municípios de todos os estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior, e abrangeu todos os estratos socioeconômicos.

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LUIS NASSIF: XADREZ DA GRANDE BACANAL PÓS-IMPEACHMENT

Esta semana dei uma palestra no encontro da ANDIFES (Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior). No encontro, a mesma dúvida: qual o prazo de validade do modelo econômico e social que está sendo implementado com a tomada do poder pela organização criminosa liderada por Eduardo Cunha?

Ouso dizer que é curto.

Acompanhe o raciocínio.

Peça 1 – a legitimação de Collor e FHC

​Fernando Collor ganhou a presidência por mérito próprio, por ter entendido, antes dos demais candidatos, os novos ventos que surgiam.

No plano interno, a enorme ojeriza à centralização brasiliense, remanescente do regime militar; e a desconfiança em relação aos quadros políticos que se apossaram do poder, no governo José Sarney.

No plano internacional, estava em pleno vapor a onda liberal inaugurada por Margareth Thatcher e Ronald Reagan.

Em todos os períodos da historia, os movimentos políticos internacionalistas sempre necessitaram do endosso das grandes ondas globais. Foi assim no fim da Monarquia até a Primeira Guerra. E no período pós ditadura, com as eras Collor e FHC.

A onda anti-centralização, anti-mordomia, anti-Brasília, junto com o discurso thatcheriano era tão forte que permitiu a Collor cometer enormes erros, desmanchar políticas públicas bem-sucedidas, montar maracutaias com a privatização, mediante o uso das moedas podres. Mas trazer ganhos na abertura da economia.

Já a legitimação de Fernando Henrique Cardoso decorreu exclusivamente do Plano Real. Qualquer crítica a política implementadas era respondida com a mesma frase padrão: você quer a volta da inflação?

Esse jogo permitiu que os erros de FHC, especialmente com o câmbio, levassem o país à bancarrota logo após as eleições de 1998. Com o apoio decisivo da mídia, saliente-se.

Assim, a legitimação durou um mandato. O segundo foi um governo fantasma.

Ou seja, duas experiências internacionalistas, uma que não durou um mandato sequer, outra que durou apenas um mandato, mesmo tendo o enorme handicap do fim da inflação.

Peça 2 – os fatores de (des)legitimação de Temer

O primeiro  fator de deslegitimação é o mais óbvio: Temer é o segundo homem na hierarquia de uma organização criminosa presidida por Eduardo Cunha. Ponto. Seria o mesmo que pretender modernização com um Fulgêncio Batista na Cuba pré-Fidel, um Rafael Trujillo na República Dominicana, um Noriega, no Panamá.

Pode-se conseguir a modernização com um déspota esclarecido. Com um bandido, nunca.

A razão é simples.

·       Toda organização criminosa quer roubar.

·       Processos de mudança abrem enorme espaço para negócios.

·       Subordinando as mudanças ao roubo, perde-se a perspectiva de qualquer projeto estruturante ou legitimador.

Portanto, cortem essa história de que a disputa é entre dois projetos de país: um suposto projeto petista e um suposto projeto liberal da Ponte para o Futuro. É entre a modernidade e o banditismo, que é inerente ao modelo de implementação das medidas previstas na tal Ponte.

Pretender mudanças no ambiente político atual significa abrir o cofre do banco e dispensar  a segurança. É o que está sendo feito, aliás.

Peça 3 – os templários do liberalismo

O segundo fator é a visão extremamente tecnocrática e amadora dos templários do liberalismo.

Há uma estratégia para a guerra e outra para a vitória. A guerra permite toda sorte de radicalização do pensamento, a criação de utopias, o pretíssimo no branquíssimo, a exploração da figura do inimigo, como acontece com todos os arautos das guerrilhas ideológicas.

Já o exercício do poder exige discernimento e avaliação correta sobre os limites da realidade, conhecimento das engrenagens políticas, sociais  e econômicas de um país complexo, o ritmo de implementação etc.

Por aqui, os liberais lançaram diversos esquadrões armados de slogans e, no poder, não colocaram um maestro com conhecimento da posologia, do ritmo de implementação de mudanças, dos limites, das restrições impostas pela realidade. São os slogans se tornando políticas de Estado.

Desde o Cruzado o país é vítima desses cabeções, que julgam que quanto mais radical, mais virtuosa a política. Só ganham sabedoria depois que são expulsos do poder pelos excessos cometidos.

Em toda essa balbúrdia, nenhum aceno social, nenhuma palavra em direção aos direitos de minorias, nenhuma tentativa de legitimação.

Toda a estratégia é de curtíssimo prazo, de olho exclusivo no mercado e de acordo com a visão dos GPS, 3Gs e o escambau do mercado. Consiste em adquirir um ativo, rentabilizá-lo no curto prazo e passá-lo adiante, ganhando na sua valorização imediata.

Está aí o desastre da Estácio de Sá para comprovar os efeitos do padrão GP de rentabilidade máxima.

Hoje, o ativo é o Brasil.

Peça 4 – a economia em 2018

2018 entrará com o seguinte ritmo:

1. PEC do Teto: não passará do primeiro ano

A menos que se aceite como inócuo o desmantelamento de todos os serviços públicos, a PEC do Teto é inviável. Quando as multidões, abraçadas com prefeitos e governadores, entidades sindicais, associações saírem às ruas exigindo remédios, saúde, educação, segurança, o que o Planalto irá fazer? Colocar na frente do lago o Marcos Lisboa e o Monsueto de Almeida com uma calculadora, para explicar a lógica do plano?  Terá as mesmas explicações que o inacreditável Paulo Hartung no Espírito Santo.

2. Os efeitos da lei trabalhista ficarão claros

Uma legislação que precisaria, de fato, ser modernizada, é empurrada goela abaixo, sem garantia de continuidade. O efeito imediato é esse massacre, do qual o caso Estácio de Sá se tornou o exemplo mior.

3. Vôo de galinha da economia

Não adianta os comentaristas da Globo celebrarem 0,1% de crescimento como se fosse recuperação. É a mesma coisa que comemorar o fato de ter parado de cair a popularidade de Temer, quando chega próxima de zero. Trata-se apenas de um processo cíclico, que sucede às grandes quedas. A economia continuará amarrada aos enormes passivos do período de crise, a uma política fiscal e monetária pró-cíclica (isto é, que acentua o ciclo de recessão) sem nenhuma alavanca capaz de relançá-la.

4. A humilhação do país nas mãos de uma quadrilha

A cada dia que passa, mais vai caindo a ficha geral de que o país está nas mãos de uma quadrilha. E, agora, uma quadrilha avalizada pelo único candidato do continuísmo com alguma possibilidade, Geraldo Alckmin.

Peça 5 – as eleições de 2018

O golpe foi uma aliança dos seguintes setores:

PSDB-mídia + Judiciário + Ministério Público + evangélicos + quadrilha de Temer-Cunha

O amálgama que junta juízes, procuradores e deputados é o moralismo pré-histórico da ultra-direita, seu discurso contra direitos das minorias, contra o casamento homoafetivo e todos os avanços das modernas democracias.

Não é por outro motivo que, na CPI da JBS, celebrou-se o acordo dos governistas, poupando a Lava Jato das denúncias de Tacla Duran.  Foi a constatação óbvia de que a Lava Jato é essencial para a manutenção do continuísmo.

A noite do terror não terá vida longa por várias razões:

A implosão do núcleo do golpe

A construção institucional de um país depende da Constituição e de de um conjunto de leis, de práticas. A institucionalidade impõe limites, não apenas legais, mas de conduta a todos os poderes.

Quando se atravessa o Rubicão, como no caso do impeachment, todo esse edifício rui. Se se pode derrubar uma presidente ao arrepio da Constituição, tudo o mais será permitido. Que o diga o excelso Ministro Luís Roberto Barroso, principal padrinho do estado de exceção e da flexibilidade da Constituição.

E aí vira a suruba portuguesa, com procuradores desmoralizando Ministros do STF pelo Twitter, Ministros do STF sendo desmoralizados sem necessidade de ajuda externa, negociatas à luz do dia, na forma de venda de estatais, venda de projetos de lei, venda de proteção, Judiciário colocando adversários em cana (como no caso do ex-governador Garotinho), Conselho Nacional de Justiça (CNJ) punindo juízes legalistas. E cada um tentando puxar a brasa para a sua sardinha e vivendo intensamente como se não houvesse amanhã, não houvesse feios a essa orgia de poderes individuais.

Quando o golpe é conduzido por um poder central – um ditador ou uma corporação, como foi o caso de 64 -, ele se impõe sobre a balbúrdia geral. Quando o golpe é a balbúrdia, se esgota em suas próprias contradições.

O núcleo do impeachment virou de tal modo uma casa da mãe Joana que o presidente quer continuar, o Ministro da Fazenda quer o lugar do presidente, o maior aliado, PSDB, quer lançar candidato, mas não sabe se fica ou se sai, os jornais multiplicam-se em seminários de pouca relevância e alto patrocínio de estatais e, ao mesmo tempo, fingem que criticam o governo, para não se desmoralizar de vez perante os leitores.

Esse é um quadro sintético do que está acontecendo com os vitoriosos do golpe. Completa-se o quadro com a incapacidade de gerar sequer um candidato competitivo para 2018.

A impossibilidade do Estado de Exceção

Se não podem manter o poder pelo voto, manteriam pelo estado de exceção.

No curto prazo, a Lava Jato e o TRF4 dão conta. No médio, não.

A Constituinte de 1988 mostrou o avanço das organizações civis, invisibilizados pela mídia. De repente, como que do nada, surgiram grupos organizados indígenas, negros, de camponeses, de direitos humanos, de quilombolas etc.

Hoje em dia, com o advento das redes sociais, e com o próprio desenvolvimento nacional com as grandes conferências, os grupos de interesse multiplicaram-se. Há organizações de defesa dos deficientes, da Amazônia, dos LBTGs, das mulheres, da educação, da saúde, da assistência social, da ética nas empresas. Cada estado tem seu coletivo, suas organizações próprias, sem contar o sistema tradicional dos sindicatos e associações.

Hoje em dia, mesmo em setores empoderados pela direita – como Polícia Federal e Ministérios Públicos – existem os coletivos democráticos. Mais: todos os movimentos sociais apostam na democracia, esvaziando a tese do golpe preventivo.

Esses avanços, por sua vez, desenvolveram um mercado de opinião publicada – por tal, entenda-se o público classe média midiática -, menos estridente que os MBLs da vida, mas que gradativamente vai se tomando de enjoo com o discurso da indignação vazia e com os preconceitos da ultradireita.

Como já previsto em outros artigos, cada vez mais o primeiro time da imprensa brasileira tenta vestir o figurino do conservador inglês, conservador na economia, liberal nos costumes e discreto no linguajar.

É um movimento lento, que tende inicialmente a poupar o principal aríete da ultra-direita – os abusos da PF e do MPF no padrão Lava Jato -, mas que é irreversível no sentido de combater os excessos radicais.

Tudo isso demonstra uma musculatura e uma vitalidade que torna impossível qualquer veleidade de ditadura de médio ou longo prazo.

A inviabilidade Eleitoral da Ponte

Por outro lado, a Ponte para o Futuro não resiste a um teste de urna. É inviável eleitoralmente.

Não foi o petismo que deu a vitória a Dilma Rousseff em 2014, mas divisão do país entre o anacrônico e o moderno. A cada dia que passa, mais a face do golpe se confunde com as práticas mais anacrônicas.

Ontem, foi a vez do Congresso trazer de volta os manicômios. E há razões para isso. Em outros tempos, os manicômios eram fonte de enriquecimento de diversos coronéis políticos, como o ex-deputado Inocêncio de Oliveira. Sempre foram uma fonte inesgotável para sugar recursos do INSS.

Peça 6 – o fruto da árvore proibida

Com o início da era FHC, o PSDB abriu mão definitivamente das teses modernizantes. Tornou-se um partido rancoroso, sem identificação maior com os avanços sociais e morais. E negociando cada vez mais com lobbies externos, das incursões pioneiras de Pedro Malan no Banco Mundial, e de José Serra com a Nordisk, no episódio rumoroso de licitação de insulina, quando era Ministro da Saúde aos jogos atuais com a lei do petróleo.

Com todos seus defeitos, com todos os erros cometidos, com a falta de visão de Nação, com os erros econômicos da era Dilma, com a leniência da era Lula com mercado e mídia, o PT continua sendo o desaguadouro dos movimentos modernizadores apartidários.

Se num passe da mágica, a Lava Jato, com Temer, PSDB, Gilmar, mídia e a rapa conseguissem eliminar o partido, ainda assim toda essa frente social se manteria unida em torno do partido ou candidato que exprimisse esses valores.

Tudo isso porque deixaram o país provar o fruto da árvore proibida.

Durante algum tempo, o Brasil aprendeu que é possível erradicar a pobreza com políticas bem concebidas, que a redução da pobreza aumenta o mercado interno, produzindo um circulo virtuoso. Aprendeu que possível desenvolver uma indústria da saúde, avançar na educação, participar dos jogos diplomáticos internacionais, criar uma indústria de defesa, remontar a indústria naval.

Podem destruir enquanto tem tempo.

Mas no fundo da memória nacional já foi plantada a palavra de ordem: nós podemos.

LUIS NASSIF: AS FANFARRONICES DA PF DE MINAS PARA A VIOLÊNCIA CONTRA A UFMG

 
 

As explicações da Delegacia da Policia Federal de Minas Gerais ao Marcelo Auler, sobre as arbitrariedades contra membros da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) são duplamente preocupantes (clique aqui).

Primeiro, pelos argumentos invocados para explicar o suposto republicanismo dos delegados. É similar ao do dr. Guilhotin explicando os cuidados que toma com o réu antes de soltar a corda.

Depois, pela crença de que um leitor medianamente informado aceitaria as explicações. Só imbecis ou eleitores de Bolsonaro para aceitar os argumentos invocados.

Pelas informações prestadas, todas as denúncias estavam relacionadas com a concessão de bolsas para as pesquisas. Dos R$ 6,5 milhões concedidos para as pesquisas, há indícios até agora de desvio de R$ 100 mil.

​A apuração dos desvios é tão simples que até um procurador da Lava Jato conseguiria chegar ao resultado final.

Há duas pontas no jogo: a ponta que autorizou e a ponta que recebeu o dinheiro. Identificar a pontas que recebeu é a tarefa mais simples do mundo. Basta rastrear o caminho do dinheiro e levantar a ficha da pessoa que sacou na ponta. Identificado o beneficiário, um dia em cana será suficiente para que abra o bico sobre seu cúmplice.

Ou os valentes delegados acham que um golpe de R$ 100 mil exige grande sofisticação?

O jogo desses valentões ficou assim. Em vez de enfrenar grandes traficantes, grandes chefes de quadrilha, super-bandidos, para valorizar seu currículo transformam um ladrão de galinha em perigosíssimo delinquente. Para dar mais farol na fanfarronice conduzem coercitivamente reitores, vice-reitores.

Seria o mesmo que mandar deter o Delegado Geral da PF por conta de um desvio em uma operação qualquer.

É evidente que foi um a ação política. O que explicaria a PF levantar o argumento do crime de alta periculosidade – e a juíza aceitar -, para o que tudo indica ser um furto facilmente localizável? E apresentar esses indícios como argumento para invadir residências de reitor, vice-reitor às 6 da manhã, mobilizando mais de 80 policiais? Se invasão de residência for atitude normal, Deus que nos livre do que eles consideram violência.

O fato da única pessoa poupada ser uma ex-Secretário de Aécio Neves, e também ser a única que responde a uma ação por improbidade, fecha o circuito.

Tratar essa violência como operação-padrão é legalizar toda sorte de selvageria.

Ontem conversei com um policial da PF, crítico dos delegados. Há uma crítica generalizada contra delegados que se apossam do trabalho de terceiros – investigadores, peritos -, e usam as informações com o objetivo político de se mostrar influentes.

Pergunto: é para esses sem-noção que se pretende permitir a delação premiada?

Seria conveniente se pensar na possibilidade de proibir os delegados de assistirem séries da Netflix.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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