Arquivo para 27 de dezembro de 2017

DCM: É NECESSÁRIO CONHECER A “NAÇÃO” EVANGÉLICA PARA PROTEGER A NAÇÃO BRASILEIRA. POR JOAQUIM DE CARVALHO

 Joaquim de Carvalho

 
O outdoor de Silas

O Brasil tem hoje mais de 40 milhões de evangélicos. A proporção dos evangélicos em relação à população do país avançou de 15,5 por cento (Censo de 2000) para 22,2 por cento (Censo de 2010).

É a religião que mais cresce no País, mas, fora de seu círculo, pouco se sabe a respeito dela, da sua prática e da sua relação com a sociedade.

Pastores dizem que a igreja é uma nação dentro de outra nação, o que significa que tem regras próprias.

E que regras são estas?

As que  estão na Bíblia, dirão.

Mas na Bíblia está escrito, por exemplo, que um filho desobediente e incorrigível deve ser apedrejado até a morte (Deuteronômio 21:18-21).

Esta regra, naturalmente, não vale. Pelo menos por enquanto.

Na Bíblia, há uma passagem que diz que, se uma mulher for pega fazendo sexo com animal, devem ser mortos os dois (Levítico 20:16).

O mesmo vale para o homem (Levítico 20:15).

Sobre estupro, a Bíblia diz:

“Se uma mulher for estuprada na cidade e não gritar o suficiente, deve ser apedrejada até morrer” (Deuteronômio 22:23-24)

“Se uma mulher for estuprada no campo, então ela deve viver” (Deuteronômio 22:25)

“Se o estuprador for apanhado, ele deverá pagar uma quantia ao pai e casar com a estuprada” (Deuteronômio 22:28-29).

Em outra passagem (Deuteronômio 23:10-11), é atribuída a Deus a seguinte ordem:

“Se um rapaz ejacular durante um sonho noturno, ele deverá sair e passar o dia inteiro fora do acampamento, mas, ao pôr do sol, tomará banho e poderá voltar.”

Castigos como este estão no Velho Testamento.

O Novo Testamento não é radical nesse sentido — nos quatro Evangelhos, que narram a vida de Cristo, não há nada que se assemelhe.

Não há, por exemplo, nenhuma referência a homossexualidade, zoofilia, promiscuidade. As cacetadas são reservadas para aqueles que se dizem puros.

Entretanto, o que acaba sobressaindo naquilo que se pode definir como ideologia evangélica é o castigo e, nisso, há uma semelhança enorme com o Islã.

Não se fala castigo. — “Deus é amor” —, mas a consequência do pecado, o que dá na mesma. O que se fala explicitamente é o castigo eterno — a danação no inferno.

No livro Entre os Fiéis, Vidiadhar Naipaul, prêmio Nobel de Literatura, narra a vida cotidiana, em quatro países islâmicos — Irã, Paquistão, Malásia e Indonésia.

Naipaul passou meses nos quatro países, em duas temporadas, logo depois da revolução liderada pelo Aitolá Ruhollah Khomeini, que tirou o governo corrupto do Xá Reza Pahlavi

Seu objetivo era descrever o cotidiano dos muçulmanos e também registrar as diferenças entre as correntes do Islã.

Parte do mundo ocidental apoiou, num primeiro momento, Khomeini, sobretudo por conta da corrupção do governo do xá Reza Pahvelvi.

Mas, quando se deu conta dos rigores da teocracia, descobriu que nada sabia a respeito do Islã.

Nesse livro, há, por exemplo, uma passagem interessante de uma jovem que veste sandália de salto e fica em dúvida se ela está pecando, ou não, ao mostrar os dedos do pé.

Para ter certeza, a jovem se consulta com um professor de religião e volta para dizer que, sim, vestir sandália de salto poderia ser considerado pecado.

Mas, no lugar em que ela estava, uma escola, essa transgressão era, de certa forma, tolerada. Não corria o risco de apanhar.

Em outra passagem, é mostrada uma cena em que furgões do governo paquistanês são dirigidos a regiões da periferia para cumprir ordens judiciais de castigos físicos (chibatadas) a infratores — com base na lei e no Corão, naquele momento ambos são a mesma coisa.

No Brasil de hoje, dois presenciáveis em posição de destaque nas pesquisas, Marina Silva e Jair Bolsonaro, se declaram evangélicos e têm, efetivamente, uma prática religiosa.

Bolsonaro foi batizado no rio Jordão e seu atual casamento foi celebrado por Silas Malafaia.

Em sua página no Facebook, ele anuncia: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”.

Marina é pregadora eventual.

São ideologicamente diferentes.

Mas isso não impediu que, na eleição passada, Marina recuasse de uma proposta sobre direitos da diversidade quando Malafaia a pressionou.

Como ideologia de gênero é um tema interditado pela maioria das igrejas evangélicas (e católicas também), Marina jamais avançaria nessa questão.

Ainda que seja imperativo, dados os índices alarmantes de violência contra a mulher e homossexuais.

Malafaia celebra o casamento de Bolsonaro

Um juiz da Lava Jato, Marcelo Bretas, do Rio de Janeiro, já citou versículos bíblicos em despachos e, segundo um perfil do magistrado publicado na imprensa, apresentou aos funcionários a Bíblia como livro de normas a ser seguido no departamento sob seu comando.

Ao ser homenageado por um pastor-vereador na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, Bretas apresentou sua visão de Justiça: “Neste momento, o Judiciário está numa cruzada. Uma cruzada contra a corrupção”.

No Rio de Janeiro, o prefeito Marcelo Crivella, bispo licenciado da Universal do Reino de Deus, proibiu exposição de arte.

Não alegou razão religiosa, mas sua igreja e os fiéis de sua igreja tinham se manifestado contra essa exposição, voltada à temática da diversidade.

É claro que, de outro lado, há exemplos de igrejas evangélicas que promovem valores como liberdade e respeito ao direito do próximo.

Há evangélicos e evangélicos

Não é fé que se discute.

É o movimento que usa a fé como estratégia de atingir a hegemonia no espaço público.

É uma esfera de valores como tantas outras.

Por isso, quando o Diário do Centro do Mundo publica vídeos ou reportagens sobre situações inusitadas que acontecem dentro das igrejas, o objetivo não é explorar o caricato, mas conhecer um grupo que se apresenta como nação dentro de outra nação.

Quando um pastor coloca uma piscina de plástico no templo e os fiéis nadam, rolam pelo chão, dançam, acreditando ela é ungida, o que esse pastor pretende?

Seria um ato de dominação?

A piscina ungida

Esse movimento, evangélico, fundamentalista, já ocupa espaço nas nossas vidas, através do avanço sobre políticas públicas e de decisões do poder público, que atingem a todos.

E nada indica que vá recuar.

É preciso conhecer essa nação.

Não para zombar.

Mas para entender.

A Academia Sueca, ao conceder o Nobel para o autor de Entre os Fiéis, anunciou que a importância de sua obrava estava em mostrar que a cultura islâmica tem um traço comum a todas as culturas de conquistadores: tende a oprimir todas as culturas precedentes.

Vale para o Islã, vale também para o fundamentalismo evangélico.

PAPO COM ZÉ TRAJANO

NOCAUTE: ESTALEIRO DE CINGAPURA DIZ QUE SUBORNOU PETROBRÁS NO GOVERNO FHC

Em acordo de leniência firmado com três países, o estaleiro de Cingapura Keppel Fels revelou ter pago propina para ganhar um contrato durante o governo de Fernando Henrique Cardoso para a construção da plataforma P-48 para a Petrobras.

O suborno seria de US$ 300 mil dólares, o equivalente a R$ 994 mil, pago em 2001 e 2002, segundo reportagem da Folha de S.Paulo. A informação está em documentos do Departamento de Justiça dos EUA.

 

Keppel Fels foi um dos maiores fornecedores da Petrobras, com contratos no valor de R$ 25 bilhões. É um dos maiores conglomerados do mundo na produção de petróleo.

Acordo de leniência é como um acordo de delação feito por empresas. O Keppel fez esse tipo de acordo com Brasil, Estados Unidos e Cingapura e pagou uma multa de R$ 1,4 bilhão. O Brasil ficou com R$ 692,4 milhões.

 

BLOG DO GAROTINHO: VOCÊS VÃO CONHECER O PGP (PADRÃO GLOBO DE PROPINA)

Do Blog do Garotinho
 
 
Não quero me antecipar aos fatos, mas os acontecimentos dos próximos dias mostrarão que eu tenho razão no que venho afirmando sobre a eleição de 2016 em Campos, e a formação de uma aliança política, midiática e jurídica para influenciar aquele resultado eleitoral. Aguardemos os próximos capítulos. Como sempre a verdade prevalecerá. Muitas máscaras cairão e, apesar de ter sofrido durante o ano que está terminando muitas covardias e perseguições, vão ver no final muita gente repetir um velho bordão: “Garotinho tinha razão”. 
 
Mas o assunto que quero tratar hoje retomando a vida de jornalista é sobre o que passarei a chamar a partir de agora de PGP (Padrão Globo de Propina). 
 
Conforme vocês sabem, numa dessa covardias contra mim foram ilegalmente sequestrados oito pen drives, cujo registro da ocorrência foi feito na Delegacia da Polícia Federal de Campos, como comunicado ao Ministério Público Federal na cidade. Embora até hoje eles não tenham aparecido, consegui recuperar parte do conteúdo deles. 
 
Em um dos pen drives está o depoimento de J. Hawilla, que gerou o FIFA Gate, que já levou para a cadeia o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, e promete levar outros dirigentes da entidade que comanda o futebol brasileiro e de outras federações, confederações e da própria FIFA. 
 
Como essa é uma longa história faremos diariamente postagens revelando não só o conteúdo da delação de J. Hawilla, mas também de outros dirigentes que já estão indiciados e/ou presos nos Estados Unidos. 
 
Capítulo 1: O desespero da família Marinho 
 
Para situar o leitor sobre quem é J. Hawilla e suas ligações com o grupo Globo, e a importância do esquema mundial envolvendo eventos esportivos é importante saber que em 2003, o empresário fundou a TV Tem, uma cadeia de emissoras de televisão, afiliadas da Rede Globo no interior de São Paulo. Cobre 318 municípios, alcançando em termos de público 49% do interior paulista. J. Hawilla também, em 2009, junto com a família Marinho, comprou o jornal Diário de S. Paulo. O empresário também tem uma produtora chamada TV 7, que produz os programas Auto Esporte, Pequenas Empresas e Grandes Negócios, entre outros, todos exibidos pela Globo. Mas o grande negócio da vida de J. Hawilla é a Traffic Entertinements e Marketing. Foi através dessa empresa que ele se tornou a ponte de propina paga pelo Grupo Globo aos dirigentes da FIFA, da CBF, da CONCACAF (América Central) e outras entidades do futebol mundial. Sua ligação com a Globo é tão grande que a TV Tem de São José do Rio Preto, sua cidade natal, tem como sócio Paulo Daudt Marinho, filho de João Roberto Marinho, um dos três filhos que herdaram o império de Roberto Marinho. O próprio João Roberto é sócio de dois filhos de J. Hawilla, Stefano e Renata, na TV Tem de Sorocaba. 
 
Os crimes cometidos por J. Hawilla nos Estados Unidos são: extorsão, lavagem de dinheiro, conspiração por fraude eletrônica e obstrução à Justiça. A Promotoria de Justiça o acusa de ter intermediado subornos. Ele admitiu os crimes e para não ir para a cadeia delatou quem recebia propinas, e pagou meio bilhão de reais de multa aos Estados Unidos. 
 
O tiro de morte na Globo será dado por Ricardo Teixeira. Por enquanto seu nome está na lista de investigados do Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Quando ele for indiciado a situação se complicará de maneira definitiva para as Organizações Globo. 
 
J. Hawilla contou que seu primeiro esquema foi feito há 26 anos. O então presidente da Confederação Sul-Americana de Futebol, o paraguaio Nicolas León, lhe pediu propina para assinar um contrato de direitos comerciais da Copa América. J. Hawilla pagou. Depois desse contrato, incluindo as edições da Copa América de 93, 95 e 97, Hawilla disse aos investigadores americanos que a propina virou o próprio negócio da Traffic. Disse ainda que o ex-presidente da Associação de Futebol da Argentina, Júlio Grondona recebia propina, assim como Ricardo Teixeira. 
 
Vamos reproduzir uma pequeno trecho do interrogatório onde o promotor Samuel Nitze lhe faz as perguntas: 
 
Nitze: Você concordou em fazer pagamentos de propina para Ricardo Teixeira? 
 
Hawilla: Sim. 
 
Nitze: E como você fez para o dinheiro chegar até ele? 
 
Hawilla: Foi uma combinação que foi feita para que a seleção brasileira jogasse com seus principais jogadores, a mesma combinação que foi feita com Júlio Grondona. 
 
Nitze: Quero saber qual o mecanismo que o senhor usou para transferir dinheiro para Ricardo Teixeira. 
 
Hawilla: Fazia pagamentos para doleiros. Comecei com um, depois vários doleiros. 
 
Nitze: Que quantias o senhor pagou a Ricardo Teixeira em relação à Copa América? 
 
Hawilla: A primeira vez foi US$ 1 milhão, depois US$ 1,2 milhão, a outra foi US$ 1,5 milhão, depois 2, 2 e meio e acho que a última foi US$ 3 milhões. Eu vou entregar toda a documentação da minha empresa. Lá tem tudo detalhado, quanto foi por ano, e quem recebeu. 
 
Em outro momento ele cita o presidente afastado da CBF, Marco Polo Del Nero. Na documentação entregue por J. Hawilla fica difícil da Globo escapar. As iniciais MCP estão sempre à frente dos valores relacionados à propina paga aos dirigentes. A sigla MCP vem a ser Marcelo Campos Pinto, o todo-poderoso homem do esporte da Globo até dezembro do ano passado, quando estourou o FIFA GATE. 
 
O PGP (Padrão Globo de Propina) está todo detalhado em três depoimentos. Além da documentação de J. Hawilla, a testemunha de acusação que virou delator, o argentino Alejandro Burzaco, disse que a TV Globo pagou US$ 15 milhões a Júlio Grondona, já para adquirir os direitos de transmissão das Copas de 2026 e 2030. Burzaco colocou a Globo ao lado da mexicana Televisa, que pagou a mesma quantia. 
 
O caso é tão escabroso, que a americana Fox e argentina Full Play e a Media Pro, da Espanha, já querem reconhecer o pagamento de propina para fechar um acordo e evitar a prisão de seus dirigentes. A empresa de Burzaco, que de testemunha de acusação virou réu, a TORNEOS Y COMPETENCIAS fechou um acordo de colaboração com os promotores do caso. Ele está em prisão domiciliar em Nova Iorque há dois anos, e fez um acordo de leniência com a Justiça dos Estados Unidos comprometendo-se a pagar US$ 112 milhões de multa. 
 
Ainda nos depoimentos, tanto Burzaco como J. Hawilla afirmam que Marcelo Campos Pinto (Globo) encontrou-se com Del Nero e Marin, quando acertaram com a benção do ex-diretor da Globo US$ 2 milhões de propina para serem divididos entre Ricardo Teixeira, Marin e Del Nero. 
 
Por hoje é só um aperitivo, mas se os advogados que estão orientando a família Marinho tiverem juízo é melhor reconhecer o pagamento de propina, como já fizeram outros grupos de comunicação, do que ficar com essa conversa fiada no Jornal Nacional, dizendo que investigações internas nunca detectaram nenhuma irregularidade, nenhum pagamento de propina, e que a Globo não concorda com pagamento de propina. 
 
Ela não concorda com o pagamento dos outros, os dela a gente continua contando amanhã. 

DOLEIRO SILENCIOU À RECEITA CONTRATO COM A MULHER DE MORO. POR JOAQUIM DE CARVALHO

 
Por Joaquim de Carvalho
 
Do DCM
 

Escritório de doleiro alegou sigilo profissional para negar à Receita informações de contrato com mulher de Moro

Esta reportagem foi financiada através de um crowdfunding do DCM sobre as origens da Lava Jato

Depois que a coluna Radar, da Veja, informou que o Ministério Público omitiu da investigação da Lava Jato documentos que mostravam a relação profissional de Rosângela Moro com o escritório de advocacia de Rodrigo Tacla Durán, começam a surgir outros dados que dão clareza a fatos que são suspeitos.

No mínimo, reforçam os argumentos de que Sergio Moro não tem isenção para conduzir os processos da Lava Jato.

​O escritório de Tacla Durán foi investigado pela unidade da Receita Federal em São José do Rio Preto, em procedimento de fiscalização conduzido pelos auditores Rogério César Ferreira e Paulo Cesar Martinasso.

No âmbito de suas atribuições, a Receita Federal investiga sonegação de tributos, mas esta pode ser apenas uma consequência da lavagem de dinheiro, que é o que efetivamente o escritório de Tacla Durán fazia.

Na relação que acompanha o ofício assinado por Flávia Tacla Durán, irmã de Rodrigo, aparece o nome de Rosângela, de Carlos Zucolotto Júnior e do escritório de Zucolotto. Também aparece o advogado Leonardo Guilherme dos Santos Lima, que tem o mesmo sobrenome do procurador da república Carlos Fernando dos Santos Lima.

Flávia não informa detalhes sobre o trabalho realizado pelos advogados para os quais fez pagamentos. Para justificar o não atendimento dessa exigência da Receita, ela apresenta o resultado de uma consulta que fez ao presidente da OAB de São Paulo, Marcos da Costa.

“Conforme verificado na apresentação das presentes informações e documentos requisitados, o presente escritório de advocacia encontra-se devidamente inscrito em seu órgão de regulamentação profissional, sob número 13.242 e, portanto, submetido ao Regime do Estatuto da Advocacia (Lei número 8.906/94), razão pela qual, nos termos do instruído pela Ordem dos Advogados do Brasil, através do referido despacho proferido em 27/07/2015, do presidente da OAB – seccional de São Paulo, Dr. Marcos da Costa, ora acostado em sua íntegra, nos abstemos de apresentar o conteúdo completo dos trabalhos que pressupõe sigilo profissional”, escreve Flávia Tacla Durán.

 

O submundo que une Tacla Durán a advogados próximos de Sergio Moro começou a ser revelado pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, com a informação de que o advogado Rodrigo Tacla Durán, começou a escrever um livro em que pretende contar que o amigo de Moro, o advogado Carlos Zucolotto Júnior, lhe tentou vender facilidades na Lava Jato. Para trocar a prisão em regime fechado por prisão domiciliar, com tornozeleira, teria que fazer pagamentos por fora.

Agora, com o furo de Maurício Lima, do Radar, o cerco ficou mais próximo — a própria esposa do juiz aparece na relação do escritório que apareceu na Lava Jato como operadora de caixa 2 e lavagem de dinheiro para empreiteiras, entre as quais a Odebrecht. Em 2016, Moro determinou a prisão de Tacla Durán, quando este estava na Espanha, mas não conseguiu trazê-lo para o Brasil, pois a Espanha negou a extradição.

Rodrigo Durán é colaborador da justiça nos Estados Unidos e também na Espanha. Em entrevista ao jornal El País, Durán diz que a Odebrecht, uma das empresas para as quais fazia lavagem de dinheiro, pagou em propina pelo menos quatro vezes mais do que revelou no acordo de delação premiada homologado no Brasil.

Sergio Moro assinou dois mandados de prisão preventiva contra Durán, atendendo a pedido do Ministério Público Federal, que o acusava de celebrar contratos de fachada com empreiteiras para gerar caixa 2. O procurador da república Júlio Motta Noronha, que deu entrevista para falar da 36a. Operação de Lava Jato, em que as prisões de Durán foram decretadas, explicou assim a razão do pedido:

“Rodrigo Tacla Duran foi responsável por lavar dezenas de milhões de reais por meio de empresas controladas por ele, como a Econocell do Brasil, TWC Participações e Tacla Duran Sociedade de Advogados. Diversos envolvidos na Operação Lava Jato se valeram das empresas de Duran para gerar dinheiro e realizar o pagamento de propinas”, afirmou o procurador da República Julio Motta Noronha, da força-tarefa da Lava Jato.

Um gigante desses na lavagem de dinheiro (na prática, doleiro) teria que tipo de relação profissional com Rosângela Moro e também com Carlos Zucolotto Júnior? A respeito deste, logo que se revelou o que agora ganha dimensão de escândalo de grandes proporções, Moro veio a público para tentar minimizar os efeitos da informação de venda de facilidades na Lava Jato.

Diante da impossibilidade de negar o relacionamento entre o amigo e o réu, Moro disse:

“A partir das perguntas efetuadas, o sr. Carlos Zucolotto, consultado, informou que foi contratado para extração de cópias de processo de execução fiscal por pessoa talvez ligada a Rodrigo Tacla Duran em razão do sobrenome (Flávia Tacla Duran) e por valores módicos”, diz Moro.

Quem acredita que Zucolotto foi contratado para ir ao fórum e fazer xerox de processo acredita em tudo. O mesmo raciocínio vale para Rosângela.

Será que a esposa do juiz apareceu na relação de pagamentos de um escritório que faz lavagem de dinheiro para fazer serviços que, a rigor, poderiam ser feitos por um estagiário?

Se o que se pretende é passar o Brasil a limpo, chegou a hora de investigar fatos que comprometem Sergio Moro.

2018: BARRAR MUDANÇAS NA LEGISLAÇÃO DA PREVIDÊNCIA SERÁ A GRANDE BATALHA DO POVO

Ativistas apontam os ataques à previdência como ponto central dos retrocessos que devem ser pautados no ano que vem

Juliana Gonçalves

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

Ouça a matéria:

A percepção do movimento popular é que haverá uma grande guerra em torno da reforma da previdência que transmita pela PEC 287/16  - Créditos:  Alexandre Maretti
A percepção do movimento popular é que haverá uma grande guerra em torno da reforma da previdência que transmita pela PEC 287/16  / Alexandre Maretti

A tentativa de mudanças na legislação que rege a Previdência Social será o foco da disputa política em 2018, se configurando como ponto central da possível perda de mais direitos dos trabalhadores.

É o que aponta João Paulo, da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). “O governo golpista tem três grandes frentes de ação que ele deve intensificar: é o tema das vendas dos artigos públicos do estado, ou seja, o processo de privatizações. Segundo, a retirada de direitos, em especial o tema da reforma da previdência, que será o ponto central. E, por último, o ajuste das contas públicas que é basicamente o corte dos serviços públicos que deve ampliar para as áreas de saúde e educação, já que as demais áreas já foram afetadas”, disse.

A redução da maioridade penal, a restrição ao aborto e o sucateamento de serviços de amparo à violência doméstica e sexual, bem como o porte de armas e a demarcação de terras indígenas e quilombolas são outros temas que vão ser pautas no Congresso Nacional.

Luciana Araújo, jornalista e militante da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo (MMN-SP), afirma que esse quadro é principalmente perverso para mulheres. “Se para nós, mulheres negras já é difícil conseguir a aposentadoria nas regras atuais, levando em conta que somos a maioria nos empregos precários, sem carteira, no trabalho domésticos. Então a regra que impõe 40 anos de contribuição será impossível para qualquer uma de nós atingir o direito à aposentadoria”, pontua.

Além disso, Araújo destaca os retrocessos eminentes com relação a pauta das mulheres com o presente sucateamento dos serviços de atendimento em situação de violência e a questão do aborto.

As privatizações também serão tema de destaque para o ano de 2018. Sonia Mara Maranho, da direção nacional do Movimento de Atingidos por Barragens (MAB), alerta para projetos que têm como resultado o fim da soberania nacional. “Se você não tem soberania tudo é privatizado e terceirizado, tudo é tirado dos trabalhadores”, disse.

Outro ponto citado pelos entrevistados foi a aprovação do Estatuto de Controle de Armas de Fogo (Lei 3722/12) em substituição ao Estatuto do Desarmamento. A proposta deve ser votada no início do ano.

Também pronta para ser pautada no Plenário a qualquer momento está a PEC 215, que pretende transferir para o Congresso a demarcação de terras tradicionais indígenas e quilombolas. Apenas a bancada ruralista já propôs 25 Projetos de Lei que ameaçam as demarcação de terras.

Edição: Simone Freire


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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