Arquivo para 17 de janeiro de 2018

DAMOUS: MORO ENFIM CONFESSA QUE NÃO É DA SUA COMPETÊNCIA JULGAR LULA. E, AGORA, DESEMBARGADORES?

Por Wadih Damous*, especial para o Viomundo

“Este juízo jamais afirmou, na sentença ou em lugar algum, que os valores obtidos pela construtora OAS nos contratos com a Petrobras foram utilizados para pagamento de vantagem indevida para o ex-presidente Lula.”

A resposta do juiz Moro ao embargo de declaração apresentando pelos advogados de Lula só corrobora a tese que defendemos desde quando o Ministério Público apresentou sua denúncia inconsistente e de nítido viés político : o juiz de piso Moro, da Justiça Federal de Curitiba, não é o juiz natural do processo.

Os embargos de declaração são protocolados para que o magistrado esclareça eventuais casos de omissão, obscuridade ou dúvida na sentença

Aliás, o entendimento sobre a exigência do respeito ao princípio do juiz natural na persecução penal não é prerrogativa de juristas e profissionais tarimbados nas lides do direito. De tão básica e elementar a questão é de amplo domínio dos estudantes de direito.

Até mesmo o senso comum tem clareza de que os processos devem correr nas varas localizadas nas cidades nas quais eventualmente tenham sido praticados os delitos.

A resposta ao embargo joga por terra a alegação da República de Curitiba segundo a qual o processo é de sua competência em razão de seu vínculo com a Petrobras.

A incompetência de Moro para julgar um processo relacionado a um triplex que se localiza na cidade de Guarujá, no estado de São Paulo, deve ser inclusive a base da sustentação oral da defesa do ex-presidente, no julgamento marcado para o dia 24, no TRF-4, em Porto Alegre.

A equipe do doutor Cristiano Zanin, advogado de Lula, também já enviou ao relator do processo no tribunal, Gebran Neto, um documento que fornece mais uma prova contundente da inocência de Lula. Com data de 5 de dezembro de 2017, trata-se do termo da penhora do malfadado triplex.

De acordo com a sentença da juíza Luciana Oliveira, da Justiça Federal do DF, o imóvel deixa de pertencer à OAS e passa ser de propriedade da empresa Macife, credora da falida OAS.

Então, seja pela falta de competência de Moro para julgar o processo ou por mais essa prova cabal de que o triplex jamais foi de Lula, se o TRF-4 quiser trilhar o caminho do restabelecimento do estado de direito só lhes resta a opção de absolver o ex-presidente e, para além disso, anular a sentença de Moro que o condenou a 9 anos e seis meses de prisão.

Até aqui, porém, os sinais emitidos pelo tribunal levantam a suspeita de que o julgamento será um jogo de cartas marcadas para selar a condenação do ex-presidente.

Afora a conhecida proximidade pessoal dos desembargadores com Moro, o comentário do presidente do TRF-4, Thompson Flores, elogiando a sentença de Moro, mesmo sem tê-la lido; o agendamento do julgamento em tempo recorde; além da absurda nota do TRF-4 garantindo que Lula não será preso, insinuando um juízo antecipado, apontam nessa direção.

Sem falar na ação deliberada de Thompson Flores visando tumultuar o julgamento e justificar a repressão contra os manifestantes que ocuparão Porto Alegre.

Sim, porque ao peregrinar pelos gabinetes de autoridades para expressar sua “preocupação” com a segurança dos desembargadores, o presidente do TRF-4, irresponsavelmente, acabou jogando gasolina na fogueira, quando deveria contribuir para distensionar o ambiente.

O fato é que os desembargadores se encontram sob forte pressão da mídia monopolista, liderada pela mafiosa Rede Globo, para que confirmem a sentença de 1ª instância e alijem Lula, o candidato favorito do povo brasileiro, das eleições.

Resta saber se eles honrarão a responsabilidade republicana de suas togas ou aceitarão ser meros instrumentos dos interesses mais rasteiros da elite do país e protagonistas da desmoralização completa do poder Judiciário.

*Wadih Damous – deputado federal e ex-presidente da OAB-RJ

TRABALHADORES DO CAMPO ADEREM ÀS MOBILIZAÇÕES EM DEFESA DE LULA

JULGAMENTO
Via Campesina começa trabalho de base e abre diálogo com a população de Porto Alegre sobre o julgamento do ex-presidente no dia 24. Contag decide que vai participar dos atos em todo o país
por Redação RBA.
 
VIA CAMPESINA

Jovens falam com a população sobre a importância de participar das mobilizações em defesa da democracia

São Paulo – A organização internacional Via Campesina mobilizou 60 jovens para um trabalho de formação política e social voltado à população de Porto Alegre, onde será realizado no dia 24 o julgamento em segunda instância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O trabalho de base envolve visitas aos moradores, intervenções teatrais e entrega de panfletos e jornais sobre a conjuntura política do país.

Os jovens vão dialogar com as pessoas sobre a importância delas participarem das mobilizações em defesa da democracia na próxima semana na capital gaúcha. A iniciativa contempla os bairros Centro, Humaitá, Cruzeiro e Lomba do Pinheiro. O trabalho seguirá até o julgamento de Lula no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

Ontem (16) foi realizada no Largo Jornalista Glênio Peres, no centro de Porto Alegre, a distribuição de uma edição especial do jornal Brasil de Fato, além de terem sido feitas intervenções teatrais para provocar reflexões sobre o julgamento de Lula. A “Calculadora do Retrocesso” levou as pessoas a pensar sobre quantos anos as reformas do governo Temer (MDB) atrasam o país. Já a peça “Madame Sabe-Tudo” fez adivinhações sobre os porto-alegrenses, caso Lula fosse condenado. Além disto, palhaços trocavam abraços com quem tinha o compromisso de defender a democracia, enquanto o “Caça-Palavra” entregava um pirulito para quem montasse a frase que convidava a população a participar das atividades do dia 24.

A maioria dos jovens que participa das atividades é oriunda de municípios do interior e da região metropolitana de Porto Alegre. Todos são ligados ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Movimento das Trabalhadoras e dos Trabalhadores por Direitos (MTD) e Levante Popular da Juventude.

Contag

Ontem, em reunião, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) definiu que vai participar das mobilizações do campo progressista nos próximos dias. A entidade vai marcar presença no Comitê Popular Nacional em Defesa de Lula e nos diversos atos que estão sendo organizados pelo país, bem como acompanhar o julgamento do dia 24 diretamente de Porto Alegre.

“Precisamos entender que Lula foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) como proprietário ‘de fato’ de um imóvel oriundo de dinheiro de propina de contratos da Petrobras com a empresa OAS”, afirma a Contag em nota. “A decisão dos embargos reconheceu inexistirem provas de propina OAS/Petrobras destinada a Lula e, mesmo assim, o juiz de 1º grau condenou o ex-presidente com base em uma delação premiada, contra a própria denúncia do MPF e contra a prova dos autos, afirmando que Lula é proprietário de um imóvel que está registrado em nome da OAS e que está hipotecado a um grande banco como garantia de empréstimos da própria OAS”, diz ainda.

“Mesmo diante desse cenário, de forma inédita, o recurso da defesa avançou para julgamento rapidamente (cinco meses após a sentença), com claro objetivo político de acelerar a tramitação do processo para retirar Lula da disputa eleitoral de 2018 e interferir nas eleições. O próprio juiz revisor do recurso – desembargador Leandro Paulsen – concluiu seu voto em apenas seis dias, após “analisar” mais de 250 mil páginas que integram os autos, o que é humanamente impossível dentro desse prazo. Isso só demonstra que o seu voto já estava pronto, e que já estava com a sua decisão formada”, afirma o documento.

“Nesse cenário, precisamos nos mobilizar contra esse julgamento de exceção, caracterizado como um verdadeiro ataque à democracia e que fere o direito de todo cidadão e cidadã ao justo e isento processo judicial, ao direito de defesa e ao juízo natural, isento e imparcial”, diz a Contag. “Portanto, o julgamento do Lula é uma continuidade do golpe, com claro ataque à democracia, iniciado com o impeachment da presidenta Dilma, com a criminalização dos movimentos sociais e com os desmontes comandados por este governo ilegítimo”, conclui.

registrado em:         

PAPO COM ZÉ TRAJANO

PAULO MOREIRA LEITE: TRF-4 VAI FINGIR QUE AINDA TEM PROVAS PARA CONDENAR LULA?

Quando faltam poucos dias para o TRF-4 iniciar o julgamento, num ambiente de suspense e apreensão no Brasil e também fora do país, a descoberta constitui um “fato superveniente”, uma revelação, na linguagem jurídica, que modifica os dados do julgamento e, em situações normais, levaria a extinção da pena de 9 anos e meio de prisão.

No Brasil onde vigora a justiça de exceção, a pergunta é saber qual o impacto que a penhora terá sobre a decisão de três desembargadores de Porto Alegre. O imóvel não só permanece em nome da OAS, conforme todos os registros disponíveis desde o início das obras no edifício Solaris, no Guarujá, como está sendo transferido a um novo proprietário, para que seja vendido.

A decisão da juíza Luciana de Oliveira, da Vara de Execuções e Títulos do Distrito Federal, coloca a discussão sobre a sentença contra Lula em novo patamar. Até agora, era até possível debater se a Justiça estava respeitando (ou não) um princípio básico do Estado Democrático de Direito — aquele que diz “em dúvida, pró réu”. A novidade agora é mais sólida.

A partir de um documento que a própria Justiça reconhece como verdadeiro, cuja autenticidade o TRF-4 não pode sequer colocar em dúvida, pois isso está fora de suas atribuições, ficou difícil questionar a própria inocência de Lula. A partir de uma reconstrução dos principais fatos e provas do caso, esta se torna a única conclusão coerente num processo carregado de pistas falsas e indícios frágeis, que nunca apontaram para conclusões “acima de qualquer dúvida razoável”.

Desde que o Ministério Público de São Paulo deu inicio a investigações sobre o edifício Solaris, no Guarujá, em 2010, quando a Lava Jato sequer chegara aos jornais, foi fácil apontar tropeços e irregularidades típicos de uma apuração na qual o viés político está acima das provas e dos fatos. Em fevereiro de 2016, até o método de escolha do promotor que assumiu as primeiras investigações foi condenado pelo Conselho Nacional do Ministério Público. Órgão criado para apurar irregularidades cometidas pelo Ministério Público, o CNMP reconheceu que não se respeitou um princípio elementar de uma investigação — a escolha de um procurador natural, por sorteio, sem vínculo com as partes envolvidas.

O relator Valter Shuenquener lembrou um fato óbvio — o direito de todo cidadão ser investigado por um procurador escolhido segundo critérios abstratos e “não casuisticamente.” Já era um indício claro de que se andava por um caminho torto — desde o início. No entanto, num comportamento que se repetiria em outros momentos de um caso que com tamanha envergadura o CNMP repetiu um comportamento conhecido: apontou o dedo para a ferida, deixou claro que sabia quem estava errado, mas não foi às últimas consequências para garantir o certo. Mesmo reconhecendo a perseguição a Lula, decidiu que o princípio do “não casuísmo” só deveria valer para casos novos. A mensagem foi dada — e seguida da mesma forma na etapa seguinte.

A primeira instância da Justiça paulista inocentou todos os envolvidos na acusação. Só um caso ficou de fora: justamente a denúncia que envolvia o apartamento que o procurador nomeado sem respeito a critérios “não-casuísticos” atribuiu a Lula não foi arquivada. Depois de absolver todos os outros acusados, a juíza Maria Priscilla Veiga Oliveira, da 4a. Vara do Fórum Criminal da Barra Funda, remeteu o caso do 16-4 para a palavra final de Sérgio Moro. Foi assim que Lula acabou condenado a 9 anos e meio, após anos de investigação, num momento em que o cronômetro político adquiria importância política óbvia. Até uma criança abaixo da idade de votar já havia percebido que seria preciso encontrar uma condenação capaz de fazer efeitos na campanha presidencial de 2018, certo?

Mesmo assim, no meio do caminho, em julho do ano passado — seis meses antes da sentença da juíza Luciana de Oliveira — já apareceu um fato novo, que questionava a tese de que Lula seria o proprietário do imóvel. Após uma busca incessante em cartórios, a defesa de Lula divulgou a descoberta de um contrato de cessão de “direitos creditórios” pelo qual o apartamento 16-4 fora repassado, pela OAS, para a Caixa Econômica, como parte de uma operação tradicional do mercado para financiar investimentos imobiliários. O documento deixava claro não apenas que a OAS permanecia proprietária do imóvel, mas que a venda só poderia ser feita após pagamento devido a Caixa, sem que nenhum centavo fosse devido a Lula. A defesa incluiu os documentos em suas “Alegações Finais,” mas os argumentos não foram considerados.

Nestes dias de janeiro de 2018, que antecedem a decisão do TRF-4, a pergunta é saber o que irá acontecer com os direitos de Lula, agora que está claro que ele está sendo acusado daquilo que se pode chamar de “crime sem cadáver”. Os sinais de que o Tribunal está decidido a respaldar a condenação de Sérgio Moro se multiplicam desde o início. O presidente Thompson Flores chegou a definir a sentença como “impecável,” fazendo uma comparação com a condenação da União pela morte sob tortura de Vladimir Herzog, sugestão repudiada com veemência pelos herdeiros do jornalista.

O TRF-4 irá se reunir num momento em que o apoio a condenação diminui dentro do país. Também se transformou num escândalo internacional e começa a ser questionada com vigor em outras áreas do conhecimento, inclusive filosofia. No livro “Falácias de Moro — Análise Lógica Sentença Condenatória de Luiz Inácio Lula da Silva”, que está sendo lançado estes dias,  o professor Euclides Mance, da Universidade Federal do Paraná, sustenta que a condenação de Lula se apoia numa sentença construída a partir de uma retórica enganosa, na qual pretende ter demonstrado teses que os fatos apontados não permitem. Para o professor, Moro condenou Lula a partir de sofismas, técnica de manipulação do pensamento conhecida desde a Grécia antiga, usada para iludir os ingênuos e desprevenidos. Com 276 páginas, a obra está longe de ser uma iniciativa isolada, mas conta com apoio direto de 20 especialistas em lógica que atuam nas principais universidades do país e divulgaram um manifesto em apoio “Às falácias de Moro”.

Logo nas páginas iniciais, o professor esclarece a categoria de pensamento em que enquadra a sentença pela qual Moro condenou Lula. Lembra que a falácia é um recurso que “leva a tomar o falso por verdadeiro” e, “quando realizada de forma proposital, visando confundir o interlocutor, chama-se sofisma”.

Este é o debate colocado pela descoberta de que o 16-4 foi penhorado pela Justiça para beneficiar um credor da OAS, criando um fato novo e definitivo sobre o caso. Em 24 de janeiro, será mais difícil ainda acreditar nos sofismas de Sérgio Moro sobre Lula. Este é o ponto no julgamento.

BRASIL 247: TRIBUNAL DIVULGA PROVA QUE INOCENTA LULA

Trata-se do termo de penhora do “triplex do Guarujá”; com data de 5 de dezembro de 2017

Por Brasil 247

Acaba de ser publicado o documento que prova, de forma cabal, a inocência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Trata-se do termo de penhora do famoso “triplex do Guarujá”; com data de 5 de dezembro de 2017.

De acordo com a decisão da juíza Luciana Oliveira, o imóvel, que nunca foi de Lula e pertencia à OAS, passa a ser agora da empresa Macife, credora da empreiteira que faliu em razão da Lava Jato.

Em Curitiba, o juiz Sergio Moro condenou Lula, o maior líder político da história do Brasil, a nove anos e meio de prisão alegando que ele foi beneficiado por reformas em um imóvel que não lhe pertence.

Agora, três desembargadores gaúchos – João Pedro Gebran, Victor Laus e Leandro Paulsen – estão sendo pressionados pela Globo, peça central no golpe de 2016, a confirmar a sentença, mesmo diante de um documento que prova a inocência de Lula.

Ontem, no entanto, a defesa de Lula apresentou petição a Gebran para que ele se manifeste sobre a penhora do imóvel que motivou a condenação ilegal de Lula.

Confira, abaixo, um trecho da reportagem do site Quidnovi, sobre o documento que prova a inocência de Lula:

O site quidnovi.com.br trouxe com exclusividade a decisão da juíza da 2ª Vara de Execução e Títulos no Distrito Federal, Luciana Torres de Oliveira, que chancela como proprietária do polemico tríplex, a empreiteira OAS EMPREENDIMENTOS.

A decisão da juíza contradiz frontalmente a força tarefa da operação Lava Jato. O nó da forca que apertava o pescoço do ex-presidente Lula no julgamento do dia 24 de janeiro pode afrouxar e livrá-lo do cadafalso.

Quem também publicou documentos foi Marcelo Auler, sem seu blog:

A confirmação, no próximo dia 24, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) da sentença que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tal como é esperada, criará um fato inusitado e sui generis.

O réu se verá condenado pelo crime de ter se deixado corromper por um triplex do edifício Salinas, no Condomínio Solaris, no Guarujá, que nunca lhe pertenceu, do qual jamais usufruiu e que poderá ir a leilão para ressarcimento de uma empresa da qual ele jamais deve ter ouvido falar. Como explicar tal condenação?

 Foto: Reprodução

MULHER DELIRA E CHAMA LULA DE LADRÃO, O ATOR OSMAR PRADO PEDIU A PROVA, E, COMO TODOS DELIRANTES, ELA NÃO RESPONDEU

‘SENTENÇA NÃO SE BASEIA NA REALIDADE.’ CONFIRA ENTREVISTA DE ADVOGADOS DE LULA

AS PROVAS

Recentemente, uma decisão do próprio TRF4 reconheceu que proprietário é aquele que consta do cartório de registro de imóvel. Portanto a sentença (de Moro) é contraditória, diz advogado
por Redação RBA.
 
                                                                              TVT

tvt

Advogados reiteram provas documentais de propriedade da OAS

São Paulo –  “Uma determinação de penhora sobre esse bem por uma dívida da OAS é mais uma prova de que esse apartamento não é do presidente Lula. Essa hipótese será levada também ao julgamento de Porto Alegre”, diz o advogado Cristiano Zanin, da equipe de defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em entrevista ao Seu Jornal, da TVT, os advogados reiteram que ao longo do processo em torno do caso do tríplex do Guarujá, sempre comprovaram que o ex-presidente nunca teve a propriedade do apartamento, muito menos a posse.

“É importante lembrar ainda que esse apartamento foi dado em hipoteca, em 2009, como garantia de uma operação financeira (da OAS), e paralelamente à questão da hipoteca, também foi cedido. A Caixa Econômica Federal adiantou o valor do imóvel, e Lula jamais poderia possuir o imóvel senão através da compra, com depósito em dinheiro na conta da Caixa”, diz a advogada Valeska Martins.

“Quem for ao cartório para verificar o nome do proprietário vai deparar com o nome da OAS”, acrescenta Cristiano. “Então, essa sentença condenatória (a nove anos e meio de prisão na primeira instância, pelo juiz Sérgio Moro) não se baseia na realidade, naquilo que consta do processo. Porque o que está no processo comprova a inocência do ex-presidente.”

Leia também

Assista à entrevista

 registrado em:       

POR QUE A CONDENAÇÃO DE LULA TEM QUE SER ANULADA?

ANÁLISE

Sérgio Moro condenou Lula sem provas, contra a lei e contra os fatos; e, por isso, a sentença tem de ser anulada

Ricardo Amaral

São Paulo

Lula será julgado pela 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região - Créditos: Divulgação TRF4
Lula será julgado pela 8.ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região / Divulgação TRF4

Você deve ter visto na Rede Globo que Lula foi condenado em primeira instância no caso do tríplex do Guarujá, com base em “provas testemunhais, documentais e periciais”. Isso é mentira. O juiz Sérgio Moro condenou Lula sem nenhuma prova. Na verdade, a defesa provou que Lula é inocente das acusações. Mas isso foi censurado na Globo.

Como a sentença é injusta e fora da lei, a defesa de Lula apresentou um recurso ao Tribunal Regional Federal da Quarta Região (TRF-4), que é superior a Sérgio Moro, para anular a decisão do juiz de Curitiba (PR). Este recurso será julgado no dia 24 de janeiro por três desembargadores, na sede deste órgão, em Porto Alegre (RS).

A Globo, o governo golpista de Michel Temer e os inimigos do povo brasileiro querem que Lula seja condenado outra vez, para que ele não possa participar das eleições presidenciais deste ano. Por isso, o processo contra Lula está sendo feito num tempo recorde, passando na frente de ações muito mais antigas.

Primeira instância

A sentença de Sérgio Moro ignora os depoimentos de 73 testemunhas de defesa e de acusação que inocentaram Lula e só leva em conta a palavra de dois réus que já estavam condenados e mudaram seus depoimentos originais. Por terem falado contra Lula, esses dois réus foram premiados por Moro com redução de penas.

Não existem documentos nem provas periciais contra Lula. Na verdade, foi a defesa de Lula que pediu provas periciais sobre documentos sem assinatura e sobre a contabilidade do Grupo OAS, para demonstrar que não houve repasse de recursos para o ex-presidente. Mas Sérgio Moro proibiu a realização das perícias.

Moro também impediu que a defesa de Lula tivesse acesso a peças importantes do processo, grampeou os telefones do escritório dos advogados do petista e distorceu fatos e depoimentos. Além disso, divulgou – contra a lei – conversas telefônicas de Lula, dona Marisa Letícia e seus filhos; divulgou até telefonema com a presidenta Dilma Rousseff. Comportou-se sempre como acusador, e não como juiz.

Na ânsia de condenar Lula de qualquer jeito, Moro abandonou até mesmo as teses dos procuradores – que não podiam ser provadas – e o criminalizou por conta própria, com base em suas convicções. Isso contraria todas as leis e códigos de processo do Brasil e de todos os países civilizados.

Defesa

Quando a defesa de Lula questionou as contradições da sentença, pela primeira vez, Moro simplesmente respondeu que não era preciso provar que Lula era o proprietário do tríplex nem que a construção e reforma do imóvel tenham sido feitas com recursos desviados da Petrobras. Ou seja, admitiu que Lula foi condenado num processo em que não existe crime.

A sentença de Moro foi criticada em artigos e livros pelos mais importantes advogados e juristas do Brasil e de outros países. O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, afirma que, diante dos fatos e das ilegalidades cometidas em Curitiba, só existe uma decisão possível no TRF-4: anular o processo e reconhecer a inocência de Lula.

Edição: Vivian Fernandes


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

esquizofia.wordpress.com

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

_________________________________

BLOG PÚBLICO

Propaganda Gratuita

Você que quer comprar entre outros produtos terçado, prego, enxada, faca, sandália, correia, pé de cabra ou bola de caititu vá na CASA UYRAPURU, onde os preços são um chuchu. Rua Barão de São Domingos, nº30, Centro, Tel 3658-6169

Pão Quente e Outras Guloseimas no caminho do Tancredo.
PANIFICADORA SERPAN (Rua José Romão, 139 - Tancredo Neves - Fone: 92-8159-5830)

Fique Frio! Sabor e Refrescância!
DEGUST GULA (Avenida Bispo Pedro Massa, Cidade Nova, núcleo 5, na Rua ao lado do DB CIdade Nova.Todos os dias).

O Almoço em Família.
BAR DA NAZA OU CASA DA VAL (Comendador Clementino, próximo à Japurá, de Segunda a Sábado).

Num Passo de Mágica: transforme seu sapato velho em um lindo sapato novo!
SAPATEIRO CÂNDIDO (Calçada da Comendador Clementino, próximo ao Grupo Escolar Ribeiro da Cunha).

A Confluência das Torcidas!
CHURRASQUINHO DO LUÍS TUCUNARÉ (Japurá, entre a Silva Ramos e a Comendador Clementino).

Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
BARRACA DO LEGUELÉ (na Feira móvel da Prefeitura)

Preocupado com o desempenho, a memória e a inteligência? Tu és? Toma o guaraná que não é lenda. O natural de Maués!
LIGA PRA MADALENA!!! (0 XX 92 3542-1482)

Decepcionado com seus desenganos? Ponha fé nos seus planos! Fale com:
PAI GEOVANO DE OXAGUIÃ (Rua Belforroxo, S/N - Jorge Teixeira IV) (3682-5727 / 9154-5877).

Quem tem fé naõ é um qualquer! Consultas::
PAI JOEL DE OGUM (9155-3632 ou paijoeldeogum@yahoo.com.br).

Belém tá no teu plano? Então liga pro Germano!
GERMANO MAGHELA - TAXISTA - ÁGUIA RADIOTAXI - (91-8151-1464 ou 0800 280 1999).

E você que gostaria de divulgar aqui seu evento, comércio, terreiro, time de futebol, procurar namorado(a), receita de comida, telefone de contato, animal encontrado, convites diversos, marocagens, contacte: afinsophiaitin@yahoo.com.br

Outras Comunalidades

   

Categorias

Arquivos

Blog Stats

  • 4.245.482 hits

Páginas

Arquivos