Arquivo para 20 de fevereiro de 2018

DEFESA DE LULA APRESENTA RECURSO NO TRF-4

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva realizou na data de hoje (20/02) o protocolo eletrônico de recurso denominado “embargos de declaração” contra o acórdão que foi proferido pela 8ª. Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª. Região (TRF4) no julgamento da Apelação Criminal nº 5046512-94.2016.4.04.7000.
 
O recurso demonstra que o acórdão contém 38 omissões em relação a elementos que constam no processo e que foram tratados pela defesa no momento da apresentação da Apelação Criminal. Também demonstra  16 contradições com os seus próprios termos, além de 5 obscuridades, ou seja, aspectos da decisão que revelam dificuldade de compreensão.
 
A defesa pede que a correção dessas omissões, contradições e obscuridades altere o resultado do recurso de apelação julgado em 24/01 (“efeitos infringentes”), com o reconhecimento da nulidade de todo o processo ou a absolvição de Lula.
 
Caberá à 8ª. Turma do TRF4 julgar os embargos de declaração, em data a ser definida.

Confira a íntegra do recurso:

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PDF icon embargos_de_declaracao_na_apelacao.pdf 1.52 MB

INTERVENÇÃO NO RIO DE JANEIRO VAI TERMINAR EM TRAGÉDIA, DIZ PEDRO SERRANO

GOVERNO TEMER

Para jurista, com mandados coletivos de busca e apreensão, cria-se “uma realidade, uma fraude” que faz lembrar a Idade Média. “É o regime jurídico da guerra externa trazida para o ambiente interno”

por Eduardo Maretti, da RBA.
 
FERNANDO FRAZÃO/AGÊNCIA BRASIL
Rio de Janeiro

“É uma medida de exceção que tira o direito das pessoas, e as pessoas viram números”, diz Pedro Serrano

São Paulo – “Estão trazendo o caos para o Estado brasileiro de forma irresponsável. Não tem jeito dessa farsa não terminar em tragédia. E nem de perto vai resolver o problema da segurança pública.” A opinião é de Pedro Serrano, jurista e professor de Direito Constitucional na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), sobre os mandados de busca e apreensão coletivos anunciados pelo governo Temer após a decretação de intervenção no Rio de Janeiro.

Para Serrano, como instrumento jurídico, o mandado coletivo é restritivo e absolutamente inconstitucional. “Não existe mandado de busca e apreensão coletivo no nosso sistema. Precisa haver individualização da conduta e da pessoa. Está-se criando uma realidade, uma fraude. Isso é Idade Média. É absolutamente contrário à Constituição Federal, aos direitos humanos. É uma medida de exceção que tira o direito das pessoas, e as pessoas viram números.”

Conforme vem defendendo nos últimos 10 anos, Serrano menciona a tendência de os Estados adotarem medidas de exceção suspensivas de direitos com fins políticos de combate ao inimigo. “É o regime jurídico da guerra externa trazida para o ambiente interno, pelo qual trata uma parte da população não como cidadãos, mas como inimigos. A figura do inimigo deixa de ser o comunista da década de 60 e passa a ser o bandido identificado com a pobreza”, explica. “Esses territórios ocupados pela pobreza passam a ser ocupados por forças militares, normalmente a PM, e agora passam a ser ocupados pelo Exército, numa intensificação da guerra.”

A advogada-geral da União, Grace Mendonça, disse ontem ao jornal O Globo que o instrumento é “controverso”, mas que, se preciso, irá defendê-lo no Supremo Tribunal Federal. O professor da PUC-SP acredita ser imprevisível a decisão que o STF vai adotar se a discussão dos mandados de busca e apreensão coletivos forem julgados pela Corte.

“A ideia da dúvida na interpretação da Constituição em casos claros como esse é um falseamento da realidade, porque não há dúvida de que isso é inconstitucional”, diz Serrano, sobre a declaração da advogada-geral da União. “Temos tido um poder desconstituinte: a título de interpretar a Constituição, estão acabando com ela. Estamos vendo decisões judiciais frontalmente contrárias à Constituição Federal a título de interpretá-la. Isso tem causado absoluta  ausência de segurança jurídica, acabado com a democracia e esvaziado os direitos.”

Com o objetivo de amenizar as críticas, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Torquato Jardim, disse que os mandados nas ações terão nomes e endereços dos alvos, em respeito à Constituição. Porém, acrescentou, esses mandados deverão conter vários nomes e endereços.

Antes, o ministro havia admitido em entrevista ao Correio Brasiliense hoje (20) que “não há guerra que não seja letal” e que o inimigo não é claramente identificável em situações como a do Rio.

Além de ferir garantias individuais e princípios básicos de direitos humanos, a medida do governo Temer viola, entre outros dispositivos legais, o artigo 243 do Código do Processo Penal, que prevê: “O mandado de busca deverá indicar, o mais precisamente possível, a casa em que será realizada a diligência e o nome do respectivo proprietário ou morador”.

Em nota divulgada ontem (19), O Conselho Nacional de Direitos Humanos afirma que a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro é uma “licença para matar”.

“O Decreto de 16 de fevereiro de 2018, do presidente Michel Temer, associado à Lei n° 13.481/2017, configuram (…) um regime de exceção em tempos de paz, concedendo uma espécie de ‘licença para matar’ aos militares e legitimando uma ‘ideologia de guerra’ como justificativa para eventuais mortes de civis”, diz o texto.

Também em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) avalia que a adoção de mandados de busca e apreensão coletivos fere “garantia  individual de inviolabilidade do lar e intimidade – colocando sob ameaça ainda maior os direitos da parcela mais desassistida da população.” A OAB promete ir à Justiça contra a medida.

Dois governadores

Para Serrano, há outras inconstitucionalidades visíveis na situação. Ele destaca que, na prática, o Rio de Janeiro tem hoje dois governadores.

“Isso não existe no nosso sistema constitucional. Só uma pessoa pode governar: ou o governador ou, no caso de uma medida como essa, o interventor que ocupa o lugar do governador. Como ele vai exercer uma função subordinada ao governador se não deve obediência a ele? E não é só inconstitucional, é caótico em termos de estrutura de Estado. A título de estabelecer a ordem, estão estabelecendo o caos.”

registrado em:         

PAPO COM ZÉ TRAJANO

MARCELO AULER/ “GATINHO ANGORÁ”: INTERVENÇÃO NO QUE DESTRUIU

Marcelo Auler

Precisa desenhar? (Fotos reproduções da intenet)

Já não resta mais dúvida a ninguém. A intervenção federal foi Rio foi feita sem planejamento, como bem definiu Ricardo Kotscho no seu Balaio do Kotscho na segunda-feira (19/02): “nas coxas”.

Isso fica patente diante De fatos simples, rituais que deveriam ter sido respeitados, mas acabaram atropelados. Por exemplo, a consulta oficial ao Conselho da República e ao Conselho de Defesa Nacional. Meras formalidades? Mas estão previstas na Constituição Federal, cujo respeito foi jurado pelos que assaltaram o poder em 2016.

Mais ainda. Kotscho, na sua postagem – Foi do “Gatinho Angorá” a ideia de botar fogo no circo para Temer levar vantagem? -, supõe que a intervenção foi obra e graça do “Gato Angorá”. Um apelido com o qual Brizola batizou Moreira Franco. Dinheiro para lá, dinheiro para cá, no entanto, na contabilidade das propinas da Odebrecht acabou merecendo um diminutivo, sabe-se lá por que.

Talvez Moreira não fosse capaz de, sozinho, idealizar esta intervenção. Enxergue-se sim uma digital mais comprometedora, a do general Sérgio Westphalen Etchegoyen, ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), tal e qual sustenta Luis Nassif em – Xadrez de Sérgio Etchgoyen, o comandante de fato do governo Temer. Nunca é demais lembrar a extirpe dos Etchegoyen e os laços que as gerações anteriores da família sempre tiveram com o autoritarismo, ditaduras e torturas. Estão aí os exemplos do pai e do tio do atual ministro – Léo (o pai) e Cyro – que o relatório da Comissão Nacional da Verdade (CNV) perpetuou na História do Brasil..

Raul Jungmann, com interesses eleitorais, e Sérgio Etchegoyen, cujo DNA familiar está ligado a golpes militares e autoritarismo, segundo relatório da Comissão da Verdade. (Foto reprodução da NBR)

É plausível ainda, como disse Arnaldo César, aqui no Blog – E, se os traficantes matarem um militar? – não se desprezar a participação de outros dois golpistas – Raul Jungmann e Eliseu Padilha – os quais, ao lado de Moreira Franco, assessoram Temer. Estão juntos desde o golpe que derrubou a presidente legitimamente eleita, Dilma Rousseff, sem nenhum crime devidamente confirmado.

Atual ministro da Defesa, Jungmann, pernambucano, tem consciência de que poderá lhe faltar apoio dos eleitores na terra em que cresceu. Por isso, já demonstrou interesses em mudar sua residência eleitoral e se candidatar ao governo do Estado entre os fluminenses. Algo parecido – embora mais ambicioso – com o que fez Roberto Freire, presidente do PPS, sigla onde Jungmann se esconde atualmente.

Freire, também um pernambucano, depois de sofrer desgaste onde nasceu, pegou um Ita no Nordeste e foi reiniciar a vida política em São Paulo. Forma encontrada para se manter na vida política como deputado federal. Jungmann sonha com a faixa de governador do Rio.

Há ainda Eliseu Padilha que, como o Gato Angorá, tem interesse em tentar perpetuar Temer no poder. Visa(m) manter(em) o direito a Foro Especial e adiar(em) um acerto de contas com o Judiciário por possíveis crimes que a Procuradoria Geral da República o(s) apontou como responsável(eis). Sem falar das benesses dos seus cargos.

Mas, entre todos, Moreira merece destaque especial. Não apenas pelo papel que exerce hoje. Afinal, como narrou Paulo Henrique Amorim no seu Conversa Afiada – Temer joga Previdênssia na latrina -, o Gatinho Angorá seria também o responsável pela censura imposta à Paraíso do Tuiuti no desfile das campeãs.

Mas, ao jogar a favor da intervenção com interesses que devem ir além do desvio das atenções para a acachapante derrota que esperava Michel Temer na tão propalada reforma da previdência, Moreira Franco parece esquecer que suas digitais estão marcadíssimas neste quadro de penúria que os fluminenses suportam. Desde 1985.

Moreira Franco, o “Gato Angorá”, que Brizola cunhou . Foto montagem extraída do site “alertatotal.net”

Naquele ano, ao vencer as eleições estaduais no bojo da popularidade de Tancredo Neves, derrotando Darcy Ribeiro, do PDT, na sucessão de Leonel Brizola, ele desprezou, por idiossincrasias políticas, o único projeto que poderia evitar o crescimento da criminalidade no Estado do Rio: a escola em tempo integral.

Deveria ser encarado como um Projeto de Estado, mas por ele foi visto como coisa menor.

Não se fale nem dos Cieps em si, cujos prédios sabia que inquestionavelmente, caso construísse novos, remeteriam ao eleitor a lembrança do ex-governador pedetista. Em consequência, até obras iniciadas foram irresponsavelmente abandonadas. Ficaram ao relento por anos, em clara demonstração de malversação do dinheiro público.

Mesmo sem os prédios, porém, seria possível, como defende a maioria dos educadores engajados na preocupação do preparo de crianças e jovens das camadas populares, manter o projeto da escola em tempo integral. Era uma possível solução para retirá-los da atração pelo tráfico/criminalidade que, àquela altura, se iniciava. A única concretamente desenhada.

Moreira, porém, preferiu ir na contramão do que os educadores pregaram. Sem nada apresentar para substituir o projeto. Crianças e adolescentes ficaram ao Deus dará. Hoje, muitos deles, podem estar empunhando armas, caso não tenham sucumbido ao longo do tempo e das trocas de tiros com quadrilhas rivais ou forças policiais.

Mais ainda. Moreira, que quando jovem chegou a militar na esquerda, através da Ação Popular (AP), no seu início da carreira política, jogava de acordo com seus interesses, pouco respeitando qualquer viés ideológico. Andou abraçando legendas partidárias que lhe oferecessem oportunidade de chegar ao poder. Basta notar que ele sempre, ao longo dos últimos quase 50 anos, sempre esteve se beneficiando do poder. Independentemente de quem nele estivesse.

Moreira Franco, no início da carreira política, seguiu os passos do antigo sogro, o cacique fluminense Ernani do Amaral Peixoto, genro de Getúlio Vargas. Foto: reprodução do CPDOC/FGV

Permanece, é verdade, no PMDB, mas no passado mudou de legenda conforme a conveniência. Ainda estudante, foi dirigente da Ação Popular (AP), organização de esquerda surgida a partir da Juventude Universitária Católica (JUC).

Como tal, ingressou no partido de oposição à época, o MDB, que depois virou PMDB e, mais recentemente, voltou a ser batizado pela velha sigla.

Mas, a prova de que não era uma opção ideológica surgiu em 1979 quando,  acompanhando seu então sogro, o almirante Ernani do Amaral Peixoto, genro de Getúlio Vargas, senhor dos votos no ex-Estado do Rio, fugiu para o PDS (1979), partido que surgiu da Arena, a agremiação que sustentou a ditadura militar que ele, como estudante, teoricamente combatera.

Foi por esta legenda que perdeu o governo do Estado do Rio, em 1982, na primeira eleição direta pós-golpe de 1964,  para Leonel Brizola. Uma eleição que ficou marcada por uma tentativa de golpe, na contabilidade dos votos, que ainda não era eletrônicos. Foi o chamado Escândalo do Proconsult, denunciado pela Rádio Jornal do Brasil. Por detrás de “falsos” resultados que visavam barrar a chegada de Brizola ao Palácio Guanabara, estavam, como não poderia deixar de ser, as Organizações Globo.

Em, 1985, quando o governo militar que o seu PDS apoiava começou a agonizar, tratou de mudar de lado. Foi quando, aproveitando-se da popularidade de Tancredo Neves, retornou ao PMDB. O então governador mineiro fez um jogo duplo. Mesmo subindo nos palanques da famosa Campanha das Diretas Já (1984), articulava nos bastidores do poder sua candidatura indireta, via Colégio Eleitoral.

Foi, como dissemos, no bojo da popularidade de Tancredo e do PMDB chefiado por Ulisses Guimarães, que Moreira Franco, retornando à legenda, se elegeu governador do Rio. Ao assumir, por conta das por “idiossincrasias políticas” jogou no lixo o programa da escola em tempo integral.

Moreira Franco blindado (charge Saci – Tribuna da Internet)

Logo, não devemos perder de vista que o articulador/defensor da intervenção militar oportunista de agora, tem muita responsabilidade no estado em que o Rio de Janeiro chegou.

Uma responsabilidade que cresceu na medida em que por todo este período ele sempre teve voz no partido, até por sua constante aproximação dos governos, inclusive os do PT.

No de Lula, em 2006, conquistou uma vice-presidência da Caixa Econômica Federal. Deixou o cargo para trabalhar na campanha de Dilma e Temer. Depois, ganhou a cadeira de ministro chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos, no governo de Dilma Rousseff (2008).

Em todo este período deu sustentação ao PMDB do Rio de janeiro, convivendo perfeitamente bem – e se beneficiando dessa convivência – com a dita quadrilha comandada por Jorge Picciani, Sérgio Cabral e Eduardo Cunha. No mínimo pecou pela conivência do silêncio – já que se imagina que não desconhecia o que faziam – diante dos desmandos e roubalheiras que os três hoje são acusados. Foi ao lado deles que manteve-se na política do Estado do Rio.

Também foi com eles, aliás, que armou o golpe para destituir Dilma Rousseff. Ou seja, ao lado de Temer e Padilha, contou com o apoio da trinca dos hoje presidiários, na armação do golpe que atropelou a Constituição e a vontade dos 54 milhões de eleitores.

Assim, conquistou cadeira cativa no Palácio do Planalto onde recebeu o status de ministro para ter direito ao foro especial e livrar-se das investigações que a Justiça Federal pretende lhe envolver. Agora, ajudou a armar a intervenção.

Não é apenas uma intervenção para diluir o vexame da derrota do governo golpista na tão propalada reformada da previdência. Ela tem, por mais louco que possa parecer, o objetivo de tentar perpetuar os golpistas no poder e, com isso, estender o foro privilegiado com os quais se brindaram. Tudo, reprise-se, com a conivência silenciosa dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

SPARTAKUS/ INTERVENÇÃO DO RIO: COMO SOBREVIVER A UMA ABORDAGEM INDEVIDA

AO VIVO: PARTIDOS DE ESQUERDA LANÇAM MANIFESTO PARA A CONSTRUÇÃO DE UMA AGENDA COMUM CONTRA O RETROCESSO POLÍTICO E ECONÔMICO QUE VIVE O PAÍS

A ASSOCIAÇÃO JUÍZES PELA DEMOCRACIA PUBLICA NOTA DE REPÚDIO AO DECRETO DE INTERVENÇÃO FEDERAL-MILITAR NO RIO DE JANEIRO

Da AJD

A Associação Juízes para a Democracia, entidade não governamental e sem fins corporativos, que tem dentre suas finalidades o respeito absoluto e incondicional aos princípios do Estado Democrático de Direito, vem repudiar a decretação da intervenção federal no Estado do Rio de Janeiro.

1. A chancela do Decreto nº 9.288/2018, na sexta-feira da semana do Carnaval, inaugura mais um episódio da ruptura democrática parlamentar iniciada em 2016.

Pelo referido decreto presidencial, um general do Exército brasileiro passará a comandar “paralelamente” o governo do Estado do Rio de Janeiro na área da “segurança pública”.

2. Trata-se da primeira medida dessa natureza decretada na história republicana após o fim da recente ditadura militar e sob a égide da Constituição de 1988, que neste ano completa seus brevíssimos 30 anos.

3. O decreto encontra-se eivado de inconstitucionalidades e não apenas pelo desatendimento da prévia oitiva do Conselho da República e do Conselho de Defesa Nacional, conforme determinam os artigos 90 e 91 da Constituição Cidadã.

4. A intervenção não se fundamenta nas hipóteses previstas no artigo 34 da Constituição da República, pois dentre as condições autorizativas de intervenção federal não consta a expressão “segurança pública”, de imprecisão conceitual e de inspiração autoritária.

5. O mencionado Decreto nº. 9.288/2018 nem sequer faz referência ao dispositivo constitucional; apenas ao capítulo e título no qual se inserem os incisos nos quais deveria fundamentar a intervenção. A justificativa, que não se confunde com fundamentação, faz rasa referência ao “grave comprometimento da ordem pública”, dizendo que “se limita à área de segurança pública” com o objetivo de “pôr termo a grave comprometimento da ordem pública no Estado do Rio de Janeiro”.

6. Na verdade, tenta-se por exercício retórico burlar a Constituição ao se empregar o termo “segurança pública” no sentido do termo constitucional “ordem pública”, quando inexistente qualquer conflagração generalizada que justifique tal medida.

7. A natureza militar da intervenção, mal disfarçada no parágrafo único do art. 2º do decreto, além de inconstitucional, remete aos piores períodos da História brasileira, afrontado a democracia e o Estado de Direito.

8. A intervenção ora decretada, tenha o real motivo que tiver, é uma medida autoritária, de ruptura definitiva com o cambaleante Estado Democrático de Direito e semelhante recurso longe de resolver os problemas da “segurança pública”, pois jamais enfrentadas as causas estruturais da crise, somente servirá para massacrar as populações da periferia equivocadamente reconhecidas pela classe média e pela mídia local como o “inimigo”.

9. Caso se continue a atacar as consequências e ignorar as causas da violência social, apenas se consagrará a irracionalidade da “ação pela ação”, com o emprego de recursos antidemocráticos por um governo de legitimidade discutível.

10. Assim, a AJD pugna pela imediata suspensão do Decreto inconstitucional, pela sua rejeição pelo Congresso Nacional, bem como que os membros do Poder Judiciário realizem uma profunda reflexão neste momento em que, mais uma vez, o sistema de justiça não está vigilante quanto ao respeito ao Estado Democrático de Direito, como tantas vezes aconteceu em diversos períodos da história da República Federativa do Brasil.

PORTAL FORUM – DILMA: “O REGIME FECHA SUAS GARRAS CONTRA OS MAIS VULNERÁVEIS”

Dilma: “É uma nova violência contra o quadro institucional e que aponta mais um passo no aprofundamento do Estado de Exceção no Brasil” – Foto: Roberto Stuckert Filho/Fotos Públicas

A ex-presidenta Dilma Rousseff divulgou uma nota em sua página no Facebook, para demonstrar sua indignação em relação à intervenção militar no Rio de Janeiro, imposta pelo governo de Michel Temer. “A iniciativa do governo golpista de promover mandados coletivos de busca, apreensão e captura é uma das mais graves violações aos direitos civis que o Brasil enfrenta desde o fim da ditadura”, afirmou.

Acompanhe a íntegra da nota da ex-presidenta Dilma Rousseff:

Ainda sobre a intervenção no Rio

Sobre as novas medidas anunciadas sobre a intervenção federal no Ri

1 – A iniciativa do governo golpista de promover mandados coletivos de busca, apreensão e captura é uma das mais graves violações aos direitos civis que o Brasil enfrenta desde o fim da ditadura.

2 – É uma nova violência contra o quadro institucional e que aponta mais um passo no aprofundamento do Estado de Exceção no Brasil.

3 – O regime está fechando suas garras contra os brasileiros mais vulneráveis e que mais precisam de Justiça.

Dilma Rousseff

TRABALHADORES COMEMORAM SUSPENSÃO DE REFORMA, MAS VÃO CONTINUAR MOBILIZADOS

DIA DE PROTESTOS

Contra a reforma da Previdência, centrais sindicais e movimentos sociais reuniram cerca de 20 mil pessoas na Avenida Paulista, em São Paulo
por Rodrigo Gomes, da RBA.
 
ROBERTO PARIZOTTI/CUT
ato contra a reforma da prev19fev18-3.jpg

Trabalhadores reunidos na Av. Paulista na tarde desta segunda-feira: mobilização contra manobras de Temer

São Paulo – Finalizando o dia nacional de mobilização contra a “reforma” da Previdência, cerca de 20 mil pessoas protestaram na Avenida Paulista, em São Paulo, no fim da tarde desta segunda-feira (19). Se por um lado os trabalhadores comemoraram a retirada de pauta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, por outro garantiram que não vão vacilar e seguirão mobilizados. “Continuaremos em estado de greve, alertas e pressionando os deputados. Derrotamos a Globo, o presidente (Michel) Temer, o Moro e os bancos e isso é graças aos trabalhadores”, afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas.

Para o sindicalista, Temer tentou uma cortina de fumaça ao decretar intervenção federal no Rio de Janeiro. “Foi mais uma manobra do golpista. Nós somos contra a intervenção, até porque não é função do Exército cuidar da segurança pública. Tem de ficar atento, porque pode estender isso para outros estados com o objetivo de fortalecer o golpe”, afirmou.

                                                               ROBERTO PARIZOTTI/CUTato contra a reforma da prev19fev18-1.jpg
Vagner Freitas: ‘Nós somos contra a intervenção, até porque não é função do Exército cuidar da segurança pública’

Hoje, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), declarou que não vai haver votação de qualquer PEC durante a vigência do decreto de intervenção federal. E garantiu que não vai haver suspensão temporária. Com a decisão de Oliveira, 190 PECs deixam de tramitar, entre as quais a do fim do foro privilegiado. A decisão vale até 31 de dezembro, mesma data do decreto de intervenção. Se o decreto for revogado, as PECs podem voltar a tramitar. 

Para a presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Marianna Dias, a intervenção é uma chantagem do governo Temer para usar como moeda de troca pela aprovação da reforma da Previdência. “Uma chantagem feita com a vida é o sangue do povo pobre das favelas cariocas”, afirmou. 

Ela ressaltou que, com a efetivação da retirada de pauta da reforma, a pauta principal dos estudantes seria a garantia de eleições democráticas.”Não está dado que vão ocorrer eleições livres para o povo escolher o próximo presidente. É preciso lutar para garantir isso. O povo sabe o que está acontecendo, usou do carnaval para se manifestar e isso preocupou os golpistas”, completou.

O coordenador nacional da Frente Brasil Popular Raimundo Bonfim foi a liderança que demonstrou maior desconfiança da decisão de Temer. “Isso pode ser mais uma jogada do governo golpista. Precisamos manter a mobilização e ficar muito atentos. Os maiores interessados na reforma são os grupos de previdência privada e os bancos”, afirmou.

Para a coordenadora estadual do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Natália Szermeta, o governo Temer está de costas para a população. “Tudo que este governo faz é contra o povo pobre e trabalhador. O que o Rio de Janeiro precisa é de pagamento do salário dos servidores em dia, intervenção social. Não vamos aceitar que a juventude do Rio pague com a vida”, afirmou.

registrado em:          


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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