Arquivo para 23 de fevereiro de 2018

VIOMUNDO: AÇÕES CONTRA PAULO PRETO EM SP DETALHAM OS ESQUEMAS QUE ELE MONTOU, SEM SER INCOMODADO PELA LAVA JATO

Não ponho a mão no fogo nem pelos meus filhos. Aloysio Nunes Ferreira, hoje chanceler, sobre seu amigo Paulo Preto, no Roda Viva

Da Redação

O Palácio dos Bandeirantes está nervoso. É que Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, chegou à Desenvolvimento Rodoviário S/A, a Dersa, pelas mãos de Geraldo Alckmin, em 2005, às vésperas do tucano se tornar candidato ao Palácio do Planalto.

Alckmin disputou as eleições presidenciais contra Lula, em 2006. Não se sabe, ainda, se Paulo Preto atuou fora de sua esfera para ajudar nas finanças da campanha.

Paulo Preto assumiu inicialmente a diretoria de Relações Institucionais. Em 2006, já com José Serra no governo, passou à diretoria de Engenharia, que tocou as obras que serviram de vitrine para o tucano na campanha de 2010: ampliação da marginal do Tietê, do complexo viário Jacu Pêssego (zona Leste da capital) e a construção do eixo Sul do Rodoanel.

As duas primeiras obras tinham grande importância eleitoral, por serem utilizadas por milhões de motoristas de São Paulo. A construção do Rodoanel apareceu em vídeos da campanha eleitoral de Serra para “provar” a capacidade administrativa do tucano.

Mas, as denúncias apresentadas pelo MPE de São Paulo (ver íntegra abaixo) sugerem que Paulo Preto montou esquemas para desviar dinheiro utilizando familiares e amigos nas três obras.

As denúncias, no entanto, cobrem apenas a atuação local de Paulo Preto, já que eventuais desvios que impliquem em remessas de dinheiro para fora do Brasil — R$ 113 milhões dele foram localizados na Suiça — caem na esfera federal.

O avanço de apurações em São Paulo, dizem fontes ligadas ao MP, pode ficar condicionado a interferência política.

Paulo Preto serviu como assessor especial da Presidência no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, levado ao cargo pelo hoje chanceler Aloysio Nunes Ferreira, aliado próximo de Serra.

Aloysio foi chefe da Casa Civil no governo Serra. Em 2007, recebeu um empréstimo de 300 mil reais da filha de Paulo Preto para comprar um apartamento, que diz ter pago, mas sem juros.

Uma das filhas de Paulo Preto é a advogada Priscila Arana de Souza Zahan. Ela trabalhou como advogada em um escritório que representava empreiteiras contratadas em obras que o pai tocava enquanto diretor da Dersa, segundo denúncia da bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo.

Tatiana Arana Souza Cremonini, outra filha de Paulo Preto, foi contratada como assistente técnica de gabinete de Serra. O decreto foi assinado em 29 de janeiro de 2007. Com salário de R$ 4.595, mais com gratificações, a jornalista atuava no cerimonial.

Ela já havia trabalhado anteriormente em um cargo de confiança da SPTuris, quando Serra foi prefeito de São Paulo.

Tatiana é casada com Fernando Cremonini, que foi sócio da mãe de Paulo Preto, Maria Orminda Vieira de Souza, na empresa Peso Positivo, que foi subcontratada pelo consórcio Andrade Gutierrez-Galvão na construção do lote um do Rodoanel Sul.

Tatiana responde com o pai a uma ação pública do MPE, segundo a qual ela contribuiu para a criação de cadastros fictícios de moradores no Programa de Compensação Social e Reassentamento Involuntário da Dersa.

A fraude permitiria a pessoas não afetadas pelas obras receber indenização como se fossem.

Darci Hermenegilda dos Santos, que prestou serviços domésticos na casa de Tatiana, recebeu uma casa de ‘indenização’, apesar de não morar na região das obras.

O Rodoanel foi a grande obra dos tucanos em São Paulo. Mário Covas lançou o edital prevendo que custaria menos R$ 10 bilhões (valores atualizados). Quando o trecho Norte acabar, terá custado mais de R$ 25 bilhões.

As empreiteiras “racharam” a obra entre si e contribuiram enormemente para os caixas de campanha dos tucanos, paulistas.

Só a Odebrecht diz que deu mais de R$ 50 milhões a José Serra.

Quando dirigia o setor de Engenharia da Dersa, Paulo Preto era responsável pelas medições, ou seja, pela constatação de que as obras estavam sendo feitas de acordo com o planejado, o que garantia novos desembolsos de dinheiro público.

No ano passado, a Justiça determinou a destruição das provas da Operação Castelo de Areia, deflagrada em 2009.

Ela focou na contabilidade paralela da empreiteira Camargo Corrêa, apreendida pela Polícia Federal.

Foi a primeira vez que o nome de Paulo Preto apareceu numa investigação.

Numa das anotações, abaixo do “acordado com Paulo Souza”, há a menção a quatro pagamentos de R$ 416 mil, a partir de 20.12.2007, referentes à obra do Rodoanel.

Noutra, há referência a um pagamento de R$ 120 mil referentes à décima sétima medição da obra do Rodoanel, em dezembro de 2008.

Há também menção a um convênio entre a Prefeitura Municipal de São Paulo e a Dersa para a construção de um túnel na avenida Roberto Marinho (que, aliás, nunca saiu), com dois pagamentos de R$ 600 e R$ 650 mil em fevereiro e março de 2009.

Não se sabe se os pagamentos, que somam cerca de R$ 2,6 milhões, foram de fato feitos. Mas é possível extrair das provas a dimensão das propinas que a Camargo Corrêa anotava em sua contabilidade paralela.

Numa planilha, sem data, os pagamentos atribuídos ao PSDB somam mais de R$ 13 milhões.

Alckmin teria recebido a maior parte, mais de R$ 5 milhões. São mencionados ao lado dele um certo Ademar, a CCR — empresa que tem concessões para cobrar pedágio em rodovias de São Paulo –, o diretório do PSDB no Pará, “Textil”, a CESP e Mauro Arce, que foi secretário de Energia de Mário Covas, de Transporte de Serra, presidente da Sabesp, diretor e presidente da CESP.

Serra, segundo a planilha, teria recebido mais de R$ 4 milhões. O nome dele aparece ao lado do publicitário Luiz Fernando Furquim já falecido, homem de confiança do tucano; de Rodoanel, Textil, Montoro, “jantar”, e transferências ao PPS e a Afif e Aldo — que podem ser Guilherme Afif Domingos e Aldo Rebelo.

Os nomes de Garibaldi Alves Filho, Cássio Cunha Lima, Yeda Crucius e Aécio Neves também aparecem na planilha.

Tudo indica que as doações se referem ao período que precedeu as eleições de 2010, quando todos foram candidatos.

Pelo levantamento da Castelo de Areia, a empreiteira contribuiu com dezenas de candidatos de praticamente todos os partidos no poder, em troca de obras municipais, estaduais e federais.

Apesar deste conjunto de informações ser pública e demonstrar a importância de Paulo Preto no ninho tucano, ele não

sofreu condução coercitiva e permanece livre, leve e solto.

 

Denúncia contra Paulo Preto de Luiz Carlos Azenha

PAPO COM ZÉ TRAJANO

MANIFESTO AOS MILITANTES E ELEITORES NO CAMPO DA ESQUERDA E A QUEM POSA INTERESSAE

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Existe uma militância que se originou do PT e que reconhece em Lula não só o operário inspirador e mentor da criação do Partido dos Trabalhadores, mas também como o homem que acumulou em sua trajetória experiência com conhecimento profundo sobre os problemas, as alegrias, as faltas e as riquezas do Brasil, visão de um Brasil inserido no contexto geopolítico com a importância e respeito que merece e conquista ao ser decentemente governado, despertando com isso a confiança de milhões de brasileiros, milhões de eleitores, petistas ou não, que hoje abraçam a causa de Lula candidato à presidência. As pesquisas confirmam Lula como a maior liderança para aglutinar a esquerda verdadeiramente progressista e, mais que isso, eleitores de quais lados sejam, o que deverá construir a possibilidade de levar mais uma vez ao Governo Federal o ex- presidente Luís Inácio Lula da Silva.

Lula também agrega o reconhecimento e votos de centro e de direita.

São esses milhões de brasileiros, que saíram do anonimato através das pesquisas de intenção de votos para as eleições 2018 para presidente, que queremos representar, bem como a nós, por meio deste manifesto como militantes da candidatura Lula.

O presente manifesto deseja convocar a todos, que por ventura não tenham ainda prestado atenção nas declarações de Ciro Ferreira Gomes, que prestem atenção. O alerta é no sentido de que nos parece ser uma campanha enganadora para aglutinar a esquerda em torno de Ciro Ferreira Gomes, equivocada e desastrada, através de declarações de Ciro.

O político Ciro, que nos primeiros momentos do golpe de 2016 ganhou espaço na mídia por manifestar repúdio ao golpe e aos ataques infundados à então presidenta Dilma, mostra sua capacidade em metamorfosear-se de esquerda progressista. Surpreendeu-nos Ciro ter dito que fica zangado porque “Dilma deixou o país cair na mão dessa gente sem espernear e lutar”. Por onde andou Ciro durante todo o processo enfrentado por Dilma de um falso impeachment? Vergonhosa afirmação. Elogiar Temer, chamar de lutador? Ora, Ciro, “lutar” é uma coisa, lidar com falcatruas comprando com dinheiro público os serviçais, perdoar dívidas bilionárias e milionárias, prejudicar o país para obter apoios poderosos e alcançar objetivos que não são do interesse do país e de seu povo, nunca poderá ser chamando de lutar.

É tudo muito fácil quando se tem a proteção de todo o aparelhamento possível para fazer as falcatruas que se quer. Isso é lutar? É isso que a sociedade espera do presidente da República? Ou espera a integridade de quem confia nas Instituições? Se as Instituições falham, quem errou não foi quem nelas confiou. Ciro não sabe o que é golpe? Ciro diz que não foi golpe. Ele se contradiz de forma espetacular. A presidenta eleita democraticamente muito nos honrou com a forma como enfrentou e defendeu seu governo e como reagiu ao golpe consumado na sua primeira fase. Gostaríamos é de ver Ciro numa situação em que nenhum órgão deste país moveu uma palha contra os absurdos do falso processo de impeachment. Qualquer cidadão entendia o que ocorria e que não havia o que fizessem, a Constituição não seria respeitada. E Dilma Roussef, íntegra e republicana, defendeu-se confiando nas Instituições do seu país.

Mais à frente retornamos nessa questão do golpe e Ciro. Dono de reconhecida eloquência ao falar, dar entrevistas e discursar, Ciro mostra orgulhoso sua formação na Universidade de Harvard. Nada mais estéril, diante de um operário que levou o Brasil à 6ª maior potência mundial e é reconhecido no mundo todo por sua capacidade de governar o Brasil e por seus mais de 40 anos dedicados às causas coletivas que sempre visaram dignidade ao trabalhador e justiça social aos cidadãos das classes menos favorecidas, tornando-se um valoroso cidadão, sindicalista e político brasileiro. Por sorte, hoje o povo sabe distinguir o realizar do discursar. A experiência de Lula como presidente e o reconhecimento nacional e internacional é desnecessário esmiuçar no presente manifesto. Os dois mandatos e sua popularidade registrada até os dias atuais colocam em segundo plano a formação em Harvard desse que nos parece pretender ser, ele sim, o salvador do Brasil.

Para todos os pré-candidatos, queremos dizer que respeitamos o desejo e direito de disputar e eleger-se presidente por anseios políticos de trabalhar e fazer um Brasil melhor, porém, todos podem esperar 4 ou 8 anos para chegar na presidência. Principalmente, os que não querem chegar lá para trabalhar pelo Brasil e pelos brasileiros, que são os desavergonhados exploradores e entreguistas que em troca de engordar contas bancárias no exterior e acumular malas de dinheiro com que andam pelos táxis das cidades ou escondem em apartamentos, até mesmo os que pedem valores vultosos para empresários através de telefonemas, ou os que se servem desses expedientes para pagar mesadas mensais para filhos não próximos do convívio da família, e são os politiqueiros que servem aos grupos poderosos que pretendem explorar a educação, a saúde e a previdência privada, explorar e entregar, a preços muito abaixo do valor, as riquezas naturais do Brasil e quais forem as demais oportunidades que esses poderosos do grande capital tencionam ganhar em cima do esforço e sacrifício do povo brasileiro e da destruição do Estado social e da soberania nacional.

Por isso, financiam os politiqueiros seus representantes e investem impiedosamente sobre a democracia brasileira, criando os mais perversos tempos, como esses anos que vivemos no desânimo que toma conta dos que não têm altos salários garantidos até o fim da vida, mas que são indispensáveis para manter a máquina Brasil em funcionamento mesmo que capengando. Somos nós, a imensa maioria dos brasileiros, assalariados, profissionais liberais, os da economia informal, os pequenos e médios empresários, os invisíveis e os mais que invisíveis. Somos nós que entendemos a farsa do combate contra a corrupção, que através de condução irresponsável, não combateu corrupção alguma e prejudicou assustadoramente empresas grande empregadoras e importante geradoras de Pib. Deve-se combater a corrupção, e não destruir empresas e empregos. Somos nós que vimos um golpe, disfarçado num vergonhoso processo de impeachment, afundar o país no desemprego e assolar a economia e ainda temos que ler e ouvir mentiras da mídia, de pessoas desinformadas que mentem sem sentir vergonha ao citar herança maldita, contrariando absolutamente todos os índices oficiais. Salafrários do Congresso travaram todas as condições da presidenta Dilma governar e resolver os problemas que existiam que eram facilmente solucionáveis, bastando que ao menos metade mais um desse Congresso fosse decente e permitisse ao governo Dilma trabalhar.

E somos nós que acompanhamos a perseguição contra o Partido dos Trabalhadores, suas lideranças mais expressivas e principalmente contra Lula. Desde o Mensalão, quando espantaram e atordoaram a todos com a condenação sem provas, mas porque a literatura jurídica permite, sofremos com os piores desrespeitos e ódio da direita que não sabe fazer oposição, dos antipetistas, e dos opositores que não se importam com o que ou quem destruiriam em nome de chegar ao Governo Federal. Dessa forma, um bem proporcionaram, que foi o PT saber como realmente era o caráter de alguns dos integrantes do partido e que participaram dos governos. Embora tenham alguns dos principais nomes do PT injustiçados perante uma parcela da sociedade e da Justiça, para nós continuam tendo a consideração que merecem.

Assim sendo, consideramos que hoje o Partido dos Trabalhadores e Lula, conscientes e fortalecidos na dura experiência e aprendizado, estão ainda mais aptos para trabalhar muito e melhor, amadurecidos na adversidade e na visão do que muito mais esse país precisa. Lula não pretendia mais ser candidato e já havia feito muito, mas foi despertado pelos irados e tem o pedido não só da militância petista, mas de uma imensa parcela do povo para ser presidente novamente. Ele poderia não aceitar, mas os inimigos tanto fizeram que tornaram uma necessidade, pois destruíram o país de um jeito que só um pacificador como Lula para reunificar, já que ele fala com a mesma linguagem com o povo e com os doutores e grandes empresários e é plenamente capaz de resolver a crise politicamente primeiramente, e então a econômica e demais problemas sob a competência do governo brasileiro. É dessa forma que Lula tem de ser elegível e que outros presidenciáveis disputem. Em sendo Lula o eleito, os demais terão, como eu já dissemos, mais 4 ou 8 anos para irem aprimorando seus discursos e elaborando seus planos de governo para em cada disputa estarem aptos. Ganha o que a maioria escolher.

Ciro disse na Folha: “O Brasil não pode ficar refém da candidatura do Lula”. 
Ora, vejam só! Pelo contrário. É Lula que não pode ser refém dos interesses de poucos. É Lula e os milhões que querem votar nele que não podem ser reféns de ninguém. São absurdos como esse que Ciro propaga, que desencantam pretensões de união da esquerda e assustam pensar na inaceitável possibilidade de Lula não ser candidato e não termos em quem votar. Mesmo levando em consideração que todos nós temos supremo respeito por Manuela D’Ávila do PCdoB e Boulos do PSOL.

Reafirmamos que Lula está na disputa para candidato ao pleito de 2018 tendo lançando nesse dia 21, em Minas Gerais, sua pré-candidatura e esta militância reafirma não só apoio à candidatura de Lula, mas um combate sem trégua a quem se soma à direita repulsiva, para excluir Lula do direito de ser candidato e do direito do povo em votar na liderança de esquerda que reconhece ser o melhor para o Brasil atual. A maioria já elegeu Lula como seu escolhido para ser o próximo presidente do Brasil.

Entendemos que o golpe contra o governo de Dilma Rousseff, que rasgou mais de 54 milhões de votos, foi o ato antidemocrático que afundou as chances de realmente sermos uma democracia, termos tempos de promovermos seu fortalecimento com subsequentes ações seja por meio de eleições realmente democráticas e num Estado de direito, em que os direitos sejam indistintamente garantidos a todos os brasileiros. Mas Dilma e Lula forçadamente simbolizam a ruptura total da democracia brasileira, tendo mais da metade do eleitorado e muitos milhões de não eleitores como figurantes. Dilma por representar a maioria através de um pleito democrático, ter sido impedida de governar, ter sido afastada e ver seu governo sofrer um golpe de Estado. Lula por enfrentar, por mais de três anos seguidos, perseguições midiáticas e jurídicas, ter enfrentado um processo e ter provado a sua inocência, em vez dos acusadores provarem sua culpa. Sequer conseguiram mostrar ao acusado, ao Brasil e ao mundo um crime, quanto mais provas. Mas foi condenado sem crime, e a campanha midiática e jurídica, com o apoio dos partidos que protagonizaram o golpe de 2016, tentam tirar Lula da disputa eleitoral o que significa novamente rasgar milhões de votos, dessa vez já antecipadamente.

Tudo isso patrocinado por empresários poderosos do grande capital nacional e internacional. O julgamento de Lula é uma fraude. Portanto, Lula impedido de disputar a eleição é uma fraude. Isso é muito injusto com o nosso povo e com a nossa nação. Nós não iremos padecer, não iremos nadar e morrer na praia, mas não mesmo! Nós vamos aplicar a lei da sobrevivência. Estamos esperando que a Justiça, nas pessoas dos juízes do STF, do STJ, do TSE, façam agora o seu papel, uma vez que os juízes de Porto Alegre parecem estar alinhados com o golpe que tirou Dilma e quer tirar Lula. É tão descarada a situação, que negaram ouvir uma testemunha que mostrou ter provas sobre ilícitos na Lava Jato em algum momento dessa farsa, lemos a todo momento sobre falsificação de provas. Lemos centenas de juristas denunciando erros e lawfare no processo contra Lula, número muito maior dos que defendem o processo. Não! Não podemos admitir. É melhor morrer, não concordariam todos os que têm brios?

O Brasil vive essa crise política iniciada pelo PSDB, PMDB, DEM e outros partidos. Esses partidos jogaram o país numa crise econômica sem precedentes e a crise política se agrava e o Estado de exceção se instalou. Sem resolver a crise política, a crise econômica não será resolvida. Sem Lula na disputa no pleito de outubro, a crise política jamais terminará. Quem não se sentir contemplado através das urnas não irá legitimar governo algum. Não se trata de Lula, trata-se de milhões de brasileiros. Por isso, Ciro Gomes não precisa mais pedir pra Lula desistir de seus direitos de ser candidato, decidindo assim, pelo direito de milhões que nele querem votar. Aí, Ciro elogia Temer pelas falcatruas que faz, as quais chamou de luta, crítica a imperiosa resistência de Dilma, e ao Lula pede para desistir antes da batalha final ser iniciada? É muito vai e vem para quem gostaria de presidir o país. Sequer pestanejamos em preferir a constante postura de Lula, que desde menino nunca fugiu do enfrentamento, não se acovardou e não se ajoelhou. Ensinou isso para milhões de brasileiros, como para nós, que aprendemos que só é puxadinho de imperialistas e quais poderosos forem e faz parte da república de bananas quem não tem amor próprio e a honradez de um brasileiro consciente.

O candidato Ciro Gomes afirmou, para a colunista da Folha de S. Paulo, que é ofender a inteligência mediana do brasileiro dizer que há uma perseguição da mídia e um golpe. Foi exibido, na noite do dia 21 de fevereiro no Festival de Berlim, o filme “O Processo” sobre o “impeachment” de Dilma. Segundo Filippo Pitanga, o filme foi “ovacionado por todo o crédito final e ainda novamente ovacionado de pé, ao chamarem a cineasta Maria Augusta Ramos à frente para debater. O documentário é uma arma de reconstrução em massa. Considerado uma das edições mais politizadas do festival e a produção brasileira deixou Berlim ‘de joelhos ao Brasil’”. Como queríamos assistir ao documentário com quem diz que não houve golpe e que não há perseguição da mídia. O disparate de afirmar que não foi golpe depois de todas as confissões até de Temer em programa de TV, confissão de empresários e politiqueiros contando sobre quanto pagaram e custou o golpe, ainda há quem afirme que não foi golpe.

Mas pior que isso, candidato que se diz do campo da esquerda, progressista, dizendo que não foi golpe e defendendo a mídia brasileira? É assombroso. Portanto, há algo a ser esclarecido sobre esse candidato que quer até contar com o eleitorado de Lula, apesar de ter feito pouco caso, tanto de Lula, como desse eleitorado. No entanto, há um documento assinado por fundações de esquerda e uma recorrente intenção da Frente Brasil Popular (FBP), a qual respeitamos, e de partidos que se situam no campo da esquerda, entre os quais está o PDT, partido de Ciro, para que se faça uma ampla frente de combate à direita. Contudo, temos claro que se não for defendido o direito de Lula ser candidato, não será defendida a democracia, o pleito não será democrático, nos fazendo crer que tal frente não lutará pelo retorno da democracia e fim do Estado de exceção no Brasil. Nesse caso, como participar de frente para somar com esses integrantes ou partidos políticos? Como apoiá-los?

O cearense Ciro Gomes no seu jeito de ser hostil ao Lula, que sempre o trata com respeito, no nosso entendimento demonstra pouca inteligência ao adotar a tática da direita de atacar Lula, e despreparo para presidir o Brasil. Com esse comportamento, Ciro jamais uniria o país. Para nós, enquanto Ciro não adotar atitudes de respeito ao povo que vê em Lula a maior força de esquerda e do Brasil, e enquanto não respeitar Lula e não defender abertamente o direito de Lula candidatar-se, será visto como braço neoliberal, talvez até infiltrado. Seu comportamento negativo nos faz ficar alertas, pois poderia não proporcionar viabilidade aos direitos das classes menos favorecidas em um eventual governo. Em suas declarações, em um talk show com Mônica Bergamo, mostrou-se muito simpático aos meios de comunicação, criticando até mesmo a necessária regulação da comunicação no Brasil. Ciro citou mídias de outros países como exemplo, inclusive a Inglaterra, mostrando total desconhecimento de que nos países que citou existe a regulação de mídia. Faz anos que o Reino Unido teve sancionada, pela rainha Elizabeth II, a lei de médios, que protege a liberdade de imprensa ao oferecer reparação quando erros forem cometidos e foi apoiada pelos três principais partidos políticos britânicos.

No Brasil, além de lei de médios ser necessária, a regulação econômica é necessária e o fim da absurda propriedade cruzada também. Um candidato à presidência que não fizer constar em seu plano de governo uma solução para resolver um dos maiores problemas de nossa democracia e do atraso de nosso povo, para resolver o absurdo do oligopólio da comunicação sob o comando de 5 ou 7 famílias que cobre o território nacional, com uma visão absolutamente conservadora e neoliberal, não serve para ser eleito presidente do Brasil. É tão grave, que a maioria dos brasileiros sequer sabem como realmente foram os governos progressistas de Lula e Dilma. No Brasil, todos sabem, se não passa na Globo, não se fica sabendo ou não aconteceu, isso ocorre com uma boa parcela dos brasileiros da direita. E a Globo pauta as demais emissoras de TV, rádios, jornais, portais de internet, revistas.

Desta forma, queremos destacar uma consideração bastante discutida atualmente entre as militâncias de alguns partidos: Ciro Gomes seria de esquerda? Ciro assumiu o discurso de muitos políticos os quais acreditam que batendo no PT vão angariar a simpatia da direita enrustida e indecisa. Muitos não conseguem crer que um político de sua estirpe, visto como de esquerda, seja esse exímio migrador “ideológico”, com inúmeras trocas de partido, indo da ARENA da época da ditadura ao PDT de hoje. Classificam e veem essa conduta como oportunista, por ficar tentando ser “papagaio de pirata” de alguém em evidência, na atualidade Lula, mas que, ao mesmo tempo, não perde oportunidade para desabonar e apontar o que seriam fragilidades existentes ou não, de forma a atrair sedutoramente os incautos indecisos. E mais ainda, se está difícil para Ciro dialogar com o PT nesse momento, como afirmou na já citada entrevista, deve ser porque Lula é candidato. Talvez Ciro já esteja querendo garantir sua indicação pela Frente de Esquerdas, e isso deve estar gerando conflitos. Se já está assim agora, como estará em algumas semanas?

Lula é político. Lula é o político e o nosso candidato para presidente, o único. Iremos lutar por sua candidatura e não admitiremos, jamais, a não candidatura. Iremos ao STF, ao STJ, ao STE, onde for necessário. Mas Lula terá de ser candidato. É imprescindível que tenham coragem e capacidade para enfrentar Lula nas urnas e para tornar a eleição minimamente democrática, já que democrática não será, pois com a união entre mídia capitaneada pela Globo, Judiciário, partidos políticos, governo ilegítimo e outras Instituições e meios da sociedade, contra candidatos sem poder algum de divulgação, pelo contrário, deverão ter a mídia dia e noite batendo neles, distorcendo a realidade, publicando mentiras raramente desmentidas e quando são é com notinhas de rodapé, e muito raramente a leitura de um texto em segundos em emissora de TV.

Assim sendo, não vemos como ter uma eleição minimamente honesta e democrática se Lula não participar, aí será mais que antidemocrático e desonesto, será uma fraude, um novo golpe e antecipado. Não consideramos as críticas e ironias e até bobagens que dizem sobre ser Deus, salvador da pátria, santo, único e insubstituível. Só lamentamos que alguém da esquerda tenha a infelicidade de reproduzir esses bordões direitistas. Relevamos esses comentários e tentativas de fazer parecer uma liderança populista, através de expressões inventadas e disseminadas pelos piores boquirrotos, muito conhecidos por sinal, que conseguiram, não entendemos de que forma, espaço fixo nos grandes meios de comunicação, ou de blogs da mais baixa categoria. Sabemos a exata e enorme diferença de um líder popular como é Lula, para os populistas como tem os conhecidos do PSDB, as tentativas de FHC com Huck, como conseguiu o Alckmin com Doria e como tenta ser o ilegítimo conspirador traidor que chegou ao governo através de golpe, mas nem para populista serve.

Lula é popular. Carinhosamente popular. Isso é da origem dele. Ser agradável, simples, estar sempre apto para falar do Brasil para o povo e ser entendido. E está sempre apto para conversar com quem for sobre o assunto que for, pode ser o presidente de outra nação, o mais renomado economista. E sem que assessorias lhe preparem discursos. Consideramos a necessidade de o Brasil ter resolvida a crise política, e Lula é exímio negociador e pacificador, e na necessidade de termos um presidente que já tenha comprovado entender o que o país precisa e de ser um gestor que promova o crescimento e progresso, que trabalhe pelo Brasil como sendo um país de todos, onde do miserável ao bilionário são contemplados e não somente os poderosos do grande capital. Há pré-candidatos de partidos da direita que têm os nomes constantemente envolvidos em escândalos durante anos, porém, magicamente, nunca se tornam processos rumorosos, nunca são investigados. Se abrem investigação empaca, some, é arquivada. Curioso notar que nesses casos seria facilmente comprovado o crime e com fartas provas.

Por isso não admitimos falso moralismo quando se trata de Lula. Por isso está claro o processo político. E ressaltamos que foi justamente no governo de Lula que a PF e demais Instituições do Judiciário ganharam autonomia e incentivos e investimentos. Portanto, eles que resolvam suas mágoas ou outras causas que lhes fazem ser tão decididos contra Lula, contra o PT e tão cegos e lerdos quando é PSDB, PMDB, DEM ou outros partidos e até mesmo, quando diz respeito a empresários e empresas conhecidas que não apenas relacionados a Petrobras ou que tiveram alguma proximidade com as Instituições nos governos do PT, sendo por isso investigadas para ver se encontravam algo das lideranças do PT. Isso é um absurdo sem parâmetros e está mais do que claro e absorvido pela maioria da sociedade. Só concorda com essa desprezível prática, a parcela de pessoas na sociedade que odeiam o PT de ver revistas, rádios, TVs, jornais e blogueiros de quinta bater indiscriminadamente, injuriosamente, difamatoriamente, caluniosamente. Na internet, proliferam montagens e difamações absurdas contra o PT, Lula, Dilma e outras lideranças. O investimento na criminalização da ideologia de esquerda, na mais que injusta criminalização de Movimentos Sociais, através de mídias e politiqueiros da direita, é um ato criminoso contra quem lhes dedica a atenção. Esse ódio propagado, mais intensivamente desde 2010 com o incentivo de FHC e através da Rede Globo, infestou muitas famílias, ambientes de trabalho e meios sociais. É origem do afastamento entre familiares, amigos, colegas, relações comerciais. É a injustiça da difamação instalada no Brasil que hoje vive uma Ditadura Jurídica.

E o resultado vem pela vontade da maioria de resolver essas injustiças, as pesquisas mostram claramente. Por causa de Lula do PT, fizeram esse estrago monstruoso com o Brasil e os brasileiros. E é Lula do PT que está destinado para, em parceria com os brasileiros, ajudar a consertar essa triste lambança que fizeram aqueles que não pensam no povo, mas apenas em seus interesses pessoais. A determinação é sempre conquistar os objetivos pacificamente. A constante criminalização, o desrespeito, a humilhação, o desespero do desemprego, da fome, de fraudes que nos tiram da discussão e decisão sobre o Brasil que merecemos e trabalhamos pra ter, automaticamente tomam conta da mente e do sentimento da gente destruindo as esperanças e o que vem depois disso, a história registra fartamente. Por isso precisamos de Lula elegível. Não precisa ser adulto e ter formação em Harvard para entender. Consideramos que é uma sorte Lula ainda existir fisicamente, já que por sua biografia e realizações pelo povo brasileiro e pelo Brasil, e por suas contribuições com as causas do trabalhador e no combate à fome em outros países, será um dos maiores líderes políticos e ex-presidentes jamais ausente da cena política brasileira e no mundo por várias décadas por vir, além de estar honrosamente registrado na eternidade dos livros de história.

Ressaltamos que Lula vem sendo reconhecido pelos demais pré-candidatos progressistas, como o maior representante da esquerda deste país. Exemplificamos com os nomes dos democratas Manuela D’Ávila, pelo PCdoB e Boulos pelo PSOL.

Encerramos com a convocação de todos os militantes das redes sociais e das ruas, dos partidos de esquerda, movimentos populares, sociais, professores, artistas, juízes pela democracia, médicos pela democracia e demais segmentos da sociedade, a apoiar este manifesto e lutarmos pelo direito de Lula ser candidato, além de trabalharmos no sentido de alertar sobre mais esse instrumento de desqualificação de Lula como candidato.

O Brasil tem políticos e somente de políticos o Brasil precisa e merece.

A luta continua buscando uma sociedade mais humanizada e igualitária para o Brasil

21 de fevereiro de 2018.

Inês Duarte Fernandes
Eletrotécnica – Escola Técnica Federal – Fortaleza-CE

Cleusa Slaviero 
Jornalista e Editora – Curtiba-PR

Eglê Kohlrausch 
Professora de Ensino Superior – Porto Alegre-RS

Rosa Maria Zucca de Aguiar 
Cozinheira profissional e Pensionista – Recife-PE

Fabiana Agra 
Advogada e Escritora – Picuí-PB

Amália Maria Queiroga 
Professora e Artesã – Brasília-DF

Maria Olimpia Junqueira Mancini Netto 
Economista aposentada – Marília-SP

Maura Bezerra Vilar 
Psicóloga – João Pessoa-PB

Ricardo Martins 
Engenheiro Mecânico – Salvador-BA

Ívano Jorge de Castro Corrêa 
Empresário e Diretor Sindical de Eletrônica e Informática – Porto Alegre-RS

Sonia Maria Peres Naranjo 
Terapeuta Holística – São Paulo-SP

Maria Esther Torinho
Professora aposentada – Vila Velha-ES

Cleusa Maria Lima Martins 
Autonoma – Moro em Itaperuna-RJ

Alex da Silva Damaceno
Militar da Marinha – Cabo Frio – RJ

Atenção!
Quem desejar assinar o manifesto, enviar nome, profissão, cidade e estado para os e-mails:

cleusaslaviero@hotmail.com

DESÂNIMO LEVA 4 MILHÕES DE PESSOAS A DESISTIR DE PROCURAR EMPREGO

DESALENTO

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua mostram que taxa de desemprego é maior para mulheres e negros
por Redação RBA.
 
                                                               REPRODUÇÃOdesemprego

País fechou o ano com 12 milhões de desempregados. As vagas criadas foram para trabalhadores sem carteira ou autônomos

São Paulo – O Brasil tem 4,3 milhões de desalentados, pessoas que desistiram de procurar emprego, o maior contingente da série, iniciada em 2012, embora o dado tenha sido divulgado pela primeira vez pelo IBGE. Quase 60% deles se concentram na região Nordeste, com destaque para Bahia (663 mil) e Maranhão (410 mil). Os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados nesta sexta-feira (23), são referentes ao quarto trimestre.

O desalento é um componente do mercado de trabalho medido também na Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada desde 1985 pela Fundação Seade e pelo Dieese na região metropolitana de São Paulo. Em dezembro, por exemplo, a taxa de desemprego total foi de 16,9%, sendo 3,2% do chamado desemprego oculto – por trabalho precário ou desalento. O IBGE estimou a taxa de desalento em 3,9%, chegando a 15,4% em Alagoas.

De acordo com a pesquisa, a taxa média de desemprego foi de 11,8%, o que corresponde a 12,311 milhões de desempregados, índice praticamente estável em relação ao quarto trimestre de 2016. A ocupação cresceu em 1,8 milhão de vagas, todas na informalidade: 1,070 mil são trabalhadores por conta própria e 598 mil, empregados sem carteira. O país perdeu 685 mil vagas formais em um ano. Só não houve queda na região Norte.

A taxa de desemprego varia de 7,7% (região Sul) a 13,8% (Nordeste), chegando a 9,4% no Centro-Oeste, 11,3% no Norte e 12,6% no Sudeste. Entre as unidades da federação, destaque para Amapá (18,8%), Pernambuco (16,8%), Alagoas (15,5%), Rio de Janeiro (15,1%) e Bahia (15%). A menor foi registrada em Santa Catarina (6,3%), enquanto Mato Grosso e Mato Grosso do Sul tiveram 7,3% cada.

Com média de 11,8%, a taxa é maior para mulheres (13,4%) do que para homens (10,5%). Para os que se declararam brancos, a taxa também foi menor (9,5%), subindo para pretos (14,5%) e pardos (13,6%), conforme a classificação do IBGE. No período de 2012 a 2017, cresceu a presença de pardos e negros (classificação do IBGE) entre os desempregados: de 62% para 64%, enquanto a dos brancos caiu de 37,5% para 35,6%.

A chamada subutilização da força de trabalho – que inclui desempregados, subocupados por insuficiências de horas (quem trabalhou menos que 40 horas semanais) e trabalhadores em potencial (quem estava disponível para trabalhar, tendo procurado ou não) – atinge 26,4 milhões de pessoas, com taxa de 23,6%. As maiores se concentram no Nordeste: Piauí (40,7%), Bahia (37,7%), Alagoas (36,5%) e Maranhão (35,8%). As menores são de Santa Catarina (10,7%), Mato Grosso (14,3%), Rio Grande do Sul (15,5%) e Rondônia (15,8%).

PORTAL FORUM: REFLEXOS DA INTERVENÇÃO: EXÉRCITO “FICHA” MORADORES DE FAVELA E IMPEDE COBERTURA DA IMPRENSA

Diferentes pontos de identificação foram montados em uma série de saídas das comunidades – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Os primeiros efeitos da intervenção militar no Rio de Janeiro começam a ser observados. E como era previsto, quem está sofrendo é a comunidade mais carente, habitante de bairros pobres. Moradores de três comunidades da zona oeste estão sendo “fichados” por militares do Exército, durante uma operação realizada nesta sexta-feira (23). As pessoas só podem deixar suas regiões após passarem pelo cadastramento das Forças Armadas. As informações são de Sérgio Rangel e Danilo Verpa, da Folha de S.Paulo.

Diferentes pontos de identificação foram montados em uma série de saídas das comunidades. A foto e o RG dos moradores são enviados por um aplicativo para um setor de inteligência das forças de segurança, que avalia se o identificado tem anotação criminal.

Depois de flagrar o “fichamento” de moradores, a reportagem da Folha foi impedida de seguir no local e encaminhada por homens do Exército a uma distância de 300 metros. Ao justificar a medida, um militar disse que a presença da imprensa estaria “intimidando o trabalho deles”.

O pedreiro Edvan Silva Monteiro, 47, reclamou da abordagem dos militares. Pouco antes do meio-dia, ele voltava para a Vila Kennedy, após ter perdido o dia de trabalho. Monteiro disse que foi obrigado a voltar para sua casa pelos militares já que estava sem documento ao tentar deixar a comunidade pela manhã.

“Estava saindo pro serviço apenas com a marmita, e o pessoal do Exército disse que precisava ver meus documentos. Ao voltar para casa, acabei me atrasando e fui dispensando por meu patrão pelo atraso”, afirmou o pedreiro, acrescentando que foi fotografado com e sem boné pelos soldados do Exército.

Comandante da operação, o militar que se identificou apenas como Roberto disse que somente o RG dos moradores está sendo enviado para o banco de dados dos agentes de segurança. O CML (Comando Militar do Leste) ainda não se pronunciou sobre o motivo de “fichar” os moradores das três comunidades.

Nesta quinta-feira (22), o presidente da OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, anunciou os integrantes de uma comissão que acompanhará o trabalho dos militares no Rio. Na solenidade, ele disse que a OAB não aceita “a ideia de criminalizar a pobreza dessa cidade” e cobrou que a intervenção “montada às pressas precisa ter conteúdo”.

Desde a madrugada desta sexta (23), 3.200 militares realizam uma operação na Vila Kennedy, Coreia e Vila Aliança. Pelo menos duas pessoas foram presas. A operação tenta prender suspeitos de matarem, na terça-feira (20), o sargento do Exército Bruno Albuquerque Cazuca, durante um arrastão em Campo Grande. Na quarta (21), o subcomandante da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Vila Keneddy foi morto em Jacarepaguá.

A operação também conta com agentes das polícias Civil e Militar. O Exército é responsável pelo cerco e desobstrução de vias da região. A operação é acompanhada pela cúpula do Exército no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC). Nesta semana, o Exército realizou operações em diversas comunidades da capital e de municípios da região metropolitana do Rio.

LULA: “QUEREM QUE EU FIQUE FORA PARA SOBRAR UMA VAGA NO SEGUNDO TURNO”

PT, 38 ANOS

Ex-presidente afirma que seu impedimento seria “erro histórico” e “crime contra a Constituição” e chama a atenção para quem, segundo ele, está ‘disputando o espólio” dele e do partido
por Vitor Nuzzi, da RBA.
 
RICARDO STUCKERT

lula PT 38 anos

Lula e Gleisi Hoffman celebram aniversário do partido: ato reafirmou candidatura do ex-presidente, sem “plano B”

São Paulo – Em ato pelos 38 anos de criação do PT, completados dia 10, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que “todos” querem vê-lo fora da disputa eleitoral para que sobre uma vaga no segundo turno. Ele voltou a chamar de “mentirosa” a sentença do juiz Sérgio Moro, ratificada em segunda instância, e disse estar “de olho” naqueles que estariam disputando seu espólio e o do partido. “Estou só olhando, só matutando o que eles estão fazendo”, avisou Lula, enquanto líderes da legenda reafirmaram que não existe “plano B” em relação à candidatura para a Presidência da República.

Segundo o ex-presidente, excluí-lo da eleição seria um erro a ser julgado pela história. “Eles não têm a noção do crime que estão cometendo contra a democracia neste país”, afirmou durante evento na noite de ontem (22) na Casa de Portugal, no bairro da Liberdade, região central de São Paulo. “Não estou acima da lei, mas estou acima da mentira. Sei que o meu julgamento é político. Nenhum partido, nenhum banqueiro, nenhuma revista, nenhum jornal quer que eu disputa as eleições. Eles sabem que se eu for candidato só vai sobrar uma vaga no segundo turno”, disse Lula, ironizando Michel Temer: “Até ele acha que tem chance se eu não for candidato”.

O ex-presidente chamou de “analfabetos políticos” aqueles que o interrogaram e, mais uma vez, atacou a sentença, que segundo ele atinge sua honra. “Caráter a gente não compra no supermercado ou no shopping. A gente tem ou não tem. Se eles quiserem me tirar do jogo, vão ter de cometer um crime contra a Constituição.”

Além de vários líderes petistas e ex-ministros, participaram do ato os vice-presidentes do PCdoB, Walter Sorrentino, e do PCO, Antonio Carlos Silva. Sorrentino afirmou que seu partido e o PT são “aliados estratégicos” e estarão unidos “antes, durante e após as eleições”. Chamou Lula de “maior líder político do povo brasileiro, não só da esquerda” e afirmou que a aliança “em torno do Brasil, da democracia e dos trabalhadores vai continuar”. O PCdoB tem uma pré-candidatura própria, da deputada estadual gaúcha Manuela d´Ávila.

Também ligado à legenda comunista, o presidente da CTB, Adilson Araújo, discursou pela unidade. “A esquerda brasileira tem muita responsabilidade com o futuro próximo do nosso país.” Citou o slogan da campanha petista em 1989 (“Sem medo de ser feliz”) e destacou o “ciclo mudancista” liderado por Lula em seus governos. “Lula vai saber liderar uma frente ampla de esquerda, para que a gente possa efetivamente sacudir a poeira e dar a volta por cima.”

Silva, do PCO, disse que nos últimos anos a direita e até parte da esquerda, “ou que se diz de esquerda”, chegou a comemorar a “morte” do PT e disputar sua herança. “Vemos com muita alegria que esse prognóstico não se realizou”, acrescentou, afirmando que a ex-presidenta Dilma Rousseff saiu do Palácio do Planalto “com atestado de idoneidade” e foi substituída por uma quadrilha. 

Segundo ele, setores conservadores não querem eleições neste ano. “A direita, que não tem não tem candidato para derrotar o presidente Lula em eleições limpas, está disposta a tudo.” Garantir o processo exige mobilização, afirmou: “Não vai ser por acordo, vai ser na rua, pelos meios que forem necessários”.

A presidenta nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), disse que o ato da noite desta quinta era, sobretudo, uma reafirmação da candidatura e um desagravo a Lula. “É candidato de parcela expressiva do povo brasileiro. É tarefa do PT cuidar de Lula. O PT não tem plano B. O plano do PT é Lula. Essa história de plano B é daqueles que não estão no nosso partido, que não querem efetivamente que a esquerda tenha um candidato competitivo.”

Gleisi insistiu que se trata de uma “obrigação” do partido sustentar a candidatura do ex-presidente. “Lula tem direito de se defender de um processo injusto e fazer a luta política. É nosso dever estar à frente dessa luta.” A senadora afirmou que o país não vive um período de “normalidade democrática” e considerou a intervenção no Rio de Janeiro um aviso, um “recado claro que eles não vão titubear em usar a força”. 

Carnaval do vampirão

Líder do partido no Senado, Lindbergh Farias (RJ) também refutou qualquer plano alternativo ao nome de Lula. “Se eles insistirem nessa (hipótese), saibam que não estamos blefando. Eleição sem Lula não existe. É uma fraude, uma farsa, e nós vamos denunciar”, afirmou. “Esse golpe é para vender o país, para massacrar os trabalhadores. Eles sabem que enquanto houver PT, enquanto houver Lula, eles não vão conseguir.”

Ele chamou a intervenção no Rio de “mais do mesmo” e “guerra contra os pobres”. Afirmou que o estado precisa de políticas públicas e de uma polícia sem “lógica militarizada”. Também defendeu mudanças na política de combate às drogas. “Esse é um problema de saúde pública, não de repressão.”

Lindbergh também ironizou Temer, dizendo que o país teve o “carnaval do vampirão”, e afirmou que, sem votos para aprovar a “reforma” da Previdência e sem candidato forte, o governo colocou os militares na cena política. “Essa luta que vamos ter este ano está aberta”, disse o senador, reafirmando que o partido registrará o nome de Lula. “O que a gente não pode fazer é o jogo da Globo. Não tem plano B, é plano Lula”, reforçou.

O presidente da CUT, Vagner Freitas, disse que a burguesia que enfraquecer o PT por seus acertos. “Respeitem o PT, sua militância, sua origem, sua trajetória. Parem de achar que vão derrotar o PT”, afirmou, também fazendo menção ao Rio de Janeiro. “O Brasil precisa de uma intervenção social. Não queremos intervenção (militar), queremos eleições. Não ousem pôr a mão em Lula.”

Líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Gilmar Mauro alertou que o “ciclo do golpe” não acabou. “Muitos analistas disseram que não haveria o impeachment. Houve. Que não passaria no Senado. Passou. Que não passaria a reforma trabalhista. Passou. Que não haveria tempo para condenar o presidente Lula. Não há alternativa a não ser tomar as ruas.”

Também falaram no ato o coordenador estadual da Central de Movimentos Populares (CMP), Raimundo Bonfim, da Frente Brasil Popular, a presidenta da União Nacional dos Estudantes, Marianna Dias, a vice da UNE, Jessy Daiane, do Levante Popular da Juventude, e o presidente da Fundação Perseu Abramo, o economista Marcio Pochmann.

O ato, que teve rap (MC Lucas Afonso, da zona leste paulistana) e samba (Aline Calixto), terminou com um “parabéns” e bolo de aniversário. Lula citou vários nomes que fizeram parte das origens e da história do PT, como Florestan Fernandes, Sérgio Buarque, Mário Pedrosa, Paulo Freire, Lélia Abramo, Apolônio de Carvalho, Perseu Abramo, Henfil, Hélio Pellegrino, Carlito Maia, Luiz Gushiken, Marcelo Déda, José Eduardo Dutra, Adão Preto, entre outros, além de “minha companheira Marisa”.

registrado em:         

CARTA CAPITAL: OS 113 MILHÕES DE PAULO PRETO SÃO UMA AMEAÇA AO PSDB?

Serra e Aloysio

Serra e Nunes Ferreira são investigados por desvios em obras do Rodoanel

A existência de contas em nome do ex-diretor da Dersa, órgão paulista responsável por obras rodoviárias do estado, não é uma novidade. O fato novo são os valores movimentados, que podem favorecer uma delação de Vieira de Souza sobre sua relação com o PSDB paulista no âmbito da Lava Jato.

Caso isso ocorra, o principal atingido deve ser o ex-governador e senador José Serra, mas também pode sobrar para Aloysio Nunes Ferreira, seu sucessor no Ministério das Relações Exteriores. Embora Vieira de Souza tenha ocupado um cargo relevante na Dersa durante o governo de Geraldo Alckmin, o presidenciável tucano não é alvo das investigações envolvendo o ex-diretor, ao menos por ora.

A proximidade de Serra com Paulo Preto foi exposta durante a campanha de 2010. Em um debate na TV Bandeirantes, a então candidata Dilma Rousseff questionou o tucano sobre a denúncia, divulgada inicialmente pela revista Istoé, de que Vieira de Souza tinha fugido com 4 milhões de reais da campanha do PSDB. À época, Paulo Preto ameaçou: “Não se larga um líder ferido na estrada a troco de nada. Não cometam esse erro.” 

Embora ferido, o ex-executivo dos governos tucanos ainda não abriu o bico para a Justiça. Em janeiro deste ano, Paulo Preto pediu a Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal, que suspendesse o acordo de cooperação internacional entre o Ministério Público Federal e a Suíça. Ele pediu ainda que três investigações das quais é alvo em São Paulo fossem transferidas para o gabinete de Mendes.

Ao longo do ano passado, a mídia relatou o interesse do ex-diretor da Dersa em fechar um acordo de delação sobre os desvios relativos às obras do Rodoanel em São Paulo. Em dezembro, seu advogado, Daniel Bialski, afirmou, porém, ao jornal Folha de S.Paulo que seu cliente “não propôs e não têm motivo para fazer delação”, pois provaria sua inocência. Com as novas revelações da Suíça, Paulo Preto pode mudar de ideia.

Um dos inquéritos que Paulo Preto tenta enviar ao STF versa sobre o suposto envolvimento de Serra em fraude do processo licitatório associado à construção do Rodoanel Sul, em São Paulo. O inquérito 4428 é baseado nos depoimentos de Arnaldo Cumplido de Souza Couto, Benedicto Barbosa da Silva Júnior, Carlos Armando Guedes Paschoal, Luiz Eduardo da Rocha Soares, Roberto Cumplido, Fábio Andreani Gandolfo e Pedro Augusto Ribeiro Novis, todos executivos da Odebrecht.

Em 2007, quando era governador, Serra publicou um decreto renegociando os contratos mantidos pelas empresas com o poder público. Paulo Preto, diretor da Dersa na época, teria pedido 0,75% do valor recebido por cada empresa.

A Odebrecht teria atendido o pedido e destinado 2,2 milhões de reais a uma offshore ligada a Amaro Ramos, operador do PSDB. Segundo o documento, os repasses cessaram “após investigações implementadas pelo Ministério Público Federal e Tribunal de Contas da União, que concluíram pela ilegalidade das alterações contratuais”.

Iniciada com a delação da Odebrecht, a investigação sobre as obras do Rodoanel tomou corpo recentemente. Na sexta-feira 16, foram revelados os depoimentos de Carlos Henrique Barbosa Lemos, ex-presidente da OAS, e de Flávio David Barra, ex-presidente da Andrade Gutierrez Engenharia. Eles disseram que as empreiteiras criaram um “grupo de trabalho” que ajudou a elaborar o edital do Rodoanel Sul. 

Em depoimento em agosto de 2017, Lemos afirmou que foi orientado pela Andrade Gutierrez sobre a necessidade de pagar 30 milhões de reais para o então secretário de transportes paulista, Dario Rais Lopes. Segundo o depoimento, a quantia seria destinada à campanha eleitoral do PSDB. 

Em janeiro deste ano, Serra foi acusado por Pedro Novis, ex-presidente da Odebrecht entre 2002 e 2008, de receber 52,4 milhões de reais em propina da empreiteira. Novis narrou dois encontros em 2009 com Sérgio Guerra, ex-presidente do PSDB. Em um deles, Guerra teria solicitado os 30 milhões de reais para o financiamento de campanhas tucanas.

Leia também: A democracia seletiva de FHC

Novis, por sua vez, teria condicionado a propina à liberação de 170 milhões de reais em créditos antigos da Construtora Odebrecht com a Dersa. Naquele ano, Paulo Preto era diretor da empresa controlada pelo governo. Segundo Novis, Serra obteve 23,3 milhões de reais no acordo.

Serra diz que não cometeu nenhuma irregularidade e que suas campanhas foram conduzidas pelo partido de acordo com a lei. Para ele, a abertura do inquérito servirá como oportunidade de demonstrar essas afirmações e a lisura de sua conduta.

Acusações relativas a obras do Rodoanel também atingiram Aloysio Nunes Ferreira, atual ministro das Relações Exteriores. Um dos delatores da Odebrecht, Carlos Armando Paschoal, conhecido como CAP, afirmou que Nunes Ferreira recebeu 500 mil reais em caixa dois da empreiteira. O delator afirma ter sido procurado pelo tucano em meio a negociações da Odebrecht com a Dersa relativas a aditivos contratuais na obra do Rodoanel.

O ministro admite ter se encontrado com CAP e feito um pedido de apoio financeiro para a campanha de 2010, mas nega qualquer irregularidade.

PT CELEBRA SEUS 38 ANOS COM A PARTICIPAÇÃO CONTAGIANTE DE LULA


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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