Arquivo para 26 de fevereiro de 2018

A FORÇA DO ACESSO DEMOCRÁTICO À UNIVERSIDADE: A FILHA DO PEDREIRO VIROU ADVOGADA

Foto: Reprodução

Filha do pedreiro Luiz Francisco Faria e da servidora pública Rita de Cássia Laurindo, Thainara Karoline Faria, de 23 anos, é mais uma das milhões de beneficiadas pelo programa que revolucionou a educação superior no Brasil e democratizou o acesso à universidade. Graças ao ProUni, criado em 2004 pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Thainara se formou em Direito pela Universidade de Araraquara (UNIARA), no interior de São Paulo, e se tornou a primeira da família a garantir um diploma universitário.  

“O ProUni representa pra mim a coisa mais importante que um político pode fazer pelo seu povo, que é dar oportunidade. Sou a primeira a ter diploma de ensino superior por parte da família da minha mãe, que são negros”, afirma orgulhosa.  

Nascida e criada na periferia de Araraquara, e desde muito jovem militante em defesa das mulheres, LGBTs, negros e da juventude, ela foi eleita vereadora em 2016 pelo Partido dos Trabalhadores no município, sendo a mulher mais jovem a assumir uma cadeira na Câmara Municipal de Araraquara e também a primeira negra a desempenhar o cargo. 

“Sou muito grata ao meu partido pela minha conquista. Minha mãe sempre trabalhou em dois empregos ou fazia bicos, e como ela trabalhava em campanhas políticas, conheci o PT em 2008 e, desde então, milito no partido”, relembra Thaianara, que também foi beneficiária do Bolsa Família. “O programa colocou carne na minha mesa e alimentou a mim e aos meus irmãos”. 

Oportunidade

Thainara conta que se não fosse o ProUni não teria condições de pagar o curso de Direito na faculdade, que custava quase um salário mínimo à época. “Foi então que o ProUni me deu a oportunidade de realizar meu sonho, de mostrar pra minha família e pro povo de periferia que é possível. Hoje, para mim, o Prouni significa tudo o que irei conquistar na minha vida e muito do que já conquistei”, afirma ela, que se diz feliz por ter conseguido se formar, mas triste pelos cortes no programa feitos pelo governo ilegítimo de Michel Temer, que deixarão milhares de jovens de fora da universidade. “Por isso confio em Lula para retomar o processo de dar oportunidades ao povo mais pobre do nosso Brasil”, acredita.  

DCM: POR QUE OS ARQUIVOS DA ODEBRECHT DEVERIAM SER IGNORADOS PELA LAVA JATO. POR JOAQUIM DE CARVALHO

 

Durán na CPI

Existe um debate muito interessante sobre o papel do juiz na busca pela verdade factual.

“O direito penal é a busca da verdade material, do conhecimento verdadeiro dos fatos”, entende o ex-ministro do STF Ayres Britto.

O juiz Alexandre Morais da Rosa , que tem se destacado no debate sobre o direito pós-Lava Jato, tem outro entendimento:

Então, para que serve a Justiça Penal?

Um estudioso do direito, o teólogo Wagner Francesco, é quem responde, em artigo publicado pelo Justificando:

“O Direito Penal exerce uma função de colaborar para a ordem social, para a harmonia comunitária, mas não como uma ferramenta de busca da verdade.”

O fato de um operador do direito reconhecer as limitações do processo penal na busca pela verdade não significa que deva desprezar elementos objetivos levados para o processo.

E é exatamente isso que o juiz Sergio Moro faz ao dar validade aos arquivos corrompidos da Odebrecht entregues ao Ministério Público Federal.

A adulteração nos sistemas Drousys e My Web Day foi denunciada pela primeira vez pelo advogado Rodrigo Tacla Durán, que prestou serviços para a Odebrecht.

Ele fez a denúncia, primeiramente, no livro que escreveu sobre os bastidores da empresa, Testemunho — não publicado, mas que ficou disponível na rede durante alguns dias do primeiro semestre de 2017.

Depois, confirmou a adulteração em novembro do ano passado, no depoimento prestado à CPI da JBS, à qual entregou cópias periciadas de documentos que reforçavam suas declarações.

Gravou um depoimento à defesa de Lula com detalhes da fraude.

Em mais de uma ocasião, a defesa de Lula requereu o depoimento de Tacla Durán ao juiz Sergio Moro, que negou.

O juiz não quer Durán presente nos autos dos processos que conduz, mas, fora deles, já respondeu ao advogado, para defender um amigo e acusá-lo de não ter credibilidade.

“Lamenta-se o crédito dado pela jornalista (Mônica Bergamo) ao relato falso de um acusado foragido, tendo ela sido alertada da falsidade por todas as pessoas citadas na matéria.”

Tacla Durán pode ter mentido ao denunciar a negociação com o advogado Carlos Zucolotto Júnior, amigo de Moro, para obter facilidades em acordo de delação premiada.

Mas, em relação à fraude nos sistemas da Odebrecht, a perícia da Polícia Federal, entregue na semana passada, lhe deu razão.

Na página 68 do laudo, os peritos dizem:

“Deve-se acrescentar que o arquivo de imagem forense que contém todas as evidências do Disco 05, apresentado na tabela 15, encontra-se íntegro. Isso significa que quando a imagem forense gerada pela Odebrecht foi criada, a imagem forense ‘DraftSystemExtUSBESXi1.E01′ já se encontrava danificada”.

“Diante da impossibilidade de acesso do principal sistema a ser periciado, o MyWebDay, os trabalhos periciais ficaram prejudicados na resposta ao quesito elaborado pela Defesa do ex-Presidente Lula, que pedia aos peritos para esclarecer se os arquivos apresentados pela Odebrecht eram idênticos àqueles que estavam hospedados no Data Center de origem denominado Banhoff, na Suíca”.

No mesmo laudo, os peritos afirmam:

“Também foram encontrados arquivos/pastas fora dos arquivos de imagem forense com data de modificação/criação posteriores ao recebimento desse material pelo MPF (SPPEA/PGR), em destaque na tabela 23. A existência desses arquivos indica que houve a conexão dos discos contendo as evidências encaminhadas pela Odebrecht ao MPF em uma porta USB sem que houvesse o bloqueio de escrita sobre as referidas mídias.”

“Os peritos da Polícia Federal compararam documento no formato PDF entregues pela Odebrecht com outros documentos fornecidos pela própria Odebrecht — e não com os sistemas, como havia sido determinado pelo despacho judicial.”

O trabalho dos peritos conclui:

“Referida confirmação, tendo em vista que os peritos federais constataram a destruição deliberada de arquivos, era fundamental para saber quais são as diferenças entre os arquivos de origem (Banhoff) e aqueles copiadas e entregues pela Odebrecht.”

“Os peritos da Polícia Federal identificaram também arquivos que foram modificados após o MPF ter recebido o material da Odebrecht”.

Essas conclusões são gravíssimas, tendo em vista que muitas das acusações feitas pelo Ministério Público Federal tiveram como base os arquivos da Odebrecht.

No direito, é conhecida a doutrina dos frutos da árvore envenenada. Trata-se de uma metáfora que significa que a ilicitude de uma prova obtida contamina todas as demais produzidas a partir daquela. São provas tidas como ilícitas por derivação.

Há nove anos, a Operação Castelo de Areia, que encontrou um ninho dos tucanos corruptos nos arquivos da empreiteira Camargo Corrêa, foi anulada em razão da ilicitude da prova original. Era uma denúncia anônima, inadmissível pela Constituição.

No caso da Odebrecht, é ainda mais grave, uma vez que mostra a ação deliberada para forjar provas — que é crime.

Paulo Sérgio da Rocha Soares, responsável pelos sistemas da Odebrecht, em depoimento a Moro: indícios de que mentiu

O responsável pelo sistema, Paulo Sérgio da Rocha Soares, irmão de Luiz Eduardo da Rocha Soares, diretor da Odebrecht, disse, em depoimento prestado ao juiz Sergio Moro em dezembro passado, que não houve adulteração no sistema. Ele depois na condição de testemunha, sob compromisso de falar a verdade.

O juiz perguntou:

“O senhor chegou a adulterar esse sistema Drousys, banco? Enfim, o senhor fez alguma adulteração?”

Paulo Sérgio respondeu:

“Absolutamente nenhuma, excelência. Esse sistema, como eu expliquei à senhora que fez a pergunta (procuradora da república), tinha um dispositivo de segurança que qualquer acesso às informações ficaria registrado. E qualquer acesso que pode ter havido às informações está registrado ainda hoje no sistema.”

Moro continua:

“Depois que começaram essas investigações da Operação Lava Jato, o senhor não fez nenhuma adulteração então?”

Paulo Sérgio:

“Absolutamente nenhuma. Eu não tinha acessos a informações para fazer adulteração e não tinha interesse também.”

Moro, por fim, indaga:

“Eu sei que o senhor está como testemunha aqui, mas eu preciso perguntar isso: alguém lhe solicitou que o senhor fizesse alguma adulteração e o senhor tenha recusado?”

Paulo Sérgio responde:

“Nunca ninguém pediu que fizesse nenhuma adulteração, ninguém.”

A perícia concluiu que houve adulteração antes e depois das cópias serem entregues ao Ministério Público Federal e, em pelo menos um caso, é possível identificar de onde partiu a adulteração.

“Foi verificado que existem arquivos de histórico de conexões remotas, em data/hora próximo ao evento de destruição de dados, contendo registros de acessos oriundos de do endereço IP “201.26.148.29”. Referido IP encontra-se atualmente vinculado à operadora de telecomunicações VIVO”, informa a Polícia Federal, que acrescenta:

“Os peritos encontraram evidências de que os arquivos apresentados pela Odebrecht foram manipulados e/ou danificados pela empresa que era responsável pelo Sistema”.

Ou seja, a empresa Draftsystem, de Paulo Sérgio da Rocha Soares.

Portanto, se o Ministério Público ou o juiz Sergio Moro querem a verdade, é só verificar a quem pertence o IP e reinquirir Paulo Sérgio da Rocha Soares, que teria mentido no depoimento. E mentir em depoimento, na condição de testemunha, é crime.

O artigo 342 do Código Penal estabelece que a testemunha que fizer afirmação falsa, negar ou deixar de dizer a verdade comete crime. A pena é reclusão de um a três anos e pagamento de multa.

Na busca pela verdade, Tacla Durán também poderia ser ouvido.

Em seu livro ele conta que participou de uma reunião no hotel Intercontinental, em Madri, em setembro de 2015, com diretores da Odebrecht e do Meinl Bank, a instituição usada pela empreiteira para pagar propina no exterior, além de Paulo Sérgio, da Drafsystem.

No encontro, segundo ele, foi relatado o pagamento de 3 milhões de euros ao primeiro-ministro de Antígua e Barbuda,  Gaston Browner, para controlar as informações que seriam remetidas para a Lava Jato, no acordo de cooperação.

O intermediário desse encontro foi o embaixador Casroy James. Essa aproximação foi confirmada por Luiz Augusto França, diretor do Meinl Bank, em depoimento ao Ministério Público Federal, mas não o suborno.

Na reunião, segundo Tacla Durán, Paulo Sérgio da Rocha Soares relatou que já tinha feito alterações no sistema, de forma a impedir o rastreamento do dinheiro.

Nos documentos que entregou à CPI, Durán apresentou pelo menos uma prova de que isso, de fato, ocorreu: seus próprios extratos bancários. 

No dia 8 de novembro de 2014, uma de suas empresas, a Vivosant (empresa, segundo ele, declarada em seu imposto de renda) fez uma transferência de 300 mil dólares.

No extrato original, aparece o destinatário da transferência: uma aplicação da própria Vivosant. No arquivo em poder da Lava Jato, o destinatário desaparece.

“Se fizeram isso com o extrato da minha conta, e eu mandei periciar, fizeram isso com outras contas também. Ele cortaram o tracking (rastreamento) do dinheiro”, afirmou Tacla Durán no depoimento à CPI da JBS.

Os arquivos da Odebrecht estão contaminados pela árvore envenenada, mas Moro não dá nenhuma mostra de que pretende sanear os processos sob sua condução, jogando fora o que não presta e punindo quem prestou falso testemunho.

Se fizer isso, terá que rever também alguns prisões preventivas e até condenações fundamentadas na prova da Odebrecht.

Pelo contrário, Moro quer usar os arquivos danificados da empreiteira para buscar incriminar o ex-presidente Lula.

Foi o que fez, ao decidir requisitar novas perícias, apenas com o objetivo de identificar se, nos arquivos da Odebrecht, há referência a pagamentos pelo reforma do sítio em Atibaia, que Lula e a família frequentavam.

A Lava Jato perde cada vez mais a característica de um processo penal e se transforma num descarado instrumento de perseguição política.

Quem pode investigar os investigadores?

NOCAUTE: UNICAMP, UFBA E UFAM VÃO DAR O CURSO QUE O MINISTRO DA EDUCAÇÃO VETOU EM BRASÍLIA

Após ministro da Educação condenar curso na UnB sobre o golpe de 2016, três universidades incluem a disciplina nas suas grades.

Após a repercussão do caso da Universidade de Brasília, vítima de ameaça de censura por parte do ministro da Educação, Mendonça Filho, outras universidades do país se solidarizaram e também incluíram a disciplina sobre o golpe de 2016 em suas grades curriculares.

É o caso da Unicamp, Universidade Federal da Bahia e Universidade Federal do Amazonas, que oferecerão a seus alunos os mesmos ou variações dos tópicos e bibliografia do curso “O golpe de 2016 e o futuro da democracia no Brasil”, criado pelo professor titular da UnB, Luis Felipe Miguel.

“Existe uma articulação nacional de resistência à ingerência indevida do senhor Ministro da Educação na autonomia universitária, que foi historicamente conquistada no mundo”, diz a professora Patrícia Valim, do departamento de Filosofia e Ciências Humanas UFBA. Na Bahia, o curso será coordenado pelo professor Carlos Zacarias.

Segundo ele, apesar das divergências políticas dentro da universidade, existe um sentimento majoritário de que houve um golpe em 2016: “A nossa limitada democracia está em risco e é preciso defendê-la, começando a defender a universidade”.

Mendonça Filho publicou um texto no Facebook na quarta-feira passada no qual diz que acionaria a Advocacia-Geral da União (AGU), o Tribunal de Contas da União (TCU), a Controladoria-Geral da União (CGU) e o Ministério Público Federal (MPF) para que seja apurada “improbidade administrativa” por parte dos responsáveis pela criação da disciplina: “A ementa da disciplina traz indicativos claros de uso de toda uma estrutura acadêmica, custeada por todos os brasileiros com recursos públicos, para benefício político e ideológico de determinado segmento partidário, citando, inclusive, nominalmente o PT”.

Segundo um dos coordenadores do curso na Unicamp, a manifestação do MEC mostra que o governo Temer “já foi muito longe no autoritarismo”: “Um ministro da educação imaginar que pode intervir nos programas e nas teses das disciplinas oferecidas pelas universidades é algo muito grave. A produção científica e cultural e a formação dos estudantes dependem da liberdade de pensamento, do pluralismo e da autonomia universitária”.

Para o professor César Augusto Queirós, da UFAM, a rede de solidariedade que se formou é uma “clara demonstração de que a comunidade acadêmica não tolerará a censura à atividade intelectual. Infelizmente, estamos vivendo um tempo em que fantasmas do passado nos espreitam e se torna fácil para quem tem o papel social de analisar o passado escutar as mesmas vozes que gritaram em 1964 e durante a ditadura militar”.

Apesar das manifestações do MEC, ou graças a elas, a inscrição de alunos na disciplina na UnB está lotada e já tem lista de espera. De acordo com o sistema da universidade, 40 estudantes aguardam desistências para cursar a matéria. O semestre letivo começa no dia 5 de março.

Em resposta à manifestação de Mendonça Filho, Miguel afirma que trata-se de “uma disciplina corriqueira (…) que não merece o estardalhaço artificialmente criado sobre ela. A única coisa que não é corriqueira é a situação atual do Brasil, sobre a qual a disciplina se debruçará”, diz o texto publicado pelo professor no Facebook.

PAPO COM ZÉ TRAJANO

NOTA DAS BANCADAS: PERSEGUIÇÃO ABSURDA E PLANEJADA CONTRA JAQUES WAGNER

PORTAL FÓRUM: GOVERNADOR DA BAHIA DENUNCIA: “TV GLOBO DA BAHIA CHEGOU ANTES DA PF À CASA DE JACQUES WAGNER”

O governador da Bahia, Rui Costa, denunciou nesta segunda-feira (26), que a TV Bahia, afiliada da Rede Globo no estado, de propriedade da família do prefeito de Salvador, ACM Neto, chegou antes da Polícia Federal à casa do ex-governador Jaques Wagner para uma ação de busca e apreensão.

Para o governador, quando ocorre isto, fica claro que a operação não tem caráter investigativo, mas sim midiático, político partidário. “Em qualquer lugar do mundo civilizado é estranho que a imprensa chegue antes da polícia em uma operação. E é mais estranho ainda que uma das TVs tenha tido o acesso privilegiado antes das outras”.

Ouça o áudio na íntegra abaixo:

 

PORTAL FÓRUM: EX-PREFEITO DE LONDRES DENUNCIA ENVOLVIMENTO AMERICANO EM CAÇA A LULA

 

I remember meeting when he was Brazil’s President & lifting millions out of poverty
Now the old elite are desperately trying every trick in the book to stop him coming back
Please RT & sign the @nocoupinBrazil ​statement supporting him & democracy

“Eu suspeito que, assim como aconteceu por décadas e décadas no Brasil e em vários países da América Latina, os EUA estão mais uma vez por trás da queda do governo progressista brasileiro, assim como estiveram por trás da queda dos governos da Argentina e do Chile e de vários outros países”.

Livingstone disse lembrar de se “encontrar com Lula quando ele era presidente do Brasil, depois de anos de governos corruptos, e vê-lo tirar milhões de pessoas da pobreza”.

O ex-prefeito ressaltou ainda que “agora, a velha elite está tentando desesperadamente cada truque para impedi-lo de voltar”.

O ex-prefeito pede ainda que todos deem RT e assinem a declaração @nocoupinBrazil (não ao golpe no Brasil) de apoio à democracia – http://bit.ly/standwithlula

 

‘BRASIL SENDO VENDIDO PEDAÇO POR PEDAÇO’, DIZ DILMA SOBRE EMBRAER

ENTREGA RÁPIDA

Ex-ministros apontaram perda de soberania pela transferência de 51% para gigante norte-americana. “Parece piada”, diz Amorim. Mercadante destaca “principal indústria de tecnologia” brasileira
por Redação RBA.
 
                                                      ARQUIVO/EBCEmbraer

Com Temer, empresa que representou sonho do “Brasil grande” deve cair nas mãos dos norte-americanos

São Paulo – A decisão do governo Temer em entregar o controle da Embraer à empresa norte-americana Boing é criticada por políticos da oposição, que ridicularizaram o argumento de que os novos donos ficariam com apenas 51% da ex-estatal brasileira, o que representa a perda de controle num dos setores-chave para a soberania do Brasil. 

A Embraer foi privatizada em dezembro de 1994, no final do governo Itamar Franco, com Fernando Henrique Cardoso já eleito. Por se tratar de uma empresa estratégica nos setores de defesa e desenvolvimento tecnológico, inclusive de uso militar, o governo detém o chamado golden share, espécie de ação nas mãos do governo que teria o poder de vetar transações desse tipo. 

Pelas redes sociais, a ex-presidenta Dilma Rousseff disse nesta segunda-feira (26) que Temer vende o Brasil “pedaço por pedaço” e classificou como “desfaçatez absoluta” o discurso do governo e destacou o óbvio, que com 51% do controle acionário os americanos passaram a mandar na nova empresa a ser criada.

“Parece piada”, disse o ex-ministro da Defesa e das Relações Exteriores Celso Amorim. Ele também afirmou que a separação entre da parte militar da comercial – o governo alega que o setor militar ficaria livre do controle da Boing – é outro argumento “ilusório” e “nocivo”. “As mesmas aeronaves utilizadas na aviação regional são utilizadas como ‘plataforma’ para os radares aerotransportados. E por aí vai”, detalhou. 

Para o ex-ministro Aloizio Mercadante, que passou pelas pastas da Educação e Ciência e Tecnologia, a venda da Embraer significa um “realinhamento geoestratégico” do Brasil aos interesses dos Estados Unidos. “Com tal venda, o Brasil perde a sua principal empresa de alta tecnologia”, disse ao portal Brasil 247

Ele destacou também que a ex-estatal representou o sonho de gerações que pensaram o “Brasil grande”, e que agora está sendo destruído por completo pelo atual governo, em mais um “ato de traição”. “Significa abdicar de um projeto de desenvolvimento científico, tecnológico e de inovações em um setor estratégico”, declarou Mercadante. 

Ainda na semana passada, a deputada Jô Moraes (PCdoB-MG) afirmou que o desmonte promovido pelo governo não se restringe à Embraer, mas inclui estatais como Eletrobras e Petrobras. “Eletrobras, Petrobras, Embraer, foram empresas que mostraram a capacidade criativa do povo brasileiro e estão sendo entregues. Este país é nosso, não vamos deixar vender o Brasil.”

registrado em:         

HELENA STHEPHANOWITZ: TEMER, PRESIDENTE DA DERROCADA DA SOBERANIA NACIONAL

BRASIL À VENDA
Com o ilegítimo colocando em prática um programa de governo – do PSDB – que foi recusado nas urnas, se faz necessário refletir sobre que tipo de país ou resto de país será deixado para o futuro
por Helena Sthephanowitz.
 
AGÊNCIA BRASIL
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Embraer é detentora de importantíssimos projetos na área de defesa nacional, sendo a terceira maior fabricante de aeronaves comerciais do mundo

Segundo publicações na imprensa a empresa americana Boeing, a segunda maior empresa de defesa e mercado aeroespacial do mundo, terá uma fatia de 51% de uma nova empresa, criada partir de uma fusão com a brasileira Embraer. Mas o que é a instituição Embraer e o que ela representa? A Embraer, para quem não conhece, é um conglomerado transnacional brasileiro, fabricante de aviões comerciais, executivos, agrícolas e militares. É a terceira maior fabricante de aeronaves comerciais do mundo, a quinta maior de jatos executivos e a principal exportadora brasileira de produtos de alto valor agregado.

Aberta por iniciativa e esforço da Aeronáutica, na década de 1950, a empresa é detentora de importantíssimos projetos na área de defesa nacional, como a fabricação do KC-390, o maior avião produzido na América Latina e do Projeto FX-2, focado em um programa de reequipamento e modernização da frota de aeronaves militares supersônicas da Força Aérea Brasileira.

A determinação do governo ilegítimo de manter a famosa “golden share”, conhecida como ação de classe especial que permite vetar a transferência do controle acionário da ex-estatal é jocoso. É um ataque direto e mortal sobre a soberania nacional e uma cusparada na cara de cada brasileiro que se importa com o País.

A ingenuidade de certos brasileiro  com síndrome de vira, lata permite que o Brasil continue acumulando ex-estatais. O Brasil  foi o último país a aderir ao neoliberalismo na América Latina graças ao Consenso de Washington e sua cruzada para transformar democracias progressistas legítimas em quitandas continentais, onde se tira o que quer a preço de banana.

Houve um golpe muito bem articulado (a direita só consegue sobreviver através de golpes) para introduzir uma ideia completamente infundada de que empresas estatais “lesam o povo brasileiro com toda sua burocracia e ineficiência econômica”. Será que alguém se lembra da Vale do Rio Doce,  hoje conhecida apenas por “Vale”, e de seu inescrupuloso processo de venda?

A empresa, que foi taxada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) como “estatal ineficiente” era a maior empresa estratégica do Brasil e apresentava em suas reservas minerais valores que ultrapassavam os R$ 100 bilhões em  1997. A empresa foi vendida por R$ 3,3 bilhões. Inacreditáveis 3,3% do seu valor de suas reservas.

O mesmo aconteceu com a Eletropaulo, maior distribuidor de energia da América Latina. A controvertida privatização da Eletropaulo em 1998, resultou em uma CPI e várias ações populares. Os benefícios para os usuários nunca não ficaram evidentes. A compra foi por parte da companhia americana AES e foi parcialmente financiada pelo BNDES, totalizando R$ 2 bilhões.

A avaliação  constatou que a empresa deveria ser vendida por algo em torno de R$ 22 bilhões. Ou seja, a AES comprou uma propriedade do Estado brasileiro, com  dinheiro do Estado brasileiro, não pagou a dívida – pois o BNDES converteu US$ 1,3 bilhão do saldo devedor em ações e debêntures – e ficou com o lucro.

Foi igual com uma suposta Petrobrax (A estatal Petrobras, maior empresa do país e terceira maior da América Latina, quase mudou  para PetroBrax no governo de FHC). E lá se foram Usiminas, Açominas, Banestado, Embratel, Light S.A, TELERJ, Rede Ferroviária Federal e tantas outras.

A entrega da soberania nacional e suas privatizações forçadas, a partir do início da década de 1990, tiveram como seu maior mentor Fernando Henrique Cardoso, presidente de eloquência sociológica e inglês esdrúxulo, incapaz de criar uma única Universidade Federal nos seus dois mandatos (democrático o primeiro e comprado, o segundo) e que passa seus intermináveis dias escrevendo livros inúteis e financiando o estudo de “filhos de amigas” em Paris.

O Brasil vive um momento extremamente delicado e nunca precisou tanto de seus filhos como agora. O Executivo é ilegítimo. O Legislativo é corrupto e corruptor, legislando em causa própria. Por sua vez, o Judiciário vem se apresentando como a nova forma de engendrar golpes em países democráticos. O fuzil deu lugar à toga.

Agora, com Temer na presidência, colocando em prática um programa de governo do PSDB, que foi recusado nas urnas, se faz necessário refletir sobre que tipo de país ou resto de país será deixado para o futuro.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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