Arquivo para 12 de março de 2018

CARAVANA DE LULA ESTARÁ EM CURITIBA QUANDO TRF4 JULGAR RECURSOS DE SUA DEFESA

LULA PELO BRASIL

Quarta etapa das caravanas do ex-presidente começa no próximo dia 18 no Rio Grande do Sul e termina dia 28 no Paraná. Julgamento de embargos é esperado para o dia 26
por Redação RBA.
 RICARDO STUCKERT
Caravana de Lula em MG

Encerramento da etapa mineira foi em Belo Horizonte. Quarta edição será marcada por tensão do julgamento

São Paulo – A quarta etapa do projeto Caravana Lula pelo Brasil, agora na região Sul, começa no próximo dia 18, em Bagé (RS). A comitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá seu ato inicial na cidade próxima à fronteira com o Uruguai, a 380 quilômetros ao sul de Porto Alegre. E encerramento 11 dias e pelo menos 19 cidades depois, em 28 de março em Curitiba. A caravana coincide com o período em que os juízes do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), de Porto Alegre, devem concluir a análise dos embargos de declaração, último recurso da defesa de Lula no âmbito da segunda instância do Judiciário.

A decisão do TRF4 é esperada para 26 de março. Após essa data, caso os desembargadores mantenham a sentença de 24 de janeiro, em que pedem a condenação de Lula a 12 anos e um mês de prisão, o líder em todas as pesquisas de intenção de voto para presidente da República já corre o risco de ser preso. Os advogados que o defendem não conseguiram obter habeas corpus preventivo no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Agora, o mesmo pedido de segurança que poderia impedir a prisão do petista terá de ser avaliado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Mas a presidenta da Corte, Cármen Lúcia, ainda não programou o julgamento.

A defesa de Lula e especialistas em direito, do Brasil e do exterior, criticam o processo que levou à sua condenação. Consideram estar montado sobre alegações de crimes que não ocorreram, baseados em falsos testemunhos, com objetivo de promover uma caçada política ao ex-presidente, por meio do uso abusivo e violento do sistema de Justiça (termo internacionalmente conhecido como lawfare).

Os trechos paranaenses na parte final da caravana preveem de atividades em empreendimentos agroecológicos do Movimentos dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Francisco Beltrão, no dia 26, a ato político em Curitiba dois dias depois. Prevê ainda seminário internacional da região da tríplice fronteira (com Paraguai e Argentina, em Foz do Iguaçu), eventos em defesa da reforma agrária e da pesquisa agrícola e visita ao campus da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), em Laranjeiras do Sul.

Antes, comitiva terá passado por pelo menos quatro etapas em municípios de Santa Catarina, depois de percorrer o pampa gaúcho, onde terá encontros com o ex-presidente uruguaio e atual senador José Pepe Mujica (em Santana do Livramento) e visitará os museus do ex-presidentes trabalhistas João Goulart e Getúlio Vargas, em São Borja, onde o corpo de Vargas foi enterrado em 1954 e o de Jango, em 1976.

Confira programação completa

Rio Grande do Sul

Segunda (19/3)
:: Bagé, 10h30, visita ao campus da Unipampa (Universidade Federal do Pampa), fundada em 2006
:: 15h30, Santana do Livramento, conversa pública com Pepe Mujica

Terça (20)
:: Santa Maria, 14h, reunião com reitores e diretores na Universidade Federal de Santa Maria
:: 19h – Ato público na Nova Santa Marta

Quarta (21)
:: 14h, visita aos museus de Jango, de Getúlio e ao túmulo de Getúlio Vargas, em São Borja

Quinta (22)
:: 9h, visita sítio arqueológico de São Miguel Arcanjo, em São Miguel das Missões 
:: 12h30, parada em Cruz Alta
:: 18h, ato com movimentos sociais em Palmeira das Missões

Sexta (23)
:: 9h30, visita a unidades do Minha Casa Minha Vida Rural em Ronda Alta
:: 13h, Visita ao campus de Passo Fundo da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS, fundada em 2009)
:: 19h, Ato político em São Leopoldo

Santa Catarina

Sábado (24)
:: 10h, reunião com reitores e diretores universitários de Santa Catarina, em Florianópolis, seguido de ato pela educação, por volta de 12
:: 19h, político da Região Oeste de Santa Catarina, em Chapecó

Domingo (25) 

:: 10h, encontro com o sistema cooperado da agricultura familiar em Erechim.
:: 14h30, visita na produção de leite CooperOeste, em São Miguel do Oeste
:: 18h30, ato cultural em São Miguel do Oeste

Paraná

Segunda (26)
:: 10h, ato da agricultura familiar do sudoeste do Paraná em Francisco Beltrão
:: 17h, seminário internacional da Tríplice Fronteira, em Foz do Iguaçu

Terça (27)

:: 12h, ato pela reforma agrária em Quedas do Iguaçu
:: 15h30, visita ao campus da UFFS e a laboratórios de agronomia em Laranjeiras do Sul
:: 17h30, encontro com assentados no Assentamento 8 de Junho 

Quarta-feira (28)

17h, ato de encerramento da Caravana no centro de Curitiba

BANCADA PROGRESSISTA NO PARLASUL MANIFESTA APOIO A NOBEL PARA LULA

“DIREITA PRECISA PROIBI-LO”

Parlamentares citam argentino Esquivel, que defendeu a iniciativa, e falam em defesa da “volta da democracia ao Brasil”

por Redação RBA.

DIVULGAÇÃO

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Ex-presidente do Parlamento, deputado brasileiro Arlindo Chinaglia destacou visão internacional sobre Lula

São Paulo – No início das atividades de 2018, o Parlamento do Mercosul (Parlasul), reunido nesta segunda-feira (12) em Montevidéu, teve manifestação em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O denominado bloco progressista divulgou documento em que aponta perseguição política ao líder brasileiro e dando apoio à indicação de Lula para o Prêmio Nobel, conforme adiantou, há alguns dias, o argentino Adolfo Pérez Esquivel, ele mesmo um vencedor do Nobel da Paz, em 1980.

De acordo com o manifesto, que cita declarações de Esquivel, defender a candidatura do ex-presidente “é defender a volta da democracia”, em um país cuja população vem perdendo “sua terra, seu teto e seu trabalho”. 

“A direita sabe que Lula tem muito apoio, porque implementou políticas pela igualdade e justiça social, como nunca havia sido feito no país, por isso precisam proibi-lo”, acrescenta o texto. 

Segundo a bancada, o ex-presidente tem sofrido perseguição permanente “por parte de setores conservadores e reacionários do Ministério Público, da Polícia Federal e dos grandes meios corporativos de comunicação do Brasil”. Os parlamentares afirmam rechaçar “as manifestações de ódio contra a figura de Lula, com perseguição judicial, difamação e ameaças, desconsiderando todas as garantias do devido processo”. 

Em vídeo, o deputado argentino Oscar Laborde declarou que uma exclusão de Lula do processo eleitoral “seria gravíssimo não somente para o Brasil, mas para a democracia latino-americana”. 

Também por meio de rede social, o deputado brasileiro Arlindo Chinaglia (PT-SP), que até dezembro presidia o Parlasul, destacou a importância da manifestação. “É uma importante demonstração de como Lula é visto fora do Brasil: alguém que luta e usou o poder para fazer justiça”, afirmou. O atual presidente é o paraguaio Tomás Bittar Navarro.

No ano passado, o grupo progressista já havia denunciado a existência de uma perseguição política com objetivos eleitorais. “O mundo inteiro sabe que a fraude do impeachment sem crime de responsabilidade, cometida contra a presidenta Dilma Rousseff, teria de ser complementada pela farsa das denúncias sem crimes contra Luiz Inácio Lula da Silva. O golpe precisa se completar”, afirmam.

PAPO COM ZÉ TRAJANO

DCM: MARCOS VALÉRIO QUEBRA O SILÊNCIO E ENTREGA O ESQUEMA DE CORRUPÇÃO DO PSDB. POR JOAQUIM DE CARVALHO

Por Joaquim de Carvalho 

Marcos Valério

Na sexta-feira da semana passada, o publicitário Marcos Valério ficou sete horas no Departamento Estadual de Investigações sobre Fraudes em Belo Horizonte, no primeiro depoimento que prestou depois que fez um acordo de delação premiada com a Polícia Civil de Minas Gerais.

“O Valério implodiu o PSDB”, disse uma pessoa que acompanhou o depoimento. Conversei com outras pessoas que estiveram presentes no depoimento. Os relatos são impactantes. Rodrigo Pinho de Bossi, chefe do Departamento, não deu entrevista, mas anunciou que deve falar sobre o caso em coletiva.

Ele, entretanto, não liberará o depoimento até que o acordo de delação premiada seja homologado pela Justiça.

Ele tinha uma agência de publicidade usada para repassar recursos a políticos de todos os partidos, durante os primeiros anos do primeiro mandato do governo Lula.

Era um operador. O dinheiro de caixa 2 passava por ele.

O que a velha imprensa quase não diz  — e quando diz não destaca — é que Marcos Valério começou a operar no submundo da política muito antes do PT chegar ao governo.

“Foi no governo de Eduardo Azeredo, do PSDB, que ele criou os mecanismos para ser o maior trem pagador da política brasileira”, disse uma pessoa que acompanhou o depoimento.

Marcos Valério tentou fazer delação premiada em outros momentos, mas o Ministério Público Federal rejeitou seu depoimento.

“Agora nós sabemos por que. É porque ele arrebenta o PSDB e seus apoiadores. É muita sujeira, e o Ministério Público não quis ouvir”, afirmou a fonte.

Valério confirmou a autenticidade de documentos apreendidos pela Polícia Civil em casas de pessoas que estavam sendo investigadas por envolvimento em esquemas de corrupção, como Denise Landim e o advogado Joaquim Engler.

Um dos documentos apreendidos é a cópia da chamada Lista do Valério, um documento que foi considerado apócrifo. Nesta lista, a exemplo de outra lista famosa, a de Furnas, aparecem os nomes de pessoas que receberam recursos operados por Valério.

São pessoas que ocupavam postos de destaque no governo de Fernando Henrique Cardoso. O que Valério contou à Polícia Civil é a origem desses recursos.

“A origem está na negociação na venda da CEMIG”, contou ele, em referência à estatal de energia controlada pelo governo de Minas Gerais.

Em 1997, o governo de Minas Gerais, por decisão de Eduardo Azeredo, vendeu 32,7% das ações da CEMIG para o que se chamou à época “parceiros estratégicos”, que formaram o consórcio Southern Electric Brasil Participações Ltda.

O consócio foi costurado pelo Banco Opprtunity, de Daniel Dantas, com duas empresas de eletricidade dos Estados Unidos, a Southern Electric e a AES.

Pelo lado do governo, quem conduziu a venda foi o vice-governador Walfrido dos Mares Guia. O consórcio arrematou quase 33% das ações ordinárias da Cemig por R$ 1,13 bilhão.

O dinheiro que financiou a compra saiu dos cofres do BNDES, na época presidido por Luiz Carlos Mendonça de Barros.

Metade do dinheiro seria paga em 12 meses sem juros e, a outra metade, em 10 anos, com financiamento do BNDES, que cobrava do consórcio juros de 3,5% ao ano.

O governador Azeredo não se reelegeu. Em seu lugar, assumiu Itamar Franco, que em 1999 entrou com ação para desfazer o acordo de acionistas e retomar para o Estado o controle da CEMIG.

O Tribunal concedeu liminar favorável a Itamar, que demitiu os três diretores que representavam o consórcio.

Mas as ações continuaram nas mãos do consórcio, que até hoje recebem altos dividendos, o que demonstra que as empresas capitaneadas por Daniel Dantas fizeram um excelente negócio.

Se foi bom para os investidores, foi péssimo para a estatal, e um negócio desse tipo não se concretizaria sem o pagamento de propina, muita propina.

É aí que entra Marcos Valério.

Ele já tinha negócios com Daniel Dantas, através das contas de empresas de telefonia controladas pelo Banco Opportunity.

Para Valério, publicidade sempre foi um meio de fazer caixa 2, e era essa a natureza dos negócios com Dantas.

“Ele pagou todo mundo, a maior parte gente graúda do PSDB, graúda não, muito graúda, do governo de Minas Gerais e do governo federal”, contou a fonte.

Quando estourou o escândalo do Mensalão, começou a circular a lista com o nome das pessoas que receberam recursos de Valério. Não fazia referência explícita à CEMIG, mas os nomes que apareciam lá eram de pessoas envolvidas, de uma forma ou de outra, com a venda das ações.

A lista tem a assinatura de Valério e documentos desse tipo, como o de Furnas, servem para intimidar recebedores de recursos ilegais.

Na época, a velha imprensa noticiou que Valério havia negado a autenticidade da lista, mas nunca se fez perícia para verificar se a assinatura era dele.

A lista original foi entregue pelo advogado Dino Miraglia, na época advogado do lobista Nílton Monteiro, delator de Furnas e do Mensalão de Minas, ao então presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que foi o relator do Mensalão de Brasília.

O documento nunca foi investigado e se encontra nos arquivos do Supremo Tribunal Federal. Mas a lista teve repercussão. Negativa para quem a denunciou.

O ministro Gilmar Mendes, que fazia parte do governo Fernando Henrique Cardoso, aparece na lista como recebedor de propina. O caso foi noticiado pela revista Carta Capital.

Gilmar processou a publicação, o jornalista autor da reportagem e o advogado. Todos foram condenados.

Com o depoimento de Marcos Valério, abre-se nova oportunidade para um mergulho no submundo que une política, Ministério Público, Judiciário e grandes empresas.

Sempre se soube que a corrupção não nasceu com o governo do PT, mas uma blindagem institucional nunca permitiu que as investigações avançassem sobre o PSDB.

O delegado Rodrigo Bossi de Pinho, da Polícia Civil de Minas, abriu uma brecha, deu voz a um grande operador do submundo do dinheiro, um profissional do crime de colarinho branco que prestou serviços a A, B, C e até Z.

Vai começar uma operação abafa.

A parte do Brasil que já foi civilizada não pode permitir que isso aconteça.

A lucrativa CEMIG foi o bem que, segundo Valério, os corruptos do PSDB venderam

KENNEDY ALENCAR: PRISÃO DE LULA SERÁ VIOLÊNCIA HISTÓRICA

 

KENNEDY ALENCAR 
PARIS

 Cresceu a possibilidade de o ex-presidente Lula ser preso até o fim do mês devido à condenação no processo do apartamento no Guarujá. Todos os sinais do STF (Supremo Tribunal Federal), corte que poderia impedir a prisão de Lula após o fim do julgamento de todos os recursos no TRF-4 (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, indicam isso.

A 8ª Turma do TRF-4 deverá analisar os pedidos da defesa de Lula na última semana de março. Como a 8ª Turma tende a confirmar a condenação de janeiro, haveria a execução da pena em seguida. Ou seja, prisão do ex-presidente.

No STF, o ministro Edson Fachin, que poderia pedir ao plenário para julgar rapidamente o habeas corpus apresentado pela defesa de Lula, tem sinalizado que não fará isso. Portanto, o cenário mais provável é a possibilidade de prisão até o fim deste mês.

Se o TRF-4 deixasse para analisar o caso em abril e a presidente do STF, Cármen Lúcia, submetesse a análise do plenário duas ações de repercussão geral sobre a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, haveria chance de Lula evitar a detenção. Mas o TRF-4 tem acelerado o julgamento do petista, e Cármen Lúcia já divulgou a pauta de abril sem prever inclusão das ações que permitiriam rediscussão do plenário sobre execução da pena de prisão após condenação em segunda instância.

É uma decisão política de uma juíza. A presidente do STF atua de forma contraditória na comparação com ocasiões do passado em que a classe política demandou a apreciação de casos de ampla repercussão.

Por exemplo: ela levou a julgamento em outubro do ano passado uma ação de três partidos (SD, PP e PSC) que pedia que o afastamento do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, determinado pelo Supremo em maio de 2016, tivesse de ser analisado previamente pela Câmara. Ao final, prevaleceu a decisão, por 6 a 5, de que o Congresso deve ser consultado antes da aplicação de medidas cautelares que impeçam o exercício do mandato.

Naquele episódio, havia pressão política semelhante à que existe hoje em relação à eventual prisão de Lula. A diferença é que aquele lobby foi feito por tucanos e peeemebistas. Agora, são petistas que pressionam. Com o voto decisivo de Cármen Lúcia, venceu em outubro o entendimento que acabaria beneficiando o senador Aécio Neves, do PSDB, e o manteria no exercício do mandato.

Há no Supremo um debate interno sobre a execução da pena após decisão condenatória na segunda instância. Existem duas ações de repercussão geral que poderiam levar a uma mudança dessa jurisprudência. Carmén Lúcia é contra essa alteração e não quer debater o tema.

Atualmente, o STF autoriza a possibilidade de prisão após a condenação na segunda instância. Se rediscutisse o caso, a corte poderia mudar essse entendimento, determinando a espera de uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), já na terceira instância, para autorizar a execução da pena de prisão.

Cármen Lúcia já deu prova de que faz política quando julga conveniente, como ao receber o presidente Michel Temer no último fim de semana em sua casa. No caso de Lula, ela age de forma que prejudica o ex-presidente, ainda que mais à frente ele consiga ter sucesso num recurso no STJ ou no STF para tirá-lo da eventual prisão. Mas já teria ocorrido a ida dele para a prisão, o que tem enorme efeito simbólico.

*

Acirrar ânimos

Do ponto de vista político, a eventual prisão vai acirrar ainda mais os ânimos no país. Deverá dividir ainda mais o Brasil.

As pesquisas mostram um país cindido em relação a Lula. Metade o quer na cadeia. A outra metade julga que ele não merece tal destino. Não será uma decisão que será aceita passivamente por uma parcela da sociedade.

Deverá haver protestos. Deverá haver enorme repercussão internacional. Terá peso simbólico triste a eventual prisão do primeiro presidente do Brasil que possui realmente uma origem popular.

Para alguns segmentos da sociedade, será mais um sinal de fim da impunidade, de aplicação da lei penal com mais rigor contra poderosos. Para outros setores sociais, será uma perseguição judicial, uma violência de uma Justiça seletiva que utiliza mais uma vez na História o discurso do combate à corrupção para enfraquecer projetos políticos que combateram a desigualdade social e beneficiaram os mais pobres do país.

Do ponto de vista eleitoral, a prisão pode fortalecer a capacidade de Lula transferir votos se for confirmada a sua exclusão das urnas. Haverá uma tendência de maior solidariedade ao seu calvário.

A eventual prisão também deverá elevar o debate público sobre a condenação no processo do apartamento no Guarujá, considerada frágil por boa parte dos advogados criminalistas e professores de direito penal do país e defendida por Sergio Moro e as principais figuras da Lava Jato. Esse processo tem fragilidades jurídicas que tenderão a ser vistas no futuro como uma injustiça histórica.

EM VÍDEO, GLEISI HOFFMANN, PRESIDENTA DO PT, AFIRMA: “VAMOS COM LULA ATÉ ÀS ÚLTIMAS CONSEQUÊNCIAS”

PT Campanha Lula Livre

 

CUBA FAZ ELEIÇÕES COM PRESENÇA DE QUASE 80% DOS CUBANOS APTOS A VOTAR

PODER POPULAR

Mais cotado para assumir a presidência é o atual vice-presidente, Miguel Díaz-Canel Bermúdez
por Redação RBA.
 
FANIA RODRIGUES/BRASIL DE FATO
eleições em cuba

O voto, livre e secreto, foi exercido em 24.470 colégios eleitorais

São Paulo – Neste domingo (11), a população de Cuba foi às urnas para eleger os representantes da Assembleia Nacional do Poder Popular e as Assembleias Provinciais – que irão escolher o novo presidente do país, em abril. De acordo com a Comissão Eleitoral Nacional (CEN), 7 milhões de pessoas (78% dos cubanos habilitados a votar) participaram do pleito.

Mais de 8 milhões de cubanos haviam sido convocados para eleger os 605 deputados do Parlamento e os 1.265 delegados das 15 Assembleias Provinciais do Poder Popular. O voto foi exercido em 24.470 colégios eleitorais.

Diferente de eleições em outros países, os candidatos cubanos não podem fazer propaganda eleitoral. No centro de votação, um cartaz informa quais são os candidatos e a biografia de cada um deles. 

Mesmo que as eleições ocorram de maneira discreta, a dona de casa Mercedes Cabrera Rodriguez contou que saiu cedo de casa para exercer seu direito ao voto. “Nosso voto hoje é importante. Vamos escolher os dirigentes que terão a tarefa de melhorar todas as coisas boas que temos em Cuba, como o estudo gratuito, saúde pública, proteção social para os aposentados e muitas outras coisas”, disse ao Brasil de Fato.

Leia também

O presidente Raúl Castro votou pela manhã na província de Santiago de Cuba, onde também é candidato a deputado da Assembleia Nacional. Castro anunciou, em dezembro, que não vai mais se candidatar à presidência do Conselho de Estado, mas pretende continuar no parlamento do país e na direção do Partido Comunista Cubano.

Os representantes eleitos neste domingo assumem seus cargos em 19 de abril. O mais cotado para assumir o posto presidencial é o atual vice, Miguel Díaz-Canel Bermúdez. Aos 57 anos, ele seria o primeiro dirigente cubano, nascido depois do triunfo da revolução de janeiro de 1959 a alcançar esse cargo político.

Desde a chegada de Raúl Castro ao comando do país, em 2008, a ilha vinha ensaiando tentativas de abertura do regime. No plano externo, com aproximação inclusive do ex-presidente norte-americano Barack Obama, e no plano da economia e da política interna. Há uma expectativa de que Bermúdez dê maior vazão a esse processo de abertura.

O país sofre com um embargo econômico – que pune empresas e países que fazem negócios com Cuba – imposto pelos Estados Unidos desde o início dos anos 1960. O embargo continua mesmo com pedido em contrário da ONU, que já aprovou o fim do bloqueio com os votos de 191 países membros – apenas Estados Unidos e Israel defendem a manutenção.

Com informações do Brasil de Fato

registrado em:     


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

esquizofia.wordpress.com

CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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