Arquivo para 28 de março de 2018

ATO SUPRAPARTIDÁRIO NO ENCERRAMENTO VITORIOSO DA CARAVANA DE LULA PELA REGIÃO SUL

FALAS DE ALCKMIN E DÓRIA SOBRE ATAQUES A LULA SÃO ‘POSIÇÕES DE BRUTAMONTES’, DIZ JANINE

FRAGILIDADE DEMOCRÁTICA
Para ex-ministro da Educação, disparos contra a comitiva de Lula são o auge de uma situação que vem crescendo desde o impeachment de Dilma Rousseff
por Eduardo Maretti, da RBA.
 
                                                 KARIME XAVIER/FOLHAPRESSJanine Ribeiro

“Com o assassinato da Marielle impune, sensação que muita gente tem é de que o crime compensa”

São Paulo – “Hoje, não se tem a menor ideia do que vai acontecer. Por exemplo, as decisões são pautadas no Supremo Tribunal Federal de maneira totalmente confusa. A presidente coloca o que quer. Em vez de discutir a questão geral da segunda instância, decidiu discutir o caso Lula, dando nome, endereço e CPF a uma discussão que não é do Lula, mas uma discussão de princípio. Nessa situação, passa-se a ter uma falta total de parâmetros.” O desabafo é do ex-ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, após o ataque que atingiu dois ônibus da comitiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em Laranjeiras do Sul, no Paraná, na noite de ontem (27), com quatro tiros.

“Pode-se imaginar que pode até piorar, e ocorrer em algum momento um assassinato”, diz. Além do “relativo conformismo” da sociedade como um todo, diante de um episódio de tal gravidade e frente à crise do país, Janine Ribeiro se diz “espantado” com as declarações de lideranças políticas como o governador Geraldo Alckmin e o prefeito de São Paulo, João Doria, ambos do PSDB. “As declarações de Alckmin e Doria são absurdas. Há rivais que não conseguem ter uma posição civilizada nem numa situação como essa. Têm posições de brutamontes.”

Alckmin afirmou que “eles (o PT) estão colhendo o que plantaram”. Já o prefeito avaliou que “o PT sempre utilizou da violência, agora sofreu da própria violência”.

Para Janine Ribeiro, a situação extrema, assim como a manifestação de Alckmin e Doria, mostra a fragilidade e imaturidade da democracia brasileira. “Se nossos costumes políticos fossem mais maduros e exigentes, Alckmin não teria jamais a coragem de dizer o que disse. Nem uma pessoa como Bolsonaro estaria colhendo tantos trunfos e vitórias, se os valores democráticos estivessem fortes no país.”

Mas se a polarização da sociedade chegou a tal extremo, com o ataque à comitiva de Lula, o momento requer questionamentos. “A violência física mostra que estamos chegando ao nível da força e isso já acontece há algum tempo. Logo depois do golpe, houve ataques a tribos indígenas no Mato Grosso do Sul. Com o assassinato da Marielle impune, a sensação que muita gente tem é a de que o crime compensa”, diz o filósofo.

As instituições, a começar do STF, não estão fazendo sua parte para superar a crise que vem crescendo desde o impeachment. Nessa conjuntura, onde o tecido institucional do país se esgarça mais e mais, a perda de referenciais básicos “é tão grande que, ‘se Deus não existe, tudo é permitido’, como disse Dostoiévski”, diz Janine Ribeiro, em alusão ao romance Os Irmãos Karamázov. “Substitua Deus por princípios de convívio, pela Constituição, pela legalidade, e você tem uma situação em que não há mais referências na sociedade. A lei, a própria Constituição, a educação, o respeito ao outro, tudo isso sumiu, e estamos numa situação quase de guerra de todos contra todos.”

Contrapontos

O professor de Ética e Filosofia Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) destaca ainda a necessidade de fazer “contrapontos”. Por exemplo: considerando que, desde 1994, o país passou por momentos de otimismo, no primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, nos dois mandatos de Lula e na primeira metade do primeiro mandato de Dilma Rousseff, então, desde 1994, os tempos de pessimismo foram apenas nos quatro anos do segundo mandato de FHC e no período de 2013 a 2014 para cá. “Isso dá cerca de nove anos. Tivemos 15 anos de um Brasil quase eufórico, com o Plano Real, com os anos Lula, que se prolongaram um pouco no governo Dilma.  Quero dizer que, apesar disso, a sociedade brasileira não teve ter maturidade para saber que num momento difícil tem que ter forças internas”, analisa.

Sinal disso é o número de pessoas que dizem que não vão mais votar e que desprezam a política. “Como se isso adiantasse alguma coisa. As soluções passam por uma participação social maior, e não menor.”

Outro grande problema, diz Janine Ribeiro, é que a esquerda não tem demonstrado sabedoria para encontrar caminhos. “Nosso lado também não tem feito grande coisa. Está realmente se dispondo a enfrentar tudo isso e a lutar para não deixar mais as coisas acontecerem? Também não está. Teve a condução coercitiva (de Lula), os grampos ilegais, e agora tem a ameaça de prisão. E tudo isso aconteceu sem que houvesse, em nenhum momento, uma reação à altura, um basta. O que surgiu diante disso tudo?”

Segundo ele, nem estratégias radicais como a construção de uma frente ampla em prol da democracia, por exemplo. “Não se chega a um acordo, do ponto de vista da esquerda. Quando até o Reinaldo Azevedo condena um processo contra o Lula, você tem possibilidade de ampliar apoio para outros setores que são contra o golpe. Mas o fato é que não se consegue organizar propostas.”

Com tudo isso, o cenário, na opinião do professor, é obscuro. “É óbvio que vão impedir de todo jeito a volta do PT. Haverá qualquer pretexto. Já indiciaram o Jacques Wagner para evitar que concorra no lugar de Lula, e começaram a lançar suspeitas sobre o Fernando Haddad. Está na cara que é realmente um grande golpe.”

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IMPRENSA E SINDICATOS INTERNACIONAIS REPERCUTEM ATENTADO CONTRA ÔNIBUS DE LULA

LULA PELO MUNDO
Centrais divulgaram nota mostrando preocupação com hostilidade violenta de grupos fascistas durante caravana do ex-presidente pelo sul
por Redação RBA.
 
                                          RICARDO STUCKERTlula pelo sul

Dirigentes dizem que o ‘gravíssimo episódio acontece após uma escalada de ataques à democracia no país’

São Paulo – A Confederação Sindical Internacional (CSI), a Confederação Sindical das Américas (CSA) e sindicatos internacionais dos setores de serviços, indústria, construção e madeira, financeiro, educação, serviço público e alimentação divulgaram uma nota (leia abaixo), nesta quarta-feira (28), repudiando o atentado a tiros que atingiu dois ônibus da caravana do  ex-presidente Lula, no Paraná, na noite de ontem.

Na nota, os sindicalistas dizem estar “estarrecidos e extremamente preocupados” com o atentado e lembram das “hostilidades violentas” praticadas por grupos fascistas contra os participantes de caravana, “sem a devida contenção pelas autoridades policiais”, que veem ocorrendo desde que a caravana pelo Sul foi iniciada no dia 19.

Os dirigentes afirmam que o “gravíssimo episódio acontece após uma escalada de ataques à democracia no país”, que começou com o golpe de 2016 e seguiu com os ataques aos programas sociais e direitos trabalhistas.

Imprensa internacional

Jornais internacionais falam sobre a tensão crescente no país. O inglês The Guardian, o americano The New York Times, os franceses Le MondeLe FigaroLibération e o site Ouest France dão espaço para o episódio. O Wall Street Journal relata que críticos de Lula acusam o PT de encenar o ataque.

Le Monde destacou que “a caravana eleitoral de Lula foi atingida por tiros”, quando o comboio do ex-chefe de Estado, em campanha pela eleição presidencial de outubro, deixou a cidade de Quedas do Iguaçu. “Não houve feridos”, aponta o texto.

Já os diários argentinos também ressaltam o ataque ao líder petista, com destaques no Clarín e Página 12. O La Nación reproduziu as declarações de Geraldo Alckmin atribuindo a Lula a responsabilidade pelo ataque. Da Espanha, El País destacou que a caravana de Lula foi recebida a “balazos”.

Leia a nota divulgada pelas centrais internacionais:

Em defesa de Lula, da democracia e contra a violência no Brasil

Estamos estarrecidos e extremamente preocupados com a notícia de que a comitiva do expresidente Lula sofreu um atentado criminoso a bala no dia de ontem no estado do Paraná, após uma semana de hostilidades violentas de grupos fascistas contra os participantes de sua caravana pelo sul do Brasil, sem a devida contenção pelas autoridades policiais.

Este gravíssimo episódio acontece após uma escalada de ataques à democracia no país: desde a sistemática sabotagem após o resultado das eleições presidenciais de 2014, passando pelo golpe parlamentar que destituiu a presidenta eleita Dilma Rousseff em 2016, o ataque aos programas sociais e aos direitos dos Trabalhadores e Trabalhadoras com a reforma trabalhista, a deterioração econômica ensejando treze milhões de desempregados e o recrudescimento da prática do lawfare contra o ex-presidente Lula por setores do judiciário do país, que o acusam e condenam sem provas e sem crimes.

O movimento sindical internacional, por diversas vezes se manifestou reconhecendo a importância dos governos do presidente Lula, para além da realidade brasileira, em ter criado um outro paradigma internacional de crescimento econômico com inclusão social via geração de emprego e renda a milhões de Brasileiros, combinando soberania nacional solidariedade internacional.

Da mesma maneira nos últimos anos condenamos duramente o golpe de estado de 2016, perpetrado em nome da entrega do patrimônio nacional e do ataque aos direitos sociais e dos trabalhadores e trabalhadoras.

Manifestamos aqui nossa total solidariedade ao ex-presidente Lula e às centenas de milhares de pessoas que tem participado das diversas manifestações democráticas e pacíficas em apoio a ele por todo o país e em especial nas mais recentes pelo sul do país. Defendemos seu direito  constitucional de provar sua inocência apelando das absurdas condenações impetradas por setores politizados de instâncias inferiores do judiciário, assim como defendemos seu direito constitucional de ir e vir, de se manifestar e de se candidatar às próximas eleições presidenciais.

Conclamamos as autoridades Brasileiras a apurar rigorosamente e punir os autores destes atentados criminosos contra a vida dos participantes da caravana do ex-presidente Lula e a garantir a normalidade e a paz no exercício do processo político, para que o Brasil possa retomar a convivência democrática.

PAPO COM ZÉ TRAJANO

SENADORES REJEITAM ELOGIOS DE ANA AMÉLIA A AGRESSORES DA CARAVANA LULA

Senadora pede que não a façam de “bode expiatório” e se diz arrependida. Parlamentares repudiam atentado e defendem política feita com “debate de ideias”
por Hylda Cavalcanti, da RBA publicado 28/03/2018 16h59, última modificação 28/03/2018 17h30
 
WALDEMIR BARRETO/AGÊNCIA SENADO/ ARQUIVO ABR

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Ana Amélia e Lindbergh: constrangimento por apoiar violência e rejeição a práticas fascistas contra caravana

Brasília – Diante da indignação provocada pelo atentado a tiros ao ônibus da caravana do ex-presidente Lula no Sul do país, a senadora Ana Amélia(PP-RS) subiu ao plenário hoje (28), em tom constrangido, para tentar se justificar. Recentemente, ela parabenizou os gaúchos por terem adotado reações agressivas contra os militantes do PT. Ana Amélia, que já tinha sido acusada por colegas petistas de ter incitado e elogiado a violência e os atos de agressão, nesta quarta-feira adotou um tom de arrependimento.

Disse que as palavras que usou foram “força de expressão” e pediu para não ser o “bode expiatório” de tudo o que aconteceu nas últimas 24 horas. “Quando me referi aos gaúchos, usei força de expressão, porque estava participando de uma convenção do meu partido e a caravana estava passando pelo Rio Grande do Sul. Eu condeno qualquer tipo de violência”, justificou-se.

No mesmo tom em que pediu para ser compreendida Ana Amélia disse que quando deu declaração falando sobre rejeições à caravana, tentou passar o recado de que esses episódios refletiam a insatisfação da população com os governos do PT, mas só isso.

“Acho que tiros não podem, nem devem ser dados em ninguém. Nem no meu adversário nem no meu aliado.  A minha coligação é com a sociedade brasileira, que me conhece”, destacou.

Apesar do modo bem mais brando de falar, ela não fez menção direta ao fato de, durante seu discurso, ter dito que gostaria de parabenizar os que “botaram para correr aquele povo” e que “atirar ovo e levantar o relho contra a caravana mostra onde estão os gaúchos”, referindo-se aos integrantes da caravana.

Ana Amélia, no sábado e ontem

“Estou sendo usada como bode expiatório, mas quem fará meu julgamento serão os eleitores do Rio Grande do Sul e a sociedade que acompanha meu desempenho nesta Casa”, afirmou ainda a senadora.

A fala de Ana Amélia foi repudiada com firmeza, principalmente, pelo líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ), que chamou o seu discurso de “prática fascista”. “Você pode discordar do PT, discordar de Lula e Dilma. Mas não dá para concordar com isso. As palavras da senadora não foram as que se fala num discurso, foram agressões, práticas fascistas”, acusou Lindbergh.

De acordo com o líder “não se trata mais de criticar um discurso”. “Não é mais o discurso do ódio e intolerância. São milícias armadas seguindo o presidente Lula. Esses fatos não têm paralelo na história recente do País”, disse.

Outra senadora que reclamou da postura de Ana Amélia foi a presidenta da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, Regina Sousa (PT-PI). Segundo Regina, “o mais grave de tudo foi ver uma parlamentar, senadora da República, defendendo atos de barbárie”.

‘Pessoas são incentivadas’

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) também reagiu com indignação em relação a tudo o que aconteceu, em especial o episódio de ontem. “No primeiro dia, foi ovo; no segundo dia, foi pedra; no terceiro dia, foi barra de ferro; e agora, arma de fogo, tiro, contra o ônibus do presidente Lula. E por que muitas vezes as pessoas se sentem livres, se sentem à vontade para praticar esses atos de violência? Porque elas são incentivadas para fazer isso”, destacou.

“Há uma parte da população que defende o presidente Lula e uma parte que é contra. Agora, essa parte que é contra não tem o direito de fazer o que está fazendo, e muito menos os senhores senadores ou as senhoras senadoras não têm o direito de subir na tribuna e aplaudir atitudes violentas como essa, porque aplaudir atitudes violentas é um incentivo ao crime, é um incentivo ainda maior à violência”, disse Vanessa, numa reação a Ana Amélia.

Desde a noite de ontem que parlamentares de diversos partidos têm procurado manifestar preocupação com os participantes da caravana e o caráter agressivo dos atos de violência. O senador tucano Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) declarou que repudia o que aconteceu e que, a seu ver, esses episódios “não são próprios de uma democracia civilizada e devem ser repudiados”. Mas, ao estilo de vários integrantes do seu partido, acrescentou logo depois que “infelizmente há precedentes de incitamento à violência”.

Os deputados Maria do Rosário (PT-RS) e Wadih Damous (PT-RJ) entregaram um documento ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), pedindo para que a Casa combata o ódio contra a vida política, inclusive porque integram a caravana vários deputados federais. Ouviram de Maia que o que aconteceu foi “de uma gravidade extrema”. “Considero o ponto final de alguns dias de absurdos, que inviabilizará a mobilização do ex-presidente Lula, legítima e democrática”, disse o presidente.

Eles também mantiveram contato com o ministro de Segurança Pública, Raul Jungmann, que já tinha sido procurado para tratar do assunto pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), um dos integrantes da caravana. Jungmann repudiou o que aconteceu, mas contou que entrou em contato com a secretaria estadual de segurança pública do Paraná e pediu a ajuda policial daquele estado.

Maria do Rosário solicitou a federalização das investigações contra o ataque e lembrou que, desde a última semana, o governo federal, por meio desse contato feito anteriormente por integrantes da caravana, já estava sabendo das agressões que vinham acontecendo, sem que nada tivesse sido providenciado.

‘Paus, pedras e tiros’

O deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), tido como o decano da Câmara, fez um apelo durante discurso no plenário para que as pessoas impeçam o que chamou de ataques à democracia no país. “Por favor, parem com isso! Permitam o debate livre das ideias. Não é possível que o nosso país termine resolvendo as coisas na bala, no meio da rua!”, afirmou Teixeira.

O deputado Cabo Sabino (Avante-CE) destacou que não será “com paus, pedras, tiros e intolerância que vamos construir um Brasil melhor”. “O direito de falar, de votar, de colocar o que se pensa em debate é a maior conquista que temos. Vamos pensar mais nisso”, pediu, ao repudiar o atentado.

O líder da minoria no Senado, Humberto Costa (PT-PE), divulgou nota afirmando considerar “inconcebível, nos tempos de hoje, que cenas como apedrejamento e açoitamento de participantes de um ato político, em alguns locais, com a conivência de forças policiais que nada fizeram para impedir a horda de nazifascistas”.

De acordo com Costa “este não é o Brasil que conhecemos, nem o Brasil que nós procuramos o tempo inteiro construir, de uma maneira em que os conflitos, as divergências e as ideias possam ser tratadas no campo do debate”.

ATO EM CURITIBA COM LULA, BOULOS E MANUELA EM DEFESA DA DEMOCRACIA ENCERRA CARAVANA

LULA PELO BRASIL
Presença de pré-candidatos é um desagravo após onda de agressões que culminou com disparos de tiros contra dois dos três ônibus da comitiva do ex-presidente
por Redação RBA.
 
RICARDO STUCKERT
Lula na IFFS

São Paulo – A Caravana Lula pelo Brasil termina nesta quarta-feira (28), em Curitiba, sua quarta edição, desta vez pela região Sul. O ato de encerramento está previsto para as 17h, na Boca Maldita, centro da capital paranaense. E mais do que fechar um percurso de 3.300 quilômetros por duas dezenas de cidades, o ato deve ser converter numa grande manifestação em defesa da democracia e contra o fascismo. 

Os pré-candidatos à Presidência da República Guilherme Boulos (Psol) e Manuela D’Ávila (PCdoB) já confirmaram presença. Ciro Gomes (PDT) também foi convidado, mas se encontra fora do país.

Será um desagravo após uma onda de atentados movidos a paus, pedras, chicotes contra trabalhadores e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. E que culminou com disparos de tiros contra dois dos três ônibus que levavam convidados e jornalistas ao assentamento 8 de junho, em Laranjeiras do Sul, onde foi erguido um campus da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS), durante o governo Lula, em 2007.

RICARDO STUCKERTLula em Quedas do Iguaçu
Com comunidades indígenas, em Quedas do Iguaçu
RICARDO STUCKERTLula na UFFs
Com comunidade acadêmica na Universidade Federal da Fronteira Sul

Antes, a caravana havia experimentado um dia de muito acolhimento na passagem por Quedas do Iguaçu, como em todos as cidades, assentamentos, praças, escolas e empreendimentos agroecológicos visitados. Foram celebrações de gratidão, pelo que foi feito, e de esperança, pelo que ainda pode ser feito se a democracia prevalecer. Os depoimentos de um professor e de uma estudante da UFFS traduzem em parte esses sentimentos

Micheli Becker, 24 anos,

Formada em Engenharia de Aquicultura na Universidade Federal Fronteira Sul e cursando mestrado

Por que mulheres não foram para o enfrentamento contra o Lula? Porque  viram que ele colocou comida na mesa, melhorou a educação para os filhos, sentem no dia a dia as melhorias mais do que o homem.

Sou de Querência do Norte, noroeste do Paraná, de um assentamento do MST. Estava trabalhando na brigada do movimento, e uma mulher falou sobre a existência da UFFS. Naquela época, era mais um sonho, a gente não tinha nem sede própria, nada. Foi em 2011.

Fiz minha inscrição pelo site, passei na primeira chamada, e vim. Com o passar do tempo, a gente conseguiu vir para esse lugar, que é o nosso bloco definitivo. Aí consegui terminar Engenharia de Aquicultura, em cinco anos. Terminando, consegui entrar no mestrado, em Agroecologia e Desenvolvimento Rural Sustentável. Entrei na terceira turma.

O campus Laranjeiras do Sul é o único dentro de um assentamento. Para mim, que sou do MST, é um orgulho muito grande. Assim como eu, muitos filhos de agricultores, que não teriam oportunidade de fazer o ensino superior, – foi uma das últimas coisas que Lula fez, a criação da UFFS. E a gente tem. Temos um quadro de professores muito bom, a maioria com doutorado. A gente está na expectativa em ter o primeiro doutorado da UFFS aqui, no campus Laranjeiras do Sul, também na área da agroecologia.

Meus pais estão assentados em Querência do Norte, no assentamento Portal do Tigre. Tem mais ou menos 300 famílias. Quando vim para a universidade, acessei o programa estudantil para a manutenção de alunos de baixa renda, como eu. Durante toda a graduação, tive incentivo do governo federal, através de bolsa – o auxílio-permanência.

Aqui era assentamento Oito de Junho. Agora não é mais. O Oito de Junho cedeu os dois lotes para a construção da universidade, o terreno passou a ser público.

Importância da agroecologia

Meus pais têm produção de arroz orgânico, certificado pela Rede Ecovida. Na Rede Ecovida, não se busca simplesmente um produto orgânico, e sim um produto agroecológico, porque leva em conta essa questão do social. Para mim, poder estar estudando o que os meus pais já faziam na prática foi uma oportunidade de ouro, que aproveitei.

Agroecologia é uma ciência. Muita gente conhece como prática, muito comparado com o orgânico, mas na verdade a agroecologia é uma ciência. O nosso curso se propõe a pensar os problemas que a gente vive na sociedade, principalmente a intensificação da produção, pensando nisso de uma forma holística. É conseguir ver o todo do problema, com uma visão macro, para poder discutir, junto com os agricultores, e pensando formas de resolver esses problemas, levando em consideração todo o custo social, ambiental, que isso pode ter para o restante da população.

O nosso mestrado tem duas linhas: uma de entrevistas com agricultores, sobre problemas práticos; e a minha, mais laboratorial. Estou estudando uma forma alternativa de tratamento de doenças em peixes. Seguindo a minha graduação, na parte de piscicultura, estou fazendo trabalho com erva mate e outras plantas, com o extrato delas, para combater. É uma atividade prática.

A gente tem uma diversidade muito grande. Na minha turma, tinha enfermeiro, nutricionista, agrônomo, historiador, geógrafo. Essa ideia da agroecologia de pensar de forma diferente proporciona que outras áreas se conectem, cada um trazendo do macro para a sua área para tentar pensar de forma diferente e resolver aquele problema.

Machismo e empoderamento da mulher

O sul é muito patriarcal. Normalmente o homem responde pela família. Só que, na agroecologia, dentro da Via Campesina, a gente tem uma coisa muito assim: quando a vida está ameaçada, quem sai à luta é a mulher.

Por que mulheres não foram para o enfrentamento contra o Lula? Porque elas viram que ele colocou comida na mesa, melhorou a educação para os filhos, sentem no dia a dia as melhorias mais do que o homem, que está preocupado normalmente em aumentar o patrimônio da família. Não é aquela coisa do dia a dia…

Por que a gente tem toda essa dificuldade? É uma construção histórica. Aqui na instituição, os cursos ainda tem muito mais homens do que mulheres. Eu estou formada e encontrando dificuldade no mercado de trabalho. Por que não tenho qualificação? Não, me formei entre os melhores da turma, mas a área que eu escolhi é dominada pela questão dos homens.

Os agricultores têm essa mentalidade patriarcal. Para eles, chegar uma mulher na propriedade para dizer como ele tem que fazer para produzir peixe é um choque, por que a assistência técnica sempre foi feita por homens.

Tanto para mim, que sou da Engenharia da Aquicultura, como as minhas amigas que se formaram em Agronomia, temos muita dificuldade na busca pelo campo de atuação. Exatamente porque o sul, até pela própria colonização – de alemão e italiano –, é uma coisa mais patriarcal, onde o homem decide as coisas. A gente está passando por um período de transição, e de a mulher se assumir e se desafiar a fazer novos papeis dentro da sociedade.

Paulo Henrique Maia, 51 anos

Professor de Agronomia na UFFS

Nossos cursos são bem conceituados. O grande problema da elite é ver o filho do trabalhador rural fazer o concurso junto com o filho deles e passar. As pessoas que querem estudar fazem isso com qualidade. Durante oito anos, demonstramos que essa universidade é de qualidade

A universidade foi fundada no dia 15 de setembro de 2009. Ela é uma universidade com campi no Paraná, Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Em Laranjeiras do Sul temos cursos nas áreas de educação agrária. Temos curso de Agronomia com ênfase na agroecologia, tem curso de Engenharia da Agricultura, Ciências Econômicas no Cooperativismo e Gestão de Agroindústria. Tem um curso de Educação na área de Ciências da Terra.

O nosso campus conta com mais de 1.200 alunos e temos dois mestrados: um sobre agroecologia e desenvolvimento rural sustentável e outro na ciência de alimentos. Ao todo, em todas as universidades, deve ter uns 15 mil alunos.

Nós começamos aqui numa estrutura emprestada. Durante o governo Lula e Dilma construímos esse campus que está afastado 4 quilômetros do centro da cidade. Conta com 40 laboratórios equipados, 40 salas de aula, um restaurante universitário, um bloco de 90 professores e 70 técnicos

Integralização do ensino

Nosso exemplo é importante para o atendimento das populações locais. Nosso campus funciona num assentamento da reforma agrária e os nossos cursos são formados em 70% por alunos da região. Vêm os agricultores aqui do lado para cursar Agronomia, Engenharia e saem daqui trabalhando na própria região. Isso é importante para o desenvolvimento local.

Aqui todos os alunos que têm dificuldades socioeconômicas têm uma bolsa, que foi promessa da Dilma. A gente cumpriu isso nesse campus graças ao trabalho de uma equipe impressionante que temos na universidade, principalmente, na área de serviço social. Isso é um fato importante para manter os alunos.

Existem preconceitos das pessoas que são ignorantes. Por exemplo, há pessoas que vêm para cá e acham que vai ser um ato de politicagem. Não, a universidade é criada por lei e nunca sairá daqui. Existe muita truculência, sim. Mas aqui temos filhos de assentados e pequenos agricultores que vêm para fazer uma faculdade de qualidade.

Os nossos cursos são bem conceituados. Acho que o grande problema da elite é ver o filho do trabalhador rural fazer o concurso junto com o filho deles e ver a gente passar. As pessoas que querem estudar fazem isso com qualidade. Durante os oito anos, demonstramos que essa universidade é de qualidade.

Com reportagem de Cláudia Motta, em Laranjeiras do Sul (PR)

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ADVOGADOS ENTREGAM NOTÍCIA-CRIME AO MP SOBRE ATAQUES CONTRA CARAVANA DE LULA MP

FASCISMO
Dois dos três ônibus da comitiva do ex-presidente foram alvo de tiros no caminho entre Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul, na noite dessa terça-feira (27). Pessoa ligada ao MBL estaria envolvida
por Redação RBA.
 
RICARDO STUCKERT/INSTITUTO LULAlula pelo sul

Segundo advogada, todos ataques são direcionados a Lula, incentivado por milícias e ruralistas

São Paulo – O coletivo Advogadas e Advogados pela Democracia entregará uma notícia-crime ao Ministério Público nesta quarta-feira (28) sobre as ameaças sofridas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a viagem de sua caravana pelo sul do país. De acordo com a advogada Tânia Mandarino uma pessoa ligada ao Movimento Brasil Livre (MBL) estaria envolvida nos ataques a tiros contra a caravana.

Em entrevista à jornalista Marilu Cabañas, da Rádio Brasil Atual, Tânia conta que as denúncias enviadas ao coletivo chegam a quase 100. Segundo ela, há o registro de uma conversa em grupo no WhatsApp mostrando a intenção de planejar o atentado ocorrido nessa terça-feira contra dois ônibus da caravana no caminho entre Quedas do Iguaçu e Laranjeiras do Sul. “Para nosso espanto, na noite de ontem (27), nós triamos uma denúncia baixada na noite anterior na qual, em um grupo de Whatsapp, pessoas da região oeste do Paraná planejavam tudo o que aconteceu ontem: compra de miguelitos para jogar na frente do ônibus, compra de armas no Paraguai para atirar no ônibus… Então esse é o foco central da nossa denúncia hoje”, conta.

Tânia falou sobre quem faria parte desse grupo. “Nós temos a identificação de uma delas, completa, que é uma pessoa ligada ao MBL, com propriedade de forte arsenal armamentista inclusive. O restante do grupo será identificado– é o que se pede ao Ministério Público – através dos números que estão nas telas printadas enviadas como denúncia”, relata. “São cerca de cinco pessoas, o que caracteriza organização criminosa, formação de quadrilha, prática de atos terroristas, e nosso pedido vai ser para que o Ministério Público averigue a prática de homicídio tentado qualificado como um crime de perigo abstrato”, denuncia.

No mesmo grupo de Whatsapp, a advogada relata que alguém sugere trocar ovos (que foram atirados contra os ônibus em passagens da caravana) por bala de borracha e munição letal. “Outra pessoa diz que gosta da ideia e que seria o primeiro a atirar. Já outro diz que vai no Paraguai comprar a arma, porque ‘era o jeito'”, conta.

Segundo ela, todos ataques são direcionados a Lula, incentivados por milícias de ruralistas. A advogada conta que recebeu diversos vídeos com as ameaças. “As pessoas produziram provas contra si mesmas nesse processo”, diz.

Nesta quarta, o ex-presidente Lula encerra sua caravana em Curitiba, na Praça Santos Andrade, no Centro, às 17h. Ainda hoje, a capital paranaense recebe mais dois atos: um com o deputado federal e candidato à presidência, Jair Bolsonaro (PSL-RJ), e outro do MBL contra o ex-presidente.

“O que o MBL vai fazer hoje aqui é de responsabilidade deles. Vamos manter nosso ato em defesa da democracia e que essas pessoas sejam responsabilizadas”, conclui a advogada.

Ouça a entrevista:

PROFESSORES TENTAM DIÁLOGO, MAS GOVERNADOR AMAZONINO CONTINUA INTRANSIGENTE

Produção Afinsophia.

Em movimento contínuo da luta pela educação-democrática, os profissionais da educação  do estado do Amazonas, tentaram, na manhã de hoje, dia 28, encontrar em contato com o governador Amazonino, porém tiveram o seu intento frustrado pela intransigência desse que há anos tem se mostrado inimigo da educação.

 Quase cinco mil trabalhadores da educação se dirigiram ao palácio do governo que fica no Bairro da Compensa, mas não viram o intento profissional compensado. Amazonino não se colocou acessível ao diálogo impedindo a entrada dos grevistas ao recinto oficial. Diante da obstrução dialógica, impossibilidade da práxis-política-transformadora, os trabalhadores da educação realizaram alguns atos contrários à intransigência amazoninozoica: perseguição aos professores, recusa de contactar com o mundo real. 

    Durante a mobilização, vários professores realizaram parlamentos denunciando o quadro que já mostra sinais claros de esquizofrenia-social: impossibilidade da fala construtora como expressão da sociedade-democrática. Porém, esse  surto não ocorrerá, tratando-se da potência-política dos trabalhadores, já que a greve é a expressão da produção de saúde do trabalhador. Não se deixar oprimir para não entrar no quadro esquizofrênico promovido pelas forças antidemocráticas.

   Um fato novo foi apresentado na luta dos professores, nessa manhã. Centenas de estudantes, em comboio, compareceram ao ato se solidarizando com a causa que também envolve eles. Desta forma, comprova-se que Amazonino, com sua obstinação, vem conseguindo fortalecer a luta. Um talento próprio dos intransigente que ninguém pode desprezar. Amazonino despertou o coração do estudante. Logo ele que fantasiava, em um de seus passados, se aposentar para se dedicar ao ensino de filosofia aos jovens das periferias. 

   Dando continuidade ao calendário de luta-sagrada da quadra cristã, os grevistas vão manter encontros setoriais, pela parte da tarde, nos diversos bairros da cidade para que o fogo prometeico continue intenso em seu calor e brilho. 

     Avante, Companheiros e Companheiras!  


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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