Arquivo para 3 de abril de 2018

PRISÃO DE LULA LEVARIA O PAÍS A UMA COMOÇÃO, AFIRMA DIRETOR DO DIAP

DIA D
Na opinião do analista, muitos parlamentares, inclusive da base governista, são a favor do habeas corpus de Lula por temer serem eles próprios presos no futuro em decorrência da decisão, mas não querem se expor
por Eduardo Maretti, da RBA. 
                                                              ROSINEI COUTINHO/STFSTF

Da esq. para dir., votos considerados certos a favor do habeas corpus: Toffoli, Gilmar Mendes e Celso de Mello

São Paulo – Uma eventual recusa do Supremo Tribunal Federal em conceder o habeas corpus preventivo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira (4), levaria o país a uma “comoção”. “Como vão prender o maior líder popular do país sem qualquer acusação consistente que justifique uma decisão tão drástica? Isso vai provocar uma situação de comoção porque as pessoas vão reagir”, diz o diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto Queiroz.

Segundo Queiroz, nas semanas que antecederam o julgamento que deve ser decisivo para o processo eleitoral de 2018, o Congresso Nacional está relativamente silencioso sobre o assunto porque, mesmo a maioria da base governista, defende silenciosamente a tese de que é preciso haver trânsito em julgado para a prisão de um condenado ser executada, como determina a Constituição Federal.

Isso porque, em sua opinião, muitos parlamentares temem que uma eventual prisão de Lula seja um precedente que pode levar alguns deles à prisão. “Se o maior líder popular do país é preso, imagine outros políticos, como Michel Temer, no futuro.”

Muitos parlamentares preferem não se manifestar nesse sentido, para não se queimarem junto à parcela do eleitorado que embarcou na sanha punitivista em vigor. “Na verdade, esses parlamentares não querem se expor, mas são a favor da concessão do habeas corpus”, avalia o analista.

Na opinião de Queiroz, esse “apoio” silencioso do governo à proibição da prisão após segunda instância “facilita a decisão na direção da concessão do habeas corpus”. “Porque se fixa o entendimento de que é preciso observar o trânsito em julgado nos casos de quem, mais cedo ou mais tarde, vai responder por eventuais desvios de conduta.”

Em Lisboa, onde participa de um seminário, o ministro Gilmar Mendes disse à imprensa que, qualquer que seja a decisão do tribunal, ela vai “pacificar” o país. 

Queiroz não acredita nisso. “É o contrário, vai ter barulho qualquer que seja o resultado. Não vai pacificar de jeito nenhum. O MBL e a direita vão se mobilizar contra a eventual concessão do habeas corpus. Se não for concedido, a esquerda vai protestar.”

 

Gilmar é considerado voto certo a favor do habeas corpus e tem defendido sua posição mesmo fora do país. Aguardado na sessão de amanhã, o ministro declarou que a eventual prisão de Lula “mancha a imagem do Brasil” no exterior. “Se alguém torce para prisão de A, precisa lembrar que depois vêm B e C”, alertou ele, segundo O Estado de S. Paulo

O senador Lasier Martins (PSD-RS) anunciou que ele e um pequeno grupo de colegas entregaria hoje (3) uma carta aberta ao STF pedindo que a Corte mantenha o entendimento a favor da prisão após a condenação em segunda instância. Participam do grupo Ana Amélia (PP-RS), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), Airton Sandoval (MDB-SP) e Simone Tebet (MDB-MS).

“Esse grupo é formado por senadores midiáticos. Estão ali para fazer o que a imprensa deseja que eles façam. Mesmo que alguns deles torçam para que haja a revisão da prisão em segunda instância em vigor, são oportunistas a ponto de fazer esse tipo de pedido. Mas o fato é que os partidos deles estão quietos”, diz Queiroz.

Rosa Weber

Para o diretor do Diap, a posição da ministra Rosa Weber será decisiva, mas, embora muito pressionada, se for coerente, ela deve manter o entendimento adotado em outubro de 2016, quando foi um dos votos vencidos contra a prisão antes do trânsito em julgado.

“Para onde o voto dela pender, deve decidir. É um voto determinante. Na minha opinião, ela vai votar pela concessão do habeas corpus. Seria um voto coerente.”

Os votos esperados a favor do habeas corpus do ex-presidente são os dos ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Celso de Mello, Dias Toffoli e Marco Aurélio. Contra, as posições de Edson Fachin, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Rosa Weber decide.

Surpresas também podem acontecer. Por exemplo, os ministros decidirem, com o aval da presidenta Cármen Lúcia, colocar em votação as Ações Declaratórias 43 e 44, que tratam da mesma matéria, tirando o foco do julgamento da pessoa de Lula. O ministro Marco Aurélio defende essa solução. O advogado criminalista Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou ontem que esse é um dos pedidos do grupo de juristas que entregou manifesto ao STF a favor do habeas corpus de Lula.

“Queremos até tentar julgar antes (do HC de Lula) as ADCs 43 e 44, porque elas têm efeito erga omnes, efeito vinculativo. O habeas corpus fica apenas centralizado na pessoa do ex-presidente Lula”, disse Kakay nesta segunda-feira. O manifesto de juristas contra a prisão após segunda instância reuniu 3.262 assinaturas e foi entregue ao STF na segunda-feira (2). 

registrado em:         

MOVIMENTOS PROMOVEM MANIFESTAÇÕES EM DEFESA DE LULA NESTE DIA 4

DEMOCRACIA
STF julga nesta quarta-feira o mérito do habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente. Manifestantes acompanharão o julgamento nos arredores do tribunal e em vigília por todo o país
por Redação RBA.
 
                                                               RICARDO STUCKERT/ILLula

Em todo o país, militantes e apoiadores organizam atos e vigílias em defesa da Constituição e do ex-presidente Lula

São Paulo – Entidades e movimentos sociais programaram manifestações em todo o Brasil em função do julgamento do pedido de habeas corpus preventivo do ex-presidente Lula nesta quarta-feira (4). Em Brasília, as frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo se concentrarão no Teatro Nacional, a partir das 12h, e ocuparão o lado norte da Esplanada dos Ministérios. De lá, seguirão em caminhada até o Congresso Nacional, na Alameda das Bandeiras, onde acompanharão o julgamento do habeas corpus pelo STF até o final.

“É uma grande vigília em defesa da democracia, da Constituição e do nosso país, em defesa do direito de Lula ser candidato”, afirma o deputado federal Pepe Vargas (RS). Segundo ele, será “absurdo” se o Supremo não aceitar o habeas corpus. “A Constituição é muito clara, e diz que ninguém é culpado até sentencia condenatória com trânsito em julgado.” Vargas diz que existe hoje no Brasil uma tentativa de impedir a presença de Lula na cena política por meio de um “sistema judicial partidarizado”. 

A deputada Luizianne Lins (CE) quer o apoio das pessoas que acreditam que o Brasil “não pode piorar cada vez mais, como está acontecendo”. Ela diz que a perseguição judicial ao ex-presidente é uma tentativa de criminalizar uma parcela do eleitorado e os que foram beneficiados pelas políticas sociais do PT. 

“Os fascistas, diante do crescimento da candidatura do ex-presidente Lula, se utilizam de duas variáveis: a primeira é a violência. Atiraram no ônibus do presidente Lula e utilizaram de violência contra a caravana no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná. A segunda forma é pressionar a Justiça para não conceder o habeas corpus”, diz o deputado Paulo Teixeira (SP).

Para Assis Carvalho (PI), o Brasil vive em “Estado de exceção”, e a Constituição Federal é “rasgada” diariamente. “Precisamos restabelecer a democracia neste país”, diz o parlamentar. “Vamos estar na porta do Supremo para todos nós levarmos essa energia. É injusto, Lula tem o direito de ser candidato”, diz a deputada Benedita da Silva (RJ).

O parlamentar Elvino Bohn Gass (RS) lembra que ninguém pode ser condenado sem prova. “E não tem prova, Lula é inocente. Então, não pode ser condenado. Em segundo lugar, aplicar a pena antes do trânsito em julgado é rasgar a Constituição. Não podemos permitir.”

Confira a lista com as mobilizações por todo o Brasil em defesa da democracia

ALAGOAS
Maceió
14h – Praça Deodoro

AMAZONAS
Manaus
13h – em frente ao Tribunal Regional Eleitoral de Manaus

BRASÍLIA
03/03 (terça-feira)
17h – panfletagem na Rodoviária
19h – Atividade no Museu da República 

04/04 (quarta-feira)
12h – Teatro Nacional, lado norte da Esplanada dos Ministérios
13h – caminhada sentido Congresso Nacional, na Alameda das Bandeiras, onde acompanharão o julgamento até o final

BAHIA
Salvador 
03/04 (terça-feira) 
Carreata #LulaLivre
16h – concentração Vale do Canela, com caminhada pelo Vale do Canela até o Subúrbio, com encerramento na Praça da Revolução (Periperi) com ato político cultural. Panfletagens na Lapa, Iguatemi, Estação Mussurunga e Acesso Norte

04/04 (quarta-feira) 
Ato Político #LulaLivre
13h – concentração Fórum Rui Barbosa (Campo da Pólvora)
Pela manhã, haverá ato do Sindicato dos Advogados com saída da OAB até o Fórum Rui Barbosa e ato da APUB saindo da UFBA até o Fórum.

CEARÁ
Fortaleza
15h – Praça da Bandeira (centro)

Cariri
10h – Praça Siqueira Campos (centro do Crato)

MARANHÃO
São Luís
8h – Praça Joãozinho Trinta

MATO GROSSO
Cuiabá
13h – Vigília e ato político na Praça Alencastro

MATO GROSSO DO SUL 
Campo Grande 
16h – esquina da Rua 14 de julho com a Rua Afonso Pena (centro)

MINAS GERAIS 
Belo Horizonte
03/03 (terça-feira)
17h – Praça Afonso Arinos – Vigília Democrática Lula Livre

04/04 (quarta-feira) 
17h – Praça Afonso Arinos – Ato pela Democracia e #LulaLivre 

PARÁ
Belém 
15h – Praça da República, ao lado do bar do Parque

PARAÍBA
João Pessoa
16h – Praça da Paz

PERNAMBUCO
Recife 
14h – Câmara de Vereadores do Recife

PIAUÍ
Teresina 
7h – Av. Miguel Rosa, próximo ao HUT, em frente ao Tribunal de Justiça

RIO GRANDE DO NORTE
Natal
15h – Calçadão da Av. João Pessoa

RIO GRANDE DO SUL
Porto Alegre
12h – Vigília – Esquina Democrática 
17h30 – Ato político

RONDÔNIA
Porto Velho 
18h – sede do PT estadual (centro)

SANTA CATARINA
Florianópolis
13h – Beira Mar Norte

SÃO PAULO
Capital
03/04 (terça-feira)
Panfletagens e diálogo com a população

Itaquera
7h – centro de Itaquera

Artur Alvim
18h – em frente estação de metrô

Guaianazes
18h – em frente estação CPTM Guaianases 

Itaim/São Miguel 
5h – em frente estação CPTM Itaim Paulista

Cidade Tiradentes
17h – em frente ao terminal de ônibus (próximo ao supermercado Extra)

São Mateus 
11h – Av. Mateo Bei em frente à loja Marisa 

Sapopemba
17h – Largo do Grimaldi

Vila Matilde
19h – Metrô Vila Matilde

Penha 
6h30 – Metrô Patriarca

Vila Prudente 
7h – Terminal Vila Prudente

Tatuapé 
Metrô Tatuapé (esquina do estacionamento na rua Tuiuti) 

Mooca
6h – Estação de trem CPTM 

Zona Sul – Capela do Socorro
16h – Largo do Socorro 

Jabaquara – Comitê Paulista
17h – Metro Jabaquara

Freguesia do Ó/Brasilândia/Casa Verde/Pirituba 
7h/17h30 – Terminal Vila Nova Cachoeirinha

Centro 
17h – Praça da República (em frente ao Caetano de Campos) 

Butantã 
17h – em frente ao Metro

Perus
16h30 – em frente estação da CPTM

Saúde/Ipiranga
17h – Terminal Sacomã

Santana
18h – metrô Santana (concentração 17h30 na Rua Darzan, 356)

04/04 (quarta- feira)
LESTE 1 e 2 
14h – Metro Itaquera – Atividade com carro de som

Freguesia do Ó/Brasilândia/Casa Verde/Pirituba 
7h – Terminal Vila Nova Cachoeirinha

Vila Prudente 
Pela manhã marcha e caminhada pela Comunidade da Prosperidade, Vila Califórnia, Vila Alpina e Vila Prudente.

Mooca
6h – Estação de trem CPTM

Campo Limpo/M’Boi Mirim
7h – Metrô Capão Redondo

Vila Maria
16h30 – haverá passeata, com concentração na Rua Manguari, 250 – Parque Novo Mundo

Bauru
17h – em frente à Câmara Municipal

Registro 
16h – concentração na Praça do Skate da Beira Rio

Ribeirão Preto
17h – Esplanada do Pedro II, no calçadão central da cidade

São Bernardo do Campo 
03/04 (terça-feira)
5h – panfletagem nos terminais de ônibus
14h – Vigília em frente ao prédio do ex-presidente Lula. Concentração na Rua Tapajós, 3 (próximo ao terminal de tróleibus São Bernardo)

04/04 (quarta-feira)
9h – Plenária no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC – Rua João Basso, 300

São Caetano do Sul 
16h – Rua Municipal esquina com Rua Heloísa Pamplona

Sorocaba 
7h – panfletagem pela região central da cidade

PAPO COM ZÉ TRAJANO

BRASIL 247: GILMAR ADIANTA TENDÊNCIA DO STF POR LULA LIVRE

GGN: SE SEGUIR SUAS CONVICÇÕES, ROSA WEBER DEVERÁ IMPEDIR PRISÃO DE LULA

Jornal GGN – Embora tenha sido escolhida como “fiel da balança” pela imprensa no julgamento do HC preventivo de Lula e venha sofrendo pressão, até por parte de Sergio Moro, para votar contra a mudança de entendimento no Supremo Tribunal Federal sobre a prisão em segunda instância, certo é que, em 2016, Rosa Weber abriu o livro da Constituição e reafirmou sua convicção naquilo que lia diante dos colegas: ninguém pode ser considerado culpado sem uma sentença transitada em julgado.

“Se a Constituição, no seu texto, com clareza, vincula o princípio da presunção de inocência a uma condenação transitada em julgado, eu não vejo como posso chegar a uma interpretação diversa”, disse Rosa Weber, ao votar contra a prisão em segunda instância nos termos defendido pelo relator das duas ações que discutiam o tema, ministro Marco Aurélio Mello.
 
 
Naquele outubro de 2016, Rosa Weber e outros 4 ministros que votaram contra a execução provisória de pena, foram vencidos. Assim assim, a ministra deixou registrado o desconforto que sentia em violar o texto constitucional para autorizar a prisão de um réu não condenado “em última instância”.
 
“(…) a mim causa enorme dificuldade ultrapassar barreiras temporais e partir para soluções que envolvam a privação da liberdade, ou seja, a retirada do tempo dos indivíduos, sem que, pelo menos, tenhamos, dentro do que o nosso sistema processual penal assegura, uma decisão transitada em julgado”, disse.
 

 
Quem mudou de voto, de 2016 para cá, foi o ministro Gilmar Mendes.
 
E a incógnita é o ministro Alexandre de Moraes, que não fazia parte da Corte naquele ano, tendo sido nomeados em substituição a Teori Zavascki – este, sim, a favor da prisão em segundo grau.
 
No julgamento da admissibilidade do HC de Lula, Moraes votou com a maioria pela discussão do recurso e pela concessão de uma liminar que impede a prisão do ex-presidente até que o julgamento seja concluído, nesta quarta (4).
 

FILÓSOFO UMBERTO ECO MOSTRA OS ENUNCIADOS PATOLÓGICOS DO FASCISMO

VIOMUNDO: EM CAMPANHA PARA PRENDER LULA, A DIREITA TRAZ À CENA OS GENERAIS DE PIJAMA: “VAI TER DERRAMAMENTO DE SANGUE”

Da Redação

A direita brasileira é infalível. Mobilizou o fascismo para derrubar Dilma Rousseff e promover as “reformas”destruidoras de direitos de Michel Temer, mas corre o risco ser engolida pelo monstro que alimentou.

Atiça os generais de pijama pela prisão de Lula, sem se lembrar de como foi descartada pelo militares assim que deram o golpe e instalaram a ditadura em 1964.

Agora, um general que ocupou cargos importantes na hierarquia do Exército simplesmente enfia a baioneta na cara do Supremo Tribunal Federal.

Não, esse tipo de pressão não será “denunciado” pela mídia, pois é a própria mídia quem promove aqueles que virão depois promover a censura, a tortura, os desaparecimentos:

Com Lula candidato, não há alternativa a não ser intervenção, diz general

Para Luiz Lessa, se o STF deixar o ex-presidente solto, estará agindo como “indutor” da violência entre os brasileiros, “propagando a luta fratricida”

da revista Exame

São Paulo – O general de Exército da reserva Luiz Gonzaga Schroeder Lessa afirmou que, se o Supremo Tribunal Federal (STF) deixar Luiz Inácio Lula da Silva solto, estará agindo como “indutor” da violência entre os brasileiros, “propagando a luta fratricida, em vez de amenizá-la”.

Lessa foi além. Disse que, se o tribunal permitir que Lula se candidate e se eleja presidente, não restará outra alternativa do que a intervenção militar.

“Se acontecer tanta rasteira e mudança da lei, aí eu não tenho dúvida de que só resta o recurso à reação armada. Aí é dever da Força Armada restaurar a ordem. Mas não creio que chegaremos lá.”

As declarações de Lessa se inserem na onda manifestações de oficiais generais da reserva contra a concessão de habeas corpus para impedir a prisão de Lula e a possibilidade de o petista se candidatar à Presidência.

“Nosso objetivo principal nesse momento é impedir mudanças na lei e colocar atrás das grades um chefe de organização criminosa já julgado e condenado a mais de 12 anos de prisão que, com o respaldo desse supremo fortim (o STF), tem circulado livre e debochadamente por todo o território nacional, contando mentiras, pregando o ódio e a luta de classes”, escreveu o general Paulo Chagas, que é pré-candidato ao governo do Distrito Federal.

Lessa já havia se manifestado na semana passada à Rádio Bandeirantes, de Porto Alegre, quando também foi enfático. Disse que a confrontação não será pacifica.

“Vai ter derramamento de sangue, infelizmente é isso que a gente receia.” E acrescentou que essa crise “vai ser resolvida na bala.”

Nesta segunda-feira, 2, à reportagem, disse: “O que querem no momento é abdicar da Justiça e fazer politicagem na mais Alta Corte do País.”

Lessa foi comandante militar do Leste e da Amazônia e presidiu o Clube Militar.

“Vejo o general Villas Bôas (comandante do Exército) preocupado com a estado atual e defendendo solução pela via democrática, constitucional, pois a interferência das Forças Armadas, sem dúvida, vai causar derramamento de sangue”.

No mesmo sentido, Chagas afirmou que se “as Forças Armadas se julgarem na obrigação de agir, haverá muito mais sangue do que o das 60 mil vítimas anuais da violência, porque, dessa vez, somam-se aos interesses globalistas, políticos e ideológicos, os do crime organizado.”

O Exército informou que as declarações de Lessa representam a “opinião pessoal” dele.

“O Exército brasileiro pauta sua atuação dentro dos parâmetros legais balizados pela Constituição Federal e outras normas que regem o assunto.”

O STF disse que não se manifestaria sobre o caso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

CAROL PRONER: CÁRMEN LÚCIA NÃO FOI ‘SERENA’ AO CONDUZIR A PAUTA DO STF

HABEAS CORPUS DE LULA
“Essa situação gera uma instabilidade institucional gravíssima e o único jeito de superar isso é que amanhã tenhamos a confirmação de que o que vale é a Constituição”, diz professora da UFRJ
por Redação RBA.
 
                                                CARLOS HUMBERTO/SCO/STFstf.jpg

Para jurista, é falso o argumento de que haveria impunidade com o fim da prisão em segunda instância

São Paulo – O Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta quarta-feira (4) o habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, decidindo se ele poderá ser preso ou não após sua condenação em segunda instância. Para a doutora em Direito e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Carol Proner, se o pedido for negado, haverá um retrocesso constitucional.

De acordo com a integrante da Frente Brasil de Juristas pela Democracia, a Constituição Federal garante o respeito à presunção de inocência. “A proteção constitucional diz que a execução da pena só pode ser iniciada a partir do trânsito em julgado de sentença penal condenatória, todos os recursos têm que ser esgotados para que se possa, via de regra, aplicar a sentença”, explica, em entrevista aos jornalistas Marilu Cabañas e Glauco Faria na Rádio Brasil Atual.

“Tendo em vista a demora da Justiça do Brasil, a opinião pública acredita que criaria uma sensação de que a pessoa nunca seria julgada e teríamos uma situação de impunidade. Isso não se confirma, pois dados da Defensoria Pública mostram um grande número de reversões entre julgamentos do segundo grau e de instância superior”, diz a jurista. “A decisão está colocada em uma categoria política de combate à corrupção, quando, na verdade, vai afetar milhares de pessoas desfavorecidas pela dinâmica social de injustiça. É uma situação que não está colocada da melhor forma possível.”

Para Carol, “não vivemos tempos normais para nenhum dos poderes da República”. “Vivemos tempos de anormalidade institucional e de crise democrática, esse é o pressuposto da análise. No Judiciário, quando a gente olha o comportamento de ministros se pronunciando sobre processos antes da hora, para a imprensa diretamente, também percebemos um comportamento anômalo das instituições.”

Questionada sobre o pronunciamento da presidenta do Supremo Tribunal Federal na noite dessa segunda-feira (2), no qual pediu “serenidade” contra a “desordem social”, a professora diz que parte do cenário atual decorre da própria postura de Cármen Lúcia, que se recusou a pautar o julgamento das Ações Diretas de Constitucionalidade 43 e 44, que tratam da prisão em segunda instância.

“As Ações Diretas de Constitucionalidade vêm do final de 2017, poderíamos ter evitado esse desgaste que estamos tendo nesta semana a respeito desse caso, que acaba sendo contaminado pelo casuísmo. A posição da Suprema Corte conduzida pela própria presidente que agora pede serenidade, na minha opinião, não foi serena porque poderia ter colocado em discussão algo que não é pacífico na Suprema Corte e que afeta milhares de pessoas”, aponta. “Serenidade deveria começar pela própria conduta da presidente do Supremo.”

A professora acredita em uma decisão no STF que confirme o respeito ao princípio da presunção de inocência. “Essa situação gera uma instabilidade institucional gravíssima e o único jeito de superar isso é que amanhã tenhamos a confirmação de que o que vale é a Constituição, a confirmação de que os direitos e garantias fundamentais do artigo 5º não serão tocados, revogados, e que a partir daí possamos começar a discutir outras coisas, como qual é a responsabilidade, por exemplo, da mídia e dos procedimentos institucionais em um processo antecipado de culpabilização de réus e acusados.”

Ouça:

PROFESSORES DO AMAZONAS OCUPAM ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA E SECRETÁRIO DE EDUCAÇÃO FOGE

  Hoje, como parte da luta por seus direitos de trabalhadores da educação, os professores, pedagogos e agentes administrativos, em greve, dariam continuidade ao calendário de discussões com o governo Amazonino conversando com o secretário de Educação Lourenço Braga na Assembléia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM)  em uma audiência pública convocada pelos deputados na pessoa do deputado José Ricardo do Partido dos Trabalhadores. Entretanto, essa discussão não ocorreu: o secretário Lourenço Braga fugiu da casa do povo cometendo, com sua atitude-fugitivamente-medrosa, antidemocrática, um ato de desprezo aos parlamentares e a instituição parlamentar.

   O secretário de Amazonino, alegou que não participaria da audiência porque os professores estavam muito agitados. Como um representante de sua classe burguesa, já que alguns de seus parentes serviram aos governos antipopulares do Amazonas, Lourenço Braga não pode perceber, clara e distintamente, como a potência-do trabalhador, greve, se manifesta nos corpos e nos afetos como  aumento de potência de agir destes que lutam como processual ativo, como nos mostram os filósofos Spinoza e Nietzsche. A forma ativa de existir como agente de produção de modus sensitivos, cognitivos e éticos autênticos. Lourenço Braga teve medo da Potência da Multidão. O Multitudo, como nos mostra o filósofo italiano Toni Negri. Tudo que é molar teme o movimento real, diriam Deleuze/Guattari e Marx.

    O secretário não percebeu  e não entendeu que a luta dos profissionais da educação do Amazonas não começou agora. É uma luta que luta para ser histórica, já que no Amazonas a maioria dos ditos governantes jamais tiveram inteligência e comprometimento com a educação em seu espírito político. O espírito que cria novas realidades necessárias aos seres humanos em seus habitat. O que esses pseudos governantes sempre fizeram foi conceder à educação o lugar de desnecessidade histórica. O que o governador Amazonino não tem conseguido diante desses trabalhadores da educação que têm consciência engajada.

   Muito antes da performance do secretário fujão, os trabalhadores da educação, durante a madrugada, realizaram um ato de vigília em frente  do prédio parlamentar para depois, juntos com os que iam chegando, adentrarem no plenário da casa do povo. Sem se deixarem abalar pela posição fugitiva do secretário, os trabalhadores da educação, logo em seguida realizaram uma reunião no próprio prédio parlamentar, para decidir novos procedimentos grevistas. O que significa que a greve continua por tempo indeterminado.

     Avante, Companheiras e Companheiros!

Trabalhadores da educação ocupam plenário da assembleia legislativa do Estado do Amazonas

Os trabalhadores da educação do Estado do Amazonas acabam de ocupar plenário da ALE AM para pressionar os deputados , o secretário da educação  a cerca da greve destes trabalhadores. O governador Amazonino Mendes não negocia e os trabalhadores mantém a greve por tempo indeterminado. Já promoversm escravos a executivos dada sede, diretores, neste momento gritam reajuste ja. Governador respeite o professor, cadê o meu FUNDEB. Governador, fale a verdade, educação nunca foi prioridade. Eleição para gestor foram alguns gritos de guerra dos trabalhadores da educação do Estado do Amazonas.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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