Arquivo para 25 de maio de 2018

PEDRO PARENTE É REPRESENTANTE DOS EUA NO BRASIL, DIZ EMBAIXADOR

NO TUTAMÉIA
Samuel Pinheiro Guimarães diz ainda que Henrique Meirelles é o candidato de Wall Street nas eleições. Para ele, o próximo alvo dos interesses do Estados Unidos, depois de destruir a Petrobras, são os bancos
por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena, do Tutaméia.
WILSON DIAS/ABR

Samuel Pinheiro Guimarães

Samuel Pinheiro: ‘Golpe em curso efetuou um ataque às grandes empresas brasileiras e nenhum ataque a empresa estrangeira’

O Brasil é um país ocupado, cujo governo faz tudo que o estrangeiro quer. É um governo estrangeiro no Brasil. O capital externo está forte em todos os setores, exceto no dos bancos. Agora, o último ataque –que já está em curso– é contra os bancos, que são, na maioria, brasileiros. A análise é do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães Neto em entrevista ao Tutaméia.

Na visão dele, Henrique Meirelles é o candidato de Wall Street nas eleições. Já Pedro Parente, presidente da Petrobras, é o representante dos interesses do Estado norte-americano no Brasil –daí seu empenho em destruir a Petrobras.
Ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República no governo Lula e Alto-Representante Geral do Mercosul (2011-2012), Pinheiro Guimarães é autor de livros essenciais para a compreensão do Brasil no contexto mundial, como Quinhentos Anos de Periferia (UFRGS/Contraponto, 1999) e Desafios Brasileiros na Era dos Gigantes (Contraponto, 2006) –com este último, ganhou o Troféu Juca Pato da União Brasileira de Escritores.

Espionagem e destruição de concorrente

Para o embaixador, o golpe em curso no Brasil efetuou um “ataque às grandes empresas brasileiras e nenhum ataque a empresa estrangeira. Pegaram as grandes construtoras, porque na área industrial é tudo estrangeiro” –com exceção de empresas menores nos setores têxtil, de calçados. Diz Pinheiro Guimarães:

“Pegaram alguns setores que tinham uma certa prevalência de capital nacional, que eram empresas de engenharia. Foram em cima delas. Os processos contra as empresas são todos irregulares, as delações, advogados [de defesa] que não têm acesso, juiz que divulga seletivamente. A delação premiada é uma forma de tortura. Instrumentado de fora, o “lawfare”. Montaram [esse roteiro] não só contra o Brasil. Prenderam o presidente da Samsung na Coreia, na França”.

De acordo com o embaixador, “é uma estratégia americana de luta contra a corrupção dos outros, não a deles” que visa “destruir os concorrentes usando esses acordos de cooperação judiciária”. Assim usam todo o sistema de espionagem. “Espionaram a Petrobras, espionam tudo, inclusive essa gravação agora”. O objetivo é “ a destruição das empresas, dos instrumentos de capitalismo nacional”.

Ele afirma que esse processo de “destruição do que sobrou do capital nacional” atingiu não só as empreiteiras –que estão prejudicadas em uma futura reforma da infraestrutura brasileira, abrindo espaço para as estrangeiras–, mas outros setores. “Esse negócio da JBS é uma parte também disso, destruir a JBS que concorre no mundo”.

Febraban não é Fiesp

As mudanças vão sendo feitas com o discurso de que a empresa privada é capaz de resolver todos os problemas da sociedade e o que atrapalha é o Estado, aponta o embaixador. Por isso, a alardeada necessidade de privatização. Mais do que isso, os defensores dessas ideias acham que “a empresa privada estrangeira é melhor do que a brasileira”.

“Daí a ideia de que se pode permitir o capital estrangeiro na educação, na saúde. Vai entrar no setor de advocacia, onde já entrou disfarçadamente. Entrou em tudo, exceto os bancos. O último ataque é contra os bancos, que são na maioria brasileiros. O ataque já está em curso. Estão dizendo que o problema da economia brasileira são os juros altos. Por quê? Porque não há competição. Como aumenta a competição? Com os bancos estrangeiros, não vai ser com banco brasileiro. Não tem nenhum grupo capaz de criar um banco brasileiro”.

Para o embaixador, “os bancos já perceberam isso. A Febraban já deve ter percebido que agora é com eles. Tem havido artigos frequentes contra os bancos, juros altos, spreads altos. (Dizem): o BC reduz os juros mas os juros não caem para o consumidor porque falta competição. E a competição vai vir de fora, só pode ser. Mas aí terão embate muito difícil. Ali não é a Fiesp; é a Febraban. É o último grande setor que não está (predominantemente em mãos estrangeiras)”.

Forças de ocupação

Pinheiro Guimarães trata do contexto da política mundial que explica o golpe no Brasil. E discorre sobre a destruição promovida pelo governo golpista em vários aspectos –na desorganização no mercado de trabalho, na privatização desenfreada, na redução dos bancos públicos, no enxugamento do Estado. E resume:

“Vamos supor que o Brasil tivesse sido invadido por uma potência estrangeira. O que as forças de ocupação fariam? Iriam reduzir o Estado, destruir as empresas daquele país que está ocupado. Com fizeram na Alemanha, no Japão. Iriam dar todo o favorecimento aos vencedores. É o caso que estamos vivendo. Estamos vivendo um governo estrangeiro no Brasil. O que é um governo estrangeiro no Brasil? É o que favorece o estrangeiro”.

Candidato de Wall Street e representante dos EUA

Pinheiro Guimarães afirma que o governo Temer “é um fracasso extraordinário” e comenta os cenários para a eleição. Defende a candidatura Lula e avalia alguns dos candidatos. Para ele, Wall Street tem candidato: “Chega de intermediários, Meirelles para presidente”. Segundo ele, Henrique Meirelles “representa os interesses do mercado internacional”.

Já o “representante dos interesses do Estado norte-americano é (Pedro) Parente”. E declara; “No Brasil, o que interessa muito aos EUA é destruir a Petrobras. Vai vendendo, parcelando. Para os EUA, é essencial o abastecimento de energia”. Ele lembra que os Estados Unidos se abastecem um pouco na Venezuela e no Oriente Médio, que é uma zona de conflito. Daí a vantagem de se Brasil, que está próximo, não está numa zona de conflito e que está dando todo acesso às companhias estrangeiras”.

Na análise do embaixador, “o que os EUA querem é que o Brasil fique na sua posição de país subdesenvolvido, exportador de produto primário, soja, minérios, nióbio, algum processamento, como suínos e frangos, mas não produto manufaturado”.

Pinheiro Guimarães debate na entrevista democracia, desenvolvimento, justiça social e soberania –pontos essenciais para o país. Para avançar rumo a esses objetivos, o primeiro passo é a luta pela libertação do presidente Lula.

Assista

REPRESSÃO CONTRA CAMINHONEIROS MOSTRA DESESPERO DE TEMER, DIZ EUGÊNIO ARAGÃO

PAÍS EM CAOS
Para ex-ministro da Justiça, governo não conseguiu acordo com entidades mais representativas da categoria que bloqueia estradas e sabe que não tem o controle da situação
por Eduardo Maretti, da RBA.
TÂNIA RÊGO/ABR
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Movimentação de caminhoneiros na Via Dutra

São Paulo – O anúncio do presidente Michel Temer de usar as forças federais para liberar as estradas do país, bloqueadas pela greve dos caminhoneiros, é uma “atitude de desespero”, na opinião do ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão. Temer está “numa enrascada”, avalia, inclusive porque o acordo anunciado ontem (24) pelo governo não contemplou o comando grevista e as principais entidades representativas dos caminhoneiros.

O governo anunciou ainda decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), em todo o território nacional, autorizando o uso da violência militar. A Associação Brasileira dos Caminhoneiros divulgou comunicado orientando a manutenção de manifestações pacíficas, sem bloqueio de rodovias.

“Após o pronunciamento do presidente da República, a Abcam, preocupada com a segurança dos caminhoneiros envolvidos, vem publicamente pedir que retirem as interdições nas rodovias, mas, mantendo as manifestações de forma pacífica, sem obstrução das vias”, diz a nota da entidade.

Aragão observa que o governo obteve acordo com entidades menores, mas não com as grandes. “Eles (o governo) sabem que não têm controle da situação.” 

As duas entidades mais representativas dos caminhoneiros recusaram as propostas do governo, colocadas à mesa  pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha: a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que representa cerca de um milhão de caminhoneiros, e a União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam).

Além delas o acordo não foi endossado pelo Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Ijuí (Sinditac-RS), Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas (NTC & Logística) e a Transporte Forte Digital, que ontem haviam participado da reunião com a Casa Civil, segundo o site Congresso em Foco.

“Eles sabem que a estrutura de preços adotada pelo Pedro Parente (presidente da Petrobras), com apoio do Temer, inviabilizou o negócio deles, que é o de frete individual. É uma situação de impasse”, acrescenta Eugênio Aragão. 

Em comunicado à sociedade brasileira, o coordenador da Federação Única dos Petroleiros, José Maria Rangel, acusou “o golpista Michel Temer e Pedro Parente, a quem ele deu o comando da Petrobras” de serem os grandes responsáveis pelos preços abusivos dos combustíveis no Brasil. A política de preços adotada atualmente pela Petrobras é ancorada nos preços internacionais.

Apesar da não adesão das principais entidades, Temer afirmou em pronunciamento no início da tarde que “uma minoria radical tem bloqueado estradas, impedindo que muitos caminhoneiros atendam a população e façam seu trabalho”. 

O desenrolar do movimento que já provoca desabastecimento deixou Temer em uma situação  comparável a uma “sinuca de bico”, diz Aragão. “Grande parte desses grevistas não vota com o PT. É gente vinculada a grupos mais radicais de direita. Se eles reprimirem esse pessoal, vai ter uma massa de pessoas contra o governo e a resistência ao golpe vai assumir outra dinâmica. Ele está numa enrascada, é uma situação de sinuca de bico.”

Para ele, ou Temer cede e o governo fica à mercê de outras situações similares, “e aí para tudo, ou ele reprime”. “São Paulo já está em estado de pré-conflagração. O povo está furioso. Tem gente perdendo dinheiro, deixando de trabalhar, levando falta. A situação está desesperadora.”

Na opinião de Aragão, a situação do país com o movimento dos caminhoneiros é imprevisível. “Tem gente apostando no caos. A direita, hoje, só tem um candidato, que não é confiável, o Bolsonaro. Então temos ele e a esquerda. Do ponto de vista do governo, a situação é de desespero.  Há setores, inclusive a Globo, que não conseguiram achar seu candidato, e estão apostando na conflagração para não ter eleição este ano.”

O comando da greve exige a redução do preço do diesel na bomba e considera insuficiente a proposta de 30 dias de estabilidade de preços. Eles querem no mínimo 180 dias. Outra exigência inegociável dos grevistas é a eliminação da incidência de PIS/Cofins sobre o diesel, que a Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira, mas que precisa ainda passar pelo Senado. Sem a publicação da proposta, a greve não será interrompida, dizem as lideranças.

Nota do Ministério da Defesa

O ministro da Defesa Joaquim Silva e Luna reuniu-se na tarde de hoje com os Comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, com o seu Chefe de Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e com o Comandante de Operações Terrestres do Exército para definir as atividades a serem desencadeadas pelas Forças Armadas, a fim de possibilitar o retorno à normalidade das atividades no País.

As Forças Armadas serão empregadas em reforço às ações federais e estaduais, disponibilizando meios em pessoal e material para: distribuição de combustível nos pontos críticos; escolta de comboios; proteção de infraestruturas críticas; e desobstrução de vias e acessos às refinarias, bases de distribuição de combustíveis e áreas essenciais, a fim de evitar prejuízos à sociedade.

O emprego das Forças Armadas será realizado de forma rápida, enérgica e integrada.

Comunicado Oficial da Assiação Brasileira de Caminhoneiros

Após o pronunciamento do presidente da República, Michel Temer, no início da tarde desta sexta-feira, 25, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros – Abcam, preocupada com a segurança dos caminhoneiros envolvidos, vem publicamente pedir que retirem as interdições nas rodovias, mas, mantendo as manifestações de forma pacífica, sem obstrução das vias.

Já mostramos a nossa força ao Governo, que nos intitularam como minoria. Conseguimos parar 25 estados brasileiros com mais de 504 interdições.
Vale lembrar que a Abcam continua sem assinar qualquer acordo com o Governo e mantém o pedido de retirada do PIS/Cofins sobre o óleo diesel.

A culpa do caos que o país se encontra hoje é reflexo de uma manifestação tardia do presidente Michel Temer, que esperou cinco dias de paralisações intensas da categoria. Estamos desde outubro do ano passado na expectativa de sermos ouvidos pelo Governo. Emitimos novo alerta no dia 14 de maio, uma semana antes de iniciarmos os protestos.

É lamentável saber que mesmo após tanto atraso, o presidente da República preferiu ameaçar os caminhoneiros por meio do uso das forças de segurança ao invés de atender às necessidades da categoria.
Sendo assim, nos resta pedir a todos os companheiros que desobstruam as rodovias e respeitem o decreto presidencial.

JOSÉ DA FONSECA LOPES
Presidente da ABCAM

registrado em:        

BRASIL DE FATO: CONTRA CAMINHONEIROS, TEMER CONCEDE PODER DE POLÍCIA AO EXÉRCITO ATÉ 4 DE JUNHO

Redação

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

Militares fazem policiamento no Rio de Janeiro - Créditos: Foto: Fernando Frazão/Abr
Militares fazem policiamento no Rio de Janeiro / Foto: Fernando Frazão/Abr

O presidente Michel Temer (MDB) assinou, na noite desta sexta-feira (25), o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que autoriza as forças armadas a fazer o trabalho de polícia para dispersar as manifestações de caminhoneiros que bloqueiam estradas por todo o país.

O exército poderá atuar como polícia para garantir a dispersão dos bloqueios a estradas até o dia 4 de junho, e está autorizado a prender caminhoneiros e tomar seus caminhões caso eles resistam à ordem.

Segundo o ministro da defesa, Raul Jungmann, ao longo da tarde, quase metade dos pontos de mobilização –419 de um total de 938, segundo as contas do governo– se desmobilizaram por conta própria. O exército, desde o início da noite, trabalha desobstruindo vias, liberando o acesso a refinarias e escoltando comboios de caminhões de combustível.

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) divulgou nota em que orienta os caminhoneiros a remover todos os bloqueios em rodovias, mas indica que a greve continua. “Vale lembrar que a Abcam continua sem assinar qualquer acordo com o Governo e mantém o pedido de retirada do PIS/Cofins sobre o óleo diesel”, diz o texto, assinado pelo presidente da entidade, José da Fonseca Lopes.

“É lamentável saber que mesmo após tanto atraso, o presidente da República preferiu ameaçar os caminhoneiros por meio do uso das forças de segurança ao invés de atender às necessidades da categoria”, segue a nota.

STF

A ação das forças armadas contra os grevistas é amparada ainda por liminar concedida nesta sexta-feira (25) pelo ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determina a reintegração de posse de todas as rodovias federais do país. A liminar foi solicitada pela Presidência da República.

“A utilização abusiva do direito de greve, reunião, ou liberdade de manifestação não se revela razoável quando resulta em prejuízo de grande monta”, argumentou o governo, em seu pedido.

No texto, o ministro decidiu ainda que os caminhoneiros que não desocuparem as rodovias serão multados em R$ 10 mil por dia.

“O quadro fático revela com nitidez um cenário em que o abuso no exercício dos direitos constitucionais de reunião e greve acarretou um efeito desproporcional e intolerável sobre todo o restante da sociedade, que depende do pleno funcionamento das cadeias de distribuição de produtos e serviços para a manutenção dos aspectos mais essenciais e básicos da vida social”, argumentou Moraes em seu despacho.

O ministro utilizou ainda como exemplo a compreensão da Corte Suprema dos Estados Unidos, que consagra o direito à reunião pacífica em espaços públicos, mas considera que “o exercício desse direito não se reveste de caráter absoluto”.

Edição: Diego Sartorato

GGN: DESDE MARÇO, APROVAÇÃO DE LULA VEM CRESCENDO, ENQUANTO A DE MORO CAI

Estudo da Ipsos mostra como a sorte de Sergio Moro mudou quando ele decidiu condenar Lula no caso triplex.
Pesquisa atual indica tendência de rejeição cair e aprovação crescer no caso de Lula
Fonte: Estadão/maio de 2018
Jornal GGN – Desde março de 2018, mês marcado pelo início do julgamento do Habeas Corpus de Lula no Supremo Tribunal Federal, a rejeição ao ex-presidente Lula vem caindo na pesquisa Ipsos – que não afere intenção de voto, mas sim o olhar da população sobre a maneira como os políticos vem atuando no País.
A pesquisa divulgada nesta sexta (25) pelo Estadão mostra que os dados de todos os potenciais presidenciáveis estão “estáveis”, pois oscilaram dentro da margem de erro, e Lula é o melhor avaliado.
O gráfico também mostra outro resultado não mencionado no jornal: há 3 rodadas da pesquisa a rejeição de Lula vem caindo e a aprovação sobe para além da margem de erro.
O inverso ocorre com Sergio Moro. Hoje, o juiz da Lava Jato que condenou Lula no caso Triplex está com 50% de desaprovação e 40% de aprovação. Em março, estava com 47% de rejeição e 44% de aprovação. Mas o resultado é considerado estável porque a margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos.
Lula, por sua vez, tinha em março 57% de rejeição e agora está com 52%, ou seja, o índice caiu 5 pontos. Há 3 meses, tinha 41% de aprovação e agora tem 45%, subindo 4 pontos.
O petista foi preso na Lava Jato em abril e 2018. A pesquisa de março pode ter sido impactada pelo noticiário de fevereiro, quando Lula deu seguimento às caravanas pelo Sul do País, em resposta à condenação no caso triplex em segunda instância, que se deu em janeiro.
A CRISE DE MORO
A pesquisa Ipsos, que vem sendo realizada pelo menos desde agosto de 2015, mostra que Moro teve seus tempos de ouro principalmente entre fevereiro de 2016 e julho de 2017. O auge de Moro foi em maio de 2017, quando obteve 69% de aprovação.
Foi a partir de julho de 2017, mês marcado pela condenação de Lula pelo triplex, que a aprovação de Moro começou a despencar e a rejeição, subiu.
De julho a setembro de 2017, a aprovação caiu de 64% para 48% (- 16 pontos) e a rejeição saltou de 28% para 45% (+ 17 pontos).
Em novembro de 2017, as curvas de avaliação de Moro se inverteram e a rejeição passou a superar a aprovação. Desde então, o juiz vem se mantendo com aprovação na casa dos 50% e rejeição, nos 40%.
Esse movimento de inversão de curvas, que em Moro ocorreu de maneira negativa em novembro de 2017, não ocorreu com Lula.
As linhas do gráfico do Estadão mostram que a rejeição ao petista (que atingiu o pico em dezembro de 2016, com 72%), embora venha caindo nos últimos tempos, manteve-se acima da aprovação desde o início da pesquisa, em agosto de 2015.
Mas se a tendência aferida de março de 2018 para cá permanecer, é possível que a inversão da curva se dê nos próximos meses, mas no sentido oposto ao de Moro: com a aprovação de Lula superando a rejeição. 
Na pesquisa de maio de 2018, os possíveis candidatos aparecem com os seguintes desempenhos:
Geraldo Alckmin: 69% rejeição x 17% aprovação
Ciro Gomes: 65% x 18%
Fernando Haddad: 61% x 34%
Henrique Meirelles: 61% x 32%
Marina Silva: 61% x 30%
Jair Bolsonaro: 60% x 23%
Jaques Wagner: 54% x 43%
Lula: 52% x 45%
Manuela D’Ávila: 46% x 4%
Guilherme Boulos: 44% x 2%
João Amoêdo: 44% x 1%

TIJOLAÇO: TEMER CHAMA EXÉRCITO E PEDE CARTA BRANCA AO STF PARA USAR A FORÇA

temerex

O Governo Federal acaba de pedir ao Supremo Tribunal Federal- e não há dúvidas de que será atendido – a decretação da ilegalidade do movimento dos caminhoneiros e a liberação para o uso de força, inclusive militar, para o que diz ser a “desobstrução das estradas”, mais especificamente a circulação de cargas.

Claro que, com o grau de acirramento dos ânimos dos manifestantes, há quatro dias  “donos” do país, tudo é muito arriscado e, se o governo não garantir, ele próprio, que haja veículos de transporte de combustíveis para formar comboios escoltados, o risco é imenso.

A demora é critica e perdeu-se a surpresa que deveria ser um fator a mais de segurança contra os que queira, eventualmente, provocar conflitos com as Forças Armadas.

É isso o que acontece num país onde se destroem as lideranças e se promove a radicalização sem limites.

Vamos para uma aventura, a olhos vistos.

Por tropa na rua é sempre ruim. Por tropa na rua, com atraso, sem planos e sem autoridade, ou não dá em nada ou dá em desastre.

É a segunda “jogada de mestre” do Sr. Temer usando o Exército. A primeira, todos percebem, deu em nada com a intervenção na segurança do Rio de Janeiro.

Que a segunda não dê em desastre.

GOVERNO TEMER CRIOU A CRISE E PROPOSTA DE ACORDO É ‘INSUFICIENTE E INJUSTA’, DIZ PT

POLÍTICA DE PREÇOS
Em nota, o partido destaca a “inversão de valores” no acordo oferecido pelo governo, em que prometem ressarcir os investidores da Petrobras em caso de eventuais perdas com o congelamento do preço do diesel
por Redação RBA.
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
caminhoneiros

Mesmo com acordo, caminhoneiros mantêm protestos nas estradas do país nesta sexta-feira (25)

São Paulo – Para o Partido dos Trabalhadores, a crise dos combustíveis, com paralisação dos caminhoneiros por todo o Brasil desde segunda-feira (21), é resultado da política de preços praticada pela Petrobras durante o governo Temer, que prejudicou primeiramente a população mais pobre com a elevação do preço do gás de cozinha. Em nota, o PT afirma que o dito acordo anunciado pelo governo com representantes de empresas de transporte, além de insuficiente, é injusto. 

“Além de não resolver adequadamente o problema, vai onerar a União, que terá de remunerar a Petrobras caso ela tenha algum prejuízo com as medidas tomadas. Trata-se de uma total inversão de valores, na qual os interesses privados dos acionistas da empresa se sobrepõem aos interesses públicos”, diz a nota do PT

Na noite desta quinta-feira (24), o governo anunciou acordo com entidades do setor de transporte, que ficaram de apresentar os termos desse acordo aos motoristas para que o “movimento paredista” possa ser suspenso por 15 dias, quando será realizada nova reunião. 

O governo se comprometeu a estender por mais 15 dias a redução de 10% no preço do diesel, que a Petrobras havia anunciado na quarta-feira. Passada a primeira quinzena, o governo vai garantir “compensações financeiras” aos acionistas da estatal pela diferença entre o preço tabelado e a projeção de preços, segundo a atual política de livre flutuação adotada pela atual administração. Além disso, o governo também prometeu excluir o setor de transporte da lista dos setores atingidos pela reoneração e zerar a cobrança da Cide e PIS/Cofins sobre o diesel.

“É meramente paliativa a ideia de zerar os impostos federais sobre combustíveis (objetivo das grandes empresas de transporte que se aproveitaram do movimento para realizar um locaute). A volatilidade dos preços internacionais e do câmbio vai continuar a gerar novos aumentos. Além disso, o custo fiscal dessa proposta, que incide sobre o PIS/Cofins, recairá fatalmente sobre o orçamento de programas sociais e políticas públicas, como a do seguro desemprego, que beneficiam o povo mais pobre. Além de inútil, a proposta do governo golpista é injusta”, criticou o PT.

“Primeiro é preciso dizer que nesse acordo só entra o Diesel. Não entra gasolina e nem botijão de gás. O aumento do botijão, só em 2017, foi de 70%. Um milhão e duzentas mil pessoas estão voltando a cozinhar com fogão à lenha. A gasolina aumentou 57%”, frisou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

Ele também destacou que o acordo favorece os acionistas da Petrobras, em especial “os investidores americanos”, e afirmou que a atual gestão da empresa promove a destruição do refino, no Brasil, reduzindo gradativamente a a capacidade das refinarias. “O Brasil voltou a exportar petróleo bruto e a importar o refinado. Isso é um escândalo. Se não mudar essa política, não tem jeito. Esse acordo não resolve o problema para o povo brasileiro.”

A presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), também apontou contradições nas medidas propostas pelo governo. “Eles, que falavam contra subsídios, vão tirar dinheiro do Orçamento da União para dar para a Petrobras. Vão dar benefícios para um pedaço da população tirando da maioria.” 

registrado em:        


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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