Arquivo para 28 de maio de 2018

O VÍCIO CONTINUA: PESQUISA BAND/IBOPE PARA PRESIDENTE EM SÃO PAULO, REDUTO DOS REAÇAS, LULA TEM 23%

ASSOCIAÇÃO DE JURISTAS DEFENDE DEMOCRACIA, DIREITOS E LULA

MUDANÇA DE PERÍODO
Para nova entidade, há setores importantes do próprio Judiciário “esvaziando” a Constituição brasileira
por Redação RBA.
REPRODUÇÃO
democracia e lula livre

Para a entidade, o golpe de 2016 “potencializou a agenda conservadora e estimulou o ódio”

São Paulo – Criada durante evento no Rio de Janeiro, a Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) afirma que “importantes setores” do Judiciário contribuem para consolidar a “ruptura constitucional” iniciada em 2016. Além disso, “têm sido decisivos no esvaziamento programático da Constituição”. A nova entidade – que tem entre seus articuladores a professora Carol Proner e o ex-presidente da Ordem dos Advogados Brasil (OAB) Cezar Britto – defende a democracia e cita a prisão “sem provas” do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

“A suspensão de garantias fundamentais básicas de cidadãs e cidadãos nos julgamentos das ações penais, como o devido processo legal, revela a face mais perversa de um Estado de Exceção que, aos poucos, expulsa o Estado Democrático de Direito. A prisão sem provas do ex-Presidente Lula, orientada unicamente pelo desejo de exclui-lo das urnas em 2018, é a dimensão mais visível disso”, afirma a entidade, em nota. “Não é demais afirmar que setores do Judiciário e do sistema de justiça são aliados de classe do bloco histórico dominante que promoveu o golpe e está implantando a agenda neoliberal no Brasil”, acrescenta a ABJD.

Para a entidade, o golpe de 2016 “potencializou a agenda conservadora e estimulou o ódio e a emergência de setores de viés nitidamente fascistas, defensores da intervenção militar e do retrocesso na pauta dos direitos civis”. E representou “o fim da Nova República”.

Leia o documento na íntegra:

CARTA DO RIO DE JANEIRO

Em defesa dos direitos e da democracia

As advogadas/os públicos e privados, magistradas/dos, promotoras/es, defensoras/es, procuradoras/es, professoras/es, delegadas/os, bacharéis e estudantes de direito, reunidos na cidade do Rio De Janeiro, nos dias 24 a 26 de maio de 2018, para fundação da ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE JURISTAS PELA DEMOCRACIA – ABJD, após três dias de intensos debates, vêm a público externar sua preocupação com o aumento dos ataques ao Estado Democrático de Direito inaugurado pela Constituição de 1988.

Mais do que um período de mudanças, o Brasil vive uma mudança de período.

O golpe de 2016, que impediu o exercício do mandato pela presidenta democraticamente eleita por mais de 54 milhões de brasileiras e brasileiros, representou o fim da Nova República. A agenda neoliberal, que vem sendo implantada pelo governo ilegítimo de Michel Temer e seus aliados, ataca direitos historicamente conquistados pelas classes trabalhadoras, afronta o pacto social erigido em 1988 e viola direitos fundamentais por meio de medidas típicas de Estado de Exceção. Essa agenda tem um evidente caráter antinacional, antipopular e antidemocrático.

O governo ilegítimo quer reescrever a Constituição brasileira para retirar a efetividade dos direitos sociais fundamentais. A Emenda Constitucional nº 95, que instituiu o teto dos gastos públicos, inviabiliza o investimento público e o financiamento das políticas sociais, notadamente as de educação, saúde, segurança, campesinas e assistência social. A reforma trabalhista procura impor uma nova lógica na relação capital-trabalho, traindo o pacto constitucional de valorização do trabalho humano, impondo perspectiva exclusiva de lógica mercantilista/econômica sobre os direitos fundamentais do trabalho, uma vez que retira direitos e precariza as relações de trabalho, em especial o das mulheres e jovens.

As políticas desnacionalizantes de privatizações de empresas estatais, com destaque para a Petrobras e Eletrobras, aliadas ao esvaziamento dos bancos públicos e à destruição dos instrumentos de regulação e indução de políticas econômicas, inviabilizam um projeto de desenvolvimento nacional, que promova a distribuição da renda.

A doutrina da austeridade fiscal, amplamente apoiada pela mídia oligopolizada, beneficia os bancos e os rentistas, em detrimento das amplas parcelas da população, cuja sobrevivência depende de uma efetiva atuação do Poder Público. É preciso resgatar o papel do Estado como promotor do crescimento e do desenvolvimento sustentável, de sorte a gerar emprego e renda e a construir uma ordem econômica fundada na valorização do trabalho e na dignidade humana, conforme os ditames da justiça social.

O golpe de 2016 potencializou a agenda conservadora e estimulou o ódio e a emergência de setores de viés nitidamente fascistas, defensores da intervenção militar e do retrocesso na pauta dos direitos civis. Propostas como a “escola sem partido”, que buscam amordaçar as educadoras e educadores, a criminalização dos movimentos sociais, o extermínio da juventude negra (vide intervenção militar no Rio de Janeiro), o aumento do machismo e da LGBTfobia, e os ataques legislativos aos direitos dos povos tradicionais são sinais da escalada autoritária vivida pelo Brasil.

A ABJD reafirma seu compromisso com o projeto civilizatório de nação inscrito na Carta Magna de 1988, fundado na dignidade da pessoa humana e na cidadania, e que tem como objetivo a construção de uma sociedade justa e solidária, sem desigualdade sociais e regionais e sem discriminação de origem, raça, cor, gênero, orientação sexual e identidade de gênero. Um Brasil que não se submeta aos interesses das grandes potências mundiais nem a aventureiros fascistas e amantes de regimes autoritários, mas que promova uma inserção soberana altiva e ativa, respeitadora da autodeterminação dos povos e da prevalência dos direitos humanos e da democracia.

Importantes setores do Poder Judiciário e do sistema de justiça contribuíram para a consolidação da ruptura constitucional em 2016 e têm sido decisivos no esvaziamento programático da Constituição. A suspensão de garantias fundamentais básicas de cidadãs e cidadãos nos julgamentos das ações penais, como o devido processo legal, revela a face mais perversa de um Estado de Exceção que, aos poucos, expulsa o Estado Democrático de Direito. A prisão sem provas do ex-Presidente Lula, orientada unicamente pelo desejo de exclui-lo das urnas em 2018, é a dimensão mais visível disso. Não é demais afirmar que setores do Judiciário e do sistema de justiça são aliados de classe do bloco histórico dominante que promoveu o golpe e está implantando a agenda neoliberal no Brasil.

O resultado tem sido o aumento da desconfiança da população em relação ao papel e à imparcialidade da Justiça, que se desdobra em uma crise de legitimidade do próprio Poder Judiciário e das instituições que integram o sistema de justiça.

A ABJD aposta no diálogo democrático e na afirmação histórica dos direitos fundamentais previstos na Constituição de 1988 como antídoto para a superação da crise. Nesse sentido, defende o reestabelecimento das garantias do devido processo legal e da presunção de inocência para todas/os as/os acusadas/os. Aposta, ainda, na necessária democratização do Poder Judiciário, com o efetivo controle social, e com a instituição de medidas que assegurem o ingresso em seus quadros de pessoas que expressem a diversidade brasileira.

A ABJD entende que o poder, em uma ordem verdadeiramente democrática, emana do povo. A existência de eleições livres é condição necessária para o reestabelecimento da democracia brasileira. E eleições livres pressupõe o direito do ex-Presidente Lula ser candidato.

Em momento de crise da democracia, a solução não pode ser outra senão mais democracia. À vista disso, a ABJD conclama a comunidade jurídica e todo o povo brasileiro a lutar pelo pronto reestabelecimento do Estado democrático de direito no Brasil.

Rio de Janeiro, 26 de maio de 2018 

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PESQUISA CUT/VOX POPULI REAFIRMA QUE O VÍCIO CONTINUA: LULA COM 39% GANHA NO PRIMEIRO TURNO

Mesmo preso há 52 dias e atacado ferozmente pela mídia golpista, o ex-presidente Lula mantém a vantagem sobre os demais candidatos a presidente da República e seria eleito no primeiro turno se as eleições fossem hoje. E se houvesse segundo turno, Lula também derrotaria qualquer adversário por ampla margem de votos.

No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula alcançou 39% das intenções de voto contra 30% das soma dos adversários, mostra pesquisa CUT/Vox Populi, realizada entre os dias 19 a 23 de maio e divulgada nesta segunda-feira (28).

O diretor do Instituto Vox Populi, Marcos Coimbra, chama a atenção para o pífio desempenho dos candidatos ligados ao ilegítimo Michel Temer (MDB-SP) que, juntos com o presidente, deram o golpe de estado e levaram o Brasil para o caos atual.

“Apesar do proselitismo de parte da imprensa brasileira, eles patinam em índices muito baixos. Entre eles, o que mais chama a atenção é o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB-SP), que está aquém do que alcançaram outros candidatos tucanos no passado”.

“Parece que a opinião pública não perdoa o comportamento do partido de 2014 para cá”, diz Coimbra.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, os brasileiros não esquecem que Lula aqueceu a economia, gerou mais de 20 milhões de empregos e distribuiu renda, apesar da crise de 2008 que derrubou bolsas em todo o mundo e levou a economia da Europa e dos Estados Unidos à bancarrota.

“O que temos agora são quase 14 milhões de desempregados, fora os subempregados, aumentos absurdos da gasolina, diesel e gás de cozinha e um governo acuado, desacreditado e sem capital político sequer para negociar o fim de uma mobilização de caminhoneiros”, pontua Vagner.

Na pesquisa estimulada, o segundo colocado, com praticamente um terço das intenções de voto de Lula, está o deputado Jair Bolsonaro (PSL), com 12%; seguido de Marina Silva (Rede), com 6%; Ciro Gomes (PDT), com 4%; Geraldo Alckmin (PSDB), com 3% e Álvaro Dias (Podemos), com 2%.

Henrique Meirelles (MDB-GO), Manuela D’Ávila (PC do B) e João Amoedo (Novo-RJ) têm cada um 1% das intenções de votos. Já Flávio Rocha (PRB-RN), Guilherme Boulos (Psol-SP), João Vicente Goulart (PPL), Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Paulo Rabelo de Castro (PSC) não pontuaram. O percentual dos que não vão votar em ninguém, brancos e nulos totalizou 21% e não sabem ou não responderam, 9%.

No Nordeste, Lula tem 56% das intenções de votos, contra 7% de Bolsonaro e Ciro, que empatam na Região; Marina tem 6% e Alckmin apenas 1%. Os demais não pontuaram. No Sul, 31% dos entrevistados votariam em Lula, 18% em Bolsonaro e 10% em Álvaro Dias; Marina e Ciro empatam, com 4% cada e Alckmin aumenta para 2%, empatando com João Amoedo. Meirelles, Manuela e outros têm 1%.

Pesquisa espontânea

No cenário espontâneo, Lula também está bem na frente dos demais candidatos. O ex-presidente tem 34% das intenções de votos, Bolsonaro surge em segundo lugar, com 10%; Ciro e Alckmin voltam a empatar, com 3% cada; Marina e Joaquim Barbosa, que desistiu da candidatura, surgem com 2% cada; e Álvaro Dias, com 1%. E 5% dos entrevistados disseram que vão votar em outros, 25% ninguém, brancos e nulos, e 16% não sabem ou não responderam.

Segundo turno

Nas simulações de segundo turno, Lula venceria todos os adversários com larga vantagem. Venceria Marina com 45% contra 14% da candidata da Rede; Já contra Alckmin e Bolsonaro, Lula alcançaria 47% dos votos contra 11% e 16%, respectivamente.

A pesquisa CUT/Vox Populi foi realizada com brasileiros de mais de 16 anos, residentes em áreas urbanas e rurais, de todos os estados e do Distrito Federal, em capitais, regiões metropolitanas e no interior, de todos os estratos socioeconômicos.

Foram ouvidas 2.000, em entrevistas feitas em 121 municípios. Estratificação por cotas de sexo, idade, escolaridade e renda.

A margem de erro é de 2,2 %, estimada em um intervalo de confiança de 95%.

  Com informação do Blog da Cidadania.

CORDEL DA CRIAÇÃO DE TEMER POR SATANÁS

Satanás desocupado, teve uma ideia infernal
De criar uma serpente para fazer somente o mal
Pegou dez cachorros doidos, leite de canguru
A urina de três gambás e a tripa de urubu
Espírito de Caim, cachaça de cana preta
Vinte quilos de maconha e a capa do capeta
Veneno de sangue de lacraia, um litro de estricnina
Vinte cobras cascavel e um quilo de cocaína
Algumas bicheiras do porco, vinte doenças do mundo
E o marimbondo do caboclo
Tudo isso colocou na panela a ferver
Até pegar formato de gente
Igual o capeta quis fazer
Satanás achando pouco, misturou merda de porco
Até chegar a ficar um creme
E a soltar pelo mundo
Batizou o vagabundo por nome de Michel Temer

PARLAMENTARES CULPAM GESTÃO DE PARENTE NA PETROBRÁS E ACIONAM JUSTIÇA

GREVE DOS CAMINHONEIROS
Governo diz que redução do diesel terá impacto de R$ 9,5 bilhões. Deputados e senadores veem incapacidade de Temer de resolver crise e acusam privatização da Petrobras “por dentro”
por Hylda Cavalcanti, da RBA.
ROBERTO PARIZOTTI/CUT
Greve dos Petroleiros

Petroleiros na refinaria de Capuava, Mauá (SP). ‘Esquenta’ da greve de 72 horas a partir de 4ª, para denunciar política de preços

Brasília – Algumas das concessões anunciadas pelo governo na noite de ontem (28) para reduzir o valor do óleo diesel e acabar com a greve dos caminhoneiros dependem, oficialmente, do Congresso Nacional. O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, durante entrevista coletiva, afirmou que a redução de R$ 0,46 no preço do diesel terá impacto de R$ 9,5 bilhões nas contas públicas. E, por isso, cerca de quatro medidas provisórias (MPs) serão publicadas de hoje a quarta-feira (30).

O governo estima ter de remanejar R$ 3,8 bilhões de dotações do Orçamento Geral da União (OGU). A lista com os setores que vão sofrer ainda mais cortes que o que já estava previsto no final de 2017 será divulgada ainda nesta segunda-feira (28).

Outros R$ 5,7 bilhões para cobrir o valor da redução do preço do diesel sairão de verbas previstas pelo governo para aumento de arrecadação, a partir da reoneração de 28 setores da economia e de valores previstos para capitalização de estatais. Só que o projeto de reoneração só foi aprovado pela Câmara.Ainda precisa do aval do Senado. Ou seja: esse dinheiro nem começou a entrar nos cofres públicos.

O texto da reoneração somente poderá ser votado depois da desobstrução da pauta do Senado, que inclui, atualmente, seis outras matérias. E só após essas votações é que o plenário da Casa terá condições de colocar em pauta a urgência do Projeto de Lei Complementar que regula preços de fretes rodoviários, outra medida oferecida aos caminhoneiros.

O presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), que passou o fim de semana em Brasília e chamou vários parlamentares para apressar o retorno à capital, anunciou a realização de sessão extraordinária a partir das 16h, no Senado.

Política da Petrobras

Os senadores Roberto Requião (MDB-PR), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) anunciaram na última sexta-feira (25) a preparação de uma ação popular com pedido de liminar para suspender a atual política de preços praticada pela Petrobras.

“Pedem os autores que determine à Petrobras a imediata aplicação dos preços praticados antes da atual política, portanto, em setembro de 2016, atualizados até a presente data pelo índice nacional de preços ao consumidor – IPCA”, diz trecho do pedido de liminar. A ação será ajuizada na Justiça Federal no Paraná. 

Segundo os senadores, a política de preço dos combustíveis praticada pelo governo de Michel Temer tem causado, a longo prazo, danos à própria Petrobras, “na medida em que os distribuidores concorrentes estão deixando de comprar gasolina do Brasil, preferindo importar, já que os preços praticados pela Petrobras estão elevados”.

Na ação, os parlamentares citarão danos causados aos consumidores, obrigados a pagar caro pelo combustível para que a empresa dê lucro aos seus acionistas, além dos danos ao país, que “ao invés de valorizar seu produto, está cada vez mais importando do exterior”.

Segundo os autores, a gestão da Petrobras tem causado causa dano à soberania nacional ao fazer o Brasil ser cada vez mais dependente do mercado internacional.  

Agenda travada

Nesta segunda-feira, os parlamentares, entretanto, afirmaram que a origem do problema diz respeito à política de preços da Petrobras e ressaltaram que o que deve ser modificado é o modelo implantado pelo governo Michel Temer.

O deputado Adelmo Leão (PT-BA) defendeu um debate maior de ações duradouras para defesa da empresa como estratégica para o país. “Vemos uma Petrobras que está atualmente cedida a interesses privados. Não dá para estabelecer preços de mercado internacional e nos submetermos aos interesses privadosE precisamos mudar essa lógica”, afirmou.

O líder da oposição na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), pediu a demissão do atual presidente da companhia, Pedro Parente. Guimarães lembrou a carta aberta divulgada durante o final de semana por um grupo de governadores fazendo duras críticas ao governo e avaliou que o desastrado tratamento dado à crise dos combustíveis levou a tudo o que o país está enfrentando, além de indicar o isolamento político de Temer.

O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), anunciou que a bancada vai acionar na Justiça as mudanças feitas no estatuto da Petrobras, que, segundo ele, “privatizam por dentro a companhia e a colocam sob controle de suas concorrentes multinacionais”.

Pimenta lembrou que a cláusula inserida no estatuto da estatal obriga o ressarcimento à empresa, pelo erário público, por qualquer política de preços de combustíveis que contrarie a lógica de lucro máximo do mercado, em detrimento da sociedade e da economia nacional.

Já o líder da legenda no Senado, Lindbergh Farias (RJ), aproveitou para fazer contas sobre reajustes realizados, em pouco período de tempo. “Foram absurdos 229 reajustes no preço do diesel nos últimos dois anos. Nos 12 anos de governo do PT, foram apenas 16 reajustes. É preciso previsibilidade nas mudanças de preços praticados após ciclos espaçados e moderados, o que não tem acontecido neste governo”, criticou.

Falta de autoridade

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), relator do projeto de reoneração que zera o PIS/Cofins para o diesel, destacou que não vê, perante o governo “autoridade moral, política, nem capacidade para liderar o país no processo de superação da crise dos combustíveis”.

“É fundamental rediscutirmos a nova política de preços da Petrobras, que é desastrosa, insustentável e acarreta em custos elevadíssimos não só do diesel, mas da gasolina, do etanol e do gás de cozinha, causando enorme prejuízo na vida do povo brasileiro”, disse Silva.

Também a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) ressaltou que um dos motivos que levou à crise foi o fato de a Petrobras e o atual governo “passarem a fazer uma política de extrair o óleo cru do pré-sal e exportar, sem nenhum valor agregado, e depois passarem a importar dos Estados Unidos e de outras produtoras internacionais o derivado do nosso petróleo”.

“Inviabilizaram as refinarias e a possibilidade de transformar esse óleo cru em derivados, inclusive em combustível para o mercado interno”, acrescentou Jandira, ao lembrar que os deputados e senadores não querem saídas mágicas. “Nós não queremos instabilidade nem saídas que possam levar a mais problemas do que soluções para o povo brasileiro”.

Amanhã, na Câmara dos Deputados, está prevista a realização de uma comissão geral, ferramenta legislativa que consiste num grande debate, com especialistas e representantes de todos os setores, para discussão da crise de combustíveis no país.  

MÁRCIO POCHMANN: DEPOIS DO GOLPE CONTRA NOSSA DEMOCRACIA, O DIÁLOGO SOCIAL ESTÁ MORTO?

CAPITALISMO SELVAGEM
O atual conflito – de proporção ainda inimaginável – resultado da alta dos preços e da escassez de combustível é consequência das opções do próprio governo Temer, que adotou na Petrobras a lógica privada
por Marcio Pochmann* 
MARCELLO CASAL JR/ABR
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Corrida aos postos de combustível, somada aos custos do botijão de gás de cozinha, reflexos de erros na condução da Petrobras, tem potencial para conflitos sociais intensos e imprevisíveis

No Brasil, a democracia tem sido mais uma exceção do que a regra geral na relação dos governos com a sociedade. A baixa intensidade democrática revela a predominância da cultura autoritária, presente em mais de 4/5 de toda a história nacional.

Desde a transição do regime militar que havia durado 21 anos (1964-1985), as instituições e as metodologias de participação social foram sendo fortalecidas em todo o país. O estabelecimento do diálogo social entre governo e a sociedade civil, bem como a sua generalização demarcou o formato democrático voltado à construção de consensos nacionais que permitiram conciliar um conjunto de interesses heterogêneos no interior de uma estrutura social extremamente desigual.

Resultado disso foi a experimentação da fase mais longeva de democracia no Brasil, o que permitiu ser destacado no mundo como sendo uma das democracias mais jovens e pujantes. Sobretudo entre os anos de 2003 e 2015, a experimentação de mais de 100 conferências nacionais, estaduais e municipais com a participação de cerca de 10 milhões de participantes apontou para um conjunto de consultas, definições, monitoramentos e correções de políticas públicas em curso no país.

Além disso, outros formatos de diálogos sociais possibilitaram convergir para significativas mudanças no governo e no interior da sociedade em pleno contexto de elevação da coesão social, de distensionamento político e de colaboração no ambiente econômico. Todo esse ativo democrático recentemente conquistado foi abandonado de forma arbitrária e bruscamente com a ascensão do governo Temer.

Diante do veto ao diálogo social, o que passou a prevalecer foi a imposição autoritária. As reformas realizadas, que além de mal feitas se apresentam, contêm objetivos crescentemente contraditórios entre si, foram realizadas distantemente da aprovação da sociedade civil, revelando, portanto, a total desaprovação e descrédito do governo Temer.

Na realidade, a adoção do receituário neoliberal, que coloca equivocadamente como opção a relação entre Estado e o mercado, fez desmoronar as políticas públicas e enfraquecer as próprias forças mercantis, cada vez mais dirigidas por corporações transnacionais e suas associações internas. A ascensão autoritária e arbitrária do governo Temer impulsionado pelo condomínio de interesses dos privilegiados terminou por asfixiar o diálogo social e a impulsionar a ampliação dos conflitos, greves e a própria polarização social.

O atual conflito de proporção inimaginável gerado pela alta e escassez de combustível resulta simplesmente das opções do próprio governo Temer que adotou na Petrobras a lógica privada de comprar barato e vender caro, agrando acionistas minoritários, sobretudo estrangeiros. Com isso, a elevação da exportação de petróleo bruto, a substituição do refino do petróleo internamente pela importação de combustível dos Estados Unidos e a liberação dos preços em conformidade com os preços internacionais, acrescido pela variação cambial.

Apesar de diversas tentativas de diálogo social apresentadas pelas instituições representativas de trabalhadores e as empresas do setor, a Petrobras e o próprio governo Temer negaram-se ao exercício de uma necessária prática democrática. O que se assiste há mais de uma semana tem sido infelizmente, a decadência da nação, com inúmeros prejuízos ao conjunto da nação, com maior ainda sofrimento ao povo brasileiro.

A fundamental retomada do diálogo social dificilmente se estabelecerá, lamentavelmente, através de um governo com receituário neoliberal, ainda mais contando como presidente ordenador do golpe que abalou as instituições democráticas da nação. Por outro lado, o encaminhamento de maior autoritarismo ameaça as bases da democracia, lançando o país ao salve-se quem puder.

Outro rumo torna-se fundamental ao país. Mas para isso, somente pela via democrática, passível de recuperar a soberania popular por meio de eleições livres.

* Professor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho, ambos da Universidade Estadual de Campinas.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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