Arquivo para maio \28\-04:00 2018



CORDEL DA CRIAÇÃO DE TEMER POR SATANÁS

Satanás desocupado, teve uma ideia infernal
De criar uma serpente para fazer somente o mal
Pegou dez cachorros doidos, leite de canguru
A urina de três gambás e a tripa de urubu
Espírito de Caim, cachaça de cana preta
Vinte quilos de maconha e a capa do capeta
Veneno de sangue de lacraia, um litro de estricnina
Vinte cobras cascavel e um quilo de cocaína
Algumas bicheiras do porco, vinte doenças do mundo
E o marimbondo do caboclo
Tudo isso colocou na panela a ferver
Até pegar formato de gente
Igual o capeta quis fazer
Satanás achando pouco, misturou merda de porco
Até chegar a ficar um creme
E a soltar pelo mundo
Batizou o vagabundo por nome de Michel Temer

PARLAMENTARES CULPAM GESTÃO DE PARENTE NA PETROBRÁS E ACIONAM JUSTIÇA

GREVE DOS CAMINHONEIROS
Governo diz que redução do diesel terá impacto de R$ 9,5 bilhões. Deputados e senadores veem incapacidade de Temer de resolver crise e acusam privatização da Petrobras “por dentro”
por Hylda Cavalcanti, da RBA.
ROBERTO PARIZOTTI/CUT
Greve dos Petroleiros

Petroleiros na refinaria de Capuava, Mauá (SP). ‘Esquenta’ da greve de 72 horas a partir de 4ª, para denunciar política de preços

Brasília – Algumas das concessões anunciadas pelo governo na noite de ontem (28) para reduzir o valor do óleo diesel e acabar com a greve dos caminhoneiros dependem, oficialmente, do Congresso Nacional. O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, durante entrevista coletiva, afirmou que a redução de R$ 0,46 no preço do diesel terá impacto de R$ 9,5 bilhões nas contas públicas. E, por isso, cerca de quatro medidas provisórias (MPs) serão publicadas de hoje a quarta-feira (30).

O governo estima ter de remanejar R$ 3,8 bilhões de dotações do Orçamento Geral da União (OGU). A lista com os setores que vão sofrer ainda mais cortes que o que já estava previsto no final de 2017 será divulgada ainda nesta segunda-feira (28).

Outros R$ 5,7 bilhões para cobrir o valor da redução do preço do diesel sairão de verbas previstas pelo governo para aumento de arrecadação, a partir da reoneração de 28 setores da economia e de valores previstos para capitalização de estatais. Só que o projeto de reoneração só foi aprovado pela Câmara.Ainda precisa do aval do Senado. Ou seja: esse dinheiro nem começou a entrar nos cofres públicos.

O texto da reoneração somente poderá ser votado depois da desobstrução da pauta do Senado, que inclui, atualmente, seis outras matérias. E só após essas votações é que o plenário da Casa terá condições de colocar em pauta a urgência do Projeto de Lei Complementar que regula preços de fretes rodoviários, outra medida oferecida aos caminhoneiros.

O presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), que passou o fim de semana em Brasília e chamou vários parlamentares para apressar o retorno à capital, anunciou a realização de sessão extraordinária a partir das 16h, no Senado.

Política da Petrobras

Os senadores Roberto Requião (MDB-PR), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Gleisi Hoffmann (PT-PR) anunciaram na última sexta-feira (25) a preparação de uma ação popular com pedido de liminar para suspender a atual política de preços praticada pela Petrobras.

“Pedem os autores que determine à Petrobras a imediata aplicação dos preços praticados antes da atual política, portanto, em setembro de 2016, atualizados até a presente data pelo índice nacional de preços ao consumidor – IPCA”, diz trecho do pedido de liminar. A ação será ajuizada na Justiça Federal no Paraná. 

Segundo os senadores, a política de preço dos combustíveis praticada pelo governo de Michel Temer tem causado, a longo prazo, danos à própria Petrobras, “na medida em que os distribuidores concorrentes estão deixando de comprar gasolina do Brasil, preferindo importar, já que os preços praticados pela Petrobras estão elevados”.

Na ação, os parlamentares citarão danos causados aos consumidores, obrigados a pagar caro pelo combustível para que a empresa dê lucro aos seus acionistas, além dos danos ao país, que “ao invés de valorizar seu produto, está cada vez mais importando do exterior”.

Segundo os autores, a gestão da Petrobras tem causado causa dano à soberania nacional ao fazer o Brasil ser cada vez mais dependente do mercado internacional.  

Agenda travada

Nesta segunda-feira, os parlamentares, entretanto, afirmaram que a origem do problema diz respeito à política de preços da Petrobras e ressaltaram que o que deve ser modificado é o modelo implantado pelo governo Michel Temer.

O deputado Adelmo Leão (PT-BA) defendeu um debate maior de ações duradouras para defesa da empresa como estratégica para o país. “Vemos uma Petrobras que está atualmente cedida a interesses privados. Não dá para estabelecer preços de mercado internacional e nos submetermos aos interesses privadosE precisamos mudar essa lógica”, afirmou.

O líder da oposição na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), pediu a demissão do atual presidente da companhia, Pedro Parente. Guimarães lembrou a carta aberta divulgada durante o final de semana por um grupo de governadores fazendo duras críticas ao governo e avaliou que o desastrado tratamento dado à crise dos combustíveis levou a tudo o que o país está enfrentando, além de indicar o isolamento político de Temer.

O líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), anunciou que a bancada vai acionar na Justiça as mudanças feitas no estatuto da Petrobras, que, segundo ele, “privatizam por dentro a companhia e a colocam sob controle de suas concorrentes multinacionais”.

Pimenta lembrou que a cláusula inserida no estatuto da estatal obriga o ressarcimento à empresa, pelo erário público, por qualquer política de preços de combustíveis que contrarie a lógica de lucro máximo do mercado, em detrimento da sociedade e da economia nacional.

Já o líder da legenda no Senado, Lindbergh Farias (RJ), aproveitou para fazer contas sobre reajustes realizados, em pouco período de tempo. “Foram absurdos 229 reajustes no preço do diesel nos últimos dois anos. Nos 12 anos de governo do PT, foram apenas 16 reajustes. É preciso previsibilidade nas mudanças de preços praticados após ciclos espaçados e moderados, o que não tem acontecido neste governo”, criticou.

Falta de autoridade

O deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), relator do projeto de reoneração que zera o PIS/Cofins para o diesel, destacou que não vê, perante o governo “autoridade moral, política, nem capacidade para liderar o país no processo de superação da crise dos combustíveis”.

“É fundamental rediscutirmos a nova política de preços da Petrobras, que é desastrosa, insustentável e acarreta em custos elevadíssimos não só do diesel, mas da gasolina, do etanol e do gás de cozinha, causando enorme prejuízo na vida do povo brasileiro”, disse Silva.

Também a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) ressaltou que um dos motivos que levou à crise foi o fato de a Petrobras e o atual governo “passarem a fazer uma política de extrair o óleo cru do pré-sal e exportar, sem nenhum valor agregado, e depois passarem a importar dos Estados Unidos e de outras produtoras internacionais o derivado do nosso petróleo”.

“Inviabilizaram as refinarias e a possibilidade de transformar esse óleo cru em derivados, inclusive em combustível para o mercado interno”, acrescentou Jandira, ao lembrar que os deputados e senadores não querem saídas mágicas. “Nós não queremos instabilidade nem saídas que possam levar a mais problemas do que soluções para o povo brasileiro”.

Amanhã, na Câmara dos Deputados, está prevista a realização de uma comissão geral, ferramenta legislativa que consiste num grande debate, com especialistas e representantes de todos os setores, para discussão da crise de combustíveis no país.  

MÁRCIO POCHMANN: DEPOIS DO GOLPE CONTRA NOSSA DEMOCRACIA, O DIÁLOGO SOCIAL ESTÁ MORTO?

CAPITALISMO SELVAGEM
O atual conflito – de proporção ainda inimaginável – resultado da alta dos preços e da escassez de combustível é consequência das opções do próprio governo Temer, que adotou na Petrobras a lógica privada
por Marcio Pochmann* 
MARCELLO CASAL JR/ABR
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Corrida aos postos de combustível, somada aos custos do botijão de gás de cozinha, reflexos de erros na condução da Petrobras, tem potencial para conflitos sociais intensos e imprevisíveis

No Brasil, a democracia tem sido mais uma exceção do que a regra geral na relação dos governos com a sociedade. A baixa intensidade democrática revela a predominância da cultura autoritária, presente em mais de 4/5 de toda a história nacional.

Desde a transição do regime militar que havia durado 21 anos (1964-1985), as instituições e as metodologias de participação social foram sendo fortalecidas em todo o país. O estabelecimento do diálogo social entre governo e a sociedade civil, bem como a sua generalização demarcou o formato democrático voltado à construção de consensos nacionais que permitiram conciliar um conjunto de interesses heterogêneos no interior de uma estrutura social extremamente desigual.

Resultado disso foi a experimentação da fase mais longeva de democracia no Brasil, o que permitiu ser destacado no mundo como sendo uma das democracias mais jovens e pujantes. Sobretudo entre os anos de 2003 e 2015, a experimentação de mais de 100 conferências nacionais, estaduais e municipais com a participação de cerca de 10 milhões de participantes apontou para um conjunto de consultas, definições, monitoramentos e correções de políticas públicas em curso no país.

Além disso, outros formatos de diálogos sociais possibilitaram convergir para significativas mudanças no governo e no interior da sociedade em pleno contexto de elevação da coesão social, de distensionamento político e de colaboração no ambiente econômico. Todo esse ativo democrático recentemente conquistado foi abandonado de forma arbitrária e bruscamente com a ascensão do governo Temer.

Diante do veto ao diálogo social, o que passou a prevalecer foi a imposição autoritária. As reformas realizadas, que além de mal feitas se apresentam, contêm objetivos crescentemente contraditórios entre si, foram realizadas distantemente da aprovação da sociedade civil, revelando, portanto, a total desaprovação e descrédito do governo Temer.

Na realidade, a adoção do receituário neoliberal, que coloca equivocadamente como opção a relação entre Estado e o mercado, fez desmoronar as políticas públicas e enfraquecer as próprias forças mercantis, cada vez mais dirigidas por corporações transnacionais e suas associações internas. A ascensão autoritária e arbitrária do governo Temer impulsionado pelo condomínio de interesses dos privilegiados terminou por asfixiar o diálogo social e a impulsionar a ampliação dos conflitos, greves e a própria polarização social.

O atual conflito de proporção inimaginável gerado pela alta e escassez de combustível resulta simplesmente das opções do próprio governo Temer que adotou na Petrobras a lógica privada de comprar barato e vender caro, agrando acionistas minoritários, sobretudo estrangeiros. Com isso, a elevação da exportação de petróleo bruto, a substituição do refino do petróleo internamente pela importação de combustível dos Estados Unidos e a liberação dos preços em conformidade com os preços internacionais, acrescido pela variação cambial.

Apesar de diversas tentativas de diálogo social apresentadas pelas instituições representativas de trabalhadores e as empresas do setor, a Petrobras e o próprio governo Temer negaram-se ao exercício de uma necessária prática democrática. O que se assiste há mais de uma semana tem sido infelizmente, a decadência da nação, com inúmeros prejuízos ao conjunto da nação, com maior ainda sofrimento ao povo brasileiro.

A fundamental retomada do diálogo social dificilmente se estabelecerá, lamentavelmente, através de um governo com receituário neoliberal, ainda mais contando como presidente ordenador do golpe que abalou as instituições democráticas da nação. Por outro lado, o encaminhamento de maior autoritarismo ameaça as bases da democracia, lançando o país ao salve-se quem puder.

Outro rumo torna-se fundamental ao país. Mas para isso, somente pela via democrática, passível de recuperar a soberania popular por meio de eleições livres.

* Professor do Instituto de Economia e pesquisador do Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho, ambos da Universidade Estadual de Campinas.

LUIS NASSIF: A RENDIÇÃO DE TEMER E A NÃO SOLUÇÃO PARA A GREVE

O tic de fechar a boca, como quem está lambendo a saliva que escorre do beiço; as mãos magras, desossadas, melífluas, espelhos da alma; a dissimulação de disfarçar a leitura

do teleprompter com observações vazias, e, principalmente, o tom impositivo, ridículo para cenas de rendição, como que estivesse batendo em retirada de costas, para não levar projéteis no traseiro. Todo esse conjunto ajuda a compor a mais execrável personalidade política da história da República.

Depois de ameaçar os caminhoneiros com processo e prisão, depois de anunciar o fim dos bloqueios várias vezes, o presidente Michel Temer encerra o dia pedindo peloamordeDeus para os caminhoneiros voltarem ao trabalho. E paga a conta com recursos fiscais, sangrando ainda mais um quadro fiscal desastroso. Aliás, em todos esses movimentos, não foi notada a presença do Ministro da Fazenda, Eduardo Guardia.

É um tratamento escandaloso, a começar do mega-acordo da Petrobras, nas ações propostas por minoritários norte-americanos.

Diz a lei:
CAPÍTULO I

Dos Princípios e Objetivos da Política Energética Nacional

Art. 1º As políticas nacionais para o aproveitamento racional das fontes de energia visarão aos seguintes objetivos: 

– preservar o interesse nacional;

II – promover o desenvolvimento, ampliar o mercado de trabalho e valorizar os recursos energéticos; 

III – proteger os interesses do consumidor quanto a preço, qualidade e oferta dos produtos; (…)

Sendo privada ou pública, como empresa quase monopolista, a Petrobras tem responsabilidades impostas por qualquer princípio de direito econômico. Às vantagens do monopólio deve corresponder a responsabilidade pela política de preços. Em nenhuma sociedade minimamente civilizada, admite-se o poder absoluto de um monopólio em fixar preços. Ainda mais em um preço chave da economia, como o dos combustíveis.

O encontro de contas

Aliás, se houvesse governo, seria o momento de experimentar o encontro de contas, especialmente com estados e municípios. Há um enorme passivo acumulado pela Lei Kandir – que obriga a União a ressarcir os estados de isenções tributárias para produtos exportados. E, na outra ponta, dívidas consolidadas de 1995, que impõem custo alto aos estados devedores. Aliás, dívidas profundamente infladas pelas taxas de juros praticadas pelo Banco Central no período.

Muitos dos estados credores – na ponta da Lei Kandir – estão se inviabilizando na questão previdenciária ou na quitação das dívidas com a União. O encontro de contas ajudaria a normalizar o quadro fiscal, dando um fôlego aos estados e quitando passivos históricos da União.

O NOME DO CAOS CHAMA-SE: GOLPE DE ESTADO PARLAMENTAR-JURÍDICO-EMPRESARIAL-MIDIÁTICO-PANELEIRO

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Produção Afinsophia

Até podemos debitar há uma pessoa o caos que o Brasil a sete dias enfrenta com o locaute, a sabotagem dos caminhoneiros e dizer que Raimundo Parente é o único responsável. Quando fazemos isso, debitamos só a ele a responsabilidade. Mas, não. São responsáveis por tudo isso, Aécio Neves que não aceitou ser derrotado por Dilma, Michel Temer que traiu Dilma e que se isso fosse na Itália estaria preso por traição à pátria, Eduardo Cunha que chantageou e foi contrariado e por isso aceitou o pedido do golpe. Os dois senadores do Amazonas, Eduardo Braga e Omar Aziz, todos os deputados do Estado do Amazonas,  a Rede Globo de Televisão, Jornal Estado de São Paulo, Jornal Folha de São Paulo, Revista Veja, Época, Quanto é, vários sites de direita a grande maioria dos deputados federais, dos Senadores da República, dos empresários, banqueiros, do sistema jurídico, principalmente do STF que presidiu a sessão que derrubou a presidente Dilma, depois o juiz caipira, com todo respeito aos caipiras originais, Sérgio Moro e todos procuradores do MPF do Paraná comandado pelo autor do Power point Dellagnol, os três desembargadores do TRF-4 que julgaram Lula sem provas e os paneleiros.

A responsabilidade de tudo isso está debitado ao golpe e aos golpistas. E por dentro do golpe ao príncipe dos sociólogos, Fernando Henrique Cardoso que indicou Pedro Parente para entregar para as grandes empresas de capital estrangeiro o pré-sal e a Petrobrax. Como não conseguiu no seu desgoverno fazer isso, aproveitou o governo dos patos para colocar na Petrobras uma pessoa que do início ao seu fim aceitou as determinações das empresas estrangeiras para ditar o preço dos combustíveis e atender exigências de acionistas minoritários e entreguistas.

O negócio era rentável. Levava-se o petróleo bruto do Brasil e nas refinarias estrangeiras o beneficiava, empregava toda a rede que depende os insumos no exterior e depois revendia ao Brasil o petróleo beneficiado. O preço do produto só tinha que aumentar diariamente.

O desgoverno de Michel Temer esteve reunido desde as 08:00 da manhã de hoje, dia 27 de maio de 2018 para decidir sobre a sabotagem dos caminhoneiros e seus patrões. Ontem determinou  intervenção do exército para desobstruir as BR e dirigir o caminhões. Dirigir não se sabe para onde.

As últimas informações que chegam neste momento é que o ilegítimo, como não tem mais credibilidade, aliás golpista nenhum tem credibilidade cedeu às chantagens dos caminhoneiros. Vai dar o desconto de R$ 0,46 por 60 dias e o Parente dele que tanto serviu, contribuiu para o caos que todos são responsáveis, pode cair e não cair, porque num governo débil, caindo Parente quem assumir vai continuar com a mesma política de entrega de nossas riquezas para o capital e para os lacaios nacionais e internacionais que ainda dominam o mundo capitalista.

 

PT REAFIRMA CANDIDATURA DE LULA À PRESIDÊNCIA EM DIVERSOS ATOS NO PAÍS

O lançamento nacional da pré-candidatura está marcado para o próximo dia 9 de junho

Rute Pina

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

Lançamento da pré-candidatura de Lula pelo PT - Créditos: Rute Pina
Lançamento da pré-candidatura de Lula pelo PT / Rute Pina

O Partido dos Trabalhadores (PT) realizou, em diversos municípios do país, o pré-lançamento da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, neste domingo (27), data em que completam 50 dias de sua prisão política.

Em São Paulo, o ato ocorreu no diretório municipal do partido, com a presença de militantes e apoiadores de Lula.

O ex-presidente cumpre o mandado de prisão expedido pelo juiz Sergio Moro desde o dia 7 de abril, na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR).

O presidente do PT municipal, Paulo Fiorilo, explicou que o objetivo da ação é reiterar que Lula pode participar da corrida eleitoral.

“ A decisão do PT é de inscrever Lula porque temos esses casos de candidatos que estavam presos ou impossibilitados que puderam disputar e, inclusive, alguns ganharam a eleição. O PT entende que é fundamental inscrever Lula dia 15 [de agosto] para fazer a disputa, principalmente neste momento tão difícil que a gente está vivendo de crise dos combustíveis, crise gerada pelo próprio governo com sua política de privatização”, disse Fiorilo.

A ex-ministra de Dilma Rousseff, Eleonora Menicucci, afirmou que o PT permanece sem outro nome para concorrer ao pleito.

“Nós estamos aqui reafirmando que acreditarmos que essa ditadura de togada vai acabar.”

A militante Rosângela Veiga da Silva, que mora na zona sul da capital paulista, está confiante na eleição de Lula em outubro.

“Juridicamente, a gente pode sim votar nele. A gente tá vivendo um retrocesso muito grande, com a venda de patrimônios nacionais e a gente acredita que, mesmo preso, ele vai ganhar. Agora, se vão deixar ele governar eu não sei. Mas estamos fazendo nossa parte como militante e também pelo bem social, porque ele foi o único que governou pelo povo”, disse.

Também estiveram presente no ato o presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, e a vereadora Juliana Cardoso. 

O evento nacional de lançamento da pré-candidatura está marcado para o próximo dia 9 de junho, em Belo Horizonte (MG).

O registro das candidaturas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ocorre até o dia 15 de agosto.

Edição: Katarine Flor

PETROLEIROS ENTRARÃO EM GREVE PELA REDUÇÃO DE PREÇOS DE COMBUSTÍVEIS E GÁS DE COZINHA

PROTESTO
Paralisação nacional de advertência tem início na próxima quarta-feira (30), de acordo com a Federação Única dos Petroleiros (FUP)
por Redação RBA
petroleiros

Trabalhadores da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar) protestaram no sábado (26)

São Paulo – A Federação Única dos Petroleiros (FUP) divulgou nota nesse sábado (26) convocando a categoria para uma greve nacional de advertência de 72 horas. De acordo com a entidade, a mobilização vai começar a partir da meia-noite de quarta-feira (30). O objetivo é fazer com que o governo reduza os preços do gás de cozinha e dos combustíveis, além de ser um protesto contra a privatização da empresa e pela saída imediata do presidente da Petrobras, Pedro Parente.

“A atual política de reajuste dos derivados de petróleo, que fez os preços dos combustíveis dispararem, é reflexo direto do maior desmonte da história da Petrobrás. Os culpados pelo caos são Pedro Parente e Michel Temer, que, intensifica a crise ao convocar as força armadas para ocupar as refinarias”, diz o texto da FUP. 

Nesta segunda (28), a entidade e seus sindicatos realizarão um Dia Nacional de Luta, que terá “atos públicos e mobilizações em todo o Sistema Petrobrás, denunciando os interesses que estão por trás da política de preços de combustíveis, feita sob encomenda para atender ao mercado e às importadoras de derivados”.

Confira abaixo a íntegra da nota da FUP:

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos filiados convocam a categoria petroleira para uma greve nacional de advertência de 72 horas. Os trabalhadores do Sistema Petrobrás iniciarão o movimento a partir do primeiro minuto de quarta-feira, 30 de maio, para baixar os preços do gás de cozinha e dos combustíveis, contra a privatização da empresa e pela saída imediata do presidente Pedro Parente, que, com o aval do governo Michel Temer, mergulhou o país numa crise sem precedentes. 

A atual política de reajuste dos derivados de petróleo, que fez os preços dos combustíveis dispararem, é reflexo direto do maior desmonte da história da Petrobrás. Os culpados pelo caos são Pedro Parente e Michel Temer, que, intensifica a crise ao convocar as força armadas para ocupar as refinarias. A FUP repudia enfaticamente mais esse grave ataque ao Estado Democrático de Direito e exige a retirada imediata das tropas militares que estão nas instalações da Petrobrás.

A greve de advertência é mais uma etapa das mobilizações que os petroleiros vêm fazendo na construção de uma greve por tempo indeterminado, que foi aprovada nacionalmente pela categoria. Os eixos principais do movimento são a redução dos preços dos combustíveis, a manutenção dos empregos, a retomada da produção das refinarias, o fim das importações de derivados de petróleo, não às privatizações e ao desmonte da Petrobrás e pela demissão de Pedro Parente da presidência da empresa.

Já neste domingo, 27, os petroleiros farão novos atrasos e cortes de rendição nas quatro refinarias e fábricas de fertilizantes que estão em processo de venda: Rlam (BA), Abreu e Lima (PE), Repar (PR), Refap (RS), Araucária Nitrogenados (PR) e Fafen Bahia.

Na segunda-feira, 28, a FUP e seus sindicatos realizarão um Dia Nacional de Luta, com atos públicos e mobilizações em todo o Sistema Petrobrás, denunciando os interesses que estão por trás da política de preços de combustíveis, feita sob encomenda para atender ao mercado e às importadoras de derivados. A gestão entreguista de Pedro Parente está obrigando a Petrobrás a abrir mão do mercado nacional de derivados para as importadoras, que hoje são responsáveis por um quarto de todos os combustíveis comercializados no país.

O número de importadoras de derivados quadruplicou nos últimos dois anos, desde que Parente adotou preços internacionais, onerando o consumidor brasileiro para garantir o lucro do mercado. Em 2017, o Brasil foi inundado com mais de 200 milhões de barris de combustíveis importados, enquanto as refinarias, por deliberação do governo Temer, estão operando com menos de 70% de sua capacidade. O povo brasileiro não pagará a conta desse desmonte.

Todos contra a entrega do Sistema Petrobrás.

Todos contra o aumento dos combustíveis.  

Privatizar faz mal ao Brasil.

Fora Pedro Parente!

[FUP]

PRÉ-CANDIDATURA DE LULA À PRESIDÊNCIA É LANÇADA HOJE EM TODO O BRASIL

Produção Afinsophia

A decisão de lançamento da pré-candidatura de Lula à presidência do Brasil está sendo feita hoje por todos os diretórios Estaduais e municipais por decisão do Diretório Nacional que entende que Lula é inocente e é o único candidato que pode unificar o Brasil depois do caos que o golpe instaurou no país.

De Norte a Sul do país o nome de Lula reverbera. E o evento histórico acontece no momento em que os caminhoneiros promovem um lockout pressionando o desgoverno para redução do preço do diesel e já provoca sérias consequências no abastecimento de tudo em várias capitais do país.

A pré-candidatura de Lula é um aviso de que será o candidato do Partido dos Trabalhadores à presidência, pois vê no julgamento de Sérgio Moro e do TRF-4 casuísmo, injustiça, convicção e não possuem uma prova que incrimine o presidente, pois estão julgado-o depois de muito tempo afastado da presidência da República.

O Partido não tem plano B. Lula será inscrito no TSE no dia 15 de agosto de 2018. Sugerimos, inclusive, que nesse dia os brasileiros, que confiam, votam em Lula, dependendo de suas possibilidades financeiras, logísticas, façam uma grande caravana para pressionar o TSE que quer inabilitá-lo como candidato do povo. Essa data para os trabalhadores é muito importante. Lula é o único candidato que poderá mudar os rumos político-econômico-social que nosso país se encontra. As pesquisas de intenções de votos sinalizam para isso. Os sinais estão dados. Os golpistas não estão perdidos. Eles sabem o que estão fazendo. Não tem como reverterem o quadro, pois eles, através de Ricardo Parente e de todos os dublês de ministros, de todos os que promoveram o golpe, empresários, deputados, senadores, emissoras e empresas midiáticas, atendem aos interesses do sistema capitalístico internacional. O interesses do sistema é se apropriar de tudo, da PETROBRAS, pois já quebraram nossas grandes empresas de engenharia, se apropriaram da base de Alcâncara, da Embraer, prenderam o Comandante Othon Silva, ex-presidente da Eletronucear. O objetivo é promover o caos para depois apontarem um salvador, deles. Por isso, a pré-candidatura de Lula é o caminho para reverter tudo isso, caso contrário nosso futuro é incerto e muito difícil nos anos vindouros.

MINO CARTA: CIRO TEM QUE ANUNCIAR O ASSASSINATO POLÍTICO DE LULA

Resultado de imagem para imagens de lula e ciro Sou amigo velho de Ciro Gomes e do irmão, o ex-governador Cid. Estiveram ambos à mesa do lançamento do meu penúltimo livro, O Brasil, em 2013. Ciro cuidou de me apresentar ao público de Fortaleza, de forma afetuosa, ao se superar em generosidade. Considero sua candidatura à Presidência da República além de legítima, baseada em uma atuação política coerente na ideologia e irrepreensível moralmente. 

Inúmeras vezes CartaCapital apoiou-o em s eus lances políticos e o teve por longo tempo entre seus mais preciosos colunistas. Não posso aprovar, entretanto, seu comportamento em relação ao ex-presidente Lula. Meu excelente companheiro André Barroca!, ao analisar a pré-candidatura de Ciro Gomes, observa que a inspiração em boa parte vem do desempenho de Leonel Brizola, candidato em 1989. O líder do PDT, de quem a reforma partidária do general Golbery surrupiara a sigla que por direito lhe pertencia, PTB, criticava o adversário Lula e seu PT, ao acusá-los de não representarem a autêntica esquerda. Foi Brizola quem apelidou Lula de “Sapo Barbudo”. Outros eram os tempos, contudo. Começava a chamada redemocratização.

À época, a despeito das acusações, a plataforma do PT era bem mais avermelhada do que se deu em seguida com o crescimento do partido. Brizola, no entanto, enxergava em Lula um quadro em formação, ainda atado às lições de negociação apreendidas na qualidade de presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo e Diadema, e partia à conquista de um território que entendia exclusivamente seu. Mesmo assim, Lula foi para o segundo turno, derrotado ao cabo por uma história hedionda, destas que só no Brasil podem prosperar, a da filha Lurian, nascida de uma relação mantida quando viúvo. Inestimável a contribuição da Globo. O próprio Roberto Marinho manipulou o debate final entre o líder petista e o “Caçador de Marajás”, para alegria de Veja e dos editoriais dos jornalões. O Sapo Barbudo punha medo.

Hoje vivemos o estado de exceção precipitado por um golpe de Estado perpetrado, antes de mais nada, para alijar de vez Lula da disputa eleitoral, condenado a 12 anos e um mês de prisão sem a mais pálida sombra de provas. Se o ex-presidente cometeu erros políticos depois da reeleição de Dilma Rousseff, se demorou demais para reagir, nada disso cancela a sacrossanta verdade factual: o único líder brasileiro de dimensão nacional é a grande vítima de uma manobra tipicamente verde-amarela, impensável em um país civilizado e democrático. Resultado: sem Lula, a eleição, se houver, é fraude. E o próprio Brasil está enjaulado, embora, aparentemente, não se dê conta de sua deplorável situação.

Ciro Gomes sabe perfeitamente disso tudo, daí a minha certeza de que não é hora de bater no ex-presidente, o qual, aliás, sempre teve pelo seu ex-ministro notável apreço. Daí a mágoa funda que colhe Lula neste exato instante em relação a quem prezava. A recusa de Gleisi Hoffmann a qualquer conversa com o presidenciável do PDT nasce de um desabafo do líder aprisionado. Dirá Ciro que pretendeu ser sincero, ao se referir à inconveniência da candidatura de Lula, declarada há tempo, antes da condenação. Hoje soa, porém, como se um pedido de graça tivesse sido atendido pelos inquisidores de Curitiba e Porto Alegre com a bênção de uma corte que se diz alta, enquanto fica abaixo do nível do mar.

Nesta moldura cabem certas andanças do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, disposto a se reunir com Ciro e Bresser-Pereira no escritório do professor Delfim Netto, para definir “um programa de centro-esquerda”. Trata-se de um interessante desafio à minha manquitolante imaginação. Mas, confesso, gostaria muito de saber o que o preso de Curitiba pensa disso tudo. Quanto ao amigo Ciro, em nada diminuiria sua candidatura denunciar o assassínio político de Lula, imolado no altar da casa-grande. Pelo contrário, a reforçaria na defesa do Estado Democrático de Direito, demolido pelo golpe de 2016. •

CARTA CAPITAL: CAMINHONEIROS IGNORAM DECRETO E PARALISAÇÃO CHEGA AO SEXTO DIA

Crise

por Redação*

O País amanhece com mais de 300 bloqueios em rodovias. O governo ameaça com multas de R$ 100 mil e cita pedidos de prisão por ‘locaute’
Tânia Rêgo/Agência Brasil
Caminhoneiros

Caminhoneiros protestam contra o aumento do preço do óleo diesel

Passadas mais de 12 horas após a publicação do decreto que autoriza o uso das Forças Armadas para desobstruir rodovias, ainda há numerosos bloqueios de caminhoneiros na manhã deste sábado 26, o sexto dia de paralisação da categoria contra o aumento do preço do diesel. Segundo o último balanço do Ministério da Defesa, 132 pontos liberados pela Polícia Rodoviária Federal com apoio das Forças Armadas de sexta-feira para sábado. Mais de 300 locais seguem, porém, com algum tipo de retenção. Pernambuco e Sergipe decretaram situação de emergência, assim como a cidade de São Paulo.

Publicado na noite de ontem, em edição extra do Diário Oficial da União, o decreto assinado por Michel Temer autoriza o emprego das Forças Armadas no contexto da Garantia da Lei e da Ordem (GLO) até o dia 4 de junho. Com isso, os militares darão apoio às forças policiais, como a Polícia Militar, a Polícia Rodoviária Federal e a Força Nacional, na liberação das estradas. Além disso, as Forças Armadas poderão requisitar veículos e levá-los para distribuição dos produtos que carregam, mas isso só será feito caso o dono do caminhão se negar a seguir viagem.

Após o anúncio do decreto, o movimento mudou a tática e passou a liberar faixas para a circulação de carros de passeio, ônibus e ambulâncias. Muitos caminhoneiros seguem, porém, parados nas estradas e acostamentos. A paralisação da categoria continua.

Temer e os ministros do gabinete de crise, criado para monitorar a greve dos caminhoneiros, reuniram-se no Palácio do Planalto na manhã deste sábado para avaliar as medidas tomadas para liberar as rodovias e reabastecer o País com os produtos retidos nos caminhões. Em entrevista coletiva, o ministro Carlos Marun, da Secretaria de Governo da Presidência, informou que o governo começará a aplicar multas no valor de 100 mil reais por hora parada às entidades que descumprirem o acordo firmado para desbloqueio das rodovias. Acrescentou que a Polícia Federal já tem inquéritos abertos para investigar a origem do movimento e que existem até mesmo pedidos de prisão.

“Hoje temos a convicção de que, além do movimento paredista, existe o locaute”, disse Marun. “A Polícia Federal tem inquéritos abertos para investigar essas suspeitas. E os empresários suspeitos serão intimados. Rogério Galloro (diretor-geral da PF) também nos informou que já existem pedidos de prisão. Estão aguardando manifestação da Justiça”, emendou o ministro, sem dar detalhes sobre os alvos da força policial.

A Rodovia Presidente Dutra, que liga São Paulo ao Rio de Janeiro, amanheceu com bloqueios em diversos municípios, como Santa Isabel, São José dos Campos, Jacareí, Caçapava, Pindamonhangaba, Lorena, Barra Mansa e Piraí, segundo informações da concessionária Nova Dutra.

Na rodovia Régis Bittencourt, que liga São Paulo ao sul do país, a manifestação ocupa uma faixa e o acostamento na altura do km 279, em Embu das Artes, região metropolitana. A Anchieta, principal via de acesso ao Porto de Santos, há protesto entre o km 22 e o 24, em São Bernardo do Campo, no ABC, segundo a concessionária Ecovias. O trânsito está, porém, liberado para veículos de passeio, motos, ambulâncias e coletivos.

No estado do Rio, caminhoneiros ainda se concentram em trechos de rodovias federais, mas sem interrupção do tráfego, segundo a Polícia Rodoviária Federal. Na BR 101–norte, nos quilômetros 70 e 75, em Campos dos Goytacazes, no norte fluminense, os manifestantes estão no acostamento, nos dois sentidos da rodovia. O mesmo ocorre no km 391 da BR 101–sul, na capital, onde embora os caminhoneiros estejam nos dois sentidos do acostamento, o fluxo de veículos de passeio está normal.

Os aeroportos também operam com restrição. Na noite de sexta-feira, ao menos 13 estavam sem combustível: Brasília (DF), Carajás (PA), São José dos Campos (SP), Uberlândia (MG), Juazeiro do Norte (CE), Maceió (AL), Recife (PE), João Pessoa (PB), Joinville (SC), Vitória (ES), Ilhéus (BA), Aracaju (SE) e Palmas (TO). De acordo com o último balanço da Infraero, atualizado às 13h deste sábado, 64 voos foram cancelados e 79 estavam atrasados, 10,17% e  12,56% do total, respectivamente.

* Com informações da Agência Brasil.

PEDRO PARENTE É REPRESENTANTE DOS EUA NO BRASIL, DIZ EMBAIXADOR

NO TUTAMÉIA
Samuel Pinheiro Guimarães diz ainda que Henrique Meirelles é o candidato de Wall Street nas eleições. Para ele, o próximo alvo dos interesses do Estados Unidos, depois de destruir a Petrobras, são os bancos
por Eleonora de Lucena e Rodolfo Lucena, do Tutaméia.
WILSON DIAS/ABR

Samuel Pinheiro Guimarães

Samuel Pinheiro: ‘Golpe em curso efetuou um ataque às grandes empresas brasileiras e nenhum ataque a empresa estrangeira’

O Brasil é um país ocupado, cujo governo faz tudo que o estrangeiro quer. É um governo estrangeiro no Brasil. O capital externo está forte em todos os setores, exceto no dos bancos. Agora, o último ataque –que já está em curso– é contra os bancos, que são, na maioria, brasileiros. A análise é do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães Neto em entrevista ao Tutaméia.

Na visão dele, Henrique Meirelles é o candidato de Wall Street nas eleições. Já Pedro Parente, presidente da Petrobras, é o representante dos interesses do Estado norte-americano no Brasil –daí seu empenho em destruir a Petrobras.
Ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República no governo Lula e Alto-Representante Geral do Mercosul (2011-2012), Pinheiro Guimarães é autor de livros essenciais para a compreensão do Brasil no contexto mundial, como Quinhentos Anos de Periferia (UFRGS/Contraponto, 1999) e Desafios Brasileiros na Era dos Gigantes (Contraponto, 2006) –com este último, ganhou o Troféu Juca Pato da União Brasileira de Escritores.

Espionagem e destruição de concorrente

Para o embaixador, o golpe em curso no Brasil efetuou um “ataque às grandes empresas brasileiras e nenhum ataque a empresa estrangeira. Pegaram as grandes construtoras, porque na área industrial é tudo estrangeiro” –com exceção de empresas menores nos setores têxtil, de calçados. Diz Pinheiro Guimarães:

“Pegaram alguns setores que tinham uma certa prevalência de capital nacional, que eram empresas de engenharia. Foram em cima delas. Os processos contra as empresas são todos irregulares, as delações, advogados [de defesa] que não têm acesso, juiz que divulga seletivamente. A delação premiada é uma forma de tortura. Instrumentado de fora, o “lawfare”. Montaram [esse roteiro] não só contra o Brasil. Prenderam o presidente da Samsung na Coreia, na França”.

De acordo com o embaixador, “é uma estratégia americana de luta contra a corrupção dos outros, não a deles” que visa “destruir os concorrentes usando esses acordos de cooperação judiciária”. Assim usam todo o sistema de espionagem. “Espionaram a Petrobras, espionam tudo, inclusive essa gravação agora”. O objetivo é “ a destruição das empresas, dos instrumentos de capitalismo nacional”.

Ele afirma que esse processo de “destruição do que sobrou do capital nacional” atingiu não só as empreiteiras –que estão prejudicadas em uma futura reforma da infraestrutura brasileira, abrindo espaço para as estrangeiras–, mas outros setores. “Esse negócio da JBS é uma parte também disso, destruir a JBS que concorre no mundo”.

Febraban não é Fiesp

As mudanças vão sendo feitas com o discurso de que a empresa privada é capaz de resolver todos os problemas da sociedade e o que atrapalha é o Estado, aponta o embaixador. Por isso, a alardeada necessidade de privatização. Mais do que isso, os defensores dessas ideias acham que “a empresa privada estrangeira é melhor do que a brasileira”.

“Daí a ideia de que se pode permitir o capital estrangeiro na educação, na saúde. Vai entrar no setor de advocacia, onde já entrou disfarçadamente. Entrou em tudo, exceto os bancos. O último ataque é contra os bancos, que são na maioria brasileiros. O ataque já está em curso. Estão dizendo que o problema da economia brasileira são os juros altos. Por quê? Porque não há competição. Como aumenta a competição? Com os bancos estrangeiros, não vai ser com banco brasileiro. Não tem nenhum grupo capaz de criar um banco brasileiro”.

Para o embaixador, “os bancos já perceberam isso. A Febraban já deve ter percebido que agora é com eles. Tem havido artigos frequentes contra os bancos, juros altos, spreads altos. (Dizem): o BC reduz os juros mas os juros não caem para o consumidor porque falta competição. E a competição vai vir de fora, só pode ser. Mas aí terão embate muito difícil. Ali não é a Fiesp; é a Febraban. É o último grande setor que não está (predominantemente em mãos estrangeiras)”.

Forças de ocupação

Pinheiro Guimarães trata do contexto da política mundial que explica o golpe no Brasil. E discorre sobre a destruição promovida pelo governo golpista em vários aspectos –na desorganização no mercado de trabalho, na privatização desenfreada, na redução dos bancos públicos, no enxugamento do Estado. E resume:

“Vamos supor que o Brasil tivesse sido invadido por uma potência estrangeira. O que as forças de ocupação fariam? Iriam reduzir o Estado, destruir as empresas daquele país que está ocupado. Com fizeram na Alemanha, no Japão. Iriam dar todo o favorecimento aos vencedores. É o caso que estamos vivendo. Estamos vivendo um governo estrangeiro no Brasil. O que é um governo estrangeiro no Brasil? É o que favorece o estrangeiro”.

Candidato de Wall Street e representante dos EUA

Pinheiro Guimarães afirma que o governo Temer “é um fracasso extraordinário” e comenta os cenários para a eleição. Defende a candidatura Lula e avalia alguns dos candidatos. Para ele, Wall Street tem candidato: “Chega de intermediários, Meirelles para presidente”. Segundo ele, Henrique Meirelles “representa os interesses do mercado internacional”.

Já o “representante dos interesses do Estado norte-americano é (Pedro) Parente”. E declara; “No Brasil, o que interessa muito aos EUA é destruir a Petrobras. Vai vendendo, parcelando. Para os EUA, é essencial o abastecimento de energia”. Ele lembra que os Estados Unidos se abastecem um pouco na Venezuela e no Oriente Médio, que é uma zona de conflito. Daí a vantagem de se Brasil, que está próximo, não está numa zona de conflito e que está dando todo acesso às companhias estrangeiras”.

Na análise do embaixador, “o que os EUA querem é que o Brasil fique na sua posição de país subdesenvolvido, exportador de produto primário, soja, minérios, nióbio, algum processamento, como suínos e frangos, mas não produto manufaturado”.

Pinheiro Guimarães debate na entrevista democracia, desenvolvimento, justiça social e soberania –pontos essenciais para o país. Para avançar rumo a esses objetivos, o primeiro passo é a luta pela libertação do presidente Lula.

Assista

REPRESSÃO CONTRA CAMINHONEIROS MOSTRA DESESPERO DE TEMER, DIZ EUGÊNIO ARAGÃO

PAÍS EM CAOS
Para ex-ministro da Justiça, governo não conseguiu acordo com entidades mais representativas da categoria que bloqueia estradas e sabe que não tem o controle da situação
por Eduardo Maretti, da RBA.
TÂNIA RÊGO/ABR
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Movimentação de caminhoneiros na Via Dutra

São Paulo – O anúncio do presidente Michel Temer de usar as forças federais para liberar as estradas do país, bloqueadas pela greve dos caminhoneiros, é uma “atitude de desespero”, na opinião do ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão. Temer está “numa enrascada”, avalia, inclusive porque o acordo anunciado ontem (24) pelo governo não contemplou o comando grevista e as principais entidades representativas dos caminhoneiros.

O governo anunciou ainda decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO), em todo o território nacional, autorizando o uso da violência militar. A Associação Brasileira dos Caminhoneiros divulgou comunicado orientando a manutenção de manifestações pacíficas, sem bloqueio de rodovias.

“Após o pronunciamento do presidente da República, a Abcam, preocupada com a segurança dos caminhoneiros envolvidos, vem publicamente pedir que retirem as interdições nas rodovias, mas, mantendo as manifestações de forma pacífica, sem obstrução das vias”, diz a nota da entidade.

Aragão observa que o governo obteve acordo com entidades menores, mas não com as grandes. “Eles (o governo) sabem que não têm controle da situação.” 

As duas entidades mais representativas dos caminhoneiros recusaram as propostas do governo, colocadas à mesa  pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha: a Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), que representa cerca de um milhão de caminhoneiros, e a União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam).

Além delas o acordo não foi endossado pelo Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Ijuí (Sinditac-RS), Associação Nacional das Empresas de Transporte Rodoviário de Cargas (NTC & Logística) e a Transporte Forte Digital, que ontem haviam participado da reunião com a Casa Civil, segundo o site Congresso em Foco.

“Eles sabem que a estrutura de preços adotada pelo Pedro Parente (presidente da Petrobras), com apoio do Temer, inviabilizou o negócio deles, que é o de frete individual. É uma situação de impasse”, acrescenta Eugênio Aragão. 

Em comunicado à sociedade brasileira, o coordenador da Federação Única dos Petroleiros, José Maria Rangel, acusou “o golpista Michel Temer e Pedro Parente, a quem ele deu o comando da Petrobras” de serem os grandes responsáveis pelos preços abusivos dos combustíveis no Brasil. A política de preços adotada atualmente pela Petrobras é ancorada nos preços internacionais.

Apesar da não adesão das principais entidades, Temer afirmou em pronunciamento no início da tarde que “uma minoria radical tem bloqueado estradas, impedindo que muitos caminhoneiros atendam a população e façam seu trabalho”. 

O desenrolar do movimento que já provoca desabastecimento deixou Temer em uma situação  comparável a uma “sinuca de bico”, diz Aragão. “Grande parte desses grevistas não vota com o PT. É gente vinculada a grupos mais radicais de direita. Se eles reprimirem esse pessoal, vai ter uma massa de pessoas contra o governo e a resistência ao golpe vai assumir outra dinâmica. Ele está numa enrascada, é uma situação de sinuca de bico.”

Para ele, ou Temer cede e o governo fica à mercê de outras situações similares, “e aí para tudo, ou ele reprime”. “São Paulo já está em estado de pré-conflagração. O povo está furioso. Tem gente perdendo dinheiro, deixando de trabalhar, levando falta. A situação está desesperadora.”

Na opinião de Aragão, a situação do país com o movimento dos caminhoneiros é imprevisível. “Tem gente apostando no caos. A direita, hoje, só tem um candidato, que não é confiável, o Bolsonaro. Então temos ele e a esquerda. Do ponto de vista do governo, a situação é de desespero.  Há setores, inclusive a Globo, que não conseguiram achar seu candidato, e estão apostando na conflagração para não ter eleição este ano.”

O comando da greve exige a redução do preço do diesel na bomba e considera insuficiente a proposta de 30 dias de estabilidade de preços. Eles querem no mínimo 180 dias. Outra exigência inegociável dos grevistas é a eliminação da incidência de PIS/Cofins sobre o diesel, que a Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira, mas que precisa ainda passar pelo Senado. Sem a publicação da proposta, a greve não será interrompida, dizem as lideranças.

Nota do Ministério da Defesa

O ministro da Defesa Joaquim Silva e Luna reuniu-se na tarde de hoje com os Comandantes da Marinha, Exército e Aeronáutica, com o seu Chefe de Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e com o Comandante de Operações Terrestres do Exército para definir as atividades a serem desencadeadas pelas Forças Armadas, a fim de possibilitar o retorno à normalidade das atividades no País.

As Forças Armadas serão empregadas em reforço às ações federais e estaduais, disponibilizando meios em pessoal e material para: distribuição de combustível nos pontos críticos; escolta de comboios; proteção de infraestruturas críticas; e desobstrução de vias e acessos às refinarias, bases de distribuição de combustíveis e áreas essenciais, a fim de evitar prejuízos à sociedade.

O emprego das Forças Armadas será realizado de forma rápida, enérgica e integrada.

Comunicado Oficial da Assiação Brasileira de Caminhoneiros

Após o pronunciamento do presidente da República, Michel Temer, no início da tarde desta sexta-feira, 25, a Associação Brasileira dos Caminhoneiros – Abcam, preocupada com a segurança dos caminhoneiros envolvidos, vem publicamente pedir que retirem as interdições nas rodovias, mas, mantendo as manifestações de forma pacífica, sem obstrução das vias.

Já mostramos a nossa força ao Governo, que nos intitularam como minoria. Conseguimos parar 25 estados brasileiros com mais de 504 interdições.
Vale lembrar que a Abcam continua sem assinar qualquer acordo com o Governo e mantém o pedido de retirada do PIS/Cofins sobre o óleo diesel.

A culpa do caos que o país se encontra hoje é reflexo de uma manifestação tardia do presidente Michel Temer, que esperou cinco dias de paralisações intensas da categoria. Estamos desde outubro do ano passado na expectativa de sermos ouvidos pelo Governo. Emitimos novo alerta no dia 14 de maio, uma semana antes de iniciarmos os protestos.

É lamentável saber que mesmo após tanto atraso, o presidente da República preferiu ameaçar os caminhoneiros por meio do uso das forças de segurança ao invés de atender às necessidades da categoria.
Sendo assim, nos resta pedir a todos os companheiros que desobstruam as rodovias e respeitem o decreto presidencial.

JOSÉ DA FONSECA LOPES
Presidente da ABCAM

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BRASIL DE FATO: CONTRA CAMINHONEIROS, TEMER CONCEDE PODER DE POLÍCIA AO EXÉRCITO ATÉ 4 DE JUNHO

Redação

Brasil de Fato | São Paulo (SP)

Militares fazem policiamento no Rio de Janeiro - Créditos: Foto: Fernando Frazão/Abr
Militares fazem policiamento no Rio de Janeiro / Foto: Fernando Frazão/Abr

O presidente Michel Temer (MDB) assinou, na noite desta sexta-feira (25), o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) que autoriza as forças armadas a fazer o trabalho de polícia para dispersar as manifestações de caminhoneiros que bloqueiam estradas por todo o país.

O exército poderá atuar como polícia para garantir a dispersão dos bloqueios a estradas até o dia 4 de junho, e está autorizado a prender caminhoneiros e tomar seus caminhões caso eles resistam à ordem.

Segundo o ministro da defesa, Raul Jungmann, ao longo da tarde, quase metade dos pontos de mobilização –419 de um total de 938, segundo as contas do governo– se desmobilizaram por conta própria. O exército, desde o início da noite, trabalha desobstruindo vias, liberando o acesso a refinarias e escoltando comboios de caminhões de combustível.

A Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam) divulgou nota em que orienta os caminhoneiros a remover todos os bloqueios em rodovias, mas indica que a greve continua. “Vale lembrar que a Abcam continua sem assinar qualquer acordo com o Governo e mantém o pedido de retirada do PIS/Cofins sobre o óleo diesel”, diz o texto, assinado pelo presidente da entidade, José da Fonseca Lopes.

“É lamentável saber que mesmo após tanto atraso, o presidente da República preferiu ameaçar os caminhoneiros por meio do uso das forças de segurança ao invés de atender às necessidades da categoria”, segue a nota.

STF

A ação das forças armadas contra os grevistas é amparada ainda por liminar concedida nesta sexta-feira (25) pelo ministro Alexandre Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determina a reintegração de posse de todas as rodovias federais do país. A liminar foi solicitada pela Presidência da República.

“A utilização abusiva do direito de greve, reunião, ou liberdade de manifestação não se revela razoável quando resulta em prejuízo de grande monta”, argumentou o governo, em seu pedido.

No texto, o ministro decidiu ainda que os caminhoneiros que não desocuparem as rodovias serão multados em R$ 10 mil por dia.

“O quadro fático revela com nitidez um cenário em que o abuso no exercício dos direitos constitucionais de reunião e greve acarretou um efeito desproporcional e intolerável sobre todo o restante da sociedade, que depende do pleno funcionamento das cadeias de distribuição de produtos e serviços para a manutenção dos aspectos mais essenciais e básicos da vida social”, argumentou Moraes em seu despacho.

O ministro utilizou ainda como exemplo a compreensão da Corte Suprema dos Estados Unidos, que consagra o direito à reunião pacífica em espaços públicos, mas considera que “o exercício desse direito não se reveste de caráter absoluto”.

Edição: Diego Sartorato

GGN: DESDE MARÇO, APROVAÇÃO DE LULA VEM CRESCENDO, ENQUANTO A DE MORO CAI

Estudo da Ipsos mostra como a sorte de Sergio Moro mudou quando ele decidiu condenar Lula no caso triplex.
Pesquisa atual indica tendência de rejeição cair e aprovação crescer no caso de Lula
Fonte: Estadão/maio de 2018
Jornal GGN – Desde março de 2018, mês marcado pelo início do julgamento do Habeas Corpus de Lula no Supremo Tribunal Federal, a rejeição ao ex-presidente Lula vem caindo na pesquisa Ipsos – que não afere intenção de voto, mas sim o olhar da população sobre a maneira como os políticos vem atuando no País.
A pesquisa divulgada nesta sexta (25) pelo Estadão mostra que os dados de todos os potenciais presidenciáveis estão “estáveis”, pois oscilaram dentro da margem de erro, e Lula é o melhor avaliado.
O gráfico também mostra outro resultado não mencionado no jornal: há 3 rodadas da pesquisa a rejeição de Lula vem caindo e a aprovação sobe para além da margem de erro.
O inverso ocorre com Sergio Moro. Hoje, o juiz da Lava Jato que condenou Lula no caso Triplex está com 50% de desaprovação e 40% de aprovação. Em março, estava com 47% de rejeição e 44% de aprovação. Mas o resultado é considerado estável porque a margem de erro é de 3 pontos para mais ou para menos.
Lula, por sua vez, tinha em março 57% de rejeição e agora está com 52%, ou seja, o índice caiu 5 pontos. Há 3 meses, tinha 41% de aprovação e agora tem 45%, subindo 4 pontos.
O petista foi preso na Lava Jato em abril e 2018. A pesquisa de março pode ter sido impactada pelo noticiário de fevereiro, quando Lula deu seguimento às caravanas pelo Sul do País, em resposta à condenação no caso triplex em segunda instância, que se deu em janeiro.
A CRISE DE MORO
A pesquisa Ipsos, que vem sendo realizada pelo menos desde agosto de 2015, mostra que Moro teve seus tempos de ouro principalmente entre fevereiro de 2016 e julho de 2017. O auge de Moro foi em maio de 2017, quando obteve 69% de aprovação.
Foi a partir de julho de 2017, mês marcado pela condenação de Lula pelo triplex, que a aprovação de Moro começou a despencar e a rejeição, subiu.
De julho a setembro de 2017, a aprovação caiu de 64% para 48% (- 16 pontos) e a rejeição saltou de 28% para 45% (+ 17 pontos).
Em novembro de 2017, as curvas de avaliação de Moro se inverteram e a rejeição passou a superar a aprovação. Desde então, o juiz vem se mantendo com aprovação na casa dos 50% e rejeição, nos 40%.
Esse movimento de inversão de curvas, que em Moro ocorreu de maneira negativa em novembro de 2017, não ocorreu com Lula.
As linhas do gráfico do Estadão mostram que a rejeição ao petista (que atingiu o pico em dezembro de 2016, com 72%), embora venha caindo nos últimos tempos, manteve-se acima da aprovação desde o início da pesquisa, em agosto de 2015.
Mas se a tendência aferida de março de 2018 para cá permanecer, é possível que a inversão da curva se dê nos próximos meses, mas no sentido oposto ao de Moro: com a aprovação de Lula superando a rejeição. 
Na pesquisa de maio de 2018, os possíveis candidatos aparecem com os seguintes desempenhos:
Geraldo Alckmin: 69% rejeição x 17% aprovação
Ciro Gomes: 65% x 18%
Fernando Haddad: 61% x 34%
Henrique Meirelles: 61% x 32%
Marina Silva: 61% x 30%
Jair Bolsonaro: 60% x 23%
Jaques Wagner: 54% x 43%
Lula: 52% x 45%
Manuela D’Ávila: 46% x 4%
Guilherme Boulos: 44% x 2%
João Amoêdo: 44% x 1%

TIJOLAÇO: TEMER CHAMA EXÉRCITO E PEDE CARTA BRANCA AO STF PARA USAR A FORÇA

temerex

O Governo Federal acaba de pedir ao Supremo Tribunal Federal- e não há dúvidas de que será atendido – a decretação da ilegalidade do movimento dos caminhoneiros e a liberação para o uso de força, inclusive militar, para o que diz ser a “desobstrução das estradas”, mais especificamente a circulação de cargas.

Claro que, com o grau de acirramento dos ânimos dos manifestantes, há quatro dias  “donos” do país, tudo é muito arriscado e, se o governo não garantir, ele próprio, que haja veículos de transporte de combustíveis para formar comboios escoltados, o risco é imenso.

A demora é critica e perdeu-se a surpresa que deveria ser um fator a mais de segurança contra os que queira, eventualmente, provocar conflitos com as Forças Armadas.

É isso o que acontece num país onde se destroem as lideranças e se promove a radicalização sem limites.

Vamos para uma aventura, a olhos vistos.

Por tropa na rua é sempre ruim. Por tropa na rua, com atraso, sem planos e sem autoridade, ou não dá em nada ou dá em desastre.

É a segunda “jogada de mestre” do Sr. Temer usando o Exército. A primeira, todos percebem, deu em nada com a intervenção na segurança do Rio de Janeiro.

Que a segunda não dê em desastre.

GOVERNO TEMER CRIOU A CRISE E PROPOSTA DE ACORDO É ‘INSUFICIENTE E INJUSTA’, DIZ PT

POLÍTICA DE PREÇOS
Em nota, o partido destaca a “inversão de valores” no acordo oferecido pelo governo, em que prometem ressarcir os investidores da Petrobras em caso de eventuais perdas com o congelamento do preço do diesel
por Redação RBA.
MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
caminhoneiros

Mesmo com acordo, caminhoneiros mantêm protestos nas estradas do país nesta sexta-feira (25)

São Paulo – Para o Partido dos Trabalhadores, a crise dos combustíveis, com paralisação dos caminhoneiros por todo o Brasil desde segunda-feira (21), é resultado da política de preços praticada pela Petrobras durante o governo Temer, que prejudicou primeiramente a população mais pobre com a elevação do preço do gás de cozinha. Em nota, o PT afirma que o dito acordo anunciado pelo governo com representantes de empresas de transporte, além de insuficiente, é injusto. 

“Além de não resolver adequadamente o problema, vai onerar a União, que terá de remunerar a Petrobras caso ela tenha algum prejuízo com as medidas tomadas. Trata-se de uma total inversão de valores, na qual os interesses privados dos acionistas da empresa se sobrepõem aos interesses públicos”, diz a nota do PT

Na noite desta quinta-feira (24), o governo anunciou acordo com entidades do setor de transporte, que ficaram de apresentar os termos desse acordo aos motoristas para que o “movimento paredista” possa ser suspenso por 15 dias, quando será realizada nova reunião. 

O governo se comprometeu a estender por mais 15 dias a redução de 10% no preço do diesel, que a Petrobras havia anunciado na quarta-feira. Passada a primeira quinzena, o governo vai garantir “compensações financeiras” aos acionistas da estatal pela diferença entre o preço tabelado e a projeção de preços, segundo a atual política de livre flutuação adotada pela atual administração. Além disso, o governo também prometeu excluir o setor de transporte da lista dos setores atingidos pela reoneração e zerar a cobrança da Cide e PIS/Cofins sobre o diesel.

“É meramente paliativa a ideia de zerar os impostos federais sobre combustíveis (objetivo das grandes empresas de transporte que se aproveitaram do movimento para realizar um locaute). A volatilidade dos preços internacionais e do câmbio vai continuar a gerar novos aumentos. Além disso, o custo fiscal dessa proposta, que incide sobre o PIS/Cofins, recairá fatalmente sobre o orçamento de programas sociais e políticas públicas, como a do seguro desemprego, que beneficiam o povo mais pobre. Além de inútil, a proposta do governo golpista é injusta”, criticou o PT.

“Primeiro é preciso dizer que nesse acordo só entra o Diesel. Não entra gasolina e nem botijão de gás. O aumento do botijão, só em 2017, foi de 70%. Um milhão e duzentas mil pessoas estão voltando a cozinhar com fogão à lenha. A gasolina aumentou 57%”, frisou o senador Lindbergh Farias (PT-RJ).

Ele também destacou que o acordo favorece os acionistas da Petrobras, em especial “os investidores americanos”, e afirmou que a atual gestão da empresa promove a destruição do refino, no Brasil, reduzindo gradativamente a a capacidade das refinarias. “O Brasil voltou a exportar petróleo bruto e a importar o refinado. Isso é um escândalo. Se não mudar essa política, não tem jeito. Esse acordo não resolve o problema para o povo brasileiro.”

A presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), também apontou contradições nas medidas propostas pelo governo. “Eles, que falavam contra subsídios, vão tirar dinheiro do Orçamento da União para dar para a Petrobras. Vão dar benefícios para um pedaço da população tirando da maioria.” 

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“LULA ESTÁ VOLTANDO”, DIZEM DEPUTADOS QUE O VISITARAM

DEDICADA À LIBERDADE DE LULA, CONFERÊNCIA DE EDUCAÇÃO TEM INÍCIO EM BH

CONAPE 2018
Com mais de 4 mil delegados e observadores, evento reúne pais, alunos e educadores para discutir o restabelecimento da democracia e resistir ao golpe e ao desmonte do ensino público
por Cida de Oliveira, da RBA.
FACEBOOK/CONAPE 2018
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São Paulo – Belo Horizonte sedia de hoje (24) até sábado a Conferência Nacional Popular de Educação– Conape 2018. Entre os objetivos do encontro realizado pelo Fórum Nacional Popular de Educação(FNPE), que congrega 33 entidades de trabalhadores de diversos setores, está a mobilização da sociedade brasileira para o restabelecimento da democracia no país em toda a sua extensão – e pela liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A resistência contra o desmonte do ensino público, por meio da aglutinação de todo o campo educacional e os movimentos em defesa de uma educação pública, gratuita, laica e de qualidade social também faz parte da pauta. E, ainda, fazer valer a implementação dos planos nacional, estaduais, distrital e municipais de educação

De acordo com a organização, participam 3.673 delegados vindos de todas as regiões, além de 657 observadores. Foram aprovados 123 trabalhos acadêmicos, que envolveram 150 pesquisadores. O espaço de exposição contará com editoras, feiras de livros e de serviços da economia solidária.

Para chegar à etapa nacional, foram realizadas conferências preparatórias e livres em praticamente todo o país, todas com recursos próprios das entidades e movimentos que compõem o FNPE. Cada uma delas foi espaço para o debate para a construção da Política Nacional de Educação no contexto da Conape, que culminou com propostas para um documento base para o plano de lutas da etapa nacional.

Ao todo, foram mais de 160 conferências regionais, 800 no âmbito municipal e 70 conferências livres realizadas por setores do ensino superior, estudantes e trabalhadores em educação. Houve ainda reuniões e debates para o planejamento.

“A realização da Conape 2018 é símbolo da resistência ao golpe, que teve entre seus ataques à educação a desconfiguração do Fórum Nacional de Educação, que levou à saída coletiva de grande parte dos integrantes que vieram a formar o Fórum Nacional Popular de Educação, o FNPE”, explica um dos coordenadores da conferência, o secretário de Cultura da CUT, Tino Lourenço. “Ter chegado aqui já é uma grande realização. Mostramos ao governo que, ao contrário do que se pensava, conseguimos reunir forças populares para um grande encontro.”

Com três dias de atividades, a conferência termina com plenária popular no sábado (26), com elaboração de uma carta que sintetizará as proposições de luta que ganham centralidade no país, eixos da ação das entidades para o próximo período.

BRASIL DE FATO: A ESQUERDA DIANTE DA PARALISAÇÃO DOS CAMINHONEIROS

GREVE

Transportadoras trancam o país e aprofundam crise política; a esquerda deve aproveitar a brecha e politizar o movimento

Henrique Medeiros*

Brasil de Fato | João Pessoa (PB)

"A esquerda não vai dirigir a paralisação, mas a direita pode ter atiçado um formigueiro que poderá fugir a seu controle" - Créditos: Divulgação
“A esquerda não vai dirigir a paralisação, mas a direita pode ter atiçado um formigueiro que poderá fugir a seu controle” / Divulgação

A paralisação dos motoristas de caminhão certamente é o elemento conjuntural que tem gerado maior perplexidade e polêmicas no seio da esquerda, nos últimos tempos. Mesmo com a nota da Frente Brasil Popular e de outras organizações políticas e sindicais, é patente a confusão no seio das vanguardas de forças do campo democrático e popular. É sensível a falta de uma avaliação política e de uma diretriz tática clara diante dessa conjuntura.

O descompasso inexorável entre a realidade e a análise que dela se faz, todavia, não deve paralisar as direções políticas, uma vez que lhes cabe exatamente buscar superar esse fosso projetando cenários e fazendo “apostas” políticas.

A paralisação é claramente dirigida por setores empresariais, o que revela uma contradição a ser explorada no bloco burguês. Por outro lado, esse movimento parece dar sinais de desbordar essa direção política, diante dos sinais de legitimidade popular que alcançou e de certo espontaneísmo que começa a se somar.

Claro que, num primeiro momento, tendo em conta a memória coletiva da experiência traumática da apropriação, pela direita, das manifestações de junho de 2013, bem como as crescentes manifestações de facistização na sociedade brasileira, se justifica a preocupação. Diante de um possível aprofundamento e radicalização desse explosivo movimento, num cenário em que a direção política não é do campo de forças populares, o Temer possa ser usado como “boi de piranha” para uma saída autoritária. Não se pode descartar a possibilidade de sua queda junto com o adiamento das eleições. 

No entanto, para as organizações políticas o fundamental é reconhecer os flancos que se abrem com a agudização de uma crise que, ao aprofundar-se, passa a ser mais do que uma mera crise política. Caminha para uma crise institucional, uma vez que a ela se somam a crise econômica, engendrada pelo neoliberalismo, e uma crise social sem precedentes. Tal crise institucional pode, inclusive, abrir portas para uma crise de regime. O desfecho dela, todavia, não é dado a priori, como algo inexorável. 

O que cabe às esquerdas nesse momento é disputar a legitimidade social do movimento, ainda que o movimento em si seja dirigido por setores burgueses. Fazer penetrar sua leitura da conjuntura e as alternativas que apresenta. Politizar o processo apostando na polarização social, com clareza de que o fundamental é acumular forças no plano organizativo para o cenário que vier, inclusive se ele for o do adiamento das eleições ou coisa pior.

Aplicar na prática política o conceito de defesa ativa nesse cenário de derrota estratégica, após o golpe de 2016, implica fustigar o inimigo em seus pontos frágeis. A disputa intraburguesa revelou essa fratura. A esquerda não vai dirigir a paralisação, mas a direita pode ter atiçado um formigueiro que poderá fugir a seu controle. 

Lembremos que em janeiro de 1905, na Rússia tsarista, um certo Padre Gapón, representante da Igreja Ortodoxa (a qual dava sustentação ao regime autocrático), dirigente de um sindicato amarelo, decidiu organizar uma manifestação pacífica para que os trabalhadores levassem uma petição ao “papai” Tsar Nicolau II, solicitando-lhe que destinasse mais atenção à vitimas da fome e de frio no contexto de crise econômica e derrota militar na guerra contra o Japão. Ao receber a manifestação debaixo de bala, com inúmeros mortos, o Domingo Sangrento desatou um conjunto de greves e manifestações de solidariedade espontâneas que fugiram ao controle e aos planos de quem dirigia o movimento até ali. 

Não, nós não estamos na Rússia. Não, nós não estamos em 1917. Não, nós não estamos diante de um regime autocrático. Não, nós não estamos às portas da Revolução, muito pelo contrário, vivemos um cenário de cerco e aniquilamento.

Não é intenção aqui fazer qualquer derivação ou comparação histórica mecânica. Apenas chamar atenção para certas lições históricas. Em primeiro lugar, para o fato de que as manifestações espontâneas podem surgir de contextos dos mais improváveis, e que cabe aos partidos políticos politizá-las se somando, vinculando-se à classe. Em segundo lugar, de que foi o aprendizado nas ruas e nas greves que fez o proletariado e o campesinato russos reconhecerem as palavras de ordem das suas vanguardas políticas.

Ou seja, se há um enorme grau de imprevisibilidade do movimento dos caminhoneiros, não cabe a posição de neutralidade ou de afastamento (defesa passiva). Qualquer que seja o desfecho, o importante é que tenhamos acumulado um mínimo de forças para resistir ao que virá, ou para ampliar nossa capacidade de fustigamento no contexto de resistência (retirada estratégica) em que vivemos. É imperativo, no plano tático, a defesa ativa, aproveitando a brecha nas fileira inimigas para furar, ainda que temporariamente, o cerco.

Nesse sentido, é de fundamental importância iniciativas como a greve dos petroleiros, por exemplo. A ordem agora é fustigar, politizar e resistir. 

*Médico da Rede de Médicos e Médicas Populares e militante da Consulta Popular

Edição: Paula Adissi

FRENTE DE ESQUERDAS DIVULGA NOTA CONTRA TEMER: O BRASIL DIZ NÃO A TEMER

Na última semana o governo Temer completou dois anos de ataques à democracia, à soberania e aos direitos sociais. Sua agenda de retrocessos tem como alvos imediatos os direitos trabalhistas e previdenciários, o patrimônio nacional, a legislação ambiental e a capacidade de atuação do Estado, cuja soma coloca em questão os direitos da pessoa humana, característica típica de projetos autoritários.

Não causa estranheza, portanto, que o governo Temer lidere uma agenda ultraliberal que busca assegurar um novo ciclo de exploração desenfreada do povo brasileiro e de seus recursos naturais estratégicos, subordinando o país aos ditames do capital internacional, especialmente o financeiro.

No plano econômico, essa agenda aprofundou de forma dramática a recessão, a desigualdade e a miséria. A estagnação do PIB no primeiro trimestre demonstra que os cortes de investimentos só fizeram ampliar a crise econômica. O aumento do desemprego e as ameaças de uma crise cambial tornam o futuro ainda mais incerto. A explosão no preço dos combustíveis – nada menos que onze reajustes em apenas dezesseis dias – mostra os efeitos do ciclo de entrega do patrimônio público, particularmente visível no caso das refinarias da Petrobrás.

Por tudo isso, o governo Temer tem sofrido o rechaço da imensa maioria do povo brasileiro e só se sustentou, até aqui, graças a uma base fisiológica na Câmara dos Deputados, que arquivou duas denúncias de corrupção contra ele.

Nos últimos meses, porém, os setores democráticos conquistaram importantes vitórias. A derrota da proposta de reforma da previdência de Temer e, mais recentemente, a impossibilidade de privatização da Eletrobrás, mostra que a frente democrática formada pelos partidos de oposição tem cumprido importante papel no parlamento. A atual luta contra o “PL do Veneno”, que flexibiliza as regras para certificação de agrotóxicos, é mais um capítulo da luta da democracia contra a barbárie, que une diferentes partidos, movimentos e lideranças em nosso país.

A Frente Nacional pela Democracia, Soberania e Direitos, composta pelos partidos abaixo representados e reunida neste dia 23 de maio, reafirma seu compromisso indeclinável com a defesa de um Brasil justo e soberano, ao tempo em que denuncia o aprofundamento da crise econômica e social, responsabilidade exclusiva do governo Temer e dos partidos que sustentam sua agenda antipopular e antinacional.

Carlos Lupi
Partido Democrático Trabalhista

Carlos Siqueira
Partido Socialista Brasileiro

Edmilson Costa
Partido Comunista Brasileiro

Gleisi Hofmann
Partido dos Trabalhadores

Juliano Medeiros
Partido Socialismo e Liberdade

Luciana Santos
Partido Comunista do Brasil


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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