Arquivo para 6 de junho de 2018

FHC ENVIAVA E-MAILS A ODEBRECHT PEDINDO “O DE SEMPRE”: DINHEIRO PARA TUCANOS

Jornal GGN – Um relatório da Polícia Federal divulgado na grande mídia, na noite desta quarta (6), mostra que Fernando Henrique Cardoso enviou e-mail a Marcelo Odebrecht pedindo “o de sempre”: doações para candidatos do PSDB. As conversas teriam ocorrido ao longo de 2010.
Pelo teor das mensagens divulgadas, FHC se reunia previamente com o empresário em algum encontro social, como jantares, e depois enviava o e-mail cobrando a transação financeira em caráter emergencial. 
“Recordando nossa conversa no jantar de outro dia, envio-lhe um SOS. O candidato ao senado pelo PSDB, Antero Paes de Barros, ainda está em segundo lugar, porém a pressão do governismo, ancorada em muitos recursos, está fortíssima”, escreveu FHC a Marcelo em 13 de setembro de 2010. O ex-presidente tucano acrescentou: “Seria possível ajudá-lo? Envio abaixo os dado bancários: Eleição 2010, Antero Paes de Barros Neto -senador, Banco do Brasil, agência 3325-1, conta corrente 31801-3, CNPJ 12189840/0001-23. Com um abraço, Fernando Henrique.”
No dia 21 de setembro, com um e-mail cujo assunto era “o de sempre”, segundo relatou a Folha, FHC insistiu por doação. “Estimados amigos: desculpem a insistência e nem mesmo sei se já atenderam o que lhes pedi, mas olhando o quadro geral, há dois possíveis senadores que precisam atenção: 1. Antero Paes de Barros, de Mato Grosso 2. Flexa Ribeiro, do Pará. Ainda há tempo para eles alcançarem, no caso na verdade é manterem, a posição que os leva ao êxito. Abraços, Fernando Henrique”.
A matéria do Estadão sobre os e-mails de FHC omite que o tucano escreveu “o de sempre” no espaço destinado ao assunto.
Trecho da Folha de S. Paulo
INSTITUTO FHC
Em outra troca de e-mails, com assunto ‘iFHC’, um executivo da Odebrecht diz a Marcelo que, “em alinhamento com EO [Emílio Odebrecht, patriarca da empreiteira] informei a Daniel que nossa contribuição será de 1,8 mi em 24 meses, conforme acertado no último encontro dos empresários no Instituto.”
As mensagens foram anexadas a um dos processos que a Lava Jato em Curitiba faz tramitar contra o ex-presidente Lula. O petista é acusado de ter recebido propina de empreiteiras, inclusive por meio do Instituto Lula. A defesa alega que as doações e patrocínios a palestras foram feitos dentro da legalidade, assim como seria praticado em outros institutos, como o de FHC.

CENTRAIS APROVAM PAUTA, MARCAM PROTESTO E APONTAM CRIMINALIZAÇÃO

ELEIÇÕES 2018
Dirigentes defendem direito de Lula concorrer. “Golpistas não têm um projeto de desenvolvimento. Mais que golpistas, são entreguistas”, diz presidente da CUT. Entidades farão ato nacional em agosto
por Vitor Nuzzi, da RBA.
ROBERTO PARIZOTTI/CUTagenda unitária das centrais

Encontro reuniu dirigentes e militantes de sete centrais, que aprovaram um dia nacional de luta para 10 de agosto

São Paulo – No mesmo evento em que lançaram “agenda prioritária” que será apresentada aos candidatos à Presidência da República e ao CongressoNacional, as centrais sindicais criticaram o que consideram “criminalização” do movimento e também defenderam o direito de o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva participar das eleições. “Os golpistas não têm um projeto nacional de desenvolvimento. Mais que golpistas, são entreguistas”, afirmou o presidente da CUT, Vagner Freitas, ao final do ato no Sindicato dos Químicos de São Paulo. O ato reuniu dirigentes e militantes de sete centrais, que aprovaram um dia nacional de luta para 10 de agosto.

Um documento com 22 itens foi lido e aclamado pelo plenário. “Desde 2004, as centrais sindicais constroem um conjunto de ações. Junto com as marchas, nós construímos propostas”, disse o diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, que coordenou as discussões. O objetivo, lembrou, é “fazer o debate público e influenciar o processo eleitoral”. Confira aqui a íntegra do documento.

Além disso, os sindicalistas querem fazer o contraponto a medidas “que fragilizam a proteção do trabalho”, conforme definiu Clemente. Entre as propostas, eles defendem a revogação das leis 13.467 (“reforma” trabalhista) e 13.429 (terceirização) e da Emenda Constitucional 95, que limita gastos públicos durante 20 anos. “As eleições de 2018 são uma oportunidade para recolocar o país em outra trajetória de desenvolvimento econômico, social e ambiental”, afirmam as centrais no manifesto que abre o documento, assinado por CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical, Nova Central e UGT.

Foram várias as manifestações pela libertação do ex-presidente, preso na Polícia Federal de Curitiba desde 7 de abril. “Lula livre significa o antídoto que nós temos à espoliação que estamos sofrendo”, disse Vagner Freitas. “Ele só está preso porque é candidato a presidente da República.”

ROBERTO PARIZOTTI/CUTcentrais lula livre
Dirigentes defendem o direito de Lula participar das eleições

Para o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, que assumiu o cargo ontem, interinamente, Lula foi submetido a um “rito sumaríssimo”, enquanto outros políticos levaram anos para serem julgados. “Nós temos de defender que Lula seja candidato. Os empresários defendem a livre concorrência, mas na política é reserva de mercado para o grande capital.”

Ele também fez referência a uma operação da Polícia Federal sobre supostas irregularidades no registro de entidades sindicais, afirmando que as sedes da Força e da UGT foram “invadidas” por agentes em uma tentativa de  criminalização do movimento sindical. “Temos de resgatar e defender a democracia.”

Intimidação

O presidente da CUT manifestou solidariedade às duas centrais, que segundo ele sofreram uma “violência” como parte de um processo de “judicialização da política”. Citou nominalmente o presidente da UGT, Ricardo Patah, envolvido nas investigações, lamentando a “exposição pública” do dirigente. “É um ataque ao movimento sindical, uma tentativa de intimidação”, afirmou.

Patah não foi ao evento – a UGT foi representada pelo secretário-geral, Francisco Canindé Pegado, que pediu unidade entre as centrais e afirmou que o país não vive uma democracia. “O bem-estar social deveria estar disponível para todos, mas é só para alguns. Não posso dizer que é um país democrático.”

“Estamos diante de uma tragédia. Política, econômica e social”, afirmou o presidente da CTB, Adilson Araújo, para quem houve uma “ruptura democrática” no Brasil, inaugurando um período de agenda ultraliberal, que precisa ser combatida. “Nós lutamos pela liberdade do presidente Lula. Mas nós, centrais sindicais, esquerda, temos a responsabilidade de nos unir. Não basta Lula se não formos capazes de alterar a correlação de forças no Congresso”, argumentou.

O evento no Sindicato dos Químicos, no bairro da Liberdade, região central de São Paulo, teve também uma mesa paritária entre sindicalistas homens e mulheres. “Estamos caminhando para a paridade de verdade”, disse a secretária de Políticas para a Mulher da Força, Maria Auxiliadora dos Santos. Para a secretária-adjunta de Combate ao Racismo da CUT, Rosana Fernandes, as mulheres ainda ocupam postos de trabalho menos qualificados, com o preconceito atingindo principalmente negros e negras da periferia. Durante o ato, foi feita uma homenagem ao jornalista Audálio Dantas, que morreu na semana passada.

VIOMUNDO: VALMIR PRASCIDELLI: PESQUISA DO PODER60 SEM LULA NÃO SERVE PRA NADA!

por Valmir Prascidelli*, exclusivo para o Viomundo

No último dia 5 de junho, o site Poder360 publicou pesquisa realizada pela sua divisão denominada DataPoder360 que, após analisada, conclui-se: não serve para nada.

A pesquisa exclui de todos os cenários pesquisados o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Diferentemente de todos os grandes institutos de pesquisa, que sempre inserem pelo menos em um cenário o nome de Lula, o DataPoder360 vestiu a toga da Justiça Eleitoral e cassou o direito do Partido dos Trabalhadores de registrar o nome de Lula para disputar as próximas eleições. Foi efetivamente mais realista que o rei!

Além disso, o site Poder360 comete duas imprudências: contradiz seus pressupostos para definir suas pesquisas e manipula o texto de apresentação em favor de Bolsonaro, contrariando seus próprios números.

Na segunda-feira, um dia anterior à pesquisa, ao antecipar a divulgação de seus resultados, o site publicou um quadro explicativo sobre a pesquisa realizada pelo DataPoder 360º em que esclarecia o seguinte: “pesquisa apenas fotografa o humor do público pesquisado no momento em que as entrevistas são feitas” e que pesquisas são realizadas “para a sociedade saber o que seu conjunto pensa sobre os candidatos num determinado momento”.

Se a pesquisa visa captar o momento e busca saber a opinião do público naquele momento qual a razão de não inserir o nome de Lula nos discos apresentados aos entrevistados nesse momento?

Como não considerar Lula como sujeito ativo desse processo eleitoral?

Ora, quem define o nome que representa a agremiação nesse momento é o partido político registrado na Justiça Eleitoral e em condições para tal desafio. E nesse momento o PT afirma que seu candidato é Lula.

Então pode o instituto de pesquisa se arvorar no direito de desconsiderar a decisão da instituição partidária responsável pelo registro e manutenção (ou não) do nome de seu candidato?

Esse questionamento tem muita razão de ser, pois a candidatura de Lula (constando ou não na urna eleitoral) poderá definir o resultado do primeiro turno, em especial.

Repare o número de votos brancos, nulos e não sabe /não respondeu nos cenários sem o presidente Lula.

Esses números surpreendem até o próprio instituto:

“Chama a atenção o número de pessoas que dizem escolher votar em branco, nulo ou que ainda não sabem em quem votar. O percentual somado dessas categorias de ‘não voto’ vai de 36% a 40%”.

Desta forma, a razão de chamar a atenção para o número de “não voto” detectado pelo instituto de pesquisa não se deve à não inclusão do nome de Lula em um dos cenários?

Não seria prudente colocar o nome de Lula para poder medir se há ou não relação dos “não voto” com seus eleitores?

Esconder-se por atrás do argumento da similaridade com as eleições do Amazonas ou Tocantins é optar pela análise política (e não cientifica pesquisada) do site Poder360.

Mesmo assim, torna inevitável a pergunta: e se o nome de Lula estivesse em um dos cenários, qual teria sido o percentual dos “não voto”?

Outra pergunta: por que testar Fernando Haddad e não outro nome do PT?

O próprio Instituto ao justificar a não inscrição do nome de Lula escreveu: “Não foi apresentado o nome do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, neste momento condenado em 2ª Instância e cumprindo pena da Lava Jato em Curitiba (PR).”

Pois bem, se se condicionou a não apresentação do nome ao “neste momento” significa que num outro momento ele poderá estar na cédula?

Se essa é a compreensão do DataPoder360, então por que não inserir o nome de Lula e usar a mesma justificativa para o presente levantamento: ou seja “neste momento”.

A justificativa ficaria assim: “O nome de Lula foi colocado apesar de neste momento estar cumprindo pena em Curitiba (PR) em decorrência de condenação da Lava Jato”.

Ainda neste diapasão, o DataPoder360 comete mais desatino quando na pergunta de intenção de voto insere somente o nome de Fernando Haddad para posteriormente indagar dos eleitores “Quem Lula deve apoiar?”.

Aí, candidamente, oferece 4 opções ao entrevistado: Ciro Gomes, Fernando Haddad, Marina Silva e Jaques Wagner.

Ora, se o próprio formulador do questionário não sabe quem Lula deve apoiar (e busca pesquisar) por qual motivo o instituto resolveu escolher o nome de Fernando Haddad para mensurar eleitoralmente?

A segunda imprudência do Poder360 é o de adotar um tom de proselitismo e ufanismo nos números apresentados ao candidato Jair Bolsonaro e certa manipulação no texto de apresentação.

Para o site, “o militar nunca esteve tão bem” e “nos 3 cenários testados, o capitão do Exército na reserva pontua de 21% a 25%” de intenções de votos.

Vale observar que nestes cenários não consta o nome de Lula.

Contudo ao olhar os arquivos do próprio DataPoder360, deparamos com números que desmentem tal afirmativa.

Em agosto Bolsonaro tinha 27 e 25%; em setembro, 26%; outubro, 23 e 24%; novembro, 22% e dezembro de 2017, 23% sempre considerando o cenário sem Lula.

Por esses números, repita-se, do próprio DataPoder360, seremos obrigados a dizer que o candidato não saiu do lugar e em alguns casos caiu.

Pode-se dizer que o site Poder360 forçou a barra em seu texto e que em agosto e setembro Bolsonaro esteve melhor.

Talvez fosse melhor o DataPoder360 mostrar o limite de Bolsonaro no 2º turno.

Ele não passa de 35% e perde em todos os cenários para aquilo que o próprio instituto denominou “não voto” que alcança de 41 a 48% das intenções de votos.

Também causa sensação de sabujice dizer que Ciro Gomes se firma como o anti-Bolsonaro.

Ciro merece todo o respeito e a torcida para ter um bom desempenho eleitoral, mas os números do próprio DataPoder360 não autorizam o Poder360 dizer que ele já se tornou o anti-Bolsonaro.

Vejamos: nos cenários com Fernando Haddad e Marina Silva há um empate técnico.

Ciro tem 12% e Haddad 8%. Ciro tem 11% e Marina 8%.

Como a margem de erro é praticamente 2% efetivamente existem empates técnicos.

Por fim vale uma observação política: é evidente que as forças do golpe engendram manobras para impedir a candidatura de Lula.

É fato também que o país vive sob o sentimento do imprevisível.

Por isso, ao auscultar o sentimento do povo brasileiro nesse momento, deve-se dar atenção para uma parcela popular que insiste em enxergar como saída a candidatura de Lula e que ninguém sabe como essa parcela se comportará na eleição de 7 de outubro.

Por isso que o DataPoder360 comete um grave erro ao excluir o nome do ex-presidente Lula de todos os cenários apresentados aos eleitores pesquisados.

E se o site Poder360 quisesse ser rigoroso com os números apurados, a manchete correta seria: “A maioria dos brasileiros não quer votar em ninguém se Lula não for candidato”.

*Valmir Prascidelli é deputado federal (PT/SP)

MITO DA PETROBRÁS ‘QUEBRADA’ ALIMENTOU GOLPE POR DOMÍNIO DOS ESTADOS UNIDOS

MADE IN USA
Em debate realizado no Rio de Janeiro, analistas da área de engenharia e petróleo mostram que governo Temer e gestão de Pedro Parente nada mais fizeram do que implementar políticas de alto interesse de Washington
por Redação RBA.
DIVULGAÇÃO PETROBRAS/ABR
Petrobras

Temer assumiu agenda das multinacionais do petróleo e ativos da Petrobras começaram a mudar de mãos

São Paulo – A construção, pela mídia, do mito da Petrobras financeiramente quebrada, as consequências do alinhamento da estatal aos interesses do mercado e, principalmente, dos Estados Unidos, e a greve dos caminhoneiros foram alguns dos temas debatidos no seminário “O mito da Petrobras quebrada, política de preços e suas consequências para o Brasil” na noite desta terça-feira.

Promovido pela Associação dos Engenheiros da Petrobras (Aepet) e o Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, o evento teve a participação do economista aposentado da estatal Cláudio Oliveira, do presidente da Aepet, Felipe Coutinho, e do especialista em Minas e Energia e Engenharia do petróleo Paulo César Ribeiro Lima.

“A Petrobras não tem nem nunca teve problema financeiro”, enfatizou Oliveira em sua exposição. Enquanto os saldos de caixa das norte-americanas Chevron e Exxon, por exemplo, estão caindo (são de 4,81 e 3,20 bilhões de dólares, respectivamente, em 2017) o da Petrobras, embora também em curva descendente, estava em 22,52 bilhões de dólares no mesmo ano.

“Eles dizem que vendem ativos para saldar dívida. Com 22 bilhões de dólares em caixa, essa é a empresa que eles dizem que está quebrada?”, questionou. Para o economista, dizer que a estatal tem uma dívida impagável serve “só para justificar a venda de ativos e desmonte da Petrobras”.

O presidente da Aepet, Felipe Coutinho, fez uma exposição dividida entre uma abordagem econômica e política. O mito de Petrobras quebrada graças a subsídios, corrupção e maus investimentos, disse, embasou toda a política desenvolvida a partir da posse de Michel Temer e a politica de preços que desencadeou a greve dos caminhoneiros. “Os números têm que ser discutidos fora da mitologia da mídia. As impressões vão construindo o senso comum com interesses claros contra a Petrobras e antinacionais, coerentes com os meios de comunicação.”

A política de alinhamento aos preços do mercado internacional viabilizou a importação por parte de concorrentes, principalmente dos Estados Unidos, segundo ele. “Ganham os produtores norte-americanos, os importadores, e perdem os consumidores, a Petrobras, porque perde mercado, a União e os Estados.”

A política implementada pelo ex-presidente da Petrobras Pedro Parente é baseada no princípio “The America first”, ironizou Coutinho, em alusão ao bordão utilizado pelo presidente dos EUA Donald Trump, durante sua campanha eleitoral em 2016, quando  prometeu, se eleito, voltar o governo aos interesses de seu país.

“O aumento relativo dos preços da Petrobras viabiliza a importação de derivados por seus concorrentes que ocupam o mercado da estatal, que fica com suas refinarias ociosas.”

Segundo Coutinho, em 2015, o Brasil importou 2,5 milhões de toneladas (Mt) de diesel dos EUA, o que representou 41% do total e 1,4 bilhão de dólares. Em 2017, a importação subiu para 8,9 Mt de diesel e US$ 4,5 bilhões. De 2015 a 2017, o diesel americano quase dobrou sua participação, de 41% para 80,4% do total importado pelo Brasil.

Paulo Cesar Ribeiro Lima foi aplaudido ao dizer que “o pré-sal tinha que ser monopólio”. Considerando que o Brasil é rico em petróleo, mão de obra e tecnologia, “a crise é fabricação de mentes doentias”, afirmou.

Segundo ele, na gestão Parente, o brasileiro pagou 40% mais caro no preço do diesel do que o consumidor americano, sem considerar os impostos. “É realmente inacreditável.” “É até possível fazer uma politica de direita bem feita. Mas essa é mal feita”, avaliou. De acordo com ele, a sistemática que permitia aumentos até diários dos combustíveis é o emblema da política mal feita.

Para Coutinho, com a solução encontrada pelo governo Temer contra a crise, subsidiando a diminuição do preço do diesel via impostos regressivos, os importadores saem diretamente beneficiados. A Petrobras deveria arbitrar preços justos compatíveis com seus custos, beneficiando o consumidor, defendeu. Com isso, a estatal recuperaria o mercado perdido e os preços mais baixos favoreceriam o consumidor, gerando mais caixa à Petrobras.

Em sua exposição, Felipe Coutinho enumerou uma série de “fatos relevantes” que, cronologicamente, mostrariam a relação entre o golpe que derrubou Dilma Rousseff e a política da gestão Parente na Petrobras em benefício dos Estados Unidos.  

Entre eles, o treinamento de agentes judiciais brasileiros nos EUA, revelado por documento interno do governo norte-americano e vazado pelo WikiLeaks. Teriam participado promotores e juízes federais dos 26 estados brasileiros e 50 policiais federais de todo o país.

Esses fatos se sucederam, segundo ele, da seguinte maneira:

1 – Anúncio da descoberta do pré-sal, em 2006 (ainda no governo Lula)

2 – Primeira extração do pré-sal, no campo de Tupi, atual Lula (novembro de 2017)

3 – Roubo de notebooks e HDs da Petrobras (janeiro de 2008)

4 – Reativação da Quarta Frota dos EUA (abril de 2008)

5 – Governo anuncia projeto de regime de partilha do pré-sal (agosto de 2009)

6 – EUA treinam agentes judiciais brasileiros (outubro de 2009)

7 – Reunião de executiva da Chevron (Patricia Pradal) no consulado dos EUA sobre a reversão da Lei da Partilha (dezembro de 2009)

8 – Protestos de junho de 2013

9 – Brasil e Petrobras são alvos de espionagem dos EUA (2013)

10 – Operação Lava Jato e “cooperação internacional” (março de 2014)

11 – Golpe do impeachment de Dilma Rousseff (maio de 2016)

12 – Temer assume agenda das multinacionais do petróleo (a partir da maio de 2016)

13 – Nova política de preços da Petrobras, exportação de petróleo cru, importação de derivados e ociosidade do refino no Brasil (desde outubro de 2016)

14 – “Parcerias estratégicas”, o novo codinome da privatização dos ativos da Petrobras (desde 2016)

15 – Pagamento de US$ 2,95 bilhões aos acionistas da Petrobras nos EUA (janeiro de 2018)

16 – Pré-sal representa mais de 50% da produção brasileira de petróleo (2018)

registrado em:         


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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