Arquivo para 13 de junho de 2018

‘O STF NÃO TEM MUITA NOÇÃO DO SEJA DEMOCRACIA’, DIZ RENATO JANINE

PAÍS DO GOLPE
Ex-ministro da Educação participou do programa “Entre Vistas”, da TVT. Para ele, retirar Lula das eleições não é decisão de país com democracia consolidada
por Redação RBA.
REPRODUÇÃO YOUTUBE/TVT
Renato Janine Ribeiro

Para o filósofo, a democracia não entrou no DNA do Brasil, uma sociedade planejada para ser desigual, excludente e exploradora

São Paulo – Convidado do programa Entre Vistas desta terça-feira (13), exibido pela TVT, o filósofo Renato Janine Ribeiro surpreendeu ao afirmar que o Supremo Tribunal Federal (STF) não tem muita noção do que é democracia. Como exemplo, citou decisões tomadas pela Corte durante anos que alçavam ao cargo de prefeito ou governador o segundo colocado de determinada eleição, quando o vencedor tinha, por algum motivo, sua vitória cassada.

“Isso não vale, tem que fazer nova eleição. O Supremo não tem muita noção do que seja democracia, eles (os ministros) pensam mais a partir do Estado de direito, mas a ideia de que o Estado democrático de direito é um avanço sobre o Estado de direito não entra muito na cabeça deles”, afirmou. Para ele, é uma “vergonha” o Judiciário impedir o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva de concorrer nas próximas eleições, justamente o candidato que lidera todas as pesquisas de intenção de voto.

“Você não faz isto trivialmente, numa sentença extremamente contestável (em referência à condenação imposta pelo juiz Sérgio Moro). Não se faz isto. Quem faz isto? O Putin faz isto na Rússia, teve um ditador na Malásia que fez isto”, criticou o professor de Ética e Filosofia Política da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). “Não são as democracias consolidadas que usam pretexto jurídico para tirar um candidato que não agrada o establishment.”

Além de refletir sobre a democracia no Brasil e no mundo, durante quase uma hora de programa o ex-ministro do governo de Dilma Rousseff abordou temas como ética, corrupção, desigualdade social e, claro, educação. Sobre corrupção, disse que historicamente o tema é apontado como o principal problema do país e fonte de todos os males – uma visão da qual discorda frontalmente. Para ele, num momento de grave crise econômica como a enfrentada pela ex-presidenta Dilma, o governo pode acabar adotando políticas ruins ou equivocadas para o momento, mas a ideia que prevalece é a corrupção como culpada de tudo.

“Nem tudo na política é corrupção ou roubo, mas no Brasil é muito difícil ter esse raciocínio um pouco mais sofisticado”, ponderou. Na sua opinião, o cidadão deve obviamente querer eleger um candidato honesto, mas que também tenha ideias e ideais com os quais o eleitor se identifique. “Isso no Brasil é difícil. Neste sentido, a democracia no país pegou muito de leve, não entrou no DNA. Temos um DNA meticulosamente planejado para sermos uma sociedade desigual, excludente e exploradora. Isto não está aí por acaso, foi planejado nos mínimos detalhes. O Brasil é um caso de sucesso, deveria ser estudado como conseguiu tanto sucesso na exclusão”, disse o filósofo, em tom de ironia.     

O grande desafio

O ex-ministro da Educação critica a reforma no ensino médio realizada pelo governo de Michel Temer, embora reconheça que mudanças são necessárias. Segundo Renato Janine, o ensino médio deve formar o indivíduo como cidadão, um ser humano qualificado, de modo a preparar o jovem para lidar com a vida concreta. Destacou que as matérias de ciências humanas, “quando são bem dadas”, cumprem esse objetivo.

“A sociologia, por exemplo, deveria preparar as pessoas para entender a produção da pobreza e da riqueza, as culturas mais variadas. A filosofia política deveria ensinar o que é direita e esquerda, o que é democracia e ditadura, o que é liberalismo e socialismo, além de ética e lógica”, explicou o professor da USP. “Na verdade o jogo é um só. O jogo é você formar um pensamento qualificado, rigoroso sobre a vida.”

Questionado pelo apresentador Juca Kfouri sobre sua passagem como ministro da Educação, Renato Janine disse que o mais difícil foi perceber que entre os seus ideais e a aplicação deles há uma “máquina gigantesca”. Como exemplificou, elogiou a criação de novas universidades públicas e a ampliação de vagas no ensino superior durante os mandatos de Lula e Dilma, mas afirmou que mexer na educação básica é algo muito mais difícil. “A educação do jeito que é, mantém desigualdades. Se ela for boa, reduz.”

Sobre os polêmicos projetos de lei batizados de Escola sem Partido, que atualmente tramitam no Congresso e câmaras municipais, o ex-ministro da Educação afirmou que a escola deve ser baseada na ciência. “Não penso que escola seja lugar de ideologia”, sentenciou. Para ele, devem prevalecer as ciências humanas e exatas, e outras áreas, como artes e línguas, para se ter um “conhecimento rigoroso”. No mais, os valores que a escola deve transmitir são aqueles inscritos na Declaração Universal dos Direitos Humanos e outros tratados semelhantes.

“Eu nunca tomei partido em sala de aula. Sempre quis apresentar os dois lados e fazer com que a discussão prospere”, afirmou, destacando que nenhuma ciência dispensa controvérsias e polêmicas. Porém, de acordo com o filósofo, não se pode querer numa aula de física ou biologia ensinar o criacionismo, pelo simples fato dele não ser ciência. “Não tem que colocar criacionismo em lugar nenhum da escola. Se alguém deseja ensinar isto numa escola religiosa, que o faça por conta e risco, mas a escola não é o espaço da polêmica pela polêmica.”

O golpe e o anão

Quase ao final do Entre Vistas, Juca Kfouri perguntou ao ex-ministro se ele tem certeza que haverá eleição em outubro, questão recorrente em certos grupos do campo progressista nos últimos tempos. “É uma questão muito difícil”, disse Renato Janine. Para ele, o Brasil hoje é um “anão internacional”, um país não mais respeitado mundo afora, e o eventual cancelamento das eleições aumentaria essa desmoralização internacional.

Sem receio de usar a palavra “golpe” para definir os acontecimentos recentes mais marcantes no país, como o impeachment de Dilma e a prisão de Lula, o filósofo acredita que a preferência dos golpistas seja a vitória de um candidato do PSDB.

Segundo o ex-ministro, o que mais preocupa é a falta de respostas à altura da esquerda e do campo progressistas, em geral, a cada “passo do golpe”. O comportamento seletivo da Justiça é outro elemento apontado por ele como preocupante. O grande exemplo é a prisão de Lula por um apartamento que nunca foi dele, enquanto o senador Aécio Neves (PSDB-MG), gravado pedindo R$ 2 milhões, está solto.

O próprio protagonismo assumido pelo poder judiciário é visto como preocupante pelo filósofo. Lembrando que a Justiça é um poder não eleito, com características aristocráticas, Renato Janine Ribeiro diz “não ser mal” ter um poder qualificado pela competência, resultado de concursos públicos, mas quando esse poder é usado para mudar a interpretação da Constituição, punir umas pessoas e poupar outras, tudo fica “muito complicado”.

Assista ao programa na íntegra:

PARA PROTEGER DELATORES, MORO ATROPELA ÓRGÃOS BRASILEIROS USANDO LEI DOS EUA

Jornal GGN – O juiz de piso Sérgio Moro decidiu ir além das suas atribuições em Curitiba para proteger empresas e delatores de processos que tramitam nos órgãos de controle federais. Como a decisão que ele tomou não tem precedentes no Brasil, ele precisou apelar para o direito dos Estados Unidos para embasar sua opinião. É o que denúncia a Folha de S. Paulo desta quarta (13). 
Moro decidiu que não vai mais emprestar provas da Lava Jato para órgãos como Controladoria Geral da União, Tribunal de Contas da União, Advocacia Geral da União, Cade e Banco Central, que processam empresas que atuaram no esquema de corrupção na Petrobras em busca de ressarcimento aos cofres públicos. Só a AGU cobra R$ 40 bilhões pelos danos provocados pelas empreiteiras. 
O juiz argumentou que é preciso “proteger o colaborador ou a empresa leniente contra sanções excessivas de outros órgãos públicos, sob pena de desestimular a própria colaboração de acordos.”
Como não há jurisprudência no Brasil, Moro recorreu ao direito americano, dizendo que nos EUA é “proibido uso da prova colhida através da colaboração premiará contra o colaboradores em processos civis e criminais.”
Mas, segundo a própria Folha, Moro foi além. Ele não só proibiu o uso de delações mas também de informações que foram obtidas pela Lava Jato antes dos acordos. O juiz blindou todo o material que tenha sido enviado aos órgãos de controle pelos procuradores. 
O jornal destacou que ainda não há uma avaliação segura sobre o impacto dessa decisão de Moro sobre as investigações em andamento. 

LULA ENVIA MENSAGEM AOS PREFEITOS: “NA DEMOCRACIA QUEM DECIDE OS GOVERNANTES É O POVO”

“Meus caros amigos prefeitos de Santa Catarina reunidos em Florianópolis,

Ser prefeito é governar próximo de sua gente. É ter responsabilidade de cuidar. É estar na ponta dos problemas e das soluções. Vocês que recebem o povo na porta de casa pedindo ajuda, e sabem como tem aumentado o sofrimento da população. Vocês não podem se esconder em um palácio em Brasília ou no estúdio de uma televisão. Vocês não tem cargo vitalício. Vocês a cada quatro anos tem que ir na rua pedir voto, olhar o povo nos olhos e pedir a renovação da confiança deles em vocês, enquanto todos dizem o tempo inteiro que todos os políticos não prestam. Vocês, independente do partido e da linha de pensamento, assumem a responsabilidade de serem os líderes das suas cidades. Por isso tenho o maior respeito e admiração por quem aceita esse desafio de cuidar de um município.

Alguns talvez tenham sido prefeitos quando eu fui presidente. Tenho orgulho de dizer que jamais descriminei prefeito por partido, se gostava ou não gostava de mim. Todos foram bem atendidos, sem qualquer discriminação. Criamos uma sala de atendimento e equipe especial no Palácio do Planalto só para atender os prefeitos. Porque vocês não representam um grupo ou um partido. Representam toda a população das suas cidades.

Durante meus mandatos aumentamos os repasses para os municípios. Criamos o Fundeb para ampliar o financiamento da educação. Demos apoio na merenda e no transporte escolar. Levamos campus universitários para o interior, para não ser como antigamente, só na capital. Da Federal de Santa Catarina criamos campus em Araranguá, Blumenau, Curitibanos e Joinville. A Universidade Federal da Fronteira Sul em Chapecó. Os Institutos Federais de Ensino, com 37 campus e 43 mil alunos no estado. Fizemos o Minha Casa Minha Vida, o PAC e o Bolsa Família em parceria com o poder local. E o governo Dilma criou os Mais Médicos, para atender uma reivindicação dos prefeitos que não conseguiam levar médicos para o interior e as periferias das grandes cidades. Apanhou muito por causa dos Mais Médicos. Mas hoje milhões são atendidos pelos profissionais desse programa.

Apoiamos a indústria, aumentamos o financiamento para a agricultura e o apoio para os pequenos produtores. Criamos a lei dos consórcios públicos, que permitiu a criação de consórcios de grupos de municípios, um instrumento importante para os prefeitos das regiões metropolitanas e das pequenas cidades.

Duvido que tenha tido um governo que levou mais recursos para os prefeitos de Santa Catarina do que o meu. E se hoje eu sou candidato a presidente de novo, é porque na democracia quem decide os governantes é o povo. Vocês são prefeitos eleitos pelo povo, e tem que ser respeitados por isso. E eu quero garantir que se eu tiver a honra de ser presidente do Brasil mais uma vez, haverá diálogo, cooperação e respeito aos prefeitos, para trabalharmos juntos na superação da atual crise e voltarmos para o caminho do desenvolvimento e da convivência democrática.

Porque o país não pode continuar apenas no rumo dos cortes de investimentos e políticas sociais que estão destruindo nosso presente e nosso futuro.

Vocês sabem o que irá significar a PEC do Teto de Gastos para os prefeitos. Ela irá, de forma crescente, inviabilizar a gestão pública não só no governo federal, mas também nos municípios. Sejam vocês do partido que forem, apoiem o candidato que quiserem, vocês sabem que essa medida não pode ser mantida se a gente quer um futuro viável para o Brasil.

Eu quero trazer muita experiência e diálogo para ao mesmo tempo termos responsabilidade fiscal, resolvermos o déficit e retomarmos os investimentos sociais e em infraestrutura. Não é fácil, mas eu sou o único candidato que pode dizer que já fez exatamente isso quando foi presidente. E é pelo que eu fiz como presidente que vocês podem ter certeza: não tem candidato nessa eleição que conheça mais o Brasil e Santa Catarina do que eu.

Esse ano estive novamente em Santa Catarina, na etapa Sul das caravanas que percorreram estradas de 15 estados em 3 regiões do país. Passei por Florianópolis, por Chapecó, pela região oeste. Eu sei que vocês tem uma economia forte e diversificada, com indústria, agropecuária e turismo. Uma história menos marcada pela desigualdade e pelo analfabetismo que outros estados. Eu sei que o desemprego é o mais baixo do Brasil. Mas sabemos que vocês não estão isolados da crise que afeta o país.

Conversei com produtores de leite que tem vendido seus produtos abaixo do preço. A greve dos caminhoneiros, fruto da política absurda de preços de combustíveis na Petrobrás implantada por Pedro Parente, levou ociosidade para nossas refinarias, prejuízos na balança comercial e o caos para atividade chave do transporte de carga nas estradas, que conectam quase toda a nossa economia. As cadeias de produção de aves e suínos que estavam indo tão bem, tem sofrido nos últimos anos, e foram severamente prejudicadas pela greve.

A instabilidade do país, a falta de paz, vai minando investimentos, projetos de longo prazo, empregos, cidades, famílias. A pobreza, que estava diminuindo, e a fome, que tinha praticamente desaparecido, voltaram a crescer.
Cenário tão diferente daquele de quando deixei o governo.

Vocês se lembram. Governei no período de mais longa paz social no Brasil. Governei praticando o diálogo e o ideal de que se tem que governar para todos, com um carinho especial para quem mais precisa. Não me arrependo um instante disso. Quero praticar ainda mais o diálogo em um governo feito junto com os governadores, os prefeitos, trabalhadores e empresários debatendo e construindo juntos as soluções para o país.

Só um presidente eleito pelo voto poderá retomar o caminho do desenvolvimento. Eu sei que podemos superar esse caos iniciado em 2014, quando alguns poucos decidiram não aceitar o resultado das urnas e sabotar o governo do PT para voltarem ao poder.

Eu conversei com muitos estudantes de universidades do estado que vem o governo cortar investimentos em educação e pesquisa. Um estado como Santa Catarina só vai avançar ainda mais com educação, pesquisa, universidades, tecnologia. A redução dos investimentos nessa área retiram o futuro que o Brasil poderia ter.

Além da situação precária das nossas universidades públicas nos últimos anos, a Universidade Federal de Santa Catarina e a cidade de Florianópolis onde estão reunidos viveu uma tragédia ano passado. A morte do reitor Luiz Carlos Cancellier de Olivo. A sua morte não foi suicídio, foi um assassinato. Mataram sua reputação, sua história, sua dedicação de décadas à universidade pública. Ele não resistiu à esse linchamento da mídia, de acusações falsas contra sua honra.

O reitor foi vítima de uma teoria, de um processo, que acha que para condenar alguém não se tem que ter provas, mas sim destruir sua imagem pública. Muita gente celebra quando tal linchamento atinge um adversário político. Quando acham que isso é para acabar com o Lula e o PT. Mas hoje isso atinge a exportação de carnes, de frangos, milhares de empregos em construtoras, e até um reitor de uma universidade, vítimas da mesma vontade de uns poucos de aparecer no Jornal Nacional. Claro que a corrupção tem que ser combatida e meu governo foi o que mais institui leis e reforçou a polícia federal para combater a corrupção. Mas como ficam os inocentes e os atingidos injustamente por esses processos midiáticos?

Encontro-me em uma cela, condenado injustamente por “atos indeterminados”, já que o juiz não sabe dizer o que eu fiz de errado, e por causa de um apartamento que não é meu, do qual nunca tive a chave, nem a escritura, e no qual jamais dormi. Condenado a dormir doze anos preso por algo que não é nem nunca foi meu.

Eu sei que não fui condenado em tempo recorde por um apartamento no Guarujá onde nunca fiquei sequer um dia. Mas para evitar que o povo brasileiro mande eu passar mais quatro anos trabalhando no Palácio do Planalto, como fiz por oito anos entre 2002 e 2010.

Eu não cometi crime algum e confio e aguardo o reconhecimento da minha inocência ou que aqueles que me acusam apresentem alguma prova da minha culpa.

Eu não fugi. Eu não desisti, nem jamais irei desistir do meu país.

E vocês também não devem desistir jamais de lutar para resolver os problemas das suas cidades. De lutar, de ouvir o povo, de debater os problemas, de reconhecer as dificuldades sem baixar a cabeça.

Os dias atuais podem parecer difíceis, podem parecer querer destruir toda a esperança, mas como canta Chico Buarque, amanhã há de ser outro dia. Um dia que virá quando o povo expressar a sua vontade sobre o Brasil de forma democrática nas urnas.

E é na democracia que eu tenho certeza que o país voltará a encontrar seu rumo, que o Brasil encontrará o caminho para ser feliz de novo.

Tenham um grande encontro e que Deus ilumine vocês nesse trabalho tão importante e bonito que é ser prefeito.

Lula”

ASSOCIADA AO GOLPE ‘AMARELINHA’ DA SELEÇÃO É ‘ESQUECIDA’ PELOS TORCEDORES

IMAGEM
“Uniforme” em manifestações populares pela queda de Dilma Rousseff e contra a democracia do país, camisa oficial perde em vendas para a versão azul, nas lojas de material esportivo e por ambulantes de São Paulo
por Felipe Mascari, da RBA.
LUCAS DUARTE DE SOUZA/RBA

camisa azul seleção

Preços das camisetas da Seleção variam entre R$ 25 a R$ 65, na 25 de Março, em São Paulo, onde a procura pelo uniforme azul é maior que pela tradicional ‘amarelinha’

São Paulo – Tradicionalmente, a camiseta amarela da seleção brasileira sempre foi o item mais vendido entre os produtos lançados tendo a Copa do Mundo como tema. Mas para a Copa da Rússia, que começa nesta quinta (15), o cenário se alterou. Segundo lojistas e ambulantes ouvidos pela RBA, apesar de as vendas serem “satisfatórias”, é a camisa do uniforme número dois da Seleção, a “azulzinha”, que ganhou a preferência dos torcedores para acompanhar os jogos do time brasileiro – que estreia pelo grupo E do torneio, no domingo (17), às 15h, contra a Suíça.

A principal razão apontada pela queda do interesse na tradicional “amarelinha” é ela ter virado “uniforme” nas manifestações pró-impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff, a partir de 2014. Transformada em símbolo de apoio ao golpe que derrubou a presidenta em 2016, atraiu rejeição por grande parte dos demais brasileiros. “Tá chegando a Copa e eu não vejo ninguém com a camisa do Brasil. Essa camisa virou sinônimo de filho da puta, de golpista”, disse o cantor João Gordo, do Ratos do Porão, durante apresentação na Virada Cultural paulistana do mês passado. 

Em entrevista à revista Época, o escritor Marcelo Rubens Paiva afirmou que jogou fora todas suas camisetas do Brasil, por causa da lembrança política que elas trazem. “Não dá para vestir a camisa da Seleção, que virou símbolo de uma massa de manobra comandada por golpistas”, diz ele acrescentando que torcerá na Copa com o uniforme do Corinthians.

A RBA entrou em contato com lojas físicas da rede Centauro, especializada em materiais esportivos, e a resposta foi unânime: a camiseta azul é a mais vendida e está até esgotada em algumas unidades. “Geralmente, o que vem em maior quantidade é a amarela, mas a saída da azul é muito boa”, conta uma supervisora, que pede para manter seu nome em sigilo, em respeito a normas internas da empresa.

Os dados de outra rede de lojas do setor, a Netshoes (que só opera pela internet), também mostram a preferência do torcedor pelo segundo uniforme, que vem registrando procura 20% maior que a “concorrente” amarela. 

As camisas oficiais usadas pela Seleção chegam ao consumidor pelo preço de R$ 450. Uma versão mais simples é vendida por R$ 249,90. Se o torcedor quiser montar um kit com meião e calção o valor chega a R$ 650.

A reportagem também foi à Rua 25 de Março, famosa pela concentração de vendedores ambulantes, os camelôs, no centro de São Paulo. No local, até porque as peças não são originais, os preços praticados são bem mais baixos – variam entre R$ 25 e R$ 65 – , e a agora cobiçada camiseta azul da Seleção também está em falta.

O supervisor de vendas Rafael Ferreira parou na barraca do camelô Edvan e levou sua camisa. “É mais chamativo. Não que a amarela seja ruim, mas a azul é muito bonita”, diz ele. “Está saindo bastante camiseta azul, se não vier comprar logo, acaba. As vendas (da azul) aumentaram, comparado a 2014”, acrescenta o vendedor.

Com três sacolas cheias das “azulzinhas”, o técnico em celulares Tadeu Freitas explica genericamente sua preferência. “O pessoal está pedindo mais, querem algo diferente.”

Alguns comerciantes relatam que a baixa procura pela versão amarela fez baixar seu preço, o que ainda lhe garante algumas vendas. “A principal vende mais porque a azul está mais cara, já que a procura é grande”, diz Dodô, que também trabalha na 25 de Março. 

Queda no consumo

Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), para a Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, 50% das famílias tiveram interesse em comprar itens relacionados com a Seleção Brasileira e o Mundial. Já neste ano, o percentual caiu para 24%. A procura por peças de vestuário desperta interesse em apenas 7,5% das famílias e por aparelhos de televisão, em 4,3% delas.

Em entrevista à Radioagência Nacional, o chefe da Divisão Econômica da CNC, Fabio Bentes, diz que o desemprego é um dos motivadores do índice baixo, já que o desemprego em 2014 era de 7,1% , contra 12,9% medido agora, segundo o IBGE.

“Outro fator que também ajuda, principalmente na compra de televisores, que é o carro chefe na movimentação financeira, há o comportamento do crédito, já que a taxa de juros está em 55% ao ano. Soma-se a isso o fato de o evento ser do outro lado do mundo. É normal que as famílias acabem menos empolgadas”, disse.

ANTONIO AUGUSTO/CÂMARA DOS DEPUTADOScristiane-brasil-roberto-jeferson.jpg
Símbolos do golpe: a deputada Cristiane Brasil usou a camisa da Seleção na sessão da Câmara que votou a favor do processo de impeachment de Dilma
registrado em:       

USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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