Arquivo para 26 de junho de 2018

LUIS NASSIF: FACHIN COMETE SUICÍDIO DE REPUTAÇÃO

O termo “assassinato de reputação” já se inseriu no vocabulário corrente das disputas comerciais e políticas. Já “suicídio de reputação” é um elemento novo e que fica nítido na atuação do Ministro Luiz Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal).

Por que um jurista, que passou a vida toda construindo uma imagem social e garantista, dá uma guinada de 180 graus? E com um enorme agravante: foi garantista quando o Poder (que o nomeou para o STF) valorizava os garantistas; tornou-se punitivista feroz e parcial na hora em que o Poder demanda punitivismo com um foco muito claro de impedimento da candidatura Lula à presidência.

Até o mais insensível dos personagens se daria conta do risco de imagem contido nessa combinação. Fachin envolveu-se em uma guerra santa sem limites, não apenas nos seus votos, mas apelando para todas as manobras processuais, essa esperteza que é veneno na veia na imagem do Judiciário e do próprio Supremo.

1. O voto de Rosa Weber sobre prisão após sentença em segunda instância que julgava especificamente o caso Lula. Todos os juristas citados eram familiares a Fachin, e nenhum anteriormente havia sido citado nos votos de Weber.

2. A retirada de pauta do HC de Lula no julgamento da 2a Turma, de forma canhestramente combinada com o TRF4.

3. A remessa do novo julgamento de HC de Lula para plenário, evitando assim que entrasse na pauta da 2a Turma, quando tudo indicava que a tese da libertação seria vitoriosa, e postergando ainda mais o julgamento.

3. Ontem, no julgamento de José Dirceu, o pedido de vista depois que a libertação havia conquistado maioria.

4. Votou a favor da decisão absurda de um juiz de 1a Instância, de ordenar busca e apreensão no apartamento funcional de uma Senadora da República.

É evidente que há intenções políticas em jogo. Mas o que está por trás dessa autofagia? Vamos a um jogo de alternativas:

 [  ] Seu histórico em relação ao punitivismo.

Não bate. Fachin era advogado de movimentos sociais.

 [  ] Deslumbramento midiático.

Ao contrário de seu colega Luís Roberto Barroso, Fachin não se vale do cargo para satisfazer o próprio ego.

[  ] Indignação com a corrupção e com o PT.

Nem Celso de Mello, visceralmente contra o PT, ousou ir tão longe.

[  ] Busca de contrapartidas espúrias.

Não há nenhuma evidência de que Fachin se conduza por corrupção.

[  ] Emparedamento.

É a situação em que a pessoa faz algo contra sua vontade, por alguma ameaça ostensiva ou sub-reptícia.

[  ] Medo

Medo, aquele sentimento irresistível que acomete a pessoa quando se vê alvo da besta, a massa que invade as ruas com sangue nos olhos e intimida os fracos.

O ponto vulnerável de Fachin pode ser seu escritório de advocacia. Não que possa ter cometido algum crime. Mas, talvez, por algumas ações moralmente indefensáveis. A suscetibilidade de um Ministro de STF é infinitamente maior do que de cidadãos comuns atingidos por medidas suas.

De qualquer modo, tem-se uma certeza e uma incógnita.  A certeza é quanto ao suicídio de reputação perpetrado por Fachin; a incógnita é quanto aos motivos.

BANDEIRA DE MELLO SOBRE DIRCEU: ‘DIREITO CEDO OU TARDE ACABA PREVALECENDO’

JUSTIÇA X POLÍTICA
Jurista afirma que decisão da Segunda Turma do STF que determinou liberdade de ex-ministro José Dirceu é exceção, num período em que o Judiciário é utilizado para fins políticos
por Eduardo Maretti, da RBA.
AGPT E VERMELHO
Dirceu e Bandeira de Mello

Mello (dir): decisão cumpre o que é Direito

São Paulo – “Afinal se fez justiça.” Segundo o jurista Celso Antônio Bandeira de Mello, esta é a  sentença  que melhor exprime o que poderia dizer sobre a decisão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) que, nesta terça-feira (26), concedeu medida cautelar para suspender a execução da pena do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

“Temos vivido um período em que o Judiciário é utilizado para fins políticos, e não para cumprimento do Direito. E essa decisão, portanto, é uma exceção. Ela pretende fazer cumprir o que é o Direito”, diz Bandeira de Mello. “Quero me congratular com o Judiciário por essa decisão, que, de resto, eu esperava, na crença de que, entre nós, o Direito cedo ou tarde acaba prevalecendo.”

A maioria os ministros da Segunda Turma concedeu a cautelar para suspender a execução da pena até o julgamento final das reclamações, vencido o ministro Edson Fachin. Votaram a favor do ex-ministro Dias Toffoli (relator), Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. Também membro da Turma, Celso de Mello não esteve presente no julgamento.

Um dos advogados que assinam a Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 54, contra a prisão após condenação em segunda instância, do PCdoB, ajuizada em abril, Bandeira de Mello afirma que a decisão favorável a Dirceu nesta terça-feira “visa a repor o Judiciário no seu papel”. “Como cidadão, fico feliz, e como apreciador do Direito, mais ainda.”

Sobre a divisão do tribunal em claras posições, a de “garantista” (Segunda Turma) e “punitivista” (Primeira Turma), o jurista diz que “esse é o grande drama que o Judiciário está vivendo neste momento,  e portanto o que os cidadãos brasileiros estão sofrendo”.

Nesta segunda (25), o PCdoB apresentou pedido de liminar para que o ministro Marco Aurélio Mello impeça a execução provisória da pena. Em despacho de hoje (26), o ministro, relator da ADC 54, afirma: “Liberei, no dia 4 de dezembro de 2017, os processos reveladores das ações declaratórias de constitucionalidade nº 43 e nº 44 – a versarem matéria idêntica”. O despacho foi enviado à ministra Cármen Lúcia, presidenta do STF.

registrado em:       

MULHERES PEDEM RETRATAÇÃO DA TV CULTURA COM MANUELA D’ ÁVILA

ATAQUES MACHISTAS
Após pré-candidata ser interrompida constantemente por entrevistadores no “Roda Viva”, abaixo-assinado é criado para pedir retratação. “Reprodução do machismo foi propagada em rede pública”
por Redação RBA.
REPRODUÇÃO/FACEBOOK/FERRUGEM CARTUNEIRO
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Manuela: ‘É difícil ser mulher no Brasil’

São Paulo – A pré-candidata à presidência pelo PCdoB, Manuela D’Ávila, esteve na noite de ontem (25) no programa Roda Viva, da TV Cultura, emissora pública do estado de São Paulo. Chamou a atenção o comportamento dos entrevistadores, a todo momento expondo bordões conservadores e anti-comunistas. Deixaram claro que não estavam interessados em ouvir Manuela. Justamente por isso, a interromperam mais de 60 vezes. 

Por essa razão, um grupo de mulheres criou um abaixo-assinado pedindo retratação da emissora. “Repudiamos a postura desrespeitosa e machista com que a pré-candidata Manuela D’Ávila foi tratada no programa Roda Viva na TV Cultura. Exigimos que a emissora cumpra seu papel de veículo público de comunicação dando espaço para que a a pré-candidata exponha de fato suas propostas, marcando uma nova data para um debate real e qualificado, já que ficou impossível no programa”, afirma.

O grupo reitera que a razão para tal protesto e denúncia de atitude machista foi justamente o “número de interrupções feitas pelos entrevistadores convidados pelo canal e pelo mediador. A emissora deve também se retratar, pois a reprodução do machismo e do desrespeito a mulher foi propagada em rede nacional pública em uma sociedade com altíssimos índices de violência contra a mulher”, completa o texto da petição.

Foram, precisamente, 62 interrupções em 75 minutos de programa. Para efeito de comparação, outro pré-candidato que esteve no programa, Ciro Gomes (PDT), foi interrompido oito vezes no mesmo período. Manuela considerou o ambiente do Roda Viva como “violentamente hostil”, e afirmou que “não é fácil ser mulher no Brasil”. 

Manuela compartilhou um texto assinado pela internauta Iara Cordeiro que explica a prática sofrida pela pré-candidata: o chamado manterrupting, neologismo em inglês que, em tradução livre, significa “interrupção por homem”.

“Na teoria, se você se propõe a sabatinar uma candidata à Presidência da República, no mínimo vai querer ouvir o que ela tem a dizer. Mas a ideia não era escutar, tanto que ela teve que em um momento dizer que eles gostavam de falar mais que ela”, disse Iara.

“Em um dos momentos, Frederico d’Ávila (diretor da Sociedade Rural Brasileira e coordenador programa de agronegócio do PSL, partido de Bolsonaro) diz: ‘A senhora defende as mulheres, mas a senhora é à favor da castração química para estupradores?’ Manu lacradora responde: ‘Eu defendo que tenha menos estupro no Brasil e sabe como a gente faz isso? A gente faz isso não votando em candidato que defende que mulher pode ser estuprada'”.

Em rede social, o jornalista e escritor Xico Sá também criticou o programa. “Uma emissora educativa, bancada pelo Estado (de SP), não pode transformar um programa jornalístico em arapuca ideológica – seja lá contra quem for”, afirmou. Segundo ele, o episódio envolvendo Manuela “foi uma indecência”.

“O que está acontecendo com a TV Cultura?”, questionou a jornalista e apresentador Astrid Fontenelle.  “O tradicional programa Roda Viva deu ontem uma aula de machismo contra a candidata Manuela D´Ávila.”

Quem também comentou foi a filósofa e escritora Marcia Tiburi. “A Manuela D´Ávila é linda, preparada, inteligentíssima, simpática, tudo o que há de bom, ou seja, insuportável para os tradicionais donos do poder e seus lacaios”, escreveu a pré-candidata pelo PT ao governo do Rio de Janeiro. “Lamentável o que aconteceu ontem, mas ainda assim Manuela mostrou que seu discurso é capaz de enfrentar essa gente.” 

Já a atriz Patrícia Pillar divulgou o abaixo-assinado com pedido de retração.

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DAMOUS: VAMOS DENUNCIAR AO MUNDO AS MANOBRAS DE FACHIN

BATALHA JURÍDICA
“Ele sabe que a Segunda Turma é garantista, e joga ao Pleno para impedir a liberdade do ex-presidente Lula”, afirma deputado
por Eduardo Maretti,da RBA.
ALEX FERREIRA / CÂMARA DOS DEPUTADOS
Wadih Damous

Deputado diz que Fachin enviou recurso ao Plenário porque sabe que lá as chances de Lula são menores

São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva “está bem, mas indignado com as manobras do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal”, diz o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), que tem visitado Lula na condição de advogado. Nesta segunda-feira (25), Fachin decidiu enviar para o plenário da Corte mais um recurso com pedido de reconsideração para que Lula seja posto em liberdade ou possa cumprir prisão domiciliar até a decisão do tribunal sobre a condenação.

“É só mais uma manobra. Por que, primeiramente, ele pautou para a Segunda Turma? Porque já havia umjogo combinado com o TRF (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região. O TRF não admitiria o recurso extraordinário, e então ele arquivaria o pedido de cautelar. O que mudou de lá para cá? Rigorosamente nada”, avalia Damous.

“E por que ele está enviando agora ao plenário? Mais uma vez, ele sabe que no Plenário as chances de Lula são menores. Ele sabe que a Segunda Turma é garantista, e joga ao Pleno para impedir a liberdade do ex-presidente Lula. É isso que ele faz. Ele manobra”, acrescenta.

O caso continua como esteve até aqui, desde a primeira instância da Lava Jato, sob responsabilidade do juiz Sérgio Moro em Curitiba. “Isso é política. Vamos denunciar isso politicamente. Denunciar ao mundo que o Supremo Tribunal Federal faz chicana”, promete o deputado e advogado, ex-presidente da seção da Ordem dos Advogados do Rio de Janeiro (OAB-RJ).

Na sexta (22), Fachin já havia arquivado recurso de Lula que seria julgado pela Segunda Turma do STF. A decisão se deu menos de uma hora depois de a vice-presidenta do TRF4, Maria de Fátima Freitas Labarrère, negar seguimento de recurso extraordinário para que o caso fosse julgado pela Segunda Turma do STF, formada pelos ministros Ricardo Lewandowski, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Dias Toffoli e o próprio Fachin.

Com envio do recurso ao plenário, o eventual julgamento só ocorrerá em agosto, após o recesso do Judiciário, que começa na semana que vem. O julgamento dependerá então da ministra Cármen Lúcia, presidenta do STF, a quem cabe pautar ou não o pedido de Lula.

Depois de tudo isso, quando o caso for ao Pleno, o resultado poderá estar mais uma vez nas mãos da ministra Rosa Weber. “Mas, como é um caso concreto, a Rosa Weber já tem a opinião dela: ela se submete ao que chama de ‘princípio da colegialidade’, ainda que com posição contrária à opinião pessoal dela. No habeas corpus do presidente Lula ela votou contra”, lembra Damous.

A partir do julgamento de outubro de 2016, quando o STF mudou a jurisprudência e, por 6 votos a 5, decretou a constitucionalidade da execução da pena após a segunda instância, a ministra votou contra a tese favorável à presunção de inocência e foi um dos votos vencidos. 

Na ocasião, seu voto foi evidente, não deu margem à dúvida. “Se a Constituição, no seu texto, com clareza, vincula o princípio da presunção de inocência a uma condenação transitada em julgado, eu não vejo como posso chegar a uma interpretação diversa”, declarou em seu voto vencido, em 2016. 

Porém, ao votar o habeas corpus de Lula em abril de 2018, o voto da ministra foi complexo e repleto de citações para se manifestar contra o habeas corpus e a soltura de Lula. Em 2016, Gilmar Mendes votou a favor da prisão após segunda instância, mas mudou de posição, o que garantiria hoje, no plenário, a vitória de teses “garantistas” por 6 a 5. Mas com o vai e vem de Rosa, o placar num eventual julgamento em que esteja em jogo a presunção de inocência parece tender contra esse princípio.

O PCdoB pediu, na manhã de hoje, concessão de liminar ao STF na Ação Declaratória de Constitucionalidade (ADC) 54 sobre presunção de inocência. O partido invoca o artigo 5° da Constituição, segundo o qual “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”.

NÃO DEU, FACHIN: DIA 26 É DA ESQUERDA: DIRCEU EM LIBERDADE: “OLHA EU DE NOVO, ME DESLOCANDO LIVRE PELA AMÉRICA DO SUL”

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  Produção Afinsophia.

 Zé Dirceu volta a se movimentar livremente. A 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu liminar em habeas corpus para que o ex-ministro permaneça em liberdade até que seus recursos junto à justiça sejam julgados nas cortes superiores Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Supremo Tribunal Federal (STF).

   A 2ª Turma do STF é a mesma que colocaria lula em liberdade não fosse a posição persecutória do ministro Edson Fachin contra o mais importante presidente da história do Brasil. Fachin, que conseguiu enganar os movimentos sociais e parte das esquerdas para ser indicado pela presidenta Dilma ao STF, durante o julgamento pediu vistas, com o objetivo de protelar o pedido do advogado de Dirceu, Roberto Pdval, mas levou uma lição de justiça: o ministro Dias Toffoli, concedeu a liminar e foi seguido pelos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowiski. 

    A liberdade de Dirceu reflete o pavor que as direitas têm do julgamento de Lula na 2ª Turma.

TIJOLAÇO: FACHIN “TABELA” COM CÁRMEN E EMPURRA RECURSO DE LULA PARA AGOSTO

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Edson Fachin segue em seu papel de “lebre esperta” e não demorou mais que algumas horas para “dar um jeito”  no agravo com que a defesa de Lula pedia que o ex-presidente fosse, como  estava previsto, julgado pela 2ª Turma do STF, onde teria mais chances de ser libertado provisoriamente ou, no mínimo, colocado em prisão domiciliar, o que permitiria, em parte, romper o isolamento a que está submetido em Curitiba.

Poderia recusar o agravo e sofrer recurso ou, como seria normal, submetê-lo à Turma. Fez, porém, uma “tabelinha” de conveniência com Cármem Lúcia e o enviou a plenário, pedindo antes o parecer da Procuradoria Geral da República, com 15 dias de prazo para que seja apresentado.

Como só há mais uma semana de funcionamento do STF antes do recesso de julho – sim, como os escolares, suas excelências têm férias de “meio de ano” – só a partir de agosto a Presidente do Supremo poderá, quando lhe convier, colocar o assunto em pauta.

Já teremos, então, o processo eleitoral aberto, as candidaturas em registro e os candidatos definidos formalmente.

Com Lula na cadeia.

Assim, procrastinando, como fazem há meses e “escolhendo” a composição dos julgadores, os “éticos” do STF vão fugindo de desfazer o absurdo jurídico que é executar antecipadamente uma pena no mínimo polêmica de alguém que não foge da Justiça – mesmo do arremedo de Justiça que se lhe oferece – e não oferece perigo algum – exceto o “perigo político” – à sociedade.

Lula pede para ser julgado de acordo com a lei vigente, mas os juízes covardes que o têm nas mãos preferem usar a manipulação do tempo judicial como “argumento”.

Afinal, como se sabe, a covardia é a marca dos canalhas.

BRASIL DE FATO: QUEM É EDSON FACHIN ‘CARCEREIRO DA LAVA JATO’?

Atuação do relator da Lava Jato no STF contradiz seu passado de defesa dos direitos humanos

Leonardo Fernandes

Brasil de Fato | São Paulo

Ouça a matéria:

Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal - Créditos: Foto: Lula Marques
Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal / Foto: Lula Marques

“Apoiamos Dilma para prosseguirmos juntos na construção de um país capaz de um crescimento econômico que signifique desenvolvimento para todos, que preserve os bens naturais. Um país socialmente justo que continue acelerando a inclusão social e que consolide, soberano, sua nova posição no cenário internacional. Um país que priorize a educação, a cultura, a sustentabilidade e a erradicação da miséria. Um país que preserve sua dignidade reconquistada. O governo que queremos é o governo que preservou as instituições democráticas e jamais transigiu com o autoritarismo”. 

As palavras são do então professor da Universidade Federal do Paraná, Edson Fachin, durante um ato de campanha para a primeira eleição de Dilma Rousseff à presidência da República, em 2010, no Teatro da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Fachin havia liderado um grupo de juristas que apoiaram a candidatura petista.

Na época, o jurista era autor de importantes defesas na garantia dos direitos humanos. Em 2008, ele assinou um manifesto de apoio ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) no qual afirmava que as ocupações de terras eram “atos legítimos” de caráter reivindicatório, como lembra Ney Strozake, advogado do movimento. 

“Eu o conheci por força da militância no MST, na área dos direitos humanos, por volta de 1994, 1995. Ele sempre foi muito amigo do MST, escreveu alguns livros sobre a questão agrária e a função social da terra, defendendo sempre que a posse em razão da atividade agrícola deve se sobrepor à propriedade como direito”. 

Em 2015, Fachin foi nomeado pela então presidenta Dilma para a vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), aberta depois da aposentadoria voluntária do ministro Joaquim Barbosa. 

“Eu pessoalmente não o conhecia. Conhecia a reputação que ele tinha, uma pessoa vinculada aos movimentos sociais, à igreja, e tinha, nesse sentido, muita gente que gostava muito dele. E ao mesmo tempo, sabíamos que ele tinha um enorme know-how acadêmico, uma ação de defesa dos movimentos sociais. De modo que quando ele foi indicado, ele teve muito apoio de pessoas que achavam que ele ia ser uma voz importante dentro do Supremo”, destaca o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão. 

A relação de Fachin com os movimentos sociais, principalmente aqueles ligados à disputa pela terra, gerou, na época, forte resistência de setores políticos do Congresso Nacional. A sabatina que aprovou a indicação de Fachin à posição de ministro durou mais de 12 horas e foi considerada uma das mais difíceis, devido à forte oposição dos ruralistas e da bancada evangélica.

Hoje, Aragão se diz surpreso pela atuação de Fachin à frente da relatoria dos processos da Operação Lava Jato no STF. “É assustador. Isso ninguém podia imaginar. A atuação dele me surpreendeu muito. Até hoje eu continuo sem entender certas posições, que não condizem com o passado dele”, opina.

Para Strozake, as contradições de Fachin têm origem numa articulação entre Ministério Público, Poder Judiciário e meios de comunicação para definir, sem passar pelo voto popular, os rumos da política no país.

“A partir das mobilizações da direita no mês de junho de 2013, quando os Estados Unidos e outros países injetaram muito dinheiro para viabilizar as organizações, especialmente o MBL, e eles conseguiram levar, via Rede Globo, muita gente para as ruas, se iniciou um processo de convencimento das autoridades de estado, especialmente do Poder Judiciário. Eles criaram uma teoria, uma construção de interpretação que vai no sentido de que o Ministério Público Federal e o Poder Judiciário, aliados aos meios de comunicação, podem mudar o país”. 

Na última sexta-feira (22), Fachin voltou a surpreender ao mandar arquivar um novo pedido de liberdade da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba desde o dia 7 de abril. A decisão do ministro ocorreu a apenas quatro dias do julgamento que analisaria o pedido. O magistrado entendeu prejudicado o requerimento da defesa depois que o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) decidiu negar a remissão do recurso à corte.

Entre a garantia de direitos e a punição a todo custo

Strozake, que acompanhou de perto a contundente defesa de Fachin aos direitos fundamentais, considera “vergonhosa” sua atuação no STF, baseada em um punitivismo deliberado, sob a máscara do combate à corrupção.

“O Fachin e todos que votaram pelo fim da presunção da inocência são carcereiros do STF. Não é o papel do STF mandar prender ou soltar. E o Fachin se apodera desse papel de forma vergonhosa. Ele é o carcereiro da Lava Jato e do STF. O que é uma vergonha, maior ainda para uma pessoa que defendia os direitos humanos”, disse. 

Mas há que se dizer que a posição de Fachin, embora tenha ganhado força na corte suprema, sofre resistência de alguns ministros. Na última sexta-feira (22), em entrevista à emissora de TV portuguesa RTP, o ministro Marco Aurélio Mello, vice-decano da corte, afirmou que a prisão do ex-presidente Lula, após condenação em segunda instância, “viola a Constituição brasileira”.

Mello é um dos ministros com posições consideradas garantistas dentro do STF, mas ele pertence à primeira turma, ou seja, só participa dos debates envolvendo a Operação Lava Jato, caso eles sejam levados ao plenário.

“Eu não concebo, tendo em conta a minha formação jurídica, tendo em conta a minha experiência judicante, eu não concebo essa espécie de execução”, reforçou Mello, durante a entrevista.

Para Eugênio Aragão, a posição do ministro Marco Aurélio representa uma resistência ao punitivismo predominante na máxima corte do país.

“Há duas frentes dentro do STF. Uma que é mais garantista e uma outra mais punitivista, na linha do que o Ministério Público tem conseguido explorar. E o ministro Marco Aurélio tem sido, principalmente na primeira turma, um estranho no ninho lá dentro”.

Ainda durante a entrevista ao canal português, o ministro Marco Aurélio atribui a manutenção da ilegalidade à negativa reiterada da presidente da corte, a ministra Cármen Lúcia, de levar ao plenário duas Ações Diretas de Constitucionalidade (ADCs), que questionam a antecipação do cumprimento da pena, em face ao princípio da presunção da inocência, e das quais Mello é relator.

Edição: Diego Sartorato

MANUELA D’AVILA ENFRENTA CONSERVADORISMO MACHISTA NO ‘RODA VIVA’

CONFRARIA ANTIPETISTA’
Longe de tentar informar ao público sobre as propostas da pré-candidata, debatedores insistiam em Lula e outros fantasmas do anticomunismo típico da Guerra Fria. Kotscho falou em “vergonha”
por Redação RBA.
DIVULGAÇÃO
Manuela Roda Viva

Em meio as muitas interrupções, Manuela disse que “juiz não é deus” e que Lula está preso porque lidera as pesquisas

São Paulo – A entrevista com a pré-candidata à presidência do PCdoB, Manuela D’Ávila no programa da TV Cultura Roda Viva, nesta segunda-feira (25), se converteu em um show de slogans conservadores vazios que ressuscitavam antigos fantasmas comunistas típico dos tempos da Guerra Fria. Não bastassem as perguntas pretensamente capciosas que passavam longe dos temas mais importantes do país, à presidenciável não foi dado sequer o direito de responder às provocações.

Segundo levantamento de seu partido, Manuela foi interrompida 62 vezes pelos entrevistadores e demais debatedores convidados. Com Ciro Gomes (PDT), há cerca de um mês, foram oito interrupções, ainda de acordo com o PCdoB.

Ela também foi pressionada a responder sobre a hipótese de abrir mão da sua candidatura em função de uma aliança com outras forças políticas de esquerda. De zero a 10, Manuela disse que são “máximas” as chances de manter a postulação à presidência. “Para nós, o principal é tirar o Brasil das mãos de Temer e desse conjunto de candidaturas de ultradireita e direita que tentam destruir o Brasil e o estado brasileiro”, frisou.

O coordenador do programa para o agronegócio do pré-candidato Jair Bolsonaro (PSL) foi um dos que tentou polarizar com a candidata, ao afirmar que o fascismo seria uma ideologia de esquerda. “Tu entendes de regimes antidemocráticos, sendo coordenador do Bolsonaro. Ele defende um país sem democracia, de torturadores. Todo mundo sabe que o fascismo foi um movimento de direita”, rebateu Manuela. 

Outra marca da entrevista foi a insistência dos debatedores em fazer a pré-candidata incriminar o ex-presidente e pré-candidato pelo PT Luiz Inácio Lula da Silva. “Todos nós aqui sabemos por que o ex-presidente Lula está preso. Ele está preso porque é primeiro nas pesquisas. Todo o povo brasileiro sabe”, afirmou, quando lhe foi permitido responder. 

Chamando a pré-candidata de “advogada do Lula”, a colunista de O Estado de S. Paulo e da rádio Jovem Pan Vera Magalhães insistia na existência de provas e na condenação em segunda instância contra o ex-presidente. Manuela respondeu: “Não tinha. Juiz não é deus. Quando juiz quer fazer política, tem que tirar a toga. Minha defesa do Lula é assim porque decidi defender não o que era mais fácil, mas o que é certo.” 

A entrevista com ares de interrogatório policial caiu mal entre políticos e jornalistas nas redes sociais. “Programa sem-vergonha e machista da ex-TV Cultura mostra triste faceta do jornalismo”, criticou o jornalista José Trajano. Para o também jornalista Altamiro Borges, “não foi jornalismo, mas provocação”. “Que mediocridade. Esses caras seguem com Cuba, bolivarianos…Será que é tão difícil terem ao menos uma ideia?”, questionou Bob Fernandes. 

“Isso é jornalismo?”

Em seu blog, o jornalista Ricardo Kotscho disse que não conseguiu ver o programa até o fim, “tamanha a minha revolta com o que estava assistindo”, usando o termo “massacre”. 

“Na noite de segunda-feira, o novo Roda Viva, que tinha começado tão bem, desceu ao grau mais baixo do jornalismo de sarjeta, ao literalmente massacrar uma entrevistada. (… ) Tratada como se fosse uma criminosa de guerra no tribunal de Nüremberg, Manuela foi interrogada por uma bancada de fuzilamento, acusada de todos os crimes praticados por regimes comunistas ao longo da história. (…) Como havia na bancada também jornalistas, fiquei envergonhado com o que estão fazendo da nossa profissão, sem o menor respeito ao público que assistia ao programa e queria ser melhor informado sobre a candidata, que está há vinte anos na vida pública e não é uma paraquedista como tantos outros.”

O deputado federal Jean Willys (Psol-RJ) foi outro a ressaltar o desempenho de Manuela e criticar a bancada de entrevistadores. “O #RodaViva virou uma confraria de antipetistas, desonestos intelectualmente e mentirosos que agridem qualquer pré-candidato ou pré-candidata de esquerda em vez de realizar entrevistas”, afirmou pelo Twitter.  

A deputada Benedita da Silva (PT-RJ) destacou a “alta dose de machismo” e afirmou que os jornalistas não queriam saber as ideias da candidata, mas desconstruí-las. “Não conseguiram, pois Manu mandou muito bem”, emendou. 

Em nota, o PT lembrou que é o PSDB, que governa o estado de São Paulo há mais de 20 anos, o responsável pela gestão da TV Cultura, e responsável por transformar o Roda Viva “respeitado em outros tempos como espaço de debate democrático, em um “puxadinho” dos tucanos e do reacionarismo mais retrógrado que existe na sociedade Brasileira.” 

registrado em:         

ROBERTO CARLOS, EX-JOGADOR, EM ENTREVISTA COM RAFAEL CORREA: “COM LULA TÍNHAMOS REFERÊNCIA. AGORA, VOLTAMOS AO TERCEIRO MUNDO”.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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A Confluência das Torcidas!
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Só o Peixe Sabe se é Novo e do Rio que Saiu. Confira esta voz na...
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