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DIANTE DA INTRANSIGÊNCIA DE AMAZONINO (PDT), PROFESSORES DO AMAZONAS DECIDEM MANTER GREVE POR TEMPO INDETERMINADO

Produção Afinsophia.

 Depois de espalharem vários bonecos, Amazonino-Judas, pelas principais vias da cidade de Manaus no Sábado de Aleluia, os professores, pedagogos e agentes administrativos do ensino público do estado do Amazonas se reuniram às oito horas da manhã de hoje em frente ao Palácio do Governo que fica no Bairro da Compensa para tentar mais uma vez dialogar com o governador Amazonino em busca de uma solução para o impasse criado pelo próprio governador.

  Foi uma busca em vão: Amazonino mais uma vez se mostrou intransigente e não atendeu os trabalhadores da educação. Diante da rude posição antidemocrática do governador os imbatíveis profissionais decidiram manter a greve por tempo indeterminado. Um tempo indeterminado que só terá sua determinação caso o senhor do tempo-intransigente, Amazonino, resolva decidir o tempo mais-valor dos trabalhadores como tempo salarial-humano. Um tempo em que o trabalhador não seja submetido a condição de besta-humana, como diz Marx.

   A decisão de hoje foi transmitida para várias capitais do Brasil, onde os trabalhadores da educação dessas cidade se encontram cumpliciados com os trabalhadores do Amazonas. O que significa que a greve no Amazonas já ultrapassou fronteiras-estaduais. O que significa, também, que a fama de Amazonino, como administrador insensível às causas dos trabalhadores, cresceu muito. Chegando ao patamar dos golpistas Dória e Alckmin. Ambos inimigos dos professores, já que essa é a marca administrativa dos desgovernantes do PSDB.

      Agora, pela parte da tarde, os professores se reúnem em setoriais nas regiões da cidade para considerar o estado da greve e proporem novos atos. Assim, como articular decisões para amanhã, quando se concentrarão na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEA) durante a realização de uma audiência pública com o secretário de Educação.

PROFESSORES DO ESTADO DO AMAZONAS COM INDICATIVO DE GREVE PARALISAM AULAS NAS ESCOLAS

Depois da paralisação de advertência do último dia 13 de março em frente a Escola Estadual Dom João de Souza Lima e após a Assembleia Geral de ontem dia 14, na FETRACON onde ficou decidido indicativo de greve, os professores da rede Estadual de Educação, na manhã de hoje, dia 15 de março foram parando suas atividades como numa queda de pedras de dominó. Os professores decidiram explicar a situação para os estudantes e informá-los que se o governador não atender as reivindicações, amanhã, dia 16.03.2018 a categoria, numa assembléia geral na Praça da Polícia, no centro da capital irá paralisar, entrará em greve. O indicativo de greve é uma sinalização da categoria tendo como apoiante a ASPROM. O SINTEAM com sua marca de estar de costa para a categoria realiza assembleias setoriais num claro propósito de desmobilizar a categoria, segundo se pronunciam diversos  professores. A ASPROM no início do ano conversou com o Secretário Lourenço Braga, levou as propostas da categoria que pedia 35% de reajuste salarial, pois são quatro anos sem reajuste nem da inflação. O governo acenou com um reajuste de 8% proposta que foi rejeitada pela categoria. Existem outras propostas e só uma foi aceita que diz respeito a promoções. Diante desse quadro, impera o indicativo de greve que está provocando reações diversas na cidade, como paralisação de vias na Compensa, Djalma Batista, Max Teixeira, Noel Nutels, na cidade Nova. 

DEPUTADOS GOLPISTAS DO AMAZONAS INSISTEM EM ELEIÇÃO INDIRETA PARA GOVERNADOR, MAS TSE DÁ-LHE UMA SABUGADA E MANDA DIRETAS JÁ!

Os deputados estaduais do Amazonas, golpistas, desde a cassação do comprador de votos, José Melo insistem que as eleições para governador seja indireta. Só eles querem votar. Pasmem! Estão preocupados com o gasto que o pleito apresenta: R$ 17 milhões. Deputados golpistas preocupados com gastos em campanha eleitoral tem outro significado. Querem continuar enganando o povo. Querem eleger um governador que dê continuidade ao governo comprador de votos que durante mais de trinta anos se beneficiam, enriquecem em detrimento da pobreza e da violência urbana na não cidade de Manaus e todo interior do Estado.

O TSE quando cassou Melo determinou eleição direta para escolha do governador que comandará o Estado até 2018. Mas os golpistas do Amazonas acharam uma lei que insistem dar legitimidade para eleição indireta.

Recorreram ao TSE e na tarde do dia 2 o ministro Luís Roberto Barroso, do TSE negou provimento ao mandado de segurança da ALEAM para que a eleição suplementar seja indireta. A eleição no primeiro turno será no dia 6 de agosto e se for necessário segundo turno, dia 27 de agosto.

Com isso os golpistas daqui querem dar jurisprudência para que a eleição para presidente da República seja indireta também.

Não satisfeitos recorrerão ao STF, Deputados e  candidatos golpistas ao governo do Estado  serão duramente combatidos pela sociedade amazonense e pelos democratas da terra de Ajuricaba.

A sociedade amazonense não aceita retrocesso. Não aceita golpe.

 

 

GOVERNADOR GOLPISTA ZÉ MELO, QUE FAZ PARTE DA SUBJETIVIDADE ANACRÔNICA QUE ATRASA O AMAZONAS HÁ MAIS DE 30 ANOS, É CASSADO PELO TSE. CABE EMBARGOS

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 OResultado de imagem para imagens do governador do amazonas ze melo com o senador eduardo braga Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou hoje o mandato de governador Zé Melo, e seu vice Henrique Oliveira, vulgo Cabeção. A cassação, no plano individual, é de Zé Melo, mas tomada por mais ampla concepção, é de todos os personagens que fazem parte da subjetividade anacrônica que domina o estado do Amazonas e lhe impôs cruel atraso em todas suas dimensões.

  Zé Melo é filho da ditadura, como outros que se afiguram no mesmo quadro que ele participa. Apoiou a ditadura e lhe serviu, o que não é novidade. Mas deixando essa momento de sua vida pública, o que conta neste momento são suas relações com todos os governantes do pós-ditadura que não tinham a dimensão política humaniora, como diz o filósofo Kant, para governar os negócios do estado. Passou pelos governadores Gilberto Mestrinho, Amazonino Mendes, que lhe indicaria para o governo do estado, mas escolheu o golpista Eduardo Braga. Braga com quem Zé Melo manteve estreita relação, assim como também com o ex-governador, senador, também golpista, Omar Aziz. Além de ter sido ligado ao prefeito que ameaçou surrar Lula, Arthur Neto, também golpista como seu filho Bisneto.

Seu vice, Henrique Oliveira, um dos muitos que aportaram em Manaus, vindos de outras glebas para se alocar bem, principalmente como apresentador de programa de exploração da miséria amazonense, também não rompeu a regra, pelo contrário, só solidificou. Henrique é parte dessa subjetividade reacionária cruel.

   Por esse quadro invejável “democraticamente”, entende-se que a cassação de Zé Melo tem o sentido – nada simbólico, mas real – de expressar essa subjetividade. Mas não fica só nesses politicofastros – falsos políticos -, toca também nos meios de comunicação que sempre serviram, e servem, aos governantes, além de outros profissionais, como muitos professores submissos, médicos, economistas, e, principalmente, a classe média indiferente parasitária que domina o Amazonas e que não exite sem apoio a esse tipo de gente.

    Embora Zé Melo possa ingressar com embargos de declaração, o TSE afastou Zé Melo e determinou realização de eleição em 40 dias, já que seu opositor – na brincadeira – ex-governador Eduardo Braga, que entrou com o pedido de cassação, não pode assumir. Diante da determinação da eleição, e sabendo-se a priori que os possíveis candidatos fazem parte da subjetividade dominante, pergunta-se: Para a população amazonense a cassação de Zé Melo e Henrique Oliveira, muda a perspectiva do sentido de política? O próprio Davi Almeida, presidente da Assembleia Legislativa do Estado Amazonas, faz parte da subjetividade do atraso dominante. É o Davi que vai convocar a eleição.

    Claro, que nem tudo encontra-se perdido se houver um candidato de um subjetividade progressista, que para o bem do Amazonas, existe no estado. Caso contrário, o espírito antidemocrático continuará dominando.  

DEPUTADO BELÃO APROVEITA LAMBANÇA PROVOCADA POR PRESIDENTE DO SINTEAM SUSPENDE SESSÃO E PROFESSORES CONTINUAM ESCRAVISADOS

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Para quem está entrando na peleja agora, é muito simples de entender. Há muito tempo, professores independentes do PSTU, PSOL, ASPROM, e outras entidades lutam para conseguir fazer valer seus direitos trabalhistas. Direitos que em uma democracia real nenhum trabalhador precisaria reivindicar, posto que todos os governos saberiam de suas existências. Mas como a realidade é da ausência de democracia real e predomínio da ignorância, os professores têm que partir para a peleja.

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Os professores reivindicam uma reposição salarial de 20%, vale alimentação e vale transporte. Mas de quebra, como forma de democratizar parte da escola, pretendem eleições diretas para diretores. Uma verdadeira pretensão, já que os diretores de escolas são indicados com auxílio de uma barganha política que os fazem cabos eleitorais de candidatos aos cargos Legislativo e Executivo. Uma violência contra a escola democrática, a pedagogia, o ensino e os estudantes, além dos professores. Mas os diretores indicados aplaudem e têm medo de perder a humilhação.

Pressionado, o governo resolveu oferecer um reajuste 5,6% agora, e mais 3,4%, em janeiro quando será outro governo. Os professores independentes não aceitaram, mas o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam), que comandado por membros do PCdoB que tem cargo no governo, como são aliados dos governos reacionários que vêm implodindo a cena política no Amazonas há trinta anos, aceitaram.

Na terça-feira, dia 13, Dia da Abolição da Escravidão, estava marcada a sessão de votação das pautas, principalmente, o reajuste. Os professores independentes compareceram para impedir a votação do deboche chamado de reajuste. O mesmo fizeram os professores do Sinteam, só que para defender a proposta do governo. Mas o presidente da sessão, deputado Belarmino Lins, vulgo Belão, que é um vezeiro dos governos reacionários, resolveu suspender a dita sessão para ser realizada no outro dia.

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Ontem, dia 14, dia de lua cheia, lá os professores foram para a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) acreditando, mas nem tanto, que seus direitos seriam tratados com direito. Como havia a PEC dos Psicólogos e dos Assistentes Sociais para serem votadas, e foram, para o bem desses profissionais, as pautas dos professores foram deslocadas para o fim, por determinação da mesa. A sessão vinha sendo conduzida pelo deputado Josué Neto, mas quando chegou o momento da votação das pautas dos professores ele saiu e deixou em seu lugar o conservador, Belão. Personagem que os professores independentes sentem ojeriza, por tratar-se de figura de difícil trato. 

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Em um dado momento, o professor Lambert, membro da Asprom, se deslocou para falar com um deputado para que ele votasse com a categoria as ementas do vale transporte e vale refeição. Na volta, o presidente do Sinteam, Marcos Libério, interpelou o professor Lambert, falando ríspido com ele, o professor Jamerson, que também é membro da Asprom, interferiu e impediu a agressão. Libório, que não é transportado pela dialética, embora imagine ser comunista, foi para cima do professor Jamerson. Foi formada a confusão. Belão, que ‘ama’ os professores, aproveitou a lambança provocada por Libório, e com o tom autoritário que lhe é peculiar, suspendeu mais uma vez a sessão.

Dessa forma, ficou marcado para hoje a votação das pautas dos professores. Quer dizer, se não houver mais lambanças.

NA DATA DA LIBERTAÇÃO DOS ESCRAVOS PROFESSORES DO AMAZONAS CONTINUAM ESCRAVISADOS PELO GOVERNO E SEU SINDICATO

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O dia era propício, para a transformação da data simbólica, 13 de maio, Dia da Libertação dos Escravos, em uma data real, onde a liberdade mostrasse seus efeitos como expressão trabalhista. Mas o simbólico prevaleceu, o a-histórico se mostrou dominante. Nem o Dia de Nossa Senhora de Fátima foi respeitado.

Os professores se prepararam para o embate contra o poder oficial pelos seus direitos trabalhistas. De um lado os professores, profissionais analfabetos, os que são carregados por um conhecimento restrito de sua profissão no contexto de uma sociedade pluridimensional, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação no Amazonas (Sinteam) aliado dos governos reacionários que dominam a cena apolítica no Estado do Amazonas. Do outro lado os professores com perspectiva política mais ampla, representados pelos grupos independentes, que também, de certa forma, se rivalizam, mas contrários à proposta do governo e a submissão do Sinteam, que é, para eles, uma representação ficcional da categoria.

Os primeiros concordaram com a proposta oferecida pelo governo de 5,6% agora e 3,6%, em janeiro de 2014, quando o governo será outro. Uma debochada bofetada na categoria que pede 20% de reposição. Os segundos não concordam com a proposta, e muito menos com a decisão de aceitá-la determinada pelo Sinteam.

 O dia 13 de maio seria o grande dia. Os deputados, mesmo em sua maioria pró-governo, iriam votar a proposta e os professores independentes iriam contestar a proposta que para eles é um acinte. Marcada a sessão para as nove horas, a galeria da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM) estava lotada, mas nem todos os deputados estavam presentes. O próprio presidente da sessão, o reacionário Belarmino Lins, vulgo Belão, conhecido no Amazonas como defensor e beneficiário de todos os governos direitistas que há 30 anos atrasam o Amazonas, chegou às 10h30 quando a sessão já havia começado e logo ocupou a presidência da mesa.

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Reiniciada a sessão, com o retardatário-deputado, alguns professores tentaram se pronunciar, mas Belão, que politicamente não tem nada de belo, tentou impedir.  Só que ele não sabia que o deputado José Ricardo, do Partido dos Trabalhadores (PT), havia concedido seu tempo para que os professores se pronunciassem. Enfezado e censurando o deputado Zé Ricardo, Belão, o parlamentar antagônico da estética-política, teve que ouvir os professores.

Em seguida, em uma visível articulação, o deputado reacionário do Partido dos Trabalhadores, Sinésio Campos, também aliado dos retrógados governos, conseguiu que o presidente do Sinteam, Marcos Libório, ocupasse a tribuna para fazer seu pronunciamento em defesa do Sinteam e do governo. Intento frustrado: os professores independentes compuseram uma sonora vaia acompanhada por expressões: “Fora, pelego! Baba-ovo! Puxa-saco! Cavernoso!”, ente outros codinomes pelegais.

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Diante da reação dos independentes, Belão, resolveu suspender a sessão e nada foi votado. Os professores independentes não pediram arrego: armaram acampamento na frente da ALEAM. Uma espécie de vigília para evitar qualquer manobra, além da que já havia sido decidida.

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Os professores acamparam porque acreditam que pode haver qualquer articulação para que os governantes levem vantagem. Eles lembram que anos passados, na calada da madrugada, deputados afetados pela mesma subjetividade dominadora de agora, votaram uma aposentadoria para o então vice-governador, hoje ex-governador e candidato ao Senado, Omar Aziz, mas que depois foi desfeita. Para o bem do erário público, é certo.

Hoje, dia 14, dia de lua cheia, os professores voltam a ocupar a ALEAM devido à promessa de que a proposta será votada. Os professores independentes não abrem mão dos 20%. Ainda mais agora que descobriram que a proposta do governo, não trata dos 3,4% de janeiro, quando será outro governo.

CRIANÇAS DO KINEMAZÓFICO DISCUTEM PREÇO DA FARINHA QUE FAZ PARTE DE SEU HÁBITO GASTRO CULTURAL

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É muito difícil encontrar um amazonense,  um paraense  ou nortista que não goste de farinha de mandioca. Saborear um jaraqui, acará, tambaqui, pacu, pirarucu, pirara, surubim, pescada ou cinquenta matrinchãs sem a toco mole, seca não faz parte do cardápio desse povo.

Mas eis que  tem sido comum nesta não cidade de Manaus seu povo reclamar diariamente sobre o preço desse essencial produto na mesa manauara. Quando não há peixe, carne, o amazonense, paraense, nortista a colocam na cuia, misturam com água e tomam chibé, ou mingau. 

O preço do produto está abusivo. Há mercearias, supermercados vendendo o quilo a R$ 10,00. Temos informações que na cidade de Maués já chegou a R$ 13,00 reais o frasco (dois litros.)

Aqui em Manaus varia. Vai de R$ 4,50 a R$ 15,00 o quilo. No domingo passado, após a projeção do nosso kinemazófico, atividade que realizamos com as crianças do bairro Novo Aleixo a mais de cinco anos, propusemos um debate  com as mesmas tratando exatamente sobre o preço da farinha.

Antes explicou-se que para fazer a farinha o agricultor faz um roçado. Corta todo o mato pequeno, depois derruba com moto serra as árvores maiores. Antes era com machado. Levava em média uma a duas semana para a derrubada. Hoje com moto serra faz esse serviço em meio dia.

Tudo no chão se esperava que as folhas secassem. Quando estavam todas secas o agricultor as queimava. Tudo era incendiado. Ia  para o espaço labaredas de fogo e fumaça.

Quando não queimava bem o agricultor tinha que “encoivarar”, isto é, juntava os galhos que não queimara para tocar novo fogo.

Feito isso era hora de plantar a maniva. É desse arbusto que fixo na mãe terra surgirá a mandioca.

Passado 8, 9, 10 meses ela passa pelo menos por duas capinas e depois estará pronta para ser colhida, arrancada.

Para arrancar a mandioca o agricultor, dependendo da quantidade de farinha que vai fazer leva no mínimo um dia.

Uma parte é colocada dentro d’agua e outra é descascada para ser ralada. Antigamente era no ralo, manual. Hoje já há meios modernos de cevar. Dez paneiros de mandioca se ceva em menos de 30 minutos. Antigamente levava-se dois dias.

Depois disso retira-se a que está dentro d’agua para  misturar com a ralada. Essa mistura é que vai dar a cor amarela.

Essa massa ficará uma noite descansando para no dia seguinte, por volta da quatro madrugada ser secada no tipiti de onde é extraído o tucupi e a tapioca.

Depois de seca a massa  é peneirada.

Com a lenha retirada do roçado acende-se o forno. Primeiramente a massa é escaldada. Usa-se no caso do Amazonas um remo nesse primeiro momento e quando já está sem a água se usa um rodo.

No final, depois de mais ou menos 3 a 4 horas, dependendo da quantidade de massa a fornada estará pronta. A parte fina, torrada, o “caboco” retira para fazer caribé. Uma bebida apurada bastante consumida por estas bandas.

Adivinhem agora criançada, quanto  custará uma saca de farinha produzida pelo agricultor?

Ele venderá por R$ 50,00 ou, 60,00 reais. Trabalhou uma semana. Haverá pessoas que reclamarão desse preço, mas não levam em conta o trabalho que deu ao agricultor para fazê-la.

O atravessador que não é “besta” vai lá e compra tudo. Depois ele mesmo fará seu preço. O produtor, o consumidor perdem e quem ganha é o atravessador e o comerciante, concluiu Eduardo.

Eles colocam o preço que quiserem porque não há no Estado do Amazonas uma política de preço mínimo para o agricultor e nem fiscalização no comércio. Não há  incentivo para a produção de mandioca. Nessa relação promíscua temos a mais-valia ou mais-valor que proporciona o lucro do explorador, segundo Karl Marx.

Com o bolsa floresta, bolsa verde, bolsa defeso, assentamento do INCRA o caboco não faz mais roçado. Ele não pode mesmo, porque é proibido desmatar. Volta a viver como seus ancestrais viviam. Trabalham pela manhã e folgam a tarde, pois o dinheiro que recebem do governo compram farinha e os demais mantimentos.

Enquanto isso, nossos cinéfilos entenderam o processo de feitura da farinha, da comercialização e da exploração do trabalhador que produz, mas no final acaba como  o grande perdedor. Só não perdeu a Micaela que no sorteio ganhou um quilo de farinha que custou R$ 10,00 reais importada de Santarém, do belo Estado do Pará.

Os moradores desta não cidade ao criticar o preço desse cereal estão dando sua contribuição como cidadãos e particípes  da vida em comunalidade.

Sem participarem de manifestos nossos consumidores afinados debateram sobre o preço abusivo da farinha que tem como grande perdedor o agricultor  e o consumidor e ganhadores, o atravessador e o comerciante, na conclusão do nosso cinéfilo, Eduardo, criança de 10 anos, assíduo frequentador a mais de cinco anos das nossas sessões de cinema que não passam nas tevês abertas nem fechadas, aos domingos, na Rua Rio Jaú.

Ps. Nosso próximo texto versará sobre Manifestantes e Povo – baseado em “Multidão”- Guerra e democracia na era do Império,  obra de Michael Hardt e Antônio Negri.

 

FILHOS MAUS TE QUEREM MAL, MAS TU NÃO ÉS – MAUÉS

De Manaus para Maués

O ódio do Deputado Estadual e ex-prefeito de Maués, Sidney Leite é porque ele foi triplamamente derrotado nas última eleições municipais.

Foi derrotado porque não pode ser candidato pelo DEM; processos na justiça eleitoral o tornaram inelegível e seu sobrinho, Júnior Leite foi fragorosamente derrotado pelo atual prefeito, Padre Carlos Góes, do Partido dos Trabalhadores.

Como foi um garoto que não vivenciou as ruas de Maués, não pulou n’agua, não jogou bola, não brincou de manja  às quatro horas da madrugada entre as árvores que havia na praia da ponta da Maresia com a garotada que fazia educação física no Colégio Estadual, hoje, Escola Estadual Maria das Graças Nogueira tornou-se um garoto raivoso, odiento, garoto que nunca soube perder e por isso maquina com outros “insurgentes”, também não-garotos, não-garotas a  intenção de tomar na marra a prefeitura de Maués na próxima sexta-feira, dia 14 de junho.

Esse assunto, inclusive foi  notícia em jornal desta capital, ontem, 12 de junho, bem como vem reverberando em blogs como do Aldemir de Maués e no facebook.

Mas as autoridades constituídas já se posicionaram. Nada de baderna na cidade sexta-feira. Delegado e Juiz já decidiram pela proibição de venda de bebida alcoólica, uso de carros  com auto falantes, disparos de fogos de artifícios. As autoridades de segurança do Estado já estão cientes e se for necessário reforço policial será encaminhado para Maués.

Agora à noite, entrevistamos o presidente do Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores em Maués, Elias da Silva Souza e este nos informou que a cidade está calma. Falou que a manifestação que envolve um grupo de pessoas descontentes é fruto ainda do processo eleitoral do qual o PT saiu vitorioso com mais de 2.200 votos sobre o sobrinho do deputado Sidney Leite.

Nos relatou que o pagamento de mais de 2.200 funcionários está em dia, bem como dos fornecedores da prefeitura, que o hospital e postos de saúdes estão abastecidos de remédios, que tanto o prefeito como os secretários e especialmente o de Educação e seus assessores estão visitando todas as comunidades onde há escolas municipais, do Palhal ao Apocuitaua, Vera Cruz, Laguinho, Limão, Marau, Varre Vento, Cicantá, Urariá de Baixo e o de Cima, Repartimento, Amana, Maringá, Urupadi, Parauari, Bom Jesus, Liberdade, Pacoval, Monte Alegre, Maçarico e por ai se vai, inclusive fazendo a entrega da merenda escolar que ainda contava com certa dificuldade que já está solucionada.

Maués é outra, diz Elias Souza. As obras que estavam paradas  estão todas sendo concluídas. A orla do porto. O lixo está sendo coletado regularmente, os buracos serão tapados e um feito importante o atual prefeito conseguiu fazer. Foi aprovado uma lei regulamentando o pagamento de diárias que não havia.

Independente dessas mudanças de 6 meses, a cidade convive com um problema gravíssimo, fruto da irresponsabilidade de prefeitos anteriores. Sidney Leite e Belexo. Cadê os 7 ou oito milhões para tratamento do esgoto sanitário?

Recebemos informações da terra dos saterês que o esgoto sanitário está sendo despejado no rio Maués-Açu e que sua população esta prestes a ser contaminada gravemente. Isso é responsabilidade do deputado que faz toda essa “onda” para desestabilizar a ordem constitucional vivida naquela cidade.

Cadê a fábrica de redes? Todo morador de Maués “adora” tirar uma soneca numa rede e principalmente se fosse feita na sua terra, fruto do seu trabalho. Mas redes não há. Só o maquinário jogado à ferrugem.

E o desestabilizador ainda se arvora a pregar a moral de que a cidade está parada, que não se está fazendo nada. Como? O prefeito atual encontrou a prefeitura sem nada. Levaram tudo, inclusive uma mesa de reuniões trabalhada artesanalmente tinha sido surrupiada. Não havia dinheiro para nada e nem por isso o prefeito demitiu. Não demitiu funcionários que eram eleitores do deputado e do seu sobrinho.

Agiu diferente do deputado Sidney Ricardo, que quando foi eleito não respeitou a constituição e demitiu vários funcionários concursados. Funcionários que até hoje esperam decisão da justiça.

Se demissões ocorrerem é que há muitos funcionários de Processo Seletivo Simplificado que são de duração de 1 a 2 anos. No término desse período cessa o contrato. Não há ai nenhum sinal de perseguição, não há retalhamento como foi praticado por quem hoje  parece com espírito de um Augusto Pinochet querendo dar um golpe municipal.

Vivemos num Estado de direito e a Constituição deve ser cumprida. E àqueles que a desrespeitarem são passíveis de prisão, algo tão familiar ao deputado, porque de vez em quando alguém do seu convívio está sendo denunciado. Sua mulher foi acusada de desvio na Manausprev; seu cunhado, ex-funcionário de carreira do Banco da Amazônia, Carlos Alberto de Oliveira que chegou à Maués por volta de 1986 se envolveu num desvio de dinheiro e foi arrolado na operação antracnose e foi sumariamente demitido, assim como outros funcionários do BASA. E sua sobrinha?   Então, como pode querer falar de quem mal começou a trabalhar e querer cobrar serviços que ele deixou de fazer e realizar? Cadê, hoje, como deputado os recursos para Maués?

Diante de tudo isso, o atual prefeito recebeu durante todo o dia de ontem manifestação de apoio, solidariedade do povo de Maués, de autoridades, religiosos que depositam nele toda a confiança.

Diante de situações como essas não podemos nos calar. E por isso, antenados, falamos para o mundo. Da terra onde se toca o gambá, se toca a vida, a liberdade e o respeito à ordem  constituída. E continuarás sendo, a nossa Maués.

 

DEPUTADOS ESTADUAIS OBEDECEM GOVERNO E ENGANAM PROFESSORES

“Me movo como como educador, porque, primeiro, me movo como gente.”  Paulo Freire

Três deputados apenas escaparam. Os demais, todos, inclusive um que é professor faltaram com a verdade e no dia 05 de junho de 2013 numa tramitação célere aprovaram a mensagem nº 52 de 2013 que reajustou o salário dos professores.

Os professores foram enganados porque antes da aprovação dessa mensagem os deputados haviam se comprometido que antes da votação do reajuste promoveriam uma audiência pública com todos os envolvidos no processo educativo, mas isso não aconteceu.

Todos os professores estavam orientados e um grande número deles participaria dos debates. Só que não foi possível. “O único debate franco e honesto” envolveu apenas os parlamentares, segundo, Chico Preto, que em carta aos educadores do Amazonas disse que “existe o reconhecimento de que há muito a ser melhorado quanto à remuneração e estrutura para os professores.”

Nessa carta, Chico Preto se vangloria que os professore obtiveram um aumento real de 11%. Sendo 6,31% a partir de 1º de maio e 3,69% em 1º de dezembro.

O deputado em momento algum diz que os 6,31% refere-se às perdas salariais motivadas pelas ondas cíclicas do capitalismo mundial e que nos afetam com suas marolhinhas. O deputado esqueceu de colocar em sua carta que os professores pleiteavam 15% de reajuste salarial, vale transporte, vale alimentação, plano de saúde e HTP para todos os professores da SEDUC, sem exceção.

Não adianta o deputado colocar o que disse Paulo Freire e que tem respeito pela categoria se seus atos são contraditórios. Vota com a proposta do governo e nocauteia as reivindicações dos professores.

Dignos e que honraram suas palavras foram os deputados José Ricardo, Marcelo Ramos e Luis Castro. Fizeram suas propostas de emendas, pleitearam a audiência, mas “necas.” Os demais, todos são lesa professores.

O deputado, professor, líder do governo e já de há muito tempo lesa professor, Sinésio Campos, assim como Chico Preto divulgou um comunicado no cyber espaço que em instantes recebeu uma chuvarada de comentários desairosos, negativos e imediatamente foi garfado do ar, mas salvo, está navegando na rede a partir de comentários no facebook da ASPROM.

Ouvindo um dos coordenadores da ASPROM-MANAUS, na noite de sábado, este educador disse que as atenções estão voltadas para a regularização da Associação, filiação e sua possível transformação num Sindicato livre do SINTEAM. Falou que irão manter a categoria mobilizada e não descartou novas paralizações. Um trabalho será feito de acompanhamento das votações da L.D.O e nessas leis serão feitas as proposições de aumentos salariais para a categoria em 2014. Com isso o governo não poderá dizer que não possuirá recursos para pagamento da categoria.

Para concluir, “existe o reconhecimento de que há muito a ser melhorado quanto à remuneração e estrutura para você, professor”. Não são nossas palavras, mas do deputado Chico Preto. Há sim, muito a ser melhorado na educação do Estado do Amazonas a começar, propagando-se a verdade e não a mentira. O professor não vai receber 11% agora, mas pelo teor da carta do deputado ele recebeu aumento real.

Durma-se com uma falta de verdade  dessa. São as tramas do capitalismo e sua ideologia atuando contra o trabalhador,  estando-o a jogar contra a sociedade.   

TRABALHADORES DA EDUCAÇÃO PARTICIPAM DE MANIFESTAÇÕES EM DEFESA SALARIAL

Reunidos ontem, dia 10 de março de 2012, às 14 h, no antigo Centro de Estudos de Comportamento Humano – CENESC, o Movimento dos Trabalhadores em Educação expôs pauta cuja temática versava sobre o chamamento para a greve geral da educação programada para os dias 14, 15 e 16 de março corrente e panorama que trata sobre o pagamento do piso nacional dos trabalhadores em educação.

Decidiu-se na reunião, que o movimento, para não deixar, no Amazonas passar sem nenhum evento ao chamado da CNTE para a greve nacional, que fará, conforme decidido/decidindo as seguintes manifestações:

Dia 14/03/2012, às 8 h, concentração no Teatro Amazonas, frente para a Avenida Eduardo Ribeiro. Descerá essa Avenida até a Praça da Matriz, local onde realizará uma manifestação pública. Às 14 h, na Assembleia Legislativa será realizada uma Audiência Pública proposta pelo deputado estadual José Ricardo para tratar sobre a Educação no Amazonas.

No dia 15/03/2012 foi proposto manifestações com carro de som tanto de manhã como à tarde nos principais pontos de maior concentração de pessoas, como terminais de ônibus por exemplo.

No dia 16/03/2012 ficaram decidindo se realizariam uma carreata ou manifestações nas portas das escolas.

Isso tudo, está sendo feito dessa forma, porque, alguns, mais que vem aumentando a cada reunião, decidiram tomar uma atitude diante da inexistência do Sindicato da categoria. A quimera que se transformou o SINTEAM não é mais digno de ser o representante da categoria. É uma quimera pelega, vendida, subserviente, insegura,   declararam participantes  insatisfeitos.

REAJUSTE JIQUITÁIA-MUCUIM

Por ser quimera, dia 09/03/2012, simulou convocação de uma Assembleia Geral para tratar sobre o reajuste salarial cuja data base dos trabalhadores em educação da SEDUC-AM foi no dia 01/03/2012. No cartaz de convocação havia um aviso que só entraria quem tivesse quite financeiramente com a quimera. Pelo que sabemos o desconto é em folha. Só não estariam quites aqueles que a SEDUC-AM não efetuou o pagamento de fevereiro e que estão mais lisos do que caramujo africano.

Mesmo assim, segundo, informações, apareceram umas vans transportando professores do Iranduba e Manacapuru. Segundo cálculos apareceram uns 60 associados que foram comunicados que a quimera havia conversado com o governador na terça-feira e que este declarou que só podia pagar 6%. Como se vê, proposta abaixo do índice da inflação.

Os fantoches pcdobanas como estão bamburrando no money, esqueceram de colocar na proposta, R$ 300,00 de ticket alimentação, 44 vales transportes,  plano de saúde e os 33% de HTP que não há para os trabalhadores de educação da SEDUC, já contemplado parcialmente na SEMED.

Ademais, discutir salário, tem sido a tônica da categoria. Não se parou ainda para discutir a atuação do educador como agente transformador do que ai está. No próximo texto falaremos sobre isso e a questão da representatividade, abordando a quimera e as propostas cortantes do Movimento dos Trabalhadores em Educação do Amazonas.  
    

MORTES POR AFOGAMENTO NA PRAIA DA MARESIA EM MAUÉS-AM

O dia amanheceu ensolarado. Tudo indicava que permaneceria assim para os banhistas que frequentam as várias praias da orla  da cidade, entre elas a mais famosa, ponta da Maresia. Mas não foi isso que aconteceu. Passageiros(as) que chegaram à cidade hoje, às 6 h no barco Elizabeth foram à praia e 4 da mesma família  morreram afogados. Um casal e duas adolescentes de 13 e 16 anos.

Um fato desse lamentável merece o seguinte posicionamento. Essas pessoas não era para terem morridos da forma como aconteceu. O primeiro se afogou, o segundo foi salvá-lo e assim foram morrdendo num efeito dominó. Responsabilidade sobre o ocorrido cabe ao poder público. Tanto ao governo do Estado, à prefeitura, ao Ministério Público. Maués é considerada pelo governo e comerciantes como uma cidade turística. Tem no guaraná seu principal produto de exportação. Realiza o carnaval de rua, o festival de verão, a festa do guaraná. No festival de verão e na fesa do guaraná, segundo informações, permanecem na praia salva-vidas.

  O amazonense tem por hábito copiar tudo de fora. Copia no transporte Curitiba, nas praias, Copacabana, Ipanema, Porto de Galinhas, Fortaleza e por último Margarita. Não copiam o que é necessário. A permanência de salva-vidas e sinalizadores de perigo para que banhistas não se afoguem.

Na não cidade de Maués, como noutras isso não acontece. Essa parte onde a família morreu é perigosa. Ali existe um “perau”, lugar fundo, perigoso. Não há nenhuma placa sinalizadora de perigo. Estamos num período em que a cidade recebe muitas pessoas visitando-a porque estão gozando férias.

O poder público e aqui o governo do Estado e a prefeitura não disponibilizam funcionários preparados para atuarem como salva-vidas permanente na praia. Por que disso? Porque não veem a vida das pessoas como importante; porque preferem pagar altos salários para secretários construirem mansões, casarões, comprarem sítios, lanchas, jet sky. As famílias ricas possuem possantes lanchas, jet skys que não respeitam a distância mínima de segurança da orla da praia. Já aconteceu de um delegado, filho de família influente passar rente a praia colocando em risco a vida de banhistas e não havia ali nenhum fiscal, salva-vidas para adverti-lo a não ser banhistas chamando-o às falas.

A morte é um caminho natural. Mas morrer precocemente por uma fatalidade é de responsabilidade de todos, mas especialmente do poder público e nesse caso da prefeitura de Maués que deve zelar pela vida das pessoas e dos cidadãos.

ARGUMENTOS DO PROFESSOR IVAN VIANA CONTRA A GESTORA DA ESCOLA ESTADUAL DOM MILTON CORRÊA PEREIRA

Este blog recebeu e publica a defesa produzida pelo professor Ivan Viana do Nascimento contra a decisão da gestora da Escola Estadual Dom Milton Corrêa Pereira que o repreendeu e aplicou-lhe suspensão de cinco dias.

“À Senhora Gestora da Escola Estadual Dom Milton Corrêa Pereira, Ildeci Vinhote de Souza

Da Defesa

Eu, Ivan Viana do Nascimento, pessoa, humana, cidadão e professor, matrícula 153.820-9B, integrado, lotado na Escola Estadual Dom Milton Corrêa Pereira, turno vespertino onde ministro a disciplina de Filosofia, venho por meio desta, apresentar minha própria defesa contra a suspensão de minhas atividades laborais nesta instituição, baseado no Estatuto do Magistério do Estado do Amazonas, artigo 163, parágrafo primeiro, sobre o direito de defesa que é constitucional.

Dos argumentos

Primeiro. Do erro de nomenclatura do termo e da inexistência do ato infracional.

Diz o texto que o documento é um “Termo de Advertência”, mas na realidade trata-se de um termo de Repreensão Suspensão. Não existe uma repreensão, mas a suspensão e o relato de um fato ocorrido no dia 25/10/11 em que sou acusado injustamente de segundo o texto do termo “levou alunos adolescentes sem a prévia autorização dos pais e/ou responsáveis para uma manifestação em frente à Assembleia Legislativa do Estado”. A senhora gestora só esqueceu-se de dizer a verdade e o horário de ocorrência do fato. Não fui eu que os levei, foram as suas vontades livres, seus sonhos de uma vida digna, de uma educação de qualidade, de um ambiente descente e digno, além de suas próprias pernas e dos ônibus de linhas. O ato político realizado pelo cidadão Ivan Viana do Nascimento que por coincidência biofísica habita o mesmo corpo habitado pelo professor Ivan Viana do Nascimento que só existe como função estatal, fora realizado no horário das 8 às 10:00 h, fora do expediente de trabalho, os cidadãos que por coincidência são estudantes da escola no turno vespertino, saíram de suas próprias casas com o conhecimento de seus devidos responsáveis e inclusive financiados por estes. E não atrapalharam em nada o andamento das atividades da escola no dia do ocorrido. Estatutariamente eu não posso ser punido por este ato, a não ser que haja algum registro de pai ou responsável indignado com a atitude do professor de querer um ambiente descente e digno de produção de conhecimento se repressão. Outro fato que deve ser observado é que ninguém foi coagido a participar e que o ato foi legítimo e dentro dos parâmetros da decência, do respeito mútuo, da boa convivência e da cultura da paz sustentável de um Estado democrático de direito. Há que se consultar o dicionário para se aprender a diferença de motivação e obrigação. Mas uma motivação não pode ser vista como uma obrigação a não ser por puro interesse político espúrio.

Segundo. Da violação à Constituição e à Carta dos Direitos Humanos

A carta dos direitos humanos que é reconhecida pelo Estado brasileiro garante que todas as pessoas são livres para pensarem e agirem livremente em qualquer  estado que reconheça e aceite a carta o que é o caso do Brasil. O artigo primeiro da Constituição Federal, diz que o Brasil é um estado democrático e de direito, tem como fundamento dentre outros os seguintes: a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa humana e o pluralismo político. No artigo terceiro, diz que constitui um dos objetivos da República Federativa do Brasil: “construir uma sociedade livre, justa e solidária. Já o artigo quarto afirma que a República Federativa do Brasil rege-se em sua relações internacionais pelo princípio dos direitos humanos que coroamos com o artigo quinto que estabelece “a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança”. Tudo porque lutávamos. Só estávamos realizando este evento, esta aula de Filosofia e a cidadania, porque é de conhecimento de todos que a Escola Estadual Dom Milton Correa Pereira está há dez anos sem uma reforma: 1 – as estruturas físicas do prédio estão em péssimas condições e é uma ameaça constante à vida, vá que o teto resolva despencar por sobre algumas cabeças de alunos e professores, o valor de uma vida não pode ser pago em dinheiro porque não dinheiro no mundo que seja capaz de recriar a vida, os banheiros dos alunos não podem ser chamados de banheiros porque falta decência e dignidade, e apresenta pias e vasos quebrados, não funcionais, a quadra da escola é descoberta, fato que viola os direitos humanos por submeter estudantes a altas cargas de radiação solar causadores de envelhecimento precoce e de câncer de pele ou simplesmente impedindo a prática dos esportes em dias de chuva. 2 – a rede elétrica do prédio foi projetada para suportar ventiladores e não condicionadores de ar que exigem muito mais energia, a rede trabalha sobrecarregada e como conseqüência lógica produz o caos com as constantes queimas dos aparelhos condicionadores de ar. 3 – a escola não atende às necessidades dos portadores de deficiências físicas como os cadeirantes. 4 – faltam espaços educacionais fundamentais como auditório, anfiteatro, laboratório de ciências naturais, democratizar o uso do laboratório de informática da escola, dispor de pontos de acesso à internet na biblioteca da escola. O ato que pune politicamente um cidadão violando todos os direitos acima citados é um ato que viola a Constituição Federal  e a carta dos direitos humanos pelo fato de não reconhecer a pessoa como ser humano portador de direitos invioláveis. Não reconhece o ser humano porque não reconhece seus direitos políticos, seu direito de pensar, de ir e de vir livremente. É um ato de aspecto totalitário e fascista porque não se baseia na justiça, na igualdade e na equidade. Porque intimida a cidadania e manda um aviso de que não é permitido lutar por melhoria da qualidade de vida e nem por dignidade e por levar o sujeito a se submeter a situações desumanas e degradantes de trabalho. É também um assédio moral gravíssimo porque é intimidador, grosseiro, leviano, injusto e imoral. Porque depõe contra e atenta contra a vida e a liberdade do ser humano como cidadão. Eu sou uma pessoa, sou um cidadão, sou também funcionário  público. Sou assim uma comunidade de personalidades e de consciências políticas autônomas que habitam o mesmo corpo. Por isso a pessoa humana e o cidadão que há em mim não poder ser punidos junto com a função pública.

 Terceiro. da publicidade do fato

O fato era de conhecimento público e notório e consta no meu plano bimestral como prática de cidadania crítica, pacífica e participativa com dois instrumentos de ação. 01 – um abaixo-assinado em que coletamos mais de 6500 (seis mil e quinhentas) assinaturas pela reforma imediata da Escola Estadual Dom Milton Corrêa Pereira. Este abaixo-assinado foi elaborado por cada turma de estudantes e cada estudante se responsabilizou por coletar assinaturas em casa, na rua, no bairro, no trabalho, na igreja e onde desse. 02 – protocolo do abaixo-assinado na ALE.

Do prejuízo da formação dos estudantes

A suspensão de atividade do professor de filosofia trás duas perdas inestimáveis e importantíssimas. Primeiro que é o prejuízo da carga horária da disciplina que ficará incompleta, causando um prejuízo real e temporal que leva os estudantes à ociosidade e desmotivação de aprenderem. Segundo, leva o estudante a formar um caráter passivo, subserviente e alienado de seus direitos fundamentais básicos quando pune o único professor que tomou uma atitude de luta digna Diane da realidade de descaso da SEDUC com a qualidade da educação que nesse caso é uma violação grave aos direitos humanos. O prejuízo, sobretudo espiritual que expõe a Psicologia de massa da SEDUC que não se diferencia em nada daquele tipo descrito por Reich, no seu livro, A Psicologia de Massa do Fascismo.

Da solicitação

Diante dos fatos e dos argumentos apresentados, solicito a anulação deste “Termo de advertência” que é termo de repreensão e a solicitação de desculpas por este ato (só comparado a atos próprios de estados nazifascistas) que é injusto, inconstitucional e que viola a carta dos direitos humanos e constitui como assédio moral porque visa intimidar a pessoa, o cidadão e o funcionário que habitam o mesmo corpo.

Atenciosamente a pessoa humana e o cidadão que responde pelo nome de Ivan Viana do Nascimento, que realiza a função pública de professor sob a matrícula número 153.820-9B.

Ivan Viana do Nascimento”

PROFESSOR DE FILOSOFIA SOFRE RETALIAÇÕES DA SEDUC-AM

O fato ocorrido com o professor Ivan do Nascimento, da Escola Estadual Dom Milton Correa Pereira, foi divulgado por alguns órgãos de imprensa local apenas como fato, não fazendo do evento um desdobramento, uma análise, pois como se sabe, todos os jornais e demais órgãos jornalísticos no Amazonas, sem exceção, estão ligados ao poder constituído e nada que o critique é publicado.

Nesta ocasião, estamos publicando um boletim de esclarecimento produzido pelo professor Ivan do Nascimento e outros educadores,  sobre o acontecimento do dia 25 de outubro de 2011, ocorrido na frente da Assembleia Legislativa do Amazonas.

“O professor de Filosofia, Ivan do Nascimento, da Escola Estadual Dom Milton Corrêa Pereira, localizada no Bairro Cidade Nova, em Manaus, fez seu plano de aula tendo como tema, Filosofia e Cidadania.  Como gesto concreto da atividade filosófico-educadional, os estudantes fizeram um abaixo-assinado coletando seis mil e quinhentas assinaturas em prol da reforma da escola.

A atividade filosófico-educacional culminou com um evento público em frente à Assembleia Legislativa do Estado no dia 25 de outubro de 2011, exigindo a reforma da escola abandonada a mais de 10 anos pelo Governo do Estado. O evento era chamado de aula de cidadania.

A aula da cidadania teve participação da Rádio Libertária Candiru, trabalhadores em educação, escritores e estudantes do Ensino Médio.

Professores e estudantes do Ensino Médio levaram o abaixo-assinado à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas.

O abaixo-assinado em prol da reforma da escola foi entregue no ato ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ricardo Nicolau, numa aula de cidadania, ministrada por professores com Licenciatura Plena em Filosofia pela Universidade Federal do Amazonas – UFAM.  Mas a Secretaria de Estado da Educação e Qualidade do Ensino – SEDUC, na pessoa do seu Secretário de Estado e professor do Departamento de Filosofia da UFAM, Gedeão Timóteo Amorim retaliou o movimento da cidadania, suspendendo o professor de Filosofia por um tempo de cinco dias. Com efeito, esta conduta do Secretário pode representar estratégia de terror contra a comunidade escolar.

Por causa da aula da cidadania, em 03 de novembro, o professor de Filosofia foi conduzido pela direção da escola a assinar o Registro de Ocorrência (RO) sendo suspenso de suas atividades educacionais por cinco dias sem lhe terem concedido o constitucional direito de defesa, caracterizando assédio moral contra o professor, numa conduta do governo, reacionária e extremamente repressiva, só comparável aos governos fascistas.

Essa conduta revela o desejo do governo em querer sabotar e acabar com o estudo de Filosofia na rede estadual de ensino do Amazonas. Parece vingança de Gedeão, que fora derrotado pela Associação dos Sociólogos do amazonas, que juntamente com os professores e  de maneira pacífica conquistaram a realização de aulas de filosofia nos três anos consecutivo do Ensino Médio. Revoltado com esta situação, o secretário em questão, agora persegue professores que promovem a formação da cidadania.

Que moral tem este secretário para suspender professores? Secretário que emprega professores em condições sub-humanas através de processos seletivos e em cargas dobradas. Secretário que permite educadores sofrerem constrangimentos  e vexames na hora das chamadas renovação de contratos, onde os professores são forçados a curvarem a cabeça e a submeter-se a avaliações inadequadas feitas por seus diretores que também são professores e a cada eleição transformam-se em meros cabos eleitorais fazendo da escola  trampolim eleitoral.”

Além do Manifesto, o professor Ivan do Nascimento e demais educadores traçam o quadro tanático do ensino no Estado do Amazonas e indagam porque no último resultado do Exame Nacional do Ensino Médio fomos os piores. Como causa,  indicam: processo seletivo contínuo, concurso público de 2011 ainda não concluído mas que não atenderá ao número de vagas; silêncio do SINTEAM que se encontra vendido ao governo; silêncio das massas; questão salarial, gestão escolar e estrutura física das escolas.

A educação no Amazonas tem sido tema constante neste blog. Nos últimos dias abordamos a questão da inutilidade que é comitiva da SEDUC-AM participar de Mostras de Painéis quando há outros mecanismos de avaliar o desempenho de uma escola como através da própria internet e do SADEAM, especificamente. Tratamos da educação municipal com o prefeito  cassado, distribuindo prêmios e fazendo promessas.

A atitude do professor Ivan do Nascimento, numa escola conservadora, inerte, fechada, para o sistema é um vexame. Vexame para a direção da Escola e de seus pedagogos que pelo visto não acompanham o planejamento dos professores, pois se o acompanhassem teriam visto que o mesmo havia colocado no seu plano de aula o tema Filosofia e Cidadania e como parte prática a coleta de assinaturas num abaixo-assinado exigindo a reforma da escola. Teriam discutido, refletido sobre a proposta. Como não há planejamento e cada professor faz o seu, acontecem situações como essas. O professor fugiu da aula desértica, da aula do livro. O professor foi para a aula prática e cidadania é práxis, é vivência e o viver daquilo que estudou, leu e com a razão, distancia-se e refletindo, participa da vida coletiva. Exigir a reforma de uma escola degradada, sem condições, sem quadra para a prática de esporte não pode jamais ser considerado como crime e que sem dar o direito de defesa, punir o profissional com suspensão como se aluno fosse. Escola não é lugar para punição, nem de professor, nem de aluno ou de quem quer que seja. Em havendo tais arbitrariedades,  significa que não possuímos escolas democráticas e por isso nossos índices nas avaliações nacionais dão sinais de que há muita coisa errada na educação do Amazonas.

NINICOLAU E A MAMATA NA ALE-AM DA ERA TRIBULINS CONTINUA

Dia 28 de outubro, dia do funcionário público, todos que trabalham no governo, tanto municipal, estadual ou federal deveriam comemorá-lo ganhando salário que tivesse como princípio a isonomia. É claro, que funcionários mais antigos percebem um salário maior pelo tempo de serviço e de acordo com os planos de carreira de cada órgão governamental.
Por ocasião da inauguração da ponte da ilusão falávamos que ali compareciam funcionários protestando por melhores salários. Alguns com salários que muitos dos presentes não  tinha.
Há na esfera pública órgãos que nesta questão salarial não prezam pela isonomia. A Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas e tribunais são referências neste caso. Poderá até parecer despeito, dirão alguns, nosso texto, mas não é. É um tema que reflete uma injustiça social. A ALE desde a época do Tribelarmino  Belão Lins, para os íntimos, vangloriava-se pagar aos  funcionários o ticket alimentação de R$ 900,00.
Tomando como referência a SEDUC-AM, há  nessa Secretaria, professores contratados percebendo mensalmente R$ 1.268,88, descontado o INSS/R.D.A de R$ 114,19, o professor tira líquido R$ 1.154,69. Subtraia-se ainda, cota do café, da bolacha, presente do dia do diretor, do pedagogo e coisitas mais, paft, foi-se os tutus.

Esse professor não tem ticket alimentação e nem o pagamento do vale transporte. Diferente da Prefeitura Municipal na época do português Eira, que pagava R$ 200,00 e o vale transporte equivalente a 44 passagens. O prefeito cassado pela insigne juíza Maria Eunice Torres do Nascimento, Amazonino  Vaia Mendes, mantém o pagamento. E o professor do Estado vai pagar ainda R$ 2,75 no transporte coletivo, sem reajuste no seu salário.
A mamata na ALE-AM vai aumentar. A Mesa diretora decidiu reajustar esse ticket para R$ 1.000,00  pilas para todos os 1,8 mil servidores concursados e comissionados. Para os que ganhavam R$ 500 de vale medicamento perceberão R$ 600,00. Essa injeção de ânimo para uma casa pulsante também na inutilidade vai causar um prejuízo de R$ 200 mil pratas por mês ao cofre do Estado.
Enquanto isso, o professor da SEDUC-AM, PSS, se vira, quase sempre com três cadeiras para poder sobreviver.
Ainda bem que já vemos educadores conscientizando-se que não dá mais para trabalhar três turnos. Ele fatura R$ 3.500,00, mas depois adoece e o dinheiro que ganhou não vai dar para recuperar sua saúde.
São essas formas de injustiças sociais que devem ser abolidas tanto no município, como no Estado e no próprio governo federal.  

AUDIÊNCIA PÚBLICA “A CÂMARA QUER TE OUVIR”

DEPUTADO JOSÉ RICARDO RECOMENDA À SECRETARIA DE DIREITOS HUMANOS SUSPENSÃO DE REITEGRAÇÃO DE POSSE DA OCUPAÇÃO JOSÉ ALENCAR

O deputado estadual José Ricardo Wendling (PT), a pedido da ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, esteve com sua equipe no último sábado na ocupação José Alencar, no Tarumã, zona Oeste de Manaus, a fim de fazer uma observação in loco para elaborar um relatório completo sobre a ocupação.

Diante do conflito entre os ocupantes e o poder público, afora a denúncia de que grupos armados os ameaçam, o relatório foi formalizado com várias recomendações e foi enviado ontem à ministra. Entre as principais recomendações, estão:

  • que seja suspensa a reintegração de posse para realização de audiência de conciliação com o poder público;

  • que sejam intimadas as instituições e órgãos ligados à moradia e ao meio ambiente para audiência de conciliação, na tentativa de encontrar alternativa habitacional para as famílias ameaçadas de despejo;

  • compromisso da Prefeitura e do Governo para participar das negociações, garantindo o direito à moradia e protegendo a coletividade das famílias;

  • intervenção do Ministério Público Federal e da Defensoria Pública estadual, como garantidores de que as famílias sejam juridicamente assistidas;

  • e imediata utilização, tanto do executivo estadual quanto do municipal, dos instrumentos do Estatuto da Cidade, na busca do cumprimento da função social da propriedade, garantindo o direito à moradia.

José Ricardo propõe ainda que sejam utilizadas propostas de política habitacional para solucionar o impasse formado. “E não é doar casas, mas fazer como o Governo Federal, por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida, que vende moradias a preços populares e facilitados aos mais pobres. Hoje, se um cidadão quiser comprar um lote de terra do Governo ou da Prefeitura, não encontrará nada nesse sentido. Falta planejamento”, finalizou.

O BOLSONARO DO AMAZONAS

Depois da estupidez racista-homofóbica do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), nos estados apareceram diversas manifestações do mesmo preconceito baseado no medo, na hipocrisia e brutalidade advindos do mais baixo grau de inteligência. O Amazonas, como não poderia faltar, está representado, tendo como líder dessa representação o deputado estadual, pastor da Assembleia de Deus, amicíssimo do clã Câmara, Wanderley Dallas (PMDB).

Na semana passada, em discurso na Assembleia Legislativa do Amazonas (Ale-AM), Dallas disse a respeito da PLC 122, lei que pune a homofobia que está tramitando no Congresso, que “essa é uma lei vergonhosa, que finge proteger a prática homossexual, porém, sua intenção real é colocar uma mordaça na sociedade e criminalizar os que são contra o comportamento homossexual”.

As balas de Dallas são de um franco atirador tentando inverter a situação real em suas fantasias individuais, muito diferente do que diz – ou deveria dizer – respeito a um parlamentar. A lei que pune a homofobia é justamente para proteger a sociedade de um crime hediondo praticado constantemente. O crime que não só tenta colocar uma mordaça nos homoeróticos, mas que também exclui, tortura e mata. Dallas, sem ter um buraquinho por onde passar a inteligência, como diria Deleuze, não percebe que ir contra o comportamento homossexual é um crime; pior, é uma aberração, pois se o mundo é gay não há razão para lutarmos contra o que não somos.

Em sua total redução intelectiva, Dallas manda mais balas. “Criticar é um direito garantido na Constituição e, isto, é uma mordaça à livre manifestação do pensamento.” Mas ninguém tema, já que a arma de balas bateu o catolé. Criticar é analisar uma matéria em seus pormenores a partir da razão, como diria Spinoza-Marx e não a partir do ter ouvido as tradições da moral judaico-cristã.

Dallas também demonstra não conhecer a Constituição. Sua referência ao artigo 5º é mais uma frustrada tentativa de inversão. “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (…) IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato.” Como dissemos, pensar é da ordem da razão. Dallas não pensa, já que utilizar a razão e pensar é coisa outra do que apenas exteriorizar um discurso batido de suas mistificações individuais dogmáticas.

Batendo o catolé, Dallas tenta esconder a arma do crime, dizendo que não tem preconceito a homossexuais, que tem amigos homossexuais, que os respeita como cidadãos. Para ele, o problema é que a PLC 122 é um perigo para a formação do cidadão. Que amigos? Que amigo? Além de Dallas confundir suas “amizades” particulares com a res-publica, ele está dizendo diretamente a seus “amigos” homossexuais que eles são meros protótipos de cidadãos, uma vez que, estando à mercê das piadinhas, do preconceito na escola, no trabalho, da perseguição de algum psicopata, eles não estão amparados pelo estatuto da cidadania, o que a PLC tentará restabelecer.

Descoberto em sua camuflagem, Dallas manda balas para todos os lados. “Eu combato as drogas e luto contra a pedofilia. É meu dever de homem público legislar para todos, sem favorecimento para qualquer setor.” Falando em isonomia, Dallas diz que as leis brasileiras são as mesmas para homossexuais, heterossexuais, preto ou branco, bêbado ou prostituta. “Não pode haver uma lei que beneficie apenas um grupo. O Brasil é conhecido por ter liberdade religiosa e respeito a todos”, fecha o cerco. Além de fazer uma confusão de ideias confusas, igual a Bolsonaro, Dallas resvala para o racismo: “preto ou branco”. Dallas não usa a palavra “negro” (raça negra), mas “preto” (cor), o que em si constitui racismo contra os negros. Pelo jeito, Dallas é a favor do mesmo tipo de liberdade religiosa que fez um cristão no século XVI assinar o estatuto da escravidão.

Desesperado, vendo fantasmas por todos os lados, Dallas atira suas balas no próprios fantasmas de sua imaginação, confundindo Estado laico com Estado teocrático, confundindo a Constituição com a Bíblia, e ainda discrimina idosos e deficientes. “O certo”, diz ele, “é que não podemos deixar nenhum setor da sociedade alterar texto da Bíblia por conveniência. Além disso, o projeto traz no seu bojo privilégios que nem idosos e deficientes têm no Brasil.” Quer corrupção maior do que a de um parlamentar que desconhece que o Brasil é um país laico, que aqui se é livre para crer até em fantasmas, como Dallas. Por acaso ter a segurança civil de sua integridade física e mental é algum privilégio? Ou Dallas está querendo dizer que também existe preconceitos a velhos e deficientes nas igrejas?

Finalmente, acreditando que não acertou ninguém, pois apenas atirava em seus próprios fantasmas, Dallas descarrega suas últimas balas no próprio pé, ao dizer que o artigo 16º da PLC 122, em sendo aprovado, faz da própria Bíblia um livro homofóbico, fazendo com que um homossexual que se sinta constrangido, humilhado, intimidado pelos textos sagrados que condenam o “homossexualismo”, podendo até a Bíblia ir presa, quanto mais os padres e pastores, que poderão ir algemados, “presos por policiais como criminosos por não cumprirem a lei”. Dallas não sabe que num Estado verdadeiramente democrático, nenhuma religião pode ferir criminosamente quem quer que seja, seja de forma física, seja emocionalmente, que a religião é uma questão de foro íntimo, e que seus livros não são válidos como universais e jamais poderão se superpor à Constituição. A não ser que o Estado seja apenas um arremedo de democracia: uma fajuta democracia representativa. Uma democracia que permite com que pessoas medrosas como o pastor Dallas sejam alçadas ao direito de legislar em causa própria, de acordo com seus preconceitos fundados no medo e na estupidez.

Para quem acreditar que este intempestivo bloguinho está dando muito cartaz para o filme do truculento Dallas, sabemos que suas balas são de festim hollywoodiano. O que nos importa é analisar o discurso de Dallas, que o mesmo de Bolsonaro, que é o mesmo de tantos outros parlamentares homofóbicos em outros estados. A aprovação da PLC 122, assim como o afastamento de personagens como Dallas da política, em sua acepção grega, podem aproximar cada vez mais o Brasil de um processual realmente democrático. Então, vamos lá, Brasil, rumo ao Mundo Gay!

SINÉSIO VS JOSÉ RICARDO: O CADA VEZ MAIS PTNININHO DO AMAZONAS

“A decadência eleitoral de Sinésio só não foi completa nas eleições passadas porque ele foi puxado pela legenda por José Ricardo.”
Texto deste bloguinho logo após as eleições do ano passado

O Partido dos Trabalhadores é considerado um dos maiores eventos políticos democráticos do mundo, realizador das fissuras necessárias para a apresentação do Novo ali no final da Ditadura e durante a Abertura (e a dita ia dura mesmo com a Abertura, diria Gonzaguinha). Um partido que surgiu a partir da singularidade de trabalhadores, sindicalistas, artistas, estudantes, professores e muitas outras classes e categorias. E durante toda a última década do século passado, embora no preenchimento das cadeiras, no quadro político partidário predominasse a direita retrógrada reacionária liberal (PFL) e, pior, neoliberal (PSDB), por todos os estados parlamentares do Partido dos Trabalhadores se colocavam, a partir da inteligência e sensibilidade, como verdadeira oposição, que fazia recuar a sanha autoritária daqueles que só queriam açambarcar as verbas, bens e cargos públicos. Além dessa posição, a capacidade de apresentar projetos de interesse da população fez com que o PT fosse cada vez mais aumentando suas bancadas e garantindo eleições majoritárias nos estados até a eleição daquele que se tornaria o maior presidente de toda a história do Brasil: Lula.

Ao contrário disso, enquanto o Partido dos Trabalhadores crescia potencialmente no desejo democrático da multidão, indo até a eleição da primeira presidenta do Brasil – Dilma -, muitos indivíduos (sem nada de singularidade), principalmente aqueles que não tinham cartão de visita (não eram Filho, Neto ou Tataraneto de algum conservador), se aglutinaram na sigla – para estes, só uma sigla – PT: é o caso de Sinésio Campos no Amazonas.

Sinésio, assim como o casal híbrido Vaneron, do PC do B, vem daqueles que sempre soltaram no gogó o arroto ‘cacacolizado’ de esquerda. O que Sinésio fez foi criar o PTAM – ou PT “Oh! My Darling!” -, uma espécie de burocratização centralizadora dos movimentos sociais ligados ao Partido dos Trabalhadores no Amazonas. Foi nessa linha dura conservadora que ele seguiu até se tornar serviçal de Eduardo “Sem Perfil” Braga quando governador, atuando como líder do governo na Assembleia do Estado do Amazonas (Ale-AM).

Nesse trajeto, além de brecar o aparecimento de outros nomes do partido que faziam (muitos ainda fazem) trabalhos de base, como o pessoal do núcleo de Petrópolis, Sinésio passou a ter o papel de cindir o partido e forçar apoio à direita canhestra que predomina há três décadas no Amazonas. Foi o que se viu na sua posição em relação à candidatura de Francisco Praciano a prefeito de Manaus em 2008, e é o que se vê quando ele, tornando-se líder “natural” (nada de natura spinozista, é claro) do atual governador Omar Aziz (PSD), tenta forçar José Ricardo a participar da base do governo.

Após as eleições do ano passado, quando dizíamos que a vitória Praciano em 1º lugar para deputado federal e de José Ricardo em 3º para deputado estadual, inclusive com este puxando Sinésio pela legenda, era a vitória do voto democrático e uma vitória dentro do Partido dos Trabalhadores contra o PT apequenado de Sinésio e Ademar Bandeira. Posteriormente, dissemos também neste bloguinho que da atuação de José Ricardo em eliminar a genuflexão de Sinésio se formaria uma possibilidade do único nome de oposição que se apresenta até o momento para uma candidatura majoritária ano que vem em Manaus. É assim que José Ricardo afirma que não concorda com a posição rastejante da diretoria local ao governo, definindo assim que encontrará formas de continuar na sua atuação independente, fiscalizando os gastos públicos e denunciando as corrupções da casa, além de apresentar propostas de interesse de toda a coletividade.

Antes falávamos da subalternidade e limitação intelectiva de Sinésio, mas agora se sabe que ele sabe o que quer. Juntamente com sua decadência eleitoral ele vai tornando o PT PTinininho, PTinininho… até se extinguir.

JOSÉ RICARDO PROPÕE PEC QUE FIXA PRAZO PARA O TCE JULGAR CONTAS MUNICIPAIS

O deputado estadual José Ricardo (PT) apresentou ontem mais argumentos para reforçar o pedido de Proposta de Emenda à Constituição Estadual (PEC), que altera o artigo 40 da Carta, referente à prestação das contas públicas do Governo do Estado e prefeituras analisadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE).

O parlamentar observa que a Constituição Estadual estabelece o prazo de 60 dias para julgamento das contas apenas do governo do estado, mas não define nada em relação aos municípios. Ele chama a atenção também para as lacunas da Lei da Responsabilidade Fiscal.

O que se vê, na prática, principalmente no que diz respeito às contas dos municípios, é que não existe um prazo. Já demonstrei na semana passada que há municípios cujas contas só foram apreciadas depois de quatro, cinco, seis e até oitos anos depois de encerrado o mandato”, enfatizou Ricardo.

Ele propõe que seja estabelecido o prazo de 180 dias para as prefeituras municipais tenham suas contas julgadas, acrescentando-se a inclusão da medida na Constituição do Estado do Amazonas.

O deputado lembrou do desvio de R$ 19 milhões das prefeituras de Tefé, Tabatinga e Pauini. “Ou seja, é dinheiro público da saúde e educação que é desviado e não chega a quem mais precisa, no caso, a população mais pobre”, argumenta.

Ricardo finalizou lembrando ainda que o TCE pune com multa de até R$ 2 milhões autoridades públicas com “problemas nas prestações de conta” e “má utilização do dinheiro público”, sendo, portanto, necessária e urgente a fixação do prazo de julgamento no TCE como mecanismo de combate à corrupção e malversação do dinheiro público.

JOSÉ RICARDO DISCUTE A FALTA DE INVESTIMENTOS DA ZONA FRANCA NOS MUNICÍPIOS DO INTERIOR

Há mais de 40 anos fundada, a Zona Franca de Manaus tem servido como ponte aérea de capital para as multinacionais (que exploram a mão de obra barata e a isenção de impostos), para a sanha demagógica  dos políticofastros e para desvio de verbas bilionárias como o que o grupo de Flávia Grosso realizou.

Assim, enquanto o estado do Amazonas tem um dos maiores Produto Interno Bruto (PIB) do país, a capital Manaus (que possui sozinha a metade da população do estado) sofre com o crescimento desordenado, com a pobreza e carência de serviços públicos indispensáveis, enquanto os outros 61 municípios vêm há séculos totalmente abandonados pelas instâncias públicas.

Apesar disso, até o momento nenhum parlamentar da Assembleia Legislativa do Amazonas (Ale-AM) havia observado a questão e levado-a além da demagogia. É aí que entra o trabalho singular do deputado estadual José Ricardo (PT), que apresentou ontem requerimento para a realização de uma audiência pública, por meio da Comissão de Ciência e Tecnologia da Ale, da qual é presidente.

José Ricardo quer debater Zona Franca de Manaus e ações voltadas aos pequenos empreendedores

O deputado estadual José Ricardo Wendling (PT) está propondo realização de Audiência Pública para debater o atual modelo Zona Franca de Manaus (ZFM), por meio das Comissões de Ciência e Tecnologia, da qual é presidente, e de Indústria, Comércio Exterior e Mercosul. Para ele, a Zona Franca, que tem recordes de faturamento, deve ter olhar voltado para a interiorização e aos pequenos empreendedores. “Porque não se pensar numa Zona Franca das Micro e Pequenas Empresas?”.

Ele destaca que o faturamento da Zona Franca de Manaus tem crescido nos últimos anos: U$$ 26 bilhões (R$ 50 bilhões) em 2009, U$$ 35 bilhões (R$ 62 bilhões) em 2010 e somente nos dois primeiros meses de 2011 já ultrapassou os U$$ 5 bilhões, um crescimento de 29%, se comparado com o mesmo período do ano passado. Dentre os setores, destaca-se o pólo de eletroeletrônico, que já produziu mais de um milhão de TVs de LCD em janeiro e fevereiro deste ano e projeta produzir nove milhões até o final do ano.

Esse resultado positivo acarreta no aumento da arrecadação do poder público: mais impostos federais e maior ICMS para o Estado, que já tem R$ 10 bilhões no orçamento para 2010, podendo superar esses valores. Também temos uma maior arrecadação para o FTI (Fundo de Fomento ao Turismo, Infra-Estrutura, Serviço e Interiorização do Desenvolvimento do Estado do Amazonas), para o FMPE (Fundo das Micro e Pequenas Empresas) e para a UEA (Universidade do Estado do Amazonas). Esperamos somente que esses recursos sejam, de fato, utilizados para essas finalidades”.

Mas como nem tudo são flores, José Ricardo faz um contraponto de todo esse faturamento da ZFM, que completa este ano 44 anos de existência, do aumento da arrecadação do Governo com a realidade do Estado. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), quase metade da população do Amazonas vive em condições de pobreza, sendo que essa situação pouco melhorou nos últimos 15 anos, ficando o Estado nos últimos lugares do País.

O deputado afirma que cresceram as riquezas geradas no Estado, mas não mudou a realidade social: a saúde está um completo abandono e a educação está entre as piores do País, faltando interiorização e prioridade efetiva. Além disso, ele ressalta que os salários dos trabalhadores do Pólo Industrial não aumentaram na mesma proporção da arrecadação da ZFM. “Por isso, a necessidade de se debater os resultados da Zona Franca e o futuro desse modelo, para que haja mais qualidade de vida ao povo amazonense”.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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