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LULA, DILMA, ARTISTAS E O POVO FESTEJAM A INUNDAÇÃO DO SERTÃO NORDESTINO

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O Sertão nordestino está em festa. Nunca deixaremos de cantar essa conquista que é a chegada da água no Sertão do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

A classe dominante e a seca  foram muito severos com o nordestino. Esse povo comeu o pão que essa elite e os coronéis amassaram. É um povo de retirantes como muito bem cantou João Cabral de Melo Neto no poema Morte e Vida Severina.

A seca expulsou nordestinos para o Sul e para o Norte. No Amazonas tornaram-se soldados da borracha. Para cá vieram levas deles para trabalhar na exploração do látex que promovia o boom da economia no Amazonas. Dessa época, fruto do suor desses trabalhadores foram construídos prédios como o Teatro Amazonas, Palácio da Justiça, Palácio Rio Negro, símbolos da burguesia predadora amazonense. Nos panteões desses monumentos não aparece nenhum nome desses soldados da borracha, desses trabalhadores, trabalhadoras. Só constam nomes dos governantes.

“Setembro passou/ Oitubro já veio/ Já estamos em Novembro/ Meu Deus que a de nós/ Assim fala o povo/ Do seco Nordeste/ Com medo da peste/ Da fome feroz” mandou ver o poeta da roça, Patativa do Assaré.

O eu lírico cantante interrogava, questionava a seca, o medo e a fome. Meu Deus o que a de nós?

As quatro estações que no Sul do Brasil são todas definidas, no Sertão só é Sol e verão. E tem eleições e só os coronéis, classe dominante as ganham e o povo a morrer, tísico, como retirante vai pro Sul, Centro Oeste tornar-se Candango.  Constrói Brasília.

Sempre explorado em todas as partes e a Literatura e as demais artes como o Cinema mostrando o Cangaço, Lampião e Maria Bonita, Padre Cícero e o Juazeiro do Norte, a forma de mistificação e religiosidade usada para cultivar a dominação como se vê em Antônio Conselheiro, Canudos, Os Sertões de Euclides da Cunha, Geografia da Fome de Josué de Castro.

Não podemos esquecer o alagoano, autor de Memórias do Cárcere, Vidas Secas, Angústia, São Bernardo, Graciliano Ramos. E cabe aqui citarmos um trecho de sua obra Vidas Secas intitulado Festa. É uma família que morava no Sertão e um dia foram participar de uma festa religiosa na cidade. As crianças nunca tinham ido à cidade. Quando lá estão a chegar deparam-se com coisas e objetos que nunca tinham visto e não sabiam seus nomes. Ficaram maravilhadas. Será que tudo aquilo tinha nome? Os homens tinha capacidade de memorizar tantos nomes?

É dessa forma que hoje estamos a ver no nordeste do Brasil,  todo mundo maravilhado com a chegada da água da transposição do rio São Francisco feita por Luís Inácio Lula da Silva, Dilma Vana Rousseff e por milhares de trabalhadores que devem ter seus nomes gravados e mencionados nos panteões de concreto dos aquedutos, reservatórios e nos eixos de distribuição. A água eles não conheciam na quantidade e volume que chega hoje. Só ouviam falar, era rara, escassa. Era racionada. Ninguém pulava na água. Hoje, tem peixe e pescadores. Hoje, onde ela chega é motivo de festa e festa porque ela foi idealizada por um grande brasileiro, o maior e melhor presidente do mundo. O turismo e o comércio nas margens dos reservatórios é um sucesso.

Natural de Garanhuns no Sertão de Pernambuco, o maior, pobre, retirante foi pra São Paulo no Pau de Arara e nunca esqueceu os seus concidadãos. Era preciso resolver o problema da seca no Nordeste. Nas duas monarquias que este país teve esse projeto foi pensado. Dom Pedro II e Dom Fernando Henrique Cardoso príncipe sem Trono amigo de um afrodescendente originário de países nórdicos não os concretizaram. Concreto mesmo, só com o nordestino, Doutor Honoris Causa de inúmeras Universidades espalhadas por todo o mundo, Luís Inácio Lula da Silva.Resultado de imagem para imagens de lula e Dilma na transposição do São FranciscoA transposição da água do rio São Francisco para o Sertão de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte é obra iniciada em 2007 com Luís Inácio Lula da Silva. A ida, outro dia lá, do golpista Temer foi só pra nos fazer rir porque o povo do nordeste, do Brasil e até os minerais sabem, principalmente a água que o idealizador do projeto foi Lula e continuado por Dilma a presidenta que foi eleita com 54.501.118 votos.

Os méritos dessa grande, portentosa  e magnífica obra é dos governos populares de Luís Inácio Lula da Silva, Dilma Vana Rousseff, João Cabral de Melo Neto, Ariano Suassuna, Patativa do Assaré, Belchior, Lampião e Maria Bonita, Zumbi dos Palmares, Graciliano Ramos, Lourival Holanda, Glauber Rocha, João Guimarães Rosa, Manuel Bandeira, todos, todos que trataram sobre as mazelas e misérias do nordeste e especialmente é obra do Povo, dos verdadeiros democratas sem demo do Brasil.

 

TEMER FANTASIA QUE A QUADRA NATALINA VAI FAZER O BRASILEIRO ESQUECER UM POUCO DELE. LEDO (IVO) ENGANO: NEM O PAPAI NOEL COCA-COLA FARÁ ESSE MILAGRE

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O homem não é reificação, fetichização, alienação. O homem é real, diz Marx. Real em sua totalidade. Os objetos e as ideias que produzem a realidade humana continuamente afetam os homens, mulheres e crianças. Não é porque em um determinado momento a consciência de alguém lhe posicione direcionada a um objeto ou ideia que esse alguém abstraiu do mundo. O homem é sua consciência posicionada e sua consciência circunvizinha.

         Há temas atuais que se tornam presentes nas pessoas, principalmente temas coletivos que se impõem intensivamente a elas. São os temas tidos como concretamente imprescindíveis ao entendimento e a práxis. Como o tema principal de toda sociedade é apresentado como tema econômico, de onde desdobram outros temas, que fazem das pessoas suas contínuas totalizações, destotalizações e retotalizações, como mostra o filósofo Sartre, o brasileiro atual, dessa época cruel do golpe, não faz qualquer abstração do sofrimento que vem vivenciado pela imposição perversa das aberrações golpistas.

       Dizem que o golpista-mor, Temer, espera que, contagiados pelo espírito natalino, os brasileiros, esqueçam um pouco do Brasil atual. Ledo (Ivo) engano. O povo brasileiro não esquece a dor em razão da intensidade de dois corpos. Um é que o Natal é festa-comunalidade, onde o povo encadeia afetos produtivos de existir coletivamente. Existir sem a opressão da dor. Como, no momento, o povo sofre, coletivamente, ele vai se lembrar dos causadores dessa dor que violenta a afeição-móvel da alegria natalina. Ou seja, a dor, que é composta de corpos econômico, social e imoral, estará sendo questionada durante esse momento cruel que é uma brutalidade contra a confraternização-cristã.

       O outro corpo é o Papai Noel Coca Cola, que continuamente tenta desfigurar o verdadeiro sentido da festa natalina que é simbolizada original e singularmente, pelo presépio onde os personagens Cristo-menino, Maria, José, os Reis Magos e os animais encadeiam movimentos afetivamente alegres.

        O Papai Noel Coca Cola não tem qualquer relação com o Natal, nascimento de Jesus Cristo. O Papai Noel Coca Cola é uma personagem criada como figura de marketing no ano de 1931, aproveitando a tradição de São Nicolau, no século 3 depois de Cristo, com as cores vermelho, branco e cinto preto criado por Thomas Nast, em 1886, para empurrar a venda do condicionante refrigerante aos norte-americanos e aos americanófilos  espalhados pelo mundo.

        Como a Coca Cola é a representação maior do capitalismo consumista dos Estados Unidos espalhada pelo mundo, e quando se fala de mundo também se inclui o Brasil, apesar dos golpistas estarem fazendo todos os esforços para excluí-lo do mundo -, essa representação se mostra como possibilidade de compra no contexto da sociedade de consumo que transformou a comemoração de Natal (?) em gastos e lucros. E é aí que parte dos brasileiros vai lembrar de Temer travestido de Papai Noel da Coca Cola. Um Papai Noel que pretende arrotar abacaba*, mas só arrota Coca Cola. Para a dor desses brasileiros.  

           Temer não tem escapatória. Com São Nicolau ou com o Papai Noel Coca Cola, Temer será lembrado com um sonoro Fora Temer.

           Natal é presépio e não Papai Noel Coca Cola. 

         Abacaba é uma palmeira da Amazônia que produz um fruto que é usado para fazer um gostosíssimo vinho. Na linguagem da Amazônia é usada para tirar sarro de gente que tenta simular o que não é. “O cara tá arrotando a maior abacaba”. Exemplo mais concreto: “O otário toma Coca Cola e vem aqui com a gente arrotar a maior abacaba”

ZYGMUNT BAUMAN, FAMOSO SOCIÓLOGO POLONÊS, DIZ QUE O BRASIL “É UM MILAGRE: TIROU 22 MILHÕES DA POBREZA”

SIGMUND-BAUMANO intelectual Zygmunt Bauman é conhecido no mundo do pensamento além do mundo determinado como rigidez, como sociólogo, entretanto em virtude da condição de pensar ultrapassando o dado, encontra-se mais para filósofo do sociólogo. Na flor de seus 87 anos, mostra como atua a vida em todas as dimensões existenciais. Sempre um transcender constitutivo do viver.

Ele que já esteve algumas vezes no Brasil, em entrevista ao Observatório da Imprensa fez uma afirmação que deixou as direitas estrebuchando no chão de suas invejas. Depois de comentar e analisar o mundo em sua perspectiva política, afirmou que o Brasil “é um milagre”. E governantes de todo o mundo chegam ao Brasil para aprender como os governos populares tiraram 22 milhões de brasileiros da pobreza. Uma breve correção ao filosofo: não foram só 22 milhões, mas quase 40 milhões. O que importa é sua preocupação mundial com a condição humana.

“Vocês estão no caminho certo e eu espero de todo meu coração que vocês cheguem lá. Eu apenas direi que os representantes de 66 governos do mundo vieram para o Rio de Janeiro para s consultarem, para aprenderem sobre a experiência de tirar 22 milhões de pessoas da pobreza.

Ninguém mais repetiu esse milagre, só o Brasil. Desejo que continuem isso”, afirmou Zygmunt Bauman.

“Vocês estão no caminho certo”, mas a estupidez e obtusidade das direitas não enxergam. Elas no poder logicamente mandariam todos esses brasileiros de volta ao sofrimento da exclusão.

A FOME NO MUNDO CHEGOU A DIMENSÃO DE ESCÂNDALO, DIZ PAPA CHICO

cubapapa72550Em suas condições biológicas-instituais, todos os animais têm fome. Os animais em seu hábitat natural comem. O homem em seu hábitat natural come e não come. O homem da sociedade capitalista come por força de seu dinheiro. Quem não tem dinheiro passa fome, mas a fome não passa.

O capitalismo se toma como sistema econômico de riqueza. Porém, a riqueza é para poucos que comem em abundância e estragam os alimentos. Outros que não são ricos, mas podem comprar a morte de suas fomes, comem. E também estragam alimentos. Os alimentos são mercadorias que proporcionam lucros para seus proprietários, desta forma a fome nas cidades encontra-se intrinsecamente ligada ao capital.

O instinto-fome tornou-se institucional por força dos Estados em forma de indústria alimentar ou instituição responsável pelos alimentos. Como ocorre com a institucionalização da água, onde o homem tem que pagar para beber. Para aplacar a necessidade da fome e da sede o homem, em sociedade, precisa se inserir nessas instituições do universo das mercadorias-alimentos-água. Na pré-história e nas áreas rurais distantes das urbes, os homens satisfazem o instituto-fome-sede sem precisar das instituições do instinto-fome-água. 

Para ter dinheiro para alimentar sua fome e saciar sua sede, o homem precisa de emprego. Com emprego terá salário. E com salário poderá comprar alimentos para matar sua fome. Trabalhando, mesmo com um salário confirmando que é exploração, o homem não precisa da compaixão dos ricos para se alimentar. Nenhum homem precisa de compaixão, já que viver e viver bem, é seu compromisso existencial.

Todavia, o rico não tem compaixão. O que é bom para o pobre, já que ele não servirá de sublimação do mal do rico. Sua compaixão é mais uma de suas máscaras como agente do capitalismo. Concede algumas migalhas a alguns que têm fome para simular um “amor ao próximo”. E com isso lucrar por força de um sentimento calculista.

Quem passa fome sabe junto com o poeta acreano, que “minha miséria não foi Deus que quis muito menos eu”. A fome como reflexo da miséria, é criada pelos homens ricos. Não a fome como instinto é lógico, mas como não ter o que comer. A impossibilidade de comer é a maior ofensa que um homem rico impõe a um necessitado. Uma perversão que escapa do olhar de Deus. Impor fome ao necessitado é se alojar longe da ordem divina-natural.

É o que mostra o papa Chico ao afirmar que a fome hoje alcançou “dimensões de verdadeiro escândalo”. A afirmativa de Chico ocorreu, ontem dia 3, quando da comemoração dos 25 anos do Banco Alimentar.

“A fome alcançou dimensões de um verdadeiro escândalo que ameaça a vida e a dignidade de muitas pessoas, homens, mulheres, crianças e velhos.

Devemos lembrar diariamente desta injustiça: num mundo rico em recursos alimentares, também graças aos progressos tecnológicos, são demasiados aqueles que não têm o necessário para sobreviver.

E isso não acontece apenas nos países pobres, mas também cada vez mais nas sociedades ricas e desenvolvidas.

Este problema é hoje agravado mais pelo aumento dos fluxos migratórios, que leva à Europa milhares de refugiados, que fogem de seus países e que necessitam de tudo”, analisou Chico.

E no Brasil ainda tem uma corja de indigente de burgueses-bulímicos que pretendem o fim do Bolsa Família e invejam a saída do Brasil da faixa da fome.

Posição de pervertidos.

BRASIL NÃO ESPERA E SUPERA A META ESTABELECIDA PELA ONU PARA O COMBATE DA MÍSERIA EXTREMA QUE SERIA PARA 2025

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) junto com o Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome divulgou estudo que mostra que o governo brasileiro – diga-se por coerência histórica: governo popular de Lula e Dilma – conseguiu ultrapassar a meta traçada pela Organização das Nações Unidas (ONU) para a diminuição das desigualdades sociais. Nos planos da ONU, as desigualdades em 50% deveriam ser alcançadas entre os anos de 2000 e 2025.

O estudo mostra que foi o programa Bolsa Família que ajudou diretamente na diminuição das desigualdades no Brasil. Em apenas 11 anos os 10% mais pobres do país tiveram um acréscimo em suas rendas de 120,22%. Já o crescimento dos mais ricos chegou 26,41%. O que significa que a renda dos mais pobres aumentou cinco vezes mais do que a renda da burguesia. E, como já foi publicado dias antes, a pobreza de modo geral no Brasil teve uma queda de 70%.

De acordo com o estudo divulgado, a política social do Bolsa Família mexe com a vida dos beneficiados, porque se encontra calcada sobre três pilares.

       1 – Transferência de renda que contribui para aumento de consumo e movimentação econômica.

       2 – Acesso da população de baixa renda a serviços públicos.

       3 –  Inclusão produtiva dessas famílias.

“Conseguimos atingir e superar a meta da ONU em menos da metade do tempo previsto.

Trata-se de uma abordagem que está ligada a canais diversos de combate a pobreza.

O principal elemento do Bolsa Família tem sido o combate frontal à desigualdade, a capacidade de chegar aos mais pobres dos pobres. O Brasil, que antes era chamado do país das desigualdades, a Belíndia da América Latina, teve no Bolsa Família sua primeira vitória efetiva”, analisou o diretor do Ipea, Marcelo Neri.

Como título de comparação, para quem tem interesse ou para quem tem memória muito curta, Belíndia – junção de Bélgica e Índia, dada a diferença de desenvolvimento econômico, segundo especialistas –  era como se designava a situação da maioria da sociedade brasileira que perambulava em total miséria contrastando com as classes mais nababescas. Tudo isso, nos desgovernos do ’príncipe’ sem trono, Fernando Henrique, responsável pela derrocada do Brasil econômica e socialmente.  

SENADO TERMINA VOTAÇÃO DE PROJETO DE LEI QUE PROIBE A VENDA DE REFRIGERANTES E COMIDAS COM BAIXO TEOR NUTRICIONAL EM ESCOLAS

Em votação terminativa, o Senado terminou ontem, dia 21, o projeto de lei que proíbe a venda nas cantinas das escolas de refrigerantes e alimentos com elevados teor de açúcares, gorduras saturadas, gordura trans ou sal.

O objetivo do projeto, que já transitava há mais de oito anos no Senado, é oferecer aos estudantes um cardápio uniformizado de qualidade para estimular ações nutricional e sanitária nas escolas.

Depois da votação no Senado, o projeto segue para apreciação na Cámara dos Deputados.

Um projeto de lei com todo teor saudável, porque impede que refrigerantes como Coca-Cola, continue contribuindo para enfermidades nos jovens, principalmente a obesidade, além de contribuir para a diabetes. E além do além, contribuir com a alienação dos jovens, visto que Coca-Cola não é só um refrigerante: é um símbolo do capitalismo imperial em todas suas facetas consumistas.

CRIANÇAS DO KINEMAZÓFICO DISCUTEM PREÇO DA FARINHA QUE FAZ PARTE DE SEU HÁBITO GASTRO CULTURAL

foto farinha crianças

É muito difícil encontrar um amazonense,  um paraense  ou nortista que não goste de farinha de mandioca. Saborear um jaraqui, acará, tambaqui, pacu, pirarucu, pirara, surubim, pescada ou cinquenta matrinchãs sem a toco mole, seca não faz parte do cardápio desse povo.

Mas eis que  tem sido comum nesta não cidade de Manaus seu povo reclamar diariamente sobre o preço desse essencial produto na mesa manauara. Quando não há peixe, carne, o amazonense, paraense, nortista a colocam na cuia, misturam com água e tomam chibé, ou mingau. 

O preço do produto está abusivo. Há mercearias, supermercados vendendo o quilo a R$ 10,00. Temos informações que na cidade de Maués já chegou a R$ 13,00 reais o frasco (dois litros.)

Aqui em Manaus varia. Vai de R$ 4,50 a R$ 15,00 o quilo. No domingo passado, após a projeção do nosso kinemazófico, atividade que realizamos com as crianças do bairro Novo Aleixo a mais de cinco anos, propusemos um debate  com as mesmas tratando exatamente sobre o preço da farinha.

Antes explicou-se que para fazer a farinha o agricultor faz um roçado. Corta todo o mato pequeno, depois derruba com moto serra as árvores maiores. Antes era com machado. Levava em média uma a duas semana para a derrubada. Hoje com moto serra faz esse serviço em meio dia.

Tudo no chão se esperava que as folhas secassem. Quando estavam todas secas o agricultor as queimava. Tudo era incendiado. Ia  para o espaço labaredas de fogo e fumaça.

Quando não queimava bem o agricultor tinha que “encoivarar”, isto é, juntava os galhos que não queimara para tocar novo fogo.

Feito isso era hora de plantar a maniva. É desse arbusto que fixo na mãe terra surgirá a mandioca.

Passado 8, 9, 10 meses ela passa pelo menos por duas capinas e depois estará pronta para ser colhida, arrancada.

Para arrancar a mandioca o agricultor, dependendo da quantidade de farinha que vai fazer leva no mínimo um dia.

Uma parte é colocada dentro d’agua e outra é descascada para ser ralada. Antigamente era no ralo, manual. Hoje já há meios modernos de cevar. Dez paneiros de mandioca se ceva em menos de 30 minutos. Antigamente levava-se dois dias.

Depois disso retira-se a que está dentro d’agua para  misturar com a ralada. Essa mistura é que vai dar a cor amarela.

Essa massa ficará uma noite descansando para no dia seguinte, por volta da quatro madrugada ser secada no tipiti de onde é extraído o tucupi e a tapioca.

Depois de seca a massa  é peneirada.

Com a lenha retirada do roçado acende-se o forno. Primeiramente a massa é escaldada. Usa-se no caso do Amazonas um remo nesse primeiro momento e quando já está sem a água se usa um rodo.

No final, depois de mais ou menos 3 a 4 horas, dependendo da quantidade de massa a fornada estará pronta. A parte fina, torrada, o “caboco” retira para fazer caribé. Uma bebida apurada bastante consumida por estas bandas.

Adivinhem agora criançada, quanto  custará uma saca de farinha produzida pelo agricultor?

Ele venderá por R$ 50,00 ou, 60,00 reais. Trabalhou uma semana. Haverá pessoas que reclamarão desse preço, mas não levam em conta o trabalho que deu ao agricultor para fazê-la.

O atravessador que não é “besta” vai lá e compra tudo. Depois ele mesmo fará seu preço. O produtor, o consumidor perdem e quem ganha é o atravessador e o comerciante, concluiu Eduardo.

Eles colocam o preço que quiserem porque não há no Estado do Amazonas uma política de preço mínimo para o agricultor e nem fiscalização no comércio. Não há  incentivo para a produção de mandioca. Nessa relação promíscua temos a mais-valia ou mais-valor que proporciona o lucro do explorador, segundo Karl Marx.

Com o bolsa floresta, bolsa verde, bolsa defeso, assentamento do INCRA o caboco não faz mais roçado. Ele não pode mesmo, porque é proibido desmatar. Volta a viver como seus ancestrais viviam. Trabalham pela manhã e folgam a tarde, pois o dinheiro que recebem do governo compram farinha e os demais mantimentos.

Enquanto isso, nossos cinéfilos entenderam o processo de feitura da farinha, da comercialização e da exploração do trabalhador que produz, mas no final acaba como  o grande perdedor. Só não perdeu a Micaela que no sorteio ganhou um quilo de farinha que custou R$ 10,00 reais importada de Santarém, do belo Estado do Pará.

Os moradores desta não cidade ao criticar o preço desse cereal estão dando sua contribuição como cidadãos e particípes  da vida em comunalidade.

Sem participarem de manifestos nossos consumidores afinados debateram sobre o preço abusivo da farinha que tem como grande perdedor o agricultor  e o consumidor e ganhadores, o atravessador e o comerciante, na conclusão do nosso cinéfilo, Eduardo, criança de 10 anos, assíduo frequentador a mais de cinco anos das nossas sessões de cinema que não passam nas tevês abertas nem fechadas, aos domingos, na Rua Rio Jaú.

Ps. Nosso próximo texto versará sobre Manifestantes e Povo – baseado em “Multidão”- Guerra e democracia na era do Império,  obra de Michael Hardt e Antônio Negri.

 

ESCOLAS VIRAM “MATA BROCA” E MARKETING TUCANO COMEMORA

A propaganda ufanista de auto promoção do PSDB capitaneada nacionalmente por Aécio Neves e localmente pelo prefeito, defensor das artes marciais, Artur Neto vangloria-se de nestes 100 dias ter feito uma revolução, inclusive influenciando no índice de desempenho positivo de sua administração.

Não vemos desse modo. As ruas internas nos bairros continuam com suas crateras e a falta de água e de energia na não cidade de Manaus continua e seus moradores estão tomando a iniciativa de protestar queimando pneus e interditando vias públicas numa forma de reclamar seus direitos.

De todas essas mazelas uma nos chama a atenção. A transformação das escolas municipais em escolas-restaurantes.

Entendemos que escola é um local onde o estudante vai para criar, inventar, produzir novos saberes e também, é claro, com o modelo que temos, ser ensignado.

O prefeito e o secretário municipal de educação andam felizes pelos quatro cantos da cidade divulgando a grande descoberta. Oferecer café, lanche, almoço  pela parte da manhã, tarde e à noite, jantar.

Nossos leitores poderão questionar. Mas esse pessoal da AFIN discorda de tudo. Estão até discordando do “rango” fornecido nas escolas.

Nossa discordância vai além do “rango”. Nossa discordância vai às causas.

Por que o prefeito do PSDB paulistano,  Artur Neto e o secretário de educação tomaram essa medida?

Porque são sabedores que a grande maioria da população amazonense está desempregada e muitos não tem comida em casa para sustentar os filhos.

 Como o prefeito e o deputado federal contribuíram para isso, bem como todos os ex-governantes deste Estado, manter esse exército de desempregados é lucrativo porque nas próximas eleições essa comida que eles estão “dando” hoje vai servir como moeda de troca, por isso a felicidade do bicudo, Artur Neto, do secretário,  “pau pau”, Pauderney Avelino e do senhor Deusamir Pereira.

Não somos favoráveis à fome. Apoiamos o presidente Lula quando ele politicamente implantou o programa Fome Zero e que a nossa Presidenta Dilma vem dando prosseguimento.

Esse programa foi necessário porque a situação do Brasil quando Lula iniciou sua administração era precária.

Nosso país mudou. Várias pessoas ascenderam à classe média. A fome vem sendo erradicada neste país continental.

Mas usar a escola e os estudantes para propagar um grande feito, não é politicamente correto.

Mas infelizmente é esse  o marketing do PSDB paulistano.

Quem não sabe que uma criança bem alimentada é feliz? Mas na propaganda psedebista parece como se tivessem inventado a pólvora, algo lá das bandas do oriente. Educar vai além do “pirão” e do marketing. Educar é possibilitar criar o novo, novo esse que deve partir de questionamentos nas escolas, nas associações de pais e mestres e em toda sociedade da função da escola e do tratamento que os governantes dispensam a essa instituição.      

Insetos podem ajudar a combater a fome, diz ONU

Da BBC Brasil

Um relatório das Nações Unidas divulgado hoje (13) destacou a importância do papel dos insetos comestíveis na luta contra a fome no mundo.

O estudo, conduzido pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), estimou que 2 bilhões de pessoas no planeta já complementam suas dietas com insetos, tais como besouros, gafanhotos e formigas.

A FAO acrescenta que a criação de insetos em escala industrial poderia contribuir para a segurança alimentar mundial. Esses animais são altamente nutritivos e fáceis de reproduzir, além de poderem ser usados como alimentos para peixes e gado.

O relatório, no entanto, destaca que a repugnância de muitos consumidores, especialmente de países ocidentais, constitui uma barreira para a inclusão deste tipo de alimento na dieta global.

EDUCAÇÃO DE MANAUS COM ARTHUR É DEJA VU DE AMAZONINO: NA PRIVAÇÃO DO DIREITO ALIMENTAR DOS ESTUDANTES

O prefeito de Manaus Arthur Virgílio Neto do partido paulistano PSDB, que recentemente completou 100 dias 100 nada, continua desgovernando a não-cidade e mostrando a todos que na prática ele e seu duplo Amazonino  não possuem entendimentos sobre coletividade para poderem ser prefeitos.

Em relação a educação municipal nosso blog já havia feito um post sobre o descaso de Arthur e do secretário de educação/engenheiro Pauderney Avelino. Porém além da mesma concepção de Amazonino em que a educação deve servir apenas para manter a imobilidade social da não-cidade, a gestão Arthur continua fazendo que as crianças não possuam uma alimentação adequada com a merenda escolar. Manaus teoricamente recebe recursos e teoricamente participa em diversas escolas do município do Programa Nacional de Alimentação-PNAE (consulte aqui), porém estes recursos não são devolvido a população em forma de merenda. Para que Arthur e a Secretaria de Educação estão usando estes recursos federais, já que o programa é sabotado em Manaus?

O PNAE E CONTINUIDADE DA SABOTAGEM DA MERENDA EM MANAUS

Como já descrevemos em outro post sobre a falseação da merenda escolar e educação da não cidade de Manaus feita por Amazonino, o acordo da secretaria de educação com o PNAE  continua não sendo cumprido. Há neste post uma explicação mais detalhada do programa.

O PNAE é um programa premiado mundialmente que produz a merenda escolar desde a tipo de plantio dos generos alimentícios (priorizando os alimentos orgânicos e provenientes da agricultura familiar/assentamentos de reforma agrária), formação dos gestores municipais, construção do cardápio junto com a comunidade (respeitando os hábitos regionais sem perder a qualidade,sendo proibido alimentos prejudiciais a saúde), até a distribuição dos recursos via FNDE.

Os Estados e municípios são Entidades executora do programa que recebem os recursos do FNDE para aplicar na merenda escolar conforme a legislação (RESOLUÇÃO/FNDE/CD/No 38), que tem como critérios para participação no programa ter um nutricionista responsável, ter cozinhas adequadas para fornecer no mínimo 3 refeições diárias, inserir no currículo escolar o tema “Alimentação saudável”, um cardápio variado que nutra 70% das necessidades nutricionais dos estudantes” (no caso do Mais educação e 30% na educação regular), etc.

Nas normas de execução legais do PNAE (RESOLUÇÃO/FNDE/CD/No 32), vemos princípios como “a universalidade do atendimento da alimentação escolar gratuita”, “emprego da alimentação saudável e adequada, que compreende o uso de alimentos  variados, seguros”, respeito a lei de licitações. Os estados e municípios assinam um termo de compromisso a cada mandato. Além disso cada município/estado terão um Conselho de Alimentação escolar que deveriam entre outra coisas “acompanhar a aplicação dos recursos federais transferidos à conta do PNAE” “acompanhar e monitorar a aquisição dos produtos adquiridos para o PNAE”.

Nas escolas municipais como já discutimos anteriomente desde a gestão Amazonino a merenda escolar não é diversificada e em boa parte do ano letivo houveram falta de merenda escolar sendo comum nas escolas os diretores liberarem mais cedo pois não há merenda, este direito garantido pelo PNAE.

Atualmente com Arthur não é diferente. Várias escolas repetem por semanas a mesma merenda, onde todos os dias é a mesma merenda. Durante uma semana, todos os dias  tem mingau de banana por exemplo. E onde está a variedade? Está na outra escola onde todos os dias a merenda é mamão por exemplo. Assim continua esta não distribuição diversificada garantida por lei. Muitas vezes aparecem nas escolas apenas um dos ingredientes para a merenda, sendo impossível de ser usado. Exemplo que ocorreu recentemente em escolas de Manaus é ter o milho mas falta o leite ou açucar para fazer o mingau de mungunzá.

Continuam também várias escolas sem merenda e falta ação dos Distritos de Educação quando questionados. Continua havendo esta prática ilegal de liberar os alunos pois não há merenda. E o compromisso de fornecer no mínimo três refeições diárias.

No discurso do Secretário de Educação, o engenheiro Pauderney Avelino, os alunos da rede municipal de ensino tem 7 refeições diárias. Bom seria se tivessem sempre uma. Além disso programas como o Mais Educação, que fornecem educação integral deveriam conforme o Plano Nacional de Educação possuir  “atendimento diferenciado da alimentação escolar” além da ampliação da rede física e do número de funcionários. Porém não se consegue prover nem a alimentação adequada das escolas regulares, e imaginem o controle da merenda do Mais Educação (que recebe recursos específicos e separados do PNAE) separado da merenda dos alunos do turno regular.

NA ZONA RURAL/RIBEIRINHA A SITUAÇÃO É PIOR: O CASO DAS ESCOLAS DO TARUMÃ-MIRIM

Se nas escolas urbanas o descaso é tamanho, nas escolas ribeirinhas a situação ainda é pior. Muitas vezes a merenda não é entregue na escola, tendo os gestores da escola que buscarem em locais distantes. Além disso, nas escolas do Tarumã-Mirim que possuem recursos do Mais Educação (via FNDE/PNAE), e portanto é uma escola integral,  a merenda entregue para um mês mal dá para semana,  e várias vezes as crianças voltam pra casa sem comer.

Assim como acontece nas escolas urbanas, os distritos ao serem questionados não resolvem as questões, pois afirmam não possuir merenda disponível. A merenda das crianças do Mais Educação também não é diferenciada do turno único, e muitas vezes é a única existente para fornecer aos alunos da educação integral e regular.

Se na capital não há variedade e muitas vezes não há alimentação escolar, no interior a situação é mais comum, e os estudantes destas escolas tem que ir para casa comer para voltar posteriormente no contra-turno para as atividades do Mais Educação.

Assim por uma má execução municipal, um programa necessário que visa gerar crianças saudáveis física e mentalmente é preterido pela irresponsabilidade e a desadministração do prefeito da não-cidade de Manaus e seu secretário que sabe construir escolas, mas não sabe que educar precisa de um corpo são e uma mente produtiva, para que se possa pensar fora do aprisionamento que este tipo de governo e o estado de direito se propõe.

CESTA BÁSICA, REFORMA TRIBUTÁRIA, INFLAÇÃO E ESCRAVIDÃO

Sabe-se que a cobrança de impostos no Brasil é, historicamente, injusta. E não somente pelos altos preços cobrados por serviços públicos – que muitas vezes não cumprem seu papel social de modo digno. Contudo, é evidente o modo como os estados da federação driblam as tentativas de diminuição destes impostos e de melhoria da existência do cidadão brasileiro.

O desinteresse de boa parte dos políticos profissionais em relação à reforma tributária no país é incontestável. Embora necessária ao desenvolvimento político-social do país, tal reforma não ocorreu no governo do ex-presidente Lula; entretanto sua discussão foi ampliada. No atual governo Dilma, presenciamos a desoneração total dos produtos da cesta básica, mas nada disso parece diminuir os impostos, responsáveis por determinar políticas de governos estaduais, que compreendem as ações do Estado do Bem-Estar social controladas pelo neoliberalismo.

É, exatamente, sobre os alimentos que percebemos o peso dos impostos sobre a população – por meio do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) – cada vez que compramos comida. Atualmente, não mais estamos contribuindo, de maneira direta, para o governo federal, mas continuamos a contribuir para os estados.

De acordo com a Agência Brasil: “De responsabilidade dos governadores, o ICMS responde por 45% dos tributos que incidem sobre os alimentos, de acordo com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP). A alíquota padrão corresponde a 17% ou 18% conforme o estado de origem, mas algumas unidades da Federação chegam a estabelecer mais de 40 alíquotas diferentes para esses produtos”.

Este sistema de cobrança de tributos afeta a população mais pobre, pois atinge, diretamente, aqueles que consomem mais. Além disso, tal cobrança é confusa por não estabelecer uma isonomia entre os estados. O gerente do Departamento de Agronegócio da FIESP, Antonio Carlos Costa, ressalta que “O ICMS incide de forma desigual, o que resulta num sistema confuso e em alta carga tributária sobre os alimentos”.

O diretor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Clemente Ganz Lúcio, referindo-se ao fato do pobre ser o mais prejudicado por este tipo de cobrança de impostos, explica: “Quem ganha menos, proporcionalmente, paga mais imposto do que os mais ricos, principalmente ao consumir produtos básicos, de que não pode abrir mão.”

Diante de tal situação, entidades ligadas a este tema, foram ouvidas pela Agência Brasil e “cobraram não apenas a simplificação das alíquotas, mas também a desoneração da cesta básica pelos estados”.

Segundo a Agência Brasil:

“Enquanto a população que ganha até dois salários mínimos gasta cerca de 30% da renda com a compra de alimentos, quem recebe acima de 25 salários mínimos desembolsa de 10% a 12%, em média. “A desoneração da cesta básica em nível estadual é uma forma de justiça fiscal porque barateia os produtos que mais impactam a mesa do trabalhador, combatendo a inflação e aumentando a renda disponível dessas famílias”, destaca Lucídio Bicalho, assessor técnico do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc)”.

Quando a lei é  tratada somente no campo constitucional e é apresentada somente como uma série de normas processuais, responsáveis por regular a normatividade conservada por governos aptos a controlar os fluxos da produção social, por meio de impostos, por exemplo, fica evidente o quanto não se trata somente de uma reforma tributária para que esta situação mude.

Tal reforma continua a explorar e controlar a dinâmica da produção social por meio de uma lei, que só se mostra isonômica quando partirmos das imagens morais/dogmáticas das instituições representativas do capitalismo. Fora destas imagens, o que vemos é a necessária desigualdade política e social para que se mantenha a relação de soberania entre dominado e dominador.

Deste modo, a democracia representativa, por meio de suas instituições, apenas faz a manutenção desta relação de soberania, agindo moralmente, constituindo os valores como regras sociais necessárias à coesão social; a lei moral age para que os explorados continuem como escravos à medida que lutam para se manterem vivendo com vários tipos de privações, pois o que podem ganhar com a venda de sua força de trabalho e mesmo com sua criatividade é subsumido por governos estaduais quando compram seus alimentos. Manter-se vivo para manter-se escravo.

Esta condição de desumanidade, de besta humana, a qual o homem é sujeitado, não é percebida pelos políticos profissionais. Um exemplo, em Manaus, é o deputado estadual Marcelo Ramos (PSB), que divulgando seu voto contra a cobrança de ICMS em alguns produtos da cesta básica através de outdoors espalhados pela cidade, talvez espere convencer as pessoas de sua posição contrária a esta triste realidade montada.

Ora, pensamos que não se deve ser contra, pois não esperamos destruir o Outro para tomar seu lugar e ter o poder em seu lugar; atitudes como estas apenas reforçam o poder de uma democracia impotente, como é a democracia representativa. Votar contra uma lei e anunciar quem é o culpado é julgar, ou seja, tudo dentro da lei moral, tudo dentro da isonomia que se faz na imagem moral do pensamento do Estado, nada mais.

Marcelo Ramos não ultrapassa a democracia representativa, ele a conserva. Pensar a democracia e o público como a ação que produz a cidade e seus cidadãos ao mesmo tempo, talvez lhe seja difícil, talvez possa lhe parecer utópica; mas a democracia pode ser, justamente, a ética dentro da política, isto é, os talentos de todos criando a cidade sem privações, sem representantes legais, mas como seres donos de suas próprias vozes que saibam que, ao comer, não estão somente repondo energia para depois gastá-la em sua própria exploração, e, sim, alimentando-se para sentirem o mundo de outro modo, mais suave, alegre.

Governo estuda retirar impostos da cesta básica

da Agência Brasil

A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (5), em entrevista a emissoras de rádio do Paraná, que o governo estuda para este ano a desoneração integral da cesta básica e a revisão de seu conceito, já “ultrapassado”. A medida, segundo ela, deve contribuir para que a inflação seja menor em 2013.

“Como a lei que definiu a cesta básica é bastante antiga, nós estamos revisando os produtos que integram a cesta, a fim de que possamos desonerá-los integralmente”, explicou a presidenta. “A inflação, não descuidamos dela em nenhum momento, em nenhuma circunstância. Vários fatores vão contribuir para redução da taxa de inflação neste ano”.

O principal fator que levará à queda da inflação, segundo a presidenta, é a redução de cerca de 18% nas tarifas de energia para pessoa física e 32% para o setor produtivo. Além de beneficiar todas as famílias diretamente na conta de luz, ela disse que a medida estimulará o aumento da produção, das contratações e da competitividade da indústria.

Dilma Rousseff reconheceu que o aumento do preço da gasolina terá impacto negativo na inflação, mas argumentou que este será muito menor do que o benefício trazido pela redução da tarifa de energia.

A presidenta disse que uma série de medidas tomadas pelo governo, como a redução da taxa de juros, começará a ter resultados na economia a partir de agora, contribuindo para o crescimento econômico e uma economia mais estável. “Vamos continuar desonerando o investimento, a produção e o emprego”, disse.

Professores da rede pública poderão ter direito a merenda escolar

da Agência Brasil

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse hoje (29) que recebeu pedido de prefeitos para que os professores de educação básica da rede pública também tenham direto à merenda escolar, a exemplo do que ocorre com os alunos. Ele manifestou apoio ao pedido, que dependeria de aprovação de projeto de lei específico.

“Os prefeitos solicitaram que os professores também fizessem a alimentação com os alunos na merenda escolar. Hoje a lei proíbe. Só é possível se houver uma alteração em lei. O impacto é muito pequeno dado o número de professores da rede pública. Acho razoável que eles estejam trabalhando e possam comer a mesma merenda que os estudantes, disse a jornalistas após participar do Encontro Nacional de Novos Prefeitos e Prefeitas.

No encontro com prefeitos, o ministro apresentou as ações e programas que o Ministério da Educação desenvolve em parceria com as prefeituras e disse que uma das prioridades do governo é a construção de creches. A meta do governo é chegar a 2016 com seis mil novas unidades. Segundo Aloizio Mercadante, 742 creches foram entregues nos dois primeiros anos do governo de presidenta Dilma Rousseff e há 5.678 em construção.

MINISTRA DIZ QUE BOLSA FAMÍLIA EVITA ÊXODO RURAL

A ministra Tereza Campello, do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome disse que os recursos passados pelo governo federal por meio do Bolsa Família estão ajudando a evitar o êxodo rural na estiagem do Semiárido brasileiro que vem sendo considerada a mais intenso nos últimos 30 anos.

O dinheiro que as famílias recebem associado a outros programas do governo federal, como a política de construção de cisternas, ajuda esses brasileiros a se manterem nos locais onde vivem e manter suas propriedades. Segundo a ministra, para combater os efeitos do clima na região o governo federal mandou construir 500 mil cisternas, que podem armazenar água da chuva ou ainda ser abastecidas por caminhões-pipa. Ela disse ainda mais, que o objetivo da presidenta Dilma é universalizar o recurso “levando água a todas as famílias por meio das cisternas”.

De acordo com a ministra, algumas ações complementares emergências do governo foram aplicadas para atender as famílias e minimizar os afeitos da seca. Exemplo, as famílias que perderam a safra e pediram empréstimo no bando tiveram a dívida perdoada. Outro exemplo, a Bolsa Estiagem em que as famílias recebem recursos adicionais para comprar alimentos para seus animais.

“Esses recursos são para que não haja perda e elas não saiam da seca mais empobrecidas do que antes. Não etmos como combater o clima, mas temos que conviver com o Semiárido.

A população está sofrendo muito com a seca, mas tem recursos para se alimentar e, portanto, a gente não tem aquelas cenas do êxodo rural como no século passado. Com o Bolsa Família e outros programas, elas conseguem se manter no campo, evitando o processo de concentração da propriedade e o aumento das populações nas cidades, muito comum no passado”, analisou a ministra.

 

             

MANAUS E A FALSEAÇÃO DA EDUCAÇÃO

A escola é um espaço de produção de saberes que servem para ultrapassar a condição já constituida nos educandos e nos educadores. Em se tratando de um ensino público, as instituições educacionais do Estado devem propiciar experiências aos estudantes para que sejam criadas outras formas de ver, sentir, pensar o mundo a seu redor, além de estimular a criação de diversas formas de existência.

Assim a escola deve oferecer além de um ambiente propício para encontros de heterogeneidade, propriciar atividades e propostas que modifiquem  o já constituido e introduzam diversas novas formas produtoras de uma existência mais singular e criativa. Um dos elementos necessários e essenciais para a produção deste corpo escolar é a merenda escolar que vai além de uma saciação fisiológica pois trabalha com a modificação dos habitos alimentares e cria formas de  composições corporais entre o corpo e seus orgãos (sistema digestório, circulatório, sistema nervoso central) e substâncias que ativam a vida e seus percursos.

DA MERENDA ESCOLAR E O PLANO BRASILEIRO

Desde a década de 1950 existe no Brasil o Programa Brasileiro de Alimentação Escolar (PNAE) que vem discutir as formas em que a merenda escolar é utilizada dentro da educação. Porém no governo Lula este programa foi reformulado a partir de uma análise da forma que estava sendo utilizada a merenda escolar. O programa então foi reformulado para produzir formas cada vez mais saudáveis de alimentação que transforme os hábitos dos jovens a partir de um processo educativo.

O programa começou a modificar desde a produção dos alimentos, quando priorizou aqueles provenientes preferencialmente de produção local da agricultura familiar e de grupo de assentados do Movimento dos Sem Terra (MST). Com os agricultores foi dialogado e decido por uma produção de alimentos orgânicos sem uso de agrotóxicos. Além disso o programa vem debatendo junto com os municípios, estados e membros da comunidade os alimentos mais viáveis para cada região.

Assim o Programa conseguiu abolir com ajuda das secretarias alguns a utilização de alimentos nocivos na merenda escolar como refrigerantes, frituras, e outros alimentos que eram utilizados com uma grande frequência. Atualmente o PNAE é uma referência mundial na produção, distribuição e armazenamento da merenda escolar.

Na última semana o semanal “Cenas do Brasil” da TV NBR do governo federal exibiu uma entrevista com a Coordenadora Nacional do PNAE Albaneide Peixinho que comentou no avanço do programa que tenta diminuir a má alimentação (no sentido de diminuição da potência criadora da criança). Além disso ela frisou que a merenda escolar é algo que não pode faltar em nenhum caso nas escolas se estas estiverem tendo aulas e que inclusive os munícipios que sofreram com cheia ou secas tem a condição de receber ajuda do Ministério da Defesa ou comprar alimentos de outros municípios justificando estas para as secretarias. Assim sendo, toda escola tem que fornecer merenda.

O vídeo do programa ainda não foi disponibilizado no canal da rede, porém abaixo há outra entrevista comentando sobre o programa e a integração de toda a escola com as merendeiras e com a comunidade.

MANAUS E A FALSEAÇÃO DA EDUCAÇÃO

A não-cidade de Manaus tem uma das piores educações das capitais nacionais. Este fato que há décadas prejudica a população é um reflexo de uma falta de investimento em toda a produção da rede pública de ensino da não-cidade des-governada por governos anti-democráticos.

Esta realidade já foi tratada diversas vezes neste bloguinho em temas sobre o desrespeito das Secretarias de Educação com os professores, estudantes, espaços físicos das escolas entre vários outros temas.

Porém um fato especial vem contrariando todo um esforço de mais de 10 anos que o PNAE tem tentado modificar em todo país: a merenda escolar. Em várias escolas da prefeitura é constatado problemas graves quanto a merenda que produz uma disposição biopsicosocial para a aprendizagem. Em muitas, os estudantes são liberados mais cedo por falta de merenda, um ponto que nunca deveria ocorrer nas escolas operantes segundo o PNAE. Em outras há apenas a distribuição massiva de apenas um item alimentício, fazendo com que os estudantes comam durante semanas apenas banana, ou mingau de arroz por exemplo. Nas escolas da zona rural a situação é ainda pior. Além de haver escolas que ficam meses sem receber os itens de merenda e muitas vezes não recebem nem mesmo a quantidade necessária de gás e matéria prima para seu preparo. Há também pouco diálogo entre as escolas, funcionários que trabalham na escolas e comunidade, não havendo nesta não-cidade um interesse em construir um saber coletivo que modifique esta realidade.

Em todos os casos há um descaso com a construção da educação pela prefeitura deste município e também pelo Estado como um todo, além da total ineficiência na distribuição e planejamento da merenda escolar. Há mais de 30 anos o mesmo grupo político não permite que haja outras formas de produções além destas privações que impedem a educação como uma produção do brotar da vida.

Assim a existência de um Programa Nacional e uma luta por educação mais humana não se refletirá em algo para a não-cidade enquanto a população não for representada por uma real produção política-educacional. Que as eleições possam nutrir a produção de um voto de uma nova  e real educação.

Cúpula dos Povos: roteiro para a soberania alimentar

A soberania alimentar é o tema de uma das plenárias de convergência da Cúpula dos Povos, evento paralelo a Rio + 20 que será realizado entre 15 e 23 de junho no Aterro do Flamengo. O engenheiro agrônomo Horacio Martins vê a retomada da agricultura familiar como ponto crucial para a reversão da atual ordem mundial, onde cerca de 12 grupos multinacionais controlam o mercado, manipulando formas de produção e especulando preços. “A agricultura passou a ser um dos maiores negócios do mundo”, diz.

Rodrigo Otávio

Rio de Janeiro – A soberania alimentar é o tema de uma das plenárias de convergência da Cúpula dos Povos, evento paralelo a Rio + 20 que será realizado entre 15 e 23 de junho no Aterro do Flamengo. Na dinâmica do evento, os resultados das plenárias de convergência serão encaminhados para a Assembleia dos Povos, que nos últimos três dias da cúpula definirá as agendas e lutas para o período pós Rio+20.

A partir do conceito de soberania alimentar como “o direito dos povos a alimentos nutritivos e culturalmente adequados, acessíveis, produzidos de forma sustentável e ecológica, advindos do direito de decidir o próprio sistema alimentar e produtivo”, definido pela Via Campesina em 1996, durante a Cúpula Mundial sobre Alimentação da agência das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), o engenheiro agrônomo Horacio Martins vê a retomada da agricultura familiar como ponto crucial para a reversão da atual ordem mundial, onde cerca de 12 grupos multinacionais controlam o mercado, manipulando formas de produção e especulando preços.

“A agricultura passou a ser um dos maiores negócios do mundo. O volume financeiro no comércio de alimentos processados entre 2010/11 foi de US$ 3,5 trilhões”, afirma o membro da Associação Brasileira de Reforma Agrária. “Não é mais o custo de produção que determina o preço. O preço é determinado fora. A Bolsa de Chicago movimenta financeiramente em um ano o equivalente a 46 vezes a produção mundial de trigo, e 24 vezes a de milho”, exemplifica Martins.

Novo campesinato Segundo o agrônomo, o processo de construção da soberania alimentar recai em alguns lugares comuns. O primeiro é a necessidade de uma reforma agrária ampla, ligada a uma soberania nacional e popular, para que “não o mercado decida o que nós devemos comer, mas sim uma política nacional de alimentação que acabe com a tirania da dieta alimentar definida pelas multinacionais a partir dos produtos agrícolas rentáveis”.

Martins é taxativo. “Precisamos criar camponeses!”, e propõe um novo olhar sobre esse campo. “O camponês como modo de produção e como classe social. Ele tem uma especificidade que não é nem o produtor simples de mercadoria, nem a pequena burguesia, mas uma nova abordagem da questão camponesa, Ele e o trabalho da terra com sua família, uma família moderna, contemporânea, estudando”, diz.
Para o trabalho da terra desembocar na mesa de jantar sem especulação, a retomada dos circuitos curtos de mercado é o caminho ideal, na visão do agrônomo. “Só equaciono a soberania alimentar com a oferta de alimentos sadios nos mercados locais e produção regional, contra as ‘mercadorias de não lugar’”, afirma, pontificando que esse cenário representa “o processo de desconcentração e democratização do uso da terra e da oferta de serviços”.

Tecnologia Para Martins, outra vantagem desse modelo seria forjar um novo padrão tecnológico, a partir da agroecologia para o pequeno. “Se agrotóxicos, fertilizantes e sementes estão na mão das multinacionais, o padrão é dado de fora para dentro. E nossas políticas públicas e empresas de pesquisas passam a ser determinadas por esse grande mercado, sem emancipação e liberdade”, diz ele.

Carta Maior

Quem são os donos do cardápio infantil?

Atraídas por propagandas fascinantes que prometem um mundo de sonhos em um pacote de salgadinhos ou um pirulito, por brindes-brinquedos e pelas intermináveis coleções, as crianças se tornaram as principais vítimas desses alimentos e passaram a influenciar nas compras de toda a família. Quais as conseqüências de seguirmos ao sabor do vento das grandes corporações fabricantes de alimentos? E de não termos controle sobre a publicidade dirigida ao público infantil? O artigo é de Noemia Perli Goldraich.

Noemia Perli Goldraich (*)

Há 40 anos trabalho como Nefrologista Pediátrica. Não recordo de ter identificado, antes dos anos 90, um único caso de pressão alta em criança que não estivesse relacionada a algum problema grave como doença nos rins, nas artérias renais, na aorta ou a tumores raros. Pressão alta era uma doença de adultos. Era!

Infelizmente, na última década, mais crianças passaram a sofrer de hipertensão arterial, uma doença crônica, isto é, que se arrasta por toda a vida e que necessita de medicação continuada. E qual a causa dessa repentina mudança? Múltiplos fatores podem causar a pressão alta mais comum – também chamada de hipertensão arterial essencial – mas os principais são a combinação de obesidade e ingestão de quantidades excessivas de sal na alimentação.

Antes de seguir em frente, é preciso que se diga que a pressão alta não é um probleminha qualquer. É fator de risco importante para infarto do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais (os derrames cerebrais), entre tantas outras consequências. E o resultado da obesidade iniciada na infância é o aparecimento de hipertensão arterial em crianças e adolescentes, de diabetes melito, doenças vasculares como infarto do miocárdio, tromboses, derrames cerebrais e todas as suas complicações.

Bem, mas não é de hoje que o sal está presente na alimentação humana. Então, por que agora estaria prejudicando também as crianças? O problema não é exatamente o sal, mas sim o sódio presente nele e é esse último que causa o aumento da pressão. É aí que entram os alimentos industrializados ou altamente processados. Há muita diferença na quantidade de sal (cloreto de sódio) colocado numa refeição cotidiana preparada em casa e os tais produtos industrializados. Nesses, o sódio está presente, além do sal, na estrutura dos conservantes e aromatizantes, usados para aumentar o período de validade ou para realçar o sabor, resultando em quantidades exageradamente grandes de sódio.

Nesse contexto, é preciso considerar que os hábitos alimentares dos brasileiros mudaram significativamente nos últimos anos. Saímos do feijão, arroz e bife para as comidas congeladas, as pré-prontas, os salgadinhos, os biscoitos e refrigerantes. Atraídas por propagandas fascinantes que prometem um mundo de sonhos em um pacote de salgadinhos ou um pirulito, por brindes-brinquedos e pelas intermináveis coleções, as crianças se tornaram as principais vítimas desses alimentos e passaram a influenciar nas compras de toda a família. Sem entender o que leem ou sem ler o que informam os rótulos, os pais também se seduzem pelos coloridos sinais de adição a anunciar + ferro, + cálcio, + vitaminas. Na verdade, estão comprando gordura, sal e açúcar, crentes de que seus filhos estão sendo bem alimentados. É isso mesmo. Em geral, as fantásticas embalagens coloridas contêm muita caloria e baixíssimo valor nutricional.

Estudos que vem sendo amplamente divulgados pelo Ministério da Saúde apontam que o brasileiro está ingerindo mais que o dobro de sal da quantidade diária recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 5 gramas, o que equivale a uma colher de chá. O brasileiro, em média, está consumindo 12 gramas ao dia, o equivalente a uma colher de sopa. Muitos produtos que hoje fazem parte da dieta usual de crianças contêm quantidades exageradas de sal, sem que os pais percebam o perigo. Você sabe que um pacote de massa instantânea pré-cozida tipo miojo contém 5g de sal, que é a quantidade máxima diária recomendada para um adulto? Haja rins para dar conta!

Pesquisa publicada neste janeiro por um grupo da Filadélfia, no American Journal of Clinical Nutrition, uma importante revista da área, mostrou a relação entre o desenvolvimento da aceitação do gosto salgado e uma alimentação complementar, administrada a bebês, contendo amido (batatas, arroz, trigo, pão, bolachas). Foram comparados dois grupos de lactentes: um recebeu alimentação complementar com amido e o outro só comeu frutas em complemento ao leite. A aceitação para o gosto salgado já estava presente aos seis meses nos lactentes alimentados com amido e ausente nos que receberam só frutas. Os lactentes do primeiro grupo apresentaram maior probabilidade de lamber o sal da superfície dos alimentos na pré-escola, bem como de comer sal puro. Assim, segundo a pesquisa, experiências alimentares bem precoces (primeiros meses de vida) exercem um papel muito importante em moldar a resposta ao gosto salgado de lactentes e pré-escolares.

Sabemos que a formação do hábito alimentar se dá desde a gestação até cerca de dois anos de idade. E uma vez consolidado o padrão de gosto, fica difícil mudar. A isso, é preciso associar o padrão de uma infância sedentária em frente à televisão, computador e vídeo games. O resultado tem sido a obesidade. Dados do IBGE mostram que o excesso de peso e a obesidade são encontrados com grande frequência, aos cinco anos de idade, em todos os grupos de renda e em todas as regiões brasileiras. Houve um salto no número de crianças de 5 a 9 anos com excesso de peso ao longo de 34 anos: em 2008-2009, 34,8% dos meninos estavam com o peso acima da faixa considerada saudável pela OMS. Em 1989, este índice era de 15%, contra 10,9% em 1974-75. Observou-se padrão semelhante nas meninas que, de 8,6% na década de 70, foram para 11,9% no final dos anos 80, e chegaram aos 32% em 2008-09.

O tempo de exposição à mídia também vem aumentando. Em média, as crianças ficam mais de 5 horas diárias em frente à TV, tempo superior ao permanecido na escola, que é de 4h30min. Além disso, o padrão das crianças de hoje é acessar varias mídias ao mesmo tempo e em quase todas há inserção de propaganda, ou seja, as crianças ficam expostas a um bombardeio mercadológico. Estudo feito pela Universidade de São Paulo, em 2007, mostrou que 82% dos comerciais televisivos sugeriam o consumo imediato de alimentos ultraprocessados, 78% mostravam personagens ingerindo-os no ato e 24% dos alunos expostos a tais mensagens apresentaram sobrepeso ou obesidade. Já um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde em 2009 identificou que apenas 25% das crianças entre 2 e 5 anos e 38% das crianças entre 5 e 10 anos consomem frutas, legumes e verduras. Guloseimas como balas, biscoitos recheados, refrigerantes e salgadinhos ocuparam o espaço de refeições principais.

E a água? De repente esse bem essencial ao bom funcionamento do corpo humano foi sendo esquecido. Em creches, escolas e hospitais é comum não encontrarmos bebedouros. A água não está franqueada justamente a quem deveria receber estímulo constante para ingeri-la. O estímulo está focado nos sucos industrializados e nos refrigerantes.

E agora, já podemos responder quem são os donos do cardápio das nossas crianças? E quais as conseqüências de seguirmos ao sabor do vento das grandes corporações fabricantes de alimentos? E de não termos controle sobre a publicidade dirigida ao público infantil?

Se o que queremos para nossas crianças não é um futuro de obesos desnutridos, precisamos tomar as rédeas da situação e já. A informação continua sendo a chave-mestra e, pais, educadores e profissionais da saúde precisam saber identificar o que está escrito nos rótulos. Se tomamos tantas medidas para a identificação de pessoas que entram nas nossas casas e nas escolas, porque não adotamos estes mesmos cuidados antes de permitir a entrada de substâncias no nosso organismo e das nossas crianças? Nunca é demais lembrar que bons hábitos alimentares começam a ser transmitidos na vida intra-uterina, que criança até dois anos não deve ser exposta ao sal e que não se deve colocar açúcar em chás e mamadeiras de bebês. Muito menos achocolatados, que contém açúcar e gordura em excesso.

Seguindo orientações da OMS, estão surgindo políticas públicas para redução do sal nos alimentos industrializados, assim como campanhas de esclarecimento ao público. Foram identificadas ações em 38 países, sendo a maioria na Europa. Já o Brasil recém está iniciando algumas medidas nessa área. Em janeiro deste ano, a Anvisa fez recomendações não obrigatórias para a redução, até 2014, em 10% no conteúdo de sal do pão francês.

Também em países europeus, há regras rígidas em relação à propaganda dirigida a crianças. Em terras nativas, dispensam-se comentários. Felizmente a sociedade começa a dar sinais de reação.

Acreditando que um outro mundo é possível, que tal a gente sonhar com uma sociedade em que a saúde das nossas crianças esteja acima dos interesses das megacorporações?

(*) Noemia Perli Goldraich é doutora em Nefrologia pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), pós-doutora em Nefrologia Pediátrica pela Universidade de Londres, professora-associada do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da UFRGS, nefrologista pediátrica do Hospital de Clínicas de Porto Alegre e coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Doenças Crônicas na Infância da Pró-Reitoria de Extensão da UFRGS.

*Carta Maior

OS BENEFICIÁRIOS DO BOLSA FAMÍLIA QUE ESTÃO COM OS RECURSOS SUSPENSOS TÊM ATE O DIA 29 PARA SE REGULARIZAREM

O Ministério do Desenvolvimento Social de Combate à Fome divulgou que os beneficiários que tiveram seus recursos suspensos no mês de janeiro, por não regularizarem suas situações, terão até o dia 29 para regularizar essas situações, caso contrário os pagamentos serão cancelados.

Esses beneficiários que tiveram até o dia 31 de dezembro para regularizar suas situações e não fizeram, por isso tiveram seus recursos suspensos, deverão procurar a prefeitura de sua cidade para efetuar essa operação.

São 729 mil famílias, em todo Brasil, que tiveram seus recursos cancelados. Só no Rio de Janeiro, foram 51.070 famílias.

Vamos lá, manos! Olha a crise econômica global! A grana é pouca, mas dá para comprar o feijão, o jaraqui, a farofa, e quem sabe levar as crianças para comer pipoca.  

A VIDA COMO É NA NÃO CIDADE E NO INTERIOR DE MAUÉS-AM

Como marca das cidades no interior do Estado do Amazonas, Maués é uma cidade de contrastes. Há pessoas pobres e pessoas ricas. Casas simples e mansões. Algumas surgidas de uma hora para outra. Muitas delas de secretários e funcionários da prefeitura, por exemplo. Há mansões de comerciantes com muros altos. Há aquelas que estão invadindo áreas destinadas a banhistas na ponta da Maresia. Os donos da praia resolveram construir obras em local público, um deles, coletor aposentado da Receita Federal, agente público que deveria dar exemplo, se é que se pode dar exemplo. Assim como na não cidade Manaus, em Maués as casas também andam. Rumo à praia.

Por falar em contrastes o ex-prefeito de Maués, Sidney Leite está condenado pelo TCU por não ter aplicado verbas federais na construção de uma fábrica de redes na cidade. E logo em Maués que todo mundo  gosta de rede a indenização deveria ser mais do que esses 13, 5 mil.  Por causa disso está inelegível nas próximas eleições. No rio Apocuitaua, na comunidade chamada Liberdade na administração desse mesmo agente construíram um prédio onde funcionaria uma fábrica para processar os derivados da cana de açúcar. Não foram plantados os canaviais e o prédio deteriora-se às margens do rio.

Sem querer ser repetitivo mais o fato nos obriga a ser, não podemos deixar de nos manifestar sobre duas obras que já vai pra mais de cinco anos e elas não são concluídas. Trata-se da orla da frente da cidade e da estação hidroviária. As duas estão paradas. Estão envolvidas somas milionárias e não são concluídas. Não são obras de difícil execução, mas deduz-se que as empreiteiras que ganharam a licitação não possuíam capacidade técnica e operacional para realizarem a obra. A estação hidroviária só tem capacidade para atracar uma embarcação, a rampa de descida, como já nos manifestamos anteriormente, possui colunas fora dos padrões para suportar caminhões com  toneladas de cargas. A rampa destinada aos passageiros é estreita e o prédio, assim como a fábrica no rio Apocuitaua também está deteriorando-se.

Enquanto isso, a vida das pessoas, do povo no interior, especificamente no Alto Apocuitaua é de trabalho, labuta diária para sobreviver, caçando, pescando, fazendo farinha, plantando e tendo que conviver com a carestia de produtos básicos, mas também com a tranqüilidade de viver sem medo numa relação simbiótica com o meio. Essa relação é contada por trabalhadores, gente do povo do Alto Apocuitaua.         

Janderlei  Lacerda da Silva, morador da comunidade São João do Pacoval. Morando atualmente  na comunidade do Maçarico,  com a sogra. Trabalho com mandioca na produção de farinha.  O trabalho com a mandioca consiste na colheita que é levada  para o barracão, no segundo dia a tiramos a casca e em seguida passamos no motor, antes era no ralo de lata de querosene,  para ficar a massa. Depois desse processo misturamos a massa para deixar casar durante um dia, no dia seguinte ela é prensada para ficar seca e formar o delicioso caroço e depois ela é torrada. Essa é uma forma de trabalho aqui na Liberdade. É um produto não valorizado, apesar de ser trabalhoso não é  lucrativo, em média a saca é vendida por R$ 50,00 ou R$ 60,00 reais. Isso é uma baixaria vender por esse preço. Da mandioca é extraímos ainda o tucupi, a tapioca e a crueira da qual se faz o mingau com castanha do Pará que é muito delicioso. Tudo isso serve para vender e é um meio para manter nossa sobrevivência. Isso ocorre de janeiro a janeiro. Fora essa atividade temos também a colheita do guaraná nos meses de novembro  e dezembro. Esse é um produto mais valorizado do que a farinha. Consumimos caças e peixes apanhados só para nosso consumo. Com a política do governo não podemos mais matar caças para vender. Mas aqui quando alguém tem comida ela dá ou troca com outro alimento como farinha.

Antônio Almeida, artesão,  cultivador de guaraná, castanha, açaí,  graviola, bacaba, caju, laranja, lima, limão, mucajá, tangerina, saputi, caramuri, uichi, piquiá, tucumã, cupu e mais outras mais. No momento estou investindo na plantação, sobrevivo da extração nativa. O retorno dessa produção é muito demorado, é por isso que as pessoas não cultivam. Além do trabalho como agricultor desenvolvo um trabalho como escultor, sem financiamento, mas  pretendo expor meus trabalhos. Possuo umas cinqüenta peças e reproduzo animais da floresta. Estou explorando o que a natureza me dá. A madeira que utilizo é o molongó e a itaúba.

Gênesis da Silva – A vida do interior é muito diferente da vida na cidade, aqui não há outra forma de vivência. Você tem que desmatar, fazer uma roça ou outro tipo de plantação. Se a pessoa não fizer isso ela não sobrevive. Esse bolsa floresta diz que não é para desmatar mas aqui não tem jeito.  O governo deve aumentar o salário da bolsa floresta para melhorar a vida das pessoas. Meu pai trabalha com moto serra, o trabalho dele é tirar madeira, sendo que no lugar de uma derrubada já é plantada outra no seu lugar.

 Marcos Diones Pereira – nosso modo de vida é muito ruim. Vivemos do trabalho  pesado e fazemos isso para sobreviver, da roça, do guaraná. Vendemos farinha e tiramos para nosso consumo. Há fartura, temos muito peixes, no período das chuvas é muito difícil para pegar alimento. Nas cheias é bom para a caça. A caça é  só para o consumo. Extraímos da mata a castanha para vender. A lata da castanha do Pará custa R$ 20,00. A produção este ano está fraca. Quando dá muita castanha cai o preço da lata.

Jeremias  Silva e Silva –  Sou artesão, carpinteiro. Iniciei fazendo uma canoa, as pessoas gostaram e encomendaram duas. Estou com pouco tempo trabalhando. Trabalho também fazendo casas. Utilizo marupá, madeira branca, trabalho com itaúba, madeira pesada e dura muito tempo. A de marupá dura dois anos. Outra fonte de renda nossa  é a fabricação de farinha. A vida no interior é muito diferente da cidade. Tem uma parte boa e uma parte ruim. A parte boa é que a gente vive tranqüilo, sem medo de ser assaltado, morto. A desvantagem é que as coisas são muito mais difíceis,  principalmente relacionadas com a alimentação. Para comprar as coisas temos que ir à cidade. Existe um comércio na comunidade mais é muito mais caro. O preço aqui é dobrado do da cidade.

Nesta comunidade eles participam do projeto Pro-Chuva que consiste no armazenamento de água da chuva em tanques de 1.000 litros.

O INCRA iniciou a construção de casas para os trabalhadores,  mas até a presente data, assim como as obras na não cidade de Maués também estão paradas.

Como se vê, os contrastes são de classes. Há os pobres, trabalhadores que sobrevivem com a labuta dia-a-dia. Trabalhando na roça, fazendo farinha, canoa e recebendo os R$ 50,00 reais da bolsa floresta, mais a bolsa escola. Há os ricos que só são ricos porque exploram a força de trabalho do operário, do trabalhador. Mas há também, o rico, lambaio que não explora a força de trabalho do outro, mas que se locupleta de dinheiro público para fazer mansões de uma hora para outra sem nunca ter tido uma fonte de renda que justificasse tal empreendimento.

Assim é a vida em Maués, assim é a vida no interior do Estado do Amazonas.         

LUZES DE MUITOS NATAIS NO AMAZONAS

Ontem, dia de Reis terminaram os festejos de final de ano. São 21:11. Estamos descendo o rio Amazonas. Vamos dentro de 10 minutos aportar em Itacoatiara. Alguns afinados, na segunda-feira dia dois também fizeram esta viagem. Dela resultará alguns relatos como este. Fazemos este trajeto sempre. Mas em 1977 não observávamos no beiradão do Amazonas o que vemo hoje. Ele está repleto de árvores de Natal. Nenhum governante neste país conseguiu fazer isso. Generais, sociólogo formado na Sorbone trouxe a esse pessoal Luz. Lux e Tenebris, né, Bertolt. Um trabalhador conseguiu isso. Luz para Todos. Luis Inácio Lula da Silva e a nossa atual presidenta na época ministra das minas energia desenvolveram uma política jamais imaginada por políticos fisiológicos. Nem eu imaginava aqui do meio rio postar pela internet um texto desse. A energia trouxe ao povo do baixo Amazonas e de todo o Brasil mudança radical de vida. No nosso caso, temos um rio rico em peixes de diversas espécies. Como não havia como conservá-lo o caboclo salgava, daí um alto índice de pessoas com pressão arterial alta devido o consumo de peixe salgado com vinho de bacaba, por exemplo. Nosso beiradão está iluminado, não é mais uma imensidão tenebrosidade. Agora temos lux in tenebris. Estamos saindo de Itacoatiara. 


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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