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DONA MARISA LETÍCIA AMOR NECESSÁRIO DE LULA E COMPANHEIRA DA DEMOCRACIA

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Sartre, em uma das muitas entrevistas que concedeu, um jornalista perguntou ao filósofo da liberdade, o mais militante e comprometido com as causas das lutas pela vida digna, junto a Marx, a razão do amor tão intenso com Simone de Beauvoir. Sartre sorriu e respondeu: “Há amores necessários e amores contingentes”. Os amores necessários são os que dignificam a existência. E a existência só é dignificada quando homens e mulheres descobrem que não são meras facticidades, opacidades, mas projetos ontológicos que os tornam autores comprometidos com suas escolhas como causas humanas.

      O amor necessário não é uma quimera, onde não há existência e nem essência, como afirma o filósofo Spinoza. Onde não há existência e nem essência não pode haver compreensibilidade. Não se pode perceber e nem se pode conceber. O amor necessário é uma produção contínua como espiritualidade comunalidade. Ele não se encontra nem em mim e nem no outro formado como um Em-si. Ele é móbil e vontade impulsionados como transcendência-transcendida no mundo como criação. O amor necessário é fundação singular da práxis e poieses como companheiro. A companhia que todos os amigos necessitam nos seus percursos históricos.

     Dizem que por trás de um grande homem há uma grande mulher. Afirmação reducionista discricionariamente tola. Nem por trás de um grande há uma grande mulher e nem atrás de uma grande mulher há um grande homem. No sentido da liberdade ontológica, tanto a mulher como o homem são grandes. São grandes porque atingiram a dimensão superior do espírito da amizade, o que os torna a potência contínua da singularidade e originalidade da existência. O compromisso simpático e empático como intimidade humana. O pessoal como humanidade.

    O filósofo Spinoza afirma que o amor é uma ideia boa que aumenta a potência de agir. Um afeto-alegria causa de si mesmo. Daí sai o sentido de democracia-constituinte. O filósofo Holandês é um dos que mostra o amor como produção de si mesmo, e não consequência compensatória, como ocorre o chamado amor burguês cuja relação é uma forma de compensação financeira ou psicológica. Daí porque na classe burguesa não há amor necessário, só contingente. Embora essa classe teime em afirmar que seu cônjuge é necessário. Na verdade, não passam de casais que “transbordaram”, como afirma o filósofo Deleuze. Os casais que se suportam. É por causa dessa relação inautêntica que eles odeiam os casais necessários.

      O filósofo italiano ToniNegri, diz que “o amor não pode ser algo que se fecha no casal ou na família. Deve construir comunidades mais vastas. Deve criar caso acaso comunidades de saberes e desejos. Deve torna-se construtor do outra. Creio que o amor é a chave essencial para transformar o próprio no comum”. Esse o amor de Marisa Letícia e Lula. O casal burguês jamais poderá dimensionar esse amor companheiro Marisa Letícia e Lula. Na verdade, um casal burguês nem casal é. Daí a inveja, ódio e sede de vingança contra Marisa Letícia e Lula.       img030

    Spinoza chama de occurso, o encontro. Não o encontro qualquer numérico, espacial, temporal cujo conteúdo é o já determinado, o estado de coisa imóvel, mas a composição de bons afetos que aumentam as potências de agir dos que compuseram o encontro. Foi assim com Lula e Marisa, Sartre e Simone Beauvoir e Marx e Jenny. Todos, singularidades-originalidades humaniora. Humanidade. Todos compostos como necessidade humana. Certo, outros inúmeros casais compuseram e compõem os amores necessários. Se assim, não fosse nós não poderíamos nos tomar humanizados e as aberrações já teriam explodido o planeta errante, como nos diz o filósofo grego Costas Axelos.

    É nesse quadro-móvel-mutante que encontramos Marisa Letícia: nossa companheira. Nossa companheira cujo espírito não é uma entidade mistificada que só imobiliza tornando seus crentes, vítimas importantes para os opressores continuarem com suas taras alimentadas pela dor. Não. Nossa companheira cujo espírito produtivo e criativo modula nossos cantos libertários e age como tecelã da cartografia de desejos-comunitários necessários para criação de uma ontologia-democrática da EXISTÊNCIA ORIGINAL, porque afinal de contas, o homem (macho) e a mulher (fêmea) estão no mundo como liberdade de escolha para uma existência feliz.

      Uma liberdade que possa exclamar com o filósofo Nietzsche que “a vida ativa o pensamento e o pensamento afirma a vida”. Nada do que os burgueses-golpistas podem vivenciar. Por isso, soam como impropérios os votos de condolências e pêsames dos burgueses-golpistas. Eles não sabem quem é essa mulher Marisa Letícia. Essa mulher amor necessário de Lula e companheira do Brasil.

      Quando dos funerais de sua grande mulher Jenny, o grande homem Marx, escreveu par sua filha Jenny que não queria pompas. “Não damos importância às aparências”. E continuou: “Mesmo nas horas finais – sem luta com a morte, afundando devagar no sono – seus olhos eram maiores, mais bonitos e brilhantes que nunca”.

     Os amores necessários das grandes mulheres e dos grandes homens são universalmente intempestivos. Encadeiam-se como projetos transhistóricos saltando pelas eras como espírito-monumental de épocas gloriosas. São obras superiores que confirmam a potência-infinita do homem. Marisa Letícia, Simone Beauvoir, Jenny, Lula, Sartre, Marx, mais outros devires-casais necessários mostram-se como univocidade revolucionária.

     Por essa cartografia do existir compromissado, podemos usar o texto do outro grande homem Engels, fiel companheiro de Marx, proferido diante do túmulo da linda Jenny, para linda Marisa Letícia.

         “Não é necessário que eu fale de suas virtudes pessoais. Seus amigos, que as conheceram, nunca se esquecerão delas. Se jamais existiu no mundo uma mulher tão feliz em proporcionar alegria aos outros – era esta, a qual hoje enterramos”.

         Marisa Letícia, a Associação Filosofia Itinerante (AFIN) através de seus Blogs-Intempestivos Afinsophia e Esquizofia lhe beija com o carinho engajado na potência intensiva da existência necessária que você move.

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         Valeu Companheira, por todas as ultrapassagens! Você entendeu que “o homem é um ser para ser ultrapassado”.

         Obs. As fotos foram extraídas da obra Sem Medo de Ser Feliz organizada por André Singer, apresentação de Jânio de Freitas, depoimento de Ricardo Kotscho e entrevista com Lula.

A QUADRA MOMESCA ATIVA. ENQUANTO O BLOCO DE OLINDA FREVA O “FORA TEMER”, CAIADO, ACUSADO DE EXPLORAÇÃO DO TRABALHO ESCRAVO, QUER CPI CONTRA A IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE.

CARNAVAL

Imperatrizleopoldinense.com.br/Reprodução

“Sempre é carnaval, sempre é carnaval, vamos embora pessoal”. Fundado no ano de 1976 com o objetivo de contestar a ditadura civil-militar, o Bloco Eu Acho É Pouco”, de Olinda, continua mantendo a verve e o ativismo. É o que confirma a comemoração dos seus carnavalescos 40 anos.

Esse ano, estimulado pela contribuição alegórica dos golpistas, ele vai desfilar com indumentária ressaltando o golpista-mor: “Fora Temer”. Além de outras enunciações políticas na indumentária como “Lutaremos pela Liberdade Sempre”, Trumpocalipse, Golpe e Regresso, Por uma Mídia Democrática”. Enunciações que já se tornaram palavras de ordem e que são ressaltadas nas cores vermelho e amarelo. Cores do ouro.

Aqui a programação do Eu Acho é Pouco.

  • 4 de fevereiro: Baile Vermelho e Amarelo – Eu Acho é Pouco.
  • 25 de fevereiro: Eu Acho É pouco.
  • 27 de fevereiro: Eu Acho é Pouquinho.
  • 28 de fevereiro: Eu Acho é Pouco.

E fora do ritmo, já que burguês além de não descender de Dionísio, mas Mamon (deus da cobiça), sua alegria é compensatória como alimento material, lucro, e não a alegria que aumenta a potência de agir, como afirma o filósofo Spinoza, o senador Caiado (DEM/GO), fundador da União Democrática (imaginem que tipo de democracia) Ruralista (UDR), cuja família é acusada de exploração do trabalho escravo, vai propor ao Senado uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar quem são os financiadores da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense que vem com o Samba Enredo criado pela sensibilidade, inteligência, ética e engajamento dos sambistas Moises Santiago, Adriano Ganso, Jorge do Finge e Aldir Senn. Não esquecer que Caiado, apesar de caiado, é campeão do agronegócio.

O Samba Enredo toca no tema explorador realizado pelo agronegócio que envolve as terras indígenas e quilombolas. Aí a represália do senador latifundiário.

Olha a letra e o áudio aí, gente! E com a participação especial do amazonense David Assayag que foi além do Boi Bumbá.

Compositores: Moisés Santiago, Adriano Ganso, Jorge do Finge e Aldir Senna
Participação especial: David Assayag
Intérpretes: Tinga, Celino Dias, Tuninho Júnior e Tinguinha

BRILHOU… A COROA NA LUZ DO LUAR!
NOS TRONCOS A ETERNIDADE… A REZA E A MAGIA DO PAJÉ!
NA ALDEIA COM FLAUTAS E MARACÁS
KUARUP É FESTA, LOUVOR EM RITUAIS
NA FLORESTA… HARMONIA, A VIDA A BROTAR
SINFONIA DE CORES E CANTOS NO AR
O PARAÍSO FEZ AQUI O SEU LUGAR
JARDIM SAGRADO O CARAÍBA DESCOBRIU
SANGRA O CORAÇÃO DO MEU BRASIL
O BELO MONSTRO ROUBA AS TERRAS DOS SEUS FILHOS
DEVORA AS MATAS E SECA OS RIOS
TANTA RIQUEZA QUE A COBIÇA DESTRUIU

SOU O FILHO ESQUECIDO DO MUNDO
MINHA COR É VERMELHA DE DOR
O MEU CANTO É BRAVO E FORTE
MAS É HINO DE PAZ E AMOR
SOU GUERREIRO IMORTAL DERRADEIRO
DESTE CHÃO O SENHOR VERDADEIRO
SEMENTE EU SOU A PRIMEIRA
DA PURA ALMA BRASILEIRA

JAMAIS SE CURVAR, LUTAR E APRENDER
ESCUTA MENINO, RAONI ENSINOU
LIBERDADE É O NOSSO DESTINO
MEMÓRIA SAGRADA, RAZÃO DE VIVER
ANDAR ONDE NINGÚEM ANDOU
CHEGAR AONDE NINGUÉM CHEGOU
LEMBRAR A CORAGEM E O AMOR DOS IRMÃOS
E OUTROS HERÓIS GUARDIÕES
AVENTURAS DE FÉ E PAIXÃO
O SONHO DE INTEGRAR UMA NAÇÃO
KARARAÔ… KARARAÔ… O ÍNDIO LUTA PELA SUA TERRA
DA IMPERATRIZ VEM O SEU GRITO DE GUERRA!

SALVE O VERDE DO XINGU… A ESPERANÇA
A SEMENTE DO AMANHÃ… HERANÇA
O CLAMOR DA NATUREZA
A NOSSA VOZ VAI ECOAR… PRESERVAR!

 

FILÓSOFO E SOCIÓLOGO ZYGMUNT BAUMAN DA “MODERNIDADE LÍQUIDA”

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 Nascido no mesmo ano do filósofo francês Gilles Deleuze, 1925, o filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman, casado com Janine Lawinson-Bauman no pó-guerra, que que ele participou, tem como sua mais consistente e difundida teoria a “modernidade líquida”. As formas de relações sociais na pós-modernidade.

      “Viver entre uma multidão de valores, normas e estilo de vida, em competição, sem uma garantia firme e confiável de estarmos certos é perigoso e cobra um alto preço psicológico”, mostra o filósofo no seu Amor Líquido.

  A modernidade líquida apresenta uma pós-modernidade onde predomina o individualismo impondo corpos antagônicos nas relações sociais. Uma clara deferência ao que se experimenta hoje, como no Brasil do golpe. O filósofo é um ativo militante que luta contra todas as formas de antidemocracias, e principalmente contra a tirania do capitalismo.

    Seu último livro apresentado no Brasil foi “A Riqueza de Poucos Beneficia Todos Nós?”. O corte existencial de Zygmunt Bauman dado na linha do tempo cronológico é 91 anos, mas na intensidade aion é infinito.

   “O capitalismo é um sistema parasitário. Como todos os parasitas, pode prosperar durante certo período, desde que encontre um organismo ainda não explorado que lhe forneça alimento.

     Numa sociedade de consumo, compartilhar a dependência de consumidor – a dependência universal das compras é a condição sine qua non de toda a liberdade individual.  Acima de tudo na liberdade de ser diferente, de “ter identidade.1

(…) um comercial de TV mostra uma multidão de mulheres com uma variedade de penteados e cores de cabelos, enquanto o narrador comenta: “Todas únicas; todas individuais; todas escolhem X” (X sendo a marca anunciada de condicionador). O utensílio produzido em massa é a ferramenta da variedade individual. A identidade – “única” e “individual” – só pode ser gravada na substância que todo o mundo comprar que só pode ser encontrada quando se compra. Ganha-se a independência rendendo-se.

   A tarefa é o consumo, e o consumo é um passatempo  absolutamente e exclusivamente individual, uma série de  sensações que só podem ser experimentadas – vividas –  subjetivamente. As multidões que enchem os interiores dos “templos de consumo” de George Ritzer são ajuntamentos, não  congregações, conjuntos, não esquadrões; agregados, não totalidades. Por mais cheios que possam estar, os lugares de consumo coletivo não têm nada de “coletivo”.

Numa sociedade sinóptica de viciados em comprar/assistir, os pobres não podem desviar os olhos; não há mais para onde olhar. Quanto maior a liberdade na tela e quanto mais sedutoras as tentações que emanam das vitrines, e mais profundo o sentido da realidade empobrecida, tanto mais irresistível se torna o desejo de experimentar, ainda que por um momento fugaz, o êxtase da escolha. Quanto mais escolha parecem ter os ricos, tanto mais a vida sem escolha parece insuportável para nós.

Claude Lévi-Strauss, o maior antropólogo cultural de nosso tempo, sugeriu em“Tristes trópicos” que apenas duas estratégias foram utilizadas  na história humana quando a necessidade de enfrentar a alteridade dos outros surgiu: uma era a antropoêmica, a outra antropofágica.

A primeira estratégica consiste em “vomitar”, cuspir os outros vistos como incuravelmente estranhos e alheios: impedir o contato físico, o diálogo, a interação social e todas as variedade de commercium, comensalidade e connumbium. As variantes extremas da estratégia “êmica” são hoje, como sempre, o encarceramento, a deportação e o assassinato. As formas elevadas, “refinadas” (modernizadas) da estratégia “êmica” são a separação espacial, os guetos urbanos, o acesso seletivo a espaços e o impedimento seletivo a seu uso.

A segunda estratégia consiste numa soi-disant “desalienação” das substâncias alheias: “ingerir”, “devorar” corpos e espíritos estranhos de modo a fazê-los, pelo metabolismo, idênticos aos corpos que os ingerem, e portanto não distinguíveis deles. Essa estratégia também assumiu ampla gama de formas: do canibalismo à assimilação forçada – cruzadas culturais, guerras declaradas contra costumes locais, contra calendários, cultos, dialetos e outros “preconceitos” e “superstições”. Se a primeira estratégia visava ao exílio ou aniquilação dos “outros”, a segunda visava à suspensão ou aniquilação de sua alteridade.

Em um dos maiores sucessos entre os popularíssimos livros de autoajuda (vendeu mais de 5 milhões de cópias desde a publicação em 1987), Melody Beattie adverte/aconselha seus leitores: “A maneira mais garantida de enlouquecer e envolver-se com assuntos de outras pessoas, e a mais mais rápida de tornar-se feliz é cuidar dos próprios”. O livro deve seu sucesso instantâneo ao título sugestivo(Codependent no More), que resume seu conteúdo: entrar resolver os problemas de outras pessoas nos torna dependentes, e a dependência oferece reféns ao destino – ou, mais precisamente, há coisas que não dominamos e há pessoas que não controlamos; portanto, cuidemos de nossos problemas, e apenas de nossos problemas, com a consciência limpa.

Há pouco a ganhar fazendo o trabalho de outros, isso desviaria nossa atenção do trabalho que pode fazer senão nós mesmos. Tal mensagem soa agradável – como uma confirmação, uma absolvição e uma luz verde necessária – a todos os que, sós, são forçados a seguir, a favor ou contra seu próprio juízo, e não sem dor na consciência, a exortação de Samuel Butler: “No fim, o prazer é melhor guia que o direito e o dever”.

Ao fim da sessão de aconselhamento, as pessoas aconselhadas estão tão sós quantos antes. Isso quando sua solidão não foi reforçada: quando sua impressão de que seriam abandonadas à sua própria sorte não foi corroborada e transformada em uma quase certeza. Qualquer que fosse o conteúdo do aconselhamento, este se referia a coisas que a pessoa aconselhada deveria fazer por si mesma, aceitando a inteira responsabilidade por fazê-las  de maneira apropriada, e não culpando ninguém pelas consequências desagradáveis que só poderiam ser atribuídas a seu próprio erro ou negligência.

A infame frase de efeito de Margaret Thatcher “não existe essa coisa de sociedade” é ao mesmo tempo uma reflexão perspicaz sobre a mudança no caráter do capitalismo, uma declaração de intenções e uma profecia auto-comprida: em seus rastros veio o desmantelamento das redes normativas e protetoras, que ajudavam o mundo em seu percurso de tornar-se carne. “Não sociedade” significa não ter utopia nem distopia: Peter Drucker, o guru do capitalismo leve, disse, “não mais salvação pela sociedade” – sugerindo (ainda que por omissão e não por afirmação) que, por implicação, a responsabilidade pela danação não pode ficar com a sociedade, a redenção e a condenação são produzidas pelo indivíduo e somente por ele – o resultado do que o agente livre fez de sua vida.

O mundo está cheio de possibilidade, é como uma mesa de bufê com tantos pratos deliciosos que nem o mais dedicado comensal poderia provar de todos. Os comensais são os consumidores, a mais custosa e irritante das tarefas que se pode pôr diante de um consumidor é a necessidade de estabelecer prioridades: a necessidade de dispensar algumas opções inexploradas e abandoná-las. A infelicidade dos consumidores deriva do excesso e não da falta de escolha. “Será que utilizei os meios à minha disposição da melhor maneira possível”? Será que utilizei os meios à minha disposição da melhor maneira possível? É a pergunta mais assombrosa e causa insônia ao consumidor.

Ninguém ficaria surpreso ou intrigado pela evidente escassez de pessoas que se disporiam a ser revolucionários: do tipo de pessoas que articulam o desejo de mudar seus planos individuais como projeto para mudar a ordem da sociedade.

A tarefa de construir uma ordem nova e melhor para substituir a velha ordem defeituosa não está hoje na agenda – pelo menos não na agenda que se supõe que a ação política resida.

No seu último encontro anual, realizado em setembro de 1997 em Hong Kong, os diretores do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial criticaram severamente os métodos alemães e franceses para trazer mais gente de volta ao mercado de trabalho. Achavam que esses esforços iam contra a natureza “flexível do mercado de trabalho”. O que este requer, disseram, é a revogação de leis “favoráveis demais” à proteção do emprego e do salário, a eliminação de todas as “distorções” que se colocam no caminho da autêntica competição e a quebra da resistência da mão-de-obra a desistir de seus “privilégios” adquiridos – isto é, de tudo que se relacione à estabilidade do emprego e à proteção do trabalho e sua remuneração”, trechos da Modernidade Líquida.

COM A MÚSICA DE CHICO, “APESAR DE VOCÊ” COMO CORPO INCIDENTAL ARTISTAS GRAVAM VÍDEO CONTRA A FILHA ABERRANTE DE TEMER: PEC 241

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Para combater o arbítrio da filha aberrante de Temer, o golpista que junto com sua trupe escarnecedora da democracia tomaram de assalto o Brasil, artistas como Omar Prado, Beth Mendes, Tonico, Beth Carvalho, Wagner Moura, entre outros, gravaram o vídeo Não À PEC 241 organizado pela Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Assista o vídeo e grave também sua voz consciente.

ENQUANTO EM MANAUS A CANDIDATURA DE ZÉ RICARDO DO PT É ÓBVIA COMO A DOS OUTROS, EM SÃO PAULO A DE HADDAD É DEMOCRATICAMENTE ATIVA

Haddad

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O poder constituído, segundo o filósofo italiano Toni Negri, é a forma em que os corpos, econômico, político, social, estético, etc., são apresentados como realidade pelo governo de um Estado. São corpos regrados e normatizados usados pelos dirigentes para conduzirem e orientarem os habitantes desse Estado. Sem qualquer ilusão, na verdade é força-molar de imobilização.

O grande objetivo dos governantes é fazer com que o poder constituído se mantenha como realidade a ser preservada pelos sujeitos não ativos. Os sujeitos dos espíritos cativos, como afirma o filósofo Nietzsche. Uma realidade inalterável como verdade, onde todos os atos dos habitantes são meras repetições sem criação e atuação renovadora.

Já o poder constituinte, que na verdade deve ser conceituado como potência constituinte, é o “movimento real”, como afirma Marx que transforma o estado de coisa imóvel que o poder constituído resguarda como verdade inalterável. Ao contrário do poder constituído, a potência constituinte se mostra como corpos mutatio-renovatio, porque é fundado pela práxis e a poiesis. Ação como criação do novo.

A potência constituinte é a potência da multidão, multitudo como virtù criadora de novas formas ontológicas de existências. A democracia radical expressa em Machiavel, Spinoza e Marx que não se deixa prender pela democracia representativa burguesa que é o poder constituído reflexo do capitalismo. O capitalismo paranoico, como afirmam os filósofos Deleuze e Guattari.

A potência constituinte não é processada, como novo, apenas pelos corpos econômicos, mas, também, pelos corpos estéticos que expressam movimentos criativos que saem da potência criadora dos trabalhadores, dos artistas em forma de trabalho social revolucionário. Assim, como movimento ontológico práxis e poiesis, a potência constituinte emerge como criação no poder constituído para produzir nova forma ontológica de estar-no-mundo, onde o homem não deve sofrer privações como ocorre no poder constituído do capitalismo paranoico.

Em uma campanha eleitoral, dependendo da sensibilidade, inteligência e ética dos candidatos, os programas-projetos apresentados refletem ou o poder constituído ou a potência constituinte. Porém, no Brasil, a maioria dos candidatos, dado suas indigências políticas, reflete o poder constituído. Mesmo que alguns tentem passar uma superficialidade de ser diferente, os programas são os mesmos estados de coisas.

Em São Paulo, a candidatura do prefeito do Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad, é essencialmente devir potência constituinte. Nela os corpos que se movimentam se movimentam sempre como mutatio-renovatio. É um movimento criador que não se resume em Haddad, porque não há o novo sem a potência da multidão. É um movimento criador porque as individualidades dos sujeitos-ativos se compõem como potência da multidão. Devir, virtù, vontade de potência. Um movimento em que as singularidades dos habitantes produzem cartografias de desejos coletivos que se materializam como direitos de todos.

Infelizmente, em Manaus, a candidatura do deputado Zé Ricardo do Partido dos Trabalhadores não é traspassada pelo processual da potência constituinte. O programa-projeto, como práxis e poiesis, de Zé Ricardo, não é constitutivo de corpos que afirmam a vida coletiva como potência da multidão. Ele, com poucas exceções, é óbvio e tatibitate como os dos outros candidatos. Nada de novo. Todos são representantes do estado de coisa reacionário da direita. Os candidatos cronologicamente mais novos, são tão velhos em ideias fossilizadas politicamente como os velhos cronologicamente candidatos. Como diriam os sábios gregos, em relação às eleições em Manaus: “Não há nada de novo sob a luz do sol tropical de Manaus!”.

Zé Ricardo não fez essa leitura, e não fazendo essa leitura não teve a compreensão do mundo manauara cujos representantes partidários reacionários privam, com suas indigências políticas, a população da alegria de existir sem privação. Zé Ricardo não entendeu que com os mesmos códigos desativados da semiótica dominante ele não atinge os sujeitos-ativos que podem trepidar a molaridade do estado de coisa triste em que Manaus está submetida. Apanhado por essa trapaceira semiótica, Zé Ricardo só tagarela. Não percebeu e compreendeu que a única (com respeito ao candidato Queiroz do PSOL) candidatura que poderia encadear desejos mutatio-renovatio nessa eleição era a sua. Já que as outras são golpistas.

Mas Zé Ricardo não pode de todo ser tomado como o único responsável pela falta de ativação em sua candidatura, já que uma candidatura é coletiva. Por isso não há que se comparar sua candidatura com a de Haddad. Em São Paulo a candidatura de Haddad se movimenta em composição-ativa como heterogeneidade. Vários corpos tecem a cartografia de desejos da potência constituinte. Os artistas, os intelectuais são sujeitos-ativos. Em Manaus, ao contrário, parece que não existem artistas e muito menos intelectuais. Só mesmo tagarelas, reacionários, e alienados presos em suas camisas de forças vaidosas.

OS VERDADEIROS PALHAÇOS PROFISSIONAIS DO BRASIL DIVULGAM CARTA DE REPÚDIO CONTR O FALSO PALHAÇO GOLPISTA E MISÓGINO TIRIRICA. A ABERRAÇÃO DA ARTE CIRCENSE

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No momento em que as aberrações se mostram ousadas, sem qualquer brio – não poderiam ter – que possam ser tidas como seres de humanidade, já que a democracia é o reflexo político maior da humanidade, protestar contra o falso palhaço, golpista e misógino Tiririca é querer transformar o impossível em realidade, posto que Tiririca é só mais um na trupe dos pervertidos partidários que promovem o golpe contra a democracia representada por Dilma e o povo brasileiro.  

Mesmo assim, é importante que os palhaços profissionais que sabem o que é a arte do humor como potência criadora, divulguem a carta de repúdio ao falso e estúpido Tiririca.

“Ao Excelentíssimo Senhor Tiririca Deputado Federal

Senhor Deputado,

Nós, palhaças e palhaços profissionais, brasileiros e estrangeiros engajados na defesa da democracia do Brasil, manifestamos nossa mais completa insatisfação e repúdio em relação à postura e ao voto de V.Exa na votação do processo de impeachment do último domingo, 17 de abril de 2016.

Como o senhor bem sabe, nossa profissão se baseia, acima de tudo, na verdade e na honra com a qual o artista se dirige a seu público.

O que certamente nos diferencia do senhor, na atual situação de nosso país, é a coragem ética com a qual nós, ao contrário de V.Exa, lutamos pela consolidação da, ainda frágil, democracia brasileira.

Sabemos perfeitamente que, em nosso sistema constitucional, não se pode derrubar um governo simplesmente porque não se concorda com sua política. É preciso que se prove a existência de crime de responsabilidade. E tal noção de crime, forjada do dia para noite, em uma Câmara cujo presidente é investigado na operação Lava Jato, arranha consideravelmente a legitimidade de um processo que se pretende honesto.

V.Exa não quer, ou não tem interesse em observar esses fatos com isenção, honra e justiça. Daí nossa brutal e essencial diferença.

Portanto, deputado Tiririca, trocando em miúdos: no último domingo, lamentavelmente, o senhor não representou os palhaços e palhaças profissionais, envergonhando aqueles que buscam honrar o seu ofício de levar alegria ao povo brasileiro”.

Assinam esta carta, as entidades circenses, os coletivos de circo e da palhaçaria e os artistas abaixo:

Cooperativa nacional de CircoCooperativa Paulista de TeatroHugo Possolo e Raul barretto – Parlapatões Patifes e Paspalhões – SP Fernando sampaio – Cia. La mínima – SPesio magalhães e tiche vianna – Barracão Teatro – SP – Campinas
fernando yamamoto – cLOWNS DE SHAKESPEARE – RN
Lily curcio – Seres DE LUZ – sp – cAMPINAS
dagoberto feliz e suzana aragão – folias d´arte – sp
Vera Abbud – As Graças – sp
VAL DE CARVALHO – Coletivo SampalhAças – SP
paulo federal – Casa 360 – Espaço de Arte e bem estar – sp
SILVIA LEBLON – NA Companhia dos anjos – sp – campinas
christiane paoli quito – professora da escola de arte dramática/eca-usp
bete dorgam – professora da escola de arte dramática/eca-usp
Angel Bonora Jorda – Espanha.
Angela de Castro – Inglaterra
Claudio Carneiro – Cirque du Soleil
Ivan Prado – PORTAVOZ INTERNACIONAL DE PALLASOS EM REBELDIA
Duo Finelli – EUA
giovanni foresti – oucloup – itália
Erin Leigh Crites – EUA
Daniela barros – RJ
ÂNGELO BRANDINI – SP
CHRISTIANE GALVAN -SP
VERA LUCIA RIBEIRO – aS MARIAS DAS GRAÇAS – RJ
eSTUDANTES DO INSTITUTO DE ARTES DA UNESP
Festival dos Inhamuns de Circo, Bonecos e Artes de Rua – CE
Circo Escola Lona da Maria – Ce – Itapipoca
MOVIMENTO POPULAR ESCAMBO LIVRE DE RUA – Brasil
ANEPS (Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação Popular e Saúde) – SC
Ponto de Cultura Galpão da Cena de Itapipoca – ce
Associação de Artes Cênicas de Itapipoca -AARTI- Ce
CIRCO GUARACIABA – SP – SOROCABA
CIRCO KOSKOSWISK – SP – SOROCABA
Cia. Balé Baião – ce
Arte JUCÁ – ce
CERVANTES DO BRASIL – CE
Coletivo M´Boitata – MS – Dourados
paola mussati – cia. pelo cano – sp
lUCIANA vIACAVA – cia do ó – sp
Instituto hahaha – Mg
bando de palhaços – rj
lona bamba – sp
Dona Zefinha – ce
circo klenquen – SP
forças armadas – sp
circo di só ladies – sp
CIA. Cromossomos – SP
Circo do Asfalto – SP – São Bernardo do Campo
Coletivo Bassusseder – SP
Cia Vôos – Sp
Esquadrilha da risada – sp
Cia. da Reprise – sp
Exército contra nada – sp
clowbaret – sp
Cia. Maravilhas – PE
Cia. Humatriz – PE
Las cabaças – pará – brASIL
CIRCOVOLANTE – MG
Grupo Off-Sina – RJ
Cia do Solo – RJ
Núcleo Artístico Gema – RJ
Cia Theatro em Cena – MT
Companhia Cênica Ventura – RN
Grupo Teatral Nativos da Terra Rasgada – SP – sorocaba
Charanga Mutante – rj
BANDO LA TRUPE- RN
CIA. CIRANDUÍS – Rn
CIA. ARTE E RISO DE UMARIZAL – rn
CIA ARTE VIVA DE SANTA CRUZ – rn
GRUPO CAFURINGA DE RECIFE – pe
MOVIMENTO CHÁ, CAFÉ, PROSEADO – rn
CENOPOESIA TRAK-TRAK – rn
Palhaço Gourmet – pr
Circo Rodado – prColetivo Miúdo – pr
CIRCOVOLANTE – Mg
PALHAÇO CUS-CUZ – JUNIO SANTOS – BRASIL
Cia. Gêmea – Mg
Coletivo VagaMundo – Rs

 

CHICO CÉSAR, O ENGAJADO COMPOSITO E CANTOR, SE SOLIDARIZA COM ESTUDANTES E FAZ SHOW NA ESCOLA FERNÃO DIAS

image_largeDiante da intransigência do governo Alckmin em não mudar sua decisão de fechar escolas de comunidades onde estudantes nasceram e estão matriculados já alguns anos, cujo deslocamento dos mesmos para outras escolas distante do lugar onde moram, eles decidiram continuar com as ocupações de mais de 66 escolas do ensino público como forma de lutar por seus direitos.

Todavia, não são somente os estudantes, professores e pais estão na luta, grande parte da comunidade também tem demonstrado solidariedade ao movimento reivindicatório. Entre essas solidariedades aparecem filósofos, como Dermeval Saviani, intelectuais e artistas. E como não poderia ser diferente, o cantor e compositor Chico César foi um dos se solidarizou com os estudantes.

Convidado por uma professora, sua amiga, ele aproveitou um momento de folga de seus shows que está realizando, e fez uma apresentação na Escola Fernão Dias Paes, em Pinheiros. Além da apresentação gravou um vídeo expressando sua solidariedade com a luta dos estudantes.

“Acho importante os artistas, as pessoas, os professores que puderem vir aqui doar aulas, dar uma oficina, um curso, alguma coisa. Posso contribuir desse jeito, vir tocar. Doei uma coisa que sai da minha alma, minha música, do meu coração. O público nos dá tanto, que sempre que a gente puder trocar graciosamente, sem a presença da grana… Sabe, nem tudo é grana nessa vida. Aliás, as coisas mais importantes não podem ser compradas, podem ser compartilhadas, dadas assim.

Eu acho que os estudantes dizem para todos nós: ‘Olha gente, é possível, nem tudo depende dos governos’, o governo é quem decide, o Judiciário é quem decide, não, quem decide somos nós.

Acho que esta é a lição, mostrar que nós temos poder, que nós podemos participar, mudar os rumos das coisas.  Muitas coisas chegam para nós como já estivesse tudo certo e pronto e que você só deve cumprir. Não é assim, nós podemos através da desobediência civil, das manifestações organizadas, participar das decisões. Isso vai influenciar o futuro de muita gente”, analisou o engajado Chico César.

A Vontade de Saber dos estudantes é o devir que constrói uma sociedade democraticamente humana. Tudo que os tiranos temem. Veja e clica a baixo o vídeo. 

ARIANO SUASSUNA O CANTO ALEGRE DE DIONÍSIO

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O filósofo alemão Nietzsche em sua obra Origem da Tragédia, pergunta: “O que é o espírito dionisíaco?” Ele responde: “É a alegria, a vontade, a saúde exuberante e o excesso de vitalidade”. Em sua outra obra A Visão Dionisíaca do Mundo, ele afirma que “as festas de Dionísio não afirmam apenas a ligação do homem entre os homens, elas também reconciliam homem e natureza”. E em outra parte da obra, ele demonstra que “o caráter artístico dionisíaco não se mostra na alternância de lucidez e embriaguez, mas sim em sua conjugação”.

Analisando sua obra e compreendendo seu modus de ser não como não perceber a vontade de alegria, a vitalidade criativa e a reconciliação homem natureza dionisíaca em Ariano Suassuna. Por onde transita, Ariano Suassuna, sopra a potência do cômico criador e transformador que nos oferece o deus da vida: Dionísio. Ele soube como capturar seu espírito e seu caráter artístico que servem às vibrações do existir.

Todas suas obras carregam potências alegres necessárias para se conjugarem como bem do existir. Elas também são encontradas em suas formas pessoais de relação com os outros. O socialismo que ele carrega mostra claramente essas potências alegres que propiciam aos homens, em comunalidade, a vitalidade do viver. Não se trata de uma ideologia regrada e sedimentada, mas uma cartografia de desejos produtores de forma de existências coletivas alegres.  Daí porque Ariano Suassuna encontra-se sempre disposto aos outros como amigos.

Suas conversas, os causos que apanha e despacha, suas aulas dionisíacas são referendos à sua criatividade cotidiana. Nascido na Paraíba, mas habitante de Pernambuco, porém sua estética existencial não se territorializa. Salta sempre em desterritorialização produtiva. Não há como fixá-lo, porque há em sua “saúde exuberante”, “o excesso de vitalidade” que impede que seres como ele transmutem-se em sujeitos de habitação. Essa sua prova pública de seu “caráter artístico”.   Ariano Suassuna

Para um homem como Ariano Suassuna, as honrarias não lhe afetam, e não lhe causam orgulho. Suas criações são seus meios ontológicos de confirmar a existência. Chegam e se distribuem em outras composições singulares convidadas pelas pessoas. João Grilo, O Auto da Compadecida, O Santo e a Porca, Uma Mulher Vestida de Sol, A Farsa da Boa Preguiça, Romance d’A Pedra do Reino, outras, são meios ontológicos de celebrar dionisiacamente a vida.Ariano Suassuna (Foto: Estadão Conteúdo)

“Quem são os homens mais do que a aparência do teatro? A vaidade e a fortuna governam a farsa desta vida”, diz Suassuna.

LULA TEM SUA IMAGEM CONSITUÍDA EM ESTÁTUA DE BRONZE AO LADO DA CASA BRANCA. FERNANDO HENRIQUE VAI VIRAR ESTÁTUA DE INVEJA

Busto de Lula exposto na capital dos EUA

O escultor chinês Yuan Xikun criou a estátua da imagem de Lula que foi instalada no National Mall, um parque que fica ao lado da Casa Branca, em Washington. Lá se encontram outros ilustres personagens como Simon Bolívar, Abraham Lincoln e Gabriel Garcia Márquez. 

Com essa estátua Lula inaugura a presença do primeiro brasileiro em forma de arte escultural no solo norte-americano. De acordo com o escultor sua obra faz homenagem apenas aos personagens que contribuíram “para os povos das Américas”.

“Minhas criações homenageiam quem extraordinariamente contribuiu para os povos das Américas”, disse Yuan Xikun.

Nesse caso, Fernando Henrique, nem imaginar. Mas é possível que ao saber do fato estético-político-histórico ele vire estátua de inveja.  

Para que serve a filosofia na vida prática

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A filosofia existe para que as pessoas possam viver melhor. Sofrer menos. Lidar melhor com as adversidades. Enfrentar serenamente o perpétuo vai-e-vem de elevações e quedas, para citar uma grande frase de um filósofo da Antiguidade. A missão essencial da filosofia é tornar viável a busca da felicidade.

Todos os grandes pensadores sublinharam esse ponto. A filosofia que não é útil na vida prática pode ser jogada no lixo. Alguém definiu os filósofos como os amigos eternos da humanidade. Nas noites frias e escuras que enfrentamos no correr dos longos dias, eles podem iluminar e aquecer. A filosofia apóia e consola.

Um aristocrata romano chamado Boécio (480-524) era rico, influente, poderoso. Era dono de uma inteligência colossal: traduziu para o latim toda a obra de Aristóteles e Platão. Tudo ia bem. Até o dia em que foi acusado de traição pelo imperador e condenado à morte. Foi torturado. Recebeu a marca dos condenados à morte de então: a letra grega Theta queimada na carne.

Boécio recorreu à filosofia, em que era mestre, para enfrentar o suplício. Entre a sentença e a morte, escreveu em condições precárias um livro que se tornaria um clássico da literatura ocidental: A Consolação da Filosofia. Tudo de que ele dispunha, para escrevê-lo, eram pequenas tábuas e estiletes. Isso lhe foi passado, para dentro da cela, por amigos. “A felicidade pode entrar em toda parte se suportarmos tudo sem queixas”, escreveu ele.

A filosofia consola, mostrou em situação extrema Boécio. E ensina. E inspira. Sim, os filósofos são os eternos amigos da humanidade. Considere Demócrito, pensador grego do século 5 a.C. Ele escreveu um livro chamadoSobre o Prazer. Primeira frase do livro: “Ocupe-se de pouco para ser feliz”. Gênio. Gênio total. A palavra grega para tranqüilidade da alma é euthymia.

A recomendação básica de Demócrito, sob diferentes enunciados, é encontrada em muitos outros filósofos. Sobrecarregar a agenda equivale a sobrecarregar o espírito, e traz inevitavelmente angústia. Ninguém que tenha muitas tarefas pode ser feliz.

Um sábio da Antiguidade não abria nenhuma correspondência depois das quatro horas da tarde. Era uma forma de não encontrar mais nenhum motivo de inquietação no resto do dia, que ele dedicava a recuperar a calma que perdera ao entregar-se ao seu trabalho. Olhemos para nós, e nos veremos com freqüência abrindo mensagens no computador alta noite, e não raro nos perturbando por seu conteúdo. O único resultado disso é uma noite mal dormida.

Fazemos muitas coisas desnecessárias. Coloque num papel as atividades de um dia. Depois veja o que realmente era preciso fazer e o que não era. A lista das inutilidades suplanta quase sempre a das ações imperiosas. O imperador filósofo romano Marco Aurélio, do começo da Era Cristã, louvou a frase de Demócrito em suas clássicas Meditações. Acrescentou que devemos evitar não apenas os gestos inúteis, mas também os pensamentos desnecessários.

Marco Aurélio recomendava o formidável exercício de conduzir a mente, quando agitada, para pensamentos aquietadores. Isso conseguido, controlamos a mente, esse cavalo selvagem, em vez de sermos controlados por ela.

Sêneca escreveu sobre o assunto com imensa graça e espírito. Sêneca usou as expressões “agitação estéril” e “preguiça agitada” ao tratar dos atos que nos trazem apenas desassossego. “É preciso livrar-se da agitação desregrada, à qual se entrega a maioria dos homens”, escreveu Sêneca. “Eles vagam ao acaso, mendigando ocupações. Suas saídas absurdas e inúteis lembram as idas e vindas das formigas ao longo das árvores, quando elas sobem até o alto do tronco e tornam a descer até embaixo, para nada. Quantas pessoas levam uma existência semelhante, que se chamaria com justiça de preguiça agitada?”

Agimos como formigas quase sempre, subindo e descendo sem razão o tronco das árvores, e pagamos um preço alto por isso: ansiedade, aflição, fadiga física e mental. Nossa agenda costuma estar repleta. É uma forma de fugir de nós mesmos, como escreveu sublimemente um poeta romano. Eliminar ao menos algumas das tantas tarefas inúteis que nos impomos a cada dia é vital para a euthymia da qual falavam os sábios gregos.

Outro ponto essencial recomendado pelos filósofos para a vida feliz é aceitar os tropeços. É o principal ensinamento do filósofo Zenão e seus discípulos. Nascido em 333 a.C. na ilha de Chipre, filho de pais ricos, Zenão fundou em Atenas uma escola de filosofia que dominou o mundo culto por séculos e cujos fundamentos influenciaram a doutrina cristã: o estoicismo.

Tão forte é a filosofia estóica que “estóico” virou sinônimo de bravura na adversidade. Segundo o mais admirado dicionário de inglês, o Oxford, estóico é quem se porta com serenidade diante do revés ou do triunfo. Nem vibra na vitória e nem se deprime na derrota.

Zenão perdeu todo o seu patrimônio num naufrágio. Seu comentário ao receber a informação: “O destino queria que eu filosofasse mais desembaraçadamente”. O nome da escola deriva da palavra grega “stoa”, pórtico. Zenão, alto, magro, o pescoço ligeiramente inclinado, pregava suas idéias num pórtico erguido pelos atenienses para celebrar a vitória na guerra sobre os persas.

Esse pórtico era colorido com imagens de gregos derrotando os bárbaros. Na Atenas de então, era comum discutir filosofia em locais públicos, mas a escolha do pórtico por Zenão parece carregada de simbolismo: o triunfo da sabedoria sobre a brutalidade.

O estoicismo defendia uma vida de acordo com a natureza. Simplicidade no vestuário, na comida, nas palavras, no estilo de vida. E a aceitação de tudo que possa ocorrer de ruim. Agastar-se contra as circunstâncias apenas piora o estado de espírito da pessoa: essa a lógica da aceitação, ou resignação, que viria a ser um dos pilares do cristianismo.

O lema estóico: abstenha-se e aceite. O apreço pela vida de acordo com a natureza Zenão a-prendeu com seu mestre em filosofia, Crates. Crates era da escola cínica. Os cínicos defendiam a simplicidade tanto quanto os estóicos, e não é difícil entender por que a posteridade ignorante lhes atribuiu um sentido pejorativo: é que eles eram extraordinariamente irreverentes. O mais notável filósofo cínico, Diógenes, certa vez se masturbou em público. Explicou aos que o interpelavam: “Gostaria de saciar minha fome esfregando o estômago”.

Não sobrou livro nenhum de Zenão. Atribuem-se a ele frases, das quais uma das melhores diz: “A natureza nos deu dois ouvidos e apenas uma boca para que ouvíssemos mais e falássemos menos”. Zenão se matou aos 72 anos.

Para os estóicos, o suicídio – sem lamúrias, sem queixas – era uma retirada digna e honrosa quando a pessoa já não encontrasse razões para viver. Sabe-se de sua morte pelo biógrafo Diógenes Laércio, autor de Vida dos Filósofos. Zenão tropeçou e se machucou, segundo Diógenes Laércio. Em seguida citou um verso de um autor grego chamado Timóteo: “Eis-me aqui: por que me chamas?”

Nascido escravo e só liberto depois de adulto, Epitecto foi uma das vozes mais influentes da filosofia da Antiguidade. Ele viveu nos primórdios da Era Cristã, de 40 a 125. Não escreveu um único livro. Seu pensamento é conhecido graças a um discípulo, o historiador Arriamo.

Arriamo teve o cuidado de anotar as idéias de seu mestre, e depois transformá-las em dois livros,Entretenimentos e Manual. Seu tamanho intelectual é tal que o imperador filósofo Marco Aurélio escreveu que um dos acontecimentos capitais de sua vida foi ter tido acesso às obras de Epitecto.

Para ele, o passo básico da vida feliz é aceitar as coisas como elas são. Revoltar-se contra os fatos não altera os fatos, e ainda traz uma dose de tormento desnecessária. “Não se deve pedir que os acontecimentos ocorram como você quer, mas deve-se querê-los como ocorrem: assim sua vida será feliz”, disse Epitecto. (Séculos depois, o pensador francês Descartes escreveu uma frase que é como um tributo à escola de Epitecto: “É mais fácil mudar seus desejos do que mudar a ordem do mundo”.)

Não adianta se agastar contra as circunstâncias: elas não se importam. Isso se vê nas pequenas coisas da vida. Você está no meio de um congestionamento? Exasperar-se não vai dissolver os carros à sua frente. Caiu uma chuva na hora em que você ia jogar tênis com seu amigo? Amaldiçoar as nuvens não vai secar o piso. Que tal uma seção de cinema em vez do tênis?

Outro ensinamento seu crucial é que só devemos nos ocupar efetivamente daquilo que está sob nosso controle. Você cruza uma manhã com seu chefe no elevador e ele é efusivo. Você ganha o dia. Você o encontra de novo e ele é frio. Você fica arrasado. Daquela vez ele estava bem-humorado, daí o cumprimento caloroso, agora não. O estado de espírito de seu chefe não está sob seu controle. Você não deve nem se entusiasmar com tapas amáveis que ele dê em suas costas e nem se deprimir com um gesto de frieza. Você não pode entregar aos outros o comando de seu estado de espírito.

“Não é aquele que lhe diz injúrias quem ultraja você, mas sim a opinião que você tem dele”, disse Epitecto. Se você ignora quem o insulta, você lhe tira o poder de chateá-lo, seja no trânsito, na arquibancada de um estádio de futebol ou numa reunião corporativa.

Não são exatamente os fatos que moldam nosso estado de espírito, pregou Epitecto, mas sim a maneira como os encaramos. Um dos desafios perenes da humanidade, e as palavras de Epitecto são uma lembrança eterna disso, é evitar que nossa opinião sobre as coisas seja tão ruim como costuma ser. A mente humana parece sempre optar pela infelicidade.

Outra lição essencial dos filósofos é não se inquietar com o futuro. O sábio vive apenas o dia de hoje. Não planeja nada. Não se atormenta com o que pode acontecer amanhã. É, numa palavra, um imprevidente. Eis um conceito comum a quase todas as escolas filosóficas: o descaso pelo dia seguinte. Mesmo em situações extremas. Um filósofo da Antiguidade, ao ver o pânico das pessoas com as quais estava num navio que chacoalhava sob uma tempestade, apontou para um porco impassível. E disse: “Não é possível que aquele animal seja mais sábio que todos nós”.

O futuro é fonte de inquietação permanente para a humanidade. Tememos perder o emprego. Tememos não ter dinheiro para pagar as contas. Tememos ficar doentes. Tememos morrer. O medo do dia de amanhã impede que se desfrute o dia de hoje. “A imprevidência é uma das maiores marcas da sabedoria”, escreveu Epicuro. Nascido em Atenas em 341 AC, Epicuro, como os filósofos cínicos, foi uma vítima da posteridade ignorante. Pregava e praticava a simplicidade, e no entanto seu nome ficou vinculado à busca frívola do prazer.

Somos tanto mais serenos quanto menos pensamos no futuro. Vivemos sob o império dos planos, quer na vida pessoal, quer na vida profissional, e isso traz muito mais desassossego que realizações. O mundo neurótico em que arrastamos nossas pernas trêmulas de receios múltiplos deriva, em grande parte, do foco obsessivo no futuro. Há um sofrimento por antecipação cuja única função é tornar a vida mais áspera do que já é.

Epicuro, numa sentença frequentemente citada, disse que nunca é tarde demais e nem cedo demais para filosofar. Para refletir sobre a arte de viver bem, ele queria dizer. Para buscar a tranqüilidade da alma, sem a qual mesmo tendo tudo nada temos a não ser medo. Também nunca é tarde demais e nem cedo demais para lutar contra a presença descomunal e apavorante do futuro em nossa vida.

O homem sábio cuida do dia de hoje. E basta.

Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

Encontro com a Poesia

A Edita-me e a FNAC convidam-no a participar no próximo dia 22/Março, pelas 17h00 na FNAC do Mar Shopping, num encontro entre público, poetas e diseurs com o intuito de celebrar a Poesia. Este evento acolhe a apresentação das obras recentemente editadas Coisas do arcoda ovelha, de João Habitualmente, Livros Nómadas do Sangue, de João Rios, Grama a Grama, primeira obra de Ana Sofia Pereira, numa conversa com o editor Carlos Lopes e a lexicógrafa Ana Salgado, com a participação da disseuse Celeste Pereira e dos músicos Joana Lopes, Pedro Lopes, Filipe Gandaio e Ricardo Jesus.

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Acesse o link abaixo mais informações.

http://www.fazeanima.pt/fazmail/display.php?M=518045&C=4edb050f6d53189546caecd622e0a1ae&S=2852&L=54&N=1850

BANDINHA DO OUTRO LADO ATUALIZA A POTÊNCIA LÚDICA DE DIONISIOZINHO

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Já há alguns anos a Bandinha do Outro Lado, um dos vetores-criança da Associação Filosofia Itinerante (Afin), atualiza a potência lúdica de Dionisiozinho no domingo-gordo de carnaval no Bairro Novo Aleixo, Rua Rio Jau, Zona Leste de Manaus. O território mais pobre dessa não-cidade.bandinha outro lado 006

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É um território pobre não por carência de inteligência, volição, talento, saber e ética, de suas populações, mas por carência de satisfação das necessidades naturais básicas do homem. Insatisfações resultantes das desumanas administrações públicas impostas às populações dos bairros menos atingidos pelos serviços públicos. Um território onde sua população subsiste na ordem do desemprego, subemprego e salário-mínimo. Uma ordem cruel que se não fossem as políticas públicas do governo federal, a realidade seria muito mais perversa. Um estado de coisa angustiante promovido pelos desgovernos das direitas que se apossaram há, quase, trinta anos da capital.

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É nessa situação, como diria o filósofo francês Sartre, se engajar na situação em que se estar como sujeito-histórico responsável pela produção de sua existência, que a Afin tenta produzir junto com a comunalidade novos modos de ser, sentir, ouvir, ver e pensar. E a Bandinha do Outro Lado carrega esses corpos de sabedorias e afetos produzidos pelas crianças, capazes de revelarem essas novas dimensões de existir. Uma festa no sentido dionisíaco do conceito e da práxis que só as crianças podem atualizar.

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Pois foi exatamente essa experiência devir-criança que novamente foi possível observar e acreditar que só o movimento real pode superar os estados de coisas alienantes de uma cultura dominantemente perversa. Nada como o brincar-criativo transformador. Transformar a forma estereotipada-estabelecida.

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Em um percurso muito simples a Bandinha do Outro Lado – que não tem lado, como a vida que flui sem seguimentaridade – atualiza seu virtual-lúdico. Sai da casa onde são realizadas as sessões de cinema do vetor-Kinemasófico – melhor dizendo, a casa da Miariam que emprestas parte de sua casa para a Afin -, percorre algumas ruas do bairro e volta para o mesmo local, onde a festa continua. Depois da folia, é realizado o ‘desbrocante’ infantil, porque criança embora seja a potência-vital, não é de ferro.

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Um ritmo diferente que ocorreu nesse ano de 2014, foi à participação de crianças afinadas na orquestra. Além das crianças usarem instrumentos industrializados, elas também fizeram uso de instrumentos artesanais criados por elas com a orientação do mestre Alci Madureira.

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No mais, foi uma festa daquelas que o capitalismo predador odeia. Uma festa onde o princípio principal é a dignidade humana.    

O CINEASTA EDUARDO COUTINHO DIRETOR DO CINEMA “CABRA MARCADO PARA MORRER”, FOI ENCONTRADO MORTO

O talentoso cinegrafista Eduardo Coutinho, de 81 anos, diretor do revelador cinema, Cabra Marcado Para Morrer, e de outras obras importantes da cinematografia brasileira como Edifício Master e Jogo de Cena, foi encontrado morto com facadas em sua casa, na Lagoa Rodrigues de Freitas, na zona sul do Rio de Janeiro. Segundo a polícia existem sinais de assassinato. Sua importância para o cinema brasileiro é também como documentarista.

Sua esposa, Maria das Dores de Oliveira Coutinho, 61 anos, deu entrada juntamente com seu filho Daniel Coutinho, 41 anos, no Hospital Municipal Miguel Couto, com cinco facadas, enquanto Daniel, como duas facadas.          

Ela, depois de passar por cirurgia, encontra-se em estado grave, já Daniel, encontra-se em estado estável. Há suspeita policial de que o autor dos crimes possa ter sido seu filho Daniel que apresenta sintomas psiquiátricos.

AVARENTOS-DIREITISTAS DESESPERAM PORQUE DELÚBIO QUE RECEBEU DOAÇÃO DE GENOÍNO VAI DOAR PARTE DE SUA ARRECADAÇÃO PARA DIRCEU

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O comediógrafo francês, inspirado pela Commedia Dell’arte, Molière, criou em seu teatro tipos psicológicos que arrebataram e arrebatam as plateias de risos debochados. Tipos muitos bem parodiados como o Avarento. O Avarento é o típico burguês que antecipou o burguês da chamada pós-modernidade. O burguês moderno concebido e apresentado de forma real pelo filósofo Karl H. Marx, na pessoa alienada e ambiciosa do capitalista O Avarento é um avaro por se apegar ao seu deus: o dinheiro. Trata-se de um personagem vazio que tenta pela usura garantir a ilusão de sua vazia existência. Quanto mais é vazio, mais ambição. Quando se trata de divisão de dinheiro não conte com ele. “Vai ver se eu estou na esquina”, diz ele ao que propõe a divisão

O DINHEIRO COMO AMIGO DO AVARENTO-DIREITISTA

No mundo capitalista brasileiro esse tipo é representado fielmente pelas direitas. Essas personagens molierescas são vistas e ouvidas cotidianamente nos meios de comunicação, seus congêneres, que também seguem a linha da avareza. Um exemplo bem conhecedor, a TV Globo. A TV Globo abocanha a maior parte da verba publicitária do governo federal e ainda quer mais. E para conseguir faz chantagem com matérias tendenciosas para ameaçar o governo Dilma. Outro exemplo, as análises econômicas que são sempre contrárias à realidade que a sociedade brasileira vive atualmente. Sem falar que a TV Globo encontra-se em processo na Justiça Federal por ação fraudulenta em relação à transmissão da Copa do Mundo de 2002. Tudo por dinheiro, como diz  Sílvio Santos. Não querem acordo nenhum quando se trata de suas ambições materialistas capitalistas.

Com essa consciência avarenta, tem-se a certeza absoluta – um caso hegeliano – que o que ocorreu com os condenados na Ação Penal 470, Genoíno, Dirceu e Delúbio, não pode de qualquer maneira ser imaginado ou concebido pelos avarentos-direitistas. Primeiro, que eles jamais iriam recorrer ao mesmo sentido solidário que recorreu a família de Genoíno: abrir uma conta para que o dinheiro arrecadado fosse usado para a multa que o Supremo Tribunal Federal (STF) lhe impôs. Eles não recorreriam a esse sentido porque avarento não tem amigo. Seu único amigo é o dinheiro. Quer dizer: quando ele, avarento, controla, visto que o dinheiro, como diz Marx, é a grande prostituta do capitalismo. Transmuda-se em várias corporificações e direções. Sem amigo o avarento é um insuportável em-si: nada sai e nada entra. Mesmo se eles recorressem, não iam arrecadar nem 5 centavos, ou quem sabe, 1 centavo. Se outro avarento, em um soluço de falsa solidariedade, contribuísse era com uma ressalva monetária: “Depois tu me devolves com quinzinho de juros. Ou mais, dependendo da dimensão de tua angústia monetária”.

O BAIXO TÔNUS BIOPSÍQUICO E O SADISMO-ANAL DO AVARENTO

Resultado da ópera molieresca: se dependesse da contribuição de avarento- direitista para pagar uma multa penal de outro avarento-direitista, esse iria mofar na cadeia. Se é que existe cadeia para avarento-direitista. E com direito a lamentos fingidos de sua classe avarenta: ”Nós fizemos o que pudemos, mas não deu. Fica para próxima”. A próxima é a mesma. Também não deve ser esquecida de uma realidade: a avareza tem regra. Todo avarento sabe dessa regra. E a regra é: nenhum avarento pode vacilar a ponto de colocar em perigo a conjuntura da avareza que é seu baixo tônus biológico e psicológico, sintomatizado, como afirma Freud, como sadismo anal. Para W. Reich, caráter anal expressado como mania de poupar, guarda e proteger. Para os filósofos Deleuze e Guattari, o deslocamento ânus. E a avareza corre perigo no momento em que um avarento comete um ato errado que vai ser preciso outros avarentos, disporem de seus dinheiros para ajudar o avarento que errou. Um ato que quebra a regra segredada da avareza.

ONDE NÃO HÁ AVAREZA

Nada disso ocorreu com os condenados da Ação Penal 470. Foi colocar na rede e as contribuições começaram a jorrar e os dois primeiros, Genoíno e Delúbio, conseguiram o dinheiro no tempo antecipado. E pior, para os avarentos-direitistas, conseguiram mais do que o necessário. Genoíno pagou sua multa-penal e ainda doou R$ 30 mil para ajudar Delúbio pagar sua multa. Por sua vez, Delúbio, arrecadou mais de 1 milhão – haja ambição avarenta -, pagou sua multa e o resto vai doar a Dirceu para que ele pague a sua. Isso só é possível com quem tem amigo. Quem não tem amigo, fica circulando em seu intransponível em-si. É por isso que todo avarento tem a visão estreita da existência. Ou será o contrário? Ele é avarento porque tem visão estreita da existência? Os dois. Se sair de um fica preso no outro.

O salta como enunciado além do ato de amigos fazerem doações, que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) não gostaram nada, é que o fato é um ato político. Uma demonstração de que os doadores são pessoas que examinam as condições históricas do Brasil e pretendem, também, serem sujeitos históricos. Um ato político que incomoda todas as direitas. Um ato confirmado nas vozes do grupo musical-político MPB 4 através da música “Amigo é pra essas coisas”, do poeta, psiquiatra, contista e jornalista Aldir Blanc, e do músico Silvio Silva Junior. “Muito obrigado, amigo. Não tem de que. Por você ter me ouvido. Amigo é pra essas coisas. O apreço não tem preço… Sua amizade basta”.

Uma recomendação para os avarentos-direitistas: Não se deixem pegar em uma condenação que imponha multa. 

A MINISTRA DA CULTURA, MARTHA SUPLICY, VAI SE ENCONTRAR COM A MOÇADA DO ROLEZINHO PARA DISCUTIR O TEMA

Durante o lançamento aos funcionários do Banco do Brasil do Vale-Cultura, na capital de São Paulo, a ministra da Cultura, Martha Suplicy, diante da onda contínua dos rolezinhos, afirmou que vai ter um encontro com os representantes dessas manifestações para discutir a sua realidade. Mas a ministra adiantou que por causa do rolezinho, seu ministério vai ter que rever a sua agenda cultural. No caso a política do ministério para a juventude.

“Em novembro, quando a gente teve a conferência de cultura, falamos em fazer um grande encontro da cultura com a juventude. O ministério já está trabalhando nisso. Estamos avaliando como fazer, porque era uma ideia, e agora com essa história de rolezinho, temos que adaptar um pouco.

Queremos escutar a juventude que compra tênis de marca, mas não vai a um cinema. Ou nem sabe o quão é legal fazer uma visita guiada a um museu e entender um pouco as coisas que acontecem nas artes.

Tem muito a ver com ser adolescente. Poder ter coisas que nunca teve, como um celular 3G, tênis de marca, camiseta do ídolo de futebol e poder se exibir nos lugares que nunca foi. Como psicóloga, consigo entender isso muito bem, agora tem um significado mais amplo, que nós temos que avaliar.

Tem que pensar o novo. E o novo nós não sabemos qual é. Vamos saber com eles o que eles acham importante. Quem só consegue comprar o tênis de marca, tem que conseguir usufruir da cultura de outra forma. Arrumar um jeito de isso acontecer é que vai ser a nossa ação”, observou a ministra.

O rolezinho é produto próprio da urbe. Da polis, portanto carrega signo político. Apesar de ser uma corruptela de rolê. ” Dá um rolê por aí”. Diria o filósofo Paul Virilio, uma manifestação dromológica. Caminhar pela cidade. Às vezes sem saber por onde e para onde. Quem sabe encontrar um broto, como diária o poeta-compositor-cantor de Sobral, Belchior. Quem não dá rolê pode ficar na mão. Na década de 70, mesmo com toda repressão se dava um rolê pela aí. “Vou dá um rolê, meu”. Rolê também tem semelhança com dá bandeira. “Vou dá bandeira para ver se aquele broto me saca e quem sabe não pinta um lance”. Ou “dá um role para descolar uma mina”.

Uma diferença do rolezinho para o role original é que o role é realizado individualmente. Algumas vezes, em grupo. Mas o rolezinho – embora seja uma figura linguística diminutiva – é realizado em bando. Bando no sentido deviriano, como diriam os filósofos Deleuze e Guatarri. Nada de linguagem policialesca: bando de marginais. São mil jovens em uma singularidade. Aí o medo das pessoas bem conformadas. Formadas com ideias retrógadas. O movimento dromográfico dos jovens causa ansiedade nos habitantes estabelecidos da urbe.

Foi exatamente essa ansiedade, saída do espanto de não poder controlar o movimento, que levou puristas-moralistas-burgueses, bem urbanizados em suas masmorras de classes a condenaram a manifestação. Ainda mais, o fato de elas serem realizadas em shoppings, o símbolo do consumismo que concede a ilusão de ser amado para quem tem dinheiro. A paz comercial dos shoppings, a dromografia rolezista propiciada por jovens das periferias, o espanto impulsionado pelo medo do assalto propagado pelos meios de comunicação histéricos, como a TV Globo, e, por fim, a ansiedade. Não tinha que dá outra opinião: é violência.

Todavia, como se trata de ano de eleição, algumas autoridades já consideram o rolezinho aceitável. Como ocorreu com o governador de São Paulo, o estado mais reacionário, apesar do desenvolvimento econômico, que disse ser rolezinho legal. Mas – como Obama -, contanto que não transgrida e coloque em perigo os bens privados e os consumidores.  

O LIVRO “OPERAÇÃO BANQUEIRO”, DO JORNALISTA RUBENS VALENTE, SOFRE AMEAÇA DE CENSURA POR PARTE DE DANIEL DANTAS

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Os livros que têm suas edições esgotadas expressam as faculdades sensível e cognitiva dos leitores que os adquirem. Há livros com variados conteúdos: autoajuda, religioso, esporte, empreendimento financeiro, otimismo em gotas, artes, sociologia, biografia, jurídico, político, etc. De acordo com os conteúdos pode-se inferir o grau de envolvimento social e privado dos seus leitores. Nisso, pode-se, também, aventar a importância da obra, como um todo, para a sociedade. Para a produção da democracia.

Os livros adquiridos por necessidade pessoal apresenta um leitor um tanto distante dos envolvimentos político e social. Já os livros adquiridos por necessidade coletiva, confirmam um leitor preocupado com enunciados além de sua existência individual. Pela ótica do mercado editorial, qualquer conteúdo de um livro pode se transformar em best-seller, desta forma são financeiramente importantes. Mas quando se trata de produção de democracia que exige as potências poièsis e práxis, um livro com conteúdo político tem muito mais importância que um livro escrito por um Paulo Coelho. Como um livro escrito por Leonardo Boff, dado a semiótica que carrega como adequada à produção da democracia, tem muito mais importância que um escrito por um Padre Marcelo. Como se trata de graus de inteligência comprometida com existência democrática de todos, a comparação não contém nenhum signo discriminador.

Foi exatamente o que ocorreu com o livro escrito pelo jornalista Rubens Valente, Operação Banqueiro. Por distribuir em suas páginas conteúdos político, ético e jurídico, o livro esgotou sua primeira edição. O que mostra o interesse que uma boa parte da sociedade brasileira vem tendo quanto ao que ocorreu e ocorre na história do Brasil contemporâneo. Ao pretender conhecer melhor os meandros da história do Brasil contemporâneo, esse leitor mostra o seu grau de preocupação intelectual e política, já que o livro conta, com farta documentação legais e verdadeiras, o início, a desenvoltura, a incriminação e a absolvição – temporária – do maior esquema de corrupção instalado no Brasil. Ele parte do governo Fernando Henrique, com suas relações dom Daniel Dantas, personagem principal da obra política, financeira e jurídica, proprietário do Banco Opportunity, autor de várias tramas envolvendo outros personagens como José Serra, tocando ate no ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.

Como não poderia ser o contrário, Daniel Dantas, o personagem principal da Operação Satiagraha, da Polícia Federal, comandada pelo delegado Protógenes Queiroz, hoje deputado federal pela sigla PC do B, para investigar um esquema de corrupção, não gostou nada do conteúdo apresentado no livro. Sentiu-se moralmente ofendido, embora notícias sobre suas tramas tenham sido veiculadas por anos inteiros, e mandou seus advogados agirem para tirar a obra de circulação. Porém o editor o Publisher da Geração Editorial, que publicou o livro, já tomou providências para que mais uma vez Daniel Dantas não leve vantagem e seja privilegiado como quando conseguiu dois habeas-corpus de seu amigo, ministro Gilmar Mendes.

“O banqueiro Daniel Dantas fez a primeira ameaça oficial à Geração Editorial, que no último dia 10 lançou a obra “Operação Banqueiro”, do jornalista Rubens Valente, com revelações e provas inéditas sobre as atividades do banqueiro e do Banco Opportunity. A primeira edição da obra esgotou nas livrarias em poucos dias, e Geração trabalha para colocar a segunda edição nas livrarias de todo o país.

Em notificação extraoficial datada do dia 9 de janeiro, subscrita pelos seus advogados, Daniel Dantas ataca a citação, na obra, de dados obtidos pelo jornalista em inúmeros processos judiciais e inquéritos policiais e administrativos de interesse público. O banqueiro afirma que “pode-se concluir que a publicação extrapola – em muito – os limites do exercício da liberdade de expressão, sujeitando V, Sas (Geração Editorial), na qualidade de editores e distribuidores, à responsabilização pela divulgação dos dados sigilosos e pelos danos causados ao notificante (Dantas) e ao Opportunity”.

O banqueiro alega que há dados sob sigilo e, por isso, “o conteúdo divulgado no livro intitulado “Operação Banqueiro” é ilícito.

A notificação extrajudicial é datada de 9 de janeiro, um dia antes da chegada da obra nas livrarias do país. A peça assinada pelos advogados do banqueiro reconhece que houve portanto uma “leitura superficial”. Segundo o banqueiro “a leitura superficial da obra publicada permite constatar a divulgação indevida, ainda que não se reconheça o seu teor, de informações sigilosas constantes de processos judiciais e administrativos, como por exemplo o conteúdo de interceptações telefônicas, a transcrição de e-mails; a reprodução de documentos e relatórios da Polícia Federal.

A Geração Editorial e o autor reafirmam que jamais utilizaram material ilícito e que a divulgação de dados do gênero é reconhecida em várias esferas judiciais e oficias que defendem o direto à liberdade de informação e expressão no Brasil. Caso prosperasse a tese desenvolvida pelo banqueiro e contida na peça ameaçadora de seus advogados, todos os jornais e revistas do país, todas as emissoras de televisão e todas as editoras estariam impedidas de divulgar quaisquer investigação desenvolvida, por exemplo, pela Polícia Federal…”, diz trecho da nota publicada pelo Publisher da Geração Editorial.

ENIO SQUEFF, CONHECIDO ARTISTA PLÁSTICO, CONTRIBUI COM UMA OBRA PARA GENOÍNO PAGAR A MULTA IMPOSTA PELO STF

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O ex-deputado e militante pelas causas democráticas, José Genoíno, foi condenado na Ação Penal 470 a seis anos e meio de prisão em regime semiaberto, mas até hoje o fato ainda não foi decido pelo ministro Joaquim Barbosa, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF). Além da pena prisional, Genoíno também foi condenado a pagar de multa R$ 667.513,92, até dia 20 de janeiro. Até ontem, dia 15, havia sido arrecado R$ 201 mil.

Sabedor de todo o processo, condenação e situação atual de Genoíno, o conhecido artista plástico, Enio Squeff, doou uma de suas obras da série que faz parte das estrofes do Hino Nacional, para auxiliar o militante a pagar a dívida imposta. A obra custaq R$ 6 mil. A doação foi impulsionada pelo conhecimento que Squeff tem da práxis democrática de Genoíno e o absurdo que foi sua condenação. Ele não é militante do Partido dos Trabalhadores (PT), e seu gesto saiu de sua observação política sobre a realidade brasileira.

“Estou doando este quadro com muito orgulho, espero que ele seja leiloado, seja lá por quanto for, e que vá para o Genoíno. Mesmo porque essa multa é totalmente extemporânea.

Faço isso porque, em primeiro lugar, quero ajudar o José Genoíno, um homem de bem que foi injustamente condenado. E em segundo, porque acho que tenho que ajudá-lo. A longa militância, o sofrimento dele por esse país mercê isso e muito mais.

O STF está tão comprometido, que acho muito difícil ele fugir da pecha que lhe está pesando, de ser um tribunal de exceção, um tribunal parcial, a favor da oposição no Brasil. Sinceramente, me preocupa muito, como cidadão brasileiro. Eu vivi sob a ditadura, me livrei por pouco de ser preso e torturado, como várias pessoas foram, como Genoíno. E é isso que temos hoje: uma reiteração dos tribunais de exceção, da ditadura quando o sujeito era condenado pelas ideias que tinha.

A mais alta Corte do país condena alguém sem prova alguma e uma pergunta que eu faço é: quanto foi que o José Dirceu roubou? A primeira vez que vejo alguém ser condenado como chefe de quadrilha e eu não sei quanto ele roubou. A mesma coisa a Genoíno.

Do Joaquim Barbosa eu só sei uma coisa: é um homem mau, que leva o ódio dele até as últimas consequências. É o caso claro de um homem ressentido. Até quando este país vai aturar que esse homem faça o que bem entende? Até quando o STF vai ficar submetido a essa crítica de ter feito um julgamento de exceção em pleno o Estado Democrático de Direito?”, analisou o pintor.

Equeff trabalho na revista, quando tinha inteligência e brio, nos jornais Folha de São Paulo e Estadão, e tem da imprensa caduca o entendimento que o objetivo maior dela é impedir o crescimento da esquerda no Brasil. Para isso ela conspira contra qualquer governo popular.

“Não gosto de dizer mídias, Gosto de dizer empresas jornalísticas. Elas têm uma missão, que é de qualquer maneira tratar de derrubar qualquer governo de esquerda que apareça no país”, observou Squeff.

 

 

DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO PUBLICA A LEI QUE REGULAMENTA A MEIA-ENTRADA

O Diário Oficial da União (DOU) publicou a lei que regulamenta a meia-entrada para os espetáculos artísticos e esportivos. A lei que beneficia os estudantes e os idosos foi ampliada também para pessoas com deficiências e seus acompanhantes e para jovens de 18 a 29 anos que apresentem renda familiar mensal entre dois salários mínimos.

Agora, os patrocinadores dos eventos, culturais, artísticos e esportivos têm que reservar 40% dos ingressos para atender os que são beneficiados pela lei. Os patrocinadores devem deixar visíveis as informações sobre os ingressos disponíveis. Se os ingressos de meia-entrada encontram-se esgotados ou não. Os proprietários dos estabelecimentos onde os eventos vão ocorrer devem enviar relatórios para as entidades representativas como a Associação Nacional de Pós-Graduandos, União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

Vamos nessa, moçada! É preciso vivenciar as artes para se construir um Brasil mais sensível e inteligente e nele a democracia real.

MINISTRA DA CULTURA, MARTHA SUPLICY, LANÇA O EDITAL DO PRÊMIO FUNARTE CAREQUINHA DE ESTÍMULO AO CIRCO

No ano de 2014, os artistas circenses terão mais motivo para continuar com sua arte de proporcionar ao público um entretenimento que ajuda na saúde afetiva e efetiva da sociedade. É que a verba para à realização dos projetos circenses passarão de R$ 6 milhões, para R$ 10 milhões. As quantidades de prêmios também aumentarão: passarão de 159 para 200. As categorias que serão contempladas serão: Circos de Lona, Números, Espetáculos, Formação, Residência Artística e Pesquisa.

Estas alvissareiras mudanças encontram-se no edital Prêmio Funarte Carequinha de Estímulo ao Circo lançado pela ministra Martha Suplicy, e o presidente da Fundação Nacional de Artes (Funarte), Guti Fraga, na Sala Sidney Miller, no Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro. De acordo com Martha, o edital foi modificado para facilitar o uso do vale-cultura pelos trabalhadores. Para a ministra as cidades que não têm salas para espetáculos teatrais e projeções cinematográficas o circo pode fazer esse papel.

“O circo tem uma alma muito brasileira. O circo vai chegar nesses lugares mais distantes. E ele vai possibilitar levar cultura nesses recôncavos, onde as pessoas têm muita dificuldade. A gente já percebeu que a fome de conhecimento é muito grande.

Acho muito importante o circo fazer esse trabalho de capilaridade. O circo, se você não ajuda, ele está em um processo difícil, porque as cidades muitas vezes não acolhem o circo, dizem que não têm espaço e têm preconceito contra o circo. O circo é vida, é tão real. Para criança é sonho”, disse a ministra.

Presente ao lançamento, Bel Toledo, presidenta da Cooperativa Brasileira de Circo, afirmou que o circo é um espaço cênico para outras artes.

“A gente vai com o circo para cidade e recebe outros grupos de música, teatro e dança da região. A gente passa a ser um espaço cênico para receber, e não é só um espetáculo de circo. Por exemplo, eu sou de São Paulo e vou com minha lona para o Amapá. Isso vai fomentar as atividades, não só a circense. Em muitas comunidades o primeiro contado com a atividade cultural é com o circo”, considerou Bel Toledo.

Por sua vez, Guti Fraga, disse que o circo vai ser o movimentador do vale-cultura.

“Vai bombar! Se levar um circo para uma cidade à beira de uma fábrica, todo mundo que tem vale-cultura vai para lá. Em cidades que não tem nada, com a chegada do circo, é a possibilidade de gastar o vale. É um passo legal este que estamos vivendo”, disse Fraga.

“Ah, o circo vem aí, quem chora tem que rir, com tanta palhada”.

“Hoje, tem espetáculo? Tem sim, senhor!”

Mutirão Hip-hop Rua produz encontro para criação de Manaus

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Manaus é uma não-cidade devido a forma em que os (des)governantes se apropriam do estado como extensão de suas famílias, que constantemente permanecem governando através do poder econômico.

Porém estes (des)governantes não possuem força nenhuma sobre a potência produtora do povo quando este decide se unir para se expressar e produzir formas de relações libertadoras.

Foi isto que aconteceu no último domingo na rua ao lado do Arar do Bairro do Mutirão (Zona Leste) quando diversos movimentos e expressões como produtores culturais, grafiteiros, DJs, MCs, B-boys e B-girls, skatistas e muita gente ativa se reuniu para engendrar um encontro da arte de rua e da cultura hip-hop.

IMG_5262Organizado pelas ativistas do MariaM – Movimento Ari-Poriá Ativistas de Manaus e pelo companheiro Maranhão, o evento contou com mais de 200 presentes, começando as 14 horas e indo até o fim da noite. Nosso bloguinho esteve presente conversando com as organizadoras e aproveitando para trocar uma ideia com a integrante do grupo, Rose:

“O Coletivo Marian foi criado em 2005 com a junção de doze garotas, onde cada uma representava os quatro elementos do hip-hop: tinha as grafiteiras, as DJs, no caso eram duas na época, as MCs e as B-girl. Com isto resolvemos montar este coletivo para tentar dar visibilidade às mulheres dentro da cultura hip-hop que na época era vista só por homens, a mulher não tinha espaço no hip-hop. Hoje em dia, com a volta do coletivo somos oito e não lutamos só pelo espaço da mulher, mas para levantar o hip-hop em si em Manaus. Por que quando fazia eventos era ou só grafite, ou só break, ou só MC e por isto estamos querendo voltar com eventos para levantar os quatro elementos: b-girls, grafite, MCs e DJs. E este evento hoje foi para mostra que em Manaus o rap é muito visado, ele é amplo e queremos unir os quatro elementos com força total. E buscamos que as pessoas vejam que no Amazonas e principalmente em Manaus, os grupos de rap são muito bons, assim como tem muito grafiteiro bom mesmo não tendo muito espaço para eles. A gente convidou 11 grafiteiros para pintar, mas só apareceram cinco, o resto foi o pessoal que veio com seu material na possibilidade de ter espaço pra eles pintarem e a arte deles é bonita. Grafite não é marginalização, é rua e queremos mostrar que na rua tem arte, que no rap tem poesia. Por isto não é só mostrar que o Marian tá voltando mas unir os quatro elementos. É a união pois somos uma família, e a rua junta a gente nesta família que a gente quer esclarecer” Rose do MariaM

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Desde cedo a moçada do grafite e do bomb colou junto aproveitando a tela cabulosa que o muro do Arar propicia e mandaram seus traços esquizos, mostrando que a arte de Rua tem valor.

A produção do grafite atravessou a noite e contou com artistas de rua de ótima qualidade que mostraram que Manaus produz arte no grafite que é tão boa como em outros cantos. Alguns grafiteiros da antiga estiveram presentes também para prestigiar e acompanhar a moçada que está chegando.

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Grafite do companheiro Mega já finalizado

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E como o movimento foi organizado para mostrar que o grafite feminino possui uma potência singular e tem um impacto muito mais transformador, houve a presença de diversas grafiteiras como Kisy, Ami, Anie, Rosa etc.

Conversamos com a grafiteira Ana Paula que aparece na foto acima junto a seu cachorrinho grafitado dedicado a seu filho Iago nos falou um pouco sobre a importância do evento e da união da moçada do hip-hop.

“O evento aqui do Mutirão está sendo um grande espaço como sempre. Todo evento aqui é uma grande porta aberta pra arte de rua, pro grafite, pro bomb, pro rap, DJ, mc, break. Espero que continue acontecendo mais eventos que possam abrir mais portas para gente poder demonstrar nosso trabalho, o que a gente é capaz. Falam que o grafite é uma arte vandal, é uma arte proibida, mas não, se a pessoa parar pra perceber os grandes pintores usavam as telas e a gente usa o muro pra expor nossos trabalhos. Continue, vandalismo, grafite e é nós.” Ana Paula

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E a festa foi rolando com a presença de diversos DJs Sanci, Carapanã, Bené que mandaram um som para a moçada que trazia toda a cultura de rua com o rap e similares. O som das quebradas foi juntando toda família que logo

E teve o som do rap de Angola, de Manaus, do Nordeste e de todo o Brasil que saia das caixas pelos dedos nas pickups e equipamentos dos DJs.

E no fim da tarde começaram a rolar as apresentações do rap manauara com a moçada da Renúncia Pessoal, Reação MC (foto Abaixo) e Conexão Zona Norte.

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Nosso bloguinho conversou com a moçada do Conexão Zona Norte, grupo formado por Bira M.C., Base M.C., Nego Rasta, Blaster e Dj Sanci. Eles mandaram um grande salve a toda moçada do hip-hop e rap de Manaus, contando sobre a sua história e sobre o evento.

“Há 4 anos, em 2008/2009 a gente entrou no rap para resgatar a cultura de rua e a gente acabou gostando. Quem começou a parada do Conexão foi o MC Bira e o Base. Estamos aqui pra mandar um salve para toda rapaziada, é o Conexão Zona Norte, Mutirão, Cidade Nova, Fronteira com a Zona Leste. É uma satisfação estar colando junto com vocês da Afin e fortalecendo a cultura hip-hop para que não perca a essência, por que a cultura hip-hop sempre está presente na periferia junto com todo mundo daqui: o tiozinho da padaria, o borracheiro e toda esta rapaziada, por que a cultura hip-hop veio da rua e sempre vai ser da rua. Por isto este evento mostra a união de toda rapaziada da rua. Salve! Nosso som é bem quebrada mesmo, é periferia, skate, bomb, grafite, adrenalina. Hoje vamos mandar som, rima de rua 100 porcento original, rima canibal aqui da capital, rap nacional direto de Manaus pra vocês. Pra terminar salve toda moçada do movimento hip-hop de Manaus e que esta mensagem chegue a outros estados e que aqui a cultura hip-hop ta muito forte, principalmente o rap que está fortalecendo e esperamos que pelo contato da rapaziada chegue até vocês.”Conexão Zona Norte

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Encontramos ainda o Mano Sinoé (a esquerda da foto) que participou de toda a construção do bairro do Mutirão e do movimento Hip-Hop no Mutirão e na Zona Leste. Ele contou uma parte desta história e sobre o Mutirão Hip-Hop Rua.

“Aqui no Mutirão não era asfaltado era só barro, a gente ia pegar ônibus no sexto batalhão.O Mutirão tem mais de 20 anos de história e cresci junto com os manos aqui que estão envolvido com o movimento Hip-Hop e seus elementos que começamos fazendo aqui no Mutirão. A gente não tinha espaço mas no Arar a Dona Anália e o Braguinha deu um grande apoio. Na época era o Mano Vagner, Cabeça, o Mano Cross, o Mano David, o Base, Igor Cabeça, o Bruno, o Mano Rasta, Mano Azul, Mano Deri, Mano Bira, Baron, o David Down, o Mano Bill, Mano Pulga, e muitos moleques daqui mesmo como Mococa, o Cabecinha, todos formamos uma família. Nós fizemos um projeto em 2001, entregamos pra Dona Anália , foi aprovado o projeto no planejamento do Arar e fizemos o primeiro Exporua dentro do Arar. Aí liberaram pra nós seis microsistens pra sortearmos, liberou tinta, jogo de cama, brinquedo, boneca pra criança. Foi um projeto de interação, mobilização e consciência através da arte, música e do esporte. A gente já teve professor de basquete de rua, a bike, skate, inline, hip-hop com os b-boys e fizemos o 1º Exporua. Até igrejas vieram apresentar teatro. Quem colou com nós e não podemos esquecer: Mano Fino que não cobrou nada e trouxe a aparelhagem, o Mano D12 que pediu pra divulgar seu trabalho e muitos outros. Este projeto continuou todos os dias pois tínhamos uma família, juntou muita gente para aula de rap com o Mano Cross e Mano Vagner, o pessoal da Igreja Católica com a Periferia Ativa, tinha aula de grafite, arte no pano, arte na cerâmica, atividade que existe até hoje na Igreja Católica Nossa Senhora da Conceição. Ai a moçada do rap começou a aparecer. O Reação MC e Conexão Zona Norte foram pra França, passaram em Roma.Hoje está tendo um evento inédito muito especial que ta reunindo gente que está na rua faz muitos anos e que tem que parabenizar pois muitos deles saíram do nada e deu a volta por cima” Mano Sinoé

E este encontro da família Hip-hop manauara varou a noite trazendo muita alegria e união a toda a arte de rua que se fortaleceu com mais uma produção.

No próximo fim de semana o Hip-Hop de Manaus continua com dois eventos: No sábado a moçada do Grafite vai estar reunida pelo Alvorada em um grande encontro e no domingo acontece a Batalha de Hip-hop [Break] da Juventude do MHM no Centro de convivência (ARAR) do Mutirão a partir do meio-dia.

No dia 29 de dezembro haverá ainda a 2a Edição da Batalha de Fim de ano que ocorrerá no CDC do Coroado 3 com entrada a 5 reais. No mesmo dia 29 haverá das 9 às 17 horas o 165 Graffiti Action no Muro do Residencial Cruzeiro do Sul, beirando a Av. Das Torres no bairro Águas Claras com presença de moçada de responsa como Audio, Broly, Blur, Godo, Izy, Lobão, Mafia, Paradise, Radar, Tina e muitos outros. Quiser uma tela esperta é só colar.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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