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A POLÍTICA MAIS HONESTA DA AMERICA LATINA FOI IMPEDIDA PELOS MAIS CORRUPTOS DO CONTINENTE

Em visita à Ocupação Povo Sem Medo, sociólogo português Boaventura de Sousa Santos pede continuidade da luta. “O que eles querem é que percamos a esperança”

ão Paulo – Em visita à Ocupação Povo Sem Medo, em São Bernardo do Campo, na tarde deste sábado (11), o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos afirmou que a organização no local mostra que o povo, apesar do cenário adverso no Brasil, ainda resiste.  “Muitas vezes as pessoas se perguntam onde está a revolução, onde está a resistência. A persistência está aqui”, disse ao Mídia Ninja.

“É preciso lutar. Nas piores condições, encontramos as melhores oportunidades. O que eles querem é que percamos a esperança. Porque a desesperança leva ao medo, o medo leva à resignação, a resignação leva à desistência, e nós temos esperança em um sociedade melhor e digna”, defendeu.

Em sua fala no acampamento, Boaventura ressaltou ainda a ruptura democrática que houve no país com a derrubada de Dilma Rousseff. “Vocês viram isso, tiveram uma presidente eleita legitimamente e poucos meses depois pedem o impeachment dela. A política mais honesta da América Latina foi impedida pelos políticos mais corruptos da América Latina. Foi isso que se passou”, afirmou. “Em plena democracia, um golpe institucional que se deu com a colaboração do Judiciário.”

Boaventura ponderou ser necessário compreender o atual momento para definir a estratégia de resistência. “Precisamos saber em que tempo estamos. É um tempo de lutas difíceis, defensivas, não podemos sonhar com o socialismo, precisamos dar dignidade às pessoas hoje, agora”, apontou. “Comida, habitação, moradia digna, proteção à saúde, educação pública. Não é uma utopia lá longe, é uma utopia aqui, agora.”

ATENÇÃO BRASIL! ÁUDIO QUE INCRIMINA AS ANOMALIAS SERÁ VAZADO EM INSTANTES.TEMER E AÉCIO SERÃO COMIDOS

É insustentável a permanência do golpista Temer no Palácio do Planalto. A situação política e econômica piora a cada instante. A Bolsa de Valores, BOVESPA está operando com um prejuízo como nunca dantes ocorrido.  Só resta a capitulação do dublê, golpista, usurpador do cargo de Dilma Vanna Rousseff, eleita com 54.501.118 votos dos democratas do Brasil. A queda do golpista mor caminha para um final feliz para estes democratas. Segundo o site de notícias 247,  “o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, acaba de pedir o levantamento do sigilo em que Michel Temer avaliza o pagamento de um mensalão para comprar o silêncio de Eduardo Cunha, seu parceiro no golpe parlamentar, que destruiu a economia e a imagem do Brasil; com a divulgação dos áudios, Temer não terá condições de ficar nem mais um dia no Palácio do Planalto e sairá da História como merece: pela porta dos fundos; carta de renúncia pode ser escrita ainda hoje.”

Belchior fez último show para poucas pessoas na sexta-feira. Morreu no sábado

Autor da canção “Como nossos pais”, cantor e compositor que morreu neste sábado, em sua casa, no RS, será velado em Sobral e em Fortaleza.

O cantor e compositor cearense Belchior será velado em Sobral, interior do Ceará, no Teatro São João. Depois o corpo será levado para Fortaleza, onde o velório não tem ainda local definido. São cogitados o Teatro José de Alencar ou o Palácio da Abolição. O enterro será no cemitério Parque da Paz, no túmulo dos familiares do artista.

De acordo com a família, Belchior fez um último show na noite anterior, em Santa Cruz do Rio Grande do Sul (RS), onde morava. Após reclamar de dores nas costas foi dormir. E não acordou mais. A polícia acredita que a morte tenha sido por causas naturais. O governo do Ceará já anunciou que fará o traslado do corpo para o estado em que o artista nasceu.

Antonio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes nasceu em 26 de outubro de 1946, em Sobral. Despontou no cenário musical brasileiro nos anos 1970 junto com uma geração de talento de ficou conhecida como “pessoal do Ceará”, assim definido pelo conterrâneo Fausto Nilo, compositor e arquiteto: “Desde o início do grupo, chamado por setores do meio musical de ‘Pessoal do Ceará’, termo que não adoto e não gosto, cada um tinha um projeto singular e diferente, com o Bar do Anísio como ponto de encontro. Foi apenas a coincidência de um período de luta por um lugar ao sol”.

Em O Belchior que a crítica vulgar não viu, publicado no site Outras Palavras, o jornalista Alberto Sartorelli lembra que o artista sabe, desde muito tempo, que “Eles venceram / e o sinal está fechado pra nós / que somos jovens” (Como nossos pais, Alucinação, 1976).

E que ele teve sua poesia impregnada pela frustração de não ter podido colocar em prática o projeto por um mundo melhor. “Sua música é mais verdadeira e mais revolucionária por isso: não promete a felicidade, mas  a impossibilidade dela no estado de coisas vigente.”

Alucinação, um dos álbuns marcantes da década de 1970, completou 40 anos no ano passado. Foi o seu segundo LP. O crítico Mauro Ferreira lembra que o LP “abriu as portas das rádios e do sucesso popular” para o cantor cearense, que se projetou em 1972 a partir da gravação de Mucuripe (dele e de Fagner) por Elis Regina.

Alucinação começa com três dos maiores sucessos de BelchiorApenas um Rapaz Latino-Americano, Velha Roupa Colorida e Como Nossos Pais. As duas últimas ficaram marcadas pela interpretação de Elis no LP Falso Brilhante, também em 1976. Também estão lá faixas como Sujeito de Sorte, Como o Diabo Gosta e A Palo Seco

Em nota, o governador Camilo Santana (PT) decretou luto oficial de três dias no Estado e reconheceu a importância de Belchior para a música brasileira.

Confira a nota na íntegra:

“Recebi com profundo pesar a notícia da morte do cantor e compositor cearense Belchior. Nascido em Sobral, foi um ícone da Música Popular Brasileira e um dos primeiros cantores nordestinos de MPB a se destacar no País, com mais de 20 discos gravados. O povo cearense enaltece sua história, agradece imensamente por tudo que fez e pelo legado que deixa para a arte do nosso Ceará. Que Deus conforte a família, amigos e fãs de Belchior. O Governo do Estado decretou luto oficial de três dias. 

COM TEORIA DA CONSPIRAÇÃO OU NÃO, GOLPISTAS COMEMORAM MORTE DE TEORI ZAVASCKI: “O SUBSTITUTO SERÁ INDICADO IMEDIATAMENTE”, “GANHAMOS TEMPO”

Atentado ou não contra Teori, o Brasil sofreu um golpe de Estado apolítico-jurídico-parlamentar-midiático em 2016 que roubou 54 milhões de votos da presidenta Dilma Vanna Rousseff e continua apresentando cenas como num cinema de Costa Gavras.

A direita brasileira não suportaria ficar 16 anos fora do poder na República. Depois,  amargar a partir de 2018 mais 8 anos ininterruptos com Luís Inácio Lula da Silva.

A partir do primeiro mandato de Lula para garantir governabilidade compôs com apolíticos que sempre tramaram contra princípios republicanos. Continuaram no segundo mandato. Com Dilma, ela deu uma brecada e isso contrariou interesses dos famintos, dos degenerados.

Tanto no governo de Lula como no de Dilma a corrupção foi combatida. Não havia um engavetador de processos na República.

Quando Aécio Never Cunha não reconheceu a vitória de Dilma e pediu recontagem de votos estava dada a largada para o golpe de Estado chancelado pelo STF que tudo permitiu alegando a interdependência entre os poderes.

Senadores, Deputados Federais, Empreiteiros, Empresas, lobbys estavam na mira de mega operações que  ameaçavam derrubar a República.

“É preciso estancar a sangria,” declarou Romero Jucá, conhecido como Caju no submundo do crime.

Fizeram de tudo para golpear a presidenta e o povo brasileiro, particularmente os seus 54 milhões de eleitores que a reelegeram.

Só que esse povo não se entregou. Foi às ruas. Discursou. Questionou e continua nas ruas questionando o golpe e as medidas contra a classe trabalhadora.

Esse mesmo povo atuou duramente contra o Congresso Nacional, contra a FIESP e contra o STF que nada fez para evitar o caos em que se encontra a nação brasileira.

O ministro morto poderia ter evitado que  o golpe solapasse 1,3 milhões de empregos só em 2016. Por que não afastou o Caranguejo? Por que autorizou a prisão de Delcídio Amaral? Por que só depois do golpe de Estado afastou Eduardo Cunha? Por que não foi mais incisivo com Moro após a divulgação do diálogo entre a presidenta Dilma e Lula?

Por que convivia com o hoteleiro Carlos Alberto Fernandes Filgueiras  que era julgado no STF por construção de propriedade num APA em Paraty semelhante a Paraty House dos donos da Globo? Esse hoteleiro era sócio do Banco BTG Pactual envolvido em tramas e tendo o ministro atuado beneficiando  um dos sócios do Banco, André Esteves, preso na época? Segundo um jornalista paraguaio, o hoteleiro fez fortuna também explorando serviços na fronteira do Brasil. Bastava observar só um desses desvios éticos do hoteleiro para o herói nacional de Moro não conviver com o dono do hotel onde propinas eram negociadas, né Renan Calheiros.

Conspiracion ou não, a morte do ministro tem tudo a ver com o golpe de Estado.

Neste janeiro de recesso forense ele e sua equipe trabalharam nas delações e nos processos.

Em fevereiro chamaria os 77 executivos da Odebrecht para novas diligências.

Só o conspirador mor contra Dilma na primeira delação aparece 43 vezes. Há ministros, senadores envolvidos nas trapaças.

Temendo a Papuda que em tempo de rebeliões cabeças estão rolando, ex-governador chora e berra que nem bezerro desmamado,  o gato Angorá, Moreira Franco disparou: “o substituto do ministro morto será indicado imediatamente.” No Sul do país, outro que não escapará duma penitenciária, Eliseu Quadrilha demonstrou numa frase a completude do golpe. “vai dar mais tempo para a homologação das delações da Odebrecht” e “Michel Temer vai indicar o substituto com a maior brevidade possível.”

Quando Quadrilha fala em tempo é o tempo deles aprovarem todo tipo de maldade contra o povo. Entrega do Pré-sal, reforma trabalhista e da previdência social, medidas que nos governos de Lula e Dilma nunca foram cogitadas.

Conspiração ou não conspiração, a morte do ministro deve ser investigada por organismos nacionais e observados por órgãos internacionais. Os golpistas não devem participar das investigações. Temos vários exemplos de mortes  em “acidentes” que não se configuram acidentes.

Para Francisco Zavascki, filho do ministro morto que em maio publicou em seu faceboock o recebimento de ameaças, essa prática continuou por emeio, rede social, mas tudo que deseja é que seu pai não tenha sofrido um atentado, pois não seria bom para o Brasil ter um ministro do STF assassinado.

 

TEMER DÁ SINAIS QUE CAIRÁ BREVEMENTE; CASSADO PELO TSE OU PELA PRESSÃO POPULAR

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Na entrevista concedida a cinco entrevistadores alcunhados de jornalistas que chamam o patrão de companheiro, segundo Mino Carta, do jornal golpista O Globo, além dos atos falhos em se comparar com Carlos Magno confundindo com rei Artur, percebemos um Fora Temer obinubilado pelo poder.

Ele se sente poderoso quando naquela mesa oval se reúne com seus ministros.

Transparece nessa fala o recalque, o ser insignificante que foi nos últimos cinco anos um vice decorativo, uma rainha da Inglaterra.

Se comparou ao rei franco Carlos Magno se confundindo com César Augusto, Nero, Calígula, rei Artur da Távoa Redonda.

Todos imperadores, reis.

Os que existiram chegaram ao poder pela hereditariedade ou por golpe de Estado.

O que não existiu é obra da ficção.

O rei está nu.

Fora Temer ainda não se mudou do Jaburu, não usou a faixa presidencial e nem tirou a fotografia como presidente.

Temer sabe que não ficará no poder por muito tempo.

Isso ficou evidente na forma como se reportou aos dublês de jornalistas de O Globo:

Indagado sobre o golpe disse: “golpe não pegou”. Aliás, pegou como “movimento político” daqueles que apoiam o governo destituído. “Como movimento político é bem pensado até”, disse.

Segundo o GNN de Luis Nassif, “com tom de voz alterado, segundo a própria reportagem, Temer bateu na mesa “seguidas vezes” e exclamou: “Eu quero que explique o golpe. Eu quero debater o golpe, quero que tenham argumentos. Porque o que está infernal no Brasil é essa irascibilidade. Isso está infernizando o país. Me digam qual é o golpe? Eu só quero governar. Para mim, é honroso (assumir a Presidência). Não é questão de vida ou morte.”

O Site continua: Em outra passagem, Temer disse que se for cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral por crime na campanha de 2014 entregará a presidência “sem maiores problemas”. Mas, para ele, o ideal é que novas eleições só ocorram em 2018. O agora presidente disse que defender novas eleições é que é um “golpe”.

As manifestações estão infernizando o país.

Temos um golpista sitiado.

Porque o que está infernal no Brasil é essa irascibilidade.

Foto: Mídia Ninja

Quando em junho de 2013 ocorreram as manifestações contra a presidenta Dilma puxadas pelos coxinhas elas não se sustentaram. 

Os coxinhas no início do golpe até a votação na Câmara eles se manifestaram. 

Sentiram o golpe.

Agora está sendo diferente. A população está nas ruas na maioria das cidades e capitais brasileiras tendo como ponto de referência de megas manifestações São Paulo. 

As Frentes Brasil Popular, Povo Sem Meto e todos os movimentos sociais estão nas ruas no seu 14º dia direto se manifestando contra o golpe jurídico-parlamentar-partidários-midiático.

É golpe porque houve uma ruptura democrática. A Constituição brasileira foi desrespeitada.

Assim como no dia 11 de setembro de 1973 o golpista Augusto Pinochet derrubou e matou Salvador Allende no Chile, assim os senadores com aval do STF e da mídia golpista mataram a democracia brasileira e nossa soberania.

Mataram nossa soberania porque sem discussão nenhuma os golpista estão entregando para empresas transnacionais poços ricos em petróleo e o nosso pré-sal. Estão vendendo por um preço abaixo do mercado. Carcará grita: Fora Temer!

É golpe porque a PEC 241 impõe por um prazo de 20 anos qualquer investimen: to em educação, saúde, saneamento, habitação. Reajuste salarial. A maior preocupação dos golpistas é com o rentismo.

É golpe porque os direitos trabalhistas conquistados irão passar por mudanças que são ensaiadas e apresentadas pela imprensa e que já motivam uma grande paralisação de todas as categorias no dia 22 de setembro se aliando aos bancários que já se encontram em greve e aos carteiros e outras categorias que a partir de hoje também entrarão em greve.

É golpe porque a presidenta não cometeu crime. Ela foi tirada do governo porque os golpista precisavam parar a sangria que a Lava Jato estava provocando em suas hostes.

Uma prova para isso é a demissão do Advogado Geral da União golpista. Ele já declarou e está na revista golpista  Veja narrando essa história.

Se mister Fora Temer acha que as manifestações estão infernizando o país, para continuar a irascibilidade, São Paulo, ontem, domingo, dia 11 de Setembro deu mais uma demonstração de não aceitar o governo golpista e bradou: Fora Temer!

Além de São Paulo houve manifestações em Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza, Recife e em algumas cidades no estrangeiro.

E é golpe porque a Polícia Militar está barbarizando, prendendo, agredindo adolescente e jovens manifestantes assim como infiltrando informantes e agentes para provocar a polícia e depredar e depois responsabilizar as manifestações.

POLÍCIA DO PSDB DE GERALDO TEMER ALCKIMIN, DO MINISTRO DA JUSTIÇA, VOLTA A ATUAR COM QUE LHE É SUA MARCA: BRUTITEZ

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A manifestação de mais de 100 mil pessoas ontem na capital paulista surpreendeu todos organizadores do evento como Guilherme Boulos que esperavam 30 mil manifestantes e muito mais ainda o títere Temer com seus 40 e 50 baderneiros quebradores de carro. Da China, Henrique Meireles, ministro golpista disse: “número bastante substancial de pessoas”.

O evento político-cívico desde o seu início às 16 horas no vão do MASP, na Avenida Paulista transcorreu dentro da maior tranquilidade.

A avenida foi lotando e depois das falas os organizadores decidiram ir ao Largo da Batata, região central de São Paulo.

No percurso carros, ônibus e motos passavam conduzindo policiais militares. Haviam alguns enfileirados que acompanhavam a manifestação.

Toda a manifestação transcorreu dentro da maior tranquilidade.

Foi só chegar no Largo da Batata que o couro comeu.

A polícia recebeu os manifestantes com tiros, bomba de gás lacrimogêneo, spray de pimenta e muito cacete, e cacetete.

Os brucutus não respeitaram crianças, idosos. Quem não tinha tomado bando levou uma enxurrada de água de um caminhão pipa que esperava os manifestantes.

Vídeo: Alckmin bombardeia senador!

Participavam da mega manifestação promovida pela Frente Brasil Popular, Movimento Povo Sem Medo dentre outras entidades, políticos como Eduardo Suplicy, que na correria perdeu a carteira porta cédulas, Senador Lindenbergh Farias, perdeu o celular e levou muito gás lacrimogêneo pela frente, ex-ministro da Ciência e Tecnologia Ricardo Amaral levou um tiro com bala de borracha no braço. Se não estivesse com uma camisa de mangas compridas teria fraturado-o. Estiveram por lá também Luiza Erundina, vereadores, deputados estaduais e muita gente. O povo.

"Ministro" de Temer foi quem massacrou em SP

A polícia barbarizou. Pôs pra correr quem participava do evento e aqueles que tomavam uma cerveja nos bares próximos. Isto aconteceu com o professor de tênis Valdemar Paixão, 56 anos. Valdemar estava sentado em um bar na região, quando as bombas começaram e ele teve que sair correndo. “Eu estava em um bar. Começaram a soltar bomba e gás lacrimogêneo, começou a arder os olhos. Acho que devia ter paz, senão o Brasil nunca vai andar para a frente”, afirmou para a Rede Brasil Atual. 

Outro relato: As bombas assustaram muitas pessoas. Entre elas, a estudante Ana Luiza Parra Spinola, 18 anos, que passou correndo pela reportagem da Agência Brasil ao lado de seu avô Geraldo Spinola. “Meu avô tem 90 anos. É a primeira vez que ele vem a um protesto. A gente tinha acabado de chegar. Moramos aqui perto e viemos porque estava pacífico. Eles jogaram bomba e meu avô tem dificuldade de locomoção”, reclamou a estudante. “Somos contra o golpe. Só estamos pedindo um governo legítimo.“Eles [policiais] querem causar a imagem de que nós, manifestantes, somos os ruins. Mas eles que começam”, ressaltou a estudante também para RBA.

Essa polícia que foi treinada pelo atual ministro da justiça Alexandre Moraes não veio para brincar. Ela está assumindo o que Temer o golpista falou na sua primeira reunião ministerial. Nada de ser chamado de golpista. Quando lhe chamarem de golpista reaja – diga golpista é você que não cumpre a constituição. Não leve desaforo pra casa.

A polícia que é treinada para isso não conta até 40. Manda ver.

Antes da manifestação ela prendeu logo de imediato 26 jovens que foram levados para o DEIC e que ficaram incomunicáveis com familiares e não foi permitido contato com advogados durante toda a noite.

Para tratar dessa brutidez, o senador Lindenbergh Farias, o deputado Paulo Teixeira e demais movimentos que lutam pela volta da democracia no Brasil, diretas já, nenhum direito a menos, contra a deposição de Dilma Vana Rousseff  organizaram uma entrevista coletiva na sede do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo para se posicionarem contra a onda de violência que está ocorrendo no Brasil a partir da capital paulista. O senador Lindbergh Farias, junto com outras pessoas e entidades peticionarão aos órgão direitos humanos da OEA denunciando a brutuculência da polícia golpista de Geraldo Temer Alckmin.

Só um lembrete. Nas manifestações pacíficas, ordeiras tem que se prestar muita atenção para os infiltrados da direita, da polícia e os black blocks que se aproveitam dessa manifestações para mostrar suas taras e perversões com isso objetivando prejudicar politicamente as manifestações contra os golpistas.

GOLPISTA AÉCIO FALA EM ÉTICA E FHC EMUDECE EM ENTREVISTA À REDE DE TELEVISÃO AL JAZEERA

 

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O super citado nas delações premiadas da Lava Jato, Furnas, Mensalão mineiro, Aécio Cunha deu as caras ontem, falando em ética. A falácia aconteceu no Encontro Nacional com a juventude do PSDB. A pérola do ético senador foi essa: “Nessa hora de tanta desmoralização que estamos assistindo no Brasil, só tem uma razão que justifica a gente fazer política: é acreditar. Não dá para você ficar na política ou para querer um cargo, querer uma posição, querer um benefício,  qualquer que seja.”

Nessa hora de tanta desmoralização que estamos assistindo no Brasil ele se refere ao golpe, ao desgoverno Michel Temer. Um desgoverno desmoralizado. Com três ministros exonerados por corrupção. 

Fazer política para o golpista é acreditar. Acreditar, por exemplo que ele é ético. É o primeiro candidato derrotado numa eleição presidencial que não admitiu a derrota. É o apolítico mais citado, denunciado e protegido que não se consegue prender. Há uma mantra protegendo esse acidadão. A injustiça brasileira só prende quem pertence ao Partido dos Trabalhadores. Só estão presos pessoas ligadas ao PT e alguns empresários. Outros estão em prisões domiciliares, em mansões com tornozeleiras, mas Aécio Cunha prega ética. Mas nós sabemos quem  faz isso é porque seus malfazeres os condena. A última delação diz que ele abocanhou 3% na construção da cidade administrativa do governo mineiro.

Outro golpista que silenciou  para a rede de Televisão Internacional Al Jazeera foi Fernando Henrique Cardoso em uma entrevista de dez minutos com o jornalista Mehdi Hasan e que ficou sem dar respostas algumas vezes. Da Agência PT captamos a redação abaixo:

“O programa tinha o intuito debater sobre a situação política no Brasil e Hasan começou questionando se a presidenta eleita Dilma Rousseff  teria sofrido um golpe.

Logo em uma das primeiras perguntas, Hasan começou questionando porque para o governo Rousseff o atraso em pagamentos seria um crime (as chamadas pedaladas fiscais – que uma perícia já provou não terem sido responsabilidade de Dilma) se ele próprio havia cometido o mesmo ato em 2001, quando era presidente.

“Ela manipulou o orçamento fiscal”, argumentou Fernando Henrique, ao que retrucou Hasan: “Mas você também”, criando um certo constrangimento.

O constrangimento aumentou quando o jornalista da rede de televisão internacional questionou se não existiria uma hipocrisia no fato do presidente interino Michel Temer(PMDB) também ser alvo de um pedido de impeachment, e de tanto ele quanto o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), e o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), que lideraram o processo, terem sido citados em delações como beneficiários de propinas.

Ao que FHC considera que houve oportunismo por parte do PMDB e que eles se utilizaram dos protestos populares para derrubar uma presidente com base em outros interesses: “Eles têm outra razão, diferente da minha, para apoiar o impeachment”, alegou. “Mas você não vê ironia no fato de eles lideraram o impeachment?”, insistiu o jornalista, claramente indignado.

Hasan também notou que se o critério fosse a opinião popular, como defendeu FHC em uma das respostas, Temer também não teria legitimidade, já que uma pesquisa Datafolha de abril mostrava que 58% dos brasileiros queriam o impeachment do presidente golpista. Hasan então questionou se FHC seria a favor do impeachment também do interino: “Você apoia o impeachment de Temer pelas mesmas razões? 68% querem Temer impedido, segundo uma pesquisa. Se você ouve o povo, tem de apoiar.” Fernando Henrique alegou não ter conhecimento daquela pesquisa que o jornalista britânico citava. “Sim, é do Datafolha”, responde Hasan. “Você apoia o impeachment de Temer?”, insistiu, sem obter uma resposta clara.

Caso Petrobrás
O jornalista também lembrou que o próprio governo do FHC aparece em delações comobeneficiário de propinas de desvios da Petrobrás em 2002. Ao que FHC, irritado, respondeu apenas que “é mentira”.

Logo depois, Hasan questionou se o áudio vazado em que Romero Jucá (PMDB) afirma que é necessário tirar Dilma para parar com as investigações da Operação Lava-Jato não seria uma prova de que todo o processo é um golpe. Ao que FHC apenas foge da pergunta e responde vagamente que “as investigações continuaram”.

Como se lê, duas personagens dissimuladas. Um ex-presidente que promoveu um dos maiores desmontes de empresas públicas brasileiras com a privataria tucana e um outro que viria se não fosse 54 milhões de votos em Dilma Vanna Rousseff para promover o desmonte da riqueza do nosso país.

O golpe que essa gangue promoveu está surtindo efeito. Raimundo Parente na presidência da Petrobras tem a responsabilidade de entregar o pré-sal para as grandes empresas monopolistas internacionais.

São essas as personagens que na carta da presidenta Dilma à nação que vai falar das mudanças políticas e na economia tem que aparecer com o destino Papuda. Só isso. Golpista é traidor da Pátria e para traidor só penitenciária. 

 

 

PRESIDENTA DILMA DIZ NO PARÁ QUE “O GOLPE É TOMAR A ÁRVORE DA DEMOCRACIA E INFESTÁ-LA DE PARASITAS”

Dilma no Pará

Cumprindo o prometido de falar denunciando o golpe político-jurídico-parlamentar-midiático, nossa presidenta esteve hoje no Estado do Pará. O Estado de bravos patriotas que na Cabanagem lutaram contra a dominação  do governo português e contra uma elite de coronéis de barranco que naquela época já constituía as primeiras oligarquias dominantes econômicas e politicamente na região norte.

A presidenta foi lá, como uma Cabana, bradou para todos os cantos do Brasil seu grito por libertação desta Pátria que está sendo espoliada por esses golpistas inescrupulosos e parasitas. Nossa presidenta foi enfática, e declarou: “vamos nos manter mobilizados. Vamos nos manter atentos. Quando a gente grita, chia, eles voltam atrás. Se eu voltar no mês de agosto, ao voltar nós vamos reconstruir este país, vamos reconstruir a unidade entre nós, devolver os direitos que foram retirados, fazer a economia voltar a crescer e acabar com a tática do quanto pior melhor, a tática que eles plantaram para criar o ambiente do golpe. Agora estamos conscientes do que aconteceu.”

Mais adiante, lá na terra das mangueiras, do tacacá,  da maniçoba e do nosso companheiro Magrão, a presidenta disparou contra os parasitas “toda a história se concentra num momento”. “Está em curso no Brasil um golpe contra a democracia, contra os direitos individuais e coletivos, contra as políticas sociais, contra a afirmação do Brasil como nação soberana e contra nossas principais riquezas”, acrescentou, citando vários dos programas sociais e projetos desenvolvidos por seu governo, como o pré-sal e o Mais Médicos, ou políticas sociais representadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ameaçado pela política econômica de Temer.

É PRECISO OLHO CRÍTICO PARA TUDO QUE É APRESENTADO NA TV, REVISTAS, JORNAIS, RÁDIOS… DIZ FERNANDO MORAIS OU: “MINTA VOCÊS MESMO”

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Veja, ouça e analise os enunciados apresentados pelo jornalista Fernando Morais na TVT, Televisão do Trabalhador.

Investigações aumentam ligações da gestão FHC à corrupção na Petrobras

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Em depoimentos à Polícia Federal, lobista e ex-diretor contam que começaram a praticar seus crimes há mais tempo que a mídia velha tenta convencer a opinião pública.

por Helena Sthephanowitz

Quando Aécio Neves e Fernando Henrique Cardoso se juntam para fazer críticas ao governo Dilma e à Petrobras, ou é sinal de que ambos estão com sérios problemas de memória, ou que não estão acompanhando as notinhas que vez por outra têm saído na imprensa amiga dos tucanos

Na sexta feira (21), o ex-gerente da diretoria de Serviços da Petrobras, Pedro Barusco, depois de fazer acordo de delação premiada como forma de diminuir seu possível tempo de prisão, relatou em depoimento à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal, que recebeu cerca de US$ 100 milhões em propinas por negócios escusos na Petrobras desde 1996, no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Barusco se aposentou na Petrobras em 2010 e, a partir daí, foi diretor de Operações da Sete Brasil, empresa que tem contrato atualmente com a Petrobras.

Fazendo coro com Barusco, na mesma semana foi a vez de outro diretor, o lobista Fernando Antonio Falcão Soares, conhecido como Fernando Baiano, dizer à Polícia Federal que começou a fazer negócios com a Petrobras durante o governo Fernando Henrique Cardoso. Contou Baiano, que, por volta do ano de 2000, celebrou contratos milionários com uma empresa espanhola, que na época o país vivia o apagão da energia e que a estatal buscava parceiros internacionais na área de produção de energia e gás para suprir a demanda. Ele disse também que conheceu Nestor Cerveró  no governo Fernando Henrique. Na ocasião, segundo ele, Cerveró era um dos gerentes da Petrobras.

De acordo com uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo no ano de  2009, sob gestão de FHC a estatal usou decreto criado por ele mesmo para não aplicar a Lei de Licitações em parte dos contratos. Amparada por um decreto presidencial de 1998 e por decisões do STF (Supremo Tribunal Federal), a Petrobras fechou acordos sem licitação de cerca de R$ 47 bilhões (valor não atualizados)

Somente entre 2001 e 2002, no mandato do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB-SP), a Petrobras contratou cerca de R$ 25 bilhões sem licitações, em valores não atualizados.

Em 2009 teve uma CPI  da Petrobras como agora. O requerimento foi de Álvaro Dias e recebeu assinaturas de apoio dos então senadores Demóstenes Torres (que era do DEM) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG). Na época ninguém entendeu o fato de, após alguns dias de funcionamento, a CPI criada por parlamentares do PSDB ter sido abandonada sem que nada fosse investigado. A comissão foi instalada em julho e acabou em novembro. Sérgio Guerra e Álvaro Dias, também do PSDB, abandonaram a comissão no fim de outubro.

Somente no mês passado todos conheceram o real motivo da desistência.

O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na Operação Lava Jato após decidir colaborar com o Ministério Público Federal, afirmou em depoimento que repassou propina no valor de R$ 10 milhões ao ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra, para que ajudasse a esvaziar uma Comissão Parlamentar de Inquérito criada para investigar a Petrobras em 2009. Guerra era senador e integrava aquela CPI. Ele morreu em março deste ano e foi substituído por Aécio Neves no comando do PSDB.

Segundo depoimento de Costa, as  empresas que prestam serviços à Petrobras tinham como objetivo nessa época encerrar logo as investigações da CPI , porque as empreiteiras temiam prejuízos. O PSDB sempre culpou o PT e Lula pelo fim da CPI. Um dos textos do site do PSDB publicado em março deste ano, traz o seguinte título: “Governo engavetou CPI da estatal em 2009”  Agora sabemos que o PSDB atribuiu  ao PT uma culpa que ele não teve

Junto a todos esses fatos, o dono da UTC, Ricardo Pessoa, disse em depoimento à Polícia Federal que tinha contato próximo com o arrecadador de campanha do PSDB, o Doutor Freitas, Sérgio de Silva Freitas, ex-executivo do Itaú que atuou na arrecadação de campanhas tucanas em 2010 e 2014 e que esteve com o empreiteiro na sede da UTC.

Ainda de acordo com o depoimento, o objetivo da visita do “doutor Freitas” foi receber recursos para a campanha presidencial de Aécio originadas de propinas entre construtoras que prestavam serviços à Petrobras.

Vale aqui recordar o comentário do jornalista da Rede Band, Ricardo Boechat – que pode ser taxado de tudo, menos de ser petista: “Fernando Henrique Cardoso está sendo oportunista quando diz que começa a sentir vergonha com a roubalheira ocorrida na gestão alheia. É o tipo de vergonha que tem memória controlada pelo tempo. A partir de um certo tempo para trás ou para frente você começa a sentir vergonha, porque o presidente Fernando Henrique Cardoso é um homem suficientemente experiente e bem informado para saber que na Petrobras se roubou durante o seu governo”

Polícia Federal chega no ‘Doutor Freitas’ e Aécio Neves desaparece

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Após depoimentos de executivos que fizeram acordos de delação premiada afirmando que existia um ‘clube’ de empreiteiras que fraudava licitações e pagava propinas, misteriosamente o tucano sumiu da imprensa.

por Helena Sthephanowitz

Nas últimas entrevistas, o senador Aécio Neves (PSDB), apareceu histérico tentando pautar desesperadamente a mídia na Operação Lava Jato para atacar o governo Dilma e afastar os holofotes dos tucanos. Parece que vai ser difícil agora.

Depois de muita enrolação, com direito a manchete do tipo “Doações de investigadas na Lava Jato priorizam PP, PMDB, PT e outros”, para não citar PSDB, apareceu o Doutor Freitas. Notinhas tímidas, em letras miúdas, no rodapé de páginas dos grandes jornais informam que o dono da UTC, Ricardo Pessoa, disse em depoimento à Polícia Federal que tinha contato mais próximo com o arrecadador de campanha do PSDB, o Doutor Freitas, Sérgio de Silva Freitas, ex-executivo do Itaú que atuou na arrecadação de campanhas tucanas em 2010 e 2014 e esteve com o empreiteiro na sede da UTC. Ainda de acordo com o depoimento, objetivo da visita do Doutor Freitas foi receber recursos para a campanha presidencial de Aécio.

Dados da Justiça Eleitoral sobre as eleições de 2014 mostram que a UTC doou R$ 2,5 milhões ao comitê do PSDB para a campanha presidencial e mais R$ 4,1 milhões aos comitês do PSDB em São Paulo e em Minas Gerais, além de R$ 400 mil para outros candidatos tucanos.

Depois dos depoimentos de dois executivos da Toyo Setal que fizeram acordos de delação premiada, e afirmaram que existia um “clube” de empreiteiras que fraudava licitações e pagava propinas, misteriosamente o tucano Aécio Neves sumiu da imprensa.

Aécio é senador até 2018, mas também não é mais visto na casa. De 11 sessões, compareceu apenas a cinco. O ex-candidato tucano precisa aparecer para explicar a arrecadação junto à empreiteira, o que, para ele, sempre foi visto como “escândalo do PT”, e outras questões. Como se não bastassem antecedentes tucanos na Operação Castelo de Areia, como se não bastasse a infiltração de corruptos na Petrobras desde o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), como se não bastasse o inquérito que liga o doleiro Alberto Youssef à Cemig, basta observar o caso da construção do palácio de governo de Minas na gestão de Aécio quando foi governador.

Para quem não se lembra, a “grande” obra de Aécio como governador de Minas, além dos dois famosos aecioportos, não foi construir hospitais, nem escolas técnicas, nem campi universitários. Foi um palácio de governo faraônico chamado Cidade Administrativa de Minas, com custo de cerca R$ 2,3 bilhões (R$ 1,7 bi em 2010 corrigido pelo IGP-M). A farra com o dinheiro público ganhou dos mineiros apelidos de Aeciolândia ou Neveslândia.

Além de a obra ser praticamente supérflua para um custo tão alto, pois está longe de ser prioridade se comparada com a necessidade de investimento em saúde, educação, moradia e mobilidade urbana, foi feita com uma das mais estranhas licitações da história do Brasil.

O próprio resultado deixou “batom na cueca” escancarado em praça pública, já que os dois prédios iguais foram construídos por dois consórcios diferentes, cada um com três empreiteiras diferentes.

Imagina-se que se um consórcio ganhou um dos prédios com preço menor teria de construir os dois prédios, nada justifica pagar mais caro pelo outro praticamente igual.

Se os preços foram iguais, a caracterização de formação de cartel fica muito evidente e precisa ser investigada. Afinal, por que seis grandes empreiteiras, em uma obra que cada uma teria capacidade de fazer sozinha, precisariam dividir entre elas em vez de cada uma participar da licitação concorrendo com a outra? Difícil de explicar.

O próprio processo licitatório deveria proibir esse tipo de situação pois não existe explicação razoável. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

No final das contas, nove grandes empreiteiras formando três consórcios executaram a obra. Cinco delas estão com diretores presos na Operação Lava Jato, acusados de formação de cartel e corrupção de funcionários públicos.

Em março de 2010 havia uma investigação aberta no Ministério Público de Minas Gerais para apurar esse escândalo. Estamos em 2014 e onde estão os tucanos responsáveis? Todos soltos. A imprensa mineira, que deveria acompanhar o caso, nem toca no assunto de tão tucana que é. E a pergunta do momento é: onde está Aécio?

A FILÓSOFA MARILENA CHAUÍ MOSTRA A MAIOR CONTRADIÇÃO DE MARINA: “SE DIZ APOLÍTICA E SE CANDIDATA AO POSTO POLÍTICO MAIS ALTO DA REPÚBLICA”

Leia a entrevista da filósofa Marilena Chauí concedida a Rede Brasil Atual.

Filósofa e professora da USP vê contradições e paradoxos, tanto no aspecto apolítico quanto na questão religiosa, e diz que Marina Silva simboliza despolitização da segunda parte dos atos de junho

A filosofa Marilena Chauí considera problemática a candidatura de Marina Silva (PSB) à presidência da República com base nas incoerências, contradições e paradoxos da ex-senadora. Em entrevista àRádio Brasil Atual nesta segunda-feira (8), a professora da USP levanta uma série de questionamentos a Marina, a começar pelo paradoxo de uma pessoa que se diz apolítica se candidatar ao posto político mais alto da República.

“Me parece incoerente se dizer apolítico e depois buscar esse posto político. Por que, por exemplo, não organizar um grande movimento social, religioso, de justiça, já que seriam movimentos que poderiam, sem problemas, dizerem-se apolíticos? É verdade que, no caso de um movimento religioso, a coisa se complicaria porque basta vermos o que acabou de acontecer com a proposta da candidata a respeito da adoção de crianças pelos casais gay e o fato de ela ter sido chamada à ordem pelo pastor de sua congregação religiosa e voltar atrás. Eu penso que há contradições, paradoxos, tanto no aspecto apolítico quanto nessa presença de alguns comandos religiosos”, comenta Marilena.

A professora da USP lembra que Marina se diz apolítica, mas tentou organizar um partido político, e nem sequer isso ela conseguiu. “Na estrutura política brasileira atual, com todos os problemas que estão colocados, nenhum poder Executivo governa, tanto no nível federal, estadual e municipal, sem que o seu partido negocie, no Legislativo, as políticas. Na medida em que ela não tem um partido, e que ela se diz apolítica, quem vai fazer a política e quem vai negociar?”, questiona.

A professora levanta dúvidas ainda sobre as influências econômicas da candidata do PSB. “Marina tem em sua assessoria econômica nomes como André Lara Resende e Eduardo Giannetti, com o neoliberalismo elevado ao seu grau máximo. Nós sabemos que do lado dos bancos há o interesse na autonomia do Banco Central para que os juros subam até o céu e, portanto, desativem as condições da produção econômica. Com essa assessoria econômica, como ela pode propor desenvolvimento sustentável? Essa política é antidesenvolvimentista.”

Uma outra questão que intriga Marilena é sobre a ligação de Marina com o agronegócio. Inicialmente a ex-senadora rejeitava qualquer aproximação, mas hoje tem em seu vice, Beto Albuquerque (PSB-RS), uma figura ligada aos grandes produtores rurais, e recentemente teve reunião com representantes do setor sucroalcooleiro do interior paulista.

“Como pode haver desenvolvimento sustentável ligado ao agronegócio? Em segundo lugar, como fica a relação com o MST e a reforma agrária e com os índios?” Para Marilena Chauí, mesmo que ela apresente a ideia do desenvolvimento sustentável, da reforma agrária e da boa vontade na relação social, o vínculo com o agronegócio torna isso impossível. “Ela teria que nos explicar, portanto, como ela compatibilizaria assessoria neoliberal, bancária, financeira, do agronegócio e desenvolvimento e manutenção de direitos sociais.”

Marilena questiona também se uma plataforma econômica neoliberal vai dar conta das questões políticas e sociais, já que a ideia de Estado mínimo transforma os direitos sociais em serviços a serem comprados no mercado, como educação, saúde, habitação e cultura.

“Essa privatização dos direitos, que é antidemocrática, é o pilar da posição neoliberal. Com essa assessoria econômica, financeira, neoliberal, agronegócio, como ficam os direitos sociais e, sobretudo, os programas sociais? Se nós partirmos em direção à privatização dos direitos e à ideia de uma possível privatização da Petrobras, eu me pergunto se todos os recursos que o governo Dilma Rousseff coloca, a partir do pré-sal, nos direitos sociais vai acontecer. Se você privatiza os direitos e se você privatiza o pré-sal, você não realiza os programas sociais existentes e, pouco a pouco, você desativa e retorna o país à condição de desigualdade e de exclusão excessiva”, diz.

Para a filósofa, as manifestações de junho do ano passado foram canalizadas para a candidatura de Marina Silva. “Havia essa dimensão mágica, que é a ideia de que, se você quer, acontece. Essa dimensão coloca a ação política como uma coisa imediata, não deixa saldo organizativo, não prossegue, não tem uma história, não tem nada. Por isso que terminou ali, por causa dessa dimensão mágica da movimentação. Você tinha os jovens trabalhadores precarizados, a meninada de classe média rica, o pessoal da periferia… você tinha de tudo. Era muito heterogêneo.”

Na parte final dos protestos, quando houve a comemoração da redução da tarifa de ônibus em São Paulo, Marilena diz ter ficado impressionada com as agressões físicas que os jovens manifestantes receberam, não só da Polícia Militar, mas também de outros participantes. Em especial houve agressões a militantes de movimentos sociais e partidos.

“Eles foram espancados, ensanguentados. Esses manifestantes que espancavam os outros, alguns deles estavam enrolados na bandeira do Brasil e diziam ‘não tenho partido político, meu partido é meu país’. Essa é uma afirmação do Mussolini e do Hitler. É uma afirmação do fascismo e do nazismo de que há um partido único e ele é o país.”

Marilena pensa que a candidatura de Marina corresponde a essa impressão que teve do risco de parte das manifestações se encaminhar para o conservadorismo e para a direita. “Eu fiquei muito preocupada porque isso pode ir em direção ao conservadorismo. Em vez de ir no sentido de uma atitude progressista e libertária, pode ir em um conservadorismo à direita terrível.”

“As manifestações gestaram um ideário que desembocou, finalmente, na candidatura da Marina Silva. Eu sei que todo mundo estava feliz e comemorando as manifestações, teve gente que falou que era como 1968, na Europa e nos Estados Unidos, teve gente que falou que era como a Primavera Árabe. Aí, quando disseram que era como a Primavera Árabe eu pensei ‘pronto, estamos perdidos’, porque o que aconteceu no Egito é que os generais vieram e produziram uma ditadura”, diz a filósofa.

 

Aécio construiu aeroporto em outra cidade que tem fazenda: Montezuma

Cidade tem 7.500 habitantes, apenas 27% das residências atendidas por rede de esgoto e muitas ruas não têm ainda um asfalto como o da pista do aeroporto, feito com recursos do município.

por Helena Sthephanowitz

Não foi só a cidade de Cláudio (MG), onde o senador Aécio Neves (PSDB) tem propriedade rural, que teve aeroporto construído com critérios que mais atendem a conveniência privada da oligarquia política dos Neves da Cunha do que ao interesse público.montezuma-mg.jpg

A cidade de Montezuma, no norte do estado, também teve sua pista de pouso asfaltada quando o tucano era governador. A Perfil Agropecuária, empresa herdada pelo senador tucano, apropriou-se de 950 hectares de terras no município, que o estado de Minas Gerais considerava públicas, por meio de um polêmico processo de usucapião.

Nas licitações do Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG) realizadas em 2008 aparece uma única obra de pavimentação de aeródromo no interior: Montezuma. Justamente onde a empresa agropecuária do Aécio tem fazenda.

Como o uso da pista é muito raro, já que a cidade tem cerca de 7.500 habitantes, a população dos sem-avião questionou a obra, uma vez que há diversas outras necessidades urgentes a ser atendidas. Detalhe: já há aeroportos em municípios vizinhos da região, como Salinas, Janaúba, Rio Pardo de Minas e Espinosa.

Para se ter uma ideia das outras prioridades, só 27% dos domicílios contam com rede de esgoto. É a empresa estadual de água e esgoto (Copasa) que atende a cidade. Enquanto o orçamento estadual era gasto em obras convenientes para a família do governador tucano, foram necessários recursos federais do PAC Saneamento para melhorar as condições locais. Além do problema do saneamento básico, muitas ruas de Montezuma ainda não têm sequer pavimentação como a da pista do aeroporto.

A imagem abaixo mostra que pista do aeroporto é praticamente da extensão dos eixos da área urbana.

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EM ENTREVISTA A RBA, O PSIQUIATRA, DARTIU XAVIER, FALA SOBRE A QUESTÃO DAS DROVAS NAS PERSPECTIVAS POLÍTICA E JURÍDICA

Em entrevista à RBA, Dartiu Xavier compara os projetos de lei do deputado Osmar Terra (PMDB-RS), aprovado na Câmara dos Deputados e enviado ao Senado, e do deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), protocolado há um mês, ambos tratando sobre o consumo de maconha. Ele comenta sobre os eventuais danos provocados pelas drogas e os benefícios medicinais da maconha.

Como avalia os projetos de lei do deputado Osmar Terra, que já foi aprovado na Câmara, com o do Jean Wyllys?

Estão completamente em oposição. O projeto do Osmar Terra eu chamaria de medieval, ele vai contra todo o bom senso, tudo que se está discutindo em termos de tendência no mundo sobre política de drogas. O do Wyllys vai muito mais acompanhando uma nova maneira de ver a questão. O Osmar Terra puxa para as coisas mais reacionárias, comprovadamente ineficazes, baseado, em linhas gerais, naquilo que a gente chama de modelo de guerra às drogas, que é algo que foi prevalente nos Estados Unidos no final do século passado, uma maneira de olhar o problema baseado em ideologia, e que foi bastante desastroso do ponto de vista prático, prejudicou muita gente, foi responsável por muitos danos à humanidade.

O senhor mencionou, na sua fala no Senado, no ano  passado, que o Brasil adotou esse modelo mesmo depois de o fracasso ter sido comprovado nos Estados Unidos.

Isso. Quando realmente os EUA já tinham pesquisas muito contundentes em 1991 sobre a ineficácia do modelo, depois disso o Brasil ainda continuou importando, e ainda há quem defenda isso. Toda a política do governo Alckmin é baseada nesse modelo.

Sobre a questão psiquiátrica, há quem diga que a maconha faz mal, outros que não. O que o senhor tem observado quanto a isso?

Tanto faz, álcool, maconha, heroína. Uma droga vai ser boa ou má não por causa da droga em si, mas dependendo da pessoa, do padrão de uso. Tem pacientes meus que tiveram problemas graves com maconha do ponto de vista de uma dependência. Agora, as estatísticas mostram que a cada 100 pessoas que consomem maconha, 9 se tornam dependentes. Isso significa que 91% de quem consome maconha não vai ter esse problema. Para o álcool essa porcentagem é 15%. A cada 100 pessoas que bebem, 15 vão se tornar dependentes, ou seja, se você pensar em riscos de dependência, é muito maior com o álcool do que com a maconha. Isso não quer dizer que a maconha não possa fazer mal. Faz, faz muito mal, mas para uma minoria.

Dartiu XavierQue tipo de mal?

O pior mal é a pessoa passar à categoria de dependência, como o álcool.Você não consegue mais ser um usuário recreacional, e começa a ser um usuário compulsivo. Agora, isso é uma coisa teoricamente possível de acontecer com qualquer droga. Outra coisa que também não se recomenda é que se use maconha se você tiver um problema mental grave, tipo psicótico. Aí você piora.

Como vê a politica ou a posição do governo federal em relação a esse assunto?

Eu acho que a postura do governo federal é ambígua, acho que eles realmente têm discursos antagônicos, nesse momento. Se você pegar o Ministério da Saúde e a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, do Ministério da Justiça, são órgãos do governo que têm políticas muito claras no sentindo de aceitar redução de danos, de aceitar uso controlado, de fugir dessa postura coercitiva e repressiva que eu chamo de repressão só para o grande traficante. As portarias desses órgãos são bastante claras, apoiando medidas mais ousadas. Eu diria que a política do Brasil é uma política excelente na área de drogas, está evoluindo bastante.

O deputado Jean Wyllys diz que o governo Dilma não fez nada nesse sentido e foge do debate.

Exatamente, ele está certo, porque embora as diretrizes do Ministério da Saúde sejam essas, na prática as ações não refletem a própria diretriz do ministério. Por isso ela é ambígua. O ex-ministro da saúde, Alexandre Padilha, já defendeu publicamente as internações compulsórias ao falar de politica pública. Não é que eu seja contra a internação compulsória. Tem pacientes meus que eu interno compulsoriamente, mas isso é uma medida de exceção de conduta médica. Você adotar isso como política pública seria política higienista. Só que na hora que ele vai responder, Padilha não explicita isso, que está defendendo a internação nos casos de excepcionalidade. Fala de um jeito que parece para agradar a bancada evangélica, agradar essa turma das comunidades terapêuticas. Então eu concordo com essa fala de que o atual governo federal é realmente muito omisso em pautar de uma forma mais contundente a suas próprias políticas.

Existe uma tendência liberalizante clara, hoje, em relação à maconha, considerando exemplos como Colorado, nos EUA, Portugal, o Uruguai e outros?

Eu acho que é uma tendência que não é de hoje. Agora mais recentemente ela está mais explícita. Na Europa existem políticas há mais de 20, 30 anos de muita tolerância com a maconha. Por exemplo, eu trabalhava com dependência química em Paris, há 20 e tantos anos, e lembro que os guardas não prendiam um adolescente francês que estava fumando maconha na rua, embora fosse uma droga ilícita, e embora a postura da França não fosse nada ousada em termos de modernidade. Era um país até considerado tradicional demais, mas era senso comum que você não vai pegar e prender um adolescente porque ele está usando maconha. Isso 20, 30 anos atrás. E hoje em dia, a gente aqui ainda está brigando pelo direito do indivíduo de poder não ser chamado de traficante só porque está consumindo uma droga ilícita.

E ir parar em um presídio por causa disso…

Parar em um presídio por causa disso, ou parar em um hospital psiquiátrico, que é a postura coercitiva da psiquiatria brasileira.

Como o senhor vê a questão do uso medicinal da maconha?

Tem três trabalhos de pós-graduação que eu orientei sobre o uso medicinal de maconha. Só eu, mas existe uma literatura imensa na medicina mostrando o benefício do efeito terapêutico da maconha, como epilepsia, por exemplo. Há algumas formas de epilepsia, algumas doenças neurológicas, como por exemplo a esclerose múltipla, doenças em que existe um emagrecimento brutal, de até ameaça à vida de tanta perda de peso, e a maconha permite que você recupere o peso. Entre essas doenças talvez a mais importante seja Aids. Existem alguns tipos de câncer que regridem com o uso de maconha. Por exemplo, um tipo de câncer cerebral que se chama glioma. Aliás, eu publiquei no ano passado um artigo sobre isso em uma revista alemã. Câncer de mama, câncer de intestino e câncer de próstata se beneficiam da maconha. Podem regredir.

Tem efeito positivo também sobre a dor?

Justamente, essas dores neurológicas a gente chama de dor neuropática. É muito usada para isso nos Estados Unidos.

O ‘primeiro fracasso’ de Sérgio Ricardo foi no dia do golpe. Mas o mundo ainda é dele

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Músico teve seu primeiro longa-metragem lançado em 1º de abril de 1964. Ninguém foi ver. Perto dos 82 anos, ele diz estar satisfeito com os rumos de sua carreira ‘estranha’. Mas lamenta os rumos da cultura brasileira.

Em uma tarde de quarta-feira, o cantor, compositor, cineasta e artista plástico Sérgio Ricardo foi ao Cine São Luiz, no bairro do Catete, zona sul do Rio de Janeiro. Era uma das casas mais tradicionais da cidade, inaugurada nos anos 1930, e em funcionamento até hoje. Era a estreia de seu primeiro longa-metragem, Esse Mundo é Meu, que tinha no elenco Antonio Pitanga, Léa Bulcão e Ziraldo, além do próprio diretor. “Foi o meu primeiro fracasso de bilheteria”, lembra Sérgio Ricardo, bem-humorado. “Não foi ninguém ver. Estávamos eu e dois amigos. Ninguém queria sair à rua.” A falta de audiência se explica pela data do lançamento do filme: 1º de abril de 1964.

Àquela altura, tropas já haviam saído de Minas Gerais com destino ao Rio, com o objetivo de derrubar o presidente constitucional, João Goulart, que ainda ouvia de assessores propostas para resistir ao golpe. No dia seguinte, mesmo com Jango ainda no país, o Congresso decretou vaga a Presidência da República. Dias de alvoroço e de violência contra a ordem institucional. Nessas condições, de fato, dificilmente se poderia imaginar uma tranquila ida ao cinema.

“Virou uma espécie de maldição na minha vida”, diz Sérgio Ricardo, que se tornou um autor de cinema mais conhecido fora do país, onde ganhou prêmios e participou de festivais. “Sou praticamente inédito no Brasil.” Após a discreta comercialização de Esse Mundo é Meu, ele espera o relançamento, em meados deste ano, de seus outros dois longas, Juliana do Amor Perdido (1968) e Noite do Espantalho (1973).

Esse Mundo é Meu, que também dá título a uma das mais conhecidas músicas do Sérgio Ricardo, conta duas histórias em paralelo: a de um metalúrgico branco (o próprio Sérgio), às voltas com sua mulher grávida, e de um jovem engraxate negro (Pitanga, com 24 anos na época das filmagens), que quer comprar uma bicicleta e conquistar a menina dos sonhos. Parte do longa foi rodada na favela da Catacumba, no Leblon (zona sul), com vista para um dos cartões-postais cariocas, a Lagoa Rodrigo de Freitas.

A favela, como outras, perdeu para a especulação imobiliária e foi removida nos anos 1970. O primeiro trabalho cinematográfico de Sérgio, o curta Menino da Calça Branca (1961), também foi filmado em uma favela que já não existe, a Macedo Sobrinho, no bairro de Humaitá, onde ele morava.

História na cabeça

https://i1.wp.com/www.redebrasilatual.com.br/entretenimento/2014/03/o-primeiro-fracasso-de-sergio-ricardo-foi-no-dia-do-golpe-mas-o-mundo-ainda-e-dele-911.html/essemundomeu.jpg/@@images/a6ed2e28-d551-4771-9ed2-35d81e35c6f1.jpegA filmagem de Esse Mundo… foi baseada especialmente no modelo da Nouvelle Vague, movimento originário da França que “era o cinema da moda”, conforme lembra Sérgio Ricardo. “Foi tempo recorde em cinema. Não tinha roteiro, não tinha nada. Saía para inventar a história no meio da rua. Na hora, descobria um cenário que me agradava. Tinha a história na cabeça”, conta o diretor. Lembro do Ziraldo dizendo: ‘Mas o que eu vou dizer?’”, conta, rindo. Era tudo “em cima da bucha”, define o autor. “O filme foi nascido do nada. Foi uma experiência fantástica.”

Esse Mundo… foi montado por Ruy Guerra e teve na câmara Dib Lufti, que se tornaria conhecido diretor de fotografia – Dib é irmão de Sérgio, cujo nome de batismo é João Lufti. Os dois nascidos em Marília, no interior paulista, onde os pais, vindos da Síria, moravam desde 1930, um ano depois de o local virar município. O crítico francês Luc Moullet criticou a ausência de Esse Mundo… na seleção para o festival de Cannes em 1965. Também citou o filme de Sérgio Ricardo como um dos principais trabalhos de 1964. Voltou a destacá-lo em 2011, em entrevista para O Estado de S. Paulo.

No meio dessa experiência cinematográfica, Sérgio Ricardo arrumou tempo para compor a trilha sonora de Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha. Ou foi forçado a arrumar, dado o temperamento do “cliente”. O filme de Glauber foi lançado dias antes.

O desenhista Ziraldo faz papel de padre no filme. E divide uma cena marcante com Antonio Pitanga, que, após muito argumento e contra-argumento, acaba levando a bicicleta do pároco. “Ele (Pitanga) leva na dialética”, comenta Sérgio, rindo. “O padre leva a pior nessa.” Já os trechos que tratam de aborto, segundo o diretor, não causaram empecilho na época. “O problema naquela momento era mais político.”

Ele nem soube do destino do filme após o lançamento. “Coincidentemente, eu casei (com Ana Lúcia de Castro, mãe de Marina e Adriana), saí do Brasil e levei o filme debaixo do braço.” O longa foi exibido no Festival Internacional de Filme no Líbano e na Mostra do Cinema Novo em Gênova (Itália), ambos em 1964. “O governo sírio me convidou para inaugurar uma escola de cinema. Fiquei três meses fazendo um média-metragem, que não saiu (no Brasil)”, recorda, referindo-se a O Pássaro da Aldeia, exibido no Líbano.

“Quase lento”

Sérgio diz não ter “nada a repor” no filme. “Ele é tão espontâneo, surgido da criatividade de um momento.” Hoje, ele talvez seja considerado “quase lento”, reflete o diretor, que talvez cortasse um pouquinho de tempo em um outro take. Atuar como ator não chegou a ser um problema, porque Sérgio já havia trabalhado na TV, inclusive fazendo novelas. E também teve quem lhe desse boas dicas, como a cineasta italiana Carla Civelli, “que veio com a turma da Vera Cruz”, experiência cinematográfica brasileira. “Ela (Carla) me passou muito segredo, muita coisa interessante.”

Segredos, Sérgio Ricardo conheceu de várias atividades artísticas, como a pintura e o cinema, embora considere ser músico de profissão (“O resto é lenitivo.”). Na época de Esse Mundo é Meu, ele já havia lançado o terceiro LP, depois de passar, como pianista, em várias casas noturnas do Rio e de São Paulo. O artista avalia que, de certa forma, essa incursão por várias modalidades lhe causou dificuldades. “Nunca me preocupei muito com a carreira. Deu uma carreira estranha. Mas deu certo. Tudo andou dando certo, até pintura. A comercialização do meu trabalho nunca foi desempenhada de forma profissional. Mas está certo, o amadorismo é ótimo. Hoje, aos 82 anos (que serão completados em 18 de junho), estou achando muito bom.” O aspecto comercial da cultura, acredita, “escraviza o indivíduo”.

Para Sérgio Ricardo, integrante do Centro Popular de Cultura (CPC), da União Nacional dos Estudantes (UNE), o golpe de 1964 foi uma espécie de morte para a cultura brasileira, que vivia ali o seu clímax: Bossa Nova, Cinema Novo, Teatro do Oprimido. Dali em diante, decadência. “Só prevalece aquilo que não tem valor nenhum. As pessoas estão na arte para ficar ricas, não para fazer arte. Virou um produto de venda.” Ele diz estar mais preocupado com os filhos. “João tocando um violão maravilhoso, a Marina cantando… Mas não são só eles, é a geração deles. A cultura brasileira está naufragando.”

A preocupação se estende à situação política. Sérgio Ricardo defende manifestações, protestos, e identifica uma insatisfação popular. “O sistema está forçando as pessoas a entrar por um buraco meio sem saída. Cadê os parâmetros? Não tem ninguém construindo nada importante no contexto da atividade cultural e política. Esse sistema está insuportável. Mas não é só no Brasil, é no mundo inteiro.” Tudo gira em torno de poder e dinheiro, lamenta.

Aos quase 82, o multi-artista continua percorrendo o mundo e fazendo arte. Quando se pergunta se tem alguma coisa a ser lançada, a resposta vem rápida e acompanhada de um riso: “Dois roteiros de cinema, três livros para publicar, um caixote de músicas inéditas…”.

ASSISTA OS VÍDEOS DA TVT EM QUE, JOSÉ GRAZIANO, DIRETOR-GERAL DA FAO, AGÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS, FALA SOBRE FOME E ALIMENTOS

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LULA DIVULGA CARTA CONTRA A DIREÇÃO DA NISSAN POR IMPOSIÇÃO ANTISSINDICAL NOS ESTADOS UNIDOS

Prezados Senhores Ghosn e Shiga-san,

Considero a Nissan uma empresa global de destaque, que fabrica produtos da maior qualidade, e fico muito satisfeito que ela esteja operando unidades de montagem nos Estados Unidos, assim como em meu país. Contudo, sinto-me obrigado a comunicar-lhes uma séria preocupação que me foi trazida com relação à resposta da Nissan aos esforços de sindicalização nos Estados Unidos.

Já recebi duas delegações de trabalhadores norte americanos da unidade da Nissan em Canton, Mississippi, que me relataram graves dificuldades impostas naquela fábrica às atividades sindicais.

Entendo que o grupo Nissan-Renault mantém relações respeitosas com os sindicatos no Brasil e em outros países. Porém, estou muito preocupado com a campanha antissindical que a Nissan tem feito nos Estados Unidos, considerando que o direito de sindicalização é um direito humano universalmente reconhecido e uma exigência taxativa da Organização Internacional do Trabalho, organismo das Nações Unidas, em várias de suas convenções oficiais.

Sendo assim, chega a ser difícil de acreditar – e me causa um sentimento de indignação – que a Nissan mantenha essa atitude de intransigência e intolerância em uma planta norte-americana, cabendo indagar se isso decorre de alguma decisão da própria empresa ou, mais grave ainda, se é fruto de intervenções inaceitáveis do governo dos Estados Unidos.

Apelo, portanto, ao mais alto nível de direção empresarial da Nissan, no sentido de alterar imediatamente esse tipo de prática antissindical, colocando-se em sintonia com os valores democráticos nas relações de trabalho que devem nortear todas as empresas nesse início de século 21, abolindo restrições e barreiras que eram próprias dos séculos anteriores ao século 20.

Agradeço sua atenção e espero iniciativas saneadoras. Muito obrigado.

Luiz Inácio Lula da Silva

Fidel Castro: Síria resistirá à intervenção do Ocidente

Líder cubano critica, em artigo, possível incursão militar no país árabe e ironiza rumores de que Cuba impediu entrada de Snowden.

“O que me move a escrever é o fato de que muito em breve irão ocorrer acontecimentos graves. Não transcorre em nossa época dez ou quinze anos sem que nossa espécie corra perigos reais de extinção. Nem Obama nem ninguém pode garantir outra coisa; digo isso por uma questão de realismo, já que só a verdade nos poderia oferecer um pouco mais de bem-estar e um sopro de esperança. Chegamos na fase da maior idade em relação a nossos conhecimentos. Não temos direitos de enganar nem de nos enganarmos.

Em sua grande maioria, a opinião pública conhece bastante sobre o novo risco que se encontra em suas portas.

Não se trata simplesmente de que os mísseis de cruzeiro apontem para alvos militares na Síria, senão que esse valente país árabe, situado no coração de mais de oito milhões de muçulmanos, cujo espírito de luta é lendário, declarou que resistirá até o último suspiro contra qualquer ataque ao seu país.

Todos sabem que Bashar al-Assad não era político. Estudou medicina. Graduou-se em 1988 e se especializou em oftalmologia. Assumiu um papel político em razão da morte de seu pai, Hafez al Assad, no ano 2000, e da morte acidental de seu irmão mais velho.

Todos os membros da Otan, aliados incondicionais dos Estados Unidos, e uns poucos países petroleiros aliados ao império naquela zona do Oriente Médio garantem o abastecimento mundial de combustíveis de origem vegetal, acumulados ao largo de mais de um milhão de anos. A disponibilidade de energia procedente, em troca da fusão nuclear de partículas de hidrogênio, tardará por, pelo menos, 60 anos. A acumulação dos gases de efeito estufa continuará a crescer em elevados ritmos apesar de colossais investimentos em tecnologia e pessoal.

Por outro lado se afirma que, em 2040, em apenas 27 anos, muitas tarefas que hoje são atribuídas à polícia, como impor multas e outras tarefas, seriam realizadas por robôs. Imaginam os leitores o quão será difícil discutir com um robô capaz de fazer milhões de cálculos por minuto? Era algo inimaginável anos atrás.

Há apenas algumas horas, na segunda-feira de 26 de agosto, despachos de agências clássicas bem conhecidas por seus serviços sofisticados aos Estados Unidos, se dedicaram em difundir a notícia de que Edward Snowden foi obrigado a se estabelecer na Rússia porque Cuba cedeu às pressões norte-americanas.

Ignoro se alguém, em algum lugar, disse algo ou não para Snowden, porque esse não é meu trabalho. Leio o que posso sobre notícias, opiniões e livros que se publicam no mundo. Admiro como valentes e justas as declarações de Snowden, para quem, ao meu juízo, prestou um serviço ao mundo ao revelar a política repugnantemente desonesta do poderoso império que mente e engana o mundo. O que não estou de acordo é que alguém, quaisquer que fossem seus méritos, pudesse falar em nome de Cuba.

A mentira tarifada. Quem a afirma? O diário russo “Kommersant”? Quem é esse difamador? Segundo explica a própria agência Reuters o jornal cita fontes próximas ao Departamento de Estado norte-americano: “o motivo de não ter embarcado foi que, no último minuto, Cuba informou as autoridades, que impediram que Snowden tomasse o voo da  Aeroflot”.

“Segundo o rotativo, […] Snowden passou dois dias no consulado russo de Hong Kong para manifestar sua intenção de voar para a América Latina via Moscou”.

Se eu quisesse poderia falar de todos esses temas abertamente.

Hoje observei com especial interesse as imagens do presidente da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro, durante sua visita ao barco principal do destacamento russo que visita o país sul-americano após escalas anteriores nos portos de Havana e Nicarágua.

Durante a visita do presidente venezuelano à embarcação me impressionaram várias imagens. Uma delas foi a amplitude dos movimentos de seus numerosos radares capazes de controlar as atividades operativas do navio em qualquer situação que se presente.

Por outro lado, perguntemos sobre as atividades do mercenário jornal “Kommersant”. Em sua época foi um dos mais perversos meios de comunicação a serviço da extrema-direita contrarrevolucionaria, e que desfruta o fato de que o governo conservador e lacaio de Londres envie seus bombardeiros para a base Aérea de Chipre, prontos para lançar suas bombas sobre as forças patrióticas da heroica Síria, enquanto no Egito, considerado como o coração do mundo árabe, milhares de pessoas são assassinadas pelos autores de um grosseiro golpe de Estado.

Nesse contexto, os aparatos navais e aéreos do império e seus aliados já se preparam para iniciar um genocídio contra os povos árabes.

Está absolutamente claro que os Estados Unidos tratam sempre de pressionar Cuba, assim como faz com a ONU ou qualquer instituição pública ou privada do mundo, uma das características dos governos desse país, e não seria possível esperar outra coisa deles. Mas não em vão segue-se resistindo há 54 anos defendendo sem trégua — e pelo tempo adicional que for necessário —, enfrentando o criminoso bloqueio econômico do poderoso império.

Nosso maior erro foi não termos sido capazes de aprender muito mais em muito menos tempo.”

Traduzido pelo OperaMundi.

Alvo de protestos sociais, Globo se recusa a explicar indícios de sonegação de impostos

Documentos indicam que empresa tem dívida de ao menos R$ 615 milhões com a Receita. Emissora diz ter quitado débitos, mas não mostra comprovante. Fisco mantém sigilo. MP aguarda informações
Tadeu Breda,da Rede Brasil Atual

A Globo Comunicação e Participações, um dos braços da corporação midiática da família Marinho, negou-se na segunda-feira (1°) a responder às perguntas da Rede Brasil Atual sobre as denúncias de que estaria carregando, desde 2002, uma dívida de R$ 183 milhões com a Receita Federal. Corrigido para valores atuais, e somados às multas e juros por sonegação de impostos, os débitos da empresa com o Fisco alcançariam mais de R$ 1 bilhão. Em 2006, quando a Receita concluiu processo de investigação tributária contra a emissora, esse montante já havia ascendido a R$ 615 milhões.

Na tentativa de esclarecer a história, revelada pelo blog O Cafezinho, do jornalista carioca Miguel do Rosário, a reportagem entrou em contato com a CDN Comunicação, empresa que presta serviço de assessoria de imprensa para a emissora. “A Globo Comunicação e Participações esclarece que não existe nenhuma pendência tributária da empresa com a Receita Federal referente à aquisição dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de Futebol de 2002”, disse, em nota. “Os impostos devidos foram integralmente pagos.”

De acordo com os documentos revelados pelo blog, porém, “foi constatado que a TV Globo Ltda. adquiriu direitos de transmissão dos jogos da Copa do Mundo de 2002 – o que ensejaria a tributação pelo imposto de renda na fonte – disfarçados sob a forma de investimentos em participações societárias no exterior”. O relatório da Receita Federal continua, detalhando que a empresa da família Marinho teria recorrido a um paraíso fiscal para “omitir declaração ou prestar informação falsa às autoridades fazendárias”, o que configuraria crime contra a ordem tributária.

“A TV Globo, para não recolher imposto de renda na fonte devido pelo pagamento, ao exterior, em razão da aquisição do direito de transmissão, por meio de televisão, de competições desportivas, adquire, em aparência, uma pessoa jurídica com sede nas Ilhas Virgens Britânicas”, revela o documento. “No entanto, menos de um ano depois, a sociedade é dissolvida e seu patrimônio vertido para que a TV Globo obtivesse a licença que a permitiria transmitir os jogos da Copa do Mundo de 2002, que foi o que, em verdade, acontecera”.

Versões

Apesar de negar a existência de dívidas com a Receita Federal, a emissora reconhece a existência da investigação tributária. “Todos os procedimentos de aquisição dos direitos pela TV Globo deram-se de acordo com as legislações aplicáveis, segundo nosso entendimento. Houve entendimento diferente por parte do Fisco. Este entendimento é passível de discussão, como permite a lei, mas a empresa acabou optando pelo pagamento.”

Essa mesma versão já havia sido publicada pelo portal de notícias UOL no último sábado (29). Porém, no domingo (30) o blog O Cafezinho trouxe novas evidências que contradiriam a nota oficial da Globo: um link da Receita Federal por meio do qual é possível consultar processos em curso na instituição. Ao inserirmos o número do processo contra a Globo, aparece a mensagem de que a situação está “em trânsito”. De acordo com Miguel do Rosário, blogueiro autor da acusação, isso significaria que a dívida não foi paga.

A reportagem pediu ainda que a Globo se posicionasse sobre as “novas evidências” divulgadas pelo blog – ou seja, a de que o pagamento ainda não fora registrado pelo sistema da Receita. Finalmente, questionamos se a empresa estaria disposta a mostrar o comprovante do pagamento. “A Globo só tem mesmo essas informações que eu te passei. Não daremos mais esclarecimentos sobre o assunto”, respondeu, por telefone, o assessor responsável.

Autoridades

Junto à Procuradoria da República no Rio de Janeiro, a Rede Brasil Atual soube que a investigação da Receita Federal sobre os supostos crimes tributários cometidos pela Globo fora iniciada a pedido do Ministério Público Federal (MPF) entre 2005 e 2006. O procurador responsável, que preferiu não conversar com a imprensa, não se lembra exatamente da data em que encaminhou ofício ao Fisco, mas revelou, por meio de assessoria, que tomou a iniciativa após inteirar-se das irregularidades fiscais da emissora durante uma audiência de justiça.

“Atualmente, o MPF acompanha a tramitação interna do caso na Receita Federal e encaminhou ofícios para a Receita pedindo informações sobre o pagamento integral da dívida”, afirmou a instituição, em nota. Apenas quando estiver munido dessas informações é que o procurador fará declarações à imprensa. Caso o pagamento tenha sido realmente efetivado, o MPF adianta que não caberá instauração de inquérito criminal, uma vez que a infração se acaba imediatamente após a quitação da dívida.

O Ministério das Comunicações foi questionado pela reportagem sobre as supostas dívidas tributárias da Globo, uma vez que a emissora opera uma concessão pública do Estado brasileiro. “No momento da renovação da concessão, que para emissoras de TV ocorre a cada 15 anos, as empresas de radiodifusão precisam comprovar que estão regulares junto à Receita Federal”, argumentou, em nota, informando que a concessão da Globo foi renovada em 30 de abril de 2008. “Caso seja constatada a existência de pendências no momento da renovação, o Ministério das Comunicações adotará medidas cabíveis.”

Procurada pela Rede Brasil Atual, a Receita Federal negou-se a prestar qualquer informação sobre o caso, alegando que todos os processos sobre irregularidades tributárias tramitam sob sigilo fiscal. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), que nos últimos 12 anos repassou ao menos R$ 5,86 bilhões em verbas publicitárias oficiais à emissora da família Marinho, também foi questionada sobre as dívidas tributárias da Globo. Contudo, não enviou nenhuma resposta.

“Se pagou, então mostra o Darf”, sugere. O Documento de Arrecadação de Receitas Federais, o Darf, é um demonstrativo que comprova o pagamento de dívidas tributárias das empresas brasileiras com a União.

Por isso, a Rede Brasil Atual insistiu em acionar a CDN Comunicação uma segunda vez para pedir um posicionamento da Globo diante dos novos fatos. Se a Globo efetivamente pagou suas dívidas com a Receita, como atesta a nota, requisitamos informações sobre o valor desse pagamento. Quanto foi desembolsado pela emissora: R$ 183 milhões? R$ 615 milhões? Mais de R$ 1 bilhão?

Protestos

Na quarta-feira (3), o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé realizou em conjunto com movimentos sociais um protesto em frente à sede da emissora, no Rio de Janeiro. Batizada como “Ocupe a Rede Globo”, a manifestação foi divulgada pelas redes sociais e contou com a participação de aproximadamente mil pessoas. Dois fatos motivaram a convocatória, de acordo com os organizadores.

“Nesse clima de manifestações que tomou o país, tínhamos visto necessidade de fazer assembleia popular de rua para discutir a democratização das comunicações no Brasil”, explica Theófilo Rodrigues, um dos coordenadores do Barão de Itararé na capital fluminense. “Escolhemos a sede da Globo como local simbólico para demonstrar a necessidade de um projeto de lei que institua um novo marco regulatório da mídia.”

Outra razão para o protesto, continua Rodrigues, são os crimes contra a ordem tributária cometidos pela emissora. “Estamos protocolando pedido de investigação no Ministério Público”, anuncia. “É muito grave assistir a uma concessão pública sonegando quantias tão grandes de impostos. Porém, o maior problema não é a sonegação fiscal em si, mas a sonegação de informações constantemente praticada pela emissora.”

A ideia de uma manifestação semelhante na sede da Globo em São Paulo também havia sido ventilada durante a assembleia popular realizada na terça-feira passada (25), na Avenida Paulista. Os organizadores, no entanto, resolveram adiar o protesto para o próximo dia 11, mesma data escolhida pelas centrais sindicais para uma grande mobilização nacional. A CUT é uma das entidades que integram o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).

“Em vez do protesto na Globo, faremos, na quarta (3), uma série de aulas públicas no vão do Masp para discutir a cobertura midiática das manifestações e como ela acabou influenciando no processo de mobilização”, explicou Pedro Ekman, membro do Coletivo Brasil de Comunicação Intervozes, na última segunda-feira (1º). “Faremos ainda uma manifestação-relâmpago sobre regulamentação do novo marco civil. O problema não é só econômico, ou seja, a forma como grandes empresas de mídia obtêm vantagens financeiras em função de seu poderio: é um problema de democracia, de monopólio do discurso. É uma questão política”

Reunião em São Paulo lança ‘pronto-socorro’ para blogueiros

Reunião em São Paulo lança 'pronto-socorro' para blogueiros Jornalistas debateram ações de grupos econômicos e políticos contra blogueiros (Foto: Viomundo)

da Rede Brasil Atual

São Paulo – Em reunião no Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé na noite de ontem (2), em São Paulo, blogueiros e representantes de diversos veículos da mídia alternativa decidiram criar o que chamaram de “pronto-socorro” dos blogueiros – um fundo para auxiliar aqueles em dificuldades com a Justiça. Em um segundo momento, a ideia é prestar também assistência jurídica.

A iniciativa é uma reação à sentença da juíza Juliana Benevides de Araújo, da 43ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, que, em 19 de março, condenou o jornalista Luiz Carlos Azenha, do blog Viomundo, a indenizar o então diretor da Central Globo de Jornalismo, Ali Kamel, em R$ 30 mil por danos morais. Kamel é agora diretor geral de Jornalismo e Esporte da TV Globo.

“Eu antecipo que no meu caso não vou acessar esse fundo, porque não preciso e há blogueiros muito mais ameaçados do que eu”, disse Azenha à RBA. “É importante porque é um fundo que vai ser criado num momento em que há uma tendência à judicialização cada vez maior na disputa com a blogosfera.” Os blogueiros Paulo Henrique Amorim e Rodrigo Vianna, entre outros, participaram das discussões.

Azenha disse também que a questão que envolve a judicialização não se resume à ameaça da Globo, na qual ele trabalhou. “A gente representa uma ameaça não só à Globo. Às vezes o blogueiro é uma ameaça para o prefeito de uma cidade, que tenta por exemplo dar um tiro nele”, afirmou.

No debate, Azenha propôs que se levantassem alguns casos exemplares e “dramáticos” de perseguição a blogueiros e se dispôs a voluntariamente entrevistá-los. “A proposta é ir atrás de alguns casos de blogueiros efetivamente perseguidos, que não sofram apenas a violência jurídica, mas física também, que estão no Brasil inteiro.”

O jornalista, que chegou a anunciar o fim do Viomundo na sexta-feira (29), voltou atrás. “O blog vai continuar com uma tentativa de financiamento por meio da chamada ‘vaquinha’, tentando fazer com que os próprios leitores financiem a produção do blog. A tentativa de sobrevivência vai ser em cima disso, já que eu não aceito propaganda pública, estatal ou de governo e dificilmente, com o blog que tenho, consigo na iniciativa privada”, disse Azenha.

Estratégias e iniciativas

O também jornalista Altamiro Borges, presidente do Barão de Itararé, propôs “de imediato” um manifesto em defesa da liberdade de expressão e da blogosfera, com assinaturas de intelectuais, artistas, parlamentares e prefeitos.

A jornalista Maria Inês Nassif disse ser preciso estabelecer estratégias de convencimento que influenciem também um público mais específico do que os internautas de modo geral, como os operadores do Direito. “Há um cerco, pois como não ganharam nas urnas eles agora mobilizam as estruturas. Temos de convencer também quem produz decisão. Cometemos o mesmo erro em 1964. Está na hora de pôr na cabeça que a luta por hegemonia está em todo lugar”, afirmou.

Entre as iniciativas consideradas importantes na reunião, e que continuarão a ser objeto de debates, está, também, estabelecer estratégias para pressionar o Executivo e o Legislativo a regulamentar os artigos 220 a 223 da Constituição, que garantem a liberdade de informação e a promoção da cultura nacional e regional e vedam monopólios ou oligopólios de rádio e TV.

As verbas publicitárias serão também objeto de iniciativas, reivindicações e pressão. Atualmente, apenas dez veículos de comunicação concentram 70% do montante da verba pública federal distribuída para mais de 3 mil veículos de comunicação no país, segundo levantamento feito pelo jornal Folha de S. Paulo, de dezembro de 2012, baseado em dados da Secretaria de Comunicação Social (Secom), vinculada à Presidência da República.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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