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POTÊNCIA-POLÍTICA-DIONISÍACA DO CARNAVAL SE CORPORIFICA NO DEMOCRÁTICO FORA TEMER!

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  Não se corporificou por enunciação evocativa dos sindicatos, movimentos sociais, grupos específicos, entidades de classes, expressões políticas da democracia, mas pela potência-política-dionisíaca sociedade civil. O Brasil inteiro bradou alto e em bom som-folia, o Fora Temer! Tudo de forma como se manifesta a singularidade-coletiva de um povo.

  Dionísio, como festa revolucionária, não poderia se mostrar como alegria da forma diferente que se mostrou no Brasil. Foi a demonstração clara e distinta que não há mais lugar para golpistas como desgoverno que vem desmontando de maneira predadora a economia, os direitos dos trabalhadores, a educação, a saúde, a Previdência Social, do Brasil.

  Dionísio, como devir-povo, haveria que se mostrar em práxis e poieses em uma festa popular como o carnaval. O brado-revolucionário de Fora Temer escapa de qualquer interpretação psicanalista que possa atribuir o ato a uma forma de desabafo contra uma representação simbólica edipiana na figura-tenebrosa de Temer. Não, Temer para os brasileiros-festeiros, não tem qualquer símbolo edipiano que se mostraria como sublimação no protesto coletivo.

  O simbólico desvanece em Temer. Os brados de Fora Temer que se fizeram concretude-política por todo o Brasil nasceram e se expressaram da experiência antidemocrática que o povo brasileiro vem sendo submetido. De formas que nessa realidade cruel não há elementos que sirvam à interpretação psicanalítica. Temer é o fator-sofrimento atual do povo brasileiro. A não mais suportável condição opressiva provocada pelo que há de mais insignificante e impotente na memória social do país.

    Os brados-revolucionários confirmam que o momento de extirpar o agente-patológico que obliterou a democracia no Brasil, encontra-se amadurecido. Esse é o momento. Se antes Temer já se encontrava em destroços, agora ele não passa de poeira, e o devir-povo não vai esperar a poeira baixar. Muito menos se ele virar cinzas, visto que há, lendariamente, algum perigo dele ressurgir das cinzas. Mas é somente lenda. Lenda não libera as potências políticas da história. E Temer e seus cúmplices, não tem qualquer qualidade para ser personagens históricos. E nem lixo, como alguns tolos dizem e escrevem, já que a história não produz resíduos. História é produção de existências satisfatórias.

     Por isso, que venha a Quarta-Feira de Cinzas que Deus é democrático!

     

BANDINHA DO OUTRO LADO FAZ FESTA MOSTRANDO QUE É NETA SINGULAR-ORIGINAL DE DIONÍSIO

4360506631_cce515d11b_oEntre os vários vetores fluxos mutantes e quantas desterritorializantes da Associação Filosofia Itinerante (Afin) que agenciam há mais de 14 anos em Manaus produções-moventes como corpos de novas formas de existir, sentir, ver, ouvir e pensar, a Bandinha do Outro Lado é festa singular e original da potência dionisíaca.

p1090569 p1090574 p1090576 p1090577 p1090581 p1090584 p1090589 p1090590 p1090599 p1090600A Bandinha do Outro Lado se imbricou como corpo dionisíaco há nove anos na Rua Jaú do Bairro Novo Aleixo, zona Leste de Manaus. Uma das muitas regiões populacionais desassistidas pelos governos reacionários que se apossaram do estado do Amazonas e da capital Manaus. Na linguagem politicofastra (linguagem do falso político, o tagarela do Legislativo, Executivo e Judiciário, corpos alienados da democracia), é um curral eleitoral onde esses personagens exploradores da miséria do povo, que eles mesmos fomentam, conseguem suas eleições, reeleições constantes.

Desde sua inicial apresentação nas ruas do bairro que a Bandinha do Outro Lado se atualiza como real através das próprias criações das crianças. Suas fantasias são concebidas e elaboradas por elas. Certo que com o auxilio de alguns moradores. Como Dona Antônia, por exemplo.

p1090602 p1090604 p1090609 p1090622 p1090627 p1090640 p1090652Como a Afin é um corpo comunalidade e sua atuação é sempre um processual coletivo, não seria coerente a Bandinha do Outro Lado, como expressão do personagem que forneceu corpos para a emergência do Teatro Grego, a Filosofia e a Política, que os moradores ficassem fora da composição festeira de seus netos.

p1090653 p1090663 p1090665 p1090678Nesse carnaval, que apesar de Temer e seus cúmplices golpistas, a Bandinha do Outro Lado fez sua festa em outra zona abandonada pelos exploradores governantes: Bairro Nova Cidade, que de novo só tem o nome: segue a antiga violência administrativa de outras zonas que não têm seus direitos urbanos garantidos. Fica no extremo de Manaus. Agora, a Bandinha do Outro Lado se apresenta na última rua, número 72, do bairro no limiar da mata, fronteira com um cemitério indígena. Porém, a potência dionisíaca-contínua segue a movimentação intensiva da poieses.

p1090686 p1090690 p1090691 p1090697 p1090702 p1090723 p1090742 p1090749 p1090757 p1090761Aqui a letra desse ano do carnaval da Bandinha do Outro Lado. Carnaval que vibrou por todo Brasil em um uníssimo Fora Temer! Para o bem da Democracia!

     A Bandinha do Outro Lado está na Nova Cidade Ô, Ô,Ô

     Veio lá do Novo Aleixo com sua festa vontade Ô,Ô

     Para fazer o carnaval Dionísio da criança

     Por isso, ninguém vai ficar fora da dança.

     “Corre, corre lambretinha”,” se a canoa não virar”,

     “Eu vou pra Maracangalha” “abre alas que eu quero passar”

     “Viva o Zé Pereira, viva o carnaval,

      Viva o Zé Pereira que a ninguém faz mal”.

     Vejam algumas imagens dionisíacas.

  Vejam um breve vídeo. 

OS BLOGS AFINSOPHIA E ESQUIZOFIA CANTAM E DANÇAM A MARCHINHA DO BLOCO DA SURUBA. CUIDADO! SURUBA NÃO É ORGASMO!

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A Associação Filosofia Itinerante (AFIN), através de seus blos Afinsophia e Esquizofia, lança a marchinha  “O Bloco da Suruba Não é Orgasmo”

Aqui apresentamos as estruturas-golpistas, de acordo com a concepção semiótica do filósofo estruturalista Roland Barthes, que permitiram a construção estrutural do texto antipolítico e anti-sexual.

Aliás,como já foi afirmado e con-confirmado, re-reafirmado, a única importância dos golpistas para nós é que eles nos fazem rir. É por esse talento deles que aproveitamos a demanda-deboche.

  Aqui apresentamos as estruturas, de acordo com a concepção estruturalista do filósofo Roland Barthes, que servirão para a arquitetura-estrutural da marchinha antipolítica e anti-sexual proporcionada pelos golpistas.

    Estrutura I – José Yunes, amigão do golpista-mor Temer, delata o outro amigão de Temer, Padilha (ou Quadrilha” dependendo do entendimento(.

   Estrutura II – Cavendish, amigão de Cabral, delata o presidente da Câmara-golpista, Rodrigo Maia (o ‘Botafogo’ dependendo do torcedor).

    Estrutura III – “Suruba”, produção de Romero Jucá ( o ‘porra’, dependendo do pornofônico).

    Estrutura IV – Confusão entre Suruba e Orgasmo com explicação do psiquiatra W. Reich, e do anttipsiquiatra David Cooper.

    Estrutura F – Golpista,por não ser democrata, não tem orgasmo.

            Escute o áudio. 

FOTO-PREMONITÓRIA-GOLPISTA: TEMER, SENTINDO QUE VAI SER EXPULSO DO CARGO USURPADO DE DILMA, TIRA FOTO COM FAIXA PRESIDENCIAL QUE, DEMOCRATICAMENTE, NÃO TEM DIREITO

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 Não que estivesse sob o domínio do afeto ético, porque golpista se lixa para eticidade, mas o certo é que o golpista-mor Temer, já ha mais de sete meses no poder usurpado da presidenta Dilma Vana Rousseff, poder outorgado pelo povo em forma de mais ade 54 milhões de votos, vinha se despreocupando em posar para às câmeras fotográficas que lhe tornariam, segundo seu orgulho – Spinoza: o orgulho é uma ideia triste que o orgulhoso tem de si maior do que ele é -, perpetuado na história do Brasil como presidente.

 Ocorre, que a decisão de Temer, o golpista-mor, posar para às câmeras fotográficas, com o objetivo inútil de se tornar imortal, deve ser entendida como um ato premonitório. Ele sabe que vai ser expulso do cargo que não conseguiu pelas vias legais: eleição direta. Ele sabe que não tem qualquer qualidade para ser presidente da República, mas faz de conta que tem. Em psicanálise se chama “como se”. Ele se comporta “como se” fosse presidente para se manter no poder. Um “como se” que é sustentado pelas mídias delírio das massas reacionárias.

  Diante da implacável realidade democrática, ele decidiu posar com a faixa presidencial, porque sabe que vai ser expulso do poder que ele usurpou. Daí, que enquanto isso não ocorre, ele corre – rima rimada – para às lentes se iludindo que algum dia – e que dia – um desavisado estudante do primário vai responder à professora os nomes dos presidentes do Brasil e seu nome será pronunciado pelo aluno. Ledo, Ivo, engano. A professora, que estudou os filósofos Deleuze e Guattari, sabendo que a aula é um ato político, vai dizer: “Amigo, pule esse aí que ele jamais foi presidente. Passe para o próximo nome que é o tríplice-presidente Lula!”

   Então, Temer-futuro vai olhar para a foto e dizer, em forma de consolo, “Até que eu fiquei bem com essa faixa”. E alguém ouvindo o narcisismo-desativado, vai avaliar sua auto-consideração: “É verdade, ficou muito bem como fantasia carnavalesca, já que no carnaval toda fantasia cai bem”.

     Viva, Momo!  

A QUADRA MOMESCA ATIVA. ENQUANTO O BLOCO DE OLINDA FREVA O “FORA TEMER”, CAIADO, ACUSADO DE EXPLORAÇÃO DO TRABALHO ESCRAVO, QUER CPI CONTRA A IMPERATRIZ LEOPOLDINENSE.

CARNAVAL

Imperatrizleopoldinense.com.br/Reprodução

“Sempre é carnaval, sempre é carnaval, vamos embora pessoal”. Fundado no ano de 1976 com o objetivo de contestar a ditadura civil-militar, o Bloco Eu Acho É Pouco”, de Olinda, continua mantendo a verve e o ativismo. É o que confirma a comemoração dos seus carnavalescos 40 anos.

Esse ano, estimulado pela contribuição alegórica dos golpistas, ele vai desfilar com indumentária ressaltando o golpista-mor: “Fora Temer”. Além de outras enunciações políticas na indumentária como “Lutaremos pela Liberdade Sempre”, Trumpocalipse, Golpe e Regresso, Por uma Mídia Democrática”. Enunciações que já se tornaram palavras de ordem e que são ressaltadas nas cores vermelho e amarelo. Cores do ouro.

Aqui a programação do Eu Acho é Pouco.

  • 4 de fevereiro: Baile Vermelho e Amarelo – Eu Acho é Pouco.
  • 25 de fevereiro: Eu Acho É pouco.
  • 27 de fevereiro: Eu Acho é Pouquinho.
  • 28 de fevereiro: Eu Acho é Pouco.

E fora do ritmo, já que burguês além de não descender de Dionísio, mas Mamon (deus da cobiça), sua alegria é compensatória como alimento material, lucro, e não a alegria que aumenta a potência de agir, como afirma o filósofo Spinoza, o senador Caiado (DEM/GO), fundador da União Democrática (imaginem que tipo de democracia) Ruralista (UDR), cuja família é acusada de exploração do trabalho escravo, vai propor ao Senado uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar quem são os financiadores da Escola de Samba Imperatriz Leopoldinense que vem com o Samba Enredo criado pela sensibilidade, inteligência, ética e engajamento dos sambistas Moises Santiago, Adriano Ganso, Jorge do Finge e Aldir Senn. Não esquecer que Caiado, apesar de caiado, é campeão do agronegócio.

O Samba Enredo toca no tema explorador realizado pelo agronegócio que envolve as terras indígenas e quilombolas. Aí a represália do senador latifundiário.

Olha a letra e o áudio aí, gente! E com a participação especial do amazonense David Assayag que foi além do Boi Bumbá.

Compositores: Moisés Santiago, Adriano Ganso, Jorge do Finge e Aldir Senna
Participação especial: David Assayag
Intérpretes: Tinga, Celino Dias, Tuninho Júnior e Tinguinha

BRILHOU… A COROA NA LUZ DO LUAR!
NOS TRONCOS A ETERNIDADE… A REZA E A MAGIA DO PAJÉ!
NA ALDEIA COM FLAUTAS E MARACÁS
KUARUP É FESTA, LOUVOR EM RITUAIS
NA FLORESTA… HARMONIA, A VIDA A BROTAR
SINFONIA DE CORES E CANTOS NO AR
O PARAÍSO FEZ AQUI O SEU LUGAR
JARDIM SAGRADO O CARAÍBA DESCOBRIU
SANGRA O CORAÇÃO DO MEU BRASIL
O BELO MONSTRO ROUBA AS TERRAS DOS SEUS FILHOS
DEVORA AS MATAS E SECA OS RIOS
TANTA RIQUEZA QUE A COBIÇA DESTRUIU

SOU O FILHO ESQUECIDO DO MUNDO
MINHA COR É VERMELHA DE DOR
O MEU CANTO É BRAVO E FORTE
MAS É HINO DE PAZ E AMOR
SOU GUERREIRO IMORTAL DERRADEIRO
DESTE CHÃO O SENHOR VERDADEIRO
SEMENTE EU SOU A PRIMEIRA
DA PURA ALMA BRASILEIRA

JAMAIS SE CURVAR, LUTAR E APRENDER
ESCUTA MENINO, RAONI ENSINOU
LIBERDADE É O NOSSO DESTINO
MEMÓRIA SAGRADA, RAZÃO DE VIVER
ANDAR ONDE NINGÚEM ANDOU
CHEGAR AONDE NINGUÉM CHEGOU
LEMBRAR A CORAGEM E O AMOR DOS IRMÃOS
E OUTROS HERÓIS GUARDIÕES
AVENTURAS DE FÉ E PAIXÃO
O SONHO DE INTEGRAR UMA NAÇÃO
KARARAÔ… KARARAÔ… O ÍNDIO LUTA PELA SUA TERRA
DA IMPERATRIZ VEM O SEU GRITO DE GUERRA!

SALVE O VERDE DO XINGU… A ESPERANÇA
A SEMENTE DO AMANHÃ… HERANÇA
O CLAMOR DA NATUREZA
A NOSSA VOZ VAI ECOAR… PRESERVAR!

 

TRANSMISSÃO DO CARNAVAL POVÃO DA BAHIA PELA TV BRASIL E TVE MOSTRA UMA RALIDADE DIONISÍACA DIFERENTE DO “CARNAVAL” CAPITALISTA

Carnaval 2015:  Saída do Olodum, no Pelourinho.

Na noite de ontem, e madrugada além, a emissora de televisão da Bahia TV Educativa, em parceria com a TV Brasil, a mais importante sensorial e cognitivamente rede de programação de TV do Brasil, a única que sabe que comunicação é serviço público e disciplina cívica, mostraram para o Brasil e sessenta e tantos país como se faz carnaval com a essencialidade dionisíaca.

As duas emissoras se mostraram engajadas com a essência do carnaval: o povo se manifestando livre em festa coletiva produzida e dirigida por ele mesmo. Sem amarras, no sentido literal, como as apresentadas pelos comerciais trios elétricos que fizeram do carnaval baiano um instrumento de lucro, principalmente dirigido aos turistas. Trios elétricos que foram institucionalizados pelos partidos políticos e representantes partidários como foi o caso do ex-governador e ex-senador, finado, Antônio Carlos Magalhães, o Toninho Malvadeza. O avô calculista do Axé Music a manifestação capitalista que alienou musicalmente o sentido dionisíaco do carnaval baiano.

As transmissões da TV Educativa e a TV Brasil mostraram outra Bahia carnavalesca. Uma Bahia que brinca carnaval muitos antes de sair pelas ruas. Brinca no momento das confecções das fantasias pelas famílias e moradores. Comunidades inteiras que fazem parte da população baiana que não faz gênero e nem tem pruridos burgueses mostrados pelo glamour de outra forma de carnaval apresentado pelos trios elétricos tipo Toninho Malvadeza.

As emissoras mostram o carnaval de rua, o carnaval pipoca, carnaval dos blocos que carregam o verdadeiro axé com cheiro claro e embelezador do povo. Um carnaval solto, se movimentando pelas ruas populares de Salvador com brincantes que não fazem caras e bocas. Com brincantes que se mostram autênticos em seus dançares, cantares e relações coletivas.

Entre tantos foliões criativos e festivos mostrados pelas duas emissoras, ainda teve a transmissão da apresentação de vários artistas no Pelourinho. Graciosamente, Pelô. Paulinho da Viola, Riachão, o ícone da música baianas no auge de seus 95, Claudete Macedo e outros. Um espetáculo de intensa vibração! É mole! Alegria própria do carnaval sem amarras. Do carnaval dionisíaco. Do Dionísio Negro expressado no candomblé, macumba e umbanda dos blocos afros. Resplandescência africana-brasileira.

Os blocos populares na ordem de uns 120 contam com a parceria do Projeto Ouro Negro que estimula as festas populares no carnaval. Uma expressão da politica-cultural-social do governador Rui Costa do Partido dos Trabalhadores que entende muito bem da importância da população principalmente a parte discriminada pela burguesia reacionária, anêmica e satisfeitas que pretende ser proprietária do Brasil. Só que no carnaval popular baiano ela não se cria e nem se estabelece.

Se você é daqueles foliões que gosta de vivenciar o carnaval em casa, aproveite dê uma ligada na TV Brasil e na TV Educativa. Pois, assistindo essas emissoras, você estará realizando duas satisfações. Uma a de curtir um carnaval originalmente dionisíaco. E outra estará permitindo audiência a duas emissoras públicas que se preocupam com seus sentidos e sua cognição. Preocupação que TVs do tido TV Globo, Band, SBT, e suas semelhantes, não possuem. Elas se preocupam mesmo é só com o deus delas: o lucro capitalista.

DIONÍSIO CONCLAMA OS LIVRES: É CARNAVAL, É CARNAVAL, VAMOS EMBORA PESSOAL! AS DIREITAS NÃO BRINCAM, SÃO ESCRAVAS

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Dionísio mandou soltar os sátiros e as ninfas! Então, o que estamos esperando? Vamos à embriaguez-criadora que é o carnaval, enquanto a carne não vai. A dogmática diz: carnaval é a carne vai. Mas a carne é o abrigo, ou morada, da sensualidade. Sem carne não há sensibilidade, e não havendo sensibilidade não há conhecimento. E não havendo conhecimento não há festa. Ainda mais, festa dionisíaca.

carna 003Dizem os empiristas: nada existe na mente sem que antes tenha passado pelos sentidos. O que significa que as representações-imagéticas do mundo humano são produzidas primeiramente pelos sentidos. Uma imagem alegre ou uma imagem triste tem seu nascedouro na sensibilidade. Os significados alegres e tristes já são produtos da cognição.

Daí que o carnaval, com a carne bem disposta-sensivelmente, é um reflexo epistemológico da sensibilidade. A embriaguez ou estado euforizante que proporciona a festa dionisíaca é um movimento-vital da poiesis e da práxis. Daí o carnaval ser uma manifestação poiética e produtiva. A liberação que ele proporciona é uma forma geral de revitalização da vida como consagração do existir. Já dizia o filósofo Nietzsche, um filho de Dionísio.

car 001Não é por acaso que não só a estética-trágica saiu de Dionísio como também a filosofia. Ambas exaltam a vida como processual continuou como diziam os gregos como Heráclito. Quando Nietzsche afirma que não acredita em um deus que não dance ele afirma que a vida é uma festa. Como a filosofia é uma festa comunitária.

Apesar da Igreja Católica, ter usado elementos dionisíacos, como a celebração da missa, a estética-teatral, mesmo considerando o teatro uma arte profana-pagã, e os pensamentos filosóficos de Platão e Aristóteles para estruturação de sua dogmática, entretanto ela não teve a sinceridade de deixar o carnaval em seu devir-natural. Para isso aplicou a pena do castigo e da condenação aos foliões que fazem uso de suas sensibilidades como corpus de produção do movimento-vital. Crasso erro!

O carnaval como emanação dionisíaca, movimenta-se, em seus primórdios, como festa agrária da coleta da uva, depois transformada em vinho. O néctar dos deuses. De onde nasce o conceito-natural de cultura: colere, o que cria-vida. Cultura, fazer brotar a vida. Nada a ver com dogmática. Dai que brincar o carnaval significa tomar parte em uma festa coletiva pulsante da vida. Nada que as direitas, como escravas da negação da vida, o existir-reativo, possa vivenciar.  Nelas não há cultua a vida, mas sim tânatos, a morte. Basta observar o comportamento paranoico delas perpetrando trapaças e conspirações contra a democracia brasileira.  

carna 002Daí que não se pode descarnar a vida, mesmo pela força da dogmática. Então, o devir é carnavalesco! Não há “pecado” principalmente abaixo do equador, como diz Chico Buarque. Vamos fazer um frevo rasgado que ninguém é de ferro.

Vamos nessa que o carnaval com seu espírito dionisíaco-comunitário é uma festa-política! Uma festa democrática! Para quem a existência é um espírito filosófico e uma concepção estética, sempre é carnaval! Por isso, vamos embora pessoal!    

BANDINHA DO OUTRO LADO ATUALIZA A POTÊNCIA LÚDICA DE DIONISIOZINHO

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Já há alguns anos a Bandinha do Outro Lado, um dos vetores-criança da Associação Filosofia Itinerante (Afin), atualiza a potência lúdica de Dionisiozinho no domingo-gordo de carnaval no Bairro Novo Aleixo, Rua Rio Jau, Zona Leste de Manaus. O território mais pobre dessa não-cidade.bandinha outro lado 006

bandinha outro lado 009 bandinha outro lado 021 bandinha outro lado 023 bandinha outro lado 022 bandinha outro lado 025 bandinha outro lado 027 bandinha outro lado 028 bandinha outro lado 033 bandinha outro lado 039bandinha outro lado 041 bandinha outro lado 043 bandinha outro lado 044

É um território pobre não por carência de inteligência, volição, talento, saber e ética, de suas populações, mas por carência de satisfação das necessidades naturais básicas do homem. Insatisfações resultantes das desumanas administrações públicas impostas às populações dos bairros menos atingidos pelos serviços públicos. Um território onde sua população subsiste na ordem do desemprego, subemprego e salário-mínimo. Uma ordem cruel que se não fossem as políticas públicas do governo federal, a realidade seria muito mais perversa. Um estado de coisa angustiante promovido pelos desgovernos das direitas que se apossaram há, quase, trinta anos da capital.

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É nessa situação, como diria o filósofo francês Sartre, se engajar na situação em que se estar como sujeito-histórico responsável pela produção de sua existência, que a Afin tenta produzir junto com a comunalidade novos modos de ser, sentir, ouvir, ver e pensar. E a Bandinha do Outro Lado carrega esses corpos de sabedorias e afetos produzidos pelas crianças, capazes de revelarem essas novas dimensões de existir. Uma festa no sentido dionisíaco do conceito e da práxis que só as crianças podem atualizar.

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Pois foi exatamente essa experiência devir-criança que novamente foi possível observar e acreditar que só o movimento real pode superar os estados de coisas alienantes de uma cultura dominantemente perversa. Nada como o brincar-criativo transformador. Transformar a forma estereotipada-estabelecida.

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Em um percurso muito simples a Bandinha do Outro Lado – que não tem lado, como a vida que flui sem seguimentaridade – atualiza seu virtual-lúdico. Sai da casa onde são realizadas as sessões de cinema do vetor-Kinemasófico – melhor dizendo, a casa da Miariam que emprestas parte de sua casa para a Afin -, percorre algumas ruas do bairro e volta para o mesmo local, onde a festa continua. Depois da folia, é realizado o ‘desbrocante’ infantil, porque criança embora seja a potência-vital, não é de ferro.

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Um ritmo diferente que ocorreu nesse ano de 2014, foi à participação de crianças afinadas na orquestra. Além das crianças usarem instrumentos industrializados, elas também fizeram uso de instrumentos artesanais criados por elas com a orientação do mestre Alci Madureira.

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No mais, foi uma festa daquelas que o capitalismo predador odeia. Uma festa onde o princípio principal é a dignidade humana.    

HOJE TEM “BANDINHA DO OUTRO LADO”

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Tá, tá, tá, tá, tá na hora

Do nosso carnaval

Abram alas

Porque tô que tô

A Bandinha do Outro Lado

Já chegou.

Festa da criançada

Pois é tempo de folia

Rei Momo já avisou

Para cantar e dançar

Com alegria.

E a Bandinha do Outro Lado

Que é pura empolgação

Reúne a comunidade

Novo Aleixo!

Em um só cordão.

É com essa marchinha que Dionisiozinho vai fluir criativo, sapeca como o ser comunalidade que se efetua ludicamente carnavalesco. Como um contínuo de seu pai Dionísio, criador da filosofia e da tragédia do teatro da ática, Dionisiozinho vai borbulhar as águas da Rua Rio Jaú, no Bairro do Novo Aleixo.

Como já acontece há seis anos, Dionisiozinho é o devir Bandinha do Outro Lado. A Bandinha do Outro Lado que se transmuta em brincadeiras, cantos e danças contagiantes. Brincar, dançar e cantar é o que segue Dionisiozinho.

Para quem pretende ludicidade dionisíaca a caosmose é:

Esse domingo.

Bairro Novo Aleixo, Zona Leste, o território mais pobre de Manaus.

Rua Rio Jau.

Qualquer tempo festeiro.

ENQUANTO DILMA DIZ QUE O TURISMO SEXUAL NA COPA SERÁ COMBATIDO, ADIDAS LANÇA CAMISA COM PROMOÇÃO SEXUAL

Diante da exuberante imagética da exploração do corpo da mulher brasileira, um verdadeiro significado de consumo-sexual, promovida por empresas do próprio país, principalmente a canais de televisão, jornais e revistas, e aceita e estimulada por homens e mulheres fálicas, a Adidas, patrocinadora da Copa do Mundo de 2014, resolveu também abocanhar a linha de lucro promovido pela indústria da impotência sexual ou solidão da sexualidade. Confeccionou camisetas com imagens de duplo sentido, onde um coração tendo a esquerda o pronome I, em inglês, e embaixo Brasil, é visto também, como teste de perspectiva, como uma bunda. Para o entendedor: o Brasil é uma bunda. E imagem de uma mulata com a legenda: “Looking to score”, trocadilho de fazer gol e apanhar mulher. Para o entendedor: trepar com mulheres-mulatas brasileiras. 

O REPÚDIO DO GOVERNO FEDERAL E DA OPINIÃO PÚBLICA

A mercadoria-imagem-mulher foi apresentada e causou protestos por parte do governo federal como também da opinião pública, sem qualquer laivo de moralismo-puritano. O Instituto Brasileiro do Turismo (Embratur) de cara fez veemente repúdio contra a jogada consumista-sexual da Adidas que faz relação da imagem do Brasil com o turismo sexual. A ofensiva capitalista-erótica da empresa de material esportivo também foi prontamente combatida pela Secretaria de Políticas para as Mulheres e a Secretaria de Direitos Humanos que estão empenhadas em combater a exploração sexual de crianças e adolescentes, o tráfico sexual de pessoas, permitindo às mulheres maior respeito e possibilidade de defesa de seus direitos como humanas e de sua dignidade.

DILMA COMBATE A EXPLORAÇÃO SEXUAL

Em opinião, a presidenta Dilma Vana Rousseff mostrou seu entusiasmo com a realização da Copa, mas mostrou também sua preocupação com a ameaça de exploração sexual durante esse período copista, principalmente em relação à exploração sexual de crianças e adolescentes.

“O governo aumentará os esforços na prevenção da exploração sexual de crianças e adolescentes no carnaval e na Copa das Copas.

Denúncias de exploração sexual de crianças e adolescentes Disque 100”, observou Dilma.        

SOBRE A VIOLÊNCIA SÓCIO/CULTURAL DA ADIDAS

Diante dos protestos do governo federal e do povo brasileiro a Adidas decidiu tirar do mercado as ditas camisetas afirmando que havia mandado fabricar edição limitada para ser vendida nos Estados Unidos.

Aqui não cabe discutir fundamentos filosóficos, estéticos, biológicos e éticos sobre o corpo, porque esses discursos do pensamento humano a Adidas não alcança. Ela é uma empresa que visa sinteticamente o lucro. E isso é que se pode discutir com ela, porque o lucro é uma reificação que sustenta o mundo das aparências (Marx). O que ela realizou não foi um ato simples, inofensivo, sem qualquer implicação maior. Não. O que ela materializou foi uma forma dissimulada de agredir a consciência e a imagem do povo brasileiro. O que governos imperialistas materializam com suas ingerências políticas no interior de outros países como a espionagem comandada pelo governo Obama.  

A Adidas realizou uma violência sócio/cultural e étnica. Lançou mão de uma expressividade brasileira, a mulata do cinema, teatro, musical, pintura, poesia, carnaval, e tentou a transformar em um objeto-sexual de consumo. Lançá-la no gueto sórdido da moeda-sexual, nada mais. Nada de honradez da mulher. Esse ato visa enfraquecer a consciência cultural do povo brasileiro para que ele se alheie de sua potência, sua história, suas tradições, seus feitos, seus desejos para que ele se torne um povo de fácil dominação e exploração.

Essa é uma estratégia usada pelo capitalismo para criar consumidores seus mantenedores.

“PROTEJA BRASIL”, CAMPANHA DE COMBATE À EXPLORAÇÃO SEXUAL DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES NO CARNAVAL

Brasília - A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) lança a Campanha de Enfrentamento à Violência contra Crianças e Adolescentes durante o carnaval (Elza Fiúza/Agência Brasil)

Antes e durante o carnaval o governo vai desencadear uma campanha para proteção das crianças e dos adolescentes contra a exploração sexual. O carnaval é um momento em que os pedófilos aproveitam, com maior descontração, para colocar em prática suas taras-sexuais de indivíduos anomálicos. Indivíduos com atrofia sexual e mental. Portanto, afetiva e moral.

A campanha que será promovida pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH) e o Ministério do Turismo (MT) dará maior atenção aos locais onde circulam muitas pessoas, como aeroportos, hotéis, rodoviárias e nas áreas onde se realizam as festas. Os responsáveis pela campanha distribuirão folhetos informativos sobre a violência sexual contra as crianças e adolescentes, além de informar endereço para denúncias. A campanha também estará de olho na exploração do trabalho infantil.

Adelino Neto, coordenador-geral de Proteção à Infância do Ministério do Turismo, afirmou que embora a campanha de prevenção ocorra durante todo o ano, entretanto é no carnaval que ela se faz mais intensa.

“No caso de suspeita de violação de direitos, estimulamos as denúncias. Isso tem dado resultado; as denúncias têm aumentado, o que significa que o problema aumentou. Significa que a conscientização das pessoas tem sido trabalhada e dado resultados. Temos tido aumento de denúncias, o que para nós é positivo”, disse Adelino.

Para Silvia Giugliany, coordenadora-geral do Programa Nacional de Enfrentamento à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes da SDH, encontra-se bem estruturada para receber as vítimas.

“Estamos articulando e garantindo as redes que têm a responsabilidade de atender aos casos, porque as denúncias demandam atendimento, demandam se chegar aos municípios e bairros com rede articuladas”, observou Giugliany.

         Com Momo ou sem Momo, a proteção contra a exploração sexual de crianças e de adolescentes, conta com sua atuação. Sua atuação passa pelo Disque 100 durante 24 horas. Disque 100 e fique 100% contra a violação dos direitos humanos.

        Viva o carnaval da saúde e alegria das crianças e adolescentes!

BANDINHA DO OUTRO LADO 2013 NA PRODUÇÃO DO CARNAVAL DIONISÍACO

BANDINHA DO OUTRO LADO 2013

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CRIANÇA É ALEGRIA

Composição: Crianças do Novo Aleixo

Que alegria é essa
Que alegria é essa
Que alegria é essa
 

É a bandinha do outro lado
Em plena rua
Festa da criança
Onde ninguém pode ficar fora da dança

 
A bandinha do outro lado é o puro carnaval
Onde a criança mostra o quanto é genial

Por isso não fique aí,
Por isso não fique aí,
Pois a bandinha quer você brincando aqui (2X)

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Neste último domingo (10) o bairro do Novo Aleixo foi inundado pela alegria dionisíaca da Bandinha do Outro Lado 2013, uma produção afinada carnavalizante que ocorre todo domingo gordo de carnaval. Neste ano em que a bandinha comemorou 5 anos do carnaval das crianças afinadas houve uma grande festa que começou com a concentração a partir das 17 horas na Rua Rio Jaú, nº 6, onde o esquenta da bandinha contagiou a todos.

Nem mesmo o período chuvoso da não-cidade de Manaus conseguiu  impedir a bandinha de sair em mais um ano de alegria.

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E como um dos lugares que o carnaval se deu foi na Grécia Antiga, nas festas pastoris ao Deus Dionísio, o desmedido, a Bandinha do Outro Lado traz o carnaval em uma prática filosófica que transforma o cotidiano.

Das festas dionisíacas trazemos o bode Tragos e seus sátiros para que com o festejante Sileno envolva todos na caminhada pelas ruas já conhecidas para que estas se transformem a partir dos cantos e danças do ditirambo.

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Na foto acima vemos a criança afinada Hayssa que se transforma no tragos e conduz a bandinha do outro lado rumo a alegria e vida.

Após todas as crianças se fantasiarem e se prepararem a Bandinha foi para as ruas do Novo Aleixo em uma caminhada que traz o movimento carnavalesco ao bairro e faz todos sairem de suas casas para ver o Carnaval criança da Bandinha do Outro Lado.

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E a festa  tomou as ruas do bairro do Novo Aleixo. Neste ano a Bandinha inovou com um carro de som do companheiro afinado Nelson Noel que convidou e chamou toda a comunidade a se reunir nesta celebração vital, e que serviu para que a marchinha deste ano da bandinha pudesse ser conhecida por todos.

Muitas mães e pais acompanharam a caminhada e alguns trouxeram seus filhos já fantasiados como na fantasia do incrível Hulk, do menino Júnior ou da chapeuzinho vermelho de Rabi como se vê nas fotos acimas.

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Na foto acima vemos uma das paradas da Bandinha do Outro Lado. Estas são um recurso da bandinha para repor as energias, mas para chamar as pessoas a ouvir a bandinha e participar.

Após o percurso afinado pelas ruas do bairro as crianças retornaram para a concentração, no espaço onde a Afin produz o Kinemasófico todos os domingos, para que a festa carnavalesca pudesse continuar. Os irreverentes músicos da bandinha encheram todos de alegria com as marchinhas carnavalescas de grandes nomes como Noel Rosa, Braguinha, Lamartine Babo, Mário Lago, Chiquinha Gonzaga, Paquito, Heitor dos prazeres e muitos outros que sempre fazem a alegria dos carnavais.

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No vídeo acima vemos o tradicional desfile de fantasias que foi seguido da escolha do rei e da rainha do carnaval. Com as crianças em um círculo, o bode rodou, sentiu a vibração de alegria dos corpos/criança e deu uma cabeçada em uma menina e um menino, sendo estes nomeados o rei e a rainha da Bandinha deste ano.

Abaixo você vê o bode com os dois escolhidos através da força de Dionísio para serem da realeza da Bandinha.Cópia de IMG_1253

E depois de muitas músicas, danças e produção do devir-criança chegou como sempre a hora do mata-broca carnavalesco que neste ano veio recheado e estava repleto de delícias para repor as energias como Peru assado com arroz e farofa, bola de sardinha, sanduiches, maria mole, e o sorvete de Nelson Noel do Degust’ Gula.

Assim como a dança e a festa compõe com o corpo/criança, o alimento também nutre a alma de mais uma bandinha.

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E como a alegria nunca acaba, a vida continua pulsando e a festa carnavalesca se esparrama durante todo o ano nas atividades afinadas para em fevereiro explodir de vez em uma nova Bandinha do Outro Lado.

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BANDINHA DO OUTRO LADO

TODO DOMINGO GORDO PELAS RUAS E VEIAS DO SEMPRE NOVO ALEIXO

CONVITE PARA BANDINHA DO OUTRO LADO

A ASSOCIAÇÃO FILOSOFIA ITINERANTE- AFIN

CONVIDA

Neste domingo gordo de carnaval (dia 10) com concentração a partir das 16:30 horas na Rua Rio Jaú, nº6, no Bairro do Novo Aleixo em Manaus, uma outra composição carnavalizante da Bandinha do outro lado, trazendo toda a potência dionizíaca do carnaval. E como qualquer vetor ou atividade afinada, a bandinha do outro lado é gratuita e produzida junto a comunidade.

A bandinha traz a celebração das origens do carnaval que se fez na Grécia com as festas Dionisíacas, trazendo sempre o bode (tragos, de onde sai a tragédia), os coros, e a transformação, passando pela comédia dell’arte, o entrudo, samba e marchinhas. E isto cruzando os gregos, troianos, europeus, ameríndios, nipônicos, árabes, mulatos, cafusos, mamelucos, caboclos, mestiços. A bandinha é de todos e para todos que ainda se fazem crianças.

Após tradicional desfile pelas ruas do bairro, da celebração musical das marchinhas e brincadeiras, a bandinha sempre traz também deliciosos pratos carnavalescos que vem  distribuido a todos

Neste domingo, dia 10, a partir das 16:30 hrs

Até que “termine” a alegria criadora criança

CARNAVAL DE MANAUS CONFIRMA SUA SUBMISSÃO POLÍTICA E DESIMPORTÂNCIA SOCIAL

O carnaval como festa dionizíaca envolve todos que estão dispostos a ultrapassar as formas de existências já constituidas e através dos cantos e da dança compor diferentes formas de envolvimento com os outros corpos.

Entretanto Manaus há muito tempo foi criado um espaço chamado Sambodromo onde o carnaval está aprisinado de suas possibilidades dionisíacas. Primeiro pelas limitações financeiras que são impostas para a participação como folião e também pela limitação espacial. Segundo pois todas as escolas de Manaus sempre foram ligadas aos grupos políticos/empoderados e a quem se curvaram. Os sambas-enredos de todas escolas já foram apadrinhados por estes grupos que serviram e foram servidos pelas escolas. Assim como qualquer escola logo se aprende os meios de se dar bem.

Desta forma tanto para quem re-produz, quanto para quem assiste este “carnaval” manauara esta ligado aos valores já constituidos que nunca pode produzir a força libertadora de dionísio.

Dos envolvimentos políticos-carnavalescos

Os envolvimento das escolas com políticos vai desde as relações com a direção e os cabos eleitorais nas comunidades até o tema e samba enredo que auxilia em um dividendo eleitoral para os políticos e financeiro para as “escolas”.

Assim como os “atores” usam as escolas pra se promover, os politics aproveitam o marketing para se fantasiar. Atualmente que está com a fantasia pronta é o fanfarrão folião Arthur Virgílio que aproveitou sua presença na prefeitura para doar 125 mil reais para cada escola de samba. Obviamente sobre o pretexto de divertir o povo com a política de pão e circo carnavalesca. Esta é uma oportunidade de ele fingir que é diferente de Amazonino e se preocupa no bem-estar da população. Porém como pode haver preocupação com a população se fornece uma forma de alienação como é o carnaval manauara, que não mostra as formas de produção do povo amazonense e muito menos traz um conteudo educativo.

E este é o motivo que faz de Manaus uma não-cidade que vaga sem sua carne com a maldição dos benefícios eleitorais e políticos dos governantes. O verdadeiro carnaval acontece quando Manaus escolher governantes que tragam a potência produtiva que é o povo e poderá ter o gozo de suas produções libertadoras das falsas aparências destas “escolas viciosamente interesseiras”.

 

As transmissões do carnaval pela TV e aquilo que não nos é dado ver ou ouvir

Não parece apenas uma leve desconfiança de que a partir do momento em que nos propomos a ver TV, seja para o que for, não se mostre difícil que os competentes comentaristas nos alertem, a todo o instante, de que somos imbecis. Ou cegos, ou surdos.

Enio Squeff

A transmissão, via TV, dos carnavais dos sambódromos, tanto do Rio quanto de São Paulo, não são, na realidade, o que se vê nos respectivos locais – isso todos sabemos. Richard Wagner (1813-1883), que era um exímio leitor de partituras, e que dispensava as audições físicas das obras, conta que só foi entender alguns aspectos da nona sinfonia de Beethoven, quando a escutou ao vivo, em Paris. A música, o teatro ou os espetáculos das escolas de samba, são eventos para além das telas da TV; por maiores que sejam os aparelhos, elas nunca dimensionam o vento, a presença viva das pessoas e, no que as escolas de samba têm de melhor, fundamentalmente para os ouvidos – não há equipamentos de som que ressoem como nos sambódromos. Dá-se, então, que pensemos que determinada escola será a mais premiada. Mas a “São Clemente” acabará perdendo para a “Vila Isabel” ou, em São Paulo, não será a “Vai Vai” a campeã – mas outra qualquer. O problema, o grande problema parece ser os comentários das transmissões.

Eles quase sempre discorrem a favor da telinha da TV. Dizem que o espetáculo está bonito – mas ninguém está achando feio (mesmo porque o que a transmissão demonstra, dispensa as opiniões em contrário). Quanto às baterias das escolas, não há a menor chance de que se as escute por três ou quatro minutos, sem a interferência de alguém. Haverá sempre a conversa de um dos “tradutores”, sejam das imagens, sejam dos sons. Eles dirão que há um repique interessante no acompanhamento do samba-enredo que não nos é dado escutar, já que o mais importante é que o trabalho dos repórteres repitam o óbvio: que há, de fato, o tal repique, que alguns versos são bonitos e, por fim, mas não finalmente, que as cores da escola se compõem muito bem. E daí que fica sempre a suposição do daltonismo dos espectadores: o azul é preciso se dizer que é azul. E que os belos tons de roxo, vejam senhores telespectadores, são belos tons de roxos.

A Fundação Gulbenkian, de Lisboa, compõe-se de muitos equipamentos, mas principalmente de um dos “pequenos” grandes museus da Europa. São incontáveis as obras expostas, desde o período da dominação moura, na Península, aos impressionistas franceses. Em seu catálogo, porém, muitos dos comentários sobre as obras de arte, não são quaisquer adendos – mas autênticas descrições para cegos: talvez importe informar que o verde “de Veronese” está justamente num quadro de Veronese – pintor veneziano seiscentista – e que sua cor está realmente entre o verde e o azul – mas haverá algo mais expressivo do que o quadro, além da descrição do quadro?

Miguel de Cervantes no século XVII, já tinha consciência dos truísmos e pleonasmos que enxameavam os compêndios, não apenas de sua época. Talvez, para prevenir os ilustres leitores para o que os esperava, muitos autores faziam uma espécie de “abstract” do que se seguiria Eram redundâncias tão grandes, que Cervantes resolveu imitá-los. Só que, no seu “Dom Quixote”, não se pode conter o riso: a cada capítulo o autor faz um resumo que, não raro, ressalta o óbvio clamoroso que se torna mais engraçado, justamente por isso. Assim, ao tentar reter a curiosidade do leitor Cervantes alerta: “Onde se lê o que se segue”. É a relevância da bobagem, mas de que, modernamente, se inferem muitas outras questões.

Por exemplo: para os telespectadores refestelados em suas cadeiras, talvez não ocorram os níveis de redundâncias a que estão subjugados. Dizer que a bateria faz uma pausa longa, certamente não acrescenta à própria o que todos estão escutando – mas esse é justamente o comentário que mais ocorre. E não para chamar a atenção, demonstrando o fato – mas para que os espectadores vejam e escutem muito menos do que está, por si mesmo, já restringido pela tela da TV.

Talvez, contudo, essa questão –a da obviedade – não seja tão desimportante ou dispensável. A idéia de contraponto – de algo que contradiz uma imagem ou um som – para alcançar uma outra dimensão, pode ser um recurso cênico ou dramático em torno de um discurso que não se propõe à contradição; ou que o dispense pela simploriedade. No cinema mudo, nas cópias sonorizadas que nos chegam, o olhar de Carlitos se enternece com a música que reflete os olhos da jovem na melancolia ou na correspondência do seu olhar, também emocionado. Mas a cena dramática ou francamente trágica, pode ser acompanhada de um música saltitante e alegre.

Numa bienal de muito tempo atrás, havia uma instalação que raiava sadismo com muito maior contundência do que o comum delas: era uma sucessão de filmes, nunca divulgados para o grande público, de cenas verdadeiras de acidentes aéreos. Ensaiava o mais macabro possível: todos sabiam que no imenso telão que ocupava uma parede de mais de três metros de altura, as cenas dos aviões se despedaçando – em alguns casos, divisavam-se os corpos sendo cuspidos fora das aeronaves – que tudo aquilo era verdadeiro, nada era de mentirinha. O pior, porém, era certamente o que o autor da instalação mais queria – provocar o mais puro pânico nos espectadores. Tudo muito consentâneo, digamos, com as suas autênticas intenções terroristas. O que tornava a cena ainda mais assustadora, horripilante mesmo, não eram vozes ou gritos – mas uma valsa muito amena, até bonita. Ela palpitava em três por quatro o paradoxo dos milhares de mortos – pois os desastres se sucediam uns depois dos outros – uma centena deles, talvez. Sempre ao som de uma valsa. E todos, com aviões de passageiros enormes, desses que carregam dezenas, senão centenas de pessoas.

Não há muito o que concluir. No “Maior Espetáculo da Terra”, como dizem os locutores, a repetirem redundantemente, que os desfiles das escolas de samba, são realmente representações grandiosas, fica-se, apesar de tudo, ou por isso mesmo, num mar de dúvidas. Vivemos um mundo de redundâncias: todos os que gostam de futebol, sabemos que o gol foi belíssimo, que o chute de fora da área encobriu o goleiro numa parabólica perfeita, quase milagrosa. No entanto, precisamos ouvir do locutor que o gol, dado desde fora da área, foi belíssimo? E que encobriu o goleiro, sendo que foi exatamente isso que as várias câmeras registraram?

Não parece apenas uma leve desconfiança de que a partir do momento em que nos propomos a ver TV, seja para o que for, não se mostre difícil que os competentes comentaristas nos alertem, a todo o instante, de que somos imbecis. Ou cegos, ou surdos.

*Enio Squeff é artista plástico e jornalista.

*Carta Maior

BANDINHA DO OUTRO LADO 2012

MARCHINHA DA BANDINHA DO OUTRO LADO 2012

Composição: Crianças do Novo Aleixo

“Chegou! (a brincadeira)
Chegou! (a fantasia)
Chegou! (a alegria)

A bandinha do outro lado
Pra mostrar seu carnaval
Trazendo um tema que toca em todo mundo
O compromisso com a defesa ambiental

A bandinha do outro lado
É a criança brincando em sua beleza
Por isso ela canta, dança, pula, bole
Sempre livre, Não dá mole
Porque ela é natureza

O carnaval que tem suas origens nas festas pastoris gregas em homenagem ao deus Dionísio, em celebração à vida e à colheita, teve sua potência libertadora dionisíaca passando pela existência de várias crianças, jovens, pais e moradores do Novo Aleixo, Zona Leste de Manaus, que produziram todos um encontro transformador, deixando seus afazeres domésticos e cotidianos para deixar passar a vida.

Sabemos que a não-cidade de Manaus é produtora de tristezas que imobilizam muitos corpos inclusive no carnaval. Além de sofrer com os problemas infelizmente cotidianos da falta d’água, transporte coletivo inoperante, falta de opções de lazer e eventos culturais nos bairros, ruas sem pavimento, calçadas e bueiros, praticamente não há a produção de bailes, blocos e produções dionisíacas durante o carnaval. Mas no bairro do Novo Aleixo, as crianças produzem todo ano o sentido alegre da vida, além desta desconstituição de não-cidade.

A festa que iria acontecer neste domingo, 19/02/2012 de carnaval foi transferida para o dia 20/02/2012 devido a chuva torrencial que desabou sobre toda a não cidade. Porém, nenhum fato pode abalar o encontro momesco da 5a edição Bandinha do Outro Lado que começou sua concentração às 16:30, na Rua Rio Jaú, na casa da Mirian, palco onde aos domingos se opera era a criação kinemasófica, se transformou em uma oficina de retoque dos últimos detalhes das fantasias carnavalescas. Neste ano a grande novidade é um palhaço gigante afinado que tem suas raizes nos maravilhosos bonecos gigantes de Olinda, do grande Mestre Salustiano.

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Enquanto as crianças se pintavam e terminavam suas fantasias os músicos foliões da Bandinha esquentavam a garotada ao som das marchinhas. Com tudo na agulha, as crianças e adultos se posicionaram à beira da rua para começar a caminhada que se seguiu pelas ruas do bairro cheias de lixos, entulhos, desviando-se para dar passagem à Bandinha.

'Vizinho' o Rei do Carnaval e a Rainha Poli

E a alegria brincante começa trazendo a origem dionisíaca do carnaval, com o bode (tragos em grego) a frente da bandinha representado pela criança afinada Hayssa, seguida do Rei Momo e da Rainha do carnaval, além dos cantos, sátiros e a alegria do Dionísio cuja imagem estava em num porta estandarte.

Aos poucos a Bandinha foi tomando as ruas e enchendo todo o bairro da contagiante festa do carnaval que acontece sem os preconceitos e bloqueios produzido pelos homens que pontuam suas existências por limites, especificamente religiosos inertes, conservadores e imóveis. Logo vários moradores saíram de suas casas e integraram a transformação feita bandinha.

Mesmo com as ruas entulhadas de lixo, cuja a coleta foi prometida aos moradores há mais de um mês pela prefeitura (com inoperância de um prefeito cassado) , a bandinha não diminuiu sua potência de agir e elevou a vida do Novo Aleixo a outro plano, longe da perversidade dos governantes.

Após o andar de encontros transformadores do Novo Aleixo, a bandinha voltou a sua concentração, onde o bode do carnaval a criança Hayssa falou um pouco sobre a história desta festa.


Depois a festa continuou com os toques da Bandinha músical e o cantar de diversas músicas e marchinhas do carnaval brasileiro, e o alegre dançar dos passistas, ritmistas, pais, foliões, reis e rainhas da nossa bandinha.

E na Bandinha do Outro Lado um dos grandes momentos do salão carnavalesco é a marchinha “Corre, Corre lambretinha” do grande compositor carnavalescos João de Barro, o Braguinha. Como se vê no video o correr da lambretinha é o motor da alegria contagiante da Bandinha do Outro Lado.

Logo depois houve o desfile das fantasias e cada criança pode mostrar seu trabalho na produção de fantasia e fazer outros percursos diferente que faz na escola e em casa. E na passarela os dançarinos da bandinha.

E a festa tomou o salão até a boca da noite, com a bandinha em seus encontros crianças alegres produzia novos movimentos nos corpos e deixando neles rastros da animação. Muitas marchinhas, danças, movimentos , sorrisos seguiram até a hora de recompor as energias com um delicioso mata-broca carnavalesco que trazia vatapá, arroz, frango, seguido de bolo de chocolate, doces e o delicioso sorvete doado pelo afinado Nelson que nas quadras não-carnavalescas é conhecido como Nelson Noel. E a alegria dionisíaca da bandinha irradia durante todo ano até que as comunalidades se encontrem na produção de uma nova Bandinha.

BANDINHA DO OUTRO LADO

TODO DOMINGO GORDO NO NOVO ALEIXO

BLOCO DAS BONECAS MALUCAS DE MANAUS

O carnaval é um período festivo onde as pessoas produzem encontros alegres que rachem com a dureza ecerteza daquilo que definem como seus cotidianos. Desta forma o carnaval produz como festividade uma nova forma de existência que transforma a rigidez dos corpos e rostos em um alegre regogizo.

Desta forma o carnaval cria uma rachadura na ‘realidade’ e propicia outras vivências. Por este motivo durante o carnaval vários homens aproveitam para se travestirem, deixando para trás todo o peso milenar feito pela busca opressiva da superioridade do homem frente a mulher.

Nesta época o movimento cortante do devir-minoria da fêmea pode ser produzido por todos. Tendo esta vontade de deixar passar a força transformadora desta minoria, neste domingo a tarde antes da tempestade, alguns afinados deste bloguinho encontramos por acaso, vários homens, mulheres e bonecas se reuniram em frente ao restaurante Vishy localizado na esquina da Av. Japurá com R. Silva Ramos no Centro de Manaus para mostrar um desfile carnavalesco de várias bonecas. Decidimos registrar este evento organizado de um bloco que não vende sua alegria ao mercenarismo do carnaval$.

Os apresentadores devidamente caracterizados chamaram os candidatos para apresentarem sua beleza e alegria. Em um país alegre como o Brasil, onde ainda se tem conquistado vários direitos da cidadania, a brincadeira é tida com um grande respeito aos que escolhem o Transgênero como uma escolha de vida e sexual.

Além de personagens femininos como a Mulher Maravilha, houveram também outras caracterizações e até um personagem masculino, Quico do Chaves.

O ESTROPIADO CARNA BOI

Quando se é criança e se aprende algum saber que é contrário a moral familial é comum os pais dizerem aos filhos, como forma de admoestação, que eles só aprendem o que não presta. O que não segue a moral estabelecida pela cultura da família. Trata-se de um puro bairrismo de família que pretende fazer prevalecer o discurso próprio da família. Uma bela estultice visto que todo discurso familial é nada mais do que ressonância do discurso paranóico social que tende a se fixar em todos os territórios da família.

Seguindo esse enunciado paranóico-familial pode-se afirmar que os participantes do Carna Boi de Manaus são iguais aos filhos que “só aprendem o que não presta”. Afetados por enunciados carnavalizantes baianos do tipo “Carna”, “Carna”, manauaras tornaram-se suas imagens replicantes. Replicou-se o Carna Boi. Uma estropiada forma de tentar ligar carnaval com a cerimônia do Boi Bumbá de Parintins. Alias uma dupla ressonância, já que o Boi Bumbá de Parintins é pura clonagem da descarnavalização das escolas de samba do Rio de Janeiro, onde tudo está clivado por um modelo paranóico de rivalidade e classificação. Sem contar que o asfalto é pontuado pelas alas, todas codificadas.

Mas a grande estropiação é expressada no sentido Carna Boi. Os replicantes não sabem que a palavra carna tem o significado de carne, em latim, e nenhuma referência à festividade. Apeados por este desentendimento os replicantes não podem saber que no sentido literal o Carna Boi significa carne boi, nada de carnaval.

Mas bem que os replicantes poderiam tirar proveito do Carna Boi se fosse uma tremenda festa com carne de boi. Uma contagiante churrascada. Porém, nada disso pode acontecer. Os replicantes aprenderam magnificamente o conteúdo do “só o que não presta”.

Por isso, agora, só resta se iludirem no vazio sem carne e sem boi. E sem poderem nostalgicamente recorrer ao carnaval, já que no carnaval a carne vai. Ou seja, já se foi. No carnaval não há carne.     

LANTEJOULADAS ESPECTRAIS DO CARNAVAL OFICIAL DE MANAUS

Depois que o carnaval perdeu sua dimensão dionisíaca em função da força deletéria do capitalismo ele foi transformado em um espectro. E como de um espectro tudo pode se esperar, já que um espectro, por não ter uma idéia singular para formar sua própria  imagem, o que lhe seria próprio, ele pode se dar ao valor da banalização. Ou seja, um eco da saturação. A desrealização em forma de vazio, como afirma o filósofo Jean Baudrillard.

O carnaval oficial de Manaus, neste entendimento, não passa de um mero espectro que pretende simular o carnaval espectral das escolas de samba do Rio de Janeiro. E aqueles que se encontram enredados em qualquer de suas ordens só expressam essa ressonância espectral.

O desfile da Escola de Samba Reino Unido da Liberdade ocorrido na madrugada de domingo gordo ofereceu um espetáculo espectral digno de um estudante das metamorfoses sem formas. O samba-enredo contando a história do santo salesiano Dom Bosco presenteou o público com uma descarnavalização própria das superstições que protegem as pedagogias reacionárias, magnamente distantes da criatividade, racionalidade, e da cientificidade imprescindíveis à educação. Principalmente quando se trata de falar ao povo, como  no caso do carnaval que é um devir constitutivo-democrático. Um samba-enredo sem qualquer possibilidade de desdobramento educacional o qual seus autores tanto acreditavam estar processando. Um senso comum desnecessário ao povo dionisíaco.

Mas deixando de lado o anêmico samba-enredo, que cumpriu com brilho seu propósito de enaltecer o colégio da classe média manauara – que se ufana de ter tido como alunos figuras reacionárias da alcunhada política da não-cidade, entre elas o ex-governador Eduardo Braga -, a forma espectral do carnaval oficial de Manaus ficou bem expressa através dos apresentadores e comentadores da TV reacionária, Amazonas Em Tempo, retransmissora da TV do camelô Silvio Santos, SBT.

Para ilustrar visualmente os sonhos “terríveis” que Bosco tinha com animais monstruosos, o carnavalesco confeccionou um carro alegórico com um elefante com as dimensões espectrais. Resultado: a tromba do elefante partiu ficando um pedaço para cima e outro para baixo. O comentarista sem qualquer entendimento teratogênico lamentou o ocorrido, quando deveria, ao ver a figura atrofiada, aproveitar para dizer que realmente os sonhos de Bosco eram povoados por figuras “terríveis”.

Outro momento espectral foi quando a própria figura de Dom Bosco não respondeu aos propósitos do carnavalesco. Confeccionaram uma imagem do santo zooparanóico que deveria mover a cabeça para o lado esquerdo e direito só que ocorreu uma atrofia no mecanismo da cabeça, e ela passou a se mover repetidamente só para o lado direito. Foi quando a comentarista usando de sua revolucionária verve disse que não havia problema, porque a cabeça estava olhando para o lado que o santo mais gostava onde havia uma torcida vestida de verde. Esquecendo a imaginativa comentarista que o santo é um mensageiro de Deus, que segundo afirmam os crentes, olha para todos e não só para direita.

Foi então que ao chegar ao final do espetáculo a Reino Unido mostrou ao que ele está unida. No espaço distensão,  repórteres entrevistaram o ex-deputado João Thomé, filho do ex-governador Gilberto Mestrinho, que teceu, de acordo com seus interesses, elogios à escola.

Em tempo: – sem ironia malsã – a Escola de Samba Reino Unido da Liberdade tem um histórico – como a maioria das outras escolas – de ser um centro de apoio eleitoral de candidatos retrógados muitos deles eleitos e reeleitos com os votos da comunidade Morro da Liberdade. Exemplo, o próprio João Thomé e seu pai, mais o atual prefeito cassado Amazonino Mendes. Sem precisar contar com as várias eleições de seu ex-presidente, Bosco Saraiva. Todos com estreita relação com o proprietário da TV Em Tempo.

Uma tristeza espectral que deixa uma ressaca muito pior que a ressaca do vinho Dom Bosco.

BANDINHA DO OUTRO LADO DESFILARÁ POR RUAS DO NOVO ALEIXO CHEIAS DE LIXO

Com sua marchinha cantando a defesa ambiental, a Bandinha do Outro Lado, da Associação Filosofia Itinerante e de todas as crianças que com alegria festejam o carnaval deste ano, desfilará logo mais, à partir das 16 h, no bairro Novo Aleixo, pela Rua Rio Jaú e adjacências tomadas pelo lixo.

Há de tudo, entulhos, vasos sanitários, galhos de árvores, colchão, sofá, mesas, aparelhos eletrodomésticos. Segundo os moradores da Rio Jaú, um funcionário da Prefeitura, no início de Janeiro passou avisando para os moradores limparem seus quintais que os carros da prefeitura passariam para coletá-los.

Como todo início de inverno, desde a época do prefeito português havia campanhas de prevenção contra a dengue, todos os moradores resolveram fazer um mutirão e colocaram tudo na rua esperando os carros da prefeitura.

O mês de janeiro passou, o carnaval está no domingo gordo, os instrumentos da bandinha todos aquecidos, cantores ensaiados, fantasias e máscaras  prontas, cinegrafistas posicionados para a festa dionisíaca com crianças e o lixo não foi coletado.

 Só não esperávamos desfilar cantando “Chegou! (a brincadeira)/ Chegou! (a fantasia)/Chegou! (a alegria)/ A bandinha do outro lado/ Pra mostrar seu carnaval/ Trazendo um tema/ que toca em todo  mundo/ O compromisso com a defesa ambiental/ A bandinha do outro lado/ É a criança brincando em sua beleza/ Por isso ela canta, dança, pula, bole/ Sempre livre/ Não dá mole/ Porque ela é natureza. Natureza que os governantes da  não cidade de Manaus não preservam. 

Do ponto de vista político e didático, aquele lixo na Rua Rio Jaú e adjacências servirá para as crianças e os adultos perceberem como é que se constitui uma não cidade como é Manaus que há muito tempo falamos. Aquele lixo, fonte transmissor de doenças comprova que temos um prefeito cassado que não se preocupa com os menos favorecidos porque se fosse numa Alameda na Ponta Negra, Adrianopólis onde moram os ricos o lixo não passava dois dias, mas como são pobres que estes fiquem com seus lixos.

A Jaú não é de hoje tema replicante neste Blog. Antigamente, ela virava mar, lama. Hoje ela é só lixo e no lixo nasce capim e árvores. Mas não será o lixo de um prefeito cassado que fará calar uma Bandinha do Outro Lado e suas crianças dionisíacamente envolvidas na maior festa popular do Brasil. 


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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