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GOVERNO FEDERAL LANÇA PLANO NACIONAL DE GESTÃO DE RISCOS E RESPOSTAS A DESASTRES NATURAIS

Preocupado com os eventos climáticos e as ameaças dos deslizamentos que podem causar vítimas como ocorreu em janeiro de 2011, nas terras da região serrana no estado do Rio de Janeiro, quando morreram mais de 900 mil pessoas e milhares ficaram feridas, o governo federal lançou o Plano Nacional de Gestão de Riscos e Respostas a Desastres Naturais que compreende um conjunto de ações e recursos. O plano tem como meta prevenir e socorrer o mais rápido possível as vítimas dos desastres ditos naturais. Naturais no modo do homem dizer, visto que a natureza não causa mal algum. É o homem que como um ser natural não sabe relacionar sua natureza com a substância natureza-naturante e natureza-naturada. Daí que todos os desastres que causam vítimas são da própria responsabilidade do homem. Principalmente o homem urbano.

O governo federal para executar o plano vai gastar R$ 18,8 bilhões em investimento em obras de prevenção e reconstrução e em monitoramento, em todo o país. Quando somado aos R$ 27,6 bilhões já contratados entre 2007 e junho de 2012 o aporte geral para o setor chega a R$ 46 bilhões. De acordo com o perigo de deslizamentos, enxurradas e inundações, foram escolhidos 820 municípios. Todas as cidades serão mapeadas e terão planos de intervenção com identificação da vulnerabilidade das casas e obras de infraestrutura.

Falando sobre o plano, Fernando Bezerra, ministro da Integração Nacional, disse que o governo tem gastado muito com reconstrução. Segundo ele, foram gastos, em média, em obras de reconstrução, por ano, R$ 1,1 bilhão.

“Vamos elaborar estes planos para oferecer informações para que os estados e municípios possam prever e apresentar projetos de outras obras de prevenção que ampliem os recursos já disponibilizados pelo governo federal.

Estamos agora priorizando a prevenção. Ainda assim, estamos estimando que, até 2014, vamos gastar em ações e reconstruções pelo menos R$ 2,6 bilhões”, disse Fernando Bezerra.

Por seu lado, o ministro das Cidades, Agnaldo Ribeiro, disse que o maior problema apontado pelo governo é a seca do Nordeste, por isso a maior parte dos recursos está sendo investida em obras para garantir oferta de água e prevenir inundações. O que soma um gasto de R$ 15,6 bilhões. Foram selecionados projetos de obras em municípios de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Piauí e Rio Grande do Norte, que montam em R$ 6,5 bilhões.

“O dinheiro está sendo usado em contenção de encostas, drenagens, adutoras e sistemas de abastecimento de água.

Algumas destas regiões, como a região serrana do Rio de Janeiro, têm sofrido frequentes problemas. Assim como o Vale do Itajaí, em Santa Catarina, e a região metropolitana, em Belo Horizonte, além de todo o Nordeste com a seca”, observou o ministro Agnaldo Ribeiro.

Criada no início do ano, a Força Nacional de Apoio Técnico de Emergência, também receberá investimentos, como também a Força Nacional de Segurança que vai apoiar os estados e municípios para socorrer e acelerar a recuperação nas cidades afetadas. 

Coltan, a África grita!

Coltan_ Africa grita_JY

A NÃO CIDADE DE MANAUS É DESARBORIZADA E TEM 20,2% DE ESGOTO A CÉU ABERTO

Às vésperas da reunião dos chefes de Estados de vários países do planeta que acontecerá no mês de junho de 2012, no Rio de Janeiro, temas como Código Florestal, cheias do Rio Amazonas e resultados do Censo Demográfico de 2010 feito pelo IBGE servirão para  análise e um alerta do que está ocorrendo no nosso planeta.

Não é de hoje que ambientalistas e gente do povo vem falando que a poluição do ambiente causada pelo homem vem provocando alterações na vida de todos os seres vivos do planeta.

Ignacio Ramonet, no livro Guerras do Século XXI, novos temores e novas ameaças, publicado pela Editora Vozes,  tece dizeres nada vislumbrantes sobre a vida na Terra. Os desastres ecológicos estão se sucedendo. Teremos problemas com falta de água doce e as florestas morrerão.

Por falar em florestas, a não cidade de Manaus está no meio da floresta amazônica. Era pra ser a cidade mais arborizada do planeta. Mas não é o que vemos. No último censo demográfico de 2010 feito pelo IBGE que apresenta as características urbanísticas do Entorno dos domicílios,  consta que é uma não cidade depenenada, desarborizada, pois só aparece com 25,1% de árvores.

Essa desarborização de Manaus começou no período da ditadura militar a partir de 1964. Na ocasião foi indicado como prefeito-interventor o coronel de exército, Jorge Teixeira. Nessa época as principais avenidas e ruas  da cidade  como João Coelho, Constantino Nery, Luis Antony, Sete de Setembro, Estrada do Aleixo possuíam frondosas mangueiras, flamboyans, pau pretinho,  castanheiras, dentre outras árvores típicas da região.

No afã capitalístico de mercado, empresas construtoras e funcionários públicos municipais iniciaram um reordenamento urbanísticos da cidade começando pela derrubada de árvores históricas para ampliação e asfaltamento dessas vias. O resultado é o que vemos hoje, uma cidade sair num levantamento do IBGE com 25,1% de arborização.

Pra rearborizar algumas avenidas como a Djalma Batista, Max Teixeira, Grande Circular, em 2004 o prefeito Alfredo Nascimento importou de Goiás palmeiras imperiais. Na época foi bastante criticado devido o preço das mudas e a dificuldade que teriam para adaptação. Na ocasião engenheiros agrônomos  disseram que não dariam certo e o recomendado era plantar pau pretinho, típico da região e que oferece uma envergadura ampla com bastante sombra. As palmeiras não evoluíram e estão por aí raquíticas como politicamente está o senador que as importou.

Mas a cidade não apresenta só esse caos. Consta com 20,2% de esgoto a céu aberto, 6,2% de lixo acumulado. Esgoto e lixo são os principais responsáveis por uma série de doenças que vai da simples verme a doenças mais sérias como hepatite, viroses, micoses, meningites.

Manaus era pra ser uma cidade. Com o pólo industrial e um povo trabalhador não era para vivermos num lixão como esse. E os responsáveis estão ai mexendo no tabuleiro polítco “brigando” para indicar o candidato para continuar a saga que governa o Estado a mais de 30 anos e quer gerir a administração da descapital.

Se esses senhores tivessem compromissos com o povo era para essa não cidade ser arborizada, não possuir esgoto a céu aberto, não acumular lixo, possuir um sistema de transporte que não humilhasse sua população.

Mas como não há essa preocupação, estamos na passagem do período chuvoso para o verãnoso e ai nos preparemos para os 40º graus na sombra de nossas casas e trabalhos, porque nas ruas desarborizadas vai “feder chifre queimado”.

– Por que tu não falas também sobre Belém que não aparece nada bem nas estatísticas? Belém é Belém. Está assim porque a cidade das mangueiras antes da Carepa que deu uma reorganizada, foi administrada pelo partido do príncipe do sociólogos, Fernando Henrique Cardoso que se preocupou mais em privatizar as empresas brasileiras do que se preocupar com o povo paraense e dos demais estados brasileiros.

Concluindo, queremos dizer que o encontro das autoridades no Rio de Janeiro para debater sobre o meio ambiente vem em  boa hora, pois nosso país vive uma degradação ambiental, moral e ética que precisa ser discutida para que a gerações futuras não sofram as conseqüências de desastres ecológicos como a falta de árvores, de água doce, jaraquis e tambaquis de rio, este último, hoje, já bastante escasso.               

 

PROFESSORES DE TODO O BRASIL INICIARAM GREVE GERAL POR PISO NACIONAL

 Recorrendo as expressões pedagógicas das passeatas, assembleias e contatos com a população os professores do ensino público de todo o Brasil iniciaram uma greve geral de cunho nacional, que vai até o dia 16. O objetivo do movimento dos profissionais do magistério é obrigar os governantes a pagarem o piso nacional de R$ 1.451 em 2012 para jornadas de 40 horas semanais, determinado pelo governo federal e o Supremo Tribunal Federal (STF), que segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) somente nove estados estão cumprindo com a determinação.

        Tirando o Rio Grande do Norte e o Espírito Santo, onde os sindicatos fizeram acordos com os governos, mas endossaram o movimento nacionalmente, a adesão à manifestação tem sido forte em todos os outros estados, de acordo com o pronunciamento da entidade dos profissionais do ensino.

      Mesmo os estados que já se encontravam em greve como Rondônia, Piauí, Goiás, e o Distrito Federal, o movimento levou-os a mobilização. No estado do Acre, em que a paralisação é parcial, há confirmação de que amanhã, sexta-feira, a adesão vai ser total. E há possibilidade, segundo o presidente da CNTE, Roberto Franklin, que alguns estados aproveitem a mobilização nacional e assumam uma paralisação por tempo indeterminado. Como é o caso dos professores da rede estadual de São Paulo que apesar de já receberem o piso, vão se reunir em assembleia para ver se entram em greve por conta da jornada do piso.

       “Eles podem embalar na mobilização, assim como outros que já entraram em greve. Vários estados farão assembleias para orientar seus professores sobre o que vão fazer nos próximos dias”, disse Roberto Franklin.

        Enquanto o estado de Tocantins teve a maior adesão, com mais de 11 cidades aderindo ao movimento, no estado do Amazonas a adesão foi mínima. É fácil de entender. O Amazonas é o estado do Brasil em que a maior parte dos profissionais da educação (?) é profundamente alienada, principalmente o contingente de professores de Manaus.

       Ao contrário do significado do “nunca dantes” de Lula que através de suas ações produtivas fez com que o obstáculo da realização desaparecesse em Manaus o “nunca dantes” continua “nunca dantes”, visto que nada se realiza como fator social produtivo de novas formas de ser autônomo e criativo.

        No momento atual, o grande entrave para se discutir os textos dos professores como profissionais em Manaus, é o peleguismo do sindicato subserviente aos governo municipal e estadual dominados por membros dos partidos fisiológicos regionais como PCdoB e PT que ocupam cargos nos dois governos.

      Porém, a catástrofe não é de toda letal. Um grupo de profissionais da educação está se reunindo para ver se dissipa esse quadro tenebroso que não condiz com a posição ontológica dos educadores, onde a liberdade e compromisso histórico são os princípios de todos que se encontram autenticamente engajados na educação. Princípios que os pelegos não carregam.  

 

RIO ACRE ENCHE E ATINGE MAIS DE 64 MIL PESSOAS

A enchente do Rio Acre este ano que já ultrapassou mais 17,46 metros além do nível considerado normal, e que segundo Armin Braun, chefe do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres da Defesa Civil, poderá ultrapassar a maior marca que foi na enchente de 1997 quando chegou a 17,66 metros, já desabrigou mais d 64 mil pessoas. Estão desalojadas 44,7 pessoas e 8,5 estão desabrigados.

Considerada a segunda maior enchente, a enchente desse ano possibilita expectativas desagradáveis para os dias vindouros, de acordo com Braun. Embora a situação esteja difícil o governo do estado e o governo federal, agiram preventivamente de forma eficaz evitando mortes.  As pessoas estão sendo levadas para abrigos oferecidos pelo governo estadual e as prefeituras.

“Uma estimativa inicial é que 63,8 mil pessoas tenham sido afetadas. Este número deve aumentar, porque o Rio Acre tende a continuar enchendo e as informações ainda estão chegando do interior do estado.

O Rio Acre está acarretando os maiores problemas, ainda vai encher. As cidades localizadas acima de Rio Branco foram muito afetadas e nos próximos dias o rio, que já está com 17,46 metros acima do volume normal, pode superar 17,66 metros, que foi a maior cheia já registrada, em 1997. A água está subindo lentamente, mas isso é muito preocupante”, disse o chefe do centro. 

PRÉDIOS DESABAM NO CENTRO DO RIO DE JANEIRO

Dois prédios desabaram na noite de ontem, dia 25, no centro do Rio de Janeiro, nos fundos do Teatro Municipal, na área da Cinelândia. O maior tinha 20 andares e o menor 10 andares. As especulações sobre a causa do desabamento até às 23 horas, não haviam determinado uma causa certa. Especulava-se que poderia ser vazamento de gás, mas o que não foi confirmada. Para o prefeito, Eduardo Paes, que se fez presente no local do ocorrido cinqüenta minutos após, a causa mais provável do desabamento talvez seja falha na estrutura dos prédios que eram muito antigas.

Como se tratava de um prédio comercial onde estavam instaladas salas comerciais e uma agência bancaria, e era noite, poucas pessoas se encontravam em seu interior. Calcula-se que 11 pessoas foram vitimadas com ferimentos, e duas morreram. Mas, segundo o prefeito Eduardo Paes, deve haver outras pessoas sobre os escombros. As vítimas estão sendo levadas para o Hospital Souza Aguiar. Foi armada uma tenda com assistentes sociais para atender e orientar os parentes das vítimas.

As ruas circunvizinhas estão obstruídas para facilitar os trabalhos dos bombeiros e os grupos de resgates, por isso os veículos não podem trafegar nessas ruas. O que os responsáveis pelos trabalhos pedem compreensão dos motoristas.

MAUÉS-AM PRECISA TORNAR-SE CIDADE

“Aqui não é uma cidade, logo não há prefeito”. “Realmente, cadê o prefeito dessa cidade?” Dois comentário emblemáticos que sintetizam a situação e um fato sobre a não-cidade de Maués. O prefeito não para na cidade. Estuda em Manaus e reside no luxuoso bairro do Parque das Laranjeiras e usa frequentemente aviões particulares para suas viagens à cidade com a família e leva de carona vereadores que o apoiam, dizem seus municípes.

Ontem, dia 22/01/2012 deu tudo errado  na não-cidade do não-prefeito Belexo. A ambulância que iria socorrer as vítimas não conseguiu vencer a areia. Foi preciso um jeep  para rebocá-la. Os corpos acabaram sendo transportados para o hospital Dona Mundiquinha na carroceria de  veículo de um morador do bairro da Maresia e pra complicar mais, não havia avião para transladar os corpos para Manaus. A prefeitura utilizou 4 lanchas para  o translado até Itacoatiara, onde chegaram por volta das 21 h os três que residiam em Manaus. Onde estavam os aviões?

“É preciso vigiar,”  comenta o internauta Deusarino Melo e acionar Brasília para que tomem conhecimento e providências sobre a tragédia.

A prefeitura deve promover um concurso público para contratação de guardas salva-vidas, brigadas de incêndio, para  dentre uma eventualidade ou outra, apagar o fogo do lixão quando o  verão chegar ou para a defesa civil e alocá-los permanentemente nas praias e nos eventos com grande concentração de pessoas.

Para nós da AFIN não interessa explorar midiáticamente a tragédia. Para nós vale o desdobrar do ocorrido que é lamentável, e ir às causas e propor soluções para os problemas existentes.  E Maués está cheia deles . O Presidente Lula que ali esteve na Caravana das Águas e agora a Presidenta Dilma deram toda a atenção para a cidade, tanto é que vários serviços com verbas federais como o Luz para Todos, construção da Escola Técnica, hoje IFAM,  é uma realidade, mas há outros que a CGU está marcando de perto e punindo os responsáveis por desvio de verbas. 

Para que uma  não-cidade se torne cidade é preciso a atuação permanente do prefeito, dos seus secretários, do povo, com inteligência para promover e criar condições de vida e não de morte como o acontecido ontem na Praia da Ponta da Maresia.

DILMA SE REÚNE COM MINISTROS E AMPLIA APOIO TÉCNICO EMERGENCIAL ÀS ÁREAS ATINGIDASPELAS CHUVAS

As ações dos centros de monitoramento de operações – os postos avançados de integração das defesas vivis federal, municipais e estaduais -, devem ser reforçadas a partir da criação da Força Nacional de Apoio Técnico de Emergência foi o que determinou a presidenta Dilma Vana Rousseff, depois de reunião com seis ministros e o secretário Nacional de Defesa Civil.

Com essa determinação o governo visa articular de forma mais eficiente os diversos órgãos do governo federal para efetivar medidas de prevenção e enfrentamento aos desastres naturais. Em caráter emergencial serão enviados 35 geólogos, 17 hidrólogos, aos estados com maiores dificuldades, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Segundo o ministro Fernando Bezerra, da Integração Nacional às próximas 48 serão de apreensão para esses três estados.

“Nossa previsão é que, a partir da quarta ou quinta-feira, o tempo deve melhorar, mas os centros permanecerão funcionando até o fim de março”, disse o ministro Bezerra.

Por sua vez, o ministro Aluízio Mercadante, da Ciência, Tecnologia e Inovação a Defesa Civil vai ficar alerta para grandes riscos, posto que o governo já contabilizou mais 2,5 milhões de pessoas atingidas pelas chuvas.

“Serão 48 de mobilização muito intensa da Defesa Civil. Hoje há um alerta de risco alto para cidades mineiras de Belo Horizonte, Ouro Preto e Juiz de Fora. Foram 164 deslizamentos só em ouro preto. As cidades da Grande Vitória e os municípios da serra do Rio de Janeiro estão em alerta”, afirmou o ministro.

As pessoas atingidas e em situação de emergência e de calamidade devem receber os benefícios da prestação continuada e o pagamento do Bolsa Família antecipado. Há também um estudo sendo feito pelo governo para liberação do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para ser usado na reconstrução de moradias destruídas pelas enchentes.

Para ajudar na coleta de informações sobre o clima, o ministro Mercadante, disse que serão comprados radares.

“Serão adquiridos quatro novos radares meteorológico para entrarem em funcionamento na Bahia, Espírito Santo, Alagoas e São Paulo. Os novos radares vão se somar aos 23 já existentes”, disse o ministro.

RIO DE JANEIRO CONTINUARÁ COM CHUVAS FORTES

As chuvas que vêm atingindo o estado do Rio de Janeiro e que já causaram graves prejuízos às famílias e aos municípios, segundo o ministro Fernando Bezerra, do Ministério da Integração Nacional, deverão continuar fortes nos próximos dias. As regiões norte, noroeste, serrana e metropolitana, serão as áreas afetadas.

O prognóstico pluviométrico do ministro foi dado após seu encontro na capital fluminense com o governador do estado Sérgio Cabral. O ministro alertou a Defesa Civil para permanecer mobilizada para impedir danos matérias e perdas de vidas, visto que as chuvas caídas nos últimos dias em nove municípios, já deixaram 30 pessoas desalojadas e 2 mil desabrigadas. Segundo o ministro Bezerra, um grupo de monitoramento já havia sido instalado nos estados afetados pelas chuvas, desde o início do ano. Nos estados do Rio, Minas Gerais e Espírito Santo.

O ministro disse ainda, que em 2012, o Ministério da Integração Nacional vai investir mais em prevenção de desastres nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo

“O principal objetivo – da reunião – foi de fato chamar a atenção da Defesa Civil do Rio para esse período mais crítico de chuvas que estamos enfrentando e afeta, sobretudo, o estado fluminense, Minas Gerais e Espírito Santo.

Estamos recolhendo solicitações de projetos, sobretudo destes três estados, que entrem no orçamento deste ano”, disse Bezerra.

Por sua vez, o governador Sérgio Cabral, disse que as informações sobre as chuvas dadas pelo ministro Bezerra soaram preocupantes aos prefeitos. Ele disse também, que durante o encontro com o ministro aproveitou para entregar três projetos para obras em rios que atravessam o estado. Entre eles o Rio Muriaé, cuja enchente atingiu o município de Campos dos Goytacazes.

“Vai chover muito no estado, vai chover muito na região serrana, vai chover muito no norte, no noroeste, vai chover muito na região de Minas de onde as águas vem afetar nossas cidades.

O projeto do Rio Muriaé, em Laje de Muriaé, somado aos demais, atenderão aos municípios de Itaperuna, Cardoso Moreira, e Italva”, disse o governador.

Diante dos estragos e sofrimentos de famílias causados pelas chuvas a presidenta Dilma Vana Rousseff, recorreu a uma emenda provisória, publicada ontem no Diário Oficial da União (DOU), que reabre crédito extraordinário de R$ 483 milhões em favor do Ministério da Integração Nacional para serem aplicados nas recuperações das áreas afetadas.

MINISTÉRIO DA SAÚDE CADASTRA PROFISSIONAIS VOLUNTÁRIOS PARA SITUAÇÕES DE EMERGÊNCIA

O Ministério da Saúde criou um sistema para cadastro de voluntários da chamada Força Tarefa do Sistema Único de Saúde (SUS). Esta Força criará uma lista de profissionais que poderão ser convocados para trabalhar de forma voluntária em situações de emergências como desastres naturais, calamidades públicas e de risco epidemiológico.

As equipes assistênciais (Móvel e de campanha) está recebendo cadastros de profissionais do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), médicos intervencionistas, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, assistentes sociais, condutores de veículos de emergência, psicólogos, farmaceuticos e aqueles que são profissionais de saúde de hospitais universitários, de institutos nacionais e da rede assistencial hospitalar federal, estadual e municipal.

As inscrições são feitas pela internet através do prenchimento de um formulário do Ministério onde deve ser anexado os documentos de identificação, diplomas e comprovantes de experiência digitalizados e anexos em um único arquivo compactado.

Estas situações de emergência que atinge atualmente Minas Gerais e Rio de Janeiro, mas já esteve presente em vários estados brasileiros necessitam de uma ação rápida e organizada, e por isso é necessario a organização deste cadastro. Seja um voluntário e mostre que sua força de trabalho vai além do salário.

MINISTRA DO MEIO AMBIENTE DIZ QUE PRODUTORES RURAIS QUE DESMATARAM ILEGALMENTE SERÃO PUNIDOS

Ao participar de um debate na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/RJ) sobre o novo Código Florestal que se encontra em discussão no Congresso, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, afirmou que não vai abrir mão de punir os produtores rurais que desmataram ilegalmente.

O Ministério do Meio Ambiente nunca concordou com anistia a desmatador. A quem cometeu crime ambiental, desrespeitando a lei, não cabe anistia”, afirmou a ministra.

A ministra disse que a discussão sobre o novo Código Florestal entre os parlamentares, dividido entre as bancadas ruralista e ambientalista, continua séria, mas há um otimismo diferente do ambiente do ano de 2010, quando os ânimos dos parlamentares ficaram exaltados.

O clima é outro: é de negociação e muito positivo”, disse Izabelle.

Também participando do debate, o deputado federal Alessandro Molon (PT/RJ) fincou sua preocupação no texto final do novo Código Florestal.

O relatório do deputado Aldo Rabelo (PC do B/SP), como está hoje, nem de longe me agrada. É preciso debatê-lo mais, modificá-lo em pontos importantes, protegendo as áreas de proteção permanente, afirmou Molon.

Molon disse também que a sociedade precisa se mobilizar para evitar a tropa de choque da bancada ruralista, que pretende um Código Florestal de acordo com seus interesses.

A hora de mandar e-mail e cartas, telefonar para seus representantes, cobrando firmeza no enfrentamento da bancada ruralista, que vai pensar em primeiro lugar nos negócios e no lucro. Devemos pensar na proteção da vida e na preservação do meio ambiente”, analisou o deputado.

Já para José Carlos de Siqueira, reitor da PUC, não está sendo dada a devida preocupação na discussão do Código Florestal, que segundo ele não deve ter retrocesso quanto à preservação do ambiente.

Não tem sentido darmos passos para trás. O aconselhável é levar em conta a opinião dos cientistas antes de tomar determinadas atitudes. Redução da área de florestas vai de encontro a todos os estudos que nós temos”, afirmou o reitor.

NÍVEIS DE RADIAÇÃO NO REATOR 4 DA USINA DE FUKUSHIMA ESTÃO “EXTREMAMENTE ELEVADOS”

Depois de reunir com o presidente Obama para tratar sobre o acidente nuclear no Japão, Gregory Jaczko, presidente da Comissão Americana de Regulação Nuclear (Nuclear Regulatory Commission – NRC), durante uma audiência no Congresso, afirmou ontem, dia 16, que a piscina de armazenamento do reator 4 da central nuclear de Fukushima não tem mais água, o que acarreta níveis “extremamente elevados” de radiação.

Comentando sobre a preocupação das autoridades japonesas quanto à área de evacuação indicada pelo governo para os habitantes que moram próximos da Usina Nuclear de Fukushima, ele disse que, em situação semelhante com a que está ocorrendo em Fukushima, o governo dos Estados Unidos estabeleceria uma zona de evacuação maior do que a determinada pelas autoridades japonesas, que foi de apenas de um raio de 20 quilômetros. Por isso o governo Obama pediu que os norte-americanos que moram próximos da usina nuclear de Fukushima se coloquem distante em um raio de 80 quilômetros.

Achamos que houve uma explosão de hidrogênio no nível desse reator. Acreditamos que o cilindro de confinamento secundário foi destruído, que não há mais água na piscina onde ficam as varetas de combustível reciclado e que os níveis de radiação estão extremamente elevados, o que poderá comprometer as operações de segurança”, disse Gregory.

Pode despontar um cenário catastrófico o esvaziamento da piscina de combustível reciclado do reator 4, porque pode expelir com a evaporação uma quantidade de dejetos radioativos semelhantes aos da Usina de Chernobyl, afirmaram especialistas.

Já para o Instituto de Radioproteção e Segurança Nuclear (IRSN), da França, as próximas 48 horas serão tensas para o restabelecimento do nível de água na piscina, com uma ameaça de um vazamento “muito grande” de dejetos radioativos.

PARA AIEA A SITUAÇÃO NO JAPÃO NÃO ESTÁ FORA DE CONTROLE COMO AFIRMOU O COMISSÁRIO EUROPEU PARA ENERGIA

Opondo-se ao que afirmou o comissário europeu para energia, Guenther Oettinger, que disse que a situação referente ao vazamento de energia nuclear na Usina Nuclear de Fukushima encontra-se fora de controle, o diretor da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Yukiya Amano, afirmou que a situação é muito séria, mas não está fora de controle.

Não é o momento de dizer que a situação está fora de controle. Evidentemente, a situação se desenvolveu nas últimas 24 horas e agora é muito séria”, afirmou o diretor da AIEA.

Alguns reatores da Usina Nuclear de Fukushima, desde o dia do terremoto-tsunami, vêm sofrendo explosões e emitindo radiação para atmosfera ambiente, depois que o seu sistema de resfriamento apresentou falhas. Entretanto, de acordo com algumas leituras sobre a radiação houve uma “emissão limitada”.

O diretor da AIEA, Amano, vai viajar amanhã para o Japão com o objetivo de avaliar a atuação da AIEA na Usina Nuclear de Fukushima, e se reunir com autoridades japonesas.

Eu quero ir para o Japão para mostrar que este é o momento de a comunidade internacional permanecer unida e ajudar o Japão.

Eu não sei quem estará na reunião, mas pretendo me reunir com os níveis mais altos. Discutir a situação com eles pessoalmente e trocar opiniões”, afirmou Amano.

Ele afirmou ainda que pretende pedir às autoridades japonesas que acentuem suas formas de comunicação com o organismo da Organização das Nações Unidas (ONU).

TÓQUIO, UMA CIDADE EM FUGA

A Filosofia Política diz que os corpos materiais, os espaços construídos (Felix Guattari), expressados na arquitetura dos prédios públicos, das casas, dos logradouros públicos, das calçadas, estradas, fortificações, compõem a urbe; enquanto os corpos imateriais criados pelas relações sociais constituídas pela política, economia, antropologia, administração, estética, etc, compõe a civita, a cidade.

Quando a cidade, como civita, enfraquece seus elos constitutivos, que mantêm as relações sociais, por força de uma ameaça, todas as referências urbanas perdem seus significados-representativos responsáveis pela orientação de seus habitantes no Espaço da Aparência (Arendt), o território perceptivo onde as relações-cidade se concretizam.

É o que as notícias que chegam de Tóquio o confirmam. O medo da ameaça de contaminação pela radiação nuclear provocado pelo acidente ocorrido na Usina Nuclear de Fukushima, que já sofreu três explosões em três reatores, além de incêndios, está levando grande parte da população de Tóquio a deixar a cidade, e outra parte se confinar em suas residências. Mesmo com os argumentos contrários apresentados pelas autoridades japonesas e estrangeiras.

É que a ciência não tem a capacidade de persuasão como têm a mistificação. Como diz o filósofo Sócrates, ciência é saber, e mistificação é crer. É mais fácil persuadir um sujeito mistificado, do que um sujeito com consciência científica. Uma sociedade global que passou, desde a criação da energia nuclear e a instalação da primeira usina nuclear no mundo a impingir no fato científico os rastros supersticiosos religiosos – ligar atrás -, “o homem está se imiscuindo na Ordem de Deus”, ou, “o homem está querendo saber mais que Deus”, e ainda sendo constantemente bombardeada por informações catastróficas sobre o perigo nuclear através da literatura, cinema, TVs, canções, etc, não pode acreditar nas autoridades científicas. Além de que, deixando de lado o fator místico-supersticioso, essa sociedade tem visto exemplos de falhas nos sistemas das usinas nucleares, e que em muitos casos o fato é ocultado pelos governos responsáveis pelo uso dessa energia. Esse o aspecto lógico da fuga de muitas pessoas de Tóquio. Nesse caso, o que motiva a fuga já não é o medo dilatado pela persuasão-mística, mas uma realidade que já foi constatada. Realidade que serve de fator para a desagregação da cidade. Embora essa gente que foge a carregue aonde for. Pois como diziam os gregos, “onde fores, levas a Polis”.

Embora as autoridades de Tóquio afirmem que a radiação na capital está dez vezes acima do normal, mas não é suficiente para prejudicar a saúde, a maior parte da população não acredita. A afirmação dos dirigentes da cidade não é suficiente para manter a cidade. A síntese pode ser encontrada nas palavras do habitante Masashi Yoshida. ”Não estou muito preocupado com outro terremoto. É a radiação que me assusta”.

MAIS UMA EXLOSÃO EM REATOR DE USINA NUCLEAR JAPONESA MANTÉM ALERTA DE PERIGO DE RADOATIVIDADE

Depois da primeira explosão ocorrida no reator 1 da Usina Nuclear de Fukushima, no sábado, a segunda no reator 3, no começo da manhã de segunda-feira, quando deixou 11 pessoas feridas, ontem, dia 14, pela tarde ocorreu outra explosão. Dessa vez, no reator 2, segundo informação da Agência de Segurança Nuclear e Industrial do Japão, e noticiada pelas emissoras de TV Pública e rádio do Japão, NHK. Também foi noticiado que o reator 4 pegou fogo.

Essa outra explosão deixa mais ainda as autoridades japonesas e do mundo em estado alerta quanto ao perigo de radioatividade. Apesar de alguns especialistas em energia nuclear afirmarem que o que está ocorrendo no Japão não é de causar alarde, todos os recursos científicos que estão sendo usados pelos técnicos são suficientes para reverter os perigos de contaminação do ambiente e de pessoas.

Mas o governo japonês está muito preocupado com o acidente ocorrido na Usina Nuclear de Fukushima, por isso luta para evitar um grave acidente nuclear através de vazamento de radiação. Assim, os técnicos, para conter o superaquecimento dos reatores nucleares que tiveram seus sistemas de refrigeração danificados, estão usando a água do mar.

Diante dessa situação, para resfriar os reatores atômicos, o governo japonês pediu ajuda da Agência Internacional de Energia Atômica (Aiea) e dos Estados Unidos. Por sua vez, a Aiea afirmou que o vazamento de radiação não apresenta níveis que ofereçam ameaças às populações.

Enquanto isso, o levantamento feito sobre as vítimas do terremoto/tsunami que atingiu o país na sexta-feira e durante os outros dias subsequentes considera que já morreram mais 2.500 pessoas, 15 mil encontram-se desaparecidas, e mais de meio milhão estão desabrigadas, e mais de 100 mil crianças estão sem casa. E a grande dificuldade que os desabrigados estão sentindo é a falta de água, luz e alimentos, além da falta de gasolina para ambulâncias e caminhões que trabalham nos resgates das vítimas.

Tragédias naturais expõem perda da noção de limite

Nas catástrofes atuais, parece que vivemos um paradoxo: se, por um lado, temos um desenvolvimento vertiginoso dos meios de comunicação, por outro, a qualidade da reflexão sobre tais acontecimentos parece ter empobrecido, se comparamos com o tipo de debate gerado pelo terremoto de Lisboa, no século XVIII, que envolveu alguns dos principais pensadores da época. A humanidade está bordejando todos os limites perigosos do planeta Terra e se aproxima cada vez mais de áreas de riscos, como bordas de vulcões e regiões altamente sísmicas, construindo inclusive usinas nucleares nestas áreas. A idéia de limite se perdeu e a maioria das pessoas não parece muito preocupada com isso. O artigo é de Marco Aurélio Weissheimer.

Marco Aurélio Weissheimer

No dia 1° de novembro de 1775, Lisboa foi devastada por um terremoto seguido de um tsunami. A partir de estudos geológicos e arqueológicos, estima-se hoje que o sismo atingiu 9 graus na escala Richter e as ondas do tsunami chegaram a 20 metros de altura. De uma população de 275 mil habitantes, calcula-se que cerca de 20 mil morreram. Além de atingir grande parte do litoral do Algarve, o terremoto e o tsunami também atingiram o norte da África. Apesar da precariedade dos meios de comunicação de então, a tragédia teve um grande impacto na Europa e foi objeto de reflexão por pensadores como Kant, Rousseau, Goethe e Voltaire. A sociedade europeia vivia então o florescimento do Iluminismo, da Revolução Industrial e do Capitalismo. Havia uma atmosfera de grande confiança nas possibilidades da razão e do progresso científico.

No Poème sur le desastre de Lisbonne, (“Poema sobre o desastre de Lisboa”), Voltaire satiriza a ideia de Leibniz, segundo a qual este seria “o melhor dos mundos possíveis”. “O terremoto de Lisboa foi suficiente para Voltaire refutar a teodiceia de Leibniz”, ironizou Theodor Adorno. “Filósofos iludidos que gritam, ‘Tudo está bem’, apressados, contemplam estas ruínas tremendas” – escreveu Voltaire, acrescentando: “Que crimes cometeram estas crianças, esmagadas e ensanguentadas no colo de suas mães?”

Rousseau não gostou da leitura de Voltaire e responsabilizou a ação do homem que estaria “corrompendo a harmonia da criação”. “Há que convir… que a natureza não reuniu em Lisboa 20.000 casas de seis ou sete andares, e que se os habitantes dessa grande cidade se tivessem dispersado mais uniformemente e construído de modo mais ligeiro, os estragos teriam sido muito menores, talvez nulos”, escreveu.

Já Kant procurou entender o fenômeno e suas causas no domínio da ordem natural. O terremoto de Lisboa, entre outras coisas, acabará inspirando seus estudos sobre a ideia do sublime. Para Kant, “o Homem ao tentar compreender a enormidade das grandes catástrofes, confronta-se com a Natureza numa escala de dimensão e força transumanas que embora tome mais evidente a sua fragilidade física, fortifica a consciência da superioridade do seu espírito face à Natureza, mesmo quando esta o ameaça”.

A tragédia que se abateu sobre Lisboa, portanto, para além das perdas humanas, materiais e econômicas, impactou a imaginação do seu tempo e inspirou reflexões sobre a relação do homem com a natureza e sobre o estado do mundo na época. Uma época, cabe lembrar, onde os meios de comunicação resumiam-se basicamente a algumas poucas, e caras, publicações impressas, e à transmissão oral de informações, versões e opiniões sobre os acontecimentos. Nas catástrofes atuais, parece que vivemos um paradoxo: se, por um lado, temos um desenvolvimento vertiginoso dos meios de comunicação, por outro, a qualidade da reflexão sobre tais acontecimentos parece ter empobrecido, se comparamos com o tipo de debate gerado pelo terremoto de Lisboa.

A espetacularização das tragédias e a perda da noção de limite

Em maio de 2010, em uma entrevista à revista Adverso (da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul), o geólogo Rualdo Menegat, professor do Departamento de Paleontologia e Estratigrafia do Instituo de Geociências da UFRGS, criticou o modo como a mídia cobre, de modo geral, esse tipo de fenômeno.

“Ela espetaculariza essas tragédias de uma maneira que não ajuda as pessoas entenderem que há uma manifestação das forças naturais aí e que nós precisamos saber nos precaver. A maneira como a grande imprensa trata estes acontecimentos (como vulcões, terremotos e enchentes), ao invés de provocar uma reflexão sobre o nosso lugar na natureza, traz apenas as imagens de algo que veio interromper o que não poderia ser interrompido, a saber, a nossa rotina urbana. Essa percepção de que nosso dia a dia não pode ser interrompido pelas manifestação das forças naturais está ligada à ideia de que somos sobrenaturais, de que estamos para além da natureza”.

Para Menegat, uma das principais lacunas nestas coberturas é a ausência de uma reflexão sobre a ideia de limite. É bem conhecida a imagem medieval de uma Terra plana, cujos mares acabariam em um abismo. Como ficou provado mais tarde, a imagem estava errada, mas ela trazia uma noção de limite que acabou se perdendo. “Embora a imagem estivesse errada na sua forma, ela estava correta no seu conteúdo. Nós temos limites evidentes de ocupação no planeta Terra. Não podemos ocupar o fundo dos mares, não podemos ocupar arcos vulcânicos, não podemos ocupar de forma intensiva bordas de placas tectônicas ativas, como o Japão, o Chile, a borda andina, a borda do oeste americano, como Anatólia, na Turquia”, observa o geólogo.

Não podemos, mas ocupamos, de maneira cada vez mais destemida. O que está acontecendo agora com as usinas nucleares japonesas atingidas pelo grande terremoto do dia 11 de março é mais um alarmante indicativo do tipo de tragédia que pode atingir o mundo globalmente. O que esses eventos nos mostram, enfatiza Menegat, é a progressiva cegueira da civilização humana contemporânea em relação à natureza. A humanidade está bordejando todos os limites perigosos do planeta Terra e se aproxima cada vez mais de áreas de riscos, como bordas de vulcões e regiões altamente sísmicas. “Estamos ocupando locais que, há 50 anos atrás, não ocupávamos. Como as nossas cidades estão ficando gigantes e cegas, elas não enxergam o tamanho do precipício, a proporção do perigo desses locais que elas ocupam”, diz ainda o geólogo, que resume assim a natureza do problema:

“Estamos falando de 6 bilhões e 700 milhões de habitantes, dos quais mais da metade, cerca de 3,7 bilhões, vive em cidades. Isso aumenta a percepção da tragédia como algo assustador. Como as nossas cidades estão ficando muito gigantes e as pessoas estão cegas, elas não se dão conta do tamanho do precipício e do tamanho do perigo desses locais onde estão instaladas. Isso faz também com que tenhamos uma visão dessas catástrofes como algo surpreendente”.

A fúria da lógica contra a irracionalidade

Como disse Rousseau, no século XVIII, não foi a natureza que reuniu, em Lisboa, 20.000 casas de seis ou sete andares. Diante de tragédias como a que vemos agora no Japão, não faltam aqueles que falam em “fúria da natureza” ou, pior, “vingança da natureza”. Se há alguma vingança se manifestando neste tipo de evento catastrófico, é a da lógica contra a irracionalidade. Como diz Menegat, a Terra e a natureza não são prioridades para a sociedade contemporânea. Propagandas de bancos, operadoras de cartões de crédito e empresas telefônicas fazem a apologia do mundo sem limites e sem fronteiras, do consumidor que pode tudo.

As reflexões de Kant sobre o terremoto de Lisboa não são, é claro, o carro-chefe de sua obra. A maior contribuição do filósofo alemão ao pensamento humano foi impor uma espécie de regra de finitude ao conhecimento humano: somos seres corporais, cuja possibilidade de conhecimento se dá em limites espaço-temporais. Esses limites estabelecidos por Kant na Crítica da Razão Pura não diminuem em nada a razão humana. Pelo contrário, a engrandecem ao livrá-la de tentações megalomaníacas que sonham em levar o pensamento humano a alturas irrespiráveis. Assim como a razão, o mundo tem limites. Pensar o contrário e conceber um mundo ilimitado, onde podemos tudo, é alimentar uma espécie de metafísica da destruição que parece estar bem assentada no planeta. Feliz ou infelizmente, a natureza está aí sempre pronta a nos despertar deste sono dogmático.

*Escrito: Marco Aurélio Weissheimer

*Fonte:  Blog Carta Maior

JAPÃO É ATINGIDO POR TERREMOTO E TSUNAMI QUE DEIXAM CENTENAS DE MORTOS E DESAPARECIDOS

Um terremoto de magnitude 8,7 atingiu o Japão hoje, dia 11, e se transformou em tsunami, deixando – por enquanto – centenas de pessoas mortas, outras centenas feridas, e mais centenas de desaparecidos. O terremoto, que teve seu epicentro no Oceano Pacífico, a 130 quilômetros da península de Ojika, a uma profundidade de 24,4 quilômetros, de acordo com o Serviço Geológico dos Esatdos Unidos, causou dezenas de réplicas, promovendo ondas gigantes que derrubaram casas, vegetação, e o rompimento da represa Dam, em Fukhusima, ao nordeste do país, inundando várias casas e tornando outras submersas. Habitantes da cidade foram retirados do local dado ao perigo dos danos causados ao sistema de esfriamento da usina de Fukhusima Daiichi, da empresa Tokyo Electric Power.

De acordo com exame da faixa costeira, pode-se inferir que possivelmente o número de vítimas seja maior, afirma a agência de notícias japonesa Kyodo. Muitos corpos foram encontrados na cidade de Sendai, local mais próximo do epicentro do terremoto. As cidades mais atingidas foram Miyagi, Iwate e Fukhusima.

Falando sobre os danos causados na usina nuclear Yukio Edano, porta-voz do governo disse que não há perigo ambiental até o momento.

Nós temos uma situação em que um dos reatores não pode ser resfriado. Nenhuma radiação vazou. O incidente não impõe riscos ao ambiente no momento”, afirmou o porta-voz.

O Terremoto que foi o pior da história do Japão, e o sétimo pior do mundo, colocou em alerta várias localidades como a América do Sul, Canadá, Alasca, toda a costa Oeste dos Estados Unidos, Indonésia, Havaí e Filipinas.

DILMA DETERMINA CONSTRUÇÃO DE 6 MIL CASAS PARA OS AFETADOS PELAS CHUVAS NO RIO

Participando ontem, dia 27, de cerimônia no Palácio Guanabara, no Rio de Janeiro, que contou com as presenças do governador do estado, Sérgio Cabral, e mais Pezão, vice-governador, a presidenta Dilma Vana Rousseff anunciou a construção de 6 mil casas para as famílias afetadas no cataclismo que abateu alguns municípios do Rio de Janeiro. De acordo com a afirmação da presidenta, as 6 mil casas serão entregues a custo zero.

Estamos colocando mais 6 mil casas para atender a emergência, fora o conjunto do Minha Casa, Minha Vida que é bem maior do que isso. Moradias, seja na forma de casa ou de apartamentos, para essa população que perdeu seu lugar tenha acesso, o mais rápido possível, a um novo lar. Com isso, pretendemos diminuir a dor dessas famílias.

No caso da catástrofe, o governo entra com seu subsídio tradicional, que é quase integral, e o governo do estado entra com o pagamento R$ 50 (que é referente ao valor da prestação)”, afirmou a presidenta.

Durante o evento oficial, também foi anunciado a construção de 2 mil imóveis a serem doados por 12 empresas construtoras da construção civil. Esses imóveis que serão construídos em terrenos doados pelo governo estadual, terão 32 metros quadrados distribuídos em dois quartos, sala, cozinha e banheiro.

O governo federal ainda divulgou a liberação para o estado e os municípios da quantia de R$ 100 milhões, mais duas parcelas aos trabalhadores com direito ao seguro-desemprego, e para R$ 4,5mil a ampliação do limite do saque do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

FAZENDA É DESAPROPRIADA EM TERESÓPOLIS PARA CONSTRUÇÃO DE 500 CASAS

Recorrendo ao direito oferecido pelo estado de calamidade pública para fazer valer o direito habitacional dos que foram afetados pelo cataclismo na cidade de Teresópolis, o prefeito Jorge Mário Sedlacek desapropriou uma fazenda de 190 hectares, no bairro do Emirate, para a construção de 500 casas para entregar às famílias necessitadas.

As casas que serão construídas dentro de um mês, e têm seu tempo de entrega para um ano, estão orçadas em R$ 24 milhões. Foram 3 mil pessoas que ficaram desabrigadas e 2 mil desalojadas.

Como é praxe ocorrer em situações como essas, em que os moradores das cidades afetadas que perderam suas moradias, sem ter para onde ir, buscam construir suas novas moradias no mesmo lugar onde moravam antes, é o que está ocorrendo com algumas famílias de Teresópolis. O que mostra que é mais do que necessário que as ditas autoridades lancem uma ação pedagógica urbana para que essas famílias compreendam o que é o ethos do morar. A ética da habitação.

Mas, para que essa ação pedagógica urbana se concretize, é preciso que as autoridades saibam o que seja, entendam seus fundamentos e as pratiquem.

O FILÓSOFO NIETZSCHE E OS COMERCIANTES EXPLORADORES DAS VÍTIMAS DO RIO

O filósofo alemão Nietzsche diz que o espírito comercial se enraíza nos homens “que são incapazes de elevar-se a uma paixão que lhes dê amplos objetivos”. Esses são um gênero de homens cujo significado é o mesmo “dos escravos da antiguidade”.

Essa classe, que é repugnante para Nietzsche, de acordo com seu aforismo “sabe taxar tudo, é especialista nas necessidades do consumidor e, portanto, não é especialista em si mesma. Para tanto, possui um esquema para seu tipo de cultura: oferta e demanda por toda parte, logo, o valor de coisas e pessoas”.

O filósofo da Vontade de Potência oferece aos brasileiros atentos os signos necessários para entender a comportamento explorador dos comerciantes que estão usando o sofrimento e a necessidades das pessoas vítimas no estado do Rio de Janeiro para concretizar a lei maior do capitalismo: o lucro.

Às favas a dor alheia!”, posicionam-se esses especuladores do sofrimento em seus buracos negros da paranoia capitalista. Como são “especialistas nas necessidades do consumidor”, acirram a oferta diante da demanda criada pelo cataclismo. E não adianta protesto moralista cristão. Eles estão fazendo uso da abertura oferecida pela moral cristã do capitalismo. Tal qual estão fazendo os meios de comunicação, principalmente a “religiosa” Rede Globo. A única diferença é que o lucro não é concretizado instantaneamente, como a venda feita no exato momento pelos comerciantes, onde a moeda se faz real no momento da troca.

Para todos, não importa se as velas compradas são para iluminar o que sobrou das residências, para o culto aos parentes perdidos ou para servir de conteúdo de reportagens nos meios de comunicação. O que importa é que as velas com os preços majorados servem para o lucro tanto dos comerciantes de varejos e atacados, como para os comerciantes midiáticos.

É fácil compreender, com Nietzsche, porque esses comerciantes conduzem-se sordidamente. É que para eles o valor das pessoas, é o mesmo que das coisas. Das mercadorias. São as pessoas traduzidas no fetiche do dinheiro, da mesma forma que mercadorias.

E ainda tem intelectual que afirma que Nietzsche, em sua filosofia, falhou porque não tratou de política. Que respondam os comerciantes inescrupulosos do cataclismo do Rio de Janeiro e a Rede Globo, “escravos da antiguidade” permanentes na falaciosa pós-modernidade.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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