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PROFESSORES TENTAM DIÁLOGO, MAS GOVERNADOR AMAZONINO CONTINUA INTRANSIGENTE

Produção Afinsophia.

Em movimento contínuo da luta pela educação-democrática, os profissionais da educação  do estado do Amazonas, tentaram, na manhã de hoje, dia 28, encontrar em contato com o governador Amazonino, porém tiveram o seu intento frustrado pela intransigência desse que há anos tem se mostrado inimigo da educação.

 Quase cinco mil trabalhadores da educação se dirigiram ao palácio do governo que fica no Bairro da Compensa, mas não viram o intento profissional compensado. Amazonino não se colocou acessível ao diálogo impedindo a entrada dos grevistas ao recinto oficial. Diante da obstrução dialógica, impossibilidade da práxis-política-transformadora, os trabalhadores da educação realizaram alguns atos contrários à intransigência amazoninozoica: perseguição aos professores, recusa de contactar com o mundo real. 

    Durante a mobilização, vários professores realizaram parlamentos denunciando o quadro que já mostra sinais claros de esquizofrenia-social: impossibilidade da fala construtora como expressão da sociedade-democrática. Porém, esse  surto não ocorrerá, tratando-se da potência-política dos trabalhadores, já que a greve é a expressão da produção de saúde do trabalhador. Não se deixar oprimir para não entrar no quadro esquizofrênico promovido pelas forças antidemocráticas.

   Um fato novo foi apresentado na luta dos professores, nessa manhã. Centenas de estudantes, em comboio, compareceram ao ato se solidarizando com a causa que também envolve eles. Desta forma, comprova-se que Amazonino, com sua obstinação, vem conseguindo fortalecer a luta. Um talento próprio dos intransigente que ninguém pode desprezar. Amazonino despertou o coração do estudante. Logo ele que fantasiava, em um de seus passados, se aposentar para se dedicar ao ensino de filosofia aos jovens das periferias. 

   Dando continuidade ao calendário de luta-sagrada da quadra cristã, os grevistas vão manter encontros setoriais, pela parte da tarde, nos diversos bairros da cidade para que o fogo prometeico continue intenso em seu calor e brilho. 

     Avante, Companheiros e Companheiras!  

MANAUS DESPERTA COM CARREATA-HISTÓRICA PRODUZIDA POR PROFESSORES CONTRA INTRANSIGÊNCIA DO GOVERNADOR AMAZONINO QUE TEIMA EM NÃO ATENDER REIVINDICAÇÕES DA CATEGORIA

   

Produção Afinsophia.

                                                                                                             “O homem é, no sentido mais literal, um dzôon politikhón,

                                                                                                    não só um animal sociável, mas um animal que só em sociedade

                                                                                                    pode isolar-se”.

                                                                                                                                                   Marx

 

                      Qualquer trabalhador, não alienado, sabe que a greve é o fundamento de sua existência como sujeito-produtivo. Um saber-trabalhador que não precisa ter lido Marx. É o que está sendo manifestado pela maioria dos trabalhadores da rede de ensino público do estado do Amazonas. Escreve-se a maioria dos trabalhadores, porque uma diminuta parte, pela força de sua alienação-política, não sabe dessa potência-política do trabalhador que é a grave. Daí se encontrar sob o comando do governador Amazonino. Essa diminuta parte não aprendeu com o humorista-filósofo, Millor Fernades, que “quem se abaixa ao opressor, mostra a bunda ao oprimido”. Síndrome de deficiência-pudenda. 

          Pois bem, conforme o prometido ontem, dia 22, dia em que o STF, através de uma liminar, impediu que Moro e assemelhados, como a Globo-americanófila, se exultassem com a prisão de Lula, os  professores, pedagogos e  funcionários administrativos, produziram pela manhã de hoje a carreata-histórica de sua categoria tendo por leitmotiv às reivindicações profissionais junto ao intransigente governador do Amazonas, Amazonino Mendes. A carreata-histórica da categoria – pela primeira vez os agentes da educação no Amazonas produziram um feito jamais visto na história sofrida do estado – contou com quase três mil carros. Não houve mais veículos,porque, como se sabe, a categoria dos professores, em função de seus salários, não ganha o suficiente para poder comprar um veículo. Aí, um dos fatores do significado histórico da carreata. 

         Logo pela manhã, os profissionais da educação se concentraram em frente da Arena Amazonas – uma obra superfaturada – para determinar quais os percursos iriam seguir, já que o objetivo era chegar ao centro da cidade. Decidido os percursos, após alguns pronunciamentos, eles começaram o duplo movimento: movimento-matemático-geográfico, locomoção dos veículos; e movimento-consubstancial, transformações de suas consciências-ontológicas. 

        Chegaram em frente da Assembleia Legislativa do Estado, corpo que comporta a maioria de deputados reacionários, golpistas como os oito deputados federais do Amazonas que votaram pelo golpe em favor da opressão norte-americana, realizaram algumas falas, já que tais deputados são afásicos, pegaram, a Avenida Djalma Batista, em seguida às Ruas Comendador Clementino, Japurá, Tarumã, Avenida Getúlio Vargas e chegaram ao local do desfecho. Uma festa que afetou de alegria os transeuntes que em sua maioria se encontra cúmplice com os grevistas. 

         Agora, pela parte da tarde, os trabalhadores da educação encontram-se reunidos nas setoriais-comandos de greve distribuídos pelas zonas-geográficas da cidade de Manaus. Cada membro apresentará suas propostas de manutenção da grave, e decidir se a greve será por tempo indeterminado ou não. Quer dizer: indeterminado por Amazonino, já que ele teima em cultivar seu “nino”. Como dizem os profissionais da educação para Amazonino: “Governador, fala a verdade, educação nunca foi prioridade!”

          Marx manda mais lembranças aos pseudos trabalhadores-alienados que se encontram cooptados pelo governo. “Não digais que o movimento social exclui o movimento político. Não existe, jamais, movimento político que, ao mesmo tempo, não seja social”. 

        Avante, Companheiros!  

COISA DO INDIGENTE ESTADO DE SAÚDE NO AMAZONAS: IRMÃO DO GOVERNADOR TAMPÃO DISCUTE PROPINA COM DIRETORA DE INSTITUTO

Produção Afinsophia. 

Ouça o vídeo. Porém, não esqueça de lembrar: no Amazonas há mais de 30 anos, quando o grupo de politicofastros (falso político, no grego) o capturou, todos os serviços públicos se mantém em estado deplorável. E a alcunhada saúde não deixa por menos. Como se sabe, todasas secretarias são transformadas em feudos do grupo. É essa subjetividade perversa quem alinha todos que se pretendem representantes do povo em todos os seguimentos do estado-capturado.

   Por isso, não foi surpresa os oito deputados federais e os dois senadores, votarem com o golpe que extraiu a fórceps a presidenta Dilma Vana Rousseff  do governo popular, eleita com mais de 54 milhões de votos democráticos.

     O diálogo não tem nada de surpreendente. Como se diz no debocha: Faz parte.

 

EM MANAUS MAIS DE 10 MIL MANIFESTANTES ENSAIARAM DEMOCRATICAMENTE CONTRA A VIOLÊNCIA DO GOLPE PARA O GRANDE MOMENTO NO DIA 28 DE ABRIL

Manaus foi mais uma das muitas capitais do Brasil, junto com outros municípios do país, que se reuniu para o ensaio do grande momento político que ocorrerá no dia 28 de abril. O dia em todas as categorias irão se mobilizar em uma mega paralisação que deixará os golpistas atolados em total impotência.

Foram mais de 10 mil manifestantes na festa democrática que se concentraram na Praça do Congresso, no centro de Manaus, para depois, em contínuos discursos de representantes de várias categorias, descer a Avenida Eduardo Ribeiro, principal avenida do centro da capital do Amazonas, para depois formar outra concentração no encontro da dita avenida com a Avenida 7 de Setembro.

Durante os pronunciamentos dos representantes dos sindicatos, partidos de esquerda, movimentos sociais, várias categoriais profissionais, múltiplas enunciações da sociedade civil e, como não poderia ser diferente, a Associação Filosofia Itinerante (Afin), os transeuntes, compradores das lojas e trabalhadores comerciários também se manifestaram compactuando com a manifestação. Uma posição democraticamente racional, já que são os direitos de todos os trabalhadores que estão sendo suprimidos pelo desgoverno mais impopular da história do Brasil comandado pelo ilegítimo, desqualificado, indigente dublê de presidente, Temer.

O ensaio conseguiu apresentar duas grandes realidades fundamentais para a produção da democracia. Uma é a certeza que os manifestantes, embora de seguimentos diferentes, mas coesos democraticamente, encontram-se engajados no dever e necessidade de através da práxis e poieses política construir a democracia o que jamais os reativos niilistas golpistas, homens e mulheres tristes, invejosos e odientos, poderão realizar. Outro é a nítida preocupação que se observa na população que já entendeu que o desgoverno depreda o país e é ela que será a mais atingida. E que será ela a mais afetada pelos corpos maus implantados pelos golpistas.

Assim, algumas cenas dos ensaios foram criadas pelo olhar-movente do fotógrafo da Afin, ator, bonequeiro, educador, historiador Alcir Madureira. 

Vejam as imagens e criem suas proposições-transformadoras cumpliciadas com os conteúdos representativos dos personagens. 

BANDINHA DO OUTRO LADO FAZ FESTA MOSTRANDO QUE É NETA SINGULAR-ORIGINAL DE DIONÍSIO

4360506631_cce515d11b_oEntre os vários vetores fluxos mutantes e quantas desterritorializantes da Associação Filosofia Itinerante (Afin) que agenciam há mais de 14 anos em Manaus produções-moventes como corpos de novas formas de existir, sentir, ver, ouvir e pensar, a Bandinha do Outro Lado é festa singular e original da potência dionisíaca.

p1090569 p1090574 p1090576 p1090577 p1090581 p1090584 p1090589 p1090590 p1090599 p1090600A Bandinha do Outro Lado se imbricou como corpo dionisíaco há nove anos na Rua Jaú do Bairro Novo Aleixo, zona Leste de Manaus. Uma das muitas regiões populacionais desassistidas pelos governos reacionários que se apossaram do estado do Amazonas e da capital Manaus. Na linguagem politicofastra (linguagem do falso político, o tagarela do Legislativo, Executivo e Judiciário, corpos alienados da democracia), é um curral eleitoral onde esses personagens exploradores da miséria do povo, que eles mesmos fomentam, conseguem suas eleições, reeleições constantes.

Desde sua inicial apresentação nas ruas do bairro que a Bandinha do Outro Lado se atualiza como real através das próprias criações das crianças. Suas fantasias são concebidas e elaboradas por elas. Certo que com o auxilio de alguns moradores. Como Dona Antônia, por exemplo.

p1090602 p1090604 p1090609 p1090622 p1090627 p1090640 p1090652Como a Afin é um corpo comunalidade e sua atuação é sempre um processual coletivo, não seria coerente a Bandinha do Outro Lado, como expressão do personagem que forneceu corpos para a emergência do Teatro Grego, a Filosofia e a Política, que os moradores ficassem fora da composição festeira de seus netos.

p1090653 p1090663 p1090665 p1090678Nesse carnaval, que apesar de Temer e seus cúmplices golpistas, a Bandinha do Outro Lado fez sua festa em outra zona abandonada pelos exploradores governantes: Bairro Nova Cidade, que de novo só tem o nome: segue a antiga violência administrativa de outras zonas que não têm seus direitos urbanos garantidos. Fica no extremo de Manaus. Agora, a Bandinha do Outro Lado se apresenta na última rua, número 72, do bairro no limiar da mata, fronteira com um cemitério indígena. Porém, a potência dionisíaca-contínua segue a movimentação intensiva da poieses.

p1090686 p1090690 p1090691 p1090697 p1090702 p1090723 p1090742 p1090749 p1090757 p1090761Aqui a letra desse ano do carnaval da Bandinha do Outro Lado. Carnaval que vibrou por todo Brasil em um uníssimo Fora Temer! Para o bem da Democracia!

     A Bandinha do Outro Lado está na Nova Cidade Ô, Ô,Ô

     Veio lá do Novo Aleixo com sua festa vontade Ô,Ô

     Para fazer o carnaval Dionísio da criança

     Por isso, ninguém vai ficar fora da dança.

     “Corre, corre lambretinha”,” se a canoa não virar”,

     “Eu vou pra Maracangalha” “abre alas que eu quero passar”

     “Viva o Zé Pereira, viva o carnaval,

      Viva o Zé Pereira que a ninguém faz mal”.

     Vejam algumas imagens dionisíacas.

  Vejam um breve vídeo. 

ENQUANTO EM MANAUS A CANDIDATURA DE ZÉ RICARDO DO PT É ÓBVIA COMO A DOS OUTROS, EM SÃO PAULO A DE HADDAD É DEMOCRATICAMENTE ATIVA

Haddad

Resultado de imagem para imagens do deputado zericardo do amazoans candidato a prefeito de manaus

O poder constituído, segundo o filósofo italiano Toni Negri, é a forma em que os corpos, econômico, político, social, estético, etc., são apresentados como realidade pelo governo de um Estado. São corpos regrados e normatizados usados pelos dirigentes para conduzirem e orientarem os habitantes desse Estado. Sem qualquer ilusão, na verdade é força-molar de imobilização.

O grande objetivo dos governantes é fazer com que o poder constituído se mantenha como realidade a ser preservada pelos sujeitos não ativos. Os sujeitos dos espíritos cativos, como afirma o filósofo Nietzsche. Uma realidade inalterável como verdade, onde todos os atos dos habitantes são meras repetições sem criação e atuação renovadora.

Já o poder constituinte, que na verdade deve ser conceituado como potência constituinte, é o “movimento real”, como afirma Marx que transforma o estado de coisa imóvel que o poder constituído resguarda como verdade inalterável. Ao contrário do poder constituído, a potência constituinte se mostra como corpos mutatio-renovatio, porque é fundado pela práxis e a poiesis. Ação como criação do novo.

A potência constituinte é a potência da multidão, multitudo como virtù criadora de novas formas ontológicas de existências. A democracia radical expressa em Machiavel, Spinoza e Marx que não se deixa prender pela democracia representativa burguesa que é o poder constituído reflexo do capitalismo. O capitalismo paranoico, como afirmam os filósofos Deleuze e Guattari.

A potência constituinte não é processada, como novo, apenas pelos corpos econômicos, mas, também, pelos corpos estéticos que expressam movimentos criativos que saem da potência criadora dos trabalhadores, dos artistas em forma de trabalho social revolucionário. Assim, como movimento ontológico práxis e poiesis, a potência constituinte emerge como criação no poder constituído para produzir nova forma ontológica de estar-no-mundo, onde o homem não deve sofrer privações como ocorre no poder constituído do capitalismo paranoico.

Em uma campanha eleitoral, dependendo da sensibilidade, inteligência e ética dos candidatos, os programas-projetos apresentados refletem ou o poder constituído ou a potência constituinte. Porém, no Brasil, a maioria dos candidatos, dado suas indigências políticas, reflete o poder constituído. Mesmo que alguns tentem passar uma superficialidade de ser diferente, os programas são os mesmos estados de coisas.

Em São Paulo, a candidatura do prefeito do Partido dos Trabalhadores, Fernando Haddad, é essencialmente devir potência constituinte. Nela os corpos que se movimentam se movimentam sempre como mutatio-renovatio. É um movimento criador que não se resume em Haddad, porque não há o novo sem a potência da multidão. É um movimento criador porque as individualidades dos sujeitos-ativos se compõem como potência da multidão. Devir, virtù, vontade de potência. Um movimento em que as singularidades dos habitantes produzem cartografias de desejos coletivos que se materializam como direitos de todos.

Infelizmente, em Manaus, a candidatura do deputado Zé Ricardo do Partido dos Trabalhadores não é traspassada pelo processual da potência constituinte. O programa-projeto, como práxis e poiesis, de Zé Ricardo, não é constitutivo de corpos que afirmam a vida coletiva como potência da multidão. Ele, com poucas exceções, é óbvio e tatibitate como os dos outros candidatos. Nada de novo. Todos são representantes do estado de coisa reacionário da direita. Os candidatos cronologicamente mais novos, são tão velhos em ideias fossilizadas politicamente como os velhos cronologicamente candidatos. Como diriam os sábios gregos, em relação às eleições em Manaus: “Não há nada de novo sob a luz do sol tropical de Manaus!”.

Zé Ricardo não fez essa leitura, e não fazendo essa leitura não teve a compreensão do mundo manauara cujos representantes partidários reacionários privam, com suas indigências políticas, a população da alegria de existir sem privação. Zé Ricardo não entendeu que com os mesmos códigos desativados da semiótica dominante ele não atinge os sujeitos-ativos que podem trepidar a molaridade do estado de coisa triste em que Manaus está submetida. Apanhado por essa trapaceira semiótica, Zé Ricardo só tagarela. Não percebeu e compreendeu que a única (com respeito ao candidato Queiroz do PSOL) candidatura que poderia encadear desejos mutatio-renovatio nessa eleição era a sua. Já que as outras são golpistas.

Mas Zé Ricardo não pode de todo ser tomado como o único responsável pela falta de ativação em sua candidatura, já que uma candidatura é coletiva. Por isso não há que se comparar sua candidatura com a de Haddad. Em São Paulo a candidatura de Haddad se movimenta em composição-ativa como heterogeneidade. Vários corpos tecem a cartografia de desejos da potência constituinte. Os artistas, os intelectuais são sujeitos-ativos. Em Manaus, ao contrário, parece que não existem artistas e muito menos intelectuais. Só mesmo tagarelas, reacionários, e alienados presos em suas camisas de forças vaidosas.

PROGRAMA “FALA, BURACO!” MOSTRA MANAUS A CAPITAL-BURACO

DSC01925Leia o diálogo entre o apresentador do programa virtual “Fala, Buraco!”, e um transeunte. Os dois ao analisarem os buracos que dominam Manaus durante décadas e que servem de cabos eleitorais para eleger candidatos, principalmente prefeitos, concluem que Manaus não é uma cidade, mas tão somente um buraco-orbital onde seus habitantes e visitantes acreditam que se movimentam e se relacionam na superfície e não suspeitam que se encontram na voracidade de sua profundidade buraco-negro.

HOMEM (Um homem se aproxima de outra que se encontra fotografando um buraco) – O senhor está fotografando esse buraco?

DSC01915 DSC01919 DSC01926 DSC01935 DSC01937 DSC01938 DSC01943HOMEM II – É. Eu fotografo buracos.

H – Mas para quê? Buraco é tão feio.

H II – Depende.

H – Não. Buraco é sempre feio.

H II – Nem todos têm essa opinião.

H – Não acredito que exista alguém que goste de buraco.

H II – Tem.

H – Quem?

H II – O prefeito. Se ele não gostasse de buraco ele não deixava a cidade cheia de buracos. Quando a gente gosta de uma coisa, a gente mantém. Não é.

H – É, mas buracos.

H II – Pois é, cada um com seus gostos, e gosto não se discute.

H – Então, o senhor fotografa buracos por que gosta?

H II – Não. Eu fotografo porque eu tenho um programa na internet em que os buracos são os principais personagens.

H – E qual é o nome do programa?

H II – Fala Buraco. No programa eu apresento as entrevistas que eu faço com os buracos onde eles contam suas vidas, quando apareceram, como estão se sentindo nessa prefeitura, quais seus planos para o futuro.

H – Então, o senhor tem muito material, porque Manaus é cheia de buracos.

H II – Na verdade, Manaus é um buraco só. Tem buraco da Zona Leste que se junta com buraco da Zona Norte. Tem buraco que nasceu na Zona Sul e se junta com buracos do Centro.

H – É verdade! Um amigo me contou que uma vez um cara muito lombrado, colega dele, caiu em um buraco na compensa. Quando acordo, tudo escuro, ele não onde se encontra. Olhou para sua direita e viu uma luzinha longe, e começo a andar na direção. Andou, andou, andou e quanto mais andava a luz ia aumentado. Aí, ele sentiu que pisava em uma s coisas duras, parecidas com pedaços de pau. Quando olhou bem, eram esqueletos de pessoas, correu e subiu em um buraco, que era uma sepultura. Sabe onde ele saiu? No cemitério dos índios na no fim da Nova Cidade.

H II – Semana passada ocorreu um caso parecido com este. No fim da tarde de um sábado, no Jorge Teixeira III, uma senhora cansada de tanto trabalhar, caiu em um buraco. Os moradores correram para acudi-la, mas não conseguiram: ela desapareceu. Chamaram o bombeiro, e o prefeito, para fazer onda, compareceu no local. Olhou o buraco e negou que a mulher tivesse desparecido no buraco porque o buraco tinha fundo. Uma mulher protestou afirmando que não tinha porque ninguém via. O prefeito contestou afirmando que estava vendo o fundo. Aí alguém disse se ele estava vendo o fundo que ele pulasse no buraco e tirasse a senhora. O prefeito deu uma de ‘migel’ e se mandou. Cinco horas depois a senhora apareceu no meio do palco do Teatro Amazonas onde estavam realizando uma festa às autoridades locais. Quando o diretor viu a mulher toda suja de barro, bosta e lama tentou tirá-la à força do palco. Ela se desviou e gritou que as autoridades deveriam era saber o que tinha embaixo daquele teatro. Milhares de corpos de índios e cabocos que foram mortos na construção daquela casa de vaidade da burguesia. Esse caso foi bem divulgado.

H – Saiu na TV Globo?

H II (Indignado) – Porra nenhuma! A Mulher não era globotária. Bem que a Globo tentou fazer uma matéria com ela, mas a equipe de jornalistas foi expulsa na porrada. A comunidade unida gritou palavras de ordem: Fora Globo golpista! O Povo não é bobo, abaixa a Rede Globo! A verdade é dura, a Globo apoiou a ditadura! Se a Globo acabar o Brasil vai melhorar! A Globo é corrupta, não tem nada de justa! Fora Globo e Leva Temer Contigo! A Globo é imoral, ataca Lula e Dilma em seu jornal! E na correria, o carro de reportagem ainda caiu no buraco.

H – Só estes dois casos mostram que os buracos formam uma família só.

H II – Exatamente. Todos os buracos são parentes. Essa relação de parentesco, e mais o gosto do prefeito, faz com eles se mantenham.

H – O senhor muitos buracos velhos, ou na sua maioria são novos?

H II – Tem muitos buracos novos nascidos nessa prefeitura, mas têm alguns velhíssimos, do tempo do vai pra porra. Mais velhos do que a mentira.

H – Cacete! Então é velho mesmo, porque a mentira nasceu antes de Adão e Eva. Mas como o senhor sabe que eles são tão velhos?

H II – É fácil entender, embora a população não perceba por ignorância e cumplicidade com os políticos.

H – Como assim?

H II – Os buracos são verdadeiros cabos eleitorais. Buraco elege prefeito e deselege. Por exemplo, só para ilustrar. Os últimos quatro prefeitos foram eleitos através dos buracos. As campanhas eleitorais deles tinham como objeto principal o combate aos buracos.  Todos eles afirmaram que iam acabar com os buracos.

H – E o povo acreditou na mentira.

DSC01945 DSC01946 DSC01947 DSC01948 DSC01950 DSC01952 DSC01956 DSC01958H II – Pois é. O quarto prefeito passado jurou acabar com os buracos. Não acabou: aumentou mais. O terceiro prefeito aproveitou os buracos que o quarto tinha deixado e fez sua campanha prometendo acabar com os buracos. Também só aumentou. O segundo na mesma cadência. Só aumentou. E esse agora não deixou barato. Hoje, tem buraco dentro de buraco.

H – Meu Deus! É mesmo?

H II – É. Um dia desse eu fui entrevistar um buraco-abismo onde já havia caído uma família inteira, um ônibus, uma Kombi, uma moto e uma carroça.

H – Uma carroça?

H II – Sim. Com cavalo e tudo. Quando eu comecei a entrevista percebi que não era só o buraco-abismo que falava. Comecei a ouvir outras vozes-buracos. Olhei para todo lado para ver se os outros buracos em redor de mim estavam falando, mas nenhum deles falava. Me concentrei bem, e percebi que as vozes vinham do mesmo buraco-abismo. Era um monte de buraco falando, querendo falar sobre suas vidas e aparecer nas fotos.

H – Que coisa impressionante.

H II – Não é impressionante não, porque o povo não ver. Se o povo prestasse atenção aos buracos ele não votava em quem afirma que vai acabar com eles, porque é mentira.

H – Sem querer defender os prefeitos, que eu sei bem quem eles são, adoram fingir que falam a verdade, mas a chuva também é responsável pelos buracos.

H II – Na-na-ni-na-não! Durante todo ano Manaus é cheia de buraco. Com a mudança climática, tem chovido menos na cidade, e mesmos assim os buracos estão sempre na moda.

H – Bem, com toda essa sua afirmação sobre o predomínio dos buracos em Manaus, e sua capacidade de eleger prefeitos, não seria melhor que os buracos se candidatassem?

H II – É verdade. Mais tem um problema.

H – Qual é?

H II – Na verdade são dois. Se eles se candidatam prometendo acabar com os buracos, e eles são os buracos e são muito éticos, se eles acabarem com os buracos eles desaparecem, morrem e a cidade fica sem prefeito.

H – Essa é uma verdade. E o outro problema?

H II – O outro é muito preocupante. Como Manaus é um único buraco gigante formado por milhares de outros buracos, se eles acabarem com os buracos Manaus desparece. E aí, dança eu, dança tu, dança até a mãe do Jaú.

H – Cara, essa é uma cruel verdade! A que ponto chegamos! Estamos refém dos buracos! E alguns desses prefeitos ainda querem se candidatar.

H II – Mas tem uma saída para Manaus não acabar.

H – Qual?

H II – O prefeito de Manaus deve ser sabe quem?

H – Quem?

H II – O povo!

H – Mas você não disse que ele é ignorante não se compromete.

H II – Mas com uma boa orientação política sobre os direitos dos moradores da cidade, não há analfabeto político que não seja educado democraticamente e passe a ser senhor de seu próprio destino. O povo entendendo que ele criou a sociedade civil, o Estado, e as instituições não tem que lhe engane.

DSC01962 DSC01964 DSC01967 DSC01967 DSC01970 DSC01965 DSC01971 DSC01961 DSC01972H – É verdade. O povo entendendo que ele existe por si mesmo, que foi ele quem produziu seu ser-social, adeus candidatos exploradores.

HII – É a verdadeira democracia!

ALÉM DE NÃO TER SUA CAPITAL ENTRE AS CIDADES PREMIADAS PELO “TRATA BRASIL” O AMAZONAS É UM DOS CAMPEÕES DE PERDAS NA REDE DE DISTRIBUIÇÃO

bueiro-abertoAs histórias de muitas cidades e estados são apresentadas através de um feito importante que serve para indicar uma mudança para melhor ou pior. O feito que vira um marco que carrega a enunciação antes e depois. Uma espécie de plágio dos indicadores A.C. e D.C: antes de depois de Cristo.

Esse marco enunciador do antes e do depois de uma cidade ou estado tem como seus produtores os governos e a população. Uma cidade e um estado são resultados das composições de forças ou potências dos governos e população. Quando a composição é de força temos uma cidade e um estado ignóbil, triste administrativamente, já que força não é criação. Força é manutenção do que já foi posto como desnecessário, mas que deve permanecer. O que é desnecessário para o diálogo como mudança. Porém, quando a composição é de potências temos a criação através do diálogo e práxis citadina.

Deixando as ditaduras de lado, porque são regimes autoritários onde não há o desejo da população como práxis de existência, os governantes das cidades e dos estados são eleitos democraticamente pelo povo. O que significa que o povo encontra-se comprometido com a orientação tomada pelas administrações dessas unidades políticas.

Daí que o povo tem responsabilidade nos destinos da cidade e do estado. Se ele elege um governante molar que vai governar pelo status quo que já foi sedimentado na cidade e no estado, ele, como povo, é o responsável por essa orientação-administrativa imóvel. Assim, como, também, se ele elege um governante molecular ele é responsável pela administração propriamente democrática que se realizará como potência democrática.

Enquanto algumas cidades têm seus marcos antes e depois, a capital Manaus e o estado do Amazonas, é um seguimento só. Nada mudou seu curso conservador-molar. Jamais teve um governante que realizou junto com o povo um feito que se possa tomar como referência para se afirmar o antes e o depois.

Alguns ufanistas telúricos incautos recorrem à instalação da Zona Franca em Manaus como um grande feito que pode ser usado como antes e depois. Na verdade, a Zona Franca nada mudou. Serviu, e serve, mais de elemento sedutor do que de elemento produtor de novas formas de existir no plano material, já que imaterial não é seu objetivo. Politicamente a Zona Franca continua sendo o grande apoio dos candidatos aos governos que trabalham para manutenção do status quo que se tornou tradicional em Manaus e no Amazonas.

Nessa condição conservadora da imobilidade urbana e citadina, não é surpresa a divulgação de estudos que não colocam Manaus entre as cidades com melhores indicadores na coleta, no tratamento de esgotos e na redução de perdas no abastecimento. A real condição de Manaus jamais poderia lhe permitir ser premiada pelo Instituto Trata Brasil que baseado no Sistema Nacional de Informação sobre Saneamento premiou a cidade de Maringá, no Paraná, por 94% de sistema de esgoto tratado. E mais 16 cidades que atingiram 76,1% no tratamento de esgoto quando a média nacional é de 39%.

Essas 16 cidades no quesito referente à coleta 95,11%, muito superior a média nacional que é de 48,6%. Cidades como Limeira, Franca, no estado de São Paulo, a capital mineira, Belo Horizonte, chegaram 100% de esgoto coletado.

Falando sobre as condições precárias de saneamento em outras cidades, o secretário nacional de Saneamento Ambiental, Paulo Ferreira, disse que situação é dramática.

“São situações dramáticas que ocorrem no saneamento, que pensávamos que só existiam na África”, disse Paulo.

Já a média de perdas nas redes de distribuição de água, em razão de fraude no sistema, erros de leitura dos hidrômetros e vazamentos é de 37%. Por sua condição administrativa calcada no modelo imobilidade molar, o estado do Amazonas é um dos campeões com 72%, só perdendo para o estado do Amapá – do senador ex-socialista do PSOL, Randolfe Rodrigues, que agora se tornou mais um membro do fundamentalismo partidário da Rede da pastora Marina -, que atingiu o percentual de 76%.

Essa perversa realidade é nada mais do que o reflexo histórico do conservadorismo, do nepotismo e da indigência política que sempre predominou no estado e na capital proporcionados pelos governos de direitas.

Mas é preciso ter otimismo e acreditar que é possível a mudança através do devir-povo para que, como diz Brecht, “nos futuros terremotos não venha meu cigarro apagar-se por causa da amargura”.

É por essa condição sub-urbana  e sub-citadina que a Associação Filosofia Itinerante (Afin) considera Manaus uma não-cidade. E ainda tem quem se sente magoada.  

EXACERBAÇÃO DA VIOLÊNCIA EM MANAUS REAFIRMA SUA CONDIÇÃO DE NÃO-CIDADE

“Relativamente aos políticos, em contrapartida, julga-se que estão mais

ocupados em preparar armadilhas aos homens do que em dirigi-los

pelo melhor…”

O filósofo holandês Spinoza, autor do sublime tratado Ética, em sua obra fundamentalmente política, inacabada, Tratado Político nos envia para o mais concreto e humano sentido de cidade, cidadão e administração. Ele afirma que o estatuto do Estado é civil, o corpo inteiro do Estado civil é a cidade e os negócios comuns, República.  O estatuto civil é a potência da multidão criada pela composição das potências de todos os homens. A potência da multidão como estatuto civil é o regime democrático. E nos leva a entender que “o melhor governo é aquele sob o qual os homens passam a sua vida em concórdia e aquele cujas leis são observadas sem violação”.

Dessa forma Spinoza nos concede o direito de efetuar um entendimento sobre o que vem ocorrendo em Manaus em relação à violência que nega a segurança pública. Já é do saber nacional que Manaus é um território em que predomina um alto grau de violência e, consequentemente, um alto grau de insegurança social. Os meios de comunicação juntamente com instrumentos virtuais divulgaram desde duas semanas passadas os homicídios que ocorreram em Manaus. Mas o que se tornou mais preocupante, agravando a insegurança da população, principalmente a mais carente, visto que a privilegiada tem suas próprias seguranças financeiras e eletrônicas, foi o número de pessoas mortas no fim da semana que passou entre elas civis sem qualquer passagem pela polícia.

Segundo informações, foram 34 pessoas assassinadas. De acordo com notícias, ainda sem comprovação, trata-se de luta entre facções do tráfico. E, também, de acordo com notícias ainda sem informação, trata-se de execuções realizadas por agente da Polícia Militar como forma de vingança em relação ao assassinato de um membro da corporação que foi assaltado e morto, crime de latrocínio, depois de retirar dinheiro de um banco.    

Diante das ocorrências, os órgãos de segurança do Amazonas, comandados pelo governador José Melo, iniciaram investigações para saber a causa dos assassinatos e seus autores. Como se pode entender, uma decisão comum em casos como estes com o objetivo de conceder explicação à população insegura que se encontra nesse estado de insegurança há décadas. O que significa que a violência em Manaus só vem aumentando, confirmando que o seu tempo histórico foi imobilizado, já que a história é a mudança qualitativa de um povo e não mero fenômeno cronológico.

Nesse caso de total irracionalidade social, como diz o filósofo Spinoza, realizar investigações é necessário, mas não é o fundamental, já que o status de violência de Manaus só continua predominando sobre a população. O fundamental é a mudança de agenciamento coletivo de enunciação estratificado na subjetividade-violência que se instalou em Manaus contribuindo para que ela continue uma não-cidade. Uma subjetividade que há anos vem apanhando a população e impondo suas forças paranoicas repressivas que impedem a produção de novas cognições e afetos capazes de criar outra subjetividade alegre expressadas em alteridade, tolerância, confiança, coragem e comprometimento ontológico com a existência social.

O psiquiatra filósofo da práxis, Félix Guattari, amigo do filósofo Deleuze, nos mostra, “quer tenhamos consciência ou não”, que “o espaço construído nos interpela de diferentes pontos de vista: estilístico, histórico, funcional, afetivo. Os edifícios e construções de todos os tipos são máquinas enunciadoras”. São corpos materiais e imateriais que atuam com agenciamento coletivo de enunciação que estratifica subjetividade que se torna dominante.

Para entender melhor o filósofo Guattari, autor da revolucionária obra Caosmose – Um Novo Paradigma Estético, se faz necessário ouvir novamente Spinoza sobre o que ele mostra o que vem a ser os significados de urbe e civita, também o filósofo apreciou esses conceitos. Spinoza afirma que urbe são os corpos materiais de uma cidade como prédios, logradouros, públicos, praças, ruas, casas, etc. Já Civita, que significa cidade, que é produzida através das formas de relações entre seus habitantes. É pela potência-cidade que os homens tornam-se cidadãos, pois como diz Spinoza, “os homens, com efeito, não nascem cidadãos, mas formam-se como tais”.

Daí se entende o que Guattari quer dizer ao afirmar que os agenciamentos coletivos de anunciações estratificam subjetividades que tendem a ser dominante, visto que esses agenciamentos são codificados por corpos materiais e imateriais que afetam a população clivando nela seus componentes que determinam seus comportamentos individuais e sociais. Se a subjetividade é opressiva, inconsequente, desumana, distanciadora, é certo que a população vai se sentir insegura. Pois é essa subjetividade opressora que predomina em Manaus há décadas que se exacerbou no pós-ditadura com governantes sem qualquer sentido politico, estético e ético do que seja urbe e civita. O sentido de urbano desses governantes sempre foi divorciado da dimensão humanidade.

As deficiências no transporte coletivo, na educação, saúde, entretenimento, falta de emprego, são alguns corpos produtores dessa subjetividade opressora produzida por esses governantes que fixaram essa subjetividade que é traduzida por insegurança social expressada na violência. E o pior, essa subjetividade encontra-se emaranha nas instituições que tiveram seus corpos anemizados impossibilitando a realização de suas reais funções. Por isso, grande parte da população não se sente solidarizada com essas instituições e nem se sente solidarizada por elas, visto que os governantes anemizaram a potência da multidão negando o estatuto civil ao negar a participação da população no que lhe é de direito. Tudo porque, para esses governantes, o que conta é ser eleito.

Que se faça investigações policiais, julgamentos e condenações jurídicas, mas o âmago dessa patologia social se encontra diretamente ligado a ausência de dimensão política dos governantes, seus aliados no legislativo e a classe media indiferente que os sustenta com sua alienação e convicção capitalista. Para esses governantes e aliados, o conceito e a práxis de cidade se resume na administração-financeira de um território onde se encontram moradores. Tudo porque a investida na política partidária por eles foi só para satisfazer, vaidosamente, impulsos pessoais. Nada coletivo, visto que o coletivo para eles são apenas abstrações, nada concreto saído de vivências singulares onde o humano é espírito animador da existência.

Assim, com a práxis estatuto civil, corpo inteiro do estatuto civil como cidade e negócios comuns como República, além da subjetividade política, estética e ética, ausentes em Manaus, não há como não entender a exacerbação da violência como a reafirmação de sua condição de não-cidade, já que só se pode falar de cidade quando ela se encontra em sua própria jurisdição, onde o medo e a ameaça não existem sobre seus cidadãos, como diz Spinoza.

O que não é o caso da não-cidade Manaus

MANAUS, A NÃO-CIDADE ONDE OS BURACOS SÃO CABOS ELEITORAIS. PELOS BURACOS TU ENTRAS PELOS BURACOS TU SAIS

IMG-20150329-WA0015Uma cidade é um devir político constitutivo das composições das potências, homens e mulheres. Carrega um estatuto comum, que é seu estado de ser, que se mostra como corpo social ou Bem comum. Da práxis politica nascem os direitos e os deveres de todos seus elementos constitutivos em forma de cidadãos. O que significa que é a sociedade em geral que produz o corpus político como imanência cidadania.

Entretanto, quando o corpus político encontra-se enfraquecido em função da frouxidão das relações entre a sociedade civil e os governantes, que falham em suas atribuições administrativas, não podemos tratar de uma cidade, mas de uma não-cidade. Porque não há cidadania, já que a condição de cidadania é produzida pelos habitantes desse território junto aos direitos e deveres nascidos no processual governo e indivíduos. 

IMG-20150329-WA0006 IMG-20150329-WA0007 IMG-20150329-WA0008 IMG-20150329-WA0009Entende-se então, que não é porque alguém mora – mora, porque habitar é da ordem da cidadania, morar é só endereço – em determinado território configurado pelos organismos administrativo, econômico e jurídico que esse alguém é um cidadão. Um cidadão é um indivíduo que usufrui dos seus direitos confluídos na imanência do corpus político cujo governante também se toma como individuou citadino. Fora essa práxis não há cidadania e não havendo cidadania o que há é uma não-cidade.

Desse quadro pode-se inferir, politicamente, que Manaus é uma não-cidade que os incautos ufanistas-telúricos categorizam, orgulhosamente, como cidade. Chamam de cidade, porque não sabem que esse dizer é apenas a configuração simbólica de que eles necessitam como proteção. Eles acreditam que as existências das instituições, por isso, colocam Manaus como uma cidade. Não atentam para a dimensão deviriana de uma cidade que deve encontra-se sempre em produção coletiva de bens plurais.

A não-cidade Manaus, assim é, porque historicamente sempre careceu de políticas públicas que encadeassem elementos constitutivos de cidadania. Como se diz no conceito clássico, cidade é um corpo composto de duas categorias urbe e cite. Urbe o conjunto dos corpos materiais: praças, prédio, ruas, logradouros públicos, etc. Cite os corpos imateriais: as relações sociais, a estética, a espiritualidade, etc. Na verdade um corpo de subjetivação de seus habitantes como objetividade. O que faz com que um habitante de uma cidade seja diferente de um de outra cidade.

Como Manaus é uma não-cidade fica fácil, em tempo de eleições, um candidato se eleger ao cargo de prefeito recorrendo aos corpos que fabricam a condição de não-cidade. Por exemplo, buracos. Os buracos de Manaus são eficientíssimos cabos eleitorais. Como se sabe os buracos são produções urbanas. Onde o homem não habita, existem depressões geográficas, mas não podem ser classificadas como buracos, porque os buracos são obstáculos criados nas não-cidades cujas características impossibilitam as mobilidades tanto dos pedestres como dos veículos.

IMG-20150329-WA0013 IMG-20150329-WA0014Em síntese, os buracos passam a ser uma das principais preocupações dos moradores da não-cidade. Chegam a ser conteúdos manifestos de seus sonhos. Os moradores da não-cidade têm sonhos povoados de buracos. É claro que Freud sai em defesa dos prefeitos, porque vai dizer que na verdade não se trata de buracos reais, mas do símbolo da vagina. Freud diria que quando nós manauaras sonhamos com buracos, na verdade nós estamos expressando nosso desejo reprimido-edipianamente por nossas mães. Uma espécie de sublimação-onírica da castração. O que significa que para Freud não há buracos em Manaus. Coisas de Freud que os prefeitos adoram e respeitam.

Mas, deixando Freud de lado, vamos pegar três prefeitos para mostrar a eficiência eleitoral dos buracos. Amazonino Mendes, que já foi várias vezes governador do Amazonas, o que lhe ajudou a ter fama para ser acusado de participar da compra de votos para reeleição de Fernando Henrique, seu amigo, se elegeu fazendo campanha calcada nos buracos que dominavam Manaus. Quando deixou a prefeitura, Manaus era mais ainda não-cidade. Então, veio Serafim, com a missão ‘inumana’ de desburacar a Manaus. Saiu e Manaus abriu mais a boca. Com Manaus com a boca arreganhada, Amazonino se lançou prefeito. Ganhou, saiu e o arreganhamento buracal se multiplicou.

Foi então, que o candidato que prometeu surrar Lula, Arthur Neto, do partido da burguesia-ignara-parasita, PSDB, potencializou os buracos em sua campanha. Resultado: em seu terceiro ano de mandato, Arthur conseguiu esburacar Manaus com uma eficiência que nem Amazonino e Serafim tiveram. Manaus é um lugar apropriado para prática de salto à distância. Em uma época que a falta do uso do movimento corporal é considerado inimiga da saúde, Manaus é uma clínica coletiva-pública de produção de saúde. Contornar buracos, saltar buracos, entrar em buracos é o máximo de exercício saudável.  

IMG-20150329-WA0016 IMG-20150329-WA0017Mas os buracos têm seus princípios democráticos: ele coloca no poder, mas também tira. O dito popular confirma: “pelo buraco tu entras, pelo buraco tu sais”. Quem frequenta, teimosamente ou por preocupação com a saúde, os bairros e centro de Manaus, sabe que a Lua, com suas crateras, morre de inveja dessa não-cidade. E a inveja é tamanha, que uma grande parte da sociedade manauara a interpretou e analisou, concluindo, que é quase impossível a reeleição de Arthur.

Como diz àquele poeta: Buraco também é gente!

PROFESSORES DAS REDES ESTADUAL E MUNICIPAL REALIZARAM MANIFESTAÇÃO, EM MANAUS, REIVINDICANDO SEUS DIREITOS

IMG-20150318-WA0016Como a educação pública é um caso de política, visto que implica os conhecimentos e as práxis significadoras do educar da classe que nela está engajada, o que confirma a dimensão ontológica do educador, todo ano já é pauta da categoria concretizar reivindicações, porque os governantes não possuem o entendimento do que é publicamente educação.

Embora a reivindicação seja dos professores, a educação é um caso de política, porque não termina nos queres desses profissionais. Ela envolve também as escolas, os funcionários da escola, os estudantes, os pais, a comunidade, porque, de maneira geral, reflete todo o sistema de ensino. O professor trapaceado em seu seguimento profissional, como seu salário, expressa a trapaça a todos os trabalhadores. Portanto, não é uma reivindicação isolada, como muitos acredita, entre os muitos os próprios governantes com seus capachos. Entre os capachos, professores submissos, analfabetos políticos, ou masoquista, que gozam sob a opressão destes governos.

IMG-20150318-WA0001 IMG-20150318-WA0002 IMG-20150318-WA0003 IMG-20150318-WA0004 IMG-20150318-WA0007 IMG-20150318-WA0010Foi exatamente com essa compreensão que centenas de professores da rede pública do estado e do município realizaram manifestação, em Manaus, reivindicando seus diretos tendo como pauta principal a data base. Um tema fácil de compreender, mas impossível de aceitar.

Com referência ao estado, a data base, que é um reajuste no salário da categoria que pede 20%, ocorre no mês de março. Só que o governo, em sua infinita sabedoria, até o dia de ontem, dia 18, data da reivindicação, não havia se pronunciado. Como o mês de março caminha para o seu fim, os professores acreditam que vai ocorrer o mesmo que vem ocorrendo durante anos: o pagamento da data base só ocorrerá lá para as bandas de junho quando o dinheiro já tiver tomado outra feição que não a de salário dos professores.

IMG-20150318-WA0014 IMG-20150318-WA0015 IMG-20150318-WA0017 IMG-20150318-WA0018Para materializar a reivindicação, os professores a partir das 8 horas, seguiram para a Avenida Brasil, locais das sedes do governo estadual e municipal. Quando chegaram ao topos estadual, foram informados que o sindicato, considerado pelos manifestantes como pelego, já havia dialogado com o governo. Mostrando o quanto sabe que educação é um caso de política. Para ele simples pelegagem.

IMG-20150318-WA0019 IMG-20150318-WA0020 IMG-20150318-WA0023 IMG-20150318-WA0024Os manifestantes não se abateram e nem imitaram as direitas que são imobilizadas por um eterno estado de depressão. Professores subiram ao carro de som e expressaram seus discursos de descontentamento com o estado de coisa que violenta a educação no Amazonas há décadas sob a força opressora dos governos reacionários. Depois seguiram em direção à sede da prefeitura sob o ideário neoliberal do partido da burguesia-ignara-parasitária, PSDB, comandada pelo prefeito Arthur Neto, que quando senador, afirmou que iria surrar Lula. Semelhante como ocorreu na frente da sede do governo estadual, os professores também discursaram de forma veemente e convincente diante da sede da prefeitura.

Como não foram atendidos pelos governos, a categoria, em assembleia no local, decidiu que na quinta-feira e sexta-feira da próxima semana haverá um paralisação geral. No dia 26, na frente da Arena da Amazônia, haverá um assembleia para decidir a greve geral. Uma decisão que mostra que esses professores compreenderam, junto ao filosofo Marx, que a potência política do trabalhador é a mobilização. E que em alguns casos leva à greve comandada pela classe.

IMG-20150318-WA0026 IMG-20150318-WA0027 IMG-20150318-WA0028 IMG-20150318-WA0030 IMG-20150318-WA0031 IMG-20150318-WA0032 IMG-20150318-WA0035 IMG-20150318-WA0036 IMG-20150318-WA0040 IMG-20150318-WA0042 IMG-20150318-WA0043 IMG-20150318-WA0045Enquanto a decisão confirma que a educação é um caso de política, para os capachos e pelegos, que não comparecem às reivindicações, a decisão é um momento de confirmar suas alienações como intrusos na educação, porque irão aproveitá-la como um bom feriado. Um convescote ou uma oportunidade para irem livremente e saltitantes ao shopping ou supermercado, suas praias efusivas promovidas pelo consumo capitalista. Uma prática que se configura como a exploração da mais-valia, sobretrabalho, que os professores manifestantes produzem e os pelegos tomam para si. 

PROFESSORES DO ENSINO PÚBLICO DO AMAZONAS REALIZAM MANIFESTAÇÃO CONTRA OS GOVERNOS ESTADUAL E MUNIICIPAL POR SE SENTIREM LESADOS

IMG-20150112-WA0007A educação é um caso de política. Não confundir: não é um caso de polícia. Caso de polícia é da ordem marcadora de poder, vigiar e punir. Atos do super-eu. Manutenção de um estado de coisa já constituído. Educação é ato do eu. O eu livre e criador. Criação de novos saberes que se transformam em dizeres transformadores do estado de coisa constituído propulsor do caso policial. Entendimento-criador da objetividade dominante que impulsiona a transcendência-dialética.

Embora haja um sentido cômico nessa diferenciação entre caso de política e caso de polícia, todavia, no caso do Amazonas a educação pode ser assemelhada com o segundo caso. Porque, historicamente, a educação no estado do Amazonas sempre foi tratada como uma forma policial de manutenção do estado de coisa estabelecido. Por tal realidade, nunca houve nenhum governo, tanto estadual como municipal, capaz de entender que educação é um caso de política. Daí, os governantes indicarem para o cargo de secretário de educação, indivíduos capazes de manter o estado de coisa determinado.

IMG-20150112-WA0016Os secretários bem estabelecidos em seus valores molares, valores como defesa de seus estados sedimentados, respondem muito bem para os propósitos alienantes dos governantes. Eles não sabem que a educação é um devir poiético que se atualiza como práxis. Como não têm esses conhecimentos e essas vivências eles são personagens perfeitas para as perspectivas dos governantes que também estão malogrados quanto esse devir. Para entender melhor o que é essa ignorância basta ouvir e analisar a linguagem dos governantes e dos secretários. Nenhum código-linguístico que exprima a educação como filosofia-política. Somente uma linguagem muito bem sedimentada em códigos-burocráticos-administrativos. Nada de corte-esquizo que possa proporcionar uma educação-produtora de novas formas sentir, ver, ouvir e pensar.

DA PATOLOGIA DA EDUCAÇÃO NO AMAZONAS

IMG-20150112-WA0002 IMG-20150112-WA0003 IMG-20150112-WA0004 IMG-20150112-WA0005Essa patologia educacional é responsável pela miserável realidade que o ensino público no Amazonas se mantém. Tanto o ensino público estadual quanto o municipal encontram-se nos últimos lugares nas avaliações proporcionadas pelo Ministério da Educação sobre o desempenho das escolas no Brasil.

Mas é fácil de entender, mas impossível de aceitar, no seguimento governamental no estado do Amazonas e no município de Manaus, não há mudança de ideário político. No governo estadual predomina um modelo inaugurado antes da ditadura e que foi fortemente resguardado por todos os governadores que passaram como, também o que se mantém. O mesmo ocorrendo com o município. Todos os prefeitos desconheciam os princípios filosófico-político da educação da mesma forma que o prefeito atual Arthur Neto, do partido da burguesia-ignara, PSDB, desconhece.

MANIFESTAÇÃO E ARGUMENTOS DOS PROFESSORES

Entendendo que educação é um caso de política e não de polícia, os professores das duas redes de ensino público se reuniram ontem, dia 12, em uma manifestação contra os governos estadual e municipal exigindo que seus direitos sejam respeitados, já que eles estão se sentindo lesados pelas autoridades responsáveis. Segundo declarações dos professores, o pagamento do Fundeb, que é um direito federal criado pelo governo Lula, não foi pago. Para os professores deve ter ocorrido desvio dessa verba para uso nas campanhas politicas e outras promoções que visavam esse mesmo fim.

IMG-20150112-WA0006 IMG-20150112-WA0008 IMG-20150112-WA0009 IMG-20150112-WA0010Para defenderem seus argumentos, os professores citaram o caso, triste, mas cômico, dos milhares de “salgadinhos” que foram comprados por preço faturado para serem distribuídos nas reuniões da secretaria de educação do estado como cabo eleitoral. Outra suspeita em relação ao não cumprimento de seus deveres pela secretaria de educação do município, eles indicaram a campanha eleitoral do deputado Arthur Bisneto, filho de Arthur, todos envolvidos na névoa-familiar iniciada pelo avô e bisavô, que foi eleito deputado federal pelo mesmo partido da burguesia-ignara com o maior número de votos. Os professores afirma que foram inúmeras reuniões da prefeitura com diretores de escolas e professores cabos eleitorais compromissados com a eleição do Bis. A mesma prática usada por Zé Melo o candidato ao governo que era vice de Omar Aziz, o governador anterior.

Para os professores risível prática “filosófica-política” das autoridades.

HANNAH ARENDT E A AUTORIDADE PARA SER AUTORIDADE

Uma digressão para um pouco de Hannah Arendt que se sentia mais professora do que filósofa. Hannah Arendt afirma em sua obra Condição Humana que autoridade são todos seres que agem através da razão. Ou seja, são praticantes dos princípios fundamentais da razão que criam uma vida coletiva política solidária. Por isso, para ela, quando a razão falta se alojava a tirania, a força do poder. O perigo para o movimento das instituições que representam os desejos de todos em uma democracia. Seguindo Hannah Arendt, como o a educação no Amazonas não é um caso de política não há autoridades responsáveis por ela nas secretarias do estado e do município.

IMG-20150112-WA0011 IMG-20150112-WA0012 IMG-20150112-WA0013 IMG-20150112-WA0014 IMG-20150112-WA0015É essa falta de autoridade sujeito-histórico racional que os professores têm que enfrentar para conseguir o restabelecimento de seus direitos. Como falta o pensamento de Hannah Arendt nesses governos, os professores não podem e nem devem se submeter à força. E para isso têm que sensível e racionalmente tentar produzir o diálogo entre a classe para concretizar diretamente com os governos, mas sem se deixar prender nas linguagens deles.

NELSON NOEL, 13 VEZES NATAL REFRESCANDO COM PICOLÉS E SORVETES CRIANÇAS DOS BAIRROS DE MANAUS

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No início era Papai Noelson, mas o verbo se fez necessidade então, para se autentificar, se fez Nelson Noel. Na intensidade de Papai Noelson e, agora, Nelson Noel, se movimentam 13 anos junto com as crianças no Natal. É a festa refrescante com picolés e sorvetes distribuídos para as crianças no encantamento da alegria no calor de Manaus.altAlc6eCPcJYrkBGzWTvZ6tYUv5WDjR4MgOd-gd2ztezwJ

altAg1GXqZC1BeiJLckM-vsYwApmVmWiJypTN0VzsuVAtnQ altAg1PfmyARTpgp1z7tnoNjb7FDkCx5kU8L3-ZFcR4TrZY altAg6ITwQdkG_Pu3uK_3YzE0n2BfBS7nDBF8Mp8arwg7ck altAg6rzHfTZk7DvzH0laNYzthMdUfMsxB9wNVSlfOTK85n altAhXBMwd1sMfeiPAVRujkK7wWDZl9pODRS3FsEov2EVHu altAiYivLwsESLJsNBKLdrD7b7WlgkZhQ-hyqQzkw4FbFo- altAj9FgRzvXb6taEgc5rthOkfgMrAUuzMa42-KH9yE9AIy altAk-AY9nCnofP6cUGq3SXVjRyaKnd6BIp9t1cslSopb3QA não-cidade de Manaus carrega um triste passado quando se trata de entretenimento público. Todos os prefeitos nada ofereceram de festividade pública para as crianças no Natal. E agora, o presente de Manaus, contínua triste nessa gestão pouco pública do prefeito Arthur Neto do PSDB, partido da burguesia-ignara. Daí a necessidade e a importância da atuação do Nelson Noel nesse período. Não é pela falta de administração pública, que as crianças dos bairros desassistidos de Manaus vão ficar sem uma alegria.

altAlTXCA7l1NDQRl2QbpId2Zidl6rMwqWkA1zFnJ0dVmSV altAlxJhDB-4BNYqFc-FZQ47efwQZq_0EyGxYo9A8rsToMr altAmqHT6PkpUQkz8G3mludr_bLsXhRc-Hver2YhzIXImoA altAndZ8TlI3x0mbSXnjxc-M9HbZhv-8kABSB0ZqBCtqUDU altAnQ3aaHPrWMyecbP2GoU5UJBgwf0YIEfqdZwJQ62BzkD altAo_goI24uQ5OeBp_MTGXSxXUsAdso8gQvB0lOIY8LQZG altAoDPCeWsq8Bri6YjXuKwYBq9TeYqkrfu6VrEp4z8PlUoO pós-cinquentão Nelson Noel, apesar das dificuldades que vem tendo financeiramente para realizar essa festa lúdica, não esmorece. Quando inicia o segundo semestre ele já começa a imaginar como vai ser a festa das crianças. Conforme o tempo vai passando e vai se aproximando dezembro, a imaginação começa a se materializar.

altAoGoa_iedtoEGFIlfvcnMksmbPENuQ8X6ooG8Z9EWK_P altAohBSi5ZMtkyRB8Ecig0heS_3IYaqRNElqx1GtOnYrFl altAoOoDkZS7KgykB6JH_yV36sW_uQVDB_HUO7E7Qg9lPZ2 altAp85IH32IQDIq-DjjjyETJWKLOvskK28KOBvpq4gupu2 altApEJoX5GXWpJ7Wa-Rfm_IU5RNw6q69vkXhgnYTHvnKTL altApFYU3EQ3khORVUOmKLSBFnoZ_qqxZy3NZetujkY4f91 altApGlsIpC2JjIDRVltd-1hkWmPMYOgR-ipAhX9K1xmDGn altAq0qOWygFVQ6y0y13tIkaKtgr2oZwm-YCOin4VxUq8ueEntão, chegou o Natal! E lá vai Nelson Noel com seus milhares de picolés e sorvetes para os bairros desassistidos pelo poder público. Nelson Noel acorda bem cedo e, junto com amigos colaboradores, inicia o ritual preparativo para a caminhada. Com sua barba branca de salão de beleza, visto ainda manter a barba preta e que deixou crescer durante todo o ano, se traveste de bom velhinho, como dizem alguns, e cai na estrada.

Ao contrário do alcunhado bom velhinho, que só se materializa nas famílias com dinheiro, Nelson Noel, democratiza o Natal com crianças de famílias desassistidas e só assistidas pelo Bolsa Família. Poderia até se afirmar que o Natal que Nelson Noel proporciona às crianças é o Bolsa Família picolé e sorvete do Natal. Bem que ele gostaria (gosta) que todo dia pudesse distribuir os refrescantes sabores nessa Manaus onde as crianças são cada vez mais empurradas para o isolamento. Mas, ele não é financeiramente um empresário com essas condições.

Não importa, ele vai à luta, como dizem os engajados socialmente que não se restringem a privacidade familiar que só persegue seu pirão primeiro. Então, nesse Natal, Nelson Noel, mandou ver. Quase 40 mil refrescantes distribuídos em vários bairros. Uma festa colorida de crianças e picolés e sorvetes. Crianças com panela, saco, copo, balde, bacia, entre outros objetos, para ganhar suas partes.

Vejam as fotos e confirmem a festividade. Vejam como se encadeou essa festa das crianças que quase sempre não têm dinheiro para comprar o mais simples picolé. Entretanto, essas crianças têm uma diferença abismal em relação às crianças cujos pais têm condições financeiras para comprar sorvete e picolé. Essas crianças saboreiam os refrescantes com os sentidos experimentadores. Saboreiam de forma inusitada, como se fosse pela primeira vez. Uma primeira vez que produz um afeto alegre inesquecível. E ainda mais porque é uma experiência coletiva. Uma experiência entre outras crianças, onde ninguém se encontra em uma posição superior à outra. São intensidades alegres.

altArKZgPEW-zvR3WHKm25e6F4gS5IVvmWfegrFjJgYPfYJ altArOlTInWjY02GwMuc4jZ46nN3BVii0PhJSO1m1ccxHOE altAsd3p7z9PU1n42L7wRBfwjqomLr_MfRMNsRpi2LA_7pD altAspFJyelmeh9xy6EV4CIbHQG_5kVFuMH7NQNtPGI3Fgd altAt5hW979_Eua4YrwlyIBvDcNk-y0uwna5bFoWzJozBFy altAtKKSBQJAKPdbhxagtXDfPlzLvClpdxSHlT7hDi_Q03e altAtLY8cdCmkx887BpxY9aiZtL-h6ohAkXeFCJSeOnm8BV altAtQOYiFfLKwrl_tArcaA5h5-RIKd4rtb8F32DzqoA5x_ altAvEmeJdwEpbMZ-_f8t1Gt4ukJBs9VLMpHobJETEKZemr altAvgsAzwESLqRXinlUaaBRJt-NAsxlw1X_GQF45aa94rNÉ provável que seja essa a fundamentação da atuação política de Nelson Noel como pedagogia-social. Possibilitar a experiência coletiva das crianças. Um ato que elimina a desigualdade unindo as crianças no afetivo e biológico. 

Valeu, Nelson Noel! Valeu, vale e valerá como forma democrática de produzir afetos alegres como expressão de autoestima das crianças! 

CLASSE MÉDIA MANAUARA PRATICA ECOZOOCÍDIO

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Vamos replicar um tema que a dita literatura amazonense adora. Falamos dita porque literatura que se preza vai além de rios, igapós, flora e fauna.

Neste caso, o ecozoocídio de mais de 200 periquitos asa branca  dia 27 de dezembro que têm como  poleiro para o ronco noturno as palmeiras e árvores onde foi construído um residencial chamado Efigênio Salles que abriga uma elite que não “sacou” nem vai “sacar” a articulação ético-política proposta por Félix Guattari – a que chamou ecosofia – entre os três registros ecológicos (o do meio ambiente, o das relações sociais e o da subjetividade humana).altAgpWLp5X3vQqSc5cumZaK_2eFUuNXxy47EjXbsbORbP_

Mostrando toda sua raiva contra o meio ambiente, desde 2013, telou todas as palmeiras que ficam em frente ao condomínio. As palmeiras estão apeadas. Não balançam com o vento e perderam todo o vigor e estão contribuindo para que os pássaros fragilizados fiquem presos nas malhas do tapume. Não adiantou reclamação. Nada foi feito para tirar as malhadeiras das alturas. Depois de muitas reclamações, os bombeiros com suas escadas gigantes até que enfim apareceram. Para tirar os periquitos mortos e debilitados.altAjNjd_5eGZlkwBQeejgfxm18VDEMdAv40OXwxTTY_BRw

Como essa gente praticou o crime narrado acima e agora aparecem  mais de duzentos periquitos mortos naquela região uma das suspeitas recai sobre esses pescadores de pássaros. Esses pescadores de pássaros ao tentarem pegar periquito na malhadeira cercando as árvores e estando por trás de muros altos eles demonstram o seu grau de isolamento da vizinhança e dos pássaros, mantendo um padrão de comportamento reduzido a sua mais pobre expressão: a violência contra a vida.altAjCX1V78ceFRQMgMHbqFhEKSANJDp8_JwkdNPOocGeeO

Os periquitos estão mortos. Suspeita-se de envenenamento. O resultado toxicológico só sairá depois de 40 dias.altArgPVv5lQjiNN_5HlolS4U88ulXqjCzIkwnpqp7VB19o altAqH3N6BktWTIdCRS9RpU3Dlv1YLENlby2xPgVPdQitMF altAo7F3WNPHe3jMio_zed6SLGysXnCRpTeyhoVf3OOJtoA altArgOlhQseh1Uzl3RKQ8elU4B5Rl_iSD910PW_ggTxN_d altArT4k7aph3RIEAVmlGwap9ij5iyrN6FDnNee1gVG1bZ4altAqMz5FkbkWiT6KPaVCFomQ93vGOarg325jNwO4eljkcB

Demonstrando que nem tudo o que está constituído vai permanecer, centenas de pessoas, movimentos sociais, ONGS, afinados, convocados pelas redes sociais compareceram, ontem, dia 29 de dezembro de 2014, em frente ao condomínio que se diz de luxo, numa manifestação exigindo  decisão das autoridades do Estado e dos órgãos federais para que  crimes dessa proporção sejam apurados e punidos os  ecozoocídas. Embora os manifestantes tenham contribuído para que os carros trafegassem lentamente no local, receberam apoio dos motoristas e de todos que trasitavam na Avenina Efigênio Sales. 

Festa do Preto (Nêgo) Velho (Véio) Pai Joaquim no Terreiro de Pai Tota

No Terreiro de Pai Tota, festeja-se para saudar Pai Joaquim, afim de agradecer suas mirongas, suas mandingas ,e seus feitiços tanto de Umbanda como de Quimbanda.

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Os Pretos Velhos, tão sofredores no passado, tanto iluminados no presente, e mais ainda no futuro. Têm grande sabedoria, grandes curas, de poderosos feitiços, para fazerem o bem. Eles vieram escravos da África, e foram nominados de acordo com sua região de onde vieram: de Angola, do Congo, da Costa, etc.Eles têm a bênção de Santo Antônio, por causa da grande humildade que possuem.

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A linha de Pretos Velhos na Umbanda é regida pelo mistério do ancião ,na força do Orixá Obaluayê,que é o Orixá sustentador da evolução,transmutação e transformação dos seres.Mas também podem se apresentar dentro de outras linhas de Orixás.

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E as orações foram feitas… “O querido e amado mestre Oxalá senhor do princípio e do fim, senhor de tudo e de todos peço a vossa licença para invocar as vossas falanges”.

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E os pontos de proteção espiritual, de chamada de saudação e afirmação foram tomando conta do terreiro.

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Jesus e Maria, São João e São José

São Pedro abriu o Ceú                      

Para aqueles que têm fé

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Ó, São Miguel Arcanjo

Por Deus se sois quem é

Rogai ao nosso Pai

Para aumentar a nossa fé.

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Como é lindo o canto

Dos Pretos Velhos.

Ai meus Pretos Velhos

Ai meus Pretos Velhos

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O canto é lindo

E de Humildade,

Arrastando os pés no chão

Eles vão prestando a caridade

umbanda10Lá na Costa da África

Lá no Reino de Angola

Lá no Congo,

Eu estou chamando!

Este povo descer.

Estou chamando

O povo D’Angola, d’Costa do Congo

Estou chamado

Neste Gongá

Todo Preto Velho!

umbanda11Estou chamando

O povo D’Angola, D’costa do Congo

Estou chamado

Neste Gongá

Todo Preto Velho!

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Está iluminado o meu Terreiro

Está cheio de flores o meu Gongá

Meu Pai Joaquim!

E tudo que eu faço

Meu Pai Joaquim

Alumeia os caminhos

Por onde eu passo

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Salve Pretos Velhos!Alabé!

Salve Pretos Velhos!Alabé!

Saravá Pretos Velhos!

Saravá Pretos Velhos!

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Pomba Gira Maria Padilha foi chegando ao Gongá,

umbanda17 umbanda18Com sua alegria, festejar a humildade, sabedoria, paciência e perseverança dos Pretos Velhos.

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Pai Tota a recebeu, pois ela também tem o poder de abrir e fechar caminhos…

umbanda23 umbanda24 umbanda25Quando baixa no Terreiro é muito dançante…

umbanda26e alegre…

umbanda27Deixando o caminho aberto para as benção, levar os males e trazer de Aruanda, o festejado Pai Joaquim.

umbanda28Vai os males pela porta deixar!

Vai os males pela porta deixar!

umbanda29 umbanda30E pedimos as bênçãos das falanges de Aruanda!

Para nos abençoar!

Para nos abençoar!

umbanda31Preto Velho…

Quando chega ao Terreiro!

Preto Velho…

Quando chega ao Terreiro!

umbanda32 umbanda33Preto Velho…

Se esquece do Cativeiro

Preto Velho…

Se esquece do Cativeiro

umbanda34 umbanda35Pai Joaquim á,á,á!

Pai Joaquim á,á,á!

umbanda36 umbanda37Tem preto velho na Calunga

Filhos das Santas Almas

Vamos todos Saravá!

umbanda38Pai Tota chamou Pai Joaquim

umbanda39Com seus Filhos e Filhas para Saudar a sua chegada

umbanda40 umbanda41Oi, Salve Deus,

Salve Pai Joaquim!

Salve Pai Joaquim!

Que ele chegou!

Que ele chegou!

umbanda42 umbanda43Pai Joaquim é espírito,

Não tem sexo nem tem cor,

Pai Joaquim é preto velho

Com a fé de Nosso Senhor.

umbanda44E na esteira de palha ,os convidados foram chamados a se deliciarem com a s comidas de Preto Velho…

umbanda45 umbanda46Êêêê Êêê

Eu venho Saravá

umbanda47 umbanda48

Êêêê Êêê

Eu venho Saravá

umbanda49Êêêê Êêê

Os seus filhos abençoar

Êêêê Êêê

Os seus filhos abençoar

umbanda50Louvado seja o Terreiro de Pai Tota!

Louvado seja Pai Joaquim!

Louvado seja todos os Pretos Velhos!

Saravá!Saravá!

GRUPO REDUZIDO DE PROFESSORES ERRA ENDEREÇO POLÍTICO: VAI AO ESTÁDIO QUANDO ERA PARA IR PARA SEMED E SEDUC

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A luta dos trabalhadores de todas as categorias por seus direitos é uma luta contra o que os governantes entendem por Estado, já que o Estado é o poder institucional que deve refletir a sociedade. E o que produz e mantém esse poder são as próprias leis constitucionais. A partir do momento em que os governantes não compreendem essa constitucionalidade expressada pelo Estado, os trabalhadores tendem a fazer com que seus direitos sejam garantidos, e para garantir esses direitos eles têm que realizar atos concretos através de suas representações como sindicatos. A primeira grande arma dos trabalhadores, como afirma o filósofo de Trier, Karl Heinrich Marx.

Assim, se inferi, que quando o sindicato não realiza sua função diante dos governantes, muitas vezes empresas privadas, os governantes se sentem muito bem protegidos e até crentes de que estão certos. Então, diante dessa miserável impotência sindical, os trabalhadores que não comungam com a posição do sindicato, tendem a procurar outras estratégias que resultam na consumação de seus direitos.

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Em Manaus, vários grupos de professores independentes do sindicato representante da categoria que se associou aos governantes, resolveram criar suas formas de reivindicar seus direitos como 20% de reposição salaria, vale transporte, vale alimentação e outros direitos trabalhistas. Para enfraquecer as reivindicações, o governo estadual concedeu 5,6%, e o prefeito, 10%. Os professores ligados ao Sindicato dos Trabalhadores da Educação no Amazonas (Sinteam) aceitaram pacificamente. Fazendo valer o dito-patronal de que o amazonense é um povo ordeiro. Sem entender que esse ordeiro quase sempre esconde o cordeiro. O cordeiro que é bom para o pastor. Ou para o mestre: ”Faremos tudo que o mestre mandar”.

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Mesmo assim, no dia de ontem, 30, um grupo reduzido de professores resolveu realizar na Avenida Djalma Batista, um point da triste não-cidade Manaus, uma manifestação para mostrar que nem tudo estar como o pastor gosta. Só que alguns participantes do grupo, com nítidos corpos direitistas, ignorando que tudo só acontece uma vez, conforme disse o filósofo Nietzsche em seu Amor Fati (o destino do amor de que não se pode escapar ficando somente a aceitação do real), e quando parece que se repete realmente é como farsa, como mostrou o mouro de Trier, resolveram seguir até o estádio de futebol.  

Como as direitas são destrambelhadas, quem sabe que estes professores não acreditavam que Ricardo Teixeira e Blatter (ou mesmo Dilma), poderiam se encontrar no território pebolístico e resolvessem as pautas das categorias. Como corpo obnubilado, das direitas, tudo se pode esperar. Mas foi uma frustração geral. Os ditos cujos não estavam lá. Mas tudo ficou compensado através do recurso da imaginação heroica de ser um revolucionário da história dissipada.  

Um erro político-replicante do junho que não aconteceu, quando as direitas se deslocaram até o mesmo local, comandada pelo PSDB, partido que defende os magnatas que representam 0,01% da população mundial que detém, só nos paraísos fiscais, US$ 21 trilhões. Sintetizados como as maiores riquezas do mundo. Riquezas construídas com a exploração dos trabalhadores através do mais-valor, e protegidas pelos lacaios das mídias de mercados como Arnaldo Jabour (cuja mulher foi assessora de Serra), Azevedo, etc.

Um erro político que a categoria não deveria se permitir quando a comunidade sabe que sua luta é com as posições dos que se sentem detentores das instituições educacionais no Amazonas e Manaus: Secretaria de Educação do Amazonas (Seduc) e Secretaria de Educação do Município (Semed).

Mas nem tudo foi erro. Na hora da concentração, caiu um pau d’água e os mais sacais não caíram no logro dos coxinhas infiltrados como reivindicadores: deram por terminado suas participações no recinto. Uma prova de inteligência, mesmo que provocada por um fenômeno natural. Mas o homem também é natural. Uma boa composição.

APÓS “REAJUSTE” SALARIAL DEBOCHADO, PROFESSORES INDEPENDENTES SE REÚNEM PARA TRAÇAR NOVOS ATOS

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Os professores reivindicam 20% de reajuste salarial, como forma de amenizar a defasagem que seus vencimentos vêm sofrendo nos transcurso dos anos em que a direita se apossou do estado do Amazonas e o transformou em seu feudo apolítico. A peleja tem sido aguerrida, ainda mais porque tanto o governador do estado como o prefeito,  encontram-se muito bem protegidos por seus comparsas e apaniguados ideológicos: parlamentares e vereadores.

Apoiado pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Amazonas (Sinteam), que já teve momentos politicamente gloriosos, o governo do estado, juntamente com seus parlamentares comparsas, decidiu conceder o mísero reajuste de 5,6%. Como já era esperado, apesar dos protestos da maioria dos professores, os parlamentares-reacionários e o sindicato-pelego, comemoraram como um fato histórico. E que fato. E que história. Uma demonstração translúcida de que nem sequer desconfiam o que é história. Muito menos o que é o materialismo histórico, como é caso de alguns membros do Sinteam que se imaginam comunista. E muito menos do menos, sequer desconfiam que o comunismo, como movimento real, não é imobilizado pela subjetividade dominante de um governo eminentemente burguês.

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Seguindo o exemplo dos personagens estaduais, o prefeito de Manaus, Arthur Neto, do PSDB, a degeneração da Social Democracia, o que prometeu surrar Lula, membro do partido da burguesia-ignara, se apressou e concedeu um aumento de 10% aos professores.  Mas é ilusório quando se entende da estratégia salarial aplicada sobre os professores do município durante todos esses anos. Apesar das duas situações serem visivelmente diferentes, em São Paulo, o prefeito Haddad, do Partido dos Trabalhadores, concedeu um aumento de quase 16% e os professores recusaram. Aqui, em Manaus, tem professor analfabeto profissional, afirmando, edipianamente: “Tá bom, gente! Já é alguma coisa. É uma vitória da categoria”. E o perscrutador-social, sorrindo, ironiza: “E que categoria, hein mano. Parece mais sentença de membros da ‘catiguria’”.

Diante do deboche apolítico, os professores independentes que são membros do PSTU, PSOL, Coletivo 5 de Maio (data do aniversário de Karl H. Marx- 1919), resolveram se reunir para tratar de pautas relativas as questões e, também, sobre quais decisões deverão ser tomadas diante do deboche. Dentre as considerações trabalhadas e analisadas alguns dos participantes se mostraram favoráveis à greve.

Mas a greve não depende apenas desses independentes. É preciso também ter a concordância de outros independentes e de outros professores que são independentes, mas que não fazem parte de nenhuma das entidades independentes e muito menos do Sinteam. Em função dessa cláusula grevista, os professores que compõem a Asprom, irão realizar na terça-feira, pela parte da tarde, uma reunião para discutir os dois deboches salariais: do governo e prefeitura. Além de outras pendências trabalhistas.  

AVANTE, CAMARADAS!

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SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DO AMAZONAS FAZ ACORDO COM GOVERNO CONSERVADOR E OFENDE A CATEGORIA

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O fato é de simples entendimento como produzir uma aula criativa, onde o professor não é um ensignador e muito menos faz de sua profissão uma prática de marcação de poder. Os professores do estado Amazonas, diga-se: os que sabem diferenciar o que é trabalho (a potência antagónica do capital) e emprego (o bem social), há anos tentam juntos aos governos estadual e municipal, dialogar sobre temas referentes à sua nobre e imprescindível profissão como princípio criador de democracia. Todavia, todas as tentativas foram infrutíferas.

Os professores e outros trabalhadores da educação só pleiteiam o que a lei trabalhista indica. Um salário baseado no que prega a Constituição, plano de saúde, auxílio alimentação, tique refeição e vale transporte. Direitos que em uma democracia real os profissionais nem precisariam reivindicar. Inicialmente pediram um ajuste salarial de 20% e junto com o pagamento de direitos que governos, como a prefeitura, não pagam. Com esses temas, também conhecidos como pauta, eles se organizaram e realizaram algumas passeatas reivindicatórias com o objetivo de chamar a atenção dos governos e, também, da sociedade que em grande maioria é alienada, principalmente a classe média.

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Ocorre, porém, que embora existam algumas entidades que lutam pela categoria como os professores ligados a Asprom, os que fazem parte do PSTU, PSOL, e até do PT, todos independentes aos dois governos, existe também o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) que é dirigido por membros do Partido Comunista do Brasil (PC do B) e que há anos é ligado aos governos conservadores e manipuladores que dominam o cenário apolítico do Amazonas há 30 anos. A muralha reacionária que imobiliza o Amazonas.

Trabalhando sempre de acordo com esses (des) governos, o Siteam facilita a derrota das causas que os professores, que não são ensignadores, se engajam. Assim, foi que depois da última manifestação em praça pública realizada na semana passada, os professores conseguiram um aceno de que os governos iriam conversar com eles. Talvez, por ser tempo de eleição.

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As entidades independentes acreditaram (quem sabe nem tanto). Só que o Sinteam já estava firmando acordo com o governo do estado na pessoa do candidato ao governo, José Melo. Desse acordo, ficou como resultado, e aceito pela direção do Sinteam e professores que o apoiam, que o governo vai conceder um aumento de 5.6% a partir desse mês de maio, em janeiro de 2015, já com outro governo, mais um mísero 3.4%. O que resulta em um aumento de 9%. Uma bofetada na categoria. E mais, o auxílio alimentação, também, só será conferido em janeiro.

Ontem, dia 6, os professores independentes da submissão se reuniram e se declararam contrários à proposta do governo que fora aceita pelo Sinteam. No mesmo tempo, o Sinteam também se reuniu com seus comparsas para considerar acordo fechado com o governo. Alguns professores, embora filiados ao Sinteam, não comungam com suas alianças antidemocráticas , tentaram participar da reunião, mas foram impedidos pela força do sindicato – qualquer semelhança com a Força Sindical é compreensivo -, como o caso dos membros PSTU, PSOL, 5 de Maio (aniversário de Marx) que se sentiram profissionalmente ofendidos em seus direitos pelo sindicato.

Agora, como a matéria vai ser votada, na próxima semana, na Assembleia Legislativa (que é sustentada por eternos deputados ligados ao governo) os professores independentes da submissão governamental, prometem realizar um ato para tentar mudar o acordo que fere a categoria.

TERCEIRA ETAPA DE AÇÕES DE SANEAMENTO DO PAC 2 PARA MUNICÍPIOS É LANÇADA POR DILMA

Serão R$ 2,8 bilhões a serem repassados pelo governo federal a 635 municípios para a implantação de sistema de água e esgoto. Foi o que afirmou a presidenta Dilma Vana Rousseff ao anunciar, no Palácio do Planalto, a terceira etapa das ações de saneamento do Programa de Aceleração do Crescimento 2. Em discurso para prefeitos a presidenta disse que nos últimos anos o Brasil deu um grande salto em investimento em saneamento.

Os investimentos anunciado por Dilma irá beneficiar 5,3 milhões de habitantes, foi o que afirmou o Ministério da Saúde. Os habitantes que serão beneficiados são 239 dos municípios do Nordeste, 131 do Sudeste, 131 do Sul, 69 do Centro-Oeste e 65 do Norte. A seleção dos municípios foi realizada pela Fundação Nacional de Saúde (Funasa) que examinou os projetos enviados pelas prefeituras para as obras a serem realizadas.

Dilma aproveitou o evento, para agradecer a parceria do governo federal com os estados e municípios que se encontram preocupados em ampliar a rede de esgoto e o abastecimento de água.    

“Para os pequenos municípios chegamos a quase 7 bilhões, mas o total de investimento de saneamento no Brasil chega a R$ 37,8 bilhões para todos os municípios do país sejam pequenos, médios ou grandes.

Saneamento básico, abastecimento e tratamento de água e esgoto têm, num país como o nosso, uma importância fundamental porque é um setor no qual tradicionalmente não se investiu muito ao longo das décadas passadas”, disse Dilma.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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