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MAIS UMA VEZ EM UM PLEITO ELEITORAL NÃO HAVERA DISPUTA PARA GOVERNADOR DO AMAZONAS

O Amazonas é um Estado cuja realidade política (se é que se pode chamar de política, claro que não se pode) é igual à maioria dos estados brasileiros pós-ditadura civil-militar. Aqui, como em outros alhures, após a ditadura civil-militar as forças mais reacionárias locais se agruparam perseguindo seus interesses, usaram seus velhos métodos populistas e fundaram um corpo profundamente caduco politicamente (se é que se pode…).        

A ORIGEM DA IMOBILIDADE

Na primeira eleição para governador do estado do Amazonas, foi eleito Gilberto Mestrinho, que havia sido cassado pelos militares, mas não por ideologia política. No governo ele se aliou ao prefeito-biônico – indicado pelos militares – Amazonino Mendes, um mero desconhecido da chamada vida política que se autonomeava comunista. Na eleição seguinte para governo, Amazonino, apoiado por Gilberto Mestrinho, foi eleito e construiu amizade com o jovem (jovem na idade, posto que tinha e tem, a mesma subjetividade dos dois anteriores governadores) Eduardo Braga, membro de uma família de empresários que quase chega à falência. Eduardo foi guinado para o governo por Amazonino, que o tratava como “meu garoto”.

 A TRAPAÇA DA REELEIÇÃO CONDUZIDA POR FHC

A determinação da reeleição, uma jogada anticonstitucional de Fernando Henrique com a chamada “compra de votos”, com a participação de Amazonino Mendes, para se reeleger presidente, os governadores e prefeitos foram também reconduzidos aos seus cargos nababescos. Em sua última edição como governador, Eduardo, fez seu vice, Omar Aziz, que também se considerava comunista, no triste passado do Brasil, começo de 80, em que muitos reacionários se diziam de esquerda, e logo foi eleito governador do Amazonas apoiado por Eduardo que foi eleito senador pelo partido fisiológico PMDB (também existem outros no patético quadro partidário do Brasil).

A EXACERBAÇÃO DO MESMO

Agora, nas eleições de 2014, Omar Aziz, se tomando como adversário de Eduardo (Eduardo também fez uma bufa encenação que havia brigado com Amazonino, mas depois foi tratado como “meu garoto” e a bufonada  revelou claramente sua mixórdia),  lançou seu vice José Melo, para disputar o cargo de governador contra Eduardo Braga. É aí que o mesmo continua.  

José Melo (para os íntimos, Zé Melo), desde o tempo da ditadura, sentiu o odor do poder que a filósofa Hannah Arendt, chama de força, e não potência. Território dos confrontos não racionais que conduzem a antidemocracia. Sempre esteve associado aos governantes. Assim foi com Gilberto, Amazonino, Eduardo e Omar. Por isso, é um candidato com os mesmo pressupostos ideológicos de todos os outros governadores direitistas que dominam a cena fisiológica da alcunhada política do Amazonas. Se ele tem algum corpo que diferencia dos outros talvez seja uma diferença que não muda o concreto arcaico implantado no estado.

Desta forma, tanto faz votar em José Melo ou Eduardo Braga, que tudo vai ficar no mesmo ponto-molar que não abala os alicerces da conjuntura alienada. Pode ser, também, por esse corpo, que José Melo não vai ganhar a eleição, que segundo pesquisas, colocam Eduardo na frente abismalmente. Porque o fato é, se Amazonino aprendeu com Gilberto, Eduardo aprendeu com Amazonino e, de quebra, também com Gilberto.

Eduardo conhece os caminhos das pedras dos conservadores opulentos. Eduardo ocupou cargos executivos, entendeu os principais signos da ideologia reacionária e as suas formas de execuções. Se foi “meu garoto”, para Amazonino, para a subjetividade reacionária foi um bom aluno. José Melo sempre andou em círculos nos governos. Ora era um deputado auxiliar destes governos, ora era um secretário. Agora, é governador, mas sem força para ganhar uma eleição mesmo contra um representante do mesmo, seu amigo.

A SUBMISSÃO DAS ESQUERDAS ÀS DIREITAS

Na acepção atuante e produtora do conceito de esquerda que transforma o determinado dos estados de coisas opressivos, ou seja, a ultrapassagem do estabelecido através da potência criadora do novo, não há esquerda no Amazonas. E esse quadro político-bruxuleante pode ser entendido de duas formas e conteúdos.

OS DITOS PARTIDOS DE ESQUERDA RADICAL

Os partidos ditos de esquerda radical (“ser radical é tomar as coisas pela raiz, para o homem a raiz é o próprio homem”, diz Marx, que fez aniversário ontem dia 5, mas pouco é ouvido) como o PSTU, o PSOL, até que têm um programa revolucionário, só que se equivoca por dois fatores: não tem um número suficiente de membros para mobilizar uma luta original e se posta com uma consciência por demais fechada que impede outros diálogos disjuntivos sobre a própria direita. Que apesar de se manter como governo há trinta anos, é frágil politicamente, porque não pensa. Só tem força de imposição. Recurso dos desativados.

Existe através de clichês que vararam a pré-história do mundo-social. Por esta razão a-histórica, é fácil tocar e incomodá-la, visto que como clichês, estão desativados. Mantém-se como herança-vazia que ilude quem a usa e quem acredita nela.

OS DITOS PARTIDOS NÃO-RADICAIS

Já os partidos chamados de esquerda não-radical (mas que já foram radicais para si) como o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), não existem como potência-política. Tirando alguns membros (pouquíssimos) desses dois partidos, o resto faz parte do grupo submisso às direitas que detém o poder-caduco. De professores a metalúrgicos, todos estão aliados com esses governos.

O deboche é tamanho que durante anos o deputado Sinésio Campos (PT), foi líder do governo Eduardo Braga na Assembleia Legislativa. O próprio PT encontra-se dominado pela pelegada. O único membro do PT, com possibilidades de vibrações políticas mais abrangentes, que mantém autenticidade é o deputado federal Francisco Praciano, mas é muito solipsista. Tem dificuldade de agregar. Não tem entendido o que vem a ser o PT original. Ficam também o vereador Waldemir José e o deputado estadual José Ricardo (é muito José) que procuram manter uma política democrática moral. Aristotélica, mas melhor que a moral capitalística dos outros. Apesar da moral aristotélica contribuir com a formação da moral capitalista.

A CRÔNICA ANUNCIADA DOS SUBMISSOS

No mais, já se sabia que isso poderia ocorrer com a elevação de alguém da esquerda à Presidência da República, como foi o caso de Lula. Sabia-se que o PT nacional iria se aliar com partidos fisiológicos, como realmente sucedeu. Como não tem potência política para eleger alguém para cargo executivo no Amazonas e em Manaus, membros desses dois partidos se juntaram às direitas como coadjuvante. Um exemplo breve, o sindicato dos professores composto por membros do PCdoB e que é aliado desses governos. E o Sindicato dos Metalúrgicos dirigido por membros do PT.

Era uma crônica anunciada que os aproveitadores, “famintos”, os inexpressivos, os calculistas, os burgueses travestidos de esquerdistas, iriam aproveitar. Assim como a classe média reacionária, a imprensa-submissa, o empresariado-voraz, profissionais de vários setores, como os médicos-burgueses, aproveitam os governos reacionários.  Gente dos mais variados seguimentos da sociedade amazonense. Da Universidade do Amazonas ao jornalismo.

Em função dessa realidade patética, não pode haver eleição para governador do Amazonas na acepção radical do conceito. Não há oposição. E sem oposição não há eleição e muito menos democracia.

MOTORISTA QUE CAUSOU A MORTE DE 16 PESSOAS, EM MANAUS, ESTAVA SOB EFEITO DE ÁLCOOL E COCAÍNA, DIZ LAUDO

No dia 28 de março, ao cair da tarde, em Manaus, uma caçamba ultrapassou a pista onde trafegava e bateu de frente em um micro-ônibus. Resultado da colisão: 16 pessoas morrerão e outras ficaram gravemente feridas. Foi o pior acidente de trânsito ocorrido em uma via pública em Manaus. A notícia do fatídico correu mundo.

Agora, passado quase um mês da ocorrência, foi divulgado, sem autorização da Polícia Civil, o laudo do exame toxicológico feito com sangue e urina do motorista da caçamba, Ozias Costa de Almeida, que morreu no acidente, revelando que o mesmo estava sob o efeito de álcool e cocaína. O exame foi realizado em um laboratório no estado do Pará.

Manaus é uma das capitais do Brasil que tem um dos piores índices de acidentes de trânsito. Não é para menos, tem um péssimo sistema de trânsito. Há um número elevadíssimo de veículos para um território onde os planos urbanistas todos fracassaram. Não precisa ser hora de pico, como se diz na linguagem transtornadora, para as seus veículos ficarem imobilizados. De acordo com pessoas que visitam ou vem morar aqui, Manaus é um lugar em que há uma clara falta de educação sobre o trânsito. Por isso em Manaus funciona o jargão preventivo: “Dirigir por si e pelos outros”.

Desse quadro ‘desurbano’ extrai-se uma realidade cruel: é um perigo dirigir e andar em Manaus. Acresce-se a essa realidade cruel, que a torna mais cruel ainda, a falta de calçadas, principalmente no centro, onde as poucas que servem para o uso dos pedestres são usadas como estacionamento para veículos. Como exemplo observa-se sua principal avenida, Djalma Batista cujas calçadas são tomadas por veículos colocando em perigo as vidas dos pedestres que são obrigados a usar a rua, em condição própria para atropelamento. Existem casos, principalmente pela parte da noite, em lugares em que  têm barzinhos, que os proprietários dos veículos estacionam sua “maquinas mortíferas” no meio da rua. Dividindo a rua em três filas.

Portanto, companheiros, muito cuidado quando trafegar pelas ruas de Manaus. Pode haver u tresloucado-urbano em seu caminho.

MÉDICOS CRIAM ESQUEMA, “FAZER HORÁRIO”, EM SPA DE MANAUS, E EXPÕEM SUAS IGNORÂNCIAS EM RELAÇÃO A FUNÇÃO SOCIAL DO TRABALHADOR

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Todo trabalhador como partícipe de uma comunidade exerce uma função social. Essa função social representa a singularidade de sua profissão comprometida com a sociedade como sujeito produtor de relações sociais. De forma mais simples, a função social não é nada mais do que o trabalho executado pelo trabalhador. O que lhe confere a importante de ser social produtivo para o bem da sociedade. Ou seja, seu trabalho representa sua relação com todos os sujeitos que vivem em sociedade.

Dessa forma compreende-se o que o filósofo Karl Marx, afirmou quando disse que um sapateiro, com sua função social, seu trabalho, representa todos os sujeitos que compõem uma sociedade. Assim, como todos os trabalhadores, com seus trabalhos, representam todos os outros sujeitos. É a universalização do trabalho partindo de uma atividade individual. Ou com diz o filósofo Hegel, a objetividade do trabalhador. Reconhecer em si esse laço de responsabilidade social faz do trabalhador um ser desalienado. Um ser que além de compreender a importância de seu trabalho para a sociedade, também compreende o valor de sua existência como sujeito produtor de história. Um saber que o impede de se tornar escravo das forças opressivas do sistema tirânico.

A POLÍTICA DOS SPAs E A DEMANDA DE PACIENTES

O Amazonas é um estado em que o sistema de atendimento médico sempre foi perversamente desumano. São poucas as unidades médicas em que os pacientes vivenciam um atendimento que lhe propicie um sentido de encontrar-se em um habitat civilizado. Em outros casos, essa vivência só é possível quando alguns pacientes encontram, por acaso, médicos enfermeiras e técnicos vocacionados. Mas contra estas poucas realidades médicas, existem outras perversas realidades.

A criação do Serviço de Pronto Atendimento (SPA) tinha como objetivo atender pacientes com necessidade de atendimento de urgência, e dessa forma, também, diminuir o fluxo de pacientes em postos de saúde e hospitais. Uma política de saúde necessária para a diminuição dos entraves do complexo que representa os quadros de enfermidades em Manaus.

Inicialmente os SPAs trabalhavam com dois médicos de acordo com as especialidades, em escalas de plantões de 6 e 12 horas, atendendo a demanda de enfermos. Logo se percebeu que Manaus sendo uma não-cidade com um grande número de pacientes, esse número de médicos era insuficiente. Com os médicos sobrecarregados nos atendimentos houve uma pressão feita pela população. Foi então que as cooperativas-médicas resolveram contratar mais médicos, já que são as  responsáveis por esse serviço junto ao governo do estado e a população. Então, três médicos passaram a realizar os atendimentos.

OS MÉDICOS E O ESQUEMA “FAZER HORÁRIO”

Ocorreu, porém, que mesmo com três médicos designados para atender os pacientes, em alguns SPAs, e em alguns horários, a situação ficou da mesma forma ou pior. Embora a demanda de pacientes continuasse quase que a mesma, as filas continuavam perversas. Foi então, que alguns médicos perceberam que entre eles haviam outros médicos-esquematizados, que alienados do conhecimento de suas funções sociais, portanto sem qualquer responsabilidade com a sociedade, estavam sabotando o atendimento em seus benefícios.

Esses médicos-esquematizados compuseram um esquema chamado por eles de “fazer horário”. Durante o plantão combinam que um ou dois médicos atendem e o outro fica dispensado, por algumas horas, de sua obrigação. Quando não um atende e os dois ficam em ‘repouso’. Muitas vezes dormindo no conforto médico. Se, entretanto, um médico discordar da violência contra a comunidade, eles continuam em seus confortos, e o médico que discordou passa a atender a maioria dos pacientes. Um esquema próprio de desrespeito à comunidade que é cumpliciado por alguns médicos que sabem do esquema e não denunciam. Muitas vezes esses “fazedores de horário” deixam o plantão antes do horário acordado pela lei trabalhista.  

Em alguns casos, os “fazedores de horário” são médicos escalados em vários plantões e aproveitam esse recurso para descansar, já que querem manter o seus status com o que ganham. Provavelmente, em função de não serem médicos vocacionados, por isso não conhecerem a importância de suas profissões como representantes da sociedade, esses médicos-trapaceiros, por causa desses predicados, possivelmente são dos tipos que são contra o Programa Mais Médicos do governo federal.

Diante desse quadro apresentado por esses médicos profissionalmente e socialmente enfermos a comunidade manauara, principalmente a mais carente, exige uma posição das cooperativas médicas, visto que elas prestam serviço público fundamentalmente por causa da população.

EM ATO DE PARALISAÇÃO NACIONAL PROFISSIONAIS DA EDUCAÇÃO DE MANAUS PROTESTAM CONTRA A CONDIÇÃO MISERÁVEL DO ENSINO PÚBLICO NA NÃO-CIDADE

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Há anos as pesquisas sobre as condições em que se encontra o ensino público no estado do Amazonas e, mormente, na capital, Manaus, não mudam seus resultados mostrando sempre o estado miserável em que estagnou. O estado e a capital permanecem entre os priores índices de fracassos quanto sua política pública. Não adiantaram os incentivos que o Ministério da Educação promoveu a partir dos governos Lula, e, agora, Dilma, porque o exercício local é lamentável. Os governantes, tanto do estado como do município, nunca foram capazes de estabelecer uma política de ensino que motivasse e transformasse esse quadro desabonador.

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Não é para menos. Além dos governantes não terem qualquer sentido de elevação do homem através da educação, que sempre fica na enunciação condicionante de suas perspectivas pessoais, os cargos de secretários de educação são sempre barganhados. Os secretários são escolhidos de acordo com suas posições de aderência aos interesses dos governos. É por isso que tanto no estado como no município secretários permaneceram anos após anos na função e o ensino público em disfunção. Os governantes acreditam e defendem que o secretário de educação é só para cumprir uma tarefa administrativo-financeira. Usar, às vezes, uma verba irrisória para manter algumas escolas parcamente em suas funções materiais. Uma triste qualidade onde o educando é afastado de sua condição de saber humanizado.

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No caso específico da Secretaria de Educação do Município, o primeiro secretário de educação do governo Arthur Neto, do partido da burguesia-ignara, PSDB, foi o deputado federal do DEM, Pauderney Avelino, que afirmou que professor gosta mesmo é música brega, cantada pelo finado Regilnaldo Rossi. Contratado para ‘animar’ a festa dos professores, em 15 de outubro do ano de 2012. Pauderney não é transpassado por qualquer signo ontológico da educação-pública. Mas mesmo assim foi indicado pelo prefeito de Manaus que prometeu surrar Lula.

Agora, o ‘novo’ secretário de educação é Humberto Michilles, que já foi deputado. Em reunião na segunda-feira, dia 17, com diretores de escola disse que agora a coisa vai mudar. Todos terão que trabalhar. Diretores e professores têm que trabalhar, quem faltar será punido. A vigilância vai ser rigorosa. E para completar a carraspana, nos diretores que ouviam tudo calados e temerosos, disse que eles estavam no sonho, mas que a partir daquele momento eles passariam a ter pesadelos. Um quadro edipiano/freudiano. Michilles, o pai-castrador e os diretores, os filhos-culpados temerosos.

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Para validar e fortalecer sua posição-opiniática, ele reconheceu que o ensino fundamental das escolas de Manaus encontra-se nos últimos lugares no Brasil, mas que ele ia mudar o quadro nos próximos anos. Tudo dito com arrogância. Uma demonstração ‘sensível’ de seu engajamento educacional. E uma antecipação de que tudo vai ficar como se encontra ou piorar, visto que Michilles, como Pauderney, não têm qualquer corpo constitutivo necessário às ultrapassem do saber. Não é carregado por saberes e dizeres que criam variáveis em corpos imobilizados, como dizem os filósofos Deleuze e Guattari.

Uma realidade-miserável que impulsionou os profissionais da educação a irem à rua, no Dia Nacional de Paralisação promovida pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação. Foram mais de dois mil trabalhadores na educação como professores, merendeiras, pedagogos, administradores e outros profissionais da educação. Um número pequeno, mas mostrou que as chamadas autoridades não estão livres para fazerem o que bem querem com o ensino público e a categoria. Categoria que tem muitos trânsfugas que só defendem suas existências privadas e assim se cumpliciam com os inimigos da educação. São professores cujas sensibilidades e inteligências só compõem com a ‘elevação espiritual’ proferida pelo prefeito, o secretário e Reginaldo Rossi.

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Os profissionais da educação exigiram que fosse repassado 10% ao ensino nacionalmente, mais reajuste para categoria estadual de 20%, e auxílio alimentação e auxílio transporte. Sustentado por essas pautas, o professor-filósofo, Edmilson Lima, um militante que conhece os direitos democráticos da categoria, subiu ao carro-tribuna e proferiu um discurso mostrando a condição de desrespeito que hoje a categoria passa. O mesmo fez o professor, Vitor Cunha, que lembrou que até o dia de ontem, 18, a secretaria de educação não havia pago os 60% do Índice de Desenvolvimento da Educação Brasileira (IDEB), que os professores têm direito. E completou afirmando que a categoria iria recorrer ao Ministério Público para que o prefeito Arthur Neto, cumpra uma norma do ensino cuja verba é oriunda do governo federal. Já o professor-filósofo-ator, Marcos Ney, explanou com detalhes o que viu e ouviu na reunião-carraspana do secretário Michilles, com os calados diretores de escolas do município. A categoria não gostou nada.

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ADENDO SINTÉTICO DO ATO

Em Manaus mais de dois mil professores participaram do dia nacional de paralisação pela educação há muito tempo paralisada pela SEDUC e SEMED.

A concentração foi na Praça da Polícia às sete horas da manhã com presença da multidão de trabalhadores em educação.  O que mais impressionou tanto os profissionais como os transeuntes.

O itinerário da passeata foi pela Avenida Sete de Setembro e Avenida Eduardo Ribeiro, até chegar à Praça do Congresso.  Mobilização histórica que não ocorria faz muito tempo desde os tristes tempos dos desgovernos de Fernando Henrique, amigo do prefeito Arthur Neto.

O estímulo que levou os profissionais da educação para o ato foi a luta pela valorização dos profissionais da educação e reajuste salarial já; 10% do PIB para a educação; combate ao Assédio Moral feito pelos diretores das escolas e outros .

Outro assunto importante que foi abordado no ato foi a questão do dinheiro do IDEB que a prefeitura de Manaus não repassou aos professores. E o engraçado é que quem levou a culpa foi o gato da música que os professores cantaram: “onde está o dinheiro? O gato comeu e ninguém viu”.

Outra questão chamativa foi a ausência total do SINTEAM, Sindicato dos Professores no Amazonas, dirigido pelo PC do B/AM . Partido do secretário de estado, Eron Bezerra, e da senadora, Vanessa. Sendo que este evento tratou-se de um ato nacional promovido pelo CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) entidade liderada pelo PC do B nacional. O SINTEAM já está fora da luta dos trabalhadores há mais de dez anos. E o pior, sempre ao lado dos governantes (Amazonino, Braga, Omar).

Na verdade a paralisação contou com a organização da luta dos professores: unificação dos pequenos grupos como: ASPROM (Associação dos professores do Amazonas); Associação dos Professores de Luta do Amazonas; Movimento de Oposição; Unificar para Lutar. Mais que já seguem rachados, pois que uns são a favor da retomada do sindicato pelego e outros são a favor da criação de um novo sindicato.

Por outro lado, a SEMED e SEDUC reuniram todos os diretores das escolas para impedir que este movimento cresça utilizando como arma contra os professores o velho assédio moral e perseguição das lideranças do movimento.

Outro fato que ocorreu foi que apesar do ato ter tido a presença de mais de 2000 mil professores sofreu a sabotagem do coronelismo regional da imprensa local que impediu a divulgação do evento para a população.

A paralisação foi programada para três dias com a realização de pequenos atos  na frente das escolas.

FESTA DO BLOCO AFRO

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Praticantes da umbanda, candomblé, macumba e ativistas da defesa da cultura afro-brasileira, se reuniram em uma festa de exaltação às cores, sons, danças e iguarias da África em cada um de nós. O objetivo, além de realizar parte do calendário, foi expressar junto à comunidade manauara a potência dos elementos culturais afro.IMG_7645 IMG_7649 IMG_7650 IMG_7651 IMG_7652 IMG_7653 IMG_7654 IMG_7656 IMG_7659 IMG_7661 IMG_7663 IMG_7664

O blog Afinsophia.com esteve presente com seus representantes cibernéticos e ouviu os enunciados de alguns presentes sobre suas atuações e a importância do culto as expressividades negras. IMG_7670 IMG_7672 IMG_7687 IMG_7689 IMG_7694 IMG_7696 IMG_7705 IMG_7714 IMG_7717 IMG_7721 IMG_7729 IMG_7733 IMG_7734

Segue as falas cada um do grupo.

“Eu trabalhei no MEC [Ministério da Educação] como diretora de diversidade, junto a lei 10639 com a educação etnoracial. Depois fui para presidência onde trabalhei na SEPPIR- Secretaria de Políticas de Promoção  da Igualdade Racial e agora voltei para o meu estado, o Espirito Santo, onde sou secretária de estado trabalhando na gestão. Dentro da minha secretaria tem a gerência de políticas públicas de igualdade racial. Nós temos umas coisas que o Amazonas ainda não tem como o Conselho estadual de promoção da igualdade racial, e umas políticas que avançaram um pouco mais. A gente veio fazer um diálogo com todos para ver se as coisas andam por que está tudo muito parado. Ontem viemos fazer uma conversa com as meninas do hip-hop e da capoeira e hoje viemos prestigiar o bloco, ver como as coisas vão andar para ver o que podemos articular , fazer as coisas acontecerem para poder ver as pautas de políticas públicas se instituírem. O que estamos vendo em Manaus é a pauta sendo tocada pelos movimentos sociais por que o governo não tem tocado nesta pauta etnoracial e o governo só anda sobre pressão. É muito importante que haja uma instucionalidade e vire política pública senão é muito difícil. E é lei, o Ministério Público tem que vir também fazendo a parte dele de cobrança, multa. O evento deste é importante para a questão da auto-estima, para as pessoas se reconhecerem, conviver melhor com sua negritude, ter este diálogo necessário por que geralmente as pessoas ficam muito separadas e também é o início de uma atividade coletiva que pode levar a outras atividades necessárias.” Leonor Franco de Araújo Sub-Secretária dos Movimentos Sociais do Espirito Santo.

“Sou mestrando em sociologia, professor de capoeira afastado, coordenador da Rede Amazônia Negra no Amazonas e estamos nos organizando hoje politicamente nesta discussão sobre o que se refere a cultura negra. Trabalhamos isto há tempos numa luta, onde nós precisamos mais do que nunca nos organizar, não só politicamente mas até religiosamente. Há lutas religiosas para que exista o Espaço sagrado dos Orixás para que haja nosso direito de ir até a natureza pra fazer o nosso culto que precisamos mas com preservação.  Eu concordo que Manaus cresceu, explodiu 30 anos pra cá, mas em sua maioria o povo de santo não acompanhou a explosão e a cidade engoliu as casas de terreiro, assim como engoliu os lugares sagrados,  tribos indígenas… Hoje queremos ter um espaço para que as pessoas possam fazer suas oferendas, o Espaço Sagrado ligado a sustentabilidade. Em 2006, eu e vários babalorixás e ialorixás fechamos a câmara municipal brigando por um espaço nosso, o Parque dos Orixás e o projeto não entrou em tramitação por que o estado pensa que ele não pode dar espaço algum pra entidade religiosa que é nosso caso, sendo que o que mais tem é áreas públicas sendo invadidas por pessoas de outras religiões“ Balalorixá Marlon Seabra.IMG_7674

“Fui feita no Rio de Janeiro, mas hoje sou filha de santo do Pai Geovano de Oxaguiã. Acho importante aqui esta renovação, tem muita coisa acontecendo . Vejo que as práticas também tem que ser preservadas por que hoje a tradição está sendo estilizado de acordo com que as pessoas pensam. O candomblé não tem que se adequar ao comportamento, o comportamento é que tem que se adequar ao candomblé por que é lá que a gente aprende a respeitar os ensinamentos que o candomblé passa e isto está sendo deturpado.  Eu quero resgatar as paramentas originais, com o tempo que você tem pra confeccionar e preparar um Yaô, as roupas de ração tem que ser caracterizadas pela tradição. Eu sou a favor da construção das paramentas no momento em que você vai recolher. Ai como psicóloga confronto esta produção com a questão da terapia ocupacional. Além disso quero pesquisar o comportamento do filho de santo na sua casa.

Também, se nós estamos preocupados com a sustentabilidade e meio ambiente cabe as pessoas de todos os terreiros discutimos as práticas e oferendas, mas também fiscalizar. O que é preciso? Vamos discutir o que é preciso. Cada barracão tem que ter sua comissão formada pela hierarquia. Eu não tenho medo por que eu sei a raiz que eu vim, eu sei da importância da religião, da descendência desta ancestralidade, eu sei exatamente o que eu quero dentro do axé e o que a partir dele quero tentar desenvolver. Mas não sei das brigas que vão vir pois tudo é momento e oportunidade. Acho que o primeiro passo é este encontro e antes de tudo temos que congregar.”

 Ialorixá Jhett Frota esposa do babalorixá Antônio D’andeú. IMG_7710

“Sou de Recife e vim trazer minha força junto ao Ganga Zumba quando fui convidado. Faço trabalho social e faço parte da casa Ilê Axé Oxum Agemum Iá Lê Mim de Mãe Nete e Pai Léo, e lá fazemos trabalho com cultura como coco de roda, oficina de costura, de corte de cabelo, dança afro, Bloco do viramundo (que sai agora dia 16),grupo de coco Chinelo de Iaiá, Coco de umbigada, e lá a casa não para, sempre agitando e tentando resgatar as raízes. Lá toda terça-feira tem a terça negra com grupos de afoxé, maracatu, hip-hop no pátio de São Pedro. Vim aqui compartilhar experiências e presenciar e ver. Percebi que o racismo aqui está mais forte que lá, tem racismo até dentro das casas de terreiro que tem aqui. Um evento deste fortalece muito e mesmo sendo trabalho de formiguinha, é um começo que o pessoal tem que insistir. E tem que começar dentro da casa mesmo, fazer com que os tomates podres não estraguem a caixa toda. Mas aqui se eles lutarem, criando eventos“ Jurandir de Recife IMG_7722

Grafiteiros participantes dos dois dias de eventos: Tiao da Bahia, Denis, Vanderlan, Sub, Brook, Atena, Kizy, Ina, Arab, Nois, as crews 3R, UDS (Usuários do Spray), GF (Guerreiros de fé), VAN (Violência Artística Nacional).

BANDINHA DO OUTRO LADO ATUALIZA A POTÊNCIA LÚDICA DE DIONISIOZINHO

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Já há alguns anos a Bandinha do Outro Lado, um dos vetores-criança da Associação Filosofia Itinerante (Afin), atualiza a potência lúdica de Dionisiozinho no domingo-gordo de carnaval no Bairro Novo Aleixo, Rua Rio Jau, Zona Leste de Manaus. O território mais pobre dessa não-cidade.bandinha outro lado 006

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É um território pobre não por carência de inteligência, volição, talento, saber e ética, de suas populações, mas por carência de satisfação das necessidades naturais básicas do homem. Insatisfações resultantes das desumanas administrações públicas impostas às populações dos bairros menos atingidos pelos serviços públicos. Um território onde sua população subsiste na ordem do desemprego, subemprego e salário-mínimo. Uma ordem cruel que se não fossem as políticas públicas do governo federal, a realidade seria muito mais perversa. Um estado de coisa angustiante promovido pelos desgovernos das direitas que se apossaram há, quase, trinta anos da capital.

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É nessa situação, como diria o filósofo francês Sartre, se engajar na situação em que se estar como sujeito-histórico responsável pela produção de sua existência, que a Afin tenta produzir junto com a comunalidade novos modos de ser, sentir, ouvir, ver e pensar. E a Bandinha do Outro Lado carrega esses corpos de sabedorias e afetos produzidos pelas crianças, capazes de revelarem essas novas dimensões de existir. Uma festa no sentido dionisíaco do conceito e da práxis que só as crianças podem atualizar.

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Pois foi exatamente essa experiência devir-criança que novamente foi possível observar e acreditar que só o movimento real pode superar os estados de coisas alienantes de uma cultura dominantemente perversa. Nada como o brincar-criativo transformador. Transformar a forma estereotipada-estabelecida.

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Em um percurso muito simples a Bandinha do Outro Lado – que não tem lado, como a vida que flui sem seguimentaridade – atualiza seu virtual-lúdico. Sai da casa onde são realizadas as sessões de cinema do vetor-Kinemasófico – melhor dizendo, a casa da Miariam que emprestas parte de sua casa para a Afin -, percorre algumas ruas do bairro e volta para o mesmo local, onde a festa continua. Depois da folia, é realizado o ‘desbrocante’ infantil, porque criança embora seja a potência-vital, não é de ferro.

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Um ritmo diferente que ocorreu nesse ano de 2014, foi à participação de crianças afinadas na orquestra. Além das crianças usarem instrumentos industrializados, elas também fizeram uso de instrumentos artesanais criados por elas com a orientação do mestre Alci Madureira.

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No mais, foi uma festa daquelas que o capitalismo predador odeia. Uma festa onde o princípio principal é a dignidade humana.    

HADDAD, PREFEITO DE SÃO PAULO, INSTALA “PROGRAMA BRAÇOS ABERTOS” PARA INCLUSÃO DOS FAVELADOS DA CRACOLÂNDIA

No ano de 2012, o governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, do partido de sustentação da consciência discriminatória da burguesia-ignara paulistana, PSDB, juntamente com o ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD), reprimiu violentamente os moradores da cacrolândia através da Operação Sufoco, depois chamada de Dor e Sofrimento. Os moradores foram obrigados a ir se instalar em outros bairros. Resultado: novos problemas sociais se manifestaram. As pessoas ficaram mais marginalizadas

Agora, para diminuir a dor e o sofrimento desses moradores, o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o administrador público popular que a Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), a Rede Bandeirantes, TV Globo, proprietários de grandes mansões, parte da Justiça, partidos reacionários, alguns médicos, odeiam resolveu criar o Programa Braços Abertos que tem como objetivo prático realizar os direitos básicos que todos merecem quando existem em uma democracia.

O programa é simples, como simples é o ato de pensar democraticamente. Inclusão das pessoas na sociedade através de sua força de trabalho, com direito a um salário de R$ 15 diários; apoio dos CAPES, Centro de Apoio Psicossocial, exames de saúde; e entretenimento.

Opiniões, Comentários e Análises.

Prefeito Haddad falando com os moradores-incluídos, todos de uniforme de trabalho para jornada diária de 4 horas, com direito a hospedagem em cinco hotéis da região em convenio com a prefeitura, e mais três refeições ao dia.   

– “Vai registrar a gente?”

– “É só até a Copa ou é pra valer, de coração?”

– “O senhor acha que 15 reais por dia é um salário digno pra gente?”

– “Não é o primeiro trabalho que eu queria procurar, mas vou agarrar essa oportunidade com todas as forças. Estou muito confiante.

– “Agora pode porque se minha mãe me vê vestida assim, com certeza vai ficar orgulhosa. Até porque ela é gari também ( Disse uma moradora-incluída em entrevista a um canal de televisão.”

– “Sem babação de ovo (morador-incluído pegando na mão de Haddad).”

José Felipi Junior, secretário Municipal de Saúde – “Vamos fazer uma espécie de exame admissional, coletar sangue. Uma espécie de check-up em cada usuário. Queremos que tenham essa atenção para o trabalho e para cuidar de sua saúde”.

Luciana Temer, secretária municipal de Assistência e Desenvolvimento Social – “O programa é de saúde e o caminho para livrar envolve a assistência. O uso de drogas não será compatível com as 4 horas de trabalho”.

Prefeito Haddad – “Recuperamos a confiança que havia sido perdida em função da grande violência que a região vivia. Hoje, em dois dias, conseguimos mudar a cara da região com a frente de trabalho, com tratamento médico, que é o que pode construir um novo horizonte para esse pessoal.

Todos serão referenciados a um Capes, Centro de Apoio Psicossocial, então todos terão o tratamento de saúde disponível. Boa parte vai conseguir deixar a droga. Mas isso não se faz de uma hora para outra, porque são anos e anos de drogadição. Então você tem todo um processo de dessensibilização. Mas eles terão um patamar mínimo para isso.

O tráfico é outro departamento que estamos cuidando. Aí envolve os governos estadual e federal. Estamos aqui em um programa de saúde pública dando uma oportunidade para o usuário que queira uma oportunidade para sair dessa condição”.

Quando não se tem a consciência privada, mantida por conteúdos de lucros, vaidade, prepotência, arrogância, medo e ódio é possível ser democrata. E tudo fica tão simples, né?

IEMANJÁ TEM FESTA DE PASSAGEM DO ANO NA PRAIA DA PONTA NEGRA DE MANAUS MESMO COM TODAS AS DISCRIMINAÇÕES

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Festa para Iemanjá! É fim de ano, e outro ano se desloca como um devir temporal. Embora seja um tempo pulsado, um tempo hominizado. Todavia, o que importa é a festa. Esse ano não foi “igual àquele que passou”. Foi pior. Com a praia da Ponta Negra de Manaus privatizada, como também poluída, os oferentes tiveram dificuldades de colocar suas oferendas à rainha das águas: Iemanjá.

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Diante de um ambiente hostil, onde até a iluminação se fez ausente, os pais e mães de santo realizaram suas oferendas e encenaram seus cultos. Foi a potência de Iemanjá que se presente impulsionando seus filhos ao festejo afro-brasileiro. Uma festa linda como afirmaram alguns participantes. Barquinhos lançados às águas, cobertos de flores, cantos e pedidos. Muita dança expressiva da cerimônia.

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Envolto a essa beleza afro-brasileira, o Blog Intempestivo da Associação Filosofia Itinerante (Afin), como acontece todos os anos, se fez presente com seus cabocos e cabocas, como também com suas crianças. Alguns pais e mães de santo, já conhecedores do trabalham da Afin, foram entrevistados e falaram da dificuldade da realização da festa e do vigor para realiza-la. E não deixaram de protestar contra a forma de tratamento que o governo local vem dispensando aos seus trabalhos. Trabalhos cada vez mais entrando na ordem da marginalização, em função das posições preconceituosas, discriminadoras e irracionais de membros das chamadas igrejas evangélicas e parlamentares.

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IMG_5857Apesar de todos os impasses oficiais e oficiosos, a Umbanda, o Candomblé, a Macumba, todas as expressões afro-brasileiras se fizeram presente na festa da rainha Iemanjá. Todos os pais e mães de santo desejaram muito axé e felicidades para o Brasil no ano de 2014. Desejaram felicidades e muito axé o Pai Antônio, do bairro Grande Vitória; Pai Santos, do bairro Jorge Teixeira, 1º etapa; Mãe Ana, do Prisamim; Pai Abel, do bairro Crespo; Cassiane, Filha de Santo, e os membros da Associação Cultural Toy Badé, no Conjunto Renato Souza Pinto, na Rua Grandes Rios, n° 33, Q 21. Todos também desejam muito axé para a Afin.

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Embora não tenha comparecido, em função de outro compromisso, Pai Giovane, do bairro Jorge Teixeira, também desejou muito axé para o ano de 2014, como desejo boas atuações comunitárias para a Afin. Pai Giovane foi o primeiro Pai de Santo a ser entrevistado pelo Blog Intempestivo. Foi a partir daí que o blog começou a trabalhar junto com os endereçamentos das culturas religiosas afro-brasileira para suas autênticas identidades. O que levou certos preconceituosos a, irracionalmente, condenar esse trabalho de cunho libertário que carrega as partículas políticas e religiosas dos povos.

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IMG_5850Agora, é só encadear potências com a rainha Iemanjá, através das fotos e vídeos.  

Muito axé, irmãos!

ASSOCIAÇÃO FILOSOFIA ITINERANTE (AFIN) REALIZOU MAIS UMA ETAPA DO SEU PROGRAMA DE SAÚDE BUCAL, DENTE PARA QUE TE QUERO OU ABAIXA A DENTADURA

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No domingo passado a Associação Filosofia Itinerante (Afin) realizou mais uma etapa do seu Programa de Saúde Bucal, Dente Para Que Te Quero ou Abaixa a Dentadura. O programa consiste em duas efetuações. Uma teórica, em que as crianças recebem informações sobre a importância dos dentes em suas existências, como na alimentação, na pronúncia, no canto e na relação com outras manifestações corporais. O caso de enfermidades como cardiológicas. A outra prática, quando as crianças recebem escovas e creme dental.

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O Programa de Saúde Bucal é um dos vetores produtivos da Afin que tenta criar novas formas de relações afetivas, cognitivas e corporais nas comunalidade. Para isso, ele acompanha junto com os pais das crianças, o habito de higiene-bucal. As crianças sempre que comparecem à sessão do Kinemasófico – outro vetor de produção de novas formas de ver, ouvir, sentir e pensar da Afin -, sessão de cinema  exibida nos domingos pela parte da noite, são lembradas sobre a higiene-bucal, momento em que elas aproveitam para falar como vão se desenvolvendo nesse habito salutar.

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Para a realização do programa a Afin conta apenas com a participação de seus afinados para compra dos objetos odontológicos. É uma produção totalmente independente. Sem vínculo com qualquer entidade. O que é possível porque a Afin é composta de afinados naturalmente engajados na alegria e na autonomia das comunalidade.

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O programa é realizado com as crianças do Bairro Novo Aleixo, Zona Lesta, o território mais pobre construído pelas direitas que dominam Manaus há quase trinta anos.

ESTUDO DO IPEA QUE MOSTRA A REDUÇÃO DA DESIGUALDADE ENTRE OS MUNICÍPIOS, DIZ QUE MANAUS É A SEGUNDA CAPITAL ONDE MAIS CRESCERAM AS FAVELAS

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) divulgou indicadores da pesquisa Cidades em Movimento: Desafios e Políticas Públicas mostrando que a desigualdade entre os municípios foi reduzida. De acordo com os indicadores, em uma década às receitas das prefeituras passou de 6,4% para 8% do Produto Interno Bruto (PIB). Segundo o Ipea, essa realidade mostra o aumento da transferência de verbas federais por meio de políticas públicas e o aumento da arrecadação municipal.

A pesquisa é realizada em cima de fatores como mobilidade, fluxos migratórios e evolução de favelas no país, que são identificadas pela precariedade das condições de moradia. Para o estudo, o que mais pesou na redução das desigualdades e desenvolvimento dos municípios, foram os programas das políticas sociais do governo federal nas áreas da saúde, educação e assistência social como o Bolsa Família.

 Quando o estudo mostra o crescimento de favelas no Brasil em uma década, de 2000 a 2010, aparece em primeiro lugar Brasília com um crescimento de 50%. Em seguida aparece a capital do estado do Amazonas, Manaus, com um crescimento de 29,2%. O dobro de Belém, que vem logo em seguida, que teve um crescimento de 14,7%. Com uma grande diferença: Belém não tem Zona Franca. O que prova que a Zona Franca tem duas importâncias: enriquecer as empresas estrangeiras que operam no Distrito Industrial e eleger candidatos que trabalham para seus interesses econômicos. Como no caso do prefeito atual, Arthur Neto do partido reacionário PSDB.

Essa favelização de Manaus não surpreende quem mora nessa não-cidade. Houve nos últimos anos, em função do marketing feito em louvor à Zona França, um movimento migratório de aumento sua população. Acrescidas a essa expressividade social tem as péssimas administrações impostas pelos grupos de partidos reacionários que dominam o estado há quase três décadas. Daí que Manaus não tem uma política eficiente de moradia popular, política de saúde, política educacional, transportes coletivo, abastecimento de água que contemple a maioria da população, assim como energia elétrica.

São essas inexpressividades existencial que fazem de Manaus uma não-cidade. É claro que a responsabilidade dessa situação indigna não está tão somente nos grupos reacionários, mas também se espalha por uma classe média indiferente que passivamente se beneficia com esse quadro de exclusão dos mais pobres no espaço-urbano; a inexistência de partidos de oposição; uma impressa submissa; e um corpo de profissionais alienados. Fato que para outras populações mais compromissadas é vergonhoso, para eles não existe.

Não é por acaso que Manaus é também conhecida como Logra D’ouro, a cidade dos Sonhadelos. 

PROPOSTA DE VEREADOR PARA CRIAÇÃO DE ÔNIBUS E VAGÕES DE TRENS COR DE ROSA PARA MULHERES É RETIRADA

Albari Rosa / Agência de Notícias Gazeta do Povo

O Projeto de Lei propunha o seguinte: criação de ônibus e vagões de trens para mulheres em horário de pico na capital de São Paulo. Áreas seriam marcadas com a cor rosa. O projeto passou a ser conhecido como “ônibus rosa”. Objetivo: proteger as mulheres para evitar assédio dentro dos veículos. Autor do projeto: Alfredinho do Partido dos Trabalhadores. Análise: as feministas foram para cima e sentiram no projeto grande força de discriminação contra as mulheres. Resultado: O projeto foi retirado.

Apesar da boa vontade de Alfredinho – dizem que o inferno encontra-se cheio de boa vontade, mas os que dizem não provam que estiveram lá, nem Dante – estava lógico que o projeto ia causar reboliço, e com toda razão. As feministas estão cobertas de razão: o projeto cor de rosa, não é uma rosa. Está mais para espinho, apesar do espinho fazer parte do conjunto rosa. Mas ele, espinho, também serve para ferir. A boa vontade de Alfredinho não sentiu a ponta do espinho.

O projeto é discriminador. As mulheres não precisam de proteção vinda de uma simples promulgação de uma lei. As mulheres fazem parte da sociedade civil como um todo. São seres-históricos que através de suas forças e inteligências trabalham para produzir uma sociedade em que não haja qualquer forma de assédio, não só contra elas, mas também contra qualquer pessoa que compõe a cartografia humana do existir. Elas sabem que é preciso produzir uma sociedade em que estes homens frustrados e inseguros em suas sexualidades não tenham oportunidade de exercer suas taras. Aceitar um projeto como esse é crer que elas são inválidas e não podem lutar pelos seus direitos.

Agora, como o projeto retirado de análise, as feministas representadas pela Marcha Mundial de Mulheres, Marcha das Vadias, Central Única dos Trabalhadores (CUT), as secretarias municipais de Transportes e de Políticas para as Mulheres vão criar uma comissão que ficará responsável em discutir o fator assédio e a violência contra as mulheres nos veículos públicos.

Para a secretária da Mulher Trabalhadora da CUT/SP, Sonia Auxiliadora, o projeto põe em risco a vida mulher que tem que durante a noite esperando o ônibus rora”.

“A mulher, que tem dupla jornada e volta para casa, não pode ficar nas ruas esperando por um ônibus rosa”, disse Auxiliadora.

Já, para Gabriela Alves, representante da Marcha das Vadias, o projeto tem caráter de segregação.

“A liberdade de ir e vir deveria ser comum a todos e todas, sem jamais pensar que é preciso segregar mulheres, gays ou lésbicas. O transporte que se diz público tem que ter, sim, aparato de segurança para evitar esse e outros tipos de violência”, afirmou Gabriela.

Por sua vez, Alfredinho, fora da cor rosa, disse ter havido, de sua parte, precipitação que não permitiu o diálogo, mas que é preciso discutir outro projeto de lei eficiente e urgente.

“Precisamos construir coletivamente outro PL que venha a apontar um caminho eficiente e urgente”, disse Alfredinho.

CHUVA, VENTO E RAIOS MOSTRAM PORQUE MANAUS É UMA NÃO-CIDADE

O homem constrói cidades partindo de sua realidade natural constituída de necessidades. Necessidade de comer, necessidade de beber, necessidade de habitar, necessidade de se proteger e, também, necessidade de ter tranquilidade. É partindo de sua condição natural que o homem procura satisfazer essas necessidades. São satisfações resultantes de suas condições de homo faber e homo sapiens que passam por suas faculdades sensorial e intelectiva.

Partindo de sua própria constituição biológica, sensorial e intelectiva o homem escolhe topos-naturais com condições físicas para projetar e construir cidades. O relevo, a hidrografia, a vegetação, o clima, o solo são atributos naturais que homem seleciona para poder construir cidades que lhe assegurem uma existência gratificante e tranquila. Conhecedor e preservador dessa realidade natural o homem entra em composição com esses atributos naturais e constrói sua ecologia-urbana. Ecologia que como diz o filósofo francês Félix Guatarri constitui-se em três ecologias: Ecologia Mental, Ecologia Social e Ecologia Ambiental. São três, mas em uma só univocidade.

Sem uma Ecologia Mental agenciadora de formas de existências estéticas saudáveis, não pode haver Ecologia Social onde a justiça seja o enunciado primeiro dos direitos gerais dos habitantes de uma urbe. Dessa forma, fica comprometida a Ecologia Ambiental e dos ecos sobram nada mais do que danos urbanos. Ou seja: as faculdades naturais do homem não foram usadas em conformidade com suas necessidades. Pois foi exatamente o que ocorreu com a não-cidade de Manaus. Manaus nasceu fora das potencias das faculdades biológica, sensorial e intelectiva de seus responsáveis historicamente e continua nesse mesmo percurso doloroso.

Nascida em uma planície às margens do Rio Negro, envolta por uma floresta tropical-equatorial, com clima quente-úmido, ela foi devastada nessas últimas 4 décadas por força predadora do capitalismo conjugado com ambições de politicofastros – falsos políticos – que viram, principalmente, na Zona Franca a fonte para obter dividendos para suas voracidades materiais. Seduzidos pelo marketing da Zona Franca como o paraíso do Norte, levas inteiras de famílias e aventureiros a procuraram como lugar para habitarem e enriquecerem, nesse caso, os últimos. Iniciaram o desmatamento das áreas primitivas como também áreas já tidas como urbanizadas. Essas para grandes empresas, e logicamente com a aquiescência dos governos reacionários. É comum encontrar em Manaus empresas instaladas onde antes era vegetação natural. Como é comum, também, encontrar áreas de moradias populares em total desmatamento resultadas das tramas demagógicas de governantes capitalizadores de votos. É, claro, cumpliciados por seus aliados legislativos. Acresça-se a essa realidade a ausência de sistema de saneamento básico e esgotos.

Então, com esse quadro, não dá outra: chuva, vento e raios, como os de ontem, dia 30 – despedida do mês de setembro -, a natureza confirma porque Manaus é uma não-cidade. Árvores caídas, muros, telhados voando, barrancos, outdoors comercial e oficial destroçados, ruas alagadas, imobilidade do trânsito, desespero das camadas mais humilhadas defendendo seus objetos domésticos, tudo isso retrata o que é Manaus, que as chamadas autoridades tentam esconder, através de marketing, mas a natureza revela. Deixa expressa sem possibilidade de dissimulação.

Foi uma expressão natural democrática, se é que se pode assim conceituar. Não foram somente os pobres que sofreram. Os ricos também. Dois símbolos sedutores do capitalismo consumistas foram grandemente avariados: o Shopping Manauara, o considerado mais moderno e mais rico em ofertas, foi atingido até em sua praça da alimentação que virou uma piscina; e o outro o Supermercado Carrefour que teve parte do teto avariada. Ou melhor: destelhado.

Essa foi só mais uma ocorrência natural. Outras virão, porque a natureza, diferente da maioria dos homens, é um devir caosmótico, no sentido de criação. Como substância causa de si mesma, está sempre em ação poiética em seus atributos movimento, repouso, velocidade, lentidão, longitude e latitude. Não há como lhe controlar e prender como alguns homens fazem com outros. Assim, como se sabe que as personagens administrativas não possuem dimensão-política, o que faz com que não tenham autoridade-urbana, a população deverá se preparar para novos sofrimentos. Manaus continuará não-cidade.

ARTHUR NETO, PREFEITO DA NÃO-CIDADE DE MANAUS, REPETE O MESMO MODELO DE ADMINISTRAÇÃO DE SEUS SEMELHANTES DAS DIREITAS

O marketing é uma forma de exibição de objetos tidos como mercadoria para ser vendida sem que passe por um exame claro e distinto. Nisso, o marketing é um recurso de sedução usado por uma empresa sobre as percepções dos incautos. O marketing nunca visa à razão, pois seu objetivo é um consumidor. Por isso, não se encontra pudor no marketing. Foi essa falta de pudor, expressada na ambição do lucro, que levou o insigne e talentoso escritor e ativista inglês, George Orwell, a sentenciar que “a publicidade é o fruto mais sujo do capitalismo”.

“É o fruto mais sujo do capitalismo”, porque visa transformar as percepções dos sujeitos, também em mercadoria. Ou seja, sujeitos-sujeitados ao mercado. Se o mercado é lugar fixo onde são expostas as mercadorias, o marketing é o mercado deslocado. O mercado móvel. Sua moral capitalista é: “Se você não vai ao mercado o mercado vai a você”. E toda essa questão fica sintetizada no entendimento de que toda mercadoria tem um valor. Valor extraído do tempo da força de trabalho do trabalhador. E o mercado, como sistema propulsor do capital, se apresenta como mercado monetário. Lugar de onde saem os valores das mercadorias que o marketing tenta impingir ao sujeito-sujeitado como necessidade.

O MARKETING OFICIAL DE MANAUS

Mas não existe apenas mercadoria sensual, empírica, a mercadoria com corpo material, uma geladeira, um carro, uma joia, uma mesa que caracteriza o marketing comercial. Existe também a mercadoria incorporal, imaterial e ideal. Apesar de que todas visam o mesmo objetivo: dominar as percepções dos sujeitos-sujeitados. Impedir que eles entrem na ordem do exame do que lhe é oferecido. Essa segunda publicidade é a que é adotada pelos governos. O chamado marketing oficial. Para isso os governantes possuem uma gama de recursos de sedução. Desde as propagandas nos meios de comunicação, os outdoors até “obras” sentenciadas nas enunciações chantagistas: ”Desculpe, estamos trabalhando para transformar a cidade”. 

Esse último recurso é o mais usado pelos administradores que não têm entendimentos revolucionários do que seja o espaço-urbano. Do que seja cidade. Dos afetos incorporais e corporais que compõem uma cidade e que precisam ser destruídos – os que causam dor nos habitantes, diminuem suas potências de agir –, precisam ser preservados – os que causam alegrias na população, aumentam suas potências de agir – e os que precisam ser criados. Para que a cidade seja uma caosmose aistética. Que ela expresse o conceito comunalidade de ética: o modo de habitar com alegria. Nenhuma alegria a não-cidade de Manaus possui, a não ser sua tenaz, vigorosa e inteligente população.

Distante do que sejam afetos alegres-urbanos, o prefeito da não-cidade de Manaus, Arthur Neto do PSDB, partido da burguesia-ignara, em seus nove meses de administração tem confirmado que sua administração é a repetição – Marx dizia que toda repetição é farsa, claro que ele não se referia ao gênero teatral que exige grande talento – do modelo adotado por seus semelhantes administradores das direitas. A prefeitura de Arthur é puro marketing. O mesmo marketing usado pelos ex-prefeitos Amazonino, Eduardo Braga e Alfredo. Um dos mais escrachados é o do chamado asfaltamento das vias do centro da cidade. Colocar máquinas, asfalto e operários nas ruas nos momentos em que há um número maior de veículos e pessoas tentando transitar.

EXEMPLO DE MARKETING VIOLENTO

Um breve exemplo. Para quem não conhece a não-cidade de Manaus, a Avenida Djalma Batista é a principal avenida do centro da capital composta de duas pistas: uma subindo do centro para os bairros e outra descendo dos bairros para o centro. Ela serve de ligação com vários bairros. Pois o prefeito, Arthur, resolveu colocar os apetrechos asfálticos e os trabalhadores na pista do lado direito no sentido bairros-centro. Para que o marketing fosse bem observado ele resolveu dividir a pista em três seguimentos. Do lado esquerdo ficaram as máquinas asfaltando e os trabalhadores distribuindo o asfalto. Do lado direito caçambas estacionadas em filas. E no meio, como corredor polonês, a parte para passagem dos veículos. Aí, filósofo Felix Guattari, não dá outra: o marketing cola nas pessoas que tentam transitar nesse horário. Vinte minutos, mais ou menos, para escapar da violência ‘inurbana’. Mas quando escapa, leva o marketing consigo: ”Estamos trabalhando para transformar a cidade”.

Pode ser até que Arthur tente argumentar que não era isso que ele queria e que aplicaram essa tortura ‘inurbana’ nos habitantes da não-cidade sem autorização dele. Mas não tem como convencer os que pensam que Manaus um dia será uma cidade. Mesmo que ele tente se esquivar a Teoria do Domínio do Fato que eles do PSDB adoram e defendem, o condena. Arthur é responsável pelo marketing violento que a população de Manaus está sendo submetida.

Se não há inteligência e criatividade estética para a produção de uma subjetividade-urbana original o que resta são os corpos esfuziantes do marketing. Mas eles não servem para a aistese-urbana.

EM 5 DE SETEMBRO DE 1850 O AMAZONAS FOI ELEVADO À CATEGORIA DE PROVÍNCIA E ATÉ HOJE CONTINUA PROVÍNCIA

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Até os meados do século XIX a Região Norte tinha como sua maior expressão econômica e política a Província do Grão-Pará, com capital em Belém. A Província do Grão-Pará não só representava um poder econômico e social da região, mas acima de tudo um tenaz poder político. Era, para o resto do governo no Brasil, uma espécie de fortaleza. Entretanto, por sua dimensão geográfica, não podia manter proteção às áreas territoriais que estavam em sua incumbência. Foi esse um dos principais motivos que no dia 5 de setembro de 185 o Amazonas elevado à categoria de Província.

Era necessário, e urgente, que uma administração-política instalada no Amazonas se responsabilizasse sobre a segurança de seu território, agora tão imenso. Um desafio geo-político. Essa preocupação derivava do fato de que o Peru, estimulado e protegido pelos Estados Unidos – como sempre os ianques mostrando sua voracidade capitalista -, tinha grande interesse nas terras brasileiras. Todavia, se a elevação à categoria de Província do Amazonas deu-lhe uma face de território autônomo, por outro lado, seus percursos históricos não lhe permitiram independência que pudesse permitir aos seus habitantes amazonenses uma existência digna de sua potência natural como estado.

       …o Ciclo da Borracha serviu apenas para o enriquecimento

    de coronéis de barranco e as indústrias europeias e norte-americana”

Em relação à satisfação de seu povo, sua realidade contém uma história mais de sofrimentos e mazelas que propriamente de segurança, satisfação e conforto. Os ciclos econômicos que ofereceu ao mundo, principalmente, o Ciclo da Borracha, serviu apenas para o enriquecimento de coronéis de barranco e as indústrias europeia e norte-americana – aí um fator do interesse ianque pela região Amazônica -. Deixando atrás de si famílias, nostalgicamente conservadores, com um ressaibo de uma recordação que socialmente não serve sequer de lembrança, mas de indignação. Visto que não permitiu ao estado e muito menos, ainda, à capital, Manaus, o sentido do desenvolvimento e progresso. O fim do Ciclo da Borracha, depois de causar a morte de milhares de índios e espoliar seringueiros, trabalhadores espoliados em sua dignidade através de um salário desumano, em condição de escravatura, deixou atrás de si um lugar bombardeado pela ganância capitalista. Uma praga que até hoje perdura impedindo que Manaus se torne uma cidade. Que Manaus tenha alma. Espírito. Mente.  

Esse o legado desse ciclo histórico-econômico que arrasou um povo e deixou como deboche um teatro que serve de orgulho – o orgulho é uma ideia má dos que carregam baixa potência de agir, como diz o filósofo Spinoza – aos imbecilizados pelos modelos culturais europeus. Um teatro chamado despudoradamente de Teatro Amazonas que não reflete a potência-natural do Amazonas. Um antropomorfismo predador.

                 “Colonizados passaram a repetir so atos de seus colonizadores.

                   A lógica: o colonizado reflete o modelo de seu colonizador”

Mas o estado do Amazonas não continua província apenas em razão das forças capitalistas alienígenas que lhe submeteram a condição de colônia para melhor explorar suas matérias-primas. Não. O Amazonas continua província porque o vírus da consciência colonizada – como diz o filósofo Hegel, o Senhor e o Escravo ou o psiquiatra africano Frantz Fanon em sua obra Condenados da Terra – se distribuiu atavicamente em algumas famílias do estado coadjuvadas por grupos estrangeiros. Colonizados passaram a repetir os atos de seus colonizadores. A lógica: o colonizado reflete o modelo de seu colonizador. Ou na linguagem de Freud: uma criança espancada reproduz nos outros, quando adulta, a violência recebida.

Daí que o estado molar – fixo – em que o Amazonas se encontra hoje é o resultado de uma trapaça política implantada em seio por grupos sem qualquer dimensão política.

  “Com considerável número de desemprego e municípios abandonados até

          pela prática médica. O que força a migração para a capital”.

O que o torna um dos estados do Brasil menos desenvolvido, com um baixo índice escolar, um alto índice de criminalidade, que vai de prefeito-corrupto-pedófilo de municípios aos descuidistas das esquinas-escuras. Com considerável número de desemprego e municípios abandonados até pela prática médica. O que força a migração para a capital. Daí, a importância histórica do Programa Mais Médicos do governo federal na região.

Para não redundar em um estado que apenas expressa a derrocada pode-se levar em consideração – por cortesia – a chegada do Nacional F. C. além das oitava s de finais, na Copa Brasil, parando no Vasquinho. E para quem gosta – e que gosto -, o representante, ou o escoadouro de nossa violência, de luta livre que no momento se encontra em ascensão. Mas luta livre não educa um povo, e muito menos é fundamental para criação de uma consciência-democrática. A não ser para o prefeito de Manaus, Arthur Neto, que adora essa violência travestida de esporte. Mesmo sem saber do significado psiquiátrico dessa atividade. Tem o boi do município de Parintins, mas não é autóctone. Além de ser uma carnavalização da fabulação pecuarista modelizado nas escolas-de-samba carioca banhado pela Coca-Cola.

      “Tudo que parecia ser progressista era apenas simulação. Falsa

               mentalidade burguesa fingindo revolucionária”

Essa condição molar em que o Amazonas se encontra na contemporaneidade – sem ser contemporâneo de estados desenvolvidos – bem que poderia ser diferente se tivesse havido, pelo menos, no pós-ditadura a formação de uma consciência política da população que impedisse a subida ao poder de grupos reacionários que há mais de trinta anos dominam o estado impondo este modelo triste de administração-pública. Mas nada disso foi possível. Tudo que parecia ser progressista era apenas simulação. Falsa mentalidade burguesa fingindo revolucionária. E a constatação se encontra na união siamesca dessa simulada esquerda com os ultraconservadores que dominam a alcunhada cena política do estado do Amazonas. Por enquanto, triste província.

DILMA INAUGURA UNIDADE DO CENTRO DE CULTURA BB EM BELO HORIZONTE

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Depois de sua visita ao Congresso, onde foi efusivamente homenageada, até por inimigos, a presidenta Dilma, pela parte da tarde, inaugurou, em Belo Horizonte, o Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). O centro vai fazer parte do complexo cultural na Praça da Liberdade. Lugar onde, segundo a presidenta, deu seus primeiros passos, antes da ditadura lhe prender, posteriormente os acasos históricos lhe conduzirem ao Rio Grande do Sul.

“Popularizar a cultura implica não só dizer que devemos popularizar a cultura, mas ampliar, oferecer e tornar disponíveis todos os instrumentos para isso. E sem dúvida alguma, nós temos certeza de que o vale-cultura vai ser o instrumento dessa popularização e do acesso”, disse a presidenta.

Durante pronunciamento, Dilma, falou sobre a importância de Minas Gerais no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O programa vai atuar nas cidades histórica como Diamantina, São João Del Rei, Ouro Preto, Mariana, Sabará, Congonhas e Cerro, além de Belo Horizonte. O programa contará com R$ 1.6 bilhões para ser aplicado na proteção e desenvolvimento do patrimônio.

“O PAC beneficiará, sobretudo, o estado de Minas Gerais, pois temos aqui um espaço de patrimônio histórico e cultural invejável”, considerou a presidenta.

ARTISTAS FAZEM SHOW NA CASA DA GÁVEA EM HOMENAGEM AO PEDREIRO AMARILDO

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Desaparecido desde o dia 14 de julho, sem que as ditas autoridades ainda não tenham dado qualquer resposta ao horrendo fato, o pedreiro Amarildo de Souza, morador da Rocinha, zona sul do Rio de Janeiro, foi homenageado ontem, dia 27, por artistas no Sesc Casa da Gávea. A Entrada foi livre, mas quem quisesse poderia levar alimentos não perecíveis e roupas. A família de Amarildo encontra-se em estado de penúria.

O espetáculo foi uma edição especial apresentado pelo ator Paulo Betti. O ator, que já foi grande ativista do PT, é responsável pela apresentação do sarau Mostre Seu Talento que ocorre sempre na última terça-feira do mês.

“É uma reunião de artistas para refletir um pouco sobre o desaparecimento do Amarildo. Todo mundo de boa fé quer que não aconteça violência. Então é corrigir comportamentos assim. Por que desapareceram com uma pessoa? É tão grave. Tão simbólico. Tão forte. A gente quer respeito aos direitos humanos.

Até agora sempre foi democrático, mas hoje a gente vai ficar atento à hora de acabar. Todo mundo quer se apresentar”, disse Paulo Betti, o ex-petista, ator da TV Globo. 

MANAUS O LUGAR CERTO PARA O TRATAMENTO DA LABIRINTOPATIA SER TESTADO

A labirintopatia ou labirintite, como é mais conhecida nas rodadas da vida, é uma enfermidade, ou sintoma, que atinge um número grande de indivíduos, principalmente depois dos quarenta anos, mas podendo ser diagnosticada em idade muito anterior. A labirintite ou labirintopatia, segundo especialistas, ocorre mais em mulheres que em homens. Entretanto, nenhum dos dois escapam da experiência vestibular, posto que trata-se de uma enfermidade vestibular, área do líquido que mantém o nosso equilíbrio.

Os sintomas básicos dessa enfermidade labiríntica são as tonturas, conhecidas abismalmente como vertigens, e flutuações. Existem três tipos comuns de tonturas. A tontura rotativa quando o indivíduo sente que o ambiente roda – ou gira dependendo do ponto – em sua circularidade. A tontura não rotativa quando o indivíduo sente que ele é quem gira. Um perigo para quem gira em ponto de umbanda ou passeia de carrossel. Ainda há a sensação de flutuação como se o indivíduo andasse em um colchão com água. Também conhecida como síndrome da ginga do marinheiro quando desce do navio e anda no solo firme.    

Para que o paciente inicie o tratamento são necessários alguns exames desde sangue, passando por cardiológico até cerebral, visto que as tonturas podem ter várias causas. Quando através dos exames se afasta todas as causas não relevantes aos vestibulares, aí começa a terapia. Muitas vezes o tratamento leva meses, até mesmo anos, quando não se torna crônico. O tratamento é necessário, porque seus sintomas são por demais penosos para os que são atacados por estes estados vertiginosos. Insegurança, irritabilidade, palidez, depressão, taquicardia, sudoreses, são alguns desses sintomas que ninguém gosta como acompanhante.

Mas o grande desafio médico é saber quando o paciente encontra-se curado. Muitas vezes o paciente mostra uma acentuada melhora, mas logo ocorre outra crise deixando-o muito triste e improdutivo. Assim, por mais eficaz e moderna que sejam as terapias o sentido da cura é preocupante. Embora, em muitos casos isso ocorra. Entretanto, nós desse blog intempestivo, acometidos pelo dever de querer auxiliar no teste de tratamento dos pacientes, oferecemos um método, para nós, muito competente. Fazer com que os pacientes andem pelas ruas de Manaus. É um teste infalível para saber se eles encontram-se curados ou não.

Manaus é uma não-cidade onde não existe uma só rua com calçada inteira. É totalmente desequilibra no seu plano não-urbano em relação calçadas. E não trata-se de ruas da periferia, que é uma não-arquitetura gritante. Trata-se das ruas do chamado centrão, como é o caso da avenida mais valorizada desse nicho não-urbano, a Avenida Djalma Batista. Nessa avenida não tem um quarteirão com calçada nivelada. É um total sobe e desce, sem contar com a quantidade de automóveis estacionados nessas elevações e depressões. Um grotesco espetáculo de alto e baixo relevo. Há ainda, inúmeras calçadas rachadas e esburacadas, convidando pernas e pés para uma torção ou fratura exposta. Uma maravilha produzida por todas as administrações municipais, e que agora continua no governo do prefeito amigo do ex-prefeito Amazonino, Arthur Neto do PSDB partido do primeiro mensalão no governo Fernando Henrique, o sabotador da velhice.

Diante desse quadro “terapêutico” não-urbano, o paciente ao se colocar em provas pelas ruas da não-cidade de Manaus, depois de tentar andar em algumas delas e não chegar a cair ou não ficar mais tonto, pode-se ter a certeza que se encontra curado. Todavia, embora a cura deva ser comemorada com grande festividade, não devemos esquecer dos tontos que se alojam nessa não-cidade cujas tonturas foram produzidos por essas ruas sem calçadas. Esses, só serão curados se migrarem dessa fábrica de labirintopatia ou labirintite.

 É como diz a velha moral: o equilíbrio não foi feito para todos

PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF, AÉCIO NEVES, SERRA E AS PEQUISAS DO DATAFOLHA

Como explicar uma queda de aprovação de governo num curto espaço de tempo? Se fosse colocado o nome de todos os prefeitos, governadores, deputados, senadores o que aconteceria?

Pelo que assistimos, as manifestações que ocorreram no Brasil na semana passada protestava-se contra tudo. Mas protestava-se com maior evidência contra a Presidente Dilma Rousseff, a ponto de se vê cartaz com o seguinte  clichê: “Fora Dilma e leva tua corja”.

O governo da presidente Dilma Rousseff até antes dos protestos navegava nos seus 57% de aprovação. Caiu com a pesquisa do Datafolha divulgada ontem, sábado, para 30%.

Nesse momento quando nessas manifestações de ruas não vemos nenhum dizer novo, mas apenas bordões, clichês, palavras de ordem na sua grande maioria dirigidas à presidente e ao Partido dos Trabalhadores e transmitidas diariamente pela Tv Globo, porta voz da direita reacionária e outras, cria-se em alguns telespectadores essa mobilidade expressa nos resultados das pesquisas.

Na nossa opinião, a pessoa que foi entrevistada anteriormente não  muda de opinião vendo que o governo não vai mal e que sua economia apresenta flexibilidade própria do capitalismo mundial.

Pode influenciar nos entrevistados a ideia de que devido às cenas de quebra-quebra praticado por malfeitores, baderneiros, manifestantes nazi-facistas protagonizaram. Agressão ao Itamaraty, lojas, concessionárias de veículos provoca realmente  constrangimento.

Por que protestar contra a presidente? A presidente da República é a responsável pelo sistema de transporte coletivo das cidades? A onda de protestos começou exatamente por causa do sistema de transporte coletivo, especialmente em São Paulo devido a reivindicação do Passe Livre que vem sendo cobrado a mais de oito anos.

Não resta dúvida de que esse serviço é péssimo e caro. Só que os responsáveis são os prefeitos, vereadores e empresários. Os empresários, como na não cidade de Manaus é que ditam os procedimentos operacionais, controlam a comercialização de vales transportes e meia passagem estudantil e calculam a tarifa que será cobrada.

Não é de hoje que se fala em IPK. Linhas mais rentáveis fatiar o lucro com as menos rentáveis. Pagar às empresas por quilômetro rodado. Enquanto Curitiba já adota esse sistema, nós que sempre a copiamos, nesse ponto o negócio nunca deu certo. Mas os manifestantes não veem isso como atribuição do prefeito e sim da presidente da República.

E vamos aproveitar esse momento, dizem o pessoal da direita reacionária para fazer uma pesquisa para ver como vai aparecer a presidente. E claro, depois de uma chuvarada de fatos lamentáveis visto nas ruas, a responsabilidade cai sobre a chefa do executivo federal.Visão equivocada, afinal, na República há a descentralização do poder.

Em Manaus, por exemplo, não vimos em momento algum, a população sair às ruas para protestar contra os envolvidos na operação Albatroz. Remanescentes desse escândalo há várias pessoas trabalhando no serviço público.

Não vimos ninguém protestar, por exemplo, contra o deputado Belarmino Lins, tetra presidente da Assembleia Legislativa do Estado com um poder tão grande que foi capaz de criar um TRIBULINS no Estado do Amazonas. Nunca se protestou contra os indícios de corrupção na construção do atual prédio da ALE e especificamente do edifício garagem ali construído.

Se na lista da pesquisa do Datafolha aparecesse nomes de políticos seus índices de popularidade e aceitação estariam nas alturas?

O Datafolha quis saber só mesmo como estava a presidente Dilma Rousseff. Perguntou a 4.717 entrevistados em 196 cidades e o diagnóstico foi essa queda. Queda que tem várias interpretações. Dentre uma delas  e que foi omitida, segundo um post no Blog do Luis Nassif, a aprovação pessoal de Dilma Rousseff que é de 55 e 58%. 

NÃO CIDADE DE MANAUS 100 TRANSPORTES, 100 FUTEBOL, MAS COM UMA ARENA INÚTIL

Os governantes no Estado do Amazonas sempre impuseram suas vontades pessoais em detrimento às necessidades básicas elementares do povo.

É direito do povo: educação, transporte, atendimento médico-hospitalar, saneamento básico, energia, lazer.

Por cá só temos lazer capitalístico. Ópera, boi carnavalizado de Parintins e estádio de futebol para atender caprichos da FIFA.

Quando Manaus foi escolhida sob forte lobby de políticos locais e nacionais para ser uma das sedes da copa  era porque a imagem fantasiosa chamativa da cidade  era o mote para o glamor, tanto é que o Ministro dos Esportes, Aldo Rabelo em visita à não cidade no dia 18 de abril de 2013 para ver como anda os serviços de construção da Arena da Amazônia  assim se pronunciou: “O Brasil precisa que a Copa seja em Manaus, pois esse acontecimento internacional e a fantasia que o envolve será mais completo, mais representativo.”

O ministro utiliza a mesma temática que muitos “artistas” locais sempre utilizam em suas obras para retratar a Amazônia e pensam que estão criando,  mas na realidade só estão reproduzindo o constituído. Leiam a fala do ministro: “a Copa precisa de uma sede com esse imaginário, com essa história, com essa cultura, com essa identidade, com esse bioma único do planeta. O Amazonas tem 98% do seu território coberto por floresta, só isso já justificaria uma Copa do Mundo aqui.”

Infelizmente o ministro que é de um partido comunista, mas que se capitalizou está univitelinamente defendendo capital mais espúrio que existe neste planeta que é comandando pelo senhor Josef Blater.

Um ministro de Estado se sujeitar a vistoriar uma obra para ver se o cronograma de atividades está dentro do prazo temos que questionar. Como temos que questionar a permanência do atual presidente, José Maria Marin da CBF no comando da instituição depois das denúncias de envolvimento com a ditadura militar.

Infelizmente o olhar do ministro sobre a Amazônia é um olhar romântico e que já questionamos a bastante tempo.

O pior da visita  do Ministro foi aquilo que em post anteriores já havíamos falado. Haverá a copa em Manaus,  mas sua população ficará a ver um tremendo estádio sem nenhuma serventia,  enquanto sua população não terá um sistema de transporte digno para levá-los ao trabalho diariamente.

O ministro foi enfático. Transporte mesmo só o aéreo. O investimento que se está fazendo é só no Aeroporto Eduardo Gomes.

O ministro tem razão. Manaus é mais bem servida de avião do que de transporte coletivo.

O usuário que mora na zona norte da não cidade vê mais avião decolar do aeroporto do que o ônibus passar. E é até capaz desse avião chegar a Brasília e ele não chegar a seu destino dentro desta cidade 100  estrutura.

O BRT e o Monotrilho só depois da copa. E depois da copa eles andarão vazios porque pela literatura que lemos e acompanhamos são sistemas que em algumas cidades não deram certo e estão querendo implantar por cá. Andarão vazios porque a Arena da Amazônia depois da copa não vai funcionar porque nós não temos futebol, não temos mais times. Os cupins chegaram por aqui a bastante tempo e roeram  todos os pernas de paus que possuíamos. Assistir pelada  por pelada é melhor ir aos campos dos bairros onde a brincadeira é diferente. A grana ali não é prioridade. A prioridade é brincar.

Brincar no sentido lúdico da invenção, da criação. Não do engodo, do deslumbramento do capital da FIFA que todos os políticos do Amazonas apoiaram, como boa parte da população os aplaudiu,  mas depois vai reclamar. Só que será tarde. Nossa grana foi toda para a Suíça.

 

 

 

PREFEITURA DE ARTUR NETO, DO PSDB, 100 NADA

O vitual e o real

Manaus continua a mesma.  Ruas cheias de buracos, falta de água, reajuste da passagem de ônibus de R$ 2,75 para R$ 3,00, agressão a estudantes por parte do rapa que reclamavam do reajuste  abusivo da passagem de ônibus.

Uma coisa é propaganda, virtualidade a outra é o fato, a situação real.

Nos jornais e televisões o prefeito e seus seguidores propagam realizações: tapa buracos, prourbis, construção de casas, entrega de ruas, iluminação, ampliação do horário de atendimento nas ubs, plano de reforma para 60 escolas e por ai vai.

O que o prefeito e sua equipe realizaram foi mínimo. Nestes 100 dias não há nada para ser comemorado.

Como comemorar algo se em campanha o prefeito prometeu que não reajustaria a passagem de ônibus?

Comemorar o quê se em várias áreas da não cidade de Manaus a falta de água continua sendo diária e persistente?

Tapar buraco é uma obrigação e isso já era para ter sido concluído nesses 100 dias, mas não é o que acontece. A cidade continua a cidade dos tatus a qual apenas para  que enriquecer donos de lojas de autopeças.

Para que economizar R$ 70 milhões se meu filho não tem mais leite. Comemorar 100 dias inaugurando obras que já estavam em fase de término é questionável.  O corredor viário do Mindu estava quase pronto quando ele assumiu a prefeitura.

Por que reajustar o IPTU se antes o prefeito criticava o elevado índice tributário?

Por que a campanha de limpeza de quintais nas diversas zonas da cidade ainda não foi autorizada para que as pessoas possam colocar seus entulhos nas laterais das vias e assim os caminhões da prefeitura os recolher. A dengue está ai e como já falamos; o prejuízo é enorme tanto para o município como para o Estado, bem como coloca em risco a vida de muitas pessoas.

Por que reformar escolas em pleno andamento do ano letivo? Há escolas no município que ainda não iniciaram as aulas bem como há escolas que começaram a partir deste mês e estão repondo aulas aos sábados.

Não se deve esquecer que este ano teremos avaliações externas como a prova Brasil e se as escolas retardarem suas atividades os índices educacionais do Amazonas irão continuar os últimos como se encontram hoje em comparação como os outros estados da federação.

Manaus como várias cidades do Brasil que sempre foram comandadas por políticos tradicionais, carreiristas são os principais responsáveis pelo que elas apresentam.

A  falta de planejamento urbanos, alagamentos resultados de fenômenos pluviais, falta de política habitacional, de saúde, educação. Por trás de tudo isso estão os políticos que ininterruptamente se elegem e são responsáveis pelo descaso que estas cidades como Manaus, São Paulo enfrentam.

O prefeito eleito prometeu muita coisa. Nestes 100 dias não há nada de fenomenal. A não cidade continua triste. Muito triste.

A capitalista promoção da FIFA, a copa do mundo por aqui em termos de transporte coletivo ainda não deu as caras. Neste momento obra nenhuma em termos de transporte  será concluído até a realização do evento.

E diante de toda esta situação, Manaus continua uma não cidade.

Uma não cidade 100 água, 100 transporte coletivo, 100 combate à dengue, 100 o leite do meu filho, 100 aulas, 100 cumprir promessas, 100 cancelar o contrato com a Manaus Ambiental, 100 dialogar com os movimentos sociais.

100 tudo isso, Manaus continuará a ser um território 100 cidade.  

 

 

  

 

    


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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