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“BRASIL, O GRANDE SALTO PARA ATRÁS”, DOCUMENTÁRIO DOS FRANCESES FRÉDÉRIQUÉE ZINGARO E MATHILDE BONNASIEUX, A ARTE QUE MOSTRA O GOLPE QUE O MUNDO CONHECE

  Hora de ir ao cinema! Se tiver pipoca, tudo bem, mas se não tiver, tudo bem também (rima já que se trata de política artística). O mundo todo já sabe, porém nunca é demais quando se trata da verdade. Ainda quando a verdade é política. A maior verdade de todas. Política no sentido marxista e spinozista, como movimento real e composição democrática do existir ontológico. E não política no sentido desativado de vida. O sentido da burguesia-molar em todas as suas formas e substâncias. Como acreditam homens e mulheres reativos que tomam os seguimentos regrados pelas instituições coisificadas como verdade estabelecida pela política econômica do capitalismo.

  Brasil, Salto Para Trás, mostra com minuciosidades todas as tramas perpetradas pela direita que impede secularmente o Brasil de se tornar autônomo e senhor de seu destino. As direitas degeneradas que submissas estão sempre de joelhos ao capital internacional. Uma patologia que afirma sua vocação masoquista. O salto a-histórico que redundou no golpe que, dado seu corpo psicopatológico, não pode ser comparado com o golpe de 64. O golpe de 2017 foi produto da força atrofiadas de todos os seguimentos aberrantes que perambulam e entulham o país.

     Mas vamos ao cinema, porque imagens são ideias e ideias e imagens são foras que se desdobram como dentro mutante (Foucault e Deleuze).

     

LULA, DILMA, ARTISTAS E O POVO FESTEJAM A INUNDAÇÃO DO SERTÃO NORDESTINO

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O Sertão nordestino está em festa. Nunca deixaremos de cantar essa conquista que é a chegada da água no Sertão do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

A classe dominante e a seca  foram muito severos com o nordestino. Esse povo comeu o pão que essa elite e os coronéis amassaram. É um povo de retirantes como muito bem cantou João Cabral de Melo Neto no poema Morte e Vida Severina.

A seca expulsou nordestinos para o Sul e para o Norte. No Amazonas tornaram-se soldados da borracha. Para cá vieram levas deles para trabalhar na exploração do látex que promovia o boom da economia no Amazonas. Dessa época, fruto do suor desses trabalhadores foram construídos prédios como o Teatro Amazonas, Palácio da Justiça, Palácio Rio Negro, símbolos da burguesia predadora amazonense. Nos panteões desses monumentos não aparece nenhum nome desses soldados da borracha, desses trabalhadores, trabalhadoras. Só constam nomes dos governantes.

“Setembro passou/ Oitubro já veio/ Já estamos em Novembro/ Meu Deus que a de nós/ Assim fala o povo/ Do seco Nordeste/ Com medo da peste/ Da fome feroz” mandou ver o poeta da roça, Patativa do Assaré.

O eu lírico cantante interrogava, questionava a seca, o medo e a fome. Meu Deus o que a de nós?

As quatro estações que no Sul do Brasil são todas definidas, no Sertão só é Sol e verão. E tem eleições e só os coronéis, classe dominante as ganham e o povo a morrer, tísico, como retirante vai pro Sul, Centro Oeste tornar-se Candango.  Constrói Brasília.

Sempre explorado em todas as partes e a Literatura e as demais artes como o Cinema mostrando o Cangaço, Lampião e Maria Bonita, Padre Cícero e o Juazeiro do Norte, a forma de mistificação e religiosidade usada para cultivar a dominação como se vê em Antônio Conselheiro, Canudos, Os Sertões de Euclides da Cunha, Geografia da Fome de Josué de Castro.

Não podemos esquecer o alagoano, autor de Memórias do Cárcere, Vidas Secas, Angústia, São Bernardo, Graciliano Ramos. E cabe aqui citarmos um trecho de sua obra Vidas Secas intitulado Festa. É uma família que morava no Sertão e um dia foram participar de uma festa religiosa na cidade. As crianças nunca tinham ido à cidade. Quando lá estão a chegar deparam-se com coisas e objetos que nunca tinham visto e não sabiam seus nomes. Ficaram maravilhadas. Será que tudo aquilo tinha nome? Os homens tinha capacidade de memorizar tantos nomes?

É dessa forma que hoje estamos a ver no nordeste do Brasil,  todo mundo maravilhado com a chegada da água da transposição do rio São Francisco feita por Luís Inácio Lula da Silva, Dilma Vana Rousseff e por milhares de trabalhadores que devem ter seus nomes gravados e mencionados nos panteões de concreto dos aquedutos, reservatórios e nos eixos de distribuição. A água eles não conheciam na quantidade e volume que chega hoje. Só ouviam falar, era rara, escassa. Era racionada. Ninguém pulava na água. Hoje, tem peixe e pescadores. Hoje, onde ela chega é motivo de festa e festa porque ela foi idealizada por um grande brasileiro, o maior e melhor presidente do mundo. O turismo e o comércio nas margens dos reservatórios é um sucesso.

Natural de Garanhuns no Sertão de Pernambuco, o maior, pobre, retirante foi pra São Paulo no Pau de Arara e nunca esqueceu os seus concidadãos. Era preciso resolver o problema da seca no Nordeste. Nas duas monarquias que este país teve esse projeto foi pensado. Dom Pedro II e Dom Fernando Henrique Cardoso príncipe sem Trono amigo de um afrodescendente originário de países nórdicos não os concretizaram. Concreto mesmo, só com o nordestino, Doutor Honoris Causa de inúmeras Universidades espalhadas por todo o mundo, Luís Inácio Lula da Silva.Resultado de imagem para imagens de lula e Dilma na transposição do São FranciscoA transposição da água do rio São Francisco para o Sertão de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte é obra iniciada em 2007 com Luís Inácio Lula da Silva. A ida, outro dia lá, do golpista Temer foi só pra nos fazer rir porque o povo do nordeste, do Brasil e até os minerais sabem, principalmente a água que o idealizador do projeto foi Lula e continuado por Dilma a presidenta que foi eleita com 54.501.118 votos.

Os méritos dessa grande, portentosa  e magnífica obra é dos governos populares de Luís Inácio Lula da Silva, Dilma Vana Rousseff, João Cabral de Melo Neto, Ariano Suassuna, Patativa do Assaré, Belchior, Lampião e Maria Bonita, Zumbi dos Palmares, Graciliano Ramos, Lourival Holanda, Glauber Rocha, João Guimarães Rosa, Manuel Bandeira, todos, todos que trataram sobre as mazelas e misérias do nordeste e especialmente é obra do Povo, dos verdadeiros democratas sem demo do Brasil.

 

A PRISÃO AGUARDA OS GOLPISTAS BRASILEIROS QUE QUEREM PARAR A SANGRIA DA LAVA JATO, VENDER A PETROBRAS E ALTERAR TODA A LEGISLAÇÃO PREVIDENCIÁRIA, TRABALHISTA E CONQUISTAS SOCIAIS DOS GOVERNOS LULA E DILMA

O golpe político-jurídico-parlamentar-midiático foi tramado logo após a derrota do homem de Furnas e da Lava Jato Aécio Nervosinho Cunha, do PSDB. A presidenta Dilma não ficou desempregada a partir de 1º de janeiro de 2015. A presidenta subiu a rampa do Planalto ovacionada por eleitores de todo o Brasil que viajaram para Brasília para participar de sua posse.

A vitória de Aécio Nervosinho Cunha colocaria em prática o plano neoliberal que o desgoverno de FHC implementou tendo  as privatizações de empresas estatais o objetivo principal. Mas não para só nisso. Eles pretendem alterar a legislação previdenciária, trabalhista, alterar toda a política que o governo Lula e Dilma projetaram para a Educação através da política do FIES, do PRONUNI, política de cotas, criação dos Institutos Federais de Educação, Mais Médicos. Os golpistas que ai estão, nesses dois meses já causaram um estrago tão grande que não vai ser fácil para Dilma corrigir. Para golpistas só interessa o Estado Mínimo. Quanto menos o Estado investir em educação, saúde, saneamento, habitação é melhor. Por isso as privatizações e terceirizações que já existe na saúde e em alguns Estados está chegando na educação.

Quando são derrotados depois de comemorarem a vitória do Furneiro, era preciso conquistar o governo através de um golpe político-jurídico-parlamentar-midiático. Foi exatamente o que fizeram. Não envolveram os militares, mas por ter seguido ritos “políticos” nas duas casas legislativas o golpe pareceu como “legítimo”, pois até o STF quando estabelece o rito atua a favor do medonho.

O golpe foi tramado na Câmara dos Deputados com Eduardo Caranguejo Cunha, com o Senado através de Aécio e todos os senadores do PSDB, DEM, PP, REDE, alguns do PMDB, no Palácio Jaburu com o presidente Rainha da Inglaterra que resolveu fazer uma carta se queixando de ter sido esquecido por Dilma.

A Lava Jato fazia suas operações infindáveis e todos os principais envolvidos na corrupção, no roubo, na trama envolvendo as principais empreiteiras brasileiras estavam nas duas casas legislativas e era preciso parar a sangria.

O PMDB produz o “programa” Ponte para o Futuro.

O PSDB precisava também defender os políticos de seu partido todos envolvidos em roubos na Andrade Gutierrez, na Odebrecht, na PETROBRAS. Mas por detrás de tudo isso estava a vontade, o desejo desses entreguistas acabarem com  a PETROBRÁS.

E para colocar em prática o desmonte da maior empresa produtora de petróleo do Brasil o golpista Michel Temer indica para o Ministério das Relações Exteriores José Serra e para presidente da PETROBRAS, Raimundo Parente que com FHC venderiam a empresa e já tinham até proposta a mudança nominal para PETROBRAX, pois esse nome atrairia compradores da nossa maior empresa brasileira.

Por considerarmos que o ataque à Lava Jato e o desmonte da PETROBRAS fazem parte do golpe, reproduzimos aqui o manisfesto do Sindicato dos Petroleiros do Rio de Janeiro e da Federação Nacional dos Petroleiros, compartilhado do 247.

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CRÔNICA DE UM ESTUPRO ANUNCIADO

A nova diretoria da Petrobrás, comandada por Pedro Parente, prepara um verdadeiro estupro da empresa, à vista da sociedade brasileira. Para isso, tem a ousadia de buscar o consentimento pacífico dos próprios petroleiros. As propostas de Parente são um acinte à consciência de todo o brasileiro empenhado no desenvolvimento do país. Curiosamente, enquanto Bendine, seu antecessor, preparava o desmonte da Petrobrás sem avisar, Parente tem o desplante de avisar previamente sobre o desmonte, recorrendo a um rosário de falsidades. Ei-las:

1. Parente afirma que a Petrobrás está em crise financeira, na linha do que vem pregando há meses seu mentor, o ministro interino José Serra.

É falso. A Petrobrás tem um patrimônio gigantesco de óleo e gás no pré-sal, sendo que a dívida da empresa, somada aos desvios estimados, representa não mais que 1% desse patrimônio.

2. Parente sustenta que o petróleo do pré-sal é menos do que se dizia, tendo sido furados muitos poços secos.

É absolutamente falso. As estimativas são de que há muito mais petróleo no fundo do mar do que se imagina. A produção do pré-sal cresce em ritmo impressionante (8% em maio sobre abril), o que não corresponde à ideia de que as reservas sejam menores do que as anunciadas anteriormente. O custo de extração vem caindo e a produção de óleo e gás bateu novo recordo em junho de 2016, alcançando a marca dos 2,9 bilhões de barris. Em relação ao mês de maio, o volume apresentou um aumento de 2%.

3. Parente e seus diretores dizem que têm como missão “salvar a Petrobrás”

Falso. A Petrobrás está no pico de sua produtividade operacional e não precisa de nenhum salvador da pátria.

4. Parente quer a privatização da BR, dos gasodutos, da indústria de fertilizantes, “em nome do saneamento da Petrobrás”.

Nada mais falso. O que ele pretende é repassar ao setor privado os setores mais rentáveis do sistema de petróleo, pois o maior lucro está no valor agregado em derivados, petroquímicos, transporte e fertilizantes.

5. Parente sustenta que a construção do Comperj e da Refinaria Abreu e Lima não deve ser retomada, porque não seria rentável para a Petrobrás. Diz que “refinaria não dá lucro”.

Completamente falso. O Comperj interessa à Petrobrás como investimento rentável na área petroquímica. A Refinaria Abreu e Lima aumentaria a produção de combustíveis da empresa, reduzindo a necessidade de importações. O que Parente pretende, portanto, é enfraquecer a Petrobrás, colocando-se na contramão de todas as grandes petrolíferas do mundo que procuram diversificar, buscando fusões e incorporações.

As propostas da nova Diretoria da Petrobrás são repelidas por petroleiros e por todos os cidadãos que têm o mínimo conhecimento da área do petróleo e compromisso com o interesse nacional. São propostas entreguistas, destinadas a favorecer os interesses estrangeiros.

Privatizar a rede de gasodutos construída pela Petrobrás, que interliga o país de norte a sul, privatizar a BR, que garante a distribuição de gasolina em todo o território nacional, além de constituir em ameaça à compra do óleo refinado no Brasil, são crimes inomináveis e a sociedade precisa tomar conhecimento disso.

Até mesmo num campo tão estratégico para o Brasil, como no dos fertilizantes, sendo o país agrário, as intenções de Parente são aviltantes, pois pretendem colocar o agronegócio totalmente nas mãos dos produtores estrangeiros de fertilizantes.

Os petroleiros e todos aqueles comprometidos com o futuro e a soberania nacional repudiam veementemente o desmonte da Petrobrás e a entrega do pré-sal a empresas estrangeiras.

Campanha Todo o Petróleo Tem que Ser Nosso
Sindipetro-RJ e Federação Nacional dos Petroleiro (FNP)

Não podemos jamais permitir que vendam a nossa maior empresa. Ela é lucrativa, ela emprega milhares de trabalhadores na sua cadeia que vai da petroquímica à metalurgia e outros serviços essenciais para a soberania de nosso pais.

A PETROBRÁS é nossa. E para ver como uma empresa como ela é importante para a soberania de um pais sugerimos a todos os brasileiros que assistam o maravilhoso cinema italiano chamado  CASO MATTEI, que apresenta a história de como a indústria petrolífera italiana foi presidida por Mattei e a preocupação deste com a questão social e principalmente com os trabalhadores que são os construtores da democracia e da soberania nacional.

VAI UM CINEMINHA? “OS QUATRO CAVALEIROS”. DOCUMENTÁRIO DE ROSS ASCHCROFT SOBRE A RELAÇÃO DO CAPITAL COM A POLÍTICA

Ross Aschcroft mostra em seu premiadíssimo documentário Os Quatro Cavaleiros, a descarada corrupção da política pelo capital financeiro que faz profundas interferências nas decisões dos governos que aparecem como seus dependentes. A perversa participação dos bancos financiando candidaturas que depois de eleita ficam presas as determinações destas empresas.

Um tema atualíssimo, como se pode observar quando comparado com o momento atual das campanhas eleitorais para a presidência da República. Um exemplo claro e incontestável a candidata Marina, inquilina do PSB, envolvida até a medula com o banco Itaú de sua orientadora financeira, Neca Setúbal.

Veja, ouça e analise como essa forma de corrupção causa grandes males ao mundo. É o capital se reproduzindo de forma mais aberrante dominando as principais fontes de riquezas minerais dos povos.

 

O CINEASTA OLIVER STONE APRESENTA O SEU CINEMA, “MI AMIGO HUGO”. O QUE AS MÍDIAS TRAMADORAS JAMAIS MOSTRAM

É a contribuição de Oliver Stone ao mundo depois da morte de Hugo Chávez. Antes Stone havia filmado o documentário “Ao Sul da Fronteira” com as participações dos chefes de Estado da América do Sul Rafael Correa, Lula, José Mujica, Evo Morales e Cristina Kirchner. São 50 minutos de puro documentário.    

A Telesur, televisão pública venezuelana, em cadeia, exibiu Mi Amigo Hugo, no dia 5 de fevereiro, data da comemoração de um ano de morte de Hugo Chávez. Um presidente que citava de Cristo a Marx, passando por Nietzsche.  

O CINEASTA EDUARDO COUTINHO DIRETOR DO CINEMA “CABRA MARCADO PARA MORRER”, FOI ENCONTRADO MORTO

O talentoso cinegrafista Eduardo Coutinho, de 81 anos, diretor do revelador cinema, Cabra Marcado Para Morrer, e de outras obras importantes da cinematografia brasileira como Edifício Master e Jogo de Cena, foi encontrado morto com facadas em sua casa, na Lagoa Rodrigues de Freitas, na zona sul do Rio de Janeiro. Segundo a polícia existem sinais de assassinato. Sua importância para o cinema brasileiro é também como documentarista.

Sua esposa, Maria das Dores de Oliveira Coutinho, 61 anos, deu entrada juntamente com seu filho Daniel Coutinho, 41 anos, no Hospital Municipal Miguel Couto, com cinco facadas, enquanto Daniel, como duas facadas.          

Ela, depois de passar por cirurgia, encontra-se em estado grave, já Daniel, encontra-se em estado estável. Há suspeita policial de que o autor dos crimes possa ter sido seu filho Daniel que apresenta sintomas psiquiátricos.

A MINISTRA DA CULTURA, MARTHA SUPLICY, VAI SE ENCONTRAR COM A MOÇADA DO ROLEZINHO PARA DISCUTIR O TEMA

Durante o lançamento aos funcionários do Banco do Brasil do Vale-Cultura, na capital de São Paulo, a ministra da Cultura, Martha Suplicy, diante da onda contínua dos rolezinhos, afirmou que vai ter um encontro com os representantes dessas manifestações para discutir a sua realidade. Mas a ministra adiantou que por causa do rolezinho, seu ministério vai ter que rever a sua agenda cultural. No caso a política do ministério para a juventude.

“Em novembro, quando a gente teve a conferência de cultura, falamos em fazer um grande encontro da cultura com a juventude. O ministério já está trabalhando nisso. Estamos avaliando como fazer, porque era uma ideia, e agora com essa história de rolezinho, temos que adaptar um pouco.

Queremos escutar a juventude que compra tênis de marca, mas não vai a um cinema. Ou nem sabe o quão é legal fazer uma visita guiada a um museu e entender um pouco as coisas que acontecem nas artes.

Tem muito a ver com ser adolescente. Poder ter coisas que nunca teve, como um celular 3G, tênis de marca, camiseta do ídolo de futebol e poder se exibir nos lugares que nunca foi. Como psicóloga, consigo entender isso muito bem, agora tem um significado mais amplo, que nós temos que avaliar.

Tem que pensar o novo. E o novo nós não sabemos qual é. Vamos saber com eles o que eles acham importante. Quem só consegue comprar o tênis de marca, tem que conseguir usufruir da cultura de outra forma. Arrumar um jeito de isso acontecer é que vai ser a nossa ação”, observou a ministra.

O rolezinho é produto próprio da urbe. Da polis, portanto carrega signo político. Apesar de ser uma corruptela de rolê. ” Dá um rolê por aí”. Diria o filósofo Paul Virilio, uma manifestação dromológica. Caminhar pela cidade. Às vezes sem saber por onde e para onde. Quem sabe encontrar um broto, como diária o poeta-compositor-cantor de Sobral, Belchior. Quem não dá rolê pode ficar na mão. Na década de 70, mesmo com toda repressão se dava um rolê pela aí. “Vou dá um rolê, meu”. Rolê também tem semelhança com dá bandeira. “Vou dá bandeira para ver se aquele broto me saca e quem sabe não pinta um lance”. Ou “dá um role para descolar uma mina”.

Uma diferença do rolezinho para o role original é que o role é realizado individualmente. Algumas vezes, em grupo. Mas o rolezinho – embora seja uma figura linguística diminutiva – é realizado em bando. Bando no sentido deviriano, como diriam os filósofos Deleuze e Guatarri. Nada de linguagem policialesca: bando de marginais. São mil jovens em uma singularidade. Aí o medo das pessoas bem conformadas. Formadas com ideias retrógadas. O movimento dromográfico dos jovens causa ansiedade nos habitantes estabelecidos da urbe.

Foi exatamente essa ansiedade, saída do espanto de não poder controlar o movimento, que levou puristas-moralistas-burgueses, bem urbanizados em suas masmorras de classes a condenaram a manifestação. Ainda mais, o fato de elas serem realizadas em shoppings, o símbolo do consumismo que concede a ilusão de ser amado para quem tem dinheiro. A paz comercial dos shoppings, a dromografia rolezista propiciada por jovens das periferias, o espanto impulsionado pelo medo do assalto propagado pelos meios de comunicação histéricos, como a TV Globo, e, por fim, a ansiedade. Não tinha que dá outra opinião: é violência.

Todavia, como se trata de ano de eleição, algumas autoridades já consideram o rolezinho aceitável. Como ocorreu com o governador de São Paulo, o estado mais reacionário, apesar do desenvolvimento econômico, que disse ser rolezinho legal. Mas – como Obama -, contanto que não transgrida e coloque em perigo os bens privados e os consumidores.  

MOSTRA DE CINEMA E DIREITOS HUMANOS COMEÇA EM MANAUS TRAZENDO O CINEMA PARA QUEM NÃO O TEM DIREITO

IMG_5180A Mostra de Cinema e Direitos Humanos na América do Sul chega em sua 8a edição como referência no debate dos direitos humanos através das imagens em movimento. Neste ano com o projeto “Inventar com diferença” a mostra chega a 600 pontos fora das grandes capitais sendo exibida até o dia 20 de dezembro em cineclubes, associação comunitárias, pontos de culturas etc.

Desta forma a cada ano que passa a Mostra traz novas imagens humanitárias produzidas por realizadores engajados no fim da exploração e qualquer forma de dominação de seres humanos.

Neste ano a Mostra trouxe produções de diversos países sulamericanos além de uma mostra indígena e uma homenagem ao documentarista Vladimir Carvalho que tem produções ímpares como O país de São Saruê, Barra 68 ou Conterrâneos Velhos de Guerra.

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Em Manaus, onde tirando o kinemasófico afinado não existe uma programação cinematográfica que chegue aos bairros e as pessoas relegadas pelo governo, a Mostra de Cinema e Direitos Humanos é o único espaço institucional para brotar a inteligência. Tudo sem o falso glamour da projeção de filme e festiva de filmes para uma classe mediana ignara feitos em Manaus pelas secretarias.

Desta forma na não-cidade de Manaus sempre a programação programada nunca adentra os bairros, ficando segregada em grande maioria a parte central da cidade. Mesmo a Mostra ocorrendo no centro da cidade, há a possibilidade como falamos da sociedade civil ampliar esta limitação geopolítica imposta sempre pelos secretários e governantes.

IMG_5167Da mesma forma que ocorreu no ano passado, estudantes de uma escola na proximidades foram “liberados” para assistir a mostra. Embora a presença de todos seja muito importante, há de se convir que eles são utilizados pela secretaria como forma de mostrar que em Manaus “tem jovens interessados”.

Porém ao contrário de cidades como Belém, São Luiz, Aracaju, Cuiabá, Rio de Janeiro etc, não existe um interesse das secretarias de cultura/educação em que os estudantes possam ir ao menos uma vez por mês (sem nenhum custo) a qualquer atividade cultural.

Desta forma os jovens, crianças e adultos em Manaus são distanciados da arte, que grande parte das vezes não chega aos bairros. Bom seria que os jovens tivessem acesso constantemente a estas experiências.

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Nesta última quinta (28) a abertura do evento contou com a projeção do tocante curta “A onda traz, o vento leva” de Gabriel Mascaro e da animação “História de Amor e Fúria” de Luiz Bolognesi.

A organização da mostra deste ano ficou por conta da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH) e da Universidade Federal Fluminense (UFF). Esteve presente na ocasião a representante da SDH, Ana Lúcia que conversou com nosso bloguinho sobre esta nova edição da Mostra e a importância dos cinemas trazidos.

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Nesta 8a mostra como nas 7 anteriores, há uma compreensão holística dos Direitos humanos. Sabemos que sempre vai ter um pouco mais de uma temática direcionada em determinada mostra, como neste ano na mostra indígena, mas não há um direcionamento. Temos também bons produtos com todas temáticas, o que contribui com a seleção independente. A 8a Mostra estárá em 26 capitais, no Distrito Federal e em centenas de outros espaços fora dos grandes centros, podendo uma cidade estar com mais do que três lugares de exibição. Isto é uma construção que só é possível quando a gente percebe que o Brasil não é só das instituições governamentais, mas que a gente precisa buscar parceira com a sociedade organizada, com quem pensa a cultura e tem interesse em trabalhar o humano de forma de ampliar o conhecimento, de sinergia, de aumentar a capacidade de entender o outro humano.

Os cinemas da Mostra criam a possibilidade de propiciar outros debates como de inclusão, de integração, de valorização das pessoas, da ética, da diversidade, da compreensão, da tolerância. Levam a refletir de forma integrada em que some, que seja uma sinergia das mais diversas variantes que se tem da cultura e também por que o Brasil é esta diversidade. Não podemos permitir um Brasil raivoso, sectário, de discriminação, conservador. Até por que o Brasil é um pais para todos, onde as pessoas se respeitem, se amem sem ódio e é o que temos tentado construir.”

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Ana Lúcia ainda destacou a importância da mostra deste ano contar com um novo parceiro, a UFF, e da preocupação da secretaria e do governo federal com a educação como uma forma geral de ampliar o desenvolvimento social.

A mostra conta hoje como parceira a Universidade Federal Fluminense, que tem também um departamento de produção cultural inegável, mas continua havendo o apoio do Ministério da Cultura. Pelo que temos percebido esta nova parceria será exitosa.

A Secretaria de Direitos Humanos tem feito o exercício ou condução da política de direitos humanos pela ministra Maria do Rosário, que é professora, que foi sindicalista do sindicato dos Educadores do Rio Grande do Sul, vereadora, deputada estadual, deputada federal. A atuação dela foi sempre relacionada a educação e a gente sabe que não há outro caminho no Brasil que não seja o de incentivar de forma mais ampla a educação. Não é simplesmente dar instrução, mas a educação como sendo a base que pode de fato gerar diferença e confirmar a liderança do Brasil. Por isto o presidente Lula apostou em carreira da docência superior, concurso público, em ampliar as universidades,as escolas técnicas, profissionalizantes e expandir em toda territorialidade do Brasil.”

Em Manaus a Mostra continua hoje e na próxima semana de quinta à sábado no Teatro da Instalação no Centro da Cidade. No próximo ano esperamos auxiliar nesta ampliação humana e cultural que o Cinema e Direitos Humanos propicia a todos.

PARA O PESSOAL DA CHAMADA SAÚDE MENTAL, MIL OLHOS E MIL OUVIDOS, SÃO POUCOS PARA O DOCUMENTÁRIO “EM NOME DA RAZÃO”, DE HELVÉCIO RATTON

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Helvécio mostra em sua obra cinematográfica o que era chamado, em 1979, de tratamento psiquiátrico no Hospital Colônia, na cidade mineira de Barbacena. O que levou o psiquiatra italiano Franco Basaglia, chamar de campo de concentração nazista. Ele um dos responsáveis pela possibilidade da realização do documentário dado seu grau de importância no mundo psiquiátrico.  

Basaglia foi o criador da política de desinstitucionalização da doença mental, a reforma anti-psiquiátrica, a luta anti-manicomial que mudou no mundo o conceito de doença mental e suas terapias. Ele formou junto com os antipsiquiatras Ronald Laing e David Cooper, entre outros, o movimento político-psiquiátrico de libertação da loucura. Fragmentou o conceito de doença mental forjado pela psiquiatria-burguesa. Na verdade, terapias de desaparecimento da mente. Da camisa de força, passando pelo choque elétrico, psicofármacos, até a lobotomia. Essa uma prática constante de eliminação da existência do paciente. Uma cumplicidade entre psiquiatras emasculados ontologicamente, com famílias paranoicas. Sociedade de dizimação do outro.

Analisemos o conteúdo revolucionário do documentário.

NORMA BENGELL ENCENA SEU ATO LIMIAR

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Norma Bengell escreve, canta, compõe, milita nos intermezzos da história do Brasil. Existência inquieta como deve ser a existência de todos que se tomam como originalidade. De todos que acreditam que viver não é ficar na expectativa, mas sim na prospectiva. É tomar o presente e arquitetar um futuro, porque “são frutos da sua época de seu povo”, como se refere Marx ao filosofo. Nesse sentido, Norma Bengell concretiza a história do Brasil como mulher que foi “fruto da sua época, do seu povo”.

Ela sempre soube que uma mulher devém história, assim como um operário. E quando uma mulher é artista, devém o senso revolucionário de seu modo de ser com sua comunalidade. Cinema, teatro, composição, música, ativismo político pelas liberdades, principalmente no período doloroso da ditadura militar que tomou conta do Brasil entre os anos de 1964 e 1985, tudo isso são notas que compõem seus intermezzos. Os meios onde se encontram as potências revolucionárias, como dizem os filósofos Deleuze e Guattari.

Suas notas transmutaram-se em décadas como riquezas históricas. Não há décadas perdidas em sua arqueologia-ontológica. Décadas de 60, 70, 80, 90, 10 – de 2000 -, sempre ativas. As imagens-lembranças-históricas confirmam. Luta pela liberdade estética juntos com outros personagens. Luta pela liberdade feminina, onde nenhuma nudez seria castigada. Luta pelas liberdades políticas contra a ditadura. Sempre lutas. Sempre envolvimentos.

Já na zona fronteiriça, onde o imperceptível, o impessoal e o intempestivo se mostram em névoas, Norma, sentiu a necessidade de continuar atuando como originalidade, mas a imposição da brutalidade lhe negava o devém. Sua efetivação ontológica estava ameaçada, e ela tentou desfazer-se dos objetos que materializaram seus intermezzos acreditando que havia sentidos e inteligências capazes de tomá-los como sublimes. Não havia. Como diria Marx: a época é “sem espírito”.

Norma Bengell se lançou no limiar. Na zona de indiscernibilidade.     

NÚCLEO PIRATININGA DE COMUNICAÇÃO MOSTRA LUTAS POPULARES DA AMÉRICA LATINA

Hoje, dia 1°, de setembro será lançado no cinema Odeon BR, na Cinelândia, na Praça Floriano, N° 7, no Rio de Janeiro, no momento do projeto Domingo é Dia de Cinema, a agenda do almanaque de Lutas Populares da América Latina. O evento latino-americano é uma produção do Núcleo Piratininga de Comunicação que teve como ponto de partida o dia da proclamação do Haiti depois de mais de dez amos de luta desse povo contra as forças imperialistas francesas, tornando-se o primeiro país da América Latina a se tornar livre da opressão imposta por tiranos do Velho Mundo. Este trabalho comunicacional está sendo apresentado pelo Núcleo Piratininga de Comunicação desde o ano de 2005

O objetivo da agenda é promover capacitação, apoio e memória da comunicação popular. Através de notas e imagens, produções de artistas que usaram seus talentos para difundir a violência contra o povo, a agenda resgata fatos históricos fundamentais para se compreender as lutas na América Latina que redundaram na resistência desse povo contra o colonizador, muitas vezes auxiliado, em sua opressão, por habitantes da região. Os personagens principais dessas lutas contra o opressor são negros, índios, mulheres, trabalhadores, camponeses do Chile, Bolívia, Argentina, Uruguai, República Dominicana, Brasil, México, Nicarágua, Equador, Cuba, Colômbia, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Paraguai, Panamá, Peru, Porto Rico. São documentos que mostrarão as Lutas e Revoluções Populares na América Latina nos Séculos XIX,XX e XXI.

O que chama também atenção desse evento comunicacional latino-americano é o fato dele mostrar fatos históricos que não são apresentados nos livros didáticos escolares, conforme analisa o coordenador do Núcleo, o escritor Vito Giannotti.

“Para cada dia, há uma notícia sobre esse universo, uma assembleia, um cartaz, um discurso etc., um contraponto histórico. Já fizemos sobre comunicação, sobre as lutas das mulheres no Brasil e no mundo, movimento da classe operária brasileira.

No ano passado o tema foram levantes, insurreições e revoluções no Brasil nos séculos XIX, XX e XXI. Tinha 900 notícias sobre greves, ocupações de terra, revoltas de escravos, negros, índios desde 1800 até hoje.

Tivemos em comum tanta opressão, dominação, carnificina, mas também muitas lutas vitoriosas da resistência popular e enfrentamentos do povo. Para nós, é isso o importante: relembrar as expressões do povo.

Contamos cerca de 200 revoltas de índios da Guatemala, de El Salvador, do Chile, da Argentina, do Peru, do Brasil… Foram milhares de mortos, e centenas de vitórias também. A mesma coisa com negros. São coisas que pouca gente sabe.

Quem é que sabe que os negros e os escravos do Haiti derrotaram o exército enviado por Napoleão? O exército de Napoleão, o maior do mundo, derrotado por escravos no Haiti! Isso tem de estar no primeiro dia do ano! Porque hoje ainda temos sequelas de uma sociedade escravocrata e um bando de escravagista. Vale destacar também o número de mulheres que enfrentaram  governos, dominações, ditaduras, a opressão. É fantástico mostrar um monte de mulheres lutadoras”, analisou Giannotti.

Para não perder nada, a agenda começa às 9 horas com a exibição do filme No, do diretor chileno Pablo Larraín, protagonizado por Gael Garcia Bernal, que narra a campanha para o plebiscito que iniciaria a queda do paranoico-ditador Pinochet que assassinou milhares de chilenos e estrangeiros.

DOCUMENTÁRO DA PORTUGUESA MARIA DE MEDEIROS, “REPARE BEM”, É ESCOLHIDO O LONGA ESTRANGEIRO DE GRAMADO

Cena de 'Até que a Sbórnia nos separe'  (Divulgação/Festival de Cinema de Gramado)

O Festival de Cinema de Gramado, no Rio Grande do Sul, escolheu no sábado, dia 17, o filme de maior aceitação e vibração na edição desse ano 2013, e que não poderia ser diferente. O júri escolheu o documentário estrangeiro, em longa metragem, Repare Bem da cinegrafista portuguesa Maria de Medeiros.

O filme biografa as existências das gerações de três mulheres ligadas ao guerrilheiro Eduardo Leite, o Bacuri, foi preso, em 1970, pelas forças repressivas da ditadura militar instalada no Brasil entre os anos de 1964 e 1985, e torturado por dois meses seguidos e logo depois assassinado.

O documentário Repare Bem, da portuguesa Maria de Medeiros, foi produzido com apoio da Comissão da Anistia do Ministério da Justiça. Assim, como outros trabalhos cinematográficos sobre o tema Verdade e Justiça, que foram, e outros que ainda serão apresentados nas salas do país a fora, Repare Bem também terá esse destino.

O documentário vencedor de Gramado começara seu itinerário de exibição no dia de hoje, 19, às 21 horas, no lançamento do Projeto Cine Direitos Humanos que é uma parceria da prefeitura de São Paulo com o Espaço Itaú do shopping Frei Caneca, região central da capital.

CRIANÇAS DO KINEMAZÓFICO DISCUTEM PREÇO DA FARINHA QUE FAZ PARTE DE SEU HÁBITO GASTRO CULTURAL

foto farinha crianças

É muito difícil encontrar um amazonense,  um paraense  ou nortista que não goste de farinha de mandioca. Saborear um jaraqui, acará, tambaqui, pacu, pirarucu, pirara, surubim, pescada ou cinquenta matrinchãs sem a toco mole, seca não faz parte do cardápio desse povo.

Mas eis que  tem sido comum nesta não cidade de Manaus seu povo reclamar diariamente sobre o preço desse essencial produto na mesa manauara. Quando não há peixe, carne, o amazonense, paraense, nortista a colocam na cuia, misturam com água e tomam chibé, ou mingau. 

O preço do produto está abusivo. Há mercearias, supermercados vendendo o quilo a R$ 10,00. Temos informações que na cidade de Maués já chegou a R$ 13,00 reais o frasco (dois litros.)

Aqui em Manaus varia. Vai de R$ 4,50 a R$ 15,00 o quilo. No domingo passado, após a projeção do nosso kinemazófico, atividade que realizamos com as crianças do bairro Novo Aleixo a mais de cinco anos, propusemos um debate  com as mesmas tratando exatamente sobre o preço da farinha.

Antes explicou-se que para fazer a farinha o agricultor faz um roçado. Corta todo o mato pequeno, depois derruba com moto serra as árvores maiores. Antes era com machado. Levava em média uma a duas semana para a derrubada. Hoje com moto serra faz esse serviço em meio dia.

Tudo no chão se esperava que as folhas secassem. Quando estavam todas secas o agricultor as queimava. Tudo era incendiado. Ia  para o espaço labaredas de fogo e fumaça.

Quando não queimava bem o agricultor tinha que “encoivarar”, isto é, juntava os galhos que não queimara para tocar novo fogo.

Feito isso era hora de plantar a maniva. É desse arbusto que fixo na mãe terra surgirá a mandioca.

Passado 8, 9, 10 meses ela passa pelo menos por duas capinas e depois estará pronta para ser colhida, arrancada.

Para arrancar a mandioca o agricultor, dependendo da quantidade de farinha que vai fazer leva no mínimo um dia.

Uma parte é colocada dentro d’agua e outra é descascada para ser ralada. Antigamente era no ralo, manual. Hoje já há meios modernos de cevar. Dez paneiros de mandioca se ceva em menos de 30 minutos. Antigamente levava-se dois dias.

Depois disso retira-se a que está dentro d’agua para  misturar com a ralada. Essa mistura é que vai dar a cor amarela.

Essa massa ficará uma noite descansando para no dia seguinte, por volta da quatro madrugada ser secada no tipiti de onde é extraído o tucupi e a tapioca.

Depois de seca a massa  é peneirada.

Com a lenha retirada do roçado acende-se o forno. Primeiramente a massa é escaldada. Usa-se no caso do Amazonas um remo nesse primeiro momento e quando já está sem a água se usa um rodo.

No final, depois de mais ou menos 3 a 4 horas, dependendo da quantidade de massa a fornada estará pronta. A parte fina, torrada, o “caboco” retira para fazer caribé. Uma bebida apurada bastante consumida por estas bandas.

Adivinhem agora criançada, quanto  custará uma saca de farinha produzida pelo agricultor?

Ele venderá por R$ 50,00 ou, 60,00 reais. Trabalhou uma semana. Haverá pessoas que reclamarão desse preço, mas não levam em conta o trabalho que deu ao agricultor para fazê-la.

O atravessador que não é “besta” vai lá e compra tudo. Depois ele mesmo fará seu preço. O produtor, o consumidor perdem e quem ganha é o atravessador e o comerciante, concluiu Eduardo.

Eles colocam o preço que quiserem porque não há no Estado do Amazonas uma política de preço mínimo para o agricultor e nem fiscalização no comércio. Não há  incentivo para a produção de mandioca. Nessa relação promíscua temos a mais-valia ou mais-valor que proporciona o lucro do explorador, segundo Karl Marx.

Com o bolsa floresta, bolsa verde, bolsa defeso, assentamento do INCRA o caboco não faz mais roçado. Ele não pode mesmo, porque é proibido desmatar. Volta a viver como seus ancestrais viviam. Trabalham pela manhã e folgam a tarde, pois o dinheiro que recebem do governo compram farinha e os demais mantimentos.

Enquanto isso, nossos cinéfilos entenderam o processo de feitura da farinha, da comercialização e da exploração do trabalhador que produz, mas no final acaba como  o grande perdedor. Só não perdeu a Micaela que no sorteio ganhou um quilo de farinha que custou R$ 10,00 reais importada de Santarém, do belo Estado do Pará.

Os moradores desta não cidade ao criticar o preço desse cereal estão dando sua contribuição como cidadãos e particípes  da vida em comunalidade.

Sem participarem de manifestos nossos consumidores afinados debateram sobre o preço abusivo da farinha que tem como grande perdedor o agricultor  e o consumidor e ganhadores, o atravessador e o comerciante, na conclusão do nosso cinéfilo, Eduardo, criança de 10 anos, assíduo frequentador a mais de cinco anos das nossas sessões de cinema que não passam nas tevês abertas nem fechadas, aos domingos, na Rua Rio Jaú.

Ps. Nosso próximo texto versará sobre Manifestantes e Povo – baseado em “Multidão”- Guerra e democracia na era do Império,  obra de Michael Hardt e Antônio Negri.

 

FESTIVAL VARILUX DE CINEMA ACONTECE EM 45 CIDADES BRASILEIRAS

Festival Varilux 2013

Segue abaixo a lista com os filmes que passarão em 45 cidades brasileiras. Confira se a sua está na listagem:

“Entre as cidades que irão receber o Festival na primeira semana (1 a 9 de maio) estão: Belo Horizonte, Brasília, Cotia, Curitiba, Campinas, Florianópolis, Fortaleza, Goiânia, Indaiatuba, João Pessoa, Jundiaí, Macaé, Nova Friburgo, Porto Alegre, Recife, Resende, Ribeirão, Rio de Janeiro, Salvador, Santos, São Gonçalo, São Paulo, Sorocaba e Vitória.
Na segunda semana (10 a 16 de maio) : Aracaju, Belém, Belo Horizonte, Blumenau, Floripa, Londrina, Maceió, Manaus, Maringá, Natal, Palmas, Santa Maria, São Luís e Tubarão.”

Cinemas e filmes desta edição:

1. “A DATILÓGRAFA“;
2. “ACONTECEU EM SAINT-TROPEZ“;
3. “ADEUS, MINHA RAINHA“;
4. “ALÉM DO ARCO-ÍRIS“;
5. “ANOS INCRÍVEIS“;
6. “CAMILLE CLAUDEL 1915“;
7. “FEITO GENTE GRANDE“;
8. “FERRUGEM E OSSO“;
9. “O HOMEM QUE RI“;
10. “O MENINO DA FLORESTA” – animação;
11. “OS SABORES DO PALÁCIO“;
12. “PEDALANDO COM MOLIÈRE“;
13. “PRENDA-ME“;
14. “RENOIR“;
15. “UMA DAMA EM PARIS“.

Vai rolar ainda uma homenagem a Benoît Jacquot no IMS no Rio de Janeiro.

“De 4 a 12 de maio, o Instituto Moreira Salles – Rio de Janeiro apresenta um ciclo especial em homenagem ao cineasta Benoît Jacquot e uma seleção dos filmes do Festival Varilux de Cinema Francês.
A Mostra contará com a presença do diretor dia 4 de maio, após a sessão de Adeus, minha Rainha.

Confira a programação completa abaixo.

Instituto Moreira Salles
Rua Marquês de São Vicente, 476, Gávea
Tel.: (21) 3284-7400; Fax: (21) 2239-5559
Entrada franca.”

Homenagem à Benoît Jacquot:

1. “A MORTE DO JOVEM AVIADOR INGLÊS“;
2. “ESCREVER“;
3. “ADEUS, MINHA RAINHA” com a presença do diretor e possivelmente de Léa Seydoux, que estará alguns filmes da programação;
4. “ATÉ JÁ“;
5. “NO FUNDO DA FLORESTA“;
6. “SADE“;
7. “SEM ESCÂNDALO“.

Seleção Varilux em exibição no IMS:

1. “CAMILLE CLAUDEL 1915“;
2. “FERRUGEM E OSSO“;
3. “O MENINO DA FLORESTA“;
4. “RENOIR“.

Artistas e intelectuais promovem manifesto por Cinemateca Brasileira

“A Cinemateca Brasileira, fundada há mais de 60 anos por intelectuais e amantes do cinema, passou ao Governo Federal em 1984. Desde então vem desenvolvendo de forma regular sua vocação de preservar a memória audiovisual, tendo atingido um nível de excelência reconhecido em âmbito nacional e internacional.

Ao longo do tempo, a sua precariedade institucional foi compensada pelo apoio decisivo da SAC – Sociedade Amigos da Cinemateca, criada em 1962, configurando uma parceria público-privado, que se tornou uma das marcas valiosas de seu sucesso.

Nos últimos meses, a Cinemateca vem enfrentando dificuldades que colocam em risco sua missão institucional. A interrupção dos projetos apoiados pela Sociedade Amigos da Cinemateca acarretou a dispensa de mais de 50 trabalhadores, alguns deles com vínculos muito antigos com a Cinemateca. Essa mão de obra, treinada por mais de 20 anos é indispensável para a instituição, não pode ser simplesmente descartada, sob pena de não ser jamais reposta.

Em vista da urgência da situação, vimos apelar à Ministra da Cultura Marta Suplicy para que, independentemente de reformulações que venha a promover na instituição, determine o fim da intervenção da Secretaria do Audiovisual na Cinemateca Brasileira e restabeleça os canais de entendimento com a SAC, visando a retomada imediata dos trabalhos regulares, o reaproveitamento dos quadros qualificados e, em última instância, a preservação da própria integridade da memória audiovisual brasileira.

Abril de 2013.”

Já assinaram o Manifesto:
Antonio Candido – Lygia Fagundes Telles – Affonso Beato – Arrigo Barnabé Benjamim Taubkin – Betty Faria – Bob Stam – Bruno Barreto – Eduardo Escorel Fernando Moraes – Francisco Ramalho Jr. – Hector Babenco – Jean-Claude Bernardet – Jorge Bodansky – Jorge Peregrino – José de Abreu – José Roberto Aguillar – José Roberto Torero – Lauro Escorel – Luiz Carlos Barreto – Mariza Leão – Maureen Bissiliat – Moacir Amâncio – Moacyr Goes – Pedro Farkas – Sara Silveira – Sergio Muniz – Sergio Rezende – Sergio Santeiro – Suzana Amaral Walter Lima Jr – Yael Steiner – Zulmira Ribeiro Tavares

Através da lista do Fórum Nacional de Cineastas:

Alain Fresnot – Ana Maria Magalhães – André Klotzel – André Sturm – Aurélio Michiles – Beto Brant – Cao Hamburger – Carlos Riccelli – Claudio Kahns – David Kullok – Dodô Brandão – Eliana Fonseca – Eunice Gutman – Fernando Meirelles Guilherme de A. Prado – Gustavo Rosa de Moura – Gustavo Steinberg – Helena Solberg – Ícaro Martins – Isa Albuquerque – João Daniel Tikhomiroff – João Jardim – Jorge Alfredo – Jorge Duran – José Carone Júnior – José Joffily – Kiko Goifman – Lucia Murat – Luiz Carlos Lacerda – Luiz Dantas – Luiz Villaça – Mallu Moraes – Marcelo Machado – Marina Person – Matias Mariani – Maurice Capovilla Mauro Farias – Miguel Faria Jr. – Mirela Martinelli – Murilo Salles – Omar Fernandes Aly – Oswaldo Caldeira – Paulo Morelli – Philippe Barcinsky – Renato Ciasca – Ricardo Dias – Ricardo Pinto e Silva – Ricardo Van Steen – Roberto Gervitz – Rodolfo Nanni – Rossana Foglia – Sergio Bloch – Sergio Roizemblit Silvio Da-Rin – Tadeu Jungle – Tata Amaral – Tereza Trautman – Tete Moraes Vera de Figueiredo

E também:

Adrian Cooper, Adriana Rouanet, Aída Marques, Alba Liberato, Alberto Baumstein, Alex Magalhães Vieira, Alexandre Elauiy, Anderson Craveiro, André Carvalheira, Andrea Tonacci, Antonio Urano, Augusto Cezar, Atalia Haim, Bernardo Ferreira, Beth Sá Freire, Bettina Turner, Bruno Barrenha, Carlos Nascimbeni, Cássio Starling, Celina Becker, Cesar Charlone, Cezar Moraes, Chantal Marmor, Chica Mendonça, Chico Liberato, Christain Lessage, Christian Petermann, Claudio Leone, Cosmo Roncon, Cristhine Lucena, Diogo Costa, Eduardo dos Santos Mendes, Elisandro Dalcin, Fernanda Luz, Fernando Duarte, Fernando Fonini, Francisco Costa Júnior, Geraldo Ribeiro, Guido Araújo, Humberto Silva, Idê Lacreta, Ivan Hlebarov, Ivonete Pinto, Jailson Almeida, Jaime Prades, João Horta, João Paulo Maria, João Vargas, José Luiz Sasso, Juliana Motta, Júlio Wainer, Kiko Mollica, Leo Edde, Leonardo Crescente, Liloye Brigitte Boubli, Lito Mendes da Rocha, Louis Robin, Lucas Bettine, Lucila Avelar, Lúcio Kodato, Lúcio Vilar, Luiz Adelmo Manzano, Luiz Fernando Noel, Luiz Leitão de Carvalho, Marcela Lordy, Marcello Bartz, Marcelo Marques, Marcos Botelho Jr., Marcos Santilli, Maria Cristina Amaral, Maria Emília Bender, Maria Elisa Freire, Marilia Alvarez Melo, Marilia Santos, Mario Masetti, Matheus Parizi Carvalho, Natalia Piserni, Ninho Moraes, Patrícia Guimarães, Patrick Tristão Ludgero, Paulo Castilho, Paulo Klein, Paulo Rufino, Paulo Zero, Pedro Vieira, Pedro Gabriel Amadeu, Pedro Lacerda, Pedro Olivotto, Rita Maria Terra, Roberto Faissal Jr., Sergio Trabucco Ponce, Suzana Amado, Suzana Villas-Boas, Tico Utiyama, Umbelimo Brasil, Vânia Debs, Vânia Perazzo Barbosa, Vera Hamburger, Vera Arruda Esteves.

Apoios podem ser dados através do e-mail: assinaturascinemateca@gmail.com

Censura do projeto Cine Educação no Acre ocorre pela irracionalidade política/religiosa

“Queridos amigos e colegas,
No início da semana recebemos a notícia de que a exibição do curta Eu Não Quero Voltar Sozinho, como parte do programa Cine Educação, havia sido censurada no Acre.

O programa Cine Educação, uma parceria com a Mostra Latino-Americana de Cinema e Direitos Humanos, tem como objetivo “a formação do cidadão a partir da utilização do cinema no processo pedagógico interdisciplinar” e disponibiliza diversos filmes cujos temas englobem os direitos humanos, de modo que professores escolham quais são mais adequados para serem trabalhados em aula.

Na semana passada, no estado do Acre, uma professora escolheu o curta Eu Não Quero Voltar Sozinho e exibiu-o para seus alunos. Para aqueles que não conhecem, a trama narra a história de Leonardo, um adolescente cego que, ao longo do filme, vai se descobrindo apaixonado por um novo colega de sala.

Alunos presentes na exibição confundiram o curta metragem com o “kit anti-homofobia” e levaram a questão aos líderes religiosos, que mobilizaram políticos da região com o intuíto de proibir o projeto Cine Educação como um todo. Nenhum desses representantes públicos deu-se ao trabalho de ir atrás da verdade e descobrir que se tratava de um programa pedagógico com o intuito de levar o debate sobre direitos humanos para a sala de aula. Mais uma vez no Brasil, a educação perde a batalha contra o poder assustador das bancadas religiosas e conservadoras.

Neste momento, o programa Cine Educação está paralisado. Enquanto isso, os secretários de Educação e de Direitos Humanos do Acre estão articulando com o governador a possibilidade de garantir sua continuidade, enquanto os líderes evangélicos forçam o cancelamento definitivo do programa. Pelo que sabemos, mesmo que o programa seja reativado, o curta Eu Não Quero Voltar Sozinho será excluído do catálogo e não mais ficará disponível para que professores o utilizem no debate de questões que envolvem algo tão elementar quanto a sexualidade humana e tão importante quanto a deficiência visual.

De forma arbitrária, em uma república federativa cuja Constituição atesta um Estado laico, a sociedade está sendo privada de promover debates. Como pretendemos que adolescentes consigam respeitar a diversidade e formem-se cidadãos lúcidos, pensantes e ativos se informação, arte e cultura (sem qualquer caráter doutrinário) lhes são negadas?

Eu Não Quero Voltar Sozinho não é um filme proselitista, tampouco ergue bandeiras de nenhuma natureza. É apenas uma obra de ficção amplamente premiada em festivais de cinema no Brasil e no exterior, cujos predicados artísticos e humanos transcendem qualquer crença. Ademais, se assuntos referentes à orientação sexual dos indivíduos e seus respectivos direitos civis estão na pauta do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional, por que não debatê-los em sala de aula? Que combate sombrio é esse, que reacende a memória de um obscurantismo Inquisidor?

Produtores do Eu Não Quero Voltar Sozinho

Daniel Ribeiro e Diana Almeida

Abaixo, o curta metragem na íntegra:

http://www.youtube.c…h?v=1Wav5KjBHbI

Fonte

FESTIVAL DE DOCUMENTÁRIO É TUDO VERDADE ESTRÉIA SUA PROGRAMAÇÃO HOJE

Festival E tudo verdade documentario

Logo mais as 14 horas o Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo o doc. Paulo Moura – Alma brasileira de Eduardo Escorel abre a programação do tradicional festival de documentários É tudo Verdade que neste ano também terá programação neste mês no Rio de Janeiro (4 a 14), Brasília (16 a 21) e Campinas (23 a 28).

Como sempre há uma extensa programação envolvendo filmes em competições, programação especial e eventos. Na competição internacional há bons temas documentados com destaque para Salma de Kim Longinotto, Nascido na USSR – Geração de 28 de Sergei Miroshnichenko, Uma Vez Entrei Num Jardim de Avi Mograbi, e Minha Revolução Roubada de Nahid Persson Sarvestani. Na competição nacional vemos novos nomes e bons docs com destaque para A Alma da Gente de Helena Solberg e David Meyer,Mataram meu Irmão de Cristiano Burlan,O Universo Graciliano de Sylvi Back , Serra Pelada – A Lenda da Montanha de Ouro de Victor Lopes.

Fora da competição há docs como os que debatem a ditadura Em Nome da Segurança Nacional e O Fim do Esquecimento do exímio documentarista Renato Tapajós, diversos filmes do manipuladore IPES, Jango de Silvio Tendler etc.

Destaque ainda para o doc. de Dave Grohl Cidade do Som, Money for Nothing: Inside the Federal Reserve de Jim Bruce, o doc. sobre o escritor Caio Fernando Abreu, Sobre Sete Ondas Verdes Espumantes de Bruno Polidoro, Cacá Nazario.

Isto sem contar com uma retrospectiva do cinema revolucionário russo de Dziga Vertov que trás classicos como Cine-olho, O Homem com a Câmera, Entusiasmo e obras do Kino Pradva e Kino Nedelia.

Não pode se esquecer ainda da programação da 13ª Conferência Internacional do Documentário e das atividades paralelas como debates e lançamentos.

MINISTRA CÁRMEN LÚCIA DO STF CONCEDE LIMINAR QUE SUSPENDE PARTE DA LEI DOS ROYALTIES

Na sexta-feira passada, dia 15, o estado do Rio de Janeiro protocolou, no Supremo Tribunal Federal (STF), uma ação pedindo a suspensão de parte da nova Lei dos Royalties do Petróleo. Na nova lei, promulgada semana passada pela presidenta Dilma Rousseff, a redistribuição dos royalties do petróleo do pré-sal (os royalties são compensações pagas pela extração do petróleo), descoberto recentemente na costa brasileira, seria realizada de modo mais igualitário entre estados produtores e estados não produtores.

Nesta segunda-feira, dia 18, a ministra do STF Cármen Lúcia concedeu liminar suspendendo parte da Lei. A ministra do supremo argumentou que a atual norma afronta a Constituição e o sistema federativo brasileiro. Cármen Lúcia justificou sua ação com base na Constituição de 1988, responsável por fortalecer o sistema federativo, antes centrado na União, atribuindo, assim, maior autonomia para municípios e estados.

“O enfraquecimento dos direitos de algumas entidades federadas não fortalece a Federação; compromete-a em seu todo”, disse a ministra explicando que a nova redistribuição dos royalties feita pelo legislativo federal implica em desequilíbrio no sistema federativo.

De acordo com a Agência Brasil: “A ministra ainda lembra que a Constituição determina o pagamento de royalties como forma de compensação aos territórios produtores, além de apontar contrapartidas tributárias aos territórios não produtores para garantir equilíbrio financeiro. Segundo ela, a redistribuição desses recursos sem considerar a posição geográfica é ilegal. “Legislar é direito-dever do Congresso Nacional, mas também é seu dever-direito ater-se aos comandos constitucionais”, declarou.”

Com esta decisão é retomada a antiga Lei onde os estados produtores são beneficiados.  Cármen Lúcia não disse quando vai trazer a liminar para apreciação do plenário, mas sinalizou que isso pode não ocorrer esta semana porque a pauta já foi selecionada e publicada na última sexta-feira, dia 15.

 

PSDB BUSCA A PROCURADORIA-GERAL DA REPÚBLICA E PROVAM TER UM ENTENDIMENTO ERRADO SOBRE O BRASIL

O assim chamado Partido da Social Democracia Brasileira entraram com um recurso na Procuradoria-Geral da República (PGR) para que se apure o pronunciamento televisivo da Presidenta Dilma na semana passada sobre a redução da tarifa de energia.

Segundo os tucanos houve no pronunciamento o uso da máquina pública do Partido dos Trabalhadores que fez o anúncio fosse além do informativo e abrisse espaço para criticar a oposição. Ainda por cima informaram que na ocasião houve uso “eleitoral” de “configuração gráfica” semelhante a feita na campanha que elegeu Dilma Vana Rousseff e desta forma buscando confundir o eleitor. Colocamos abaixo o vídeo completo do pronunciamento que mostra o equívoco do PSDB.

Primeiramente o quesito visual não tem nada a ver com a acusão tucana. Dilma como sempre está elegante, alegre e confiante e utiliza sua sala no Planalto para fazer o pronunciamento. O mesmo ocorreu durante os outros pronunciamentos no ano passado, inclusive no de fim de ano. Esta acusação nada mais mostra o medo do PSDB, que não distingue a variação afetiva de Dilma Vana Rousseff Presidenta da República que por sua vez tem aprovação recorde, e foi a candidata que os derrotou. Em outras palavras eles ainda não perceberam que é a mesma mulher em sua singularidade, mas é outra mulher que se transformou em seu fazer democrático presidencial. Mas como explicar isto a alguém que só enxerga seu processo delirante  fantasmagórico?

No pronunciamento, além informar a população Dilma, que é doutora em economia, deu uma aula sobre as reservas de energia do país em suas mais diversas formas (biomassa, xisto, termelétricas, etc). Ao fim do pronunciamento Dilma  comentou sobre a parte mais reacionária da sociedade , os “sempre do contra” que estão ficando para trás. Ela ainda informou que erraram os que achavam que o país não tinha capacidade de “crescer e distribuir renda, sair da miséria”. Dilma não se refere a nenhum grupo e usa contra  todos os equivocados seu otimismo e determinação sociopolítica.

Esta última parte é a questionada pelo PSDB. Porém foi evidente em vários momentos no fim do ano passado e no início deste ano que a mídia reacionária e a direitaça usou de seu espaço e voltou-se a população para inventar que o país passaria por um apagão, racionamento de energia, que a taxa energética subiria elevadamente, que não haveria água nos reservatórios. Isto sim é especulação e falta de ética política/jornalística.

Dilma no pronunciamento apenas respondeu a estes grupos que eles erraram, e enquanto insistirem em sua caturrice pessimista, continuarão ficando para trás. O incômodo do PSDB é devido eles sentirem que o que Dilma falou é verdade e se identificarem no grupo dos que são “sempre do contra”, se sentindo ofendido pela presidenta ao afirmar que eles erraram. A angústia da culpa somada com raiva e ressentimento após o puxão de  orelha da “mãe imaginária” como diria o velho Freud. E Dilma também precisa falar didaticamente ao povo brasileiro para que não se desespere e não acredite nestes falsos profetas da direitaça que se apoia na mídia mais reacionária e que busca deturpar com seu ódio cada fala de Dilma. Este fato tinha que ser exposto afinal a cada dia mais falsos boatos são espalhados. E isto também prova que o PSDB não entendeu o posicionamento do governo federal e comprova ser um partido reacionário que busca apenas saciar sua sede de poder.

Dilma, no entanto, nunca utilizou de desprezo ou desdêm por estes grupos reacionários para subir. Ela nunca “desceu para precisar subir” como cantou Clara Nunes em um samba. E além do mais Dilma não precisa. Tem um grande talento, uma aprovação recorde, a economia brasileira vai bem, e a população melhora a cada mês com mais emprego e com a redução da miséria e desigualdade social. Mesmo se Dilma algum dia precisasse utilizar da chamada “baixaria política” ela não o faria visto que é uma mulher integra com grande hombridade e dignidade.

E assim independente de ser candidata ou não no próximo pleito, a maior preocupação de Dilma, ao contrário do PSDB, é com um governo que traga reais benefícios ao povo brasileiro e construa um Brasil diferente. Como nunca antes na história deste país.

CINEASTA, ATOR E ATIVISTA NEGRO ZÓZIMO BULBUL PARA SUA PRODUÇÃO

Zózimo Bulbul

Um dos principais nomes da produção cultural e da atuação engajada da negritude no Brasil, o cineasta, ator, e ativista Zózimo Bulbul ( nascido em 1937) deixou de produzir nesta realidade mundana e seguiu para seu encontro com Olorum, o Céu-Deus. Ko si obá Kan afi Olorum (Não há rei um senão Deus).

Atuante no Encontro de Cinema Negro Brasil-Africa e Caribe, Centro Afrocarioca de cinema e nos foruns de Negritude, Zózimo sempre esteve ligado a produção social da arte, atuando em mais de 40 cinemas. Sua estréia no cinema foi em 1962 no coletivo Cinco Vezes Favela onde atuou no episódio Pedreira de São Diego de Leon Hirszman e Flávio Migliaccio.

Renée de Vielmond e Zózimo Bulbul em cena do filme Compasso de Espera

Renée de Vielmond e Zózimo Bulbul em cena do filme Compasso de Espera

Participou ainda nos anos 60 de grandes cinemas brasileiros como Ganga Zumba (1963) de  Carlos Diegues;  Grande Sertão (1965) de Geraldo Santos Pereirae Renato Santos Pereira; El justicero (1967) de Nelson Pereira dos Santos; Proêzas de Satanás na Vila de Leva-e-Traz (1967) de Paulo Gil Soares; Terra em Transe (1967) de Glauber Rocha; A compadecida (1969) de George Jonas; O Cangaceiro Sem Deus (1969) de Oswalde de Oliveira.

Posteriormente atuou em outros clássicos do nosso cinema como O Palácio dos Anjos (1970) de Walter Hugo Khouri; A Guerra dos Pelados (1970)  de Sylvio Back; Jardim de Guerra (1970) de Neville de Almeida;A Deusa Negra (1980) de  Ola Balogun; Quilombo (1986) de Carlos Diegues; Tanga (Deu no New York Times?) (1987) de Henfil; filmes de chanchadas como Giselle (1980) de Victor di Mello; Natal da Portela (1988) de Paulo Cesar Saraceni;   Filhas do Vento (2004)  de Joel Zito Araújo; e até filmes internacionais como El encanto del amor prohibido (1974) de Juan Battle Planas onde atuou junto o filho de Charles Chaplin, Sidney.

Zozimo Bulbul abolicao

Zózimo ainda dirigiu o curta Alma no Olho (1973) o excelente documentário  Abolição (1988) que faz um resgate de 100 anos de abolição no país. No documentário há entrevistas importantes para a preservação da cultura, como Abdias do Nascimento, Lélia Gonzalés, Beatriz do Nascimento, Grande Otelo, Joel Ruffino, Dom Elder Câmera em contraposição com D. João de Orleans e Bragança e Gilberto Freire. Há também espaço para os negros excluidos como presidiários, mendigos e artistas populares . O documentário questiona um pouco que abolição foi esta quando ainda há tanta desigualdade.

Seu caminho como negro, brasileiro, defensor da cultura e religião negra lutando contra o preconceito. Sempre belo em seu físico e intelecto, Zózimo Bulbul foi o primeiro ator negro a protagonizar uma novela na televisão brasileira – Vidas em Conflito, na extinta TV Excelsior, em 1969 – e também foi modelo e se tornou o primeiro negro a desfilar para uma grife de alta costura. Sua luta e sua arte continua presente nos movimentos de nosso povo e nossa cultura.

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Acima vemos a capa da revista Filme Cultura da Embrafilme de 1982, que traz Zózimo na capa e trata sobre os negros no cinema nacional.

Abaixo trazemos uma entrevista de Zózimo Bulbul presente na revista que é só clicar na imagem para ampliar e ler. Caso queira ler a revista completa on-line vá ao sítio da revista.

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USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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