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FILÓSOFO E SOCIÓLOGO ZYGMUNT BAUMAN DA “MODERNIDADE LÍQUIDA”

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 Nascido no mesmo ano do filósofo francês Gilles Deleuze, 1925, o filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman, casado com Janine Lawinson-Bauman no pó-guerra, que que ele participou, tem como sua mais consistente e difundida teoria a “modernidade líquida”. As formas de relações sociais na pós-modernidade.

      “Viver entre uma multidão de valores, normas e estilo de vida, em competição, sem uma garantia firme e confiável de estarmos certos é perigoso e cobra um alto preço psicológico”, mostra o filósofo no seu Amor Líquido.

  A modernidade líquida apresenta uma pós-modernidade onde predomina o individualismo impondo corpos antagônicos nas relações sociais. Uma clara deferência ao que se experimenta hoje, como no Brasil do golpe. O filósofo é um ativo militante que luta contra todas as formas de antidemocracias, e principalmente contra a tirania do capitalismo.

    Seu último livro apresentado no Brasil foi “A Riqueza de Poucos Beneficia Todos Nós?”. O corte existencial de Zygmunt Bauman dado na linha do tempo cronológico é 91 anos, mas na intensidade aion é infinito.

   “O capitalismo é um sistema parasitário. Como todos os parasitas, pode prosperar durante certo período, desde que encontre um organismo ainda não explorado que lhe forneça alimento.

     Numa sociedade de consumo, compartilhar a dependência de consumidor – a dependência universal das compras é a condição sine qua non de toda a liberdade individual.  Acima de tudo na liberdade de ser diferente, de “ter identidade.1

(…) um comercial de TV mostra uma multidão de mulheres com uma variedade de penteados e cores de cabelos, enquanto o narrador comenta: “Todas únicas; todas individuais; todas escolhem X” (X sendo a marca anunciada de condicionador). O utensílio produzido em massa é a ferramenta da variedade individual. A identidade – “única” e “individual” – só pode ser gravada na substância que todo o mundo comprar que só pode ser encontrada quando se compra. Ganha-se a independência rendendo-se.

   A tarefa é o consumo, e o consumo é um passatempo  absolutamente e exclusivamente individual, uma série de  sensações que só podem ser experimentadas – vividas –  subjetivamente. As multidões que enchem os interiores dos “templos de consumo” de George Ritzer são ajuntamentos, não  congregações, conjuntos, não esquadrões; agregados, não totalidades. Por mais cheios que possam estar, os lugares de consumo coletivo não têm nada de “coletivo”.

Numa sociedade sinóptica de viciados em comprar/assistir, os pobres não podem desviar os olhos; não há mais para onde olhar. Quanto maior a liberdade na tela e quanto mais sedutoras as tentações que emanam das vitrines, e mais profundo o sentido da realidade empobrecida, tanto mais irresistível se torna o desejo de experimentar, ainda que por um momento fugaz, o êxtase da escolha. Quanto mais escolha parecem ter os ricos, tanto mais a vida sem escolha parece insuportável para nós.

Claude Lévi-Strauss, o maior antropólogo cultural de nosso tempo, sugeriu em“Tristes trópicos” que apenas duas estratégias foram utilizadas  na história humana quando a necessidade de enfrentar a alteridade dos outros surgiu: uma era a antropoêmica, a outra antropofágica.

A primeira estratégica consiste em “vomitar”, cuspir os outros vistos como incuravelmente estranhos e alheios: impedir o contato físico, o diálogo, a interação social e todas as variedade de commercium, comensalidade e connumbium. As variantes extremas da estratégia “êmica” são hoje, como sempre, o encarceramento, a deportação e o assassinato. As formas elevadas, “refinadas” (modernizadas) da estratégia “êmica” são a separação espacial, os guetos urbanos, o acesso seletivo a espaços e o impedimento seletivo a seu uso.

A segunda estratégia consiste numa soi-disant “desalienação” das substâncias alheias: “ingerir”, “devorar” corpos e espíritos estranhos de modo a fazê-los, pelo metabolismo, idênticos aos corpos que os ingerem, e portanto não distinguíveis deles. Essa estratégia também assumiu ampla gama de formas: do canibalismo à assimilação forçada – cruzadas culturais, guerras declaradas contra costumes locais, contra calendários, cultos, dialetos e outros “preconceitos” e “superstições”. Se a primeira estratégia visava ao exílio ou aniquilação dos “outros”, a segunda visava à suspensão ou aniquilação de sua alteridade.

Em um dos maiores sucessos entre os popularíssimos livros de autoajuda (vendeu mais de 5 milhões de cópias desde a publicação em 1987), Melody Beattie adverte/aconselha seus leitores: “A maneira mais garantida de enlouquecer e envolver-se com assuntos de outras pessoas, e a mais mais rápida de tornar-se feliz é cuidar dos próprios”. O livro deve seu sucesso instantâneo ao título sugestivo(Codependent no More), que resume seu conteúdo: entrar resolver os problemas de outras pessoas nos torna dependentes, e a dependência oferece reféns ao destino – ou, mais precisamente, há coisas que não dominamos e há pessoas que não controlamos; portanto, cuidemos de nossos problemas, e apenas de nossos problemas, com a consciência limpa.

Há pouco a ganhar fazendo o trabalho de outros, isso desviaria nossa atenção do trabalho que pode fazer senão nós mesmos. Tal mensagem soa agradável – como uma confirmação, uma absolvição e uma luz verde necessária – a todos os que, sós, são forçados a seguir, a favor ou contra seu próprio juízo, e não sem dor na consciência, a exortação de Samuel Butler: “No fim, o prazer é melhor guia que o direito e o dever”.

Ao fim da sessão de aconselhamento, as pessoas aconselhadas estão tão sós quantos antes. Isso quando sua solidão não foi reforçada: quando sua impressão de que seriam abandonadas à sua própria sorte não foi corroborada e transformada em uma quase certeza. Qualquer que fosse o conteúdo do aconselhamento, este se referia a coisas que a pessoa aconselhada deveria fazer por si mesma, aceitando a inteira responsabilidade por fazê-las  de maneira apropriada, e não culpando ninguém pelas consequências desagradáveis que só poderiam ser atribuídas a seu próprio erro ou negligência.

A infame frase de efeito de Margaret Thatcher “não existe essa coisa de sociedade” é ao mesmo tempo uma reflexão perspicaz sobre a mudança no caráter do capitalismo, uma declaração de intenções e uma profecia auto-comprida: em seus rastros veio o desmantelamento das redes normativas e protetoras, que ajudavam o mundo em seu percurso de tornar-se carne. “Não sociedade” significa não ter utopia nem distopia: Peter Drucker, o guru do capitalismo leve, disse, “não mais salvação pela sociedade” – sugerindo (ainda que por omissão e não por afirmação) que, por implicação, a responsabilidade pela danação não pode ficar com a sociedade, a redenção e a condenação são produzidas pelo indivíduo e somente por ele – o resultado do que o agente livre fez de sua vida.

O mundo está cheio de possibilidade, é como uma mesa de bufê com tantos pratos deliciosos que nem o mais dedicado comensal poderia provar de todos. Os comensais são os consumidores, a mais custosa e irritante das tarefas que se pode pôr diante de um consumidor é a necessidade de estabelecer prioridades: a necessidade de dispensar algumas opções inexploradas e abandoná-las. A infelicidade dos consumidores deriva do excesso e não da falta de escolha. “Será que utilizei os meios à minha disposição da melhor maneira possível”? Será que utilizei os meios à minha disposição da melhor maneira possível? É a pergunta mais assombrosa e causa insônia ao consumidor.

Ninguém ficaria surpreso ou intrigado pela evidente escassez de pessoas que se disporiam a ser revolucionários: do tipo de pessoas que articulam o desejo de mudar seus planos individuais como projeto para mudar a ordem da sociedade.

A tarefa de construir uma ordem nova e melhor para substituir a velha ordem defeituosa não está hoje na agenda – pelo menos não na agenda que se supõe que a ação política resida.

No seu último encontro anual, realizado em setembro de 1997 em Hong Kong, os diretores do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial criticaram severamente os métodos alemães e franceses para trazer mais gente de volta ao mercado de trabalho. Achavam que esses esforços iam contra a natureza “flexível do mercado de trabalho”. O que este requer, disseram, é a revogação de leis “favoráveis demais” à proteção do emprego e do salário, a eliminação de todas as “distorções” que se colocam no caminho da autêntica competição e a quebra da resistência da mão-de-obra a desistir de seus “privilégios” adquiridos – isto é, de tudo que se relacione à estabilidade do emprego e à proteção do trabalho e sua remuneração”, trechos da Modernidade Líquida.

DEMOCRACIA É PRODUÇÃO E NÃO CONTEMPLAÇÃO. TEMER ESCOLHEU TÂNIA, SEGUNDA COLOCADA, NA PRESIDÊNCIA DA FIOCRUZ, MAS PRESSIONADO PELA INTELIGÊNCIA DEMOCRÁTICA, TEVE QUE INDICAR A DOUTORA NIÍSIA, PRIMEIRA COLOCADA

Nísia Trindade em vídeo de campanha para a presidência da Fiocruz - Créditos: Reprodução

É regular, moral e correto que o primeiro escolhido em eleição para o cargo de presidente da Fundação Oswaldo Cruz, seja indicado ao cargo. Foi realizada a eleição para a escolha do cargo e coube o primeiro lugar a doutora socióloga Nísia Verônica Trindade Lima que abiscoitou 59,7% dos votos, correspondendo a cifra de 2.556 votos. Já o segundo lugar ficou com a doutora Tânia Cremonini de Araújo-Jorge que obteve 39,6% dos votos.

Como Temer não entende nada de eleição democrática, daí seu ato usurpador como golpista-mor, escolheu para presidir o cargo a segunda colocada. Talvez como recorrência-oculta de sua sua condição de segundo como vice de Dilma. Mas o talvez seja o óbvio talvez: Temer odeia a democracia como expressão do desejo coletivo. Assim, quis impor sua vontade de golpista escolhendo Tânia de Araújo-Jorge.

  Mas Temer não conseguiu consumar seu ato arbitrário. Os funcionários da Fiocruz se reuniram e iniciaram uma onda de protestos para que a doutora Nísia fosse a indicada. Os protestos contra o interesse de Temer, através do dublê de ministro da Saúde, Ricardo Barros, chegaram aos deputados de esquerdas que fizeram, também, pressão para que a democracia prevalecesse.

    Para alguns membros da Fiocruz, a posição de Temer deve ter ocorrido porque a instituição é contrária ao desgoverno que se apropriou do país de forma funesta, principalmente contra os projetos científicos. Alem de quê, a Fiocruz foi contra o golpe que destituiu Dilma do governo. A Fiocruz é historicamente um instituição que sempre fez crítica as formas de opressão adotadas por governantes que atuam fora da racionalidade.

                  

TEMER FANTASIA QUE A QUADRA NATALINA VAI FAZER O BRASILEIRO ESQUECER UM POUCO DELE. LEDO (IVO) ENGANO: NEM O PAPAI NOEL COCA-COLA FARÁ ESSE MILAGRE

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O homem não é reificação, fetichização, alienação. O homem é real, diz Marx. Real em sua totalidade. Os objetos e as ideias que produzem a realidade humana continuamente afetam os homens, mulheres e crianças. Não é porque em um determinado momento a consciência de alguém lhe posicione direcionada a um objeto ou ideia que esse alguém abstraiu do mundo. O homem é sua consciência posicionada e sua consciência circunvizinha.

         Há temas atuais que se tornam presentes nas pessoas, principalmente temas coletivos que se impõem intensivamente a elas. São os temas tidos como concretamente imprescindíveis ao entendimento e a práxis. Como o tema principal de toda sociedade é apresentado como tema econômico, de onde desdobram outros temas, que fazem das pessoas suas contínuas totalizações, destotalizações e retotalizações, como mostra o filósofo Sartre, o brasileiro atual, dessa época cruel do golpe, não faz qualquer abstração do sofrimento que vem vivenciado pela imposição perversa das aberrações golpistas.

       Dizem que o golpista-mor, Temer, espera que, contagiados pelo espírito natalino, os brasileiros, esqueçam um pouco do Brasil atual. Ledo (Ivo) engano. O povo brasileiro não esquece a dor em razão da intensidade de dois corpos. Um é que o Natal é festa-comunalidade, onde o povo encadeia afetos produtivos de existir coletivamente. Existir sem a opressão da dor. Como, no momento, o povo sofre, coletivamente, ele vai se lembrar dos causadores dessa dor que violenta a afeição-móvel da alegria natalina. Ou seja, a dor, que é composta de corpos econômico, social e imoral, estará sendo questionada durante esse momento cruel que é uma brutalidade contra a confraternização-cristã.

       O outro corpo é o Papai Noel Coca Cola, que continuamente tenta desfigurar o verdadeiro sentido da festa natalina que é simbolizada original e singularmente, pelo presépio onde os personagens Cristo-menino, Maria, José, os Reis Magos e os animais encadeiam movimentos afetivamente alegres.

        O Papai Noel Coca Cola não tem qualquer relação com o Natal, nascimento de Jesus Cristo. O Papai Noel Coca Cola é uma personagem criada como figura de marketing no ano de 1931, aproveitando a tradição de São Nicolau, no século 3 depois de Cristo, com as cores vermelho, branco e cinto preto criado por Thomas Nast, em 1886, para empurrar a venda do condicionante refrigerante aos norte-americanos e aos americanófilos  espalhados pelo mundo.

        Como a Coca Cola é a representação maior do capitalismo consumista dos Estados Unidos espalhada pelo mundo, e quando se fala de mundo também se inclui o Brasil, apesar dos golpistas estarem fazendo todos os esforços para excluí-lo do mundo -, essa representação se mostra como possibilidade de compra no contexto da sociedade de consumo que transformou a comemoração de Natal (?) em gastos e lucros. E é aí que parte dos brasileiros vai lembrar de Temer travestido de Papai Noel da Coca Cola. Um Papai Noel que pretende arrotar abacaba*, mas só arrota Coca Cola. Para a dor desses brasileiros.  

           Temer não tem escapatória. Com São Nicolau ou com o Papai Noel Coca Cola, Temer será lembrado com um sonoro Fora Temer.

           Natal é presépio e não Papai Noel Coca Cola. 

         Abacaba é uma palmeira da Amazônia que produz um fruto que é usado para fazer um gostosíssimo vinho. Na linguagem da Amazônia é usada para tirar sarro de gente que tenta simular o que não é. “O cara tá arrotando a maior abacaba”. Exemplo mais concreto: “O otário toma Coca Cola e vem aqui com a gente arrotar a maior abacaba”

PARABÉNS, QUERIDA! QUERIDA É DILMA!

    O filósofo Michel Serres afirma que todos nós ao nascermos somos singularidades. Antes de nós ninguém nasceu como nós. Assim, como também depois de nascermos ninguém nasceu como nós. Somos sempre únicos. Ai nossa singularidade: não termos cópia e nem simulacros. O que nos livra da alienação: não sermos a singularidade que somos.

     Mas, ao nascermos, não somos somente singularidades. Somos também individuações.  Potência incorporal que nos move como práxis e poieses criativa. Não individualidade que reflete o numeral-capturador determinado pela semiótica-jurídica do estado. A força-estratificante-paranoica.

      Singularidades e individuações movimentam o mundo como novidade contínua. Os corpos que como práxis e poieses produzem a história, visto que só é corpo histórico o que se apresenta como novo. Não basta nascer para ser tido como histórico. História não é narração de fatos. Nenhum golpista é histórico. Golpistas são quimeras: o que não tem essência e nem existência, como afirma o filósofo holandês Spinoza.

      Somos singularidades e individuações quando nascemos, todavia, nem todos processam em seus percursos esses corpos únicos produtivos e criativos. Um número muito grande de pessoas têm suas singularidades e individuações obstruídas por opressões agenciadas pelos adultos, principalmente pelos pais que são os sujeitos-sujeitados traumatizantes das crianças. Também muitas ditas escolas fazem parte dessa cruel operação opressora. Assim, como meios de comunicação manipuladores.

    As pessoas que tiveram suas singularidades e individuações obstruídas são as representantes da classe burguesa. Não há como encontrar na burguesia esses corpos produtivos e criativos do novo, já que a sua grande compulsão é manter seus privilégios adquiridos oprimindo os trabalhadores. Na burguesia a singularidade sofre a metamorfose da pluralidade-lucro: quantidade. A individuação a metamorfose força do poder: dominação. É por isso que seu caráter ímpar é a brutalidade e a irracionalidade expressadas em ódio, inveja e vingança. Como obstruídos, muitas dessas metamorfoses buscam segurança, poder de dominação e reconhecimento nos estratos concedidos pelo Estado burocrático hegeliano. Triste ilusão.

    Como a burguesia é pluralidade-lucro e força de poder dominante, ela não se move, é molar. E como tudo que é imóvel só reflete o já estabelecido, e no caso da burguesia a ambição de sua classe, e a história é “movimento real”, a burguesia não faz história. Não há burguês-histórico. Alguém poderia afirmar: Então, a burguesia é o lixo da história! Não! Na história, como produção e criação do novo, não há lixo. Não há excedente. Não há resíduos recicláveis. A história é a história por si mesmo. Mulheres e homens ativos como singularidades e individuações.

    Dilma é história! Os golpistas não. Dilma é história querida. Querida, não como adjetivo, mas como devir singularidade e individuação. Não é querida porque alguém lhe quis querida pronominal. Mas porque ela primeiro se tornou seu próprio querer. E como seu querer, se tornou querida por si mesma. O afeto revolucionário que os que lhe chamam de querida compuseram com ele. Ninguém é amada sem primeiro se tornar por si mesma querida. Querida é o afeto amor que encadeia desejos revolucionários produtores e criadores da democracia como devir-povo. A ultrapassagem contínua como existência nova.

      Só se faz querida por via da singularidade e individuação que são os afetos livres que compõem potência de agir coletivo. Sartre afirma que a existência precede a essência. O homem primeiro é livre para escolher. E não primeiro escolhe para ser livre. Aí a existência como singularidade e individuação liberdade.

   Como a singularidade e a individuação da burguesia encontra-se em estado obstruído, ela jamais poderá processar em si um querer que lhe torne querida por si mesma, para que o outro o tome como querida. Como não é querida, a burguesia se engana com o tratamento entre os seus pares: “Oi, querida! Como, vai querida? Você é muito querida! Querida você é um luxo!”. Um infinito tagarelar querida para se iludir que é querida. Daí se infere que no meio burguês não há amor, já que para o amor se fazer presença real, ontologicamente ser, é necessário que os amantes sejam em si queridos.

    Parabéns, Querida! Querida é Dilma! O povo compõe com Dilma Querida, porque ele se quis e se fez querido. Ele sabe que só há democracia quando o povo se faz querido. E ser querido é atingir o mais alto grau político da democracia. Grau que a analfabeta-burguesia jamais alcançará.

    Não cansamos: Parabéns, Querida!

QUANDO PROFESSORES NÃO PERCEBEM EVIDÊNCIAS OPRESSORAS DOS AGENCIAMENTOS COLETIVOS DE ENUNCIAÇÕES NÃO É SÓ A CATEGORIA QUE É OFENDIDA

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É muito simples de entender, mas impossível aceitar.

         Os organizadores das manifestações, em Manaus, contra as PECs 241 e 55, filhas aberrantes do desgoverno golpista, Temer, têm marcado suas realizações para às 8 horas da manhã. Segundo informação, o horário tem sido proposto pela Associação dos Professores de Manaus (Asprom) e acatado por outras entidades como Sinteam, Adua, Assua, Conlutas, etc.

        O argumento usado por membros da Asprom é que esse horário é bom porque a mídia faz a cobertura e divulga no jornal do meio-dia.

        DUAS EVIDÊNCIAS DESPERCEBIDAS PELOS PROFESSORES

1 – Eles ignoram o físico e matemático Galileu Galilei. Para eles ainda vigora a ideia do grego antigo Ptolomeu de que a Terra era o centro do universo, que foi abalizada por Aristóteles, e usada pela Igreja medieval para defender o Dogma. Ou seja, não há movimentos de rotação e translação da Terra. Daí que o sol não é o centro do universo, não há dia, e, consequentemente, Manaus, cujo clima é quente e úmido, não tem elevação de temperatura. Logo, a temperatura de 8 horas é a mesma de 12 horas. E mais, por essa inexistência climática, não há manifestação.

      O Grito dos Excluídos, em Manaus, era realizado sempre pela tarde, mas alguns engraçadinhos (como diria a irmã Inês) decidiram deslocá-lo para parte da manhã. Resultado: os excluídos protestaram, porque não queriam ser torrados pelo calor da avenida de asfalto e concrete, agora ocorre no velho e bom horário. O filósofo Camus já havia dito que o calor afeta a inteligência, a disposição para o amor, e, nesse caso do Grito, os excluídos perceberam sua implicação na fé.

2 – A imprensa se mantém através de dois corpos comunicacionais. Um produzido internamente por ela através de editoriais e artigos, e outro produzido por fatos exteriores. Porém, o que a mantém é o segundo que lhe pauta. As manifestações são pautas para as mídias que precisam delas, e não as manifestações das mídias. As mídias se apropriam dos fatos sem gastar um tostão. O que significa que elas exploram o trabalho dos que produzem os fatos. Até o corpo de um jovem assassinado.

     Nesse caso, elas são parasitas do sistema capitalista comunicacional que tem a propriedade como seu princípio de lucro máximo, mas que elas não respeitam os fatos produzidos por seus personagens particulares. Ainda mais quando há professores-escravos trabalhando para elas de graça. Real exploração da mão de obra produtiva.

 

       As mídias capitalistas são reacionárias. Não estão preocupadas com a subjetividade do “movimento real (Marx)” das manifestações. Mas os aspronildos, ingerindo suas Cocas-Colas, não percebem essa realidade. Em suas indigentes vaidades, acreditam que aparecer nelas, no jornal do meio-dia, a população, “no centro da sala, diante da mesa (Belchior)” fica informada, valoriza o ato e lhe confere um sentido de importância insofismável. Ledo destrambelhamento político: como as mídias precisam chupar os fatos, qualquer hora ela marca sua presença. E os fatos não vão desaparecer se forem divulgados pela manhã, tarde ou noite. Com mídias ou sem elas, as manifestações revelam o seu valor político que existe por elas mesmas.

       No tocante ao argumento de que o ato de amanhã, pela manhã, no Hospital Getúlio Vargas, é em virtude da presença do golpista, dublê de ministro da Saúde, Barros, é mais uma demonstração de limitação política. Às manifestações em todo Brasil não são motivadas por figuras deploráveis de golpistas. Elas foram idealizadas e elaboradas através dos instrumentos epistemológicos de seus organizadores. Nada de impulso freudiano, em forma de pseudo anarquismo-narcisista.

      Esses professores se querem que a comunidade acredite em seus propósitos políticos devem procurar perceber a opressão que se encontra em todos os territórios distribuída pelos agenciamentos coletivos de enunciações que produzem sujeitos-sujeitados. Caso contrário, a comunidade também será ofendida por essa limitação perceptiva e conceptiva. E de quebra, não acreditará neles.

 

 

UM DEGENERADO NÃO NOS REPRESENTA.STF, PRENDAM O MELIANTE

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Não é aceitável, é inadmissível o que está acontecendo no Brasil contra a Presidente da República, Dilma Rousseff. Ela foi eleita no último pleito de 2014 com mais de 54 milhões de votos. Seu oponente, na época, Aécio Cunha, citado em vários crimes, como na lista de Furnas, na Lava Jato,  evasão de dinheiro para paraíso fiscal na Europa, nunca admitiu a sova eleitoral que Dilma lhe deu.

Desde o término dessa eleição, esse oportunista que nem a elite o aceita na Avenida  da FIESP,  persegue a presidente. Depois aliou-se a um outro ser inominável que aceitou , por vingança, um pedido de golpe na Câmara contra uma presidente que não cometeu nenhum crime de responsabilidade. Ela nunca foi julgada e nem condenada por nenhum tribunal, e o que é pior, o Caranguejo que aceitou o pedido de um Hélio Bicudo, rancoroso, que nunca foi petista,  é réu no STF acusado pelo Procurador da República de bandido. Contra o réu há no parlamento uma comissão para cassá-lo, só que na trama do golpe ninguém fala mais nada a não ser os blogs sujos. Para expor a situação dos golpistas, o mordomo de Conde Drácula, depois de se sentir rainha da Inglaterra pôs-se a escrever e vazar carta para a presidente, e não só carta, como tramar, trair, confirmar a máscara do servilismo como ponte para o futuro.

Depois da carta se vazou de novo. Vazou agora um pronunciamento ao país como o novo presidente. Diz o traidor que vai manter os programas sociais da presidente, mas pede sacrifício do povo brasileiro. Esse áudio foi feito para pressionar a aprovação do imprestável relatório do golpe, mas que foi condenado pelos democratas e pelos sabujos da imprensa golpista, tendo-0 como um golpe no golpe.

Voltando ao não aceitável, ao inadmissível, nós, o povo brasileiro, já que instituições acovardadas não prendem, não afastam da presidência da Câmara, o réu, Eduardo Cunha, vulgo Caranguejo, suíço, vamos tecer linhas, armar estratégias de pressão para não deixar esse verdugo, indigno, descansar. Pressionar, ritornelar o que Ivan Valente, Sílvio Costa, Paulo Pimenta, Jean Willis, Jandira Fegali e todos os deputados democratas falam na Câmara, Eduardo Cunha não nos representa, ele não deve comandar o golpe, ele tem que sair da presidência da Câmara porque ele está, agora, ameaçando a todos que votarem contra o retrocesso, contra o golpe. Ele fora da Câmara, não  intimidará, não haverá golpe.

Pelo povo, Supremo Tribunal Federal, pelo povo, presidente Ricardo Levandovisk, pelo povo, Juízes,  não deixem que uma injustiça seja cometida contra uma mulher íntegra, que uma injustiça seja cometida contra o povo, porque essa ideia de que o STF não se mete em questões políticas do congresso não combina com os artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e nem com nossos direitos constitucionais a partir da Constituição cidadã de 1988.

Os eleitores de Dilma, o povo, todos irão às ruas nos próximos dias. No Rio de Janeiro a favela vai à praia. Serão mais de cem mil democratas.Temos certeza que após a vitória, no domingo, para a continuidade do governo do povo que aí está, haverá muita festa, mas se isso não acontecer, todos os que podiam evitar confusão maior verão que o brasileiro não é cordial como nos apresentaram Sérgio Buarque de Holanda, Gylberto Freire. Aqueles que não fizeram nada, continuarão dormindo tranquilos, porque assim se comportam, mas se algo adverso lhes acontecer eles mudarão de opinião, mas pode ser tarde. Nem a história contará.

 

DILMA PARTICIPA DA ABERTURA DOS JOGOS MUNDIAIS INDÍGENAS

981608-23102015dsc_8323Jogar é do homem! Jogar é dançar! Não acredito em um deus que não dança, diz o filósofo Nietzsche. O filósofo Sartre fala do jogo como elemento ontológico do humano. Claro que a filosofia não toma o jogo como uma disputa entre adversários que objetivam a vitória. A concorrência entre os que se digladiam. Mas há nesse jogar-disputa elementos do jogar filosófico que é o estar no mundo como ser atuante. E atuar é jogar. Jogar na vida é atuar como autenticidade de si: Homem Total.

“Não é possível entender a si mesmo como consciência sem pensar que a vida é um jogo.

981614-23102015-dsc_8717O que é um jogo, na verdade, senão uma atividade da qual o homem é a origem primeira, cujos princípios são colocados pelo homem e cujas consequências só podem ser de acordo com os princípios determinados? Mas desde que o homem se entenda como livre e queira usar sua liberdade, toda sua atividade é um jogo: ele é o princípio primeiro dessa atividade, ele escapa ao mundo por natureza, ele próprio determina o valor e as regras dos seus atos, e só consente em pagar segundo as regras que ele mesmo determinou e definiu.

Por isso endosso inteiramente a frase de Schiller: “O homem só é plenamente homem quando joga”. “

No Brasil foram os índios que inventaram o jogo tanto entre eles próprios e na relação com a terra em forma de agricultura, caça e pesca. Jogar é atuar em movimento. Tudo que os índios sempre fizeram. Aí eles terem muito mais em essência o princípio do jogar do que qualquer Neymar. Onde o capitalismo predomina não há jogo. Há imobilidade das atuações perpetrada e organizada pelo capital. E sem mobilidade, que é o fluxo-livre, não há jogo. Os profissionais da pelota, como Neymar, não jogam. Simulam e sumulam um jogo que o torcedor, também imobilizado pela paixão, acredita.

Palmas (TO) -  A presidenta Dilma Rousseff participa da cerimônia de abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas 2015 (Roberto Stuckert Filho/PR)

Palmas (TO) – A presidenta Dilma Rousseff participa da cerimônia de abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas 2015 (Roberto Stuckert Filho/PR)

Palmas (TO) - A presidenta Dilma Rousseff participa da cerimônia de abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas 2015 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) – A presidenta Dilma Rousseff participa da cerimônia de abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas 2015 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) - A presidenta Dilma Rousseff participa da cerimônia de abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas 2015 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) – A presidenta Dilma Rousseff participa da cerimônia de abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas 2015 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) - A presidenta Dilma Rousseff participa da cerimônia de abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas 2015 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas (TO) – A presidenta Dilma Rousseff participa da cerimônia de abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas 2015 (Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Mas o certo é que a presidenta Dilma Vana Rousseff, compareceu aos Jogos Mundiais Indígenas que ocorre em Palmas (Palmas para os jogadores indígenas!) e vai até o dia 1° de novembro com as participações de 2 mil atletas de 30 países. Brasil, Américas, Nova Zelândia, Rússia, Mongólia, Congo, Filipinas são alguns dos participantes.

Palmas(TO) -  Cerimônia de abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas(TO) – Cerimônia de abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

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Palmas(TO) -  Cerimônia de abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Palmas(TO) – Cerimônia de abertura dos Jogos Mundiais dos Povos Indígenas ( Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Nos Jogos Mundiais Indígenas os atletas participaram de partidas, entre outras, cujas modalidades são próprias de suas culturas como arremesso de lança, corrida de toras, arco e flecha. São modalidades que afirmam a estrutura cultural desses povos e as mantém protegida da força predadora da cultura dita civilizada. Ou a cultura psicótica das organizações sociais prescritas pelo capitalismo.

Festa de Exu Tranca –Rua de Embaré e Mestre José Filintra de Santana Igue no terreiro de Pai Tota

01Eu quero vê, Umbanda

Eu quero vê
No meio da encruzilhada
Seu Tranca Rua aparecer
alaroê
Eu quero vê, Umbanda
Eu quero vê
No meio da encruzilhada
Seu Tranca Rua aparecer
alaroê

02

Seu Tranca Rua sempre foi homem valente
Seu Tranca Rua sempre foi homem valente
Defendendo a todos nós com sua capa e seu tridente
Seu Tranca Rua nunca me deixe sozinho
Seu Tranca Rua nunca me deixe sozinho
Me de toda proteção e tire o mal do meu caminho

03

Eu quero vê umbanda
Eu quero vê
No meio da encruzilhada
Seu Tranca Rua aparecer
alaroê

04 05 Eu quero vê umbanda
Eu quero vê
No meio da encruzilhada
Seu Tranca Rua aparecer
alaroê

06
Seu Tranca Rua é o meu Exú de fé
Seu Tranca Rua é o meu Exú de fé
Ele é rei lá da encruza e Padilha é sua mulher
é um grande feiticeiro é Tranca Rua de Embaré

07

Eu fui no mato, oh ganga,

Cortar cipó, oh ganga,

E vi um bicho, oh ganga,

De um olho só, oh ganga.

Em sua chegada ao terreiro foi recebido pela Ialorixá  Nochê Hunjaí Emilia de Tóya Lissá

08

Exú, Exú Tranca Ruas,

Me abre o Terreiro

E me fecha a rua!

09

Estava durmindo,

Curimbanda mi chamo

10

Estava durmindo,

Curimbanda mi chamo.

11

12Alevanta minha  gente,

Tranca Ruas já chego.

E quando a Lua surgir, eu vou girá…

E vai girá,ele vai girá, e vai girá…

13

Chegô seu Tranca Ruas,

Para todo o mal levá…

Chegô seu Tranca Ruas,

Para todo mal levar…

14

Sr.Exú Embaré, Senhor do Mundo Espiritual onde está sua origem e sua morada,no Reino de Safira( Este Reino é Espiritual).Essa entidade protege a entrada das casas de culto na esquerda da Umbanda e no culto Kibundo(Kimbanda).Ele tem o poder de fechar e abrir os caminhos para o ser humano e também de ter as almas perdidas sem luz como escravos para prestar-lhe reverencias e fazer o que ordenar.

Exú tava curiando na encruza

Quando a banda linda lhe chamou

15

E sua Mulher  Maria Padilha chegou…

16

Exú no Terreiro é Rei

Na encruza ele é doutor

 

17

A encruza é de Exu

Afirmo e não errei,

Saravá povo de Quimbanda

Saravá nosso Exú Rei

18

Seu Mestre José Filintra de Santana Igue( sua falange), nasceu na coroa de Pai Totá,aos doze anos, sua Mãe de Santo foi Maria do Acari,que no pé de Jurema,onde tava sentado todos os mestres iniciou sua vida espiritual.

20

Seu Zê Filintra a recebeu…

21

 

Junto a Ialorixá Nochê Hunjaí Emilia de Tóya Lissá

Zê quando for para

Lagoa, tome cuidado

Com balanço da Canoa,

22

Zê quando for para

Lagoa, tome cuidado

Com balanço da Canoa,

23

Zê faça tudo que quizer,

Só não maltrate

O Coração dessa mulher

Filintra andou no mundo,

Fazendo o mau e o bem,

Triste de quem Zê odeia,

Feliz de quem Zê quer Bem.

24

Seu Mestre José Filintra de Santana Igue, nasceu na cidade de Gameleira-Pernambuco,e foi trabalhador da usina Estreliana ( que foi fundada em 1861,no estado de Pernambuco)de cana-de-açucar,onde foi encantado.

25

Filintra andou no mundo,

Fazendo o mau e o bem,

Triste de quem Zê odeia,

Feliz de quem Zê quer Bem.

VAMOS FALAR SOBRE GÊNERO?

IMG-20150915-WA0013Por: Brenda Oliveira*

Existem muitas características que nos tornam diferentes um dos outros ao passo que somos muito parecidos em outros aspectos. Dependendo da localidade onde nascemos e nos desenvolvemos adquirimos características bem diferentes em relação a uma região bem próxima da nossa. A escolaridade, a religião e a cultura nos fazem tão diversos.

Desde criança somos ensinados se comportar de maneira a corresponder às expectativas que foram colocadas no momento da nossa concepção. Se nascermos com uma vagina nossos pais nos ensinam tudo o que uma menina deve fazer e nós devemos seguir a risca esse padrão, ou contrário, seremos confundida com outro gênero, e isso é inaceitável.  

Crescemos dentro de uma perspectiva, que meninos jogam bola e meninas brincam de boneca, e nenhum pode entrar na brincadeira do outro. É como se em duas caixas fossem colocados os papéis de menina e os papéis de meninos. Cada um só pode usar as características das caixas que correspondem ao seu gênero imposto no momento do nascimento. Se alguém ousar sair da regra pode sofrer várias consequências.

Observamos isso de forma muita clara na sociedade, onde os papéis de gênero são construídos socialmente. Ser mulher é uma construção social, assim com o ser homem também é uma construção e isso nada tem a ver com o genital.

Para a biologia, o sexo é definido pelo tamanho das suas células reprodutivas (pequenas: espermatozoides, logo, macho; grandes: óvulos, logo, fêmea), e só. Mas isso não define um comportamento feminino ou masculino a forma como vou me colocar no mundo, a forma como meu gênero será imposto e como será minha expressão de gênero.  Isso varia conforme nossa cultura.

O conceito de ser homem e ser mulher é diferente em cada cultura, assim o que é considerado papel de mulher na Islândia pode ser considerado papel de homem no Brasil. Ser masculino no Japão é bem diferente de ser masculino no Brasil, por exemplo.

O gênero é social, e isso nada tem a ver com seus cromossomos ou o formato da sua genitália, tem a ver com o autoconceito, sua autopercepção. O papel de gênero que vamos adotar ou não independe de nossos genitais, está mais ligado à expressão social.

Se observarmos o tempo e a história, em algum momento passamos por mudanças e inversão de papel. Comportamos-nos como é imposto ao gênero oposto, seja em uma brincadeira de criança, ou seja, em caso de sobrevivência como foi para Maria Quitéria que se vestiu de homem para lutar na guerra da independência.

Dentro dessas nuances que é o ser humano, nasce a transexualidade. Atualmente o DSM V aponta a transexualidade como Disforia de Gênero, patologizante. Só que a transexualidade não é uma doença, não é contagiosa e muito menos uma perversão sexual. É uma questão de identidade de gênero. Vamos deixar claro aqui que nada tem a ver com a orientação sexual. A orientação sexual está no campo da afetividade, por quem ou por qual eu direciono minha libido, meu desejo sexual ou não. Transexualidade está no campo do autoconceito, da forma como me vejo e me coloco no mundo. Logo uma pessoa transexual pode ser hétero, bissexual, homossexual, pansexual ou assexuada.  

A transexualidade não é um capricho, podemos inclusive observar ao longo da historia. Para ser bem claro, mulher transexual é qualquer pessoa que reinvidica o reconhecimento como mulher. E homem transexual é qualquer pessoa que reinvidica o reconhecimento como homem, como bem definiu Jaqueline Gomes de Jesus.

O reconhecimento da identidade trans* ocorre ainda na infância para algumas pessoas, mas para outros ocorre ao longo da vida, principalmente na adolescência. Em sua maioria, tardam esse reconhecimento por diversos motivos, os principais são o preconceito (aqui vamos usar o termo transfobia, que é o termo usado dentro da comunidade T para se referir a discriminação de pessoas travestis e transexuais), repressão e a falta de conhecimento sobre o assunto.

Muitas mulheres trans* no inicio de sua identificação são lidas e se leem como homens gays afeminados e com os homens trans* a mesma coisa, no inicio são lidos como mulheres lésbicas masculinizadas.

Depois que chegam ao entendimento sobre sua identidade essas pessoas passa pela transição, ou seja, a adequação do corpo ao gênero com o qual se identifica. E graças aos avanços da medicina homens e mulheres trans* podem se hormonizar e alcançar um corpo igual ao de homens e mulheres biológicos, ou seja, cisgêneros. Isso claro, se a pessoa tiver dinheiro para custear todo o tratamento.

Do contrário o que o senso comum diz a cirurgia de adequação genital não muda o gênero. Como sempre diz Daniela Andrade, mulher transexual e ativista do movimento T no Brasil, “ninguém deita em uma mesa de cirurgia homem e levanta de lá mulher, assim como ninguém deita mulher e levanta homem” existe todo um trabalho que antecede essa cirurgia, incluindo uma equipe multidisciplinar de pessoas cisgêneras que vai “julgar” se você pode ou não ir para uma fila de espera (aproximadamente 10 anos). Existe um protocolo transexualizador, além de uma hormonização compulsória que as pessoas transexuais passam para poder ter o aval da equipe multidisciplinar.

Assim cada pessoa adota uma expressão de gênero correspondente ao que se identificam, mulheres transexuais reivindicam o direito de serem tratadas como qualquer outra mulher, com os deveres e direitos que lhe são reservados, assim como os homens transexuais também adotam uma expressão de gênero masculino e reivindicam nome e tratamento conforme sua identidade de gênero.

Para essas pessoas, a necessidade de viver de forma completa como se sentem interiormente é prioritária. Por isso a necessidade de um novo nome, usar o banheiro adequado ao gênero, trabalho, aceitação social e a cirurgia de transgenitalização. Algumas pessoas optam por não fazer essa cirurgia.  

Outra nuance do ser humano é a travestilidade. Como bem definiu Jaqueline Gomes de Jesus, “entende-se, nesta perspectiva, que são travestis as pessoas que vivenciam papéis de gênero feminino, mas não se reconhecem como homens ou como mulheres, mas como membros de um terceiro gênero ou de um não-gênero.”

Para esse grupo, é imprescindível o tratamento no feminino. É considerado um insulto tratar uma travesti no masculino. Não se trata de homens travestidos, mas sim de uma figura feminina, que não é homem e nem mulher. Por isso enfrentam tanta dificuldade de adentrar no mercado de trabalho, muitas empresas são discriminatórias, preferem não associar sua imagem a esse ser, inusitado, uma incógnita, um terceiro sexo.

Dada a situação social de uma travesti, visto que muitas saem cedo da escola sem terminar os estudos por conta de sua condição, o abandono da família e dos amigos, muitas recorrem a prostituição como única fonte de sustento. Isso não quer dizer que toda travesti é uma profissional do sexo.

A grande dificuldade do homem é entender que a transexualidade e a travestilidade é mais uma forma de ser e de se manifestar do ser humano. Por isso ele marginaliza e o trata de forma tão excluída pessoas que pertençam a esse grupo. Para deixar o preconceito de lado é preciso humanizar-se.

*Brenda Oliveira estudante do curso de Psicologia e pesquisadora sobre sexualidade e transgêneros. 

AS MÍDIAS ESCAMOTEADORAS, FOLHA, GLOBO E ESTADÃO, MOSTRAM A NECESSIDADE DE INDIGÊNCIA COGNITIVA E HONESTINADE PARA FICCIONAR NOTÍCIAS

midiaO título desse artigo poderia ser no rastro bíblico: “Bem-aventurados os meus imitadores, pois deles serão os meus erros”. Um simples mortal entende com facilidade o ocorrido no contexto jurídico. Mas, como as mídias escamoteadoras Folha de São Paulo, Globo e Estadão, não são simples mortais, não entenderam. Não são simples mortais porque são imortais e não vão ter um fim, mas porque não existem na função e na atuação democrática que concebe o jornalismo. São na verdade, simples elementos espectrais do jornalismo.

O delator Ricardo Pessoa, dono da empresa UTC, preso pela Operação Lava Jato, disse que repassou recursos ilícitos para Aluízio Mercadante (PT/SP), candidato ao governo de São Paulo, e Aloysio Nunes (PSDB/SP), candidato ao Senado, no ano 2010. Embora o delator esteja sendo acusado pela Operação Lava Jato, as duas delações não estão no âmbito da operação, pois se trata de crime de caixa dois.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou abertura de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro Teori Zavaski, relator da Lava Jato no STF, entendendo que a acusação contra os dois não tem relação com a Petrobrás, autorizou que os casos fossem redistribuídos, caindo nas mãos do ministro Celso de Mello que deve abrir ou não inquérito.

O que fizeram as trigêmeas da escamoteação e do jornalismo ficcional? Divulgaram a falsa notícia que o ministro Teori havia aberto os inquéritos contra Mercadante e Nunes no âmbito da Operação Lava Jato. Confirmação da necessidade de indigência cognitiva e honestidade para realização do “jornalismo” ficcional.

E onde começa a bem-aventurança? Quando a o Jornal Nacional da TV Globo noticiou no sábado, o Estadão gostou e reverberou no domingo. A Folha, como irmã do vazio, também mandou ver. Publicou a inverdade na segunda-feira.

Depois que foi mostrada a barrigada jornalística, a Folha passou a culpar a TV Globo que começou a quadrilha bíblica do “bem-aventurado os meus imitadores, pois deles serão os meus erros”.

A Folha publicou que errou e a TV Globo continuou no “tudo a ver”. É essa gente que comanda, junto com o PSDB, e outros grupos direitistas, o golpe contra o governo Dilma. Uma imprensa que pratica indiscretamente a mendacidade.

COM PROGRAMA VOLTADO AOS INTERESSES DA COMUNIDADE A CHAPA 1 FOI ELEITA PRESIDENTA DA ASSOCIAÇÃO COMUNTÁRIA NÚCLEO 16 DO BAIRRO CIDADE NOVA, EM MANAUS

IMG-20150803-WA0002Não tem jeito. As direitas podem se rasgar de ódio e inveja contra a potência popular, mas nada vai conseguir a não ser a dor do ressentimento. A maioria dos moradores do Núcleo 16 do Bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus, mostrou essa realidade ontem, dia 2, ao participar do pleito democrático para escolha do novo presidente da Associação Comunitária Núcleo 16 do Bairro Cidade Nova.

Foram quase mil eleitores que durante todo o domingo exerceram seu direito político, democrático, comunitário para a escolha de seu representante diante dos moradores e órgãos públicos de Manaus, visto que a função do presidente é trabalhar junto com a comunidade e os órgãos municipais e estaduais na construção de políticas públicas que beneficiem os moradores. Não somente os benefícios materiais como também os benefícios espirituais em forma de cultura, arte, esporte, religião, e entretenimento comunitários que expressem a singularidade do bairro.

IMG-20150803-WA0001 IMG-20150803-WA0003 IMG-20150803-WA0007Três chapas disputavam o pleito, mas coube a Chapa 1 a eleição ao cargo. Na presidência estava a companheira Aldenise Oliveira composta com mais 5 mulheres engajadas e comprometidas com a comunidade. Mas, o fator-comunidade que permitiu a eleição dessa chapa foi seu programa apresentado à comunidade baseado na potência popular. Uma espécie de micro política pública semelhante aos governos populares de Lula e Dilma. Políticas públicas que saem das próprias decisões dos moradores do bairro. As conversas que os membros da Chapa 1 tiveram com as famílias comunitárias fugiram da prática tradicional que muitos comunitários herdaram da demagogia dos profissionais políticos dos partidos reacionários. Os chamados líderes comunitários que são mais cabos-eleitorais do que líderes.

IMG-20150803-WA0000 IMG-20150803-WA0004Agora, na próxima quarta-feira ocorrerá a posse da nova presidência. Como não poderia ser diferente, vai ser uma festa nos moldes da comemoração ocorrida ontem, pela parte da noite em que os comunitários realizaram na casa da presidenta. Essa eleição é uma pequena mostra que a potência popular encontra-se em contínua atualização de sua realidade. O Brasil hoje tem a maior parte de população consciente de seus direitos e sapiente de que deve ser sujeito de sua história, porque democracia só existe e se torna verdadeiramente real com a atuação engajada da sociedade.

IMG-20150803-WA0005 IMG-20150803-WA0008 IMG-20150803-WA0009É aí que as direitas desesperam: elas não sentem e nem entendem de potência popular. Basta observar os comportamentos de seus representantes como Aécio Cunha, Fernando Henrique, as mídias reacionárias como a TV Globo, jornal Globo, Folha de São Paulo, Estadão, Veja Época, Istoè, todos e todas refletem apenas o egoísmo burguês de suas ambições onde a potência popular não de movimenta.

Valeu Chapa 1!

Chamada de Zé Pilintra no Centro de Umbanda Maria Padilha

“Diz aí, saravá, seu zé,

Saravá, seu zé,

Saravá, seu zé,

Ele sempre ajuda quem nele tem fé”.

01 

 A Umbanda sendo religião de fé, de luz, enfim, amor ao próximo, tudo tem dono, tudo é mironga, e quando mais se aprende, mais tem de aprender, pois a sabedoria é Oxalá, abençoando quem quer aprender.

Povo de Umbanda,

Vem ver os irmãos teus.

02 

Defuma esses filhos,

Nas horas de Deus.

03 

A Mãe Nádia no início de seus trabalhos,defuma  sua casa  e seus presentes,pois é essencial para qualquer  trabalho na Umbanda, desagregando  forças negativa.

04 Ó Deus Pai de Misericórdia, de ao médium a compreensão perfeita da missão que lhe foi confiada. Deus nosso pai, Jesus e Maria, São João e São José, São Pedro abriu o Céu, Para aqueles que têm fé. Ó São Miguel Arcanjo, Por Deus se sois quem é, Rogai ao nosso Pai, Para aumentar a nossa fé.   

Banda eu…como gira!

Banda eu…como gira!

05 

Como gira dentro de um Gongáá

Banda eu como gira!

06 

Como gira dentro de um Gongáá

Gira prá todas as giras

Gira estes Filhos de Fé!

Gira estes Filhos de Fé!

07  

Como gira dentro de um Gongáá

Gira prá todas as giras

Gira estes Filhos de Fé!

Gira estes Filhos de Fé!

Salve!Seu Zé Pilintra!Salve! Zé Pelintra costuma ser homenageado numa chamada de cabloco, todo dia de 19 de março no centro de umbanda Maria Padilha. Ele é cabeça feita,

Tem um nome a zelar,

Mas desaforo não aceita,

Nunca se deixa levar,

Ele sempre ajuda quem nele tem fé,

Diz aí, saravá, seu zé,

É na palma da mão e cantando com fé,

Diz aí, saravá, seu zé,

 08 

Zé Pelintra começou sua missão aparecendo no culto à Jurema, ou Catimbó, na região Nordeste do país, onde estes espíritos eram chamados de Mestres. E, por ter esta característica, ele não aparece em uma gira específica na Umbanda, podendo se apresentar na Linha de Exus, Baianos, e em certos casos, nas de Pretos-Velhos.

09 

Os seus espíritos desencarnados há muitas décadas, passaram a realizar trabalhos espirituais dentro da Umbanda, na prática da caridade e para o progresso do ser humano.

10 

Com o passar do tempo, Zé Pelintra passou a ser visto na Umbanda como o Chefe da falange de Malandros, por apresentar-se como um espírito “boêmio”, “malandro” e brincalhão. Trabalha com seriedade, abrindo caminhos, resolvendo problemas financeiros, sendo um conselheiro, tendo sempre uma palavra amiga, uma ajuda, um trabalho de caridade.

11 

 Quando incorporado pode apresentar-se na linha de cabloco curador, ele e um exu curador, de forma brincalhona, dançando muito. As vestes nas quais, normalmente, se apresentam os espíritos que compõem essa falange, são o terno branco e gravata vermelha, cravo na lapela, chapéu panamá, com fita vermelha.

 12 

Zé pelintra quando vem traz sua magia

para saudar todos seus filhos e retirar feitiçaria

pisa na umbanda Zé pelintra que eu quero ver.

Mãe Nádia disse ao Afinsophia que:”Zé Pelintra é na Umbanda, e para alguns, um Exu embora não o seja. “O exu vira pra cabloco, e cabloco vira pra exu.”, tal comparativo acontece pelo fato de que Zé Pelintra não tem gira específica, manifestando-se muitas vezes nas giras de Exu, fazendo trabalhos juntamente com estas entidades, utilizando a mesma energia que seus “compadres” para combater e cortar as energias negativas”

13 

E como ele, os outros guias da casa ,feito seus cruzos( afirmação de cabloco),vem chegando…

 Salve o dia de Hoje!salve!Salve os guias da casa!

14 

Salve!Salve Nêgo Gerson!

15 Salve!salve os trabalhos firmados para cura!

16 

Salve !Salve seu Zibamba!Que como guia também  da casa , não pode faltar.

17 18 

Firmando ponto pra trabalhar!

 Seu nome é Cabloca Mariana !Bela turca Mariana!

19

Que aqui é chamada,na Umbanda

Para trazer seus sábios conselhos!

20Receitando tratamentos caseiros e oferecendo muita proteção!

Ela é curandeira!

Ela é filha de Umbanda.

21

Com a Graça de Deus

Seus maus Demanda.

22 

Abençoando na  Fé e força de Oxlá!

23 

Salve os trabalhos afirmados!Salve o dia de hoje!Salve seu Zé pilintra!

24

Ele é cabeça feita,

Tem um nome a zelar,

Mas desaforo não aceita,

Nunca se deixa levar,

Ele sempre ajuda quem nele tem fé,

Diz aí, saravá, seu zé,

É na palma da mão e cantando com fé,

Diz aí, saravá, seu zé,

Saravá, seu zé,

Saravá, seu zé,

Ele sempre ajuda quem nele tem fé.

 

— Centro de Umbanda Maria Padilha—

Responsável:Nádia Ribeiro.

Endereço:rua Barcelos n 2006-Praça 14 de Janeiro. CEP:69020-200.

Complemento:Próximo ao Colégio Estadual Primeiro de Maio.

Telefone:(092)3635-4411;991259136.

OUTROS PERCURSOS INTENSIVOS PRODUTORES DE CARTOGRAFIAS POLÍTICAS PELO BAIXO AMAZONAS

IMG-20150125-WA0007BOA VISTA DO RAMOS: CONQUISTAS E DESCONQUISTAS 

Se há algo que nos alegra, é encontrar pessoas no Baixo Amazonas, município de Boa Vista do Ramos, como Dona Zulma, 97 anos, Dona Maria de Nazaré de Souza, 89 anos, Cândida com seus mais de 80, satisfeitas com os governos populares dos últimos treze anos e  jovens como Lissandro Dias, de 40 anos que no enunciar  “antes de Lula não havia modernidade. A modernidade expandiu no Brasil com ele. Antes não havia luz, não havia água, não existia internet. Hoje temos tudo isso e mais: bolsa família, bolsa floresta, defeso, Minha Casa, Minha Vida. Muitas melhorias  em São Benedito, Santo Antônio do Mucuim, Vila Manaus, P.S. do Bacabal, Ponto Feliz, C.S. Tarauacá, divisa de Boa Vista com Barreirinha até a maloca dos índios e boca do Limão.”

Outro jovem com quem conversamos, José Gracemildo, 41 anos, pai de sete filhos, ganhador de uma das 61 casas do projeto Minha Casa, Minha Vida, na Vila Manaus falou das conquistas obtidas. “O luz para todos foi obra do Lula e Dilma. Nos proporcionou ter ventiladores, geladeiras, freezers para esfriar a água e conservar nossos alimentos. Nesses meus 41 anos passaram pela presidência Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique e nada disso chegou pra cá. Agora nós temos educação e tecnologia, tai o Centro de informática. Na época do Fernando Henrique os alunos tinham que ir para Maués, Barreirinha, Manaus, Parintins. Estudei e conclui meu ensino médio aqui. Meus cinco filhos com idade escolar e minha esposa estudam aqui. Minha mãe, Maria de Nazaré com 89 anos ainda torra café. O Lula prometeu construir uma estrada ligando a Vila Manaus a Boa Vista do Ramos. A estrada foi feita, está ai, ruim, não por culpa do governo federal, mas dos prefeitos que tivemos na cidade de Boa Vista do Ramos, principalmente por inadimplência. Já ocorreram acidentes nela, inclusive com mortes.”

IMG-20150125-WA0006 IMG-20150125-WA0009 IMG-20150125-WA0010 IMG-20150125-WA0011 Percebemos nos moradores o contentamento dessas mudanças. Perguntados qual tinha sido o resultado da eleição para a presidência da República no segundo turno disseram que Dilma obteve mais de 500  e Aécio só 7 votos. Dona Cândida (Candinha) com seus mais de 80 anos declarou que quantas vezes a presidenta Dilma se candidatar terá seu voto.

MAUÉS: CONQUISTAS E DESCONQUISTAS

Os dois primeiros anos de governo do prefeito do PT, Pe. Carlos foi de organizar e efetuar os pagamentos inadimplentes de prefeitos irresponsáveis que o antecederam.

O visitante que vai sempre à cidade já nota mudanças. As ruas, praças, alamedas, praias estão limpas; nada mais do que obrigação;

IMG-20150125-WA0014 IMG-20150125-WA0019Há obras do governo federal que estão em andamento como a construção das casas do projeto Minha Casa Minha Vida, Luz para Todos que via Vera Cruz chegou ao rio Apocuitaua e outras comunidades, bem como há obras paradas a mais de 8 anos como o porto de Maués que até hoje não operou e que está sem utilidade. Aliás, um porto pequeno para o porte da cidade e de suas embarcações.

A Agência dos Correios na Avenida Floriano Peixoto também foi iniciada e até hoje não foi concluída e a laje está cedendo e coberta pelo mato. Os responsáveis devem responder por esse prejuízo.

Na questão segurança a situação é crítica. A polícia já é uma exorbitância e a  militar em Maués está cumprindo sua exorbitância. Pelo visto instituíram a pena de morte. O policial Marcos Batista assassinou o trabalhador Agenor Pimentel de 56 anos no dia 31 de dezembro de 2014 e dia 22 de janeiro de 2015 torturaram Wanderley Pessoa de 23 anos.

No transporte também é preciso fiscalização e cobrança de impostos dos proprietários de embarcação que fazem o trajeto Maués-Manaus-Maués.

Com a privatização do porto pelo Amazonino que passou para a família Di Carli essa mina, em Manaus se cobra a passagem para Maués no valor de R$ 69,90. Criança com 12 anos paga a metade. Em Manaus há as discriminações de impostos. Em Maués, não. Não há nota fiscal eletrônica. A passagem custa R$ 70,00 e a criança de 12 anos paga R$ 70,00.

O questionamento que fazemos é o seguinte: Como a prefeitura de Maués e o governo do Estado cobram essas empresas? Que controle a Secretaria de Transporte de Maués tem do número de passageiros que são transportados diariamente entre Maués/Itacoatiara/Manaus? Não está havendo fiscalização do número de passageiros embarcados. Os barcos estão saindo superlotados e ficando presos em Itacoatiara causando constrangimentos aos passageiros que são transportados em táxi e ônibus para Manaus. Os banheiros estão sujos e falta higiene. Redes se entrelaçam e o calor é sufocante.

Percebemos que nesse serviço há empresas que prosperaram e ampliaram seus negócios na cidade: comércio varejista, supermecardos, lojas de material de construção, postos de gasolina. Estão em dia com os pagamentos de impostos municipais, estaduais e federais?

Por falar em federais, cadê o coletor da receita federal em Maués? Está gozando férias em Manaus? Ele só volta em fevereiro? Antes ou depois do carnaval? E os demais funcionários da coletoria?

IMG-20150125-WA0005IMG-20150125-WA0012IMG-20150125-WA0013IMG-20150125-WA0008E nesse nosso percurso intensivo por Maués falamos e ouvimos muitas pessoas que se manifestaram fazendo cobranças, expondo idéias, sugestões de mudanças existenciais para o povo Sateré-Mawé. Falamos de reforma política e democratização das mídias; defendemos a Petrobras contra os interesses privatistas norte americano e do capitalismo internacional, criticamos e pedimos para o povo de Maués não assistir a programação da Rede Globo de Televisão, defendemos e  apoiamos a presidenta Dilma na luta contra a pena de morte do brasileiro Marcos Archer na Indonésia, no programa de responsabilidade da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos que foi ao ar no dia 20/01/2015, às 11 h da matina, desancorado pelo professor Elias da Silva, na Rádio Guaranópolis.           

CLASSE MÉDIA MANAUARA PRATICA ECOZOOCÍDIO

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Vamos replicar um tema que a dita literatura amazonense adora. Falamos dita porque literatura que se preza vai além de rios, igapós, flora e fauna.

Neste caso, o ecozoocídio de mais de 200 periquitos asa branca  dia 27 de dezembro que têm como  poleiro para o ronco noturno as palmeiras e árvores onde foi construído um residencial chamado Efigênio Salles que abriga uma elite que não “sacou” nem vai “sacar” a articulação ético-política proposta por Félix Guattari – a que chamou ecosofia – entre os três registros ecológicos (o do meio ambiente, o das relações sociais e o da subjetividade humana).altAgpWLp5X3vQqSc5cumZaK_2eFUuNXxy47EjXbsbORbP_

Mostrando toda sua raiva contra o meio ambiente, desde 2013, telou todas as palmeiras que ficam em frente ao condomínio. As palmeiras estão apeadas. Não balançam com o vento e perderam todo o vigor e estão contribuindo para que os pássaros fragilizados fiquem presos nas malhas do tapume. Não adiantou reclamação. Nada foi feito para tirar as malhadeiras das alturas. Depois de muitas reclamações, os bombeiros com suas escadas gigantes até que enfim apareceram. Para tirar os periquitos mortos e debilitados.altAjNjd_5eGZlkwBQeejgfxm18VDEMdAv40OXwxTTY_BRw

Como essa gente praticou o crime narrado acima e agora aparecem  mais de duzentos periquitos mortos naquela região uma das suspeitas recai sobre esses pescadores de pássaros. Esses pescadores de pássaros ao tentarem pegar periquito na malhadeira cercando as árvores e estando por trás de muros altos eles demonstram o seu grau de isolamento da vizinhança e dos pássaros, mantendo um padrão de comportamento reduzido a sua mais pobre expressão: a violência contra a vida.altAjCX1V78ceFRQMgMHbqFhEKSANJDp8_JwkdNPOocGeeO

Os periquitos estão mortos. Suspeita-se de envenenamento. O resultado toxicológico só sairá depois de 40 dias.altArgPVv5lQjiNN_5HlolS4U88ulXqjCzIkwnpqp7VB19o altAqH3N6BktWTIdCRS9RpU3Dlv1YLENlby2xPgVPdQitMF altAo7F3WNPHe3jMio_zed6SLGysXnCRpTeyhoVf3OOJtoA altArgOlhQseh1Uzl3RKQ8elU4B5Rl_iSD910PW_ggTxN_d altArT4k7aph3RIEAVmlGwap9ij5iyrN6FDnNee1gVG1bZ4altAqMz5FkbkWiT6KPaVCFomQ93vGOarg325jNwO4eljkcB

Demonstrando que nem tudo o que está constituído vai permanecer, centenas de pessoas, movimentos sociais, ONGS, afinados, convocados pelas redes sociais compareceram, ontem, dia 29 de dezembro de 2014, em frente ao condomínio que se diz de luxo, numa manifestação exigindo  decisão das autoridades do Estado e dos órgãos federais para que  crimes dessa proporção sejam apurados e punidos os  ecozoocídas. Embora os manifestantes tenham contribuído para que os carros trafegassem lentamente no local, receberam apoio dos motoristas e de todos que trasitavam na Avenina Efigênio Sales. 

RELATÓRIO “EQUILIBRE O JOGO: É HORA DE ACABAR COM A DESIGUALDADE EXTREMA”, MOSTRA QUE BRASIL É UM DOS POUCOS PAÍSES QUE DIMINUIU A DESIGUALDADE

A organização não governamental que trabalha internacionalmente no combate a pobreza no mundo, Oxfam, divulgou o relatório Equilibre o Jogo: É Hora de Acabar com a Desigualdade Extrema mostrando que o Brasil é um dos poucos países em que houve uma expressiva mudança na desigualdade social e um significativo trabalho de combate à fome. Entre os demais países, o Brasil é o único que está conseguindo reduzir a desigualdade e a distância entre os ricos e pobres.

“O Brasil tem apresentado um padrão diferenciado, e está entre os poucos países que estão tendo sucesso em diminuir a diferença entre os mais ricos e os mais pobres. Entre os países que compõem o Brinc, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, o Brasil é o único que está conseguindo reduzir a desigualdade. E, dentro do G20, é o que está tendo o maior sucesso nessa empreitada ao lado do México e da Coreia do Sul, que, apesar dos avanços, figuram em um patamar inferior ao Brasil no que se refere a diminuição da desigualdade”, diz o relatório.

E lembrar que as direitas queriam a todo custo ser eleitas, é de causar pavor e alegria. Pavor pelo atraso que elas iam impor à sociedade brasileira e aumentar a desigualdade com sua econômica política capitalista. Alegria por elas não terem conseguido o intento. O que significa dizer, que o brasileiro pode dormir sossegado. 

DESESPERO DE CANDIDATURA DE AÉCIO NEVER RECORRE À PESQUISA FRAUDULENTA REVERBERADA PELA MÍDIA CAPITALISTA

Novamente ao anoitecer de sábado, dia 11.10.2014, mais uma pesquisa eleitoral fraudulenta do segundo turno foi divulgada. Desta vez realizada pela SENSUS Data World Pesquisa e Consultoria S/C Ltda, instituto muitas vezes denunciado pelo próprio PSDB por fraude, que semelhante ao Instituto Paraná resolveu solicitar para si a pesquisa e lhe efetuando o pagamento da bagatela de R$ 110.000,00 pelo trabalho. Virou moda o próprio instituto pagar a si “pesquisa” feita.

A pesquisa é uma fraude.  Como pode, dados tão elevados,18% para o candidato das direitas acontecerem tão rápidos contradizendo o que o DATAFOLHA e o IBOPE fizeram até o dia 9 de outubro de 2014? Na pesquisa dos dois institutos constatou-se  empate técnico que motivou prejuízo na Bolsa e tristeza nas hostes psdbistas, pois esperavam números surpreendentes. Isso não aconteceu.   

Nessa “pesquisa” da SENSUS aconteceu um fenômeno nunca dantes visto. Votos fixos da presidenta Dilma Rousseff migraram para Aécio. No primeiro turno a presidenta obtivera 41,39%. Agora está, segundo a fraude, com 41,2%. Todos os votos de Marina foram para Aécio.

O que é mais estranho. Aécio Never captou todos os votos  brancos e nulos. A somatória de 58,8 + 41,2 é igual a 100%.

A justificativa para tão descalabra preferência é de que está vencendo em todas as regiões do Brasil e motivado por dois fatores: a entrada de vários políticos vencedores no primeiro turno como Tasso Jereissati, no Ceará, o empenho de ACM Neto na Bahia, Richa no Paraná, Serra em São Paulo dentre outros. Esses candidatos não estiveram com ele no primeiro turno?

Outra justificativa foi o vazamento de forma parcial e mal intencionada do depoimento de Paulo Roberto Costa e do doleiro Alberto Yousseff no caso Petrobras de forma ilegal contrariando preceitos jurídicos. 

Evidentemente que isso é uma forma para se justificar uma fraude, pois segundo  Ricardo Guedes,  que controla o Instituto SENSUS, no seu delírio fraudulento “Aécio já está eleito.”

Cuidado brasileiros, eles não têm qualquer sinal de pudor.    

FUNDO DAS NAÇÕES UNIDAS PARA A INFÂNCIA (UNICEF) DIVULGOU QUE O GOVENO DE ISRAEL JÁ MATOU MAIS 400 CRIANÇAS. É OU NÃO GENOCÍDIO E INFATICÍDIO?

A fúria de homens que alucinam ser Deus é mais cruel do que a do próprio Deus, que eles fantasiam se enfurecer. Mas Deus, por ser Deus, não se enfurece. Quem se enfurece são homens que se sentem impotentes e fantasiam ser Deus para compensar essa impotência. Compensação que vem pela superstição de acreditarem que os outros acreditam que eles são Deus. Até o filósofo Spinoza sabia dessa impotência.

E a fúria desses homens de Israel que alucinam ser Deus, já matou mais de 400 crianças na Faixa de Gaza e deixou 2,5 mil feridas, é a realidade genocida e infanticida divulgada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

São 370 crianças que precisam de auxílio psicológico para tentar elaborar o trauma causado pela fúria dos homens que alucinam ser Deus. Para a dirigente do gabinete da Unicef em Gaza, Pernille Ironside, comparando a demografia de Gaza com a dos Estados Unidos seria como se 200 mil crianças norte-americanas tivessem sido assassinadas. O número de 408 crianças mortas atualmente é superior aos números das ofensivas desencadeadas por Israel nos anos de 2008 e 2009, quando foram mortas 350 crianças.

“A destruição é total”, disse a dirigente Iroside. Falta eletricidade no território palestino que é controlado pelo movimento islâmico Hamas. Não estão funcionando os sistemas de água potável e saneamento, em razão dessa realidade há ameaça de aparecerem doenças transmissíveis e diarreia.

“O número de crianças mortas durante essa operação militar é de 408 e supera o de menores mortos durante a Operação Chumbo Fundido.

Há que ter em conta o tamanho da Faixa de Gaza. São 45 quilômetros de comprimentos por 6 a 14 de largura e não há uma única família que não tenha sido diretamente afetada por alguma perda.

A destruição é total. Usaram armas horríveis que provocam amputações terríveis. E isto aconteceu diante dos olhos das crianças, que viram morrer os seus amigos, os seus pais.

Um menino ou uma menina que tenha hoje 7 anos já passou por três ofensivas: a de 2008-2009, a de 2012 e a de agora”, observou Iroside.

Acrescente-se a essa terrível realidade, 142 escolas da Faixa de Gaza e 89 Agência das Nações Unidas para Refugiados Palestinos, bombardeadas, e mais três estabelecimentos da Organização das Nações Unidas (ONU) atingidos.

 

RELATÓRIO DO CONSELHO INDIGENISTA MISSIONÁRIO (CIMI) MOSTRA QUE, NO ANO DE 2013, 53 ÍNDIOS FORAM ASSASSINADOS

É simples e cruel. A terra brasileira era dos índios, mas o capitalismo mercantil chegou e se apossou de grande parte desse território e a partir de então começou a mandar. Alguns índios acreditaram outros não. Depois vieram as capitanias mais do que hereditárias e confirmaram de vez o saque do território indígena. De lá para cá os personagens principais são os latifundiários representantes do agronegócio que encampa milhares e milhares de terras, muitas delas tomadas dos índios descendentes dos que não acreditaram que a terra brasileira pertencia aos invasores.

A resistência foi formada. Os índios, muitos, desamparados pelo Estado tentam de toda forma resistir ao invasor, explorador saqueador pós-moderno. E nessa resistência algumas pequenas conquistas são comemoradas, mas que não contribuem para diminuir a dor pela perda violenta de seus irmãos.

É nesse quadro irracional onde a força do dinheiro mata sem qualquer constrangimento, já que a alma do capitalista é o lucro, como diz Marx, que o Conselho Indigenista Missionário (CIMI) divulgou o relatório que mostra a violência contra os povos indígenas brasileiros indicando que só no ano de 2013, 53 índios foram assassinados. Só no Mato Grosso do Sul, área mais violenta do Brasil, 33 índios foram mortos. Em 2012, 60 índios foram assassinados. Embora tenha ocorrido uma diminuição, entretanto, como se trata de ser humano, a realidade era para que nenhum índio fosse assassinado em função da ambição dos predadores capitalistas.

O relatório mostra ainda a quantidade de ameaças de morte a muitas comunidades indígenas. Mostra também, 10 casos de crimes sexuais contra índias. Dos 896.917 índios do Brasil, segundo dados do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, 8.014 índios sofreram violências por falta de ação do Poder Público. A ausência do Poder público nas terras indígenas é visível através da ausência de escolas, assistência de saúde, falta de políticas públicas que inibam a disseminação do álcool e outras drogas que impulsionam alguns índios ao suicídio.

Para o bispo do Xingu e presidente do CIMI, Erwin Kräutler, esse quadro é decorrente do descaso que o Poder Público faz da causa indígena e que coloca em perigo a vida desses povos. O CIMI disse ainda que dos 30 processos demarcatórios relativos a áreas já identificadas pela Fundação Nacional do Índio (Funai), 12 dependem apenas da publicação, pelo Ministério da Justiça, de Portaria Declaratória. E 17 áreas esperam a homologação presidencial e cinco processos estão na dependência da aprovação da Funai.    

SEVERINAS. DOCUMENTÁRIO PARA OS QUE NÃO SABEM O QUE É O BOLSA FAMÍLIA

Quando não se conhece um objeto ou uma ideia através dos sentidos e da razão, tende-se a opinar através de impulsos pessoas concebidos nos transcursos da existência como verdadeiros. Opinar sobre objetos e ideias sem examiná-los, sem pô-los à visão da crítica, do exame, é opinar estupidamente. Estupidez eufemisticamente chamada de ignorância.

Por inveja e por estupidez, todos os sujeitos egoístas e ambiciosos opinam sobre o Programa Bolsa Família, criado pelo ex-presidente Lula afirmando o que ele não é e ao que ele se endereça. Estes invejosos-estúpidos afirmam que é uma forma de manter o pobre na miséria como vítima eleitoral, que condiciona as famílias a inércia e a gravidez constante só para aumentar o número de filhos e, com isso, aumentar os benefícios, entre outras joias raras da inveja-estúpida.

Todos nós sabemos que o mundo está repleto de estúpidos ou ignorantes, para quem adora eufemismo, que defendem realidades opressivas sem saberem que eles mesmos estão sendo oprimidos. Colocam-se a defender ideias que mantém as pessoas no mais baixo nível de pobreza em benefícios das grandes fortunas e ainda carnavalizam essas posições deploráveis. E para mostrar ainda mais suas posições, votam em candidatos que fazem parte dos grupos dos opressores.

O documentário Severinas de Elisa Capai tem em seu conteúdo e forma, estético-político a condição de mostrar didaticamente de maneira mais simples, que até esses estúpidos podem entender, o que é o Programa Bolsa Família através das mudanças que ocorreram com os personagens, moradores do interior do Piauí, que se expressam na obra-cinematográfica.

Veja o vídeo e depois indique para algum estúpido. Quer dizer, se você tiver algum em sua relação comunicativa. Sem falsa modéstia, possivelmente você não deve ter, já que você é acessante desse Blog Intempestivo.

 

ÍNDIOS PROTOCOLAM QUEIXA-CRIME CONTRA OS DEPUTADOS LUIZ HEINZE E ALCEU MOREIRA POR INCITAREM VIOLÊNCIA CONTRA SEUS POVOS

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As comunidades indígenas estão durante essa semana realizando algumas manifestações em Brasília tentando salvaguardar alguns de seus direitos adquiridos constitucionalmente constantemente ameaçados pela voracidade capitalista dos grandes proprietários.

Na terça-feira essas comunidades estiveram no Congresso Nacional onde realizaram manifestações sobre suas causas. No dia de ontem, 28, elas participaram de uma audiência pública como parte da mobilização que defende, de forma firme, as terras indígenas.

Durante as manifestações na frente do Congresso Nacional, os índios apresentaram uam queixa-crime contra os deputados Luiz Carlos Heinze (PP/RG) e Alceu Moreira (PMDB/RG), que defendem as causas latifundiárias, por incitação à violência contra seus povos. Em declaração, os dois deputados cooptados pela exploração latifundiária, afirmaram que gays, lésbicas, quilombolas, índios representam “tudo que não presta no Brasil”.

A representante da Articulação dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, disse que a representação da queixa-crime contra os deputados foi feita na Procuradoria-Geral da República (PGR) pela frente parlamentar dos diretos humanos. Após a entrega do documento no Supremo, os índios realizaram na Praça dos Três Poderes, o ritual da pajelança. Estão certíssimos. É preciso recorrer a todas as potências para se proteger contra os poderes do capitalismo. Principalmente de seus representantes mais irascíveis.

“Esse discurso deles é o que incita a violência da sociedade, dos pequenos produtores, contra as nossas populações, por isso que a gente vem protocolar no STF, pedir que eles nos deem um posicionamento.

Estamos no Congresso onde a cada dia temos nossos direitos atacados, onde está a maior ofensiva contra os direitos dos povos indígenas”, disse Sonia Guajajara.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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