Archive for the 'Conversa Afiada' Category



SENADOR PERRELA, COMPARSA DE AÉCIO, MOSTRA COMO ETICAMENTE TEM ATRIBUTOS PARA JULGAR O GOVERNO POPULAR DE DILMA

Veja, ouça e analise o vídeo dos Jornalistas Livres em que o senador Perrela, do helicoca, esbanja princípios éticos suficientes para julgar Dilma, que não cometeu qualquer crime, eleita com mais de 54 milhões de voto de brasileiros e brasileiras que há mais de 13 anos decidiram que a democracia popular é o melhor regime político, porque não facilita crimes contra o corpo social do país, já que ela é constituída pelo povo.

Brasileiro recebe prêmio e denuncia o Golpe

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Fotógrafo Mauricio Lima mostra a Globo ao mundo inteiro.

Do Mídia Ninja:

Brasileiro vencedor do Pulitzer denuncia Golpe e Rede Globo durante premiação

Maurício Lima, primeiro brasileiro a vencer o prêmio Pulitzer de Jornalismo, denunciou na noite dessa quinta-feira, (28), o golpe em curso no Brasil durante a premiação da Overseas Press Club of America (OPC), cerimônia que reúne os 500 maiores líderes da imprensa mundial.

A ação reforça o rechaço da imprensa internacional ao processo de Impeachment, que tenta retirar a presidente democraticamente eleita Dilma Roussef do poder a partir das vias institucionais. Com uma faixa onde se lia “Golpe Nunca Mais” e o uso da marca da Globo, Mauricio quebrou o protocolo e fez uma fala política contra a mídia tupiniquim:

“Gostaria de expressar meu apoio a liberdade de imprensa e a Democracia, que é exatamente o que não está acontecendo no Brasil nesse momento. Sou contra o Golpe”

Há Jornalismo inteligente no Brasil, e ele tem memória: A Rede Globo foi uma das mais entusiasmadas defensoras do golpe de 64 e do sangrento regime que se sucedeu até as Diretas Já, quando o processo democratico foi reestabelecido.

Mauricio Lima pela Democracia

Maurício é hoje um dos mais reconhecidos fotojornalistas em atuação. Ganhou o Prêmio Pulitzer 2016 – dado aos melhores trabalhos jornalísticos e literários do mundo – pela cobertura dos refugiados na Europa e no Oriente Médio, além do World Press Photo e o Picture of The Year America Latina, que o considerou o melhor fotografo em 2015 pela documentação da Ucrânia e dos protestos no Brasil.

Semanas antes da votação do Impeachment no Congresso, Mauricio havia cedido uma entrevista para Mídia NINJA, onde ressalta a importância das mídias livres no país.

LULA, EM ENTREVISTA AO ENGAJADO JORNALISTA GLENN GREENWALD DO THE GUARDIAN, DIZ O QUE A MAIORIA SABE: “QUEREM ME IMPEDIR PARA 2018”

lula e greenwald

O ex-presidente Lula e vitalício metalúrgico, Lula, concedeu entrevista a um dos mais respeitados jornalistas do mundo: Glenn Greenwald. Ele é jornalista do jornal The Guardian e foi quem revelou o esquema de espionagem movido pelo Estado norte-americano para espionar governos, pessoas, empresas e pessoas do mundo. Onde inclusive foi espionado o governo Dilma.

Na entrevista-histórica Lula tratou de vários temas incluindo o que ocorre no Brasil atualmente, em grupos reacionários de vários setores do país querem impedir sua candidatura no ano de 2018. Tratou também do golpe que as direitas tramam para tirar Dilma do governo e impor um modelo fracassado do liberalismo econômico.

Leia a entrevista ou assista pelo vídeo, e forme sua opinião.

GLENN GREENWALD: Bom dia, senhor presidente. Obrigado pela entrevista.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA: Bom dia.

GREENWALD: Quero começar com a investigação da Lava Jato. Em 2008, Wall Street, nos Estados Unidos, criou, com fraudes e outras ações corruptas, uma crise econômica horrível que gerou sofrimento intenso para muitos países do mundo, incluindo o Brasil, e que continua até hoje.

E o fato mais incrível é que não tem nenhum grande empresário que foi para a prisão ou sofreu consequências legais por esses crimes. Esses eventos criaram a percepção de que os grupos mais poderosos, mais ricos, têm imunidade sob a lei e só os pobres e as pessoas sem poder são punidas por crimes.

Mas, aqui no Brasil, com Lava Jato, a gente está vendo o oposto: os brasileiros mais ricos, mais poderosos, estão indo para a prisão. Bilionários, magnatas, figuras de quase todos os partidos.

Eu sei que o senhor tem muitas críticas sobre esse processo. Eu também fiz umas reportagens sobre o comportamento do juiz  Sérgio Moro em torno da política.

Mas concorda que tem um aspecto positivo com esse processo que está mandando um sinal forte que todos, independentemente do poder, posição, riqueza, são sujeitos à lei?

DA SILVA: Olha, primeiro, o PT, o Governo e eu pessoalmente não temos que ficar zangados com o processo de investigação, porque o governo tem muita responsabilidade pelo o que está acontecendo. Ou seja, foi exatamente no governo do PT que nós criamos todas as condições para as instituições funcionarem corretamente.

Foi no nosso governo que nós consolidamos a autonomia do Ministério Público, escolhendo sempre o procurador que a categoria quer que escolha, fomos nós que fizemos a Polícia Federal funcionar, investindo muito na contratação de pessoas e investindo muito na inteligência e na autonomia da Polícia Federal.

Fomos nós que criamos o Portal da Transparência, fomos nós que criamos a lei que permite que  qualquer jornalista tenha toda a informação que quiser todo santo dia do governo.

Fomos nós que fortalecemos a Controladoria Geral da República, que investiga cada Ministério e que manda os processos para o Tribunal de Contas da União. E fomos nós que estabelecemos, junto com Tribunal de Contas, um processo de maior agilidade do Tribunal de Contas da União.

Então o governo tem responsabilidade por tudo o que está acontecendo, em primeiro lugar. Em segundo lugar, eu acho importante que, pela primeira vez, rico esteja sendo preso. Porque aqui no Brasil prendia-se um pobre porque roubava pão, mas não prendia-se um rico que roubava 1 bilhão. Prendia-se um pobre porque roubava remédio, mas não prendia um cidadão rico que sonegava imposto de renda.

GREENWALD: Esse é um aspecto positivo?

DA SILVA: Esse é um aspecto positivo. Aspecto positivo que eu acho muito importante e isso faz com que a gente possa sonhar que um dia este país seja um país realmente sério.

E o que eu acho negativo, e é uma pergunta que eu faço todo santo dia a mim mesmo: será que para você fazer o processo de investigação que você está fazendo é preciso fazer disso um Big Brother, é preciso fazer disso um espetáculo de pirotecnia todo santo dia?

Sem levar em conta que você pode estar condenando por uma manchete de jornal ou por uma reportagem na televisão alguém que depois venha a ser inocente? É possível fazer essa mesma investigação, prender as mesmas pessoas sem fazer a pirotecnia? Eu acho que é.

É possível analisar quanto é que está custando essa operação e, ao mesmo tempo quanto é que ela vai reverter aos cofres públicos e quanto ela está custando ao Brasil? Quanto que essa operação está implicando no custo do PIB, no custo do desemprego, na quantidade de dinheiro que deixou de ser investido neste país.

GREENWALD: Mas o senhor acha que esse processo é sobre destruir o PT, porque 60% dos políticos que são acusados no Lava Jato, por exemplo, são membros do PP, um partido da direita, não o PT?

DA SILVA: Eu vou entrar nessa história do PT, sabe, porque eu espero que haja uma pergunta específica sobre isso porque é o seguinte: primeiro, quando você faz uma lei e você estabelece condições para as instituições funcionarem corretamente, não tem proteção, a única proteção é a pessoa andar de acordo com a lei, é a pessoa fazer as coisas corretas, é as pessoas não cometerem erros.

E se o PT comete erros, o PT tem que pagar como qualquer outro partido político tem que pagar ou como qualquer outra pessoa que não pertença a partido político, afinal de contas, a lei é para todos, é assim que a gente consolida a democracia no Brasil e em qualquer parte do mundo.

Segundo, o que eu acho estranho na delação premiada é: eu denunciei isso em dezembro de 2014, não é agora. O que eu acho esquisito é o processo de vazamento seletivo das notícias normalmente contra o PT. Quando sai uma denúncia de um outro partido político, não passa de uma letra pequena nos jornais, cinco segundos na televisão. Quando é uma coisa contra o PT, é 20 minutos na televisão e é primeira página de todos os jornais, numa demonstração clara e visível de que há a tentativa, há dois anos, da criminalização contra o PT.

GREENWALD: Então, vamos discutir essas críticas daqui alguns minutos, mas quero quero perguntá-lo: várias vezes o senhor chamou esse processo de impeachment contra a presidente Dilma de golpe e a Constituição Brasileira prevê explicitamente o impeachment e, também, esse processo está sob a autoridade do Supremo Tribunal, com 11 membros, oito que foram apontados pelo PT, três pelo senhor e cinco pela presidente Dilma.

E também, esse Tribunal já tomou decisões importantes em seu favor. Como pode chamar esse processo de golpe?

DA SILVA: Mas tomou decisões contra também, e muitas. Ou seja, deixa lhe dizer…

GREENWALD: É, em todos os tribunais. Mas como pode ser um golpe quando está sob a autoridade de um tribunal assim?

DA SILVA: Eu vou lhe dizer por que é um golpe. É um golpe porque, embora esteja previsto na Constituição Brasileira o impeachment, para que a pessoa seja vítima de um impeachment, é preciso que ela tenha cometido um crime de responsabilidade e a presidenta Dilma não cometeu um crime de responsabilidade.

Portanto, o que está acontecendo é a tentativa de algumas pessoas tentarem chegar ao poder desrespeitando o voto popular. Ou seja, qualquer um tem o direito de querer chegar à presidência da República, qualquer um, é só disputar.

Eu perdi três eleições, três. Não encurtei o caminho, esperei 12 anos para chegar à presidência da República… portanto, qualquer pessoa que quiser chegar à presidência da República, ao invés de querer derrubar o presidente, é melhor concorrer a uma eleição como eu concorri três. Perdi e não fiquei zangado.

Então, eu acho que por isso que o impeachment é ilegal, porque não tem crime de responsabilidade. Na verdade, eu acho que as pessoas querem tirar a Dilma, sabe, desrespeitando a lei, cometendo, na minha opinião, um golpe político, porque isso é golpe político…

GREENWALD: Não pode ganhar a eleição. Quero perguntar: o PT pediu o impeachment dos três presidentes anteriores à presidência do senhor. O senhor acha que os três presidentes cometeram crimes de responsabilidade que justificavam o impeachment?

DA SILVA: Não, veja, o PT tinha pedido o impeachment para o Collor e aconteceu porque ele tinha cometido o crime de responsabilidade. Do Fernando Henrique Cardoso, a Câmara nem aceitou, a Câmara nem aceitou o pedido do impeachment. Portanto, morreu ali mesmo, né? Talvez porque não tivesse crime de responsabilidade.

Agora, esse pedido de impeachment também poderia ter sido recusado. Por que ele foi colocado… Por que foi aberto o processo e foi para a Comissão? Porque o presidente da Câmara ficou zangado, porque o PT não votou com ele na Comissão de Ética e ele resolveu se vingar do PT, tentando criar o impeachment da presidenta Dilma, o que eu acho um abuso muito grande neste momento político.

GREENWALD: Eu quero perguntar sobre o Eduardo Cunha, o presidente da Câmara dos Deputados, porque a evidência da corrupção dele é esmagadora. Descobriram contas no Swiss Bank com milhões de dólares sem explicação. Além disso, ele claramente mentiu para o Congresso quando negou que tem contas em bancos estrangeiros.

Como explicar para estrangeiros, ou para brasileiros também, como um político tão corrupto pode permanecer não só o líder do Congresso Nacional, mas tambem liderar o processo do impeachment contra a presidente da República?

DA SILVA: O que é mais grave é como é que a imprensa trata ele com uma certa normalidade e não trata a Dilma com normalidade. Na verdade, a Dilma está sendo julgada por pessoas que são acusadas e ela não tem uma acusação contra ela.

A acusação que tem das pedaladas não foram crime, não foram cometidas, sequer foram julgadas as contas da Dilma pelo Congresso Nacional.

GREENWALD: Como explicar isso, porque acho que têm muitos estrangeiros que não conseguem entender.

DA SILVA: Não tem explicação a não ser o domínio da insanidade mental de algumas pessoas neste país. O Congresso Nacional poderia se respeitar, sabe, levando em conta que não existem condições políticas de fazer o julgamento da Dilma tal como eles estão fazendo.

O Eduardo Cunha não tem respeitabilidade, nem congressual, nem na sociedade, para fazer isso, mas acontece, às vezes até com uma certa proteção de determinados setores da mídia nacional, o que eu acho muito grave.

O que me preocupa mais em tudo isso é que o Brasil só tem 31 anos de democracia, é o mais longo período de democracia continuada neste país. E o que nós estamos fazendo neste momento é tentar brincar com a democracia. E com a democracia a gente não brinca, porque toda vez que a gente brinca com a democracia, toda vez que a gente nega a política, o que vem é pior.

GREENWALD: Existem fortes evidências mostrando corrupção dentro dos partidos de oposição ao governo do PT, isso é bem claro. Mas o senhor concorda que também tem um problema grave com corrupção dentro do PT?

DA SILVA: Deixa eu lhe falar uma coisa. Até agora na verdade o que existe é um processo de delação no caso de um tesoureiro do PT, ele foi condenado em um processo de delação, que ainda está em um processo que vai ser julgado, ele diz que não fez.

Ora, na delação premiada, você tem a tese da concussão, ou seja, o empresário que está preso vai se livrar da prisão tentando jogar a culpa do crime em cima de alguém. Qualquer dia, alguém pode citar que você, sabe, foi beneficiado com a doação de uma empresa. O que eu acho fantástico e hilariante é que as empresas têm dois cofres. Um cofre de dinheiro honesto e um cofre de dinheiro corrupto. O cofre de dinheiro honesto é para o PSDB, para o PMDB e para outros partidos. O cofre de dinheiro podre é para o PT. É no mínimo insanidade mental acreditar nisso.

É no mínimo a gente deixar de compreender que neste momento histórico, e não estou dizendo que o PT não tem culpa, não. E se o PT tiver culpa tem que pagar como qualquer outro partido. O PT não é imune. O que eu estou dizendo é que neste momento…

GREENWALD: Mas tem um problema grave…
 

DA SILVA: Neste momento histórico, o que existe é a tentativa de criminalizar o PT, de tirar a Dilma e de tentar evitar qualquer possibilidade do Lula voltar a ser candidato a presidente neste país.

GREENWALD: Entendo os motivos e todas as minhas curiosidades foram esclarecidas sobre essa questão. Se o senhor acredita que… Claro, tem muitos problemas intensos, acho que pior, em muitos casos, que a corrupção em outros partidos, incluindo o partido que está liderando o processo de impeachment contra a Dilma.

Mas também o senhor, um dos fundadores do PT, a pessoa mais importante dentro do PT com a presidente Dilma,  aceita que tem um problema grave com corrupção dentro do seu partido?

DA SILVA: Eu acredito que tenha problema no meu partido, não acredito… Eu vou lhe contar uma coisa, quando começou o mensalão, determinados setores dos meios de comunicação diziam que era o maior processo de corrupção da história do planeta Terra. Depois foi chegando o processo, foi ficando difícil de provar, foi ficando difícil.

Ou seja, aí para consolidar o processo, inventaram a história, sabe, da lei do domínio do fato, a teoria do domínio do fato. Ou seja, eu não preciso ter provas, sabe, você é o chefe da redação, você é o culpado. Foi assim que aconteceu no mensalão, e agora eles estão construindo outra tese. Você veja que nós fizemos a campanha e, em outubro de 2014, uma revista escreveu uma manchete “Lula e Dilma sabiam de tudo”, está lembrado?

GREENWALD: Sim, claro.

DA SILVA: Deixa eu lhe contar uma coisa. Eu estou há dois anos, todo santo dia tem um artigo, todo santo dia tem um twitter, todo santo dia eu recebo uma informação “olha, prenderam tal pessoa que vai dizer que o Lula está envolvido”.

GREENWALD: Para ficar claro sobre este ponto: o ex-líder do PT no senado, Delcídio Amaral, disse que o senhor sabia sobre os esquemas de propina e também comandou isso.

DA SILVA: Deixa eu lhe falar, o Delcídio queria escapar da cadeia. O Delcídio é uma pessoa que tinha uma forte ligação com a Petrobras antes do PT.

Ele teve forte ligação com a Petrobras no governo do Fernando Henrique Cardoso, ele teve várias ligações com a Petrobras porque ele foi do setor durante muito tempo. Ou seja, o Delcídio mentiu descaradamente.

GREENWALD: Por qual motivo?

DA SILVA: Para sair da cadeia. Obviamente para sair da cadeia.

GREENWALD: Muitas pesquisas agora revelam uma forte e extensa indignação com o governo e com o PT, incluindo pessoas que foram apoiadoras do PT durante muito tempo. O senhor acredita que toda essa raiva contra o PT é ilegítima ou aceita que, em parte, é válida?

DA SILVA: Veja, eu não acredito que o ódio estimulado contra o PT vai prevalecer a vida inteira. Hoje, nós estamos vivendo um momento em que o ódio é estimulado 24 horas por dia contra o PT. O partido que mais fez política social neste país.

O partido que em apenas 12 anos mudou a história deste país. Demos cara aos trabalhadores, demos cara e cidadania aos pobres deste país, demos tudo que eles nunca tiveram. Por isso, o ódio estimulado de pessoas que não sabem repartir os espaços públicos com aqueles do andar de baixo.

Eu estou tranquilo e é por isso que eu discuto essa coisa com muita tranquilidade porque eu tenho dito o seguinte: eu duvido que tenha um empresário, amigo ou inimigo, que diga que um dia discutiu 10 centavos comigo. Veja, eu estou vendo as coisas acontecerem, estou vendo as mentiras que são contadas, eu estou vendo as invenções que estão fazendo contra o Lula, sabe, inventaram um apartamento para mim, alguém vai ter que me dar aquele apartamento.

GREENWALD: Mas você aceita que tem muitas pessoas, incluindo apoiadores do PT, que estão sofrendo muito com a economia. Claro, você aceita isso.

DA SILVA: Sim!

GREENWALD: E o governo do PT, eu sei que tem muitos casos que não tem nada a ver com o Governo, que são coisas da economia global e outras coisas com a China, mas também tem culpa pela presidente Dilma, que parece estar sofrendo.

DA SILVA: Vamos entrar na parte econômica agora. Veja, o Brasil hoje está sofrendo os efeitos mais perversos de uma crise mundial causada pelo sistema, sabe, econômico do mundo, ou seja, foi exatamente nos Estados Unidos que começou a crise econômica mundial.

Ela ficou muito mais grave com a quebra do Lehman Brothers, que até agora já se gastaram 13 trilhões de dólares e não conseguiram resolver o problema da crise.

Em 2009, na primeira reunião do G20, eu propus na reunião que, se a gente quisesse resolver o problema da crise, ao invés de a gente conter os gastos, deveria fazer investimento nos países mais pobres, para ajudá-los a ter dinheiro barato, para que eles pudessem começar a se desenvolver.

Nós discutimos que era preciso não ter protecionismo. Era preciso abrir o comércio, sobretudo para favorecer os países mais pobres, sobretudo América Latina e África. Todo mundo concordou, isso está no primeiro documento feito em Londres.

Entretanto, cada país votou e cada país fez o seu protecionismo. Na verdade, eu fiz crítica em 2009, dizendo que o problema da crise econômica, era falta de liderança política. A política mundial foi terceirizada. São burocratas de primeiro escalão, de segundo escalão, que tomam decisões importantes e os dirigentes se escondem. Não aparecem!
 

GREENWALD: Mas agora o governo brasileiro é totalmente livre de culpa com esse problema?

DA SILVA: Eu vou entrar no Brasil agora. Eu só queria situar a crise. Não é possível que a crise na Europa já esteja durando todo esse tempo. Não é possível que os Estados Unidos não tenham reduzido o problema da crise. Ou seja, tudo isso porque eles contiveram o consumo, sabe, que é o que pode motivar a produção, a industrialização de um país.

Pois bem, aqui no Brasil, durante 2011-2014, o Brasil fez uma política de desoneração e fiscal muito grande. O governo abriu mão de quase 500 bilhões de reais, para continuar fomentando o crescimento econômico. Foi isso que permitiu que nós chegássemos em dezembro de 2014 com 4.3% de desemprego no Brasil.

Parecia a Finlândia. Parecia a Noruega, tão baixo era o nível de desemprego. Pois bem, só que o governo não percebeu que esse processo de desoneração e isenção fiscal esvaziou o caixa do governo, diminuiu a capacidade de arrecadação. Ora, obviamente que a Dilma não quis mudar isso durante o processo eleitoral.

Depois das eleições, quando a Dilma ganha as eleições, assumindo um compromisso explícito com o povo brasileiro, a Dilma propõe um ajuste fiscal, e ela começa mexendo exatamente em alguns direitos elementares dos trabalhadores coisas pequenas.

E isso jogou grande parte do nosso público contra nós, e não conseguimos reverter até hoje. É por isso que eu tenho discutido com a presidenta Dilma e eu tenho dito para a Dilma: a única chance de reverter esse quadro é a gente apontar com uma política econômica que gere expectativa e esperança para a sociedade brasileira.

Aquelas pessoas que tinham aprendido a subir um degrau na escada da escala social não pode cair. Essas pessoas têm que permanecer. É por isso que tem que ter uma política econômica voltada para estimular o financiamento, o crédito, o consumo, a micro-indústria, a média-indústria, ou seja, fazer algo que faça a roda gigante girar para frente.

GREENWALD: É possível justificar os programas da e austeridade que o governo está impondo agora, e isso vai piorar se o governo mudar para outros partidos?

DA SILVA: Deixa eu falar uma coisa para você. Não tem austeridade.

GREENWALD: Não tem nada aqui no Brasil?

DA SILVA: O que você tem é a constatação que não tem arrecadação. Se não tem arrecadação você não pode gastar. Isso vale para a minha casa, vale para a sua. Isso vale para o governo. Vale para uma empresa. Ou seja, o governo diminuiu sua capacidade de arrecadação.

Porque o governo acreditou que a economia mundial iria se recuperar muito rapidamente, e ela não se recuperou, e o Brasil não se recuperou. Agora o que você tem que fazer: o governo não pode ficar mais um ano falando em corte. O governo agora tem que falar em crescimento. Tem que falar em investimentos.

Se não tem dinheiro público no orçamento, nós temos que fazer financiamento. Nós temos que procurar parceiros. Temos que construir projetos estratégicos com outros países.

Porque agora, em época de crise, nós temos que fazer aquilo que nós não conseguimos fazer em tempo de normalidade. Você tem que ser mais ousado, mais corajoso e tem que fazer coisa nova.

GREENWALD: Existe uma crença comum no ocidente que o PT é parecido com os partidos da esquerda, por exemplo, como na Bolívia, Venezuela, Cuba, Equador, e que o senhor e a Dilma querem colocar o Brasil no mesmo caminho. E também estou ouvindo muito isso aqui no Brasil, entre brasileiros. Isso é verdade? Quais as diferenças principais entre o PT e esses partidos?

DA SILVA: Não seja injusto com o PT, pelo amor de Deus, porque o PT tem muita ligação com o SPD alemão. Com o partido trabalhista inglês. Com o partido socialista francês, com o partido socialista espanhol. O PT tem muita relação.

Deixa eu lhe falar, o PT é o maior partido de esquerda da América Latina, o PT nem sequer definiu o tipo de socialismo que quer, porque o PT diz que o socialismo será a construção, será construído pelo povo, não será o PT que terá meia dúzia de intelectuais e dirá que tipo de socialismo nós queremos. O PT é um partido muito mais aberto do que outros partidos que existem na América Latina.

O que nós somos é maior. O partido é um partido muito plural. Não tem nenhum partido no mundo que seja democrático e aberto como o PT. Dentro do PT convive tudo o que você imagina. É como se fosse uma arca de Noé, ou seja qualquer pessoa, e qualquer pensamento político, eles podem entrar no PT. O que ele precisa ter consciência é que quando o PT decide, aquilo que o PT decidiu passa a ser obrigação de todos os petistas.

GREENWALD: O senhor fez uma coletiva duas semanas atrás para a mídia internacional, e disse algo muito interessante sobre o Juiz Sérgio Moro. O senhor disse que ele é uma figura inteligente, competente, mas para usar suas palavras: “sendo humano”, pessoas com muito poder e muita adoração são vulneráveis à tentação ao abuso do poder.

Isso se aplica ao senhor também?

DA SILVA: É que eu não tenho nenhum poder.

GREENWALD: Não tem nenhum poder?

DA SILVA: Eu não tenho nenhum poder. Eu, quando tive poder, que eu era presidente da República, a coisa que eu mais me orgulho, é que nunca a sociedade participou de deliberações, tanto quanto participou no meu governo.

GREENWALD: Quando teve poder, se o senhor tiver poder no futuro, isso se aplica ao senhor também? Este princípio que pessoas com muito poder e adoração são vulneráveis à tentação ou abuso do poder?

DA SILVA: Eu acho que todo mundo com muito poder é vulnerável. E, sobretudo, não é todo ser humano que consegue suportar a popularidade. A mídia. A fotografia. Uma imagem. Isto pode prejudicar muita gente. Eu já vi muita gente, desde jogador de futebol até jogador de baseball, a jogador de snooker (sinuca), a juiz, a presidente da República, a deputado, a senador, se prejudicar.

GREENWALD: O senhor também precisa lutar contra esse perigo?

DA SILVA: Lógico! Desde quando eu era dirigente sindical, eu sempre tive consciência de não me permitir deixar influenciar pelo sucesso da mídia. Eu sei o quanto é bom sair numa capa de jornal. Eu sei o quanto é bom sair na capa de uma revista. Eu sei o quanto é bom aparecer na televisão todo dia.

Agora, se você não tiver cuidado, e não tiver senso de responsabilidade, você pode enveredar por um caminho totalmente equivocado. E eu vou dizer para você uma coisa: todo homem que se acha imprescindível, todo homem que começa a se sentir insubstituível, começa a virar um ditador. E quando começa a virar um ditador, isso é muito ruim.

GREENWALD: Quero discutir o papel da mídia brasileira incitando os protestos e pressionando a saída da Dilma. Como jornalista, não sou brasileiro, mas moro no Brasil há muito tempo, estou chocado com a mídia aqui. Como as Organizações Globo, Veja, Estadão, estão tão envolvidos no movimento contra o governo, defendendo os partidos da oposição.

Eles fingem ter imparcialidade, mas na realidade, agem como a principal ferramenta de propaganda. O controle das organizações da mídia, por poucas famílias muito ricas aqui no Brasil, é um perigo para a democracia?

DA SILVA: É.

GREENWALD: Por quê?
DA SILVA: Deixa eu lhe falar uma coisa, porque eu penso que o ideal no mundo, o que seria ideal, era que você tivesse uma imprensa altamente democrática, que tivesse sua opinião política e ela fosse expressa num editorial, mas que fosse muito, muito fiel aos fatos. Que não tivesse versão, tivesse os fatos. Pois bem, aqui no Brasil hoje você não tem partido de oposição. Aqui no Brasil quem faz a oposição é, na verdade, a mídia.

GREENWALD: O Globo, Veja…

DA SILVA: Você tem três jornais, tem revistas, e os canais de televisão que fazem oposição aberta ao governo. Convoca passeata, convoca protesto. Estão estimulando o ódio. Veja, eu perdi três eleições. E, a cada eleição que eu perdi, eu voltava para casa. Eu ia lamentar com minha mulher, ia lamentar com meus companheiros do PT, esperava quatro anos para me preparar. Perdia outra vez. Voltava para casa. Ia me lamentar. Perdia outra vez.

Até que um dia eu ganhei, e eles não sabem perder, eles perderam uma eleição da Dilma. E eles continuaram no palanque até hoje. Como o partido é frágil, a imprensa assumiu o papel de ser o partido. Isto é grave, isto é um risco para a democracia.

Quando terminei o mandato em 2010, nós tínhamos feito uma conferência nacional de comunicação. Nós preparamos um anteprojeto de regulação, que poderia ser modelo americano, modelo inglês, modelo francês. Nada de modelo Cuba, modelo China. Ou seja, lamentavelmente não foi encaminhada ao Congresso Nacional porque a nossa regulamentação é de 1962. A gente não tinha internet, a gente não tinha fax, a gente não tinha nada! Não tinha TV digital, não tinha satélite, não tinha nada. A nossa regulamentação é de 62! E eles não querem mudar! Olha, então eu penso que esse é um tema, é um debate que vai voltar.

GREENWALD: Mas essas organizações da mídia pelo menos aceitaram, ou talvez apoiaram a candidatura do senhor em 2002 e 2006. Concorda com isso?

DA SILVA: Não. Em 2002, estava certo que eu ia ganhar as eleições. Em 2002, estava certo que eu ia ganhar as eleições. Em 2002, eu nunca tive preocupação porque algo me dizia que aquela eleição era minha, era minha vez de chegar à presidência.

Obviamente que a imprensa não foi hostil a mim. Mas, em 2006, eu era presidente da República, e eles davam mais destaque a uma candidatura que estava em quarto lugar, do que a minha candidatura que estava em primeiro e eu era presidente da República. Eles trabalharam o tempo inteiro para eu perder as eleições em 2006.

Quando o Alckmin foi para o segundo turno, eles festejaram que eu ia perder as eleições. O que aconteceu? O Alckmin teve menos votos no segundo turno do que no primeiro turno, e eu fui para 62% dos votos.

Eles imaginavam que eu não ia ter sucessor, imaginavam que o Serra seria o presidente em 2010, de repente nós apresentamos uma mulher, que não tinha experiência política, uma mulher de esquerda, que tinha ficado três anos e meio na cadeia, que tinha sido torturada, e que não tinha nenhuma experiência política.

GREENWALD: Sim.

DA SILVA: Tá? Pois bem. Essa mulher foi eleita presidente da República. Diga-se de passagem, ela fez um bom primeiro mandato. A queixa que se tinha contra a Dilma é que ela não gostava de conversar, que ela não gostava de fazer política, mas isso é o de menos. O dado concreto é que chega nas eleições, outra vez apostaram que a Dilma ia ser derrotada, “A Dilma vai ser derrotada! A Dilma vai ser derrotada!” E… ela ganhou. E aí eles ficaram ensandecidos. Ensandecidos.

GREENWALD: Até hoje não aceitam?

DA SILVA: Até hoje não aceitam.

GREENWALD: Então, quero trocar um pouco o assunto. Quando apareceu reportagem sobre como a NSA estava fazendo espionagem contra o Brasil, o senhor, como a Dilma, denunciou isso de um jeito muito intenso, falando que é invasão de privacidade.

E disse a mesma coisa quando as suas conversas privadas foram divulgadas pelo juiz Moro. Mas, recentemente, este mês, o governo fez uma nova lei antiterrorismo, que foi aprovada com forte apoio do governo da presidente Dilma, que dá muito poder de espionagem para o governo do Brasil. Essa é uma contradição? O que o senhor acha disso?

DA SILVA: Eu era contra a lei, porque eu acho que não pode trazer para o Brasil o padrão de discussão do terrorismo dos países que vivem essa questão do terrorismo. O Brasil, graças a Deus, não tem esse problema, apesar de muita gente dizer que o Brasil tem que se preocupar com isso…

GREENWALD: Acha que o governo está explorando esse medo?

DA SILVA: Não, é que o governo ficou preocupado com as Olimpíadas, eu acho que houve um exagero. Esse país é um em que as pessoas não têm o hábito de terrorismo. Mas esse poder de espionagem que o governo brasileiro hoje tem é muito perigoso. Eu não gosto disso.

Deixa eu contar um coisa para você, eu tenho muito medo de você transformar o aparelho de estado, sobretudo o aparelho policialesco do estado que é muito forte, eu tenho medo. Porque isso se volta contra a democracia, isso se volta contra as instituições democráticas. Daí eu acho que tem que ter um equilíbrio, e não precisa efetivamente você criar um monstro para se defender de um monstro.
 

GREENWALD: Muitas organizações internacionais de Direitos Humanos estão reclamando muito que o Brasil está violando os direitos dos prisioneiros brasileiros, porque o sistema tem condições inaceitáveis dentro das prisões. E muitas pessoas estão na prisão há muito tempo sem julgamento.

Grande parte desse problema é a guerra às drogas que o PT está sempre apoiando, mas está colocando muitos brasileiros, em sua maioria pobres, negros, jovens, na prisão. O senhor no passado apoiou essa guerra. Mas agora o ex-presidente Fernando Henrique, junto com muitos líderes globais, disse que essa guerra fracassou, e é desumana. O senhor concorda com isso, ou quer continuar essa guerra?

DA SILVA: Veja, a guerra fracassou porque o poder judiciário é muito lento. Ou seja, tem pessoas que estão na cadeia há, dois, três anos, e sequer foram julgadas. E também vale para o lava-jato. É um problema do poder judiciário.

GREENWALD: Mas ninguém se importa quando é jovem, negro, pobre, ficando na prisão por dois, três anos.

DA SILVA: Aí há uma preferência, sabe? Nós temos denunciado, eu tenho feito muitas reuniões com grupos de jovens da periferia,  há uma preferência, na verdade, em prender negros e pobres, em matar negros e pobres.

Ou seja, tem um problema que nós estamos tentando, não apenas um partido, mas o poder judiciário, entidade de juízes, como é que a gente vai agilizar, sabe, a liberação e julgamento dessas pessoas?

GREENWALD: Mas com essas condições nos sistemas de prisões brasileiros, é justo colocar alguém dentro da prisão por um ano, dois anos, três anos, 6 meses,  qualquer tempo, por possuir drogas com essa pobreza?

DA SILVA: Eu sou pela descriminalização, portanto não acho que um cidadão que cometeu um crime qualquer tenha que estar preso. Eu não acho que um cidadão que é pego, um usuário de droga, possa ser preso. Ou seja, essa pessoa muitas vezes precisa muito mais de orientação psicológica do que de cadeia. Ou seja, uma coisa é prender um traficante, outra coisa é você prender um usuário.

Eu sou contra. Sabe, nós batemos contra. Agora, você tem um problema para enfrentar no Brasil, que ainda tem um poder judiciário muito conservador.

GREENWALD: Minha última pergunta: há muito tempo, o Brasil foi um dos líderes na América Latina, tratando os gays com igualdade. E na verdade o Brasil foi mais progressista do que os Estados Unidos e vários países da Europa com esse assunto.

Mas agora tem esse movimento evangélico no Brasil que é muito forte e que quer reverter isso, e eu sei que o senhor no passado apoiou alguns direitos para os LGBTs, mas quero perguntar, o senhor agora apoia igualdade absoluta para os LGBTs sob a lei? Incluindo o direito para casar?

DA SILVA: Eu aprovo! Deixa eu lhe contar uma coisa, querido, no Brasil, aconteceram coisas muito importantes, veja, eu fui o único presidente da República que fez uma conferência nacional com LGBT.

Quando muita gente achava que era muito perigoso eu ir à conferência, eu fiz uma conferência com mais de duas mil pessoas e foi uma lição extraordinária para o governo. Segundo, nós conseguimos aprovar na Suprema Corte a união civil, o que foi um avanço extraordinário, sabe?
 

GREENWALD: Mas não igual.

DA SILVA: Nós fizemos agora no Plano Nacional de Educação…

GREENWALD: Mas não é igual ao direito para casar dos casais heterossexuais, é menos…

DA SILVA: Mas, de qualquer forma, a Suprema Corte tomar uma decisão dessas foi um avanço extraordinário. Eu apoio o direito das pessoas tomarem a decisão que melhor lhes convier.

GREENWALD: Incluindo o direito para casar?

DA SILVA: Incluindo o direito para casar! Eu quando falo de união civil, já falo em casamento, tá? Eu, sinceramente, acho que as pessoas têm que viver como quiserem. Desde que cada um de nós respeite o direito dos outros, sabe? Eu, aqui no Brasil, quando se tratava da questão do aborto, que se dizia que o aborto era uma coisa criminosa, eu costumava dizer “olhe, eu, como cidadão, pai de cinco filhos, sou contra o aborto. Mas eu, como presidente da República, trato o aborto como uma questão de saúde pública.”

GREENWALD: Porque a mulher tem o poder de escolher e não o senhor?

DA SILVA: Lógico! Lógico! Sabe, então eu penso que o Brasil tem evoluído muito, mas em alguns temas ainda estamos muito atrasados.

DA SILVA: Eu queria dizer uma coisa…

[Nesse momento os dois falam ao mesmo tempo]

DA SILVA: Ainda sobre a questão Lava Jato, que você, que é um estrangeiro que está aqui no Brasil, o que me preocupa nesta história do Lava Jato é outra tese que está em curso como é a tese da teoria do domínio do fato.

É a tese que primeiro você detecta um bandido, você carimba alguém de bandido, aí você vai procurar crime para jogar nas costas dele. Eu estou dizendo isso porque todo santo dia aparece alguém dizendo “eles querem pegar o Lula! Eles querem pegar o Lula! É o Lula que eles querem pegar!”.

GREENWALD: Por que eles acreditam que você vai fazer eleição novamente para a presidência, é verdade que você vai fazer?

DA SILVA: Eu não sei, se o motivo é esse, isso é uma bobagem. Deixa eu lhe falar uma coisa, eu duvido que neste país tenha algum empresário que diga que um dia discutiu 5 centavos comigo.

GREENWALD: Antes eles deram muito dinheiro para apoiar a campanha do senhor, tem muito apoio dos negócios, empresas, rádios…

DA SILVA: Aqui no Brasil só dá dinheiro quem é rico, quem é pobre não tem dinheiro para dar. Vamos ser francos! Em nenhum país do mundo um candidato vem da sua casa para ser candidato!

GREENWALD: Precisa do apoio dos ricos.

DA SILVA: É lógico! Nos Estados Unidos é até charmoso, até ganha prêmio quem arrecada mais.

GREENWALD: Obama, Clinton, tiveram muito apoio de Wall Street e grandes empresas.

DA SILVA: Então, deixa eu lhe falar uma coisa, essa era a regra do jogo: você pede dinheiro, o empresário dá o dinheiro, você presta contas, a justiça aprova a conta e acabou.

GREENWALD: E faz favores para os ricos.

DA SILVA: Agora, se criou essa ideia, e o PT defendia a ideia de que vamos acabar com o dinheiro privado na campanha e vamos fazer financiamento público, que é a forma mais digna de fazer campanha.

GREENWALD: Agora o PT não vai aceitar dinheiro de grandes empresas para fazer campanhas?

DA SILVA: O PT decidiu não aceitar a contribuição empresarial para a campanha eleitoral, portanto, eu acho uma coisa extraordinária, uma coisa corajosa e isso pode fazer renascer o PT com muito mais força.

GREENWALD: E se o senhor for numa futura campanha da presidência, vai manter essa promessa de campanha?

DA SILVA: Lógico! Eu já sou muito conhecido.

GREENWALD: Tem muitas críticas da esquerda de que o PT está apoiando muito uma política neoliberalista, que está protegendo o interesse dos ricos e não dos pobres. Isso é válido?

DA SILVA: Não. Nós vamos ter na verdade é que, outra vez, utilizar os trabalhadores, as pessoas mais humildes deste país para fazer a economia do Brasil voltar a crescer. Para isso, nós precisamos de financiamento, de crédito e de parcerias. E isso, graças a Deus, eu quero ajudar a Dilma a fazer.

GREENWALD: Bom, muito obrigado pela entrevista, senhor presidente.

DA SILVA: Obrigado você, querido.

COMO JÁ ERA ESPERADO A “HONESTA” TV GLOBO SURGE DE CARA LIMPA NAS TRAMAS DAS OFFSHORES PAGANDO PROPINA PARA TRANSMISSÃO DE JOGOS. ESSE ERA O FATOR DO MONOPÓLIO

Em insólita e incontestável matéria, o ínclito, talentoso e engajado jornalista Luiz Nassif mostra a trapaças feitas pela TV Globo para conseguir, através de propina, o monopólio de transmissão de jogos.

Jornal GGN – A relação entre a Mossack Fonseca, especialista em criação de empresas em paraísos fiscais, com as Organizações Globo vai, aos poucos, ganhando novas provas de indícios de crimes. A nova leva de documentos intitulada Panama Papers trouxe, por exemplo, a comprovação de que a TV Globo negociou aportes milionários com offshores para obter contratos de direitos de transmissão de jogos, entre 2004 e 2019.

Todos os dados da Mossack Fonseca e suas offshores, reunidos na investigação Panama Papers, do Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ), estão nas mãos de jornalistas do Uol, do Estado de S. Paulo e da RedeTV!. Mas nenhuma informação sobre documentos da TV Globo foi publicada, até agora, pelos veículos brasileiros.

O La Nación, da Argentina, foi quem detalhou o passo-a-passo do esquema montado na offshore T&T para esconder o caminho do dinheiro usado pelo argentino Alejandro Burzaco, executivo da Torneios SA para obter os direitos televisivos da Copa Libertadores durante 14 anos. A empresa T&T tornou-se uma grande intermediadora de venda de direitos, tema que já é investigado pela Justiça norte-americana com o escândalo da Fifa.

Os contratos da Globo com a T&T também foram disponibilizados:

 Abaixo, a reportagem completa do jornal argentino, traduzido pelo GGN:

Do La Nación

Burzaco movimentou 370 milhões de dólares em paraísos fiscais para a Copa Libertadores

As transações, realizadas por uma offshore nas Ilhas Cayman, levaram o executivo a obter os direitos para o torneio

Por Iván Ruiz, Maia Jastreblansky e Hugo Alconada Mon

O alto executivo da Torneios SA, Alejandro Burzaco, movimentou 370 milhões de dólares por meio de um grupo de empresas criadas em diversos paraísos fiscais para obter os direitos televisivos da Copa Libertadores durante 14 anos. A metodologia utilizada, que agora vem à público, reproduz a que levou a Justiça norte-americana a prendê-lo como um dos protagonistas decisivos do escândalo da FIFA.

Burzaco fixou suas operações para obter os direitos para a Libertadores em uma sociedade identificada como Torneios & Traffic Sports Marketing LTD (T&T), com base nas Ilhas Cayman, embora tenha incluído paradas em Chipre, no Uruguai e na Holanda, de acordo com centenas de documentos e extensas trocas de e-mails obtidos pelo Consórcio Internacional de Jornalistas investigativos (ICIJ), e pelo jornal alemão Sueddeutsche Zeitung, da qual teve acesso o La Nación e El Trece.

O então poderoso CEO da Torneios SA e outros empresários argentinos desenvolveram essas manobras com a ajuda da Mossack Fonseca, uma agência especializada em administrar empresas em paraísos fiscais. A T&T cedeu os direitos televisivos para a sociedade Torneios & Traffic Sports Marketing BV, sediada na Holanda, para operar como intermediária nas negociações com os canais de TV. E por trás dessa empresa holandesa, o escritório panamenho montou redes via Chipre e Uruguai com o objetivo de blindar o vazamento de quem seria o verdadeiro dono.

Mas esta metodologia, que agora vem à luz nos documentos do Panamá, é a que estava investigando a justiça norte-americana, que prendeu no ano passado Burzaco, acusado de obter contratos de televisão da Copa América, mediante o pagamento de propinas. Também, neste caso, os intermediários e offshores envolvidos são os mesmos da investigação da Fifa.

O complexo da rede societária parte em Buenos Aires. Torneios e Competições SA (T&C) detém 25% da offshore T&T, a empresa que concluiu o pagamento de 370 milhões de dólares para a Conmebol, quando Burzaco era o CEO da T&C.

O primeiro grupo foi montado para criar a T&T nas Ilhas Cayman, com vários intermediários. O vínculo entre a T&T e a CONMEBOL seguiu três etapas: o primeiro contrato foi assinado em 22 de agosto de 2003, na edição da Taça Libertadores em 2004-2010. O acordo foi mais tarde estendido para 2014 e, depois, mais uma vez renovado para 2018. Esse último contrato, assinado em 06 de março de 2008 – sim, dez anos antes – expõe a natureza secreta da operação: exige confidencialidade da relação de negócio, mesmo após a conclusão. Quem assinou? O argentino Julio Humberto Grondona e Eduardo Deluca, ambos do Comitê Executivo da CONMEBOL, e o presidente da entidade, Nicolás Leoz.

A afinidade entre a T&T e a Confederação também ficou evidente quando a empresa obteve a prioridade em uma das renovações. Inclusive, no último contrato, a empresa pagou um prêmio de 4 milhões de dólares extras.

O contrato permitia a T&T impor condições, inclusive, no aspecto esportivo da Copa Libertadores. A CONMEBOL deu a empresa o poder de exigir que as equipes tivessem um mínimo de sete jogadores titulares com, pelo menos, 15 partidas em primeiro lugar. Além disso, a empresa devia dar a sua aprovação sobre os locais, datas e horários das partidas.

Redes

Por razões fiscais, em 2012, a T&T transferiu os seus direitos à empresa Torneios&Traffic Sports Marketing BV, com sede nos Países Baixos. Por trás dessa offshore holandesa, a Mossack Fonseca criou a Medak Holding Ltd., registrada em Chipre, que, por sua vez, era controlada pela uruguaia Henlets Grupo.

O beneficiário final do Grupo Henlets era o uruguaio Escardó Barbe, até sua morte, em 2014. Após a sua morte, tornou-se acionista e diretora da Medak Marina Kantarovsky uma moradora de Córdoba, de 32 anos, que vive com o marido, o holandês Maarten Van Genutchen, que passou a ser o diretor da T&T Holanda, mas renunciou quando o esquema de corrupção da FIFA foi deflagrado. Os jornais El Trece e La Nacion tentaram se comunicar com o casal, mas não obtiveram resposta.

A empresa holandesa, com licença de televisão concedida pela T&T, intermediava a venda dos direitos. Por exemplo, a offshore negociou aportes milionários com a TV Globo do Brasil, que eram depositados no ING Bank, em Amsterdã. A empresa holandesa e a TV Globo tiveram contratos negociados de 2004 a 2019, a uma quantia estimada de 10 milhões de dólares.

Enquanto comercializavam direitos já adquiridos, a empresa holandesa executou curiosos subcontratos, algumas vezes, com José Margulies. Este empresário argentino naturalizado brasileiro é acusado pelos EUA de ser o facilitador de propinas para os dirigentes da Conmebol. As contratações eram realizadas por duas de suas empresas – também investigados pela justiça – a Somerton Ltd., registrada em Turks e Caicos, e Valente Corp., no Panamá.

 

A TRAGÉDIA DEMOCRÁTICA

Como assim? Depois de alimentar por duas semanas o maior episódio de histeria coletiva de crônicos derrotados eleitorais, colocar o Supremo Tribunal Federal em saia justa, forçar o PMDB ao radicalismo e proporcionar espetacular assassinato de caráter do mais importante líder popular da República, o juiz Sergio Moro pede clemência ao STF, reconhecendo que “mesmo equivocado em seu entendimento jurídico e, admito à luz da controvérsia instaurada que isso poder ter ocorrido” (as consequências devastadoras acima descritas não passam de polêmica, diz ele), “jamais, porém, foi a intenção”? Como assim, se adiante ele justifica sua infração administrativa porque Lula “aparentemente, tentou obstruir as investigações atuando indevidamente, o que pode configurar crime de obstrução à justiça”? Quer dizer que sua imputação de sentido e intenção a uma ação não comprovada, simples  aparência de possibilidade (é esse o significado dos trechos sublinhados por mim, de reportagem do Valor Econômico, 30/03) é legítima, mas imputar a ele, Moro, a intenção de incendiar o debate nacional, não é? Quer me fazer de tolo?

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deve apreciar essa aplicação da doutrina weberiana que autoriza substituir a ausência de objetividade (falta de provas) pela atribuição de sentido e intenção. No caso, uma decisão constitucionalmente legítima e intransferível de nomear o ex-presidente Lula da Silva para cargo responsável pela articulação política do governo, expressa e limpamente destinada a ajudar a defesa do governo contra váriasimputações de sentido já perpetradas pelo juiz Sergio Moro e coadjuvantes, torna-se peça comprobatória do próprio método subjetivo do juiz quando atribui ao ato a intenção governamental de obstruir a justiça, cometendo grave violação das normas jurídicas ao dar publicidade a “grampos” criminosamente produzidos (gravar a presidente Dilma Rousseff só não é crime no judiciário weberiano, subjetivo, bem intencionado do juiz Sergio Moro e acompanhantes).

Minha reserva técnica de respeito institucional evaporou-se: esse rapaz é um capo provocador. É inadmissível que um juiz comprovadamente competente, de sólido currículo, confunda tão evidente obsessão punitiva e de linchamento público com católica (isto é, universal) promoção da justiça. Ainda que vários dos ritos pretéritos tenham atendido à normalidade costumeira, digo eu que a intenção desde sempre, mesmo quando amparada em dispositivos formais, tem sido a de promover tumulto institucional, ativando bem planejada dosagem publicitária, cumplicidade seletiva com políticos de elevado comprometimento com patifarias suprapartidárias. Impossível acreditar na inocência de quem se mostra tão magistral no uso da ambiguidade e do veneno sibilino. Esse rapaz sabe o que está fazendo.

Acredito que diversos parlamentares que não registraram estranheza, ao final da reunião do PMDB, diante da pose para foto histórica de Romero Jucá, representante dos ladrões em fuga, e não tenham na mesma ingenuidade pressentido o conflito formidável que, até ontem ministro do governo, agora aliado daquele rapaz, estavam, todos, contratando com os brasileiros. Temo que só mostrem coragem, neste pré conflito, aqueles aos quais não está disponível o caminho eleitoral para a vitória.

A tragédia da democracia é aceitar como legítimas as manifestações contra ela. As consequências dos ataques que sofre são irreparáveis na ordem dos fatos, viram cicatrizes da memória. Mas Sergio Moro passará o resto de sua vida com medo.

DEPUTADO PAULO PIMENTA PERGUNTA E DELEGADO DA POLÍCIA FEDERAL NÃO RESPONDE. “POR QUE VOCE NÃO CHAMOU FERNANDO HENRIQUE PARA DEPOR?”

Veja e ouça o vídeo, analise e tome sua decisão.

NO ESPORTE TODA VITÓRIA É BOA, MAS A MELHOR É BATER O ADVERSÁRIO EM SUA CASA. AO OFERECER SUA OBRA A LULA E DILMA A CINEGRAFISTA MUYLAERT BATEU NA GLOBO EM SUA PRÓPRIA CASA

Anna Muylaert

Quem é fá de futebol – te todos os esportes – e tem um time de preferência vibra com a vitória de seu time. Porém, para esse torcedor a melhor vitória é quando seu time ganha do adversário na própria casa dele. Dante da sua própria torcida.

A cinegrafista Anna Muylaert foi homenageada pela emissora sonegadora de impostos, defensora da ditadura, e, nesse momento, a maior impulsionadora do golpe contra o governo democrático de Dilma cujo cargo veio dos votos de mais de 55 milhões de eleitores. Por sua biografia antidemocrática, qualquer homenagem da TV Globo a personalidades é inaceitável. A emissora dos Marinho não é constituída corpos sensoriais, epistemológicos, estéticos, psicológicos e éticos para alcançar e examinar obras e pessoas cujas produções de foro social representam a dignidade humana.

Alguns personagens, talvez por terem sido mal-amados na infância e terem percorrido suas existências com um forte sentimento de frustração e inveja, cresceram com a necessidade compulsiva de ser homenageados, glorificados e reconhecidos não importando de onde venha a homenagem premiadora. Em seus abandonos ontológicos, aceitariam homenagem até de Hitler.

Para as pessoas que tiveram uma infância bem-amada, por pais oblativos que auxilia na formação de um Eu-Democrático, e não mal-amada, por pais captativos que fundam o alicerce de um Eu-Antidemocrático, ser homenageada pela TV Globo representa uma ofensa. Ainda mais quando o homenageado realiza profissionalmente uma função social. Uma atividade pública. Uma atividade democrática. Uma ofensa porque a TV Globo luta exatamente contra a democracia. Tem uma genética política social golpista.

A cinegrafista Anna Muylaert por sua obra estética-cinematográfica e sua existência ontologicamente autêntica, não representa os que necessitam compulsivamente de glorificação por qualquer entidade. Ainda mais do tipo da TV Globo. Ela sabe muito bem o que é corpo psicopatológico da emissora americanófila. A homenagem para ela não significa nada que enobreça a TV Globo. Mas pelo contrário, permitiu que a cinegrafista afirmasse na casa do adversário o que milhões de brasileiro sabem e gostam de ouvir de pessoas que eles amam. Que Lula e Dilma mudaram o Brasil.

Por isso a dedicação, irônica, da premiação a Lula e Dilma. É claro que Lula jamais, pelo menos hoje, aceitaria homenagem da TV Globo.

Quanto ao telespectador indigente da emissora dos Marinho, é lógico que como um torcedor fanático obsessivo que não quer jamais perder, ele fiou enraivecido ao apanhar em sua própria casa.

VEJA O CORPO E A ALMA DO’IMPOLUTO’ JUIZ QUE IMPETROU LIMINAR PARA SUSPENDER POSSE DE LULA

Não precisa escrever nem desenhar, basta olhar e gargalhar. Como diz insigne jornalista-filósofo Mino Carta: tudo a mesma sopa.

Catta Preta é o MorodoB

DILMA PUBLICA NOTA EM QUE CONDENA O ATO DE MORO QUE VIOLOU A LEI E A CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA

Leia a nota e tome sua posição democráticas.

Tendo em vista a divulgação pública de diálogo mantido entre a Presidenta Dilma Rousseff e o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cumpre esclarecer que:

1 – O ex-Presidente Lula foi nomeado no dia de hoje Ministro-Chefe da Casa Civil, em ato já publicado no Diário Oficial e publicamente anunciado em entrevista coletiva;

2 – A cerimônia de posse do novo Ministro está marcada para amanhã às 10 horas, no Palácio do Planalto, em ato conjunto quando tomarão posse os novos Ministros Eugênio Aragão, Ministro da Justiça; Mauro Lopes, Secretaria de Aviação Civil; e Jaques Wagner, Ministro-Chefe do Gabinete Pessoal da Presidência da República;

3 – Uma vez que o novo ministro, Luiz Inácio Lula da Silva, não sabia ainda se compareceria à cerimônia de posse coletiva, a Presidenta da República encaminhou para sua assinatura o devido termo de posse. Este só seria utilizado caso confirmada a ausência do ministro.

4 – Assim, em que pese o teor republicano da conversa, repudia com veemência sua divulgação que afronta direitos e garantias da Presidência da República.

5  – Todas as medidas judiciais e administrativas cabíveis serão adotadas para a reparação da flagrante violação da lei e da Constituição da República,  cometida pelo juiz autor do vazamento.

Secretaria de Imprensa
Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

JORNALISTA PAULO HENRIQIE AMORIM, EM VÍDEO, PEDE O QUE A MAIORIA DOS BRASILEIROS ESPERA: QUE O CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA (CNJ) DESTITUA MORO POR VIOLAR A LEI DE SEGURANÇA NACIONAL

MÃE DE MORO É HOMENAGEADA COMO PROFESSORA NO DIA DA MULHER, MAS OUVE “LULA GUERREIRO DO POVO BRASILEIRO”

Era só uma homenagem às mulheres pela passagem da data do Dia Internacional da Mulher. A Câmara Municipal de Maringá, berço de Moro, resolveu homenagear 15 mulheres entre elas a professora Odete Moro, mãe de Sérgio Moro que levou Lula para depoimento coercitivo no Aeroporto de Congonhas, segundo opiniões, com objetivo de trasladá-lo para Curitiba. O que não ocorreu por forças maiores.

Na hora da homenagem ocorreu o que a mãe do juiz não esperava, como alguns presentes. Algumas pessoas de manifestaram defendendo Lula proferindo o canto de luta do povo brasileiro.

“Lula é guerreiro do povo brasileiro”.

Mais uma mostra do que se houve da voz de milhões de pessoas “mexeu com Lula mexeu comigo”.

Só faça observa e ouvir o vídeo. Depois você analisa e toma sua posição.

MINISTRO MARCO AURÉLIO DIZ QUE MORO USOU ATO DE FORÇA CONTRA LUAL E ATROPELOU REGRAS BÁSICAS

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Leia o texto em que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) se coloca contra a posição arbitrária de Moro.

Primeira crítica contundente do Supremo Tribunal Federal à ação do juiz Sérgio Moro contra o ex-presidente Lula nesta sexta-feira 4 veio do ministro Marco Aurélio Mello; “Condução coercitiva? O que é isso? Eu não compreendi. Só se conduz coercitivamente, ou, como se dizia antigamente, debaixo de vara, o cidadão de resiste e não comparece para depor. E o Lula não foi intimado”, afirmou; “Precisamos colocar os pingos nos ‘is'”, continua; Mello criticou o argumento de Moro, de que a medida foi tomada para assegurar a segurança de Lula; “Nós, magistrados, não somos legisladores, não somos justiceiros”, e ensinou: “Não se avança atropelando regras básicas”

DEPUTADO WADIH DAMOUS DIZ QUE FERNANDO HENRIQUE DEVE SER INVESTIGADO E QUE MORO ESTABELECEU NO PAÍS ESTADO DE EXCEÇÃO

Leia o texto do discurso que o deputado Wadih Damous pronunciou na Câmara Federal denunciando de forma cristalina o que ocorre no Brasil promovido pelo conluio das mídias reacionárias, a oposição conspiradora e às ações do juiz Moro, segundo o deputado.

Ouça e veja o vídeo e forme sua opinião.

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o juiz Sérgio Moro, as ilegalidades da Operação Lava-Jato e os “procuradores concurseiros” que pretendem se tornar celebridades foram os destinatários de duras críticas do deputado Wadih Damous (PT-RJ) nesta terça-feira (23), na tribuna da Câmara. Para ele, a investigação conduzida na “República de Curitiba” é uma operação “fora da lei” com marcas de um Estado de exceção que abre precedentes para o fascismo se instaurar no Brasil.

Damous informou que a bancada do PT pediu ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que seja aberta investigação contra FHC. Em seguida Damous questionou “lideranças da oposição” conservadora que entendem que “há pessoas que têm o dom do absolutismo”, como o ex-presidente tucano. “O apelido do presidente Fernando Henrique Cardoso é príncipe. E parece que ele acredita nisso. Ou seja, o príncipe e os reis encarnam o Estado e não podem praticar crimes. Eles estão acima de qualquer suspeita e são ininvestigáveis. Foi isso o que eu ouvi aqui hoje pelo simples fato de se pedir investigação”, disse Damous.

O parlamentar fluminense ressaltou que não é a vida privada de FHC que está em discussão, mas possíveis delitos como evasão de divisas, crimes contra a ordem tributária e corrupção passiva. “Estamos falando aqui de uma série de eventos que podem tipificar ações penais e que podem ensejar contra Fernando Henrique Cardoso, assim como contra qualquer cidadão brasileiro, uma investigação penal”, argumentou Damous, que é advogado e presidiu a secional da Ordem dos Advogados do Brasil no Rio de Janeiro (OAB-RJ).

Para Wadih Damous, a moral seletiva é decorrente da seletividade da Operação Lava-Jato, que comete irregularidades que comprometem a imparcialidade da investigação. “Esta é a péssima lição que a Operação Lava-Jato está trazendo para a consciência jurídica do povo brasileiro, para as novas gerações de brasileiros: para combater malfeitos, para combater corrupção, para combater ilegalidade, vale praticar ilegalidades tão graves quanto. Isso é um absurdo!”, protestou.

“Aceita-se a palavra de diversos delatores, aceita-se como verdade o que dizem, quando o delatado é o presidente Lula, alguém do PT, algum inimigo pessoal dos membros dessa operação. Agora, quando os mesmos delatores dizem que Aécio Neves, na campanha eleitoral, abiscoitou muito mais do que o que foi doado ao PT, cria-se a divisão: o que foi para o PT é propina, o que foi para Aécio Neves foi porque ele é bonzinho, porque ele é legal, porque ele merecia ganhar a doação”, complementou.

Segundo o deputado, os erros dos responsáveis pela Lava-Jato serão expostos. “Mais à frente, quando essa onda baixar, isso será esclarecido, essa seletividade, essa invenção. O juiz Moro, além de juiz, é um inventor. Ele inventou — se não inventou, aperfeiçoou — a pena sem processo. Primeiro, prende; depois, abre o processo. Depois, cria as condições para tentar provar que aquele acusado é culpado. Mas, até lá, o acusado, o delatado, fica mofando na cadeia, esperando que, um dia, se faça a delação premiada, isso se for feita a delação premiada e se for delatado aquilo que os juízes, procuradores querem ouvir. Senão, não sai. Delatou o que querem ouvir, sai no dia seguinte. Isso não é Direito, isso não é processo. Isso se chama Estado de exceção”, alertou.

As mentiras dos parlamentares da direita também foram criticadas por Damous. “Vejo as lideranças da oposição repetirem, ad nauseam, de uma forma cansativa e que pouco dignifica este Parlamento, as mentiras da grande imprensa. Ontem o delegado que está tratando do caso do Sr. João Santana disse com todas as letras que, em relação à campanha eleitoral de reeleição do Presidente Lula e das eleições da presidente Dilma, não há envolvimento de irregularidades supostamente praticadas pelo marqueteiro João Santana. Isso está no inquérito, isso está escrito no relatório do delegado. Mas o simples fato de ser o senhor João Santana notoriamente alguém que prestou serviços ao PT, às campanhas eleitorais do PT, já o criminalizam, a partir da prisão dele, para possibilitar que os senhores da oposição subam à tribuna e digam que a presidente Dilma, se não for sofrer impeachment aqui, vai sofrer cassação lá no TSE. Ora, isso é um verdadeiro absurdo”, atacou.

O parlamentar considera a Lava-Jato uma “operação fora da lei” porque a mesma “descumpre todos os preceitos de direitos e garantias fundamentais da Constituição”. Ainda de acordo com Damous, esse cenário “abre um precedente de fascismo aqui no Brasil”.

Concurseiros – Damous encerrou seu discurso chamando atenção para os agentes públicos que querem se tornar estrelas midiáticas. “Nós não podemos alçar à condição de heróis juízes-celebridade e procuradores concurseiros que estão procurando entrar para o rol das celebridades nacionais à custa do desrespeito à Constituição, à custa do desrespeito a direitos e garantias fundamentais, à custa da violação da normatividade do Estado Democrático de Direito”, encerrou o deputado.

COMEDIANTE BEMVINDO REVELA QUE O BAIXO ASTRAL ENVOLVENDO FERNANDO HENRIQIE COM O FILHO É COISA DE POMBA GIRA

O brasileiro é um povo cuja subjetividade expressa continuamente humor criativo que continuamente contra a opressão impostas pelas forças reativas, niilista que não querem que a vida se movimente em seu devir liberdade.

Do humor de viver, a vontade de potência, como afirma o filósofo Nietzsche desdobrasse dois tipos de humores ligados ao que convencionou chamar de riso. Porém, “aí, porém”, enquanto um libera energias reprimidas dos corpos afetivos e biológicos criando uma condição saudável e que se encontra mais próximo do humor vontade de potência, o outro falseia essa liberação com um riso patológico por ser um corpo saído dos conflitos persecutórios dos chamados humoristas. É o caso do humor dos nazifascistas que pululam nas televisões e nas chamadas redes sociais.

A história do humor como espetáculo de alegria no Brasil tem grandes e talentosos humoristas como Oscarito, Ankito, Grande Otelo, Sém Trindade, Zezé Macedo, Dercy Gonsalves, entre outros. No momento atual, o humor espetáculo encontra-se enfraquecido. Não há qualquer humorista que se possa dizer: “Esse faz um humor revolucionário!”.

Assim, com a falta de grandes talentos humorísticos, a nossa saída é recorrer ao humor dos chamados antigos como Bemvindo Siqueira que recorreu à rede virtual para continua a expressa o seu talento. Hoje, como o antigo caso de Fernando Henrique, sua relação com a jornalista da TV Globo, Miriam Dutra, voltou como forte onda contra ele, um sujeito ressentido, invejo, odienta, soberbo, falastrão, Bemvindo Siqueira aproveitou e produziu um vídeo cheio de graças, como se diz na linguagem da comédia, cheio gags.

Vejam e ouçam Bemvindo Siqueira.

NA TV CARTA MINO CARTA DIZ QUE HÁ PROVAS CONCRETAS CONTRA FERNANDO HENRIQUE

Veja e ouça Mino Carta e tome sua posição. 

 

DEPUTADO PAULO PIMENTA DIZ QUE DELEGADO MARLON (PF) NÃO INVESTIGA QUEM DEVE INVESTIGAR, SÓ PERSEGUE LULA E O PT

O deputado Paulo Pimenta é mais um personagem importante da cena da política brasileira que expressa sua opinião contrária aos atos do delegado da Polícia Federal Marlon Cajado que perdeu “toda liturgia do cargo” e o propósito da Operação Zelotes para perseguir o Partido dos Trabalhadores e Lula.

Depois de ouvir Lula como testemunha, agora o delegado afirma que Lula está sob investigação. Um fato que para o deputado mostra o quanto o delegado fugiu de sua função, e ase dedica, junto com outros setores atingir Lula.

Ouça e veja o vídeo e tome sua posição em nome da democracia que não tem qualquer semelhança com abuso de poder.

VÍDEO NÃO VAI TER GOLPE, DILMA VAI FICAR E EM 2018, LULA VAI VOLTAR

Dois jovens, duas consciências políticas endereçadas para a democracia. Ao contrário dos nazifascistas golpistas cujas consciências estão dominadas pelas forças tanáticas, onde não há ideia democrática muito menos prática.

Veja e ouça o vídeo e produza seu dizer democrático.

 

GOVERNADORES DO NORDESTE REPUDIAM, EM NOTA, A DESFAÇATEZ DE EDUARDO CUNHA

9917fe03-a158-45a9-9840-984541acd0ffLeia a nota na íntegra.

Diante da decisão do Presidente da Câmara dos Deputados de abrir processo de impeachment contra a Exma Presidenta da República, Dilma Roussef, os Governadores do Nordeste manifestam seu repúdio a essa absurda tentativa de jogar a Nação em tumultos derivados de um indesejado retrocesso institucional. Gerações lutaram para que tivéssemos plena democracia política, com eleições livres e periódicas, que devem ser respeitadas. O processo de impeachment, por sua excepcionalidade, depende da caracterização de crime de responsabilidade tipificado na Constituição, praticado dolosamente pelo Presidente da República. Isso inexiste no atual momento brasileiro. Na verdade, a decisão de abrir o tal processo de impeachment decorreu de propósitos puramente pessoais, em claro e evidente desvio de finalidade. Diante desse panorama, os Governadores do Nordeste anunciam sua posição contrária ao impeachment nos termos apresentados, e estarão mobilizados para que a serenidade e o bom senso prevaleçam. Em vez de golpismos, o Brasil precisa de união, diálogo e de decisões capazes de retomar o crescimento econômico, com distribuição de renda.”

Robinson Farias (PSD – Rio Grande do Norte)
Flavio Dino (PCdoB – Maranhão)
Ricardo Coutinho (PSB – Paraiba)
Camilo Santana (PT – Ceara)
Rui Costa (PT – Bahia)
Paulo Câmara (PSB – Pernambuco)
Wellington Dias (PT – Piaui)
Jackson Barreto ( PMDB – Sergipe)
Renan Filho (PMDB – Alagoas)

NAZIFASCISTAS AGRIDEM SUPLICY NO TEMPLO QUE ELES ODEIAM: LIVRARIA

Todo nazifascista é produto da repressão que sofreu por parte de seus pais ou dos que foram responsáveis por sua infância. Por isso são estúpidos, rudes e violentos. Por isso, também, qualquer território de saber é para ele um alvo para projeção dessa estupidez. No caso maior, uma livraria.

Pois foi exatamente na Livraria Cultura de São Paulo que eles mais uma vez expressão suas irracionalidades. Desta vez contra o ex-senador Eduardo Suplicy. Verborragicamente vomitaram suas bílis pútridas contra Suplicy delirando serem senhores e senhoras de suas funções vitais.

Em um cenário com obras de pensadores e pensadoras que lutaram em favor da inteligência e liberdade, como o filósofo Sartre, a estupidez nazifascista ficou muito bem expressada e inquestionavelmente visível. Uma mostra convincente é a ex-candidata do PSOL a prefeitura de São Lourenço, MG, Celene Carvalho que, aos gritos, confirma: “Aqui é terra de coxinha que trabalha!”

Em um tempo em que no ENEM tem quesito com Simone de Beauvoir, a filósofa que lutou contra a alienação das mulheres.

Veja o vídeo, analise e construa sua opinião!

POETA ZÉ CARLOS DECLAMA O CORDEL DE CRISPINIANO NETO “QUEM CHAMA O PT DE LADRÃO”

O poeta do Rio Grande do Norte, Crispiniano Neto, tem seu poema “Quem Chama O PT de Ladrão” declamado pelo poeta Zé Carlos. Não é um cordel-libelo porque não é difamatório, mas uma narrativa pseudo-épica sobre os que o poeta Crispiniano, acredita serem os que difamam o Partido dos Trabalhadores.

Veja o vídeo e construa sua posição poética-política.  


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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