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COPA DO MUNDO ÁFRICA NÓS

A FÚRIA ESPANHOLA DESABA SOBRE A HOLANDA…

…E O FUTEBOL-ARTE SAI VENCEDOR

Este bloguinho intempestivo parabeniza David Villa, Pablo Picasso, Iniesta, Jorge Semprun, Puyol, Pedro, Paco de Lucia, Casillas, Piqué, Garcia Lorca, Xavi, Capdevila, Buñuel, Xabi Alonso, Salvador Dali, Sergio Ramos, Joan Miró, Busquets, Fabregas, Del Bosque…

NENHUM BRASILEIRO ENTRE OS DEZ CANDIDATOS A MELHOR JOGADOR DA COPA DO MUNDO ÁFRICA NÓS

Dessa vez a Fifa não deu nenhum alento para a “pátria de chuteiras”. Nem ao menos para dizer que nós ainda estamos entre os melhores do mundo. Ao divulgar a lista com os dez craques que disputam a medalha de melhor jogador da Copa do Mundo África Nós, nenhuma surpresa, nenhum brasileiro. Também, pudera…

Entre os nomes da lista, cinco jogadores estarão na final (3 espanhóis e 2 holandeses) e três na semifinal (2 alemães e 1 uruguaio). Além deles, o atual melhor jogador do mundo, Lionel Messi (que está a passeio pelo Rio de Janeiro com a namorada), também está na lista e Asamoah Gyan, o único jogador africano constante na dezena.

Aí a lista completa:

Lionel Messi (Argentina)
Andres Iniesta (Espanha)
David Villa (Espanha)
Xavi (Espanha)
Diego Forlan (Uruguai)
Arjen Robben (Holanda)
Wesley Sneijder (Holanda)
Asamoah Gyan (Gana)
Bastian Schweinsteiger (Alemanha)
Mesut Özil (Alemanha)

COPA DO MUNDO ÁFRICA NÓS

ESPANHA NÃO DEIXA VINGAR O NAZISMO DE PODOLSKI

Dilma acertou pela metade, quando disse que na final iam estar dois latinos. Não deu para o latino sulamericano, mas deu para o latino europeu.

Afora a favoritíssima Argentina, uma das equipes das que mais se esperava nesta Copa do Mundo África Nós era a Espanha; no entanto, após a derrota por 1 a 0 para a Suíça em sua primeira partida do certame, parecia que a Fúria tinha virado donzela. Foi preciso a equipe demonstrar uma zaga forte, um meio de campo talentosíssimo, principalmente com a entrada do craque Iniesta, que vinha de contusão, sem falar no imprevisível David Villa.

Ao contrário, a Alemanha foi se confirmando como uma das equipes mais fortes da caminhada, aplicando várias goleadas, culminando com os 4 a 0 nos “pibes de oro”, quando todo o mundo passou a acreditá-la invencível, misticismo maior até do que o misticismo da crença no polvo alemão que previu de quem seria a vitória em todos os jogos da copa, prevendo que hoje se encerraria o passeio dos alemães na África do Sul.

Nos desvairismos anteriores ao jogo, o ressentido Podolski, que na Copa de 2006, negando sua origem polonesa, fez uma saudação nazista pra todo o mundo ver, afirmou que a Alemanha ia vingar a derrota de 1 a 0 para a própria Espanha na final da Eurocopa 2008.

Em sua irracionalidade, Podolski e os alemães catequizaram a linguagem do ressentimento em todo o corpo, da língua aos pés, e aí o que se viu desde o início foi uma Espanha do atual Fernando del Bosque a lembrar a vigorosa formação dos tempos do Aragonês, faltando apenas aquela velocidade, destacando-se a entrada de Pedro, que até então ficara na reserva, no lugar de Fernando Torres.

Principalmente no segundo time, talvez inspirada no surrealismo de um Salvador Dali ou do poeta Lorca, nos primeiros 20 minutos, Casillas tirou um ronco atrás do gol, pois os alemães não passaram sequer uma vez sequer do meio de campo. No toque envolvente, no drible rápido, por cima de cabeça. E foi assim que o quarto-zagueiro Puyol, que quase acertara uma no primeiro tempo, subiu no meio dos imensos alemães e abriu o placar.

Muitos diziam que a grande Alemanha preparava alguma reação para o final. Mas as reações dos ressentidos são impotentes. O que se viu foi digno de Jorge Semprun, que, em épocas de generalíssimo Franco, publicava clandestinamente crônicas políticas-futebolísticas. A Espanha só não fez mais parece que, ironicamente, para manter o mesmo score de dois anos passados. O placar estava fechado para a Alemanha e a Espanha aberta a sua primeira final em um mundial.

COPA DO MUNDO ÁFRICA NÓS

URUGUAI À SOMBRA DO SOL-LARANJA DO FUTEBOL

No enviscamento ressentido da torcida irracional, muitos brasileiros torceram nesta primeira partida das semifinais da Copa do Mundo África Nós para um e outro time por duas paixões tristes. Alguns torceram para o Uruguai simplesmente porque a Holanda eliminou o Brasil nas quartas. Outros torceram para a Holanda devido ao bairrismo com o país vizinho sulamericano Uruguai.

Em campo o que se viu foram duas boas equipes jogando bem e seguindo as características com as quais chegaram até esta etapa da competição. O Uruguai, time do filo-literato Eduardo Galeano, autor do célebre Futebol Ao Sol e À Sombra, armando um impávido meio de campo, inclusive com Cavani, que é meia-armador jogando como atacante e, principalmente, dependendo de um daqueles chutes de fora da área que nos acostumamos a ver o mago Forlán fazer dos seus.

Foto: Terra

Pelo lado da pátria de Spinoza e Van Gogh, a questão sempre foi fazer boas composições para, fazendo com que os craques Robben e Sneijder limem o muro das limitações das quatro linhas e imprimam o vivo alaranjado no gramado.

Mas quem começou a pintura no primeiro tempo foi Giovanni van Bronckhorst, que aos 18′ marcou o primeiro com um golaço de fora da área lá onde teria acordado a coruja se ela lá dormisse, um dos gols mais bonitos deste certame. Mas ainda no primeiro tempo, aos 41′, Diego Forlán fez brilhar o sol Uruguaio.

Foto: Terra

O segundo time começou com ensolarada indo pra cima, mas quem acabou marcando foi a Laranja Mecânica, primeiro com o craque Sneidjer, aos 35′, e aos 38′, numa magnífica cabeçada, Robben ampliou. Para muitos, o placar estava fechado, principalmente quando um minuto depois do terceiro gol alaranjado o técnico Oscar Tabárez, que já tinha colocado “El Loco” Abreu, tirou Forlán e colocou o jovem Sebastian Fernandez. Apesar de assistirmos futebol sempre sem som, é certeza que os incautos comentaristas tenham dito, principalmente depois da saída de Forlán, que o técnico já tinha jogado a toalha. Ao contrário, o que se viu, com El Loco enfiado e Fernandez avançando, foi o Uruguai indo ao ataque como ainda não se tinha visto outro time nesta Copa do Mundo África Nós. Já nos acréscimos, Maximiliano Pereira ainda marcou um segundo gol iluminador, mas apesar de ter realizado o maior número de ataques possíveis em um minuto de jogo, o placar se fez definido ao apito do árbitro. Assim como definido está a Holanda na final e Uruguai decidindo o 3º lugar, ambas as equipes há décadas não iam tão longe num certame mundial.

No caso do Uruguai, aproveitamos para reproduzir aqui a entrevista do filo-literato Eduardo Galeano ao jornalista Gerhard Dilger, publicada hoje na Agência Carta Maior.

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“A camiseta celeste tem muita energia”

Em entrevista ao jornalista Gerhard Dilger, correspondente para a América do Sul do jornal “taz, die tageszeitung, de Berlim, Eduardo Galeano fala sobre o Mundial de Futebol da África do Sul, o desempenho sulamericano frente aos europeus e as chances de seu Uruguai. “Não sei se chegará a final, mas volta a ser milagrosamente certo que um país com menos habitantes que um bairro de Buenos Aires pode ser capaz de conquistar o troféu mundial. Festejamos isso, os poucos que somos, porque o Uruguai é um país muito futebolizado e aqui todos os bebês nascem gritando goooooool!!! A camiseta celeste tem muita energia dentro”, diz Galeano.

Dom Eduardo, quem será campeão deste mundial – e por quê?

Sou um péssimo profeta. E além disso, para completar, te confesso que não quero conhecer o futuro. Quando uma cigana pega a minha mão e me oferece lê-la, eu rogo: “Senhora, por favor, não seja cruel”. Eu não quero saber o que ocorrerá, nem sequer pressenti-lo, por que o melhor da vida está sempre esperando à volta da próxima esquina. E te acrescento algo mais: por sorte. Os prognósticos falham. O tempo brinca com quem pretende adivinhá-lo.

Qual sua opinião sobre a equipe alemã?

Assombrosa. Tem a força e a velocidade dos velhos tempos, mas uma elegância e uma alegria que talvez seja o aporte de tantos jovens incorporados em suas fileiras, em sua maioria imigrantes ou filhos de imigrantes. No futebol, como na vida, a mestiçagem melhora.

Por que os argentinos não conseguiram, finalmente?

Eles brilharam em várias partidas da Copa e agora se foram, humilhados por uma goleada. Isso me entristece, ainda que a vitória alemã tenha sido totalmente justa. Em que falhou a Argentina? Obviamente não cuidou do meio campo, faltou articulação entre a vanguarda e a retaguarda e Messi foi limpamente bloqueado, na boa lei, pela defesa alemã. Talvez isso tenha algo a ver com a “messidependência”. Quando há um jogador de qualidade tão extraordinária, inevitavelmente se produz uma realidade assim. De todos os modos, diga-se de passagem, Messi jogou, durante toda a Copa, muito melhor do que outra superestrela, Cristiano Ronaldo, que esteve no Mundial mas ninguém viu.

Pelé disse que Maradona não é um bom técnico: Está de acordo?

No futebol atual, o treinador desempenha um trabalho insalubre. Altamente tóxico, eu diria: é o bode expiatório das derrotas, e o mesmo povo que o eleva aos céus, num momento, o expulsa para o inferno logo em seguida. Há alguns anos, as pessoas sequer sabiam qual era o nome do treinador, que depois passou a ser chamado de diretor técnico.

A grande maioria das estrelas sulamericanas está jogando na Europa. Há chances de que essa exportação de recursos futebolísticos seja revertida?

Não. Nós, dos países do sul do mundo, seguiremos exportando mão de obra e pé de obra para o norte do mundo.

Qual é o seu balanço do mundial, até agora?

Meu bom amigo Pacho Maturana, que foi diretor técnico de duas seleções e de várias equipes de diversos países ,costuma dizer, e não se equivoca: “O futebol é um reino mágico, onde tudo pode ocorrer”. Nós, latinoamericanos, estávamos felizes, pois pela primeira vez na história quatro seleções nossas chegavam à antepenúltima etapa e, subitamente, paf, ficou o Uruguai solito contra a Europa. E, salvo essa exceção,o Mundial se converteu em uma eurocopa. Um pouco antes, já não havia africanos competindo. Toda África ficou fora neste Mundial que é o primeiro Mundial africano da história. Os irmãos Boateng brindam a dramática metáfora do que ocorreu: um Boateng se foi, o que jogava em Gana, e ficou o Boateng que joga na Alemanha.

Foi justamente a Celeste que acabou com o sonho africano. Como viveu os momentos finais da partida contra Gana?

Foi um filme de Hitchcock. Me cortou a respiração. A minha e a de todos que assistiram à partida mais emocionante deste mundial. Ganhou o Uruguai, como se sabe, e assim ficou selada a derrota de toda a África. Eu festejei e, ao mesmo tempo, senti uma funda tristeza. No futebol, como na vida, há alegrias que doem.

O Brasil, com sua “receita Dunga” fracassou. Que conselho daria a seus vizinhos com vistas a 2014?

Eu não gosto de dar conselhos, nem de recebê-los, mas nós, latinoamericanos, não vamos bem quando copiamos as receitas do êxito europeu. Nem no futebol, nem em nada. E não precisamos copiar. Li e escutei várias vezes, a propósito desta seleção alemã, a que compete agora, o seguinte elogio: “Parece uma equipe sulamericana”. A receita Dunga não era a melhor para o mais sulamericano dos sulamericanos: de que estava doente o Brasil para precisar desse tipo de remédio?

E por que a seleção uruguaia está tão forte?

Por que acredita no que faz, e o entusiasmo compensa o que lhe falta. Não sei se chegará á final, mas volta a ser milagrosamente certo que um país com menos habitantes que um bairro de Buenos Aires pode ser capaz de conquistar o troféu mundial. Festejamos isso, os poucos que somos, porque o Uruguai é um país muito futebolizado e aqui todos os bebês nascem gritando goooooool!!! A camiseta celeste tem muita energia dentro. E a história também ajuda. Este nosso paisito soube ganhar duas Olimpíadas de futebol, quando o Mundial ainda nem existia, e dois campeonatos mundiais, o primeiro aqui em Montevidéu, e o de 1950, quando derrotamos o Brasil na estréia do maior estádio do mundo, o Maracanã, diante do rugido de duzentos mil torcedores.

Eduardo Galeano, 69 anos, é o autor de “El fútbol a sol y sombra” y de “Espejos – Una historia casi universal”.

Gerhard Dilger é correspondente para América del Sur do diário “taz, die tageszeitung”, de Berlim.

“AVANTE MARADONA, AVANTE ARGENTINA!”, DIZ CRISTINA KIRCHNER

Foto: AFP

Quanta diferença de entendimento e relações entre Brasil e Argentina pode ser auferido da observação de um evento futebolístico como a Copa do Mundo África Nós.

Foi pedagógico ver a Argentina perder, e ver que nenhum hermano virou um desvairado Felipe Melo, que El Diez não é Dunga. Este que embiocou para o vestuário assim que soou o apito final. Quanto a Maradona, um gentleman. Maradona abraçou e beijou todos os jogadores, cumprimentou os alemães, brincou com os jornalistas (logo com os jornalistas!).

Após a derrota sonorosa de 4 a 0 para os alemães, Maradona conjeturou na coletiva de imprensa que iria pensar se permanecia à frente da Argentina ou não. Quanto a Dunga, já se sabia demitido. E o foi sumariamente, juntamente com toda a comissão técnica, por telefone. O tirano Ricardo Teixeira, eterno na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda se deu ao topete de aventar uma alegoria que está mais para eufemismo: “Quando você está no meio do Atlântico, você tem de atravessá-lo. Não tem outra opção”, afirmou o supremo numa entrevista em Joanesburgo.

Já pensou o que aconteceria se o Brasil tivesse perdido de 4 a 0?

Ao inverso, na volta para a querida Buenos Aires, Maradona foi recepcionado, juntamente com o auxiliar e amigo Mancuso, com faixas pedindo para que Dieguito fique na seleção. Ontem, a Associação do Futebol Argentino (AFA) declarou oficialmente que Maradona só sai se quiser.

Até a presidenta Cristina Kirchner entrou na onda preferencial, e publicamente no ato político nos arredores de Buenos Aires. “Quero dizer especialmente a Maradona, que no sábado não pôde me atender porque estava chorando, que estamos muito agradecidos porque nunca nenhum argentino nos deu tantas alegrias dentro de um gramado como ele”, falou.

Cristina reforçou ainda o convite para receber todos os jogadores e a comissão técnica na Casa Rosada. “Quero que nossa seleção vá à Casa Rosada. Ontem os convidei e os meninos diziam que não mereciam isso. A verdade é que acho que estão equivocados: têm todo o merecimento para ir, estou esperando”, afirmou a presidente. “Avante Maradona, a seleção, avante Argentina também! Vamos!”, exclamou entusiasmada.

Juntando-se a Cristina e a milhões de hermanos, para este bloguinho, uma das melhores coisas da Copa do Mundo África Nós: ver que Maradona está um homem jovem, íntegro, bonito, inteligente, alegre e amoroso.

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Carta abierta al señor Diego Armando Maradona

* Carlos Malbrán

PARA EL CASO DE QUE NO GANEMOS ESTE CAMPEONATO DEL MUNDO

QUERIDO DIEGO, “PELUSA”, “PIBE DE ORO”, “DIEZ”, “DIOS”, “GORDO”:

Quiero hacer memoria, para que no se te olvide a vos, ni a ninguno de los argentinos.

Eras un pibe de la villa miseria de Fiorito. Uno de esos asentamientos informales, insalubres y laberínticos, de viviendas precarias en las que se hacinan los desplazados. Síntoma brutal de la marginación y la pobreza, del que los políticos prefieren no hablar porque es poner en duda toda la estructura legal del sistema.

Jugabas porque el fútbol es la expansión de los humildes, un acto atemporal que los saca de las desdichas cotidianas. La vida te había negado casi todo, y vos, como miles de chicos argentinos, con tus zapatos rotos, te desquitabas a patadas.

En 1973 alguien te dijo:

– Che pibe, vamos a armar un equipo para jugar en el “Torneo Evita”, ¿Entrás?

Con tus piernas flacas y tu rostro de “negrito”, te convertiste en la pesadilla del torneo, nadie quería enfrentarte. “Los Cebollitas”, (así se llamaban), se llevaron la copa y al año siguiente ganaron el Campeonato de la 8ª División. El conjunto se mantuvo invicto 136 partidos y gracias a que “Los Cebollitas” se convirtieron en una sensación, conociste Perú y Uruguay, donde los invitaron a jugar. No tenías 12 años y ya eras campeón.

A alguien se le ocurrió hacerte debutar en las inferiores del Club Argentino Juniors. Resultó fácil, fue el primer acto ilícito de tu vida: te cambiaron el nombre y mintieron la edad, agregándote dos años para que te aceptaran. Algo completamente inútil porque tu brillo era tal que cuando te vieron jugar, todos preguntaban: ¿Quién ese pibe? ¿De dónde salió ese prodigio?

Entonces decidieron que era mejor ponerte en el entretiempo de los partidos de la Primera División para que entretuvieras a la hinchada haciendo malabares con la pelota. Naciste mago. Siempre la pelota ha hecho todo lo que querés, ¿O será al revés?

Llegaste a la villa eufórico:

– ¡Mamá, me pagaron!

Doña Dalma te dio un beso y tu padre Diego te regaló una sonrisa y una palmada afectuosa. Hasta hay un viejo comercial de Coca Cola, donde se ve a aquel muchachito haciendo maravillas.

La primera vez que figuraste en los diarios, (esos que cada vez que pueden, intentan destruirte por tus ideas), tenías diez años. El Clarín decía: “Había un pibe con porte y clase de ‘crack’…”. Este periodista no sabía que aún faltaban por llenar muchas páginas hablando del “Pibe de Fiorito”. Porque en dos años ascendiste ocho divisiones en Argentinos Juniors, de novena a primera, y comenzaste a dibujar tu historia con goles: en 1978, aunque te consagraste como el goleador del Metropolitano, el flaco Menotti te dejó fuera de la Selección que ganó el campeonato porque eras muy niño, pero al año siguiente nos trajiste la Copa del Mundial Juvenil.

Por ese tiempo, aunque River te quería contratar y te ofreció lo mismo que ganaba Ubaldo Fillol, el jugador mejor pagado de entonces, decidiste jugar para Boca, que estaba en serios problemas económicos y no podía comprar tu pase. Nos hiciste campeones, pero duraste poco. Europa siempre ha pagado mejor y te fuiste al Sevilla y después al Nápoles.

El Mundial de México 86, siempre será recordado como “el Mundial de Maradona” y podría escribir muchas páginas con las emociones que nos hiciste vivir, porque cada vez que mandaste la pelota al fondo de la red, no era un gol de Maradona, era un tanto de desquite de todos los humildes de tu pueblo.

La FIFA, aún a regañadientes, (los oligarcas del fútbol no te quieren Diego) tuvo que elegirte como al mejor jugador del siglo XX. Para nosotros significas mucho más. Siempre recordaré cuando como consecuencia de haber caído en los abismos de la droga, te tuvieron que internar de urgencia y una multitud angustiada hizo intransitable cuadras enteras en torno al hospital. Alguien puso un gran cartel: “El cielo tiene que esperar”, otro decía: “Siempre vivirás, Dios no quiere competencia.”, otro: “Jesús resucitó una vez. Vos, miles.”, y quizá el más significativo rezaba: “Diego, no aflojés que vas a salir. No podés perder. No te olvides que Maradona juega para vos.”

Saliste de la droga como también te levantaste de cada golpe que te dieron en la cancha, pero los medios internacionales siempre magnificaron tu adicción a las drogas y cada error que cometías, porque lo que no te perdonan es que a pesar del dinero, la fama y la gloria, nunca olvidaste al pibe de la villa de Fiorito y que cada uno de tus mensajes políticos mueva la conciencia de los pobres y explotados del mundo.

El mercado puede aceptar que seas un genio del fútbol, pero no que te hayas convertido en la compensación para una sociedad frustrada por varias dictaduras militares y desgastada por el accionar de políticos corruptos.

Se acepta, ¿qué otro remedio les queda?, que seas un campeón, más no que reflejes los sentimientos de los despojados que necesitan creer que Dios no está tan lejos.

Eso no te lo van a perdonar nunca Diego.

La FIFA no te puede perdonar que promuevas la sindicalización de los jugadores, a los que llamas “los obreros del fútbol”, porque eso echaría por tierra un negocio que mueve millones de dólares cada cuatro años.

Si Maradona dona una escuela, o promueve una colecta para los niños pobres con parálisis, no saldrá en la primera plana de ningún periódico del mundo, porque lo imperdonable no son estos actos en sí, sino que lo hagas siempre diciendo que sólo estás devolviendo algo de lo que los poderosos roban a la gente.

Demagogo, populista, oportunista, drogadicto, son los calificativos aconsejados por los señores de la SIP para poner junto a tu nombre. Como también aconsejan destacar siempre las declaraciones del señor Pelé, porque ese si es “bueno”. Se coloca debajo de un cartel de alguna firma de productos deportivos, que por supuesto le paga, para reivindicar siempre al sistema y defender sus intereses. De eso vive.

No te van a perdonar tus visitas a Chávez, o que tengas al Ché tatuado en tu hombro.

La única vez que te tuve cerca fue cuando en noviembre de 2005, con motivo de la Cumbre de Presidentes de Mar del Plata, nos invitaste a ir a repudiar la presencia de Bush en la Argentina.

Los grandes diarios del mundo, no publicaron en estos días la foto de la Selección Argentina despidiéndose rumbo a Sudáfrica con una gran pancarta que decía: “Apoyamos a las abuelas de Plaza de Mayo para el Premio Nobel de la Paz”. Ni tampoco la noticia de que recibiste en Pretoria a Estela Carlotto con un gran abrazo.

Eso no se perdona Diego.

El fútbol, vos lo sabés mejor que nadie, es un juego impredecible y como bien declaraste: “No hay favoritos. Cualquiera te puede clavar la pelota en el ángulo y todo lo que hiciste… Chau”. Todo es posible, pero por todo esto y mucho más quiero decirte que si eso sucede, no te hagas ningún problema, porque con nosotros ya cumpliste.

Gracias por ser Maradona.

Gracias por ser nuestra alegría y nuestra esperanza.

Gracias por no olvidar al pibe de Fiorito.

Gracias por representarnos siempre a todos con dignidad.

Gracias campeón.

*Carta publicada no dia 30 de junho, quando a Argentina ainda estava no páreo, no CubaDebate, e que foi pescado via Metropolitano.

COPA DO MUNDO ÁFRICA NÓS

CRUYFF TEM RAZÃO: “SELEÇÃO BRASILEIRA É UM TIME MEDÍOCRE”

Sócrates havia dito que o selecionado da CBF não passava da primeira fase. Rivelino havia dito que esse time era decepcionante. Maradona falou… Messi falou… Cruyff afirmou anteontem e confirmou ontem que não pagaria um ingresso para assistir um jogo da equipe de Dunga. Até o globólico Falcão concordou. Estavam todos “secando” o Brasil, como se diz em legi-signo dicente indicial popular (C.S. Peirce via Tom Zé)? Não. Era a opinião real de todos que entendem de futebol-arte e de como predomina hoje o futebol-mercado dentro mesmo da “pátria de chuteiras”.

Imediatamente ao segundo gol da Holanda, a pátria retirava as chuteiras contundida em sua ilusão, fomentada principalmente pela mídia televisiva, que já exigia um culpado para a eliminação nas quartas de final da Copa do Mundo África Nós. Neste jogo, sobretudo Felipe Melo, por ter feito gol contra na péssima saída de Júlio César, de quem se afirmava ser atualmente o melhor goleiro do mundo; sendo que Felipe Melo ainda fora expulso por dar um pisão cretino no craque alaranjado Robben.


É claro que o principal alvo, principalmente para a rede Globo, é Dunga, porque não levou Ronaldinho Gaúcho, porque não substituiu Felipe Melo. Antes mesmo do apito a engaiolar os antropomorfizados canarinhos já se estampava a manchete: “Final da Era Dunga”. Como, se a retrancada Era Dunga não fosse na verdade apenas uma subpasta da sempiterna e tirânica Era Ricardo Teixeira dentro da CBF. Como se a CBF, Dunga e a Globo não fossem um só contra o povo brasileiro.

Desanuviados desses entendimentos, outros apontam para “razões místicas” exteriores. Uma delas seria o pé-congelado de Mick Jagger, que foi ao estádio torcer pelo Brasil e – assim como ocorreu com Estados Unidos e depois com Inglaterra – não deu outra, demonstrando que nos seus 66 o rolling stone pode estar novo para o rock, mas velho para o futebol. Há ainda quem diga que o culpado mesmo foi Kaká, que, além da ausência futebolística, foi mover uma preconceituosa campanha contra as prostitutas e, como diz o ditado, contra praga de puta não há disputa.

Como toda e qualquer pessoa inteligente havia percebido, a seleção brasileira não era um time, bastava pegar um time organizado, com alguns craques, e não passaria. Bastou encontrar o incansável Robben, Van Persie, Schweinsteiger e Schneider para o “nosso time” não passar pela Laranja Mecânica e, rapidamente, o fantasmático “sonho do hexa” ficar pra próxima. A atual seleção brasileira é como o Serra, mesmo sem chance fez de conta que ia, mas não tinha pernas para tanto.

O único tanto são os milionários lucros que Fifa de Blatter, da CBF de Ricardo Teixeira, das marcas – Adidas, Vivo, Coca-Cola, Samsung, etc – que disputam cada centímetro de publicidade e dos canais abertos – Globo, Band – e fechados – ESPN, Sport Tv – que febrilmente transmitiam o espetáculo inexistente. Para todos estes, em detrimento do futebol, as cifras foram boas. Só choraram para disfarçar ou porque para os patológico capitalistas quanto mais, melhor. (Inclusive, os supostos feriados para os trabalhadores brasileiros nos dias de jogo da seleção serão todos repostos em outras datas.)

Ao contrário da sequelada mídia canarinho, que estigmatiza os argentinos, los hermanos ironizam esse merchandizing todo, estampando a manchete: “Brasil 2014!”

E por falar na Argentina, amanhã, no mesmo horário que foi o do Brasil hoje, ela pega a Alemanha. Aí, sim, há a possibilidade de jogo, quando tudo é possível!

* Fotos: jornal argentino Olé.

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PATRÍCIOS BAIXAM A CABEÇA DO TIME DE DUNGA

Sem superar los hermanos argentinos de El Diez, Diego Armando Maradona, que conquistaram 100% de aproveitamento, vencendo todas suas partidas na primeira fase do campeonato da Fifa, versão 2010, e com o artilheiro Higuaín com três gols, os jogadores do time de Dunga contra os patrícios não superaram o zero.

Sem criatividade, arte, que não existe, e invenção, que não produzem, o time de Dunga no primeiro tempo teve o maior domínio da pelota, mas não levou perigo ao guarda meta português, exceto numa cabeçada de Luiz Fabiano e num chute resvalado de Nilmar, que bateu na trave direita do goleiro Eduardo.

Com farta distribuição de cartões amarelo, Felipe Melo, por demonstrar falta de controle emocional foi substituído no primeiro tempo para evitar uma expulsão.

No segundo tempo, o time nativo praticamente não jogou. Os portugueses tomaram a iniciativa e produziram algumas jogadas de perigo contra o guarda metas Júlio César.

Nilmar foi figura apagada no segundo tempo, embora tenha permanecido os 90 minutos em campo. Não adiantaram as entradas de Josué, Grafite e Ramires.

No tempo final, os portugueses jogaram melhor, dominaram mais a pelota, tomaram algumas iniciativas de ir pra cima dos atletas dunguianos. A sensação era quando o gajo Ronaldo dominava a Jabulani e partia pra cima dos laterais correndo como uma jaguatirica. Chegou algumas vezes a brincar com a “dendeca”, colocá-la na cabeça, bater de trivela e atemorizar Juan, que caso não metesse a mão na bola o disparado Ronaldo daria um banho de cuia em Júlio César e o jogo não terminaria com zero de futebol.

Comparando com los hermanos, o time de Dunga, apesar dos cinco títulos, chega num final de primeira fase com um futebol medíocre, deixando a desejar muito àquele time de 1982 que caiu em Sarriá e fazendo calar milhares de brasileiros que se pintaram, enfeitaram ruas, pintaram casas e hastearam bandeiras e que com suas cornetas infernizam ouvidos alheios quando o time faz um tento. Como nada fez, meteram a corneta e foguetes no saco.

Outra questão que não podemos deixar de comentar é sobre a opinião dos jogadores da CBF que estavam escolhendo time para jogar. Que se preparem. Está no páreo neste momento em que escrevemos o Chile. O time de louco Bielsa tem futebol para meter medo em quem está escolhendo adversário.

Pra finalizar. Los hermanos assistiram de camarote a peleja entre patrícios e brasileiros, e com certeza, Maradona está traçando estratégias, jogadas, criações artísticas, caso enfrente os comandados de Dunga, no final possam entoar pela América latina um tango como aquele construído, criado pelo atual técnico Maradona e regido pelo anjo Canigia em 1986.

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FUTEBOL É JOGO, NÃO RESULTADO

O filósofo Schiller dizia que “o homem só é plenamente homem quando joga”. E apanhando a potência do jogar de Schiller, o filósofo Sartre afirmava que jogar é ser livre para escolher as regras do jogo. Criar uma ética facultativa, diria o filósofo Spinoza. O futebol, quando escapa das regras que lhe são impostas como moral de conduta dos jogadores frente ao institucionalizado como esporte, é plenamente humano. São os jogadores que processam as jogadas como uma estética criada na liberdade das potências e escolhas. Nisso, futebol não é resultado, mas jogo.

É o que leva o público – não precisa ser torcedor – a assistir uma partida de futebol tendo como protagonista a seleção Argentina. Está tudo solto como criatividade. Está tudo solto como névoa virtual que aos poucos vai sendo atualizada como real através dos movimentos criativos dos craques esculpidores de uma percepção lúdica.

São novos perceptos se manifestando diante do público, saídos das afecções como vetores construtores da estética futebolística. Nada de se preocupar com o resultado. Primeiro a arte, o que não se pretende aos valores morais que determinam estados duradouros como são expressados por equipes imóveis que seguem a reta do resultado a qualquer custo. Em verdade, o custo da ofuscação da ludicidade artística.

A seleção da Argentina jogou contra a Seleção Grega. O solo onde a filosofia, vinda da Ásia, se fez, como diz o filósofo Nietzsche. Foi um jogo cordial. Gregos são conduzidos pela harmonia e inteligência. São das amizades e das comunidades. Isso permitiu o jogo se fazer. Os gregos sempre jogaram, mesmo com os deuses. É dos gregos jogar. O princípio que fundou o encontro futebolístico que terminou(?) com o placar favorável à seleção da Argentina.

Com seis reservas em campo, a seleção da terra de Che não teve, no primeiro tempo, a mesma ludicidade de quando joga com a equipe titular. Mas deu para agradar. Já no segundo tempo, com algumas substituições, a ludicidade se mostrou. Principalmente depois dos trinta minutos. Embora não estivesse em seu momento de criança. O momento do novo (Zaratustra), Messi teceu jogadas. Brincou. Não solto, mas brincou.

Agora, classificada em primeiro lugar de seu grupo, a Seleção Argentina enfrenta a Seleção do México. Equipe de brio e combativa. Por sua vez, a Coreia do Sul, ao empatar com a Nigéria, ficou com a segunda posição. Vai enfrentar a equipe da Seleção do Uruguai, que se encontra em um belo crescente, e que venceu o México no primeiro jogo.

E para atualizar o jogo como pensaram os três filósofos, Maradona jogou como joga em todas as partidas de sua seleção. Sempre no histrionismo que pede o espetáculo. Pulou, vibrou, deu toque na dendeca, deslizou na grama de peito, beijou, confortou os amigos gregos. Se fez Maradona. É que jogar não é só entre as quatro linhas.

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A PÁTRIA DE CHUTEIRAS À PROCURA DE 22 PÉS

Os modos de agir e julgar decorrentes dos costumes impostos por uma autoridade como mentora da tradição por mais concretos e efetivos que sejam mudam historicamente. Sempre há algo sob a luz do sol se manifestando ou por se manifestar. Mas nada permanece eternamente como uma única moral de agir e julgar.

Está a ordem paranoica do capitalismo em querer que tudo que um dia foi lucro permaneça como lucro. Mas até os objetos como mercadoria se metamorfoseiam. Observemos o caso atual da Copa do Mundo, nenhuma relação com a maioria dos eventos passados. A festividade, o interesse, os elementos necessários ao lucro, hoje, encontram-se diminuídos. Resultado da crise econômica que domina o mundo? Não! Outros fatores são responsáveis por essa mudança, entre eles a globalização dos clubes e torcedores que mudaram seus modos de agir e julgar sobre o que seja ganhar de uma outra nação.

As seleções de futebol, na Copa do Mundo, realizam apenas o encontro entre jogadores de países de diferentes que jogam nos mesmos clubes. Daí um time africano já não carregar a surpresa de um futebol criativo, disputado e veloz, além de alegre. Hoje, predomina uma igualdade na superfície do pior. Tudo apenas como complementação de campeonato. Nisso, o capitalismo que sempre propugnou pela lógica da igualdade como suporte de seu lucro encontra-se desesperado com a Copa.

Nesse nível da igualdade, onde julgar e agir no torcedor é outro, o capitalismo se desespera em não poder fazer o tempo retroceder para continuar sua sanha oral-monetária nos shows esportivos. Seus principais produtores, jogadores e a mídia também estão combalidos, não têm mais condições de agir e julgar como antigamente.

Isso tudo mostra porque em uma partida em pleno domingo, a seleção brasileira ganha, e as comemorações são tão anêmicas. Resposta a uma realidade que mostra que essa Copa é repetição, em mediocridade, da Copa de 1994, onde o Brasil foi campeão em um país em que 70% da população não sabe o que é futebol. Um campeonato conquistado junto com seleções – tirando a seleção da Argentina – todas na mesma superfície da miséria futebolística. Tudo o que acontece agora na Copa de 2010. Seleções medíocres, tirando a seleção Argentina e a seleção do Chile.

Na partida de hoje, dia 20, nem mesmo os histéricos narradores e comentaristas conseguiram ocultar a miséria da partida entre a “nossa” seleção e a seleção da Costa do Marfim. Uma partida que se vista por Garrincha seria considerada abaixo da pelada de várzea. Não adiantou nem o considerado equilibrado comentarista da ESPN, Paulo Calçade, afirmar que a vitória deu “superioridade à seleção”. O comentarista da emissora estrangeira se mostra um desiludido com sua positividade. Não há superioridade entre os medíocres.

Essa Copa, com exceção da seleção argentina e a seleção do Chile, que despontam em criatividade, velocidade e ludicidade, chega à final de sua primeira parte como começou: se arrastando na miséria da impotência futebolística. E a seleção brasileira, por ser considerada a única representante de todos os países em que o futebol é gênero de primeira necessidade, apresentando um limitadíssimo futebol, confirma que já há algumas Copas “nós” precisamos de pelo menos 22 pés, posto que chuteiras têm demais, e de várias marcas e cores, mas nenhuma cria um craque.

Mas sejamos pacientes, a miséria não acaba tão veloz como um sonho. Outras peladas virão.

COPA DO MUNDO ÁFRICA NÓS!

Sexo continua fazendo bem para o futebol

Argentina 4 x 1 Coreia do Sul

Rolls Royce passa a segunda na Copa África Nós! O jogo começou com los hermanos completamente no ataque. Mas foi numa serpenteante falta cobrada pelo motora Messi que, aos 8 minutos, o número 10 sul-coreano, Chuyoung, meteu a canela para marcar contra.

O jogo continuou com os de belas glebas no ataque e, aos 32 minutos, Higuaín aproveitou o cruzamento e subiu sozinho, cabeceando forte e certeiro, colhendo o segundo tento.

Parecia que ia ficar por aí, mas aos 46 minutos, o falso-roqueiro Demichelis, não honrando a gleba, desenrolou-se com a bola e Chuyoung marcou, dessa vez para os coreanos.

Por boa parte do segundo time entrou água no carburador do Rolls Royce. Os sul-coreanos aproveitaram para tentar ultrapassar na ladeira, como na veloz subida aos 12 minutos, mas Hiun acabou chutando na rede pelo lado de fora. Mas daqui a pouco o motora Messi do possante passou marcha e aos 31 minutos invadiu a área, levando o goleiro coreano a trabalhar. No rebote, Messi chutou na trave e Higuaín só fez ‘fastar’ pra dentro.

Três minutos depois, o magnífico motora alçou uma bola por sobre a zaga coreana, que baixou ao pé do genro de Dieguito que acabara de entrar. Kun Aguero, então, belissimamente alçou novamente na cabeça de Higuaín, que guardou o seu terceiro, deixando o campo como atual artilheiro da competição.

Chris McGrath/Getty Images

Destaque para a garra e o companheirismo de Carlitos Tévez, que, principalmente no primeiro tempo, driblou, levou no peito, armou jogada, tudo.

Quanto a Messi, se Maradona havia dito que nenhum jogador na primeira rodada jogara nem 40% do que ele jogara contra a Nigéria, no início dessa segunda rodada, La Pulga já salta a qualquer possibilidade de comparação.

E, finalmente, Maradona, o técnico amoroso, continua em suas múltiplas funções, além de técnico, comediante, árbitro, gandula. Hoje queria até ser técnico também da Coreia do Sul. Sorte de nosotros que os coreanos não aceitaram. No momento em que repôs a bola com um toque de letra, acabou o apartheid. O estádio Coccer City, no centro de Soweto, aplaudiu em peso Don Dieguito, que apenas sorriu.

COPA DO MUNDO ÁFRICA NÓS

BOMBAS DO BRASIL PASSAM PELA COREIA SEM MÍSSEIS

A Seleção Brasileira entrou em campo para disputar uma partida contra uma equipe que já era considerada galinha morta de véspera. Uma partida para configurar o feriado vespertino.

Entrou em campo e nos primeiros minutos do primeiro tempo ficou confirmado que se tratava de mais uma tautologia. A repetição do que se sabe sobre essa seleção limitadíssima, anêmica e apedeuta nos dois sentidos. Futebolístico e intelectivo. Assim como não possui nenhum jogador que possa ser considerado um craque, não possui nenhum jogador que se possa vislumbrar um mero sinal intelectivo, para, pelo menos, depois da escabrosa partida, inferir que foi a pior partida da Copa desde que ela começou. Isso sem levar em consideração que se trata de uma equipe de futebol penta-campeão.

Uma partida que terminou o primeiro tempo em zero a zero, pois a limitação dos jogadores não permitia chegar próximo da meta do goleiro coreano. Uma partida em que o torcedor, se não se deixasse levar pela festividade, deveria exigir seu dinheiro de volta, tal a miséria futebolística. O que algum fanático porralouca pode contestar, afirmando que a Coreia do Norte também foi um fiasco. É verdade e não é. Para os coreanos o futebol não é gênero de primeira necessidade como é para maioria dos brasileiros. Daí que ela não tinha nenhuma obrigação de se mostrar superior. O que era impossível. Superior, mesmo ficcional, é a seleção brasileira. Ela quem deveria ter mostrado serviço.

Fica muito claro, que a seleção brasileira é como o Serra: sabe que é ruim para disputar uma contenda, que não vai ganhar, mas dissimula que “pode mais”. Não pode. Mesmo com a mídia esportiva enaltecendo o feito ridículo de passar com suas bombas com dois golzinhos – o primeiro, no segundo tempo, ajudado pelo goleiro – contra um da Coreia sem mísseis, no finalzinho. Coreia que ainda ensaiou um olezinho depois de seu gol. Um único gol, mas um gol com a força de quem sabe que a equipe brasileira já há muito perdeu a compostura futebolística para fazer algumas equipes emergentes tremerem.

Além de uma mídia alucinada narrando e comentando o que não existiu para poder vender melhor seus patrocinadores, os limitados boas-vidas do time brasileiro ainda contaram com a benevolência do juiz, que várias vezes fez afagos no possesso Luiz Fabiano, sem lhe conceder sequer um cartão depois de várias entradas imorais em alguns jogadores coreanos. Sem contar as faltas marcadas a favor dos limitados brasileiro quando não havia falta.

O escritor celebrado, muitas vezes erroneamente, Nelson Rodrigues, dizia que “toda unanimidade é burra”. Um dos muitos dos seus erros. A unanimidade não é burra. Não há como contestar a unanimidade em miséria futebolística de todos os jogadores brasileiros que estiveram campo. Todos iguais. Como dizia o torcedor Santinho: “Sem tirar nem por”. Uma visível igualdade da mediocridade do esporte bretão.

Agora, com esse escabroso espetáculo fica o sabor bilioso de saber que a seleção da Argentina é a melhor seleção apresentada até aqui. E não jogou com um timinho qualquer. Jogou contra a Nigéria, que apesar da alimentação europeia da maioria de seus jogadores, ainda carrega o brio africano.

Com esse quadro, o jeito é gritar: “Pra frente, Dieguito! Salva essa Copa que está com cheiro da Copa dos Estados Unidos!”

SELEÇÃO LUSO-BRSILEIRA CONTRA MARFIM OSSIFICADO

Pela manhã, as duas equipes do mesmo grupo do Brasil e Coreia entraram em campo. Quer dizer: entraram, mas também não jogaram. Mas mesmo assim jogaram mais que a seleção brasileira que vai ter que encará-las.

Uma partida na qual ficou provado que Cristiano Ronaldo é uma espécie de Romário: promoter de si mesmo. Não adiantou comentar nos dias que antecederam à partida que iria mostrar uma grande quantidade de gols.

Em campo foi, com todo respeito aos patrícios, foi mediano, para não dizer medíocre. Medíocre foram os brasileiros contra uma equipe fraca. A seleção luso-brasileira encarou uma Costa do Marfim, que não é qualquer seleção brasileira. Embora também seja lá essas coisas. Uma equipe em que um jogador negro tem câimbra demonstra que já está degenerado pela dieta imposta pela culinária europeia aos jogadores africanos, que aos poucos vão perdendo suas velocidades, agilidades, gingas e criatividades. Exemplo: o camaronês Eto’o. Desapareceu em sua seleção. Não tem nada do bom Milla, craque camaronês de Copas passadas.

No final, o 0 x 0 ficou de igual tamanho, como dizem os pensadores da mídia do futebol brasileiro.

COPA DO MUNDO ÁFRICA NÓS

Pelada por pelada, acabamos de assisti-las por cá no campeonato brasileiro, versão 2010. Futebol como arte até aqui só o selecionado de “ Mi Buenos Aires Querido” jogou.

Se o futebol de seleções, que escolhem “craques”, apresentam tais resultados, porque se investe tanto na construção de estádios que depois ficarão praticamente inutilizados?

Porque a FIFA vai projetar seu país, sua cidade para o mundo. Haverá bastantes empregos. As cidades serão contempladas com obras de transportes, hotelaria. O comércio ganhará muito dinheiro. Construir-se-á a Arena Amazônia e tal.

É sobre essa tal de Arena Amazônia e outros temas que falaremos hoje.

O governo do Eduardo “Guerreiro de Sempre” Braga promoveu a maior festa no dia da escolha das cidades sedes, se promovendo politicamente, pois já era pré-candidato ao Senado.

A FIFA agora está pressionando o Brasil e querendo diminuir o número dessas sedes. Eles avaliam que os trabalhos estão atrasados e que poderá prejudicar os interesses capitalísticos daquela empresa multinacional.

Sobre o VIVALDÃO, o governo do Estado, ainda com Eduardo “Guerreiro de Sempre” Braga decidiu implodi-lo. Decidiu jogar dinheiro fora. Inclusive mereceu por parte do Presidente Lula, falando na ESPN no dia 11, um comentário, criticando tal decisão.

Que o VIVALDÃO, na nossa opinião não é nenhum símbolo arquitetônico que mereça tal reverência , não é, mas não pode ser implodido porque é muito dinheiro que se gastará para erguer uma Arena e que se o futebol no mundo não revela craques o que será de uma Arena na Amazônia? Será que servirá apenas para sediar o Peladão?

O campeonato amazonense deste ano mostra que uma Arena será um verdadeiro elefante inodoro na Chapada com o Dom Pedro. Da forma como foram disputadas as peladas, na região Metropolitana, ora em Manacapuru, Rio Preto, Itacoatiara, Estádio do SESI que não lotava, está muito bom.

O Brasil melhorou bastante nesses oito anos de governo Lula. Nossa balança comercial está com superávit, mas, hoje dia, (12) numa solenidade na África do Sul, o Ministro dos Esportes, Orlando Silva, foi taxativo em declarar que o governo federal não investirá nenhum centavo na construção de estádios. O que o governo federal poderá fazer é autorizar o BNDS a emprestar dinheiro para quem quiser utilizá-lo.

O Morumbi, por exemplo, corre risco de não participar da abertura da copa do mundo de 2014, porque alterou o projeto e precisa de mais de 200 milhões para concluí-lo e o governo já disse que não cederá nenhuma merreca para os são paulinos.

Foi proposto ao presidente do Corinthians construir um estádio para sediar a abertura e ele não aceitou porque até São Jorge sabe das consequências de uma obra desse porte.

Agora imaginem. São Paulo, a cidade mais rica do país, onde a pelada é considerada a melhor, os dirigentes já enfrentam essa dificuldade, como será em Manaus uma Arena como o Ninho de Pássaro construído na China?

Será assim. O governo que aí está já vai para mais de dois anos construindo uma Estrada das Torres que até hoje não concluiu. Constrói uma ponte que pelo visto não estava programada para ser erguida e vai nessa brincadeira pra mais de 500 milhões. Só o monumento de concreto simbolizando a tal travessia custou pra mais de 5 milhões, dinheiro que dava para ser investido na construção de escolas e no pagamento de professores que recebem por uma cadeira míseros R$ 1.019,00, repassa dinheiro para ONGs, dentre elas igrejas disangélicas como Assembleia de Deus, em montantes quem somam mais de 8 milhões, endivida o estado com vários projetos como o PROSAMIM, cria politiqueiramente um Jovem Cidadão, repassando dinheiro para que o aluno retorne a sua escola no contra-turno para atividades complementares, interferindo nos princípios da própria SEDUC, que é responsável pela educação a nível estadual, dentre outras medidas que noutra hora comentaremos.

O endividamento do Estado é questão que deve sempre ser tratada, porque diz respeito à existência dos trabalhadores. Trabalhadores que como os africanos foram os braços e os pés deste imenso Brasil e que poderiam até possuírem Arenas, mas que fosse o resultado de projetos arquitetados por mentes sábias e não aquelas de momentos, como vemos nos dirigentes, nos políticos do Amazonas de há mais de 30 anos e que não querem deixar o poder.

Como a copa do Mundo África Nós está só começando sem a presença da seleção de Marte, Plutão, Júpiter, vamos torcer para que o esporte bretão apresente craques, artistas como foi Diego Armando Maradona, que vai muito além de um jogador de futebol, por seus devires políticos, filosóficos, que não vemos, por exemplo, em nenhum jogador da seleção do Dunga e em nenhuma outra, pois só falam monossilabicamente. “É. Não deu. No próximo vamo levantar a cabeça.” “Ciao!”


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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