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RELATÓRIO FINAL DA CPMI DA PETROBRÁS PEDE INDICIAMETO DE 52 PESSOAS E IRONIZA RELATÓRIO PARALELO DAS DIREITAS

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O relator da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), Marco Maia (PT/RS) que investigou os casos de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa, na estatal Petrobrás, apresentou o relatório final onde pede o indiciamento de 52 pessoas envolvidas nos atos criminosos.

Foram 19 votos a favor do relatório e 8 contra. Entre os nomes citados encontram-se – como não podia ser o contrário – os de Paulo Roberto Costa, Renato Duque e Nestor Cerveró, todos ex-diretores da Petrobrás. O relatório também pede o aprofundamento das investigações da compra da Refinaria de Pasadena, na California, Estados Unidos. Também foi pedido o aprofundamento nas investigações das empresas envolvidas em corrupção como Camargo Correa, Andrade Gutierrez Construções, Caide União, Consórcio Renest, construtoras OAS e Queiroz Galvão.

Durante a apresentação do relatório final, as direitas, comandada pelo partido da burguesia-ignara, PSDB, proporcionou uma cena macabramente cômica. Apresentou seu relatório paralelo com teor de ataque ao governo e pedindo o indiciamento de 59 pessoas. O grotesco relatório é que ele pede também os indiciamentos da presidenta Dilma Vana Rousseff, da presidenta da Petrobrás Graça Foster, e do senador do Partido dos Trabalhadores de Pernambuco, Humberto Costa.

Diante do ridículo, mas sem se ridicularizarem, as direitas, como sempre em eterna campanha eleitora, prometem iniciar outra CPMI para o início do ano 2015. Uma esperança-alucinada que podem tirar Dilma do cargo de presidente e alocar um de seus grotescos representantes-cobiçosos.

Diante do ridículo apresentado pelas direitas, o deputado Sibá Machado (PT/AC) disse que o relatório não é para “aliviar as costas de ninguém”.

“O relator não se deixou levar por onda alguma. O relatório não tem o princípio de aliviar costas de ninguém.

Eu vi muito no Brasil a ideia da indignação. Eu queria dizer que se a indignação é no mérito do ilícito da administração, o que não dizer também de escândalos tamanhos em governos estaduais? São 33 indiciados em São Paulo. A responsabilidade tem que ser por igual, a indignação tem que ser para qualquer feito”, observou Sibá.

Por sua vez, o senador Humberto Costa, afirmou que o relatório das direitas é baseado em matérias da imprensa e não em investigações como da CPMI.

“O relatório paralelo é baseado em matérias da imprensa e não em fatos. O mais grave é que ao final esse relatório faz referência a parlamentares citados nesses vazamentos.

Cerveró disse que eram mais ou menos 33 parlamentares. Aqui citaram três ou quatro, sendo um deles morto. Essa CPMI não teve acesso a delação premiada. Se eu tivesse qualquer dúvida sobre parlamentares citados, teria pedido quebra de sigilo”, disse Humberto Costa. 

Até as pedras que não rolam sabem que o que a imprensa acéfala expressa sobre o governo popular é um composto fúnebre de alucinação e delírio. E o mais enfermo, ela realiza a projeção que esses elementos psicopatológicos podem se tornar realidade. Uma projeção impossível de se materializar na democracia, visto ser a democracia ser um corpo-coletivo-real.

ANOTAÇÕES APREENDIDAS PELA LAVA JATO INDICAM QUE AÉCIO PEDIU AOS SENADORES ÁLVARO DIAS E MÁRIO COUTO PARA “FAZER CIRCO” EM RELAÇÃO CPMI

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É do conhecimento até das pedras que não rolam, que quando surgiu a noticia da instalação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) para investigar denúncias de corrupção e pagamento de propina na Petrobrás, os chamados oposicionistas do PSDB, para não dizer todas as direitas, não queriam. Mas depois passaram a fazer encenações como se tivessem interesse.

Lula, que não é um impostor político como a chamada oposição, em tom de zombaria-filosófica, afirmou que queria que a oposição viesse com a CPMI. O que significa que ele sabia que os impostores da política não pretendiam nada, porque sabiam que envolvia diretamente eles. Ou como Lula gosta de verbalizar: “maracutaia”.

A mídia, também impostora, tentou de toda às formas implicar apenas o Partido dos Trabalhadores (PT) no fato. Mas não conseguiu como se observa nos entendimentos sobre o caso das pedras que não rolam. Hoje a sociedade brasileira sabe que a corrupção na Petrobrás tem o fluxo maior desembocado nos desgovernos de Fernando Henrique onde os dois principais nomes do banditismo começaram a atuar nesses. O doleiro bandido profissional Youssef e Paulo Roberto Costa.

Agora, com a divulgação das anotações apreendidas pela Operação Lava Jato nos escritórios da UTC Operações em São Paulo, onde consta que o senador boa-vida e derrotado em sua ambição individualista para a presidência da República, Aécio Cunha, do partido da burguesia-ignara, teria sido “pressionado pela CNO para não aprofundar”. Uma espécie de maneirar contra a Construtora Norberto Odebrecht.

As anotações também trazem informações de que o frustrado conspirador contra o governo Dilma, havia “escalado” dois senadores amicíssimos de ideias-burguesas, o lustroso Álvaro Dias e o falso herói, Mario Couto, todos do PSDB, para “fazer circo”. Aí a comprovação do que Lula falou: o PSDB não queria a CPMI. Ele sabia e sabe que toca nele.

Daí salta a velha e matreira interrogativa: Por quê as empreiteiras se reuniram para produzir estratégia de defesa sobre as acusações que iriam aparecer na CPMI? Resposta ilustríssima: Elas sabem quem são seus parceiros. A prova insofismável é o fato da CNO, pedir para o senador boa-vida maneirar. Se ela não tivesse nenhuma intimidade com o falastrão não iria fazer tal pedido.

JUSTIÇA FEDERAL MANDA SOLTAR CACHOEIRA, MAS JUÍZA O MANTÉM PRESO POR CAUSA DA OPERAÇÃO SAINT-MICHEL

Novamente Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso com sua corriola em 29 de fevereiro pela Polícia Federal por força da Operação Vega e Monte Carlo, sentiu a ilusão da liberdade penitenciária, mas teve que se contentar com sua permanência onde se encontra.

A Justiça Federal mandou soltar o mafioso, mas a juíza Ana Cláudia de Oliveira Costa Barreto da 5ª Vara Criminal de Brasília determinou que ele continuasse onde se encontra: na Penitenciária da Papuda, em Brasília. A decisão é de 11 de outubro, entretanto só foi divulgada ontem, dia 16. A decisão é relativa a Operação Saint-Michel em que Cachoeira é acusado de fraudar o sistema de transporte público do Distrito Federal. Ela disse que a sentença desse caso deve sair, no máximo, dentro de 30 dias.

Para a juíza Cachoeira não pode ser solto porque ele “ainda representa risco concreto à ordem pública”.

“Em razão do inegável poderio econômico do réu, exibido as escâncaras na mídia, as outras medidas cautelares previstas na legislação não seriam suficientes para resguardar a ordem pública, uma vez que, no atual momento processual, deve preponderar o interesse da sociedade”, disse Ana Cláudia Barreto.

Ela disse também, que não é possível aplicar sanções alternativas nele, como proibi-lo de falar com os réus ou frequentar lugares, por isso “não o impediria de cooptar novos membros para seu grupo e organizar novas ações semelhantes àquelas que estão sendo apuradas neste juízo”.

Enquanto isso, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) de Cachoeira através de seus líderes, resolveu prorrogar os trabalhos. O prazo de extensão das atividades do colegiado será definido após o segundo turno das eleições. Os chamados oposicionistas querem uma prorrogação de 180 dias, já a base governista prefere um tempo menor.

CPMI VAI CONCEDER UM MÊS DE DESCANSO PARA CACHOEIRA. SÓ VAI VOLTAR AOS TRABALHOS DIA 8 DE OUTUBRO

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira vai suspender os trabalhos para voltar somente dia oito de outubro, depois das eleições do primeiro turno. Durante esse descanso para Cachoeira os parlamentares, segundo o relator da comissão Odair Cunha (PT/MG), vão analisar todas as documentações que se encontra nas mãos da CPMI.

“É necessário amplificarmos toda a análise que temos na CPMI, até porque as oitivas têm sempre o código de silêncio típico da máfia e de uma organização criminosa. A nossa compreensão é a de que, como há o código claro da organização criminosa, é mais produtivo que nos concentremos na análise dados”, disse Odair Cunha.

Já o deputado Rubens Bueno (PPS/PR) entende que a paralisação significa o fim da CPMI, e que não motivo para suspender a CPMI por causa das eleições.

“Estão enterrando a CPMI. Estão usando uma desculpa esfarrapada para não se investigar.

Não temos nenhum parlamentar candidato. Isso é uma desculpa sem cabimento. Tínhamos que quebrar o sigilo das doze empresas de laranjas da Delta”, contrariou o deputado Bueno.

Por sua vez, o deputado Paulo Teixeira (PT/SP) para amenizar as acusações de que a paralisação da CPMI saiu de um “acordão” entre o PT e o PSDB disse que era negativo continuar os trabalhos da CPMI durante o período eleitoral.

“Não podemos deixar que as eleições contaminem os trabalhos, por isso optamos por voltar aos trabalhos em outubro”, disse Paulo Teixeira sem dizer nada. 

EX-DIRETOR DO DNIT, PAGOT, DISSE NA CPMI DO CACHOEIRA QUE DEMÓSTENES PEDIU AJUDA PARA A DELTA

O ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Luiz Antônio Pagot, disse em depoimento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que o ex-senador Demóstenes Torres, cassado por quebra de decoro parlamentar decorrente do fato de ser amicíssimo do mafioso Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso no dia 29 de fevereiro com sua corriola, fez lobby para beneficiar a Empresa de Construções Delta em obras no Mato Grosso.

Nas investigações realizadas pela Polícia Federal a Delta aparece como o elo financeiro da quadrilha do contraventor Carlinhos Cachoeira. Durante o período em que prestava serviço ao mafioso era dirigida por Fernando Cavendish. Cavendish irá comparecer à CPMI hoje, dia 29, para prestar esclarecimento sobre seu suposto envolvimento com a quadrilha de Cachoeira acusado que é de fazer repasses de sua empresa, para empresas fantasmas ligadas a Cachoeira.

Luiz Antônio Pagot durante seu depoimento disse que foi convidado, em fevereiro de 2011, por Demóstenes Torres, para participar de um jantar na casa do então senador. Quando lá chegou, viu que se encontravam presentes, além de outras pessoas, Cláudio Abreu, diretor da Delta, no Centro-Oeste, e Fernando Cavendish, dono da empreiteira.

Durante o momento que antecedia o embate gastronômico, eles conversaram sobre vários temas, como sabores e marcas de vinhos, desenvolvimento do Brasil, e da possibilidade do governo federal ter ou não verba para o PAC 1 e 2. Depois de encararem o objeto da sedução lobbysta, o jantar, Demóstenes chegou perto dele, convidou para uma sala reservada, e mandou ver.

“Durante o jantar, foi conversado sobre vinhos, desenvolvimento do Brasil, e o senador perguntou se ia ter dinheiro para o PAC 1 e 2. Quando terminou, ele me chamou para uma sala, apenas eu e ele. Ele disse então, que tinha dívidas com a Delta e que precisava ter uma obra para a empresa com o carimbo dele”, revelou Pagot.

Ele completou dizendo que não beneficiou a Delta, e que jamais cobrou 5% de ágil para empresas interessadas em obras do DNIT.

“Nunca fiz qualquer tipo de cobrança à empresas para qualquer tipo de assunto, principalmente para empresas consultoras de projetos”, afirmou Pagot. 

EM DEPOIMENTO À CPMI PROCURADORES DA REPÚBLICA AFIRMAM QUE CACHOEIRA MONTOU UMA MÁFIA E QUE AINDA É ATUANTE

Em depoimento à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) os procuradores da República em Goiás, Lea Batista de Oliveira e Daniel Rezende, responsáveis pelas operações Vegas e Monte Carlo, da Polícia Federal, voltaram afirmar que o contraventor Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso no dia 29 de fevereiro com sua corriola, comanda uma organização criminosa com caráter mafioso, e que Carlinhos Cachoeira cooptou agentes do Estado para melhor por agir.

“O certo é que a operação desvelou uma máfia, uma sociedade bem estruturada, mais lucrativa que uma grande empresa. Um grupo profissionalizado, estável, permanente e habitual, montado para o cometimento de crimes de natureza grave. A sua existência por mais de uma década foi suficiente para montar uma estrutura estável e entranhada no seio do Estado.

Uma organização criminosa armada, complexa e com característica mafiosa. O principal traço dessa organização é o código do silêncio orquestrado. A postura dessa organização criminosa, decorrente de um código de silêncio, é típico das organizações criminosas com objetivo de escudar a organização e seus membros. O código está bem claro aqui na CPI e na Justiça Federal”, analisou a procuradora Lea de Oliveira.

No entender do procurador Daniel Rezende, as dificuldades nas investigações decorrem do fato da legislação brasileira ser deficitária referente ao enquadramento de organizações criminosas complexas. Segundo ele, o uso de escutas telefônicas é decorrente do fato de agentes do Estado terem sido cooptados pela organização criminosa. Ele falou também das ameaças que sofreram.

“Não é uma investigação voltada para o solitário social e o criminoso individual. Estamos tentando construir determinadas teses para que possamos desenvolver o trabalho de enfrentamento de organizações criminosas infiltradas no seio do Estado. O Estado se torna muito mais vulnerável quando essas organizações se infiltram, principalmente quando é na área de segurança.

Com essa cooptação dos agentes do Estado, ficou mais difícil o trabalho de campo, por isso o uso das interceptações telefônicas.

Tivemos que alterar totalmente a nossa rotina e isso faz com que nossas famílias passem a absorver. Não é segurança para nós, membros do Ministério Público, mas também para nossas famílias”, observou o procurador Daniel Rezende.

CPMI CONVOCA NOVAMENTE CARLINHOS CACHOEIRA ENQUANTO CAVENDISH VAI DEPOR NO DIA 28

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) de Carlinhos Cachoeira, preso no dia 29 de fevereiro acusado de comandar uma quadrilha que envolvia agentes públicos, políticos e empresários, além de jornalistas como Policarpo Junior, diretor da sucursal da revista nazifascista, Veja, vai convocar novamente o mafioso.

A decisão foi impulsionada pelas declarações dadas por sua companheira, a dondoca Andressa Mendonça, a um programa de TV onde ela afirmou que Carlinhos Cachoeira estava disposto a falar. Todavia, Cachoeira, quando se apresentar novamente para depor pode permanecer calado. Segundo afirmação do presidente da comissão. O contraventor quando foi pela primeira vez depor na comissão não falou. Disse que só falaria em juízo. O que não fez.

Outra convocação que foi aprovada pelos membros da CPMI, foi a de Fernando Cavendish, ex-presidente da Delta Construções, e amigo do peito do governador do Rio de Janeiro, Sergio Cabral (PMDB/RJ), salvo de ser convocado também para depor na comissão por força de tramas entre membros do PMDB e do governo.

A empresa Delta Construções é acusada de participar dos esquemas de corrupção comandos pelo meliante Carlinhos Cachoeira. Empresa tinha negócios no setor rodoviário e tinha transito no governo federal e outros estados, principalmente no Rio de Janeiro.

O depoimento do ex-presidente da Delta está marcada para o dia 28 deste mês de agosto.

VELHA MÍDIA: É Fantástico: o sequestro da notícia alheia

Desde sábado, depois que começou a circular fortemente pelas redes sociais a capa de CartaCapital sobre o consórcio Veja & Cachoeira, a TV Globo desencavou uma notícia velha, dada em primeira mão…também por CartaCapital, sobre a suspeita de um sequestro levado a cabo pelo bicheiro Carlinhos Cachoeira.

Cachoeira e seu advogado, Marcio Thomaz Bastos, durante sessão da CPI do Cachoeira, em 22 de maio. Foto: José Cruz / ABr

O plágio tardio foi uma maneira desesperada de tentar neutralizar a única notícia que realmente ainda interessa sobre o tema, desde a cassação de Demóstenes Torres: as ligações de Policarpo Jr., diretor da Veja em Brasília, com o bicheiro, a quem pediu para grampear um deputado federal.

Botaram a matéria velha no Fantástico e obrigaram O Globo, cada vez mais o primo pobre das Organizações, a repercutir a história. Miserável sina, esta, do velho diário carioca, obrigado a repercutir notícia sequestrada de páginas alheias.

Na edição 698, de 18 de maio passado, CartaCapital trouxe a capa “No mundo de Cachoeira”, uma reportagem de Cynara Menezes sobre os múltiplos esquemas criminosos do bicheiro. Na matéria interna, intitulada “Senhor do submundo”, um dos pontos tratados pela repórter foi, exatamente, o sequestro que a Globo passou o fim de semana apresentando como novidade.

Leiam o texto de Cynara, escrito e publicado há três meses (leia mais clicando AQUI):

“Na quarta-feira 9, o também delegado da PF Raul Alexandre Souza, titular da Operação Vegas, havia relatado à CPI uma “ampla sorte de crimes de natureza grave” cometidos pelo grupo de Cachoeira. Segundo o federal, em determinado momento chegou a temer pela integridade física de um dos membros da quadrilha. Em abril de 2009, narrou o delegado, um funcionário “foi sequestrado e mantido em cárcere privado” pelo fato de Cachoeira desconfiar que o assecla estivesse envolvido no roubo de dinheiro apurado nas máquinas caça-níqueis. Os autores do sequestro teriam sido Jairo Martins e Idalberto Martins de Araújo, o Dada, os arapongas que aparecem nas escutas como fontes constantes do jornalista Policarpo Jr., diretor da sucursal de Brasília da revista Veja.”

Ou seja, vivem num fantástico mundo de bobos e cegos, certos, entre outras alucinações, de que as pessoas só entram na internet para rever os capítulos da novela da Carminha e as gracinhas do Globo Esporte.

Amanhã, terça-feira, dia 14 de agosto, o deputado Dr. Rosinha (PT-PR) vai ao plenário da CPI do Cachoeira pedir a convocação de Policarpo Jr. e dar início à única investigação que realmente precisa ser feita na comissão, já que todo o resto já foi apurado pela Polícia Federal.

Veja sustentava o esquema criminoso de Cachoeira, e vice-versa.

O único sequestro dessa história é o sequestro da verdade, da ética e do jornalismo.

Texto de Leandro Fortes da Carta Capital

A DONDOCA SUBORNADORA, ANDRESSA CACHOEIRA, VAI À CPMI, FAZ CARAS E BOCAS, E SOMATIZA A MUDEZ

Na verdade, a dondoca subornadora Andressa Mendonça, musa da organização criminosa de seu parceiro Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso com sua corriola desde o dia 29 de fevereiro pela Polícia Federal, foi à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) na condição de investigada, para concretizar o que já era esperado: ficar muda e fazer gênero. Aliás, um gênero do mais tosco visto suas maravilhosas companhias e suas atitudes, como querer subornar o juiz federal Alderico Rocha Santos, da 11ª Vara Federal de Goiânia, para que ele livrasse seu santo amante do presídio e das acusações. Atitude de quem escotomiza o princípio do real.

Ela foi chegando como se tudo fosse nada mais do que um salão para espalhar glamour, e disse que iria usar seu direito constitucional de permanecer em silêncio. O senador Vital Rego, presidente da comissão bem que tentou demovê-la de sua decisão, prometendo que se ela resolvesse falar a sessão seria fechada, mas fracassou em seu intento. Ela estava resoluta. O que queria já havia conseguido: os refletores da mídia obscura. Um caso de que pelos dois minutos de fama vale tudo. Até ser personagem ligada a um contraventor que é acusado de toda forma de corrupção.

“Vou exercer meu direito constitucional de permanecer em silêncio”, disse sorrindo a parceira do contraventor Carlinhos Cachoeira, que segundo pesquisa sobre os nomes dos réus no julgamento do mensalão é o maís citado.

Embora acreditando se encontra leve e solta no recinto parlamentar, Andressa, não escapou da língua ferina da senadora Kátia Abreu (PSD/TO) que disse ter sofrido intimidação por parte da dondoca subornadora. E ainda teve que ouvir ser chamada de “mentirosa cascateira” pela senadora do agronegócio.

Outro que também sofreu do transtorno da mudez ao chegar à CPMI, foi o policial aposentado da Polícia Federal, Joaquim Gomes Thomé Neto, que é acusado de ser o espião da quadrilha de Carlinhos Cachoeira. Ele foi convocado à CPMI na condição de testemunha, mas fez valer a força de um habeas-corpus que o permitiu ficar calado.

“Não tenho nada a colaborar”, afirmou ranzinza, e foi dispensado.

CONCLUSÃO DAS INVESTIGAÇÕES DA CPMI DE CACHOEIRA OCORRERÁ DENTRO DO PRAZO

O deputado Paulo Teixeira (PT/SP), vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga a quadrilha do mafioso Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, e suas relações com agentes públicos e empresários em um esquema de corrupção que amealhou milhões de dinheiro público, afirmou que a CPMI vai terminar no prazo certo. Não será necessário.

De acordo com o deputado, o térmico das investigações pode coincidir com o pleito eleitoral. No momento a preocupação da CPMI é começar as conclusões começando pelo fluxo econômico da quadrilha de Cachoeira que movimentou vasta soma de dinheiro através de empresas fantasmas. As conclusões também estão focadas na quantidade de recursos que o grupo criminoso conseguiu, quanto ainda há de recursos e quais os bens envolvidos. Tudo para que a Justiça possa ser acionada e recuperá-lo.

O deputado Teixeira não mostrou preocupação com os habeas-corpus que os envolvidos no esquema mafioso vêm conseguindo para se manterem calados. Ele disse que existem outros meios de investigá-los, como por exemplo, as quebras de sigilos, documentos e escutas telefônicas.

“O presidente Vital Rego e o relator Odair Cunha querem concluir os trabalhos no fim de outubro, que coincide com as eleições. Portanto, não dá para esperar. Além disso, a CPMI deve continuar com suas reuniões ordinárias terças e quartas-feiras.

Temos outros meios de provas como, como quebras de sigilo, documentos e escutas feitas durante o inquérito. Assim, a CPMI já tem muita coisas que estará no relatório do relator Odair Cunha”, observou o deputado.

CACHOEIRA NÃO TEM MAIS ESCRITÓRIO DE MÁRCIO THOMAZ BASTOS COMO SEU DEFENSOR JURÍDICO

Depois que a dondoca, Andressa Mendonça, mulher do mafioso Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso com sua corriola pela Polícia Federal em 29 de fevereiro por ação das operações Vegas e Monte Carlo, aprontou uma das mais ousadas cartadas chantagistas contra o juiz federal Alderico Rocha Santos que julga o processo do meliante, para que ele o livrasse, o grupo de mais sucesso atual na parada da corrupção brasileira levou uma dura derrota.

O escritório de advocacia do ex-defensor de presos políticos no tempo da ditadura militar que dominou o Brasil entre os anos de 1964 e 1985, Márcio Thomaz Bastos, deixou a defesa do contraventor. De acordo com a advogada que pertence ao grupo de Bastos, Dora Cavalcanti Cordani, a petição da saída do caso foi protocolada ontem, dia 31. Falando à imprensa ela afirmou que a saída não tem nada relacionado com a jogada da dondoca Andressa Mendonça. O escritório já havia assumido deixar o caso depois da audiência da 11ª Vara Federal em Goiania.   

“Tínhamos combinado que após as audiências começaríamos a transição para um outro escritório escolhido por eles. Estamos em reunião com a família e acho que até o final da semana já poderemos repassar o processo”, disse Dora Cavalcanti.

Pode ser mera coincidência, a dondoca aprontar vilmente, e Márcio Thomaz Bastos, deixar o caso. Mas os fatos têm que ser tratado de maneira mais clara e convincente. Parece que para Bastos era muito difícil advogar para um acusado fortemente compulsivo e narcisista como é Carlinhos Cachoeira. E mais, em condição de réu altamente comprometido. A prova encontra-se nas quase nenhuma vitória do escritório em defesa do meliante. Tirando o direito que conseguiu na Justiça para que o contraventor ficasse calado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) – o que é constitucional -, o resto foi só derrota. Vários habeas-corpus pedindo a soltura do réu e nenhum acatado pela Justiça.

No cômputo geral, Carlinhos Cachoeira, gastou dinheiro para nada. Mas é dinheiro ganho fácil, por isso ele não deve está lamentando. É por esse ganhar fácil que ele vai gastar mais com o novo escritório de advocacia. 

SETE RÉUS DA AÇÃO PENAL DA OPERAÇÃO MONTE CARLO SE CALAM, UM CHORA E CACHOEIRA FAZ DECLARAÇÃO PIEGAS À SUA MULHER

No depoimento à Justiça Federal de Goiânia os réus que deveriam depor exibiram um espetáculo digno do grotesco. Sete réus da ação penal da Operação Monte Carlo permaneceram calados, um chorou, mas o show bizarro ficou por conta do protagonista maior do espetáculo Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira preso com sua gangue no dia 29 de fevereiro pela Polícia Federal em consequência das operações Vegas e Monte Carlo.

O contraventor, Carlinhos Cachoeira, depois de afirmar que não iria falar, porque o processo contém falhas, passou a elogiar sua mulher, Andressa Mendonça, que fez da prisão de seu homem e da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) uma passarela para exibir de forma cafona sua coleção de vestuários. Com o estilo próprio de gente de sua índole, Carlinhos Cachoeira, teceu elogios piegas para sua dita cuja acreditando serem enunciações de amor. Uma cena que faria os filósofos Plotino e Spinoza, e o psicanalista Lacan tremer na ponta da seta de Cupido. Mas que não escaparia da verve psicanalista de Freud que sabia que a vida psíquica de cada homem revela sua forma de relação amorosa.  

Entretanto, a brevidade da fala de Cachoeira perante o juiz Alderico Rocha, que encerrou a sessão uma hora e meia, depois do início dos depoimentos inexistentes, serviu o quanto o réu maior, Cachoeira, está tripudiando – é um direito seu ? – da Justiça. Quando de seu depoimento na CPMI ele afirmou que não iria falar, e que só se pronunciaria diante da Justiça. O que não fez, já que sua fala foi só para enunciar banalidades. Ou em linguagem mais romântica, amenidades.

“Sofrimento é muito grande. Andressa me deu uma nova vida. Eu te amo (Andressa senta trás dele: “Eu também te amo”). Essa declaração eu queria fazer em público. Hoje estou sofrendo demais, porque virei um leproso judiciário. Quem me deu voto ate agora foram Tourinho de Macapu, que inclusive chamou os outros de justiceiros. Isso me doi muito e um dia isso vai ser esclarecido”, banalizou Cachoeira.

Mas os membros do Ministério Público, engajados e justos em seus assuntos jurídicos, não se deixaram afetar. Eles viram no comportamento dos réus um ato que não melhora em nada suas situações. Segundo o juiz será aberto um prazo de três para que os réus peçam novas provas no processo, e o Ministério Público já afirmou que não será preciso mais diligências.

“O fato de eles terem ficado calados não influencia nas provas que já estão nos autos”, sentenciou a procuradora Lea Batista.

Se houver diligências, assim que elas terminem começa o prazo de alegações finais das partes e o processo vai para o juiz que por sua vez prepara seu voto. E a expectativa do juiz Rocha é que dentro de mês seja anunciado o veredito.

Até lá, possivelmente, Cachoeira, continuará calado diante da Justiça, e se desmanchando em pieguismo lacrimoso à sua desfilante mulher. E a sociedade esperando a conclusão do processo de olho na democracia contra a corrupção. 

CACHOEIRA VAI JORRAR. JUSTIÇA DECIDE QUE ELE FALE EM SEU DEPOIMENTO

Outro revés sofreu o mafioso Carlinhos Cachoeira. O juiz federal Alexandre Franco do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que substitui temporariamente o desembargador Tourinho Neto, que já decidiu em favor de Carlinhos Cachoeira em muitas ocasiões, negou o pedido de seus advogados para que o contraventor permaneça calado durante seu depoimento à Justiça do estado de Goiás. Agora ele terá que falar sobre os motivos que o levaram à penitenciária.

Como o depoimento de Cachoeira será amanhã, dia 25, ele foi transferido da Penitenciária da Papuda, em Brasília, para a Superintendência da Polícia Federal, em Goiânia, onde foi submetido a testes psiquiátricos. O depoimento era para ocorrer no começo do mês de junho, mas a força de uma liminar concedida pelo desembargador Tourinho Neto ao mafioso protelou o depoimento. Agora Cachoeira vai ter que falar.

        

JUSTIÇA NEGA PEDIDO PARA QUE CHACHOEIRA SEJA SOLTO

Os advogados do contraventor Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso junto com sua gangue pela Polícia Federal por força das operações Vegas e Monte Carlo, sofreram mais uma negação da Justiça que não dorme diante de fatos como os cometido por seu constituinte.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ari Pargendller, negou o pedido de soltura de Carlinhos Cachoeira pedido por seus advogados, na pessoa do advogado Márcio Thomas Bastos, ex-defensor de presos políticos no tempo da ditadura militar que tomou conta do Brasil entre os anos de 1964 e 1985. Márcio Bastos e seus parceiros tentaram suspender a liminar do ministro Gilson Dipp que mantém Cachoeira preso.

Mas Ari Pargendller argumentou que o juiz de plantão não revisar decisão do juiz natural, que “relatou e decidiu durante as atividades do tribunal, E nem evocar a competência já submetida à Terceira Seção.

“A evocação é via de uma só direção, partindo do órgão colegiado para o singular, e não o contrário”, argumentou o presidente do STJ. 

MINISTRO DA JUSTIÇA DIZ QUE GOVERNO ENCONTRA-SE COMPROMETIDO NO ESCLARECIMENTO RÁPIDO DO ASSASSINATO DO AGENTE

Em entrevista concedida após o encerramento do Simpósio de Segurança em Grandes Eventos Esportivos – Experiência Alemã, o ministro da Justiça Eduardo Cardozo, disse que o governo federal encontra-se comprometido com esclarecimento rápido sobre a morte do agente federal, Wilton Tapajós, assassinado, na terça-feira, com dois tiros na cabeça no cemitério, em Brasília, no momento em que visitava o túmulo de seus pais.

O agente federal participou de várias operações importantes como o combate à pedofilia, tráfico de drogas e a Operação Monte Carlo que resultou na prisão do mafioso Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, junto com seu bando.

“O que eu posso dizer, até o momento, é que qualquer afirmação em relação a essas duas situações, seria leviana. Há muitas conjecturas, algumas delas vêm sendo reproduzidas pela imprensa, mas temos que ter a responsabilidade de apenas fazermos afirmações quando tivermos indícios suficientes que nos levem a uma convicção.

A orientação que nós demos aos responsáveis por essa investigação é que atuem com a maior rapidez possível, para que possamos identificar as causas deste homicídio e os seus autores. Mas até o momento eu não tenho nada a falar relativamente aos resultados das investigações e não me permitiria tecer qualquer consideração ou ilação que antecipasse um resultado que ainda não existe.

Eu acho que quando se faz uma boa investigação, seja por cautela, respeito a opinião pública ou para não atrapalhar a própria investigação, é necessário que tenhamos o devido comedimento para que não expressemos as nossas impressões. Mas eu repito: todas as hipóteses possíveis sobre esse caso obviamente estão sendo levadas em cona nas investigações. Uma boa investigação é aquela que não exclui nenhuma hipótese possível”, afirmou o ministro.

Enquanto isso, dois após do assassinato do agente federal, Wilton Tapajó, o escrivão móvel da Polícia Federal, Fernando Scuri Lima, de 35 anos, foi encontrado por sua esposa, Soraia Perreira Pessoa, morto dentro de sua residência, no Jardim Botânico. De acordo com a Polícia Civil, o escrivão pode ter se suicidado. No local onde encontrava seus corpo havia uma grande quantidade de sangue.

Segundo informação de Soraia Pereira Pessoa, o escrivão encontrava-se sob tratamento de depressão e tomava remédio controlado. Mas a morte do escrivão, Fernando Scuri Lima, apresenta uma relação com o assassinato do agente Wilton Tapajós. Ele também, segundo especulações, por ser um escrivão móvel, deve ter participado da Operação Monte Carlo que prendeu Carlinhos Cachoeira com sua gangue.

MINISTRO DA JUSTIÇA E POLÍCIA FEDERAL DIZEM SER PRECIPITADO, NO MOMENTO, INDICAR MOTIVO DO ASSASSINATO DO AGENTE FEDERAL

Falando sobre o  assassinato do policial federal Wilton Tapajós, com dois tiros na cabeça, ocorrido na terça-feira no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, enquanto ele fazia uma visita ao túmulo de seus país, o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, afirmou que a Polícia Federal vai apurar com rigor o crime. E que é precipitado relacionar o assassinato do agente a operações realizadas pela Polícia Federal.

O ministro se referiu às operações que o policial federal, Wilton Tapajós, participou como a Operação Monte Carlo que prendeu o mafiosos Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, acusado como chefe de uma organização criminosa que envolvia parlamentares, agentes de polícias, e empresas.

“Não vou afirmar nem que há indícios nem que não há, porque afirmação nesse momento seria absolutamente leviana. Estamos tentando elucidar este assassinato.

Vamos aprofundar as investigações e, a partir do que for apurado, tomar as providências”, disse o ministro Cardozo.

Por sua vez, a Federação Nacional dos Policias Federais divulgou nota lamentando o assassinato do agente e afirmando acreditar que as investigações conduzidas pelas Polícia Civil do Distrito Federal e a Polícia Federal conseguirão apontar os responsáveis pelo crime. Ainda na nota, a federação afirma que no momento não é possível apontar o motivo do crime.

Diante do fato envolver alguém que profissionalmente atuou em uma operação policial que prendeu o contraventor Carlinhos Cachoeira, o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, Vital Rego (PMDB/PB), afirmou que designou policias federais que encontram-se a serviço da comissão, para companhar o caso, porque ele não descartou a possibilidade de que o crime esteja relacionado com o caso Carlinhos Cachoeira. E se ficar comprovado que o assassinato tem relação com Cachoeira a comissão vai tomar as atitudes necessárias.

“É um caso da polícia inicialmente, mas já acionei os policiais federais que estão à disposição da CPMI. Eles vão acompanhar os procedimentos de investigação e vão, diuturnamente, prestar esclarecimentos a esta presidência.

De acordo com o desenrolar dos fatos, esta presidência vai tomar as atitudes. Se houver ligação com o foco da CPMI, vamos tomar as atitudes necessárias”, disse Rego. 

NOVA DENÚNCIA CONTRA PERILLO LEVA SEU PARTIDO, PSDB, A TENTAR LHE PROTEGER, MAS PETISTA PEDE SEU IMPEACHMENT

Diante de novas denúncias do envolvimento do governador de Goiás, Marconi Perillo, PSDB, com o esquema do crime organizado comandado pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso com seu bando pela Polícia Federal por força das operações Vegas e Monte Carlo, que mostra que sua casa foi comprada através de um esquema de corrupção montado por Carlinhos Cachoeira e a empresa de construção Delta, o partido reacionário resolveu defendê-lo e acusar o Partido dos Trabalhadores.

Antes das denúncias incontestáveis apresentadas pela Polícia Federal em seu relatório entregue à Procuradoria-Geral da República, os dirigentes do PSDB haviam dito que não iriam se impor à sua nova convocação para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). Entretanto, após a imprensa de São Paulo divulgar matéria que o partido estudava a possibilidade de tirar seu apoio ao governador, o partido resolveu apoiar seu membro denunciado. O que tudo indica, em função da inevitável cassação de seu governador, cada vez mais comprometido com o esquema de corrupção.

Analisando a situação do governador Perillo, o deputado Jilmar Tatto (PT/SP), e líder do PT na Câmara, afirmou, que, em função de sua ligação com o contraventor e de ter mentido quando foi depor na CPMI, Perillo, não deveria ser convocado novamente a depor na comissão, e que a Assembleia Legislativa de Goiás deveria abrir processo de cassação contra ele.

“Eu acho que não tem de convocar. Para quê? Para dar o showzinho dele? Bobagem. O que a CPI deveria fazer é representá-lo no Ministério Público para que esse possa representá-lo no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

É uma temeridade para Goiás ele continuar governador”, sentenciou o deputado.

SENADOR RANDOLFE RODRIGUES ENTRA COM REQUERIMENTO JUNTO À CPMI PARA QUE PERILLO VOLTE A DEPOR COMO INDICIADO

A Mesa Diretora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) recebeu do deputado socialista, Randolfe Rodrigues, um requerimento pedindo que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB/GO), acusado de estar envolvido na organização criminosa comandada por Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso com seu bando pela Polícia Federal por força das operações Vegas e Monte Carlo, volte a depor na comissão. Dessa vez como indiciado.

O motivo que levou o PSOL a entrar com o requerimento foi que quando o governado Marconi Perillo, membro do partido reacionário PASDB, esteve na comissão para depor como testemunha, afirmou que a casa que vendera para o contraventor, Carlinhos Cachoeira, havia ocorrido em uma operação comercial legal, mas agora, segundo relatório da Policia Federal, a casa foi comprada pelo contraventor em acordo com a empresa de construção Delta. Motivo que fez com que o senador ilustres do PSOL, Randolfe Rodrigues do Amapá, se prontificasse a pedir a volta de Perillo à comissão para depor como indiciado.

A trama obscura da venda da casa não foi esclarecida por Perillo quando o mesmo foi à comissão. Embora ele tenha saído do depoimento com ar de quem havia se livrado de qualquer suspeita. Só que ele não contava com o relatório da Polícia Federal contendo 73 páginas mostrando 169 telefonemas que lhe implicam junto à Carlinhos Cachoeira. Além de mostrar, com detalhes, a trama da venda da casa, onde aparecem laranjas, Delta, Cachoeira e parentes.

O relatório mostra ainda como o mafioso intermediou um acordo entre Perillo e os donos da Delta, onde ele pagaria à empresa o que o governo de Goiás lhe devia, e ela, por sua vez, pagaria à Perillo. A velha corrupção propineira. A razão de muitos homens e mulheres quererem se imiscuir no Executivo e Legislativo. O relatório foi entregue pela Polícia Federal à Procuradoria-Geral da República no dia 27 sob os cuidados da subprocuradora Lindora de Araujo.

Perillo, questionado sobre o relatório publicado na imprensa, afirmou que não se pronunciaria, porque todos os fatos relevantes já haviam sidos esclarecidos à comissão, à sociedade e à própria imprensa, e que agora estava se dedicando somente aos negócios de seu estado. 

PT VAI CONVOCAR PREFEITO DE PALMAS PARA EXPLICAR A DENÚNCIA DE SUA RELAÇÃO COM CACHOEIRA

O prefeito de Palmas, Raul Filho, do Partido dos Trabalhadores que aparece em gravações da Polícia Federal em conversas íntimas e comprometedoras ao decoro executivo, vai prestar esclarecimento dessa sua relação promíscua. Ele aparece em gravações pedindo que Cachoeira promova um show para sua campanha em 2004, além de se comprometer em facilitar ações do contraventor em Palmas. A informação é da Executiva do Partido dos Trabalhadores do Tocantins.

A reunião da executiva que tratou da convocação de Raul Filho para explicar seu relacionamento com o mafioso Carlinhos Cachoeira ocorreu na noite de ontem terça-feira, dia 3. A executiva também defendeu que o prefeito, amigo de Cachoeira, seja convocado para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).

Donizeti Nogueira, presidente estadual do partido disse que a convocação de Raul Filho pode ocorrer ainda essa semana, e que ver com grande preocupação as denúncias. Por isso, ele espera que a CPMI vá além nas investigações.

Se referindo ao pedido de ajuda para a campanha do prefeito ao contraventor, Donizeti, disse que tem perspectivas para que a CPMI crie um projeto de reforma política para acabar com esse vício.

“Isso revela o fracasso que o sistema eleitoral brasileiro. A minha perspectiva é que a CPMI apresente para a sociedade brasileira um projeto de reforma política que dê conta de superar esse vício”, disse Donizeti.

Esse  tipo de conduta corrupta do prefeito Raul Filho, já era esperada em função dele haver, no passado, apresentado um comportamento rejeitado pelo Partido dos Trabalhadores, mas ao mesmo tempo aceito. É que o prefeito no ano passado teve uma conduta contrária à posição do partido. Ele apoiou João Ribeiro, do PR, à reeleição ao Senado, mesmo o PT tendo seu próprio candidato, Paulo Mourão.

Por essa decisão, ele foi expulso do partido, entretanto ele recorreu à Executiva Nacional, e foi novamente reconduzido à legenda. O que infere-se é que mesmo que o PT queira se mostrar distante da relação de Raul com Cachoeira, ele também encontra-se compromissado com essa relação antidemocrática de seu membro. 

IGNORANDO QUE O PERDÃO NÃO PASSA PELO SISTEMA NERVOSO CENTRAL, DEMÓSTENES PEDE PERDÃO AOS SENADORES

O senador Demóstenes Sem Partido Torres, amicíssimo do mafioso Carlinhos Cachoeira, sentindo que a cassação de seu mandato parlamentar, que marcou o encontro decisivo no dia 11 de julho, se move sem nenhum obstáculo em sua direção, resolveu tentar gorar o encontro se apresentando no púlpito do Senado para discursar em sua salvação.

Demóstenes, que já mostrou que é campeão em dissimulação – fingir ser algo sem ser -, em seu discurso, possivelmente tentando afetar de caridade seus pares, citou nominalmente a maioria do corpo senatorial. Um número capaz de no dia da votação de sua cassação pesar como força de absolvição. Com ar complacente de coroinha diante do vigário, ele, afirmou ser vítima de uma processo de difamação construído com o vazamento de gravações realizadas pela Polícia Federal nas operação Vegas e Monte Carlo.

Demóstenes Sem Partido Torres, afirmou ser amigo do contraventor Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso no dia 29 de fevereiro com seu bando pela Policia Federal por força das operações Vegas e Monte Carlo, mas que jamais colocou seu cargo à serviço dele. Tudo que as gravações da Polícia Federal provam o contrário. Disse que está muito “envergonhado” e que ainda não teve como falar com um a um dos senadores para pedir perdão. Quando tentou falar sentiu “vergonha”.

Pode até ter ocorrido que os fatos tenham afetado o senador lhe causando um transtorno de difícil tratamento. O efeito de um corpo que lhe deixou uma marca de preocupação diante do olhar do outro, mas, seguindo Marx, nenhuma vergonha, posto que, como diz o filósofo do Capital, a vergonha é a cólera contra si mesmo, por isso revolucionária. Nada do que Demóstenes expresse.

“Nada fiz para merecer a desconstrução de minha honra. Em virtude desses diálogos divulgados a conta-gotas, fui delineado como vilão que tanto combati. Estou aqui de consciência tranquila, lutando pelo meu mandato. A todos reafirmo minha inocência.

Nunca tive negócios legais ou ilegais com ele. Não tive sociedade e participação em delitos investigados pelas operações Vegas e Monte Carlo. Não, eu não coloquei meu mandato a serviço de Cachoeira e sim a serviço das forças produtivas do meu estado e do meu Brasil.

Ainda não conversei com todos os senhores e senhoras. Não tive a oportunidade de falar e, quando tive, fiquei com vergonha.

Tenham a certeza, sou inocente. Obrigado, senhor presidente. Amanhã estarei aqui de novo”, discursou o amicíssimo do contraventor Carlinhos Cachoeira.

Demóstenes é como os que ignoram que o perdão é produto da imaginação, ou superstição, sobre um efeito cuja causa dolorosa enfraqueceu o sujeito afetado. Essa causa, sim, passou pelo sistema nervoso. Como o perdão é imaginação ele não muda de nenhuma maneira o efeito da causa destruidora.

Logo, o perdão que Demóstenes procura, mesmo que ele seja concedido, não muda nada no corpo político afetado dolorosamente por Demóstenes. 


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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