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A DONDOCA SUBORNADORA, ANDRESSA CACHOEIRA, VAI À CPMI, FAZ CARAS E BOCAS, E SOMATIZA A MUDEZ

Na verdade, a dondoca subornadora Andressa Mendonça, musa da organização criminosa de seu parceiro Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso com sua corriola desde o dia 29 de fevereiro pela Polícia Federal, foi à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) na condição de investigada, para concretizar o que já era esperado: ficar muda e fazer gênero. Aliás, um gênero do mais tosco visto suas maravilhosas companhias e suas atitudes, como querer subornar o juiz federal Alderico Rocha Santos, da 11ª Vara Federal de Goiânia, para que ele livrasse seu santo amante do presídio e das acusações. Atitude de quem escotomiza o princípio do real.

Ela foi chegando como se tudo fosse nada mais do que um salão para espalhar glamour, e disse que iria usar seu direito constitucional de permanecer em silêncio. O senador Vital Rego, presidente da comissão bem que tentou demovê-la de sua decisão, prometendo que se ela resolvesse falar a sessão seria fechada, mas fracassou em seu intento. Ela estava resoluta. O que queria já havia conseguido: os refletores da mídia obscura. Um caso de que pelos dois minutos de fama vale tudo. Até ser personagem ligada a um contraventor que é acusado de toda forma de corrupção.

“Vou exercer meu direito constitucional de permanecer em silêncio”, disse sorrindo a parceira do contraventor Carlinhos Cachoeira, que segundo pesquisa sobre os nomes dos réus no julgamento do mensalão é o maís citado.

Embora acreditando se encontra leve e solta no recinto parlamentar, Andressa, não escapou da língua ferina da senadora Kátia Abreu (PSD/TO) que disse ter sofrido intimidação por parte da dondoca subornadora. E ainda teve que ouvir ser chamada de “mentirosa cascateira” pela senadora do agronegócio.

Outro que também sofreu do transtorno da mudez ao chegar à CPMI, foi o policial aposentado da Polícia Federal, Joaquim Gomes Thomé Neto, que é acusado de ser o espião da quadrilha de Carlinhos Cachoeira. Ele foi convocado à CPMI na condição de testemunha, mas fez valer a força de um habeas-corpus que o permitiu ficar calado.

“Não tenho nada a colaborar”, afirmou ranzinza, e foi dispensado.

CONCLUSÃO DAS INVESTIGAÇÕES DA CPMI DE CACHOEIRA OCORRERÁ DENTRO DO PRAZO

O deputado Paulo Teixeira (PT/SP), vice-presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investiga a quadrilha do mafioso Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, e suas relações com agentes públicos e empresários em um esquema de corrupção que amealhou milhões de dinheiro público, afirmou que a CPMI vai terminar no prazo certo. Não será necessário.

De acordo com o deputado, o térmico das investigações pode coincidir com o pleito eleitoral. No momento a preocupação da CPMI é começar as conclusões começando pelo fluxo econômico da quadrilha de Cachoeira que movimentou vasta soma de dinheiro através de empresas fantasmas. As conclusões também estão focadas na quantidade de recursos que o grupo criminoso conseguiu, quanto ainda há de recursos e quais os bens envolvidos. Tudo para que a Justiça possa ser acionada e recuperá-lo.

O deputado Teixeira não mostrou preocupação com os habeas-corpus que os envolvidos no esquema mafioso vêm conseguindo para se manterem calados. Ele disse que existem outros meios de investigá-los, como por exemplo, as quebras de sigilos, documentos e escutas telefônicas.

“O presidente Vital Rego e o relator Odair Cunha querem concluir os trabalhos no fim de outubro, que coincide com as eleições. Portanto, não dá para esperar. Além disso, a CPMI deve continuar com suas reuniões ordinárias terças e quartas-feiras.

Temos outros meios de provas como, como quebras de sigilo, documentos e escutas feitas durante o inquérito. Assim, a CPMI já tem muita coisas que estará no relatório do relator Odair Cunha”, observou o deputado.

CACHOEIRA NÃO TEM MAIS ESCRITÓRIO DE MÁRCIO THOMAZ BASTOS COMO SEU DEFENSOR JURÍDICO

Depois que a dondoca, Andressa Mendonça, mulher do mafioso Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso com sua corriola pela Polícia Federal em 29 de fevereiro por ação das operações Vegas e Monte Carlo, aprontou uma das mais ousadas cartadas chantagistas contra o juiz federal Alderico Rocha Santos que julga o processo do meliante, para que ele o livrasse, o grupo de mais sucesso atual na parada da corrupção brasileira levou uma dura derrota.

O escritório de advocacia do ex-defensor de presos políticos no tempo da ditadura militar que dominou o Brasil entre os anos de 1964 e 1985, Márcio Thomaz Bastos, deixou a defesa do contraventor. De acordo com a advogada que pertence ao grupo de Bastos, Dora Cavalcanti Cordani, a petição da saída do caso foi protocolada ontem, dia 31. Falando à imprensa ela afirmou que a saída não tem nada relacionado com a jogada da dondoca Andressa Mendonça. O escritório já havia assumido deixar o caso depois da audiência da 11ª Vara Federal em Goiania.   

“Tínhamos combinado que após as audiências começaríamos a transição para um outro escritório escolhido por eles. Estamos em reunião com a família e acho que até o final da semana já poderemos repassar o processo”, disse Dora Cavalcanti.

Pode ser mera coincidência, a dondoca aprontar vilmente, e Márcio Thomaz Bastos, deixar o caso. Mas os fatos têm que ser tratado de maneira mais clara e convincente. Parece que para Bastos era muito difícil advogar para um acusado fortemente compulsivo e narcisista como é Carlinhos Cachoeira. E mais, em condição de réu altamente comprometido. A prova encontra-se nas quase nenhuma vitória do escritório em defesa do meliante. Tirando o direito que conseguiu na Justiça para que o contraventor ficasse calado na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) – o que é constitucional -, o resto foi só derrota. Vários habeas-corpus pedindo a soltura do réu e nenhum acatado pela Justiça.

No cômputo geral, Carlinhos Cachoeira, gastou dinheiro para nada. Mas é dinheiro ganho fácil, por isso ele não deve está lamentando. É por esse ganhar fácil que ele vai gastar mais com o novo escritório de advocacia. 

SETE RÉUS DA AÇÃO PENAL DA OPERAÇÃO MONTE CARLO SE CALAM, UM CHORA E CACHOEIRA FAZ DECLARAÇÃO PIEGAS À SUA MULHER

No depoimento à Justiça Federal de Goiânia os réus que deveriam depor exibiram um espetáculo digno do grotesco. Sete réus da ação penal da Operação Monte Carlo permaneceram calados, um chorou, mas o show bizarro ficou por conta do protagonista maior do espetáculo Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira preso com sua gangue no dia 29 de fevereiro pela Polícia Federal em consequência das operações Vegas e Monte Carlo.

O contraventor, Carlinhos Cachoeira, depois de afirmar que não iria falar, porque o processo contém falhas, passou a elogiar sua mulher, Andressa Mendonça, que fez da prisão de seu homem e da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) uma passarela para exibir de forma cafona sua coleção de vestuários. Com o estilo próprio de gente de sua índole, Carlinhos Cachoeira, teceu elogios piegas para sua dita cuja acreditando serem enunciações de amor. Uma cena que faria os filósofos Plotino e Spinoza, e o psicanalista Lacan tremer na ponta da seta de Cupido. Mas que não escaparia da verve psicanalista de Freud que sabia que a vida psíquica de cada homem revela sua forma de relação amorosa.  

Entretanto, a brevidade da fala de Cachoeira perante o juiz Alderico Rocha, que encerrou a sessão uma hora e meia, depois do início dos depoimentos inexistentes, serviu o quanto o réu maior, Cachoeira, está tripudiando – é um direito seu ? – da Justiça. Quando de seu depoimento na CPMI ele afirmou que não iria falar, e que só se pronunciaria diante da Justiça. O que não fez, já que sua fala foi só para enunciar banalidades. Ou em linguagem mais romântica, amenidades.

“Sofrimento é muito grande. Andressa me deu uma nova vida. Eu te amo (Andressa senta trás dele: “Eu também te amo”). Essa declaração eu queria fazer em público. Hoje estou sofrendo demais, porque virei um leproso judiciário. Quem me deu voto ate agora foram Tourinho de Macapu, que inclusive chamou os outros de justiceiros. Isso me doi muito e um dia isso vai ser esclarecido”, banalizou Cachoeira.

Mas os membros do Ministério Público, engajados e justos em seus assuntos jurídicos, não se deixaram afetar. Eles viram no comportamento dos réus um ato que não melhora em nada suas situações. Segundo o juiz será aberto um prazo de três para que os réus peçam novas provas no processo, e o Ministério Público já afirmou que não será preciso mais diligências.

“O fato de eles terem ficado calados não influencia nas provas que já estão nos autos”, sentenciou a procuradora Lea Batista.

Se houver diligências, assim que elas terminem começa o prazo de alegações finais das partes e o processo vai para o juiz que por sua vez prepara seu voto. E a expectativa do juiz Rocha é que dentro de mês seja anunciado o veredito.

Até lá, possivelmente, Cachoeira, continuará calado diante da Justiça, e se desmanchando em pieguismo lacrimoso à sua desfilante mulher. E a sociedade esperando a conclusão do processo de olho na democracia contra a corrupção. 

CACHOEIRA VAI JORRAR. JUSTIÇA DECIDE QUE ELE FALE EM SEU DEPOIMENTO

Outro revés sofreu o mafioso Carlinhos Cachoeira. O juiz federal Alexandre Franco do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1), que substitui temporariamente o desembargador Tourinho Neto, que já decidiu em favor de Carlinhos Cachoeira em muitas ocasiões, negou o pedido de seus advogados para que o contraventor permaneça calado durante seu depoimento à Justiça do estado de Goiás. Agora ele terá que falar sobre os motivos que o levaram à penitenciária.

Como o depoimento de Cachoeira será amanhã, dia 25, ele foi transferido da Penitenciária da Papuda, em Brasília, para a Superintendência da Polícia Federal, em Goiânia, onde foi submetido a testes psiquiátricos. O depoimento era para ocorrer no começo do mês de junho, mas a força de uma liminar concedida pelo desembargador Tourinho Neto ao mafioso protelou o depoimento. Agora Cachoeira vai ter que falar.

        

JUSTIÇA NEGA PEDIDO PARA QUE CHACHOEIRA SEJA SOLTO

Os advogados do contraventor Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso junto com sua gangue pela Polícia Federal por força das operações Vegas e Monte Carlo, sofreram mais uma negação da Justiça que não dorme diante de fatos como os cometido por seu constituinte.

O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Ari Pargendller, negou o pedido de soltura de Carlinhos Cachoeira pedido por seus advogados, na pessoa do advogado Márcio Thomas Bastos, ex-defensor de presos políticos no tempo da ditadura militar que tomou conta do Brasil entre os anos de 1964 e 1985. Márcio Bastos e seus parceiros tentaram suspender a liminar do ministro Gilson Dipp que mantém Cachoeira preso.

Mas Ari Pargendller argumentou que o juiz de plantão não revisar decisão do juiz natural, que “relatou e decidiu durante as atividades do tribunal, E nem evocar a competência já submetida à Terceira Seção.

“A evocação é via de uma só direção, partindo do órgão colegiado para o singular, e não o contrário”, argumentou o presidente do STJ. 

MINISTRO DA JUSTIÇA DIZ QUE GOVERNO ENCONTRA-SE COMPROMETIDO NO ESCLARECIMENTO RÁPIDO DO ASSASSINATO DO AGENTE

Em entrevista concedida após o encerramento do Simpósio de Segurança em Grandes Eventos Esportivos – Experiência Alemã, o ministro da Justiça Eduardo Cardozo, disse que o governo federal encontra-se comprometido com esclarecimento rápido sobre a morte do agente federal, Wilton Tapajós, assassinado, na terça-feira, com dois tiros na cabeça no cemitério, em Brasília, no momento em que visitava o túmulo de seus pais.

O agente federal participou de várias operações importantes como o combate à pedofilia, tráfico de drogas e a Operação Monte Carlo que resultou na prisão do mafioso Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, junto com seu bando.

“O que eu posso dizer, até o momento, é que qualquer afirmação em relação a essas duas situações, seria leviana. Há muitas conjecturas, algumas delas vêm sendo reproduzidas pela imprensa, mas temos que ter a responsabilidade de apenas fazermos afirmações quando tivermos indícios suficientes que nos levem a uma convicção.

A orientação que nós demos aos responsáveis por essa investigação é que atuem com a maior rapidez possível, para que possamos identificar as causas deste homicídio e os seus autores. Mas até o momento eu não tenho nada a falar relativamente aos resultados das investigações e não me permitiria tecer qualquer consideração ou ilação que antecipasse um resultado que ainda não existe.

Eu acho que quando se faz uma boa investigação, seja por cautela, respeito a opinião pública ou para não atrapalhar a própria investigação, é necessário que tenhamos o devido comedimento para que não expressemos as nossas impressões. Mas eu repito: todas as hipóteses possíveis sobre esse caso obviamente estão sendo levadas em cona nas investigações. Uma boa investigação é aquela que não exclui nenhuma hipótese possível”, afirmou o ministro.

Enquanto isso, dois após do assassinato do agente federal, Wilton Tapajó, o escrivão móvel da Polícia Federal, Fernando Scuri Lima, de 35 anos, foi encontrado por sua esposa, Soraia Perreira Pessoa, morto dentro de sua residência, no Jardim Botânico. De acordo com a Polícia Civil, o escrivão pode ter se suicidado. No local onde encontrava seus corpo havia uma grande quantidade de sangue.

Segundo informação de Soraia Pereira Pessoa, o escrivão encontrava-se sob tratamento de depressão e tomava remédio controlado. Mas a morte do escrivão, Fernando Scuri Lima, apresenta uma relação com o assassinato do agente Wilton Tapajós. Ele também, segundo especulações, por ser um escrivão móvel, deve ter participado da Operação Monte Carlo que prendeu Carlinhos Cachoeira com sua gangue.

MINISTRO DA JUSTIÇA E POLÍCIA FEDERAL DIZEM SER PRECIPITADO, NO MOMENTO, INDICAR MOTIVO DO ASSASSINATO DO AGENTE FEDERAL

Falando sobre o  assassinato do policial federal Wilton Tapajós, com dois tiros na cabeça, ocorrido na terça-feira no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, enquanto ele fazia uma visita ao túmulo de seus país, o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, afirmou que a Polícia Federal vai apurar com rigor o crime. E que é precipitado relacionar o assassinato do agente a operações realizadas pela Polícia Federal.

O ministro se referiu às operações que o policial federal, Wilton Tapajós, participou como a Operação Monte Carlo que prendeu o mafiosos Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, acusado como chefe de uma organização criminosa que envolvia parlamentares, agentes de polícias, e empresas.

“Não vou afirmar nem que há indícios nem que não há, porque afirmação nesse momento seria absolutamente leviana. Estamos tentando elucidar este assassinato.

Vamos aprofundar as investigações e, a partir do que for apurado, tomar as providências”, disse o ministro Cardozo.

Por sua vez, a Federação Nacional dos Policias Federais divulgou nota lamentando o assassinato do agente e afirmando acreditar que as investigações conduzidas pelas Polícia Civil do Distrito Federal e a Polícia Federal conseguirão apontar os responsáveis pelo crime. Ainda na nota, a federação afirma que no momento não é possível apontar o motivo do crime.

Diante do fato envolver alguém que profissionalmente atuou em uma operação policial que prendeu o contraventor Carlinhos Cachoeira, o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira, Vital Rego (PMDB/PB), afirmou que designou policias federais que encontram-se a serviço da comissão, para companhar o caso, porque ele não descartou a possibilidade de que o crime esteja relacionado com o caso Carlinhos Cachoeira. E se ficar comprovado que o assassinato tem relação com Cachoeira a comissão vai tomar as atitudes necessárias.

“É um caso da polícia inicialmente, mas já acionei os policiais federais que estão à disposição da CPMI. Eles vão acompanhar os procedimentos de investigação e vão, diuturnamente, prestar esclarecimentos a esta presidência.

De acordo com o desenrolar dos fatos, esta presidência vai tomar as atitudes. Se houver ligação com o foco da CPMI, vamos tomar as atitudes necessárias”, disse Rego. 

NOVA DENÚNCIA CONTRA PERILLO LEVA SEU PARTIDO, PSDB, A TENTAR LHE PROTEGER, MAS PETISTA PEDE SEU IMPEACHMENT

Diante de novas denúncias do envolvimento do governador de Goiás, Marconi Perillo, PSDB, com o esquema do crime organizado comandado pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso com seu bando pela Polícia Federal por força das operações Vegas e Monte Carlo, que mostra que sua casa foi comprada através de um esquema de corrupção montado por Carlinhos Cachoeira e a empresa de construção Delta, o partido reacionário resolveu defendê-lo e acusar o Partido dos Trabalhadores.

Antes das denúncias incontestáveis apresentadas pela Polícia Federal em seu relatório entregue à Procuradoria-Geral da República, os dirigentes do PSDB haviam dito que não iriam se impor à sua nova convocação para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI). Entretanto, após a imprensa de São Paulo divulgar matéria que o partido estudava a possibilidade de tirar seu apoio ao governador, o partido resolveu apoiar seu membro denunciado. O que tudo indica, em função da inevitável cassação de seu governador, cada vez mais comprometido com o esquema de corrupção.

Analisando a situação do governador Perillo, o deputado Jilmar Tatto (PT/SP), e líder do PT na Câmara, afirmou, que, em função de sua ligação com o contraventor e de ter mentido quando foi depor na CPMI, Perillo, não deveria ser convocado novamente a depor na comissão, e que a Assembleia Legislativa de Goiás deveria abrir processo de cassação contra ele.

“Eu acho que não tem de convocar. Para quê? Para dar o showzinho dele? Bobagem. O que a CPI deveria fazer é representá-lo no Ministério Público para que esse possa representá-lo no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

É uma temeridade para Goiás ele continuar governador”, sentenciou o deputado.

SENADOR RANDOLFE RODRIGUES ENTRA COM REQUERIMENTO JUNTO À CPMI PARA QUE PERILLO VOLTE A DEPOR COMO INDICIADO

A Mesa Diretora da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) recebeu do deputado socialista, Randolfe Rodrigues, um requerimento pedindo que o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB/GO), acusado de estar envolvido na organização criminosa comandada por Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso com seu bando pela Polícia Federal por força das operações Vegas e Monte Carlo, volte a depor na comissão. Dessa vez como indiciado.

O motivo que levou o PSOL a entrar com o requerimento foi que quando o governado Marconi Perillo, membro do partido reacionário PASDB, esteve na comissão para depor como testemunha, afirmou que a casa que vendera para o contraventor, Carlinhos Cachoeira, havia ocorrido em uma operação comercial legal, mas agora, segundo relatório da Policia Federal, a casa foi comprada pelo contraventor em acordo com a empresa de construção Delta. Motivo que fez com que o senador ilustres do PSOL, Randolfe Rodrigues do Amapá, se prontificasse a pedir a volta de Perillo à comissão para depor como indiciado.

A trama obscura da venda da casa não foi esclarecida por Perillo quando o mesmo foi à comissão. Embora ele tenha saído do depoimento com ar de quem havia se livrado de qualquer suspeita. Só que ele não contava com o relatório da Polícia Federal contendo 73 páginas mostrando 169 telefonemas que lhe implicam junto à Carlinhos Cachoeira. Além de mostrar, com detalhes, a trama da venda da casa, onde aparecem laranjas, Delta, Cachoeira e parentes.

O relatório mostra ainda como o mafioso intermediou um acordo entre Perillo e os donos da Delta, onde ele pagaria à empresa o que o governo de Goiás lhe devia, e ela, por sua vez, pagaria à Perillo. A velha corrupção propineira. A razão de muitos homens e mulheres quererem se imiscuir no Executivo e Legislativo. O relatório foi entregue pela Polícia Federal à Procuradoria-Geral da República no dia 27 sob os cuidados da subprocuradora Lindora de Araujo.

Perillo, questionado sobre o relatório publicado na imprensa, afirmou que não se pronunciaria, porque todos os fatos relevantes já haviam sidos esclarecidos à comissão, à sociedade e à própria imprensa, e que agora estava se dedicando somente aos negócios de seu estado. 

PT VAI CONVOCAR PREFEITO DE PALMAS PARA EXPLICAR A DENÚNCIA DE SUA RELAÇÃO COM CACHOEIRA

O prefeito de Palmas, Raul Filho, do Partido dos Trabalhadores que aparece em gravações da Polícia Federal em conversas íntimas e comprometedoras ao decoro executivo, vai prestar esclarecimento dessa sua relação promíscua. Ele aparece em gravações pedindo que Cachoeira promova um show para sua campanha em 2004, além de se comprometer em facilitar ações do contraventor em Palmas. A informação é da Executiva do Partido dos Trabalhadores do Tocantins.

A reunião da executiva que tratou da convocação de Raul Filho para explicar seu relacionamento com o mafioso Carlinhos Cachoeira ocorreu na noite de ontem terça-feira, dia 3. A executiva também defendeu que o prefeito, amigo de Cachoeira, seja convocado para depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI).

Donizeti Nogueira, presidente estadual do partido disse que a convocação de Raul Filho pode ocorrer ainda essa semana, e que ver com grande preocupação as denúncias. Por isso, ele espera que a CPMI vá além nas investigações.

Se referindo ao pedido de ajuda para a campanha do prefeito ao contraventor, Donizeti, disse que tem perspectivas para que a CPMI crie um projeto de reforma política para acabar com esse vício.

“Isso revela o fracasso que o sistema eleitoral brasileiro. A minha perspectiva é que a CPMI apresente para a sociedade brasileira um projeto de reforma política que dê conta de superar esse vício”, disse Donizeti.

Esse  tipo de conduta corrupta do prefeito Raul Filho, já era esperada em função dele haver, no passado, apresentado um comportamento rejeitado pelo Partido dos Trabalhadores, mas ao mesmo tempo aceito. É que o prefeito no ano passado teve uma conduta contrária à posição do partido. Ele apoiou João Ribeiro, do PR, à reeleição ao Senado, mesmo o PT tendo seu próprio candidato, Paulo Mourão.

Por essa decisão, ele foi expulso do partido, entretanto ele recorreu à Executiva Nacional, e foi novamente reconduzido à legenda. O que infere-se é que mesmo que o PT queira se mostrar distante da relação de Raul com Cachoeira, ele também encontra-se compromissado com essa relação antidemocrática de seu membro. 

IGNORANDO QUE O PERDÃO NÃO PASSA PELO SISTEMA NERVOSO CENTRAL, DEMÓSTENES PEDE PERDÃO AOS SENADORES

O senador Demóstenes Sem Partido Torres, amicíssimo do mafioso Carlinhos Cachoeira, sentindo que a cassação de seu mandato parlamentar, que marcou o encontro decisivo no dia 11 de julho, se move sem nenhum obstáculo em sua direção, resolveu tentar gorar o encontro se apresentando no púlpito do Senado para discursar em sua salvação.

Demóstenes, que já mostrou que é campeão em dissimulação – fingir ser algo sem ser -, em seu discurso, possivelmente tentando afetar de caridade seus pares, citou nominalmente a maioria do corpo senatorial. Um número capaz de no dia da votação de sua cassação pesar como força de absolvição. Com ar complacente de coroinha diante do vigário, ele, afirmou ser vítima de uma processo de difamação construído com o vazamento de gravações realizadas pela Polícia Federal nas operação Vegas e Monte Carlo.

Demóstenes Sem Partido Torres, afirmou ser amigo do contraventor Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso no dia 29 de fevereiro com seu bando pela Policia Federal por força das operações Vegas e Monte Carlo, mas que jamais colocou seu cargo à serviço dele. Tudo que as gravações da Polícia Federal provam o contrário. Disse que está muito “envergonhado” e que ainda não teve como falar com um a um dos senadores para pedir perdão. Quando tentou falar sentiu “vergonha”.

Pode até ter ocorrido que os fatos tenham afetado o senador lhe causando um transtorno de difícil tratamento. O efeito de um corpo que lhe deixou uma marca de preocupação diante do olhar do outro, mas, seguindo Marx, nenhuma vergonha, posto que, como diz o filósofo do Capital, a vergonha é a cólera contra si mesmo, por isso revolucionária. Nada do que Demóstenes expresse.

“Nada fiz para merecer a desconstrução de minha honra. Em virtude desses diálogos divulgados a conta-gotas, fui delineado como vilão que tanto combati. Estou aqui de consciência tranquila, lutando pelo meu mandato. A todos reafirmo minha inocência.

Nunca tive negócios legais ou ilegais com ele. Não tive sociedade e participação em delitos investigados pelas operações Vegas e Monte Carlo. Não, eu não coloquei meu mandato a serviço de Cachoeira e sim a serviço das forças produtivas do meu estado e do meu Brasil.

Ainda não conversei com todos os senhores e senhoras. Não tive a oportunidade de falar e, quando tive, fiquei com vergonha.

Tenham a certeza, sou inocente. Obrigado, senhor presidente. Amanhã estarei aqui de novo”, discursou o amicíssimo do contraventor Carlinhos Cachoeira.

Demóstenes é como os que ignoram que o perdão é produto da imaginação, ou superstição, sobre um efeito cuja causa dolorosa enfraqueceu o sujeito afetado. Essa causa, sim, passou pelo sistema nervoso. Como o perdão é imaginação ele não muda de nenhuma maneira o efeito da causa destruidora.

Logo, o perdão que Demóstenes procura, mesmo que ele seja concedido, não muda nada no corpo político afetado dolorosamente por Demóstenes. 

JORNALISTA AFIRMA QUE PERILLO MENTIU AO DEPOR NA CPMI DE CACHOEIRA

Luiz Carlos Bordoni, jornalista responsável pelo propaganda eleitoral do governador de Goiás, Marconi Perillo do partido ultraconservador, PSDB, no rádio, ao depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) de Cachoeira, disse que fez um trabalho limpo, mas foi pago com dinheiro sujo. Ela se referiu à forma como foi pago por seus serviços prestados à campanha do então candidato ao governo em 2010, Perillo.

O pagamento foi feito na conta de sua filha, Bruna Bordoni, no valor de R$ 45 mil pago pela empresa Alberto e Pantoja que é investigada pela Polícia Federal como participante do esquema criminoso comandado por Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cacoeira. Ele também recebeu R$ 33,3 mil do departamento financeiro da campanha de Perillo, além de R$ 10 mil pago por Jaime Rincón, presidente da Agencia de Transportes e Obras (Agetop) de Goiás. Rincón era tesoureiro da campanha de Perillo. O pagamento caracteriza uso de Caixa 2 na campanha do governador do PSDB. Por causa do teor de seu depoimento, vários parlamentares do partido ultraconservador, amigo de Perillo criaram tumulto no depoimento. O que obrigou o jornalista afirmar que eles não estavam “preocupados em esclarecer coisa nenhuma”.

“Meu serviço çimpo foi pago com dinheiro sujo. O que existiu, de fato, foi o pagamento feito a mim com dinheiro de Caixa 2”, afirmou Bordoni.

O momento, no depoimento do jornalista, que mais excitou os parlamentares da ultradireita foi quando ele afirmou que o governador de Goiás, Marconi Perillo, que testemunhou na CPMI, havia mentido ao mostrar uma nota fiscal de R$ 33,3 mil, como comprovação do pagamento feito ao jornalista. O jornalista deixou claro que Carlinhos Cachoeira financiou a campanha de Perillo ao cargo de governador de Goiás, em 2010.

“Se os senhores provarem onde está minha assinatura nesta nota, eu engulo essa folha. O governador faltou com a verdade abusivamente quando aqui esteve”, sentenciou Bordoni.

Depois de mostrar o documento que teria sido apresentado por Perillo, Bordoni entregou documentos sobre a sua movimentação bancária e de suas filha, Bruna, e autorização para quebra dos seus sigilos fiscal, telefônico e bancário de sua filha e sua.     

MINISTRO DECIDE QUE O CONTRAVENTOR CACHOEIRA DEVE PERMANECER NA PRISÃO POR FORÇA DA OPERAÇÃO SAINT-MICHEL

Bem que os advogados do mafioso Carlinhos Cachoeira, comandados pelo ex-defensor de presos políticos, Márcio Thomas Bastos, tentaram. Quer dizer, tentaram mais uma vez, mas não tiveram seu intento consumado. Soltar o contraventor, ainda preso por força da Operação Saint-Michel, onde é acusado de fraude no sistema de bilhetagem do Transporte Coletivo do Distrito Federal (DF). Sendo assim, a luta inglória do Cachoeira, que encontra-se preso desde o dia 29 de fevereiro, continua. Ele continua no Presídio da Papuda.

O ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido da defesa para que fosse suspenso o mandado de prisão do contraventor na Operação Saint-Michel. Os advogados tentaram reverter a decisão unânime do Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF), que na quinta-feira passada negou um habeas-corpus impetrado pelos mesmos advogados.

Algumas semanas passadas Carlinhos Cachoeira chegou a ter o gosto da liberdade quando o desembargador Tourinho Neto, afirmando que a poeira já havia baixado, e ele não representava nenhum perigo, porque seu esquema havia sido enfraquecido, mandou soltá-lo. Só que teve que permanecer preso por força do mandado de prisão da Operação Saint-Michel.

Todos os juizes que negaram a soltura do contraventor são unânimes em afirmar que ele ainda é muito perigoso, e com grande força de influência na rede que conseguiu tecer em vários territórios da expressão política e empresarial no Brasil. Seu poder ainda é tão atuante que é acusado de ameaçar de morte um juiz federal e uma procuradora da República.

Daí que a decisão do ministro Gilson Dipp, em mantê-lo confinado, foi democraticamente acertada.

Por sua vez, a ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido da empresa Data Traffic para impedir as quebras dos sigilos bancário, fiscal e telefônico que foram pedidos pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Cachoeira.

A empresa tem como sócio um irmão de Antônio Carlos de Almeida Castro que é advogado do senador Demóstenes Sem Partido Torres, e do governador de Goiás, Marconi Perillo. A empresa é acusada nas operações da Polícia Federal por ter alguns de seus integrantes participado de reuniões com o mafioso Carlinhos Cachoeira. 

JUSTIÇA DETERMINA MAIS UMA VEZ QUE O CONTRAVENTOR, CARLINHOS CACHOEIRA, PERMANEÇA PRESO

O mafiosos Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso junto com seu bando no dia 29 de fevereiro, pela Polícia Federal por força das operações Vegas e Monte Carlo, acusado de comandar uma organização criminosa que envolve empresários, policiais civil, militar e federal, funcionários públicos e privados, e parlamentares, entre outros, mais uma vez sofreu uma derrota em seu intento de querer se livrar da prisão. É que o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) negou um habeas-corpus impetrado pelos seus advogados.

Os desembargadores José Carlos de Souza e Ávila, relator do caso, e Roberval Belinati afirmaram que o contraventor deve permanecer preso, porque ele solto há risco do desaparecimento ou destruição de provas, visto que ele tem influência política e alto poder econômico. Por isso, para o desembargador José Carlos de Souza e Ávila a manutenção de Carlinhos Cachoeira na prisão é necessária para manutenção da ordem pública.

“É fato notório que o réu é mentor intelectual da organização criminosa e, solto, pode prejudicar o andamento da ação, até mesmo com coação de agentes públicos”, firmou o desembargador Ávila.

Por sua vez, analisando o fato, o desembargador Roberval Belinati, destacou as ameaças promovidas por gente do contraventor, sofridas pelo juiz federal, Paulo Moreira Lima, que foi obrigado a deixar o caso, assim como também as ameaças sofridas pela procuradora da República, de Goiás, Léa Batista.

“A organização criminosa já demostrou seu alto poder de articulação, ousadia e periculosidade, realmente oferecendo risco à ordem pública e assim justificando a manutenção da prisão preventiva. Além do mais, o juiz federal ameaçado de morte e procuradora ameaçada revela ainda mais a gravidade da organização”, sentenciou o desembargador Belinati.

E como sempre vem ocorrendo nessas negações da Justiça em privilegiar o contraventor com sua soltura, seus advogados já disseram que vão recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Enquanto isso, o presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Carlinhos Cachoeira, Vital Rego (PMDB/PB), afirmou que a comissão deve receber 57 novos áudios gravados com a autorização da Justiça que integram o inquérito da Operação Monte Carlo.

Segundo Rego, hoje, dia 22, os novos áudios estarão disponíveis nos computadores instalados na sala-cofre da comissão para consulta dos parlamentares. 

JUIZ LEÃO APARECIDO ALVES SE DEFENDE AFIRMANDO QUE NÃO VAZOU INFORMAÇÕES PARA CARLINHOS CACHOEIRA

 

O juiz federal da 11ª Vara Federal em Goiás, Leão Aparecido Alves, publicou nota negando que tenha vazado informações das operações Vegas e Monte Carlo realizadas pela Polícia Federal que prendeu no dia 29 de fevereiro o contraventor Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, e seu bando.

O juiz que seria o substituto do juiz federal Paulo Moreira Lima, que deixou o caso por encontra-se ameaçado por pessoas próximas ao contraventor, não pôde assumir a vaga por ser amigo de um dos acusados preso pela Polícia Federal. De acordo com o juiz Aparecido Alves, o auxiliar de Carlinhos Cachoeira, Olímpio Queiroga Neto, preso junto com o mafioso, tem uma irmã que é madrinha de seu filho.

Em sua nota, o Juiz Leão Aparecido Alves, nega que tenha vazado as informações, e como argumento ele afirma que se houvesse ocorrido o vazamento das informações Carlinhos Cachoeira e seus parceiros teriam se escondidos, e não teriam sido presos como foram. A acusação de que o juiz havia vazado informações foi inferida de uma das gravações da Polícia Federal em que o contraventor Carlinhos Cachoeira faz alusão a uma suposta informação de Leão à ele.

“Dia 14 o Leão assume a Vara e ele ficou de avisar se vai ter prisão ou não”, diz Carlinhos Cachoeira, no dia 7 de fevereiro em uma interceptação da Polícia Federal.

O juiz Leão explicou também que a proximidade de sua família com Carlinhos Cachoeira é decorrente do fato de que seus filhos e os de Cachoeira estudam juntos já há alguns anos. Daí as constantes ligações telefônicas entre sua família e de Carlinhos Cachoeira. O juiz disse ainda que não pode se responsabilizar pelo que atribuem a ele e à mulher.

“Lamentavelmente, nos dias de hoje, algumas pessoas se satisfazem apenas com especulações.

Melhor seria se tivesse havido a interceptação telefônica, porque nesse caso a exibição das conversas seria o suficiente para expor a verdade.

Tenho a convicção de que a investigação inocentará as pessoas atualmente colocadas apenas com base no que terceiros disseram em conversa telefônica, na condição de suspeitos”, diz trecho da nota.

DIZENDO-SE PREOCUPADO COM A AMEAÇA SOFRIDA PELO JUIZ, MOREIRA LIMA, O NOVO JUIZ DO CASO CACHOEIRA PROMETE ACELERAR O PROCESSO

Dizendo vê com muita “preocupação” as ameaças sofridas pelo juiz Paulo Moreira Lima, do caso Carlinhos Cachoeira, o novo juiz que assumiu o processo, Alderico Rocha Santos, da 5ª Vara Federal, em Goiás, prometeu que vai acelerar o andamento do processo contra Carlinhos Cachoeira e seu bando. Ele disse que no segundo semestre tem muitos compromissos e férias agendadas.

“Este juiz, salvo no mês de julho, não poderá instruir os feitos nos meses subsequentes em razão do preenchimento da pauta de audiências nos processos de seus ofícios e de férias regulamentares”, disse Alderico.

Sobre as ameaças sofridas pelo juiz Paulo Moreira Lima, ele disse que a violência acarreta problemas maiores.

“O  caminho da intimidação e da violência não leva à solução, mas a problemas maiores”, disse Alderico.

Ele disse também que ao acelerar a apuração do processo tanto a sociedade quanto os réus ficarão satisfeitos, visto que é de interesse de ambos que tudo seja apurado e que os culpados sejam punidos.

“Diante dos fatos, tenho certeza que tanto só acusados como a sociedade tem interesse no esclarecimento dos mesmos o mais breve possível, a fim de que sejam absolvidos os inocentes  e condenados os culpados, se houver, após a produção da prova, com respeito às garantias do contraditório e da ampla defesa”, observou o juiz.

A Polícia Federal através das operações Vegas, Monte Carlo e Saint-Michel, apresentou dados de suas investigações em que compromete o contraventor Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso com seu bando no dia 29 de fevereiro, pela Polícia Federal, por força das ditas operações, o juiz Alderico Santos, ao dizer “condenados os culpados, se houver”, será que está excedendo no zelo. Pelos trabalhos apresentados pela Polícia Federal, culpados existem.

Enquanto isso, argumentando sobre o habeas-corpus para soltura do braço direito do contraventor Carlinhos Cachoeira, Gleib Ferreira da Cruz – mais um do bando do mafioso, o relator de todos os recursos contra o mafioso e seu bando, desembargador Tourinho Neto, soltou mais uma de suas tiradas jurídicas contagiantes.

Ele afirmou que o “jogo de azar” é largamente aceito pela sociedade.

“Veja-se que muitos setores da sociedade defendem a legalização dos jogos de azar, visto que a prática é largamente aceita pela sociedade em geral, ainda que seja ilegal”, afirmou Tourinho.

Só que, como aconteceu com Carlinhos Cachoeira, o habeas-corpus não soltou Gleib da Cruz, visto ser alvo de outro mandado de prisão. Fica tudo como era antes. Ele permanece no Complexo Penitenciário Aparecida de Goiania. 

AMEAÇA DE MORTE LEVA JUIZ QUE APURA AÇÃO CRIMINOSA DE CACHOEIRA SE AFASTAR DO CARGO

O juiz que apura as denúncias de ação criminosa de Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso pela Polícia Federal por força das operações Vegas e Monte Carlo, Paulo Moreira Lima da 11ª Vara Federal em Goiás, pediu seu afastamento do caso. Segundo o juiz, o motivo de seu afastamento são as ameaças que vem sofrendo juntamente com membros de sua família por pessoas ligadas ao mafioso Carlinhos Cachoeira.

Desde que assumiu a Operação Monte Carlo, o juiz, veio saber que poderia ser alvo de ameaças, e ter que se submeter a um esquema de segurança, a sua vida correria perigo. Para confirmar as ameaças, Moreira Lima, contou que policiais procuraram seus parentes para falar sobre a Operação Monte Carlo. O juiz começou sua atuação na vara criminal em 2009, de lá para cá já condenou vários criminosos que não se intimidam em mostrar que têm por ele grande descontentamento.

“Nítida ameaça velada, visto que mostraram que sabem quem são meus parentes”, comebtou o juiz.

Para substituir o juiz, Paulo Moreira Lima, deveria ser designado o titular da vara, juiz Leão Aparecido Alvez, mas ele mesmo mesmo se impediu, visto que tem ligação com um dos envolvidos no esquema de Cachoeira. De acordo com a Corregedoria Nacional de Justiça a Polícia Federal detectou uma ligação de seu telefone para um dos membros da suposta quadrilha. À corregedora Eliana Calmon, Aparecido Alvez, confirmou o telefonema, mas afirmou que a ligação foi feita por sua mulher, que estava usando o telefone.

“Se a interceptação telefônica indicar qualquer envolvimento de alguém íntimo do juiz Leão Aparecido, como sua esposa, com algum envolvido com a quadrilha, o juiz não poderá estar à frente das investigações”, afirmou Eliana Calmon.

No entanto, ontem, pela parte da noite, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) anunciou o novo juiz que conduzirá a ação penal contra Carlinhos Cachoeira. Trata-se do juiz federal Alderico Rocha Santos, que atual titular da 5ª Vara Federal. Ele conduzirá o caso, mas não vai deixar o posto.

O novo juiz do caso criminoso, Cachoeira, já tem experiência na área criminal. Foi ele, quando pertencia a Justiça Federal em Tocantins em 2002, quem mandou prender o ex-governador do Pará, e atualmente senador, Jader Barbalho, por fraudes contra a Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM), mas que logo foi solto pelo desembargador Tourinho Neto, que foi contra a prisão, e hoje é o relator de todos os recursos sobre o mafioso Cachoeira que chegam ao tribunal.

Tourinho, na semana passada, concedeu habeas-corpus para libertar Cachoeira, preso por força das operações Vegas e Monte Carlo, mas teve que permanecer preso por força da Operação Saint-Michel. O mafioso é acusado de fraude nos cartões de bilhetagem dos transporte coletivo do Distrito Federal. Tourinho ficou conhecido pela frase que usou como argumento para soltar Cachoeira: “assentou a poeira”. Ele afirmou que a organização de Carlinhos estava desarticulada e que ele não oferecia perigo. Um argumento falho: preso Carlinhos Cachoeira mantém seu grupo em ação. Exemplo, as ameaças contra o juiz Paulo Moreira Lima. 

MINISTRO TOFFOLI CONCEDE LIMINAR PARA SUSPENDER VOTAÇÃO DO PROCESSO CONTRA DEMÓSTENES NO CONSELHO DE ÉTICA

O ministro Dias Toffoli do Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu ao senador Demóstenes Sem Partido Torres, amicíssimo do mafioso Carlos Augusto Ramos, vulgo Carlinhos Cachoeira, preso com seu bando, em 29 de fevereiro, pela Polícia Federal pela ação das operações Vegas e Monte Carlo, uma liminar que suspendeu a votação no Conselho de Ética no Senado do processo disciplinar contra o senador. Desta forma o ministro Toffoli atendeu, em parte, o pedido feito pela defesa do amicíssimo do contraventor.

Com a decisão, o relator do processo, senador Humberto Costa (PT/PE), só leu a parte descritiva do relatório. Com a decisão do ministro de que a votação ocorra em pelo menos três dias úteis após a divulgação da primeira parte do parecer do relator, a votação ficou para o dia 25, segunda-feira da próxima semana. Toffoli também determinou que o julgamento só ocorra após comunicações e intimidações para garantir o exercício do contraditório e da ampla defesa.

A decisão do ministro Dias Toffoli foi bastante contestada pelos senadores, inclusive pelos senadores que não fazem parte do Conselho de Ética. O senador Pedro Taques (PDT/MT), que não faz parte do Conselho de Ética, fez um forte discurso contra a decisão do ministro chamando atenção para o cumprimento da Constituição. Segundo Taques, a decisão do ministro Toffoli mostra a interferência do Poder Judiciário no Poder Legislativo, e que é preciso os senadores ficarem atentos. Na mesma linha do chamamento de Taques se pronunciou o senador Randofe Rodrigues (PSOL/AP).

Realmente a decisão do ministro pegou a sociedade civil de surpresa que esperava a leitura e a votação do processo ontem, o que a levaria a aguardar o julgamento em julho, antes do recesso Parlamentar. Mas, como diz a lógica popular, “Demóstenes não perde por esperá” ou “O que é de Demóstenes está guardado”.

Sob suspeita

As evidências indicam a necessidade de uma investigação séria sobre o papel de setores da mídia no caso Cachoeira. Os indícios vão além do jogo político e apontam para conluios com o crime comum.  De narradora dos acontecimentos a Veja tornou-se personagem, revelando um envolvimento nunca visto de forma tão escancarada na cena política brasileira.

Laurindo Lalo Leal Filho

(*) Artigo publicado originalmente na Revista do Brasil, edição de junho de 2012.

O caso Demóstenes-Cachoeira seria apenas mais um escândalo político a estampar manchetes. Mas no meio do caminho, entre corrompidos e corruptores, tinha uma Veja. De narradora dos acontecimentos a revista semanal da Abril tornou-se personagem, revelando um envolvimento nunca visto de forma tão escancarada na cena política brasileira. Gravações feitas pela Polícia Federal, com autorização da Justiça, não deixam dúvidas. O contraventor Carlinhos Cachoeira era mais do que fonte de informações.  Seu relacionamento com o diretor da sucursal de Veja em Brasília, Policarpo Junior, permitia a ele sugerir até a seção da revista em que determinadas notas de seu interesse deveriam ser estampadas.

O pouco que se revelou até aqui permite concluir que a publicação tornou-se instrumento de Cachoeira para remover do governo obstáculos aos seus objetivos. Um desses entraves estaria no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), do Ministério dos Transportes, e dificultava a atuação da Delta Construções, empresa que teria fortes ligações com o contraventor.

Segundo o jornalista Luis Nassif, a matéria da Veja sobre o Dnit saiu em 3 de junho de 2011. “A diretoria estava atrapalhando os negócios da Delta. Foi o mesmo modo de operação do episódio dos Correios –que daria origem ao chamado “mensalão”.  Cachoeira dava os dados, Veja publicava e desalojava os adversários de Cachoeira.” Com isso cumpria também os objetivos de situar-se como vigilante de desmandos e fustigar os governos Lula e Dilma, pelos quais nunca demonstrou simpatia alguma.  Basta lembrar a capa de maio de 2006 com Lula levando um pé no traseiro, juntando numa só imagem grosseria e desres­peito. Para não falar de outras, do ano anterior, instigando o “impeachment” do presidente da República.

O sucesso dos dois governos Lula e os altos índices de aprovação recebidos até agora pela presidenta Dilma Rousseff parecem ter exacerbado o furor da revista.  A proximidade do diretor da sucursal de Brasília com Cachoeira, e deste com o senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO), sempre elogiado por Veja, veio a calhar.  Até surgirem as gravações da Polícia Federal levando a revista a um recolhimento político só quebrado em defesas tíbias de seu funcionário e do que ela chama de “liberdade de imprensa”.

Veja diz-se “enganada pela fonte”, argumento desmentido pelo delegado federal Matheus Mella Rodrigues, coordenador da Operação Monte Carlo.  O policial mostrou que o jornalista Policarpo Junior sabia das relações de Demóstenes com Cachoeira, mas nunca as denunciou, protegendo “meliantes”, como resumiu com propriedade a revista CartaCapital.

Livre, pero no mucho Segundo Veja, a “liberdade de imprensa” estaria ameaçada se o jornalista, ou seu patrão Roberto Civita, fosse chamado a depor na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) aberta no Congresso Nacional para investigar o caso.  Mas, na mesma edição em que supostamente põe o direito à informação acima de tudo, clama por um controle planetário da internet, agastada com a circulação de informações sobre seus descaminhos na rede.

A internet foi o principal meio de exposição dos detalhes da suspeita relação Cachoeira-Demóstenes-Veja, e uma enxurrada de expressões nada elogiosas levaram a revista ao topo dos assuntos mais mencionados no Twitter. Os principais veículos de alcance nacional silenciaram ou apoiaram a relação – exceção feita à Rede Record e à revista CartaCapital. Alguns, como O Globo, não titubearam em tomar as dores da Editora Abril. Por um de seus colunistas, Merval Pereira, o jornal isentou a revista de responsabilidades.  Depois, em editorial, reagiu à comparação feita por CartaCapital entre o dono da Editora Abril e o magnata Rupert Murdoch, punido pela Justiça britânica pelo mau uso de seus veículos de comunicação no Reino Unido. A Folha de S.Paulo, também em editorial, aliou-se a Veja. Mas sua ombudsman, Suzana Singer, que tem a incumbência de criticar o desempenho do jornal, pelo menos levantou uma dúvida ao dizer que “não se sabe se algo comprometedor envolvendo a imprensa surgirá desse lamaçal”.  Para lembrar em seguida que ao PT interessa com o caso Cachoeira empastelar o “mensalão” a ser julgado em breve, e conclui dizendo: “A imprensa não pode cair na armadilha de permitir que um escândalo anule o outro. Tem o dever de apurar tudo – mas sem se poupar. É hora de dar um exemplo de transparência”. Mas a cobertura da Folha das relações Cachoeira-Demóstenes-Veja limita-se a notas superficiais. 
Intocável A ideia de que o caso Cachoeira seria uma forma de desviar as atenções sobre a campanha pelo julgamento dos acusados no caso do “mensalão” foi alardeada pela mídia. E utilizada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, para se livrar da acusação de ter sido negligente.  A PF encaminhou a Gurgel a denúncia sobre as relações promíscuas entre Cachoeira e Demóstenes em 2009. Se ele tivesse dado andamento à denúncia, o processo se tornaria público e poderia ter comprometido no ano seguinte a eleição de Demóstenes ao Senado, de Marconi Perillo (PSDB) ao governo de Goiás e de outros políticos suspeitos de servir a Cachoeira.

Em vez de explicar por que segurou o processo, Gurgel respondeu às acusações sob a alegação de que partiam dos envolvidos no processo do “mensalão”, temerosos diante da iminência do julgamento no qual ele será o acusador. A CPMI começou em maio e tem seis meses para concluir as apurações. Ainda não havia mostrado, porém, o mesmo ânimo convocatório em relação aos governadores envolvidos com a Delta Construções e muito menos ao jornalista de Veja e seu patrão.  Os governadores, por acordos político-partidários; o jornalista e o empresário, não se sabe bem as razões, embora possam ser formuladas hipóteses.

Uma delas é a de que o maior partido da base governista, o PMDB, estaria sendo sensível ao lobby da mídia por uma blindagem. Com uma CPMI em banho-maria, o partido não seria muito arranhado com a exposição de políticos peemedebistas a investigações. E o PT, concorrente na disputa por espaço no governo, não capitalizaria demais os resultados. A concentração em poucos e poderosos grupos nacionais e transnacionais deu à mídia um poder nunca antes alcançado, muitas vezes superior aos próprios poderes republicanos.  Assim, governos e outras instituições públicas tornam-se reféns dos meios de comunicação e temem enfrentá-los.

Apenas em três ocasiões de nossa história veículos de comunicação foram alvo de investigações por parte de CPIs.  Em 1953, o dono do Última Hora, Samuel Wainer, sugeriu ao presidente Getúlio Vargas que seu jornal fosse investigado quanto às operações de crédito mantidas com o Banco do Brasil, como lembra o professor Venício Lima, da Universidade de Brasília.  Dez anos depois, o Instituto Brasileiro de Ação Democrática (Ibad) foi acusado de ter ligações com a CIA e receber recursos dos Estados Unidos para interferir nas eleições brasileiras.  O instituto chegou a alugar por três meses, num período pré-eleitoral, o jornal A Noite do Rio, para colocá-lo a serviço da oposição ao presidente João Goulart. E em 1966 foi aberta investigação do acordo entre as Organizações Globo e o grupo de mídia estadunidense Time-Life. Uma operação de US$ 6 milhões, em benefício da TV Globo, acabou com o império dos Diários Associados de Assis Chateaubriand.

Testemunha de defesa Há uma outra inquirição de jornalista que não se enquadra entre os casos mencionados, embora seja altamente significativa para os dias de hoje. Trata-se da ida a uma Comissão Parlamentar de Inquérito, em 2005, do mesmo Policarpo Junior.  Na ocasião, o chefe de organização criminosa se dizia vítima de chantagem por parte de um deputado carioca que estaria exigindo propina para não colocar seu nome no relatório final de uma CPI instalada na Assembleia Legislativa do Rio. Policarpo testemunhou em defesa do bicheiro e nenhum jornal nem a ABI alegaram tratar-se de uma intimidação à imprensa.

Uma das explicações para essa baixa exposição de jornais e jornalistas a investigações está no poder de interferência dos grupos midiáticos na política eleitoral.  Exemplo clássico é a frase da viúva do proprietário das Organizações Globo referindo-se ao governo Collor: “O Roberto colocou ele na Presidência e depois tirou. Durou pouco. Ele se enganou”, disse com candura dona Lily no lançamento do seu livro Roberto & Lily, em 2005.  Mas essa não foi uma ação isolada. Para derrotar Lula em 1989, Globo e Veja faziam dobradinha perfeita, como agora. Demonizavam Lula e exaltavam o jovem governador de Alagoas, “caçador de marajás”.
Essa articulação tornou-se hoje mais orgânica. A presidenta da Associação Nacional de Jornais (ANJ), que representa os proprietários de veículos, Judith Brito, assumiu o papel de oposição ao governo Lula.

De modo mais discreto, mas não menos eficiente, trabalha o Instituto Millenium, que reúne articulistas, jornalistas e patrões da imprensa.  E realiza eventos em que os convidados aliam-se ao que há de mais conservador na sociedade para afinar suas linhas de cobertura. Em um deles estavam Roberto Civita (Abril), Otavio Frias Filho (Folha) e Roberto Irineu Marinho (Globo). Vários colaboradores, exibidos no site do instituto, escrevem e falam contra as cotas raciais nas universidades, criticam a política econômica dos governos Lula e Dilma, seja qual for, louvam o governo Fernando Henrique Cardoso, discordam da atual política externa brasileira e fizeram campanha contra a criação da CPMI do Cachoeira. São ações orquestradas que lembram as do Ibad, antes mencionado.

As evidências atuais indicam a necessidade de uma investigação séria sobre o papel de setores da mídia no caso Cachoeira. Os indícios vão além do jogo político e apontam para conluios com o crime comum.  No entanto, até o momento, a CPMI não mostrou disposição para enfrentar o poder da mídia, que, quando acuada, conta com a defesa não apenas dos proprietários como também de parte de seus empregados. Cabe lembrar a observação frequente do jornalista Mino Carta sobre a peculiaridade brasileira de jornalista chamar patrão de colega. Com isso diluem-se interesses de classe e uma difusa “liberdade de imprensa” é utilizada para encobrir contatos altamente suspeitos.

Até entidades respeitáveis como a Associação Brasileira de Imprensa, por seu presidente, Maurício Azêdo, confundem as coisas. Em depoimento ao programa Observatório da Imprensa, da TV Brasil, Azêdo não admite a ida de jornalistas à CPMI para prestar depoimentos, sob a alegação de intimidação ao trabalho jornalístico, mas condena a promiscuidade de alguns profissionais com fontes próximas ou ligadas ao crime. Com isso dá ao jornalista uma imunidade que nenhum outro cidadão tem.

Nesse mesmo programa, o professor Venício Lima ressaltou o impacto do caso das escutas ilegais promovidas pelo jornal News of the World  sobre as relações mídia-sociedade na Inglaterra. “Levou Murdoch (o dono do jornal) e seus jornalistas a depor não só na Comissão de Esportes, Mídia e Cultura da Câmara dos Comuns como na Comissão Leveson, que tem caráter de inquérito policial.” Nada disso ameaçou a liberdade da imprensa britânica. Aqui, apesar da resistência com forte apelo corporativo da mídia e de parte dos seus empregados, vozes importantes lembram que ninguém está imune a convocações feitas pelo Congresso Nacional para prestar esclarecimentos.

À Record News, o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT-RS), foi direto ao ponto: “Todos devem ser investigados no setor público, privado e na imprensa. Sem paixões e sem arroubos. Nós vamos descobrir muitas coisas quando forem feitas as quebras de sigilo – o fiscal, por exemplo. Devemos apoiar sempre a liberdade de expressão. Mas não podemos confundi-la com uma organização criminosa. Para o bem da sociedade e da própria liberdade de expressão.”

Laurindo Lalo Leal Filho, sociólogo e jornalista, é professor de Jornalismo da ECA-USP. É autor, entre outros, de “A TV sob controle – A resposta da sociedade ao poder da televisão” (Summus Editorial). Twitter: @lalolealfilho.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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