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É HOJE, DEMOCRATAS! DIA 20! DIA DA COMPOSIÇÃO DEMOCRACIA CONSTITUTIVA!

IMG-20150818-WA0011Hoje o dia singular em que os democratas vão às ruas e praças para compor, com suas potências, o sentido e o corpo da Democracia Constitutiva! O regime político em que o Estatuto do Estado é o Bem Comum.

Existem dois tipos de democracia. Um nascido na aspiração burguesa do século XIX. Um regime chamado de político não por seu corpo singular e essencial, mas por se tratar de uma ordem uma direção social. Uma forma de governar mais negócios privados do que público. Embora, em alguns momentos, esses negócios reflitam o público. Mas com a condição de amparar e estimular o privado.

Esse regime é a dita e tida democracia representativa que, com suas representações legislativa e executiva saídas do voto popular, simulam a democracia dos iguais. Simulam por que, historicamente, o voto é uma produção de classe social. E no caso em questão das ideias burguesas. Mesmo tendo sido se realizado através de lutas. Mas foram lutas com espírito capitalista para simular liberdade politica. Mas verdadeira realidade política do voto é apresentada na multiplicidade partidária como o voto de um partido socialista. Fora isso o voto na democracia representativa é apenas a confirmação de um sistema dominante. No caso, o capitalismo. Por tal, suas legislações são expressões de manutenção desse sistema. Nada original.

O outro tipo de democracia é a democracia constitutiva. A democracia que não nasce e se manifesta através da determinação de uma lei, como ocorre com a democracia representativa que tanto interessas as direitas reacionárias. A democracia constitutiva é o regime político que nasce da composição das potências de todos com um único objetivo que a igualdade dos direitos. Direitos criados e mantidos por essas potências em corpo de Estatuto do Estado expressado em Bem Comum. Ou negócios públicos.

A democracia constitutiva se constituindo pelas potências de todos, pode ser apresentada no conceito democrático grego: a sociedade dos amigos. A amizade que impossibilita que qualquer membro dessa sociedade possa agir em benefício próprio, família ou parceiros, visto que os interesses e as práxis são resultados do encontro das potências coisas comuns.

A filosofia constitutiva é Multitudo. Potências dos iguais. Ela tem seus defensores Machiavel, onde potência da multidão, Multitudo, é vírtus. A virtude criadora da multidão. Multidão não no sentido vulgar de bando dos desatinados, insensatos e indigentes políticos como nos mostram os coxinhas. Mas multidão como potência política criadora do viver social. O filósofo Spinoza, o que melhor compôs o sentido de potência política, trata dos bons encontros. Os encontros, occurso, que aumentam a potência de agir. Só há democracia com bons encontros. O encontro dos amigos e não dos escravos e tiranos. Já que escravo não ser amigo, assim como tirano não pode ter amigo, é o que nos diz o filósofo Nietzsche. Esse impotente encontro, um encontro apenas presencial, como em um shopping, no próprio Congresso Nacional, não processa afetos bons, mas paixões tristes. Inveja, ódio, ambição, orgulho, despeito, vaidade, vingança, arrivismo, sordidez, misoginia, trapaça, etc., paixões facilmente encontradas nas direitas.

No momento atual os filósofos que mais expressam o sentido de Multitudo como potência da multidão são os filósofos, o italiano Toni Negri e o norte-americano Michael Hardt. Neles o poder deve ser constituinte e não constituído. O poder constituinte é potência criativa que liberta o homem de todos os tipos de escravidão política. Esses dois filósofos têm seus pressupostos políticos saídos de seus entendimentos e desdobramentos sobre os pressupostos de Machiavel e Spinoza.

Daí, que a singularidade do dia de hoje, é que vai ser o momento em as potências dos presentes irão compor novas formas de saberes e dizeres necessários a democracia brasileira que tem politicamente a presidenta Dilma Vana Roussef sua representante por direitos. As potências políticas são comprometimentos muito diferentes das impotências expressadas e defendidas pelas direitas predadoras que querem de qualquer forma – todas indignas como caracterizam o golpe – tomar o poder de uma presidenta eleita dentro das leis da democracia representativa que eles, os partidos reacionários, recorreram, também, para serem eleitos.

Portanto, democratas, hoje, a partir das 15 horas na Praça do Teatro Amazonas, para quem é do Amazonas. O Teatro Amazonas o símbolo e a realidade da opressão econômica do povo indígena. O fausto do capitalismo-extrativista que esfacelou a cultura indígena. Não esquecer: os índios foram usados como mão de obra na construção do teatro.

A história como sempre pregando suas demandas farsescas, diária Marx: uma manifestação-potência em frente à representação do modelo europeu de subjugação.

DILMA FALA AOS BRASILEIROS ATRAVÉS DO PORTAL DIALOGA BRASIL

20e05e73-bc5a-4df7-8901-67f0220ebb7aNa noite de ontem, dia 13, a presidenta Dilma Vana Rousseff, manteve mais um diálogo direto com os brasileiros através do Portal Dialoga Brasil seguindo o objetivo da ferramenta virtual criada por seu governo: dialogar com os brasileiros ouvindo, acatando e debatendo propostas para serem usadas como políticas do governo em busca de melhor direção do país.

O Portal Dialoga Brasil, como ferramenta virtual, tem a função política estreitar ainda mais a relação da presidenta com os brasileiros que querem ser agentes da construção do Brasil contribuindo com suas opiniões. Com trata-se de um país de condições geopolíticas continentais, o uso da ferramenta virtual cumpre o significado grego do conceito tele: longe. Longe não como não alcançável. Mas, o que deve ser alcançado. Ou melhor: aproximar o que se encontra longe, já o que se encontra longe é necessário para quem o tem como perspectiva.

O filósofo Nietzsche fala que o homem é o ser das distâncias. O que é visto como singular e necessário é o que se encontra longe. Fora. As transformações vêm de fora. Em mio de tantas opiniões provindas de fora, é possível que muitas sirvam para serem compostas com as opiniões governamentais de Dilma para o fortalecimento do Brasil.

O Dialoga Brasil, que foi criado no dia 28 de julho, já registrou 116.877 acessos, com 8.331 propostas, sendo que 5.341 foram aprovadas e encontram-se sob consulta popular.

Nessa enunciação virtual, o Portal Dialoga Brasil apresentou o vídeo com Dilma convidando os brasileiros para o diálogo-político.

“Nós queremos dialogar com você!”.

DILMA COMPÕE COM A POTÊNCIA BELA DAS MARGARIDAS CUJO PERFUME FLUI COMO TRANSFORMAÇÃO POLÍTICA-SOCIAL-ESTÉTICA EM MAIS DE 100 MIL FLORES

image_large (1)“E em noite assim como esta, eu cantando numa festa, ergo meu copo e celebro os bons momentos da vida, e nos maus tempos da lida, eu envergo, mas não quebro”, proferiu Dilma, entre as Margaridas, o poema da canção de Lenine Envergo, Mas não Quebro. Mais de 100 mil Margaridas fluindo contagiantes.

Não podia ser em um território cujo nome expressa a personagem mais popular do futebol brasileiro: Mané Garrincha. Pois foi no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, que a presidenta compôs com as Margaridas o perfume que flui como transformação política-social-ética-estética. O mesmo Mané Garrincha que Lula na noite anterior também compôs com o devir-transformador Margaridas.

fica-dilma image (1) Dilma foi chegando ao movimento-transformador Marcha das Margaridas, ao som da aclamação política “Não Vai Ter Golpe” e “Fora Eduardo Cunha”. A presidenta foi participara da Marcha das Margaridas não só para afirmar que comungava com o movimento, mas também para tratar das reivindicações das Margaridas do campo. Há um mês as Margaridas apresentaram ao governo uma pauta de reivindicações que segundo a presidenta, coincide com as intenções do governo que trabalha pela ampliação de oportunidades e direitos às mulheres.

jequitinhonha palacio punhos-na-esplanada_sergio rostosA presidenta, ao apresenta suas ações, começou com a pauta em defesa das Margaridas contra a violência. E o plano prático é a implantação das Patrulhas Rurais Maria da Penha. No setor da saúde o governo pretende criar 109 unidades móveis onde sete serão exclusivas aos povos indígenas. Nos meses de novembro as trabalhadoras rurais serão atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) de forma prioritária. Serão oferecidos exames ginecológicos, mamografia, ainda vacinas contra HIV. Também os protocolos de atendimentos serão trabalhados para o melhor atendimento e tratamento de intoxicações por agrotóxicos e ataques de animais peçonhentos. Além da implementação de um programa de redução do uso do agrotóxico. Quanto a educação, Dilma, se comprometeu que até o ano de 2018, serão criadas 1.200 creches nas ecolas rurais.

“Juntas, nós Margaridas, não permitiremos que ocorra qualquer retrocesso nas conquistas sociais e democrática de nosso país.

Teremos tolerância zero com a violência contra as mulheres. Além das patrulhas capacitaremos 10 mil promotoras legais, por meio do Pronatec, que acompanharão as ações a violência”, se comprometeu Dilma.  

TRABALHADORES FAZEM VIGÍLIA NA FRENTE DO INSTITUTO LULA PARA PROTEGÊ-LO CONTRA O ÓDIO DOS NAZIFASCISTAS E LULA SE REÚNE COM LIDERANÇAS DO PMDB

55bf5ad5-9477-4bd3-ba3e-a4cbccfec9a9Todo democrata sabe que os nazifascistas são aberrações da vida. Têm o espírito e o instinto corrompidos. Não chegaram a alcança a dimensão do humano. Atrofiados aberrantemente, odeiam a vida e cultuam a morte. Como para viver o homem tem que compor amizade e amizade só é possível quando se ama a vida, eles odeiam a democracia, porque democracia é a sociedade dos amigos e eles não podem ser amigos e nem ter amigos, já que não há amizade na morte.

Nessa condição, eles não suportam a democracia. E como a democracia é uma subjetividade corpus-liberdade, e não uma pessoa, assim eles não podem agredir fisicamente, eles projetam os resíduos odientos de suas aberrações em pessoas que escolhem como seus inimigos. E, no Brasil, para eles seus maiores inimigos são Lula e Dilma. Embora, eles, paranoicamente, persigam todos que são livres, inteligentes, sensíveis-criadores e éticos.

Dominando esses saberes sobre a identidade dos nazifascistas, os trabalhadores, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, decidiram montar um acampamento em frente ao Instituto Lula para protegê-lo contra qualquer fúria odiosa dos nazifascistas que prometem exacerbar seus ódios contra o que eles nomearam como inimigos. A malta enfurecida, inimiga da vida, vai, no dia 16, às ruas para um ato urbano predador. A vigília dos trabalhadores diante do Instituto Lula tem essa função: defender o território democrático contra a malta irracional. O instituto já sofreu atentado terrorista.

“Não permitiremos que nossa principal liderança seja atacada ou mesmo ameaçada por setores ou pessoas que não têm responsabilidade com democracia e que nunca se importam com os trabalhadores”, se posicionou José Paulo Nogueira, diretor executivo do sindicato.

No dia 16, domingo, o Sindicato do ABC e Central Única dos Trabalhadores (CUT) vão realizar uma manifestação, a partir das 13 horas em frente ao Instituto Lula, em defesa da democracia.

Lula é um homem-político além do conceito de político do filósofo Platão, mas muito próximo do conceito filósofo Marx. Depois de compor perfumes-revolucionários com as Margaridas na terça-feira, dia 11, durante a produção do movimento Marcha das Margaridas, onde voltou a confirmar, sem qualquer esforço, seu espírito humano transformador como inquietação política, ontem, dia 12, no Palácio Jaburu, sede oficial do vice-presidente da República, se reuniu com as principais lideranças do partido PMDB.

A reunião teve como elemento causador a governabilidade do país que deve se solidificar com um amplo entendimento entre setores variados. Participaram da reunião, além de Lula, Sarney, Renan Calheiros, Michel Temer, Eunício Oliveira, Eduardo Braga, Jader Barbalho, Romero Jucá, e Henrique Eduardo Alves.

“Estamos todos atrás de um grande entendimento”, disse Lula, aos jornalistas, ao sair da reunião.

A POTÊNCIA POLÍTICA DA MARCHA DA MARCHA DAS MARGARIDAS. LULA COMPÔS COM OS PERFUMES DAS FLORES

image_largeAs margaridas são flores! Belas por si mesmas! É o que diz o filósofo Kant sobre a beleza estética da Natureza. O Belo desinteressado. O que é Belo por sua existência. O Belo que transcende ao juízo estético saído da obra de arte. As fores são belas sem precisar de um juízo analítico.

Margarida era uma mulher! Uma mulher potência minoria. Não minoria por classificação do modelo macho ou modelo econômico. Uma potência minoria por não ter sido capturada pelos códigos agenciadores da subjetividade dominantes. Margarida era um devir em contínunn movimento produtor, livre dos agenciamentos coletivos de enunciação opressores. Margarida se movimentava nos campos de sua terra Paraíba. Um dia, um latifundiário muito bem capturado pelos códigos predadores do capital, o significado de sua impotência, a tomou como inimiga, por seu movimento no campo, e assassinou-a.

Mas como uma flor não morre, pois ninguém pode matar o Belo, nem mesmo o mais forte assassino, o capital, Margarida Maria Alves, desabrochou em Brasília, em forma e conteúdo como Marcha das Margaridas produzida por outras Margaridas do campo em luta por seus direitos de trabalhadoras que a Natureza e Constituição dos homens lhes outorgam. As Margaridas do Campo querem inclusão, reforma agrária distribuição de renda. Algumas formas e conteúdos já foram conquistados através dos governos populares, mas é preciso que eles se solidifiquem e não feneçam.

Mas como a beleza das flores é a potência-essência, diria o filósofo Spinoza, da vida, ela não se mostra em particular, mas em dom universal. Há homens-margarida. Assim, a Marcha das Margaridas exalou seus fluídos-perfumados em Lula. Lula, homem-margarida, tem genética do campo. Tem genética de trabalhador que produz a afirmação da vida.

Com o tema Desenvolvimento Sustentável com Democracia, Justiça, Autonomia, Igualdade e Liberdade a 5ª Marcha das Margaridas, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília, exalou seu perfume. Polivocidade como univocidade-potência-democrática. A voz é única: Margaridas.

“Foi a dignidade de vocês que construiu esse país. A presidenta Dilma deve estar agora orgulhosa de presidir um país que tem um povo da realidade das Margaridas que estão aqui hoje. Hoje é um dia para celebrar a força das mulheres e do povo brasileiro

Quem chegou a onde a gente chegou, não pode retroceder. Quero dizer que estou preparando meu caminho para voltar a viajar pelo meu país. Eu quero ver se nossos adversários estão dispostos a andar por esse país e discutir este país como ele precisa ser discutido.

A crise não começou no Brasil. Ela começou nos Estados Unidos e na Europa. Algumas pessoas não perceberam que a eleição acabou no dia 26 de outubro e que Dilma é a presidenta deste país. Eles não perceberam que a eleição acabou. Eles não saem do palanque.

Os mesmos setores que querem jogar a responsabilidade das dificuldades atuais a presidenta Dilma e agora se apresentam como solução, entregaram o país quebrado e devendo dinheiro para o FMI.

Os que pedem o impeachment da presidenta Dilma são os mesmos que em 2005 queriam me tirar do poder. Mas tinham a consciência que se fizessem teriam que enfrentar o povo. Com Dilma não será diferente. Tenho certeza que cada mulher que está aqui, que cada brasileiro, com sua coragem, vai defender esse governo. Ninguém vai barrar o processo democrático. Se tem uma coisa que o povo prendeu nos últimos anos, foi fazer sua própria história

Ousamos eleger uma mulher que aos 20 anos foi presa e torturada. Com a coragem das mulheres ninguém ameaçará a democracia”, discursou Lula junto com as Margaridas.

imageA ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Mulheres afirmou que a mulher não aceita ódio de gênero.

“Mulher nenhuma pode aceitar ódio de gênero, o ódio de quem não suporta uma mulher governando este país”, disse a ministra.

Patrus Ananis, ministro do Desenvolvimento Agrário reafirmou que o governo vai a continuar a luta pela reforma agrária e levar políticas públicas para os agricultores de todo o Brasil.

“Estaremos juntos sempre para fazer do Brasil uma pátria justa e solidária”, disse o ministro.

Por sua vez, Alessandra Lunas, coordenadora da Marcha das Margaridas da Secretaria de Mulheres da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), reafirmou que a Marcha das Margaridas vai às ruas defender a democracia.

“A Marcha das Margaridas vai às ruas em defesa da democracia neste momento crucial”, se posicionou Alessandra Lunas.

Hoje, dia 12, é a vez da presidenta Dilma, compor com as Margaridas.

SUJEITOS-SUJEITADOS DA MORALINA REPRESENTANTES DO PSDB SE DISSERAM OFENDIDOS POR APARECEREM NO PROGRAMA DO PT COMO “OPORTUNISTAS”

11811447_887808007972242_3120732980274107815_n“Com frequência são justamente os “escravos “ que tomam o poder,

e que o mantém, e que permanecem “escravos” ao preservá-lo”.

Deleuze

A moralina é um valor moral que o ressentido, o reativo, o que nega a vida em benefício da morte criou para poder simular viver, diz o filósofo Nietzsche. A moralina não tem qualquer sentido de vida. A moralina é a estagnação da vontade de potência que é a criação e distribuição da vida como intensidade de renovação como é a vida. A intensidade que é o eterno retorno. Nunca o retorno do mesmo, do igual, do ciclo como quer o pregador da moralina.

Onde há moralina falta vida. Há exuberância de moralina nas direitas. A moralina é a proteção do que já se encontra fixo como o ponto-molar-paranoico de todo reacionário. Assim, a moralina como reacionarismo é o medo do que muda. A moralina é o status quo moral das direitas. Como diz o filósofo Deleuze, em um texto sobre o filósofo Nietzsche, os que desejam o poder são escravos e permanecem escravos quando se apossam do poder. Para eles Deus está morto, mas preservado neles como valor moralina. Ou seja, eles se tornam Deus através do valor moralina que eles criaram.

Para o pregador da moralina, que também é uma forma de exacerbação do espiritualismo reativo em forma de superstição expressada como o mais baixo grau de inteligência, como diz o filósofo Spinoza, o poder serve como uma ilusão de imobilizar os outros e torná-los submissos para que não haja perigo de mudança. Para concretizar seu plano reativo todos os recursos contra a vida são válidos. No pregador da moralina, onde a obtenção do poder é o seu objetivo maior, não há qualquer sentido da honradez, da probidade.

O programa do Partido dos Trabalhadores exibido na noite de quinta-feira, dia 6, nas rádios e televisões abertas sensibilizou diretamente os espectadores. Mas foram duas formas de sensibilidades expressadas. Uma a que sentiu a potência política do partido através do método eficientemente pedagógico usado para expressar os conteúdos do programa que o governo Dilma pretendia. Foi, em verdade, um programa sincero que foi acolhido pelos que possuem um elevado grau de sensibilidade e cognição. Outra a sensibilidade dos que são traspassados pelo humor viscoso da moralina representada pelas direitas. No caso específico o partido da burguesia-ignara, PSDB.

Membros do partido porta-voz da burguesia-moralina, como Aécio Cunha, Cássio Cunha Lima, além de gente como Caiado, José Agripino, do DEM, se disseram indignados porque suas fotos surgiam em flash, no programa, acompanhadas com os enunciados “oportunistas”. Logicamente, para eles uma agressão improcedente já que representam a “essência” do espírito democrático. Não são oportunistas, não são golpistas.

Qualquer pessoa menos obtusa sabe que a moralina das direitas encontra-se em prática há mais de doze anos no Brasil desde que Lula foi eleito presidente. Todas as facetas da moralina não param de se manifestar de forma golpista. São os meios de descomunicação como TV Globo, SBT, Band, Jovem Pan, CBN, Folha de São Paulo, Estadão, o Globo, Veja, Época, IstoÉ e congêneres. Todos, compulsivamente, conspiram para o fim dos governos populares.

Nesse exato momento, membros do PSDB, DEM e outros moralinados, conspiram explicitamente de forma golpista para tirar Dilma do governo. Aécio é o grande líder oportunista, ainda ressentido com a derrota para a Presidência da República, responsável pela difusão do golpe. Entretanto, os moralinados se acham com o direito de se indignarem por terem aparecido no programa do PT como autores do golpe antidemocrático. Como se fossem uns verdadeiros deuses gregos da democracia.

Tripudiados pela história da democracia se acham com direito de tripudiar da inteligência do povo. Como diz o filósofo Deleuze, escravos do poder querem ser tidos como homens livres.

A moralina já foi exuberantemente espalhada pelas direitas para que agora ela possa ser estancada.

MOVIMENTOS SOCIAIS, SINDICATOS, PARTIDOS PROGRESSISTAS REALIZARÃO DIA 7 ATO DE REPÚDIO CONTRA ATENTADO TERRORISTA AO INSTITUTO LULA PRATICADO POR NAZIFASCISTAS

image_largeO que se encontra em cena no Brasil de hoje são duas subjetividades. Uma subjetividade molar, com componentes paranoicos, solipsistas, que perseguem tudo que é movente, tudo que reflete a vida criativa, solidária e compromissada com os direitos de todos em forma de regime democrático. Outra subjetividade molecular, constituinte, multitudo, composta por corpos criativos, distributivos, transformadores e continuamente alegres como regime democrático.

A subjetividade ponto molar-paranoico é toda estriada, segmentada, refletida em uma semiótica sobrecodificada em uma estrutura hierárquica rígida em forma de buraco negro que tende a capturar todos os corpos, imobilizá-los, para poder se manter como dominante. Trata-se do sistema capitalista com sua imagem do pensamento dogmático que obriga seus sujeitos-sujeitados, agenciados coletivamente em enunciações de subjetivação, a serem seus reverberadores. Sujeitos- sujeitados do significante-paranoico. No palco brasileiro são as direitas com seus ressentidos, rancorosos, perversos, invejosos, odientos, ambiciosos, que por serem destituídos de qualquer pudor ou princípio moral, recorrer a todas as armas para alcançar seus objetivos. Não é difícil entender que essa subjetividade tem também como membros os psicopatas nazifascistas. Os que dizem Sim a morte e Não a Vida.

Como poder politico tem força simbólica, imaginária e real sobre essa subjetividade molar-paranoica, ela se mostra como amante passional desse poder. E tudo faz para tentar obtê-lo. Os representantes dessa subjetividade em forma de partidos políticos, empresários, mídias insensíveis e a-cognitivas, classe média alienada e grupos inebriados, desde que os governos populares conquistaram o poder democraticamente através do voto, com Lula e Dilma, ela não cansa de realizar ataques conspiratórios contra esses governos.

A última eleição em que seu representante Aécio Cunha foi derrotado por Dilma Vana Rousseff, acirrou mais o ponto-molar com seu nutriente: ódio. São inúmeras tentativas, sem qualquer pudor, princípio moral, para desmobilizar o governo e anulá-lo para que essa subjetividade, sem qualquer constrangimento, possa se apossar. Agora, as tentativas não estão mais na ordem da invenção de mentiras, impropérios, pornofonia, pornografia, difamação, ameaças, calúnias, não, agora seus membros passaram para a violência física. Ou melhor, sem metáfora ou eufemismo, passaram para o ato terrorista.

Na noite de quinta-feira passada, às 22 horas, o Instituto Lula sofreu um atentado terrorista. Um passageiro de carro lançou uma bomba de fabricação caseira na frente do prédio do Instituto Lula. A imprensa que reflete essa subjetividade molar-paranoica correu para descaracterizar o ato nazifascista. Tendo até quem afirmasse que tudo foi provocado pelo próprio Lula. Não era para se esperar o contrário, posto que a subjetividade molecular conhece os códigos que traspassam esse tipo de sujeitos-sujeitados.

Agora, deve ser feito, para impedir a concretização livre dessa subjetividade que ama a morte, um ato de repúdio contra o atentado terrorista. Para isso, os sindicatos CUT, CTB, CSB, CMP, Consulta Popular, FLM, UMM, as organizações sociais, os movimentos sociais, as entidades de direitos humanos, os partidos políticos PCdoB, PT, PDT, PCO e a sociedade civil irão realizar sexta-feira, dia 7, o ato contra o atentado terrorista.

Para Rafael Marques, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a mobilização dos trabalhadores em defesa dos empregos e dos avanços sociais, também inclui a defesa de Lula.

 “A partir de agora, nós dirigentes, vamos construir em nossas bases essa grande mobilização em defesa do Brasil, dos empregos e dos avanços sociais. E tudo isso se traduz, também, na defesa do presidente Lula.

O atentado é inadmissível. É um tipo de atitude que aconteceu poucas vezes na história do nosso país e que repudiamos fortemente. Um comportamento de gente pequena, atormentada, pessoas que, com certeza, não deram um centésimo da contribuição que o presidente Lula deu ao Brasil e ao mundo”, observou o sindicalista Rafael Marques.

O deputado estadual Teonílio Barba do PT, também tem posição semelhante ao do sindicalista. Para ele o atentado foi obra de fascista da extrema-direita.

 “O que aconteceu com o Instituto Lula se trata de um ataque fascista e de extrema-direita. Querem criar uma instabilidade no país quando atacam nosso ‘eterno’ presidente Lula”, opinou Teonílio Barba.

Embora muitos acreditem que os atos irracionais e cobiçosos da subjetividade molar-paranoica sejam exclusivos em direção ao Partido dos Trabalhadores, e especificamente a Lula e Dilma, trata-se de uma simplificação de raciocínio. Na verdade esses atos irracionais e cobiçosos são em direção à subjetividade molecular-criativa e distributiva. São direcionados a todos que acreditam que o ser humano é para ser feliz como efeito de sua vontade de potência que é a afirmação da Vida. Ou como diz o filósofo Toni Negri, o homem “não precisa passar pela privação, não é uma condição da filosofia”.

Somos nós, os livres e não os cativos, que a subjetividade molar-paranoica tem como alvo visto ser ela composta pelos cativos. Somos nós os fortes como vontade de potência que ela, como fraca e impotente, como quem persegue o dinheiro, a fama, o respeito social imposto, o reconhecimento, objetiva.

 

CUT REALIZA SEMINÁRIO SOFRIMENTO PSÍQUICO NO TRABALHO: MULHER TRABALHADORA DA (DES) CONSTRUÇÃO DO CINISMO VIRIL

d88153dd-562c-42e2-955c-ca57780d03bdHoje, dia 5, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) estará realizando no auditório do Sindicato dos Professores da Rede Pública Estadual (Apeosesp) o seminário Sofrimento Psíquico no Trabalho: Mulher Trabalhadora da (Des) Construção do Cinismo Viril. O seminário constará com debates sobre o mundo do trabalho, a mulher como trabalhadora no mundo do homem, suas relações, a força perniciosa da terceirização e o adoecimento psíquico da mulher.

Durante o seminário será presentado o resultado do curso de um ano coordenado pela socióloga e psicanalista Débora Felgueiras que teve como suporte a livro de Christopher Dejours, A Banalização da Injustiça que foi promovido pela Secretaria da Mulher Trabalhadora da CUT e Escola Sindical do Trabalho.

O seminário será dirigido por Débora Felgueiras e pela psicanalista e professora do Departamento de Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae. Os interessados em participar do seminário devem fazer suas inscrições através do e-mail: sofrimento psiquiconotrabalho@cutsp.org.br As inscrições são gratuitas.

O tema do seminário que trata da saúde mental dos trabalhadores é de fundamental importância para ser experimentado, visto trata-se de um tema que mostra o quanto o trabalho alienante do sistema capitalista é perverso em relação ao trabalhador. E que o lucro capitalista sempre foi proveniente do esfacelamento das estruturas corporais e psíquicas dos trabalhadores. São milhares de trabalhadores que apresentam alteração mental imposta pela violência do sistema capitalista que só visa o lucro máximo. E no caso específico das mulheres, a situação é muito prior.

Foi por acaso que na década de 60 a psiquiatria materialista passou a se dedicar ao estudo e denúncia dessa alteração mental e biológica que o trabalhador sofre ao ser submetido à fúria do lucro do capital.

PARLAMENTARES DIVULGAM DOCUMENTO “NÃO À AGENDA NEGATIVA” CONTRA A MEDIOCRIDADE AUTORITÁRIA DO MEGALOMANÍACO EDUARDO CUNHA.

image_largeExistem basicamente dois tipos de sujeitos-sujeitados medíocres. Um é aquele que é medíocre, sabe que é medíocre e não quer interferir na existência de pessoas, grupos ou entidades. Quer só ficar na dele. Fica na dele até quando encontra os medíocres em seus percursos. Seu leme é: “É melhor ser medíocre só do que mal acompanhado”. E vai sendo levado por sua mediocridade. É um indiferente, um  apático, hipotímico, alienado, entretanto imagina que tem que ser assim mesmo, e assim será.

Outro é o tipo de medíocre que sabe que é medíocre, mas simula o que não é e dissimula o que é. Não esquecer que simular é fingir ser o que não é, assim como dissimulação é fingir não ser o que é. Em sua mediocridade, ao contrário do primeiro, ele passa todo o tempo procurando sujeitos-sujeitados que sejam semelhantes a si. Procura compulsivamente locais onde predominem grupos para se associar. Ele não pode agir sozinho, como o primeiro medíocre. É uma espécie de ente gregário nocivo-inativo.

Como todo medíocre é um reativo, odeia a vida, como diz o filósofo Nietzsche, e como o mundo encontra-se povoado em grande escala por reativos, que sempre dizem Não a vida e Sim ao niilismo, esse tipo de medíocre facilmente encontra seus pares. Esse encontro, que na verdade é desencontro, porque não há encontro quando predominam afetos tristes, logo é celebrado, visto que vislumbra ganhos egoístas.

Quando o medíocre é parlamentar, em função de ser reativo em relação à vida, cultua o Não, ele logo é bem recebido, não precisa nem fazer esforço e se mostrar em sua mediocridade, já que o ambiente é um nicho pululante de medíocres. É a festa da mediocridade. Festa grotesca, é claro. Embora não exista festa medíocre, mas só a título de zombaria se usa essa alegoria.    

Foi exatamente essa mediocridade explicita que se mostrou arrogante, autoritária – todo adulto autoritário é no inconsciente uma criança apavorada pelo medo dos pais -, descabida e nociva que os parlamentares do PSOL, PSB, PT, PCdoB, PDT, PPS E PROS viram, e não aceitam, no presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha – que nos próximos dias pode ser denunciado pela Procuradoria-Geral da República – e levaram a escrever o documento Agenda Negativa onde apresenta 15 itens arbitrários e autoritários que representa um “desserviço à nação”.

Eduardo Cunha, que se ilude sendo necessário ao Brasil, quando não é, vai apresentar, na sexta-feira, em cadeia nacional na TV e rádio o balanço de sua gestão que ele considera um primor, mas que não passa de uma ofensa ao povo brasileiro. A Agenda Negativa além de mostrar os desserviços praticados por Cunha, mostra também sua realidade pessoal de sujeito-sujeitado que tem sobre si dezenas de processos, o que lhe impediria tanto de ser candidato, como, mais ainda, presidente da Câmara Federal. Seu nome apareceu na Operação Lava Jato delatado pelo doleiro bandido profissional Youssef. E mais. Ontem, dia 16, em delação premiada, o consultor Júlio Camargo, que trabalhava para as empresas Toyo e Setal e Camargo Correia, entregou nas mãos de Cunha a bagatela de US$ 5 milhões. Haja ética!

“Cunha sustenta-se sobre uma base de deputados e líderes que corroboram seus métodos e posições políticas. Cresce, porém, a resistência dentro e fora do Parlamento”, afirmou a deputada Erundina (PSB/SP).

Por sua vez, o deputado Chico Alencar (PSOL/RJ) disse que as ações de Cunha reduzem o sentido de democracia.

“Por estes poucos exemplos dar para se ver que as ações do atual presidente encobrem grave redução da democracia. Continuaremos fiéis aos propósitos dos que nos colocaram aqui como representantes de cidadãos que lutam por um Parlamento democrático e transparente, e por um país mais justo e igualitário”, observou o deputado.

PAPA CHICO, NA BOLÍVIA, AO CONCEBER O CAPITALISMO COMO “DITADURA” TOCA NO ‘CRISTIANISMO’DAS DIREITAS GOLPISTAS QUE ODEIAM POLÍTICAS PARA AS MINORIAS

images-cms-image-000444926Obsedado pelo lucro o capitalismo não tem pudor. E para ele não importa só o lucro. É necessário conseguir o lucro máximo. Para satisfazer a patológica ambição ele recorre a todas as formas que lhe facilitam esse máximo lucro. Tudo sem qualquer pudor. É assim que ele usa o nome de Cristo, porque sabe que esse nome abre as portas para sua exploração. O nome de Cristo, não o Cristo filho de Maria, tem o poder de tornar os supersticiosos, vítimas do capitalismo sem qualquer amargor. Vejamos as farisaicas entidades que se nomeiam igrejas.

Mas não precisa ser capitalista, senhor do capital que compra a força de trabalho do trabalhador para sujeitá-lo e conseguir lucro, há também os que são defensores de sua condição d impor do no homem. Por exemplo, no caso do Brasil, os partidos que não passam de arautos e guarda-costas do império capitalista. São as entidades, grupos nazifascistas e partidos reacionários, que trabalham para o capitalismo internacional como os que tentam denegrir a Petrobrás para que ela seja vendida para o capital estrangeiro por preço irrisório. Outro exemplo claramente concreto. A intenção de Serra de transferir da Petrobrás o direito de exploração do pré-sal para empresas multinacionais. São esses os anjos da guarda do capitalismo de mercado.

moralesfoice_e_martelo81662Daí, que sendo o Papa Chico, para os íntimos e não para os estranhos como as direitas farisaicas que usam o nome de Cristo em vão, conhecendo o capitalismo, não por obrigação, mas como um ser humano, ao visitar a América Latina, não poderia deixar de concebê-lo como ditadura sutil e se preocupar com os pobres desse bravo, digno e potente continente que têm suas vidas ameaçadas pela ambição de sistema que só visa o lucro.

“É preciso uma mudança de estrutura mundial, o capitalismo é uma ditadura sutil. Precisamos e queremos mudança, uma mudança real, uma mudança de estruturas. Este sistema é insuportável. Este sistema é contra o projeto de Jesus. A população tem que lutar pela defesa dos três T: Terra, Teto e Trabalho.

Falo de problemas comuns de todos os latino-americanos e, em geral, de toda a humanidade. Problemas que têm uma matriz global e que hoje nenhum Estado é capaz de resolver sozinho. O capitalismo impôs a lógica dos lucros a qualquer custo, sem pensar na exclusão social ou na destruição da natureza.

A primeira tarefa é colocar a economia a serviço dos pobres. Os seres humanos e a natureza não devem servir ao ‘Deus do Dinheiro’. Precisamos dizer ‘não’ a uma economia de exclusão e desigualdade no qual o dinheiro domina em vez de servir.

Não se pode consentir que certos interesses globais, mas não universais, se imponham e submetam os Estados e as organizações internacionais à destruição da criação”, pontificou o pontífice Chico.

8tb1ph3qlkibbmjxxok13qdo0Mas não tinha acabado a festa que ele realizara diante das populações pobres da Bolívia e também do Brasil, visto o encontro ter ocorrido em Santa Cruz de La Sierra.

“Foram cometidos muitos e graves pecados contra os povos originário da América em nome de Deus”, mandou ver Chico.

Ele sabe que continuam metendo graves pecados contra os povos da América. As falsas igrejas com seus falsos pastores continuam usando o nome de Deus para explorar os pobres que além de tomarem seus parcos dinheiros ainda os obrigam a votar em seus membros para solidificar a exploração no Congresso Nacional. Ou nas Assembleias Legislativas.

DILMA MINISTRA AULA DE DIREITO POLÍTICO PARA AÉCIO. “QUEM É GOLPISTA MOSTRA NA PRÁTICA AS SUAS TENTATIVAS QUE COMEÇAM, POR PREJULGAR UMA INSTITUIÇÃO”

dilmabrics81660É facilíssimo entender, mas impossível aceitar. Aécio, incontrolável por sua obsessão em querer ser o que não pode ser, presidente do Brasil, afirmou, em sua tresloucada compulsão golpista, que na entrevista que Dilma concedeu na segunda-feira, ela havia passado por cima do Tribunal de Contas da União (TCU) e o Superior Tribunal Eleitoral (STE). Como pode ser observado, o eterno ressentido, depois de se reeleger “presidente da República” e afirmar que o PSDB, seu partido, é o que mais faz “oposição ao Brasil”, ele procura todas as formas de chantagens para tentar atingir o governo Dilma. Uma missão irracionalmente sem efeito.

Como Dilma é traspassada por uma sublime dignidade e inteligência, além de ímpar coragem, ela entendeu muito bem o objetivo do “reeleito presidente da República”. Ela entendeu que ele tenta colocar o TCU e o TSE contra ela. Só que em sua sanha golpista, não entende que os dois tribunais são formados em suas maiorias por ministros que sabem distinguir o que é fantasioso e o que é real.

Então, a proba presidenta, lá em Ufá, na Rússia, mandou um recado ao golpista atrapalhado.

“Em momento alguém de minha entrevista em passei por cima de nenhuma intuição. O TCU ainda nem deu um parecer definitivo sobre as minhas contas. Eles abriram a possibilidade de nós nos explicarmos, e nós vamos nos explicar bem explicado. A mesma coisa o TSE.

É estranho que prejulguem. Estranho como se tivesse havido uma decisão, quando não houve decisão alguma. Quem coloca como já tendo tido uma decisão está comentando um desserviço para a instituição, para o RCU e para o TSE.

Não há nenhuma garantia para que qualquer senador da República, muito menos o senhor Aécio, possa prejulgar quem quer que seja ou possa definir o que uma instituição vai fazer ou não.

Respeitar a institucionalidade começa por respeitar as instituições, por respeitar suas decisões e o seu caráter autônomo, soberano e independente.

Não vou ficar discutindo quem é e quem não golpista. Quem é golpista mostra na prática suas tentativas, que começam por prejulgar uma instituição. Não há dentro nem do TCU, nem do TSE, qual será a decisão. Até porque o futuro é algo que ninguém controla. Nem eu, nem ninguém”, analisou a presidente.

Dilma, como sempre, falou com autoridade intelectiva, afetiva e ética, como uma aula de Direito Político, mas infelizmente Aécio, não vai aprender nada. Vai continuar bloqueado em sua cognição e sentidos. Duas faculdades que precisam de liberdade para processar saberes-mutantes. O imprescindível para a democracia real.

LEORNADO BOFF DIZ QUE EDUARDO CUNHA É BANDIDO UMA PESSOA AMBICIOSA, MANIPULADORA, INESCRUPULOSA SEM QUALQUER SENTIDO ÉTICO

imageNovamente o filósofo e teólogo Leonardo Boff reuniu centenas de pessoas em Porto Alegre, no Parque da Redenção, para ministrar sua aula pública com o tema Expressões Sobre os Direitos Humanos: Mais Amor, Mais Democracia.

Durante aula pública Leonardo Boff fez análise dos principais temas que são apresentados no mundo como corpos inquietantes, principalmente em relação aos direitos, liberdade, e convivência entre as pessoas. Analisou a situação atual do Brasil, o governo Dilma, o Congresso Nacional e os personagens que são tidos, por si mesmos, como importantes para a democracia, mas são verdadeiramente antidemocratas colocando seus interesses pessoas acima dos direitos coletivos. E u desses personagens é o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha, que é conhecido por jornalistas do Rio de Janeiro como bandido e tem dezenas de processos.

“De modo geral, a sociedade brasileira é conservadora, mas nos últimos anos, especialmente com a resistência à ditadura e com o retorno à democracia, se criou um sentido de democracia participaria e republicana, onde o social ganha centralidade e não simplesmente o Estado e o desenvolvimento material e econômico.

Incluir aqueles que estiveram sempre excluídos passou a ser um tema central. Isso um elemento de progresso e avanço que assustou as classes privilegiadas que perceberam que esses 40 milhões de pessoas estão ocupando um espaço que era exclusivo deles e começam a ameaçar seus privilégios. Os representantes dessas classes não querem que o Estado se defina por políticas sociais, mas sim por políticas que, historicamente, sempre beneficiaram as classes dominantes.

Eles conseguiram uma articulação com grandes empresas, com grupos de agronegócio e outros setores para construir uma representação parlamentar. O que vemos hoje é que os sindicatos praticamente não estão representados, os indígenas e negros não estão, e o pensamento de esquerda não está. O que temos, na maioria dos casos, são deputados medíocres que representam o interesse das grandes corporações nacionais e internacionais, que tem pouco ou nenhuma ligação com um projeto de Nação.

Em primeiro lugar, acho que é um bandido político. Sempre foi conhecido assim no Rio. Um jornalista do Globo fala dele com a “coisa má”. É um home extremamente sedutor, nãos respeita lei nenhuma, tem dezenas de processos de corrupção contra ele, mas consegue manipular de tal maneira os poderes que sempre consegue prolongar sua vida. É alguém que não tem nenhum respeito à Constituição e atropela normas do Congresso como bem entende. Creio que a pretensão dele, no final dessa legislatura, é propor o parlamentarismo para ele ser o primeiro ministro, já que não poderá ser presidente pela via eleitoral. É uma pessoa extremamente ambiciosa, manipuladora, inescrupulosa, sem qualquer sentido ético e um fundamentalista religioso conservador e de direita”, analisou Leonardo Boff.

Os predicados antidemocráticos que Boff apresentou do reacionário e rancoroso Eduardo Cunha, também pode ser desdobrados para uma grande parte de parlamentares sem qualquer dimensão política que sustentam as sanhas dele. Sem esses iguais parlamentares, Eduardo Cunha não teria sequer sido escolhido presidente da Câmara Federal.

A SIMULAÇÃO COMO ÊXTASE DA INFORMAÇÃO, MAIS VERDADEIRO QUE A VERDADE, PRATICADA PELA MÍDIA ACÉFALA DE MERCADO

manipulao-mafiomiditicaO filósofo Jean Baudrillard é considerado como um outsider, um rebelde, da filosofia. E não é para menos. Ele consegue mostrar a dissipação da sociedade pós-moderna através de seus agentes teratogênicos. Onde todas as formas de trocas e relações chegaram a exaustão. E já não funcionam, porque seu sistema de valor entrou no estado de catástrofe. Sujeito-objeto, pensamento-ser, normal-anormal, bem-mal, etc. foram desrrealizados pela tirania da simulação.

É ele quem pode nos mostrar o vazio que representa a mídia de mercado que não tem como objetivo a informação, mas o deslocamento do fato. A ilusão. Como se sabe, todo ser tem suas etapas de vida. Nascimento, desenvolvimento, amadurecimento e fim. O que significa que todo ser tem seu limite, território onde realiza suas trocas com o meio. Na verdade, meio mutante onde ele transita, com suas necessidades, em busca de suas satisfações naturais e sociais. Suas trocas reais.

O mundo como objetividade e subjetividade permite que os bens necessários a este ser tornem-se materializados através das trocas que ele experimente em seus limites. Daí que nenhum ser pode processar suas trocas se não for, em seu limite que alguns consideram como sua singularidade. Ou multiplicidade das singularidades.

Entretanto, quando um ser vai além de sua singularidade ele atinge uma zona de não mais ser. Ele chegou ao ex-terminis, extremo, “além de seu fim”. Parou seu crescimento e chegou a excrescência. Chegou ao fim o movimento e a mudança para prevalecer a estase. O que significa que ele já não é seu natural e social. Ele tornou-se um êxtase. Um mais do que ele mesmo. Uma espécie de metástase.

No Brasil atual é essa mídia estase – paralisia – como êxtase da comunicação que prevalece. A informação desapareceu e passou a predominar a simulação. Fingir ser o que não é. Não conta mais informar, mas simular que informa. Mídias como a Rede Globo, Band, Folha de São Paulo, Estadão, o Globo, Época, Veja, IstoÉ, em seus impulsos paranoicos com o objetivo de atingir o governo Dilma e o Partido dos Trabalhadores fabricam esse mundo teratogênico de simulações em que a informação se mostra substituída pela mentira. Fazer com que o outro tome como verdade a mentira que eu divulgo. Em um entendimento em maior magnitude: tornar o mundo um laboratório simulante.

Baudrillard nos mostra que assim como o êxtase do tempo é o tempo real, instantaneidade: mais presente que o presente; o êxtase do real é o hiper-real: mais real que o real; o êxtase da informação é a simulação: mais verdadeira que a verdade. Essa a verdade das mídias acéfalas de mercado. Uma verdade que não reflete o corpo do fato verdadeiro, mas de um simulacro elaborado por seus agentes.

E é aí que ela não produz, para si, o efeito desejado. Como foi além de seu limite que é informar, ela entrou no estado de excrecência: além de seu fim. O que significa que nesse fora, ela não pode comunicar nada com os que transitam em seus limites-singulares. A simulação, como mais verdadeira do que a verdade, não tem concretude, posto que não é um prolongamento discursivo do real. Não é substrato que sai da experiência. Daí não suportar a prova da suspeita e da comprovação, pois se trata de uma lógica abstrata que simula um mundo virtual. Onde não há possibilidade de trocas.

Em síntese, essas mídias de mercado trabalham (trabalham ?) com miríades-virtuais que não são cópias e nem semelhanças da verdade. Por tal condição vem há anos sofrendo com os malogros de suas intenções simuladoras.

E vai ser sempre assim, enquanto assim for!

PROPOSTAS DA SOCIEDADE CIVIL PARA A REFORMA POLÍTICA SÃO INVISÍVEIS PARA DEPUTADOS REACIONÁRIOS

20150620151412406872uOs movimentos sociais, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE),sindicatos e outras entidades que lutam pelos direitos do povo brasileiro, que no total são mais de 100 entidades, há meses vêm se encontrando, debatendo e apresentando sugestões democráticas para a reforma politica. Todavia, os pressupostos apresentados como resultados dessa luta são para os deputados reacionários invisíveis. Não entraram como tema nem de discussão na Câmara Federal.

Antônio Augusto Queiroz, analista político e diretor do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) fez um abreve exposição sobre a atitude de tais deputados.

“Os partidos têm autonomia administrativa e orçamentária que o Estado não controla. Ele pode canalizar para o candidato que desejar os recursos, pode priorizar alguns candidatos, do modo como foi feito, sem estabelecer regra de que o que for arrecadado vai ser distribuído linearmente entre todos os candidatos.

Não aprovaram mudanças no financiamento de campanha, que ajuda a moralizar e diminuir a corrupção na política; no sistema eleitoral de lista fechada, que viria na perspectiva de fortalecer ideias de partidos e com o fim de coligação que reduz o número de partidos. O texto final é um deboche com o eleitor que vota em um candidato e ajuda a eleger outro com quem não tem qualquer identidade ideológica.

Coligação só faz sentido se tiver identidade programática. O correto seria instituir a federação de partidos para que os que se coligarem para a eleição fiquem juntos durante todo o mandato.

Você pode aperfeiçoar o sistema determinando que quem for concorrer à reeleição se licencie nos seis meses que antecede a votação e retira a influência. A cláusula de barreira instituída pela Câmara tem como único objetivo impedir que os pequenos partidos se manifestem” analisou Antônio Queiroz acreditando que no Senado os senadores farão mudanças.

É PRECISO POLÍTICAS URBANAS DE ABRIR ESPAÇOS PARA QUE O APARELHO REPRESSIVO DO ESTADO NÃO CRESÇA, DIZ O GEÓGRAFO MARXISTA DAVID HARVEY

24e0f6ed-dd87-446b-b65d-b3244836bbdbPessoas que tenham apenas noções elementares sobre o agenciamento de enunciações coletivas processados pelo sistema capitalista que estratifica, segmenta, cristaliza, normatiza, regra, coagula os indivíduos para que eles sejam apenas sujeitos de seus enunciados, sabem que os espaços são objetos de interesses monetários. Ou seja, os espaços da urbe são objetos de desejo do sistema capitalistas como corpos de lucros. Quando transformados em propriedade privada são territórios de proteção do Estado.

Assim, toda vez que um espaço urbano é tirado da população mais se faz presente a força repressiva do Estado. Daí que é necessário que as políticas urbanas se preocupem em abrir espaços para que os movimentos sociais e artísticos possam promover atuações que contribuam na construção de uma consciência social mais participativa como sujeito de determinação de sua história. Uma subjetividade-movente que não precisa ser marxista para compreendê-la.

Foi esse entendimento que o respeitado e engajado geógrafo marxista, David Harvey expressou quando de uma entrevista que concedeu no sábado passado no fim do seminário Da Primavera dos Povos às Cidades Rebeldes: Para Pensar a Cidade Moderna, promovido pela Editora Boitempo.

“Se me perguntassem que conselho eu dou para o prefeito, diria: ”Abra o maior número possível onde movimentos revolucionários possam acontecer.

A revolução não ocorrerá amanhã. O processo vai ser demorado e a tarefa que pode ser feita é dar a oportunidade de se criar esses movimentos revolucionários. Sem esses espaços, o aparato repressivo do Estado cresce.

Eu sou um anticapitalista por motivos racionais. Qualquer pessoa que olhe objetivamente para a situação que estamos pode pensar o mesmo.

O acúmulo de capital depende cada vez mais da urbanização como fórmula primária de acúmulo. A urbanização que vemos é motivada pela dinâmica e pelas necessidades do capital. Tudo é pensado para que se possa acumular mais. Quando as pessoas perdem suas casas nas crises imobiliárias é uma imensa transferência de riquezas de uma população vulnerável para a organização eu estão especulando no mercado. O futuro do capital vai ser definido pela batalha de classe, articulada ao processo de urbanização.

Vai ser uma organização que entende a organização de toda classe operária, não importa onde ela empregada: se é taxista, se trabalha em um restaurante, se conserta telefone.

Eu acho que o futuro da esquerda depende muito de reunir o melhor da anarquia e o melhor do marxismo. Se essas duas correntes não capitalistas não conseguirem se unir em um processo político, a esquerda vai falhar. Para mim é um momento muito positivo porque essa nova forma de fazer política pode dará certo. Mas a esquerda, muito curiosamente, é muito conservadora, ela não quer largar duas ideias”, examinou o geógrafo David Harvey.  

MODELO DE FAMÍLIA PROPOSTO PELA CÂMARA REVELA O QUANTO HÁ DE INDIGÊNCIA POLÍTICA EM MUITOS PARLAMENTARES

imigracao-libanesaO conceito de família é sexual, econômico, político, social, antropológico, histórico, religioso e moral com a predominância de alguns desses enunciados em algumas sociedades. Há sociedades em que a economia é fator de determinação das relações familiares. Outras é o fator político. Já outras o fator é religioso.

Mas o certo mesmo é que a família tem sua realidade estabelecida através de corpos ligados à necessidade de preservação da vida. O alimento e a água, além da proteção contra as ameaças externas. Marx diz que o homem é um ser padecente porque precisa satisfazer suas necessidades biológicas. Como é fácil entender, o homem da pré-história não procurava seu alimento sozinho, mas sim em bando.

Como um dos elementos caracterizadores do conceito de família é a união em grupo, temos aí a primeira manifestação familiar: trabalhar para encontrar o que é útil ao grupo, ou bando. Aqui não precisa ilustrar que em bando esses homens se defendiam contra as feras que lhes ameaçavam.

Entretanto, costuma-se afirmar que o conceito de família encontra-se sustentado na ligação sexual que é concretiza pela reprodução. Dizem que a família é um grupo social composto de homem e mulher ligado consanguineamente através de seus descendentes, no caso os filhos. Mas historicamente nem sempre foi assim, e nem antropologicamente. Esse conceito de família tem historicamente componentes eminentemente econômico, político e religioso, que ofuscam os elementos sexual estabelecendo uma moral-paranoica. Essa é uma família ideológica que se estruturou através dos corpos do sistema capitalista.

A família da sociedade industrial, que ainda hoje é defendida como modelo, não é nada mais do que um reflexo da abstração política da classe burguesa. Em síntese ela reflete os códigos segmentadores do patriarcalismo-hebreu; a moral-judaica-cristã (nada a ver com Cristo filho de Maria) e a economia capitalista-burguesa. Uma família onde o modelo dominante sai do homem-pai-patrão-pastor. A trinca do patriarcalismo castrador, onde o sentido de ‘verdade’ é apresentado como incontestável. Nela a mulher e a criança são nada mais do que servos a cumprirem ordens. O pai-patrão-pastor seleciona classifica e hierarquiza todos como funções que interessam a manutenção do  modelo constituído.

Como as relações sociais são produtos das relações de produção criadas pelos meios de produção e a força de trabalho do trabalhador em forma de mais-valor, e como essa produção encontra-se impregnada pela moral capitalista, onde o lucro corresponde, na consciência do burguês, sua força, a família é somente o reflexo dessa abstração da máscara da economia burguesa em forma de verdade.

É então, que dominado por esses agenciamentos de enunciação coletiva, que o indivíduo se torna seu defensor como sujeito de enunciado ou sujeito-sujeitado. Um propagador replicante dessas formas de enunciações coletivas de dominação patriarcal- judaica-cristã-burguesa. Verdadeiros buracos negros molares onde dificilmente ocorrem possibilidades de sofrerem disjunções, como dizem os filósofos Deleuze e Guattari.

Nesse quadro, que pode ser considerado esquizoanalicamente como discursividade paranoica, já que o homem continuamente desempenha seu papel de perseguidor-perseguido, aquele que jamais quer ser pego de surpresa, revelar seu grande segredo sujo, se mantém temerosos os homofóbicos. Os que odeiam os homossexuais. Os que querem, por suas defesas-paranoicas, que o conceito de família não inclua a família gay. Um quadro tão perturbador para tais que não percebem que o gay é também expressão do mesmo conceito de família: o gay nasceu de um macho e uma fêmea. O que significa que o gay é macho-homem, e a lésbica é fêmea-mulher.

Desta forma, pode-se entender, embora não aceitar, a indigência política dos parlamentares que pretendem tornar constitucional o modelo de família que exclui a união homoafetiva. Uma indigência que não apenas os abrange, mas também um número grande de indivíduos de impedidos na meta, como diz Freud se referindo ao instinto sexual que buscava realizar um impulso de prazer, mas foi reprimido para o inconsciente e depois se manifesta como sintoma no Eu.  

O que esses fundamentalistas – que têm pavor de Cristo, por isso deliram sobre seu nome divorciado de sua essencialidade -, pretendem é projeção aberrante de seus conflitos que bloquearam suas faculdades sensorial, intelectiva e ética e que os impossibilita de atuarem de forma social pelos princípios de alteridade e tolerância. Princípios sustentadores da democracia real.

AS DIREITAS LEVAM COURO EM NOITE DE REFORMA POLÍTICA E CUNHA PERDE A POSE MEGALOMANÍACA: PERDEU TODAS.

1s59wo4skt_8sq6x19a5o_fileEra dia de votação dos pontos básicos da reforma política e as direitas, depois de todas as formas de arbitrariedades por parte do presidente da Câmara dos Deputados, o reacionário-pedante, Eduardo Cunha, que chegou a substituir o relator da comissão especial da reforma política para colocar seus apaniguado Rodrigo Maia (DEM/RJ), mas a maioria dos parlamentares não estava para compor com os conformados-conservadores e retrógados que pretendiam a aprovação do alcunhado “distritão” e o financiamento privado de campanha, a PEC,182/07.

Os parlamentares se posicionaram para votar o “distritão” apresentado pelas direitas e algumas esquerdas-desavisadas. Resultado: primeiro couro. A proposta foi rejeitada. Os partidos que votaram a favor foram o PCdoB, PMDB, DEM E SD. E os partidos que votaram contra foram PT, PR, PSB, PPS, PSOL, PDT e PV. Os partidos PSDB e PROS liberaram seus membros. Dolorosa derrota sentiu o deputado megalomaníaco, Cunha.

Chegou à vez da votação da proposta do financiamento privado de campanha. Para aprovação do financiamento privado eram necessários 308. Resultado: 207 votaram contra e 264 a favor e 5 abstenções. Derrota da direita e mais dor para Eduardo Cunha, deputado que coloca seu cargo a favor dos empresários, assim como a democracia.

Não esquecer que o couro começou no começo da noite quando 421 deputados a favor e 402 a favor, rejeitaram a proposta da reforma política do sistema de lista fechada para as eleições.

“Dizemos não à lista fechada ao mesmo tempo dizemos não à forma como a reforma política está sendo votada nesta Casa. Embora importante para o país, a maneira como o presidente encaminhou o relatório, direto para o plenário, e passando por cima de uma comissão, torna essa votação com um defeito congênito desde a origem”, contestou o deputado do PSOL/RJ, Chico Alencar.

O certo mesmo é que o dia de ontem, e a madrugada de hoje mostraram a força da democracia, enquanto um de seus piores inimigos saiu profundamente combalido em sua arrogância e prepotência.       

As direitas, na pessoa de Eduardo Cunha, tremeram e sucumbiram diante da democracia.

DEPUTADO JORGE SOLLA MOSTRA AS TRAMAS FEITAS PARA QUE NÃO SEJA VOTADA A PROIBIÇÃO DO FINANCIAMENTO PRIVADO DE CAMPANHA

IMAGEM_NOTICIA_5É simples de entender a trama, mas impossível aceita-la. Há mais de um ano passado, o Supremo Tribunal Federal (STF) estava julgando a ação de inconstitucionalidade do financiamento privado de campanha a candidatos que fora apresentado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). O placar contra o financiamento privado estava com 6 votos e 1 a favor quando o ministro, símbolo e realidade das direitas, Gilmar Mendes que foi indicado por Fernando Henrique para o STF e é seu amigo, pediu vista. Depois desse pedido de vista ele nunca mais foi visto dando seu parecer sobre o pedido da OAB.

Gilmar Mendes tem afirmado que ele encontra-se esperando que o Congresso Nacional apresente o modelo de eleitoral.

“Temos que saber antes, e o Congresso Nacional estar discutindo, qual é o modelo eleitoral, para saber qual o modelo de financiamento adequado”, disse o ministro direitista.

Há dois meses passados, o deputado federal do Partido dos Trabalhadores da Bahia, Jorge Solla, protocolou no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) uma representação pedindo esclarecimento sobre o ato de Gilmar Mendes que paralisou a ação da OAB. A Corregedoria do CNJ afirmou que não há como exercer pressão sobre o ministro por causa da hierarquia. Com a posição do ministro, junta-se também a posição do reacionário e processado presidente da Câmara Federal Eduardo Cunha que já afirmou que é favorável o financiamento privado de campanha. Uma posição própria de quem acredita que democracia é criar facilidade para a prática da corrupção, já que o financiamento privado de campanha é uma forma de corrupção oficializada. Mas, como muito do que é oficial não serve á sociedade, cabe ao povo brasileiro tomar a decisão e atuar para que a reforma política seja votada dentro dos princípios democráticos: uma sociedade igualitária.

Diante dessa crua e cruel realidade política-eleitoral, o deputado Jorge Solla tenta mudar, ainda que penosamente, visto a força irracional dominante, o quadro juntamente com outros parlamentares que se posicionam contra a ameaça de uma falsa reforma política. A trama se mostra também na decisão que foi tomada por Eduardo Cunha de não votar o relatório da comissão da reforma política, do deputado Marcelo Castro (PMDB/PI) na reunião que fora marcada, mas sim no plenário. Segundo Jorge Solla, uma decisão que avilta a comissão que foi criada pela mesa diretora.

“É um absurdo atropelar a comissão especial criada por proposta da própria mesa diretora, como o presidente da Casa Eduardo Cunha quer.

Do ponto de vista do STF tudo continua como dantes no quartel de Abrantes. Ou seja, os ministros do Supremo não têm de responder a ninguém, nem ao CNJ, nem a Corregedoria. O Judiciário não responde à presidência da República, ao presidente do Congresso, não existe nenhuma instância que possa avaliar, fiscalizar e exercer controle.

Não é à toa que o processo está sobrestado no Supremo, esperando o Congresso votar.

Concorde-se ou não coma opinião dele, do ministro Mendes, sentar em cima do processo, impedir que o Supremo se posicione, no mento em que não há ainda uma definição do Congresso, é completamente inadequado, no mínimo.

Se a sociedade não consegue corrigir essa situação, vai continuar convivendo com escândalos de corrupção frequentes. É da natureza do financiamento privado-empresarial. A empresa não vota, não tem partido, não tem ideologia, ela quer ter lucro”, observou o deputado Solla.

O deputado Jorge Solla comete um forte equívoco quando afirma que empresa-privada não tem ideologia. Empresa tem ideologia. E sua ideologia é a capitalista. Por isso, a perseguição paranoica do lucro máximo e os parlamentares que defendem o financiamento privado de campanha são também sujeitos-sujeitados da ideologia capitalista. Portanto, seus espíritos são clivados pelos códigos da ideologia capitalista. O que lhes fazem defensores desses valores. E em consequência, defensores da corrupção que é uma das expressões da moral capitalista.

REFORMA POLÍTICA É TEMA DA CAMINHADA DE HOJE EM BRASÍLIA

image_large (1)A Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas composta por várias entidades como a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Ordem dos Advogados do Brasil, Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), União Nacional dos Estudantes (UNE), CTB Nacional (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil ), Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político, Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura (Contag) entre outras expressões da sociedade civil estará hoje, em Brasília, realizando uma caminhada de protesto contra a corrupção na política e contra o relatório apresentado pelo deputado Marcelo Castro (PMDB/PI) que apresentou um parecer na Comissão Especial de Reforma Política que pretende constitucionalizar o financiamento empresarial de campanha e criar o chamado “distritão” , sistema majoritária para escolha de deputados  e vereadores o que arreganha as eleições para o poder econômico enfraquecendo os partidos. Uma ofensa à democracia projetada por quem não tem qualquer dimensão política.

Por seu lado, singularizada democraticamente por uma comprometida dimensão política, a coalizão defende o fim do financiamento privado nas eleições e eleições proporcionais em dois turnos o que possibilita melhor representatividade dos seguimentos sociais.

“Essa ideia de constitucionalizar o financiamento por empresas nas eleições está na contramão da história de tudo que está acontecendo em nosso país. Até os depoentes que são investigados nas CPIs declaram que o dinheiro desses escândalos todos se destinou exatamente a este financiamento de eleições e tudo o mais. Nós consideramos que é uma coisa muito retrógada e absolutamente uma mal que se faz à democracia brasileira se acontecer isso”, disse o representante da CNBB, Marcelo Nevenère.

Seguindo a mesma linha de posicionamento Wagner Freitas, presidente da CUT, afirmou que o fim do financiamento privado de campanha possibilita condições de possibilidades e igualdades.

“Não tenho dúvida nenhum de que a questão de não permitir o financiamento empresarial de campanha daria ao Brasil uma condição de igualdade, de oportunidades, de fortalecimento de propostas, em vez de fortalecimentos de carreiras solos e indivíduos”, disse Wagner.

Para o deputado Chico Alencar (PSOL/RJ), o “distritão” fortalece o caciquismo dos partidos situados em regiões específicas.

“Assim se pretende eleger os candidatos apenas com a ordem de votação, eliminando-se o voto de legenda – o voto partidário e solidário – o que estimula o individualismo e as campanhas personalistas e caras, ou seja, a negação da política como ação coletiva”, observou Chico Alencar.

Não esquecer que a eleição distrital é defendida pelo partido burguês porta-voz da burguesia-ignara-parasita, PSDB. Cujo o maior defensor é o senador Serra, o homem da ‘bolinha’.

METALÚRGICOS DEBATEM NO ABC A REFORMA POLÍTICA: “EMPRESA NÃO É ELEITOR”

b61c6250-5c35-4de9-a912-4206e853cd66Trabalhadores se reúnem no 8° Congresso dos Metalúrgicos do ABC para discutir o tema que mais preocupa, politicamente, a sociedade brasileira: a reforma política. Tema que se para a sociedade é fundamental para que a democracia se consolide como democracia real, onde os direitos políticos sejam abrangentes a todos os seguimentos, todavia para a maioria dos parlamentares não tem significado de necessidade democrática.

Como um dos pontos da reforma política é o fim do financiamento privado dos candidatos pelas empresas, o que avaria de forma contundente a democracia, posto que faz do parlamentar um mero promotor dos interesses dessas empresas no Congresso Nacional acarretando atos de corrupção como se tem visto, essa maioria não pretende votar esse ponto. Deixando que tudo fique como se encontra: uma promiscuidade-parlamentar.

É exatamente esse ponto que encontra sendo debatidos pelos metalúrgicos, sindicalistas, movimentos sociais, OAB, CNBB, estudantes e outras categorias. O congresso contou com a abertura feita pelo secretário-executivo da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Carlos Moura que foi contra o financiamento privado.

“Não é possível que empresas financiem campanhas. Empresa não é eleitor. Empresa não vota. Portanto, nós precisamos, com a reforma política, impedir que empresas possam financiar campanhas”, afirmou Carlos Moura.

Rafael Marques, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a sociedade tem que se envolver com os poderes constituídos, porque caso contrário tudo torna-se mais difícil em relação a mudanças.

“Temos que mudar, de uma maneira que esse Congresso tenha mais a cara do Brasil, que os políticos, como um todo, tenham a cara do Brasil. Que o Judiciário tenha a cara do Brasil, o que não tem”, disse Marques.

Para Wagner Santana, Wagnão, secretário-geral do sindicato a único forma de se fazer política decente é através da reforma política.

“Empresas que dependem da destinação de recursos públicos para obras são as grandes financiadoras dos partidos políticos. Portanto, se nos quisermos, de fato, discutir alteração e um modo de fazer política, nesse país, mais decente, temos que discutir a reforma política”, observou Wagnão.

Por sua vez, e mostrando que deve ter sempre vez, a juventude metalúrgica vem atuando de forma produtiva para que toda a sociedade tenha conhecimento de como se encontra a questão e tome posição. Segundo, Alessandro Guimarães, coordenador da Juventude Metalúrgica do Sindicato, a entidade encontra-se conversando como todos os seguimentos da sociedade.

“Podem ter certeza que a juventude vai estar conversando com todo o mundo que for preciso e levando esse debate da reforma política. A gente vai continuar questionando, conversando, nas faculdades, falando da importância. E, se precisar, vamos pressionar o governo, como a gente já fez”, mandou ver, Alessandro.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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