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LULA, DILMA, ARTISTAS E O POVO FESTEJAM A INUNDAÇÃO DO SERTÃO NORDESTINO

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O Sertão nordestino está em festa. Nunca deixaremos de cantar essa conquista que é a chegada da água no Sertão do Ceará, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

A classe dominante e a seca  foram muito severos com o nordestino. Esse povo comeu o pão que essa elite e os coronéis amassaram. É um povo de retirantes como muito bem cantou João Cabral de Melo Neto no poema Morte e Vida Severina.

A seca expulsou nordestinos para o Sul e para o Norte. No Amazonas tornaram-se soldados da borracha. Para cá vieram levas deles para trabalhar na exploração do látex que promovia o boom da economia no Amazonas. Dessa época, fruto do suor desses trabalhadores foram construídos prédios como o Teatro Amazonas, Palácio da Justiça, Palácio Rio Negro, símbolos da burguesia predadora amazonense. Nos panteões desses monumentos não aparece nenhum nome desses soldados da borracha, desses trabalhadores, trabalhadoras. Só constam nomes dos governantes.

“Setembro passou/ Oitubro já veio/ Já estamos em Novembro/ Meu Deus que a de nós/ Assim fala o povo/ Do seco Nordeste/ Com medo da peste/ Da fome feroz” mandou ver o poeta da roça, Patativa do Assaré.

O eu lírico cantante interrogava, questionava a seca, o medo e a fome. Meu Deus o que a de nós?

As quatro estações que no Sul do Brasil são todas definidas, no Sertão só é Sol e verão. E tem eleições e só os coronéis, classe dominante as ganham e o povo a morrer, tísico, como retirante vai pro Sul, Centro Oeste tornar-se Candango.  Constrói Brasília.

Sempre explorado em todas as partes e a Literatura e as demais artes como o Cinema mostrando o Cangaço, Lampião e Maria Bonita, Padre Cícero e o Juazeiro do Norte, a forma de mistificação e religiosidade usada para cultivar a dominação como se vê em Antônio Conselheiro, Canudos, Os Sertões de Euclides da Cunha, Geografia da Fome de Josué de Castro.

Não podemos esquecer o alagoano, autor de Memórias do Cárcere, Vidas Secas, Angústia, São Bernardo, Graciliano Ramos. E cabe aqui citarmos um trecho de sua obra Vidas Secas intitulado Festa. É uma família que morava no Sertão e um dia foram participar de uma festa religiosa na cidade. As crianças nunca tinham ido à cidade. Quando lá estão a chegar deparam-se com coisas e objetos que nunca tinham visto e não sabiam seus nomes. Ficaram maravilhadas. Será que tudo aquilo tinha nome? Os homens tinha capacidade de memorizar tantos nomes?

É dessa forma que hoje estamos a ver no nordeste do Brasil,  todo mundo maravilhado com a chegada da água da transposição do rio São Francisco feita por Luís Inácio Lula da Silva, Dilma Vana Rousseff e por milhares de trabalhadores que devem ter seus nomes gravados e mencionados nos panteões de concreto dos aquedutos, reservatórios e nos eixos de distribuição. A água eles não conheciam na quantidade e volume que chega hoje. Só ouviam falar, era rara, escassa. Era racionada. Ninguém pulava na água. Hoje, tem peixe e pescadores. Hoje, onde ela chega é motivo de festa e festa porque ela foi idealizada por um grande brasileiro, o maior e melhor presidente do mundo. O turismo e o comércio nas margens dos reservatórios é um sucesso.

Natural de Garanhuns no Sertão de Pernambuco, o maior, pobre, retirante foi pra São Paulo no Pau de Arara e nunca esqueceu os seus concidadãos. Era preciso resolver o problema da seca no Nordeste. Nas duas monarquias que este país teve esse projeto foi pensado. Dom Pedro II e Dom Fernando Henrique Cardoso príncipe sem Trono amigo de um afrodescendente originário de países nórdicos não os concretizaram. Concreto mesmo, só com o nordestino, Doutor Honoris Causa de inúmeras Universidades espalhadas por todo o mundo, Luís Inácio Lula da Silva.Resultado de imagem para imagens de lula e Dilma na transposição do São FranciscoA transposição da água do rio São Francisco para o Sertão de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte é obra iniciada em 2007 com Luís Inácio Lula da Silva. A ida, outro dia lá, do golpista Temer foi só pra nos fazer rir porque o povo do nordeste, do Brasil e até os minerais sabem, principalmente a água que o idealizador do projeto foi Lula e continuado por Dilma a presidenta que foi eleita com 54.501.118 votos.

Os méritos dessa grande, portentosa  e magnífica obra é dos governos populares de Luís Inácio Lula da Silva, Dilma Vana Rousseff, João Cabral de Melo Neto, Ariano Suassuna, Patativa do Assaré, Belchior, Lampião e Maria Bonita, Zumbi dos Palmares, Graciliano Ramos, Lourival Holanda, Glauber Rocha, João Guimarães Rosa, Manuel Bandeira, todos, todos que trataram sobre as mazelas e misérias do nordeste e especialmente é obra do Povo, dos verdadeiros democratas sem demo do Brasil.

 

A MÍDIA BORBULHANTE DE MERCADO EXALTA O CASAMENTO DO PRÍNCIPE. NEM POR ISSO BAIXOU O PREÇO DO PEIXE

Sabe-se que, tirando alguns poucos artigos, da mídia impressa de mercado como Folha de São Paulo, Estadão, Globo, revistas Veja e Época, entre outras símiles, sobra somente o nostálgico vazio antijornalístico. E, quando se fala na mídia televisiva, o vazio é total. E, mais ainda, quando alguma amenidade se mostra faceira, aí que o vazio se mostra concreto em toda sua inutilidade ao jornalismo disciplina cívica e serviço público.

A pompa patética que a mídia folclórica de mercado deu ao casamento da realeza desativada politicamente foi mais uma confirmação do saque jornalístico de como o jornalista/filósofo Mino Carta adjetiva essa mídia: mídia coluna social. Foram dias de total esmero na prática embasbacada da inutilidade. Altas borbulhanças, grandes frissons, rasgantes farfalhares de seda no salão dos inebriamentos, marca das salas fálicas dos editores.

Guardado em um mundo fantasioso que se desloca totalmente do real, o casamento de sua alteza o príncipe William, da Inglaterra, com a rica plebeia Kate, caiu como um bônus maravilhoso, como dizem os surrealistas, na bizarrice comunicante da mídia folclórica de mercado. Uma suntuosidade espectral dada a fusão/confusão da nobreza-impotente com a alegoria efusivamente infantilizada da menina sonhadora.

Nessa névoa hipnogógica da delusão, a mídia de mercado desfila saltitante sua inteligência mistificada pelos eflúvios dos contos da carochinha como se fosse a realização transcendente da potência da Vida. Escotomizada, não vê que a nobreza fantástica em seu ritual milenar não faz com que baixe o preço do peixe, e que a fome desapareça sob os refulgir psicodélico dos astros opacos. O ambiente nirvanesco das redações dessas mídias, que ainda se ilude querendo censurar Lula e Dilma. Muita pretensão cintilante.

UMA GENEALOGIA DA CAETANIZAÇÃO NAZISTA

Demonstração de como Caetano continua caetanizando “Sozinho”

Repórter (olhinhos brilhantes nos olhinhos brilhantes) – Então você já escolheu seu candidato à Presidência?

Caetano (dedinho na boquinha) – É Marina Silva, porque ela não é analfabeta como o Lula que não sabe falar, é cafona falando, grosseiro.

Blogueiro – Como você desenvolveu essa prática preconceituosa caetanazista?

Caetano – Não sei… “Tudo era apenas uma brincadeira que

foi crescendo, crescendo, me absorvendo

e de repente eu me vi assim

completamente seu” (Peninha).

FALSA DENÚNCIA NA OEA DA PREFEITURA DE SP/MÍDIA SEQUELADA É DESMENTIDA PELA PETROBRAS

Há quem tente desvirtuar a possibilidade revolucionária da internet devido ao descuramento com a produção de comentários como verdade e realidade. Mas é justamente por não se compreender a multiplicidade de alternativas que se tenta (e não por acaso) reduzir o papel da rede, que há muito não serve apenas para a superexposição de superfluidades. O papel político/artístico/filosófico da blogosfera, por exemplo, é notório e avassalador à grande mídia sequelada, que se tinha como quarto poder, manipulador dos três primeiros. É que agora, além dos comentários instantâneos, há uma imensa produção construtiva. Desde autores como Saramago até estudantes em defesa da meia-passagem em Manaus, e chegando à utilização estratégica como a do blog Petrobras Fatos e Dados, criado para trazer explicações sobre as notícias veiculadas pela grande mídia sobre a Petrobras. Ou seja, ninguém está mais à mercê desse quarto poder nem dos outros três, nem de qualquer poder tirânico de informação.

EXEMPLO: A DENÚNCIA DA PREFEITURA DE SP/MÍDIA SEQUELADA NA OEA

Ontem, nos diversos jornais, principalmente do eixo Rio/São Paulo outro que dançou com as possibilidades reais da multiplicidade de relações da rede , surgiu a “barriga” de que a Prefeitura de São Paulo e ambientalistas entraram com denúncia na Organização dos Estados Americanos (OEA) contra o governo brasileiro “por desrespeito aos direitos humanos e violação de pactos internacionais, em razão de ter postergado a distribuição de diesel menos poluente para abastecer a frota brasileira”.

Segundo jornais (?), o alvo da ação é a Petrobras, devido a um acordo que teria sido feito de substituição do atual diesel utilizado pelas empresas de ônibus da maior (e talvez pior administrada) cidade do país por um diesel menos poluente, com menos enxofre.

É paradoxal aí que a própria Folha de São Paulo, por exemplo, demonstra a fraude da falsa denúncia/notícia? Não, isso é própria da direita tacanha e da mídia sequelada.

O acordo é resultado das discussões em torno da resolução 315/2002 do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente), que previa que fosse vendido diesel S-50 nas regiões metropolitanas do país a partir de janeiro de 2009. A medida não será cumprida integralmente, já que a ANP só definiu as especificações do diesel em outubro de 2007, e as montadoras não poderiam ter os motores imediatamente.

O trato prevê um cronograma de implementação do diesel menos poluente nas regiões metropolitanas do país que se estenderá até 2012, quando novos motores estarão disponíveis.

RESPOSTAS DO PETROBRAS FATOS E DADOS

Na resposta ao jornal O Globo e portal UOL, o blog da Petrobras começa por colocar em dúvida a própria existência da notícia:

A Petrobras não tem conhecimento de qualquer representação contra o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos (OEA) referente à questão do diesel. Não é verdadeira a afirmação que a Companhia “postergou a distribuição de diesel menos poluente.”

Após afirmar que “nunca descumpriu a Resolução 315 do Conama”, detalha de forma pormenorizada as ações e as cidades onde vão sendo implementadas as medidas que foram fixadas em 2008 e que tem até 2012 para serem cumpridas integralmente:

(…) Os ônibus urbanos da cidade do Rio de Janeiro e de São Paulo passaram a receber o diesel 50, com baixo teor de enxofre. Em maio, o combustível foi fornecido para todos os veículos a diesel das áreas metropolitanas de Fortaleza, Recife e Belém. Em agosto, será a vez de Curitiba ter o combustível para suas frotas de ônibus. Em janeiro de 2010, o combustível será fornecido para os ônibus urbanos de Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e da região metropolitana da Cidade de São Paulo. Em janeiro de 2011, o diesel S-50 estará disponível na região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro. Em janeiro de 2011, o combustível será fornecido também aos ônibus urbanos das outras três regiões metropolitanas do Estado de São Paulo (Baixada Santista, Campinas e São José dos Campos).

Em seguida dá uma aula de entendimentos tecnológicos, deixando nas entrelinhas que a medida supostamente tomada pela direita tacanha, segundo a sequelada mídia, seria talvez uma forma de camuflar sua ineficiência/negligência no que diz respeito às questões ambientais:

É importante ressaltar que não é apenas o diesel que influencia a qualidade do ar. Primeiro, porque o enxofre impacta somente o material particulado. A qualidade do ar é afetada por vários outros fatores. Além disso, o diesel de 50 ppm de enxofre só é efetivo quando utilizado em motores com tecnologia avançada. Os benefícios em termos de material particulado ainda são pequenos nos motores atuais.

Para ver a resposta completa, acesse o blog Petrobras Fatos e Dados clicando no logo abaixo.

Afinal, como nunca existiu a chamada imparcialidade na mídia sequelada, a blogosfera permite que se tenha a possibilidade de análise racional de pontos de vista divergentes, de se observar quais deles é racional ou apenas um embuste, uma falseação. E, finalmente, se utilizada como máquina de guerra, no sentido deleuziano/guattaririano, a internet permite até que se fale em imparcialidade, no sentido que é cada leitor/blogueiro que vai produzir seu entendimento, mas sempre numa ligação democrática. Inteligência Coletiva.

Petrobras Fatos e Dados

FÁBIO JR, O FILÓSOFO PAUL NIZAN E OS 20 ANOS

Eu tinha vinte anos. Não consentirei que ninguém diga que é a mais bela idade da vida”, disse o filósofo Paul Nizan em meio as suas inquietações existenciais nas primeiras décadas do século XX. Paul Nizan era um homem bonito, um lorde engajado, afirmou seu amigo Sartre, que prefaciou, postumamente, seu livro Aden Arábia, com uma escrita sendo uma das maiores revelações da força da amizade de um homem por outro. Um tratado sobre o amar ontologicamente engajado. Uma manifestação do comprometimento de que o homem só constrói sua essência quando se toma como existindo. O fundamento da filosofia sartreana. Um homem é o que faz de si do que lhe fizeram. É suas escolhas.

Paul Nizan, este homem belo, inquieto, que chamou os filósofos reacionários de sua época de cães de guarda do sistema capitalista, desdialetizados com seus pruridos burgueses, e foi assassinado pelo nazismo, em plena juventude, como diriam os românticos burgueses, entendeu o que era ter 20 e poucos anos em uma sociedade que pontua a temporalidade com suas mistificações opressivas.

OS VINTE E POUCOS ANOS DE FÁBIO JUNIOR

Menino, o que você vai ser quando crescer”?, pergunta ansiosa dos adultos. Essa pergunta se desloca(?) em várias ocasiões/temporais. Antecipar o amanhã, um belo truque. Os governos são mestres nesse ardil: “A criança é o futuro!” A mídia sabe muito bem tratar desse tema. Embrulha um “ídolo”, e joga na esteira do consumo como novidade eterna, com aval do produto. Foi assim com a condescendência do eterno adolescente Fábio Júnior.

Nem por você, nem por ninguém eu me desfaço dos meus planos; quero saber bem muito mais que meus vinte e poucos anos”. Gritou nos microfones na “beleza de seu 20 anos”. Nem por você, Glória Pires, nem por ninguém. Mas havia um alguém que comandava esses planos: o capitalismo consumista. O plano de alguém que quer saber “bem muito mais que meus vinte e poucos anos”. Na Globo, Fábio Júnior já sabia o que para ele seus vinte poucos anos ainda não sabiam. É impossível um adolescente apanhado pelo cronos do capitalismo não saber dos “segredos” do além vinte e poucos anos. Os nascidos de cabelos brancos já conhecem seus futuros.

Fábio Júnior hoje tem muito mais que vinte e poucos anos: passou dos cinqüentas, como a eterna Jovem Guarda, continua cultuando sua juventude mística dos vinte anos. Como ironia do capitalismo, como o nazismo que matou Paul Nizan, como um sabotador da velhice aos vinte e poucos anos, continua “rebelde”, sem Glória Pires, também na sombra de seus vinte e poucos anos, protegido por outros eternos “vintentões” do chamado rock brasileiro.

Como Fábio Júnior, muitos adultos, hoje implicadores da opinião pública, nem por suas rugas, nem por seus insuficientes corações, muito menos por suas psicoplastias, suspeitam que continuam com seus “vinte e poucos anos”. Uma das perversas fortalezas contra a democracia.

DENISE ABRIU FREUD A LULA

A ex-secretária da ANAC, Denise, foi ao Senado mostrar seus conteúdos técnico-burocráticos, segundo ela também jurídicos, para tentar incriminar a ministra Dilma Roussef, tudo como manda a inoperância parlamentar dos intrigantes do PSDB/PFL. Entretanto, ao tentar pontuar sua inflexão vocal, sonorizando significantes enfáticos, emitiu uma voz empastada deslizando em pontuações guturais como sopros cavernosos. Crente no apoio de seus mentores, os direitistas, conduziu em público Deus, família, filhos (maravilhosos), amizade e moral espiritual, sua nova elevação metafísica, que para si a colocava acima de qualquer suspeita humana demasiadamente humana. Triste cálculo calculado pela contribuinte da economia cubana na produção charuto: Denise abriu, e Lula viu. “Só Freud para explicar a ida dessa senhora ao Senado. Como alguém fica 8 horas para não dizer nada”, afirmou o teórico da psicanálise, Lula.

O arigó, campeão da Copa Brasil, interpretou a resistência da ex-agente-aérea e não fez a contra-transferência: ela quer tirar o sentido do que já é sentido no processo de venda da Varig. Não precisou descer às profundidades do inconsciente Abreu, aberto. Nada latente, tudo manifesto. No corte do cabelo: quase Joãozinho. Na voz: persona, pelo som pode se conhecer o personagem (atores gregos com suas máscaras). Pela boca: tragar charutos (ou cigarros, nenhum dos vícios do senador Arthur“5,5%”Neto, afirmado por ele quando pedia respeito pela senhora aberta), sublimação oral (Freud).

O teórico da psicanálise, Lula, em suas andanças democráticas sempre esteve em situações em que os atos falhos e as simulações sempre se fizeram presentes. Exemplo: a escalada alpinista de Fernando Henrique subindo nas suas elevações de operário engajado. Estas andanças lhe permitiram um entendimento para além da manifestação do outro. O que quer ser tomado mais pelo que finge apresentar do que o que esconde. Lula aprendeu com os farsantes que todo homem que faz uso do engodo não é confiável, pois desviou o desejo de seu objeto. E o objeto e objetivo do homem desejante socialmente é a democracia. Por isso, compreende tão bem os desviantes do PSDB/PFL.

Nos entremeados conspiradores e abestalhados da chamada cena política da direita, Lula foi mais que Freud: mostrou para ao povo brasileiro uma psicoterapia terminada. O que para maioria dos psicanalistas é impossível por dois princípios: Um, eles não vão além de suas próprias projeções. Dois, é o grande truque deles para manterem os analisando em suas dependências. Tudo que Lula como governante não é e não pretende. Não é incapaz, e não pretende o povo aprisionado.

QUEM TEM MEDO DA GLOBO?

A própria Globo!

A Globo tem medo de não ser suficientemente insignificante (não constrói signos) na sua órbita artificial produtora de dissipações. Tem medo de que suas desrealizações do social não sejam capazes de manter seduzidos os telespectadores que, em suas próprias autonomias, apesar de suposta parceria tele-ensignante, mantém a decisão de opinar sobre o que não quer ver, mesmo ligando em qualquer canal. O medo como presença real de signos-virtuais desativados que voltam sobre si mesmos depois de um longo período de ativação como suporte da liderança de audiência. A indiferença das imagens banalizadas, que não mais refletem a ilusão do real-social que tanto a Globo vendeu como realidade do povo brasileiro.

A ESTUPIDEZ DA GLOBO

Sempre se afirmou que cognitivamente não há vida inteligente na TV, e sempre se deu mais ênfase à esta assertiva quando se tratava da Globo. Então, eis que agora a Globo, em seu desespero diante das baixíssimas audiências, revela para si mesmo o que muitos já sabiam o seu grau de estupidez: não percebeu durante toda sua voracidade que também estava aliada à produção da teia do despojamento do objeto-real que servia de mercadoria para ilusão da troca. Não percebeu que abusando de suas tecnologias-virtuais estava esvaziando exatamente a nota de sua enganosa superioridade: o desejo áudio-visual como seu equivalente. O que mantinha a troca televisiva. O signo que supunha ser eterno no telespectador. A garantia de sua audiência. Agora, na órbita da banalização das imagens superexpostas, onde a sua única certeza é a não-equivalência, tenta por todos os meios escapar dos últimos estertores de sua extinção. Nisso, recorre a signos que acredita, em sua estupidez, ainda tele-ativados; como escandalizar noticiais contra o governo Lula, insinuar que não pretende pretendendo beijo Gay em novela, moralizando narrações futebolísticas, etc. Mas nada reflete: os signos sedutores perderam suas forças fantasiosas de troca.

A INCERTEZA RADICAL DA GLOBO

O filósofo Baudrillard diz que no espetáculo da nulidade virtual a única certeza que se tem é a da incerteza radical: nada existe para ser trocado. Tudo que antes era meritório em função de uma realidade produtiva, desapareceu como princípio do nada instaurado pela telemorfose onde a maioria é apresentada como único, em uma harmonia espectral que não se distingue mais quem é ator e espectador. “A realidade integral”. “O crime perfeito: a eliminação do mundo real”. Talentosa cúmplice no assassinato do mundo real, a Globo se perde na vertigem de suas próprias imagens-virtuais, alucinando ser também dos telespectadores, o que não é. Homo-Imagética autocomunicante ecoando em si mesma. Ironia de seu Big Brother: não há como se ver. Não há nada a ver na nulidade do real. Aí o trunfo do telespectador: visitar a casa, sabendo que não há nada a ver. Por isso sair incólume, e poder fazer suas próprias escolhas. Por exemplo: reeleger Lula, acreditar em seu governo, trabalhar para um Brasil melhor, tudo que lhe permita sentir que é sujeito de sua história. Nada do que a Globo pretende significar (afirmar realidades) em sua insignificância. Daí que o servil (ser-vil) Aguinaldo Silva não ser ameaça ao governo Lula, e nem necessário a causa GLBT. Daí a deputada Cida do PT-RJ, da Frente Parlamentar GLBT, não entender que agente da Globo não auxilia na realidade da democrática causa.

A PRAXIS FILOSÓFICA ALÉM DA DISCIPLINA

Segundo o filósofo Michel Foucault, uma disciplina é constituída “por um domínio de objetos, um conjunto de métodos, um corpus de proposições consideradas verdadeiras, um jogo de regras e de definições, de técnicas e de instrumentos”. Como disciplina carrega elementos de um discurso ou de vários, que atuam diretamente ou indiretamente sobre os sujeitos que se tornam seus porta-vozes, muitas vezes anonimamente.

Na escola, uma disciplina é um corpus atuante da imagem do pensamento do estado colocada em prática por um agente-professor graduado e reconhecido por este estado como autoridade capaz de difundir e preservar esse pensamento através de sua semiótica discursiva jurídica-pedagógica-escolar. A prática dos conteúdos programáticos. Daí que muitos professores sejam meros passadores destes conteúdos discursivos.

Com a obrigatoriedade do ensino da disciplina filosofia nas escolas do grau médio, duas proposições se mostram para serem examinadas na compreensão do que sejam escola e filosofia.

I – PROPOSIÇÃO

Para alguns a escola é a instituição do estado aparelho ideológico —, onde o educando busca informação-formação por via das disciplinas que lhe possibilitarão ler e interpretar os códigos sócio-culturais de sua realidade, para que, munido destes conhecimentos-instrumentos, possa produzir elementos necessários à sua existência em sociedade. Nesta proposição, a escola é um território com estados de coisas bem definidos por suas funções e suas metas, e o professor atua como agente ensignador (aquele que não examinou a ordem dos signos e métodos que o graduaram) do discurso do estado, o organismo a ser preservado. Como ensignador, o professor não suspeita que é apenas a ressonância do corpus-significante dominante e jamais um educador, o que produz novas formas de percepções, afectos e cognições juntamente com o educando. A fundação ontológica do educar. Para este ensignador, o ensino de filosofia será tratado como qualquer disciplina escolar que sustenta um discurso distante da criatividade e atuação comunitária. Nada do filosofar. Apenas ilustrações de História da Filosofia com suas doutrinas e sistemas. Na verdade uma teologia com suas definições de essência, substância, Uno, primeiras causas, coisa em si, fim último, transcendência… Nada de tomar com Marx que “os filósofos não brotam da terra como cogumelos. Eles são frutos da sua época, do seu povo”. Muito pelo contrário. Para si, os filósofos são entes vegetativos.

II – PROPOSIÇÃO

Já para outros a escola é um território que, embora com estados de coisas definidos, é o espaço-virtual de bons encontros capazes de aumentar a potência de agir do educando. Uma espécie de topos-grego democrático, sociedade dos amigos, onde se movimentam uma imanência especulativa, a amizade dos plurais e o diálogo criador. Aí o professor-educador tece, amigavelmente com os educandos, a cartografia dos desejos, os processuais fundadores de novas formas de existências. Micros-percepções poiéticas. Entra na órbita produtora de novos conceitos; outros perceptos: novas formas de ver e ouvir; e outros afectos: novas formas de sentir, como afirmam os filósofos Deleuze/Guattari. Isto tudo na condição de que educação e filosofia são inseparáveis na experiência do pensar como potência do ver e falar. “A condição de que o olho não permaneça nas coisas e se eleve até as ‘visibilidades’, e de que a linguagem não fique nas palavras ou frases e se eleve até os enunciados”, de acordo com o enunciado filosófico, Foucault/Deleuze. Este, o jogo filosofante. Tomar-se como princípio, e não insuportável conseqüência. Na linguagem esportiva, habitante do buraco negro, mero cumpridor de tabela existencial da pálida refração do que lhe foi dado a ouvir e ver. O suporte da ilusão de possuir vontade e desejos próprios.

EDUCASÓFICA

Escapar da doxa-rígida dos enunciados dos sistemas e doutrinas filosóficas que se fazem memória-arquivo-representativo, servindo apenas para citações de salão do tipo erudição inútil. Para professores carreiristas, argamassa fundamental ao alpinismo profissional. Para algumas escolas e alguns pais, arrebatamentos purpurínicos: “Nossa escola é séria, também oferece ensino de filosofia”. “Que bárbaro, meu filhinho está estudando filosofia!”. Bizarrice da inteligência burguesa. A filosofia não é séria, é uma festa. O bárbaro da filosofia são seus devires, seus sopros, suas trepidações, e não suspiros glaciais.

Desta maneira, a disciplina filosofia na escola atuará como produtora de novos saberes e novos dizeres, deslocando-se como devir e não como memória-representativa, recognição dos conceitos e das funções escolares como modelos de clichês ensignantes. O que só ressona, não cria, não declina o ângulo do conhecimento para outras experiências. Mas interdita a Vontade de Saber, a potência que ultrapassa os discursos já postos, anêmicos e anemizantes. O que é supérfluo à educação/filosófica.

No mais, Platão pode, mas na condição de não se imobilizar em subidas e descidas maníacas/depressivas que constituem o Idealismo, com todas suas faces, como a patologia da Filosofia (Deleuze).

A DEMOCRACIA OBAMA/BUSH PARA A LATINA-AMÉRICA

Quando a democracia passa a ser representada apenas como um conceito e não como devir da sociedade dos amigos, sua essencialidade, constituída em seus domínios lógico, político e ético, consensos internos e externos, torna-se uma anomalia ameaçadora a todos que se encontram envolvidos em suas enunciações. Sejam o seu próprio povo ou outros povos de suas relações. A homónoia identidade de pensamento e a homologia identidade de discurso , criadas nas misturas das pluralidades das semelhanças, potência da democracia, desaparecem, para prevalecer a unidade-stasis (imobilidade) tirânica.

Este tipo aberrante de democracia encontra-se muito bem fundido na idéia míope de democracia representativa, onde a essencialidade sociedade dos amigos é preterida em função do conceito tecnocrático de unidade geográfica, econômica e de segurança. É comum encontrar-se este tipo de anomalia política em alguns estados brasileiros. E até mesmo em municípios. O que mostra os equívocos de muitos governantes quanto à vivência democrática. O que leva a democracia a ser servida de acordo com o gosto do governante.

O GOSTO OBAMA/BUSH

Em função de sua história, principalmente econômica, os Estados Unidos se apresentam para o mundo como o símbolo maior da democracia na terra. Emblema nacionalista que alguns países aceitam, mormente seus aliados. Daí todos os candidatos acreditarem que em campanha eleitoral devam mostrar seus programas de política exterior sempre alicerçado na idéia de império. Imposição clara de seus tentáculos tirânicos nas histórias de outros estados. Visível demonstração de que democracia real é a deles.

As recentes declarações do candidato democrata norte-americano Obama, afirmando que vai manter o embargo econômico sobre Cuba, a acusação a Bush de ter voltado as costas para a Latina-América, caso específico, a Sul-América, que permitiu o aparecimento de “demagogos como Chávez”, presidente da Venezuela, afirmação que coloca, também, como demagogos Lula, Correa, Evo, entre todos sudamericanos, assevera o quanto o candidato é semelhante a Bush. O quanto a idéia atrofiada de democracia é uma ameaça aos governos eleitos democraticamente. Governos que tentam democraticamente sair do julgo escravocrata que foram submetidos pela força tirânica dos ianques representantes do perverso Tio Sam.

Algum incauto pode até afirmar: “Não vamos esquentar. Isso é só papo de campanha, depois os acordos justos serão selados, respeitosamente, entre as nações”. Afirmação que nos leva a revelar que um país tem a maioria de seus eleitores que vota olhando mais para longe do que para sua casa. Eleitores absorvidos por um profundo sentimento de superioridade, a ponto de apoiar qualquer presidente que pretenda invadir outro país, em nome desta honra delirante. Eleitores mistificados e mitificados que possuem grande força reacionária de coerção sobre o parlamento e o executivo, força alimentada pela anomálica moral democrática. Não nos permitem baixar a suspeita sobre a ameaça que vem do norte.

Todavia, dada a autonomia e a produção de um eficiente sistema de governabilidade imposto pelos governantes da Sul América, que se tornou realidade, esta ameaça deve ficar apenas como ameaça-virtual, já que as histórias destes estados estão sendo fundadas em liberdade pela inteligência e coragem de seus povos. Longe da subserviência que durante séculos os paralisou. Para a Sul-América, as ameaças Obama/Bush vão ficar tão somente na retórica utilitarista de quem acredita que governar para si é produzir o mal para os outros.

COLUNA DO MEIO

OS INTERMEDIÁRIOS DOS BILHÕES NORUEGUESES

A quantidade de acordos e pactos internacionais para a “proteção” da Amazônia cresce cada vez mais, principalmente num momento em que jargões como “a floresta vale mais em pé” se estabelecem e se consolidam nas regras do mercado mundial. Durante muito tempo quem controlava as regras eram os países ricos, que financiavam e ainda financiam os países pobres e fantasiam compromissos para a erradicação dos males sociais e ambientais. Uma ajuda que na maioria dos casos se revela como a captura do que ainda resta ao país: a autonomia.

A Noruega (país mais desenvolvido do mundo, segundo a ONU, com maior IDH em 2006), por exemplo, é um desses países ricos que “se preocupa” em proteger o que os países pobres não sabem cuidar. Em outubro do ano passado, a Noruega firmou acordo de cooperação com o governo brasileiro (10 milhões de dólares) para implementação de Reservas Extrativistas e contenção do desmatamento, durante a 5ª Conferência de Trondheim, na qual os principais temas foram biodiversidade, serviços ambientais e como cumprir a meta de reduzir a perda da biodiversidade. Em seguida, dezembro, anunciou que vai liberar cerca de 2 bilhões de dólares durante os próximos 5 anos para a redução do desmatamento. Um dos seus principais parceiros no Brasil é o ISA (Instituto Socioambiental), que há anos vem “colonizando” o Alto Rio Negro e exterminando o que resta de autonomia daquele povo.

Vários fundos com o objetivo de gerir recursos destinados à conservação são criados e as ONGs top de linha (Instituto Socioambiental, Greenpeace, The Nature Conservancy, Conservação Internacional, Amigos da Terra, WWF-Brasil) no quesito captação de recursos lideram o jogo na manipulação do dinheiro. Captar recursos é fácil, desde que a instituição possua conhecimento dos códigos jurídico-burocráticos, celebridades acadêmicas e certa quantidade de lobbistas destemidos. Difícil para estes e outros grupos — para não dizer impossível, uma vez que de modo algum lhes interessa agir no plano do real — é auxiliar na preservação dos povos presentes nesta floresta, nesta resex, etc, e promover mudanças onde a degradação de comunidades originárias se instaurou. Como já falamos aqui neste bloguinho, a estes grupos e mais diversas universidades (USP, UFRJ, UFAM) os índios, ribeirinhos, cabocos só interessam como laboratório. Por tal, até aqui todos os ditos projetos (sem futurações reias não existe projeto) operam dentro de um humanitarismo(Baudrillard), no qual as realidades humanas locais não têm mais importância do que como reservas de sentido ao saber-poder.

É nesse ambiente, de “competitividade” de quem protege e lucra mais, que a Ministra Marina Silva percorre com cautela, demonstrando o projeto de um governo que não acredita na dicotomia entre o crescimento econômico e a conservação ambiental, acompanhados da exclusão do homem real. Assim, observar e opinar nas questões ambientais, hoje, é uma questão de cidadania, que envolve todas as pessoas, para que o dinheiro que vem da Noruega não sirva tão somente como uma expansão mercadológica dos países ditos desenvolvidos ou a introjeção da razão instrumental ambientalista que “luta” para “salvar” rios, bichos, florestas enquanto o homem desaparece. Conhecendo a ação do Instituto Socioambiental há tempos no Alto Rio Negro, sabemos que o principal obstáculo para as ações sociais pretendidas pelo Ministério do Meio Ambiente e necessárias nestas regiões citadas são os intermediários por onde virão os bilhões noruegueses.

FERNANDO HENRIQUE, ACIMA DE QUALQUER SURPRESA

O filósofo Spinoza diz que nunca sabemos o que um corpo pode. O outro filósofo, Deleuze, tomou para si este enunciado como uma das linhas de corte-devir de sua filosofia. O filósofo Sartre, por sua vez, diz que só podemos saber de um homem em situação: um homem é seus possíveis. De qualquer sorte, os três mostram, com seus enunciados, ser o homem os seus encontros: o que compõe um corpo no encontro com outro. O mundo é um composto (não um todo limitado) infinito de corpos materiais e imateriais. Objetos e idéias. Nos percursos por onde transita qualquer homem, estes corpos se impõem como possíveis em suas pluralidades. Em decorrência da predominância de uma sociedade hierarquizadora, controladora e distribuidora de seu discurso em todas as instâncias política-jurídica, o enunciado mais sedutor, que lança seus corpos como convite ao encontro, é aquele que o filósofo Baudrillard concebe como vazio: o poder. Assim como “o segredo do secreto é não ter nenhum segredo” (Baudrillard), o segredo do poder é seu vazio. Mas há aqueles que pretendem e perseguem este vazio, e que, pela ilusão de sedução, fazem tudo para configurar este vazio como realidade. No nosso caso tupiniquim, a personagem pública que muito nos presenteia com este encontro-vazio é o vaidoso Fernando Henrique. Tudo pelo poder! Até o poder de não ter poder! As declarações do ex-presidente Itamar Franco ao jornal Gazeta Mercantil, onde afirma que o vaidoso, mesmo depois de deixar o Ministério da Fazenda, continuava assinando cédulas do Real, a grande fraude eleitoral que Itamar deixou passar, o que pode, segundo a Justiça, em seu Artigo Primeiro, Parágrafo II da Lei Complementar, Número 64/90 (Lei que dispõe sobre casos de inelegibilidade), enquadrá-lo no crime de abuso de autoridade, assevera esta triste vocação de homens aprisionados nas névoas cintilantes do irreal. Em política, o perigo à democracia: o individualismo-espectral contra a pluralidade social. O ponto-molar de sua fascinação pelo poder responsável pelos tristes oito anos impostos ao Estado Brasileiro. O governo que já começou corrupto. A certeza que seus encontros são bem direcionados e bem calculados de acordo com seus significados de poder. Nenhum ato seu foge a esta intenção-inabalável. Mesmo quando afirma gostar de Lula, o canto direito de sua boca afirma a intenção-inabalável: a inveja. A tradução de quem deveria estar no poder era ele, não Lula. Por isso, nutre a compulsiva idéia da respeitabilidade por via do poder: “Sou um intelectual”. No seu caso: de que vale a intelectualidade se não produz o viver dos iguais, fato que Lula produz? Como uma mariposa ofuscada pela luz artificial, Fernando Henrique, de tanto se mostrar real em sua nudez vaidosa, contribuiu para o povo brasileiro elevá-lo à categoria de um cidadão acima de qualquer surpresa. Tudo que possa vir a fazer, para nós não é surpresa. Parafraseamos a frase sofística que Marx tinha em conta: “Nada do homem me é estranho”. Para nós: “Nada de Fernando Henrique nos surpreende”. Eis o fator relevante da rejeição que a maior parte do povo tem por ele.

A ECOLALIA DA VIDA COTIDIANA

Instantâneos Ecolálicos:

O vazio do significante produz a ausência da reflexão e da suspeição sobre as informações, percepções e entendimentos que pessoas têm sobre o cotidiano. Presas ao automatismo e à velocidade das imagens-clichê, não há tempo para nada além de repetir o enunciado, sem examiná-lo. Ecolalia.

 

MÍDIA

Rede de televisão estadunidense NBC apresenta programa sobre as prévias presidenciais no partido Democrata. O apresentador diz o nome de Barack Obama, mas a foto que aparece é a de Osama Bin Laden. A direção do programa diz que foi um erro. Semanas atrás, o mesmo erro aconteceu na rede CNN.

Enquanto isso, a programação dos noticiários de todas as grandes redes dos EUA proíbem imagens dos soldados mortos no Iraque, até mesmo os caixões.

CORPO

Jogo infantil de videogame traz na sua programação cenas de pornografia. Com um código digitado no controle, o usuário entra em um menu oculto, e acessa cenas de um filme pornográfico. Mães cujos filhos assistiram às cenas consideraram o fato um caso de polícia. Uma delas, visivelmente chocada, afirmou: “agora, só me resta levar meu filho ao psicólogo”. Outra: “Quando vi meu filho olhando aquelas cenas, me senti violentada”.

Enquanto isso, a programação das tevês comerciais continua sem regulação pública, ao sabor dos ventos do mercado, e a TV Pública é atacada pelas emissoras particulares.

FERNANDO HENRIQUE: SETE LÍNGUAS, NENHUMA VOZ

Uma voz é uma práxis humana constituída essencialmente de elementos fisiológicos, sociais, psicológicos e intelectivos, cujas particularidades lingüísticas encontram-se em seu discurso construído por enunciados diversificados. É sempre uma expressão realizada em um conteúdo expresso. Seja uma voz particular, de um indivíduo; ou, uma voz geral, de um povo, é sempre produto da experiência social, a materialização da língua como instituição social.  No caso propriamente da língua instituição social, de onde a voz salta, pode-se encontrar duas unidades políticas sociais,  pragmáticas, rigidamente definidas. A língua como unidade padrão significada em uma semiótica dividida em três enunciados  de ordens que são: selecionadora — escolhe o que lhe é necessário por sua semelhança; classificadora — estabelece valores, e; hierarquizadora — determina posição. Estes enunciados de ordens se encontram em todo regime de signos como unidade lingüística dominante, como no caso do capitalismo. O modelo lingüístico despótico. A outro unidade é a que se chama de regime lingüístico de classe: toda voz é construída em uma classe social definida arquitetada principalmente por seus elementos econômicos. Desta forma, entende-se que a voz e a língua sintetizam a pragmática semiótica como manifestação semiótica de enunciação social significada.

O SETE LÍNGUAS

Fernando Henrique, em sua peculiar bazófia/invejosa, que o revela um exímio sabotador da velhice, afirma falar sete línguas e Lula nenhuma. Pelos meandros lingüísticos acima denotados e conotados, infere-se muito bem quais são as sete línguas orgulhos do sabotar da velhice: a semiótica dominante com seu regime de signos paranóicos — aquele que anuncia uma voz de comando paranóico, invariância de significados. A ecolalia: um significante saltando a outro significante formando a cadeia da redundância lingüística capitalística. O português que ele fala é o mesmo inglês, francês, italiano, etc, três construídos com as estruturas sígnicas do sistema capitalista. Logo, o sabotador da velhice não fala nenhuma língua. Para falar uma língua neste sistema teria que ser democrata. O que não é. Daí não possuir voz, pois a voz para deixar de ser apenas um instrumento sonora de reprodução de signos já estabelecidos em um sistema dominante definido, ela precisa ser uma enunciação de minoria, um dialeto dentro ou nas bordas da prepotente língua padrão. Tem que se tornar uma linha disjuntiva, uma variação, um devir-louco, a potência constitutiva do novo como democracia. A univocidade política do que se chama povo. E quem percorre, tece essa rede unívoca/democrática em alternações de forças/amigas? Quem faz ouvir esta voz? Lula! É lula que em suas viagens internacionais consegue, no meio da semiótica dominante, compor com dialetos democráticos locais que escapam de tal regime de signos. Sua inteligência, produto de suas experiências diretas com homens reais, lhe permitiu compreender que em um sistema despótico não pode existir democracia, só mesmo como figura de retórica à lá Fernando e Bush. O Sapo Barbudo compreendeu que a democracia é o outsider, o maldito, o estranho do capitalismo imperial decadente. Irmanado com o filósofo Nietzsche, compreendeu que a filologia não é a ciência das línguas, mas acima de tudo, arte de interpretar realidades para transformá-la. E aí também irmanou-se com Marx. Tudo que a insuficiência intelectual do sabotador da velhice não compreende. Por tal e qual, este sabotador é um deplorável (deplorável porque quanto mais democrata melhor para o mundo) confirmador das duas unidades políticas — sócias, pragmáticas: seleciona o mal, classifica a inveja, e hierarquiza a ambição; conceitos produzidos em suas experiências com homens abstratos da classe média. Por isso, no ocaso de sua mudez, o sabotador da velhice, comete as duas piores vilanias que um sujeito pode cometer contra si mesmo: uma, se auto elogiar, revelando o quanto se sente inferior a outro que toma como objeto de sua inveja, no seu caso psicanalítico, Lula; outra, precisar dos aplausos de alguém para se iludir com a alegoria das palmas que é necessário para a política nacional, no seu caso bufonado, o senador ecolálico, Arthur Neto.  No mais, a bazófia invejosa de suas sete línguas só serve para asseverar, que embora tenha se deslocado no espaço perceptivo, jamais saiu do lugar, simplesmente por ser desprovido de voz. E nessa denegação ontológica, não ouviu a democracia, portanto, não pode pensar democraticamente.

NINGUÉM SEGURA ARTHUR, PRESIDENTE DO BRASIL!

Arthur Neto, senador do PSDB, candidato à presidência da república. Como se fala no jargão estereotipado da linguagem politicofastra, “articulações” já começaram para a composição de alianças. Só que em derredor (sem meio) de tal enunciação atemporal e assubstancial, saltam três proposições-miragens. Enunciados não sustentados por um senso racionalmente demonstrável.

Primeira Proposição-Miragem Por qual partido o senador candidato-temporão vai concorrer? Pelo PSDB? Não. Serra, eterno candidato, e Aécio, candidato dissimulante, não permitirão. Muito menos o próprio partido, mesmo com aval de seu pastor, Fernando Henrique. Mas digamos que o candidato dissimulante Aécio resolva sair do PSDB e se candidatar por outro partido e Serra, o eterno, peça perdão ao espírito de seu fã maior, Otávio Frias, ex-proprietário da Folha de São Paulo, que pensava em não morrer antes de vê-lo presidente, resolva se recolher, vestir o velho e tradicional robe inglês e ir fazer bilu, bilu, bilu nos netos? Também não será o escolhido. Existem Jereissati, Alkcmim, o próprio Fernando… O certo é que o Neto seria, talvez ainda teria que vencer o talvez o último da lista do partido. Tal qual na foto de lançamento da candidatura de Alckmim a presidência em que em primeiro plano aparecem os donos do partido e atrás, aparecendo só a cabecinha, ele. Por aí não dá.

Segunda Proposição-Miragem Como é um social democrata, pode muito bem sair do PSDB e ir para a aguerrida, engajada e ética agremiação pefelista. Lá poderia realizar, se ganhasse a presidência, todos seus planos democráticos, pois experiência parlamentar junto aos abnegados e indormidos guardiões da democracia, não lhe falta. E juntamente com Agripino Maia, selar compromissos partidários para compor seu inteligente e insuspeito ministério com as pastas ministeriais distribuídas nas seguinte instâncias praticativas: Mão Santa, ministro da alegoria; Fernando Henrique, ministro do narcisismo sem espelho; Tasso Jereissati, ministro das questões sexuais; César Maia, ministro da fabulação; Efraim de Morais, ministro da lambança… Nomes e posturas é o que não faltam nestas hostes capazes de formar o governo que revolucionará a cena política nacional. Talento para administração da coisa pública não lhe falta. Quando prefeito de Manaus não deixou sombra de dúvida. Que o digam os camelôs.

Terceira Proposição-Miragem Esta Proposição-Miragem também poderia ser chamada de Proposição-Irônica-Hilária. Vejamos, Arthur, quando candidato ao governo do Amazonas nas eleições passadas só conseguiu abiscoitar 5% de preferência eleitoral. Votos talvez de velhos amigos, ou dos complexados descendentes do Cacareco. Não conseguiu a performance eleitoral da candidatura ao Senado quando da aliança metafísica-teológica com pastores da Igreja Assembléia de Deus. Agora, com o fim da CPMF, em que, sob as orações de seu guru Fernando Henrique, foi o herói dos empresários da FIESP – Federação das Industrias do Estado de São Paulo, inimigos da Zona Franca de Manaus, é possível que não abiscoite nem 0,0,5%. Visto que sempre fora visto por grande parte da população manauara como pró São Paulo. Além do entendimento que a maior parte da população amazonense tem de seu ato ilógico: responsável pela trepidação nos projetos sociais do Governo Lula. O grande amor desta população. “Mexeu com Lula, mexeu comigo!”. Aqui não tem para ninguém que não seja Lula. Neste quadro também surgem todo o Norte, o Nordeste, o Sudeste, principalmente os governos Aécio e Serra, que foram contra o fim do imposto. Desprovido da confiança política nacionalmente necessária a uma candidatura, sobra-lhe a bazófia, a verborragia dos clichês, ou como diz o psiquiatra Binswanger: Maneirismo lingüístico. A fala afetada sem ação verbal. Pura anemia para uma jornada eleitoral. Por último, a mídia seqüelada, de quem é freqüentador assíduo. Mas nada suficiente para ganhar eleição, já que o povo fez muito bem a leitura deste texto levando duas vezes ao Palácio da Alvorada aquele a quem confia, escrevendo que depois dele a demagogia jamais se criará em terras brasileiras.

Bem, quanto a sonhar, todos podem, mas, como diria Freud, com a condição de saber que sonho no sono é um estado onírico, e sonho em vigília é ilusão: denegação da realidade. Estado muito perigoso.

COLUNA DO MEIO

Como os ataques ao meio ambiente são atualmente, ao lado dos ataques aos homens pela guerra ou pela miséria, os temas mais debatidos na atualidade, o bloguinho intempestivo inicia hoje esta coluna, que tentará entrar numa conversação para escapar ao simplório discurso da conservação do ambiente como meio de consolidar um saber-poder que não pretende de forma nenhuma transformar-se em ação e, a partir daí, perceber o que é real e o que é apenas fantasia colocada no meio do ambiente, enquanto um lugar determinado, quando meio, filosoficamente, é o que é mutável, imperceptível, que está em constante devir. Assim, pelo meio

O MEDO DA PROSOPOPÉIA CLIMÁTICA

Para a previsão climática, o futuro é sombrio. Nesse caso, a pre-visão saiu do âmbito da meteorologia e da arte das previsões dos búzios e amplia seus horizontes para os marmoteiros pais e mães de santo da mídia, de ONGs, da academia. Principalmente no que se refere às previsões sobre as relações entre a economia brasileira e as mudanças climáticas. É no aproveitamento de informações incompletas que se deturpa e tenta encobrir uma outra discussão que força a mudança, neste caso não do clima, mas da existência das pessoas no mundo.

O mundo é um lugar “heterogêneo, divido entre países ricos, e poluidores, e pobres, que serão mais afetados pelas mudanças climáticas, diz o Relatório de Desenvolvimento Humano 2007/2008 do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), intitulado Combater as Alterações Climáticas: Solidariedade humana num mundo dividido. Não é por acaso que muitos pesquisadores de todas as partes do mundo estão interessados nos assuntos mudanças climáticas, aumento de temperatura, aquecimento global, sinônimos de catástrofes e males cometidos ao homem e pelo homem e os riscos que causarão à economia mundial, à saúde e ao desenvolvimento social.

Lembrando ainda as disputas políticas no meio científico numa colocação privilegiada no hanking acadêmico: ganhar prestígio e, quem sabe, o próximo Prêmio Nobel da Paz. Não é por acaso que a mídia reforça o embuste apocalíptico de que o Brasil seria o quarto, quinto ou sexto maior (?) emissor mundial de gases que aceleram o aquecimento global, devido ao desmatamento da Amazônia. Não é por acaso que ONGs market-ambientalistas como o Greenpeace se aproveitam desses rastros para disseminar o discurso da moral autoritária e preconceituosa, no que chama de informe publicitário, em jornal de grande circulação, para atacar o governo Lula, enquanto a ministra Marina Silva vai sendo reconhecida pela sua visão real e sua inteligência em tratar das questões ambientais, principalmente no que diz respeito às estratégias frente aos interesses de grandes corporações, que, pelo que se sabe, controlam os governos. Não é à toa que os Estados Unidos são contrários a qualquer medida para tentar diminuir os impactos ambientais.

E é nessa “heterogeneidade” que vários setores da sociedade, compartilhando os mesmos delírios do Greenpeace, carregam a bandeira do combate às mudanças climáticas e também fazem disso um embate político deslocado. Na internet encontramos diversos sites e blogs com a rubrica: Saiba mais sobre as mudanças climáticas ou Entenda as mudanças climáticas, contribuindo para uma suposta democratização de informações, que apenas repete e confirma o que alguns ongueiros, cientistas e políticos se utilizam para disseminar o medo e a culpa e engordar suas contas bancárias. Temos como exemplo a famosa e equivocada seca de 2005 na Amazônia, sinal claro de que o aquecimento global estava afetando a Amazônia, mas no ano seguinte voltou a chover com altos índices pluviométricos, como é comum nesta região.

No caso da economia brasileira, se o aquecimento global continuar desta forma, ele pode trazer efeitos drásticos para o gado de corte e para outras 9 culturas como: algodão, cana-de-açúcar, milho, soja, feijão, arroz, café e mandioca, afirma um estudo feito pelo Cepagri/Unicamp. Ou a diminuição no volume de produção dos grãos devido à diminuição de áreas cultiváveis. E na tentativa de criar um cenário mais próximo da realidade, os principais interessados (empresários, economistas, técnicos, cientistas) terão subsídios para analisar e tentar resolver seu problema, e nem a mandioca vai escapar aos ataques climáticos.

O principal lema é generalizar a culpa no homem, ou a ação do homem sobre o meio ambiente, reforçado pelo último Relatório do IPCC (Painel Inter governamental sobre Mudanças Climáticas), órgão das Nações Unidas, criado em 1988, responsável por produzir informações técnicas e científicas relevantes para que se possa compreender e forçar uma adaptação às mudanças climáticas, já que elas são irreversíveis. Munidos com as informações técnicas, com 90% de precisão, não se coloca em evidência a dinâmica da economia de mercado, a relação da produção e as conseqüências disso para a população mundial.

Por tudo isso, não há diferença nenhuma no embate eco-maniqueísta: sejam os vilões do meio ambiente, sejam os mocinhos, nenhum deles atua no plano do real, todos se encontram no delírio, na fantasia e fortalecendo o medo da prosopopéia climática, uns porque não querem comprometer seu lucro e outros porque querem ter seu lucro. Pra uns não há perigo algum; pra outros o apocalipse já chegou. A palavra heterogêneo aí só poderia ser usada entre aspas, porque não carrega nenhum fluxo intensivo de singularidade, no sentido filosofante. Ambos estão muito bem situados na ordem constituída do Mercado Global e, portanto, em vez de contrários, eles mais se complementam. São iguais.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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