Archive for the 'Ecologia' Category

ARTISTAS GRAVAM VÍDEO EM DEFESA DA CAUSA INDÍGENA: “DEMARCAÇÃO JÁ!”. ENQUANTO ISSO A POLÍCIA VIOLENTA OS INDÍGENAS, EM BRASÍLIA

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 Dois vídeos duas perspectivas. Uma movida pela razão crítica que denuncia a expropriação dos indígenas de suas terras, roubados, agredidos e vilipendiados em seus direitos originais de habitantes do país chamado de Brasil. O vídeo reúne dezenas de artistas do Pará, como Dona Onete, a Paraíba, como Chico Cesar, passando pelo Rio de Janeiro, São Paulo, Maranhão, Bahia, Minas entre outros estados: “Demarcação Já!”.

 A outra perspectiva carece de descrição, visto que a cena já se tornou habitual no Brasil: a Polícia violentando que luta por seus direitos. Desta feita foi mais uma vez membros das comunidades indígenas.

   Veja, ouça os vídeos e expanda sua consciência democrática.

    E não esqueça: Dia 28 o Brasil vai reverberar sua necessidade maior: ser um copro-político respeitado em seus direitos. É dia de Greve Geral! Em algumas capitais já foi confirmado ponto facultativo.

     Vamos todos afirmar nosso direitos que estão sendo roubados pelos golpistas que estão depredando o copro do País! 

 

 

LULA E DILMA COMO FESTA NORDESTINA NA TRANSPOSIÇÃO DO SÃO FRANCISCO

Veja e ouça o vídeo na festa nordestina na transposição do São Francisco nos sentidos-revolucionários de Lula e Dilma. Alegria popular por melhora de condição de vida. Vida mais digna com água em abundância. Água, elemento natural que sem ele nenhum ser vivo pode perseverar sua potência-vida, diz o filósofo Spinoza.

FILMAGEM SÁDICA DE “QUATRO VIDAS DE UM CACHORRO” MOSTRA OBSCENIDADE ANTROPOMÓRFICA DA AMBIÇÃO DO LUCRO SOBRE OS ANIMAIS

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 O filósofo Jean Baudrillard mostra a obscenidade como êxtase do real. A dissipação do real pelo virtual. O fim da objetividade como referência dos sujeitos reais. A antropomorfização dos animais, atribuir sentimentos chamados humanos aos animais, é uma forma de obscenidade. O animal perde seu instinto natural, sua natureza, através da força obscena do homem.

 Desde pequena a criança, e os adultos e idosos de hoje, é obrigada a ter dos animais um entendimento “humanizado”. Cujo objetivo é tornar o animal seu parceiro. Principalmente quando é uma criança criada sozinha, sem irmãos, ou colegas com quem ela possa distribuir vivências reais.

    Antropomorfizados os animais foi fácil transformá-los em fonte de lucro. O circo é um cruel exemplo. Com a indústria cinematográfica, essa fonte de lucro foi super dimensionada. Disney que o diga. Sem essa violência contra os animais não haveria esse pseudo mundo infantil que é a Disney World. A ilusão compensatória de adultos cujas infâncias foram obstruídas. A mentira satisfatória, como diz Baudrillard, para o adulto acreditarem que existe um mundo adulto fora da Disney.

  Seguindo essa fonte perversa de lucro, o deus Mamon do capitalismo, a companhia de filmes Universal Pictures resolveu produzir o filme “Quatro Vidas de Um Cachorro”, que conta a luta do cachorro, personagem principal, por sua sobrevivência, e que será lançado no dia 28 de janeiro. Só que durante as gravações, o cachorro, melhor amigo do homem, homem que não alcançou o grau superior da amizade, é continuamente violentado para realizar os objetivos das filmagens que vão servir de adestramento sensorial e mental do público cúmplice. Que vai pagar o ingresso para confirmar sua cumplicidade antropomórfica. E voltar para casa, se tiver algum bichinho doméstico, para transferir sua cumplicidade ao amigo do lar.

   O técnico-homem das gravações, amigo do cachorro, tenta jogar o amigo de Lázaro – esse era amigo – em uma piscina simulando correnteza, mas o amigo de Lázaro se opõe à tortura. O técnico-homem não quer que o personagem principal tenha um momento de autonomia e o tenta jogar da água. O cachorro, amigo de Lázaro, reluta, mas é empurrado para o sadismo dos produtores do filme. Até que o cachorro afunda e os técnicos e a direção ficam preocupados. Preocupação não com o cachorro, é óbvio, mas a perca de lucro se o cachorro morre.

   O site TMZ obteve o vídeo e jogou na rede. A maior ONG do mundo responsável pela defesa dos animais A People For The Ethical of Animals (PETA) entrou em ação e já deflagrou o boicote ao filme que para ser realizado violentou o amigo de Lázaro. Daí, a lógica capitalista ser um estrondoso deboche contra o público: segundo os realizadores o filme é uma mensagem de amor pelos animais. Há quem goste desse tipo de “amor”, mas não os animais.

   Síntese da antropomorfização-fílmica: o mal contra o cachorro como forma de entretenimento para fortalecer o mal que é capitalismo.

    Vejam o vídeo, ouçam e constitua sua consciência defensora dos direitos à vida dos animais. E de quebra, se nega a seguir o êxtase do real, a obscenidade.

     E aqui o trailer do filme para os cúmplices da violência contra os animais. É tão bonitinho! Parece comigo.

PRESIDENTE DILMA DISCURSA NA ONU E RATIFICA QUE O BRASIL VIVE MOMENTO GRAVE

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De Nova York

A presidente Dilma Vana Rousseff foi aplaudida e terminou a poucos minutos sua fala na sede da ONU. Fez uma narrativa sobre a participação exitosa do Brasil na elaboração do acordo de Paris sobre o clima. Esse êxito foi o resultado do desempenho de seu governo, do povo do Brasil e da sociedade internacional. Agradeceu à ministra do meio ambiente Isabela Teixeira e à delegação que negociou o tema com os demais signatários.

A presidente assumiu o compromisso de  cumprir o acordo, falou sobre o uso de combustíveis fósseis e que é necessário mobilização, meios adequados, ampliação de financiamentos, pediu para os setores privados reduzirem emissão de poluentes na atmosfera, tratou sobre o desmatamento na Amazônia e o que vem sendo feito na supressão, restauros, pastagens de gado, traçamento de metas para proteção das populações vulneráveis.

No final do discurso, a presidente falou para a assembleia e para o mundo de um assunto que não podia, jamais deixar de ser citado e  que os golpistas do Brasil não gostariam de ouvir. Denunciou na ONU  o grave momento que o Brasil vive, que nosso país venceu o autoritarismo, que possui um povo trabalhador, que tem apreço pela liberdade e não vai permitir retrocessos. A presidente agradeceu, ainda, a todos os chefes de Estados que expressaram solidariedade a ela e ao Brasil. Foi aplaudidíssima. 

SINDICATO DE XAPURI, NO ACRE, PROTESTA CONTRA A AFIRMAÇÃO DE MARINA QUE DISSE SER CHICO MENDES ELITE

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Para fugir de um questionamento levantado por um dos participantes no alcunhado debate da TV Band, que afirmou que Marina estava se aliando com a elite, ela, de forma recorreu à estratégia de escape afirmando que todo mundo é elite. Os capitalistas, os trabalhadores, Chico Mendes… Uma forma de desconstruir a opinião pública de que está fazendo a velha política que ela nega.

Diante da conceituação de que Chico Mendes é elite feita por Marina, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Xapuri, no Acre, publicou uma nota de protesto contra o acinte eleitoreiro da candidata sobrenatural. No mesmo sentido a filha de Chico Mendes disse que não vota em Marina, mas em Dilma.

Leia a nota e a entrevista com  Dercy Cunha, a vice-presidenta do sindicato.

Diante da declaração da candidata à Presidência da República para as próximas eleições, Marina Silva, onde esta coloca o companheiro Chico Mendes junto a representantes da elite nacional, o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Xapuri (Acre), legítimo representante do legado classista do companheiro Chico, vem a público manifestar-se nos seguintes termos:

Primeiramente, o companheiro Chico foi um sindicalista e não ambientalista, isso o coloca num ponto específico da luta de classes que compreendia a união dos Povos Tradicionais (Extrativistas, Indígenas, Ribeirinhos) contra a expansão pecuária e madeireira e a conseqüente devastação da Floresta. Essa visão distorcida do Chico Mendes Ambientalista foi levada para o Brasil e a outros países como forma de desqualificar e descaracterizar a classe trabalhadora do campo e fortalecer a temática capitalista ambiental que surgia.

Em segundo, os trabalhadores rurais da base territorial do Sindicato de Xapuri (Acre), não concordam com a atual política ambiental em curso no Brasil idealizada pela candidata Marina Silva enquanto Ministra do Meio Ambiente, refém de um modelo santuarista e de grandes Ong’s internacionais. Essa política prejudica a manutenção da cultura tradicional de manejo da floresta e a subsistência, e favorece empresários que, devido ao alto grau de burocratização, conseguem legalmente devastar, enquanto os habitantes das florestas cometem crimes ambientais.

Terceiro, os candidatos que compareceram ao debate estão claramente vinculados com o agronegócio e pouco preocupados com a Reforma Agrária e Conflitos Fundiários que se espalham pelo Brasil, tanto isso é verdade, que o assunto foi tratado de forma superficial. Até o momento, segundo dados da CPT, 23 lideranças camponesas foram assassinadas somente neste ano de 2014. Como também não adentraram na temática do genocídio dos povos indígenas em situação alarmante e de repercussão internacional.

Por fim, os pontos elencados, são os legados do companheiro Chico Mendes: Reforma Agrária que garanta a cultura e produção dos Trabalhadores Tradicionais e a União dos Povos da Floresta.

Xapuri, 27 de agosto de 2014

José Alves – Presidente

Há desconforto dos trabalhadores de Xapuri com a forma como o legado de Chico Mendes está sendo tratado pela campanha de Marina Silva?

Sim, exatamente.

Por quais motivos?

O nome de Chico Mendes é usado de forma indevida, colocando ele em uma condição do que ele não era. Ele era um sindicalista defensor dos direitos dos trabalhadores, de melhoria de qualidade de vida, e nunca foi esse ambientalista da forma como é colocado pelos políticos.

Por que isso acontece, na sua opinião?

Porque isso rende, né? Isso, de certa forma, em termos de angariar recursos e apoios, tem importância.

Que relação a senhora teve com o Chico Mendes?

Fui a segunda presidenta do sindicato, logo depois do presidente fundador, e antes do Chico. Tivemos sempre uma relação muito boa, de muito trabalho conjunto.

Pelo que a senhora conhecia dele, acredita que ele concordaria com a forma como o legado dele surge na campanha eleitoral? Ele apoiaria Marina?

Só se ele tivesse mudado muito de opinião. Do contrário, eu imagino que ele teria a mesma postura que nós. A gente entende que, na campanha política, tudo acontece para chegar ao poder, mas as alianças e os vínculos que a Marina tem nos mostram que ela jamais teria condições de aplicar um projeto de sustentabilidade. A verdadeira sustentabilidade ofende os interesses do grande capital.

Existe alguma candidatura que contemple as demandas dos trabalhadores e trabalhadoras de Xapuri?

Olha, infelizmente, as candidaturas que representam aquilo que a gente sonha estão em desvantagem em termos de preferência. Tem algumas candidaturas que, se não mudarem ao chegar ao poder (porque o problema é quando os partidos chegam ao poder), seriam alinhadas, como as do Psol e do PSTU. São candidaturas que representam o que a gente sonha. Não orientamos votos, preferimos que as pessoas tirem suas próprias conclusões.

Entre as que estão disputando a liderança das pesquisas de opinião, há alguma mais próxima das posições do sindicato?

Não, são todas muito próximas. As propostas postas para a Amazônia, todos eles, são projetos de destruição, como as grandes obras de hidrelétricas e mineração. Isso não combina com nossos ideais.

O BRASIL FOI O ÚNICO PAÍS QUE CUMPRIU METAS DE REDUÇÃO DE EMISSÕES GASES DE EFEITO ESTUFA RELATIVOS AO DESMATAMENTO

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Durante a comemoração da Semana do Meio Ambiente, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, a ministra Izabella Teixeira, afirmou que o Brasil foi único país a cumprir com as metas de redução de emissões de gases de efeito estufa em relação ao desmatamento que foram traçadas na Conferência das Partes sobre o Clima de Durban (COP/17) na África do Sul, em dezembro de 2011.

De acordo com a ministra do Meio Ambiente, na quinta-feira, logicamente, amanhã, dia 5, na Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), ela irá apresentar os dados formais sobre a redução de emissões.

“O Brasil é o único país do mundo, até agora, que vai fazer um depósito de valores de referência mostrando que nós não só estamos reduzindo as emissões como estamos contabilizando essa redução de emissões associadas ao desmatamento evitado e mostrando ao resto do mundo que o mecanismo de Reddplus (Reduções de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal com programa de conservação e manejo florestal) é efetivo para redução de emissões e também dialoga com a Convenção da Biodiversidade, porque você evita o desmatamento e a perda da Biodiversidade.

Se você tomar todos os esforços para a redução do desmatamento no planeta, não soma os esforços de redução do desmatamento que a sociedade brasileira oferece. É mais um golaço do Brasil.

Espero que nas negociações do clima agora em Lima, no Peru, e depois em Paris, isso seja uma contribuição para a gente dar celeridade, com resultados concretos, a um novo acordo de clima.

São 600 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente, essa é a magnitude do desmatamento no Brasil”, observou a ministra.

A ÁGUA QUE FALTA NAS TORNEIRAS DE MANAUS INUNDA DE NOVO CASAS NA COMPENSA

Vinte casas, por vota das 20:00 h da noite de ontem, sábado, 23 de março de 2013, foram inundadas. Não bastasse a quantidade de água que caiu sobre a cidade nesse dia  e que causou prejuízo para inúmeras pessoas, agora a água está saindo de buracos e crateras da terra.

De janeiro para cá, pelo menos três vezes, as adutoras da antiga COSAMA, depois Águas do Amazonas e agora Manaus Ambiental  já romperam e deixaram rastros de prejuízos enormes para os moradores atingidos.

Só nessa área, em três dias, é o segundo rompimento. As pessoas que moram no raio itinerante por onde passam os enormes canos estão apreensivos. A qualquer hora temem morrer afogados. Crianças e idosos são os mais propensos a se afogarem nesses “tsunamis” urbanos, resquícios de políticas irresponsáveis criadas por governantes irresponsáveis.

A questão da água na cidade de Manaus é uma questão séria. Assim como os buracos nas ruas.

Com relação a água, não é de hoje que a população sofre com o desabastecimento.

O ex-prefeito cassado da não cidade de Manaus, Amazonino Mendes, durante o período que desgovernou nosso Estado, dentro da política neoliberal defendida por seus amigos paulistas Fernando Henrique Cardoso, José Serra, seu amigo mineiro Aécio Neves “vendeu” a COSAMA, antes conhecida como COLAMA, para empresários franceses que veem se apropriando de um bem precioso e que será motivo de tensões políticas e econômicas no século XXI que é a água, como diz Ignacio Ramonet, jornalista, filósofo e diretor do Le monde  Diplomatique.

Quando os franceses pegaram o manancial de água potável, pra enganar caboclo, batizaram a empresa como ÁGUAS DO AMAZONAS. Assumiram  compromissos de abastecer a cidade toda. Isso não aconteceu. Vereadores já constituíram CPIS para investigar a negociação e nada. Já assinaram acordos de repactuação e nada. A água que abastece a Zona Norte é o resultado da política social empreendida no governo do Presidente do povo brasileiro, Lula.

Pra mudar a imagem negativa depois de tanto alagamentos causados pelos seus dutos, seguindo orientações neoliberais, mudaram o nome da empresa para MANAUS AMBIENTAL assim como Fernando Henrique Cardoso queria mudar o nome da PETROBRAS para PETROBRAX.

A MANAUS AMBIENTAL vem causando verdadeiro prejuízo ao ambiente. Além de alagar as casas leva muita lama para as residências, fazendo com que a MANAUS AMBIENTAL volte a ser a verdadeira e reconhecida COLAMA.

O cassado, Amazonino Mendes vendeu ainda o Banco do Estado do Amazonas para o BRADESCO e tendo seu interesse voltado para o negócio aqüífero, entregou o porto de Manaus para a família Di Carli que enriqueceu explorando um serviço que é de responsabilidade do governo federal, mas que por aqui, pessoas como esse “político” entendem que  se trata de um bem pessoal e fazem o que querem.

E Amazonino, o cassado, sempre entendeu assim, tanto é que ia construir um camelódromo numa área privativa do governo federal às margens do Rio Negro, tendo já toda a estrutura de ferro gusa  montada para a obra. Só que se deu mal. O grupo Uai de Minas perdeu porque o governo federal através do Ministério Público Federal resolveu agir.

O governo federal também resolveu agir e está retomando o porto que é operado pelos Di Carli. O governo não só deve operar como deve resgatar o dinheiro que enriqueceu essa família e políticos incentivadores da trapaça. Com a desapropriação inúmeras pessoas serão prejudicadas, fruto de erros que não podiam ter sido produzidos.

Assim é Manaus, uma não cidade e seus “políticos”, seus buracos, água que caem em abundância das chuvas diárias, água que sai da terra, mas que falta nas torneiras das residências da população que paga caro e ainda tem que passar a noite tirando lama de suas casas.

 

Experiencia Ecologica y Espiritual con Yage Ayahuasca

 

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ALERTA SOBRE VENDA E CONCENTRAÇÃO DE TERRA NO DIA MUNDIAL DA ALIMENTAÇÃO

Ontem, dia 16, foi comemorado o dia Mundial da Alimentação. A organização não governamental (ONG) ActionAid fez um alerta no relatório Situação da Terra, divulgado hoje.

Neste documento, é analisada a situação de 24 países da América Latina, África e Ásia, inclusive no Brasil. O que ficou constatado é que há uma grande concentração de posses de terras nestes lugares, que impede e ameaça as comunidades tradicionais e a agricultura tradicional e familiar, pois a terra passa a ser vista como base de produção de plantações que possam ser exportadas como commodities (mercadoria que apresenta características de matéria-prima ainda em estado bruto e que tem grau mínimo de industrialização).

Neste sentido, o que nos interessa é observar como que esta concetração de posse de terras nas mãos de poucos ocorre no capitalismo. Tal concentração implica em um acentuado mercado de vendas de terras para investidores estrangeiros, fazendo com que a produção de alimentos seja concebida principalmente dentro da dinâmica neoliberal — transformar meios e entes naturais em recursos econômicos — em detrimento da produção de alimentos para combater a fome nacional e mundialmente e, assim, poder manter o domínio de países desenvolvidos sobre a economia e autonomia de países em desenvolvimento.

A produção de biocombustível, os deliberados aumentos de alimentos, as decisões institucionais de governos em legalizar desmatamentos para a produção de alimentos são efeitos desta política e economia neoliberal que faz parte do que o geógrafo brasileiro, Milton Santos, chamava de globalização perversa, ou seja, uma globalização que se esforça em realizar a manutenção das contradições lógicas do capitalismo, para que se tenha sempre a certeza de lucros exorbitantes com a exploração do trabalhador, a pobreza e suas nefastas consequências como a fome, por exemplo.

Segundo dados da ActionAid, 56% da terra agricultável do Brasil estão nas mãos de 3,5% dos proprietários rurais. Os 40% mais pobres têm apenas 1% dessas terras. O problema da concentração de posses de terra no Brasil pode ser considerado uma herança da colonização, da exploração e da identidade de ser inferior que o nativo recebeu do Europeu em tempos de inicio de capitalismo mercantilista.

Mas o fato atual, é que há muito tempo, devido a estes problemas, a fome não pode mais ser considerada apenas uma questão biológica. Ela é um problema organizado de modo mundial. A própria falta de nutrientes necessárias para que o corpo possa ter a energia que precisa para realizar suas atividades físicas e mentais, é negada devido ao processo de exploração conveniente à lógica capitalista. Deste modo, um corpo atingido pela exploração capitalista, torna-se um corpo impotente, já que precisa se adequar as condições impostas por esta exploração, forçando, assim, este mesmo corpo a ter que sobreviver em uma condição de besta humana, sendo forçado a aceitar as condições impostas pelo capital.

Marxianamente falando, há uma perda de humanidade provocada por este processo de exploração. Contudo, esta perda de humanidade não será sanada apenas com a manutenção das igualdades impostas historicamente, como a gerada pela compaixão cristã, a engendrada pelos direitos e deveres da justiça/direito e a garantida pelo Estado. Criticar tal problema não significa criticar a ideologia do capitalismo. Esta é evanescente e produzida pelas muitas interelações que ocorrem para que se possa alcançar o lucro de vários modos diferentes. Ainda em uma perspectiva marxiana, o que interessa é vasculhar os pormenores destas relações, perceber seus elos, problematizar a própria efetividade das coisas e perguntar o porquê delas se tornarem naturais ou banalizadas pelo senso comum, para daí podermos produzir ações capazes de desenvolver novas subjetividades.

Assim, o problema não pode ser fechado na lei (“a sociedade sempre mudou a lei, mas a lei nunca mudou a sociedade”). Esta lei e sua aparente igualdade podem ser apenas invólucros de interesses mais perversos. Garantias legais para que a apropriação de posses de terras nas mãos de poucos possa ser mantida sem maiores problemas.

Basta olharmos com um pouco de desconfiança para a condição histórica que o capitalismo impôs sobre nós, para percebermos como a fome se tornou um problema biofilosófico, uma vez que aquilo que pode garantir a existência em sua base, os nutrientes necessários para a constituição física e mental de nosso corpo, é tomado como uma preciosa mercadoria de troca para se alcançar o lucro. E, ainda que possa haver pesquisas e estudos que desenvolvam perspectivas diferentes, o que prevalece são as que possibilitam a perpetuação da exploração capitalista sobre a vida.    

A NÃO CIDADE DE MANAUS É DESARBORIZADA E TEM 20,2% DE ESGOTO A CÉU ABERTO

Às vésperas da reunião dos chefes de Estados de vários países do planeta que acontecerá no mês de junho de 2012, no Rio de Janeiro, temas como Código Florestal, cheias do Rio Amazonas e resultados do Censo Demográfico de 2010 feito pelo IBGE servirão para  análise e um alerta do que está ocorrendo no nosso planeta.

Não é de hoje que ambientalistas e gente do povo vem falando que a poluição do ambiente causada pelo homem vem provocando alterações na vida de todos os seres vivos do planeta.

Ignacio Ramonet, no livro Guerras do Século XXI, novos temores e novas ameaças, publicado pela Editora Vozes,  tece dizeres nada vislumbrantes sobre a vida na Terra. Os desastres ecológicos estão se sucedendo. Teremos problemas com falta de água doce e as florestas morrerão.

Por falar em florestas, a não cidade de Manaus está no meio da floresta amazônica. Era pra ser a cidade mais arborizada do planeta. Mas não é o que vemos. No último censo demográfico de 2010 feito pelo IBGE que apresenta as características urbanísticas do Entorno dos domicílios,  consta que é uma não cidade depenenada, desarborizada, pois só aparece com 25,1% de árvores.

Essa desarborização de Manaus começou no período da ditadura militar a partir de 1964. Na ocasião foi indicado como prefeito-interventor o coronel de exército, Jorge Teixeira. Nessa época as principais avenidas e ruas  da cidade  como João Coelho, Constantino Nery, Luis Antony, Sete de Setembro, Estrada do Aleixo possuíam frondosas mangueiras, flamboyans, pau pretinho,  castanheiras, dentre outras árvores típicas da região.

No afã capitalístico de mercado, empresas construtoras e funcionários públicos municipais iniciaram um reordenamento urbanísticos da cidade começando pela derrubada de árvores históricas para ampliação e asfaltamento dessas vias. O resultado é o que vemos hoje, uma cidade sair num levantamento do IBGE com 25,1% de arborização.

Pra rearborizar algumas avenidas como a Djalma Batista, Max Teixeira, Grande Circular, em 2004 o prefeito Alfredo Nascimento importou de Goiás palmeiras imperiais. Na época foi bastante criticado devido o preço das mudas e a dificuldade que teriam para adaptação. Na ocasião engenheiros agrônomos  disseram que não dariam certo e o recomendado era plantar pau pretinho, típico da região e que oferece uma envergadura ampla com bastante sombra. As palmeiras não evoluíram e estão por aí raquíticas como politicamente está o senador que as importou.

Mas a cidade não apresenta só esse caos. Consta com 20,2% de esgoto a céu aberto, 6,2% de lixo acumulado. Esgoto e lixo são os principais responsáveis por uma série de doenças que vai da simples verme a doenças mais sérias como hepatite, viroses, micoses, meningites.

Manaus era pra ser uma cidade. Com o pólo industrial e um povo trabalhador não era para vivermos num lixão como esse. E os responsáveis estão ai mexendo no tabuleiro polítco “brigando” para indicar o candidato para continuar a saga que governa o Estado a mais de 30 anos e quer gerir a administração da descapital.

Se esses senhores tivessem compromissos com o povo era para essa não cidade ser arborizada, não possuir esgoto a céu aberto, não acumular lixo, possuir um sistema de transporte que não humilhasse sua população.

Mas como não há essa preocupação, estamos na passagem do período chuvoso para o verãnoso e ai nos preparemos para os 40º graus na sombra de nossas casas e trabalhos, porque nas ruas desarborizadas vai “feder chifre queimado”.

– Por que tu não falas também sobre Belém que não aparece nada bem nas estatísticas? Belém é Belém. Está assim porque a cidade das mangueiras antes da Carepa que deu uma reorganizada, foi administrada pelo partido do príncipe do sociólogos, Fernando Henrique Cardoso que se preocupou mais em privatizar as empresas brasileiras do que se preocupar com o povo paraense e dos demais estados brasileiros.

Concluindo, queremos dizer que o encontro das autoridades no Rio de Janeiro para debater sobre o meio ambiente vem em  boa hora, pois nosso país vive uma degradação ambiental, moral e ética que precisa ser discutida para que a gerações futuras não sofram as conseqüências de desastres ecológicos como a falta de árvores, de água doce, jaraquis e tambaquis de rio, este último, hoje, já bastante escasso.               

 

Rio+20: Em busca de um civismo planetário

O coordenador executivo da Rio+20, Brice Lalonde analisa, em entrevista especial, os desafios e obstáculos que estão colocados para a conferência. Apesar de todas as adversidades, ele não aposta em fracasso. “Uma das grandes dificuldades que temos hoje está em que dentro da cada país há pouquíssimos negociadores que pensam no planeta, na humanidade em seu conjunto. Eles pensam em seus países e em seus interesses nacionais. Há muito civismo nacional e pouco civismo planetário”, diz Lalonde.

Eduardo Febbro – De Paris

Paris – Um mês e meio antes do início da conferência Rio+20, as perspectivas de que se consiga no Rio de Janeiro uma mudança decisiva para combater os males ambientais do planeta e a pobreza não são muito animadoras. Especialistas de todo o planeta temem que a humanidade seja incapaz de colocar fim à destruição da Terra. Os cientistas que participaram de uma conferência prévia a Rio+20, realizada em Londres, em março passado, disseram que a meta da ONU de limitar o aquecimento global a dois graus Celsius – adotada há menos de 18 meses – já é inalcançável.

“Temos que nos dar conta de que estamos observando uma perda de biodiversidade sem precedentes nos últimos 65 milhões de anos. Estamos entrando claramente na sexta extinção em massa do planeta”, disse Bob Watson, ex-chefe do painel climático da ONU e principal assessor do ministério britânico do Meio Ambiente.

A conferência tem três objetivos: combater esta crise ambiental, erradicar a pobreza e colocar o crescimento em um caminho sustentável, com medidas para estimular a economia verde. Mas, ao contrário do que ocorreu em 1992, ninguém espera um plano global de amplo alcance. As crises financeiras no Ocidente, o quase fiasco da cúpula do clima de Copenhague, em 2009, e as mudanças geopolíticas, com a emergência de China, Índia e Brasil, antecipam um evento de baixo perfil.

No entanto, apesar de todas essas adversidades, Brice Lalonde não aposta em fracasso. Este político francês foi nomeado pelo secretário geral das Nações Unidas como coordenador executivo da Rio+20. Sobre ele recai a responsabilidade de tentar colocar todo mundo de acordo. A busca de consensos em um mar tão agitado está longe de ser um passeio. Militante ecologista, encarregado francês das negociações sobre o clima entre 2007 e 2011, ministro de Meio Ambiente nos governos socialistas entre 1988 e 1992, Brice Lalonde oferece aqui as pautas e os obstáculos de uma cúpula onde, diz, a “noção simplista” do capitalismo dificulta os possíveis progressos.

O Brasil organiza em junho a conferência Rio+20 sobre o desenvolvimento sustentável. A cúpula será realizada vinte anos depois da Cúpula da Terra, realizada também no Rio de Janeiro, em 1992, quando as Nações Unidas criaram dois fóruns para enfrentar a mudança climática e a perda de biodiversidade. Duas décadas mais tarde, o que é preciso fazer para evitar que esse encontro termine sem resultados?

A pergunta que devemos nos fazer consiste em saber se as instituições, a economia e o grande giro que se deu na proteção do planeta e na luta contra a pobreza podem seguir a evolução geopolítica. Em 1992, havia uma situação geopolítica muito especial: o Muro de Berlim acabava de cair e ainda não havia ocorrido a ascensão mundial de China, Índia e Brasil. Hoje, a situação geopolítica é muito diferente em função dessa novidade. Também temos agora o retorno de guerras e conflitos, assim como a crise econômica que nos afeta, o que mostra que as dificuldades são complexas no novo sistema mundial da economia. Outro elemento novo em relação a 1992 é a internet e a tecnologia. Em suma, trata-se de saber se podemos adaptar novas instituições às mudanças da geopolítica e responder as perguntas que são as mesmas que foram feitas em 1992: como vencer a pobreza e proteger o meio ambiente.

A Rio+20 suscita muitas expectativas. No entanto, os observadores mais atentos asseguram que a cúpula servirá apenas para propor algumas pistas. Você disse inclusive que o texto que estava sendo discutido carecia de ambição.

O que vamos fazer talvez seja abrir uma fase para um novo modo de desenvolvimento. Mas, sim, é verdade, falta ambição ao texto. Creio que devemos ir mais rápido, com mais força. Uma das grandes dificuldades que temos hoje está em que dentro da cada país há pouquíssimos negociadores que pensam no planeta, na humanidade em seu conjunto.

Essa é a grande dificuldade?

Sim. Os negociadores pensam em seus países, defendem seus interesses nacionais. Mas em todo esse processo não há um piloto para o planeta. Isso é o que me dá medo. Algum dia será preciso inventar algo para que nos ocupemos daquilo que temos em comum, ou seja, a atmosfera, os oceanos e até o próprio conhecimento. Há muitos, muitos temas que estão mais além da esfera dos interesses nacionais e que o sistema internacional atual não consegue tratar.

Isso significa que, apesar de todas as mudanças climáticas e da consciência cotidiana do que ocorre, ainda não há uma tomada de consciência global de que o planeta é uma história comum e não uma questão meramente territorial?

Não. Em muitos governos ainda não há um civismo planetário. Há muito civismo nacional, muita lealdade nacional, mas a lealdade planetária não está muito presente. No entanto, entre os jovens encontramos muitas pessoas muito comprometidas.

Uma pergunta sobressai deste cenário: a crise ou o planeta? Por acaso a crise carregará o planeta ou este salvará a crise?

O problema está talvez no fato de que esta crise provém de um sistema econômico que não responde à situação. Uma parte da resposta à crise está no que se chama de desenvolvimento sustentável.

Os temas fortes da cúpula são a economia verde e a luta contra a pobreza. Quais são as duas frentes antagônicas e em torno de que pontos gira a controvérsia?

Ah..Não há dois campos nítidos ou afirmados. Dependendo do tema, há maiorias, minorias e oposições. Mas há uma primeira divisão clássica entre os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento. A isto se agrega agora um terceiro ator, que são os países emergentes. Por exemplo, as pequenas cidades africanas não defendem os mesmos interesses que os grandes países como a China defendem. No que diz respeito à economia verde, há vários países que não são nem um pouco entusiastas. Não gostam da expressão, preferindo desenvolvimento sustentável.

Em suma, muitos países querem evitar que a economia verde se transforme em uma forma de levantar obstáculos ao comércio internacional ou que estabeleça novas condições para a ajuda ao desenvolvimento. Associado a isso está o tema da governabilidade, mas esse ponto não traz demasiados problemas. Eu diria que a divisão mais clara está entre os partidários do desenvolvimento e os que afirmam que não pode se continuar assim, que é preciso salvar o planeta. Estamos em busca de uma fórmula que concilie o desenvolvimento e o meio ambiente. Esta é a discussão mais importante e mais difícil de resolver porque está em jogo o meio ambiente mundial e a possibilidade de chegar a um ponto sem retorno. A discussão envolve também aqueles que dizem que o prioritário é a luta contra a pobreza, ou seja, o crescimento econômico, e que não é possível seguir acumulando tantas desigualdades. Este campo argumenta que a questão do planeta tem que ser o passo seguinte.

Mas quem diz crescimento está dizendo consumo dos recursos do planeta. Além disso, no que diz respeito à economia verde, seus críticos advertem, e não sem razão, que isso equivale a introduzir o mercado na ecologia.

Ah! O mercado é um bom servidor, mas um mau chefe. Toda a questão está nisso, em nossa capacidade de organizar o mercado, de fixar regras. Não há mercado sem regras. No momento, há muitas coisas que não estão sendo feitas. Estamos tratando de terminar com os subsídios aos combustíveis fósseis, o que é uma forma de intervir nos mercados, mas não é nada fácil.

Por exemplo, quando se suspende um subsídio desses é preciso recuperar o dinheiro que o Estado dava e dirigi-lo para a ajuda aos mais pobres. O tema dos mercados implica saber como se administram os recursos mais escassos.
Na verdade, é preciso sair do capitalismo mais básico: é preciso dizer que o capital mais importante é o povo e a natureza. O povo e a natureza são os elementos número um do capital. Não se deve sacrificar esse capital em benefício do pequeno capital monetário das empresas. Como você sabe, existem muitas empresas que financiam campanhas contra o desenvolvimento sustentável. Há uma enorme batalha em torno disso. Existem interesses econômicos que trabalham no curto prazo e que devem ser combatidos.

Mas, 20 anos depois da conferência do Rio, hoje há um poderoso ator que antes não existia: a sociedade civil.

A sociedade civil é um grande aliado, tanto para mim como para o Brasil, que organiza a conferência. Temos uma necessidade absoluta da sociedade civil. Associações, cientistas, professores, em suma, todos aqueles que trabalham pelo planeta são essenciais. Mas também as regiões, as municipalidades e as cidades ocupam um lugar destacado neste trabalho. Quando uma cidade fixa as regras urbanistas, isso também é importante. A sociedade civil será então um ator muito importante, não só porque estará presente, mas também porque vai participar de um novo caminho de negociação. Trata-se dos “diálogos sobre o desenvolvimento sustentável”. O Brasil e a ONU fizeram um grande esforço para criar um novo tipo de conferência onde não estejam só os diplomatas de cada país, mas a sociedade civil em seu conjunto.

Tradução: Katarina Peixoto

Carta Maior

DIA MUNDIAL DA ÁGUA

 Hoje, dia 22 de março, é comemorado o Dia Mundial da Água.  A comemoração não fica por conta de uma realidade biológica-cultural, ou seja, a importância da água na vida dos seres vivos – e não vivos – que compõem a caosmose Vida. A fundamentalidade da água como elemento correspondente ao viver Humano.

       Não. A comemoração/comprometida fica por conta das manifestações de grupos, entidades, movimentos sociais em defesa da água em função do perigo que corre. Não só pela ameaça dos poluentes, mas também pela ameaça de que seja transformada em uma mercadoria de exploração capitalista por empresas multinacionais representantes do capitalismo predador (todo capitalismo é predador, isso é tautologia).

      O que poderia ser um ritual de graça e sublimidade, em razão de sua transcendência ontológica, é uma manifestação de preocupação contra a irracionalidade da ambição do lucro que ameaça os menores e maiores mananciais hidrográficos do mundo. Principalmente os da América Latina, como os da Bacia Amazônica. O Rio Amazonas, como exemplo de ser a maior abundância aquática internacional capaz de suprir necessidades da maior parte do mundo. Daí o olhar e as maquinações do capital internacional contra ele.

       A água como elemento natural universal será lembrada neste dia de hoje, 22 de março, pelas pessoas que acreditam que viver é se comprometer eco-bio-culturalmente, visto que a água é elemento-mineral coletivo. Mesmo que o capital-voraz tente privatizá-la.

 

MANIFESTANTES PROTESTAM CONTRA CÓDIGO FLORESTAL

 Mais de 1.100 pessoas de todo o Brasil e vários países da América Latina participaram ontem, dia 7, no gramado em frente ao Congresso Nacional, de uma manifestação contra a aprovação do novo Código Florestal.

      O movimento faz parte da campanha nacional que percorreu 35 praias do litoral brasileiro em defesa das florestas e da preservação das áreas ecológicas, #MangueFazaDiferença. A campanha é composta de 136 organizações não governamentais, e Brasília foi escolhida para o encerramento.

      Na opinião de Mário Montovani, diretor de Políticas Públicas da SOS Mata Atlântica, o movimento procura mostrar que há uma posição de toda a sociedade contra a votação do Código Florestal.

      “O que a gente que mostrar é que esse ‘papo’ não é só de ambientalista e ruralista. Tem muita coisa quando se trata de política pública, de interesse nacional. O que a gente está vendo aqui hoje é uma reação àquilo que os ruralistas dizem que é um interesse do agronegócio.

    Nós queremos fazer com que todos tenham uma participação, que todos sejam ouvidos. Não há essa urgência, essa pressa para votar aquilo que é de interesse daqueles que não querem pagar suas contas. Que querem simplesmente continuar surfando em cima deste grande momento brasileiro, que é o agronegócio”, disse Mário.

      Para o empresário e militante do grupo Mangue Faz a Diferença Rodrigo Joffily Bucar Nunes, a manifestação com um grande número de pessoas mostra a insatisfação da sociedade com o descaso do governo em alguns assuntos.

    “Esse movimento mostra a posição da sociedade civil que não quer ver a coisa aprovada. Não adianta gerar mais alimento de forma insustentável acabando com recursos naturais, é andar para trás. O que fica claro pra gente é que quem está lá dentro não respeita a gente. Estamos aqui na porta dizendo que tem algo errado”, opinou Rodrigo.

 

    

A VIDA COMO É NA NÃO CIDADE E NO INTERIOR DE MAUÉS-AM

Como marca das cidades no interior do Estado do Amazonas, Maués é uma cidade de contrastes. Há pessoas pobres e pessoas ricas. Casas simples e mansões. Algumas surgidas de uma hora para outra. Muitas delas de secretários e funcionários da prefeitura, por exemplo. Há mansões de comerciantes com muros altos. Há aquelas que estão invadindo áreas destinadas a banhistas na ponta da Maresia. Os donos da praia resolveram construir obras em local público, um deles, coletor aposentado da Receita Federal, agente público que deveria dar exemplo, se é que se pode dar exemplo. Assim como na não cidade Manaus, em Maués as casas também andam. Rumo à praia.

Por falar em contrastes o ex-prefeito de Maués, Sidney Leite está condenado pelo TCU por não ter aplicado verbas federais na construção de uma fábrica de redes na cidade. E logo em Maués que todo mundo  gosta de rede a indenização deveria ser mais do que esses 13, 5 mil.  Por causa disso está inelegível nas próximas eleições. No rio Apocuitaua, na comunidade chamada Liberdade na administração desse mesmo agente construíram um prédio onde funcionaria uma fábrica para processar os derivados da cana de açúcar. Não foram plantados os canaviais e o prédio deteriora-se às margens do rio.

Sem querer ser repetitivo mais o fato nos obriga a ser, não podemos deixar de nos manifestar sobre duas obras que já vai pra mais de cinco anos e elas não são concluídas. Trata-se da orla da frente da cidade e da estação hidroviária. As duas estão paradas. Estão envolvidas somas milionárias e não são concluídas. Não são obras de difícil execução, mas deduz-se que as empreiteiras que ganharam a licitação não possuíam capacidade técnica e operacional para realizarem a obra. A estação hidroviária só tem capacidade para atracar uma embarcação, a rampa de descida, como já nos manifestamos anteriormente, possui colunas fora dos padrões para suportar caminhões com  toneladas de cargas. A rampa destinada aos passageiros é estreita e o prédio, assim como a fábrica no rio Apocuitaua também está deteriorando-se.

Enquanto isso, a vida das pessoas, do povo no interior, especificamente no Alto Apocuitaua é de trabalho, labuta diária para sobreviver, caçando, pescando, fazendo farinha, plantando e tendo que conviver com a carestia de produtos básicos, mas também com a tranqüilidade de viver sem medo numa relação simbiótica com o meio. Essa relação é contada por trabalhadores, gente do povo do Alto Apocuitaua.         

Janderlei  Lacerda da Silva, morador da comunidade São João do Pacoval. Morando atualmente  na comunidade do Maçarico,  com a sogra. Trabalho com mandioca na produção de farinha.  O trabalho com a mandioca consiste na colheita que é levada  para o barracão, no segundo dia a tiramos a casca e em seguida passamos no motor, antes era no ralo de lata de querosene,  para ficar a massa. Depois desse processo misturamos a massa para deixar casar durante um dia, no dia seguinte ela é prensada para ficar seca e formar o delicioso caroço e depois ela é torrada. Essa é uma forma de trabalho aqui na Liberdade. É um produto não valorizado, apesar de ser trabalhoso não é  lucrativo, em média a saca é vendida por R$ 50,00 ou R$ 60,00 reais. Isso é uma baixaria vender por esse preço. Da mandioca é extraímos ainda o tucupi, a tapioca e a crueira da qual se faz o mingau com castanha do Pará que é muito delicioso. Tudo isso serve para vender e é um meio para manter nossa sobrevivência. Isso ocorre de janeiro a janeiro. Fora essa atividade temos também a colheita do guaraná nos meses de novembro  e dezembro. Esse é um produto mais valorizado do que a farinha. Consumimos caças e peixes apanhados só para nosso consumo. Com a política do governo não podemos mais matar caças para vender. Mas aqui quando alguém tem comida ela dá ou troca com outro alimento como farinha.

Antônio Almeida, artesão,  cultivador de guaraná, castanha, açaí,  graviola, bacaba, caju, laranja, lima, limão, mucajá, tangerina, saputi, caramuri, uichi, piquiá, tucumã, cupu e mais outras mais. No momento estou investindo na plantação, sobrevivo da extração nativa. O retorno dessa produção é muito demorado, é por isso que as pessoas não cultivam. Além do trabalho como agricultor desenvolvo um trabalho como escultor, sem financiamento, mas  pretendo expor meus trabalhos. Possuo umas cinqüenta peças e reproduzo animais da floresta. Estou explorando o que a natureza me dá. A madeira que utilizo é o molongó e a itaúba.

Gênesis da Silva – A vida do interior é muito diferente da vida na cidade, aqui não há outra forma de vivência. Você tem que desmatar, fazer uma roça ou outro tipo de plantação. Se a pessoa não fizer isso ela não sobrevive. Esse bolsa floresta diz que não é para desmatar mas aqui não tem jeito.  O governo deve aumentar o salário da bolsa floresta para melhorar a vida das pessoas. Meu pai trabalha com moto serra, o trabalho dele é tirar madeira, sendo que no lugar de uma derrubada já é plantada outra no seu lugar.

 Marcos Diones Pereira – nosso modo de vida é muito ruim. Vivemos do trabalho  pesado e fazemos isso para sobreviver, da roça, do guaraná. Vendemos farinha e tiramos para nosso consumo. Há fartura, temos muito peixes, no período das chuvas é muito difícil para pegar alimento. Nas cheias é bom para a caça. A caça é  só para o consumo. Extraímos da mata a castanha para vender. A lata da castanha do Pará custa R$ 20,00. A produção este ano está fraca. Quando dá muita castanha cai o preço da lata.

Jeremias  Silva e Silva –  Sou artesão, carpinteiro. Iniciei fazendo uma canoa, as pessoas gostaram e encomendaram duas. Estou com pouco tempo trabalhando. Trabalho também fazendo casas. Utilizo marupá, madeira branca, trabalho com itaúba, madeira pesada e dura muito tempo. A de marupá dura dois anos. Outra fonte de renda nossa  é a fabricação de farinha. A vida no interior é muito diferente da cidade. Tem uma parte boa e uma parte ruim. A parte boa é que a gente vive tranqüilo, sem medo de ser assaltado, morto. A desvantagem é que as coisas são muito mais difíceis,  principalmente relacionadas com a alimentação. Para comprar as coisas temos que ir à cidade. Existe um comércio na comunidade mais é muito mais caro. O preço aqui é dobrado do da cidade.

Nesta comunidade eles participam do projeto Pro-Chuva que consiste no armazenamento de água da chuva em tanques de 1.000 litros.

O INCRA iniciou a construção de casas para os trabalhadores,  mas até a presente data, assim como as obras na não cidade de Maués também estão paradas.

Como se vê, os contrastes são de classes. Há os pobres, trabalhadores que sobrevivem com a labuta dia-a-dia. Trabalhando na roça, fazendo farinha, canoa e recebendo os R$ 50,00 reais da bolsa floresta, mais a bolsa escola. Há os ricos que só são ricos porque exploram a força de trabalho do operário, do trabalhador. Mas há também, o rico, lambaio que não explora a força de trabalho do outro, mas que se locupleta de dinheiro público para fazer mansões de uma hora para outra sem nunca ter tido uma fonte de renda que justificasse tal empreendimento.

Assim é a vida em Maués, assim é a vida no interior do Estado do Amazonas.         

A MAGIA PERVERSA DE MONSANTO CONTRA A TERRA, ANIMAIS, VEGETAIS E O HOMEM

CACIQUE RAONI FOI ATÉ PARIS TENTAR APOIO CONTRA A CONSTRUÇÃO DA USINA BELO MONTE

Trajando indumentária própria de sua etnia, o cacique Raoni chegou à França, propriamente em Paris, em busca de apoio para sua causa: protestar contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no estado do Pará.

Chegando a Paris, Raoni recebeu o título de honra e uma relação de um abaixo-assinado com mais 100 mil assinaturas lançado há mais de um ano pelo site Raoni.com instalado na França.

Raoni, que deverá ficar na terra do filósofo Sartre até outubro vem recebendo apoio em sua luta contra a construção da Usina de Belo Monte dos atores Vincent Cassel e Marion Cotillard, e também do diretor de ficção de consumo da indústria filmográfica hollywoodiana James Cameron.

Raoni tem todo direito e dever de lutar contra a construção da Usina, agora que ao se juntar com Cameron sua causa perde o brilho natural, isso perde. Cameron não tem o espírito dos que compreendem a Natureza como Substância com atributos e modos fundantes do Existir que se movimentam naturalmente encadeada com o Homem-Natura. Natureza, para Cameron, é uma dissipação abrigada nos opressores fundamentos do capitalismo. A Natureza, para o ficcionista-fílmico, é o território da exploração e do lucro dissimulada em manto divinal. O que permite ao incauto a ilusão de que ele sente o Natural que é a Vida.

Para Cameron, a Natureza não é vida, mas uma abstração que ele toma como realidade.

MINISTRA DIZ QUE PARA QUEM TEM VISÃO TÉCNICA A CONSTRUÇÃO DE BELO MONTE É BENÉFICA

A ministra do Planejamento, Miriam Belchior, respondendo sobre os protestos que vêm sendo alvo a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu, no Pará, protestos estes oriundos de entidades nacionais e internacionais, afirmou que para quem tem uma visão técnica a construção da obra trará benefício.

A declaração da ministra ocorreu depois de sua participação em um debate na capital paulista sobre o setor elétrico e hidrelétrico no país. A ministra disse que o governo federal vem tomando todas as medidas necessárias para evitar qualquer impacto negativo no local onde a obra está sendo construída e nas áreas onde ela irá atingir.

Na semana passada ocorreram algumas manifestações em várias localidades do país contra a construção da Usina. Para os participantes das manifestações a construção da Usina é um ato perigoso porque vai destruir áreas ricas em recursos naturais e dizimar culturas de povos indígenas, assim como os rastros históricos de seus ancestrais.

A ministra Miriam Belchior, respondendo sobre as manifestações contra a construção da hidrelétrica, disse que há juízo no que o governo está fazendo.

Você mostra juízo com a ação, estamos agindo”, disse.

AMBIENTALISTAS VÃO PROMOVER PROTESTOS CONTRA A CONSTRUÇÃO DA USINA DE BELO MONTE

Amanhã, sábado, dia 20, organizações ambientalistas e movimentos sociais irão promover em várias cidades do Brasil manifestações de protestos contra a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu. Os protestos serão concretizados em frente das embaixadas e consulados de 20 cidades de 16 países.

Embora as obras da usina já tenham começado amparadas pela autorização concedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Marco Antonio Morgado, representante do Movimento Brasil pela Vida nas Florestas, afirmou que o projeto não é um fato consumado.

Queremos trazer a discussão de volta para a pauta, que estava sedimentada. Pelas ações que tramitam na Justiça, acreditamos que ainda é possível revogar o projeto e evitar que essa obra vá adiante.

A população brasileira não foi consultada. Belo Monte vai na contramão de uma perspectiva de sustentabilidade social e ambiental”, afirmou Marco.

Para contestar a construção da usina, o Ministério Público Federal no Pará entrou, no dia 17, com mais uma ação na Justiça que pede a paralisação da obra que, segundo ele, viola os direitos dos povos indígenas da região, que serão removidos de suas terras, o que é vetado pela Constituição.

A expectativa para os protestos é que em São Paulo os manifestantes consigam reunir 4 mil pessoas na Avenida Paulista. Enquanto, em Belém, o Comitê Metropolitano Xingu Vivo para Sempre acredita que vai reunir mais de 2 mil pessoas, inclusive com a participação de comunidades indígenas do Rio Xingu, comunidades que serão afetadas direta ou indiretamente com a construção da Usina.

RELATÓRIO DA AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS DIZ QUE A ÁGUA DAS REGIÕES METROPOLITANAS É RUIM E PÉSSIMA

O relatório Conjuntura dos Recursos Hídricos do Brasil – Informe 2011, baseado em dados coletados em 2009, afirma que a maior parte dos corpos d’água com Índice de Qualidade da Água (IQA) péssimo ou ruim encontra-se nas proximidades das regiões metropolitanas de São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Salvador e cidades de médio porte, como Capinas e Juiz de Fora.

Essa condição está associada principalmente aos lançamentos de esgotos domésticos”, diz trecho do relatório.

A avaliação apresentada pelo relatório com base em nove parâmetros que refletem principalmente a contaminação por esgotos domésticos, mostra que dos 1.747 pontos monitorados em 17 estados, 2% têm condições péssimas e 7% condições ruins. O percentual de pontos com índice de qualidade considerada ótima caiu, entre 2008 e 2009, de 10% para 4%.

O diagnóstico dos pontos monitorados revela a manutenção do quadro geral do país, com várias bacias comprometidas devido ao grande lançamento de esgotos urbanos domésticos”, mostra trecho do relatório.

Para a Agência Nacional de Águas (ANA), apesar da má qualidade da água concentrada próxima às metrópoles, houve um avanço ligado ao investimento no tratamento de esgotos e saneamento. De 2005 a 2009, aumentou o repasse para tratamento de esgotos, principalmente pelo PAC do Saneamento. Mesmo assim, com uma receita de R$13,2 bilhões, que foi executada em 2009 em projetos de saneamento, representa menos de 60% do total suficiente para solucionar os problemas.

As políticas de saneamento estão dando resultados na melhoria da qualidade da água, mas ainda temos grandes investimentos a fazer”, disse a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, que afirmou ainda que 69% dos recursos hídricos usados no Brasil vão para as lavouras e pastos. Além de afirmar que o futuro dos recursos hídricos está ligado diretamente à aprovação no Senado do Código Florestal.

E mais de 90% disso vão para o setor privado. Temos que ver se essas áreas de irrigação estão em áreas vulneráveis de oferta de recursos hídricos no futuro para que se possa assegurar a produção agrícola com oferta de água ou se será preciso direcioná-las.

Não estamos discutindo somente a regularização do uso do solo, mas também a qualidade de vida e disponibilidade de recursos hídricos”, afirmou a ministra.

DELEGADO QUE PRENDEU MADEIREIRO EM ANAPU TEME POR SUA VIDA E QUER A POLÍCIA FEDERAL NO LOCAL

José Avelino Siqueira, vulgo Junior da Semente, é um contumaz desmatador em Anapu, município do Pará, conhecido como o palco do assassinato da missionária norte-americana Dorothy Stang. Como contumaz, ele constantemente era penalizado pelo órgão de proteção ambiental, mas se safava pagando as multas. Uma forma de deboche, visto que ele sempre voltava a praticar o crime. Como era considerado crime ambiental, o contumaz José Avelino Siqueira sempre escapava das grades.

Assim, como contumaz, ele não contava com a inteligência jurídica do delegado Melquesedeque da Silva Ribeiro. O Junior da Semente extraia ilegalmente madeiras e vendia, era penalizado como crime ambiental, pagava a multa, e, ulá-lá!, estava solto. Mas aí que ele marcou bonito para a inteligência jurídica do delegado.

O delegado deixou de penalizá-lo por crime ambiental. Penalizou-lhe por roubo, já que a madeira era extraída ilegalmente. Aí o Junior da Semente não desabrochou mais. No dia 26 de junho, o delegado Melquesedeque levou-o ao xilindró.

Como o Junior da Semente extraía a madeira e vendia, o delgado, que mostrou inteligência e coragem além da natural em casos como esse, sabe que ele tem comparsas influentes. Isso ele tem visto nos rostos das figuras que visitam o contumaz na cadeia. Tem gente com cara de barão. Por isso, o delegado teme por sua vida e quer que a Polícia Federal permaneça no local.

Prendemos por roubo, não apenas como anteriormente se fez, de tratar o caso como crime ambiental e transporte ilegal de madeira.

Como reiteradamente ele é dado por essa prática aqui no município, decidi por bem fazer uma tipificação que conferisse maior rigor de penalização.

Aqui na delegacia, vejo que algumas pessoas vêm visitá-lo, pessoas de expressão empresarial na cidade. Então ele tem mais gente por trás dele nessa extração de madeira. É bem provável que eu venha a ser considerado inimigo desse pessoal e a situação exige a participação de outras autoridades. Acredito que o município deveria receber um pouco mais de atenção da Polícia Federal. Até porque a gente está tentando implementar a legalidade e isso soa como errado.

Quando cheguei aqui, a média de presos era três a quatro por mês. Hoje estou com onze presos. Já houve duas tentativas de fuga, onde tinha grade coloquei laje. Estou tentando fazer um trabalho de restabelecimento da ordem. Temo receber ameaças de diversos setores”, disse o delegado, que só está no cargo há oito meses.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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