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DILMA FAZ CONFERENCIA INAUGURAL DO SEMINÁRIO “CAPITALISMO NEOLIBERAL, DEMOCRACIA SOBRANTE”

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A CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO, DIANTE DA RUPTURA DO PROCESSO DE DEMOCRATIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO PÚBLICA POR FORÇA DO DESGOVERNO GOLPISTA TEMER, DECIDIU REALIZAR GREVE NACIONAL NO DIA 15 DE MARÇO

 A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), frente aos desmandos provocados pelo desgoverno golpista-Temer, obstruindo direitos garantidos e impossibilitando avanços na educação, desmonte da Previdência Social, alteração nas leis Trabalhistas e outras violências contra os direitos do trabalhador brasileiro, decidiu tirar pauta de greve nacional depois do 33° Congresso Nacional da CNTE, ocorrido entre os dias 12 e 15 de janeiro de 2017. O dia escolhido foi o dia 15 de março.

  A CNTE, embora esteja preocupada com todos os retrocessos impostos ao povo brasileiro pelo irracional, estúpido e bruto desgoverno golpista-Temer, tem como pontos principais de seu combate sois seguimentos político-social-jurídico. Combate a proposta à reforma da Previdência defendida pelo desgoverno, e cumprimento integral da Lei do Piso Nacional do Magistério. 

    Hoje, dia 23 de janeiro, a CNTE publicou nota informando ao povo brasileiro e sua categoria a decisão pela greve nacional a partir do dia 15 de março.

     Leia a nota e divulgue se você é comprometida (o) com a sensibilidade, a inteligência e a ética do povo brasileiro.

O 33º Congresso Nacional da CNTE, ocorrido de 12 a 15 de janeiro de 2017, deliberou a deflagração de GREVE NACIONAL DA EDUCAÇÃO, a partir de 15 de março. Os eixos centrais da greve são a nefasta Reforma da Previdência, encaminhada pelo governo golpista de Michel Temer ao Congresso Nacional (PEC 287/16), e o cumprimento integral da Lei do Piso Nacional do Magistério. Outras pautas serão agregadas nos estados e municípios, de acordo com as realidades locais.

O Congresso da CNTE considerou inevitável a realização da greve nacional em função dos desdobramentos do golpe jurídico-parlamentar e midiático no Brasil, que busca:

  • – Afrontar o Estado Democrático de Direito previsto na Constituição;
  • – Substituir as políticas de distribuição de renda por políticas de terceirização e privatização;
  • – Engessar o Estado brasileiro impedindo-o de promover o crescimento econômico por meio do congelamento dos investimentos por 20 anos;
  • – Impor uma REFORMA DA PREVIDÊNCIA que castigará a classe trabalhadora e os mais pobres do país, especificamente na educação as mulheres, patrocinando o desmonte da previdência pública e promovendo os fundos privados.

O golpe no Brasil teve por objetivo devolver o poder político às elites, abrindo caminho para a privatização de empresas públicas e das riquezas minerais, recolocando o país na agenda global do neoliberalismo, inclusive transferindo serviços e fundos públicos para o mercado, em especial os de educação, saúde e previdência.

Ademais, o golpe se mostra orquestrado na América Latina e requer a união dos/as trabalhadores e dos movimentos sociais para contrapor a hegemonia neoliberal e conservadora na Região. E a CNTE encampa a luta de resistência e luta com a urgência que a conjuntura necessita, esperando agregar outros atores sociais na greve nacional.

Portanto, a GREVE NACIONAL DA EDUCAÇÃO caminha na perspectiva de fortalecer a construção da GREVE GERAL da Classe Trabalhadora, a ser convocada pelas centrais sindicais.

CALENDÁRIO DA GREVE NACIONAL DA EDUCAÇÃO

– Demarcar o dia 8 de março (Dia Internacional da Mulher) para realização de Assembleias Gerais nos sindicatos locais, com atos e passeatas para deliberar sobre o início da Greve em cada uma das redes de ensino do país.

– Até 14/03 – Mobilização de preparação da Greve Nacional da Educação.

– Dia 15/03 – indicativo para o início da Greve Nacional da Educação.

– Dia 25/03 – Reunião da Coordenação Nacional da Greve Nacional.

– De 27 a 31/03 – Período para as entidades filiadas à CNTE e entidades parceiras realizarem avaliações do movimento paredista.

 

PREVISÕES DA MÃE LUCI PARA O ANO DE 2017

24jun2015-mulher-danca-na-frente-da-estatua-de-san-juan-em-dia-de-sao-joao-na-aldeia-de-curiepe-na-regiao-de-miranda-no-norte-da-venezuela-a-festa-que-tem-raizes-europeias-e-africanas-comeca-1435190Em tempo-imóvel obstruindo o movimento real democrático por força da estupidez, cobiça e indigência existencial, saber de possíveis prospectivas que possam auxiliar nas manifestações futuras, O Blog Afinsophia, movido por seu engajamento no devir Afrosófico, foi até a Casa da Mãe Luci para ouví-la e saber quais as suas previsões para o ano de 2017.

Mãe Luci é mulher ativista, militante que luta em todos os territórios onde a liberdade encontra-se travada ou em ameaçada. As causas femininas, as defesas das crianças e adolescentes, causas dos trabalhadores, causas LGBT, causas indígenas, causas dos negros, do desemprego, da violência policial, do descaso escolar, etc.

Engajadíssima, Mãe Luci, é uma Mãe singular. Em função de sua estadia concreta na terra, ela pode manter estreitas relações com suas entidades que, como sensíveis observadoras das coisas da terra, lhe presenteiam com informações preciosas aos que acreditam nelas e necessitam de seus auxílios.

Só a título de informação as aberrações expressadas no Brasil através dos golpistas, nazifascistas, capitalistas vorazes e perversos, falsos políticos, entreguistas, americanófilos, entre outras indigências, para que elas não usem seu tempo morto lendo essas previsões, já que nada de alvissareiro encontrarão no futuro, Mãe Luci é uma das maiores defensoras das políticas sociais criadas pelos governos populares de Lula e Dilma. Desde pequena se viu envolvida com o povo, não só através das manifestações populares produzidas pelos moradores do bairro onde morava, mas também pelos comícios de candidatos quando era levada por sua irmã mais velha, que durante a ditadura fora presa e torturas, como foi Dilma.

Colocadas essas breves informações, vamos às previsões que também serão breves, justo porque Mãe Luci ainda tem que realizar uma oferenda na Praia da Ponta Negra que está sendo dominada por falsos pais e mães de santos submissos aos interesses da prefeitura que os têm como bons cabos eleitorais. E como Mãe Luci é original, singular e autêntica representante da cultura Afrosófica, só ela pode encarar os simuladores da Umbanda, Candomblé, Macumba e outras expressões negras que fazem uso da cultura afro para benefício próprio.

Blog Afinsophia (Reverenciando Mãe Luci) – Sua bênção, Mãe Lucia
Mãe Luci (Sorrindo afável) – Axé meus filhos e minhas filhas!

BA- Vamos iniciar provocando: o Brasil tem jeito?

ML – Não!

BF (Surpreso) – Não!?

ML – Não. O Brasil dos golpistas não tem jeito.

BA (Aliviando) – Que susto. Nós pensávamos que fosse o com letras maiúsculas: O BRASIL!

ML (Sorrindo) – Esse BRASIL não precisa de jeito. Ele não é torto. Ele é sua própria substância criada por si mesma. A questão é que nem todos que nascem no Brasil são brasileiros, e não sendo brasileiros não podem saber quem é o Brasil. Não basta ter uma carteira de identidade para se tornar nacionalmente brasileiro-patriota. Vejam os golpistas. Estão entregando as riquezas do país para o capital estrangeiro, principalmente o capital norte-americano. Esse Brasil que esses golpistas-entreguistas estão fazendo uso, não é Brasil substância de si mesma.

BA (Batendo palmas) – Essa pegou na veia. Com essa previsão a gente já poderia terminar a entrevista.

ML – Mas essa verdade é tão visível. A sociedade civil, que o Brasil substância de si mesma, vai às ruas, nesse ano de 2017, e desmontar esse golpe alienígena. E isso não é previsão é constatação.

BA – Bem, pelo o que a senhora está afirmando, o Temer vai cair?

ML (Dá uma profunda tragada no charuto) – Ele não vai cair.

BA (Preocupados) – Não vaia cair!?

ML (outra tragada profunda) – Não. Ele nunca esteve em pé.

BA (Aliviando) – É verdade.

ML – Foi por isso que os reacionários tramaram o golpe com ele como chefe. A mídia Rede Globo, CBN, GloboNews, Bandeirantes, Folha de São Paulo, Estadão, Veja, Época, IstoÉ, todas empresas burguesas têm ele como um inútil.

BA – Uma breve variável no entrevista. Esse charuto que a senhora está fumando é Havana?

ML – Sim. Foi uma amiga que trouxe de Cuba. Ela foi participar das homenagens ao comandante e trouxe alguns. Mas aqui no Brasil tem bons charutos. Vocês gostariam de provar?

BA – Não, com todo respeito ao comandante e ao povo cubano, principalmente os trabalhadores que cultivam a folha do fumo. Mas, Mãe Luci, dá para calcular em que momento o “deitado” vai sair?

ML – O “deitado” não vai sair, já que ele não tem pés. Ele vai ser tirado pelo povo. E isso vai acontecer ali pelas bandas das festas juninas. Para o povo aproveitar os fogos.

BA – E em ele saindo, quem vai assumir? Os reacionários tagarelam que querem o príncipe sem trono.

ML – O Brasil não é uma monarquia. E se fosse não haveria lugar para esse tipo entreguista.

BA – Mas quem assumiria? O presidente da Câmara Federal? O Renan não pode de acordo com o acordo que foi feito com Supremo Tribunal Federal. Quem assumiria, então?

ML – Ninguém.

BA – Ninguém!?

ML – Ninguém, porque vai ter eleições diretas. A partir de hoje, o povo vai às ruas lutar pelas Diretas Já. E apressadamente Já.

BA – E quem vai ser eleito?

ML – Putz! Isso é pergunta que se faça? Logo vindo de vocês da Associação Filosofia Itinerante? Gente ultra sacal?

BA – Sabe como é que é…

ML – Sabe como é que é, é Lula. Não tem pra ninguém!

BA – Mas aí, essa onda de perseguição do Moro sobre ele?

ML (Calmamente) – Meus filhos e minhas filhas. O Moro não é Deus. Ele pode até ter um complexo de Deus, mas como Deus não é uma psicopatologia, para Dele sair um complexo, Moro não é superior a Justiça. A Justiça exercida pelos justos que são movidos pela virtude da Justiça, e não pelos que se consideram justos porque concluíram um curso de Direito e foram outorgados pelo Estado como autoridades. Não esquecer que autoridade não é princípio nascido no Estado, mas nas vivências virtuosas que afirma a humanidade.

BA – Cacete, Mãe Luci! A senhora vai nas profundidades e transcende, também, a superfície. Vai muito além!

ML – Ora, minhas filhas e meus filhos, se eu não frequentasse esses territórios, profundidades e transcendência da superfície como eu iria encontrar minhas companheiras entidades, meus cabocos e minhas cabocas? E como eu poderia acreditar que eles e elas são autênticos, honestos e comprometidos com os que trabalham pela vida?

BA – E sobre aqui Manaus. Quais são as previsões?

ML – Olhem, se nós fossemos olhar e pensar através das perspectivas das representações dos poderes Executivo e Legislativos, tudo ficaria no mesmo. Na verdade, pior. Nós temos a pior bancada federal cujo caráter é golpista e é acometida de uma severa indigência intelectual. O que compromete o desempenho político-ético. Uma bancada de deputados estaduais, com pouquíssimas exceções, e uma bancada de vereadores sofrível. Também com pouquíssimas exceções. Por essas perspectivas 2017 será pior do que 2016, o ano perdido. Mas pelas perspectivas do povo amazonense e algumas categorias, o buraco vai ser mais em cima. Por incrível que pareça, até a classe dos professores, que é contagiosamente reacionária, vai fazer exame de autocrítica e vai infernizar, com toda razão o governador e o prefeito.

BA – Mas o governador parece que vai ser cassado definitivamente.

ML – Não importa. O governador que for vai andar nas pontinhas dos pés. Vai ter que ouvir os professores. E não só professores, os funcionários públicos em geral, porque são eles que fazem a máquina-produtiva e revolucionária do Estado se mostrar transformadora.

BA – Já que a senhora está falando sobre esses poderes, significa então que poderemos ter nas de 2018, para deputados algumas surpresas, já que os funcionários públicos ao tomarem consciência de suas importâncias para a sociedade, podem votar conscientemente, não votarem mais nesses golpistas atuais, e elegerem verdadeiros democratas.

ML – Certíssimo. Mas eu tenho uma previsão, nessa questão, para 2018.

BA (Ansiosos) – Qual?

ML (Sorrindo baforando) – O ex-deputado Francisco Praciano vai se candidatar, e ganhar com uma votação estrondosa.

BA (Batendo) – É isso aí, mãezita! E tem alguma previsão afirmando que alguns desses deputados reacionários não vão ser eleitos?

ML (Balançando a cabeça sorridente) – Tem algumas. Mas tem uma que vocês vão vibrar. É um deputado que é puta velha em mandatos. Já foi eleito tantas vezes que já poderia ter aposentadoria. Vou apresentar uma pista. Se dizia de esquerda.

BA – Será o…

ML – Eu não posso dizer, porque se não ele, sabendo que não ia ser eleito, não se candidataria, e não gastaria dinheiro na campanha. Como já ganhou muito, é melhor deixar que ele gaste inutilmente.

BA – Agora, Mão Luci, pra terminar duas perguntas. E a AFIN como vai ficar?

ML – Como sempre ficou: comprometida com as comunidades, trabalhando com a inteligência coletiva na produção de novas formas de existências, novas formas de ver, ouvir e pensar.

BA – Valeu. A outra pergunta é, será que o Flamengo vai conseguir ganhar do Vasco? Só mais uma: será que o Vasco volta para segunda divisão.

ML – A existência é vitória, derrota, empate e divisão, mas nada disso é fundamental para nós sermos felizes. O que conta mesmo é o trabalho coletivo que leva todos ao estado de comprometimento, solidariedade e, aí sim, a felicidade.

BA (Abraços e beijos) – Valeu, Mãe Luci! Boa atuação lá na Ponta Negra para espantar os falsos pais e mães de santos sem entidades.         

 

 

“TAGARELANDO EM NIETZSCHE”, NOVO LIVRO DO FILÓSOFO MARCOS JOSÉ

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Marcos José capturado pela semiótica-imobilizadora do mundo promovida pelo Estado paranoico-capitalista hegeliano, onde tantos os objetos e as ideias representam signos da lógica dos princípios de identidade e da não contradição, pode ser identificado como filósofo, teatrólogo, músico e teórico da psiquiatria materialista, membro da Associação Filosofia Itinerante (AFIN) e autor de textos do Blog da Afin, Afinsophia. Referenciais-identidades resultantes da seleção, classificação e hierarquização dos papeis sociais tão importante para o sistema paranoico de controle. Identidades que servem para a vaidade, prepotência, arrogância-narcísica e glamour da nulidade burguesa. Todas as formas espectrais de reconhecimentos degenerados.     

Todavia, como nada é, mas devém-intensidades, devires, movimentos, repousos, lentidões, velocidades, longitudes e latitudes, como já sabiam os sofistas e os estoicos, Marcos José não é filósofo, teatrólogo, músico, teórico da psiquiatria materialista, membro da Afin e escritor de textos do Afinsophia, mas evanescências contínuas que se territorializam, se desterritorializam e se reatoritorializam em profusão de desejos práxis e poieses. Jamais estado de coisas-imóveis, capturados, como pretende a semiótica dogmática-sobrecodificadora do Estado-paranoico-capitalista com seus agenciamentos coletivos de enunciações que controla o sujeito-sujeitado, como sacam os filósofos Deleuze e Guattari.

São por essas contínuas ultrapassagens, como deslocamentos-políticos, que Marcos José pode afirmar que o Tagarelando em Nietzsche não tem qualquer intenção filosófica em discursar sobre o filósofo Nietzsche em forma de defesa ou negação. E que não há qualquer arroubo filosófico-intelectual-literário nesse sentido. O que se faz no livro é apenas se permitir deslocamentos desterritoriais provocados pelos sopros do filósofo e psicólogo da vontade de potência e do eterno retorno. Se deixar conduzir como uma lança se distribuindo em territórios onde a vida foi obliterada pelo niilismo do humano, demasiado humano contra a própria vida.

E nisso não há melhor corpo-movente para interpretar e avaliar a condição reativa dos homens fracos, ressentidos, de má consciência e ideal ascético, que predominam compulsivamente ainda hoje como simulação de saber, moral e saúde em todos os seguimentos da sociedade contemporânea tida como moderna, do que os sopros provocados por Nietzsche como boa estranheza. A estranheza que é estranha por não servir ao tagarelar que se toma como epistemológico, lógico e ético, sem sê-los.

Saber onde se encontram e como reagem – já que não agem – esses sujeitos-sujeitados produzidos por um agenciamento coletivo de enunciação paranoicamente dominante que os tornou homens cativos, portadores-replicantes dos corpos necessários à imobilização da vida, é o que as enunciações emergidas no Tagarelando em Nietzsche ligam tenuamente a Nietzsche.

Desta forma, Tagarelando em Nietzsche se mostra como enunciação filosófica heterogênea, encadeando potências que interpretam e avaliam a negatividade da existência reativa da linha dura que bloqueia os fluxos e refluxos desejantes através de seus territórios bem modelizados, serializados e registrados com o único propósito  de impedir, pelo medo, que a felicidade seja a confirmação de que ela é vida.

O livro também encadeia conceitos que se deslocaram pelos sopros nietzscheanos, como são os casos dos devires-filosóficos de Deleuze, Guattari, Clèment Rosset, Baudrillard, além de enunciações dos filósofos Spinoza e Marx. Todos se movimentando como corpos dissipadores do tagarelar-tautológico que se encontram como marcadores de poder e de controle na família, escola, trabalho, meios de comunicação, entretenimento, esportes, etc.

O livro Tagarelando em Nietzsche, como flecha que se desloca, é impulsionado por dois aforismos. Um no prólogo do segundo volume do Humano, Demasiado Humano, de 1879 e 1880, “livro para espíritos livres”, onde Nietzsche diz: “Devemos falar apenas do que não podemos calar; e falar somente daquilo que superamos – todo o resto é tagarelice, “literatura”, falta de disciplina. Meus escritos falam apenas de minhas superações”.

O outro aforismo encontra-se no primeiro volume do Humano, Demasiado Humano de 1876, que trata do Homem do Espirito Livre e do Homem do Espírito Cativo, esse o que tagarela. 

Tagarelando em Nietzsche encontra-se infestado do que Deleuze afirma sobre a impotência da palavra em um sistema dominante. “E, verdadeiramente, não há poder das palavras, mas somente palavras a serviço do poder: a linguagem não é informação ou comunicação, mas prescrição, ordenança e comando”.

 Ficha filosófica-literária-editorial.

 Livro – Tagarelando em Nietzsche.

 Autor – Marcos José.

 Páginas – 180.

 Editora Garcia Edizioni.

  Preço – R$ 30.

  Para adquirir o livro fora de Manaus basta usar o e-mail afinsophiaitin.@yahoo.com.br 

ENQUANTO FORA (TEMER) OS MANIFESTANTES ERAM VIOLENTADOS IRRACIONALMENTE PELA POLÍCIA, DENTRO, ÀS ABERRAÇÕES APROVAVAM MAIS UMA VIOLÊNCIA CONTRA A CONSTITUIÇÃO

Não podia ser diferente. Sete meses de desmandos no Brasil promovidos pelo que há de mais indigente politicamente e mais degenerado eticamente, os golpistas continuam muito bem imobilizados em suas psicopatologias antidemocráticas.

Dando seguimento ao que foi iniciado com a expulsão de Dilma Vana Rousseff, do posto de presidente, eleita com mais de 54 milhões de votos-democráticos, que introduziu o país em uma perversa subjetividade expressada cruelmente como forma de violência contra a sociedade civil, os golpistas do Senado se cumpliciaram aos golpistas da Câmara Federal que votaram pela PEC 241, a filha bastarda do golpista-mor, Temer. Por 61 votos a favor, os antidemocratas senadores aprovaram, em primeiro turno, a PEC 55. Levando para o dia 13 a votação em primeiro turno.

Dia 13 eles, que só se desmobilizarão com a queda do chefe Temer, irão novamente oferecer ao povo brasileiro o indigno espetáculo promovido por quem representa a pior indigência política  que já se apossou (grilou) do Congresso Nacional.

Enquanto Renan, ditatorialmente, impedia a presença de pessoas nas galerias, fora (Temer) a polícia fazia com prazer e denodo o que sabe fazer quando estimulada por um chefe ditador: violentava os diretos da sociedade civil, movimentos sociais, estudantes, sindicalistas e outras entidades de se manifestarem democraticamente contra a violência antidemocrática promovida pelos golpistas do Senado.

Agentes infiltrados, bombas, balas de borracha, gás de pimenta, cassetetes, murros, chutes, todos os instrumentos que a polícia sabe fazer uso quando para cumprir ordem irracional. Resultado: várias pessoas feridas e algumas presas.

“Os trabalhadores mostraram que são capazes de resistir e lutar para manter seus direitos e evitar perdas. Temos a votação do 1° turno e sabemos que a manifestação, mesmo reprimida, foi grandiosa. Os vários movimentos sociais já se organizam para a votação durante o 2° turno da proposta. Nossa intenção é deixar claro que vamos reagir”, disse Graça Costa, secretária das relações de trabalho da CUT.

Para o deputado Paulo Pimenta, pelo teor da violência extremada, a ordem deve ter saído do Palácio do Planalto, através de Alexandre de Moraes da Justiça. A inferência de Paulo Pimenta decorre da forte semelhança da violência praticada em São Paulo, contra manifestantes, no tempo em que ele era secretário de segurança do Estado.

“Acredita-se que a ordem de ataque possa ter vindo do Palácio do Planalto, por meio do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, já que a operação que ocorreu nesta tarde em Brasília conteve muita violência, semelhante às ações da Polícia Militar de São Paulo, quando Moraes era secretário de segurança de Geraldo Alckmin”, observou ode deputado.

Veja as fotos e veja e ouça os vídeos para sentir e entender como é importante sua consciência política-democrática.

 

VALEU, COMANDANTE FIDEL! VALEU! ESTÁ VALENDO, E VAI SEMPRE VALER! VALEU PELO “MOVIMENTO REAL (MARX)!”

 Não é possível descrever o “movimento real”, mas confirmá-lo é possível. O “movimento real” é confirmado pelo novo que ele produz como práxis e poises. FIDEL/CUBA! O POVO/CUBANO! Esse o novo emergido no mundo além do corpus paranoico pútrido do arcaico sistema capitalista.

 

DEU CHABU A MANIFESTAÇÃO DOS PROFESSORES ASPRONILDOS DE MANAUS CONTRA O DUBLÊ DE MINISTRO, MENDONÇA FILHO: O CARA NÃO DEUS AS CARAS

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O “saber político é uma condição sem a qual o homem vive, no Estado, fora do Estado, separado de si mesmo, privado de ar”, nos diz Marx. Os professores aspronildos, que se pautam pela mídia, como clara forma de submissão escravagista à ditadura comunicacional capitalista, não sabem dessa afirmação do filósofo de Trier.

       Esses professores usaram como um dos argumentos para que a manifestação fosse realizada às 8 horas na frente do Hospital Universitário Getúlio Vargas, a (des) informação de que o dublê de ministro da Educação do desgoverno golpista, Mendonça Filho iria comparecer a um evento que ocorreria no dito local.

       Como diz o pedagogo-teatrólogo-ator, Abdiel Moreno, “resulta, resultado” que o dublê de ministro não deu as caras. E para humilhar mais os aspronildos mandou um representante. Infere-se da patuscada que o escracho se transformou em bumerangue: voltou contra os hilários aspronildos. Se um dublê de ministro de um desgoverno golpista já não é representante de ministério algum, imaginemos um representante dele. Se um dublê de ministro não é nem cópia do original, imaginemos o seu representante.

     Porém, os aspronildos não voltaram para seus ambientes com as mãos abanando. Aproveitaram a presença do desgovernador, em processo de cassação definitiva no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), José Melo, e lhes desferiram alguns melos. Repetindo o pedagogo-teatrólogo-ator Abidiel Moreno, “se só tem tu vai tu mesmo”.

   Marx, como sempre debochado, diria que os aspronildos não podem se tomar como representantes da categoria dos professores, pois são mera abstrações da práxis sindical. E tripudiaria: São meros reflexos alienados do conceito político da filosofia idealista de Hegel. A tirania da Ideia. Existem na subjetividade da consciência sem passar pela práxis da matéria produto da produção do mundo social.

    Diante do chabu irreparável, um manifestante impulsionado pelo otimismo-niilista-psicológico, tentou salvar a cena farsesca: “o que valeu foi o auê”!

           

QUANDO PROFESSORES NÃO PERCEBEM EVIDÊNCIAS OPRESSORAS DOS AGENCIAMENTOS COLETIVOS DE ENUNCIAÇÕES NÃO É SÓ A CATEGORIA QUE É OFENDIDA

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É muito simples de entender, mas impossível aceitar.

         Os organizadores das manifestações, em Manaus, contra as PECs 241 e 55, filhas aberrantes do desgoverno golpista, Temer, têm marcado suas realizações para às 8 horas da manhã. Segundo informação, o horário tem sido proposto pela Associação dos Professores de Manaus (Asprom) e acatado por outras entidades como Sinteam, Adua, Assua, Conlutas, etc.

        O argumento usado por membros da Asprom é que esse horário é bom porque a mídia faz a cobertura e divulga no jornal do meio-dia.

        DUAS EVIDÊNCIAS DESPERCEBIDAS PELOS PROFESSORES

1 – Eles ignoram o físico e matemático Galileu Galilei. Para eles ainda vigora a ideia do grego antigo Ptolomeu de que a Terra era o centro do universo, que foi abalizada por Aristóteles, e usada pela Igreja medieval para defender o Dogma. Ou seja, não há movimentos de rotação e translação da Terra. Daí que o sol não é o centro do universo, não há dia, e, consequentemente, Manaus, cujo clima é quente e úmido, não tem elevação de temperatura. Logo, a temperatura de 8 horas é a mesma de 12 horas. E mais, por essa inexistência climática, não há manifestação.

      O Grito dos Excluídos, em Manaus, era realizado sempre pela tarde, mas alguns engraçadinhos (como diria a irmã Inês) decidiram deslocá-lo para parte da manhã. Resultado: os excluídos protestaram, porque não queriam ser torrados pelo calor da avenida de asfalto e concrete, agora ocorre no velho e bom horário. O filósofo Camus já havia dito que o calor afeta a inteligência, a disposição para o amor, e, nesse caso do Grito, os excluídos perceberam sua implicação na fé.

2 – A imprensa se mantém através de dois corpos comunicacionais. Um produzido internamente por ela através de editoriais e artigos, e outro produzido por fatos exteriores. Porém, o que a mantém é o segundo que lhe pauta. As manifestações são pautas para as mídias que precisam delas, e não as manifestações das mídias. As mídias se apropriam dos fatos sem gastar um tostão. O que significa que elas exploram o trabalho dos que produzem os fatos. Até o corpo de um jovem assassinado.

     Nesse caso, elas são parasitas do sistema capitalista comunicacional que tem a propriedade como seu princípio de lucro máximo, mas que elas não respeitam os fatos produzidos por seus personagens particulares. Ainda mais quando há professores-escravos trabalhando para elas de graça. Real exploração da mão de obra produtiva.

 

       As mídias capitalistas são reacionárias. Não estão preocupadas com a subjetividade do “movimento real (Marx)” das manifestações. Mas os aspronildos, ingerindo suas Cocas-Colas, não percebem essa realidade. Em suas indigentes vaidades, acreditam que aparecer nelas, no jornal do meio-dia, a população, “no centro da sala, diante da mesa (Belchior)” fica informada, valoriza o ato e lhe confere um sentido de importância insofismável. Ledo destrambelhamento político: como as mídias precisam chupar os fatos, qualquer hora ela marca sua presença. E os fatos não vão desaparecer se forem divulgados pela manhã, tarde ou noite. Com mídias ou sem elas, as manifestações revelam o seu valor político que existe por elas mesmas.

       No tocante ao argumento de que o ato de amanhã, pela manhã, no Hospital Getúlio Vargas, é em virtude da presença do golpista, dublê de ministro da Saúde, Barros, é mais uma demonstração de limitação política. Às manifestações em todo Brasil não são motivadas por figuras deploráveis de golpistas. Elas foram idealizadas e elaboradas através dos instrumentos epistemológicos de seus organizadores. Nada de impulso freudiano, em forma de pseudo anarquismo-narcisista.

      Esses professores se querem que a comunidade acredite em seus propósitos políticos devem procurar perceber a opressão que se encontra em todos os territórios distribuída pelos agenciamentos coletivos de enunciações que produzem sujeitos-sujeitados. Caso contrário, a comunidade também será ofendida por essa limitação perceptiva e conceptiva. E de quebra, não acreditará neles.

 

 

SOBRE OCUPAÇÕES, CRONOS, ZEUS, ÉDIPO, FREUD, SARTRE, FILICÍDIO E SUICÍDIO

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Para todos os criadores das mutações existenciais coletivas.

SOBRE PAI-FILHO E FILHO-PAI

Em Goiânia, engenheiro de 60 anos, depois de discutir com o filho, por não aceitar  suas posições e ideias libertárias, lhe desfere um tiro. O rapaz, de 20, estudante do Curso de Matemática, da Universidade Federal de Goiás, baleado, corre para a rua tentando se proteger.

O pai entra no carro e lhe persegue pela rua. Ao alcançar o filho desce do carro e dispara quatro vezes. O jovem morre. O pai se debruça sobre o corpo do filho e se suicida.

Segundo o que foi divulgado na imprensa, o jovem era participante dos movimentos sociais, contra a cultura do estupro, aceitava o aborto como direito da mulher e apoiava as ocupações realizadas por estudantes contra as opressões promovidas pelo governo federal que agride a educação. O pai, por sua vez, era contrário às ideias e práticas democráticas do filho, motivo de suas agressões e que redundou no filicídio e suicídio.

SOBRE CRONO E ZEUS

Cronos, na mitologia grega, era um titã, filho de Urano, Céu, e Gaia, a Terra, e simbolizava a agricultura e o tempo. Tornou-se rei dos deuses depois que castrou seu pai a pedido de sua mãe. Casou com sua irmã, Réia, uma titânide, conhecida como mãe dos deuses. Dessa união foram gerados os deuses olímpicos Héstia, Deméter, Hera, Hades, Poseidon e Zeus.

Sob o governo de Cronos a Civilização teve grande desenvolvimento, porém com o passar do tempo ele se tornou um perverso ditador, e foi se esconder no Tártaro com medo de vir a morrer pelas mãos dos inimigos, os ciclopes e os hecatônquiros. Como Urano e Gaia haviam profetizado que ele seria assassinado por um de seus filhos, passou a devorá-los.

Zeus escapou, porque sua mãe, Réia, embrulhou uma pedra em um pano e deu a Cronos que comeu acreditando ser um filho. Depois, Réia, escondeu Zeus em uma gruta.

Quando cresceu, Zeus resolveu se vingar do pai. Foi quando pediu ajuda a Métis, deusa da Prudência, filha do titã Oceano. Ela fez uma bebida mágica e ofereceu a Cronos que em seguida vomitou todos os filhos que havia devorado. Zeus, junto com os irmãos, expulsou o pai do Olimpo e se tornou o deus dos deuses.

SOBRE ÉDIPO

Édipo, na mitologia grega vinda da Ásia, era filho do rei Laio e da rainha Jocasta que governavam a cidade de Tebas. Um dia, os dois, cogitando um herdeiro para o trono, foram falar com o Oráculo de Delfos sobre a possibilidade de gerarem um filho. O Oráculo aconselhou-os que se tivessem o filho poderiam ter vários problemas, inclusive com o governo da cidade de Tebas. E profetizou: o filho matará o pai e casará com a mãe.

Inicialmente eles acataram as advertências do Oráculo. Porém, com o passar do tempo, e incomodados com o herdeiro, resolveram ter o filho. A cidade teve um impulso de desenvolvimento, entretanto como se sucederam fortes crises, a população passou a protestar. Diante dos fatos, Laio e Jocasta recordaram das palavras do Oráculo e consultaram o cego Tirésias que apresentou graves informações sobre o ocorrido.

Então, ordenaram um soldado a levar o filho para a floresta e matá-lo. Na floresta, soldado penalizado com a criança, não a matou e a amarrou-a pelos pés em uma árvore. E como consequência a criança ficou com os pés tortos. Daí o nome Édipo, o que tem os pés tortos. Um pastor encontrou a criança e passou a criá-la. Políbio, rei de Corinto, amigo do pastor, vendo a criança, pediu a criança para criá-la como filho e fazê-la seu herdeiro, já que sua mulher, Mérope, não podia ter filho.

Édipo foi, então, criado como príncipe. Um dia, em uma festa no palácio, um bêbado lhe disse que ele não era filho de Corinto. Ele se perturbou profundamente com a revelação. Indagou aos seus pais o sobre o que lhe fora afirmado, o que foi negado. Então, não satisfeito saiu à procura de sua identidade.

Em suas andanças, ao se encontrar em uma estrada, entrou em discussão com um senhor, passageiro de uma carruagem, brigou com ele e o matou. Seguiu caminho e chegou à cidade de Tebas onde a rainha se comprometia casar com aquele que decifrasse o enigma da esfinge. Ele decifrou o enigma e casou com a rainha que era Jocasta, sua mãe. O homem que matara na estrada era seu pai, Laio, A profecia se concretizara.

SOBRE FREUD

As narrativas dos mitos nesse texto não tem qualquer pretensão de servir como corpus para uma reflexão profundamente filosófica e antropológica, mas encadear elementos que nos possam entender condutas e expressividades na subjetividade dominante no Brasil.

Como é sabido até pelos minerais, como afirma o jornalista-filósofo Mino Carta, Freud fez do mito do Édipo Rei, a medula da psicanálise chamada de Complexo de Édipo. Uma subjetividade eminentemente familiar onde os laços familiares comandados principalmente pelo pai, estabelce a orientação de seus membros.

Em uma exposição simples, para o nosso propósito, o quadro familiar se configura desta forma. O menino, desde os seus primeiros momentos encontra-se em composição com a mãe, mas será por volta dos três anos que ele investira sua libido na mãe como objeto de seu desejo e passará a odiar o pai, seu rival. Tendo o pai como seu rival, deseja sua morte para ficar com a mãe. Fantasia mata-lo para ter o caminho livre. Entretanto, o pai, como representa a Lei/Falo, como dia Lacan, surge como ameaça de castração ao menino que passa a temer o pai, porque fantasiou que um dia a mãe tivera pênis, mas fora castrada, estado que apavora o menino.

Em função da falocracia paterna, a castração, o menino tenta se identificar com o pai investindo sua libido nele. O seu incesto homossexual. O que também é uma forma de contorno usada por ele para, ao se identificar com o pai, chegar à mãe que pertence ao seu pai. Freud diz que o menino se faz mãe pelo princípio da castração.

Muitas crianças conseguem em uma família oblativa, democrática, como afirma a psicanalista François Dolto, passar pelo Complexo de Édipo de forma saudável, enquanto outras, em função da estrutura familiar capturadora, dominadora, não. Os meninos ficam presos nos desejos alienados/alienantes de seus pais e quando crescem sublimam sintomaticamente os traumas produzidos nestas relações conflituosas em que o pai consegue matar o desejo de vida autônoma dos filhos de onde decorrem situações ambivalentes, de amor e ódio. São adultos que recorrem fortemente aos mecanismos de defesa para que não aflore, no consciente, resíduos do inconsciente que alterariam todas as defesas e, consequentemente, a desvelação dos traumas como surto. Para a psicanálise é o triunfo do pai psicótico sobre o filho.

Freud afirma que a criança é o pai do homem. Ou seja, o que alguém é hoje tem relação direta com suas experiências passadas. Embora o consciente seja tido como o oposto do inconsciente, todavia o consciente manifesta corpus do inconsciente mesmo sob a intensa vigília do super-ego. E não se trata apenas através dos sonhos e atos falhos. O inconsciente se revela cotidianamente nas fantasias do estado de vigília.

Na perspectiva da psicanálise é possível ser perscrutado dois entendimentos sobre o caso do pai que matou o filho.

CASO I

O pai reflete suas experiências com seu pai em forma de conduta moral. Lei. Patriarcalismo-hebreu-cristão-moral-burguês. Para o pai ele estava certo em seus ensinamentos e predicações ao filho. O pai, como reprodutor dos enunciados dominantes da sociedade-burguesa, projetou no filho seus valores como verdades que deveriam ser cultivados e seguidos, como a maioria faz. O filho, assassinado, desobedeceu. Uma desobediência que atingia também o seu avô que seu pai preservava como defesa-egoíca, já que ele jamais tentou transgredir os seus ensinamentos. Para ele, seu pai era justo e infalível como Deus. E ninguém deve duvidar ou contrariar Deus. Deus, como juiz, é cruel.

O pai se sentiu, diante da desobediência do filho, como o sujeito-sujeitado que fracassou na condução da herança psíquica-familiar, e passou a odiar o filho. A posição do filho não estremeceu apenas a geração do pai, mas, também, a geração de seu avô. Uma dor cruel para o pai: duas famílias desconstruídas pelo filho.

CASO II

O pai, na relação com seu filho, surge como seu próprio pai. Ou seja, seu filho é ele. E não o neto de seu pai. O pai concorda com as ideias democráticas de seu filho que é ele. Ao concordar com essas ideias libertárias, expõe seu pai-tirano. O que ele não podia fazer sendo ele mesmo. Assim, ele mata o pai através do filho. Lembrar que Freud afirma que um filho se liberta do pai quando o mata simbolicamente. Quando o filho passa a ser seu próprio pai. 

Não é o pai do filho que é adversário dele, filho, mas o avô interpretado pelo pai. O filho luta contra o pai, porque não sabe que quem lhe persegue é seu avô interpretado pelo pai que procura se vingar do pai através do filho-filho. O filicídio só ocorreu, porque o pai-filho não teve uma fissura para saber que o filho dele realizava, em si, a democracia que ele quando criança tentava iniciar junto à mãe e o pai, mas foi reprimido.

Em síntese. Nas enunciações simbólicas, não é o engenheiro quem mata. É o pai do engenheiro. E não é o estudante que é assassinado, mas o engenheiro. Essa era a única forma do engenheiro matar o pai-paranoico forma simbólica. Os atos revolucionários do estudante real resgatam para o engenheiro sua existência destruída, já que ele, na realidade, não conseguiu se libertar. Não conseguiu dissipar a névoa que impedia que ele visse o filho como aquele que lhe permitia existir fora da força opressiva do pai.  

SOBRE SARTRE

Sartre é o oposto de Freud com seus enunciados psicanalítico. Para ele o presente não é a cópia fiel do passado. O homem não se encontra aprisionado em uma arqueologia infantil como inconsciente. O homem é o produtor de sua realidade humana.

Sartre jamais faria essa análise demonstrada nos quadros acima, porque para ele na existência não há culpas, desculpas, subterfúgios, atalhos. Existir é criar modos de ser humano ontologicamente. O homem é suas escolhas. Se eu sou covarde eu sou essa escolha de ser covarde. Ninguém pode ser responsável por essa escolha de ser covarde que fiz. Sou oque sou como covarde.

Nesse caso do pai que assassinou o filho Sartre, significaria o estudante como aquele que se negou a escolher uma existência malograda. Ficar aprisionado na solidão da serialidade. Nascido em uma família burguesa, com os dados familiares todos lançados, onde o futuro era uma opacidade, uma cristalização, o jovem se rebelou: não aceitou a subserviência à existência inativa que caracteriza o burguês como sujeito-sujeitado que só defende seus valores farisaicos capitalistas na força cruel do solipsismo.

O estudante nos mostra o quanto sua existência era rica em perspectivas, práxis e poises. Ele realizou a máxima do existencialismo sartreano: Não importa o que fizeram com você, mas o que você faz com o que lhe fizeram. Seria muito fácil seguir os ensinamentos burgueses estabelecidos, mas ele queria ser o autor de seus próprios projetos. Realizar os seus possíveis para não ficar viscoso no insuportável Em-si onde se encontra confinada a burguesia. 

Ativista dos movimentos sociais, ocupações das universidades e escolas, luta pelos direitos das minorias, tudo que burguesia odeia. “A Existência precede a Essência”, afirma Sartre, foi o que o estudante entende junto com outros jovens. Livre ele realiza seus projetos ontológicos como ser que se desloca pelo Para-si como futuração existencial contínua.

Não há como prender um homem para quem a liberdade não é uma determinação de uma classe, um adjetivo, um sentido social estabelecido como valor qualificador. A liberdade é a condenação ontológica de se estar livre para escolher por si e pelo mundo. Foi isso que o estudante fez como compromisso existencial de Estar-no-Mundo.

Ao contrário da existência autêntica produzida para si pelo estudante, o Brasil de hoje encontra-se infestado de personagens privados de existências autênticas e que ainda querem fazer prevalecer sobre a população o malogro de suas existências. Personagens que ocupam cargos públicos onde se percebe com nitidez a continuação das determinações estabelecidas em suas famílias. O que faz com que o espaço-fenomenológico público seja ocultado pelo espaço-fenomenológico privado. Esses são inimigos da democracia, mas se tomam como seus protetores e propagadores.

Com esses comportamentos mostram que estão mais para Freud do que para Sartre. São Édipos aprisionados nas correntes dos fantasmas familiares protegidos por instituições também edipianizadas. Neles a essência precede a existência. Uma clara lógica determinista do filósofo Hegel.

Assim, nunca são princípios, mas tão somente insuportáveis consequências. Entretanto, é aí que salta a ironia de Sartre: todo edipianizado escolheu sua edipianização. Logo, não há como ninguém escapar de suas escolhas. Até os freudianos. Na existência não há desculpas.  

A PRESIDENTA DILMA GRAVA VÍDEO ONDE AFIRMA QUE “NAS OCUPAÇÕES DE ESCOLAS E UNIVERSIDADES ESTÃO AS MAIS IMPORTANTES TRINCHEIRAS CONTRA O RETROCESSO, PELA DEMOCRACIA E PELOS DIREITOS SOCIAIS”

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 Como não poderia ser diferente, a presidenta Dilma Vana Rousseff, conhecedora dos direitos humanos no plano teórico e prático, já que foi presa e torturada por lutar pelas liberdades democráticas durante a ditadura civil-militar que oprimiu o país entre os anos de 1964 e 1985, ao contrário dos golpistas que sempre se identificaram com a desrazão-social, muitos ainda crianças e adolescentes, vem se mostrando comprometida com o movimento estudantil, na verdade, com diz o filósofo-psiquiatra Fèlix Guattari, “mutação existencial coletiva”. Agora, para fortalecer mais seu engajamento-ativista, gravou um vídeo onde ela afirma seu compromisso com os estudantes.

No vídeo a presidenta Dilma analisa o movimento estudantil – processual coletivo do “movimento real(Marx)”, onde mostra que as ocupações das escolas e universidades são os territórios reais de produção da democracia contra os golpistas com sua forças tirânicas que não liberam potências históricas. Dilma mostra que a mobilização é fundamental para produção da democracia, já que democracia como vontade de potência é um contínuo ultrapassar de estados de coisas estabelecidos como objetividades.  

Veja e ouça o vídeo e constitua sua consciência mutatio-renovatio como práxis e poiesis democrática.

ESTUDANTES DE ESCOLAS OCUPADAS REALIZAM, HOJE, DIA 15, ENCONTRO NACIONAL EM BRASÍLIA PARA DISCUTIR PAUTAS CONTRA A PEC 241 E 55.

Estudantes de vários estados que constituem a política de ocupação das escolas públicas e universidades com objetivo de impedir o avanço do desmonte da educação promovido pelo golpista-mor, Temer e seus cúmplices, entreguistas inimigos do Brasil, através das PEC 241 e 55, que proibi investimento na educação por durante 20 anos, além de outros seguimentos do Estado brasileiro, se encontram hoje, dia 15 (data comemorativa da Proclamação da República), em Brasília, para discutir pautas referentes à luta pelo direito, dignidade e valor da educação. Devir criador e transformador de formas de existências elevadas de uma sociedade. Tudo que os golpistas não sabem, porque não vivenciaram em suas existências limitadas, a honradez do comprometimento ontológico do Existir.

A transcendência do estado de coisas deprimente em que as escolas e universidades encontravam-se constituídas pela opressão de um método antidemocrático, opressor e autoritário, se revela hoje com mais de 221 universidades ocupadas e 391 escolas, de acordo com os dados da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes). Só no Paraná, depois de mais de um mês de resistência, foram ocupadas 845 escolas.

A transcendência do estado de coisas aviltante mostrou, pela primeira vez, o devir como potência do real político dos estudantes. Hoje, não há como pensar os estudantes como antes da transcendência movida pela práxis e poiesis sentida agora como o novo. O novo que incomoda os golpistas e todos reacionários que se apegam desesperadamente às suas existências medíocres, indiferentes que têm no novo o mais forte inimigo.

Obstruídos em suas percepções e concepções os golpistas, reacionários e todas facetas das direitas entreguistas, não puderam atentar para o devir-político-educacional que emergia nas escolas e universidades. Não atentaram para os jovens com suas vontades de potências. O movimento que ultrapassa os estados de coisas estabelecidos como verdades eternas. A confirmação de não sabem que o homem é um ser para ser ultrapassado, como diz o filósofo Nietzsche. E pior: não sabem que o movimento real, como afirma Marx é o que constitui a vida.

É por isso que a União Nacional dos Estudantes pode afirmar que se trata do maior movimento estudantil da história do Brasil, porque percebeu que a educação é atacada por todos os flancos pelos golpistas.

“Talvez de todos os setores sociais a educação seja aquela que esteja sendo atacada por todos os lados, do ponto de vista financeiro, da concepção, e até político-democrático”, afirma a UNE em nota.

Enquanto os golpistas, e todas as forças reacionárias, estão lobotomizados em relação à sensibilidade, inteligência e eticidade, os estudantes sabem muito bem realizar a leitura deles, os golpistas, com seus interesses antagônicos à sociedade brasileira.

“Enquanto os golpistas dizem que nós estudantes não sabemos o que é PEC, nós fazemos encontros de grêmios para reunir economistas, movimentos sociais entidades que possam discutir o assunto e nortear a resistência da Ubes para o próximo ano frente aos retrocesso do governo”, afirmou Danilo Ramos, diretor de grêmio da entidade.

E não para por aí. Os estudantes avisam que nos dias 29 de janeiro e 1° de fevereiro, em Fortaleza, será realizado o Encontro Nacional de Grêmios.

“QUE PAÍS É ESTE EM QUE UM MAGISTRADO PODE TRATAR ESTUDANTES COMO SE FOSSEM BANDIDO?”, PERGUNTOU A SENADORA FÁTIMA BEZERRA

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Uma das muitas aberrações que desgovernos reacionários podem expressar para a sociedade é a violência contra ela mesma. Um desgoverno reacionário, em disfunção de seu próprio corpo psicopatológica, que luta para se manter no mesmo estado de enfermidade, não diferencia o outro que ele projeta suas inseguranças psicopatológicas em forma de violência. Trabalhador, cidadão, minorias, nem uma dessas expressividades sociais são diferenciadas por esses desgovernos.

        Porém, no Brasil tornou-se banal a violência contra os movimentos estudantis que buscam manter e garantir direitos próprios de um regime democrático de direito. São vários estados com desgovernos que usam suas únicas armas diante dos estudantes: a violência. Para exemplificar bastam dois estados desgovernos por reacionários. O estado de São Paulo e o estado do Paraná, todos sob o domínio ineficaz do partido da burguesia-ignara, PSDB. Nesses estados a violência policial é tema de todos os dias por sua prática truculenta contra os estudantes ou quem se coloque ao favorável movimento.

     A imposição que o desgoverno golpista vem praticando contra os direitos dos estudantes com a filha aberrante do golpista-mor, Temer, e mais a Medida Provisória pela pseuda reforma do ensino, são mais ingredientes violadores que os estudantes não aceitam e que serviram de mais impulso para o movimento de ocupação das escolas públicas.

       Diante do fortalecimento do movimento, as forças repressivas aumentaram seus atos violentos, amparadas por representantes do judiciário o que levou alguns parlamentares de esquerda denunciarem e pedirem providência contra a violação dos direitos humanos dos estudantes.  Como ocorreu a senadora Fátima Bezerra (PT/RN) que protestou contra o juiz Alex Costa Oliveira da Vara da Infância e Juventude do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT).

      “Que vergonha é essa que estamos vendo nesse país? Um juiz não pode tratar estudantes como se fossem bandidos. A decisão do Alex Oliveira tem conteúdo fascista e remonta aos tempos da ditadura. Pensávamos que o Brasil tinha enterrado métodos autoritários desse tipo.

       A luta deles é nossa. É também pela rejeição da proposta de congelamento de gastos públicos que vai cortar recursos para a área e contra a proposta de mordaça nas escolas. Não podemos de deixar de nos manifestar e nos solidarizar com esse jovens”, afirmou a senadora.

      Diante do arbítrio do juiz um grupo de senadores vai interpor uma representação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra ele.

 

ANA JÚLIA, ESTUDANTE DE 16 ANOS, OCUPA ASSEMBLEIA DO PARANA E MANDA VER: “OS COLÉGIOS DO PARANÁ E DO BRASIL ESTÃO OCUPADOS PELA EDUCAÇÃO. LUTAMOS POR UM IDEAL, PORQUE A GENTE ACREDITA NO FUTURO DO NOSSO PAÍS”.

Veja e ouça o vídeo que mostra para o Brasil a potência poiética e transformadora da adolescente, estudante de 16 anos de uma Escola Senador Manuel Guimarães, do Paraná, Ana Júlia Pires Ribeiro, que contrasta com indigência política da maioria dos malogrados parlamentares e membros do Executivo que se apossaram do país através de um golpe que feriu o Estado de Direito Democrático. Golpe idealizado, elaborado e executado pelas mídias acéfalas, comandadas pela Rede Globo, parte do poder judiciário e empresários vorazes.

O Paraná é desgovernado por Beto Richa, membro do partido da burhuesia-ignara, PSDB, que foi, e continua sendo, participante ativo do golpe. Beto Richa ficou para a memória das famílias paranaenses como o desgovernador que violentou professores com sua força policial truculenta. Agora, ameaça estudantes pela forma que eles encontraram para lutar por seus direitos – na verdade, nosso direitos – contra a falsa reforma do ensino médio e a filha aberrante do golpista Temer: a PEC da Morte, 241, aprovada em segundo turno pelos inimigos da democracia e dos valores constitucionais.

Ana Júlia afirma que os estudantes lutam por um ideal, pelo futuro do Brasil. O contrário do que os golpistas lutam que lutam por seus privilégios e suas oralidades presentes sem qualquer pudor. Enquanto transborda sensibilidade, inteligência e ética nas estudantes, nos golpistas transbordam indigência e pudor.

São mais de 1100 escolas ocupadas em todo o Brasil.

AS FRENTES BRASIL POPULAR E POVO SEM MEDO CHAMAM O POVO PARA LUTAR CONTRA A PEC 241 DE TEMER

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Hoje é dia de manifestação em todo o Brasil contra a filha aberrante de Temer: a PEC 241 que vai impor o sofrimento, desespero, a dor e a humilhação ao povo brasileiro. Não adianta ficara esperando pudo do desgoverno golpistas e seus cúmplices do Congresso que eles não têm qualuer espírito democrático. Por essa patologia, é imprescindível que a população brasieleira se manifeste para impedir o efeito teratogênico que a PEC da Morte pretende impor ao povo.

Para lutar contra a irracionalidade e a brutalidade do desgoverno ilegítimo e sádico a Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo fez a convocação para o povo ir às ruas do Brasil lutar pela consciência social democrática como forma de preservação dos direitos de todos.

Leia a convocação.

“As frentes, organizações e coletivos subscrevem este chamado convocam os lutadores e lutadoras sociais do Brasil para uma jornada de mobilizações contra a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional – PEC 241 na Câmara dos Deputados, cuja votação em segundo turno, está prevista para os próximos dias.

Esta proposta do governo ilegítimo de Michel Temer busca concretizar o maior de seus ataques, até agora, aos direitos do povo Brasileiro. A PEC 241 quer alterar a Constituição Federal, congelando por 20 anos os gastos do governo federal, incluindo aí o conjunto das políticas públicas. Ou seja, os recursos que hoje já são insuficientes para garantir educação pública, gratuita e de qualidade ou a prestação dos serviços dignos de saúde para a maioria da população brasileira, por exemplo, ficarão estagnados, enquanto a população cresce e as necessidades só aumentam. Por outro lado os recursos para pagamento dos juros criminosos aos banqueiros e especuladores, que já consomem mais de 40% do orçamento da União, permanecerão intocados

Esse tipo de iniciativa só comprova a ilegitimidade de um governo sem voto, que implementa um programa de atraso sem nenhum respaldo popular. A PEC 241 e a Reforma da Previdência são rejeitadas por 80% da população, segundo pesquisa Vox Populi/CUT divulgada nessa semana. Para impor sua vontade contra a do povo, Temer utiliza de todos os artifícios, apoiado pela mídia, para manter uma maioria parlamentar conservadora e fisiológica, insensível às necessidades da população.

Por isso precisamos ir às ruas! As Frentes devem buscar a construção de iniciativas conjuntas de informação, denúncia e demonstração da insatisfação com essas medidas. Nesse sentido saudamos o protagonismo dos estudantes secundaristas e universitários que ocupam centenas de escolas, universidades e institutos federais pelo Brasil em defesa da educação pública gratuita e de qualidade, contra a PEC 241, a autoritária reforma do ensino médio, e a medieval lei da mordaça.

A votação pode acontecer a qualquer momento da próxima semana, por isso orientamos a realização de panfletagens, aulas públicas e escrachos denunciando essa proposta e o posicionamento dos parlamentares contra o povo em suas bases eleitorais. Também indicamos a construção de atos unificados nos estados, prioritariamente, no dia 25/10. Em Brasília buscaremos organizar a resistência e a pressão sobre os parlamentares a partir da mobilização unificada no congresso nacional para a qual convidamos todos a se somar.* Fora Temer! Diretas Já! Nenhum direito a Menos! Contra a PEC 241 e a Reforma da Previdência!

Frente Brasil Popular
Frente Povo Sem Medo”

UNE FAZ CONVOCAÇÃO PARA O DIA NACIONAL DE LUTA DO MOVIMENTO EDUCACIONAL

 

Escute e veja o vídeo em que Moara Correia, vice-presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE) convoca a categoria para o Dia Nacional de Luta do Movimento Educacional.

ESTUDANTES OCUPARAM O ESCRITÓRIO DA PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, EM SÃO PAULO, E AFIRMAM QUE SÓ SAEM QUANDO A PEC 241 FOR REVOGADA

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   Estudantes da UNE, UBES, UEE-SP, e UPES, além de outros estudantes independentes, ocuparam o escritório da Presidência da República que fica no encontro da Avenida Paulista com a Rua Augusta, no prédio do Banco do Brasil, no terceiro andar. Os estudantes, como protesto, afirmam que só sairão do recinto quando for revogada a PEC 241 que violenta os direitos dos brasileiros anemizando a saúde a educação previdência social, entre outros.

      A PEC 241 é demonstração mais límpida da irracionalidade predadora do desgoverno golpista que cada dia mostra sua impotência ditatorial.

                  Veja e ouça o vídeo e fortaleça sua consciência democrática.

“A FARSA DA VERDADE GOLPISTA” CONTINUA SUAS APRESENTAÇÕES PELO TEATRO MAQUÍNICO DA ASSOCIAÇÃO FILOSOFIA ITINERANTE (AFIN)

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Vejam as fotos e assistam os vídeos com os depoimentos de estudantes e professores.

O Grupo de Teatro Maquínico, da Associação Filosofia Itinerante (AFIN), continua apresentando a peça A Farsa a Verdade Golpista escrita com o claro objetivo democrático de discutir com o público as tramas antidemocráticas elaboradas e executadas pelas forças-usurpadoras representadas pela mídia degenerada, empresários orais, parte do poder judiciário, e grande parte dos membros do Congresso Nacional.

Sempre tendo como corpo pedagógico-político o método do teatrólogo alemão Bertolt Brecht, o Teatro Maquínico encena A Farsa da Verdade Golpista com quadros divididos por legendas-títulos escritas em placas que são apresentadas pelo próprio público, possibilitando, desta forma, sua participação na trama da peça.

img-20161006-wa0041 img-20161006-wa0034 img-20161006-wa0030 A Procura da Verdade, O Trabalho, A Escola, O Político, Nas Ruas, O Buraco, No Senado são os títulos-placas dos quadros que constituem a encenação e que são apresentados pelo público. O golpista Temer, a golpista Rede Globo, a professora preconceituosa e alienada que tem Moro como seu ídolo e a Rede Globo como sua consciência intelectiva e moral, os deputados federais do Amazonas que votaram em massa pelo golpe, os candidatos ao cargo de prefeito de Manaus todos golpistas, a condição de abandono de Manaus, o voto do senador golpista, são corpos antidemocráticos que A Farsa da Verdade Golpista encena diante do público, e que ele toma como tema para debate após o espetáculo.

img-20161006-wa0032 img-20161006-wa0021 img-20161006-wa0038 img-20161006-wa0029 img-20161006-wa0018 img-20161006-wa0042Sempre foi essa a pedagogia-política-teatral que o Teatro Maquínico se engajou como forma de discutir com o público os temas que são necessários serem discutidos para que se processem novas formas de percepções e concepções que mudem as perspectivas já determinadas como dominantes para outras perspectivas fluentes como práxis e criação da democracia como potência constituinte.

Desta vez a apresentação foi realizada na Escola Estadual Arthur Amorim, situada no Núcleo 15, do Bairro Cidade Nova, na Zona Norte de Manaus. Uma plateia formada por estudantes, professores, merendeiras, trabalhadores de serviços gerais, entre outros participantes, possibilitaram uma encenação alegre e contagiante como deve ser o teatro popular que não se submete aos humores reativos da burguesia afeita à dramaturgia-gastronômico. O teatro para embalar vaidades e brutalidades de uma classe insensível à estética revolucionária, limitada intelectualmente e eticamente degenerada.

img-20161006-wa0023 img-20161006-wa0039 img-20161006-wa0020 img-20161006-wa0033 img-20161006-wa0035 img-20161006-wa0036 img-20161006-wa0024 img-20161006-wa0022 img-20161006-wa0031 img-20161006-wa0028 img-20161006-wa0026 img-20161006-wa0025 img-20161006-wa0040img-20161006-wa0017img-20161006-wa0014img-20161006-wa0015img-20161006-wa0016img-20161006-wa0019Há mais de 14 anos o Teatro Maquínico se desloca pela cidade de Manaus e outros municípios para, de encontro ao povo, discutir e examinar o que deve ser discutido e examinado. Todas às apresentações são gratuitas, já que a Associação Filosofia Itinerante é uma entidade sem fins lucrativos.

 

 

 

MANIFESTAÇÕES EM MANAUS CONTRA O DESGOVERNO TEMER QUE PRETENDE FAZER LOBOTOMIA NOS ESTUDANTES E PROFESSORES

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Nada esperar de um desgoverno golpista em questões do saber e do trabalho como criador do mundo humano. Nada esperar porque a ilegitimidade é uma psicopatologia que não expressa a sensibilidade, a cognição e a ética desse mundo humano. Daí porque o desgoverno teratogênico, com suas taras, pretenda lobotomizar os estudantes, professores e trabalhadores de todos os territórios produtivos do mundo humano. Sempre se soube que as aberrações golpistas não apenas pretendiam a posse do poder com a usurpação do governo Dilma, que representava a potência criativa dos estudantes e trabalhadores responsáveis pela criação do mundo humano gratificador, mas também espargir ao máximo essa patologia.

Quem sabe da potência constituinte, da vontade de potência, do devir, da virtú, pensa inquietamente que essa condição golpista teratogênica é apenas uma condição molar-paranoica sem qualquer mobilidade que possa imobilizar o movimento da vida criativa. Daí que todas as decisões teratogênicas desse desgoverno não passam de impulsos sem potência criativa que possa impor à sociedade brasileira suas taras. Embora pareça, fantasiosamente, que sim. A vontade de potência como potência constitutiva é indominável. Nada segura.

SOBRE A LOBOTOMIA POLÍTICA DE ALGUNN PROFESSORES DE MANAUS

dsc03150 dsc03152 dsc03153 dsc03158 dsc03160 dsc03161 dsc03164 dsc03165É necessário que o povo enquanto devir, se manifeste continuamente não somente como numeral, quantidade, mas, principalmente, enquanto numerante, devir. E se possível nas duas linhas revolucionárias-constituintes. Infelizmente não é o que a maioria dos professores de Manaus entende. Um estado com mais de 7 mil professores públicos do ensino fundamental e médio, além de centenas de professores universitários, só se fez presente, na manifestação, com menos de 50 agentes educacionais. Sem tocar nas outras categorias de trabalhadores que mais uma vez não foram à praça, território da visibilidade democrática, para se projetar devir-numerante em um momento em que se encontra em marcha a tentativa de lobotomizar a escola brasileira e aleijar a potência produtiva dos trabalhadores.

Já é notório o grau de alienação e analfabetismo político de uma grande parte dos professores de Manaus, mas não se afetar com as violências contra seus direitos, como a retirada de algumas disciplinas que são razões de suas funções pedagógicas e seus salários, é freudianamente preocupante, já que mostra o grau de identificação destes professores com o agressor. No caso cruel, Temer.

dsc03166 dsc03172 dsc03173 dsc03176O que confirma, também, que esses professores já estão, politicamente, lobotomizados: não têm qualquer estímulo para defender seus direitos e da sociedade brasileira da qual são corpos constituídos. E como lobotomizado politicamente, votam em candidatos golpistas responsáveis pelo fim das disciplinas que são o corpo epistemológico de sua profissão pedagógica-cognoscente. O que lhes permite confirmar que a aula é um ato político que cria novas formas de sentir, ver, ouvir e pensar.

Também é preocupante a lobotomização política dos professores universitários que confirma o sentido que a comunidade amazonense sempre teve dela: território alienadamente reacionário. Eles não sabem que com o fim das disciplinas nas escolas públicas também acaba a necessidade das existências desses cursos necessitários para a comunidade de saberes da sociedade. Com o fim da obrigatoriedade das disciplinas sociologia, arte, filosofia, educação física entre outras, se torna desnecessário, nas universidades, as existências desses cursos que determinam a autoridade para a execução das mesmas no ensino público e privado. O que ameaça também a carreira desses lobotomizados professores universitários. Mas eles só querem seus ninhos abstraídos do real.dsc03196

dsc03180 dsc03181 dsc03182 dsc03185dsc03186 dsc03188 dsc03195 dsc03197 dsc03198 dsc03205 dsc03217 dsc03219 dsc03222Mas vamos às fotos criadas pelo fotógrafo Alcir Madureira, da Associação Filosofia Itinerante (Afin), que como corpo filosófico-político nunca falta às manifestações quaisquer que sejam, já que esse é seu amor como potência constituinte de inteligência coletiva.

Praça do Congresso. Tempo propício para a práxis e a poieses democrática.

DILMA VAI AO SENADO DEFENDER GOVERNO POPULAR E A DEMOCRACIA CONTRA AS ABERRAÇÕES SENATORIAIS

Senadora, Ana Amélia do PP quer que Gleisi Hoffmann, parlamentar petista aponte quem “não tem moral” no Senado para julgar o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Com esse propósito vai ao Conselho de Ética do Senado. 

Quem não tem moral, segundo o site Congresso em Foco, e utilizado como fonte pelo Le Monde francês no seu editorial de sábado são pelos menos 26 senadores com ação penal no Supremo Tribunal Federal.

No dia 25, quinta-feira, ao iniciar o julgamento da presidenta Dilma Rousseff,  o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski, que conduziu a sessão, advertiu na ocasião os senadores: “Os parlamentares congregados nesta Casa de leis transmudam-se, a partir de agora, em verdadeiros juízes”.

O Site Congresso em Foco prossegue. “O novo figurino parece desconfortável a um terço do Senado. Um em cada três senadores que vão julgar a petista responde a investigações ou ações criminais no Supremo Tribunal Federal (STF). Entre as acusações, corrupção, crime eleitoral, lavagem de dinheiro, desvio de verba pública e crime de responsabilidade – denúncia pela qual Dilma também responde.”

Dos 81 integrantes do Senado, 26 são alvos de inquérito ou ação penal no Supremo, a corte presidida por Lewandowski. Ao menos 13 senadores são suspeitos de participar do petrolão, o maior esquema de corrupção descoberto no país. Dos 24 que tinham pendência criminal na sessão que suspendeu o mandato de Dilma, em 12 de março, 18 votaram a favor do afastamento, e seis foram contrários.

As aberrações que desde a vitória da presidenta não assimilaram o nocaute despontam na lista do Site Congresso em Foco. São eles: Aécio Cunha, Aloysio Nunes, Benedito Lira, Cássio Cunha Lima, Ciro Nogueira, Dário Berger, Edison Lobão, Eduardo Amorim, Fernando Bezerra Coelho, Fernando Collor, Gladson Cameli, Ivo Cassol, Jader Barbalho, José Agripino Maia, Omar Aziz, Eduardo Braga, Renan Calheiros, Romário, Romero Jucá, Sérgio Petecão, Simone Tebet, Valdir Raupp.

Do lado da legalidade, aparecem: Gleisi Hoffman, Humberto Costa, Lindbergh Farias, Telmário Mota e Vanessa Grazziotin. As acusações contra estes que já mereceram esclarecimentos faz parte do golpe e não são degenerados.

A presidenta da República na sua fala no Senado  vai ressaltar  a “injustiça de ser condenada mesmo sendo inocente, falará de sua luta “democrática como compromisso desde sua juventude,” o “que lhe rendeu a tortura e a prisão no passado.” Afirmará contundentemente que “o governo usurpador está colocando em risco as conquistas sociais e os direitos do povo”. A presidenta não mencionará o golpista do Jaburu, mas vai ser incisiva que houve uma “conspiração” com o ex-vice papel de parede. Rousseff vai ratificar que a conspiração vem orquestrada pelas elites que foram derrotadas em 2014 e não aceitaram o resultado das urnas. Que o governo legítimo, eleito pelo povo é vítima dos golpistas; A mídia colaborou e inflou o ambiente político para o golpe. Afirmará que se reempossada convocará eleições gerais e citará o Caranguejo Eduardo Cunha como padrinho do golpe. Será um único citado nominalmente.O Diário do Centro do Mundo divulgou que  trinta e três pessoas confirmaram que estarão com ela como convidados. Em ordem alfabética:

1. Aldo Rebelo – ex-ministro da Defesa

2. Aloizio Mercadante – ex-ministro da Educação

3. Antonio Carlos Rodrigues – ex-ministro dos Transportes

4. Carlos Gabas – ex-ministro da Previdência e da Aviação Civil

5. Carlos Lupi – presidente do PDT e ex-ministro do Trabalho

6. Daisy Barretta – assessora especial de Dilma Rousseff

7. Eleonora Menicucci – ex-ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres

8. Eugênio Aragão – ex-ministro da Justiça

9. Giles Azevedo – ex-assessor especial da Presidência

10. Izabella Teixeira – ex-ministra do Meio Ambiente

11. Luiz Inácio Lula da Silva – ex-presidente da República

12. Jaques Wagner – ex-ministro da Casa Civil e do Gabinete da Presidência

13. Jorge Messias – ex-subchefe de Assuntos Jurídicos da Presidência

14. José Eduardo Cardozo – ex-ministro da AGU e da Justiça

15. Juca Ferreira – ex-ministro da Cultura

16. Luciana Santos – presidente do PC do B

17. Maria de Fátima Carneiro de Mendonça – mulher do ex- ministro Jaques Wagner

18. Maurício Muniz – ex-ministro da Secretaria Nacional dos Portos

19. Miguel Rossetto – ex-ministro do Trabalho

20. Miriam Belchior – ex-presidente da Caixa

21. Nelson Barbosa – ex-ministro da Fazenda e do Planejamento

22. Nilma Lino Gomes – ex-secretária de Igualdade Racial

23. Olímpio Antônio Brasil da Cruz – assessor de imprensa de Dilma Rousseff

24. Patrus Ananias – ex-ministro do Desenvolvimento Agrário 25. Paula Zagotta – assessora especial de Dilma Rousseff

26. Renato Rabelo – ex-presidente do PC do B

27. Ricardo Berzoini – ex-ministro da Secretaria de Governo

28. Roberto Stuckert Filho – fotógrafo oficial de Dilma Rousseff 29. Rui Falcão – presidente do PT

30. Sandra Brandão – ex-assessora especial da Presidência

31. Tereza Campello – ex-ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome

32. Tiago Falqueiro – assessor especial de Dilma Rousseff

33. Wagner Caetano – ex-chefe do Gabinete de Crise do Planalto

Chico Buarque também deverá estar presente.

Desde o momento que se gestou esse golpe nunca capitulamos. E não capitularemos. Sempre tivemos um lado. Sempre estivemos do lado do governo popular do presidente Luis Inácio Lula da Silva, Luís Inácio Lula da Silva e da presidenta Dilma Vanna Rousseff, Dilma Vanna Rousseff.

Combatemos sempre os nossos inimigos que são os vendilhões da pátria. Aqueles que foram derrotados nas urnas de 2014 e que agora com o golpista Temer estão entregando as riquezas do Brasil como o pré-sal para o capital internacional. O PSDB que não ganhou a eleição está comandando o desmonte do Brasil. E vai promover o maior ataques às conquistas da classe trabalhadora. Aumento da idade para aposentadorias, ataque à previdência social.

Esse governo golpista que assumiu como construtor de uma ponte para o futuro está levando o país a uma situação muito difícil. Disse que resolveria o problema do desemprego e já são passados mais de cem dias de desgoverno e não conseguiu governar. Saiu onerando a folha de pagamento do funcionalismo federal e depois não vai ter como pagar. É uma forma de inviabilizar o retorno de Dilma.

Como se trata de um governo antipopular vai acabar com vários projetos, benefícios, políticas públicas dos governos populares anteriores. O povo, como o do Piaui, do Amazonas, da Bahia, Ceará, Pernambuco já estão perdendo o Bolsa Família.

Ontem, domingo, foi noticiado o fim do programa Brasil Alfabetizado do Ministério da Educação comandado pelo DEM que possui o maior deputado  corrupto do Brasil Pauderney Avelino, segundo Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro. Esse deputado por aqui embolsou R$ 4,6 para pagamento de prédios particulares que funcionavam como escolas municipais administrada pelo prefeito amante de lutas como MMA e que quis surrar Lula, Artur Neto, prefeito da não cidade que é um só buraco chamada Manaus.

Governos antipopulares não investirão como fez Lula e Dilma. Nesses governos foram criadas 18 universidades, e mais de 417 Institutos Federais de Educação. FHC, social-democrata nunca fez isso. Lula e Dilma perceberam que através da educação o Brasil obteria seu desenvolvimento. Criaram-se as cotas para negros, índios. Foi criada uma das formas mais inteligentes de acesso às universidades. O ENEM. Um estudante pode escolher a universidade que deseja estudar. Através de incentivos veio o FIES e o PROUNI. A fome foi abolida, mas já está de volta. Há famílias com crianças que não possuem leite e nem massa para alimentação.

A partir do governo do presidente Lula, o que não aconteceu com FHC a valorização do salário mínimo. A indústria e o comércio se desenvolveram. Não tínhamos desemprego. A população comprou bens duráveis. O governo federal investiu em moradias, saneamento básico. Só em Manaus há vários condomínios Viver Melhor do Minha Casa Minha Vida. Não há investimento por parte do Estado e nem da prefeitura em Habitação.

Com Lula milhares de famílias viram pela primeira vez a eletricidade chegar às suas casas com o Luz para todos. Isso ocorreu em todo o Brasil. No Amazonas as lamparinas e as porongas são objetos de museus.

Famílias que nunca tinham acesso a médicos com o programa Mais Médico, foram atendidas e milhares de profissionais estrangeiros desbravaram nossos pais de norte a sul. Os médicos escondidinhos reclamaram. 

O SUS, o SAMU muito criticados são forma de prestação de serviços médico-hospitalares que em muitos países ricos não são oferecidos para a população. E no Brasil, mesmo com dificuldades, pois, os degenerados votaram contra a CPMF veio prejudicar esse atendimento.

Os degenerados, deputados e senadores atribuem à presidenta que ela é a responsável pela situação em que vive o país. Desemprego, por exemplo. Só que os degenerados, como arquitetaram o golpe desde 2014 o que eles puderam inviabilizar os projetos da atual presidente na Câmara e no Senado eles fizeram. A presidenta não teve como aprovar seus projetos. Os facínoras, tanto da Câmara como do Senado trabalharam para o quanto pior melhor.

Utilizaram a Lava Jato e a corrupção na Petrobras para atribuir as responsabilidades para a presidenta. A Lava Jato foi uma operação criada para investigar a onda de corrupção, mas que começou a prender grandes empresários e só pessoas ligadas ao Partido dos Trabalhadores. Quando as delações chegaram em Aécio, Renan, Sarney, Jucá, Henrique Alves, Quadrilha aí eles gritaram. Era preciso parar a sangria. Quando as delações de Léo Pinheiro chegaram em Aécio e Serra, Ministro e familiares do STF o psdebista Gilmar Mendes protestou. Nunca protestou quando o maior crime cometido que foi o vazamento do diálogo da presidenta veio a público. As delações da Odebrecht e da OAS estão paradas. Mas sabemos os motivos.

E são esses crápulas que votarão o golpe. São esses degenerados que preparam tudo. O PSDB pagou R$ 45 mil para Janaina Pascoal,  Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior. Que deram entrada na Câmara onde o ressentido Eduardo Cunha aceitou e naquele 17 de abril encaminharam para o Senado o Processo. No Senado depois de diligências, seus técnicos constaram que os decretos não cometeram crimes, o Ministério Público também mandou arquivar porque não havia crime de responsabilidades por parte da presidenta e por último o Senador Randolfe constatou que  “Antônio Carlos D’Ávila, ex-auditor  do Tribunal de Contas da União (TCU), participou da elaboração da representação do documento a pedido do procurador Júlio Marcelo, o ‘informante’ que vem a ser “a principal peça de acusação contra a presidenta Dilma”. O começo da trapaça para a sordidez do golpe.” Luiz Gonzaga Belluzo diz que a presidenta despedalou. 

Para os golpistas não importa as mudanças promovidas pelos governos populares. Não importa a fraude, a falsidade ideológica como está na peça do imprestável relatório de Antônio Anastasia, pois não há crime cometido pela presidenta, mas eles criaram um crime e o que é pior, inaceitável, é que  o Supremo Tribunal Federal, para eles legitima o golpe. Para nós o STF faz parte do conluio com os degenerados, as anomalias senatoriais que falam em ética e moral.

Diante de toda esta explanação já temos motivos para dizer que a imagem dos senadores brasileiros no exterior aparecem como ladrões chargeados no New York Times como ratos atacando a presidenta e no Le monde como golpe ou farsa. E a Senadora golpista Ana Amélia, do PP gaúcho foi eleita, apoiada pela RBS ligada à TV Globo golpista e sonegadora de impostos que deverá pagar o pato da FIESP e que também está envolvida no trambique do CARF. É senadora, a senhora é a pessoa certa para ir ao Conselho de Ética contra Gleisi Hoffmann e colaborar mais ainda para a imprensa internacional elogiá-los como ladrões e corruptos.

 

 

MINISTRA CÁRMEN LÚCIA DIZ QUE É “AMANTE DA LÍNGUA PORTUGUESA” E QUER CHAMADA DE “PRESIDENTE” QUANDO OCUPAR O POSTO MAIOR DO STF. A LÍNGUA PORTUGUESA CONCEBE PRESIDENTA. E DILMA FAZ USA

Simone-de-Beauvoir-in-Tweed

A filósofa francesa Simone de Beauvoir, a mais ilustre conhecedora dos direitos dos gêneros, principalmente feminino, diz que antes da mulher e do homem, há a fêmea e o macho. Primeiro a natureza depois a cultura. E não há como mudar essa condição bio-natural mesmo com toda opressão antropomorfista.

A ministra Cármen Lúcia, que será elevada ao posto mais alto do Supremo Tribunal Federal (STF) agora no mês de setembro, afirmou: “Eu fui estudante e sou amante da Língua Portuguesa”. E, em seguida, disse que será “presidente Cármen Lúcia”. Não se vai realizar aqui uma inferência dialética sobre os termos – apesar de se tratar dessa realidade semiótica – estudante e aluno que, ontologicamente, são bem diferentes. O estudante, diriam os filósofos Nietzsche e Foucault, são da ordem da virtude de saber, o que é revolucionário, o aluno da ordem da segmentação-pragmática, estria da imobilidade.

Mais um pouco de Beauvoir. Se há fêmea e macho, cada um se movimentando e produzindo as expressões ontológicas da existência, de acordo com suas essências, singularidades e individuações (não confundir com individualidades) em relação aos direitos e deveres éticos necessários ao Existir, e se há mulher e homem compondo um binômio produzindo o mundo cultural, todas as expressões linguísticas desaguam nessas alteridades que mostram as diferenças de cada um, embora se reflitam como Todo.

Assim, existem codificações semióticas demonstrativas de singularidades de fêmea/mulher e macho/homem, já que ambos vivenciam fenomenologicamente o mundo como peri mundo, de acordo o filósofo-psiquiatra Karl Jaspers, como seres moventes em suas próprias perspectivas. Simples: em suas vivências essenciais. Não fosse assim, não haveria as nominalizações para cada ser, ente, coisa e ideia.

A ministra não atentou para Língua Portuguesa quando ela, a Língua Portuguesa, mostra que existem, de acordo com o gênero, vereador e vereadora, prefeita e prefeito, governador e governadora, deputado e deputada e, segundo os íntegros e inteligentes filólogos, presidenta e presidente. E que para o uso semiótico-político desses substantivos não foi preciso nenhuma revolução.

Mas, se a ministra pretende ser chamada de “presidente” é de sua escolha. Embora não se assemelhe a um uso saído de uma designação enunciativa da filósofa Simone de Beauvoir.


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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