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PREVISÕES DE MÃE SARA PARA O ANO DE 2018

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    Como ocorre todo fim de ano, a Associação Filosofia Itinerante (AFIN), dado seu engajamento com a cultura afrosófica, procura realizar um diálogo com algum representante das religiões afro para ouvir algumas de suas previsões para o ano que se mostra no umbral do tempo pulsado como corpo cronológico. Este ano a AFIN realizou seu compromisso de enunciação da inteligência coletiva dialogando com a insigne, talentosa, engajada, e militante Mãe Sara.

      Mãe Sara, além de comprometida com sua enunciação religiosa, é juíza com formação singular. Não é apenas provida da cultura jurídica, mas profunda conhecedora dos corpos que compõem o discurso jurídico, seu objetivo e sua forma de amestrar seus mestres propagadores deste discurso. Seus estudos lhe possibilitaram conhecer os textos sagrados da canônica medieval que imbricado com o Direito Romano criaram a ilusão da Lei como corpo Teológico-Jurídico responsável pela censura que procura se mostrar e se fazer amada por todos como Verdade da Lei. E que para isso recorreu à criação dos textos, as glosas dos textos, e os comentários dos textos pelos mestres propagadores da ordem dogmática. O Poder que domestica, imprime a norma e se quer obedecido e  amado.

    Como ilustre conhecedora da psicanalise lacaniana, entendeu que muitos dos agentes do Poder Judiciário não são nada mais do que enunciadores-sujeitados a ilusão da ordem dogmática do Poder mistificado pela força da escolástica jurídica, força de sedução, ordenação, imposição e cumprimento da ordem como corpo fálico-narcisista. Em outras palavras: o juiz não se encontra em seu lugar, mas no lugar do Outro, a Lei, que se formou nele pela força da sedução do Nome-do-Pai.

    Desta forma, a instituição jurídica surge para o juiz como mecanismo de defesa de sua consciência negada pelo desejo do Outro como lei censuradora. Sendo assim, o juiz não tem desejo e, consequentemente, lugar próprio, posto que se encontra aprisionado no desejo e no lugar do Outro como lei.

    Esse estudo feito pela Mãe Sara lhe trouxe muitos inimigos invejosos, já que ela colocou a Lei em sua ferida: servir para alguns agentes do judiciário usá-la como defesa para seus elementos psicóticos, porque o julgamento realizado por um juiz-capturado pela ordem dogmática, não reflete o corpo do Direito, mas a transferência projetiva de sua submissão e alienação institucional. E pior, para os prisioneiros do desejo do pontífice-jurídico, o amor do sensor, Mãe Sara tem uma tese inquietante e deformadora chamada o Decreto de Graciano, a mais lúcida personagem que analisou os juízos teológicos-jurídicos medievais.

   Apoiada nesses saberes, Mãe Sara criou o projeto psíquico-jurídico universitário, A Lei e Seu Amor de Punição com o objetivo de que todos os alunos do Curso de Direito sejam obrigados a participar para que conheçam os elementos psíquicos que constituem seus egos e que os impulsionaram a procurar o Curso de Direito. Assim, ao tomarem ciência de que a busca do curso é sintoma das censuras sofridas quando crianças, que lhes deixaram presos no desejo de seus pais confundido como Lei Civil, venham a mudar da decisão profissional antes de se tornarem corpus estranhos à Justiça, como se observa claramente no Brasil.

     Mãe Sara, como sempre alegre, atenciosa e colaborativa, recebeu os membros da AFIN, em sua Casa expressando sua franca singularidade. Apesar de um pouco cansada, havia chegado da Itália depois de participar de um Congresso de Psiquiatria sobre a Política da Psiquiatria de Franco Basaglia na Luta Antimanicomial, foi toda dedicação, carinho e inteligência. Vamos à entrevista.

 AFIN – Mãe Sara, vamos começar perguntando sobre um comportamento que vem  de forma violenta, tomando conta do Brasil. Nas suas previsões, o nazifascismo ainda vai continuar em ação.

Mãe Sara (Sorrindo) – Em ação, não!

AFIN (Contente) – Bela previsão!

MS – Ele não vai continuar em ação, porque ele não é ação, é reação. Daí seu corpo reaça. Esse tipo, que o filósofo Nietzsche chamava de degenerado ou atrasado, sempre existiu. O que ocorre é que com a sociedade virtual, a internet, parece que ele está dominando, mas não está. Ele não tem vida para existir em uma democracia que é a sociedade da vida produzida pelos homens e mulheres livres, como diz o filósofo Spinoza. Como que ele pode viver se viver é revelar o ontológico do Ser-Mudivivente. O nazifascista se situa sob a ordem da zona escura. Não tem luz. Por isso ele se afasta de tudo que tem luz. A democracia é regime da luz dos sentidos, da cognição da ética. Nada que serve ao nazifascista.

AFIN – Quer dizer que nenhum candidato desse tipo tem chance nas eleições de 2018?

MS – Nenhum. A maioria do povo brasileiro é psiquicamente saudável. É detentor de suas faculdades psíquicas, sensoriais, intelectuais e éticas. Não quer o mal para o Brasil.

AFIN – E o golpe vai continuar?

MS – Não!

AFIN (Eufórica) – Forte previsão!

MS – Ele não vai continuar, porque o que continua é o que tem movimento. O golpe não tem movimento é pura paralisação. Todos os seus personagens são tipos imóveis. Aí o ódio contra a democracia. Vejam as destruições que ele está realizando. Direitos trabalhistas, Previdência Social, educação, saúde, todos os corpos imprescindíveis às políticas públicas que vinha sendo praticada pelos governos Lula e Dilma.  

 AFIN (Preocupada) – Então vamos ter que suportar o ilegítimo mais uns meses?

MS – Não!

AFIN – Não? Então, ele vai cair?

MS – Não.

AFIN (Surpresa) – Não vai cair?

MS – Não, porque vocês sabem que pela Lei de Newton, só cai o que tem peso para realizar a gravidade. Que é movimento. Ele não tem peso e nem movimento. O que vai acontecer é que o povo brasileiro composto por todas suas vozes, seguimentos comunitários, vai testemunhar seu trabalho de produção da democracia levando o golpe ao desmanche total. Por exemplo, o que vocês da AFIN vêm realizando são produções de partículas políticas que estão sendo compostas por outras partículas políticas que constituirão o corpo democrático em todo o Brasil.

AFIN – Mãe Sara, esse ano é ano de Copa do Mundo e o torcedor brasileiro encontra-se interessado em saber do resultado da disputa. Então, lhe perguntamos: A Seleção Brasileira vai se sagrar campeã? Hexa?

MS (Gargalhando) – Não! Sem chance!

AFIN – Não!? Mas dizem que ela é uma boa equipe com um técnico talentoso? Por exemplo, tem o Neymar que dizem ser um craque.

MS –  Neymar não é craque nem aqui nem em Cremildolândia. Neymar é um loroteiro de pelada. Um produto de marketing. Qualquer perna de pau sabe disso. Além do mais, o técnico não é talentoso. Só conseguiu ser campeão pelo Coringão e classificar a seleção em primeiro lugar, porque todos os adversários estavam passando por períodos conturbados. E mais, é reacionário e alienado. Falou contra a corrupção e logo em seguida aceitou o convite para ser técnico da seleção enquanto os personagens da CBF estavam sendo presos por corrupção.

AFIN – Uma pergunta provocativa. Neymar ou Cristiano Ronaldo?

MS – Messi.

AFIN – Falando sobre corrupção no futebol, a Globo vai dançar no Fifagate?

MS – A Globo não dança.

AFIN (Confusa) – Não dança!?

MS – Não dança, porque só dança quem é livre, como diz Nietzsche. A Globo é escrava do capital norte-americano. Onde há a força do capital norte-americano, lá ela se encontra. Olha o caso do golpe. O poder da Globo é uma ilusão alimentada por alguns incautos e alguns globotários. A Globo se encontra em estado de estase: com diminuição de sangue. A internet foi seu coquetel Molotov. 2018 será mais uma prova de sua amenização. Se a Globo tivesse poder o Lula nunca teria sido eleito.

AFIN – E essa parte do judiciário vai continuar desfilando glamour na mídia alucinante?

MS – Não. Como a Globo é mãe fálica-narcisista da comunicação, e é onde essa gente se debruça em busca de exaltação e proteção, e estando a Globo em estado de estase, a essa parte do judiciário vai desaparecer e em seu lugar não vai ficar nenhum traço mnemônico. Nada de memória. Não podia ser de outro jeito. O que não é história “desmancha no ar”, como diz o jovem e o velho Marx.

AFIN – Falando em Marx, vamos deslocar uns rolês pelo Amazonas. Ano que tem eleições e o atual governador, que no passado se autoproclamava comunista, como forma de glamour, vem marketizando sua gestão com tom de candidatura. Em propaganda diz que 2017 foi um ano ruim para o Amazonas, mas em 2018 o ‘amor’ vai vencer. Qual a sua previsão para essas eleições aqui.

MS – Como vocês sabem profecia significar perceber o futuro, mas em sua forma boa. No entanto, o que eu vejo não é nada bom em termos de governança. Eu vejo que os candidatos ao governo serão, em sua maioria, os mesmos que sempre formaram o grupo do atraso do Amazonas. O grupo que jamais foi contemporâneo do desenvolvimento e humanização da sociedade amazonense. São sempre os mesmos. Simulam antagonismos, mas são gastronômicos parceiros antidemocráticos.  Exemplo, o governo que a propaganda se refere como governo ruim faz parte do mesmo grupo que atrasa o Amazonas há mais de três décadas. O governo atual, que promete o bom para 2018, passou 12 anos no poder e não produziu qualquer projeto de economia, agricultura, pecuária, saúde, educação, entretenimento, que pudesse ser celebrado como necessariamente humano ao povo amazonense. Portanto, se houver um candidato verdadeiramente democrático, o atual governo não se reelege.

 AFIN – E os deputados da bancada do Amazonas que votaram a favor do golpe, serão eleitos?

MS (Sorrindo) – A maioria vai para o balatal. Não tem talvez. Os que serão reeleitos serão reeleitos em função de alguns vícios que essas eleições ainda possibilitam como chantagem, ameaça, compra de votos, etc. Mas o povo em sua maioria encontra-se atento.

AFIN – E em relação aos deputados estaduais?

MS – Vai ser similar. Muitos não serão reeleitos. Mesmo com apoio de igrejas que servem de chantagem mística ao eleitor medroso, às lideranças comunitárias lambais, e até alguns pais e mães de santos apaniguados desses governantes. O povo amazonense sabe quem são os deputados capachos dos governadores. Os que legislam em benefício de seus grupos contra os direitos da sociedade.

AFIN – E Manaus vai continuar nessa mesma condição de abandono?

MS – Vai. Na verdade, Manaus tem em sua história péssimas administrações. A maioria dos prefeitos de Manaus sempre apresentou uma consciência colonizada, reacionária e provinciana. Essa gente sempre administrou para seus pares.

AFIN – O que significa que os buracos vão continuar do mesmo jeito?

MS – Não!

AFIN – Não!?

MS – Não! Vai piorar! Parece que os prefeitos acreditam que Manaus sem buracos não é cidade.

AFIN – E o transporte coletivo?

MS – Continuará abandonado e a população usuária sofrendo.

AFIN – E a senhora não vislumbra nenhuma situação boa para Manaus.

MS – Vislumbro.

AFIN – Ainda bem, porque a nossa angústia urbana estava aumentando.

MS – Eu vislumbro que o povo vai ficar cada vez mais consciente de seus direitos e se afastar do analfabetismo político. O povo manauara de 2018 não será o reflexo da indiferença. Essa mudança já se viu na eleição para governador tampão que ocorreu em agosto desse ano. Houve uma grande abstenção como reflexo pedagógico do eleitor que não queria nenhum dos candidatos reacionários. E em Manaus, a prova da mudança de consciência se deu com a votação do deputado Zé Ricardo do PT que bateu velhas caricaturas alienadas das direitas. Na verdade, em virtude da quantidade de eleitores que não votaram, era para ter outra eleição. Ou melhor, o Amazonas ficar até o ano que adentra sem governador, pois seria melhor para o povo. O povo mesmo saberia muito bem como administrar o estado.

AFIN – Saltando para o Sudeste. Dilma vai ser eleita senadora por Minas Gerais?

MS – Sem sombras de dúvidas. O eleitor mineiro não vai querer ser enganado novamente por Aécio ou outros semelhantes.  

AFIN – E Lula?

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MS – Isso não é pergunta que a AFIN faça. Claro que não tem para ninguém. É Lula e estamos conversados. Se o povo quer não tem outro querer. Lula é a superioridade sensível, intelectível e ética da democracia brasileira. Nenhum burguês se aproxima dele, porque o povo não permite. Nem Moro, nem, Globo, nem a força opressora do Estado norte-americano pode paralisar e oprimir o desejo do povo que quer existir em seu lugar e não no desejo de outro que lhe aliena.

AFIN – E se condenarem Lula?

MS – Ninguém tem poder democrático, inteligência e ética para condená-lo. Ainda mais quando o povo brasileiro sabe que ele não cometeu nenhum crime. Por essa realidade, “eleição sem Lula é fraude”. Ou observando as enunciações psicanalistas: eleição sem Lula é Freud. É sintoma de exacerbação megalomaníaca narcisista que não tem nada a ver com democracia.  

AFIN – Quer dizer então, vamos à vitória!

MS – Não! Vamos à vitória não. Já somos a vitória.

          Depois da entrevista Mãe Sara serviu aos afinados umas doses da famosa aguardente de São Benedito regada com tira gosto de cajá. Loucura. A parada só parou quando o galo cantou. É mole?

            Para todos: Saravá meu Pai Xangô! Meu Orixá!  

E AQUELE VÍCIO CHAMADO LULA? CONTINUA DISPARADO: TEM 41% DE ACORDO COM INSTITUTO DA DIREITA. GANHA DE TODOS ILUDIDOS GOLPISTAS

 Produção Afinsophia.

   Um sociedade jamais reflete os objetivos paranoicos dos meios de comunicação dominante que representam a classe burguesa-ignara. Não reflete esse estado paranoico ajornalístico, porque uma sociedade é constituída de uma subjetividade movente que produz seus próprios corpos alimentadores. No Brasil, essa subjetividade chama-se movimentos populares. Os corpos políticos-sociais que escapam da força capturadora dos estados paranoicos fomentados pelo delírio da semiótica do Estado capitalista paranoico.

    Fundidos em seus delírios paranoicos, meios de desinformação como a Rede Globo, Época, Globo, Folha de São Paulo, IstoÉ, Estadão, Veja e congêneres, desrealizados da objetividade, acreditam que podem impor na opinião pública seus discursos psicopatológicos para que seus interesses capitalistas se mantenham intocáveis. Fantasmático delírio: a objetividade é outra. A objetividade é a realização da vontade popular. O caso Lula mostra, de forma cristalina, essa realidade. A dor, o medo, a covardia, a estupidez não alteram a vontade popular.   

     A pesquisa publicada hoje pelo instituto, DataPoder360 reafirma essa realidade-populus que ensandece mais ainda as direitas golpistas. Lula dispara e alcança 41% da preferência do eleitor brasileiro vencendo os principais representantes da direita Alckmin, que fica com 28%, e o representante da extrema-direita, Jair Bolsonaro, que abiscoita mero 30%, tanto no primeiro turno como no sendo. E mais, o Sapo Barbudo enterra os dois até na Região Sudeste. Lula ficaria com 28% contra 25% do Chuchu. E mais do mais, quando a pesquisa perguntou sobre o fato de Lula ficar fora das eleições o número de “não voto ( indecisos, nulos, brancos, não sabe)” sobe para 46% e quando ele indicado como participante baixa para 26%. Coisa de Lula.

      A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de dezembro e entrevistou 2.210 leitores em 117 municípios. 

MÃE LUCI, ENTREVISTADA PELO AFINSOPHIA NO 1° DE JANEIRO, PREVIU QUE TEMER COMEÇARIA A CAIR EM JUNHO ENTRE FOGOS JUNINOS. NÃO DEU OUTRA. AQUI A ENTREVISTA TRANSMUNDIVIDENTE

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Produção Afinaosphia.

  No dia 1° de Janeiro, o Blog Afinsophia entrevistou a Mãe Luci para saber dela quais as previsões para o ano de 2017. Como o país vivia sob o cutelo do golpe idealizado, elaborado e executado por parte do judiciário, Congresso Nacional e as mídias capitalisticamente acéfalas que assaltaram o país depois de usurpar o cargo da presidenta Dilma Vana Rousseff, eleita com mais de 54 milhões de votos democráticos, a entrevista se transformou em trans-mundividência cujos encadeamentos enunciativos foram movidos pela realidade perversa que permeava a existência dos brasileiros que eram ofendidos pelos desatinos do golpista-mor, Temer coadjuvado por seus mentores e comparsas. 

  Agora, com a constatada deterioração do desgoverno golpista e com denúncia da Procuradoria-Geral da República que o indica, junto seu maleiro Rocha Loures, como autor de corrupção passiva, e que, consequentemente, fecha o ciclo de dor que os brasileiros são submetidos por essa tara-social, decidimos republicar a entrevista com Mãe Luci onde ela prever o fim de Temer no mês de junho sob os cantos, danças, iguarias típicas da época e foguetes.

   Entrevista publicada no dia primeiro de janeiro de 2017.

Em tempo-imóvel obstruindo o movimento real democrático por força da estupidez, cobiça e indigência existencial, saber de possíveis prospectivas que possam auxiliar nas manifestações futuras, O Blog Afinsophia, movido por seu engajamento no devir Afrosófico, foi até a Casa da Mãe Luci para ouví-la e saber quais as suas previsões para o ano de 2017.

Mãe Luci é mulher ativista, militante que luta em todos os territórios onde a liberdade encontra-se travada ou em ameaçada. As causas femininas, as defesas das crianças e adolescentes, causas dos trabalhadores, causas LGBT, causas indígenas, causas dos negros, do desemprego, da violência policial, do descaso escolar, etc.

Engajadíssima, Mãe Luci, é uma Mãe singular. Em função de sua estadia concreta na terra, ela pode manter estreitas relações com suas entidades que, como sensíveis observadoras das coisas da terra, lhe presenteiam com informações preciosas aos que acreditam nelas e necessitam de seus auxílios.

Só a título de informação as aberrações expressadas no Brasil através dos golpistas, nazifascistas, capitalistas vorazes e perversos, falsos políticos, entreguistas, americanófilos, entre outras indigências, para que elas não usem seu tempo morto lendo essas previsões, já que nada de alvissareiro encontrarão no futuro, Mãe Luci é uma das maiores defensoras das políticas sociais criadas pelos governos populares de Lula e Dilma. Desde pequena se viu envolvida com o povo, não só através das manifestações populares produzidas pelos moradores do bairro onde morava, mas também pelos comícios de candidatos quando era levada por sua irmã mais velha, que durante a ditadura fora presa e torturas, como foi Dilma.

Colocadas essas breves informações, vamos às previsões que também serão breves, justo porque Mãe Luci ainda tem que realizar uma oferenda na Praia da Ponta Negra que está sendo dominada por falsos pais e mães de santos submissos aos interesses da prefeitura que os têm como bons cabos eleitorais. E como Mãe Luci é original, singular e autêntica representante da cultura Afrosófica, só ela pode encarar os simuladores da Umbanda, Candomblé, Macumba e outras expressões negras que fazem uso da cultura afro para benefício próprio.

Blog Afinsophia (Reverenciando Mãe Luci) – Sua bênção, Mãe Lucia
Mãe Luci (Sorrindo afável) – Axé meus filhos e minhas filhas!

BA- Vamos iniciar provocando: o Brasil tem jeito?

ML – Não!

BF (Surpreso) – Não!?

ML – Não. O Brasil dos golpistas não tem jeito.

BA (Aliviando) – Que susto. Nós pensávamos que fosse o com letras maiúsculas: O BRASIL!

ML (Sorrindo) – Esse BRASIL não precisa de jeito. Ele não é torto. Ele é sua própria substância criada por si mesma. A questão é que nem todos que nascem no Brasil são brasileiros, e não sendo brasileiros não podem saber quem é o Brasil. Não basta ter uma carteira de identidade para se tornar nacionalmente brasileiro-patriota. Vejam os golpistas. Estão entregando as riquezas do país para o capital estrangeiro, principalmente o capital norte-americano. Esse Brasil que esses golpistas-entreguistas estão fazendo uso, não é Brasil substância de si mesma.

BA (Batendo palmas) – Essa pegou na veia. Com essa previsão a gente já poderia terminar a entrevista.

ML – Mas essa verdade é tão visível. A sociedade civil, que o Brasil substância de si mesma, vai às ruas, nesse ano de 2017, e desmontar esse golpe alienígena. E isso não é previsão é constatação.

BA – Bem, pelo o que a senhora está afirmando, o Temer vai cair?

ML (Dá uma profunda tragada no charuto) – Ele não vai cair.

BA (Preocupados) – Não vaia cair!?

ML (outra tragada profunda) – Não. Ele nunca esteve em pé.

BA (Aliviando) – É verdade.

ML – Foi por isso que os reacionários tramaram o golpe com ele como chefe. A mídia Rede Globo, CBN, GloboNews, Bandeirantes, Folha de São Paulo, Estadão, Veja, Época, IstoÉ, todas empresas burguesas têm ele como um inútil.

BA – Uma breve variável no entrevista. Esse charuto que a senhora está fumando é Havana?

ML – Sim. Foi uma amiga que trouxe de Cuba. Ela foi participar das homenagens ao comandante e trouxe alguns. Mas aqui no Brasil tem bons charutos. Vocês gostariam de provar?

BA – Não, com todo respeito ao comandante e ao povo cubano, principalmente os trabalhadores que cultivam a folha do fumo. Mas, Mãe Luci, dá para calcular em que momento o “deitado” vai sair?

ML – O “deitado” não vai sair, já que ele não tem pés. Ele vai ser tirado pelo povo. E isso vai acontecer ali pelas bandas das festas juninas. Para o povo aproveitar os fogos.

BA – E em ele saindo, quem vai assumir? Os reacionários tagarelam que querem o príncipe sem trono.

ML – O Brasil não é uma monarquia. E se fosse não haveria lugar para esse tipo entreguista.

BA – Mas quem assumiria? O presidente da Câmara Federal? O Renan não pode de acordo com o acordo que foi feito com Supremo Tribunal Federal. Quem assumiria, então?

ML – Ninguém.

BA – Ninguém!?

ML – Ninguém, porque vai ter eleições diretas. A partir de hoje, o povo vai às ruas lutar pelas Diretas Já. E apressadamente Já.

BA – E quem vai ser eleito?

ML – Putz! Isso é pergunta que se faça? Logo vindo de vocês da Associação Filosofia Itinerante? Gente ultra sacal?

BA – Sabe como é que é…

ML – Sabe como é que é, é Lula. Não tem pra ninguém!

BA – Mas aí, essa onda de perseguição do Moro sobre ele?

ML (Calmamente) – Meus filhos e minhas filhas. O Moro não é Deus. Ele pode até ter um complexo de Deus, mas como Deus não é uma psicopatologia, para Dele sair um complexo, Moro não é superior a Justiça. A Justiça exercida pelos justos que são movidos pela virtude da Justiça, e não pelos que se consideram justos porque concluíram um curso de Direito e foram outorgados pelo Estado como autoridades. Não esquecer que autoridade não é princípio nascido no Estado, mas nas vivências virtuosas que afirma a humanidade.

BA – Cacete, Mãe Luci! A senhora vai nas profundidades e transcende, também, a superfície. Vai muito além!

ML – Ora, minhas filhas e meus filhos, se eu não frequentasse esses territórios, profundidades e transcendência da superfície como eu iria encontrar minhas companheiras entidades, meus cabocos e minhas cabocas? E como eu poderia acreditar que eles e elas são autênticos, honestos e comprometidos com os que trabalham pela vida?

BA – E sobre aqui Manaus. Quais são as previsões?

ML – Olhem, se nós fossemos olhar e pensar através das perspectivas das representações dos poderes Executivo e Legislativos, tudo ficaria no mesmo. Na verdade, pior. Nós temos a pior bancada federal cujo caráter é golpista e é acometida de uma severa indigência intelectual. O que compromete o desempenho político-ético. Uma bancada de deputados estaduais, com pouquíssimas exceções, e uma bancada de vereadores sofrível. Também com pouquíssimas exceções. Por essas perspectivas 2017 será pior do que 2016, o ano perdido. Mas pelas perspectivas do povo amazonense e algumas categorias, o buraco vai ser mais em cima. Por incrível que pareça, até a classe dos professores, que é contagiosamente reacionária, vai fazer exame de autocrítica e vai infernizar, com toda razão o governador e o prefeito.

BA – Mas o governador parece que vai ser cassado definitivamente.

ML – Não importa. O governador que for vai andar nas pontinhas dos pés. Vai ter que ouvir os professores. E não só professores, os funcionários públicos em geral, porque são eles que fazem a máquina-produtiva e revolucionária do Estado se mostrar transformadora.

BA – Já que a senhora está falando sobre esses poderes, significa então que poderemos ter nas de 2018, para deputados algumas surpresas, já que os funcionários públicos ao tomarem consciência de suas importâncias para a sociedade, podem votar conscientemente, não votarem mais nesses golpistas atuais, e elegerem verdadeiros democratas.

ML – Certíssimo. Mas eu tenho uma previsão, nessa questão, para 2018.

BA (Ansiosos) – Qual?

ML (Sorrindo baforando) – O ex-deputado Francisco Praciano vai se candidatar, e ganhar com uma votação estrondosa.

BA (Batendo) – É isso aí, mãezita! E tem alguma previsão afirmando que alguns desses deputados reacionários não vão ser eleitos?

ML (Balançando a cabeça sorridente) – Tem algumas. Mas tem uma que vocês vão vibrar. É um deputado que é puta velha em mandatos. Já foi eleito tantas vezes que já poderia ter aposentadoria. Vou apresentar uma pista. Se dizia de esquerda.

BA – Será o…

ML – Eu não posso dizer, porque se não ele, sabendo que não ia ser eleito, não se candidataria, e não gastaria dinheiro na campanha. Como já ganhou muito, é melhor deixar que ele gaste inutilmente.

BA – Agora, Mão Luci, pra terminar duas perguntas. E a AFIN como vai ficar?

ML – Como sempre ficou: comprometida com as comunidades, trabalhando com a inteligência coletiva na produção de novas formas de existências, novas formas de ver, ouvir e pensar.

BA – Valeu. A outra pergunta é, será que o Flamengo vai conseguir ganhar do Vasco? Só mais uma: será que o Vasco volta para segunda divisão.

ML – A existência é vitória, derrota, empate e divisão, mas nada disso é fundamental para nós sermos felizes. O que conta mesmo é o trabalho coletivo que leva todos ao estado de comprometimento, solidariedade e, aí sim, a felicidade.

BA (Abraços e beijos) – Valeu, Mãe Luci! Boa atuação lá na Ponta Negra para espantar os falsos pais e mães de santos sem entidades.         

DILMA: “A CEGUEIRA POLÍTICA DE TEMER NO PROGRAMA DO RATINHO”

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Poderíamos insinuar que o golpista Michel Temer delatado por vários executivos de empreiteiras e depois da estrondosa greve de mais de quarenta milhões de trabalhadores no Brasil no dia 28 de abril de 2017 esteja sentindo o soco que o levou a nocaute. Está zonzo.

Mas não é isso, Michel Temer, segundo a presidente Dilma Rousselff, é “ilegítimo, misógino e tacanho.”

A presidente Dilma Rousseff eleita com 54.501.118 nesta noite de domingo, véspera do dia do Trabalhador rebateu as palavras misóginas e tacanhas do ilegítimo Michel Temer pronunciadas no SBT numa entrevista para o apresentador Ratinho contratado para ser o garoto-propaganda das desformas rechaçadas por mais de 92% dos brasileiros. Na entrevista, o ilegítimo insinuou que o Brasil entrou em crise porque Dilma não tinha marido. “É estarrecedor que no século 21 um presidente, mesmo ilegítimo, tenha opiniões tão tacanhas, rebaixadas e subalternas sobre o papel da mulher na sociedade brasileira”, disse a presidente do povo brasileiro.

Dilma aproveitou para divulgar na noite deste domingo uma nota rechaçando as declarações do misógino, ilegítimo que também é autor da sentença machista, preconceituosa: “Bela, recatada e do lar.

Dilma: “A cegueira política de Temer no Programa do Ratinho”

A entrevista do senhor Michel Temer ao apresentador Ratinho é um primor de misoginia e patriarcalismo.

É estarrecedor que no século 21 um presidente, mesmo ilegítimo, tenha opiniões tão tacanhas, rebaixadas e subalternas sobre o papel da mulher na sociedade brasileira.

Sua fantástica cegueira política e seu imenso conservadorismo o impedem de ver a importância das lutas e a realidade das conquistas obtidas pelas mulheres brasileiras obtiveram ao longo das últimas décadas.

As mulheres brasileiras não merecem que um golpista, líder de um governo que está impondo o retrocesso social e econômico mais impiedoso sobre o nosso país, venha, mais uma vez, a público e manifeste suas opiniões machistas ultrapassadas.

O Brasil precisa de eleições diretas já!

Dilma Rousseff

 

NIETZSCHE E REICH FALAM SOBRE CRISTO NA SUA PERMANENTE E ETERNA CRUZ QUE LEVOU AO GOZO O DYSANGELISTA SÃO PAULO

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Fotograma da obra cinematográfica O Evangelho Segundo São Mateus, de Pier Paolo Pasolini, produzida em 1964 e considerada pelo Vaticano o melhor cinema sobre Cristo.

Em mais uma sexta-feira Santa, ou da paixão de Cristo em que os cristãos influenciados pelo Apóstolo Paulo veneram a morte que para Nietzsche é a coisa mais imunda, numa criação literária política, entrevistamos Reich e Nietzsche, dois pensadores que defenderam a vida dos maus encontros na luta contra a coisa imunda.

Blog Afinsophia: Neste momento há no Brasil uma perseguição de apolíticos, mídia golpista, judiciário,  governo e empresas norte americanas e de outros países envolvidos no golpe contra a Democracia e os governos populares de Lula e Dilma. No ser humano isso é provocado por quem e se com essa prática Jesus Cristo, o maior socialista do mundo continua sendo assassinado? O  que fazem os promotores e o que acontece com a Justiça?

Reich: “Quando a Peste emocional ataca sua vítima, ela ataca forte e rapidamente. Ataca sem piedade ou interesse pela verdade dos fatos; só interessa uma verdade: matar a vítima.”

“Há promotores públicos que agem como verdadeiros advogados, estabelecendo a verdade, recorrendo a múltiplas fontes. Há outros cujo único objetivo é a morte da vítima, seja essa morte certa ou errada, justa ou injusta.”

“Aí está o assassinato de Cristo, hoje como a dois mil ou quatro mil anos atrás.”

“Quando a peste emocional ataca, sua vítima está exposta aos olhos e julgamento de todos, difundem-se largamente as acusações que existem contra ela. A vítima fica nua diante de seus juízes , como um servo no meio de uma clareira, prestes a ser morto, enquanto os caçadores se escondem nas moitas. O verdadeiro acusados raramente aparece em cena; geralmente sua identidade permanece secreta até pouco antes do golpe fatal. Não existe lei que puna o caçador escondido.”

“[…] Quando a peste emocional ataca a justiça recua mansamente, chorando.”

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Blog Afinsophia: Hoje é sexta-feira Santa. Nietzche, você fala numa verdadeira história do cristianismo. Qual sua crítica ao termo “cristão”?

Nietzche: ” A palavra “cristão” é já um equívoco; no fundo só existiu um cristão e esse morreu na Cruz. O Evangelho “morreu” na cruz. O que desde então se chamou “Evangelho” era já o contrário do que Cristo havia vivido; uma “má mensagem”, um dysangelium. É falso até a estupidez, o ver em uma “fé”, por exemplo, a fé na salvação por Cristo, o sinal distintivo de cristão. […]”

BA: Em que momento se decidiu a sorte do Evangelho?

N: “A sorte do Evangelho decidiu-se no momento da morte: estava suspenso da cruz. Só a morte, essa morte inesperada e ignominiosa, a cruz que geralmente estava reservada à canaille; esse espantoso paradoxo foi que conduziu por si mesmo os discípulos perante o verdadeiro problema. “Quem era este? Que significa isto”? […] “Quem foi que o matou? Quem era o seu inimigo natural? Esta pergunta surgiu como um relâmpago. Resposta: o judaísmo “reinante”, a sua classe diretora. Desde esse momento encontraram-se em rebeldia contra a ordem, considerou-se Jesus como um “sublevado contra a ordem estabelecida”.

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BA: Depois do assassinato de Cristo se falou em boa nova. Qual delas foi seguida e quem o manteve crucificado até os dias de hoje?

N: “[…] A boa nova foi seguida de perto pela “pior” de todas, a de São Paulo. Nele se encarna o tipo contrário do “gozozo mensageiro”, o gênio no ódio, na visão do ódio, na implacável lógica do ódio. Quantas coisas sacrificou ao ódio, esse Dysangelista! Antes de tudo ao Salvador: cravou-o na “sua” cruz. […]”

Com o depoimento destes dois grandes estudiosos da alma humana; no Brasil, temos perseguidores e perseguidos. Não temos cristãos como diz Nietzsche. O único teve um fim que o povo junto com os judeus e o império romano assassinaram. No Brasil, os golpistas já assassinaram nossa democracia, depuseram nossa presidente e perseguem nosso virtual presidente em 2018. A peste emocional é motivo de preocupação porque ela está na direita brasileira que neste momento produz uma camiseta com o presidente Lula degolado. Isso não é admissível, é uma provocação. A guilhotina só foi usada na Revolução Francesa. Neste momento que os yankes intimidam a Coreia do Norte, bombardeiam o Afeganistão, não é intenção do povo brasileiro ir à guerra civil. A pior das guerras. Se faz necessário neste momento que o governo golpista renuncie e se convoque eleições gerais em todos os níveis. Só assim é possível, nesta sexta feira reverenciarmos o mais lindo de todos os homens, o propagador da paz, da liberdade, da solidariedade, da vida, sem milagres, acreditando no homem como potencial agente de superação para chegar ao super-homem como falou Nietzsche.

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Fonte: Os textos da entrevista com Reich foi sacado do livro O Assassinato de Cristo, publicado pela Martins Fontes e o papo com Nietzsche foi do seu  O Anticristo, publicado pela Editora Moraes.

MORO, EM VÍDEO, MOSTRA QUE É TRASPASSADO PELA AFECÇÃO DE BAIXA TOLERÂNCIA PARA SUPORTAR FRUSTRAÇÕES: AS PERGUNTAS QUE LHE FOREM EDEREÇADAS

 Na lógica dos iguais qualquer enunciado que desvie a palavra de ordem da redundância do significante, a forma de poder dominante, estabelece desequilíbrio enunciativo no sujeito-objeto da enunciação endereçada. 

  É simplérrimo entender, como diz um estudante da segunda série do grupo escolar. A lógica dos iguais dispõem todos seus sujeitos-sujeitados na ordem do mesmo discurso que se pretende obedecer se fazer obedecido. Quando ocorre o contrário, uma variável linguística construída por um sujeito de ação, que escapa da reação redundante, toda a estrutura do discurso dominante é abalada não importando quem seja o sujeito-sujeitado do discurso e sua posição social. Jornalista, médico, deputado, senador, empresário, professor, todos, em função dos entrelaços enunciativos, são estremecidos. Porque nenhum discurso, ou enunciação, é individual. No caso específico do discurso enunciativo do capitalismo, todos seus sujeitos-sujeitados se encontram intimamente ligados à essa lógica. Também conhecida como subjetividade moral estratificada pelos corpos capitalísticos-jurídicos. Daí porque são iguais.

    O estudante da segunda série do grupo escolar nos mostra sorridente que Moro defende o discurso do poder judiciário cujo corpo criador e mantenedor é a política econômica capitalista. Portanto, é uma justiça cujos resultados não mexe em uma simples partícula do sistema estabelecido. Mesmo com às possíveis condenações não muda nada. Só exibe uma plumagem de seriedade moral que se aloca no axioma culposo do “não roubarás” dos que precisam sublimar suas indiferenças ontológicas.

     Na verdade, a justiça só seria feita, se o entendimento de corrupção, no sentido de roubo, através  das práticas jurídicas, desvendassem, julgassem e condenassem os que roubam os trabalhadores, já que o dinheiro usado pelas empresas na trama da corrupção tanto no plano privado como estatal, saiu da força de produção do trabalhador que produziu essa riqueza enquanto era roubado em seu salário e seus direitos. Se assim fosse, toda a grana recuperada deveria ser entregue aos trabalhadores. No mais, trata-se de simulação de justiça: fingir ser o que não é, já que a forma do discurso da política econômica capitalista continua em sua dominação. 

    Moro foi entrevistado pelo jornalista da BBC, Ricardo Senna, durante sua passagem pela Harvard Business School e se mostrou traspassado pela afecção – como nos mostra o filósofo Spinoza – da baixa tolerância para suportar frustrações. Frustrações porque, provavelmente, não esperava perguntas antagônicas a imagem que ele tem se si mesmo.

   Observem suas rostidades diante das perguntas.

 

PRIMEIRO: FORA TEMER! HOJE, NA TV BRASIL E REDE MINAS, SERÁ APRESENTADA A REVELANTE ENTREVISTA DE NASSIF COM DILMA

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Agora é para valer. Hoje, dia 9, a TV Brasil e a TV Minas apresentarão a entrevista realizada pelo proeminente jornalista Luiz Nassif com a presidenta Dilma Vana Rousseff gravada no domingo passado.

A entrevista era para ser apresentada na segunda-feira, dia 6, dia da semana em que o insigne jornalista apresenta seu programa semanal Braslianas.org na emissora pública TV Brasil.

O motivo da impossibilidade da apresentação da entrevista é óbvio: como o encruado ditador havia demitido o presidente da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), Ricardo Melo, e enfurnado no cargo um de seus compinchas amicíssimos do peito do réu Eduardo Cunha, o diretor da TV Câmara com consciência globista cujo trabalho foi desmontar a televisão de seu caráter publico e popular, Laerte Rimoli, logo iniciou o desmonte com as demissões dos profissionais que na TV pública realizavam seus serviços. Entre eles, o eminente jornalista Paulo Moreira Leite, que também é o diretor do site Brasil 247, em Brasília.

Foi então, que Ricardo Melo entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) e através de uma liminar concedida pelo ministro Dias Toffili, foi reconduzido ao cargo. Como o estrago já havia sido feito, levou alguns dias para tudo voltar ao normal na TV Brasil.

Agora, é acionar o controle remoto ou o botão com o próprio dedo, às 22 horas e assistir e se deleitar com entusiasmo democrático a entrevista onde a presidenta fala de seu governo popular, de sua defesa contra o golpe e todas as manobras conspiratórias promovidas pelos golpistas.

E, também, lembrar: Nas 22 horas de sexta-feira, dia 10, dia da mobilização geral em todo o Brasil pelo Fora Temer, a presidenta Dilma estará sendo entrevistada pela jornalista, Mariana Godoy.

É mais um fim de semana que vai ficar na história do Brasil como os dias em que o povo movido pelas potências-políticas- democráticas práxis e poiesis, devires expressivos da coragem, honradez, brio e da comunalidade, lutaram contra a tirania golpista comandada por Temer, o ilegítimo, em defesa do Estado de Direito Democrático e pela Soberania do Brasil.

Só não participa quem já morreu ou é cumplice do golpe!  

“TENHO CERTEZA QUE OS SENADORES ESTÃO PERCEBENDO OS INÚMEROS RETROCESSOS… FAREMOS O POSSÍVEL PARA REVERTER ESTE QUADRO”, AFIRMOU DILMA. SOBRE O MINHA CASA: “ELES SÃO CAPAZES DE TUDO”

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Dando continuidade as suas conversas com internautas através do Facebook, a presidenta Dilma Vana Rousseff, junto com a ex-presidenta da Caixa Miriam Belchior, falou sobre as tétricas decisões promovidas pelo desgoverno usurpador comandado pelo golpista-maior Temer, e suas incidências sobre a população. Principalmente a mais necessitada de políticas sociais.

Dilma mostrou o quanto as decisões perversas promovidas por Temer e seus cúmplices já atingiram a sociedade. Foram várias decisões irracionais e descabidas, próprias de que não tem competência para administrar um país, unidas com a brutalidade, que os levantes contra o grupo golpista estão cada vez mais se multiplicando por todo o Brasil, e todo dia.

“O governo interino já demonstrou ser contra qualquer subsídio para os mais pobres. Ser contra subsídio é ser contra minha Casa, Minha Vida. Acreditamos que eles, do jeito que vão, são capazes de tudo.

Sem mecanismos, a renda das famílias que ganham até R$ 1.800 irá toda para pagar a prestação da casa própria. É bom lembrar que 80% déficit habitacional está nessa faixa de renda. Além de acabar com os subsídios, o governo provisório vai reduzir o número de moradias que serão contratadas.

O programa é um sucesso porque garante, ao mesmo tempo, casa para quem precisa e gera milhões de empregos em toda cadeia produtiva da construção civil. Até 30 de abril de 2016, foram contratadas mais de 4 milhões de moradias. Vão beneficiar 6 milhões e 750 mil pessoas. Segundo a Fundação Getúlio Vargas, foram criados cinco milhões de empregos. Por isso, mexer no Minha Casa, Minha Vida revela uma falta de compromisso com o povo brasileiro.

É um absurdo que o presidente interino altere tão drasticamente as políticas decorrentes do programa de governo que recebeu mais de 54 milhões de votos em eleições diretas.

Tenho certeza de que os senadores já estão percebendo os inúmeros retrocessos advindos das decisões equivocadas do governo provisório. Faremos todo o possível para reverter este quadro que só tem prejudicado a população, especialmente a que mais precisa”, afirmou a presidenta do Brasil.

E Dilma continua falando com o povo brasileiro que deseja ardentemente sua volta de onde nunca saiu.

Fala, Dilma!

“AÉCIO É PESSOA COM SENTIMENTO EGOÍSTA, DO PODER PELO PODER, DE AMBIÇÃO ABSURDA… UM ELEMENTO PERIGOSO”, DIZ O PROFESSOR ALDO FORNAZIERI

aldo fornazieriNesse ambiente de comemoração do Dia do Professor nada como entrar em contato com as análises realizadas pelo professor Aldo Fornazieri, diretor acadêmico da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), sobre o sujeito Aécio Cunha, um ex-governador do estado de Minas Gerais que tratou a educação sem a sensibilidade e a cognição que ela obriga. Principalmente a educação promovida pela rede de ensino público.

O professor foi entrevista do pelo jornalista Helder Lima, da Rede Brasil Atual. Leia

Leia a íntegra da inteligente, reveladora e necessária entrevista.

Quanto dessa crise pode estar vindo de uma manipulação midiática?

A crise atual tem alguns aspectos complexos. Em primeiro lugar, existe uma crise ética no Brasil por conta dos escândalos na Petrobras. Aprofundou-se na sociedade a ideia de que toda estrutura política é corrupta e de que os partidos não têm legitimidade, nem as instituições. Existe também uma crise política, que tem muito de artificial, porque é evidente que o governo Dilma cometeu erros, porém, a partir desses erros, a oposição, particularmente Aécio Neves (PSDB-MG), inconformado com a derrota, quer a presidência a qualquer custo. Ele está insuflando uma crise artificial.

Essa crise envolve dois movimentos. O primeiro é a ação do PSDB no TSE querendo cassar a chapa Dilma-Temer para ter uma nova eleição. O segundo é o processo de impeachment na Câmara dos Deputados. Essas questões são artificiais. E elas decorrem de uma luta pelo poder sem escrúpulos, na medida em que não existe um fundamento legal para ter um impeachment, e na medida em que o próprio TSE havia aprovado as contas da Dilma.

Junto de Aécio estão outros líderes da oposição, está o próprio Gilmar Mendes, que se tornou um conspirador, e aparentemente o próprio Augusto Nardes, do TCU, porque entendo que as questões das pedaladas fiscais são um problema que tem de ser corrigido, mas na medida em que FHC e Lula as praticaram, o TCU deveria ter feito um termo de ajustamento de conduta dizendo ‘Olha, até agora vínhamos tolerando as pedaladas fiscais, mas de agora em diante não vamos mais tolerar’. E fazer com que o governo assumisse o compromisso de não praticar mais. Senão, você comete uma injustiça.

Então, por isso, há esses atores que estão criando uma crise artificial, que provoca instabilidade política e incertezas quanto ao futuro, com consequências graves na economia: empresas se endividam mais por conta da elevação da taxa de câmbio e têm de fechar diante de toda a incerteza. Isso vai criando desemprego.

Entendo que esses atores aí, Aécio Neves à frente da oposição, ministro Gilmar Mendes e Augusto Nardes estão provocando um desserviço ao Brasil. Estão conspirando não apenas contra o governo, mas contra o país, porque as consequências dessa crise política artificial na economia são graves, e quem mais perde é o povo, os trabalhadores.

Como o sr. vê a questão do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que vinha como paladino da moralidade, agora está em uma situação ruim, com as provas contra ele que surgiram na operação Lava Jato. Ele tem condição moral de continuar o processo de impeachment?

Condições morais ele não tem, mas existe uma cruzada moral imoralista. Lideres corruptos querem se apresentar como paladinos da moralidade, e o Eduardo Cunha é um desses. No entanto, ele tem a prerrogativa constitucional de dar encaminhamento a um pedido de impeachment.

E ali há setores da oposição e setores do governo que não se pronunciam a favor da retirada dele. Por exemplo, a própria bancada do PT, mais de 20 deputados assinaram o pedido de abertura de processo na comissão de ética, mas o líder do PT, Sibá Machado, disse que não vai se pronunciar pela saída do Cunha. Então, tem todo um jogo de negociatas, e Eduardo Cunha se aproveita disso para fazer barganhas junto ao governo e barganhas junto à oposição. Porque, no fundo, a única coisa que Cunha quer é salvar sua pele e seu mandato de presidente e parlamentar, que correm riscos porque houve uma flagrante violação do decoro parlamentar na medida em que ele mentiu na CPI da Petrobras. Declarou que não tinha contas no exterior e agora foi comprovado. Isso não é mais denúncia, isso é comprovação. O MP da Suíça comprovou que ele tinha contas naquele país.

Nesse cenário, as elites jogam contra os interesses do país; por exemplo, estão interessadas em mudar a lei de partilha do pré-sal, querendo entregar as riquezas para as multinacionais. Como o sr. vê isso?

Há um jogo de interesses. A política no Brasil, e com esses partidos que estão aí, tornou-se um grande negócio. Os partidos dependem de financiamento de campanha e os políticos ganham dinheiro, como se mostrou nessas negociatas da Petrobras. Isso vale tanto para os partidos do governo, como para a oposição.

Na medida em que a política se tornou um grande mercado de corrupção, esses interesses trafegam pela política. No impeachment, há interesses econômicos por trás. O fato é que a política brasileira precisa ter uma renovação radical, porque ela está em uma descrença completa. As instituições não estão legitimadas.

A presidência tem uma avaliação positiva de 10% e o Congresso também. Os partidos, 10%. Você vê que há uma deslegitimação das instituições. O dramático de tudo isso é que diante dessa crise artificial não se vê um movimento no sentido de fazer uma reforma política séria, de separar as negociatas. Quem é amigo hoje vira inimigo amanhã e vice-versa. A população fica sem referências políticas e morais diante da política que virou um sistema de degradação moral.

Mas o STF se manifestou contra o financiamento de campanha por empresas. Já em 2016, não será possível esse tipo de recurso para os candidatos. Como o sr. vê isso?

Acho positivo. O STF passou a legislar, embora de forma indesejável, porque quem deveria fazer uma reforma política é o Congresso, mas na medida em que o Congresso não funciona, virou uma casa de negociatas políticas e de tráfico político, o STF passa a legislar de certa forma ferindo o próprio princípio republicano de separação de poderes. Infelizmente, essa é a situação.

O STF, em grande medida, esta substituindo o Congresso no que diz respeito à legislação, particularmente a política e eleitoral. Infelizmente, o país está mergulhado nessa crise de não funcionalidade de suas instituições republicanas.

Por que o sr. acha que o país chegou a essa crise institucional?

Os motivos são variados e profundos. Desde o fato de que os partidos se acomodaram em um sistema de benefícios econômicos próprios, de administração de seus interesses, eles são financiados pelo setor empresarial, capturados pelo poder econômico e, por outro lado, também tem recursos do Estado. Então, os partidos viraram um sistema de negócios, pois capturam dinheiro do setor privado e capturam dinheiro do setor público.

Pelas denúncias você vê parentes de políticos financiados e assim por diante. A política virou um grande negócio. Enquanto não se fizer uma reforma política que bloqueie a mercantilização da política, vamos continuar nesse sistema.

E que medidas o sr. defenderia para complementar a proibição pelo STF do dinheiro de empresas nas campanhas?

Bom, vejo que o fato de se estabelecer a proibição do financiamento privado não necessariamente indica que não haverá caixa dois. Tudo indica que vai. Então, o que tem de fazer é punir. Aparentemente, começamos um mínimo sistema de punição das elites por meio da Lava Jato. Tem vários empresários na cadeia e alguns políticos também. É preciso abrir as portas das cadeias para os políticos corruptos entrarem. Assim, você vai acabar com a corrupção alimentada pela impunidade.

Tem um artigo seu no portal GGN no qual o sr. fala que a crise se estende até 2018…

Não tem perspectiva. Continuando a Dilma, ela será um governo fraco e substituindo, aparentemente a crise se agrava. Então, digo que a Dilma é um mal menor. Tirá-la agravaria a crise. Acho que os setores democráticos não aceitariam um golpe, pois o impeachment, no meu ponto de vista, agora é um golpe.

Na época da UDN, ela era chamada de vivandeira dos quartéis, pois ela vivia chorando na frente dos quartéis pedindo para que os militares interviessem. E agora temos as vivandeiras dos tribunais. Aécio e sua turma são isso. Querem que os tribunais substituam a vontade do povo que foi sacramentada nas urnas.

O sr. concorda que estamos vivendo o terceiro turno há um ano?

Nem é terceiro turno, pois é um golpe. É um inconformismo de Aécio Neves que é uma pessoa aparentemente dotada do sentimento de egoísmo, do poder pelo poder, de uma ambição absurda, e de uma pessoa que não se conforma pelos resultados ditados pelo povo. É um elemento perigoso para a democracia brasileira.

Nessa crise institucional, não estaríamos vivendo uma falta de liderança?

Com certeza, um dos aspectos da crise atual é a completa falta de liderança. Por que existe essa falta de liderança? Em primeiro lugar porque os partidos estão degradados. Eles brigam não por interesses do povo, mas por interesses próprios. O interesse particular dos partidos e dos políticos foi posto acima do interesse do bem público. Só há lideranças autênticas quando elas lutam pelo bem público.

Então, esse é o elemento base. A corrupção de princípios, a corrupção financeira e moral, elas degradam o sistema e impedem o surgimento de novas lideranças.

Existe um divórcio entre a sociedade e a representação política?

Com certeza, a sociedade não se reconhece nesse sistema político que está aí. A sociedade não se reconhece nos partidos, nos governantes, no Congresso e, portanto, essa crise de legitimidade é uma crise de longo prazo, cuja solução é difícil. Difícil, também, pois não vemos o surgimento de um político virtuoso que saiba conduzir o povo em outra direção, que saiba dar um rumo para a situação política brasileira degradada pela crise moral.

Com o Congresso discutindo retrocessos como o projeto de terceirização, entre outros, o Brasil deixa de fazer as reformas necessárias, como por exemplo a regulação da mídia e a reforma tributária. Essas reformas estruturais estão descartadas para os próximos anos?

Acho que sim. Esse Congresso é conservador e ele não se dispõe. Nem quando tinha o peso da liderança de Lula se fizeram reformas profundas, com um Congresso até mais progressista do que o que está aí. Faltou iniciativa política. Nesse sentido, vejo que o PT tem bastante culpa no cartório, pois não fez a batalha pelas reformas que são estruturantes para a redução da desigualdade no país.

Isso mostra que não é possível governar para todos?

Você tem de governar para todos, mas guiado pelo princípio da Justiça. O governante é do país, da nação, mas ele tem de guiar suas ações pelo princípio da Justiça. O erro que o governo Dilma cometeu foi a tentativa de criar um governo de um projeto, de uma parte. Não se diz isso, o governante é de toda a nação. No entanto, o que tem de guiar é o princípio da Justiça.

Então, há uma confusão completa do que significa governar, ou governar com justiça e assim por diante. Do meu ponto de vista, a condução que o governo vem tendo do ponto de vista político é medíocre, tanto que o país está mergulhado em uma situação ruim.

O sr. vê semelhanças no que se passa hoje e na crise política enfrentada por Getúlio Vargas, que o levou ao suicídio?

Nenhuma. As circunstâncias são completamente diferentes. A crise que está aí foi criada por fatores diferentes, e nesse sentido não dá para fazer uma comparação. Naquela época tinha guerra fria, hoje não tem, existiam determinados fatores conjunturais do país diferentes do que há agora. A esquerda ainda tinha moral, e hoje ela esta enfrentando uma profunda crise. Está na defensiva, então vivemos uma situação diferente.

Você tem alguma proposta para recuperar a legitimidade do sistema político?

Em primeiro lugar, teríamos de ter partidos verdadeiros, vinculados aos interesses sociais. Não temos esses partidos. A reestruturação partidária e política não é a saída. Então estamos quase em um beco sem saída, pois a crise é a longo prazo e não vejo capacidade nos partidos e líderes que aí estão para fazer uma mudança dessa envergadura.

Mas enquanto a crise política é artificial, a econômica é real?

É real, pois pessoas estão perdendo empregos, a inflação está alta, empresas estão fechando, se endividando. O consumo cai. Esta é uma crise real, mas ela vem sendo potencializada pela crise política.

Do ponto de vista da economia, o ajuste fiscal poderia ter sido evitado?

Não, ele é necessário. É preciso entender isso, e parte da esquerda não o faz. É preciso, pois a dívida pública está aumentando muito. Se o país não contornar esse crescimento, vamos entrar em uma situação de descontrole e a situação vai ficar pior. Culpar Levy por essa situação me parece um absurdo. O que tem de se discutir no ajuste é quem paga o ajuste fiscal. No entanto, houve uma degradação fiscal do país no mandato de Dilma.

Os empresários que tiveram grandes desonerações?

Sim, mas foram dadas pelo governo. O governo errou no trato da energia, errou nas desonerações, errou na concessão de bilhões em empréstimos através do BNDES e quem está pagando essa conta é o povo. Isso não foi feito pelo Levy.

Como o sr. vê a campanha da Fiesp contra impostos e contra a CPMF?

O fato é que em parte, os empresários foram beneficiados, e agora a sociedade sempre é contra o aumento de impostos. Os trabalhadores também são. Só que o peso maior desse ajuste está sendo pago pelos trabalhadores, agora esse não é um problema do Levy.

CRIMINALISTA PAULO SÉRGIO LEITE FERNANDES, RECORRE À PSICANÁLISE E DIZ QUE “MORO É UM OBSESSIVO COMPULSIVO E LULA É O ALVO. E QUALQUER COISA É POSSÍVEL EM SE TRATANDO DE UM PERSONAGEM COMO ESTE”

lula-evangelicos-600x371Em entrevista ao site Diário do Centro do Mundo o decano dos criminalistas Paulo Sérgio Leite Fernandes, que é um dos mais contundentes opositores do recurso da delação premiada que ele classifica de cagüetagem, recorreu à psicanálise para explicar o caráter do juiz Sérgio Moro.

O criminalista, que para solidificar e ampliar os alcances de sua profissão tem que estudar psicanálise e psiquiatria para melhor conhecer seus constituintes e outros indivíduos que estão envolvidos nos corpus jurídicos, recorreu aos pressupostos da psicanálise desenvolvidos por Freud, criador do método de tratamento das neuroses e estudo preliminares sobre psicoses. Ele foi o primeiro que concebeu as atitudes do juiz Sérgio Moro na Operação Lava Jato como impulsos que vão além das percepções e concepções racionais das ocorrências.

Com esse entendimento ele afirmou que o juiz Sérgio “Moro é um obsessivo compulsivo e Lula é o alvo. E qualquer coisa é possível em se tratando de um personagem como este”.

Leia o texto da entrevista.

O Moro não é original na posição em que se põe. Na Antiguidade, você teve centenas de arautos desse estilo, que se colocam como heróis no conflito entre o bem e o mal.

É o chefe da tribo, o pajé, o rei viking que conduz os guerreiros pelos mares revoltos.

Nem sempre acaba bem. O bispo Savonarola, em Florença, fazia essa pregação da imaculabilidade. Quando perdeu o poder, foi-lhe perguntado se queria morrer pela espada ou pela forca. Morreu enforcado e depois seu corpo foi incinerado numa fogueira em praça pública.

Sergio Moro é necessário neste momento. Não digo que isso é bom ou mal. Ele é um personagem da hora. 

Aí temos outro elemento: o povo. O povo, ou parte dele, quer sangue, quer vítimas, como as harpias na Revolução Francesa.

Moro acha que tem de oferecer o sangue que esse povo quer.

A diferença dos tempos antigos é que, hoje, o negócio é mais sofisticado. A Lava Jato, por exemplo, faz algo inominável: algema as pessoas com as mãos para trás.

Qual a finalidade disso?

Para que elas não possam cobrir o rosto, o sinal mais instintivo da vergonha. Trata-se apenas de filhadaputice. 

O objetivo final dele é prender Lula. É o seu trofeu de caça. O juiz se tornou um ícone da política judiciária do Brasil. Foi transformado num símbolo da impecabilidade. Tem, ou acha que tem, esse papel a cumprir.

Ele vai medir os riscos da prisão, obviamente. Precisa das provas adequadas. Um problema, para Moro, seria a revogação da prisão preventiva por falhas processuais.

Se chegar a prender Lula, mesmo com estrutura probatória adequada, há a possibilidade de uma reação enorme da sociedade civil. 

Em sua motivação psicológica de vencer o mal, ou o que acredita ser o mal, ele vai levar tudo isso em consideração. Moro é um obsessivo compulsivo e Lula é o alvo. E qualquer coisa é possível em se tratando de um personagem como este.

O TEÓLOGO E FILÓSOFO, LEONARDO BOFF, DIZ QUE “O PROJETO DE MARINA É PESSOAL, MALAFAIA É SEU PAPA E A ENTREGA DO BANCO CENTRAL É TOTAL FALTA DE BRASILIDADE”

Desta vez, Leonardo Boff foi entrevistado pela talentosa e engajada jornalista Conceição Leme do Site Vi O Mundo.

Viomundo — Qual o risco para a democracia brasileira de alguém na presidência estar submissa a visões tão retrógradas em pleno século XXI, ignorando os avanços, as modernidades?

Leonardo Boff — Um fundamentalista é um dos atores políticos menos indicado  para exercer o cargo da responsabilidade de um presidente. Este deve tomar decisões dentro dos parâmetros constitucionais, da democracia e de um estado laico e pluralista. Este tolera todas as expressões religiosas, não opta por nenhuma, embora reconheça o valor delas para a qualidade ética e espiritual da vida em sociedade.

Se um presidente obedece mais aos preceitos de sua religião do que aos da Constituição, fere a democracia e entra em conflito permanente com outros até de sua base de sustentação, pois os preceitos de uma religião particular não podem prevalecer sobre a totalidade da sociedade.

A seguir estritamente nesta linha, pode acontecer um impeachment à Marina, por inabilidade de coordenar as tensões políticas e gerenciar conflitos sempre presentes em sociedades abertas.

Viomundo — Lá atrás Marina Silva esteve ligada à Teologia da Libertação. Atualmente, é da Assembleia de Deus. O que o senhor diria dessa trajetória religiosa? O que representa essa guinada para o conservadorismo exacerbado?

Leonardo Boff – Respeito a opção religiosa de Marina bem como de qualquer pessoa. Eu a conheço do Acre e ela participava dos cursos que meu irmão teólogo Frei Clodovis (trabalhava 6 meses na PUC do Rio e 6 meses na igreja do Acre) e eu dávamos sobre Fé e Política e sobre Teologia da Libertação.

Aqui se falava da opção pelos pobres contra a pobreza, a urgência de se pensar e criar um outro tipo de sociedade e de país, cujos principais protagonistas seriam as grandes maiorias pobres junto com seus aliados, vindos de outras classes sociais. Marina era uma liderança reconhecida e amada por toda a Igreja.

Depois, ao deixar o Acre, por razões pessoais, converteu-se à Igreja Assembleia de Deus. Esta se caracteriza por um cristianismo fundamentalista, pietista e afastado das causas da pobreza e da opressão do povo. Sua pregação é a Bíblia, preferentemente o Antigo Testamento, com uma leitura totalmente descontextualizada daquele tempo e do nosso tempo. Como fundamentalista é uma leitura literalista, no estilo dos muçulmanos.

Politicamente tem consequências graves: Marina pôs o foco no pietismo e no fundamentalismo, na vida espiritual descolada da história presente e quase não fala mais da opção pelos pobres e da libertação. Pelo menos não é este o foco de seu discurso.

A libertação para ela é espiritual, do pecado e das perversões do mundo. Com esse pensamento é fácil ser capturada pelo sistema vigente de mercado, da macroeconomia neoliberal e especulativa.

Isso é inegável, pois seus assessores são desse campo: a herdeira do Banco Itaú Maria Alice (Neca), Guilherme Leal da Natura e o economista neoliberal Eduardo Gianetti da Fonseca. Os pobres perderam uma aliada e os opulentos ganharam uma legitimadora.

E eu que em 2010 sonhava com uma representante dos povos da floresta, dos caboclos, dos ribeirinhos, dos indígenas, dos peões vivendo em situação análoga à escravidão, dos operários explorados das grandes fábricas, dos invisíveis, alguém que viria dos fundos da maior floresta úmida do mundo, a Amazônia, chegar a ser presidente de um dos maiores países do mundo, o Brasil?! Esse sonho foi uma ilusão que faz doer até os dias de hoje. Pelo menos vale como um sonho que nunca morre!

Viomundo — O programa de Marina prevê autonomia ao Banco Central. O que acha dessa medida?

Leonardo Boff — Eu me pergunto, autonomia de quem e para quem?

Acho uma falta total de brasilidade. Significa renunciar à soberania monetária do país e entregá-la ao jogo do mercado, dos bancos e do sistema financeiro capitalista nacional e transnacional. Um presidente/a é eleito para governar seu povo e um dos instrumentos principais é o controle monetário que assim lhe é subtraído. Isso é absolutamente antidemocrático e comporta submissão à tirania das finanças que são cada vez mais vorazes, pondo países inteiros à falência como é o caso da Grécia, da Espanha, da Itália, de Portugal e outros.

Viomundo — Essa medida expressa a influência de Neca Setúbal, herdeira do Itaú, no seu futuro governo?

Leonardo Boff — Quem controla a economia controla o país, ainda mais que vivemos numa sociedade de “Grande Transformação” denunciada pelo economista húngaro-americano Karl Polaniy ainda em 1944 quando, como diz, passamos de uma sociedade com mercado para uma sociedade só de mercado. Então tudo vira mercadoria, inclusive as coisas mais sagradas como água, alimentos, órgãos humanos.

A forma como o capital se impõe é manter sob seu controle os Bancos Centrais dos países. A partir desse controle, estabelecem os níveis dos juros, a meta da inflação, a flutuação do dólar e a porcentagem do superávit primário (aquela quantia tirada dos impostos e reservada para pagar os rentistas, aqueles que emprestaram dinheiro ao governo).

Os bancos jogam um papel decisivo, pois é através deles que se fazem os repasses dos empréstimos ao governo e se cobram juros pelos serviços. Quanto maior for o superávit primário a alíquota Selic mais lucram. Pode ser que a citada Neca Setúbal tenha tido influência para que a candidata Marina acreditasse neste receituário, velho, antipopular, danoso para as grandes maiorias, mas altamente benéfico para o sistema macroeconômico vigente.

Viomundo — As avaliações feitas até agora mostram que o programa econômico de Marina é o mesmo de Aécio Neves, candidato do PSDB à Presidência. São neoliberais. O que representaria para o Brasil o retorno a esse modelo? O senhor acha que, se eleita, o governo Marina teria conotações neoliberais?

Leonardo Boff — Marina acolheu plenamente o receituário neoliberal. Ela o diz com certo orgulho inconsciente, sem dar-se conta do que isso realmente significa: mercado livre, redução dos gastos públicos (menos médicos, menos professores, menos agentes sociais etc), flutuação do dólar e contenção da inflação com a eventual alta de juros.

Como consequência, arrocho salarial, desemprego, fome nas famílias pobres, mortes evitáveis. É o pior que nos poderia acontecer. Tudo isso vem sob o nome genérico de “austeridade fiscal” ,que está afundando as economias da zona do Euro e não deram certo em lugar nenhum do mundo, se olharmos a política econômica a partir da maioria da população. Dão certo para os ricos que ficam cada vez mas ricos, como é o caso dos EUA onde 1% da população ganha o equivalente ao que ganham 99% das pessoas. Hoje os EUA são um dos países mais desiguais do mundo.

Viomundo – Foi amplamente divulgado que Marina consulta a Bíblia antes de tomar decisões complexas. Esta visão criacionista do mundo é compatível com um mundo laico?


Leonardo Boff — O que Marina pratica é o fundamentalismo. Este é uma patologia de muitas religiões, inclusive de grupos católicos. O fundamentalismo não é uma doutrina. É uma maneira de entender a doutrina: a minha é a única verdadeira e as demais estão erradas e como tais não têm direito nenhum.

Graças a Deus que isso fica apenas no plano das ideias. Mas facilmente pode passar para o plano da prática. E, aí, se vê evangélicos fundamentalistas invadirem centros de umbanda ou do candomblé e destruírem tudo ou fazerem exorcismos e espalharem sal para todo canto. E no Oriente Médio fazem-se guerras entre fundamentalistas de tendências diferentes com grande eliminação de vidas humanas como o faz atualmente o recém-criado Estado Islâmico. Este pratica limpeza étnica e mata todo mundo de outras etnias ou crenças diferentes das dele.

Marina não chega a tanto. Mas possui essa mentalidade teologicamente errônea e maléfica. No fundo, possui um conceito fúnebre de Deus. Não é um Deus vivo que fala pela história e pelos seres humanos, mas falou outrora, no passado, deixou um livro, como se ele nos dispensasse de pensar, de buscar caminhos bons para todos.

O primeiro livro que Deus escreveu são a criação e a natureza. Elas estão cheias de lições. Criou a inteligência humana para captarmos as mensagens da natureza e inventarmos soluções para nossos problemas.

A Bíblia não é um receituário de soluções ou um feixe de verdades fixadas, mas uma fonte de inspiração para decidirmos pelos melhores caminhos. Ela não foi feita para encobrir a realidade, mas para iluminá-la. Se um fundamentalista seguisse ao pé da letra o que está escrito no livro Levítico 20,13 cometeria um crime e iria para a cadeia, pois aí se diz textualmente:  “Se um homem dormir com outro, como se fosse com mulher, ambos cometem grave perversidade e serão punidos com a morte: são réus de morte”.

Viomundo — Marina fala em governar com os melhores. É possível promover inclusão social, manter políticas que favorecem os mais pobres com uma política econômica neoliberal?

Leonardo Boff — Marina parece que não conhece a realidade social na qual há conflitos de interesses, diversidade de opções políticas e ideológicas, algumas que se opõem completamente às outras.

Lendo o programa de governo do PSB de Marina parece que fazemos um passeio ao jardim do Éden. Tudo é harmonioso, sem conflitos, tudo se ordena para o bem do povo. Se entre os melhores estiver um político, para aceitar seu convite, deverá abandonar seu partido e com isso, segundo a atual legislação, perderia o mandato.

Ela necessariamente, se quiser governar, deverá fazer alianças, pois temos um presidencialismo de coalizão. Se fizer aliança com o PMDB deverá engolir o Sarney, o Renan Calheiros e outros exorcizados por Marina. Collor tentou governar com base parlamentar exígua e sofreu um impeachment.

Viomundo — Marina é preparada para presidir um país tão complexo como o Brasil?

Leonardo Boff — Eu pessoalmente estimo sua inteireza pessoal, sua visão espiritualista (abstraindo o fundamentalismo), sua busca de ética em tudo o que faz. Estimo a pessoa,  mas questiono o ator político. Acho que não tem a inteligência política para fazer as alianças certas. O presidente deve ser uma pessoa de síntese, capaz de equilibrar os interesses e resolver conflitos para que não sejam danosos e chegar a soluções de ganha-ganha. Para isso precisa-se de habilidade, coisa que em Lula sobrava. Marina, por causa de seu fundamentalismo, não é uma pessoa de síntese,  mas antes de divisão.

Viomundo — A preservação efetiva do meio ambiente é compatível com o capitalismo selvagem dos neoliberais?

Leonardo Boff — Entre capitalismo e ecologia há uma contradição direta e fundamental. O capitalismo quer acumular o mais que pode sem qualquer consideração dos bens e serviços limitados da Terra e da exploração das pessoas. Onde ele chega, cria duas injustiças: a social, gerando muita pobreza de um lado e grande riqueza do outro; e uma injustiça ecológica ao devastar ecossistemas e inteiras florestas úmidas.

Marina fala de sustentabilidade, o que é correto. Mas deve ficar claro que a sustentabilidade só é possível a partir de outro paradigma que inclui a sustentabilidade ambiental, político-social, mental e integral (envolvendo nossa relação com as energias de todo o universo).

Portanto, estamos diante de uma nova relação para com a natureza e a Terra, onde as medidas econômicas preconizadas por Marina contradizem esta visão. Temos que produzir, sim, para atender demandas humanas, mas produzir respeitando os limites de cada ecossistema, as leis da natureza e repondo aquilo que temos demasiadamente retirado dela.

Marina quer a produção sustentável, mas mantém a dominação do ser humano sobre a natureza. Este está dentro da natureza, é parte dela e responsável por sua conservação e reprodução, seja como valor em si mesmo, seja como matriz que atende nossas necessidades e das futuras gerações.

Ocorre que atualmente o sistema está destruindo as bases físico-químicas que sustentam a vida. Por isso, ele é perigoso e pode nos levar a uma grande catástrofe. E com certeza os que mais sofrerão, serão aqueles que sempre foram mais explorados e excluídos do sistema. Esta injustiça histórica nós não podemos aceitar e repetir.

EM ENTREVISTA A CNN, DILMA, FALOU SOBRE A TORTURA QUE SOFREU E A VITÓRIA DA DEMOCRACIA SOBRE A TORTURA

Dilma: espionagem não significou ruptura com governo Obama

Em entrevista a jornalista Christiane Amanpour do canal de TV norte-americano, CNN, a presidenta Dilma Vana Rousseff, além de falar de temas como economia, Copa do Mundo, corrupção, eleições falou sobre a prática da tortura que é usada por órgãos policiais.

Como não poderia ser diferente, a jornalista conhecedora da história de Dilma como militante política presa e tortura pela ditadura civil-militar que se instalou no Brasil entre os anos de 1964 e 1985, por defender a democracia brasileira, perguntou-lhe sobre a sua violenta experiência e como conseguiu superar.

Entre outras formas de tortura, tortura Dilma foi submetida ao pau de arara, um tipo patológico de prática em que o torturador amarra o torturado sentado com as mãos pela frente e coloca um cano ente suas mãos amarradas e suas pernas e o pendura entre duas cadeiras e passa a aplicar no preso choques elétricos nos órgãos genitais, anus, na boca, ouvidos, olhos, onde o torturado, de acordo como sua psicopatia, acredite que pode causar dor no prisioneiro. Durante o sofrimento do torturado o torturador, como é um psicopata, sente prazer. Quer dizer: não sente. Porque o prazer é da ordem do desejo, da normalidade, da graça e da serenidade.

 “A tortura é algo imperdoável e bárbaro. Ela provoca a perda dos valores humanos e tudo o que nós conquistamos, ao sair das cavernas, e nos elevarmos à condição de civilizados.

Na tortura se aprende a resistir. Só você mesmo pode te derrotar. Não que seja fácil suportar a tortura, não é, e você só suportar a tortura se você se enganar, deliberadamente, dizendo: mais um pouco eu suporto, mais outro pouco eu suporto.

Tem uma coisa que a tortura me fez viver de uma forma intensa, é certeza absoluta de que nós, no Brasil, quem a praticou” analisou Dilma.

O filósofo Nietzsche, diz que os homens embrutecidos, irracionais, violentos são homens que sofreram algum desvio ou atraso em seu desenvolvimento genético e não puderam chegar onde chegaram os homens livres e sensíveis. Eles são como nós éramos em eras passadas. É como se suas existências embrutecidas servissem para nos lembrar como fomos nessas eras passadas. O que se conclui que eles não podem exercer a convivência social que exigi a solidariedade e a alteridade. Ou seja, os princípios éticos para que se concretize uma sociedade.

Observando o que Dilma sofreu e compreendendo o filósofo Nietzsche, entende-se melhor a irracionalidade da ralé-burguesa que no Itaquerão tentou lhe afetar com seus predicados atrofiados. E o que nos causa um laivo sorriso de certeza é que essa gente ignominiosa, em sua covardia, não suportaria um segundo de ameaça de tortura. E é essa ralé-burguesa, covarde e irracional, que ainda quer ir para o poder. Uma ralé-burguesa que frustrada nos princípios solidariedade e alteridade não concebe a existência do outro como seu diferente.  

SENADOR ALOYZIO NUNES DO PSDB MOSTRA, EM LINGUGEM PORNOFÔNICA, A SENSIBILDA DE QUEM QUER VOLTAR À PRESIDÊNCIA DO BRASIL

É simplesmente simples, embora não seja aceitável. Por isso, prescinde de texto longo. O jornalista Rodrigo Pilha tentou realizar uma entrevista com o senador do partido da burguesia-ignara, PSDB, sobre o tema Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), procurando saber, também, porque o partido do senador reacionário não permitiu a concepção de mais de 70 comissões parlamentar no Estado de São Paulo.

Ele não gostou. Foi para cima do jornalista e mandou um rosário de pornofonias. “Vai pra puta que o pariu…” E revelou um desejo íntimo: “Vou comer seu cu!”.

Sem mais delongas, sem mais delongas, manos e manos. Tirem as crianças da frente do computador, porque tem cenas orais explícitas. Não precisa analisar o conteúdo do vídeo: é bem explicito.

JORNALISTA FICA IMPRESSIONADO POR LULA NÃO TEM CURSO SUPERIOR, MAS SER UMA REFERÊNCIA POLÍTICA MUNDIAL. AO QUE O ARIGÓ, RESPONDEU: UNIVERSIDADE NÃO PRODUZ POLÍTICO

Em entrevista ao jornalista Jesus Ruiz Monttila, do jornal espanhol, El País, Lula falou de vários temas concernentes à realidade nacional e internacional do momento. Entretanto, na entrevista um signo-indicador tomou conta do encontro. O jornalista ficou impressionado com a realidade da existência de Lula. Ele afirmou que para realizar a entrevista leu algumas páginas de sua biografia, mas o que lhe impressionou foi o fato de Lula não possuir curso superior, nem outros cursos de especialização, mas ser a referência global da política. Coisa que outros estadistas não são apesar de terem cursos e especializações superiores. 

Então, Lula, como um bom torcedor e artilheiro em governança, matou a bola no peito, deixou-a escorregar no corpo e se mandou a falar dobre política.

“Políticos devem entender um problema. Nas últimas três décadas, mas principalmente mais tarde, depois de um consenso entre Thatcher e Reagan, mundo tornou-se governado por uma lógica muito burocrática, técnica, menos política. A economia começou a determinar a direção do governo, e não o inverso. Isso, na minha opinião, é um grande erro. Um grande político será capaz de montar uma boa equipe técnica. Mas se você é um bom técnico, talvez você não seja capaz de tomar boas decisões políticas. Por que? As universidades não formam governadores, prefeitos ou presidentes dos países. Essa experiência se adquire na relação que você tem com as pessoas, com os grupos políticos com os quais você está comprometido, com sua capacidade de viver democraticamente na diversidade.

Um técnico pode se sentar em uma mesa e elaborar um documento extraordinário, mas para um politico, se ele não sabe comunicar esta proposta no momento certo para as pessoas certas, e se não conversa com as pessoas envolvidas na sua decisão, as coisas não se concretizam.

Bons políticos precisam de bons técnicos. Tomemos o exemplo de Sebastian Piñera, no Chile, um grande empresário que está descobrindo que o exercício do governo, lidar com os opositores, interesses diversos, é mais difícil tomar uma decisão para sua empresa. Quando você é apresentado a uma crise interna, você tende a buscar técnicos que a resolvam no lugar de políticos. Por exemplo, a Europa, na minha opinião, enfrenta uma situação que afeta o mundo inteiro por falta de decisão política, não econômica. Antes, quando as crises afetavam a Bolívia, o Brasil, O FMI sabia tudo. Por que agora não tem a ideia de como resolver a situação?

Porque é um problema político. As decisões não foram tomadas na hora certa. No fundo se permitiu os mesmos ajustes que são feitos em países pobres. Espanha e Grécia, com sua renda per capita, poderiam fazer ajustes de mais longo prazo, e não em tão curto, asfixiando a economia, com base em enormes sacrifícios e sem ter em conta o que vai custar às pessoas para se recuperarem (…).

Quando o Barcelona quer ganhar do Real Madrid, sabe que tem que usar sua força total, e vice-versa. Na política, em tempos difíceis, você deve reunir todas as pessoas relevantes para tomar decisões em comum: é preciso ouvir os sindicatos, empresários, especialistas, acadêmicos, sociedade civil e construir uma proposta que contemple a maioria dos representantes do país. Mas se está pensando do ponto de vista estritamente técnico. A impressão que tenho é que a chanceler Merkel assumiu um superpapel na União Europeia e todos dependem dela, vão atrás, quando são 28 países e a Alemanha é quem determina seu comportamento, seus ajustes. E agora que ela foi reeleita qual discurso faz?

Trabalhar, controlar os gastos, ao invés de buscar soluções comuns, no âmbito político. Quem sofre na Espanha? Os banqueiros? Os grandes empresários? Não. Os jovens com expectativas de encontrar emprego, estes sim (…).

Temos que louvar a participação democrática e não permitir que os jovens reneguem a política, porque quando isso acontece, o que vem é o fascismo. Queremos que os jovens discutam abertamente para que sintam que fora dela não há outro caminho”, analisou Lula.

LULA, EM ENTREVISTA, DIZ QUE DEVE SER CONVOCADA UMA CONSTITUINTE PARA REALIZAR A REFORMA POLÍTICA

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Durante entrevista à RBA, TVT e ABCD MAIOR, o ex-presidente Lula analisou a situação atual do quadro relacionado à reforma política que tramita no Congresso. Para ele essa reforma política vai apresentar vários defensores dos mesmos pontos de vistas que garantem segurança do exercício legislativo. Para Lula, os atuais personagens que têm mandatos não vão querer mudar a regar do jogo. Ainda falando sobre as chamadas manifestações de junho, ele, afirmou que foi bom porque serviu de lição para os governantes brasileiros. Agora, é só lê-lo.

“Por que o empresariado brasileiro não está rua fazendo campanha para que seja pública a parar de dar dinheiro? Oras, é porque a eles interessa cada um construir sua bancada.

Eu acredito que o impacto de tudo que aconteceu em junho de 2013 deve servir como uma grande lição para a sociedade brasileira e, sobretudo, para os governantes brasileiros.

Costumávamos afirmar que o povo precisa reivindicar sempre. Certamente, muita gente de partidos políticos, sindicatos e movimentos organizados da sociedade da sociedade civil foi pega de surpresa, porque foi um movimento que se deu à margem daquilo que nós conhecíamos como tradicional forma de organização. Eu me lembro que não aconteceu nada no Brasil nos últimos 40 anos que a gente não tivesse à frente. Seja o movimento sindical, sejam os partidos de esquerda, seja a UNE, sejam os Sem-Terra…

Que bom que o povo resolveu dizer, “estou aqui”. A única coisa grave do movimento é a manipulação para a tentativa de negar a política. Tenho dito publicamente, que toda vez, em qualquer lugar histórico, em qualquer lugar do mundo em que se negou a política, o que veio depois foi pior. Portanto, se você que mudar, mude através da política. Participe, entre num partido, crie um partido, faça o que você quiser. Aqui no Brasil o que teve foi o regime militar de 1964. No Chile foi Pinochet, na Argentina foi ditadura. Não queremos isto. Queremos democracia exercida em sua plenitude. A sociedade que isso. A sociedade quer debater política, então vamos debater sem medo de debater qualquer assunto. Sou daqueles que acham que não tem tema proibido.

O que eu acho importante? Aquilo não foi um movimento contra o governo, não foi um movimento em que as pessoas queriam derrubar o governo, mas foi um movimento em que as pessoas diziam, “nós queremos mais”. Nós queremos mais educação, nós queremos mais saúde, nós queremos mais transportes, nós queremos mais qualidade de vida. Aí eu lembro de um discurso do Fernando Haddad durante a campanha que ele falava você está lembrado na sua casa, da porta para frente, melhorou muita coisa, mas da porta para fora piorou ou ficou como está. E era verdade, porque o cara tinha comprado uma máquina de lavar roupa, uma geladeira, um televisor, mas a cidade não foi cuidada adequadamente. Ou seja, você não fez as tarefas para cuidar dos transportes adequadamente, não fez o saneamento básico adequado, não tornou a periferia boa para se morar.

A nossa presidenta teve a sabedoria de dar uma resposta muito imediata, colocando a reforma política como uma coisa fundamental para que a gente possa mudar a situação do Brasil, depois da questão da saúde com o Mais Médicos, depois da aprovação de 75% dos royalties para a educação… Ou seja, foram medidas tomadas pela nossa presidenta que mostraram que o governo está num processo de evolução para tentar encontrar soluções.

Eu acho que agora ninguém pode mais dizer que o problema dos transportes é só do prefeito. É do prefeito, do governador, do governo federal. Os problemas da saúde e da segurança não mais do prefeito, passam a ser dos três juntos.

Tenho dito que só teremos uma reforma política plena no dia em que tivermos uma constituinte própria para fazer uma reforma política. Achar que os atuais deputados vão fazer uma reforma política mudando o status quo é muito difícil. Pode melhorar um pouco.

Acredito que é possível discutirmos uma mudança na votação, votar em lista, financiamento de campanha. Há um equívoco de fazer a sociedade compreender que o financiamento público vai tirar o dinheiro da União. A forma mais eficaz, honesta, barata de se fazer uma campanha política é você saber que cada voto vale um centavo, R$ 1 real, R$ 10 reais e que cada partido vai ter tanto, e que cada partido vai fazer aquilo e se alguém pegar dinheiro privado tem de ser considerado crime inafiançável, para que as pessoas não fiquem subordinadas aos empresários.

Por que os empresários não estão defendendo o financiamento público? É muito interessante, que algumas pessoas que se acham as mais honestas do planeta, acham que o financiamento público é corrupção e vai gastar dinheiro público.

Por que o empresariado brasileiro não está na rua fazendo campanha para que seja pública e parar de dar dinheiro? Oras, é porque para eles interessa cada um construir sua bancada. Os bancos têm bancada no Congresso Nacional, têm influência, porque cada um tem a lista de quem financia. Quem tiver dúvida disso saia candidato para ver o que acontece para ver como você se elege no Brasil. Quando colocamos financiamento público é porque a gente acredita que pode melhorar”, disse Lula e muito mais.

HORA DAS BARBAS DE MOLHO, MENSALÃO DO PSDB! NOVO PROCURADOR-GERAL, JANOT, DIZ QUE “PAU QUE DÁ EM CHICO DÁ EM FRANCISCO”

Rodrigo Janot não criticou pedido de prisão feito por Roberto Gurgel, antecessor no cargo

Rodrigo Janot, novo Procurador Geral da República, em entrevista, fez uma avaliação prévia das condições em que encontrou o Ministério Público Federal e teceu consideração sobre como exercerá sua função no órgão de Justiça do Estado brasileiro. Para ele havia há um certo “autismo” no órgão onde prevaleceu falta de diálogo com os outros poderes, e ele pretende pregar o movimento que pede o exercício público.

Como é de lembrança recente, o antigo procurador Roberto Gurgel, teve uma administração sofrível, por isso, foi alcunhado de engavetador geral da República. Uma alusão ao Procurador Geral da República do desgoverno de Fernando Henrique: Geraldo Brindeiro. Como é de lembrança um pouco longa, engavetava os processos contra aliados de seu governo. Gurgel não engavetava processos contra aliados dos governos Lula e Dilma, pelo contrário: fazia alarde. Chegou a dizer que a Ação Penal 470 era o maior julgamento da história do Brasil. Deixou visível sua consciência direitista que prejudicava os trabalhos do Ministério Público, visto que chegava a tomar posições claras em relação aos personagens que compõem essa expressão atrasada da política brasileira. Adorava as luzes das ribaltas globianas. Como engavetador geral, engavetou pedidos de investigações sobre Aécio Never. Fez e desfez em seu cargo público por força de sua concepção privada, e desentendimento do público.

Indagado se iria movimentar o processo conhecido como mensalão mineiro, produzido no governo de Fernando Henrique, ele respondeu com a sabedora-moral popular: “O Pau que dá em Chico dá em Francisco”.

Corrupção do desgoverno do príncipe sem trono que revelou Marco Valério e Daniel Dantas, este amigo do ministro da Gilmar Mendes que lhe concedeu dois habeas-corpus em menos de 48 horas: a Polícia Federal prendia, e ele mandava soltar. Essa corrupção foi fecundada e parida nesse desgoverno. E por ordem de julgamento, essa corrupção deveria ter sido julgada por primeiro, antes do alcunhado mensalão do PT, mas entrou a força conservadora do tribunal e a atuação nazifascista da mídia acéfala, e deu no que já é do conhecimento de todos.

– Sobre o processo do mensalão mineiro.

“Pau que dá em Chico dá em Francisco. O que posso dizer é que, aqui na minha mão, todos os processos, de natureza penal ou não, vão ter tratamento isonômico e profissional. Procuradores, membros do Ministério Público e juízes não têm processo da vida deles. Quem tem processo de vida é advogado. Para qualquer juiz e para o Ministério Público todo processo é importante”.

– Sobre o risco de prescrever outro crime do Mensalão mineiro como formação de quadrilha.

“Uma das minhas formas de trabalho aqui é dá prioridade a qualquer processo com risco iminente de prescrição. Isso é buscar efetividade da Justiça”.

– Sobre pareceres aos embargos infringentes.

“Eu tenho de esperar o acórdão. Vou me desincumbir do que tenho de fazer o mais rápido possível. Mas não posso dizer se vou usar o prazo todo ou não. Vai depender do acórdão. Eu vou inclusive usar o recesso. Não vou tirar férias”.

– Sobre o julgamento do mensalão como um marco contra a impunidade.

“Não. Eu tenho muito receio em dizer que um processo é um marco contra a impunidade, que é um marco disse ou daquilo. Eu espero que isso contribua, dentro de um contexto maior, para que todo processo chegue ao final com o resultado que a lei prevê. Será que esse é o grande marco? Não sei se é o grande marco. Eu olho para trás e vejo que este julgamento, há 20 anos, não teria ocorrido, não existiria o processo. Essa tem que ser a grande mudança”.

– Sobre os 20 anos.

“Havia uma resistência a se aplicar igualmente a lei para todo mundo. Hoje a República é mais República”.

– Sobre alguns afirmarem que o mensalão foi o maior escândalo da história do país.

“O que é o maior? Receber um volume de dinheiro de uma vez só ou fazer uma sangria de dinheiro da saúde, por exemplo. São igualmente graves, mas eu não consigo quantificar isso. Não sei o que é pior. Não sei se este é o maior caso de corrupção, não. Toda corrupção é ruim”.

– Sobre o fato do mensalão ter personagem do governo.

“E a (corrupção) difusa? Envolve também muita gente. Dinheiro que sai na corrupção falta para o atendimento básico de saúde, educação e segurança pública. Toda corrupção é ruim”.

– Sobre a falta de diálogo entre os poderes.

“Investigação não é diálogo. Falo de relação institucional entre os poderes.

O Ministério Público se fechou. Virou uma instituição autista. Diálogo não é composição. Se eu tiver de investigar, eu vou investigar. Eu sou mineiro ferrinho de dentista”.

– Sobre acelerar os processos que se encontram no Ministério Público.

“Vou dar maior transparência às questões que tramitam no gabinete do procurador-geral. A sociedade brasileira tem direito de saber o que tem aqui dentro, como tramitam os processos e os prazos. Eu quero abrir o gabinete. Minha segunda meta é acabar com os processos que ficam na prateleira. O acervo é a massa do diabo. Não podemos ter medo de arquivar e de judicializar”…

Esta entrevista foi realizada por repórteres de um jornal da ultradireita que, juntos com outras expressões da mídia sequelada, lutou pela condenação, de qualquer forma dos réus da Ação Penal 479, mas ficou terrivelmente perturbada com o voto constitucional do ministro Celso de Mello. Entretanto, a formação dos temas foi organizada pelo blog intempestivo, por isso fica fácil compreender como os serviçais do jornal reacionário pretendia fazer com que o Procurador-Geral da República respondesse ao contento das direitas. O que deu chabu.

Três breves observações sobre as respostas de Janot.

1 – Deixar claro que o mensalão do PSDB vai entrar na roda. Agora, os direitistas não escapam.

2 – O Procurador-Geral da República disse que há 20 anos esse processo não existiria. Talvez, Janot, tenha errado no cálculo. Há 12 anos tipos desses processos não existiriam, como não existiram. Que processo contra corrupção envolvendo o governo Fernando Henrique, foi ao cabo? Nenhum. Exemplos, a compra de votos, a privatização, Furnas, o próprio mensalão do PSDB. Por que se chamou Geraldo Brindeiro de engavetador da República?

3 – Janot fala que a corrupção é ruim porque tira dinheiro da saúde… No tempo que Serra era ministro da Saúde ocorreram várias denúncias de corrupção no órgão.

LULA, EM ENTREVISTA, DIZ QUE OS PAÍSES PRECISAM CRIAR UMA GOVERNANÇA GLOBAL PARA IMPEDIR A SUPREMACIA DOS EUA

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o metalúrgico, concedeu entrevista em analisa os temas principais que são predominantes nos dias de hoje. Tanto temas nacionais, como a espionagem promovida pelos Estados Unidos sobre o governo Dilma Vana Rousseff, órgãos públicos e cidadãos brasileiros, como temas internacionais como a ameaça do país norte-americano em desejar invadir a Síria, e também o uso de armas químicas contra a população civil de Damasco.

Lula concedeu a entrevista durante a realização do seminário “A Democracia, a Paz e a Justiça Social no Brasil e na África”, promovido por Diálogos Capitais da revista, Carta Capital.  A revista semanal livre de qualquer enunciação nazifascista.

“Precisamos levar a sério a discussão da democracia nesse mundo globalizado. Precisamos discutir a sério uma coisa chamada governança global. Pode por acaso, o seu Obama e seu sistema de vigilância ficar bisbilhotando a conversa de nossa presidenta.

Antes, era preciso ter dinheiro, pegar passaporte, pagar viagem de avião – para conhecer a realidade de outros países -.Hoje qualquer sujeito em uma sala em Nova York fica sabendo o que você está fazendo, em plena a democracia. Cadê a decisão judicial que permite ouvir? Qual foi o delito que a Dilma cometeu? Sabe-se Deus se eles não estão gravando esse debate aqui.

Fiquei horrorizado com aquelas crianças mortas no subúrbio de Damasco. Foi uma coisa que eu gostaria de passar pela Terra sem ver. Mas quem foi que disse que fez aquilo?

Onde é que decidiu-se que deveriam invadir a Líbia?

Os americanos sozinhos inventaram que o ouro não valia mais nada, que o padrão ia ser o dólar, e que só eles iam ter a maquininha de fazer dólar. Quando é que o mundo vai discutir uma moeda mundial?

Eu não sei se o Ban-Ki-moon já foi à Síria. Achei engraçado que vi outro dia no jornal: a ONU vai investigar armas químicas. E tinha a foto dos rebeldes. Que é que dar as armas deles? Eu acho que pelo bem da Síria, o Assad estava bem na hora de ir embora, mas democraticamente, para não acontecer o que aconteceu no Egito”, analisou lucidamente Lula.

Com mais teor lúcido Lula, chamou a atenção para posição da ONU em relação à Palestina.

“A mesma ONU que criou o Estado de Israel em 1948 não teve coragem de criar um Estado Palestino?”, questionou Lula.

Fernando Haddad e a militância digital

Do Jornal GGN

Em plena efervescência do Movimento Passe Livre, o prefeito Fernando Haddad recebeu o Jornal GGN em seu gabinete, na prefeitura de São Paulo.

Contou sobre os convites para que o MPL viesse negociar, a dificuldade de identificar os líderes do movimento, a surpresa quando viu reprtagem com uma das lídreres – que parecia ser da idade de sua filha.

Mostrou a impossibilidade da tarifa zero, os custos dos transportes nos últimos anos.

Finalmente, discorreu sobre o novo personagem político, o militante virtual. Muitos de seus assessores foram às ruas pelas diretas e com os caras pintadas. No momento, debruçam-se em reuniões para aprender como abrir a porta e trazer a rapaziada para as salas, em vez de ficarem batendo a cabeça nos corredores.

É cuidadoso na análise dos incidentes, para não contaminar as relações com o governo do Estado.

Assange defende aumento massivo de meios de comunicação

Em entrevista à Carta Maior, concedida na embaixada do Equador no Reino Unido, Julian Assange fala sobre seu novo livro, que está sendo publicado no Brasil, e analisa o atual momento da mídia mundial. “O abuso que grandes corporações midiáticas fazem de seu poder de mercado é um problema. Nos meios de comunicação, a transparência, a responsabilidade informativa e a diversidade são cruciais. Uma das maneiras de lidar com isso é abrir o jogo para que haja um incremento massivo de meios de comunicação no mercado”, defende.

Marcelo Justo – Direto de Londres

O fundador de Wikileaks, Julian Assange, recebeu a Carta Maior em um escritório especial que a embaixada do Equador no Reino Unido preparou para que ele converse com a imprensa no momento da publicação no Brasil de seu novo livro “Cyberpunks. A Liberdade e o futuro da internet”. Veste uma camiseta da seleção brasileira, com o número sete e seu nome nas costas: a desenvoltura futebolística combina com seu bom bom humor. O cabelo branco e a pele quase translúcida lhe dá um ar de albino insone, mas os mais de seis meses encerrado nos confins da embaixada e o mais que incerto futuro ante à decisão do governo britânico de não conceder-lhe o salvo-conduto que permitiria que viajasse ao Equador, não parecem pesar muito.

É certo que ele em uma aparentemente merecida fama de recluso e que em seu pequeno quarto na embaixada deve fazer o mesmo que fazia a maior parte do tempo em sua vida livre: ficar grudado em seu computador e na internet. É difícil imaginar a vida de Julian Assange sem a tela do monitor e o ciberespaço. Por isso o livro que começa a ser vendido este mês no Brasil, publicado pela editorial Boitempo, contem algo tão inesperado como a camiseta brasileira: uma visão particularmente cética e mesmo negativa sobre o impacto da internet.

Você fala em seu livro da internet como uma possível ameaça para a civilização. Muitos pensam que a internet é uma arma para o progresso humano que produziu, entre outras coisas, Wikileaks. Sua interpretação não é um pouco pessimista?

Assange: Não resta dúvida que a internet deu poder às pessoas que não o tinham ao possibilitar o acesso a todo tipo de informação em nível global. Mas, ao mesmo tempo, há um contrapeso a isso, um poder que usa a internet para acumular informação sobre nós todos e utilizá-la em benefício dos governos e das grandes corporações. Hoje não se sabe qual destas forças vai se impor. Nossas sociedades estão tão intimamente fundidas pela internet que ela se tornou um sistema nervoso de nossa civilização, que atravessa desde as corporações até os governos, desde os casais até os jornalistas e os ativistas. De modo que uma enfermidade que ataque esse sistema nervoso afeta a civilização como um todo.

Neste sistema nervoso há vários aparatos do Estado, principalmente, mas não unicamente, dos Estados Unidos, que operam para controlar todo esse conhecimento que a internet fornece à população. Este é um problema que ocorre simultaneamente com todos nós. E se parece, neste sentido, aos problemas da guerra fria.

Você é muito crítico do Google e do Facebook que muita gente considera como maravilhosas ferramentas para o conhecimento ou as relações sociais. Para essas pessoas, em sua experiência cotidiana, não importa a manipulação que possa ser feita na internet.

Assange: Não importa porque esta manipulação da informação está oculta. Creio que nos últimos seis meses isso está mudando. Em parte por causa de Wikileaks e pela repressão que estamos sofrendo, mas também pelo jornalismo e pela investigação que está sendo feita. O Google é excelente para obter conhecimento, mas também está fornecendo conhecimento sobre os usuários. Ele sabe tudo o que você buscou há dois anos. Cada página de internet está registrada, cada visita ao gmail também. Há quem diga que isso não importa porque a única coisa que eles querem é vender anúncios. Esse não é o problema. O problema é que o Google é uma empresa sediada nos Estados Unidos sujeita à influência de grupos poderosos. Google passa informação ao governo de maneira rotineira. Informação que é usada para outros propósitos que não o conhecimento. É algo que nós, no Wikileaks, sofremos em primeira mão e que vem ocorrendo com muita gente.

Mas no que concerne o controle do Estado há usos legítimos da internet para a luta contra a pornografia infantil, o terrorismo, a evasão fiscal…

Assange: Indiscutivelmente há usos legítimos e a maior parte do tempo a polícia faz isso adequadamente. Mas nas vezes em que não faz, esses usos podem ser terríveis, aterrorizadores, como está ocorrendo atualmente nos Estados Unidos. É preciso levar em conta que o que chamamos de quatro cavaleiros do apocalipse – a pornografia infantil, o terrorismo, as drogas e a lavagem de dinheiro – são usados para justificar um sistema de vigilância massivo da mesma maneira que usaram armas de destruição em massa para justificar a invasão do Iraque. Não se trata de uma vigilância seletiva de pessoas que estão cometendo um delito. Há uma gravação permanente de todo mundo. Isso é uma ameaça diferente de tudo o que já vivemos antes, algo que nem Goerge Orwell foi capaz de imaginar em “1984”.

No Ocidente, falou-se muito da revolução do Twitter para explicar a primavera árabe. Esse não é um exemplo perfeito do potencial revolucionário da internet?

Assange: A primavera árabe se deveu à ação das pessoas e dos ativistas, desde a Irmandade Muçulmana até outros grupos organizados. A internet ajudou o pan-arabismo da rebelião com pessoas de diferentes países aprendendo umas com as outras. Também ajudou a que Wikileaks difundisse os documentos que deram mais ímpeto ao movimento. Mas se você olha para os manuais dos grupos que coordenavam os protestos, na primeira e última página, recomendavam que não se usasse Twitter e Facebook. Para as forças de segurança as mensagens no Twitter e no Facebook são um documento probatório de fácil acesso para prender pessoas.

O que pode se fazer então?

Assange: A primeira coisa é ter consciência do problema. Uma vez que tenhamos consciência disso, não nos comunicaremos da mesma maneira por intermédio desses meios. Há uma questão de soberania que os governos da América Latina deveriam levar em conta. As comunicações que vão da América latina para a Europa ou a Ásia passam pelos Estados Unidos. De maneira que os governos deveriam insistir que os governos deveriam insistir para que essas comunicações sejam fortemente criptografadas. Os indivíduos deveriam fazer a mesma coisa. E isso não é fácil.

De que maneira um governo democrático ou um congresso pode contribuir para preservar o segredo das comunicações pela internet?

Assange: Para começar, garantindo a neutralidade do serviço. Do mesmo modo que ocorre com a eletricidade, não se pode negar o fornecimento com base em razões políticas. Com a internet não deveria existir essa possibilidade de controlar o serviço. O conhecimento é essencial em uma sociedade. Não há sociedade, não há constituição, não há regulação sem conhecimento. Em segundo lugar, é preciso negar às grandes potências e superpoderes o acesso à informação de outros países. Na Argentina ou no Brasil a penetração do Google e do Facebook é total. Se os parlamentos na América latina conseguirem introduzir uma lei que consagre a criptografia da informação, isso será fundamental.

Temos falado da revolução do Twitter, mas em termos de meios mais tradicionais, como a imprensa escrita ou a televisão, vemos que há um crescente debate mundial sobre seu lugar em nossa sociedade. O questionamento ao poder de grandes corporações midiáticas como o grupo Murdoch ou Berlusconi na Itália e as leis e projetos na Argentina ou Equador para conseguir uma maior diversidade midiática mostram um debate muito intenso a respeito. O que você pensa sobre essas iniciativas?

Assange: Nós vimos em nossa própria luta como o grupo Murdoch ou o grupo Bonnier na Suécia distorceram deliberadamente a informação que forneceram sobre nossas atividades porque suas organizações têm um interesse particular no caso. Então temos, por um lado, a censura em nível do Estado e, por outro, o abuso de poder de grupos midiáticos. É um fato que os meios de comunicação usam sua presença para alavancar seus interesses econômicos e políticos. Por exemplo, “The Australian”, que é o principal periódico de Murdoch na Austrália, vem sofrendo perdas há mais de 25 anos. Como isso é possível? Por que ele segue mantendo esse veículo. Porque ele é utilizado como uma arma para atingir o governo para que este ceda em determinadas políticas importantes para o grupo Murdoch.

O presidente Rafael Correa faz uma distinção entre a “liberdade de extorsão” e a “liberdade de expressão”. Eu não colocaria exatamente assim, mas temos visto que o abuso que grandes corporações midiáticas fazem de seu poder de mercado é um problema. Nos meios de comunicação, a transparência, a responsabilidade informativa e a diversidade são cruciais. Uma das maneiras de lidar com isso é abrir o jogo para que haja um incremento massivo de meios de comunicação no mercado.

Tradução: Katarina Peixoto

SABATINA MIDIÁTICA

Sabatina Midiática

@ O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, em entrevista para o programa Bom Dia, Ministro – produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) – afirmou que a questão da distribuição de terra, no Brasil, deve ser sustentável; ou seja, permitir que as famílias assentadas possam fazer da terra algo produtivo e, não apenas, possuí-las de forma improdutiva, tornando-as, com efeito, “favelas rurais”: “Não adianta a gente cometer a irresponsabilidade de distribuir muita terra e não permitir que o agricultor encontre na terra uma maneira de sobreviver. No Brasil, há muitos assentamentos que se transformaram quase em favelas rurais”, disse o ministro.

Gilberto Carvalho

Tal situação levou o ministro a justificar o freio, por parte do governo federal, na distribuição de terras: “Foi com essa preocupação que a presidenta Dilma fez uma espécie de freio do processo para repensar essa questão da reforma agrária e, a partir daí, tomarmos um cuidado muito especial sobre o tipo de assentamento.”

Neste sentido, o governo federal, de acordo com a Agência Brasil, criou um programa para manejar a distribuição de terras: Segundo Carvalho, o Programa Terra Forte, lançado no início da semana pela presidenta em Arapongas (PR), é resultado da reflexão e da decisão política de tornar os assentamentos uma referência positiva. O programa investirá R$ 600 milhões em projetos de agroindústria para assentamentos da reforma agrária. “Não queremos assentamentos dependentes do INCRA [Instituto Nacional de Reforma Agrária], não queremos assentamentos que sejam apenas uma forma de enganar as pessoas dando a elas uma esperança que depois não se concretiza.”, disse a presidente.

Uma reforma agrária não tem que ser, necessariamente, sustentável. Ainda que este tipo de reforma agrária possa garantir o direito de liberdade, igualdade, solidariedade e uma justa distribuição de terras e de possibilidades, ela não será capaz de fazer perseverar o ser, pois ainda estará na ordem do mercado, separando o homem da sua raiz de produção, que é a terra. Reforma agrária pode ser, melhor dizendo, uma nova produção e reprodução de subjetividade, uma vez que, assim, o homem poderia retornar-se homólogo à terra.

Marco Aurélio Garcia, assessor internacional da Presidência da República.

Marco Aurélio Garcia, assessor internacional da Presidência da República.

@ Marco Aurélio Garcia (MAG para os amigos), assessor internacional da Presidência da República, “é um dos principais articuladores do Foro de São Paulo, o movimento contra-hegemônico das esquerdas latino-americanas à política de submissão da região aos interesses dos Estados Unidos e das corporações capitalistas do Velho Mundo.” É o que afirma o jornalista Leandro Fortes, em seu texto no si te da revista Carta Capital.

O jornalista da insigne revista demonstra, em sua argumentação, o quanto as polêmicas sobre a internação e cirurgias hipoteticamente custeadas pelo SUS, criadas miticamente pela oposição, são resmungos caducos da velha redução da política aos interesses da produção do capital.

LEANDRO-FORTES

Jornalista Leandro Fortes, colunista da revista Carta Capital.

Leandro Fortes não cansa de demonstrar o quanto MAG é uma das ferramentas essenciais para a a legria do governo federal petista: “Então, essas pessoas que, hoje, sem um argumento melhor, ficam pateticamente perguntando se Marco Aurélio Garcia ao menos entrou na fila do SUS, estão, na verdade, naquela empreitada envergonhada, pessoal e impublicável dos que torciam secretamente pelo avanço dos tumores que um dia atormentaram a vida e o futuro político de Lula e Dilma Rousseff.”

É aprazível compartilharmos do entendimento de Leandro Fortes, que finda o seu texto com a emblemática frase: “Sem voto, sem popularidade e despidos de humanidade, jogam todas as fichas no câncer – ou na fraqueza do coração – alheio.”

@ O governo federal, no dever de proteger a cidadania e proporcionar à população um espaço digno de ser vivido, através da secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), lançou, na manhã desta quinta-feira (07) no Rio de Janeiro, a campanha Nacional de Carnaval de Proteção à Criança e ao Adolescente que tem como tema: “Não desvie o olhar. Fique atento-Denuncie. Proteja nossas crianças e adolescentes da violência”.

Segundo o Portal Brasil, o objetivo da campanha é fazer com que as pessoas que tiverem informações sobre violência contra crianças e adolescentes procurem os conselhos tutelares, a polícia ou denunciem ao Disque 100.

Ademais, a campanha, divulgada por dispositivos variados da mídia, destaca a necessidade de se refletir sobre as questões que permeiam a criança e o adolescente. Além de assegurar o direito à proteção e à vida, o governo federal problematiza a importância do educar no espaço de produção social.Campanha ECA


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

Acesse esquizofia.wordpress.com

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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