Archive for the 'Governo do Estado' Category

PROFESSORES TENTAM DIÁLOGO, MAS GOVERNADOR AMAZONINO CONTINUA INTRANSIGENTE

Produção Afinsophia.

Em movimento contínuo da luta pela educação-democrática, os profissionais da educação  do estado do Amazonas, tentaram, na manhã de hoje, dia 28, encontrar em contato com o governador Amazonino, porém tiveram o seu intento frustrado pela intransigência desse que há anos tem se mostrado inimigo da educação.

 Quase cinco mil trabalhadores da educação se dirigiram ao palácio do governo que fica no Bairro da Compensa, mas não viram o intento profissional compensado. Amazonino não se colocou acessível ao diálogo impedindo a entrada dos grevistas ao recinto oficial. Diante da obstrução dialógica, impossibilidade da práxis-política-transformadora, os trabalhadores da educação realizaram alguns atos contrários à intransigência amazoninozoica: perseguição aos professores, recusa de contactar com o mundo real. 

    Durante a mobilização, vários professores realizaram parlamentos denunciando o quadro que já mostra sinais claros de esquizofrenia-social: impossibilidade da fala construtora como expressão da sociedade-democrática. Porém, esse  surto não ocorrerá, tratando-se da potência-política dos trabalhadores, já que a greve é a expressão da produção de saúde do trabalhador. Não se deixar oprimir para não entrar no quadro esquizofrênico promovido pelas forças antidemocráticas.

   Um fato novo foi apresentado na luta dos professores, nessa manhã. Centenas de estudantes, em comboio, compareceram ao ato se solidarizando com a causa que também envolve eles. Desta forma, comprova-se que Amazonino, com sua obstinação, vem conseguindo fortalecer a luta. Um talento próprio dos intransigente que ninguém pode desprezar. Amazonino despertou o coração do estudante. Logo ele que fantasiava, em um de seus passados, se aposentar para se dedicar ao ensino de filosofia aos jovens das periferias. 

   Dando continuidade ao calendário de luta-sagrada da quadra cristã, os grevistas vão manter encontros setoriais, pela parte da tarde, nos diversos bairros da cidade para que o fogo prometeico continue intenso em seu calor e brilho. 

     Avante, Companheiros e Companheiras!  

MANAUS DESPERTA COM CARREATA-HISTÓRICA PRODUZIDA POR PROFESSORES CONTRA INTRANSIGÊNCIA DO GOVERNADOR AMAZONINO QUE TEIMA EM NÃO ATENDER REIVINDICAÇÕES DA CATEGORIA

   

Produção Afinsophia.

                                                                                                             “O homem é, no sentido mais literal, um dzôon politikhón,

                                                                                                    não só um animal sociável, mas um animal que só em sociedade

                                                                                                    pode isolar-se”.

                                                                                                                                                   Marx

 

                      Qualquer trabalhador, não alienado, sabe que a greve é o fundamento de sua existência como sujeito-produtivo. Um saber-trabalhador que não precisa ter lido Marx. É o que está sendo manifestado pela maioria dos trabalhadores da rede de ensino público do estado do Amazonas. Escreve-se a maioria dos trabalhadores, porque uma diminuta parte, pela força de sua alienação-política, não sabe dessa potência-política do trabalhador que é a grave. Daí se encontrar sob o comando do governador Amazonino. Essa diminuta parte não aprendeu com o humorista-filósofo, Millor Fernades, que “quem se abaixa ao opressor, mostra a bunda ao oprimido”. Síndrome de deficiência-pudenda. 

          Pois bem, conforme o prometido ontem, dia 22, dia em que o STF, através de uma liminar, impediu que Moro e assemelhados, como a Globo-americanófila, se exultassem com a prisão de Lula, os  professores, pedagogos e  funcionários administrativos, produziram pela manhã de hoje a carreata-histórica de sua categoria tendo por leitmotiv às reivindicações profissionais junto ao intransigente governador do Amazonas, Amazonino Mendes. A carreata-histórica da categoria – pela primeira vez os agentes da educação no Amazonas produziram um feito jamais visto na história sofrida do estado – contou com quase três mil carros. Não houve mais veículos,porque, como se sabe, a categoria dos professores, em função de seus salários, não ganha o suficiente para poder comprar um veículo. Aí, um dos fatores do significado histórico da carreata. 

         Logo pela manhã, os profissionais da educação se concentraram em frente da Arena Amazonas – uma obra superfaturada – para determinar quais os percursos iriam seguir, já que o objetivo era chegar ao centro da cidade. Decidido os percursos, após alguns pronunciamentos, eles começaram o duplo movimento: movimento-matemático-geográfico, locomoção dos veículos; e movimento-consubstancial, transformações de suas consciências-ontológicas. 

        Chegaram em frente da Assembleia Legislativa do Estado, corpo que comporta a maioria de deputados reacionários, golpistas como os oito deputados federais do Amazonas que votaram pelo golpe em favor da opressão norte-americana, realizaram algumas falas, já que tais deputados são afásicos, pegaram, a Avenida Djalma Batista, em seguida às Ruas Comendador Clementino, Japurá, Tarumã, Avenida Getúlio Vargas e chegaram ao local do desfecho. Uma festa que afetou de alegria os transeuntes que em sua maioria se encontra cúmplice com os grevistas. 

         Agora, pela parte da tarde, os trabalhadores da educação encontram-se reunidos nas setoriais-comandos de greve distribuídos pelas zonas-geográficas da cidade de Manaus. Cada membro apresentará suas propostas de manutenção da grave, e decidir se a greve será por tempo indeterminado ou não. Quer dizer: indeterminado por Amazonino, já que ele teima em cultivar seu “nino”. Como dizem os profissionais da educação para Amazonino: “Governador, fala a verdade, educação nunca foi prioridade!”

          Marx manda mais lembranças aos pseudos trabalhadores-alienados que se encontram cooptados pelo governo. “Não digais que o movimento social exclui o movimento político. Não existe, jamais, movimento político que, ao mesmo tempo, não seja social”. 

        Avante, Companheiros!  

GREVE GERAL: PROFESSORES, PEDAGOGOS E ADMINISTRATIVOS DO AMAZONAS DECIDEM PARALISAR AULAS POR TEMPO INDETERMINADO.

Produção Afinsophia 

15:30. Praça da Polícia. 5.000 professores segundo a coordenação da ASPROM. Com esse contingente foi iniciada a grande assembleia geral dos professores, pedagogos e administrativos da Secretaria Estadual de Educação do Amazonas. A coordenadora geral Helma Sampaio fez a abertura da Assembleia narrando o  histórico do processo de reivindicações junto ao governo e depois Lambert Melo passou as informações das contrapropostas do governo para a categoria. Dentre as propostas do governo constava repor a inflação  de 2017 em 4% e repor os anos de 2015, 2016 de forma escalonada; não desconto do auxílio transporte, vale alimentação para todos os servidores e uma majoração de R$ 200,00 passando para R$420,00 por CPF de professores em sala de aula. O governo também aceitou a proposta de promover só por titularidade e não por tempo de serviço seus trabalhadores.

Colocada em votação essas propostas a categoria rejeitou e um passo estava dado para a deflagração da greve geral dos professores, pedagogos e administrativos da Seduc-Am, pois entendeu que essas propostas repassadas para o SINTEAM não eram do interesse da categoria.

Os advogados Alessandro Simoneti e Almino Lima explicaram sobre o direito de greve, mas Lambert Melo disse que no momento em que o Brasil vive Estado de exceção em virtude do golpe de Estado os direitos dos trabalhadores foram “surrupiados”. Antes com o direito de greve, explicava Lambert, o patrão não podia descontar do salário do trabalhador, só descontaria se a greve fosse julgada ilegal. Com o golpista Michel Temer o patrão desconta o salário e se julgada legal repõe o dinheiro de acordo com sua conveniência.

Uma greve para ser julgada ilegal, disse um dos advogados, só ocorre quando não se observa atos ilícitos. Não é caso em discussão, pois o governo do Estado não cumpre a data base a 4 anos; cancelou o plano de saúde, por exemplo.

Com a rejeição das propostas do governo a categoria votou por unanimidade a deflagração da greve que entrará em vigor 72 horas depois que o governador for comunicado. Isto será feito no próximo dia 19 de março, segunda-feira. A greve só se instala depois disso. 30% das escolas devem continuar funcionando até quinta-feira. Nesse dia acontecerá a primeira manifestação de rua da categoria. Será as 7 horas em frente ao palácio do governo, na Compensa.

Todos os presentes à assembleia passaram a fazer parte do comando de greve e hoje, dia 17, todos devem retornar à praça da polícia para a primeira reunião de orientações e direcionamento de atividades da greve. 15:00 horas.

 

 

POLÍCIA FEDERAL PRENDE, FAZ CONDUÇÃO COERCITIVA DE EMPRESÁRIOS E MEMBROS DE EX-GOVERNOS CORRUPTOS NO AM

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Produção Afinsophia

Seis da matina. Polícia Federal. Homens de preto. Fuzis e Pistolas nas mãos. Carros e sirene. Velocidade. Condomínios, casas de luxo, olhares. Presos, carros, sirenes. sede da PF.

A Polícia Federal no Amazonas em ação conjunta com a CGU ao dar continuidade à operação Maus Caminhos chamada agora de Operação Custo Político, expressão usada por um dos membros da OCRIM, por volta das 6 da matina pegou membros de ex-governos de pijama. A operação tem como objetivo investigar crimes de corrupção ativa, passiva, lavagem de grana e OCRIM.

O roubo era praticado por membros da OCRIM se beneficiando de recursos desviados do Fundo Estadual de Saúde do Amazonas e com isso efetuava pagamentos de propinas para agentes e servidores públicos com o objetivo de obtenção de privilégios na liberação de pagamentos, obtenção de contratos públicos e o encobrimentos dos roubos.

A operação cumpriu 03 mandados de prisão preventiva, 09 mandados de prisão temporária, 27 conduções coercitivas, 27 mandados e busca e apreensão, 18 mandados de sequestro de bens móveis e imóveis, incluindo um teco-teco Cessna 560 XLS.

A Justiça indisponibilizou ainda 67 milhões de reais visando o futuro ressarcimento para o Estado.

A operação aconteceu hoje, dia 13 de dezembro de 2017 nas seguintes  cidades: Manaus (AM), São Paulo (SP), Recife (PE) e Brasília (DF). Participaram da operação 135 policiais fedeais e 6 servidores da CGU.

Em Manaus a operação foi comandada pela juíza Ana Paula Serizawa alcançando importantes membros de ex-governos do Amazonas. São eles: Raul Zaidan, Wilson Alecrim e Pedro Elias. Está também em poder da PF o empresário Leopoldo da empresa Costa Rica e Chaguinha da transportadora Aliança.

TEMER O INVISÍVEL “ESQUISITÃO” PARA TRUMP

Produção Afinsophia.

A sabedoria popular diz: Quem muito fala se si tenta esconder sua insignificância. Ou, como diz Chico Piraíba: Falar de si é falar de nada. Temer, uma figura que há muito mostra que nada pode falar de si que reflita interesse coletivo, mais ainda sendo um pobre golpista, nos últimos dias, diante de sua derrocada fatal, vem querendo se auto-elogiar buscando engabelar os incautos. Triste empresa: para seus desgoverno não há mais incautos.

  Depois da dança espectral do vai não vai ao G20, ele foi e não foi. Foi não indo: afirmou que tem trabalhado para aumentar o desemprego. Ele não foi: vídeo o mostra zumbizando pelo salão hamburguense sem ser notado por viva alma. Se não fosse do outro mundo, diria-se que se tratava de um espetáculo deprimente. Mas, como trata-se de coisas de outra esfera transmortal, não se pode fazer qualquer consideração. Aos zumbis os seus zumbidos.

  Tentando criar uma situação em que ele mesmo acreditasse em si, afirmou que falara com Trump sugerindo para ele “aproximar empresários brasileiros e americanos para gerar novos negócios”, e que o presidente ianque havia dito que “gostou da ideia”. Fantasia pura para provocar por si mesmo  auto-elogio, já que ninguém do G20 lhe deu qualquer pelota. Por isso, voltou para onde não saiu: o trono golpeado.

   Para provar a invisibilidade de Temer, o ianque Trump, depois que sentiu aquela névoa roçar em si, perguntou ao seus assessor:

      – Quem era aquele senhor esquisitão”.

   Como diz o sábio Cheidepira:  A pior desgraça para uma alma vaidosa é saber que até sua vaidade escapou dela, porque nenhuma alma ambiciosa existe sem vaidade”.  

SENADOR-GOLPISTA EDUARDO BRAGA (PMDB/AM) REAFIRMA A LÓGICA DO MEU PIRÃO PRIMEIRO: AGORA, DIZ DEFENDER OS TRABALHADORES

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                                                              Fazer o quê?

 

 Produção Afinsophia.

 O senador do PMDB pelo Amazonas, Eduardo Braga, faz parte do grupo-ideológico de representantes legislativos que participaram do golpe que usurpou o cargo da presidenta Dilma Vana Rousseff, eleita com mais de 54 milhões. Ele, mais o senador Omar Aziz e mais os oito deputados federais participaram decisivamente na execução da violência contra a democracia que colocou no poder o dublê de presidente, o golpista-mor, Michel Temer. Golpista, que para parte do judiciário, maioria do Congresso Nacional e mídias-acéfalas tinham como necessário para levar a efeito o plano de assaltar o Estado Brasileiro como hoje vem ocorrendo. Ele foi um dos governadores que mais benefícios recebeu dos governos populares Lula e Dilma para serem aplicados no desenvolvimento do estado. Além de ainda ser indicado ministro no governo Dilma.

  Eduardo Braga é originário de família burguesa do Amazonas e começou sua escalada de “sucesso” no ramo da alcunhada vida partidária com o apoio do grupo mais reacionário que já existiu no estado. Foi apadrinhado e esteve sempre unido aos ex-governadores Gilberto Mestrinho e Amazonino Mendes. Foi prefeito indicado por Amazonino, depois governador e, agora, é senador. Portanto, transpira o odor do que há de mais atrasado na apelidada política brasileira. Teve encadeamentos interesseiros com os outros reacionários como ex-governadores Omar Aziz, que foi seu vice, hoje senador, e o cassado Zé Melo. Portanto, tem um currículo reacionário invejável.

  Com a cassação de Zé Melo a lei manda que haja eleições diretas. Eduardo Braga, como não podia ser diferente para seus planos, é candidato. Como candidato, pretende que não haja qualquer suspeita sobre sua consciência democrática. Daí, que como participou do golpe que vem destruindo a economia brasileira, proporcionando a situação perversa explicitada por mais de 14 milhões de desempregados, a destruição da Previdência Social e predação de outros setores da sociedade brasileira, além da nudez completa dos agentes da corrupção de seu partido, decidiu se mostrar companheiro dos trabalhadores em voto separado, ontem, dia 22, contra a Reforma (entenda-se: deforma) Trabalhista na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania (CCJ), do Senado. 

    “O que se tem verificado é a completa submissão do trabalhador aos interesses do empresariado. A matéria tem sido discutida de forma açodada. Em que se pese as inúmeras sugestões enviadas pelas diversas representações dos trabalhadores e da sociedade civil, não houve qualquer alteração do conteúdo do projeto de lei em exame, como se ele refletisse os anseios de patrões e empregados”, afirmou o “revolucionário” Eduardo.

    Diante do pronunciamento, alguns analfabetos políticos, antibrecheteanos, podem dizer: “Quem sabe que o Dudu não mudou?”. A narrativa do Amazonas mostra que não: ele, certa vez, simulou que iria se separar dos reacionários: ganhou o apoio de Amazonino que o indicou para o governo chamando-o de “Meu garoto”. E, teimando, os analfabetos políticos, podem continuar: “Mas quem sabe que ele, pelo menos, aprendeu a a valorizar o trabalhador”. Não. Só quem sabe do trabalhador é o próprio trabalhador, não precisa nem ter estudado Marx. E mais, Eduardo, como muitos dos representantes chamados de políticos do Amazonas, nunca vivenciaram a práxis(ação) e a poieses (criação) do trabalho, que leva o trabalhador a ser voz de si mesmo. Essa gente só teve emprego no Legislativo e Executivo. Trabalho é a práxis e a poieses que mudam a figura do mundo, como diz o filósofo Sartre, sobre ação do Para-si.

    De formas que Eduardo Braga reafirma a tradicional lógica do meu pirão primeiro. Ou, como diz Brecht: “Primeiro a barriga depois a moral!”      

GOLPISTAS! A PAPUDA NÃO MERECEU JOSÉ GENOÍNO, MAS ELA ESPERA VOCÊS

Os detratores, degredados, filhos de Aécios, aéticos homens que de tudo fizeram para derrubar a presidenta eleita com 54.501.118 estão aí, agora denunciados como gatunos. Quando um banco, cartão de crédito cobra juros exorbitantes o que estão a fazer? Quando um pobre por necessidade surrupia uma lata de conserva para comer o que está a fazer? Quando uma empreiteira repassa malas de dinheiro para apolíticos em contas na Suíça, Condado na Alemanha, Cingapura em cabaré o que o recebedor desse dinheiro está a fazer? Todos eles estão  roubando. Todos são ladrões. Tem, porém, uma diferença, o roubo deles não é roubo, é corrupção, são juros que o banco cobra. Não é roubo. É dinheiro declarado no TSE para campanha. Só é roubo a lata de conserva surrupiada por um trabalhador para levar comida para seus filhos. E contra este desaba toda uma violência que vai da humilhação por parte de seguranças do supermercado que também são trabalhadores e termina num camburão, muitas vezes da polícia, onde é mais violentado. Nunca se viu seguranças de bancos, supermercados agredindo apolíticos, banqueiros, deputados, senadores ladrões. Só violentam pobres. Neste país, nos últimos tempos, a gana destes golpistas que vai da mídia, do judiciário todo é contra os trabalhadores. Neste momento o Brasil está desfigurado. Não bastasse a roubalheira, agora estão terminando de vender o que resta da Petrobras, vendendo a participação nas empresas aéreas para o capital internacional e abrindo o mercado para a venda de terras na Amazônia para estrangeiros, fato que não é de hoje denunciado. Há rios no Amazonas, no Baixo Amazonas que o ribeirinho não tem acesso porque está todo controlado por estrangeiros. Só tem acesso os estrangeiros, na sua maioria em aviões que pousam na água. Isso é uma forma de roubar a soberania de um povo. Neste dia em que o ministro Fachin divulga a lista para investigação só comprova o que falávamos junto com todos os outros blogs sujos. A presidenta Dilma foi  cassada por um bando de ladrões, de entreguistas da soberania de nosso país. Nosso país está numa situação muito difícil. O desemprego está numa escalada vertiginosa. Não há uma família que não tenha pessoas desempregadas. E o homem sem trabalho perde sua dignidade. E lutando contra as aberrações, contra os indignos, os não seres, abjetos estamos nós, defendendo o povo e nossa democracia. Eles querem nos tirar o direito de concorrer as eleições com Luis Inácio Lula da Silva. Só que eles já perderam o tempo e Lula será o candidato do PT e do povo brasileiro. Lula é intempestivo. Estão fazendo de tudo para prejudicar o maior e melhor presidente que este país já teve. Mas não há nenhuma prova de que Lula é ladrão. Nenhuma testemunha em Curitiba disse que Lula roubou. Mas mesmo assim Lula tem que ir a Curitiba. O maior desejo de Moro é prender Lula. Mas Lula nunca será preso. Só há um lugar para Lula ser preso. É no coração do povo brasileiro, dos verdadeiros democratas, dos que querem bem seu país, que amam seu país, que querem o projeto energético funcionando com a Petrobras, o Banco do Brasil, com as Universidades, Institutos Federais, Educação, Minha Casa Minha Vida, Fome Zero, Pronatec, Fies, Ciências Sem Fronteiras, com a Caixa Econômica Federal, com o BNDES, com a conclusão do projeto do nosso submarino nuclear e com a liberdade de Othon Pinheiro que se encontra preso acusado de corrupção, quando sabemos que isso faz parte de interesses do sistema capitalístico internacional contra nossa soberania. Estes golpistas não merecem a consideração do povo brasileiro, Eliseu Padilha, Moreira Franco, Gilberto Kassab, Helder Barbalho, Aloysio Nunes, Blairo Maggi, Bruno Araújo, Roberto Freire e Marcos Pereira denunciados pela PGR deveriam cada um renunciar a dublagem de ministros. Que nobreza tem um palácio quando todos os seus dublês de ministros são denunciados. Ah! mas denunciado não quer dizer que é criminoso. Certo. Concordamos, senhor golpista Eduardo Braga. Só que nas planilhas da Odebrecht o nome de vocês aparecia e agora as delações voltam a reafirmar que muita grana foram repassadas para vocês, né seu Omar Aziz que tem todo o interesse de ver seu nome limpo porque no seu governo a Odebrecht não operou por cá. Mas, você é senador. O que vale são os interesses da empresa e os lobes com Jucá. Quando vale a aprovação de uma emenda de interesse de uma empreiteira. A grana quem comandava era Jucá e outros e depois era rateada, né Alfredo Nascimento. Você pulou fora dos governos populares que durante todo o governo Lula fez parte da coligação. Não suportou ser afastado no governo Dilma. Mas agora vai ter que responder à justiça. Enriquecimento aqui e em Natal. Dizem que há muitos hotéis por lá. Quem já está doente vai piorar. Tem tucano de todo jeito e forma delatado. Há Kimonos. O príncipe que ainda hoje pregava o diálogo contra a intolerância, Fernando Henrique Cardoso foi delatado na lata pelo pai do Marcelo Odebrech. Não só comprou a reeleição como pegou muita grana nas duas últimas eleições. No dia que Mineirinho levou uma surra de Lula nas intenções de votos em Minas em pesquisa do Instituto Paraná, hoje, a partir de hoje Aécio já era. Está fora de concorrer e chegar à Presidência da República. O desgoverno golpista que perdeu toda a credibilidade do povo por suas investidas contra a soberania brasileira recebeu este relatório de Fachin que estamos a compartilhar, sacado do nosso companheiro Paulo Henrique Amorim, no seu Conversa Afiada.

De acordo com o Ministério Público, “há fortes elementos que indicam a prática de crimes graves, consistente na solicitação por ELISEU PADILHA e MOREIRA FRANCO de recursos ilícitos em nome do Partido do Movimento Democrático Brasileiro – PMDB e de MICHEL TEMER, a pretexto de campanhas eleitorais” (fl. 10). Em menção ao termo de depoimento de Paulo Cesena, narra a inicial que, por ocasião do lançamento do edital da segunda rodada de concessões aeroportuárias, a Odebrecht tinha sinalizado interesse na manutenção de cláusulas que aumentariam suas chances no certame. Por essa razão, noticia reunião com o Ministro da Aviação Civil Moreira Franco para que as cláusulas fossem mantidas, tendo sido acolhidos os pleitos do grupo empresarial.

Ainda segundo o Ministério Público, os termos indicariam que Moreira Franco, a pretexto da campanha eleitoral de 2014, teria solicitado o valor de R$ 4.000.000,00 (quatro milhões de reais), e que o grupo empresarial, consoante relato de Benedicto Barbosa da Silva, teria feito o repasse, porquanto Moreira Franco seria muito próximo do núcleo duro Supremo Tribunal Federal . O pagamento, por sua vez, teria sido realizado por Paulo Henrique Quaresma à Eliseu Padilha, pessoa indicada por Moreira Franco para receber os recursos. Dos documentos apresentados pelo colaboradores constam planilhas do sistema “Drousys” que apontam pagamento a pessoa de apelido “Primo”, em localidades que correspondem ao escritório de Eliseu Padilha. Cláudio Melo Filho detalha, conforme aponta a inicial, um jantar, de que teria participado Marcelo Odebrecht, Eliseu Padilha e Michel Temer, ocorrido no dia 28 de maio de 2014, no Palácio do Jaburu, e no qual teria sido solicitado, a pretexto da campanha eleitoral de 2014, o repasse de dez milhões de reais. Segundo o termo de Marcelo Odebrecht, esses recursos, respectivamente seis milhões de reais e R$ 4 milhões de reais , seriam destinados à Paulo Skaf e a Eliseu Padilha. Os detalhes sobre esse pagamento constam, segundo o Ministério Público, dos termos de Cláudio Melo Filho, Marcelo Odebrecht, Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho, e José de Carvalho Filho. Afirma-se que os valores destinados à Paulo Skaf foram pagos parcialmente a Duda Mendonça e que, por haver saldo remanescente, Paulo Skaf teria procurado Marcelo Odebrecht para informar a dívida.

Já o pagamento a Eliseu Padilha teria sido feito ao “Sr. Yunes ou Sra. Cida”. José de Carvalho Filho, em seu termo, afirma que desse valor a soma de um milhão de reais teria sido destinada à Eduardo Cunha. O Ministério Público narra, ainda, que José Yunes compareceu espontaneamente à Procuradoria Geral da República no dia 14 de fevereiro de 2017 e relatou ter sido contatado por Eliseu Padilha em 2014 a fim de que recebesse um suposto “documento”, entregue por Lúcio Bolonha Funaro.

Segundo o requerente, a presença de Lúcio Funaro como uma das pessoas encarregadas da entrega indicaria o “caráter ilícito dos fatos”. Fazendo uma exposição de vários fatos e transcrevendo documentos que se caracterizam como indícios, ressalta “que há menção de participação do atual presidente da Republica Michel Temer, sendo certo que ele possui  imunidade temporária à persecução penal” , o que, em seu entender, significaria a “impossibilidade de investigação do presidente da República, na vigência de seu mandato, sobre atos estranhos ao exercício de suas funções” 

A democracia será reconquistada no Brasil. E todos os golpistas serão chamado à responsabilidade. Insistimos. Não era para termos aceito com tanta facilidade esse golpe. Ladrões, golpistas, no início da trama era para terem sido todos presos, como serão quando a Democracia for novamente produzida, pois nela, ladrão, corrupto não será tolerado. Vão ter que se ver com a justiça. E a justiça será devolvendo o que roubaram e tirando-os do convívio social porque são muitos perigosos. E para usurpador só a um remédio: Papuda, no Distrito Federal. Pelo menos isso, será um preso federal.

 

ZÉ MELO, GOVERNADOR DO AMAZONAS, ENVOLVIDO POR SEU ESPÍRITO-HAGIOGRÁFICO AFIRMOU QUE NO MASSACRE NÃO “MORREU NENHUM SANTO”. ORA, ORA, SANTO NÃO PODE SER PRESO, MAS HOMEM SIM.

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Segundo o discurso da hagiografia, que trata da vida dos santos, nenhum santo foi sempre santo antes de ser canonizado. Todo santo, ou santa, antes foram homens e mulheres. As suas santificações são decorrentes de suas existências comprometidas com as causas humanas. Primeiramente, carregam o pathos da essência da indignação, e, depois, passam as tentativas das soluções que possam libertar os homens e mulheres dos sofrimentos. Mesmo que para isso também, em suas práticas, tratem de temas metafísicos.

        Muitos que foram canonizados tiveram existências perseguidas pela brutalidade, irracionalidade e covardia dos tiranos. Sofreram torturas físicas, foram mantidos no cativeiro durante anos. Alguns chegaram a morrer no cativeiro. Embora trabalhassem em nome da dogmática cristã-católica, o que concebe um plano sobrenatural, eles sempre observaram o mundo real e nesse mundo real agiram em benefício dos homens. Porque, afinal de contas, eram homens e mulheres escravizados pelas forças opressoras, detentoras do poder econômico.

     O governador do estado do Amazonas, Zé Melo, em processo de cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e que faz parte do grupo reacionário de alcunhados políticos que há mais de trinta anos trabalham pelo atraso no estado, em entrevista, afirmou que entre os presos, 56, do massacre no Sistema Prisional Anísio Jobim, em Manaus, não havia um santo. Com essa afirmação ele apresentou dois tipos de ignorância. Uma hagiográfica. E outra capitalista-jurídica. Porém, as duas sintetizadas em uma moralidade claramente burguesa.

     Em sua ignorância hagiográfica, Zé Melo, mostrou que não sabe nada do mais elementar sentido de ser santo. Ele não sabe que santo não vai preso. Mesmo que fosse não ficaria um segundo preso, visto que tem o dom da imaterialidade. Por isso que pode em plano distante se comunicar com seus crentes. Inclusive presos. O que significar, para a sociedade, que o cristianismo de Zé Melo é apenas da ordem psicológica compensatória. Ou seja, em benefício próprio. Um solipsismo.

    Em sua ignorância capitalista-jurídica, Zé Melo, não sabe que uma grande maioria de detentos que estão confinados nos presídios, cometeram crimes impulsionados por corpos capitalistas. Assaltos a bancos, assaltos à mão armada, tráfico de drogas, latrocínio, arrombamento, furto, corrupção, etc. Crimes que são investigados, julgados e condenados pelo poder judiciário que no seu sentido hierárquico encontra-se abaixo do poder econômico. Logo, os crimes desses detentos estão incluso em todo o corpo do capitalismo, e o que os diferencias de outros crimes, também com sentido capitalista no Estado, como benefícios a estamentos privilegiados, é a moral. Não a moral puramente. Mas a moral aplicada por quem tem, ou se acha, com autoridade para usá-la contra outros. Daí, porque Zé Melo, crente de sua moral, afirmou a sua sentença judicativa: “não morreu nenhum santo”. Zé Melo pode ser cassado por força de acusações que implicam corpos capitalistas.

      As duas ignorâncias de Zé Melo, conjuntamente, podem ser entendidas, sinteticamente, como prova do desconhecimento da política jurídica. Quando ele afirma da inexistência de “santos” entre os mortos, ele tenta buscar apoio dos acusadores (não esquecer que para a psicanálise todo acusador compulsivo tenta esconder suas culpas) que são adeptos e defensores da máxima anticristã que diz que “bandido bom é bandido morto”.

     Só que entre fantasias sobrenaturais e imorais, ele, não sabe que a sociedade civil sabe que o preso encontra-se como custódia do Estado. Tem que ser protegido, mesmo preso, pelas leis do Estado que o condenou em um determinado estrato social-jurídico. E mais, o sentido cristão de presídio é de recuperação. Ou de reeducação para que o preso possa ser reintegrado na sociedade como sujeito-produtivo. Mesmo que seja para ser explorado pelo sistema capitalista como mão de obra barata.

    Zé Melo tentou produzir empatia com a sociedade apelando para a questão santificante e moralizante para eximir seu governo da responsabilidade pelo morticínio-prisional, mas se frustrou: ele não obteve respaldo. Tudo porque Zé Melo não atenta para o mundo ao seu redor com seus signos dominantes que não atendem a questão humana. Se fosse atento teria feito à crítica do sistema dominante e saberia, como diz o filósofo francês Jean Baudrillard, que assim como “existe a Disney para fazer de conta que existe um mundo adulto, existem os presídios para fazer de conta que existe uma sociedade justa”.

      Se soubesse destas obviedades seria um excelente governador. Mas, como mostra que não sabe, fica só como Zé Melo.  

“QUEM NÃO DEVE NÃO TEME”, DIZ A MORAL POPULAR. ALCKMIN, O SANTO, CONFIRMA A MORAL POPULAR: QUER QUE MORO INFORME OS NOMES DAS EMPRESAS DELATADAS

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Embora tenha o apelido de ‘Santo’ na delação da Odebrecht, em sua carreira partidária, Alckmin, não tem nada de santo, ainda mais sendo da Opus Dei, onde não há lugar para santo.

       Há anos, talvez décadas, o PSDB de São Paulo, partido da burguesia-ignara-golpista, vem sendo alvo de comentários sobre prática de corrupção por parte de governantes do estado. Nesses comentários surgem os nomes de Mário Covas, Serra e Alckmin.

        Agora, com os vazamentos de delações na Lava Jato – apesar da proteção que fora dispensada por membros da Lava Jato -, membros do partido da burguesia-ignara, militantes obsessivos pelo golpe, encontram-se em frisson-doloroso, já que no chamado mundo político-partidário brasileiro, a grande jogada é se exibir como honesto para os incautos. Se mostrar o mais santo de todo o mundo político-partidário. E com a proteção da mídia golpista como a Rede Globo no comando.  

       Com seu nome aparecendo na Lava Jato através da delação de Carlos Armando Paschoal, onde o delator afirma que o Santo recebeu doações para suas campanhas nos anos de 2010 e 2014, ele quer saber quais são as empresas que estão sob suspeitas no cartel dos trens cujas obras do Metrô e da Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) aparecem densamente na Lava Jato.

        O Santo, quer dizer, Alckmin, através da Corregedoria Geral da Administração (CGA) já pediu várias vezes informações sobre o tema sem ter recebido qualquer resposta.

        Observando seu comportamento ansioso, claro que Alckmin não tem nada de santo, visto que uma das virtudes dos santos é saber esperar. Todos os santos, apesar de suas obras humanas, souberam esperar o tempo de suas canonizações. E por quê? Porque “quem não deve não teme”.

ATO SACRO-DEMOCRÁTICO DO GRITO DOS EXCLUÍDOS INCLUI MAIS DE 5 MIL PESSOAS EM MANAUS

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Neste 7 de Setembro de 2016 realizou-se em todo o Brasil mais um Grito dos Excluídos e das Excluídas com o tema principal, “Vida em primeiro lugar.”

Na não cidade de Manaus o ato sacro-democrático incluiu  mais de 5 mil pessoas na caminhada daquela que um dia foi a Santa Casa de Misericórdia de Manaus até a Praça do bairro de São Raimundo. Falamos daquela que um dia foi um hospital. Uma casa de saúde. Casa de Misericórdia. Hoje é só abandono. O prédio é históricos mas as iniciativas governamentais são farsas. Entra governo estadual, municipal, fazem inúmeras reuniões, nomeiam o comendador para administrar a  Misericórdia e o hospital não funciona. O resultado é o que manifestantes falaram. A Saúde em Manaus vai bem. O que não vai bem é o atendimento aos doentes. Falta hospitais, atendimento e já foi decretado estado de calamidade pública. Do jeito que está é melhor o doente permanecer em casa do que procurar socorro médico hospitalar.

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O ato que é coordenado pela Arquidiocese de Manaus e pela Cáritas Arquidiocesanas e contou com a participação de pessoas das diversas denominações religiosas. Tinha católicos, batistas, adventistas, metodistas, evangélicos, umbandistas, candomblecistas, muçulmanos, budistas, dentre outras manifestações religiosas. Contou ainda com a participação de várias entidades, indígenas e seus representantes que tem como política a defesa da vida contra a morte.

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No trajeto os coordenadores faziam paradas para refletir sobre determinados temas como: Falta de moradias, expulsão de locais onde famílias residiam há vários anos e indenizações irrisórias. Expuseram temas como a falta de saneamento básico na cidade de Manaus. Continua faltando água em vários bairros da não cidade bem como a inexistência do serviço de tratamento de esgoto. Denunciaram uma cidade cheia de buracos-crateras, transporte coletivo desumanizante.

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Por se tratar de um ato sacro-democrático em vários momentos da caminhada o povo gritou em uníssono: Fora Temer, Fora Golpista, Diretas Já, Dilma Guerreira do povo brasileiro. Aproveitaram também para escrachar outros políticos e partido golpistas.

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Foi dada oportunidade para crianças se manifestarem. Uma delas, uma menina falou das dificuldades vividas com a exploração do trabalho infantil e o convívio com violência sexual e o estupro praticado muitas vezes pelos próprios pais das meninas. Por se tratar de um grito, isso é muito sério e a sociedade não pode esconder esse mal que além de pais envolve políticos da não cidade de Manaus.

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O ato foi encerrado na Praça de São Raimundo em frente da Igreja católica com apresentações teatrais, manifestos, celebrações e a leitura do poema do prospecto da mais nova produção do Teatro Maquínico da Associação Filosofia Itinerante – AFIN, “A farsa da verdade golpista” que diz no seu grito às margens do igarapé de São Raimundo o seguinte:

Respeitável público

Vamos contar uma história

Que fala de verdade e mentira

Onde a mentira se diz verdade

Mas a verdade não se retira

Porque sem verdade

A democracia não respira

“Política”, “Justiça” e “mídia”

Unidas em golpe e corrupção

Feriram a democracia

Em seu corpo Constituição

Ao afastarem a presidenta

Porque ela não protege ladrão.

Mas o povo não concorda

Com essa cruel armação

Quer de volta a presidenta

Que ele escolheu na eleição

Por isso quer os golpistas fora

Julgados, condenados  na prisão.

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ZÉ MELO ESTÁ CASSADO, OMAR COMPRADO E BRAGA DIVIDIU COM RENAN E JUCÁ R$ 30 MILHÕES DA HYPERMARCAS

 

Zé Melo e Henrique Oliveira não escapam da cassação. Em janeiro o TRE votou por sua cassação com um escore de 5 x 1. Ontem novamente, se não fosse o pedido de vista do juiz Abraham Campos Peixoto, Melo teria novamente obtido sua segunda derrota, que foi só adiada, pois, o Desembargador João de Jesus Abdala Simões, relator do processo votou pela cassação do governador, seguido pelos juízes Henrique Veiga, pela federal Ana Paula Serizawa e Francisco Marques. Felipe Thury vai esperar o voto-vista.

Contra este pesam inúmeras acusações. Prestação de atendimento médico odontológico através do odontomóvel, compra de votos com mais de R$ 1 milhão através da empresa de Nair Blair que foi presa na época, distribuição de muito material contra doenças da SUSAM no inteiro do Estado e bastante material de campanha.

A situação de Melo e Henrique Oliveira é crítica. Estão no governo amparados por um efeito suspensivo emitido pelo TRE-AM e  aguarda julgamento no TSE. Se depender daqui, pode ser considerado ex-governador porque ontem foram mais quatro votos e tecnicamente está cassado e vamos partir para novas eleições para governo do Estado por decisão do Ministério Público Eleitoral.

Já Eduardo Braga e Omar Aziz também estão no olho do tissunami. Contra os dois pesam denúncias de recebimento de propina da empresa Andrade Gutierrez, empresa construtora do estádio Arena da Amazônia.

Eduardo Braga aparece junto com Renan Calheiros e Romero Jucá como tendo, os três, recebido R$ 30 milhões da empresa Hypermarcas que também envolve Eduardo Cunha e sua esposa. Os operadores da ilicitude eram Nelson Mello, ex-diretor de Relações Internacionais do grupo Hypermarcas, Lúcio Bolonha e Milton Lyra, este ligadíssimo à bancada de senadores do PMDB. Dudu já emitiu nota dizendo que é inocente, que não conhece, nunca viu Nelson Mello.

Omar Aziz que votou contra a presidenta e a democracia está sendo comprado pelo golpista mor, Michel Temer para votar pela continuação do golpe.

Como se vê, quem opera a Câmara dos Deputados e o Senado Federal são lobbys. Necessariamente não é preciso  conhecer nenhum dos operadores das tramas. O que interessa é a grana no  bolso e o voto defendendo interesses de grandes Hypermarcas de carros, como  Hyunday, Land Rover, BMW, marcas esportivas e a riqueza dessas empresas e de um reduzido número de políticos inescrupulosos, facínoras, golpistas, degenerados que falam muito em probidade para sustentar promiscuidade próprias de inumanos.

 

PREVISÕES DA MÃE TRANSVISÃO PARA O ANO DE 2016

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Embora conhecendo o adágio temporal-sacro de que “o futuro a Deus pertence”, membros dos vetores comunicacionais da Associação Filosofia Itinerante (Afin), Blog Esquizofia e Blog Afinsophia , fizeram uma vista a Casa da Mãe Transvisão com o intuito de pedir a ela que, em sua potência-transcendental, realizasse algumas previsões para o ano de 2016 que já se encontra adentrando no ano de 2015. Ano em que as direitas do Brasil contam minuciosamente os segundos para que encerre seu ciclo, visto que fora um ano em que elas não tiveram qualquer de suas intenções conspiradoras consumadas. Entre elas, depor Dilma e prender Lula, dois expressivos brasileiros por suas originalidades.

Mãe Transvisão, como sempre carinhosa, solícita, meiga e inteligente atendeu os consultantes. Em seu salão nobre, completamente colorido, de um psicodelismo envolvente, enlevado por aromas agradáveis, sonorização fluente, ela, em seu traje singular composto por traços cativantes, envolveu-se com a transcelestidade, transtemporalidade, transhistoricidade e trancedência e realizou seus contatos que nos foram comunicados como formas de previsões.

Como Mãe Transvisão é uma mulher eminentemente politizada, ela começou suas previsões pelo que há de pior no Brasil: as ignóbeis trapaças das direitas golpistas comandadas pelo seu persona non grata, Eduardo Cunha.

Então, leiamos as previsões da infalível Mãe Transvisão.

  • No começo do ano de 2016, Eduardo Cunha conquistará a tríplice coroa: será destituído da presidência da Câmara Federal será cassado e preso.

  • Aécio Cunha vai aumentar mais ainda seu tônus biliar: Dilma continuará seu objeto de desejo inatingível. Continuará tramando, mas vai aos pousos ficando mais isolado que já se encontra. Até os coxinhas lhe abandonarão. E para acabar de vez com sua simulação de honestidade, Janot vai pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) investigação sobre a Lista de Furnas. Esquema de corrupção comandado pelo PSDB sob a orientação do próprio ressentido-compulsivo.

  • Fernando Henrique vai sofrer um grande baque em seu narcisismo já tão anêmico: Dilma vai ter a popularidade de seu governo aumentada.

  • Serra sofrerá investigações e terá seus projeto entreguista do pré-sal totalmente combalido.

  • O senador Agripino Maia vai ser condenado pelos crimes de corrupção e perder o mandato.

  • O vice-presidente Michel Temer, continuará sendo apenas uma figura decorativa no governo Dilma. E sua fama de golpista vai aumentar e nem as mídias aberrantes, suas defensoras, vão conseguir protege-lo.

  • O deputado Jean Wyllys do PSOL vai conseguir maior aderência em suas ideias que serão compartilhadas por grande parte da sociedade brasileira.

  • A deputada Jandira Fegalli do PCdoB vai se tornar a representação-mor das mulheres combativas do mundo indicada por organismos internacionais.

  • Os institutos de pesquisa eleitoral vão sofrer o ano inteiro: terão que divulgar resultados de suas pesquisas para a eleição presidencial de 2018 com Lula disparado na liderança.

  • O deputado racista e homofóbico Bolsonaro será definitivamente condenado por ter ofendido a deputada Maria do Rosário (PT/RG).

  • Fernando Henrique terá um ano doloroso e tenso: as investigações sobre esquema de propina na Petrobrás em seus governos aumentarão de tal forma que nem as mídias, suas protetoras, poderão escamotear as notícias sobre esse esquema de onde se originaram Paulo Roberto Costas e Pedro Borusco, ambos presos pela Operação Lava Jato.

  • Dilma não vai sofrer impeachment, a economia vai voltar a crescer, a maioria dos brasileiros terão suas vidas melhoradas e parte das direitas vai morar na Argentina para apoiar o governo Macri.

  • Lula será indicado ao Prêmio Nobel da Paz e Fernando Henrique será acometido de forte crise de invejite-tremules.

  • Os movimentos sociais e os sindicatos serão mais fortalecidos e terão maiores participações em decisões importantes para a sociedade brasileira.

  • As artes como o cinema, teatro, música, literatura, dança, todas as formas de expressões populares terão maiores investimentos.

  • Os estudantes do ensino público do estado de São Paulo, que mudaram o conceito de educação no estado defendido pelo governador Geraldo Alckmin com seu plano de ‘reorganização’, vão constatar o fim desse plano.

  • O compositor, cantor, escritor, teatrólogo, poeta, articulista Chico Buarque receberá das mãos de um organismo internacional o título de representante-maior da sensibilidade e inteligência frente estupidez-arrogante da burguesia-desvairada.

  • A surpresa das eleições municipais de 2016 será o número de prefeitos eleitos de partidos progressistas, assim como vereadores.

  • Em Manaus, o prefeito que jurou aplicar uma surra em Lula, Arthur Neto, não será reeleito apesar do grande esquema de cooptação de funcionários como cabo eleitorais. Seu pior cabo eleitoral serão os buracos que ele produziu em Manaus como continuação das gestões de prefeitos anteriores como seu amigo Amazonino, ex-prefeitos Serafim e Alfredo. Professores, médicos e outros profissionais lambaios continuarão votando nele, mas não será um número insuficiente para reelegê-lo.

  • Muitos vereadores que usam as igrejas como catapulta para a vereança não serão reeleitos, assim como os chamados novos também.

  • Os principais candidatos que disputarão a prefeito de Manaus serão um de partido progressista e outro, como é comum no Brasil, de um partido reacionário. Mas não serão do PSDB, PPS, DEM, SD e REDE.

  • O governador do Amazonas, José Melo, será cassado, mas vai recorrer em outra instância. Porém, no final será cassado de vez.

  • No mesmo momento da derrota de Arthur e a cassação de Melo, jornalistas e empresas de comunicação submissas e calculistas a ambos cuspirão nos pratos que babaram.  

  • A TV Globo vai continuar perdendo audiência junto com sua emissora de rádio CBN, e será denunciada e investigada pelo FBI no esquema de corrupção da FIFA e ainda será, terminantemente, obrigada a pagar sua dívida com a Receita Federal.

  • As inúteis revistas lamê Veja, Época e IstoÉ diminuirão suas finanças, irão despedir funcionários e ficarão com os pés na cova do capitalismo.

  • Por sua vez, os blogs, sites, portais progressivos, também conhecidos como “sujos”, aumentarão seus acessos. E também terão aumentados seus anúncios de publicidades.

  • A Seleção Brasileira vai continuar sofrendo em busca de sua classificação para a Copa do Mundo. Porém, só no ano que vem é que se saberá ao certo se será classificada ou não.

No fim das previsões, os membros dos blogs pediram que Mãe Transvisão, fizesse algumas previsões para a Afin. Então, ela pousou nos membros dos blogs um olhar cândido e sorrindo suavemente disse que a Afin apenas processasse seus devires com confiança, engajamento e responsabilidade como vem fazendo há mais de 13 anos.

O que eles queriam mesmo era saber qual seria a conclusão do processo que a Afin vem respondendo no Paraná porque seu Blog Afinsophia publicou um artigo, em 2012, sobre um caso de racismo e foi acusada de prática de ofensa e ter que pagar R$ 30 mil de indenização.

Ao saírem da casa sagrada Mãe Transvisão abraçou todos os abençoando  proferindo louvor: “Axé, meus filhos e filhas!”. Ao que eles responderam: “Axé, Mãe Transvisão!”

EXACERBAÇÃO DA VIOLÊNCIA EM MANAUS REAFIRMA SUA CONDIÇÃO DE NÃO-CIDADE

“Relativamente aos políticos, em contrapartida, julga-se que estão mais

ocupados em preparar armadilhas aos homens do que em dirigi-los

pelo melhor…”

O filósofo holandês Spinoza, autor do sublime tratado Ética, em sua obra fundamentalmente política, inacabada, Tratado Político nos envia para o mais concreto e humano sentido de cidade, cidadão e administração. Ele afirma que o estatuto do Estado é civil, o corpo inteiro do Estado civil é a cidade e os negócios comuns, República.  O estatuto civil é a potência da multidão criada pela composição das potências de todos os homens. A potência da multidão como estatuto civil é o regime democrático. E nos leva a entender que “o melhor governo é aquele sob o qual os homens passam a sua vida em concórdia e aquele cujas leis são observadas sem violação”.

Dessa forma Spinoza nos concede o direito de efetuar um entendimento sobre o que vem ocorrendo em Manaus em relação à violência que nega a segurança pública. Já é do saber nacional que Manaus é um território em que predomina um alto grau de violência e, consequentemente, um alto grau de insegurança social. Os meios de comunicação juntamente com instrumentos virtuais divulgaram desde duas semanas passadas os homicídios que ocorreram em Manaus. Mas o que se tornou mais preocupante, agravando a insegurança da população, principalmente a mais carente, visto que a privilegiada tem suas próprias seguranças financeiras e eletrônicas, foi o número de pessoas mortas no fim da semana que passou entre elas civis sem qualquer passagem pela polícia.

Segundo informações, foram 34 pessoas assassinadas. De acordo com notícias, ainda sem comprovação, trata-se de luta entre facções do tráfico. E, também, de acordo com notícias ainda sem informação, trata-se de execuções realizadas por agente da Polícia Militar como forma de vingança em relação ao assassinato de um membro da corporação que foi assaltado e morto, crime de latrocínio, depois de retirar dinheiro de um banco.    

Diante das ocorrências, os órgãos de segurança do Amazonas, comandados pelo governador José Melo, iniciaram investigações para saber a causa dos assassinatos e seus autores. Como se pode entender, uma decisão comum em casos como estes com o objetivo de conceder explicação à população insegura que se encontra nesse estado de insegurança há décadas. O que significa que a violência em Manaus só vem aumentando, confirmando que o seu tempo histórico foi imobilizado, já que a história é a mudança qualitativa de um povo e não mero fenômeno cronológico.

Nesse caso de total irracionalidade social, como diz o filósofo Spinoza, realizar investigações é necessário, mas não é o fundamental, já que o status de violência de Manaus só continua predominando sobre a população. O fundamental é a mudança de agenciamento coletivo de enunciação estratificado na subjetividade-violência que se instalou em Manaus contribuindo para que ela continue uma não-cidade. Uma subjetividade que há anos vem apanhando a população e impondo suas forças paranoicas repressivas que impedem a produção de novas cognições e afetos capazes de criar outra subjetividade alegre expressadas em alteridade, tolerância, confiança, coragem e comprometimento ontológico com a existência social.

O psiquiatra filósofo da práxis, Félix Guattari, amigo do filósofo Deleuze, nos mostra, “quer tenhamos consciência ou não”, que “o espaço construído nos interpela de diferentes pontos de vista: estilístico, histórico, funcional, afetivo. Os edifícios e construções de todos os tipos são máquinas enunciadoras”. São corpos materiais e imateriais que atuam com agenciamento coletivo de enunciação que estratifica subjetividade que se torna dominante.

Para entender melhor o filósofo Guattari, autor da revolucionária obra Caosmose – Um Novo Paradigma Estético, se faz necessário ouvir novamente Spinoza sobre o que ele mostra o que vem a ser os significados de urbe e civita, também o filósofo apreciou esses conceitos. Spinoza afirma que urbe são os corpos materiais de uma cidade como prédios, logradouros, públicos, praças, ruas, casas, etc. Já Civita, que significa cidade, que é produzida através das formas de relações entre seus habitantes. É pela potência-cidade que os homens tornam-se cidadãos, pois como diz Spinoza, “os homens, com efeito, não nascem cidadãos, mas formam-se como tais”.

Daí se entende o que Guattari quer dizer ao afirmar que os agenciamentos coletivos de anunciações estratificam subjetividades que tendem a ser dominante, visto que esses agenciamentos são codificados por corpos materiais e imateriais que afetam a população clivando nela seus componentes que determinam seus comportamentos individuais e sociais. Se a subjetividade é opressiva, inconsequente, desumana, distanciadora, é certo que a população vai se sentir insegura. Pois é essa subjetividade opressora que predomina em Manaus há décadas que se exacerbou no pós-ditadura com governantes sem qualquer sentido politico, estético e ético do que seja urbe e civita. O sentido de urbano desses governantes sempre foi divorciado da dimensão humanidade.

As deficiências no transporte coletivo, na educação, saúde, entretenimento, falta de emprego, são alguns corpos produtores dessa subjetividade opressora produzida por esses governantes que fixaram essa subjetividade que é traduzida por insegurança social expressada na violência. E o pior, essa subjetividade encontra-se emaranha nas instituições que tiveram seus corpos anemizados impossibilitando a realização de suas reais funções. Por isso, grande parte da população não se sente solidarizada com essas instituições e nem se sente solidarizada por elas, visto que os governantes anemizaram a potência da multidão negando o estatuto civil ao negar a participação da população no que lhe é de direito. Tudo porque, para esses governantes, o que conta é ser eleito.

Que se faça investigações policiais, julgamentos e condenações jurídicas, mas o âmago dessa patologia social se encontra diretamente ligado a ausência de dimensão política dos governantes, seus aliados no legislativo e a classe media indiferente que os sustenta com sua alienação e convicção capitalista. Para esses governantes e aliados, o conceito e a práxis de cidade se resume na administração-financeira de um território onde se encontram moradores. Tudo porque a investida na política partidária por eles foi só para satisfazer, vaidosamente, impulsos pessoais. Nada coletivo, visto que o coletivo para eles são apenas abstrações, nada concreto saído de vivências singulares onde o humano é espírito animador da existência.

Assim, com a práxis estatuto civil, corpo inteiro do estatuto civil como cidade e negócios comuns como República, além da subjetividade política, estética e ética, ausentes em Manaus, não há como não entender a exacerbação da violência como a reafirmação de sua condição de não-cidade, já que só se pode falar de cidade quando ela se encontra em sua própria jurisdição, onde o medo e a ameaça não existem sobre seus cidadãos, como diz Spinoza.

O que não é o caso da não-cidade Manaus

DILMA DISSE QUE AÉCIO VESTIU A CARAPUÇA DO GOLPE E FICOU SURPRESA COM SEUS OS ATOS FALHOS. NÃO ERA PARA SE SURPREENDER

dilma_chega_a_ufa_na_russia81593Dilma viajou à Rússia para participar da reunião anual do BRICS. O avião em que viajava fez pouso em Portugal e, então, foi informada sobre a reação de Aécio Cunha, o eterno ressentido, sobre as declarações que concedeu na terça-feira falando sobre seu governo, os planos dos golpistas e sua segurança de estadista. Também foi informada sobre os atos falhos produzidos pelo eterno ressentido senador do partido da burguesia-ignara.

Como provavelmente não entende de psicanálise, a presidenta se surpreendeu com os atos falhos do eterno ressentido. Ela não sabe que os atos falhos são desejos realizados quando a censura do super-eu se encontra vacilante, como nos mostra os criador da psicanálise. Os atos falhos, junto com a interpretação dos sonhos, são os dois caminhos básicos que a psicanálise recorrer para chegar ao inconsciente do paciente, conforme mostrou o mestre de Viena.

Ontem, mostramos como Freud explica a ocorrência dos atos falhos e suas implicações. Em um de seus atos o eterno ressentido, em entrevista a Rádio Gaúcha, afirmou que na convenção de seu partido fora reeleito “presidente da República”. Já, em entrevista, na Rádio Itatiaia, afirmou que seu partido PSDB “é o maior partido de oposição ao Brasil”.

Com seus atos falhos, o eterno ressentido, mostrou ao Brasil duas verdades íntimas: ambiciona compulsivamente o poder presidencial, daí a natureza irracional de sua condição política, e que para tal recorre às tramas contra o próprio Brasil. É preciso ficara atento em relação aos seus desejos. Esses foram tornados públicos, que são perigosos, e os outros que estão em coalescência com esses? Somente os que carregam elementos psíquicos relativos aos seus, são seus aliados.

Falando sobre a posição do eterno ressentido sobre seus dizeres e saberes na entrevista, Dilma, não podia ser diferente, afirmou que ele “vestiu a carapuça” do golpe. Dilma, mais uma vez foi nobre. Ela, mesmos assim, ainda deixou passar um laivo de surpresa. Ela não afirmou que já sabia que ele, com todo seu ressentimento, ainda por ter sido derrotado por uma mulher, é uma dos conspiradores golpistas e porta-voz do golpe.

SINDICATO DOS TRABALHADORES EM EDUCAÇÃO DO AMAZONAS FAZ ACORDO COM GOVERNO CONSERVADOR E OFENDE A CATEGORIA

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O fato é de simples entendimento como produzir uma aula criativa, onde o professor não é um ensignador e muito menos faz de sua profissão uma prática de marcação de poder. Os professores do estado Amazonas, diga-se: os que sabem diferenciar o que é trabalho (a potência antagónica do capital) e emprego (o bem social), há anos tentam juntos aos governos estadual e municipal, dialogar sobre temas referentes à sua nobre e imprescindível profissão como princípio criador de democracia. Todavia, todas as tentativas foram infrutíferas.

Os professores e outros trabalhadores da educação só pleiteiam o que a lei trabalhista indica. Um salário baseado no que prega a Constituição, plano de saúde, auxílio alimentação, tique refeição e vale transporte. Direitos que em uma democracia real os profissionais nem precisariam reivindicar. Inicialmente pediram um ajuste salarial de 20% e junto com o pagamento de direitos que governos, como a prefeitura, não pagam. Com esses temas, também conhecidos como pauta, eles se organizaram e realizaram algumas passeatas reivindicatórias com o objetivo de chamar a atenção dos governos e, também, da sociedade que em grande maioria é alienada, principalmente a classe média.

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Ocorre, porém, que embora existam algumas entidades que lutam pela categoria como os professores ligados a Asprom, os que fazem parte do PSTU, PSOL, e até do PT, todos independentes aos dois governos, existe também o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) que é dirigido por membros do Partido Comunista do Brasil (PC do B) e que há anos é ligado aos governos conservadores e manipuladores que dominam o cenário apolítico do Amazonas há 30 anos. A muralha reacionária que imobiliza o Amazonas.

Trabalhando sempre de acordo com esses (des) governos, o Siteam facilita a derrota das causas que os professores, que não são ensignadores, se engajam. Assim, foi que depois da última manifestação em praça pública realizada na semana passada, os professores conseguiram um aceno de que os governos iriam conversar com eles. Talvez, por ser tempo de eleição.

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As entidades independentes acreditaram (quem sabe nem tanto). Só que o Sinteam já estava firmando acordo com o governo do estado na pessoa do candidato ao governo, José Melo. Desse acordo, ficou como resultado, e aceito pela direção do Sinteam e professores que o apoiam, que o governo vai conceder um aumento de 5.6% a partir desse mês de maio, em janeiro de 2015, já com outro governo, mais um mísero 3.4%. O que resulta em um aumento de 9%. Uma bofetada na categoria. E mais, o auxílio alimentação, também, só será conferido em janeiro.

Ontem, dia 6, os professores independentes da submissão se reuniram e se declararam contrários à proposta do governo que fora aceita pelo Sinteam. No mesmo tempo, o Sinteam também se reuniu com seus comparsas para considerar acordo fechado com o governo. Alguns professores, embora filiados ao Sinteam, não comungam com suas alianças antidemocráticas , tentaram participar da reunião, mas foram impedidos pela força do sindicato – qualquer semelhança com a Força Sindical é compreensivo -, como o caso dos membros PSTU, PSOL, 5 de Maio (aniversário de Marx) que se sentiram profissionalmente ofendidos em seus direitos pelo sindicato.

Agora, como a matéria vai ser votada, na próxima semana, na Assembleia Legislativa (que é sustentada por eternos deputados ligados ao governo) os professores independentes da submissão governamental, prometem realizar um ato para tentar mudar o acordo que fere a categoria.

MAIS UMA VEZ EM UM PLEITO ELEITORAL NÃO HAVERA DISPUTA PARA GOVERNADOR DO AMAZONAS

O Amazonas é um Estado cuja realidade política (se é que se pode chamar de política, claro que não se pode) é igual à maioria dos estados brasileiros pós-ditadura civil-militar. Aqui, como em outros alhures, após a ditadura civil-militar as forças mais reacionárias locais se agruparam perseguindo seus interesses, usaram seus velhos métodos populistas e fundaram um corpo profundamente caduco politicamente (se é que se pode…).        

A ORIGEM DA IMOBILIDADE

Na primeira eleição para governador do estado do Amazonas, foi eleito Gilberto Mestrinho, que havia sido cassado pelos militares, mas não por ideologia política. No governo ele se aliou ao prefeito-biônico – indicado pelos militares – Amazonino Mendes, um mero desconhecido da chamada vida política que se autonomeava comunista. Na eleição seguinte para governo, Amazonino, apoiado por Gilberto Mestrinho, foi eleito e construiu amizade com o jovem (jovem na idade, posto que tinha e tem, a mesma subjetividade dos dois anteriores governadores) Eduardo Braga, membro de uma família de empresários que quase chega à falência. Eduardo foi guinado para o governo por Amazonino, que o tratava como “meu garoto”.

 A TRAPAÇA DA REELEIÇÃO CONDUZIDA POR FHC

A determinação da reeleição, uma jogada anticonstitucional de Fernando Henrique com a chamada “compra de votos”, com a participação de Amazonino Mendes, para se reeleger presidente, os governadores e prefeitos foram também reconduzidos aos seus cargos nababescos. Em sua última edição como governador, Eduardo, fez seu vice, Omar Aziz, que também se considerava comunista, no triste passado do Brasil, começo de 80, em que muitos reacionários se diziam de esquerda, e logo foi eleito governador do Amazonas apoiado por Eduardo que foi eleito senador pelo partido fisiológico PMDB (também existem outros no patético quadro partidário do Brasil).

A EXACERBAÇÃO DO MESMO

Agora, nas eleições de 2014, Omar Aziz, se tomando como adversário de Eduardo (Eduardo também fez uma bufa encenação que havia brigado com Amazonino, mas depois foi tratado como “meu garoto” e a bufonada  revelou claramente sua mixórdia),  lançou seu vice José Melo, para disputar o cargo de governador contra Eduardo Braga. É aí que o mesmo continua.  

José Melo (para os íntimos, Zé Melo), desde o tempo da ditadura, sentiu o odor do poder que a filósofa Hannah Arendt, chama de força, e não potência. Território dos confrontos não racionais que conduzem a antidemocracia. Sempre esteve associado aos governantes. Assim foi com Gilberto, Amazonino, Eduardo e Omar. Por isso, é um candidato com os mesmo pressupostos ideológicos de todos os outros governadores direitistas que dominam a cena fisiológica da alcunhada política do Amazonas. Se ele tem algum corpo que diferencia dos outros talvez seja uma diferença que não muda o concreto arcaico implantado no estado.

Desta forma, tanto faz votar em José Melo ou Eduardo Braga, que tudo vai ficar no mesmo ponto-molar que não abala os alicerces da conjuntura alienada. Pode ser, também, por esse corpo, que José Melo não vai ganhar a eleição, que segundo pesquisas, colocam Eduardo na frente abismalmente. Porque o fato é, se Amazonino aprendeu com Gilberto, Eduardo aprendeu com Amazonino e, de quebra, também com Gilberto.

Eduardo conhece os caminhos das pedras dos conservadores opulentos. Eduardo ocupou cargos executivos, entendeu os principais signos da ideologia reacionária e as suas formas de execuções. Se foi “meu garoto”, para Amazonino, para a subjetividade reacionária foi um bom aluno. José Melo sempre andou em círculos nos governos. Ora era um deputado auxiliar destes governos, ora era um secretário. Agora, é governador, mas sem força para ganhar uma eleição mesmo contra um representante do mesmo, seu amigo.

A SUBMISSÃO DAS ESQUERDAS ÀS DIREITAS

Na acepção atuante e produtora do conceito de esquerda que transforma o determinado dos estados de coisas opressivos, ou seja, a ultrapassagem do estabelecido através da potência criadora do novo, não há esquerda no Amazonas. E esse quadro político-bruxuleante pode ser entendido de duas formas e conteúdos.

OS DITOS PARTIDOS DE ESQUERDA RADICAL

Os partidos ditos de esquerda radical (“ser radical é tomar as coisas pela raiz, para o homem a raiz é o próprio homem”, diz Marx, que fez aniversário ontem dia 5, mas pouco é ouvido) como o PSTU, o PSOL, até que têm um programa revolucionário, só que se equivoca por dois fatores: não tem um número suficiente de membros para mobilizar uma luta original e se posta com uma consciência por demais fechada que impede outros diálogos disjuntivos sobre a própria direita. Que apesar de se manter como governo há trinta anos, é frágil politicamente, porque não pensa. Só tem força de imposição. Recurso dos desativados.

Existe através de clichês que vararam a pré-história do mundo-social. Por esta razão a-histórica, é fácil tocar e incomodá-la, visto que como clichês, estão desativados. Mantém-se como herança-vazia que ilude quem a usa e quem acredita nela.

OS DITOS PARTIDOS NÃO-RADICAIS

Já os partidos chamados de esquerda não-radical (mas que já foram radicais para si) como o Partido dos Trabalhadores (PT) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), não existem como potência-política. Tirando alguns membros (pouquíssimos) desses dois partidos, o resto faz parte do grupo submisso às direitas que detém o poder-caduco. De professores a metalúrgicos, todos estão aliados com esses governos.

O deboche é tamanho que durante anos o deputado Sinésio Campos (PT), foi líder do governo Eduardo Braga na Assembleia Legislativa. O próprio PT encontra-se dominado pela pelegada. O único membro do PT, com possibilidades de vibrações políticas mais abrangentes, que mantém autenticidade é o deputado federal Francisco Praciano, mas é muito solipsista. Tem dificuldade de agregar. Não tem entendido o que vem a ser o PT original. Ficam também o vereador Waldemir José e o deputado estadual José Ricardo (é muito José) que procuram manter uma política democrática moral. Aristotélica, mas melhor que a moral capitalística dos outros. Apesar da moral aristotélica contribuir com a formação da moral capitalista.

A CRÔNICA ANUNCIADA DOS SUBMISSOS

No mais, já se sabia que isso poderia ocorrer com a elevação de alguém da esquerda à Presidência da República, como foi o caso de Lula. Sabia-se que o PT nacional iria se aliar com partidos fisiológicos, como realmente sucedeu. Como não tem potência política para eleger alguém para cargo executivo no Amazonas e em Manaus, membros desses dois partidos se juntaram às direitas como coadjuvante. Um exemplo breve, o sindicato dos professores composto por membros do PCdoB e que é aliado desses governos. E o Sindicato dos Metalúrgicos dirigido por membros do PT.

Era uma crônica anunciada que os aproveitadores, “famintos”, os inexpressivos, os calculistas, os burgueses travestidos de esquerdistas, iriam aproveitar. Assim como a classe média reacionária, a imprensa-submissa, o empresariado-voraz, profissionais de vários setores, como os médicos-burgueses, aproveitam os governos reacionários.  Gente dos mais variados seguimentos da sociedade amazonense. Da Universidade do Amazonas ao jornalismo.

Em função dessa realidade patética, não pode haver eleição para governador do Amazonas na acepção radical do conceito. Não há oposição. E sem oposição não há eleição e muito menos democracia.

DILMA FALA SOBRE INVESTIMENTO, INFRAESTRUTURA E SOBRE O CONTROLE DA INFLAÇÃO

Durante a cerimônia de inauguração de um sistema de tratamento sanitário, em Porto Alegre, a presidenta Dilma Vana Rousseff, fez uma breve exposição sobre as políticas de crescimento e desenvolvimento que seu governo vem realizando. Durante o ato não deixou de ilustrar as obras realizadas no estado gaúcho como as obras dos aeroportos internacionais. Ela falou também sobre os investimentos na Copa que se desdobrarão em benefício do povo brasileiro. Também comentou sobre a importância da criação de infraestrutura para melhorar a condição do Brasil. E não deixou de comentar o controle da inflação.

O DISCURSO DE DILMA

“As obras, rigorosamente falando, atendem à Copa, mas elas não são para a Copa, elas são para o povo desse país, para o povo desse estado. Quando a gente vai dar uma festa na casa da gente, você dá uma melhorada na casa. Quando vai ter o casamento, você pode até dar uma ampliada na casa, mas todos os benefícios ficam para quem mora na casa.

Não tem a ver com Copa, mas com nossa situação concreta. A taxa de crescimento de pessoas que procuram avião é bastante significativa. Para vocês terem uma ideia, hoje, no Brasil, 100 milhões de passageiros, utilizam, por ano, esse sistema de transporte.

Montar uma estrutura de financiamento adequada para investimento em infraestrutura é condição indispensável para esse projeto sair. Não é possível criticar simultaneamente por não fazer projetos para melhorar a saúde pública e criticar investimentos em saneamento, não é possível, não fecha. A equação, no Brasil, tem que fechar e aí a responsabilidade de cada um de nós tem que aparecer.

Mantemos sistematicamente um olho e um controle na inflação, mesmo quando, devido à seca que ocorre no Sudeste e a chuva torrencial que ocorre no Norte do Brasil e a seca, que graças a Deus, parece que estamos saindo dela no Nordeste, tivemos impactos em alguns produtos alimentares. Mas é importante olhar, primeiro, que isso é momentâneo, e segundo, que enquanto têm alguns produtos que sobem, outros caem. A inflação nós iremos controlar sistematicamente”, discursou Dilma.              

BALANÇO DE UM MÊS DA EQUIPE DE SAÚDE DO “PROGRAMA DE BRAÇOS ABERTOS” MOSTRA QUE 70% DOS PARTICIPANTES DEIXARAM DE CONSUMIR DROGAS

A equipe médica da prefeitura de São Paulo sob a gestão de Fernando Haddad do Partido dos Trabalhadores (PT) fez o balanço de um mês da implantação do Programa de Braços Abertos, que envolve os usuários de crack da região que se postam na região da Luz e o resulto foi mais do que era esperado. O balanço constatou que 70% dos participantes do programa, todos usuários, deixaram de fazer uso da droga. No contexto da atuação de transformação do que era antes a região, foram apreendidas 4 mil pedras de crack e foram presos 25 traficantes.

SOBRE O PROGRAMA DE BRAÇOS ABERTOS

Desde o momento da implantação do programa, 14 de janeiro, foram cadastradas 386 pessoas que consumiam de 10 a 15 pedras de crack, destas 149 passaram participar do plano de desintoxicação. Todas as pessoas cadastradas tem direito a moradia em hotéis alugados pela prefeitura e exames médicos que são acompanhados pelos profissionais da saúde que atendem diretamente no local. Também é pago R4 15 reais de diária para cada uma dessas pessoas pelos seus serviços de limpeza urbana. Com a nova realidade, a prefeitura já concebe ampliar o atendimento e aumentar os números de vagas de trabalho.

DA INESGOTÁVEL INVEJA DAS DIREITAS

Como é comum ocorrer com os particularizados-mentais o programa serviu de inveja e maledicência, tentativa de sabotagem de várias formas, inclusive por parte da imprensa conspiradora. O caso de uma repórter que acompanhou um dos cadastrados até a “boca” para comprar crack, depois do mesmo receber sua parte do programa, revela o quanto o programa tocou dolorosamente nessas direitas que têm estreiteza de inteligência e são impudicamente vulgares.

DA CRACOLÂNDIA AO TERRITÓRIO DA LUZ

Contente com o resultado que humanizou verdadeiramente os participantes do programa, o prefeito Fernando Haddad, comemorou o feito democrático e disse que agora o local não será mais chamado por ele e outros de “Cracolândia, mas de Luz.

“Eu chamo de Luz daqui pra frente. Eu confio muito nesse programa. Às vezes quando você fala em sucesso em um empreendimento, o sucesso é 1005. Então se tiver ali três pessoas ou dez consumindo, vai se ver ainda a operação como não bem sucedida. Eu sou mais humilde diante do objeto. É um objeto difícil, complexo de resolver. Se nós avançamos 70%, acho que tem espaço para avançar mais”, analisou o prefeito.

 O PARTICULAR MALOGRADO E O UNIVERSAL ELEVADO

Uma informação dolorosa para às direitas, porque enquanto permanecerem no estágio oco de suas particularidades jamais atingirão a universalidade concreta do humano. E quem não alcançou o pensamento universal não existiu e nem existe ontologicamente. Foi e é um mero malogro. Não podia e nem pode ser diferente. Quem foi e é escravo de seu solipsismo não produz alteridade com o outro. Logo, não serviu e nem serve para a vivência democrática.

PRESIDENTE DILMA ROUSSEFF, AÉCIO NEVES, SERRA E AS PEQUISAS DO DATAFOLHA

Como explicar uma queda de aprovação de governo num curto espaço de tempo? Se fosse colocado o nome de todos os prefeitos, governadores, deputados, senadores o que aconteceria?

Pelo que assistimos, as manifestações que ocorreram no Brasil na semana passada protestava-se contra tudo. Mas protestava-se com maior evidência contra a Presidente Dilma Rousseff, a ponto de se vê cartaz com o seguinte  clichê: “Fora Dilma e leva tua corja”.

O governo da presidente Dilma Rousseff até antes dos protestos navegava nos seus 57% de aprovação. Caiu com a pesquisa do Datafolha divulgada ontem, sábado, para 30%.

Nesse momento quando nessas manifestações de ruas não vemos nenhum dizer novo, mas apenas bordões, clichês, palavras de ordem na sua grande maioria dirigidas à presidente e ao Partido dos Trabalhadores e transmitidas diariamente pela Tv Globo, porta voz da direita reacionária e outras, cria-se em alguns telespectadores essa mobilidade expressa nos resultados das pesquisas.

Na nossa opinião, a pessoa que foi entrevistada anteriormente não  muda de opinião vendo que o governo não vai mal e que sua economia apresenta flexibilidade própria do capitalismo mundial.

Pode influenciar nos entrevistados a ideia de que devido às cenas de quebra-quebra praticado por malfeitores, baderneiros, manifestantes nazi-facistas protagonizaram. Agressão ao Itamaraty, lojas, concessionárias de veículos provoca realmente  constrangimento.

Por que protestar contra a presidente? A presidente da República é a responsável pelo sistema de transporte coletivo das cidades? A onda de protestos começou exatamente por causa do sistema de transporte coletivo, especialmente em São Paulo devido a reivindicação do Passe Livre que vem sendo cobrado a mais de oito anos.

Não resta dúvida de que esse serviço é péssimo e caro. Só que os responsáveis são os prefeitos, vereadores e empresários. Os empresários, como na não cidade de Manaus é que ditam os procedimentos operacionais, controlam a comercialização de vales transportes e meia passagem estudantil e calculam a tarifa que será cobrada.

Não é de hoje que se fala em IPK. Linhas mais rentáveis fatiar o lucro com as menos rentáveis. Pagar às empresas por quilômetro rodado. Enquanto Curitiba já adota esse sistema, nós que sempre a copiamos, nesse ponto o negócio nunca deu certo. Mas os manifestantes não veem isso como atribuição do prefeito e sim da presidente da República.

E vamos aproveitar esse momento, dizem o pessoal da direita reacionária para fazer uma pesquisa para ver como vai aparecer a presidente. E claro, depois de uma chuvarada de fatos lamentáveis visto nas ruas, a responsabilidade cai sobre a chefa do executivo federal.Visão equivocada, afinal, na República há a descentralização do poder.

Em Manaus, por exemplo, não vimos em momento algum, a população sair às ruas para protestar contra os envolvidos na operação Albatroz. Remanescentes desse escândalo há várias pessoas trabalhando no serviço público.

Não vimos ninguém protestar, por exemplo, contra o deputado Belarmino Lins, tetra presidente da Assembleia Legislativa do Estado com um poder tão grande que foi capaz de criar um TRIBULINS no Estado do Amazonas. Nunca se protestou contra os indícios de corrupção na construção do atual prédio da ALE e especificamente do edifício garagem ali construído.

Se na lista da pesquisa do Datafolha aparecesse nomes de políticos seus índices de popularidade e aceitação estariam nas alturas?

O Datafolha quis saber só mesmo como estava a presidente Dilma Rousseff. Perguntou a 4.717 entrevistados em 196 cidades e o diagnóstico foi essa queda. Queda que tem várias interpretações. Dentre uma delas  e que foi omitida, segundo um post no Blog do Luis Nassif, a aprovação pessoal de Dilma Rousseff que é de 55 e 58%. 

CRIANÇAS DO KINEMAZÓFICO DISCUTEM PREÇO DA FARINHA QUE FAZ PARTE DE SEU HÁBITO GASTRO CULTURAL

foto farinha crianças

É muito difícil encontrar um amazonense,  um paraense  ou nortista que não goste de farinha de mandioca. Saborear um jaraqui, acará, tambaqui, pacu, pirarucu, pirara, surubim, pescada ou cinquenta matrinchãs sem a toco mole, seca não faz parte do cardápio desse povo.

Mas eis que  tem sido comum nesta não cidade de Manaus seu povo reclamar diariamente sobre o preço desse essencial produto na mesa manauara. Quando não há peixe, carne, o amazonense, paraense, nortista a colocam na cuia, misturam com água e tomam chibé, ou mingau. 

O preço do produto está abusivo. Há mercearias, supermercados vendendo o quilo a R$ 10,00. Temos informações que na cidade de Maués já chegou a R$ 13,00 reais o frasco (dois litros.)

Aqui em Manaus varia. Vai de R$ 4,50 a R$ 15,00 o quilo. No domingo passado, após a projeção do nosso kinemazófico, atividade que realizamos com as crianças do bairro Novo Aleixo a mais de cinco anos, propusemos um debate  com as mesmas tratando exatamente sobre o preço da farinha.

Antes explicou-se que para fazer a farinha o agricultor faz um roçado. Corta todo o mato pequeno, depois derruba com moto serra as árvores maiores. Antes era com machado. Levava em média uma a duas semana para a derrubada. Hoje com moto serra faz esse serviço em meio dia.

Tudo no chão se esperava que as folhas secassem. Quando estavam todas secas o agricultor as queimava. Tudo era incendiado. Ia  para o espaço labaredas de fogo e fumaça.

Quando não queimava bem o agricultor tinha que “encoivarar”, isto é, juntava os galhos que não queimara para tocar novo fogo.

Feito isso era hora de plantar a maniva. É desse arbusto que fixo na mãe terra surgirá a mandioca.

Passado 8, 9, 10 meses ela passa pelo menos por duas capinas e depois estará pronta para ser colhida, arrancada.

Para arrancar a mandioca o agricultor, dependendo da quantidade de farinha que vai fazer leva no mínimo um dia.

Uma parte é colocada dentro d’agua e outra é descascada para ser ralada. Antigamente era no ralo, manual. Hoje já há meios modernos de cevar. Dez paneiros de mandioca se ceva em menos de 30 minutos. Antigamente levava-se dois dias.

Depois disso retira-se a que está dentro d’agua para  misturar com a ralada. Essa mistura é que vai dar a cor amarela.

Essa massa ficará uma noite descansando para no dia seguinte, por volta da quatro madrugada ser secada no tipiti de onde é extraído o tucupi e a tapioca.

Depois de seca a massa  é peneirada.

Com a lenha retirada do roçado acende-se o forno. Primeiramente a massa é escaldada. Usa-se no caso do Amazonas um remo nesse primeiro momento e quando já está sem a água se usa um rodo.

No final, depois de mais ou menos 3 a 4 horas, dependendo da quantidade de massa a fornada estará pronta. A parte fina, torrada, o “caboco” retira para fazer caribé. Uma bebida apurada bastante consumida por estas bandas.

Adivinhem agora criançada, quanto  custará uma saca de farinha produzida pelo agricultor?

Ele venderá por R$ 50,00 ou, 60,00 reais. Trabalhou uma semana. Haverá pessoas que reclamarão desse preço, mas não levam em conta o trabalho que deu ao agricultor para fazê-la.

O atravessador que não é “besta” vai lá e compra tudo. Depois ele mesmo fará seu preço. O produtor, o consumidor perdem e quem ganha é o atravessador e o comerciante, concluiu Eduardo.

Eles colocam o preço que quiserem porque não há no Estado do Amazonas uma política de preço mínimo para o agricultor e nem fiscalização no comércio. Não há  incentivo para a produção de mandioca. Nessa relação promíscua temos a mais-valia ou mais-valor que proporciona o lucro do explorador, segundo Karl Marx.

Com o bolsa floresta, bolsa verde, bolsa defeso, assentamento do INCRA o caboco não faz mais roçado. Ele não pode mesmo, porque é proibido desmatar. Volta a viver como seus ancestrais viviam. Trabalham pela manhã e folgam a tarde, pois o dinheiro que recebem do governo compram farinha e os demais mantimentos.

Enquanto isso, nossos cinéfilos entenderam o processo de feitura da farinha, da comercialização e da exploração do trabalhador que produz, mas no final acaba como  o grande perdedor. Só não perdeu a Micaela que no sorteio ganhou um quilo de farinha que custou R$ 10,00 reais importada de Santarém, do belo Estado do Pará.

Os moradores desta não cidade ao criticar o preço desse cereal estão dando sua contribuição como cidadãos e particípes  da vida em comunalidade.

Sem participarem de manifestos nossos consumidores afinados debateram sobre o preço abusivo da farinha que tem como grande perdedor o agricultor  e o consumidor e ganhadores, o atravessador e o comerciante, na conclusão do nosso cinéfilo, Eduardo, criança de 10 anos, assíduo frequentador a mais de cinco anos das nossas sessões de cinema que não passam nas tevês abertas nem fechadas, aos domingos, na Rua Rio Jaú.

Ps. Nosso próximo texto versará sobre Manifestantes e Povo – baseado em “Multidão”- Guerra e democracia na era do Império,  obra de Michael Hardt e Antônio Negri.

 


USAR O CONTROLE REMOTO É UM ATO DEMOCRÁTICO!

EXPERIMENTE CONTRA A TV GLOBO! Você sabe que um canal de televisão não é uma empresa privada. É uma concessão pública concedida pelo governo federal com tempo determinado de uso. Como meio de comunicação, em uma democracia, tem como compromisso estimular a educação, as artes e o entretenimento como seu conteúdo. O que o torna socialmente um serviço público e eticamente uma disciplina cívica. Sendo assim, é um forte instrumento de realização continua da democracia. Mas nem todo canal de televisão tem esse sentido democrático da comunicação. A TV Globo (TVG), por exemplo. Ela, além de manter um monopólio midiático no Brasil, e abocanhar a maior fatia da publicidade oficial, conspira perigosamente contra a democracia, principalmente, tentando atingir maleficamente os governos populares. Notadamente em seu JN. Isso tudo, amparada por uma grade de programação que é um verdadeiro atentado as faculdades sensorial e cognitiva dos telespectadores. Para quem duvida, basta apenas observar a sua maldição dos três Fs dominical: Futebol, Faustão e Fantástico. Um escravagismo-televisivo- depressivo que só é tratado com o controle remoto transfigurador. Se você conhece essa proposição-comunicacional desdobre-a com outros. Porque mudanças só ocorrem como potência coletiva, como disse o filósofo Spinoza.

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CAMPANHA AFINADA CONTRA O

VIRTUALIZAÇÕES DESEJANTES DA AFIN

Este é um espaço virtual (virtus=potência) criado pela Associação Filosofia Itinerante, que atua desde 2001 na cidade de Manaus-Am, e, a partir da Inteligência Coletiva das pessoas e dos dizeres de filósofos como Epicuro, Lucrécio, Spinoza, Marx, Nietzsche, Bergson, Félix Guattari, Gilles Deleuze, Clément Rosset, Michael Hardt, Antônio Negri..., agencia trabalhos filosóficos-políticos- estéticos na tentativa de uma construção prática de cidadania e da realização da potência ativa dos corpos no mundo. Agora, com este blog, lança uma alternativa de encontro para discussões sociais, éticas, educacionais e outros temas que dizem respeito à comunidade de Manaus e outros espaços por onde passa em movimento intensivo o cometa errante da AFIN.

"Um filósofo: é um homem que experimenta, vê, ouve, suspeita, espera e sonha constantemente coisas extraordinárias; que é atingido pelos próprios pensamentos como se eles viessem de fora, de cima e de baixo, como por uma espécie de acontecimentos e de faíscas de que só ele pode ser alvo; que é talvez, ele próprio, uma trovoada prenhe de relâmpagos novos; um homem fatal, em torno do qual sempre ribomba e rola e rebenta e se passam coisas inquietantes” (Friedrich Nietzsche).

Daí que um filósofo não é necessariamente alguém que cursou uma faculdade de filosofia. Pode até ser. Mas um filósofo é alguém que em seus percursos carrega devires alegres que aumentam a potência democrática de agir.

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